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UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO

FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA


CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

OSA - ANALISADOR DE ESPECTRO ÓPTICO


MICROCONTROLADO

Disciplina: Projeto de Graduação


Acadêmico: Felipe D’Agostini Arcari
Professor: Adriano Luís Toazza

Passo Fundo, dezembro de 2010.


Felipe D’Agostini Arcari

OSA - Analisador de Espectro Óptico


Microcontrolado

Trabalho apresentado ao curso de Engenharia


Elétrica, da Faculdade de Engenharia e
Arquitetura, da Universidade de Passo Fundo,
como requisito para obtenção do título de
Engenheiro Eletricista, sob orientação do Prof.
Dr. Adriano Luís Toazza.

Passo Fundo, 2010


Felipe D’Agostini Arcari

OSA - Analisador de Espectro Óptico


Microcontrolado

Banca Examinadora:

____________________________________________________
Professor Dr. Adriano Luís Toazza – UPF – Orientador

___________________________________________________
Professor Dr. Carlos Allan Caballero Petersen – UPF – Examinador

________________________________________________________
Professor Dr. Paulo Sérgio Corrêa Molina – UPF – Examinador

Passo Fundo, 2010


Dedico este trabalho aos meus pais
Delírio e Deonice que tanto
lutaram pela minha educação e me
apoiaram durante toda a
caminhada no curso de Engenharia
Elétrica, a minha irmã Gabriela por
toda a compreensão e a minha
namorada Saôni pelo
companheirismo, paciência e apoio
durante a realização deste trabalho.
AGRADECIMENTOS

Dedico este espaço para demonstrar meu reconhecimento e gratidão às pessoas que me
ajudaram na realização deste projeto, de forma direta ou indireta, seja através de idéias e
soluções ou mesmo através de simples palavras de incentivo e confiança em minha pessoa.
Agradeço aos meus colegas de faculdade e de modo especial aos amigos Bruno,
Diego, Emanuel, Jeferson, José, Maicor, Marcelo, Vinícius e ao pessoal do núcleo de
manutenção eletrônica, SEPE Empresa Junior e do almoxarifado. Aos professores que me
orientaram e me impulsionaram para obter a formação acadêmica, em especial ao professor
Adriano Luís Toazza, meu orientador e ao professor Carlos Caballero, meu coorientador. Ao
meu colega Dante por ter ajudado na fusão das fibras ópticas e a Professora Marines, pela
ajuda na parte gramatical. Agradecimento especial ao Mestre Reginaldo da Silva,
primeiramente por ter sugerido a excelente idéia do projeto e também por ter dado todo o
apoio necessário e disponibilizado todos os componentes ópticos para o desenvolvimento do
mesmo. Por fim agradeço a minha família por sempre dar apoio aos meus estudos e objetivos.
Espero, em um futuro próximo, poder retribuir o apoio, empenho, dedicação, suporte e
confiança que depositaram em mim.
RESUMO

O uso das fibras ópticas em sistemas de comunicações trouxe muitas vantagens para
transmissão de dados, e consigo surgiu a necessidade de instrumentos de testes e medições
dos componentes ópticos. Um destes instrumentos é o analisador de espectro óptico – OSA
(Optical Spectrum Analyzer).
Este instrumento mede a potência óptica em determinados comprimentos de onda e
assim, é possível avaliar o comportamento de certos dispositivos ópticos. Para tanto, ele
separa o espectro de sinal recebido em pequenas janelas de medição, através de uma técnica
de multiplexação por divisão de comprimento de onda – WDM (Wavelength Division
Multiplexer).
Neste trabalho objetivou-se projetar e construir um analisador de espectro óptico
microcontrolado. Para isto, foi feito um estudo teórico sobre componentes ópticos bem como
a implementação de um hardware e um software. O hardware é composto por um laser de
sinal juntamente com um laser de bombeio, este usado para amplificar o sinal no EDFA
(Amplificador a Fibra Dopada com Érbio). Esta amplificação gera um ruído ASE que estará
presente na análise espectral do sinal emitido. O sistema também é composto por mais alguns
componentes ópticos passivos, como acoplador, isolador, filtro óptico e fotodetector. O envio
do sinal para o software é feito por um microcontrolador via conversor paralelo/USB.
Este software faz o controle dos dados recebidos para depois plotar um gráfico de
Potência (dBm) x Comprimento de onda (nm), possibilitando analisar o comportamento do
dispositivo óptico.

Palavras-chave: OSA, análise espectral, componentes ópticos, laser, microcontrolador,


software.
LISTA DE FIGURAS

Figura 1.1 - Estrutura de uma Fibra Óptica..............................................................................14


Figura 1.2 - Curva relativa à atenuação por comprimento de onda em uma fibra óptica e as
janelas de transmissão. [4]........................................................................................................15
Figura 1.3 - Emissão espontânea. (a) Elétron passando para um nível superior de energia por
algum meio de excitação. (b) Recombinação do par elétron-lacuna, liberando energia e
gerando um fóton. [12]..............................................................................................................17
Figura 1.4 - (a) Típica relação de potência óptica de saída pela corrente para um LED e um
Diodo Laser. (b) Comparação das características do espectro. [5]...........................................19
Figura 1.5 - Esquema do diagrama de dois níveis de energia e emissão estimulada. (a) Elétron
em um nível superior de energia. (b) Recombinação do par elétron lacuna gerando, pela
estimulação do primeiro fóton, dois fótons com mesma fase. [12] [14]...................................19
Figura 1.6 - Esquema Básico de uma Cavidade Óptica. [12]...................................................21
Figura 1.7 - Cavidade Óptica Fabry-Perot para um diodo laser. [1].........................................21
Figura 1.8 - Princípio de construção de um módulo laser. [14]................................................22
Figura 1.9 - Pastilha termoelétrica usado no dissipador de Peltier. [15]..................................23
Figura 1.10 - Esquema simplificado das cavidades de lasers (a) Fabry-Perot. (b) DFB sem
facetas refletoras. [16] [18].......................................................................................................24
Figura 1.11 - Largura de linha dos Espectros. (a) LED. (b) Laser Fabry-Perot. (c) Laser DFB.
[18]............................................................................................................................................26
Figura 1.12 - (a) Esquema estrutural de um fotodiodo PIN. (b) Representação de um
fotodiodo PIN com circuito externo. [1] [22]...........................................................................29
Figura 1.13 - Diagrama simples das bandas de energia de um fotodiodo PIN. Fótons com uma
energia maior ou igual à banda proibida podem gerar pares elétron-lacuna livres que agem
como portadores de foto corrente. [1] [22]...............................................................................30
Figura 1.14 - Esquema estrutural de um fotodiodo APD. [22].................................................31
Figura 1.15 - Esquema de um isolador óptico baseado no efeito Faraday. Transmissão de luz
no sentido de passagem.............................................................................................................33
Figura 1.16 - Ilustração de um acoplador óptico de fibra fundida. [34]...................................34
Figura 1.17 - Ilustração de um acoplador óptico baseado numa cavidade alinhada. [34]........35
Figura 1.18 - Resposta espectral de um acoplador WDM e sua representação física...............36
Figura 1.19 – Característica espectral do ganho de um EDFA. [54]........................................39
Figura 1.20 - EDFA com configuração de bombeio co-propagante. [53]................................40
Figura 1.21 - EDFA com configuração de bombeio contra-propagante...................................40
Figura 1.22 - EDFA com configuração de bombeio bi-direcional...........................................41
Figura 1.23 - Esquema básico de um filtro óptico sintonizável. [41].......................................42
Figura 2.1 - Diagrama de blocos do sistema.............................................................................46
Figura 2.2 - Laser de sinal utilizado no sistema. [45]...............................................................47
Figura 2.3 - Circuito de controle de corrente e tensão do laser de sinal...................................48
Figura 2.4 - Módulo Laser de Bombeio utilizado no sistema. (a) Encapsulamento. (b)
Estrutura interna. [46]...............................................................................................................49
Figura 2.5 - Controle de corrente do laser de bombeio.............................................................50
Figura 2.6 - Circuito de controle de temperatura do módulo laser de bombeio........................51
Figura 2.7 - Acoplamento do motor de passo ao filtro óptico sintonizável..............................54
Figura 2.8 - Acoplamento do motor de passo ao filtro óptico sintonizável. [51].....................55
Figura 2.9 - Curvas de resposta do fotofiodo PIN InGaAs. (a) Responsividade por
comprimento de onda. (b) Corrente fotodetectada por potência óptica de entrada. [49]..........56
Figura 2.10 - Circuito de condicionamento do Fotodiodo utilizado.........................................56
Figura 2.11 – Curva de potência por tensão do fotodiodo........................................................57
Figura 2.12 - Diagrama de pinos do PIC16F877A. [47]...........................................................59
Figura 2.13 - Circuito elétrico da alimentação e comunicação do FT245BL. [50]..................60
Figura 3.1 - Diagrama de blocos do firmware..........................................................................63
Figura 3.2 – Layout do aplicativo “OSAu.exe”........................................................................66
Figura 4.1 - Clivagem da fibra óptica. Clivador e alicate de decapagem.................................70
Figura 4.2 - Máquina de fusão e alinhamento das fibras ópticas..............................................71
Figura 4.3 - Curva de Potência Óptica emitida por corrente de alimentação do laser de sinal.
...................................................................................................................................................72
Figura 4.4 – Resultado da análise espectral óptica do laser de sinal sem EDFA......................75
Figura 4.5 – Resultado da análise espectral óptica do laser de sinal com EDFA.....................76
Figura A.1 – Desenho do eixo mecânico em AutoCad.............................................................86
Figura C.1 - Layout da placa de circuito impresso do soquete do laser de sinal......................90
Figura C.2 - Layout da placa de circuito impresso do soquete do laser de bombeio................90
Figura D.1 - Layout da placa de circuito impresso principal....................................................91
Figura D.2 - Layout da placa de circuito impresso do soquete do conversor USB..................91
...................................................................................................................................................92
Figura E.1 – Circuitos de controle dos lasers e peltier..............................................................92
...................................................................................................................................................93
Figura E.2 – Circuitos do conversor paralelo/USB, microcontrolador com driver de corrente e
condicionamento do sinal do fotodiodo....................................................................................93

LISTA DE ABREVIATURAS

Ampop – Amplificador Operacional;


ASE – Amplified Spontaneous Emission (Emissão Espontânea Amplificada);
A/D – Analógico para Digital;
CWDM – Coarse Wavelength Division Multiplexing (Multiplexação por Divisão de
Comprimento de Onda Espaçado)
DBR – Distributed Bragg Reflector (Refletor de Bragg Distribuído);
DFB – Distributed FeedBack (Realimentação Distribuída);
D/A – Digital para Analógico;
EDFA – Erbium Dopated Fiber Amplifier (Amplificador a Fibra Dopada com Érbio);
FDE – Fibra Dopada com Érbio
FIFO – First In First Out (Primeiro a entrar, primeiro a sair)
Gbps – Giga bits por segundo

ILD – Injection Laser Diode (Diodo Laser de Injeção);

Ith – Threshold Current (Corrente de limiar)

LASER – Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation (Amplificação de


Luz por Emissão Estimulada de Radiação);

LD - Laser Diode (Diodo Laser);

LED – Light Emission Diode (Diodo Emissor de Luz);


Mbps – Mega bits por segundo
nm – Nano-metro;

OSA – Optical Spectrum Analyzer (Analisador de Espectro Óptico);


OSNR – Optical Signal Noise Relation (Relação Sinal Ruído Óptica)

PC – Personal Computer (computador pessoal);


THz – Tera Hertz
USB – Universal Serial Bus;
USART – Universal Synchronous Asynchronous Receiver Transmitter;
WDM – Wavelength Division Multiplexer (Multiplexação por divisão de comprimento

de onda);

µm – Micro-metro;

SUMÁRIO

...................................................................................................................................................14
INTRODUÇÃO

A fim de desenvolver novas tecnologias, tanto para comunicações, como segurança e


instrumentação biomédica, o homem desenvolveu o laser. Juntamente veio a descoberta da
fibra óptica e vários componentes. Com o crescente avanço da tecnologia nos sistemas de
telecomunicações, surgiram muitas técnicas de modulação e multiplexação e com isso, a
necessidade de uma alta taxa de transmissão e maior largura de banda tornou-se essencial. No
último século a utilização da fibra óptica nestes sistemas vem sofrendo uma grande evolução
tecnológica, tendo em vista suas inúmeras vantagens, como imunidade a interferências
eletromagnéticas e alta capacidade de transmissão quando comparada com cabos metálicos.
[6]
O analisador de espectro óptico se encaixa nesse meio como uma ferramenta de teste e
medição. Este instrumento mede a potência óptica em vários comprimentos de onda. Dessa
forma, pode-se avaliar o comportamento de certo dispositivo óptico em toda a faixa do
espectro emitido ou nas imediações de um determinado comprimento de onda. Para tanto, este
instrumento separa o espectro do sinal recebido em pequenas janelas de medição, através de
uma técnica de multiplexação por divisão de espectro. [14]
Este trabalho tem por objetivo projetar e implementar um analisador de espectro
óptico microcontrolado que foi desenvolvido por estágios. Estes estágios são constituídos por
um laser de sinal e um laser de bombeio (com controle de temperatura), um filtro óptico
sintonizável mecanicamente por um motor de passo, controlado pelo microcontrolador, que
também faz o controle do fotodetector e do envio dos dados para o software em um
microcomputador. Este software faz o controle dos dados recebidos, para então, plotar um
gráfico de Potência (dBm) x Comprimento de onda (nm) e assim é possível analisar o
comportamento do dispositivo óptico.
No primeiro capítulo deste trabalho foi realizado um estudo teórico sobre os
componentes utilizados em um analisador de espectro óptico. O segundo capítulo explica em
detalhes o projeto que será desenvolvido. O terceiro capítulo é dedicado a programação de
firmware e software. E por fim, no quarto capítulo são mostrados alguns resultados obtidos,
como testes dos componentes lasers e resultados das análises espectrais.

12
1. Fundamentação Teórica

Para o bom desenvolvimento deste projeto, uma análise teórica sobre comunicações,
fibras e componentes ópticos proporcionou maior ênfase na escolha das tecnologias usadas. O
Analisador de Espectro Óptico Microcontrolado, por analogia é chamado de OSA (Optical
Spectrum Analyzer, ou seja, Analisador de Espectro Óptico).

Sistemas de Comunicações

O desenvolvimento nos sistemas de comunicações tem criado uma sociedade


dependente da informação. Ao longo dos anos muitas formas de sistemas têm surgido, e a
principal motivação por trás de tudo isso é a necessidade de melhorar a fidelidade de
transmissão destes sistemas, para então, poder aumentar a taxa de dados transmitidos. [1] É
nesse ponto que as tecnologias que usam componentes e fibras ópticas surgem como uma
solução para estes problemas em razão das suas inúmeras vantagens, como por exemplo,
ampla largura de banda disponível para transmissão, baixas perdas, baixa distorção,
segurança, imunidade eletromagnética, entre outras. [2]

Fibras Ópticas

Fibras Ópticas são capilares formados por materiais cristalinos e homogêneos,


transparentes o bastante para guiar um feixe de luz através de um trajeto qualquer. Estas fibras
são constituídas por materiais dielétricos, plástico ou vidro com alto grau de pureza, em forma
cilíndrica, transparente e flexível, de dimensões microscópicas comparáveis as de um fio de
cabelo. A estrutura básica desses capilares são cilindros concêntricos com determinadas
espessuras e com índices de refração tais que permitam o fenômeno da reflexão interna total.
O centro (miolo) da fibra é chamado de núcleo e a região externa é chamada de casca (Figura

13
1.1). Para que ocorra o fenômeno citado é necessário que o índice de refração do núcleo seja
maior que o índice de refração da casca. [2]

Figura 1.1 - Estrutura de uma Fibra Óptica.

Os modos de propagação são "caminhos" específicos por onde a luz pode viajar dentro
do núcleo da fibra. Matematicamente, um modo é uma das diversas soluções das equações de
Maxwell para a propagação da luz em meios dielétricos. Estes modos dependem da geometria
e do perfil de índice de refração da fibra e também do ângulo de incidência da luz.
De acordo com o número de modos, a fibra óptica pode ser classificada como
monomodo ou multimodo. A espécie multimodo divide-se em duas subespécies: índice
degrau ou abrupto, e índice gradual. Na fibra de índice degrau o índice de refração do núcleo
é uniforme e completamente diferente do da casca. Já na fibra de índice gradual o núcleo não
possui índice de refração constante, mas este diminui progressivamente do eixo central até as
bordas (variação parabólica). [6]
As informações transmitidas pela fibra óptica não sofrem interferências
eletromagnéticas, mas como estas são enviadas na forma de luz, elas sofrem atenuações e
dispersões ao longo da transmissão.
A Fibra Óptica vem a ser um meio físico de transmissão cada vez mais utilizado em
redes de telecomunicações que, quando conectada a equipamentos adequados, permite
trafegar voz, dados e imagens, a altas taxas, com velocidades muito próximas a velocidade da
luz. Assim sendo, o emprego de cabos de fibra óptica é cada vez mais frequente e vem

14
substituindo os chamados cabos metálicos, como os cabos de pares trançados e cabos de tubos
coaxiais. [3]
Para transmitir informação através de uma fibra óptica, a mesma deve ser convertida
num sinal óptico. Essa conversão pode ser feita através de um Laser ou um LED. Na prática, a
transmissão desta informação através de uma fibra óptica sofre uma atenuação que depende
do comprimento de onda do feixe de luz (Figura 1.2). As janelas de transmissão dizem
respeito às regiões de comprimento de onda aonde a atenuação óptica é baixa o suficiente para
uma transmissão com poucas perdas. [4]

Figura 1.2 - Curva relativa à atenuação por comprimento de onda em uma fibra óptica e as
janelas de transmissão. [4]

A Figura 1.2 mostra a atenuação pelo comprimento de onda de uma fibra óptica.
Também estão destacadas as janelas de transmissão, com suas baixas atenuações. São nestas
janelas que a luz infravermelha é mais utilizada. Os dispositivos ópticos, usados como fonte
de luz nos transmissores ópticos, conhecidos como Diodo Laser (LD) e Diodo Emissor de
Luz (LED), operam na faixa de infravermelhos do espectro eletromagnético (entre 750 nm e 1
mm) e, por isso, a sua luz de saída é invisível aos olhos humanos. [4]

15
Fontes Ópticas

As principais fontes de luz usadas para aplicações de comunicações por fibra óptica
são junções e heterojunções estruturadas como diodos lasers semicondutores, também
chamado de ILD (diodo laser de injeção) e LED’s (diodo emissor de luz). Uma heterojunção
consiste de dois materiais semicondutores adjacentes com diferentes energias de banda
proibida. Estes dispositivos estão disponíveis para sistemas de transmissão por fibras porque
possuem potência de saída adequada para uma ampla gama de aplicações. Sua potencia óptica
pode ser diretamente modulada por variação da corrente de entrada do dispositivo, que tem
uma eficiência elevada, e as suas características dimensionais são compatíveis com as da fibra
óptica. [1] [7]

1.1.2.1. LED – Diodo Emissor de Luz

As fontes mais comuns para os sistemas de comunicação por fibra óptica são os
LED’s, porque, alguns específicos, emitem luz invisível próxima do infravermelho. Seu
princípio de funcionamento baseia-se nos níveis de energia e é básico como um diodo. Estes
dispositivos são formados por uma junção semicondutora, dopadas com impurezas do tipo P e
do tipo N, polarizada diretamente. Uma pequena tensão que é aplicada entre seus terminais,
faz uma corrente fluir através da junção. Devido à estreita espessura da região de depleção
(junção), uma grande quantidade de elétrons consegue cruzar a faixa da junção, e pular para a
banda de condução. Os elétrons que pularam para a banda de condução podem acabar
retornando para a banda de valência, esse processo é chamado de recombinação, pois nele o
elétron se recombina com uma lacuna, liberando energia. Na recombinação os elétrons e
lacunas se aniquilam, liberando energia na forma de fótons. Sua emissão utiliza o processo de
fotogeração por recombinação espontânea. [7] [9] [12]

16
1.1.2.1.1. Emissão Espontânea

A emissão de radiação do LED segue o processo de emissão espontânea. Quando um


átomo é excitado, alguns elétrons passam para órbitas mais afastadas do núcleo (banda de
condução), ocorrendo uma inversão de população (Figura 1.3a). Entretanto, os elétrons não
podem manter-se indefinidamente neste estado, pois se trata de uma condição instável dos
átomos. Isso significa que, pouco tempo depois, os elétrons começam a saltar de volta para
seus níveis originais de energia (estado fundamental), o que faz com que eles "devolvam" a
energia absorvida na forma de emissão de um fóton de luz (Figura 1.3b). O fóton emitido tem
energia igual à energia do estado inicial menos a energia do estado final. No caso da emissão
espontânea, a luz gerada é chamada de luz incoerente, pois os fótons são emitidos em direções
aleatórias, sem relação de fase entre eles. [12]

Figura 1.3 - Emissão espontânea. (a) Elétron passando para um nível superior de energia por
algum meio de excitação. (b) Recombinação do par elétron-lacuna, liberando energia e gerando
um fóton. [12]

O comprimento de onda emitido pelo LED depende dos níveis internos de energia do
semicondutor. Substâncias usadas como dopantes permitem que luz de diversos
comprimentos de onda seja emitida. Em aplicações para fibra óptica, seus comprimentos de
onda mais usados são de 820 e 850 nm (primeira janela de transmissão). Diodos emissores de
luz são usados em sistemas de comunicações que exijam taxas de transferência menores do
que 100 a 200 Mbits/s. [7]

17
1.1.2.2. Diodo Laser Semicondutor

O Laser (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation), cuja sigla significa


Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação, é um dispositivo que produz
radiação eletromagnética com características especiais. Este dispositivo produz luz fortemente
monocromática (frequência bem definida), coerente (possui relações de fase bem definidas),
além de ser colimada (a luz propaga-se como um feixe) e com polarização e direção bem
definidas. [5] [13]
Apesar de o nome Laser significar amplificação de luz, ele é na realidade um oscilador
e o efeito físico por trás de seu funcionamento é a emissão estimulada, descoberta pelo físico
Albert Einstein, como condição necessária ao equilíbrio térmico da radiação com a matéria.
[5] [12]

1.1.2.2.1. Emissão Estimulada

Einstein descobriu, através de considerações teóricas, que não apenas um átomo


absorve um fóton incidente e o reemite ao acaso após certo tempo (emissão espontânea), mas
que também este mesmo átomo deve reemitir seu fóton absorvido se um segundo fóton
interage com ele (emissão estimulada). O fóton reemitido deve ser coerente, ou seja, tem a
mesma frequência do fóton que o estimulou e, igualmente importante, tem a mesma fase. [5]
[12]
Para que haja emissão estimulada, a corrente de excitação dos átomos deve ultrapassar
a corrente de limiar (Ith), Figura 1.4a, abaixo da qual o diodo laser se comporta como um
LED, havendo apenas emissão espontânea e uma irradiação de luz mais ampla (menos
direcionada). Acima desta corrente de limiar, começa a emissão estimulada e a potência
óptica irradiada aumenta rapidamente. [14]

18
Figura 1.4 - (a) Típica relação de potência óptica de saída pela corrente para um LED e um
Diodo Laser. (b) Comparação das características do espectro. [5]

Na Figura 1.4b é apresentada uma comparação entre o espectro de frequência emitido


pelo LED e pelo Laser. Como pode ser visto, a frequência do Laser é bem definida, já a
frequência de emissão do LED é mais ampla, abrangendo vários comprimentos de onda.
Na Figura 1.5 pode ser melhor entendido o processo de emissão estimulada. Depois
que o átomo é excitado pela corrente elétrica, o elétron pula para a banda de condução
(elétron excitado) (Figura 1.5a), no momento em que esse elétron está retornando para seu
estado fundamental (banda de valência), ele é excitado por um segundo fóton, então são
gerados dois fótons (Figura 1.5b). Isso significa que o elétron, quando volta ao nível original,
reemite outra partícula de luz e como resultado tem-se dois fótons coerentes.

Figura 1.5 - Esquema do diagrama de dois níveis de energia e emissão estimulada. (a) Elétron
em um nível superior de energia. (b) Recombinação do par elétron lacuna gerando, pela
estimulação do primeiro fóton, dois fótons com mesma fase. [12] [14]

19
Em termos de ondas eletromagnéticas, pode-se pensar que o pulso emitido está
exatamente em fase com a onda inicial. Isto faz com que ambos os pulsos se “unam”
formando um pulso mais longo, e reduzindo desta forma a largura espectral do pulso. [11]

Portanto, para um laser funcionar ele deve conseguir excitar um número mínimo de
átomos de determinado material para um nível de energia superior, de modo a se obter a
inversão de população (quando existem mais átomos excitados do que átomos no estado
fundamental). Quando isso ocorre, a emissão espontânea de fótons, que acontece
naturalmente a todo tempo, é amplificada pelos átomos vizinhos, que vão emitir fótons
estimulados pelos primeiros. Estes fótons, por sua vez, estimulam a emissão de outros, num
efeito cascata.
Para que tudo isso funcione, entretanto, é necessária uma realimentação, ou seja,
sempre manter fótons emitidos estimuladamente interagindo com os átomos. Isso é obtido
através de uma cavidade óptica, uma região do espaço em que se confina luz por algum tempo
com o uso de espelhos altamente refletores e convenientemente alinhados, para que haja uma
amplificação dessa emissão estimulada. [5]

1.1.2.2.2. Cavidade Óptica Ressonante

A construção do primeiro laser só foi possível na década de 60, pois para que a
emissão estimulada fosse expressiva era necessário manter a condição de inversão de
população. Para resolver este problema a solução foi construir um sistema fechado, onde a
radiação emitida ficasse confinada, estimulando assim novas emissões de fótons. Isso foi feito
através de uma cavidade de espelhos seletivos, dentro da qual é colocado um meio ativo, que
é estimulado continuamente para manter a inversão de população. Estes espelhos refletem
somente o comprimento de onda desejado, desta maneira a cavidade acumula oscilações
ópticas no comprimento de onda requerido, então a cavidade deve favorecer a amplificação de
uma frequência e uma só fase. [5] [11]
Esta cavidade trata-se de um amplificador seletivo que resulte em amplificação de
ondas eletromagnéticas que formaram um modo de onda estacionária na cavidade. As
cavidades utilizadas no laser semicondutor são tipicamente cavidades de Fabry-Perot. Estas
são compostas por dois espelhos paralelos, de índices de reflexão diferentes. Um é totalmente

20
reflexivo, e o outro, em torno de 95%, ou seja, 5% são perdas que saem através do espelho na
forma de radiação laser. [14]
Pode-se observar na Figura 1.6 o esquemático básico de uma cavidade óptica com seus
respectivos espelhos, e alguns fótons sendo amplificados.

Figura 1.6 - Esquema Básico de uma Cavidade Óptica. [12]

Na figura 1.7, é possível ver como é montada uma cavidade óptica do tipo Fabry-
Perot. As camadas de confinamento óptico são os semicondutores que formam uma junção. A
região ativa também esta representada dentro da cavidade óptica.

Figura 1.7 - Cavidade Óptica Fabry-Perot para um diodo laser. [1]

21
Estas características gerais deste tipo de laser fazem com que seja um dispositivo
extremamente pequeno para implementá-lo na tecnologia eletrônica. É de se referir com
algum destaque que a maioria dos dispositivos eletrônicos que utilizam luz, por exemplo, para
transmissão de informação, funcionam com base neste tipo de laser. [5]
Na figura 1.8 pode-se ver o princípio de construção de um módulo laser usado para
emissão de luz via fibra óptica.

Figura 1.8 - Princípio de construção de um módulo laser. [14]

Uma regulação do diodo laser sobre uma potência de radiação constante só pode ser
feita com segurança mediante a medição direta de uma parte proporcional da radiação emitida
pelo diodo. Para este fim, no módulo laser se aproveita a peculiaridade do diodo laser de
emitir partes de radiação, mutuamente proporcional, desde ambos os espelhos em direções
contrárias. Somente um espelho pode acoplar radiação à fibra óptica. O outro espelho serve
para a medição do nível de radiação, onde um diodo monitor recebe luz emitida, e a converte
em uma foto corrente proporcional a ela e pode cedê-la para um circuito regulador externo.
[14]
A temperatura de serviço constante necessária no módulo, para uma potência de
radiação constante, consegue-se por transferência térmica sobre um dissipador térmico
primário (dissipador de Peltier) e por meio de uma adequada transmissão térmica interna
22
sobre a parede modular externa, que constitui o dissipador térmico secundário (dissipador
externo na parede do laser).

1.1.2.2.3. Dissipador de Peltier

Na condução térmica ativa, a temperatura do diodo laser é ajustada por meio de um


dissipador de Peltier. Para isso, há um termistor situado sobre o dissipador primário que mede
a temperatura no módulo e isto permite manter constante a temperatura do diodo laser, com
um circuito de regulação da temperatura, conectado externamente ao módulo,
independentemente da temperatura ambiente e da potencia óptica ajustada.
O dissipador de Peltier é constituído de pastilhas termoelétricas que operam utilizando
o efeito Peltier. Este diz que há um efeito aquecedor ou resfriador quando uma corrente
elétrica passa por dois condutores. A tensão aplicada aos pólos de dois materias distintos cria
uma diferença de temperatura. Graças a essa diferença, o resfriamento Peltier fará com que o
calor se mova de um lado para o outro. Uma típica pastilha de Peltier contém uma série de
elementos semicondutores do tipo P e tipo N (Figura 1.9), agrupados como pares que agirão
como condutores diferentes. [15] [14]

Figura 1.9 - Pastilha termoelétrica usado no dissipador de Peltier. [15]

Essa série de elementos é soldada entre duas placas cerâmicas, eletricamente em série,
e termicamente em paralelo. Quando uma corrente contínua passa por um ou mais elementos

23
de tipo N a tipo P, há uma redução na temperatura do “lado frio”, resultando em uma absorção
do calor do ambiente. Este calor é transferido pela pastilha por transporte de elétrons e
emitido no outro lado (“quente”). [15]
A variação de temperatura no Laser faz com que seu raio espectral sofra variações,
portanto, o controle de temperatura é bastante importante para manter o comprimento de onda
(λ) fixo.

1.1.2.3. Laser DFB

Um avanço tecnológico na área de lasers de semicondutor consistiu na substituição de


lasers Fabry-Perot por lasers de realimentação distribuída (DFB – Distributed FeedBack).
Num laser DFB não é estritamente necessário o uso de facetas refletoras na cavidade do laser,
uma vez que a reflexão é realizada ao longo de toda a cavidade, de modo distribuído, devido a
uma variação periódica no índice de refração na região ativa (Figura 1.10). [16] [18]

Figura 1.10 - Esquema simplificado das cavidades de lasers (a) Fabry-Perot. (b) DFB sem facetas
refletoras. [16] [18]

24
1.1.2.4. Laser DBR

O Laser semicondutor DBR (Refletor de Bragg Distribuído) foi desenvolvido na


década de 80, em paralelo com o laser DFB. Diferente do laser DFB, no DBR a variação do
índice de refração, também chamada de Grades de Bragg, não são gravadas na região ativa, e
sim nas duas faces opostas da cavidade. Estes “espelhos” variam sua refletividade de acordo
com o comprimento de onda da luz. A emissão laser ocorre no comprimento de onda para o
qual a refletividade é máxima para estes espelhos.
Um problema do laser DBR é que como estas grades de Bragg são gravadas em ambas
as extremidades, as perdas ópticas na região interna do DBR são elevadas e a refletividade
resultante é pobre. O problema de perda no material pode ser resolvido através de um material
para o refletor Bragg distribuído, que é relativamente transparente no comprimento de onda
do laser. Para lasers InGaAsP, o substrato de InP pode ser utilizado para este fim. No entanto,
para este tipo de laser, o refletor de Bragg distribuído e a região ativa formam duas guias de
onda distintas e de transferência do modo óptico entre elas. Inevitavelmente, são as perdas de
acoplamento que reduzem a refletividade efetiva do DBR. [16]
As características de emissão dos lasers DBR são semelhantes aos lasers DFB. No
entanto, a corrente de limiar Ith no DBR é geralmente elevada, pelas perdas de acoplamento.
[16] [44]

1.1.2.5. Comparação entre Fontes de luz

Diante deste estudo teórico sobre fontes de luz é possível fazer uma breve comparação
entre o LED e o Laser.
Existem muitas alternativas que podem ser usadas para a emissão de luz.
Inicialmente, a custo reduzido, considerou-se o uso de diodos emissores de luz (LED). Estes
têm algumas vantagens, como sua duração ser mais longa e não necessitar de controle de
temperatura. No entanto, o seu espectro de emissão espontânea amplificada (ASE) tem uma
largura de aproximadamente 100 nm, o que dificulta o funcionamento monomodal, sendo por
isso desaconselhado no contexto das comunicações ópticas.

25
O próximo passo na evolução da fonte luminosa foi o uso do Laser que, ao invés de
basearem o seu funcionamento em emissão espontânea usam a emissão estimulada. Na
emissão estimulada, os fótons já existentes definem qual será a frequência dos novos fótons
emitidos, tornando a fonte luminosa coerente. Entre os vários lasers de semicondutor usados
atualmente, um dos primeiros a ser utilizado foi o laser Fabry-Perot. Este laser representa um
grande avanço relativamente a um LED, mas ainda apresenta limitações, nomeadamente pelo
fato de permitir a coexistência de vários modos ressonantes na cavidade do laser, resultando
um espectro multimodal. [16]
Pelo desenvolvimento de novas tecnologias, surgiu o Laser de realimentação
distribuída (DFB) e o Laser DBR, que com estas tecnologias, após uma boa otimização da
estrutura, consegue-se um espectro bastante puro, no sentido em que é praticamente
monocromático. [18]
A largura de linha dos espectros eletromagnéticos emitidos pelas fontes de luz pode
ser entendida como a diferença entre as frequências das suas extremidades de potência quando
o mesmo cai pela metade. A Figura 1.11 faz uma simples comparação entre as larguras de
linha dos espectros das fontes de luz estudadas.

Figura 1.11 - Largura de linha dos Espectros. (a) LED. (b) Laser Fabry-Perot. (c) Laser DFB.
[18]

26
1.1.3. Receptores Ópticos

Na saída de uma linha de transmissão óptica deve haver um dispositivo receptor, que
interpreta a informação contida no sinal óptico. O primeiro elemento deste receptor é um
fotodetector.

1.1.3.1. Fotodetectores

Fotodetectores são dispositivos cujo funcionamento está baseado na transdução de


sinais ópticos em sinais elétricos. Quando a radiação incide sobre um fotodetector, esta pode
gerar tensão ou corrente elétrica no dispositivo, dependendo do circuito a ele acoplado. As
magnitudes desses parâmetros podem ser medidas e utilizadas para analisar a intensidade da
radiação que o atinge.
Como o sinal óptico é muito fraco e distorcido, é necessário que o fotodetector
apresente um elevado desempenho. Assim, deve possuir uma elevada velocidade de resposta e
sensibilidade no comprimento de onda de emissão, introduzir o mínimo de ruído no sinal de
saída e deve ter uma largura de banda suficientemente grande para poder suportar a
quantidade de informação transmitida. O dispositivo deve ser também insensível a variações
de temperatura e ser compatível com as dimensões físicas do canal de transmissão. [1] [22]
Existem vários tipos de fotodetectores, tais como os tubos fotomultiplicadores,
fotodiodos de vácuo, detectores piezelétricos e os fotodiodos semicondutores. Estes últimos
são os detectores ópticos utilizados em sistemas de fibras ópticas, devido ao seu desempenho,
por serem compatíveis com as fibras ópticas e por terem um custo baixo. Os mais utilizados
são os GaAs (Arsenieto de Gálio) e o InGaAs (Arsenieto de Gálio e Índio). [20]

27
1.1.3.1.1. Fotodiodos Semicondutores

O fotodiodo é um diodo de junção construído de forma especial, de modo a


possibilitar a utilização da luz como fator determinante no controle da corrente elétrica. Seu
funcionamento é oposto ao funcionamento do LED. [23] Este, é um dispositivo de junção pn
semicondutora cuja região de operação é limitada pela região de polarização reversa e
caracteriza-se por ser sensível à luz. A aplicação de luz à junção resulta em uma transferência
de energia das ondas luminosas incidentes (na forma de fótons) para a estrutura atômica,
resultando em um aumento do número de portadores minoritários e um aumento do nível da
corrente reversa. A corrente de escuro é a corrente que existirá sem nenhuma iluminação
aplicada. [1] [22]
A corrente reversa e o fluxo luminoso variam quase que linearmente, ou seja, um
aumento na intensidade luminosa resultará em um aumento semelhante na corrente reversa.
Pode-se admitir que a corrente reversa seja essencialmente nula na ausência de luz incidente.
O nível de corrente gerada pela luz incidente sobre um fotodiodo não é suficiente para que ele
possa ser usado em um controle direto, sendo necessário para isto que haja um estágio de
amplificação, como é o caso dos fotodiodos de avalanche (APD).
Entre os fotodiodos semicondutores destacam-se o fotodiodo PIN (P-dopado, I-
intrínseco, N-dopado) e o fotodiodo de avalanche APD. Ambos os dispositivos geram os
pares elétron-lacuna na região de depleção, tendo o fotodiodo APD um ganho de corrente
interno. [20]

1.1.3.1.1.1. Fotodiodo PIN

O fotodetector de semicondutores mais comum é o fotodiodo PIN. Sua estrutura


consiste de uma região tipo n ou p levemente dopada (região intrínseca) entre as regiões p e n
normais (Figura 1.12), com níveis de dopagem relativamente elevados. Em operação normal
uma tensão suficientemente grande de polarização inversa é aplicada em todo o dispositivo de
modo que a região intrínseca é totalmente empobrecida de portadores. [22]

28
Figura 1.12 - (a) Esquema estrutural de um fotodiodo PIN. (b) Representação de um fotodiodo
PIN com circuito externo. [1] [22]

Quando um fóton incidente tem uma energia igual ou superior à energia de banda
proibida do material semicondutor, o fóton pode liberar sua energia e excitar um elétron da
banda de valência para a banda de condução. Este processo gera pares elétron-lacuna livres
que são conhecidos como fotoportadores, pois eles são portadores de carga gerados por
fótons, como mostra na Figura 1.13.

29
Figura 1.13 - Diagrama simples das bandas de energia de um fotodiodo PIN. Fótons com uma
energia maior ou igual à banda proibida podem gerar pares elétron-lacuna livres que agem
como portadores de foto corrente. [1] [22]

O fotodetector é normalmente concebido de modo que estes portadores são gerados


principalmente na região de depleção (região intrínseca empobrecida), onde a maior parte da
luz incidente é absorvida. O grande campo elétrico presente na região de depleção faz com
que os fotoportadores gerados sejam rapidamente separados e coletados pelos terminais da
junção inversamente polarizada. Isto dá origem a um fluxo de corrente em um circuito
externo, com um fluxo de elétrons para cada par de portadores gerado. Esta corrente é
conhecida como a fotocorrente. [1] [22] [23]
A relação entre a corrente produzida no diodo PIN e a potência de luz incidente é
chamado de Responsividade do fotodetector, e é dada por:

(1.1)

30
1.1.3.1.1.2. Fotodiodo de Avalanche - APD

Os fotodiodos APD são fotodiodos que combinam a detecção de sinais óticos com
amplificação interna da fotocorrente. O ganho interno é dado através da multiplicação por
avalanche de portadores na região da junção. Isto faz com que ele tenha maior responsividade
do que os fotodiodos comuns.
Os fotodiodos de avalanche são construídos de forma a terem uma região com um
elevado campo elétrico que irá acelerar os fotoportadores até uma velocidade suficiente para
que as colisões entre os átomos produzam novos portadores (emissão secundária). Estas
partículas criadas por ionização são aceleradas pelo campo elétrico dando então continuidade
ao processo de avalanche. Assim, os APD multiplicam (amplificam) internamente a corrente
foto detectada. [23]
A construção de um APD difere da construção de um PIN devido à existência de um
nível adicional do tipo P, entre a região intrínseca e a região N, como nos mostra a Figura
1.14. Os pares elétrons-lacuna são gerados na região intrínseca, no entanto, a multiplicação
por avalanche ocorre na região tipo P adicionada.

Figura 1.14 - Esquema estrutural de um fotodiodo APD. [22]

Para que exista multiplicação por avalanche o diodo tem de ser submetido a grandes
campos elétricos, assim, os fotodiodos de avalanche utilizam tensões de polarização inversa

31
da ordem das dezenas às centenas de Volts. A maioria dos sistemas de transmissão à longa
distância e com elevada velocidade de transmissão utilizam APD na seção frontal do receptor.
Portanto, o fotodiodo APD é feito de forma que a junção fique localizada o mais
próximo possível da superfície e tenta-se aumentar a largura da região de depleção para
melhorar a coletagem de cargas fotogeradas. Os fotodiodos do tipo PIN aumentam a largura
da região de depleção melhorando a eficiência. Além disso, quando a tensão reversa é
suficientemente grande, há a emissão secundária de fotoelétrons produzindo um efeito de
avalanche. [11]

1.1.4. Isoladores Ópticos

A emissão laser é um processo muito delicado e pode ser facilmente interferido. Sua
estabilização em frequência é bastante perturbada pela realimentação de luz devido a
reflexões parasitas nas superfícies dos elementos ópticos ou se houver qualquer luz refletida
dentro da fibra no sentido do laser. A desestabilização causa a flutuação da potência de saída
do laser. Além disso, como os sistemas de transmissão evoluíram para altas taxas de bits é
necessário um controle preciso dos comprimentos de onda dos transmissores. Para evitar este
tipo de problema é necessário integrar ao sistema um isolador óptico que permite a passagem
de luz em uma única direção, bloqueando a luz no sentido inverso. [24] [25]
Um isolador óptico é constituído de três partes: um polarizador de entrada, um rotor de
Faraday e um polarizador de saída. Estes polarizadores são uma junção de lentes e materiais
birrefringentes com uma defasagem nos eixos. O polarizador de entrada tem um eixo de
transmissão vertical e o polarizador de saída tem um eixo rotacionado 45° no sentido horário
da vertical. O rotor de Faraday gera um campo magnético paralelo a direção de propagação da
luz que pode ser fornecido por um simples imã. [25]
Se a luz viaja pelo sentido de passagem do isolador, o polarizador de entrada polariza
a luz verticalmente, ou seja, polariza o campo elétrico da luz no sentido vertical. Em seguida a
luz passa pelo rotor de Faraday, com seu campo de propagação longitudinal paralelo ao
campo magnético , então ocorre uma rotação na polarização da luz de 45° no sentido
horário. Assim, o polarizador de saída permitirá que a luz passe para frente, pois a luz está
com a mesma polarização (Figura 1.15). [27]

32
Figura 1.15 - Esquema de um isolador óptico baseado no efeito Faraday. Transmissão de luz no
sentido de passagem.

Quando a luz retorna na direção inversa do isolador, passa pelo polarizador de saída e
depois pelo rotor de Faraday. O campo longitudinal enxerga o campo magnético gerado
pelo rotor de Faraday invertido. Então a polarização da luz é rotacionada 45° no sentido anti-
horário, ficando em polarização horizontal. O polarizador de entrada irá eliminar o campo
elétrico, pois seu eixo de transmissão está alinhado verticalmente, isto fará o bloqueio da luz.
[26]

A isolação é usualmente medida em dB, de acordo com a expressão:

(1.2)

Onde Iv e Ii são respectivamente as intensidades de luz que passam e que incidem


sobre o diodo no sentido em que ele bloqueia. Assim, uma isolação de -40 dB significa que se
incidirmos luz na direção reversa do diodo, apenas 0,01% desta luz passará por ele. [24]

33
1.1.5. Acopladores Ópticos Direcionais

Além dos componentes ópticos básicos (laser, led, fibra e fotodetetor) já estudados,
outros dispositivos estão sendo incorporados a sistemas de comunicações ópticas. É o caso de
divisores, acopladores WDM, amplificadores de fibras dopadas com Érbio e filtros ópticos.
[32]
Os divisores e acopladores ópticos direcionais executam quase a mesma função, cada
um de acordo com a aplicação. O termo divisor (splitter) é usado quando se quer separar um
sinal óptico de entrada para duas ou mais fibras de saída. Na maioria dos casos, estes são
projetados para dividir potências iguais para duas fibras de saída (ou qualquer outro guia de
onda). O tap é o termo usado para divisores que direcionam a maior parte da potência do sinal
de entrada para uma das portas de saídas e somente uma pequena fração para a outra porta.
Estes são amplamente utilizados para explorar uma pequena amostra do sinal e controlar o seu
nível de energia e comprimento de onda. Todos estes dispositivos possuem quatro portas, mas
em muitas implementações a quarta porta é geralmente uma porta sem uso. [25]
O acoplador direcional é usado em aplicações onde não é necessário usar todas as
quatro portas. A estrutura deste dispositivo pode ser obtida por dois métodos. Um deles é
mostrado na Figura 1.16, onde a construção do acoplador é feita a partir da torção,
aquecimento (fusão) e puxamento (ajuste da força de acoplamento) de duas fibras monomodo
que são acopladas sobre uma seção de comprimento uniforme. [25] [34]

Figura 1.16 - Ilustração de um acoplador óptico de fibra fundida. [34]

34
As entradas e saídas de luz da fibra possuem uma longa seção nas quais as fibras são
mais estreitas. Quando a luz passa através da região estreita em direção à região de
acoplamento, uma parte do campo elétrico da entrada 1 se propaga para fora da fibra 1 e é
acoplada na fibra 2. Uma porção irrelevante da potência óptica de entrada é refletida de volta
para entrada. A potência óptica acoplada de uma fibra para outra varia em função do
comprimento da região de acoplamento, do tamanho da redução do raio do núcleo da fibra na
região de acoplamento e da diferença entre os raios do núcleo das duas fibras na região de
acoplamento. [34]
O outro método envolve polimento da parte de fora do revestimento de duas fibras e,
em seguida o posicionamento das fibras em uma cavidade de tal forma que seus núcleos são
alinhados suficientemente perto para que a luz seja capaz de acoplar de uma fibra para outra
(Figura 1.17). O grau de interação entre as duas fibras varia em função do espaçamento e do
índice de refração entre elas. Por variação do espaçamento ou do alinhamento dos núcleos das
fibras pode-se ajustar a força de acoplamento e, portanto, a razão de separação. Há sempre
uma perda de potência óptica quando a luz passa por um acoplador.

Figura 1.17 - Ilustração de um acoplador óptico baseado numa cavidade alinhada. [34]

Portanto, os acopladores ópticos são dispositivos passivos que podem ser feitos com a
fusão de duas ou mais fibras que permitem o desvio de potência luminosa para uma
derivação. Os acopladores de fibra fundida exibem um efeito de dependência do comprimento
de onda, de forma que é possível fabricar multiplexadores e demultiplexadores controlando o
comprimento da fibra fundida. Esta técnica é usada na geração de sistemas WDM, onde o

35
interesse é simplesmente separar e juntar os sinais da primeira e segunda janela ou entre a
segunda e terceira janela de transmissão. [34]

1.1.5.1. Acoplador WDM

Os WDM são acopladores ópticos com os quais se está usando as suas propriedades
espectrais, segundo as quais a razão de acoplamento depende do comprimento de onda. Como
se pode ver na Figura 1.18, a potência correspondente a um modo de comprimento de onda
igual a 980 nm está entrando em uma das portas e na outra porta está entrando um
comprimento de onda de 1550 nm. [32]

Figura 1.18 - Resposta espectral de um acoplador WDM e sua representação física.

36
O fenômeno do acoplamento WDM depende da relação entre o comprimento do
segmento de fibra fundida e o comprimento de onda, de forma que o projeto deste consiste em
encontrar, para um par de comprimentos de onda (no caso 980 nm e 1550 nm), a distância
crítica que forneça o melhor filtro ou acoplamento possível para aquele par de comprimentos
de onda. [34]

1.1.6. EDFA - Amplificador a Fibra Dopada com Érbio

No início das comunicações ópticas, os sistemas utilizavam repetidores eletrônicos,


que recuperavam, após uma determinada distância da fonte, a forma e a amplitude dos sinais
transmitidos. Contudo, a complexidade dos circuitos opto-eletrônicos do repetidor,
particularmente daqueles projetados para a recuperação de sinais ópticos modulados
digitalmente em altas taxas, faziam com que o custo final dos repetidores se tornasse muito
alto, de forma a inviabilizar a transmissão de mais de um canal óptico (diferente comprimento
de onda) por fibra.
Com a melhoria dos processos de fabricação da fibra, que minimizaram a sua
dispersão intrínseca, e com, principalmente, o aparecimento dos amplificadores ópticos a fibra
dopada com érbio (EDFA – Erbium Dopated Fiber Amplifier), a transmissão multicanal por
uma única fibra óptica tornou-se técnica e economicamente viável. Em vista disso, e com a
baixa dispersão, o processamento do sinal ficou resumido à sua amplificação, que pode,
agora, ser realizada totalmente no próprio domínio óptico, descartando-se a necessidade de
repetidores regenerativos. [28] [29]
Os EDFA's têm a capacidade de realizar a amplificação simultânea de vários canais
modulados ou chaveados com mínima interferência entre eles, em uma ampla banda de
comprimentos de onda em torno de 1.550 nm (cerca de 35 nm). Desta forma, na transmissão
óptica multicanal, onde se adota a tecnologia de multiplexação por divisão em comprimento
de onda (WDM), cada canal pode ser amplificado com o mínimo de intermodulação, e
utilizar, potencialmente, a ampla banda de transmissão da fibra óptica. Esta prática aumenta a
capacidade efetiva de transmissão e diminui o custo por canal, em relação a sistemas com
repetidores. [29]

37
O Amplificador a Fibra Dopada com Érbio (EDFA) se firmou como um dispositivo
utilizado na amplificação de uma portadora óptica se propagando ao longo de um sistema de
comunicação de longa distância e de alta taxa de informação. Como é responsável pela
regeneração dos sinais de informação, opera compensando efeitos de atenuação a partir de
mecanismos totalmente ópticos e seu funcionamento baseia-se na emissão estimulada, que
ocorre devido à presença do érbio em sua forma iônica (Er+3) na fibra óptica que compõe o
amplificador. [30]
Para o funcionamento do EDFA são importantes: o laser de bombeamento, um
acoplador WDM e a fibra dopada com érbio (FDE) com o comprimento ótimo disponível. O
laser de bombeamento fornece a energia necessária para a FDE amplificar o sinal de entrada.
O acoplador WDM tem como função acoplar a potência de bombeamento e a de sinal à FDE.
O érbio presente na fibra é o meio de ganho quando excitado pelos fótons de bombeamento. A
emissão (estimulada) característica do érbio é responsável pela recuperação da intensidade do
sinal de informação.
As características de funcionamento de um EDFA são interdependentes. Idealmente, o
amplificador deve garantir o maior ganho possível, para uma dada potência de bombeamento
disponível, além de produzir a maior potência de saturação de saída, gerando o menor ruído
possível. As combinações dessas características fornecem o desempenho do dispositivo. No
processo de amplificação na FDE, os fótons do bombeamento fornecem a energia absorvida
pelos íons de Érbio, resultando em fótons emitidos na faixa de 1550 nm, de forma coerente
com o sinal. No entanto, nem todos os fótons emitidos a partir do processo de amplificação
pelo Érbio se somarão ao sinal, uma parcela deles contribuirá para a ASE (emissão
espontânea amplificada), a principal fonte de ruído no amplificador. [30]

1.1.6.1. Ganho do EDFA

O ganho de um EDFA é uma consequência direta de características como dopagem,


comprimento da fibra dopada, potência de entrada do sinal, potência de bombeio e
comprimento de onda do bombeio, entre outros. Na figura 1.19 mostra-se uma curva típica do
ganho do EDFA. [54]

38
Figura 1.19 – Característica espectral do ganho de um EDFA. [54]

1.1.6.2. Configurações de bombeio

Existem três tipos de configurações básicas para bombeio em sistemas com EDFA.
Cada uma das configurações está diretamente relacionada ao posicionamento do bombeio na
fibra e a relação entre o sentido de propagação do bombeio e do sinal.

1.1.6.2.1. Bombeio co-propagante

Esta configuração está representada na Figura 1.20 e consiste em posicionar o Laser de


bombeio no início da fibra para que o bombeio se propague no mesmo sentido do sinal. Sendo
assim, uma boa parte do processo de amplificação ocorre no início da fibra, uma vez que o
bombeio apresenta maiores níveis de potência em pontos mais próximos de onde o bombeio
está localizado. [52]

39
Figura 1.20 - EDFA com configuração de bombeio co-propagante. [53]

A maior vantagem desta configuração é que boa parte do ruído ASE é gerada logo no
início da fibra e, dessa forma, esse ruído se propagará ao longo da fibra até a saída,
juntamente com o sinal sofrendo atenuação e chegando ao receptor com valores de potência
bem reduzidos, garantindo assim um valor melhor para a OSNR (Optical Signal Noise
Relation). [52] [53]

1.1.6.2.2. Bombeio contra-propagante

A configuração contra-propagante, conforme ilustra a Figura 1.21, consiste em


posicionar o Laser de bombeio no final da fibra óptica, de forma que ele se propague no
sentido contrário ao do sinal. Nessa situação, a parte significativa do processo de amplificação
do sinal ocorre no final da fibra, devido ao mesmo fato descrito para bombeios co-
propagantes em que a amplificação é maior próximo aos lasers de bombeio. [52]

Figura 1.21 - EDFA com configuração de bombeio contra-propagante.

40
A maior vantagem desta configuração vem do fato de que nela o sinal não apresenta,
em nenhum momento, valores muito elevados, já que na amplificação o sinal já está bastante
atenuado, evitando assim efeitos não lineares indesejados. Contudo, maior potência de
bombeio na saída da fibra também implica em ter maior ruído ASE gerado próximo do
receptor, o que faz com que os valores de OSNR sejam normalmente mais baixos. [52] [53]

1.1.6.2.3. Bombeio bi-direcional

A Figura 1.22 representa uma configuração de bombeio bi-direcional, que consiste em


posicionar um Laser de bombeio no início e outro no final da fibra, tendo assim bombeios se
propagando em ambos os sentidos. Com isso, o sinal será fortemente amplificado tanto no
início quanto no final da transmissão. [52]

Figura 1.22 - EDFA com configuração de bombeio bi-direcional.

Por apresentar lasers de bombeio tanto no início quanto no final da fibra, esta
configuração apresenta um bom OSNR, como o da configuração co-propagante e uma baixa
suscetibilidade a efeitos não-lineares devido à configuração contra-propagante. Tal
compromisso é realizável através de escolhas da relação de potência do bombeio no início e
no final da fibra. A desvantagem é a de que é necessário o dobro de lasers, sendo assim,
economicamente menos viável. [52] [53]

41
1.1.7. Filtros Ópticos

Os filtros ópticos são tipos de estruturas que possuem características especiais de


reflexão e transmissão de luz, de tal forma que podem bloquear ou transmitir a luz em uma
determinada frequência, com mais ou menos intensidade. São largamente empregados em
elementos dos mais simples, como os espelhos, até em equipamentos óptico-eletrônicos
complexos, ou ainda em sensores. [39] [40].
Em sistemas WDM, os filtros ópticos são dispositivos destinados a seleção de um
dado canal óptico. Um filtro óptico pode se representado por uma caixa preta, conforme
vemos na Figura 1.23. Ele possui em sua entrada um ou mais sinais de diferentes
comprimentos de ondas, e tem na sua saída, devido ao processo seletivo, apenas o sinal no
comprimento de onda desejado. Estes filtros são do tipo Passa-Faixa, pois filtram as
frequências, ou comprimentos de ondas, dos dois lados da frequência central.

Figura 1.23 - Esquema básico de um filtro óptico sintonizável. [41]

Quando se analisa o desempenho de um filtro óptico, os seguintes requerimentos são


levados em consideração: banda óptica passante, número máximo de canais sintonizáveis,
42
perdas causadas por inserção e diafonia, atenuação, tempo de acesso na sintonia do canal,
controlabilidade do dispositivo, dependência do dispositivo com a polarização, tamanho,
ambiente de operação do dispositivo e custos.
A quantidade de canais sintonizáveis é o parâmetro mais importante de um filtro
óptico quando usado em sistemas WDM. Pode-se analisar este requerimento sob dois
aspectos: primeiramente quanto à faixa na qual o filtro é ajustado e em segundo lugar quanto
à seletividade da resposta em frequência quando o filtro é ajustado.
A faixa de operação ideal de um filtro óptico para atender as necessidades das redes
WDM, deveria ser de 200 nm, correspondente a segunda e terceira janelas (1530 e 1550),
onde se tem os mais baixos valores de atenuação das fibras ópticas.
Por sua vez a seletividade de resposta em frequência nos determina qual deve ser o
espaçamento mínimo entre os canais, para que uma vez selecionado o canal, tenhamos as
menores penalidades devido à diafonia.
Um filtro óptico deve ser estável de tal modo que uma vez ajustada uma dada
frequência, fatores térmicos ou mecânicos não causem um desvio no seu ajuste maior que
uma pequena fração da largura de faixa do canal. Também deve ser facilmente reajustável
para qualquer valor de frequência, por isso a controlabilidade do filtro é um fator importante.
Para evitar o uso de complexos sistemas de controle de polarização, um dos requerimentos
dos filtros ópticos é que estes sejam insensíveis a polarização do sinal.
De um modo geral os filtros ópticos são classificados quanto a seus aspectos
construtivos como: filtros interferométricos de Fabry-Perot, filtros interferométricos de Mach-
Zehnder, filtros acusto-ópticos, filtros eletro-ópticos, filtros ativos semicondutores DFB ou
DRB, grades de difração e filtros de múltiplas camadas interferentes. [42]
Neste último, foi dada uma maior ênfase, pois é o tipo de filtro que foi utilizado no
decorrer deste trabalho.

1.1.7.1. Filtros de Múltiplas Camadas Interferentes

Os filtros ópticos de múltiplas camadas interferentes são dispositivos compostos por


uma sequência de camadas (tipicamente dielétricas) de espessuras diferentes depositadas
sobre um substrato. Estas camadas possuem uma largura espectral estreita e transmitância

43
elevada. Como normalmente essas espessuras são comparáveis ao comprimento de onda da
luz, estes também podem ser chamados de filtros de filmes finos [35] [36].
Os sistemas de múltiplas camadas são projetados para obter máxima transmitância na
faixa de passagem e máxima refletância nas demais faixas do espectro, para tanto um
monitoramento preciso da espessura óptica do filme é realizado durante o processo de
deposição das camadas. [37]
Embora um filtro de filmes finos possa ser idealizado de forma que cada uma de suas
camadas seja constituída por materiais arbitrários, por razões práticas, é frequentemente
desejável que sejam constituídos por apenas dois tipos de materiais de índices de refração
diferentes e alternados. A escolha cuidadosa desses materiais, da quantidade de camadas e da
espessura de cada uma delas, determina o comportamento do filtro em função da frequência,
do ângulo de incidência e do tipo de polarização da luz. [38]
Para os filtros ajustáveis por posição, a espessura do filme é continuamente variada
através da abertura do filtro. Isto é obtido pela deposição dos filmes em um substrato rotativo
(disco) com as fontes de evaporação apropriadamente dispostas relativas ao eixo de rotação.
Em um material dielétrico o índice de refração é função do comprimento de onda,
portanto, esse filtro possui internamente um disco que tem índice de refração diferente em
cada ponto (variação angular). Ao posicionar esse filtro entre duas extremidades de fibras ele
deixará, ou não, a luz passar de uma fibra para outra. Se estiver posicionado em um ponto
onde ele é “transparente” para tal comprimento de onda, ele o deixará passar, se porventura
estiver posicionado em um ponto cujo índice de refração não está coerentemente alinhado, ele
desviará a luz para um ponto fora da fibra, ou até mesmo bloqueará a passagem desse
comprimento de onda específico.
Portanto, filtros ópticos de múltiplas camadas interferentes funcionam com base em
um prisma ou disco, de índice de refração variável.

44
2. Sistema Desenvolvido

Neste capítulo detalha-se o sistema que foi desenvolvido e as especificações dos


componentes.

2.1. Analisador de Espectro Óptico Microcontrolado

O analisador de espectro óptico é uma ferramenta de teste e medição. Este instrumento


mede a potência óptica em vários comprimentos de onda. Dessa forma, pode-se avaliar o
comportamento de certo dispositivo óptico em toda a faixa do espectro emitido, ou nas
imediações de um determinado comprimento de onda. Para tanto, este instrumento separa o
espectro do sinal recebido em pequenas janelas de medição, através de uma técnica de
multiplexação por divisão de espectro. [14]
O componente óptico analisado neste sistema é um Laser de sinal com comprimento
de onda centrado em 1550 nm. O sinal óptico emitido por este Laser é amplificado por um
EDFA. Para ocorrer a amplificação deste sinal, é usado um laser de bombeio com
comprimento de onda de 980 nm. Estes sinais são acoplados por um WDM. A configuração
de bombeio utilizada é a co-propagante, pois com esta configuração obtem-se no final da fibra
um ruído ASE reduzido e também uma boa relação OSNR (Relação Sinal Ruído Óptico).
Depois de amplificado, o sinal de 1550 nm passa por um isolador para evitar
realimentações reflexivas, e depois é filtrado por um filtro óptico sintonizável mecanicamente.
Para o controle mecânico da banda passante do filtro, é utilizado um motor de passo. Um
microcontrolador faz o controle do motor de passo e da aquisição do sinal recebido pelo
fotodetector, e com este sinal recebido é feita uma conversão A/D para depois enviar para o
software, via conversor paralelo/USB.
O software recebe o sinal, pela porta USB do PC (Personal Computer), e plota um
gráfico de Potência (dBm) x Comprimento de onda (nm) e assim é possível analisar o
comportamento do Laser de sinal na faixa de espectro emitido.
Na Figura 2.1 é mostrado um diagrama de blocos do sistema.

45
Figura 2.1 - Diagrama de blocos do sistema.

O sistema desenvolvido consiste de um conjunto de componentes ópticos e seus


respectivos controles eletrônicos que serão descritos nos itens seguintes.

2.1.2. Laser de Sinal

Sistemas CWDM são sistemas WDM espaçados. A banda de operação para estes
sistemas está entre 1270 e 1610 nm, com espaçamento entre canais de 20 nm. O amplo
espaçamento entre canais permite redução nos custos através do uso de dispositivos com
maiores tolerâncias. É o caso dos lasers DFB não refrigerados (sem dissipador de Peltier), que
operam com modulação direta e potência típica entre 0 a 3 dBm. Além disso, apresentam

46
deslocamento térmico de aproximadamente 90 pm/°C, resultando em uma variação de mais
ou menos 3 nm em relação ao comprimento de onda central. [43]
O laser de sinal utilizado é um módulo laser DFB coaxial projetado para transmissões
digitais de até 2,5 Gbps. O módulo tem uma estrutura coaxial com uma fibra monomodo em
um pigtail (Figura 2.2), e contém um diodo laser DFB, um fotodiodo monitor de potência e
um isolador óptico interno.

Figura 2.2 - Laser de sinal utilizado no sistema. [45]

Este laser é da marca Fitel e tem nomeação FOL15Q5MWIB-OH2-S7, que no seu


datasheet pode ser melhor entendida [45]. Seu pico do comprimento de onda situa-se em
torno de 1550 nm, e é neste comprimento que será feita toda a análise do espectro.
Sua corrente de limiar Ith está em torno 8 a 15 mA em operação contínua. Quando
estiver numa sobre-temperatura, esta corrente de limiar pode aumentar para 50 mA. Também,
pode-se destacar que este laser possui tensão e corrente de alimentação baixa, respectivamente
em torno de 1,1 V e 90 mA e sua largura espectral máxima, segundo datasheet, está em torno
de 1 nm, considerando que esta largura pode variar de acordo com as taxas de transmissões e
a vida útil do Laser. Sua potência de saída óptica está em torno de 2 mW, ou seja, 3 dBm. [45]
O fotodiodo monitor de potência serve para monitoração da emissão laser interna,
podendo assim ser feito um controle da alimentação do laser por uma amostragem da emissão.

47
2.1.2.1. Controle de Corrente

O controle de corrente dos lasers foi feito por uma simples fonte de corrente
controlada por tensão, por isso não foi utilizado o fotodiodo monitor. Isto torna o controle da
alimentação mais simples, já que o objetivo do projeto é a análise espectral dos componentes
ópticos.
A Figura 2.3 ilustra o circuito de controle da corrente do laser de sinal. Para a entrada
positiva do ampop comparador é feito um divisor de tensão. Como em um ampop ideal, as
duas entradas tendem a terem tensões iguais, a entrada inversora ficará com a mesma tensão
do dividor. Esta tensão na entrada inversora estará sobre os resistores R2 e R3, então, a
corrente que circula no laser de sinal é encontrada pela divisão desta tensão pelos resistores
R2 mais R3.

Figura 2.3 - Circuito de controle de corrente e tensão do laser de sinal.

Inicialmente o relê RL2 estará aberto (laser de sinal desligado), quando o pino
RELE_LASER_SINAL do microcontrolador for setado, o relê será fechado e irá circular
corrente pelo laser.

48
2.1.2. Laser de Bombeio

O laser de bombeio é de extrema importância para o sistema, pois é ele quem faz o
bombeio para o sinal ser amplificado no EDFA. De acordo com a fundamentação teórica do
EDFA, este laser faz um bombeio em um comprimento de onda e o EDFA emitirá radiação
em outro.
O laser utilizado (EM4 P219-400-976A [46]) é um módulo de bombeio que possui um
laser de fibra do tipo DBR, um cooler termoelétrico integrado (dissipador de Peltier),
termistor e fotodiodo monitor. Sua potência de saída óptica é de 400 mW (26 dBm) e seu
comprimento de onda de bombeio é de 980 nm. Sua corrente de limiar Ith está em torno de 55
mA. Ao contrário do laser de sinal, o laser de bombeio necessita de uma corrente de
alimentação alta, próxima de 750 mA. [46]
O módulo utiliza suas grades de Bragg de estabilização para "travar" o comprimento
de onda de emissão. Ele fornece um espectro de banda estreita, sem ruído, mesmo sob
mudanças de temperatura e realimentação óptica. Na Figura 2.4a pode ser visualizada a
estrutura deste laser, na Figura 2.4b estão nomeadas algumas entradas e saídas dos
componentes internos. O dissipador termoelétrico é controlado por um circuito externo.

Figura 2.4 - Módulo Laser de Bombeio utilizado no sistema. (a) Encapsulamento. (b) Estrutura
interna. [46]

49
2.1.2.1. Controle de Corrente

A Figura 2.5 ilustra o circuito de controle da corrente do laser de bombeio. O circuito


funciona da mesma forma que o controle de corrente do laser de sinal, apenas o pino de
acionamento do relê é outro.

Figura 2.5 - Controle de corrente do laser de bombeio.

Inicialmente o relê RL1 estará aberto (laser de bombeio desligado), quando o pino
RELE_LASER_BOMBEIO do microcontrolador for setado, o relê será fechado e irá circular
corrente pelo laser.

2.1.2.2. Controle de Temperatura

A alta potência emitida pelo laser de bombeio gera variação de temperatura


significativa, então, são necessários meios de dissipação para este calor. Para isso, este
módulo laser possui internamente um dissipador de Peltier que faz o sistema de refrigeração.

50
Quando o módulo começa a gerar a emissão laser, ele tende a esquentar, por isso o
dissipador termoelétrico necessita de uma alta corrente para “esfriá-lo”. Na Figura 2.6 pode
ser visualizado o circuito de controle de temperatura.

Amplificador
Proporcional Integral

Buffer

Amplificador
Diferencial

Figura 2.6 - Circuito de controle de temperatura do módulo laser de bombeio.

O controle de temperatura é composto por um buffer, um amplificador proporcional


integral e um amplificador diferencial. O buffer tem a função isolar e conectar a saída do
termistor NTC com a entrada do amplificador proporcional integral. O amplificador
proporcional integral faz um set point de tensão (referência) em 25 °C e também operar como
subtrator dos desvios ou sinais de baixas frequências da entrada inversora do ampop. O
amplificador diferencial tem a função de comparar a tensão correspondente aos 25 °C do set

51
point mais os desvios de temperatura, se houverem, com a tensão dada pela corrente que
circula no Peltier.
Quando o laser está em temperatura normal (próximo aos 25°C), o amplificador
proporcional integral não tem sua saída alterada, pois sua entrada inversora está com variação
de tensão muito baixa, então o amplificador diferencial satura negativamente. Como a
alimentação é de 0 V a VCC, a sua saída satura em baixa tensão, aproximadamente 1,5 V
devido a sua queda interna de tensão, fazendo com que o transistor forneça pouca corrente
para o Peltier. Quando o laser tem um aumento de temperatura, a entrada inversora do
amplificador proporcional integral tem uma considerável variação. Desta maneira a tensão na
entrada não inversora do amplificador diferencial fica maior que a inversora, saturando-se
positivamente (VCC) e fazendo com que o transistor (TIP122) forneça uma alta corrente para
o Peltier. Este transistor puxará corrente para a entrada positiva do dissipador, fazendo com
que haja uma diminuição da temperatura do lado frio do dissipador, resultando em uma
absorção do calor emitido pelo laser. Este calor será transferido para o lado quente do Peltier e
o dissipador secundário (externo) se encarregará de dissipar esta energia térmica.
Também é importante destacar que este circuito também funciona como uma fonte de
corrente controlada por tensão, onde a corrente máxima é dada por:

(2.1)

2.1.3. Acoplador

O acoplador utilizado é um WDM (multiplexação por divisão de comprimento de


onda) da marca AC Photonics.Inc.. Sua função é acoplar o sinal do laser de bombeio com o
laser analisado e mandar para o EDFA.

52
2.1.4. EDFA

O amplificador a fibra dopada com érbio (EDFA) faz a amplificação do sinal em 1550
nm pelo bombeio do laser de 980 nm.

2.1.5. Isolador

O isolador óptico utilizado no sistema é baseado no efeito Faraday. E ele impede


realimentações para o EDFA e para os lasers.

2.1.6. Filtros Ópticos

Devido à dificuldade e ao alto custo de se obter um filtro sintonizável eletricamente, o


filtro utilizado no sistema é sintonizável mecanicamente. Este filtro permite que uma janela de
comprimento de onda em torno de 0,5 nm seja passante por sintonização. Esta janela depende
da posição do disco interno de índice de refração variável, dado pela posição do motor de
passo.
O filtro tem uma faixa de operação de 31 nm, que situa-se entre 1530 nm até 1561 nm,
e é dentro desta faixa que o laser de sinal fará a emissão para ser analisado.
O controle da sintonização foi feita por um motor de passo de quatro bobinas excitadas
por 6 V e 200 mA. Na Figura 2.7 pode ser visto o acoplamento do motor de passo com o filtro
óptico via eixo mecânico e alguns ajustes manuais de posicionamento. O desenho deste eixo,
em AutoCAD, pode ser encontrado no ANEXO A.

53
Figura 2.7 - Acoplamento do motor de passo ao filtro óptico sintonizável.

O controle do motor de passo foi feito por um microcontrolador e um driver de


corrente que serão especificados nos próximos itens.

2.1.7. Controle do Motor de Passo

O controle do motor foi feito pelo firmware do microcontrolador. Como as portas de


saída do PIC16F877A não têm corrente suficiente para alimentar as bobinas do motor, foi
utilizado o driver de corrente ULN2803A.
Na Figura 2.8 está representado o controle do motor de passo via driver de corrente e
microcontrolador.

54
Figura 2.8 - Acoplamento do motor de passo ao filtro óptico sintonizável. [51]

Como pode ser visto, os pinos do microcontrolador estão controlando o acionamento


das bobinas e o driver de corrente está disponibilizando a corrente necessária para haver o
passo.

2.1.8. Fotodetector

O fotodetector utilizado no sistema é um fotodiodo PIN de InGaAs (Arsenieto de


Gálio e Índio). Algumas características são:
• Detecta comprimentos de onda entre: 1000 nm a 1650 nm;
• Máxima potência de entrada óptica: 10 dBm;
• Tensão de funcionamento típica: -5 V;

Na Figura 2.9a pode ser visualizada a curva de responsividade pelo comprimento de


onda e a curva da corrente foto detectada pela potência óptica de entrada (Figura 2.9b).

55
Figura 2.9 - Curvas de resposta do fotofiodo PIN InGaAs. (a) Responsividade por comprimento
de onda. (b) Corrente fotodetectada por potência óptica de entrada. [49]

Pode ser visualizada na Figura 2.9a, que na faixa em que o laser de sinal é analisado
(1530 a 1561 nm), o fotodiodo apresenta uma boa responsividade. Para seu funcionamento
este fotodetector necessita de um condicionamento de sinal, como pode ser percebido na
Figura 2.10.

Figura 2.10 - Circuito de condicionamento do Fotodiodo utilizado.

Este circuito de condicionamento funciona como um conversor de corrente para


tensão. O trimpot Rx é ajustado para a tensão de saída ficar entre a faixa de referência

56
desejada. O sinal condicionado é enviado para o microcontrolador fazer uma conversão A/D,
para então enviar os dados ao PC.
A equação da conversão é dada por:

(2.2)

2.1.8.1. Curva de resposta dBm x V do fotodetector

No software há a necessidade de saber a relação entre a potência óptica e a tensão dada


pelo fotodetector. A solução foi levantar uma curva de potência (dBm) por tensão (V) para
então, tirar a equação desta curva e usar no software. Esta curva pode ser visualizada na
Figura 2.11.

Figura 2.11 – Curva de potência por tensão do fotodiodo.

57
Com auxílio do software Origin Pro 8, foi plotada a curva acima. Os pontos em azul
representam a relação entre potência e tensão da resposta do fotodetector. Através de testes no
próprio programa foi encontrada a equação de tendência (2.3) que gera a melhor aproximação
da curva de resposta do fotodetector (em vermelho).

(2.3)

Para maior compreensão, um exemplo:

Quando o fotodetector estiver liberando na sua saída 4,5 Volts:

(2.4)

(2.5)

Este valor de 4,5 V de saída do fotodetector representa 5,86 dBm de entrada.

2.1.9. Microcontrolador

O microcontrolador utilizado no sistema é o PIC16F877A. Sua escolha é devido à


ampla quantidade de periféricos internos. Algumas características úteis podem ser citadas
abaixo:
• 7 entradas analógicas;
• Possui hardware interno para conversão A/D (necessário para o fotodetector);
• 33 pinos (5 portas) de entrada e saída configuráveis (uma porta necessária para
conversão USB, outra para controle das bobinas do motor de passo e também
possibilidade de integrar ao sistema um Display LCD);
• Possui hardware interno de comunicação USART. [47]

A disponibilidade do componente e o fato da utilização do mesmo microcontrolador


em outros projetos e em sala de aula, facilitou o desenvolvimento deste trabalho. A frequência
de oscilação do microcontrolador escolhida para o trabalho é de 4 MHz.

58
Na Figura 2.12 é mostrado o diagrama de pinos do microcontrolador, bem como a
função de cada um.

Figura 2.12 - Diagrama de pinos do PIC16F877A. [47]

Para fazer a comunicação com o PC foi usado um conversor paralelo/USB, já que a


interface USB tornou-se mais usual que a serial e paralela. Estas já estão extintas em
notebooks.

2.1.10. Conversor USB

Como meio de comunicação entre o hardware e software é utilizado o protocolo USB.


Para isto existem duas soluções: uma consiste em utilizar um microcontrolador com interface
direta USB (exemplo PIC18F2550 da Microchip) e a outra é a utilização de um módulo
conversor USB (exemplo FT245BL da FTDI). A primeira opção tem a necessidade de criação
dos drivers necessários para comunicação com o PC. A segunda opção, por sua vez, tem uma
abordagem mais simples, na qual um CI dedicado à comunicação é responsável pela troca de
dados e o próprio fabricante disponibiliza os drivers necessários para a comunicação. [48]

59
Duas opções de conversores da FTDI (Future Technology Device Intl.) foram
consideradas: o módulo conversor FT232 e o FT245. A principal diferença entre os módulos é
o fato do módulo FT232 receber os dados via comunicação serial (USART) e o outro módulo,
por sua vez, recebe os dados por um barramento paralelo de 8 bits. Ambos possuem os
mesmos drivers de instalação, mas como o FT245 possui envio de dados paralelos sua
velocidade de transmissão é superior. [12] [48]
Para este projeto foi utilizado o conversor paralelo/USB FT245BL. Este conversor
implementa um buffer FIFO (First In, First Out, primeiro a entrar, primeiro a sair) de leitura e
escrita através de uma porta bidirecional de 8 bits. A escolha deste dispositivo não requer a
utilização de memórias para armazenamento dos dados a serem enviados para o PC, uma vez
que este CI possui um buffer FIFO de transmissão de 384 bytes e um buffer FIFO de recepção
de 128 bytes. [50]
No datasheet [50] disponibilizado pelo fabricante há algumas configurações de
alimentação para este conversor. A que melhor se encaixa neste projeto é a configuração de
alimentação externa, pois já existe a necessidade de uma fonte de alimentação dos lasers e
controle de temperatura. Na Figura 2.13, é mostrado um esquema elétrico desta configuração.

Figura 2.13 - Circuito elétrico da alimentação e comunicação do FT245BL. [50]

60
O controle da leitura e escrita no FT245BL é feita pelo pinos WR e RD com seus
respectivos flags TXE e RXF. O ciclo de leitura é realizado quando dados são enviados do
microcomputador. A recepção destes dados só pode ser feita quando o bit de controle RXF=0,
o que indica que o buffer de recepção tem dados para serem lidos no FIFO de recepção. Para
leitura deste dado é necessário um pulso de descida (nível lógico alto para nível lógico baixo)
no bit de controle RD, ficando os 8 bits de dados disponíveis no barramento em D0...D7. [50]
O ciclo de escrita é realizado quando se quer enviar dados ao microcomputador. O
envio dos dados só pode ser feito se o bit de controle TXE=0, o que indica que o buffer de
transmissão não está cheio. Para os dados serem enviados, após colocá-los no barramento
D0...D7, basta um pulso de subida (nível lógico baixo para nível lógico alto) no bit de
controle WR, fazendo com que este dado fique guardado no buffer de transmissão do
FT245BL. [50]

2.1.11. Fonte de alimentação

Como fonte de alimentação do projeto, foram analisadas três soluções: projetar e


construir uma fonte linear, uma fonte chaveada ou usar uma fonte chaveada pronta de
computador.
Considerando que os lasers e o dissipador de Peltier necessitam de bastante corrente, a
construção de uma fonte linear se torna inviável, pois o transformador necessário seria de no
mínimo 5 Ampéres. Como este transformador seria um tanto grande, encareceria muito a
simples construção dessa fonte.
Para se projetar e implementar uma fonte chaveada seria necessário um estudo sobre a
mesma, o que atrasaria muito o projeto e poderia causar a perda do escopo, que é a análise
espectral dos componentes ópticos.
A solução para isto é o uso de uma fonte chaveada de computador. Esta que já
disponibiliza tensões reguladas, 5 V, 12 V, 3,3 V, -5 V, -12 V, com uma alta corrente,
podendo chegar até 18 Amperes para tensão de 5 V. E também por ter um tamanho
consideravelmente adequado comparado ao projeto.
Para alimentar os lasers, uma regulação destas tensões ainda será necessária, pois suas
tensões variam de 1,1 V a 2,5 V.
O esquema elétrico geral pode ser encontrado no ANEXO E no final deste trabalho.

61
3. Programação do Firmware e do Software

Para o controle do Analisador de Espectro Óptico Microcontrolado foram


desenvolvidas programações do firmware do microcontrolador e do software do aplicativo
OSA.

3.1. Desenvolvimento do Firmware

O desenvolvimento do firmware do microcontrolador foi realizado no compilador


PCW da CCS Incorporation. Neste firmware foi programado o controle de acionamento das
bobinas do motor de passo para ajustar a posição do filtro óptico. Também foi programada a
conversão A/D do sinal recebido pelo fotodetector e a comunicação com o conversor
paralelo/USB.
Na figura 3.1 é apresentado um diagrama de blocos do firmware do microcontrolador
PIC16F877A. Os processos de cada bloco são descritos no item 3.1.1. No ANEXO F é
encontrada a programação comentada do firmware.

62
Figura 3.1 - Diagrama de blocos do firmware.

3.1.1. Descrição do Firmware

Como representado no diagrama de blocos da Figura 3.1, o programa tem uma


sequência de processos necessários para a correta comunicação com o software. Abaixo são
descritos os processos de cada bloco:

63
• Início: este bloco é constituído de todas as declarações de bibliotecas, variáveis e
prototipagem de funções;

• Configurações: após o início da programação são configurados os TRIS das portas do


microcontrolador juntamente com os registradores da conversão A/D e da interrupção
externa. O pino da interrupção externa está fisicamente ligado ao pino de recepção do
conversor paralelo/USB (RXF), sendo que cada interrupção corresponde a um dado
recebido;

• Seleção de Componentes: estando todas as portas devidamente configuradas o


programa aguarda a primeira interrupção. A interrupção externa tem a função de
copiar para um vetor o que for lido pela PORTD do microcontrolador. Este primeiro
valor recebido é quem define se a análise será feita com o laser de sinal e de bombeio
ou apenas com o laser de sinal;

• Liberação da Análise: na sequência é transmitido um sinal de desbloqueio para o


software iniciar a análise. Ligando-se o laser de sinal, o programa aguarda uma nova
interrupção, esta que irá liberar a primeira conversão A/D e a transmissão do primeiro
dado da análise. Este dado será armazenado no software como o valor central da
análise, situado em 1550 nm;

• Análise de 1550 a 1530 nm: transmitido o primeiro dado, o programa entra num laço
que impõe vinte vezes uma sequência de ajustes e transmissões. O ajuste é feito
chamando a função de ajuste do motor de passo no sentido horário. Esta função irá
girar uma quantidade de passos fazendo com que a janela passante do filtro óptico seja
deslocada. Os passos do motor seguem a sequência de um vetor, cada posição deste
vetor aloca um acionamento diferente das bobinas fazendo com que o motor tenha um
acionamento de meio passo. Após o ajuste do motor, o programa aguarda uma nova
interrupção externa, esta indica que o software está pronto para receber os dados.
Terminando a sequência é feita a conversão A/D e o envio dos dados para o software;

• Centraliza Análise: após o termino da análise para um dos lados da frequência central
do filtro, é chamada a função que centraliza o motor no sentido antihorário.

64
• Análise de 1550 a 1561 nm: novamente o programa entra num laço para fazer a análise
do outro lado da banda do filtro óptico. Esta etapa chama a função de ajuste do motor
no sentido antihorário e também a função da conversão A/D e de transmissão dos
dados.

• Centraliza Análise: feita a análise, os lasers são desligados e a função que centraliza o
motor no sentido horário é chamada.

Chegando ao final da sequência de processos, o programa direciona para o início,


assim o firmware entra num laço infinito, este necessário para que possam ser feitas diversas
análises sem a necessidade da reinicialização do microcontrolador.
Para o correto funcionamento do projeto, as programações do software e do firmware
devem estar “casadas”, considerando que ocorre um processo de transmissão e recepção de
dados.

3.2. Desenvolvimento do Software

O aplicativo tem a função de controlar a seleção dos componentes e o início da


análise. Seu resultado final é um gráfico de potência por comprimento de onda obtido pela
emissão laser dos componentes ópticos. O software em questão foi desenvolvido em
linguagem de programação C++ em um ambiente chamado Borland C++ Builder 6, que é
uma ferramenta de programação orientada a objetos.
A tela principal do software pode ser vista na Figura 3.2. Neste aplicativo é possível
reconhecer e remover o dispositivo USB tal como verificar algumas instruções do software
que indicam a sequência correta de execução e algumas instruções do hardware dentre outras
descritas no item 3.2.1. No ANEXO G é encontrada a programação comentada do aplicativo.

65
Figura 3.2 – Layout do aplicativo “OSAu.exe”.

3.2.1. Descrição do Software

Como mostrado na Figura 3.2, a tela de controle do aplicativo dispõe de algumas


funções de controle e outras de visualização. Na tela principal temos:

• OSA – Analisador de Espectro Óptico Microcontrolado: este componente do


aplicativo foi desenvolvido com a ferramenta PlotLab instalada dentro do Builder C+
+. Ela disponibiliza ao usuário o gráfico da análise espectral após o término da mesma.

• Reconhecer Dispositivo: botão que inicia a comunicação USB com dispositivo


FT245BL usando algumas built in’s da biblioteca ftd2xx.h:
FT_Open( ): Função que abre a porta de comunicação USB.
FT_Reset( ): Função de reset necessária para a correta inicialização do
conversor paralelo/USB.

66
FT_Purge( ): Função que limpa os buffers de recepção e transmissão do
conversor.

• Remover Dispositivo: botão que finaliza a comunicação USB com o dispositivo


FT245BL usando algumas built in’s da biblioteca ftd2xx.h:
FT_Purge( ): Função que limpa os buffers de recepção e transmissão do
conversor.
FT_Close( ): Função que fecha a porta de comunicação USB.

• Seleção de componentes: disponibiliza a opção de seleção do laser de bombeio quando


for feita uma análise com EDFA;

• Iniciar Análise: botão que inicia a análise após o reconhecimento do dispositivo e a


seleção dos componentes;

• Nova Análise: botão que limpa a tela do gráfico para uma nova análise;

• Arquivo: nesta opção do menu está disponibilizado a opção Sair, a qual fecha o
software e tem como atalho a tecla Esc;

• Instruções do Software: nesta opção do menu é citada uma lista de passos para a
correta inicialização do aplicativo;

• Instruções do Hardware: nesta opção do menu são disponibilizados dois esquemas de


ligações dos componentes ópticos, um para análise com EDFA e outro sem EDFA;

• Sobre: nesta opção do menu é mostrada uma janela com algumas informações do
aplicativo e do projetista;

3.1.2. Instruções de utilização do aplicativo

67
Para o correto funcionamento do aplicativo devem ser seguidos alguns passos de
inicialização. A sequência destes passos é de extrema importância para não ocorrerem erros
na comunicação com o hardware.

1. Inicialmente, deve-se instalar o driver do circuito integrado FT245BL utilizado


para conversão de dados paralelos/USB. Este driver é disponibilizado no site do
fabricante do mesmo como “D2XX driver”, sendo que a versão do driver deve ser
compatível com o sistema operacional Windows 7 x64;

2. Após instalado o driver, o usuário deve executar o instalador do aplicativo


chamado “Software OSA Setup.exe”. Após instalado, deve-se executar o programa
“OSAu.exe” e conectar o cabo de comunicação USB. Estando o cabo conectado,
deve-se ligar a chave ON/OFF do hardware e clicar no botão “Reconhecer
Dispositivo” para inicializar a comunicação, caso contrário, o aplicativo não
funcionará corretamente. Se a mensagem recebida ao clicar neste botão for
“ERRO! Dispositivo USB não conectado”, o usuário deve desligar o hardware,
desconectar e conectar novamente o cabo USB e ligar a chave ON/OFF do
hardware. Se a mensagem recebida for “Dispositivo USB conectado”, o usuário
poderá selecionar os componentes da análise.

3. Para uma análise com EDFA, o usuário deve selecionar a opção “Laser de
Bombeio”. Após a seleção dos componentes, deve-se clicar no botão “Iniciar
Análise” para o software começar a enviar sinais para que microcontrolador faça
os ajustes e conversões necessárias.

4. Na sequência, o usuário deve aguardar o término da análise para poder visualizar o


gráfico. Quando visualizado, é possível salvar a imagem ou imprimi-la nos botões
do componente de interface visual do OSA.

5. Para uma nova análise basta clicar no botão “Nova Análise” que o aplicativo irá
limpar a tela do gráfico e iniciar a nova análise.

Observações:

68
Após a instalação do driver D2XX e programado a primeira função desta interface, foi
encontrado um problema de extensão de arquivo. Para corrigir este problema foram realizados
alguns procedimentos descritos nos itens abaixo:

• Criar uma nova pasta em um lugar qualquer do disco C;


• Copiar para a pasta o arquivo executável “coff2omf.exe” encontrado na raiz de
instalação do Borland Builder:
“C:\ProgramFiles(x86)\Borland\CBuilder6\Bin”;
• Copiar também para esta pasta o arquivo “ftd2xx.lib” encontrado na pasta de
driver do FT245BL;
• Em seguida Iniciar->Executar: “cmd.exe”
• No prompt de comando entrar na pasta criada com os arquivos e executar o
aplicativo “coff2omf.exe” digitando: “coff2omf.exe ftd2xx.lib new.lib”;
• Em seguida o novo arquivo “new.lib” deve ser renomeado como “ftd2xx.lib”;
• Após estes passos deve-se copiar outro arquivo da raiz do Borland Builder
chamado “implib.exe”;
• Também deve ser copiado o arquivo “ftd2xx.dll” para esta pasta;
• No prompt digitar: “implib.exe ftd2xx.lib ftd2xx.dll”;

Após estes passos, deve-se copiar os arquivos modificados para a pasta dos drivers. O
problema estará resolvido e o software não dará mais erro da biblioteca “ftd2xx.lib”. No
ANEXO H pode ser encontrada uma explicação das principais funções usadas nesta
biblioteca.

4. Resultados Experimentais

69
O desenvolvimento deste projeto abrangeu um estudo teórico dos componentes ópticos
utilizados no sistema. Também foram feitos alguns testes experimentais com o laser de sinal.
Para serem feitos esses testes, houve a necessidade de diversas fusões de fibras entre os
conectores e lasers.

4.1. Fusão das Fibras Ópticas

A fusão de fibras ópticas é o processo de emendar uma fibra na outra. Este processo
depende de uma máquina especial que contém uma precisão muito grande para emendar as
fibras com o mínimo de perdas possível. Por esta máquina ter rigorosas especificações, tem
um custo bastante elevado.
O processo de emenda consiste primeiramente na decapagem da casca da fibra, após
isto, é feita uma limpeza com álcool isopropílico e depois um corte da fibra. Este corte
chama-se clivagem. O clivador possui uma lâmina de diamante que marca o corte da fibra,
para então uma pequena guilhotina cortar a face da fibra em 90 º. Na Figura 4.1 é mostrado o
momento da clivagem da fibra com o alicate de decapagem e o clivador.

Figura 4.1 - Clivagem da fibra óptica. Clivador e alicate de decapagem.

70
Após a clivagem das fibras ópticas, as mesmas são colocadas na máquina de fusão
para as lentes internas fazerem o ajuste e alinhamento das duas fibras. Quando estas estão
corretamente alinhadas, a máquina libera um arco voltaico de centenas de volts, fazendo com
que a fibra se derreta e emende. Depois de feita a fusão, deve ser colocado um tubo de
silicone na emenda, este usado para evitar dobras ou tensionamento das fibras. Na Figura 4.2
pode ser visto uma imagem da máquina de fusão e do alinhamento das fibras.

Figura 4.2 - Máquina de fusão e alinhamento das fibras ópticas.

4.2. Medidor de Potência Óptica

Para teste dos componentes é utilizado um instrumento de medição de potência óptica


chamado Power Meter (medidor de potência). Ele será bastante útil para saber se todos os
componentes ópticos estão funcionando separadamente. Sua potência pode ser medida em
dBm e diferentes comprimentos de onda: 980 nm, 1310 nm, 1480 nm e 1550 nm.
Nos itens abaixo podem ser vistos alguns dos testes de componentes ópticos, e
também, o método para encontrar a quantidade de passos que o motor deve andar para variar
sua janela de banda passante.

71
4.3. Teste do Laser de Sinal

Os testes do laser foram feitos através de alimentação por uma fonte de bancada, pois
a fonte chaveada de computador ainda não está devidamente ajustada para as tensões e
correntes necessárias.
Na Figura 4.3, é mostrada uma curva de potência óptica emitida por corrente de
alimentação do laser de sinal. Esta curva foi levantada a partir de medições com o Power
Meter e multitestes e recursos de um software de plotagem (Origin Pro 8).

Figura 4.3 - Curva de Potência Óptica emitida por corrente de alimentação do laser de sinal.

Como pode ser visto, até certa quantidade de corrente o laser funciona como um LED,
tendo emissões incoerentes. Quando a corrente ultrapassa seu limiar (Ith destacada), o efeito
laser é iniciado e a potência óptica é estabilizada. Para o típico funcionamento do laser a
corrente de entrada é fixa em torno de 50 mA.

72
4.4. Testes com o motor e o filtro óptico

A janela passante do filtro é em torno 0,5 nm, porém a falta do datasheet do filtro
óptico sintonizável trouxe a necessidade de um método para encontrar a quantidade de passos
que o motor deve andar para variar esta janela.

O método realizado segue nos itens:

• Injetar apenas o laser de sinal ao filtro óptico;


• Ligar o laser e medir a potência na saída do filtro;
• Encontrar a máxima potência (banda passante do filtro centrada no
comprimento de onda emitido pelo laser) rotacionando o eixo motor de passo;
• Com um firmware do microcontrolador desenvolvido para controlar o motor de
passo manualmente, deslocar a banda passante do filtro até que a potência
óptica medida seja mínima (final da faixa de operação do filtro) para os dois
lados da máxima potência (este firmware encontrasse no ANEXO B).
• Com o número de passos obtidos para varrer as duas bandas laterais da
máxima potência, é possível associar quantos passos o motor deve andar para
deslocar a janela de banda passante em 0,5 nm para cada vez que a potência
óptica é amostrada.

O filtro óptico tem uma faixa de operação de 31 nm e sua janela passante é de 0,5 nm,
então, quanto maior o número de amostras da potência detectada pelo fotodiodo e enviadas ao
PC melhor será a resolução do gráfico.

4.5. Análises

73
Após o término de toda a programação de firmware e software foram iniciados os
procedimentos de análises.
A quantidade de amostras das análises ficou limitada em 32 amostras pelo motivo de
que na programação do “PlotLab”, o aplicativo que plota o gráfico espectral, usou-se a
diretiva “SLScope1-> Channels-> Channels[0]-> Data-> SetXYData(posx,G_Buffer,32);” e
esta última função chamada “SetXYData( )” tem como argumentos dois vetores (buffers) e
um inteiro. O primeiro vetor indica as posições de “X”, o segundo vetor indica as posições de
“Y” e o inteiro indica a quantidade de pontos que serão plotados. Embora esta função aceite
estes vetores do tipo float, apenas o eixo “Y” aceitou valores reais (float), para os valores de
“X” houve a necessidade de plotar valores inteiros, do contrário, os valores reais são
deslocados para o inteiro mais próximo. Este problema pode ser da própria função ou de
alguma configuração não encontrada nos itens do Builder C++. Então, as análises ficaram
limitadas ao número de posições inteiras que eram desejadas na visualização gráfica. Como o
filtro óptico sintonizável tem uma banda passante entre 1530 a 1561 nm, a quantidade de
amostras possíveis ficou dentro desta faixa, ou seja, 32 amostras.
Os itens abaixo demonstram algumas análises, comentários e justificativas das
mesmas.

4.5.1. Análise sem EDFA

A primeira análise observada é sem o EDFA, então o gráfico espectral será gerado
apenas pela emissão do laser de sinal. Para esta análise, no aplicativo não deve ser
selecionado o componente “Laser de Bombeio”, assim apenas o relê do laser de sinal será
acionado. Na Figura 4.4 pode ser visualizada a figura salva pelo aplicativo “OSAu.”.

74
Figura 4.4 – Resultado da análise espectral óptica do laser de sinal sem EDFA.

Nesta análise pode ser observado o pico de potência em 1550 nm, como de acordo
com o comprimento de onda do laser de sinal. Este pico está em torno de 4,1 dBm, que
corresponde à potência de 2 a 3 mW deste laser. O espalhamento espectral representa o ruído
ASE gerado pela emissão laser.

3.1.3. Análise com EDFA

A segunda análise observada é com o EDFA, então o gráfico espectral gerado terá
potência mais elevada pelo ganho dado com o EDFA. Para esta análise, no aplicativo deve ser
selecionado o componente “Laser de Bombeio”, assim são acionados os relês do laser de sinal

75
e do laser de bombeio. Na Figura 4.5 pode ser visualizada a figura salva pelo aplicativo
“OSAu.”.

Figura 4.5 – Resultado da análise espectral óptica do laser de sinal com EDFA.

Nesta análise pode ser observado o pico de potência em 1550 nm, como de acordo
com o comprimento de onda do laser de sinal. Este pico está em torno de 10 dBm, que
corresponde à potência de 10 mW do sinal do laser amplificado. O espalhamento espectral
representa o ruído ASE gerado pela emissão laser.
A resolução do gráfico também ficou limitada pela largura de banda do filtro, portanto
com um filtro mais fino, melhor seria a resolução.

76
4.6. Placa de circuito impresso

Foram desenvolvidos alguns soquetes para trabalhar com os lasers em protoboard e


também um protótipo geral com todos os circuitos de regulação e controle. Este protótipo foi
útil para fazer testes e ajustes do hardware. No ANEXO C e D podem ser visualizados os
soquetes e o protótipo geral, respectivamente.
O desenvolvimento destas PCI’s (placas de circuito impresso) foi realizado com o
auxílio da ferramenta ARES do Proteus da LabCenter Eletronics e fresada em placas de fibra
de vidro.

4.7. Caixa de acrílico

Para o suporte das placas de circuito impresso, fibras ópticas e dissipadores foi
desenvolvido uma caixa de acrílico desenhada em AutoCad e cortada na fresa do núcleo de
manutenção eletrônica. Os arquivos .dxf e .dwg do projeto estão contidos no CD deste
trabalho. Os acabamentos da caixa foram feitos com uma retífica DREMEL e a fixação dos
cantos e arestas com clorofórmio, este que tem como função fazer a fusão do acrílico.
A caixa deve ser aberta somente com o cabo de energia desligado para evitar riscos de
choque elétrico.

77
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após a realização do estudo teórico, notaram-se as grandes vantagens que o uso das
fibras e de componentes ópticos agrega aos sistemas de comunicações. Dentre elas as
elevadas taxas de transmissão, podendo chegar à casa de THz, bem como a menor taxa de
erro transmitido, já que as fibras ópticas têm baixíssimas perdas e são imunes aos ruídos e
interferências eletromagnéticas, evitando assim as falhas.
Com sistemas WDM, é possível aumentar a capacidade de transmissão das fibras sem
a necessidade de substituí-las, pois as informações transmitidas são multiplexadas, ou seja,
são transmitidas uma por vez na mesma fibra.
Em paralelo ao estudo teórico, foram desenvolvidos os projetos dos circuitos de
controle dos lasers e montagens em protoboard. Alguns ajustes foram necessários para fixar a
corrente e a tensão nos valores adequados. Após o correto funcionamento em protoboard foi
iniciado o desenvolvimento da placa de circuito impresso. Também foram necessárias
diversas fusões das fibras, como a conectorização do laser de bombeio, do acoplador, EDFA e
isolador.
Em conjunto com o hardware foram iniciadas as programações de firmware e
software. Estas apresentaram algumas dificuldades na transmissão de dados, devido ao não
aterramento da carcaça do conector USB no hardware, gerando assim ruídos e erros de
transmissão em algumas análises, porém, aterrando esta carcaça eliminou-se este problema.
Estas programações foram devidamente “casadas”, pois, tanto o hardware como o
software envia e recebe dados, sendo que no hardware os dados recebidos geram uma
interrupção externa fazendo com que ocorra o processo de variação no comprimento de onda
filtrado e o software, após o envio de confirmação de dados recebidos e alocados num vetor,
fica obtendo o estado atual de número de bytes a serem recebidos. Quando houver algum byte
para ser lido, é chamada a função de leitura do conversor paralelo/USB.
As dificuldades encontradas foram os testes realizados com o filtro óptico, pois a falta
do datasheet trouxe a necessidade de um método para encontrar a quantidade de passos que o
motor deve andar para variar a janela passante. Esta quantidade foi definida fazendo um ajuste
da curva depois de feita a análise espectral.

78
Como o eixo mecânico é de pequeno tamanho foi necessário um desenho do mesmo
no software AutoCad. Este eixo foi desenvolvido em um torno mecânico.
Também verificou-se que os componentes ópticos testados estão todos funcionando.
Porém, o laser de bombeio tem sua potência emitida um pouco abaixo do esperado, mas isto é
justificado pelo fato do Power Meter estar descalibrado e pelas perdas nos conectores e
emendas das fibras.
Chegando ao término deste trabalho pode-se dizer que os resultados foram
satisfatórios, pois os objetivos propostos, como o controle da emissão do sinal óptico, o
condicionamento do sinal elétrico devidamente enviado ao PC pelo conversor paralelo/USB e
o desenvolvimento de um software de análise espectral, foram alcançados. Alguns ajustes
ainda poderão ser feitos, como encontrar uma maneira de fazer uma análise espectral com
mais precisão, ou seja, uma maior quantidade de amostras e pontos no gráfico espectral
gerado pela função SetXYData( ). Esta que não aceitou números reais para o eixo “X”.
Também pode-se dizer que o estudo teórico agregou e reforçou alguns conhecimentos
em óptica e fotônica vistos ao longo do curso, abrindo assim um ramo de possíveis projetos
nestas áreas.
Como sugestão para trabalhos futuros fica a idéia de fazer um OSA microcontrolado
com canais de entrada para que sejam analisados outros lasers de sinal. Neste trabalho poderia
ser implementado um hardware de tamanho mais reduzido utilizando componentes SMD e
projetando-se uma fonte chaveada apenas com as tensões necessárias para reduzir
significativamente seu tamanho. No estágio do motor de passo seria útil um encoder para
saber a posição do eixo, independente de eventuais deslocamentos mecânicos do usuário.

79
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Editions, Electrical & Eletronic Engineering Series, 2nd Ed., 1991.

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<http://www.teleco.com.br/tutoriais/tutorialfoI/pagina_2.asp>. Acesso em 12 Ago. 2010.

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[12] Sistema Básico de Comunicação Óptica. Disponível em:


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[20] Sistemas e Redes de Telecomunicações. Receptores Ópticos. Capítulo 4. Disponível em:


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<http://www.em4inc.com/products/DS%207017%20%20SM161.pdf>.

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[49] SWT, InGaAs PIN Photodiode datasheet. Disponível em:


<http://www.swt-oc.com/english/pdf/pin1/PDS123-CSA-C0202.pdf>.

[50] FTDI, Conversor Paralelo/USB datasheet. Disponível em:


<http://www.ftdichip.com/Products/ICs/FT245B.htm>.

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[52] FERREIRA, Gustavo C. M., Análise e Otimização de Sistemas Ópticos com


Amplificadores Raman. Universidade Federal do Espírito Santo, 2008. Disponível em:
<http://www2.ele.ufes.br/~projgrad/documentos/PG2008_2/gustavocmariottoferreira.pdf >.

[53] Tutoriais Redes Ópticas. Amplificadores Raman: tipo de LRA. Disponível em:
<http://www.teleco.com.br/tutoriais/tutorialraman/pagina_4.asp/>.

[54] R. Ramaswami e K. N. Sivarajan, Optical Networks - A Practical Perspective. 1a ed.,


Morgan Kaufmann, EUA, 1998.

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<www.ftdichip.com/Documents/ProgramGuides/D2XX_Programmer's_Guide(FT_000071).p
pf>

85
ANEXO A – DESENHO DO EIXO MECÂNICO EM AUTOCAD

Figura A.1 – Desenho do eixo mecânico em AutoCad.

86
ANEXO B – FIRMWARE PARA CONTROLE MANUAL DO MOTOR
DE PASSO

//------------------------------Bibliotecas e prototipação de funções--------------------------------//


#include <16F877A.h> // Biblioteca do PIC16F877A
#include <regs_16.h> // Biblioteca regs_16 com seus registros padronizados
#use delay (clock=4000000) // Necessário para usar delay_ms
#fuses XT,NOWDT,NOLVP

void horario(void); // Protótipo da função horario


void antihorario(void); // Protótipo da função antihorário

//-----------------------------------Declaração de variáveis globais----------------------------------//


int x=0;
int y=0;
int p=0; // Declaração de vetor com o acionamento das bobinas do motor de passo
int motor [4]={0b00110000,0b01100000,0b11000000,0b10010000};

void main(void)
{
TRISB=0xFF; PORTB=0; // Configuração das portas de I/O
TRISD=0;
INTEDG=1; // Aceita interrupção por borda de subida
INTCON=0x98; // Habilita interrupção externa e por mudança de estado
PORTD=motor[0]; // Joga na porta do micro (motor) a posição inicial
while(1)
{
x=y=0; // Zera variáveis
delay_ms(250); // Tempo de 250 ms
while(x==0 && y==0); // Aguarda uma das teclas ser pressionada para entrar na interrupção
if(x!=0) horario(); // Se precionada tecla x, chama função horario
if(y!=0) antihorario(); // Se precionada tecla y, chama função antihorario
}
}

87
#INT_EXT // Interrupção externa, chamada quando pressionada tecla x

void destrava(void)
{ // Filtragem de ruído (the bouncing)
if(RB0!=0) // Testa RB0 (Entrada da Int Externa)
{
delay_ms(30); // Tempo de 30 ms
if(RB0!=0) // Testa novamente, se for ruído a tecla não estará ativa neste segundo "if"
{
x++; // Incrementa x para sair da condição de parada
INTF=0; // Reseta Flag da Interrupção externa
}
}
}

#INT_RB // Interrupção por mudança de estado, chamada quando pressionada tecla y

void destravado(void)
{ // Filtragem de ruído (the bouncing)
if(RB5!=0) // Testa RB5 (Uma das entradas da Int por mudança de estado)
{
delay_ms(30); // Tempo de 30 ms
if(RB5!=0) // Testa novamente, se for ruído a tecla não estará ativa neste segundo "if"
{
y++; // Incrementa y para sair da condição de parada
RBIF=0; // Reseta Flag da Interrupção por mudança de estado
}
}
}

88
void horario(void) // Função horario
{
p++; // Incrementa p
if(p==4) p=0; // Testa p para ele nunca ser maior que 3
PORTD=motor [p]; delay_ms(10); //Joga no motor a posição 'p' do vetor
PORTD=0; // Joga zero no motor
}

void antihorario(void) // Função antihorario


{
p--; // Decrementa p
if(p==-1) p=3; // Testa p para ele nunca ser menor que 0
PORTD=motor [p]; delay_ms(10); //Joga no motor a posição 'p' do vetor
PORTD=0; // Joga zero no motor
}

89
ANEXO C – LAYOUT DAS PCIS DOS SOQUETES

Figura C.1 - Layout da placa de circuito impresso do soquete do laser de sinal.

Figura C.2 - Layout da placa de circuito impresso do soquete do laser de bombeio.

90
ANEXO D – LAYOUT DA PCI DO PROTÓTIPO GERAL

Figura D.1 - Layout da placa de circuito impresso principal.

Figura D.2 - Layout da placa de circuito impresso do soquete do conversor USB.

91
ANEXO E – CIRCUITO COMPLETO DO SISTEMA
DESENVOLVIDO

Figura E.1 – Circuitos de controle dos lasers e peltier.

92
Figura E.2 – Circuitos do conversor paralelo/USB, microcontrolador com driver de corrente e
condicionamento do sinal do fotodiodo.

93
ANEXO F – FIRMWARE DO MICROCONTROLADOR

//---------Projeto de Graduação - Analisador de Espectro Óptico Microcontrolado---------//


//-----------------------------------------------Bibliotecas--------------------------------------------//

#include <16F877A.h> // Biblioteca do PIC16F877A usado na prática


#include <regs_16.h> // Biblioteca regs_16 com seus registros padronizados
#use delay (clock=4000000) // Necessário para usar delay_ms
#fuses XT,NOWDT,NOLVP // Fusíveis

//-------------------------------------------------DEFINES---------------------------------------------//

#DEFINE LED_RXTX RA2 // Define o pino RA2 com a diretiva LED_RXTX


#DEFINE LASER_SINAL RB4 // Define o pino RB4 com a diretiva LASER_SINAL
#DEFINE LASER_BOMBEIO RB5 // Define o pino RB5 com a diretiva LED_BOMBEIO
#DEFINE RD RC4 // Define o pino RC4 com a diretiva RD
#DEFINE WR RC5 // Define o pino RC5 com a diretiva WR
#DEFINE TXE RC6 // Define o pino RC6 com a diretiva TXE

//---------------------------------------Prototipagem das funções---------------------------------//

void centraliza_motor_horario(void); // Função que centraliza o motor pelo sentido horário


void centraliza_motor_antihorario(void); //Função que centraliza o motor pelo sentido anti-
horário
void ajusta_motor_horario(void); // Função que faz o motor avançar um passo (horario)
void ajusta_motor_antihorario(void); // Função que faz o motor avançar um passo (anti-
horário)
void converte(void); // Função que faz a conversão A/D
void transmite(void); // Função que transmite os dados para o conversor USB

94
//------------------------------------Declaração de variáveis globais------------------------------//

int8 posicao=0; // Variável para manipulação da posição do motor


int16 fim_de_curso=0; // Variável que acuso o fim de curso do filtro

int8 motor [8]= { 0b10011000,


0b10011100,
0b10010100,
0b10010110,
0b10010010,
0b10010011,
0b10010001,
0b10011001}; // Vetor com as posições para o motor (meio passo)
int1 x=0; // Variável usada no while que aguarda interrupção
int8 buffer_rx[8]; // Vetor de 8 posições que aloca 8 bits recebidos
int8 pos_buffer_rx=0; // Variável para seleção da posição do vetor buffer_rx
unsigned int16 i=0; // variável para laços "for"

//--------------------------------------------------Principal-----------------------------------------------//

void main (void)


{
while(TRUE) // Laço infinito
{
TRISA=0b00000001; // Configura RA0 para entrada (Canal 0)
PORTA=0b00000000; // Zera PORTA
TRISB=0b00000001; // Configura PORTB para saída e INT como entrada
PORTB=0b00000001; // Seta int externa que será ativo baixo
TRISC=0b11000000; PORTC=0b10010000; // Configura TRISC (RC6 e RC7 entradas)
PORTD=0x00; // Zera PORTD
PCFG3=PCFG2=PCFG1=PCFG0=0; // Configura os padrões de canais digitais e
analógicos
ADCS1=ADCS0=0; // Seleciona Frequência de trabalho do conversor A/D (Fosc/2)
ADFM=0; // Justifica os 10 bits para a esquerda

95
CHS2=CHS1=CHS0=0; // Seleciona canal utilizado (Canal 0)
INTCON=0x90; // Config. interrupção global
INTEDG=0; // Config. inte externa como ativo baixo
x=0; // Zera "flag"
while(x==0); // Aguarda recepção do conversor USB (RXF ligado na INT EXT)
PORTD=0b00000001; // Coloca 1 na PORTD para enviar desbloqueio
transmite(); // Chama função de transmissão
x=0; // Reseta "flag" x
LASER_SINAL=1; // Liga laser de sinal acionando seu rele
ADON=1; // Liga sistema de conversão A/D
INTE=1; // Habilita Interrupção Externa
while(x==0); // Aguarda recepção do conversor USB
converte(); // Chama função de conversão
transmite(); // Transmite
for(fim_de_curso=0;fim_de_curso<20;fim_de_curso++)// Laço para a análise de 1550 a
1530 nm
{
ajusta_motor_horario(); // Chama função de ajuste do motor no sentido horário
x=0; // Reseta "flag" x
INTE=1; // Habilita Interrupção Externa
while(x==0); // Aguarda recepção do conversor USB (INT EXT)
converte(); // Chama função de conversão
transmite(); // Chama função de transmissão
PORTD=0x00; // Zera PORTD para não haver dados anteriores
}
centraliza_motor_antihorario(); // Centraliza motor no sentido antihorário
delay_ms(600); // Tempo de 600 milisegundos
for(fim_de_curso=0;fim_de_curso<12;fim_de_curso++)// Laço para a análise de 1550 a
1561 nm
{
ajusta_motor_antihorario(); // Chama função de ajuste do motor no sentido antihorário
x=0; // Reseta "flag" x
INTE=1; // Habilita Interrupção Externa
while(x==0); // Aguarda recepção do conversor USB (INT EXT)

96
converte(); // Chama função de conversão
transmite(); // Chama função de transmissão
PORTD=0x00; // Zera PORTD para não haver dados anteriores
}
PORTC=0b10010000; // Desativa acionamento de todas as bobinas do motor de passo
ADON=0; // Desliga sistema de conversão A/D
LASER_SINAL=0; // Desliga laser de sinal
LASER_BOMBEIO=0; // Desliga laser de bombeio (caso ligado)
centraliza_motor_horario(); // Centraliza motor no sentido horário
posicao=0; // Reseta variável posicao
}
}

//-------------Interrupção Externa (Flag de recepção RXF do FT245BL)---------------------//


#INT_EXT

void interrupcao(void)
{
INTE=0; // Desabilida INT EXT
LED_RXTX=1; // Liga LED RXTX
TRISD=0b11111111; // Config. PORTD como entrada
RD=0; // Habilita leitura (copia para PORTD o estado do buffer
interno de repepção do FT245BL)
buffer_rx[pos_buffer_rx]=PORTD; // Copia para buffer_rx(posição 0) o estado da PORTD
RD=1; // Desabilita leitura
TRISD=0b00000000; // Config. PORTD como saída
delay_ms(300); // 300 ms
LED_RXTX=0; // Desliga LED RXTX
if((buffer_rx[pos_buffer_rx])==1) // Testa se o dado recebido é 1
{
x++; // Se sim, apenas incrementa x para sai do while
}
else if((buffer_rx[pos_buffer_rx])==7) // Testa se o dado recebido é 7
{

97
LASER_BOMBEIO=1; // Se sim, é o sinal que indica análise com EDFA
x++; // Incrementa x para sair do while
}
else // Senão recebe nem 1 nem 7
{
x=0; // Zera x para continuar travado no while
INTF=0; // Reseta flag
INTE=1; // Habilita INT EXT
}
}

//-------------Função que faz a conversão A/D e joga o resultado na PORTD-------------------//

void converte(void)
{
unsigned int8 conversao; // Variavel para alocar conteúdo da PORTD
GO_DONE=1; // Inicia conversão
while(GO_DONE); // Aguarda a conversão ser concluída
conversao=ADRESH; // Copia para variavel conversao o resultado da conversão A/D
PORTD=conversao; // Coloca na PORTD o resultado da conversão
delay_ms(50); // 50 ms
}

//----------------Função que faz o controle da transmissão dos dados------------------------//

void transmite (void)


{
LED_RXTX=1; // Liga LED RX TX
WR=1; // Habilita escrita do FT245BL
while(TXE==1); // Aguarda flag de transmissão
delay_ms(300); // 300 ms
WR=0; // Desabilita escrita
LED_RXTX=0; // Desliga LED RX TX
}

98
//--------------Função que ajusta o motor de passo pelo sentido anti-horário----------------//

void ajusta_motor_antihorario(void)
{
for(i=0;i<24;i++) // Laço de 24 vezes
{
PORTC=motor [posicao]; // Coloca na PORTC a posição 'posicao' do vetor motor[ ]
delay_ms(15); posicao--; // 15 ms e decrementa posicao
if(posicao==-1) posicao=7; // Testa posicao para não ser jogado na PORTC um valor nulo
}
}

//--------------Função que centraliza o motor de passo pelo sentido horário-----------------//

void centraliza_motor_horario(void)
{
for(i=0;i<288;i++) // Laço para o motor voltar ate a posição central
{
PORTC=motor [posicao]; // Coloca na PORTC a posição 'posicao' do vetor motor[ ]
delay_ms(15); posicao++; // 15 ms e incrementa posicao
if(posicao==8) posicao=0; // Testa posicao para não ser jogado na PORTC um valor nulo
}
}

//----------------Função que ajusta o motor de passo pelo sentido horário-------------------//


void ajusta_motor_horario(void)
{
for(i=0;i<12;i++) // Laço de 12 vezes
{
PORTC=motor [posicao]; // Coloca na PORTC a posição 'posicao' do vetor motor[ ]
delay_ms(15); posicao++; // 15 ms e incrementa posicao
if(posicao==8) posicao=0; // Testa posicao para não ser jogado na PORTC um valor nulo
}
}

99
//--------------Função que centraliza o motor de passo pelo sentido anti-horário----------------//

void centraliza_motor_antihorario(void)
{
for(i=0;i<240;i++) // Laço para o motor voltar a posição central
{
PORTC=motor [posicao]; // Coloca na PORTC a posição 'posicao' do vetor motor[ ]
delay_ms(15); posicao--; // 15 ms e decrementa posicao
if(posicao==-1) posicao=7; // Testa posicao para não ser jogado na PORTC um valor nulo
}
}

100
ANEXO G – PROGRAMAÇÃO DO SOFTWARE

Na programação orientada a objetos nem todas as configurações dos componentes


aparecem no código. Para verificar alguns de enables, nomes, seleções de escalas, cores e
tamanhos definidos no “Object Inspector” do Builder C++, verifique o arquivo de projeto
“SoftwareOSA.bpr” constado no CD deste trabalho.

//-----------Projeto de Graduação - Analisador de Espectro Óptico Microcontrolado----------//


//-----------------------------------------------Bibliotecas-----------------------------------------------//
#include <vcl.h> // Biblioteca dos componentes VCL (Default)
#pragma hdrstop // Default
#include "UOSA.h" // Biblioteca com declarações do Form UOSA
#include "USobre.h" // Biblioteca com declarações do Form USobre
#include "ftd2xx.h" // Biblioteca do conversor paralelo USB FT245BL
#include "UInstru.h" // Biblioteca com declarações do Form UInstru
#include "UInstruHard.h" // Biblioteca com declarações do Form UIntruhard
#include "Analise1.h" // Biblioteca com declarações do Form Analise1
#include "Analise2.h" // Biblioteca com declarações do Form Analise2
#include "math.h" // Biblioteca que possui a função ln "log"

#pragma package(smart_init) // Default


#pragma link "LPComponent" // Referente ao PlotLab (automático)
#pragma link "LPDrawLayers" // Referente ao PlotLab (automático)
#pragma link "SLComponentCollection" // Referente ao PlotLab (automático)
#pragma link "SLScope" // Referente ao PlotLab (automático)
#pragma resource "*.dfm" // Default
#pragma comment(lib,"ftd2xx.lib") // Referencia library ftd2xx.lib

//--------------------------------------Declaração de Variáveis-----------------------------------------//

TUOSAu *UOSAu; // Ponteiro para uma variável do tipo TUOSAu (Objeto)


FT_HANDLE ftHandle; // Ponteiro para uma variável do tipo FT_HANDLE (Objeto)

101
FT_STATUS ftStatus; // Ponteiro para uma variável do tipo FT_STATUS (Objeto)
unsigned int numDisp=0; // Variável como o número do dispositivo (identificador)
char Tx_Buffer[128]; // Vetor para envio de dados
unsigned int a=0; // Flag de tentativas de conexão
DWORD RxBytes=0; // Variável do tipo DWORD que recebe o número de caracteres
na fila de recepção
unsigned char Rx_Buffer[256]; // Vetor para recepção de dados
float G_Buffer[256]; // Vetor para copiar dados e plotar
ULONG tamanho_dado; // Variável para alocar a quantidade de bytes para gravar no
FT245BL
ULONG num_Bytes=0; // Variável do tipo DWORD que recebe o número de bytes
gravados no FT245BL
DWORD Status_evento; // Variável do tipo DWORD que recebe o atual estado do evento
GetStatus
DWORD TxBytes; // Variável do tipo DWORD que recebe o número de caracteres
na fila de transmissão
DWORD Bytes_recebidos; // Variável do tipo DWORD que recebe o número de bytes lidos
a partir do dispositivo FT245BL

//--------------------------------------Prototipagem de Funções---------------------------------------//

void envia_dado_FT245(void); // Função que envia sinal para interrupção no firmware


void recebe_desbloqueio(void); // Função que recebe desbloqueio da análise
void recebe_dado_FT245(void); // Função que recebe os dados do conversor USB
void config_laser_bombeio(void); // Função de configuração do laser de bombeio

//--------------------------------Declarações do Owner (Proprietário)-------------------------------//

__fastcall TUOSAu::TUOSAu(TComponent* Owner) // Inicia automatico


: TForm(Owner)
{
Timer1->Enabled=false; // Desabilita Timer1
Reconhecer_Dispositivo->Enabled=true; // Habilita botão
Remover_Dispositivo->Enabled=false; // Desabilita botão

102
Iniciar_Analise->Enabled=false; // Desabilita botão
Selecao_Componentes->Enabled=false; // Desabilita botão
Laser_Sinal->Checked=true; // Habilita botão
Laser_Sinal->Enabled=false; // Desabilita botão
Laser_Bombeio->Enabled=false; // Desabilita botão
Nova_analise->Enabled=false; // Desabilita botão
}
//---------------------Processo ao clicar no botão “ Reconhecer_Dispositivo” -------------------//

void __fastcall TUOSAu::Reconhecer_DispositivoClick(TObject *Sender)


{
ftStatus=FT_Open(numDisp,&ftHandle); //Abre comunicação com FT245BL
if(ftStatus==FT_OK) // Checa retorno da função FT_Open( )
{
FT_ResetDevice(ftHandle); // Reseta dispositivo
FT_Purge(ftHandle,FT_PURGE_RX | FT_PURGE_TX); // Limpa Buffers Rx e Tx
Remover_Dispositivo->Enabled=true; // Habilita botão
Reconhecer_Dispositivo->Enabled=false; // Desabilita botão
Iniciar_Analise->Enabled=true; // Habilita botão
Selecao_Componentes->Enabled=true; // Habilita botão
Laser_Bombeio->Enabled=true; // Habilita botão
ShowMessage("Dispositivo USB conectado"); // Mostra mensagem
ShowMessage("Confira a seleção dos componentes da Análise");
}
else
{
a=a+1;
if(a==3) // Após três tentativas inválidas de conexão USB
{
ShowMessage("\n\t\tERRO!\n\n \tNúmero de tentativas excedidadas. \n\n\tO
Software será fechado");
a=0;
Application->Terminate(); // Fecha aplicativo
}

103
else ShowMessage("ERRO! Dispositivo USB não conectado"); // Mostra
Remover_Dispositivo->Enabled=false; // Desabilita botão "Remover_Dispositivo"
Reconhecer_Dispositivo->Enabled=true; //Habilita botão "Reconhecer_Dispositivo"
Iniciar_Analise->Enabled=false; // Desabilita botão "Iniciar_Analise"
}
}
//-----------------------Processo ao clicar no botão “Remover_Dispositivo” ---------------------//

void __fastcall TUOSAu::Remover_DispositivoClick(TObject *Sender)


{
ftStatus=FT_Purge(ftHandle,FT_PURGE_RX|FT_PURGE_TX); // Limpa buffers Rx e Tx
ftStatus=FT_Close(ftHandle); // Fecha comunicação com dispositivo FT245BL
if(ftStatus==FT_OK) // Se o retorno for FT_OK
{
ShowMessage("\t\tOperacao bem sucessida! \nO dispositivo USB pode ser
removido com segurança.");
}
else
{
ShowMessage("O Dispositivo não pode ser removido com segurança");
}
Remover_Dispositivo->Enabled=false; // Desabilita botão "Remover_Dispositivo"
Reconhecer_Dispositivo->Enabled=true; // Habilita botão "Reconhecer_Dispositivo"
Iniciar_Analise->Enabled=false; // Desabilita botão "Iniciar_Analise"
}

//-----------------------------Processo ao clicar no botão “Iniciar_Analise” -----------------------//

void __fastcall TUOSAu::Iniciar_AnaliseClick(TObject *Sender)


{
Iniciar_Analise->Enabled=false; // Desabilita botão
if(Laser_Bombeio->Checked==true) // Se o checkbox Laser_bombeio estiver marcado
{

104
ShowMessage("\t\tPara Análise com EDFA,\nassegure-se que as conexões no
hardware estão devidamente corretas"); // Mostra mensagem
config_laser_bombeio(); // Chama configurações
}
else
{ // Senão envia um dado normal (1) para o dispositivo
envia_dado_FT245();
}
recebe_desbloqueio(); // Função de desbloqueio
envia_dado_FT245(); // Função de transmissão
recebe_dado_FT245(); // Função de recepção
Timer1->Enabled=true; // Habilita Timer1 (Plotagem)
Nova_analise->Enabled=true; // Habilita botão "Nova_Analise"
}

//------------------------------Função que configura análise com EDFA----------------------------//

void config_laser_bombeio(void) // envia dado para o microcontrolador identificar anbálise


com EDFA
{
Tx_Buffer[0]=7; // Seleciona dado
tamanho_dado=strlen(Tx_Buffer); // Encontra tamanho do vetor enviar dado usando
strlen( )
ftStatus=FT_Write(ftHandle,Tx_Buffer,tamanho_dado,&num_Bytes); // Built In de
escrita do FT245BL
Sleep(100); // delay 100 ms
if(ftStatus!=FT_OK) // se o retorno não for FT_OK
{
ShowMessage("ERRO de config!"); // Mensagem de erro
}
}

105
//--------------------------------Função que envia dado para FT245BL-----------------------------//

void envia_dado_FT245(void)
{
Tx_Buffer[0]=1; // Seleciona dado
tamanho_dado=strlen(Tx_Buffer); // Encontra tamanho do vetor
ftStatus=FT_Write(ftHandle,Tx_Buffer,tamanho_dado,&num_Bytes); // Built In de
escrita do FT245BL
Sleep(100); // delay 100 ms
if(ftStatus!=FT_OK) // se o retorno for FT_OK
{
ShowMessage("ERRO de envio"); // Mensagem
}

//----------------------------Função que recebe o desbloqueio pelo FT245BL---------------------//

void recebe_desbloqueio(void)
{
e: //Rótulo e:
unsigned int j=0; // Flag
while(j==0) // Permanece no while enquanto não receber o desbloqueio
{
FT_GetStatus(ftHandle,&RxBytes,&TxBytes,&Status_evento); // Built In de
verificação da existência de dados a receber do FT245BL
if ( RxBytes> 0) // Se há dados para receber
{
ftStatus = FT_Read(ftHandle,Rx_Buffer,RxBytes,&Bytes_recebidos); // Built
In de leitura do FT245BL
Sleep(250); // Tempo 250 ms
if(ftStatus==FT_OK)
{
if(Rx_Buffer[0]==1) j++; // Testa se o dado recebido é 1

106
}
else goto e; // Se o retorno de FT_Read não for FT_OK retorno para rótulo e:
}
}
}

//---------------------------------Função que recebe dados pelo FT245BL--------------------------//

void recebe_dado_FT245(void)
{
unsigned int i=0; // Variável para contar o número de dados recebidos
unsigned int j=0; // variável para laço de recebimento de dados
for(i=0;i<32;i++) // Laço para receber os 32 dados da análise
{
while(j==0) // Permanece no while enquanto não houverem dados para serem
recebidos
{
FT_GetStatus(ftHandle,&RxBytes,&TxBytes,&Status_evento); // Verifica
se há dados para receber
Sleep(100);
if ( RxBytes> 0) // Se houverem dados
{
Sleep(30);
if(RxBytes>0) // Verifica novamente (the bouncing)
{
ftStatus = FT_Read(ftHandle,Rx_Buffer,RxBytes,&Bytes_recebidos);
// Lê dados
if(ftStatus==FT_OK) // Se leu corretamente
{
if(i<21) // Análise de 1550 a 1530 nm
{ // Equação que transforma o dado recebido de
tensão (V) para potência (dBm)
G_Buffer[20-i] = ((-2.62974)-((-
5.64476)*(log((((Rx_Buffer[0])*15.0)/255)+0.0005))));

107
// Posição [20-i] para começar alocar de 1550 para 1530 nm
Sleep(100);
}
else
{ // Equação que transforma o dado recebido de
tensão (V) para potência (dBm)
G_Buffer[i] = ((-2.62974)-((-
5.64476)*(log((((Rx_Buffer[0])*15.0)/255)+0.0005))));
Sleep(100);
}
}
else
{
ShowMessage("ERRO de recepcao!"); // Mostra mensagem
}
j++; // Incrementa a cada dado recebido
}
}
Sleep(10);
}
j=0; // Reseta variáveis
RxBytes=0;
Sleep(500);
envia_dado_FT245(); // Chama função que envia dados para o hardware
Sleep(50);
}
ShowMessage("\tAnálise Completa!\nSalve ou Imprima a imagem por segurança"); //
Mostra mensagem no final da análise
}

//---------------------------------Componente que ativa a plotagem do gráfico---------------------//

void __fastcall TUOSAu::Timer1Timer(TObject *Sender)


{

108
int t; // Variável para laço
float posx[32]; // Vetor com 32 posições/32 pontos
for(t=0;t<32;t++)
{
posx[t]=1530+t; // Aloca no vetor posx[] os valores das posições para cada ponto
}
SLScope1->Channels->Channels[0]->Data->SetXYData(posx,G_Buffer,32); // Plota X
(posx), Y(G_Buffer), 32 pontos
} // Plota no SLScope o Canal 0, que é constituido do vetor posx e G_Buffer

//------------------------------------Botão Instrução do Software-------------------------------------//

void __fastcall TUOSAu::Instru1Click(TObject *Sender)


{
FInstru->ShowModal(); // Abre o Formulário FIntru
}

//-----------------------------------------------Botão Sair-----------------------------------------------//

void __fastcall TUOSAu::Sair1Click(TObject *Sender)


{
ftStatus=FT_Purge(ftHandle,FT_PURGE_RX|FT_PURGE_TX); // Limpa Buffer Rx e TX
ftStatus=FT_Close(ftHandle); // Fecha comunicação do conversor USB
Close(); // Fecha programa
}

//--------------------------------------------Botão Sobre------------------------------------------------//

void __fastcall TUOSAu::Sobre1Click(TObject *Sender)


{
FSobre->ShowModal(); // Abre o Formulário FSobre
}

109
//------------------------------------Botão Instrução do Hardware------------------------------------//

void __fastcall TUOSAu::InstruesdoHardware1Click(TObject *Sender)


{
FInstruHard->ShowModal(); // Abre o Formulário FIntruHard
}

//--------------------------------------------Botão Nova Analise---------------------------------------//

void __fastcall TUOSAu::Nova_analiseClick(TObject *Sender)


{
Timer1->Enabled=false; // Desabilita Timer1 (Plotagem)
SLScope1->Channels->Channels[0]->Data->Clear(); // Limpa o SLScope para um novo
gráfico
Nova_analise->Enabled=false; // Desabilita botão Nova_Analise
Iniciar_Analise->Enabled=true; // Habilita botão Iniciar_Analise
}

110
ANEXO H – FUNÇÕES BIBLIOTECA D2XX

A interface D2XX é uma interface específica para dispositivos da FTDI. Este ANEXO
fornece uma explicação das principais funções disponíveis para desenvolvimento de
aplicativos através da biblioteca FTD2XX.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
FT_Open:

Protótipo: FT_STATUS FT_Open (int numDisp, FT_HANDLE *ftHandle)

Descrição: Abre a comunicação com o dispositivo e retorna um identificador que será


utilizado para os acessos posteriores.

Argumentos:
numDisp: Índice do dispositivo que será aberto. Os índices são iniciados em 0.
ftHandle: Ponteiro para uma variável do tipo FT_HANDLE onde o identificador
será armazenado. Este identificador deve ser usado para acessar o dispositivo.

Valor de retorno: FT_OK se a operação for bem sucedida, caso contrário o valor de retorno é
um código de erro do FT.

Observações: Embora esta função possa ser usada para abrir vários dispositivos, definindo
numDisp como 0, 1, 2, não há possibilidade de abrir um dispositivo específico. Para abrir
dispositivos nomeados usa-se a função FT_OpenEx.

Exemplo:
FT_HANDLE ftHandle;
FT_STATUS ftStatus;
Unsigned int numDisp=0;
ftStatus = FT_Open ( numDisp, &ftHandle );
if (ftStatus == FT_OK) { // FT_Open OK, usa-se ftHandle para acessar o dispositivo }
else { // FT_Open falhou }

111
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
FT_Close

Protótipo: FT_STATUS FT_Close (FT_HANDLE ftHandle)

Descrição: Fecha a comunicação com o dispositivo aberto.

Argumentos:
ftHandle: Identificador do dispositivo.

Valor de retorno: FT_OK se a operação for bem sucedida, caso contrário o valor de retorno é
um código de erro do FT.

Exemplo:
FT_HANDLE ftHandle;
FT_STATUS ftStatus;
ftStatus = FT_Open( 0, &ftHandle );
if (ftStatus == FT_OK)
{
// FT_Open OK, use ftHandle para acessar o dispositivo
// quando terminado o processo, chama-se FT_Close
FT_Close( ftHandle );
}
else
{
// FT_Open failed
}

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
FT_Read

Protótipo: FT_STATUS FT_Read (FT_HANDLE ftHandle, LPVOID lpBuffer, DWORD


dwBytesToRead, LPDWORD lpdwBytesReturned)

112
Descrição: Lê dados do dispositivo.

Argumentos:
ftHandle Identificador do dispositivo.
lpBuffer Ponteiro para o buffer que recebe os dados do dispositivo.
dwBytesToRead Número de bytes a serem lidos do dispositivo.
lpdwBytesReturned Ponteiro para uma variável do tipo DWORD que recebe o
número de bytes lidos a partir do dispositivo.

Valor de retorno: FT_OK se a operação obteve êxito, caso contrário o valor de retorno é um
código FT_IO_ERROR.

Observações:
- FT_Read sempre retorna o número de bytes lidos em lpdwBytesReturned.
- Esta função não retorna nada até que a quantidade dwBytesToRead de bytes forem
lidos para o buffer. O número de bytes na fila de recepção pode ser determinada chamando-se
a função FT_GetStatus ou FT_GetQueueStatus, que passam para FT_Read o número de bytes
a serem lidos como dwBytesToRead.

Exemplo: Este exemplo pode ser encontrado no guia de programação [55].

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
FT_GetStatus

Protótipo: FT_STATUS FT_GetStatus (FT_HANDLE ftHandle, LPDWORD


lpdwAmountInRxQueue, LPDWORD lpdwAmountInTxQueue, LPDWORD
lpdwEventStatus)

Descrição: Obtém o status do dispositivo incluindo o número de caracteres na fila de receber,


o número de caracteres na fila de transmissão e o estado do evento atual.

Argumentos:
ftHandle Identificador do dispositivo.

113
lpdwAmountInRxQueue Ponteiro para uma variável do tipo DWORD que
recebe o número de caracteres na fila de receber.
lpdwAmountInTxQueue Ponteiro para uma variável do tipo DWORD que
recebe o número de caracteres na fila de transmissão.
lpdwEventStatus Ponteiro para uma variável do tipo DWORD que
recebe o estado do evento atual.

Valor de retorno: FT_OK se a operação for bem sucedida, caso contrário o valor de retorno é
um código de erro do FT.

Exemplo: Este exemplo pode ser encontrado no guia de programação [55].

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
FT_Write

Protótipo: FT_STATUS FT_Write (FT_HANDLE ftHandle, LPVOID lpBuffer,


DWORD dwBytesToWrite, LPDWORD lpdwBytesWritten)

Descrição: Escreve dados para o dispositivo.

Argumentos:
ftHandle Identificador do dispositivo.
lpBuffer Ponteiro para o buffer que contém os dados a serem gravados no
dispositivo.
dwBytesToWrite Número de bytes para gravar no dispositivo.
lpdwBytesWritten Ponteiro para uma variável do tipo DWORD que recebe o
número de bytes gravados no dispositivo.

Valor de retorno: FT_OK se a operação for bem sucedida, caso contrário o valor de retorno é
um código de erro do FT.

Exemplo: Este exemplo pode ser encontrado no guia de programação [55].

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FT_Purge

Protótipo: FT_STATUS FT_Purge (FT_HANDLE ftHandle, DWORD dwMask)

Descrição: Esta função limpa os buffers de transmissão e recepção.

Argumentos:
ftHandle Identificador do dispositivo.
dwMask Combinação de FT_PURGE_RX e FT_PURGE_TX.

Valor de retorno: FT_OK se a operação for bem sucedida, caso contrário o valor de retorno é
um código de erro do FT.

Exemplo:
FT_HANDLE ftHandle;
FT_STATUS ftStatus;
ftStatus = FT_Purge(ftHandle, FT_PURGE_RX | FT_PURGE_TX);
// Limpa os buffers Rx e Tx.
if (ftStatus == FT_OK)
{
// FT_Purge OK
}
else
{
// FT_Purge falhou
}
FT_Close(ftHandle);

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
FT_ResetDevice

Protótipo: FT_STATUS FT_ResetDevice (FT_HANDLE ftHandle)

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Descrição: Esta função envia um comando de reset para o dispositivo.

Argumentos:
ftHandle Identificador do dispositivo.

Valor de retorno: FT_OK se a operação for bem sucedida, caso contrário o valor de retorno é
um código de erro do FT.

Exemplo:
FT_HANDLE ftHandle;
FT_STATUS ftStatus;
ftStatus = FT_ResetDevice(ftHandle); //Reseta dispositivo
if (ftStatus == FT_OK)
{
// FT_ResetDevice OK
}
else
{
// FT_ResetDevice falhou
}
FT_Close(ftHandle);
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Os nomes dos argumentos das funções podem ser modificados de acordo com a
preferência do programador. Para demais funções e informações desta biblioteca deve-se
consultar o Guia de Programação D2XX [55].

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ANEXO I – FOTOS DO PROTÓTIPO

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