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Resumo de Direito Civil

Visão Preliminar do Código Civil

Divide-se em: Parte Geral e Parte Especial.

Parte Geral: possui 3 livros Parte Geral: possui 5 livros


I – Das Pessoas (Sujeitos) I – Obrigações
II – Dos Bens (Objetos) II – Empresas
III – Fatos Jurídicos (Relação jurídica) III – Das Coisas
IV – Família
V – Sucessões

Pessoa Natural
I – DAS PESSOAS: Pessoa Jurídica II – DOS BENS: Classificações
Domicílio

Negócio Jurídico
Atos Jurídicos Lícitos
III – FATOS JURÍDICOS: Atos Jurídicos Ilícitos
Prescrição e da Decadência
Da Prova

O direito civil tutela as nossas escolhas de vida possibilitando aos sujeitos manifestarem as
suas vontades, visando alcançar um interesse próprio. Ao manifestar essa vontade o sujeito exerce a
denominada autonomia privada, criando normas que irão regulamentar sua vida. Porém o exercício
desta autonomia, deverá respeitar os limites previamente estabelecidos pelo estado, sob pena de
sanção.

CONCEITO E DIVISÃO DO DIREITO


1 - CONCEITO DE DIREITO, DISTINÇÃO ENTRE O DIREITO E A MORAL
Segundo Radbruch, direito: é “conjunto das normas gerais e positivas, que regulam a vida
social”. Origina-se do latin, directum, significando aquilo que é reto, que está de acordo com a lei.

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Destina-se a regular as relações humanas. As normas de direito asseguram as condições de equilíbrio
da coexistência do ser humano, da vida em sociedade.
1.2 – DISTINÇÃO ENTRE O DIREITO E A MORAL
O fator em comum entre os dois é que ambos, constituem regras de comportamento. No
entanto distinguem-se pela sanção (que no direito é imposta pelo Estado, para constranger os
indivíduos à observância da norma, e na moral somente pela consciência do homem, traduzida pelo
remorso, pelo arrependimento, porém sem coerção). Outra diferença está relacionada ao campo de
ação, que na moral é mais amplo.

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Moral: Conjunto de valores que cada pessoa tem sobre o bem e o mal, certo e o errado, e que
são aprendidos ao longo da formação do seu caráter e da sua personalidade, através do convívio
familiar, escolar, religioso e social que molda a atuação do indivíduo na vida em sociedade.
Características da Moral
Individual: cada indivíduo tem um padrão moral próprio (o que é certo para alguém por conta
dos seus valores pode ser considerado errado para outrem com valores morais diversos).
Unilateral: Indica, sugere ao indivíduo a adoção de um determinado comportamento que
ainda que inobservável não lhe impõe nenhuma sanção.
Características da Norma Jurídica
1 – Estabelece modelos/padrões de comportamento obrigatórios aos seus destinatários.
2 – É dotada de:
 Imperatividade imposta pelo Estado: – sujeição de todos ao poder legal;
 Atributividade: a norma jurídica por estabelecer vínculos jurídicos entre sujeitos, atribui
direitos e obrigações.
 Coercibilidade: é a possibilidade de emprego de força.

ELEMENTOS QUE COMPÕEM A RELAÇÃO JURÍDICA


1o) O FATO PROPULSOR
Para a doutrina tradicional, em primeiro lugar, vem o fato propulsor da relação jurídica, já
que, em regra, todo direito nasce de um fato relevante para o ordenamento jurídico, fato
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apreendido em abstrato pela norma (= previsão) e disciplinado por ela quanto aos seus efeitos -
fenômeno chamado de estatuição.
FATO ➔ quando se torna relevante para o direito.

ESTATUIÇÃO ➔ norma jurídica.

2O) VINCULAÇÃO
O segundo elemento da relação jurídica é a vinculação entre os sujeitos de direito que
permite a um deles, ou a ambos, exigir do outro, um determinado dever jurídico.
3O) SUJEITOS (ATIVO E PASSIVO)
A existência de um sujeito ativo, que o ordenamento jurídico confere o poder, a faculdade
de agir. E do outro lado um sujeito passivo, em que relação ao sujeito ativo, tem um dever jurídico
correspondente a esse poder.
4O) OBJETO
Toda relação jurídica, ou situação jurídica tem um objeto, seja ele objeto jurídico (que é o
conteúdo que emana do vínculo jurídico – direitos subjetivos e deveres jurídicos) seja objeto
material (que é o bem jurídico, ou seja, aquilo que satisfaz o interesse do sujeito ativo).

Fim

1.3 – DIREITO POSITIVO E DIREITO NATURAL


Direito Positivo: é o ordenamento jurídico em vigor em determinado país e em determinado
período. Em outras palavras é “o conjunto de princípios que pautam a vida social de determinado
povo em determinada época”.
Direito Natural: é a ideia abstrata do direito, o ordenamento ideal, correspondente a uma
justiça superior e suprema.

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Positivo: Direito posto, criado pelo homem que está vigendo ou teve vigência em
determinado momento histórico. (Ex: CF, códigos de leis, costumes).

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Natural: ou “jus naturalístico”, é a teoria jurídica que define a existência de direito universal,
natural, não humano cujo as leis são ditadas pela própria natureza anterior do Estado e a este
superior.
Fim

1.4 – DIREITO OBJETIVO E DIREITO SUBJETIVO


Direito Objetivo: é o conjunto de normas impostas pelo Estado, de caráter geral, cuja a
observância os indivíduos podem ser compelidos mediante coerção. Esse conjunto de regras jurídicas
comportamentais (norma agendi) gera, para os indivíduos, a faculdade de satisfazer determinadas
pretensões e de praticar os atos destinados a alcançar tais objetivos (facultas agendi).
Direito Subjetivo: é o poder que a ordem jurídica confere a alguém de agir e exigir de outrem
determinado comportamento. É, portanto, o meio de satisfazer interesses humanos, derivado do
direito objetivo.

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DIREITO SUBJETIVO

Facultas Agendi: Faculdade de Agir


Conceito: Poder de agir para satisfação de um interesse próprio em conformidade com o
ordenamento jurídico.

Poder ou Faculdade de agir da Correspondente Dever Jurídico (Suj.


pessoa envolvida na Relação X Passivo) se não ocorrer o dever
correspondente ocorrerá a lesão
Jurídica (Suj. Ativo)

ELEMENTOS ESTRUTURAIS DO DIREITO SUBJETIVO:

a) Pretensão: (é o poder de exigir a recomposição do direito subjetivo violado)

b) Licitude: é a seara na qual o titular do direito subjetivo o exerce legitimamente

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Todo Direito Subjetivo tem na sua estrutura dois elementos: a pretensão e a licitude.
A pretensão nada mais é do que quando o sujeito passivo descumpre o correspondente dever
jurídico positivo ou negativo, ele viola o direito subjetivo do sujeito ativo. No momento da violação
(da lesão em sentido amplo) do direito subjetivo alheio, segundo a doutrina alemã nasce a pretensão
de direito material, que é o poder de exigir o cumprimento desse poder jurídico por parte do sujeito
passivo.

Poder de exigir o Não cumpriu Com a lesão surge a pretensão, que


Direito
cumprimento do o dever dá-se a lesão é o poder de exigir o cumprimento
Subjetivo
dever jurídico jurídico? desse dever jurídico violado.

A pretensão visa a recomposição do Direito Subjetivo violado e pode ser exercida em juízo ou
fora dele, conforme o § 194 do BGB (CC Alemão), que entrou em vigor em 1900, fonte inspiradora
do art.189 do NCC.

PRETENSÃO
É o direito de exigir de um outro uma ação ou omissão, estando submetida a prescrição - Art.
189 do NCC – É a exigência de sujeição do interesse alheio ao próprio.
“Violado do direito (subjetivo), nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, pela
prescrição, nos prazos a que aludem os arts. 205 e 206.”
É a partir da violação do dever jurídico que nasce a pretensão (de exigir o cumprimento do
dever jurídico violado).
A pretensão só nasce com a violação do direito subjetivo.

LICITUDE:
É outro elemento estrutural do Direito Subjetivo. Para alguns seria até mesmo um elemento
fundamental dessa noção. Ou seja, entre o direito e a violação está situada a zona de agir lícito, onde
o direito subjetivo não apresenta uma pretensão contra ninguém, e sim, permite ao seu titular agir
isoladamente satisfazendo um interesse sobre o objeto do seu direito, por exemplo, nos direitos
reais, especialmente no direito de propriedade, o proprietário sem precisar da colaboração de
alguém pode usar, fruir ou dispor da coisa objeto do seu direito, livremente, dentro dos limites do
ordenamento e com boa fé.
Outro exemplo: Um credor que vem recebendo do devedor, regularmente as prestações
concernentes ao seu direito de crédito, tal conduta é perfeitamente lícita cabendo a ele (credor)

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destinar essa prestação, da maneira que melhor lhe convier, independentemente da participação de
quem quer que seja.
➔ Existe licitude sem que tenha havido pretensão. A pretensão só nasce quando ocorre violação.

DIREITOS SUBJETIVOS QUANTO AOS EFEITOS

Patrimoniais: Dir. Reais

Não patrimoniais: Dir. da personalidade


Absolutos

DIREITOS
SUBJETIVOS

Patrimoniais: Obrigacionais (ou pessoais)


Relativos Não patrimoniais: Direitos subjetivos internos de
família

DIREITOS SUBJETIVOS ABSOLUTOS


O que o caracteriza é a sua oponibilidade erga omnes, ou seja, o seu titular pode opô-los ou
pode exigir de todos o respeito ao seu direito subjetivo. O que leva alguns a fazerem a afirmação em
que o sujeito passivo é indeterminado, ou seja, seria a toda a comunidade.

a) Reais (ius in re)

Direitos Subjetivos
Absolutos
b) Direitos da Personalidade

a) Direitos Reais (Ius In Re): direitos sobre coisa própria. Dá o poder de usar, fruir e dispor (faculdades
do domínio).

• Objeto Imediato: res, rei, a coisa.

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• Objeto Mediato: é o comportamento da comunidade, que tem o dever negativo de não
perturbar o direito real (abstenção).

• Sujeito Ativo: é o titular do direito real.

• Sujeito Passivo: é toda a comunidade.

Imediato: a coisa (res)


Ex.: a casa, o carro

OBJETO Mediato: dever jurídico negativo -


abstenção. Que nada mais é do que uma
prestação, que é um comportamento
exigível do sujeito de direito.

b) Direitos Da Personalidade:

(O rol do 12 e 55 do NCC não é exaustivo, significa que existem outros direitos da


personalidade não enumerados na lei, temos que usar o art. 5o, inc. V e X da CF/88 e § 2o, 5o, que
protege os diretos da personalidade mesmo os não enumerados na lei - cláusula geral da
personalidade, tem como base a tutela da dignidade humana).

Os direitos da personalidade têm oponibilidade erga omnes. São imprescritíveis,


indisponíveis, inalienáveis, extrapatrimoniais.

Objeto do direito da personalidade: * os atributos da pessoa humana.

(bem jurídico tutelado)

* Os atributos da pessoa humana são os elementos internos do indivíduo. Enquanto que “a


coisa” nos direitos reais é o elemento externo.

Obs.: Há quem entenda que também são direitos subjetivos absolutos os direitos da chamada
propriedade intelectual, como os direitos autorais, direito de invenção. Alguns entendendo também
que os direitos subjetivos externos da família são direitos subjetivos absolutos, tendo em vista que
haveria aqui oponibilidade erga omnes, ressaltando que nos termos do art. 1513 do NCC, sem
correspondência no CC/16, o legislador institui que fica proibido a qualquer pessoa de direito público
ou privado interferiu na comunhão de vida instituída pela família.

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Obs.: Direitos subjetivos internos de família: fidelidade, coabitação.

Direitos Subjetivos absolutos não patrimoniais:

DIREITOS DA PERSONALIDADE

Objeto imediato: os atributos do ser humano.

Objeto mediato: todos devem se abster, todos devem respeitar a minha intimidade, a minha
dignidade.

Alguns entendem que os direitos autorais seriam direitos subjetivos absolutos. Outros
entendem que não; seriam direitos subjetivos relativos pessoais, que aqui não haveria oponibilidade
erga omnes, porque o autor de uma obra artística, na realidade o que ele tem é o uso exclusivo da
sua obra. Mas ele não quer opor essa obra contra todos; ele quer que todos desfrutem da sua obra.
O que ele quer é apenas desfrutar das vantagens econômicas da sua obra.

Há também quem entenda que são direitos subjetivos absolutos os direitos externos de
família.

Art. 153, NCC: “É defeso a qualquer pessoa, de direito público ou privado interferir na
comunhão de vida instituída pela família.”

DIREITO SUBJETIVO RELATIVO - DIREITO PESSOAL

Aqui o sujeito passivo é determinável ou determinado. São extrapatrimoniais ou patrimoniais.


Aqui não há dúvida quanto à existência da relação jurídica, porque desde o início já se sabe quem é
o sujeito ativo e o passivo. Pode ser determinável porque alguém pode ceder o seu crédito.

DIREITOS SUBJETIVOS RELATIVOS NÃO PATRIMONIAIS:

São os direitos internos de família, quem são extrapatrimoniais ou patrimoniais. São os


chamados direitos e deveres dos cônjuges. Antes estavam previstos no art. 231 do CC/16 e agora
estão no 1566 do NCC.

São deveres de ambos os cônjuges:

I- fidelidade recíproca;
II- vida em comum, no domicílio conjugal;
III- mútua assistência;
IV- sustento, guarda e educação dos filhos;
V- respeito e consideração mútuos.

Obs.: A outorga uxória ou marital também estão incluídas aqui.

Objeto dos direitos subjetivos relativos:

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É um comportamento, que nada mais é do que uma prestação, que pode ser patrimonial ou
não.

Ex.: Mútua assistência alimentar (patrimonial); já a coabitação, a fidelidade são


extrapatrimoniais.

DIREITO SUBJETIVO RELATIVO PATRIMONIAL

Direito Obrigacional

Obrigação em sentido técnico é o direito do credor contra o devedor tendo por objeto uma
prestação pecuniária, ou seja, de valor econômico, que se traduz num dar, que é entregar ou restituir
alguma coisa; um fazer, que é prestar um ato ou um fato; ou um não-fazer, que é o compromisso, o
dever de não realizar determinado ato ou fato, é uma abstenção, ou seja, tolerar uma atividade do
sujeito ativo.

# prestação pecuniária = ter valor econômico, satisfaz econômico.

FACULDADE JURÍDICA

A faculdade jurídica consiste no poder de agir compreendido no direito subjetivo. É o


conteúdo dos direitos subjetivos, que normalmente possui mais de uma faculdade.

Faculdade não é o direito subjetivo, e sim, faculdade é o que a lei permite realizar em relação
a um direito subjetivo.

Em princípio a faculdade jurídica não tem vida própria; ela pode deixar de ser exercida sem
afetar a existência do próprio direito.

Ex.: No direito subjetivo de propriedade o seu titular (proprietário, dono) tem a faculdade ou
as faculdades de usar, fruir e dispor da coisa e de reavê-la de quem quer que injustamente a detenha.

No art. 1228 do NCC, tendo também a faculdade de exigir que todos respeitem o seu uso
pacífico em relação a coisa.

Por vezes, quando o proprietário destaca de seu direito subjetivo determinadas faculdades,
esse comportamento faz com que criem-se novos direitos subjetivos, como por exemplo, quando um
proprietário confere a outrem o uso e a fruição de seu imóvel através de escritura pública registrada
no RGI, nascendo aqui, um direito subjetivo de natureza real, denominado usufruto.

Obs.: Faculdade Jurídica não pode ser confundida com direito subjetivo, porque é o conteúdo
desse direito.

SIMPLES/MERAS FACULDADES

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São permissões, autorizações que o ordenamento jurídico confere aos sujeitos de direito,
permitindo-os a realização de atos ou negócios jurídicos, como por exemplo:

• a simples faculdade de contrair matrimônio;

• a simples faculdade de realizar uma compra e venda, etc.

DIREITO POTESTATIVO:

É o poder ou a faculdade de agir conferido a uma ou mais pessoas em determinada situação


ou relação jurídica, que permite a essa pessoa unilateralmente interferir na esfera jurídica alheia sem
que a outra pessoa, em relação a esse poder tenha qualquer dever jurídico correspondente,
sujeitando-se a vontade do titular do direito. Não havendo dever jurídico correspondente, e apenas
poder da vontade de um lado e do outro uma sujeição, preenchidos os requisitos legais, os direitos
potestativos são desaparelhados de pretensão.

Não há pretensão nos direitos potestativos, já que o sujeito ativo não pode exigir do sujeito
passivo o cumprimento de nenhum dever jurídico correspondente.

Há, no entanto, relações jurídicas já formadas, que a lei permite a um ou ambos integrantes
o poder ou a faculdade de agir só que do outro lado não há um dever jurídico correspondente: o que
há, desde que preenchidos os requisitos legais, é uma sujeição. Exige-se o preenchimento dos
requisitos legais para que seja exercido o direito potestativo.

Exemplo: Ação de extinção de condomínio, jurisdição voluntária, exige que o requerente seja
realmente dono da coisa em condomínio.

Direito Potestativo: em suma é o poder de modificar a esfera jurídica alheia de modo


unilateral, criando, modificando ou extinguindo uma relação jurídica.

ÔNUS
A doutrina afirma também como um conceito diferente do conceito de direito subjetivo, o
chamado ônus, já que nessa hipótese, permite-se e não se obriga a um sujeito passivo, realizar
determinada atividade no seu interesse, quando no direito subjetivo é um sujeito ativo que realiza
tal atividade no interesse dele sujeito ativo. Seria uma faculdade cujo exercício seria uma condição
indispensável à satisfação de um interesse próprio, afastando-se a ocorrência de eventual prejuízo.

Se aquele que tem ônus não realiza o comportamento permitido, como ele não tem o dever
jurídico, não pratica ilicitude. Ele pode fazê-lo ou não, porém sofre as conseqüências de não realizar
tal comportamento.

Exemplos de ônus:

• é ônus do réu contestar a demanda ajuizada contra ele;

• é ônus de quem alega, provar (o ônus da prova cabe a quem alega);

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• é ônus do comprador de imóvel registrá-lo no RGI (se não registrar não há transferência da
propriedade). Quem primeiro prenota é o dono - 1245 § 1º.

“Enquanto não se registrar o título translativo, o alienante continua a ser havido com dono do
imóvel.”

DEMAIS CONCEITOS, DADOS EM SALA DE AULA


Pessoa Natural: é o ente dotado de estrutura biopsicológica a quem se confere personalidade
jurídica.
Personalidade Jurídica: é um atributo, um valor jurídico fundamental que confere à pessoa
proteção dos direitos da personalidade (sujeito de relações existenciais) e capacidade jurídica (sujeito
de relações patrimoniais). Só pessoas naturais tem personalidade jurídica.
Capacidade Jurídica: aptidão genérica para praticar atos jurídicos, contraindo direitos e
obrigações. É quem possui capacidade de direito e capacidade de fato, portanto, possui capacidade
plena.

Herança
possuem capacidade jurídica, mas
Pessoas Formais Massa falida não possuem proteção dos direitos
da personalidade.
Condomínio

Massa Falida: conjunto de todos os direitos e deveres (débitos e créditos de uma empresa
falida).
Personalidade Formal: aptidão para titularizar direitos da personalidade e gozar da sua
proteção.
Personalidade Material: aptidão para titularizar direitos de natureza patrimonial.
Capacidade de Direito: é a capacidade por exemplo um menor tem de celebrar um contrato
mediante representação de um adulto responsável (representante legal).
Capacidade de fato: é a aptidão para a pessoa pessoalmente praticar ato jurídico contraindo
direitos e obrigações.
Legitimação: É um requisito específico exigido por lei de pessoa plenamente capaz para a
prática de determinados atos jurídicos cuja falta enseja a sua anulabilidade ou nulidade do ato. Ex:
art. 1.647, CC.

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Emancipação: é o fenômeno de antecipação da capacidade plena para aqueles que ainda não
alcançaram a maioridade civil. Art. 5º, CC.
Fim

Livro I – DAS PESSOAS

Título I – DAS PESSOAS NATURAIS

CAPÍTULO 1.1 – DA PERSONALIDADE E DA CAPACIDADE

Da personalidade
e da capacidade
Das Pessoas
Naturais Dos direitos da
personalidade
DAS PESSOAS Das Pessoas
Jurídicas Da ausência

Do domicílio

1.1.1 – Personalidade Jurídica: aptidão genérica para adquirir direitos e contrair obrigações ou
deveres na ordem civil.
1.1.2 – Conceito de Pessoa Natural: É o ser humano considerado sujeito de direitos e deveres (CC,
art. 1º). Para ser pessoa basta existir.
1.1.3 – Capacidade de Direito: (art. 1º). Significa o poder de aquisição ou de gozo de direitos. É a
capacidade que todos possuem.
1.1.4 – Capacidade de Fato: é a aptidão para exercer, por si só, os atos da vida civil.
Nem todo mundo que possui capacidade de direito, possui capacidade de fato, mas todos que
possuem capacidade de fato, possuem capacidade de direito.
Capacidade de fato = Capacidade de direito, mas a recíproca nem sempre é verdadeira.
Os recém-nascidos e os amentais sob curatela têm somente a capacidade de direito,
podendo, por exemplo, herdar. Mas não têm a capacidade de fato. Para propor qualquer ação em
defesa da herança recebida, precisam ser representados pelos pais ou curadores.

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Quem tem as duas espécies de capacidade, tem a chamada capacidade plena. Quem só tem
a de direito, possui capacidade limitada e necessita de outra pessoa que complete a sua vontade.
Por isso, são chamados de incapazes.
Capacidade de Direito + Capacidade de Fato = Capacidade Plena.

De direito
Plena
De fato
Espécies de
capacidade

Limitada De direito apenas

1.2 – DAS PESSOAS COMO SUJEITOS DA RELAÇÃO JURÍDICA


1.2.1 – Os Sujeitos da Relação Jurídica
Relação Jurídica: é toda relação da vida social regulada pelo direito. Estabelece-se entre
indivíduos, porque o direito tem por escopo regular os interesses humanos. A ordem jurídica
reconhece duas espécies de pessoas:
 Pessoa Natural: é o ser humano considerado como sujeito de direitos e deveres. Basta
nascer com vida.
 Pessoa Jurídica: agrupamento de pessoas naturais, visando alcançar fins de interesse
comum, também denominada, em outros países, pessoa moral e pessoa coletiva.
1.2.2 – Começo da Personalidade Natural
O marco inicial da personalidade é o nascimento com vida. Art. 2º, CC.
1.2.3 – Situação Jurídica do Nascituro
A personalidade civil da pessoa só começa depois do nascimento com vida, mas a lei já garante
os direitos do nascituro, desde a concepção. Art. 2º, CC.
Três teorias procuram definir a situação jurídica do nascituro:
a) A natalista;
b) A da personalidade condicional;
c) A concepcionista.

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Natalista: afirma que personalidade civil somente se inicia com o nascimento.

Da personalidade condicional: sustenta que o nascituro é pessoa condicional,


pois a aquisição da personalidade acha-se sob a dependência de condição
suspensiva, o nascimento com vida. É um desdobramento da teoria natalista,
uma vez que também parte da premissa de que a personalidade tem início com
TEORIAS o nascimento com vida.

Concepcionista: admite que se adquire a personalidade antes do nascimento, ou


seja, desde a concepção, ressalvados apenas os direitos patrimoniais,
decorrentes de herança, legado e doação, que ficam condicionados ao
nascimento com vida.

1.3 - DAS INCAPACIDADES


No direito brasileiro não existe incapacidade de direito, pois todos se tornam, ao nascer,
capazes de adquirir direitos (art. 1º, CC). Existe, portanto, somente a incapacidade de fato.
Conceito: é a restrição legal ao exercício de atos da vida civil. Divide-se em duas espécies:
Absoluta e Relativa.
Absoluta: é a proibição total do exercício, por si só, do direito. O ato somente poderá ser
praticado pelo representante legal do absolutamente incapaz, sob pena de nulidade (art. 166, I, CC).
Relativa: Permite que o incapaz pratique atos da vida civil, desde que assistido, sob pena de
nulidade (art. 171, I. CP).
Certos atos, porém, pode o incapaz praticar sem assistência de seu representante legal, tais
como:
 Ser testemunha (art.228, I. CC);
 Aceitar mandato (art. 666, CC);
 Fazer testamento (art. 1.860, parágrafo único, CC);
 Exercer cargos públicos (art. 5º, parágrafo único, III, CC);
 Casar (art. 1.517);
 Ser eleitor, celebrar contrato de trabalho etc.
As incapacidades, absolutas e relativas, são supridas, pois, pela representação e pela
assistência (art. 1.634, V).
Na Representação: o incapaz não pratica o ato, que é praticado somente por seu
representante.
Na Assistência: reconhece-se ao incapaz certo discernimento e, portanto, ele é quem
pratica o ato, mas não sozinho, e sim acompanhado, isto é, assistido por seu representante.
Por exemplo: na assinatura de um contrato, este deverá ser assinado por ambos. Na
representação, somente o representante do incapaz é que assina o contrato.

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Incapacidade
Meios legais de Representação
absoluta
suprimento das
incapacidades Incapacidade Assistência
Relativa

1.3.1 – Incapacidade Absoluta: Os menores de dezesseis anos


A incapacidade absoluta acarreta a proibição total do exercício, por si só, do direito. O ato
somente poderá ser praticado pelo representante legal do absolutamente incapaz. A inobservância
dessa regra provoca a nulidade do ato, nos termos do art. 166, CC.
Atualmente são considerados absolutamente incapaz somente os menores de dezesseis
anos.
1.4 – EXTINÇÃO DA PESSOA NATURAL
De acordo o art. 6º, CC, a existência da pessoa natural termina com a morte.
Doutrinariamente, pode-se falar em: morte real; morte simultânea ou comoriência; morte civil e
morte presumida.
1.4.1 – Morte Real
A morte real é apontada no art. 6º, CC, como responsável pelo término da existência da
pessoa natural. A sua prova faz-se pelo atestado de óbito ou por ação declaratória de morte
presumida, sem decretação de ausência (art. 7, CC).
A morte real ocorre com o diagnóstico de paralisação da atividade encefálica, segundo o art.
3º da lei 9.434/97.
1.4.2 – Morte Simultânea ou Comoriência
A comoriência é prevista no art. 8, CC. Dispõe que, se dois ou mais indivíduos falecerem na
mesma ocasião (não precisa ser no mesmo lugar), não se podendo averiguar qual deles morreu
primeiro, presumir-se-ão simultaneamente mortos.

1.4.3 – Morte Civil


Art. 1.816, CC, que trata o herdeiro, afastado da herança por indignidade, como ele “morto
fosse antes da abertura da sucessão”. Mas somente para afasta-lo da herança. Conserva-se porém,
a personalidade, para os demais efeitos.
1.4.4 – Morte Presumida
A morte presumida pode ser: com declaração de ausência e sem declaração de ausência.

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Morte presumida com declaração de ausência: ocorre quando a pessoa desapareceu, sem que
houvesse uma situação em que se pudesse presumir que a pessoa faleceu, ela, simplesmente, desapareceu
de seu domicílio sem deixar vestígio. Art. 6º, CC.

Morte presumida sem declaração de ausência: Trata-se de uma morte com extrema
possibilidade de ter ocorrido. Portanto, com relação a ele, pode ser declarada sua morte presumida,
inclusive com certidão de óbito dada à família. Art. 7º, CC.

1.5 – INDIVIDUALIZAÇÃO DA PESSOA NATURAL


1.5.1 – Modos de Individualização
Os principais elementos individualizadores da pessoa natural são:
 Nome: designação que distingue das demais e a identifica no seio da sociedade.
 Estado: que indica a sua posição na família e na sociedade política.
 Domicílio: que é a sua sede jurídica.
1.5.2 – Nome
É a designação ou sinal exterior pelo qual a pessoa se identifica no seio da família e da
sociedade.
1.5.2.1 – Natureza Jurídica
É considerado um direito da personalidade. Trata-se de direito inalienável e imprescritível,
essencial para o exercício regular dos direitos e do cumprimento das obrigações. A tutela do nome,
alcança o pseudônimo (art. 19, CC), propiciando direito à indenização em caso de má utilização,
inclusive em propaganda comercial.
1.5.2.2 – Elementos do Nome
São dois (art. 16, CC): prenome e sobrenome ou apelido familiar.
 Prenome (antigamente denominado nome de batismo)

 Sobrenome ou apelido familiar (também denominado patronímico, nome de família ou


simplesmente nome).
Em alguns casos, usa-se também o agnome, sinal que distingue pessoas pertencentes a uma
mesma família que têm o mesmo nome (Júnior, Neto, Sobrinho etc.). Há ainda, outras designações,
comumente utilizadas:
 Agnome epitético: indicativo de alguma característica do seu portador, mas sem valia
jurídica, por exemplo: Fulano de tal, “o velho”, ou “o moço”, ou “calvo” etc.

 Axiônimo: designação que se dá à forma cortês de tratamento ou à expressão de reverência,


como Exmo. Sr., Vossa Santidade etc.

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 Hipocorístico: diminutivo do nome, muitas vezes, mediante o emprego dos surfixos “inho” e
“inha” que denota intimidade familiar, como Zezino (José), Ronaldinho (Rodaldo), Mariazinha
(Maria).

 Alcunha: apelido, por vezes, depreciativo, que se pões em alguém, geralmente tirado de
alguma particularidade física ou moral, como “aleijadinho”, “Tiradentes”, etc.

 Cognome: palavra que qualifica pessoa ou coisa, em regra usada como sinônima de alcunha.

 Epíteto: pode ser aposto ao nome como designação qualificativa, como D. Pedro, “o
justiceiro", por exemplo.

 Título de nobreza: conde, comendador e outros, usados em alguns países, completam o


nome da pessoa, servindo para sua identificação.

 Títulos acadêmicos, eclesiásticos ou qualificações de dignidade oficial: como professor,


doutor, monsenhor, desembargador etc.: são algumas vezes acrescentados ao nome.

 Nome vocatório: abreviação do nome, pela qual a pessoa é conhecida, por exemplo: PC
(Paulo César Farias), Olavo Bilac (Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac) etc.

 As partículas de, do, di: (De Santi, Di Cavalcanti).


1.5.2.2.1 – Prenome
Prenome: é o nome próprio de cada pessoa e serve para distinguir membros da mesma
família. Pode ser simples ou composto. Irmãos não podem ter o mesmo prenome, a não ser que seja
duplo, estabelecendo a distinção.
Pode ser livremente escolhido pelos pais, desde que não exponha o filho ao ridículo.
1.5.2.2.2 – Sobrenome
Sobrenome: é o sinal que identifica a procedência da pessoa, indicando a sua filiação ou
estirpe. Enquanto o prenome é a designação do indivíduo, o sobrenome é característico de sua
família, transmissível por sucessão. É também conhecido como patronímico, sendo ainda chamado
de apelido familiar. É imutável, adquire-se com o nascimento.
1.5.2.2.3 – Imutabilidade do Nome
1.5.2.2.3.1 – Retificação de Prenome
O art. 58 da Lei dos Registros Públicos, em redação original, dispunha que o “prenome será
imutável”. Todavia, permitia, no parágrafo único, a retificação, em caso de evidente erro gráfico, bem
como a sua mudança, no caso do parágrafo único do art. 55, que proíbe o registro de nomes que
possam expor ao ridículo aos seus portadores.

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O prenome será definitivo, admitindo-se, todavia, a sua substituição por apelidos públicos
notórios. Por sua vez, a lei 9.807/99, deu uma nova redação ao parágrafo único, prescrevendo que a
substituição do prenome será ainda admitida em razão de fundada coação ou ameaça decorrente da
colaboração com a apuração de crime, por determinação, sem sentença, de juiz competente, ouvido
o Ministério Público. Atualmente, o prenome oficial pode ser substituído por apelido popular, como
por outro prenome pelo qual a pessoa é conhecida no meio social em que vive. Ex: Luiz Inácio “Lula”
da Silva; Maria da Graça “Xuxa” Meneghel.
Permite o art. 56 da Lei dos Registros Públicos que o interessado, no primeiro ano após ter
atingido a maioridade civil, altere o nome, pela via administrativa e por decisão judicial, desde que
‘não prejudique os apelidos de família”.
1.5.3 – Estado
Estado é a soma das qualidades da pessoa na sociedade, hábeis a produzir efeitos jurídicos. É
o seu modo particular de existir.
1.5.3.1 – Aspectos
O estado apresenta três aspectos: o individual ou físico; o familiar e o político.
Estado Individual: é o modo de ser da pessoa quanto a idade, sexo, cor, altura, saúde (são ou
insano e incapaz) etc. Diz respeito a aspectos ou particularidades de sua constituição orgânica que
exerce influência sobre a capacidade civil (homem, mulher, maioridade, menoridade etc.).
Estado Familiar: é o que indica a sua situação na família, em relação ao matrimônio (solteiro,
casado, viúvo, divorciado) e ao parentesco (pai, filho, irmão, sogro, cunhado etc.).
Estado Político: é a qualidade jurídica que advém da posição do indivíduo na sociedade
política, podendo ser nacional (nato ou naturalizado) e estrangeiro.
1.5.3.2 – Caracteres
As principais características ou atributos o estado são:
Indivisibilidade: ninguém pode ser, simultaneamente, casado e solteiro, maior e menor etc.
o estado é uno e indivisível e regulamentado por normas de ordem pública. A obtenção de dupla
nacionalidade é exceção à regra.
Indisponibilidade: trata-se de bem fora do comércio, sendo inalienável e irrenunciável. Isso
não impede a sua mutação diante de determinados fatos e preenchidos os requisitos legais: solteiro
pode passar a ser casado, estre pode torna-se viúvo etc.
Imprescritibilidade: nem se perde nem se adquire o estado pela prescrição. É elemento
integrante da personalidade e, assim, nasce com a pessoa e com ela desaparece.
1.5.4 – Domicílio
Domicílio: é o local onde o indivíduo responde por suas obrigações ou local em que estabelece
a sede principal de sua residência e de sues negócios. É, em última análise, a sede jurídica da pessoa,

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onde ela se presume presente para efeitos de direito e onde pratica habitualmente seus atos e
negócios jurídicos.
1.6 – DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE
1.6.1 – Conceito
Os direitos da personalidade são “direitos subjetivos da pessoa de defender o que lhe é
próprio, ou seja, a sua integridade física (vida, alimentos, próprio corpo vivo ou morto, corpo alheio
vivo ou morto, partes separadas do corpo vivo ou morto); a sua integridade intelectual (liberdade
de pensamento, autoria científica, artística e literária); e a sua integridade moral (honra, recato,
segredo profissional e doméstico, identidade pessoal, familiar e social)”. Art. 5º, CF e art. 11, CC.
1.6.2 – Disciplina no Código Civil
O Código Civil, no capítulo referente aos direitos da personalidade, disciplina os atos de
disposição do próprio corpo (arts. 13 e 14), os direitos a não submissão a tratamento médico de risco
(art. 15), o direito ao nome e ao pseudônimo (arts. 16 a 19), proteção à palavra e à imagem (art.
20) e proteção à intimidade (art. 21). E, no art. 52, preceitua: “aplica-se as pessoas jurídicas, no que
couber, a proteção dos direitos da personalidade”.
1.6.2.1 – Os Atos de Disposição do Próprio Corpo
O direito à integridade física compreende a proteção jurídica à vida, ao próprio corpo vivo ou
morto, quer na sua totalidade, quer em relação a tecidos, órgãos e partes suscetíveis de separação e
individualização, quer ainda ao direito de alguém submeter-se ou não a exames e tratamento
médicos. A vida humana é um bem supremo. Mais detalhes ler arts. 13 e 14, CC, Lei 9.434/97.
1.6.2.2 – O tratamento Médico de Risco
“Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou
intervenção cirúrgica” (art. 15, CC).
1.6.2.3 – Direito ao Nome
O direito e a proteção ao nome e ao pseudônimo são assegurados nos arts. 16 a 19, CC. Tem
caráter absoluto e produz efeito erga omnes, pois todos têm o dever de respeitá-lo.
1.6.2.4 – Proteção à Palavra e à Imagem
Direito à identificação social, direito pelo qual a pessoa se apresenta e é reconhecida como
indivíduo na sociedade.
Dispositivos que tratam do assunto: Lei 9.610/98. Art. 20, CC; Art. 20, parágrafo único.
1.6.2.5 – Direito a Intimidade
Dispõe o art. 21, CC: “A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requerimento
do interessado, adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta
norma”. Art. 5º, CF também trata do assunto.

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