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Campo elétrico e potencial elétrico

1. O conceito de elétrico
Para entendermos o conceito de campo elétrico, primeiro precisamos entender o conceito de campo em física.
Como William Gilbert, que usou em sua obra De Magnete, o exemplo de comparar o imã de seu experimento com
uma “pequena terra”, o conceito campo pode ser explicado facilmente com o exemplo da campo gravitacional da
Terra.

A Terra define uma região do espaço, não material, onde qualquer objeto fica
sujeito a uma força atrativa sem nenhuma necessidade de contato. Isso é o
que acontece no campo elétrico ou em qualquer campo em física.

Foi Michael Faraday (1791-1867) que, não satisfeito com as teorias de forças
de atração de sua época e com as observação de limalhas de ferro atraídas
por um imã, idealizou o conceito de campo, classificando campo, uma região
de influência sobre outros corpos, ou seja, que modifica as propriedades do
espaço ao redor.

O Campo Elétrico é, portanto, toda a região não material existente ao redor


de todo corpo eletrizado e que faz a intermediação na troca de forças com
outros campos eletrizados. Seu surgimento acontece no momento em que um corpo é eletrizado, assim, qualquer
carga pode criar um campo elétrico.

2. Vetor Campo Elétrico

 Assim como o campo gravitacional, o campo elétrico possui natureza vetorial (direção, sentido e
intensidade);
 O campo elétrico é representado por um vetor , enquanto a carga geradora de tal campo é representada
por “Q”;
 Para que seja possível analisar e comprovar a existência do campo elétrico gerado por Q, usa-se uma carga
de prova “q”(sempre positiva, por determinação), que ficará sob ação da força elétrica ;
 Quando ambas as cargas (q e Q) são positivas, elas se repelem exatamente
pelo motivo de terem cargas de mesmo sinal. Por isso, o sentido do campo é
“para fora”.
 Quando a carga Q é negativa, - lembrando que a carga de prova “q” é
positiva - elas se atraem por terem cargas de sinais opostos;
 Observação: quanto mais próximo a carga de prova “q” ficar da carga “Q”,
maior é a intensidade do campo elétrico.
 O valor do campo elétrico é dado pela razão entre a força atuante na
carga de prova ( )e o valor dessa mesma carga(q), em módulo:
 No SI (Sistema Internacional), o valor de é dado em Newton/Coulomb(N/C).

1- A) Horizontal e de sentido para a direita.

B) Horizontal, para a esquerda e de módulo


2-

3- A)

B)

4-

3. Campo Elétrico de uma Carga Puntiforme


Uma carga puntiforme é um corpo eletrizado de tamanho desprezível.
Pegue uma carga puntiforme (Q), se ela estiver fixa, vai gerar um campo elétrico. Fixe essa carga no ponto O. Na
região do campo elétrico dessa carga, colocamos, no ponto P, à distancia d, uma carga de prova q.

Imagem 1
Se eu pego duas cargas elétricas de um mesmo valor (+ e +ou - e -), as duas vão se repelir porque existe uma força
de repulsão. Se eu pego cargas de sinais diferentes (+ e -) elas vão se atrair com certa força.
Observe a direção das forças em cada situação. Na imagem 1, a força está destacada em verde.

A Lei de Coulombserve para calcular essa força, ou seja, a força de interação entre as partículas eletrizadas.
A lei de Coulomb só funciona se eu posso ignorar o tamanho desse objeto. Como estamos falando de cargas,
consideramos que ela seja apenas um pontinho, então desprezamos seu tamanho, mesmo que seu valor seja
enorme.Ela é dada pela formula:

Intensidade da força elétrica atuante na carga q


Onde:
 F = Força, medida em Newtons (N)
 Q e q são a carga puntiforme e a carga de teste, respectivamente. A unidade de medida das mesmas é o
Coulomb (C)
 K = Constante elétrica do meio onde estão essas cargas. No vácuo, esse valor é 9.10^9. A unidade de
medida usada é N.m²/C²
 d = Distância em metros

Já para calcular a força que age na carga elétrica q colocada em P, como mostra na imagem um,
usamos a fórmula:

Pode-se observar na imagem1 uma linha em verde. Essa linha é o vetor campo elétrico . Para calcular a
intensidade do campo elétrico gerado pela carga puntiforme utilizamos a fórmula:

As características do vetor são:


 Intensidade ou módulo: fórmula acima
 Direção: é a mesma da força  .
 Sentido: é o mesmo da força  se a carga for positiva e sentido contrário se a carga for negativa.

Vamos utilizar agora essa imagem como exemplo:


Temos aqui uma carga puntiforme Q e uma carga de teste q. Como são duas cargas positivas, a força tem a
direção mostrada em azul, pois cargas de valor igual se repelem.
Temos também na imagem, em vermelho, o vetor (vetor campo elétrico). Esse vetor segue a mesma direção da
força e tem sentido de afastamento.

Exercícios
Note que a distância da carga ao ponto A é dois lados de quadrado e a distância da carga ao ponto C é
quatro lados de quadrado, isto é, a distância é dobrada
Como na fórmula de campo, o '' d '' é elevado ao quadrado, fica (2d)² = 4d²
4. Linhas de força

Para auxiliar a visualização do campo elétrico, usamos a ideia de linhas de força- linhas imaginárias que indicam a
direção e o sentido do campo elétrico na região onde ele existe. Com esse modelo podemos também representar
onde o campo é mais intenso ou mais fraco por meio da maior ou menor densidade de linhas.

Estas linhas são a representação geométrica convencionada para indicar a presença de campos elétricos, sendo
representadas por linhas que tangenciam os vetores campo elétrico resultantes em cada ponto, logo, jamais se
cruzam. Por convenção, as linhas de força têm a mesma orientação do vetor campo elétrico, de modo que para
campos gerados por cargas positivas as linhas de força são divergentes (sentido de afastamento) e campos gerados
por cargas elétricas negativas são representados por linhas de força convergentes (sentido de aproximação).

Quando se trabalha com cargas geradoras sem dimensões, as linhas de força são representadas radialmente, de
modo que:

As linhas de força sempre se iniciam em cargas positivas e terminam em cargas negativas.


Figura 3 Figura 4

Na figura 3, as duas cargas têm módulos iguais e mesmo sinal. As linhas de força permitem visualizar a repulsão
entre as cargas.

Na figura 4, as duas cargas têm módulos iguais e sinais contrários. Esse sistema denomina-se dipolo elétrico. As
linhas de força são encurvadas, iniciam na carga positiva e terminam na negativa, permitindo visualizar a atração
entre as cargas

Exercícios pág. 45

1) R: Enquanto o vetor caracteriza o campo em determinado ponto, as linhas de força representam as


características do campo elétrico numa região do espaço.

2) R: O vetor do campo elétrico E tem direção tangente à linha de força que contém o ponto A e sentido igual a
essa linha.

3) R: A) A carga qA é positiva e a carga qB é negativa.

B) Da carga qA, porque a densidade de linhas de força é maior.


5. Campo Elétrico Uniforme
Para construir um campo elétrico uniforme, colocamos duas placas metálicas paralelas(placa A e B) separadas por
uma distância (d). Em uma delas, terá cargas positivas, na outra, cargas negativas.

Entre essas placas haverá um campo elétrico. Como já sabemos, o campo elétrico tem direção, sentido e
intensidade, ou seja, ele tem natureza vetorial. Esse campo elétrico é representado por um vetor (vetor campo
elétrico). Esse vetor são as linhas paralelas que saem da carga positiva e chegam à negativa. Esse vetor
mantem a mesma intensidade, direção e sentido.
O campo elétrico de uma carga puntiforme no espaço não é constante, ele varia com a distância. Já o campo
elétrico entre essas duas placas é constante.

Características do campo elétrico uniforme:


 Campo elétrico Constante
 Vetor mantem a mesma intensidade, direção e sentido.

Se eu colocar, por exemplo, uma carga positiva entre essas placas, ela irá sofrer uma força ( ). Essa força pode ser
calculada por:

As unidades de medidas são:


= N/C (Newtons por Coulomb)
= C (geralmente, os exercícios costumam dar o valor de em Microcoulomb (µC), para encontrar o valor
em Coulomb, basta saber que1C = 1.10^6µC)
d = metros

EXEMPLO

1) Duas placas metálicas paralelas eletrizadas com cargas de sinais contrários,estão colocadas no vácuo a 10 cm de
distancia uma da outra.O campo elétrico produzido pelas placas tem intensidade6.10^7 N/C.Uma carga elétrica
puntiforme de 2µC e massa de 5.10^-6 kg é abandonada na placa positiva.Supondo desprezível a força de atração
gravitacional sobre a carga elétrica, determine:
a) A força atuante sobre a carga elétrica;
b) A aceleração da carga elétrica;
c) a velocidade com que a carga elétrica atinge a placa negativa.

E =6.10^7 N/C; d = 10 cm = 0,1m; q = 2 µc; m = 6.10^-6 kg;  Vo = 0 

a) Força atuante: 
F = q.E 
F = 9.10^7.8.10^-6 
F = 72.101 
F = 720 N 

b) Aceleração do movimento:
F = m.a 
a = F/m 
a = 720/6.10-6 
a = 120.106 
a = 12.107 m/s² 

d) Velocidade
v² = vo² + 2.a.d 
v² = 0² + 2.12.107.0,1 
v² = 0 + 2,4.10^7 
v² = 24.106 
v = V24.106 (V = raiz quadrada) 
v = ~4,8 .103 m/s

Exercícios página 45
1) Enquanto o Vetor campo elétrico caracteriza o campo em determinado ponto, as linhas de força
representam as características do campo elétrico numa determinada região do espaço.
2) O Vetor Campo Elétrico Ea Tem direção tangente à linha de força que contem o ponto A e sentido
igual ao dessa linha
3) A) A carga Qa é positiva e a Qb é negativa.
B) Da carga Qa, pois em suas proximidades a densidade de linhas de força é maior.
6. Campo elétrico de um condutor eletrizado em equilíbrio
eletrostático
Quando eletrizamos um condutor de qualquer formato, com uma quantidade de carga Q, a
repulsão entre as cargas elementares as afasta o mais distante possível uma das outras,
chegando a sua superfície.

O equilíbrio eletrostático de um condutor é


alcançado quando não mas o movimento ordenados
de sua carga elétricas.

Para provar essa teoria podemos recorrer ao


procedimento experimental desenvolvido por
Coulomb, a “esfera oca de Coulomb”.

Quando o corpo de prova é encostado no interior


da esfera oca, que está eletrizado e em equilíbrios
não se eletriza, provando a propriedade de
equilíbrio eletrostático: o campo elétrico no
interior de um condutor eletrizado em equilíbrio é
nulo, qualquer que seja o formato do corpo (oco ou
maciço). Assim, ao marcarmos quaisquer pontos no
interior de um condutor teremos:
Esfera oca de Coulomb
Ea=Eb=Ec=0
Já na superfície de um condutor em equilíbrio, o campo
elétrico não é nulo, e sim, normal sendo
perpendicular à sua superfície, como pode ser visto na
imagem ao lado.

Isso é fácil de entender, pois, se o vetor campo elétrico


não fosse perpendicular à superfície, ele teria um
componente tangencial que provocaria uma movimento de carga na superfície, contraindo
novamente o conceito de condutor em equilíbrio.

6.1 Blindagem eletrostática


A blindagem eletrostática ocorre quando um corpo condutor está um equilíbrio eletrostático e
como consequência, seu interior tem campo elétrico nulo. Ela foi provada por Michael Faraday
através de um experimento que ficou conhecido como a gaiola de Faraday.

Nesse experimento, Faraday entrou dentro de uma gaiola e sentou-se em uma cadeira feita de
material isolante. Em seguida, essa gaiola foi conectada a uma fonte de eletricidade e
submetida a uma descarga elétrica, porém nada aconteceu com ele. Com isso, Faraday
conseguiu provar que um corpo no interior de um condutor fica isolado e não recebe
descargas elétricas em virtude da distribuição de cargas na superfície.

Um dos exemplos da aplicação da blindagem, é os aparelhos eletrônicos, que tem são


revestidos por uma malha metálica, que faz a blindagem.

6.2 Campo elétrico criado por um condutor esférico eletrizado


Num condutor esférico eletrizado a distribuição de cargas é homogêneas
pois uma a esfera é perfeitamente simétrica. Isso é diferente em
condutores com outras formas, como com formato cubico, a distribuição
pode se acumular em suas arestas.

Para calcular a intensidade do campo elétrico nos pontos internos e


externos é preciso considerar que toda a carga se localiza em seu centro.

Quando o ponto está no interior do condutor o campo elétrico é nulo então usamos: Ei=0

Já quando o ponto se localiza num ponto externo à distância d


do centro da esfera, supõe-se que a carga Q seja puntiforme e
concentrada no centro da esfera. Assim teremos:

Exercícios página 49

1-Por que apenas condutores podem atingir o equilíbrio eletrostático?


Resposta: Pois, diferente dos isolantes, condutores possuem cargas livres

2- Uma esfera condutora de grandes dimensões, oca e isolada se encontra inicialmente


neutra. Por uma pequena abertura no alto da esfera e introduzida uma pequena esfera de
carga q=10μC. Se a esfera menor tocar apenas a superfície interna da esfera menor tocar
apenas a superfície interna da esfera maior, quais serão as cargas elétricas finais das esferas?
Resposta: Elétrons da superfície externa da esfera oca serão atraídos pela carga positiva da
esfera menor. Assim, após o equilíbrio, a esfera menor ficará neutra e a esfera maior ficará
com carga de 10μC
3- No que consiste o efeito da blindagem eletrostática?
Resposta: Consiste na anulação de campos elétricos no interior de um condutor produzido por
cargas externas.

4- Uma esfera maciça de raio 5,0cm e eletrizada com carga de -3μC se encontra no vácuo ( k 0
=9.109 N .m 2 /C2 ). Qual é a intensidade do campo elétrico:
a) no interior da esfera a 2,0 cm do seu centro?
Resposta: Zero, pois no interior de uma esfera condutora em equilíbrio o campo elétrico é nulo.

b) fora de esfera a 5,0 cm de sua superfície?


Resolução:
Passa-se todos os dados para o SI
d=10cm → 0,1m
|Q|= 3μC → 3x10−6 C
k 0= 9x109 N

Substituindo na fórmula
Eext =¿ ¿

9 x 109 .3 x 10−6 27 x 109 x 10−6 27 x 109−6 27 x 103


Eext = 2 = = −2 = −2 =27 x 10 3−(−2)=27 x 10 5
(0,1) ¿¿ 10 10

Eext =2,7 x 10 6N/C

7. Potencial elétrico e diferença de potencial


Um campo elétrico de uma carga puntiforme Q está exercendo uma força sob uma carga
elétrica de prova negativa q.

Como são de sinais contrários a força irá realizar um trabalho de atrair-la, então a carga q vai
sair do ponto B e ir pro ponto A, onde a carga Q se encontra. Para saber a quantidade desse
trabalho é só fazer a diferença de energia potencial elétrica de A e B:

O módulo da energia potencial elétrica é dado por:

k=constante eletrostática no vácuo

d=distância entre Q e q
Pode-se dizer que a carga geradora produz um campo elétrico que pode ser descrito por uma
grandeza chamada de Potencial elétrico que está diretamente relacionado ao trabalho que ela
mesma faz sob a carga de prova:

, substituindo:

1 volt= 1J/1C

Como potencial elétrico é uma grandeza escalar, cada ponto do campo elétrico tem um
potencial elétrico diferente. E quanto mais perto a carga q estiver da carga Q, maior vai ser o
potencial, ou seja, maior vai ser sua capacidade de atrair ou repelir.

Como sabemos: t= Ep(a)- Ep(b), mas como Ep= qV temos t(ab)= q(Va-Vb).

A diferença de potencial elétrico (ddp) ou tensão entre os pontos A e B, é representada pela


letra U:

O trabalho que a força elétrica realiza sobre a carga q quando está se deslocando, independe
da trajetória descrita por ela.

Se a superfície for equipotencial, o trabalho é nulo, pois Va=Vb.

No limite do campo, o potencial elétrico e a energia potencial elétrica, assumem valor nulo.

Costuma-se adotar uma referência ao lidar com o potencial elétrico e com a energia potencial
elétrica.

Carga Q geradora do campo elétrico:

Positiva= potencial elétrico positivo

Negativa= potencial elétrico negativo

Atividades página 52
1.Pois nesses casos, o trabalho depende apenas das posições final e inicial.
2.a) k = 9 x 10^9 Nm²/C Q = 4 µC = 4 x 10^-6 C d(A) = 20 cm = 0,2 m d(B) =
60 cm = 0,6 m

A: V=kQ/d B: V=kQ/d
V=9×10^9x4x10^-6/0,2 V=9x10^9x4x10^-6/0,6
V=36x10³/0,2 V=36x10³/0,6
V =180x10³= 1,8 x 10^5 V V =60x10³= 6 x 10^4 V

b) q = 2 µC = 2 x 10-6 C

Ep=kQq/d

Ep=9x10^9x4x10^-6x2x10-6/0,2

Ep=72x10^-3/0,2

Ep =360x10^-3= 3,6 x 10^-1 J

c) Ep=kQq/d

Ep=9x10^9x4x10^-6x(-2x10^-6)/0,2

Ep=-72x10^-3/0,2

Ep =-120x10^-3= -1,2 x 10^-1 J

4.a) A: zero e B: 8J

b) V=kQ/d

V=9×10^9x8x10^-3/18

V=72x10^6/18

V = 4 x 10^6 V

c) Ep=kQq/d

8=9x10^9xQx2x10^-6/18

8=Q18x10³/18

Qx18x10³=144

Q=144/18000

Q =0,008= 8 X 10^-3
8. Diferença de potencial num campo elétrico uniforme
Quando uma carga elétrica se move do ponto A para o ponto B num campo uniforme, a diferença de potencial a
que ela se submete independe da trajetória. Pela fórmula abaixo é possível calcular a ddp (Va-Vb) ou diferença de
potencial entre os pontos considerados a partir da intensidade do campo E e da distância d

Considere o campo elétrico uniforme entre das placas planas condutoras paralelas eletrizadas com cargas iguais em
módulo e de sinais contrários, separadas pela distância d.

O trabalho realizado pela força elétrica para deslocar uma carga de prova positiva do ponto A até o ponto B, é dado
por:

Como o campo elétrico E e a força F, que agem na carga q são constantes, o trabalho realizado pela força E pode
ser calculado por:
Comparando (1) com (2), obtemos:

qΔV= qEd

Essa expressão permite calcular a ddp entre dois pontos e um campo elétrico uniforme. Utiliza-se uma unidade
chamada elétron-volt (eV), definida como a energia adquirida por um elétron ao ser acelerado entre dois pontos
cuja diferença de potencial é 1 V.

Exercícios página 54

1) R: A) Placa A tem carga elétrica positiva e Placa B tem carga elétrica negativa, pois o sentido das linhas de força
está da Placa A para a Placa B.

B) No ponto P, pois está mais perto da placa A (positiva)

C) O elétron irá se deslocar da Placa B para a Placa A, ou seja, no sentido contrário das linhas de força.

2) R: A) Acelerado, pois o módulo aumenta.

B) XY= q• ΔV XY= 2 . 10−8 • ( 6• 104 – 4• 104) XY= 2 . 10-7

C) U= / Q U= 2 . 10-7/ 2 . 10-8 U= 10V

D) U= E. d 10= E . 0,2 m E= 10/0,2 E= 50 V/m.

3) R: A) E = U/d E = 104/10-2 E = 106 V/m

B) F = Eq F = 106 . 1,6 . 10-19 F = 1,6 . 10-13 N

C) Pela equação de Torriccelli: V² = Vo² + 2a(S - S0) V² = 2 . 1,8 . 1017 . 10 -2 V² = 3,6 . 1015 V² = 36 . 1014

V = √36 . 1014 V = 6 . 107 m/s.


9. Potencial de um Condutor em Equilíbrio Eletrostático
Vamos começar com um condutor que se encontra cheio de cargas negativas. Dizemos que ele se encontra em
equilíbrio eletrostático quando não existe um movimento ordenado das cargas, ou seja, se você pudesse tirar uma
fotografia desse condutor, notaria que as cargas dentro dele se movem cada uma para uma direção.

O campo elétrico no interior do condutor é igual a 0. Sabemos disso porque se existisse um campo elétrico
orientado (figura 1), você observaria à movimentação dos elétrons em direção contrária as linhas de força elétrica.
Como esse campo é nulo (figura 2), os elétrons se movem de forma desordenada. As figuras mostram essa
diferença na orientação dos elétrons em um campo elétrico e em um campo elétrico orientado.

Figura 1 Figura 2
Movimento do elétron em um campo Movimento dos elétrons em um
elétrico orientado condutor em equilíbrio

Sabemos que o campo elétrico é nulo devido a movimentação das cargas. Mas por que ele é nulo, afinal? Vamos
imaginar uma carga dentro de um condutor. Ela vai gerar um campo elétrico em uma direção, que vai ser anulado
pelo vetor campo elétrico gerado por outra carga. Ou seja, sempre vai ter um par de cargas ali dentro que geram
um campo elétrico que se anulam.

Se marcarmos três pontos nesse condutor, como mostra a seguinte imagem, vamos observar que o campo elétrico
é igual nos três pontos, ou seja, em qualquer ponto o campo elétrico é igual a 0.
Se o campo elétrico é nulo ( =0), não existe diferença de potencial elétrico (ddp) dentro desse condutor, ou seja,
opotencial elétrico ( ) dentro dele é constante.Se existisse um campo elétrico haveria diferença de potencial,
pois as cargas negativam tendem a se mover na direção onde há maior potencial.

Quando o condutor possui um excesso de cargas, essas cargas tendem a se distribuir em sua superfície. Essas
cargas permanecem paradas (observe que as cargas ficam paradas na superfície e se movem em movimento
desordenado dentro do condutor).

Resumindo:
 Não existe ddp entre dois pontos quaisquer do condutor em equilibrio
 O potencial elétrico é constante e igual em qualquer lugar da superfície em um condutor em equilíbrio
Uma superfície em que o potencial elétrico é o mesmo em todos os seus pontos é chamada de superfície
equipotencial (S.E.). Nela, as linhas de força (L.F.) são sempre perpendiculares às superfícies.

1) É constante em toda sua extensão e igual ao potencial elétrico em sua superfície


2) É uma superfície que apresenta em todos os seus pontos o mesmo potencial elétrico
3) A) X é positiva e Y é negativa.
10. Densidade superficial de cargas
Em condutores não esféricos a distribuição de cargas em excesso não é uniforme. Para saber quanta carga uma
região tem a mais que a outra se utiliza a grandeza: densidade elétrica superficial.

10.1 O poder das pontas e a polarização dos dielétricos


Em um condutor não esférico, quanto mais pontudo uma parte de sua superfície for, menor vai ser o raio de
curvatura dali, logo a densidade superficial de cargas vai ser maior nessa ponta que nas outras partes.

Envolta dessa ponta do condutor eletrizado, o campo elétrico é mais intenso, podendo atingir valores muito
elevados, provando o fenômeno poder das pontas, que consiste na troca de cargas elétricas entre a ponta do
condutor e o meio isolante que o envolve. Quanto maior a densidade superficial de cargas nessas pontas, maior vai
ser o grau de polarização das moléculas do meio que o envolve. Porém, há um limite para isso chamado de rigidez
dielétrica do material: é a maior intensidade de cargas que o campo suporta mantendo suas propriedades
isolantes. Quando esse limite é ultrapassado, o material isolante se torna um condutor.

Atividades página 58

1.a) Em torno do ponto A, onde o raio de curvatura é maior.

b) Em torno do raio B, onde o raio de curvatura é menor.

2-1. E = 3 kV/m = 3 x 106 V/m d = 5 km = 5 x 10³ m t = 30 x 10^-3 P = 15 x 1012 W

V=dE

V= 5x10³x3x106

V = 15 x 109 V

2-2.

P=Ep/Δt V=Ep/q
Ep=15x1012x30x10-3 q=4,5x1011/15x109
Ep =450x109= 4,5 x 1011 J q=0,3x10²= 30 C
2-3. No interior de um veículo não há cargas elétricas provenientes de raio, pois as cargas elétricas sempre se
distribuem na superfície de um condutor. Esse fenômeno é conhecido como gaiola de Faraday.

3.a) Direção: vertical e sentido: para baixo.

b) É necessário que o campo elétrico situado entre o para-raio e a nuvem se torne intenso o bastante, de modo a
promover o movimento dos elétrons do para-raio para a nuvem.

c) O relâmpago, porque a luz viaja mais rápido que o som.

4) 2+8+32=42

11. Capacitores

 Os capacitores são dispositivos capazes de armazenar cargas elétricas. Eles podem ser encontrados em circuitos
eletrônicos de Tvs, computadores etc;
 Um dos modelos mais usados é o capacitor de placas paralelas, que é composto por:

o Armaduras (placas condutoras) – cada uma delas armazena um tipo (sinal) de carga elétrica;
o Dielétrico- material isolante
 O símbolo de capacitor é:
 A carga armazenada por um capacitor é representada por Q, que é o módulo da quantidade de cargas
armazenada em uma das armaduras;
 U é a diferença de potencial (ddp) entre as placas
 C é a constante de proporcionalidade (ou apenas capacitância), que determina a quantidade máxima que
um capacitor pode armazenar. Quando o capacitor alcança esse valor, o isolante (dielétrico) passa a ser
condutor, provocando uma faísca entre as placas e, consequentemente, descarregando o capacitor. Um
exemplo disso é o flash das câmeras fotográficas;

 No SI(Sistema Internacional), o valor de C é dado em farad (coulomb/volt);

 Dado um exemplo, quando montamos um gráfico com os resultados encontrados por C= q/u, podemos
concluir que a área de tal gráfico é igual a energia potencial elétrica armazenada pelo capacitor quando o
mesmo está carregado:
Exercícios página 64
1- Um capacitor consiste no conjunto de duas superfícies condutoras permeadas por um meio isolante
(dielétrico). Sua principal função é armazenar cargas elétricas.
2- A capacitância eletrostática é uma grandeza física que indica a capacidade de armazenar carga que possui
um capacitor. Sua unidade de medida no SI é o farad (F).
3- Sim, pois as armaduras de um capacitor carregado estão eletrizadas com cargas de mesmo módulo, mas de
sinais opostos.
4- A)

B)

5- A)

B)

6-

7- Carga do capacitor:

Quando a energia acaba, o potencial vale 80V: