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ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO

CONSULTORIA-GERAL DA UNIÃO
DEPARTAMENTO DE COORDENAÇÃO E ORIENTAÇÃO DE ÓRGÃOS JURÍDICOS

NOTA n. 00042/2020/DECOR/CGU/AGU

NUP: 59400.002216/2014-53
INTERESSADOS: AGENCIA NACIONAL DE ÁGUAS - ANA E OUTROS
ASSUNTOS: INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA

Senhor Coordenador-Geral,
1. No Seq. 30 destes autos, foi lançado o PARECER Nº 01/2016/ DECOR/CGU/AGU, aprovado
pelos Despachos de Seqs. 31 e 32, para sanar um conflito entre o entendimento expresso no PARECER
Nº 07/2015/CPLC/DEPCONSU/PGF/AGU e a Instrução Normativa nº 1, de 2 de dezembro de 2014, editada
pela então Secretaria do Patrimônio da União - SPU.
2. Naquela oportunidade, foram acolhidos os fundamentos adotados pela Câmara Permanente
de Licitações e Contratos, da Procuradoria-Geral Federal - CPLC-PGF (Seq. 23), para fixar o entendimento
da exigibilidade da Anotação de Responsabilidade Técnica - ART e do Registro de Responsabilidade
Técnica - RRT, respectivamente, para engenheiros ou arquitetos/urbanistas, na execução de trabalhos
técnicos que demandem registro de responsabilidade técnica por servidores públicos.
3. A então Consultoria Jurídica junto ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão
- CONJUR-MP, por meio do PARECER Nº 1024/2016/LFL/ CGJRH/CONJUR-MP/CGU/AGU (Seq. 41),
questionou as conclusões a que chegou o Parecer exarado no âmbito deste Departamento, apontando a
ausência de fundamento legal para a exigência da ART de servidores públicos, bem como questionando
a exigência de RRT para todas as atividades desempenhadas em razão de cargo ou função por
servidores públicos.
4. Após o PARECER Nº 07/2017/ CPLC/PGF/AGU (Seq. 55), foi elaborado o PARECER Nº
30/2018/DECOR/CGU/AGU (Seq. 59), aprovado pelos Despachos de Seqs. 58/61, revendo aspectos
relacionados à constitucionalidade da cobrança da taxa relacionada à ART, em decorrência do
julgamento do Recurso Extraordinário nº 838.284, pelo Supremo Tribunal Federal - STF.
5. Posteriormente, no PARECER nº 824/2019/ CONJUR-PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (Seq. 84),
aprovado pelos Despachos de Seqs. 85/86, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional -
PGFN manifestou-se sobre consulta oriunda da Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio
da União - SCGPU e encaminhou os autos a esta Consultoria-Geral da União, para esclarecer o alcance
do PARECER Nº 30/2018/DECOR/CGU/AGU.
6. A CONJUR-PGD-PGFN concluiu sua manifestação demandando a esta Consultoria-Geral da
União que (Seq. 84):
"- manifeste-se e certifique nos autos o posicionamento que efetivamente
pretendeu consolidar sobre o assunto analisado no Parecer nº
30/2018/DECOR/CGU/AGU e acerca dos seus desdobramentos na realidade da
Administração Federal, suscitados de maneira pontual pela área técnica deste
Ministério da Economia; e
- analise e defina se o entendimento desta unidade de assessoramento jurídico,
explicitado nos itens 44 a 54 do presente opinativo, conflita com a posição
adotada no Parecer nº 30/2018/DECOR/CGU/AGU ."
7. Essa manifestação da PGFN foi reiterada por meio da NOTA Nº
2484/2019/LFL/CGJRH/CONJUR-PDG/PGFN/AGU (Seq. 96), aprovada pelos Despachos de Seqs. 97 e 98.
8. Demandada a se pronunciar, a Consultoria Jurídica junto à Controladoria-Geral da União -
CONJUR-CGU exarou o PARECER Nº 40/2020/ CONJUR-CGU/CGU/AGU (Seq. 102), corroborando o
entendimento contido no PARECER Nº 01/2016/DECOR/CGU/AGU e no PARECER Nº
30/2018/DECOR/CGU/AGU, albergando, por consequência, o entendimento de que " todos os “trabalhos
técnicos” que demandem registro de responsabilidade técnica produzidos por servidores públicos estão
obrigados ao registro da Anotação de Responsabilidade Técnica - ART ou Registro de Responsabilidade
Técnica - RRT, conforme se trate de engenheiro, arquiteto ou urbanista " (parágrafo 34 do Parecer),
ressalvando, contudo, o seu entendimento pela inaplicabilidade do Parecer desta Consultoria-Geral em
relação aos trabalhos técnicos executados no âmbito de "a tividades típicas de estado que
possuem legislação própria, tais como: controle, fiscalização ambiental, do trabalho,
tributária, dentre outras" (parágrafo 36, negrito no original).
9. No âmbito deste Departamento, foi determinada a redistribuição dos autos a esta
Coordenação-Geral, considerando a temática envolvida.
10. Foram apensados a estes autos os de nº 12440.000026/2015-42, oriundos da Procuradoria-
Geral da Fazenda Nacional - PGFN, que demandavam posicionamento jurídico sobre o pagamento pela
União das contribuições devidas ao Conselho Regional de Contabilidade - CRC e também ao Conselho
Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CREA quando auditores-fiscais e analistas tributários
exercerem, no interesse da Administração Pública, atividades sujeitas ao controle dessas entidades de
fiscalização (Seqs. 49/50).
11. Eis o relato do essencial. Passa-se ao exame propriamente dito.

II
12. A PGFN demanda a este Departamento que explicite " o posicionamento que efetivamente
pretendeu consolidar sobre o assunto analisado no Parecer nº 30/2018/DECOR/CGU/AGU e acerca dos
seus desdobramentos na realidade da Administração Federal, suscitados de maneira pontual pela área
técnica deste Ministério da Economia" (parágrafo 89 do Seq. 84).
13. Requer, ainda, a este Departamento, que " analise e defina se o entendimento desta
unidade de assessoramento jurídico, explicitado nos itens 44 a 54 do presente opinativo, conflita com a
posição adotada no Parecer nº 30/2018/DECOR/CGU/AGU". As ementas dos Pareceres exarados no
âmbito deste Departamento não deixam dúvida sobre o seu conteúdo:
PARECER Nº 01/2016/DECOR/CGU/AGU (Seqs. 31):
EMENTA: TRABALHOS TÉCNICOS QUE DEMANDEM REGISTRO DE RESPONSABILIDADE
TÉCNICA PRODUZIDOS POR SERVIDORES PÚBLICOS ESTÃO OBRIGADOS AO REGISTRO DA
ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA - ART OU REGISTRO DE RESPONSABILIDADE
TÉCNICA - RRT, CONFORME SE TRATE DE ENGENHEIRO, ARQUITETO OU URBANISTA.
...............................................................................................
PARECER Nº 30/2018/DECOR/CGU/AGU (Seq. 59):
EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ANOTAÇÃO DE
RESPONSABILIDADE TÉCNICA (ART). REGISTRO. TAXA. PAGAMENTO.
OBRIGATORIEDADE. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REPERCUSSÃO GERAL.
CONSTITUCIONALIDADE.
1. Diante da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em sede de repercussão geral
no Recurso Extraordinário nº 838.284, publicada no DJe de 22.09.17, que declara a
constitucionalidade da cobrança da ART, impõe-se a revogação das alíneas "c", "e", "f" e "g"
constantes da conclusão do Parecer nº 001/2016/DECOR/CGU/AGU, aprovado pelo
Consultor-Geral da União em 20 de julho de 2016.
II - Todos os trabalhos técnicos que demandem registro de responsabilidade técnica
produzidos por servidores públicos estão obrigados ao registro da Anotação de
Responsabilidade Técnica - ART ou Registro de Responsabilidade Técnica - RRT, conforme
se trate de engenheiro, arquiteto ou urbanista;
III - O ente público produtor do trabalho técnico especializado é o sujeito passivo das taxas
referentes à ART, decorrente do exercício do poder de polícia do CREA.
14. Previamente ao PARECER Nº 30/2018/DECOR/CGU/AGU, a CONJUR-MP, hoje
PGFN, pronunciou-se por meio do PARECER Nº 1024/2016/LFL/ CGJRH/CONJUR-MP/CGU/AGU e respectivos
Despachos de aprovação (Seqs. 40 e 43), solicitando que fossem avaliados aspectos relacionados à
exigência de ART, bem como sobre a necessidade de RRT para todas as atividades de arquitetura e
urbanismo, nos seguintes termos (Seq. 41):
"43. Diante das ponderações tecidas ao longo do presente opinativo com o intuito de
explicitar a dissonância de posicionamentos entre a Câmara Permanente de Licitações e
Contratos do Departamento de Consultoria da Procuradoria-Geral Federal e esta Consultoria
Jurídica a respeito da exigência de cadastro da Anotação de Responsabilidade Técnica - ART
- para os trabalhos de engenharia prestados por servidores públicos no desempenho de
suas funções, bem como acerca da necessidade de registro de todas as atividades de
arquitetura e urbanismo realizadas por servidores públicos no Registro de Responsabilidade
Técnica - RRT - referente ao desempenho de cargo ou função, solicita-se que o
Departamento de Coordenação e Orientação de Órgãos Jurídicos da Consultoria-Geral da
União avalie esses aspectos da temática em discussão, no exercício da competência de
orientar e coordenar os trabalhos das Consultorias Jurídicas ou órgãos equivalentes no
tocante à uniformização da jurisprudência administrativa, que lhe confere o artigo 14, inciso
I, alínea a, do Decreto nº 7.392/10, antes de se proceder ao ajuste proposto no teor da IN
SPU nº 01, de 02 de dezembro de 2014"
15. No que tange à alegação formulada, àquela época, da ausência de previsão legal para a
exigência da ART relacionada a profissionais engenheiros servidores públicos, observa-se que houve o
tratamento da questão no PARECER Nº 30/DECOR/CGU/AGU (Seq. 59, parágrafos 12 e seguintes).
16. No presente, contudo, a PGFN questiona sobre a exigência de ART-cargo-função, bem como
se esse seria suficiente, assim como ficou definido em relação ao RRT-cargo-função.
17. De fato, os PARECERES Nºs 07/2015 e 07/2017/CPLC/DEPCONSU/PGF/AGU, adotados por
este Departamento, apontam para a interpretação segundo a qual o RRT Simples é instrumento
suficiente para atividades relacionadas ao exercício de cargo ou função técnica.
18. Aliás, essa manifestação foi reconhecida posteriormente pela própria PGFN, no PARECER Nº
824/2019/CONJUR-PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (Seq. 84, parágrafos 17 e seguintes):
"17. Os itens 44 a 48 do Parecer nº 07/2015/CPLC/DEPCONSU/PGF/AGU, acolhidos pela
Consultoria-Geral da União em seus Pareceres de nº 00001/2016/DECOR/CGU/AGU e
30/2018/DECOR/CGU/AGU, evidenciam a fundamentação utilizada pela Câmara Permanente
de Licitações e Contratos do Departamento de Consultoria da Procuradoria-Geral Federal
para defender a tese de que os servidores públicos arquitetos e urbanistas devem proceder
ao RRT sob a modalidade de cargo-função, cuja taxa será recolhida uma única vez, e, além
disso, registrar, no mesmo RRT de cargo-função, os trabalhos técnicos pertinentes
desenvolvidos no exercício do cargo público. (...):"
19. Com efeito, consoante explicitara a CONJUR-MP (Seq. 41, parágrafo 32), o RRT para os
profissionais arquitetos e urbanistas que desempenham cargos e funções técnicas (art. 2º, VII, da Lei nº
12.378, de 31 de dezembro de 2010) estaria sujeito ao pagamento da taxa uma única vez, o que lhes
atribuiria responsabilidade por eventuais atividades inerentes a esses profissionais desenvolvidas no
âmbito da pessoa jurídica para a qual desempenhem suas atribuições legais.
20. O regramento expedido pelo CAU-BR, por meio da Resolução nº 91, de 9 de outubro de
2014, parece confirmar o entendimento jurídico que foi adotado, ao instituir o RRT Simples para o
exercício de cargo-função, que permite o lançamento de todas as atividades exercidas pelo profissional
nesse registro.
21. Todavia, a PGFN lança dúvida sobre o alcance dos Pareceres deste Departamento no que
tange à suficiência de um único ART-cargo-função.
22. A PGFN manifestou-se no sentido de que os Pareceres deste Departamento apontam para
que seja dado tratamento jurídico diverso, ou seja, o de que o ART não se limitaria ao registro relativo ao
exercício de cargo-função.
23. E essa conclusão está em consonância com o PARECER Nº 01/2016/ DECOR/CGU/AGU e o
PARECER Nº 30/2018/DECOR/CGU/AGU, que não podem ser dissociados do que decidiu o Supremo
Tribunal Federal – STF no julgamento do Recurso Extraordinário nº 838.284.
24. Naquela oportunidade, foi reconhecida a legalidade da exigência da taxa, até então
havida por inconstitucional, mediante o reconhecimento da competência do Conselho Federal de
Engenharia – CONFEA para disciplinar o ART (§1º do art. 2º da Lei nº 6.496, de 7 de dezembro de 1977).
25. Do voto produzido pelo relator Ministro Dias Toffoli extrai-se o seguinte:
“Na espécie, cabe recordar que a Lei nº 6.496/77, nos seus arts. 1º ao 3º, não desce a
minúcias para determinar, com exatidão, quais são as atividades administrativas que
subjazem ao exercício do poder de polícia relativo à ART, nem descreve, de forma precisa e
rigorosa, quais são as obras ou os serviços profissionais referentes à Engenharia, à
Arquitetura e à Agronomia vinculados a contratos sujeitos à ART. Ademais, também
convém relembrar que o CONFEA detém a competência de emitir resolução a ser
observada na efetuação da anotação de responsabilidade técnica nos conselhos regionais,
nos termos do art. 2º, § 1º, da Lei nº 6.496/77.
Bem por isso, o conselho federal já emitiu diversas resoluções, visando densificar a
atividade estatal e as atividades de Engenharia, de Arquitetura e de Agronomia
relacionadas com a ART.”
26. Nesse sentido, o STF reconheceu, ainda que no âmbito dos requisitos para a admissibilidade
constitucional da taxa, a legitimidade das resoluções emitidas pelo
CONFEA, lastreando esse entendimento na competência legal deferida àquele conselho
profissional para regular a ART.
27. Portanto, ressalvada a ocorrência de abuso/ilegalidade, deve-se reconhecer que o CONFEA,
até que lei posterior defina o contrário, dispõe de competência normativa para o regramento inerente à
ART, enquanto instrumento útil, necessário e suficiente para a individualização da responsabilidade
técnica pelos atos desses profissionais.
28. Quanto ao entendimento defendido pela PGFN nos parágrafos 44 a 54 do seu Parecer de
Seq. 84, trata-se de matéria que não foi abordada pelas manifestações deste Departamento, exaradas
com elevado grau de abstração, pois, destinam-se a solucionar questões jurídicas que são abordadas
em tese.
29. Naquela oportunidade, fixou-se o entendimento de que cabe a exigência do ART-RRT para
as atividades executadas por engenheiros e arquitetos. Nesse sentido, caberá à PGFN, no exercício de
sua competência legal deferida pela Lei Complementar nº 73, de 11 de fevereiro de 1993, oferecer os
elementos jurídicos demandados pela área técnica respectiva.
30. Deve-se salientar, por oportuno, que a questão, voltada à aplicação do entendimento da
Advocacia-Geral da União no âmbito específico da regularização fundiária está inserida na competência
do Ministério da Economia.
31. Outro aspecto que se reputa relevante tratar neste momento diz respeito à análise dos
efeitos práticos da interpretação produzida por meio do PARECER Nº 01/2016/DECOR/CGU/AGU e do
PARECER Nº 30/2018/DECOR/CGU/AGU, no âmbito da Administração Pública, que deverá em
princípio aplicá-los aos atos administrativos de sua alçada.
32. Consoante se infere da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999 (art. 2º, parágrafo único, XIII),
é razoável considerar que as manifestações deste Departamento devem ter efeitos prospectivos, diante
da alteração promovida do entendimento jurídico até então prevalecente no âmbito da Administração
Pública:
“Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade,
finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa,
contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.
Art. 2º (...).
Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios
de:
(...);
XIII - interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o
atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova
interpretação.”
33. Essa diretriz está em perfeita consonância com os arts. 23 e 24 do Decreto-Lei nº 4.657, de
4 de setembro de 1942 (Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro), com a redação dada pela Lei
nº 13.655, de 25 de abril de 2018, in verbis:
“Art. 23. A decisão administrativa, controladora ou judicial que estabelecer interpretação
ou orientação nova sobre norma de conteúdo indeterminado, impondo novo dever ou novo
condicionamento de direito, deverá prever regime de transição quando indispensável para
que o novo dever ou condicionamento de direito seja cumprido de modo proporcional,
equânime e eficiente e sem prejuízo aos interesses gerais.
Parágrafo único. (VETADO).” (Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018)
“Art. 24. A revisão, nas esferas administrativa, controladora ou judicial, quanto à validade
de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa cuja produção já se houver
completado levará em conta as orientações gerais da época, sendo vedado que, com base
em mudança posterior de orientação geral, se declarem inválidas situações plenamente
constituídas. (Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018)
Parágrafo único. Consideram-se orientações gerais as interpretações e especificações
contidas em atos públicos de caráter geral ou em jurisprudência judicial ou administrativa
majoritária, e ainda as adotadas por prática administrativa reiterada e de amplo
conhecimento público.” (Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018)
34. Esses dispositivos, dentre outros, foram objeto de regulamentação por meio do Decreto nº
9.830, de 10 de junho de 2019, que confirma essas regras (art. 5º):
“Art. 5º A decisão que determinar a revisão quanto à validade de atos, contratos, ajustes,
processos ou normas administrativos cuja produção de efeitos esteja em curso ou que
tenha sido concluída levará em consideração as orientações gerais da época.
§ 1º É vedado declarar inválida situação plenamente constituída devido à mudança
posterior de orientação geral.
§ 2º O disposto no § 1º não exclui a possibilidade de suspensão de efeitos futuros de
relação em curso.
§ 3º Para fins do disposto neste artigo, consideram-se orientações gerais as interpretações
e as especificações contidas em atos públicos de caráter geral ou em jurisprudência judicial
ou administrativa majoritária e as adotadas por prática administrativa reiterada e de amplo
conhecimento público.
§ 4º A decisão a que se refere o caput será motivada na forma do disposto nos art. 2º, art.
3º ou art. 4º.”
35. A LINDB, nesse caso, orienta a tomada de decisão do gestor público, que não deve se ater
apenas a valores jurídicos abstratos, devendo levar em consideração também as consequências práticas
de suas decisões.
36. Portanto, devem ser respeitados os atos praticados antes da uniformização da
jurisprudência administrativa, que se fundavam em interpretação razoável da legislação de regência.

III
37. Com esses acréscimos, entende-se as questões que foram objeto de divergência
jurídica restaram solucionadas por intermédio dos PARECERES Nº 01/2016/DECOR/CGU/AGU e
30/2018/DECOR/CGU/AGU (Seqs. 31 e 59). As demandas internas dos órgãos técnicos devem ser
atendidas pelos órgãos jurídicos competentes, a partir da orientação desta Consultoria-Geral.
38. Não obstante, para concluir, em atenção aos questionamentos apresentados
pela PGFN, podem ser dadas as seguintes respostas objetivas (Seq 84):
a) sobre a necessidade de inserção de dispositivo em futura revisão da Instrução Normativa
SPU nº 1, de 2014, trata-se de matéria sujeita à avaliação daquele órgão jurídico, não
havendo qualquer transversalidade da matéria que justifique a manifestação deste
Departamento;
b) quanto à existência de distinção entre o tratamento dado à RRT e o ART, nos
termos acima expostos, corroboram-se as conclusões a que chegou o PARECER nº
824/2019/CONJUR-PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (Seq. 84), pois, há necessidade de
observância do regramento estabelecido em resolução pelo respectivo conselho
profissional, no exercício regular de sua competência legal, e eventuais abusos de
regulamentação devem ser levados ao conhecimento dos órgãos jurídicos para as
providências necessárias;
c) no que se refere à necessidade de submissão dos entendimentos contidos nas alíneas "h"
a "l" do PARECER Nº 01/2016/DECOR/CGU/AGU ao Conselho de Arquitetura e Urbanismo do
Brasil - CAU-BR, fica a critério do órgão assessorado obter eventuais
informações operacionais em acréscimo junto aos conselhos profissionais respectivos; além
disso, caso a resposta seja desfavorável ao entendimento firmado pela Advocacia-
Geral da União, encontra-se resposta para esse questionamento no item k do
parágrafo 51 do PARECER Nº 07/2015/CPLC/DEPCONSU/PGF/AGU, adotado na íntegra
pelo PARECER Nº 1/2016/DECOR/CGU/AGU (Seq 59);
d) sobre a definição da base de cálculo da taxa relativa ao ART, trata-se de informação que
deve ser buscada na legislação de regência, que não foi objeto de manifestação deste
Departamento;
e) relativamente à possível relação entre as taxas de ART e o rendimento do servidor, trata-
se de tema a ser abordado a partir da análise da legislação de regência, assim como na
alínea anterior, que não foi objeto de manifestação deste Departamento;
f) quanto aos questionamentos sobre a incidência das regras que exigem ART-RRT
sobre trabalhos técnicos específicos no âmbito das atividades relacionadas às políticas de
regularização fundiária, devem ser objeto de análise, caso a caso, pelos órgão
responsável, com o auxílio da PGFN, considerando tratar-se de tema inserido na
competência do Ministério da Economia, que não foi objeto dos Pareceres exarados por
esta Consultoria-Geral;
g) sobre se a SCGPU deveria consultar a obrigatoriedade de registro das atividades
descritas no item anterior aos conselhos profissionais, deve-se fazer uma avaliação de
conveniência e oportunidade dessa providência, que escapa à análise puramente jurídica;
h) no que tange a possível tratamento distinto relacionado ao responsável pelo pagamento
de anuidades das respectivas entidades de classe, cada situação deve ser
avaliada individualmente, em cada caso concreto, mediante a análise da legislação
específica que regula a atuação de cada carreira;
i) quanto ao pagamento da anuidade pela Administração, as situações devem ser
analisadas caso a caso, considerando a legislação que regula cada carreira;
j) quanto à necessidade de manutenção de registro ativo no conselho profissional, é
questão que não foi objeto das manifestações deste Departamento, devendo ser avaliada à
luz da regulamentação profissional respectiva, bem como da carreira pública;
k) sobre as consequências de eventual aplicação de multas aos profissionais por ocasião da
solicitação de ART-RRT, entende-se tratar de questão decorrente do entendimento adotado
no âmbito desta Consultoria-Geral, cabendo explicitar o efeito prospectivo da nova
interpretação levada a efeito pela AGU, em conformidade com o inciso XIII do parágrafo
único do art. 2º da Lei nº 9.784, de 1999, bem como os arts. 23 e 24 do Decreto-Lei nº
4.657, de 1942; e
l) quanto à vigência do entendimento expresso no PARECER Nº
30/2018/DECOR/CGU/AGU, deve-se ressaltar a eficácia prospectiva daquela manifestação,
cabendo à PGFN a orientação específica para as dúvidas surgidas no âmbito do Ministério
da Economia.

IV
39. Não obstante, é importante salientar que, oportunizada a manifestação à CONJUR-CGU,
aquele Órgão jurídico fez uma ressalva ao entendimento desta Consultoria-Geral, no sentido de que
"atividades típicas de estado que possuem legislação própria, tais como: controle,
fiscalização ambiental, do trabalho, tributária, dentre outras " (PARECER Nº 040/2020/CONJUR-
CGU/CGU/AGU, Seq. 102, parágrafo 36, negrito no original) não se sujeitariam a registro nos conselhos
profissionais.
40. De fato, entende-se que as atividades que envolvem o exercício do poder de polícia, típicas
atividades estatais, em princípio, não estão sujeitas à ART ou ao RRT, pois que não se destinam a
produzir obras ou serviços próprios de engenheiros e arquitetos/urbanistas, e encontram-
se presumivelmente reguladas de forma integral em legislação específica. Nos termos do art. 78 do
Código Tributário Nacional:
"Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou
disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato,
em razão de intêresse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes,
à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes
de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao respeito à
propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. (Redação dada pelo Ato
Complementar nº 31, de 1966)
Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando
desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com
observância do processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como
discricionária, sem abuso ou desvio de poder."
41. Em cada caso concreto, portanto, deve ser analisada a legislação que regula o exercício do
poder de polícia, as normas que regulam as carreiras e a própria legislação que regulamenta a
profissão.
42. Nesse sentido é que se compreendem as decisões citadas pela CONJUR-CGU (Decisão nº
310/2002-Plenário - cópia anexa; o acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região
no julgamento da Apelação Cível nº 0002327-57.2004.4.01.3800-MG; bem como o Mandado de
Segurança nº 1006131-95.2017.4.01.3400, impetrado em face da Decisão nº PL-1360/2016, do Conselho
Federal de Engenharia e Agronomia, que decidiu pela necessidade de registro no conselho
profissional do cargo de Analista de Finanças e Controle no campo da infraestrutura).
43. Merece transcrição, por sua pertinência para a solução da questão especialmente no âmbito
da Controladoria-Geral da União, a decisão proferida pelo Plenário do TCU em 03.04.2002, que aprovou
a Decisão nº 310/2002-Plenário (TC-004.293/2001-7), nos seguintes termos (cópia da Ata em anexo):
"5. Em exame a Representação formulada pelo Sr. Secretário Federal de Controle Interno
acerca da autuação de servidores da Secretaria Federal de Controle Interno pelo Conselho
Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de Santa Catarina-CREA/SC,
sob a acusação de exercício ilegal da profissão de engenheiro e por infringência ao Código
de Ética da profissão de engenheiro.
6. Consoante se verifica do relatório supra, a presente Representação deve ser conhecida,
posto que preenche os requisitos de admissibilidade previstos no art. 213 do Regimento
Interno, combinado com o art. 68, inciso II, da Resolução nº 136/2000.
6. Quanto ao mérito, entendo oportuno destacar do acima relatado, como razões de decidir,
o que segue.
As atribuições do Controle Interno não se confundem com aquelas das profissões
regulamentadas.
O Controle Interno do Poder Executivo adota procedimentos e técnicas próprias para a
realização de cada uma das modalidades de fiscalização, cujos trabalhos são normatizados
pela Lei nº 10.180/2001, pelo Decreto-lei nº 2.346/87, pelo Regimento Interno da SFCI e por
outros regulamentos próprios.
Os servidores da Secretaria Federal de Controle Interno incumbidos do exercício das
atividades de controle interno gozam das prerrogativas estabelecidas pela Lei nº
10.180/2001, em especial aquelas contidas no art. 26, caput, que se assemelha ao art. 87
da Lei nº 8.443/92.
7. Este Tribunal já se manifestou a respeito de matéria de natureza semelhante,
informando "à autoridade representante que o exercício das atividades inerentes ao
controle externo da Administração Pública Federal, por parte dos servidores do Tribunal de
Contas da União, na forma das competências conferidas pelas disposições dos arts. 70 e 71
da Constituição Federal e disciplinadas, entre outros dispositivos, pelos arts. 1º, 86 e 87 da
Lei nº 8.443, de 16/7/92, não se confunde com o exercício de atividades asseguradas a
qualquer profissão regulamentada, a exemplo da Engenharia (...)".
8. Não cabe ao CREA/SC determinar quem pode, ou não, fazer trabalhos de auditoria para
uso exclusivo dos controles Interno e Externo.
9. Tendo em vista as razões de decidir apresentadas nos pareceres uniformes da Secex/SC,
entendo oportunas e adequadas as propostas oferecidas pela Unidade Técnica. Acrescento,
entretanto, sugestão no sentido de que a Secex/SC acompanhe o cumprimento da
determinação alvitrada ao CREA/SC."

V
44. Ante o exposto, pode-se concluir que esta Consultoria-Geral da União já se pronunciou
conclusivamente no âmbito da demanda de uniformização que lhe foi apresentada, por intermédio do
PARECER Nº 01/2016/DECOR/CGU/AGU e do PARECER Nº 30/2018/ DECOR/CGU/AGU (Seqs. 31 e 59),
cabendo ao órgão competente no âmbito da PGFN atuar na orientação interna relacionada a eventuais
dúvidas subsequentes.
45. Entende-se necessário conferir explicitamente efeitos prospectivos às manifestações
exaradas no âmbito desta Advocacia-Geral da União, com fundamento no art. 2º, parágrafo único, inciso
XIII da Lei nº 9.784, de 1999, bem como nos arts. 23 e 24 do Decreto-Lei nº 4.657, de 1942, com a
redação atualmente em vigor.
46. Ademais, é importante destacar que atividades que envolvem o exercício do poder de
polícia, típicas atividades estatais, em princípio não estão sujeitas à ART ou ao RRT, mas isso deve ser
analisado caso a caso, observada a legislação respectiva, as normas que regulam as carreiras e a
própria legislação que regulamenta a profissão, na mesma linha da manifestação do colendo TCU na
Decisão nº 310/2002-Plenário (TC-004.293/2001-7).
47. Por fim, considerando o forte impacto administrativo da aplicação de todo o regramento
estabelecido pelos conselhos profissionais envolvidos, conforme apontado pelos órgãos do Ministério da
Economia (ver Seq. 84), relacionados às exigências de RRT e ART no âmbito da Administração Pública,
parece oportuno sugerir o encaminhamento à Casa Civil da Presidência da República de notícia
destinada permitir a avaliação da conveniência e oportunidade de propor regulação para
adequado tratamento legal uniforme e adequado da matéria.
À consideração superior.
Brasília, 27 de março de 2020.

MARCO AURÉLIO CAIXETA


ADVOGADO DA UNIÃO

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mediante o fornecimento do Número Único de Protocolo (NUP) 59400002216201453 e da chave de
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ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO
CONSULTORIA-GERAL DA UNIÃO
DEPARTAMENTO DE COORDENAÇÃO E ORIENTAÇÃO DE ÓRGÃOS JURÍDICOS

DESPACHO n. 00249/2020/DECOR/CGU/AGU

NUP: 59400.002216/2014-53
Interessado: SPU – Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da
União
Assunto: ART/RRT - Anotação e Registro de Responsabilidade Técnic

Exmo. Senhor Consultor-Geral da União,

1. Aprovo a Nota nº 42/2020/DECOR/CGU/AGU, nos estritos termos do Despacho nº


174/2020/Decor/CGU/AGU.

2. Caso acolhido, cientifique-se a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a Procuradoria-


Geral Federal, as Consultorias Jurídicas junto aos Ministérios e órgãos assemelhados e as Consultorias
Jurídicas da União nos Estados e no município de São José dos Campos.

Brasília, 13 de maio de 2020.

VICTOR XIMENES NOGUEIRA


ADVOGADO DA UNIÃO
DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE COORDENAÇÃO E ORIENTAÇÃO DE ÓRGÃOS JURÍDICOS

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Autoridade Certificadora SERPRORFBv5.
ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO
CONSULTORIA-GERAL DA UNIÃO
DEPARTAMENTO DE COORDENAÇÃO E ORIENTAÇÃO DE ÓRGÃOS JURÍDICOS

Despacho nº 174/2020/Decor/CGU/AGU (30/03/2020)


Referência: 59400.002216/2014-53 (Conexo: 12440.000026/2015-42)
Interessado: SPU – Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União
Assunto: ART/RRT - Anotação e Registro de Responsabilidade Técnica

Sr. Diretor do Decor/CGU,


1- Via Despacho de Aprovação nº 1.726/2019/PGFN/AGU (30/08/2020)-[1], e em
atenção ao Parecer nº 824/2019/Conjur-PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (26/08/2020)-[2],
insta- se à CGU análise dos questionamentos da Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019)-[3], a
respeito da aplicação prática do Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018)-[4], que ante a
tese de repercussão geral firmada no julgamento do Recurso Extraordinário nº 838.284 (DJe de
1
Sequencial Sapiens n. 086 - Despacho de Aprovação n. 1726/2019/PGFN/AGU (30/08/2020)
2
Sequencial Sapiens n. 084 - Parecer n. 824/2019/Conjur-PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (26/08/2020) – “EMENTA; I - Consulta
especializada ao entendimento firmado pela Consultoria-Geral da União através do Parecer nº 30/2018 / DECOR / CGU / AGU, que ratificou o teor
do Parecer nº 07/2015 / CPLC / DEPCONSU / PGF / AGU, elaborado pelos integrantes da Câmara Permanente de Licitações e Contratos do
Departamento de Consultoria da Procuradoria-Geral Federal, com exceção das alíneas "c", "e", "f" e "g" constantes de sua conclusão. II -
Apresentação, pela Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União desta pasta, com dúvidas relacionadas à aplicação prática
consolidada pela Consultoria-Geral da União no Parecer nº 30/2018 / DECOR / CGU / AGU, que não foram apreciadas em sua conclusão de maneira
expressa pelo mencionado parecer. III - Interpretação do conteúdo do Parecer nº 30/2018 / DECOR / CGU / AGU em conjunto com a legislação
correlata. Necessidade de submissão de ponderações tecidas neste parecer à análise da Consultoria-Geral da União, órgão de direção superior da
Advocacia-Geral da União que proferiu uma manifestação na tela. IV - Sugerir uma abertura da tarefa à Consultoria Geral da União, via SAPIENS,
oportunizando-a se manifestar e certificar nos autos o posicionamento que efetivamente pretendeu consolidar sobre o assunto analisado Parecer
nº 30/2018 / DECOR / CGU / AGU e sobre os seus desdobramentos na realidade da Administração Federal, suscitados de maneira pontual pela área
técnica deste Ministério da Economia. V - Recomenda-se, ademais, que seja dado conhecimento deste parecer à Coordenação Geral de Assuntos
Tributários da Procuradoria Geral Adjunta de Consultoria Tributária e Previdenciária, para análise dos questionamentos feitos nas alíneas "d" e "e"
da Nota Técnica nº 9742/2019-MP e outras considerações que entender pertinentes, bem Como seja cientificada a Secretaria de Coordenação e
Governança do Patrimônio da União Desta Pasta.”
3
Sequencial Sapiens n. 072 - Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019): “[...] a) Questiona-se, tendo em vista a obrigatoriedade de apresentação
de responsabilidade técnica em decorrência da realização de trabalho técnico especializado por servidores públicos engenheiros, arquitetos ou
urbanistas constante no Parecer n° 30/2018/DECOR/CGU/AGU, de 30/05/2018, se há necessidade de inserção de dispositivo trazendo tal menção em
uma futura revisão da IN que dispõe sobre as diretrizes de avaliação dos imóveis da União ou de seu interesse, ou se a inserção deva ocorrer antes de
uma futura revisão; b) Questiona-se o embasamento utilizado para que o registro de RRT/CAU para cargo ou função seja diferente do registro de
ART/CNFEA/CREA, uma vez que a RRT de cargo-função é dissociada do exercício das atividades técnicas nos normativos do CAU/BR; c) Os
entendimentos das alínea "h" a "l" do Parecer nº 001/2016/DECOR/CGU/AGU devem ser levadas para apreciação e manifestação do CAU/BR?; d)
Para o registro de ART, questiona-se qual base deve ser utilizada para o valor do contrato para a cobrança; e) Vislumbrando a possibilidade do valor
de contrato ser relacionado ao rendimento recebido por cada servidor, questiona-se se seria coerente a diferença de valores de taxas de ART para
cada cargos e nível na carreiras diferentes a executando o serviço técnico; f) Questiona-se se os trabalhos técnicos citados no item 27 seriam passíveis
de registro de ART/RRT; g) Questiona-se se a SCGPU deveria consultar a obrigatoriedade de registro de tais atividades (item 27) junto aos órgãos
profissionais envolvidos; h) Questiona-se qual entendimento deve ser considerado e qual o embasamento para cada órgão da Administração Pública
Direta adotar entendimentos diferentes com relação ao responsável pelo pagamento de anuidade das respectivas entidades de classe.; i) Questiona-
se, também, qual a prerrogativa para a anuidade de um servidor de uma carreira ser paga pela União e a de outra carreira com a mesma profissão -
engenheiro - não ser; j) Questiona-se se o entendimento do item 42 está correto; k) Com o novo posicionamento jurídico, questiona-se como ficaria a
regularização das ARTs e RRTs de cargo e função, caso os órgãos profissionais cobrem multas pela ausência de registro dos profissionais ao ingressar
nos respectivos cargos. l) Questiona-se, também, a partir de que data os trabalhos técnicos deveriam ter sido registrados, se desde a expedição
do Parecer n° 30/2018/DECOR/CGU/AGU, ou seja, de 30/05/2018, ou a partir da expedição da Nota Jurídica n° 00066/2019/LFL/CGJRH/CONJUR-
MP/CGU/AGU, 10/01/2019. Assim como, como proceder caso os órgãos profissionais cobrem multas por tais registros. [...]”
4
Sequencial Sapiens n. 059 - Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018) – “EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO.
ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA (ART). REGISTRO. TAXA. PAGAMENTO. OBRIGATORIEDADE. SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. REPERCUSSÃO GERAL. CONSTITUCIONALIDADE. I. Diante da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em sede de
repercussão geral no Recurso Extraordinário nº 838.284, publicada no DJe de 22.09.17, que declara a constitucionalidade da cobrança da ART,
impõe-se a revogação das alíneas "c", "e", "f" e "g" constantes da conclusão do Parecer nº 001/2016/DECOR/CGU/AGU, aprovado pelo Consultor-
Geral da União em 20 de julho de 2016. II - Todos os trabalhos técnicos que demandem registro de responsabilidade técnica produzidos por servidores
públicos estão obrigados ao registro da Anotação de Responsabilidade Técnica - ART ou Registro de Responsabilidade Técnica - RRT, conforme se
trate de engenheiro, arquiteto ou urbanista; III - O ente público produtor do trabalho técnico especializado é o sujeito passivo das taxas referentes à
ART, decorrente do exercício do poder de polícia do CREA.”
22/09/17), deu por prejudicadas exclusivamente as alíneas "c", "e", "f" e "g" das conclusões
do Parecer nº 07/2015/CPLC/DEPCONSU/PGF/AGU (19/06/2015)-[5] da Câmara Permanente de
Licitações e Contratos do Departamento de Consultoria da Procuradoria-Geral Federal, vindo, na
esteira do Parecer nº 001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016)-[6], a manter entendimento pela
obrigatoriedade de Anotação ou Registro de Responsabilidade Técnica dos trabalhos produzidos por
servidores públicos a eles obrigados, e a sujeição passiva do ente público ao poder de polícia dos
Conselhos Profissionais, referentemente ao pagamento das taxas correspondentes.

2- O Parecer nº 824/2019/CJ-PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (26/08/2020)-[7]


insta a CGU/AGU a certificar o “posicionamento que efetivamente pretendeu consolidar sobre o
assunto analisado no Parecer nº 30/2018/DECOR/CGU/AGU e sobre os seus desdobramentos na
realidade da Administração Federal, suscitados de maneira pontual pela área técnica deste
Ministério da Economia” (ementa, tópico III).
3- Por impulso do Despacho nº 630/2019/Decor/CGU/AGU (18/09/2019)-[8] advieram
à instrução: i) a Nota nº 2.484/2019/LFL/CGJRH/Conjur-PDG/PGFN/AGU (24/09/2019)-[9],
esclarecendo que a promoção busca aferir se a compreensão consultiva explicitada nos parágrafos nº
44 a 54 do Parecer n. 824/2019/CJ-PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (26/08/2020) conflitaria com
a posição adotada pela CGU/AGU no Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018); e ii) o
Parecer nº 040/2020/Conjur-CGU/CGU/AGU (14/02/2020)-[10], ponderando que não obstante o
acerto do Parecer nº 001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016) quanto à obrigatoriedade de Anotação
ou Registro de Responsabilidade Técnica dos trabalhos afins produzidos por servidores públicos, a
sujeição passiva do ente público a que estes favoreçam restringe-se a atividades sujeitas ao poder de
polícia dos Conselhos Profissionais, excluídas atuações típicas de Estado, a exemplo de controle,
fiscalização ambiental, administração tributária, entre outras.

4- E extrai-se agora da Nota nº 042/2020/Decor-CGU/AGU (27/03/2020) que:

5
Sequencial Sapiens n. 024 - Parecer nº 07/2015/CPLC/DEPCONSU/PGF/AGU (19/06/2015) – “EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. ART E
RRT. Todos os trabalhos técnicos que demandem registro de responsabilidade técnica produzidos por servidores públicos estão obrigados ao registro
da Anotação de Responsabilidade Técnica - ART ou Registro de Responsabilidade Técnica - RRT conforme se trate de engenheiro ou de arquiteto ou
urbanista. II - O ente público produtor do trabalho técnico especializado é o sujeito passivo das taxas referentes à ART, decorrente do exercício do
poder de polícia do CREA, e das taxas referentes ao RRT, em razão do exercício do poder de polícia do CAU; III - Por ter violado o princípio da estrita
legalidade tributária, é inconstitucional o recolhimento da taxa referente à Anotação de Responsabilidade Técnica, de modo que o seu pagamento não
deve ser efetuado; IV- Não há inconstitucionalidade no pagamento da taxa relativa ao Registro de Responsabilidade Técnica; V - Deve ser requerido
ao CREA o cadastro da ART sem efetuar o pagamento da taxa correspondente; VI - Na hipótese do CREA recusar o registro da ART sem o recolhimento
da taxa, cabe à Procuradoria Federal competente buscar o provimento judicial para assegurar o reconhecimento da inexigibilidade da exação; VII -
Não deferida a tutela de urgência, será possível efetuar o recolhimento da taxa da ART, devendo ser buscada a repetição (do) indébito; VIII - A
cobrança de RRT deve ocorrer uma única vez por servidor, tendo em vista que a hipótese de incidência -desempenho de cargo e função técnica,
elencada no inciso VII do art.2º da Lei nº 12.378/2010, contempla todas as hipóteses de incidência discriminadas nos demais incisos do citado diploma
legal, de modo a evitar-se a ocorrência do bis in idem na cobrança da exação; IX - Será devido o recolhimento de nova taxa de RRT, apenas na hipótese
do servidor vier a ocupar outro cargo ou funçâo na administração; X - Todas as atividades desempenhadas no exercício do cargo-função devem ser
registradas no RRT - desempenho de cargo ou função técnica; XI - Deve a Procuradoria Federal competente propor as medidas judiciais cabíveis na
hipótese do CAU recusar-se a registrar todas as atividades desempenhadas no exercício do cargo no RRT - desempenho de cargo e função técnica;
XII - Não deferida a tutela de urgência, será possível efetuar o recolhimento das taxas de RRT, devendo ser buscada a repetição de indébito. XIII -
Não é devido o pagamento da anuidade do conselho de fiscalização profissional pela Administração Pública referente ao servidor público integrante
dos seus quadros; XIV - Por não incidir no caso o disposto nos arts. 2º e 3º, 1º, I da portaria PGF nº 424, de 2013, deve ser aplicado imediatamente o
entendimento jurídico constante do presente parecer pelos órgãos de execução da PGF, após a aprovação do Senhor Procurador-Geral Federal.”
6
Sequencial Sapiens n. 030 - Parecer n. 001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016) – “EMENTA: TRABALHOS TÉCNICOS QUE DEMANDEM
REGISTRO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA PRODUZIDOS POR SERVIDORES PÚBLICOS ESTÃO OBRIGADOS AO REGISTRO DA
ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA - ART OU REGISTRO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA - RRT, CONFORME SE TRATE DE
ENGENHEIRO, ARQUITETO OU URBANISTA.”
7
Sequencial Sapiens n. 084 - Parecer n. 824/2019/Conjur-PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (26/08/2020)
8
Sequencial Sapiens n. 090 - Despacho n. 630/2019/Decor/CGU/AGU (18/09/2019)
9
Sequencial Sapiens n. 096 - Nota n. 2.484/2019/LFL/CGJRH/Conjur-PDG/PGFN/AGU (24/09/2019)
10
Sequencial Sapiens n. 102 - Parecer n. 040/2020/Conjur-CGU/CGU/AGU (14/02/2020) –
“EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA
(ART). REGISTRO. TAXA. PAGAMENTO. OBRIGATORIEDADE. UNIÃO COMO SUJEITO PASSIVO DA TAXA QUANDO PRODUTORA
DE TRABALHOS TÉCNICOS SUJEITOS A ART. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REPERCUSSÃO GERAL. CONSTITUCIONALIDADE.”
a) o Parecer nº 001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016) e o Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU
(30/05/2018) foram proferidos no exercício de restrita competência para solução e uniformização de
controvérsias entre órgãos consultivos vinculados à AGU, e estritamente acerca das questões
suscitadas do Parecer nº 1.024/2016/LFL/CGJRH/Conjur-MP/CGU/AGU (23/08/2016)-[11], alinhado
ao Parecer nº 07/2015/CPLC/DEPCONSU/PGF/AGU (19/06/2015)-[12] quanto à exigência de
RRT em razão de atividade exercida por servidor público arquiteto ou urbanista (parágrafo 26), mas
dele dissidente no tocante à necessidade de RRT e ART para todas as atividades de arquitetura e
urbanismo realizadas por servidores públicos, inclusive ocupantes de cargo ou função (parágrafo 27),
e à exigência de ART sem lei específica, a exemplo da Lei nº 8.629/1993 (parágrafo 23);
b) referentemente à dissidência acerca da (in)exigibilidade da ART sem lei específica, enfrentaram-
na os parágrafos 12 e seguintes do Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018), e a respeito
da Resolução nº 91, de 9/10/2014, como fundamento da desnecessidade de RRT para todas as
atividades de arquitetura e urbanismo realizadas por servidores, tem-se que ao adotar o Parecer nº
07/2015/CPLC/DEPCONSU/PGF/AGU (19/06/2015) a CGU/AGU implicitamente admitiu hipótese
de RRT Simples para atividades relacionadas ao exercício de cargo ou função técnica (art. 2º, VII, da
Lei nº 12.378, de 31/12/2010), consoante inclusive expressamente reconhecido nos parágrafos 17 e
seguintes do Parecer nº 824/2019/CJ-PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (26/08/2020)-[13];
c) já quanto ao alcance do Parecer nº 001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016) e do Parecer nº
30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018) referentemente à (in)suficiência de uma única ART cargo-
função, conclui agora a Nota nº 042/2020/Decor-CGU/AGU (27/03/2020) ter razão a PGFN em
que tais opinativos sinalizam diversamente, no sentido do ART não se limitar ao exercício de cargo-
função, pois os pronunciamentos do Decor fundam-se no decidido no RE nº 838.284, que reconheceu
a constitucionalidade da taxa e a competência do Conselho Federal de Engenharia – Confea para
discipliná-la (§1º do art. 2º da Lei nº 6.496, de 07/12/1977), de modo a ser devida nas situações em
que disponha resolução específica daquele órgão, ressalvadas hipóteses de abuso ou ilegalidade;
d) logo, estando já solucionadas pelo Parecer nº 001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016) e pelo
Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018) as questões que então haviam sido efetivamente
objeto de divergência jurídica, em atenção ao que à época tinha-se por controverso, resulta que a
referidos opinativos circunscreve-se a consolidação estabelecida pela CGU/AGU no tema genérico,
faltando-lhe agora competência para pronunciar-se em específica demanda administrativa interna,
suscetível de análise diretamente pelo órgão consultivo local, à vista de tais pronunciamentos gerais;
e) sem embargo, entende a Nota nº 042/2020/Decor-CGU/AGU (27/03/2020) convir que ao Parecer
nº 001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016) e ao Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU
(30/05/2018) seja conferida a eficácia meramente prospectiva prevista no inciso XIII do parágrafo
único do art. 2º da Lei nº 9.784/1999 c/c artigos 23 e 24 do Decreto-Lei nº 4.657/1942, de modo a
operarem efeitos apenas a partir da ciência de sua aprovação;
f) nesse contexto, a síntese dos questionamentos da Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019),
reproduzidos no Parecer n. 824/2019/Conjur-PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (26/08/2020),
admitiria apenas as respostas a seguir também sintetizadas:
11
Sequencial Sapiens n. 041 - Parecer n. 1.024/2016/LFL/CGJRH/Conur-MP/CGU/AGU (23/08/2016) - “EMENTA: I - Pedido de avaliação da
necessidade de adequação da Instrução Normativa SPU nº 01, de 02 de dezembro de 2014, à legislação vigente. II - Divergência de entendimento
entre a Câmara Permanente de Licitações e Contratos do Departamento de Consultoria da Procuradoria-Geral Federal e esta Consultoria Jurídica a
respeito da exigência de cadastro da Anotação de Responsabilidade Técnica - ART - para os trabalhos de engenharia prestados por servidores públicos
no desempenho de suas funções, bem como acerca da necessidade de vinculação de todas as atividades de arquitetura e urbanismo realizadas por
servidores públicos ao Registro de Responsabilidade Técnica - RRT - de cargo ou função. III - Imprescindibilidade de análise uniformizadora da
matéria por parte do Departamento de Coordenação e Orientação de Órgãos Jurídicos da Consultoria-Geral da União - DECOR/CGU/AGU - antes
de se efetuar a alteração proposta no texto da Instrução Normativa SPU nº 01, de 02 de dezembro de 2014. IV - Sugere-se a abertura de tarefa de
ciência à Consultoria-Geral da União, oportunizando-se que uniformize a jurisprudência administrativa, bem como seja dado conhecimento do teor
deste opinativo à Secretaria de Patrimônio da União, órgão ao qual se recomenda não modificar o teor da IN SPU nº 01, de 02 de dezembro de
2014, até que a CGU/AGU se pronuncie definitivamente nos autos.”
12
Sequencial Sapiens n. 024 - Parecer nº 07/2015/CPLC/DEPCONSU/PGF/AGU (19/06/2015)
13
Sequencial Sapiens n. 084 - Parecer n. 824/2019/Conjur-PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (26/08/2020)
Síntese dos Questionamentos da Síntese das respostas ofertadas pela
Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019) Nota nº 42/2020/Decor-CGU/AGU (27/03/2020),
a)-[14] Se a conclusão dos pareceres Decor acerca da Inexistindo transversalidade jurídica na questão, a
obrigatoriedade de apresentação de responsabilidade matéria não atrai competência do Decor/CGU e
técnica por servidores engenheiros, arquitetos ou sujeita-se à avaliação do órgão consultivo de
urbanistas demanda imediata revisão da norma execução diretamente adstrito ao consulente.
administrativa sobre avaliação de imóveis de
propriedade ou interesse da União.
b)-[15] Visto nos normativos do CAU/BR a RRT de Vide conclusões do Parecer nº 824/2019/CJ-
cargo-função ser dissociada do exercício das PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (26/08/2020),
atividades técnicas, se tal seria diferente no registro no que preconiza observância do regramento ínsito a
de ART/CNFEA/CREA em condições homólogas. cada Conselho Profissional, eventuais abusos
devendo ser reportados às providências dos órgãos
jurídicos competentes.
c)-[16] Se devem ser levadas para apreciação e Cabe ao consulente decidir sobre interlocuções com
manifestação do CAU/BR os entendimentos das o conselho profissional, e em caso de sua
alíneas "h" a "l" do Parecer n. 001/2016/Decor- contraposição à orientação da AGU, atuar nos
CGU/AGU (13/01/2016) termos do item k do parágrafo 51 do Parecer nº
07/2015/CPLC/DEPCONSU/PGF/AGU (19/06/2015),
adotado pelo Parecer n. 001/2016/Decor-CGU/AGU
(13/01/2016)
d)-[17] Que base de cálculo associar ao valor do Tópico não integrante dos questionamentos
contrato, para registro e cobrança de ART. submetidos à análise quando do Parecer nº
001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016) e do
Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018),
e suscetível de solução a partir do exame da
legislação de regência, sob orientação do órgão
consultivo de execução adstrito ao consulente.
e)-[18] Acaso a base de cálculo do ART associe-se a Tópico não integrante dos questionamentos
rendimento auferido pelo servidor executor do submetidos à análise quando do Parecer nº
serviço, se poderia a taxa ser modulada em função 001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016) e do
do seu cargo e nível na carreira respectiva. Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018),
e suscetível de solução a partir do exame da
legislação de regência, sob orientação do órgão
consultivo de execução adstrito ao consulente.

14 Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019): a) Questiona-se, tendo em vista a
obrigatoriedade de apresentação de responsabilidade técnica em decorrência da realização de trabalho técnico especializado por
servidores públicos engenheiros, arquitetos ou urbanistas constante no Parecer n° 30/2018/DECOR/CGU/AGU, de 30/05/2018, se há
necessidade de inserção de dispositivo trazendo tal menção em uma futura revisão da IN que dispõe sobre as diretrizes de avaliação
dos imóveis da União ou de seu interesse, ou se a inserção deva ocorrer antes de uma futura revisão; (...)

15 Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019): (...) b) Questiona-se o embasamento
utilizado para que o registro de RRT/CAU para cargo ou função seja diferente do registro de ART/CNFEA/CREA, uma vez que a RRT
de cargo-função é dissociada do exercício das atividades técnicas nos normativos do CAU/BR; (...)

16 Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019): (...) c) Os entendimentos das alínea "h" a
"l" do Parecer nº 001/2016/DECOR/CGU/AGU devem ser levadas para apreciação e manifestação do CAU/BR?; (...)

17 Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019): (...) d) Para o registro de ART, questiona-

se qual base deve ser utilizada para o valor do contrato para a cobrança; (...)

18 Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019): (...) e) Vislumbrando a possibilidade do

valor de contrato ser relacionado ao rendimento recebido por cada servidor, questiona-se se seria coerente a diferença de valores de
taxas de ART para cada cargos e nível na carreiras diferentes a executando o serviço técnico; (...)
f)-[19] Se atraem ART/RRT os trabalhos técnicos Tópico não integrante dos questionamentos
referidos no parágrafo 27 da Nota Técnica nº submetidos à análise quando do Parecer nº
9.742/2019-MP (17/05/2019)-[20]. 001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016) e do
Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018),
e suscetível de solução caso a caso, à vista da
legislação de regularização fundiária, sob orientação
do órgão consultivo de execução adstrito ao
consulente, a teor do art. 11 da Lei Complementar nº
73/1993, de 10/02/1993.
g)-[21] Se deve a SCGPU consultar os conselhos Questão transcendente à análise puramente jurídica,
profissionais quanto à obrigatoriedade de registro porquanto sujeita a juízo de conveniência e
das atividades referidas no parágrafo 27 da Nota oportunidade do consulente.
Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019).
h)-[22] Qual seria o entendimento e embasamento Atuação caso a caso, em conformidade com a
para tratamentos distintos em relação à legislação específica que regule os direitos de cada
responsabilidade pelo custeio da anuidade devida carreira a ser considerada.
pelo servidor à entidade de classe a que se filie.
i)-[23] Fundamento para a União assumir apenas em Atuação caso a caso, em conformidade com a
relação a determinados servidores o ônus da legislação específica que regule os direitos de cada
anuidade devida à sua entidade de classe. carreira a ser considerada.

j)-[24] Se estaria correto o entendimento do item 42 da Tópico não integrante dos questionamentos
Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019) -[25]. submetidos à análise quando do Parecer nº
001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016) e do
Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018),
e suscetível de solução a partir do exame da
legislação de regência da profissão e da carreira do
servidor, sob orientação do órgão consultivo de
execução adstrito ao consulente.

19
Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019): (...) f) Questiona-se se os trabalhos técnicos citados no
item 27 seriam passíveis de registro de ART/RRT; (...)
20
Sequencial Sapiens n. 072 - Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019): “[...] 27. Para a área específica de avaliação de imóveis da SCGPU,
pode-se citar alguns trabalhos técnicos que poderiam demandar registro de responsabilidade técnica, além da elaboração de laudo de avaliação,
sendo eles: a) elaboração de Relatório de Valor de Referência - modalidade de avaliação individual de imóvel realizada para imóveis da União,
conforme art. 14 da IN n° 05/2018; b) homologação de laudos de avaliação realizados por terceiros para imóveis da União ou de seu interesse,
conforme parágrafo único do art. 7° e art. 67 da IN n° 05/2018; c) revalidações de laudos - necessitam ser devidamente fundamentadas e justificadas
por meio de nota técnica elaborada por profissional habilitado, conforme § 2° do art. 31 da IN n° 05/2018; d) análises e inserções das Plantas de
Valores Genéricos - PVG dos Municípios nos sistemas corporativos da SPU para fins de definição do valor de domínio pleno dos imóveis da União,
conforme art. 62 da IN n° 05/2018; e) análise e inserção da Planilha Referencial de Preços de Terrenos - PRR sistemas corporativos da SPU para
fins de definição do valor de domínio pleno dos imóveis da União; f) análise de pedidos de revisão de valores que façam referência ao valor fixado
para o imóvel, conforme art. 64 da IN n° 05/2018. [...]”
21
Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019): (...) g) Questiona-se se a SCGPU deveria consultar a
obrigatoriedade de registro de tais atividades (item 27) junto aos órgãos profissionais envolvidos; (...)
22
Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019): (...) h) Questiona-se qual entendimento deve ser
considerado e qual o embasamento para cada órgão da Administração Pública Direta adotar entendimentos diferentes com relação ao responsável
pelo pagamento de anuidade das respectivas entidades de classe.; (...)
23
Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019): (...) i) Questiona-se, também, qual a prerrogativa para a
anuidade de um servidor de uma carreira ser paga pela União e a de outra carreira com a mesma profissão - engenheiro - não ser; (...)
24
Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019): (...) j) Questiona-se se o entendimento do item 42 está
correto; (...)
25
Sequencial Sapiens n. 072 - Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019): “[...] “42. Entende-se que se há a obrigatoriedade de registro de
responsabilidade técnica e esta só pode ser registrada se o profissional estiver regular junto ao Conselho Profissional - CREA/UF ou CAU/UF, não
há motivo para tal controversa.”[...]”
k)-[26] Ante os entendimentos do Decor, qual o Visto tratar-se de nova interpretação jurídica,
tratamento a ser dado à regularização de ARTs e aplicam-se apenas prospectivamente o Parecer nº
RRTs de cargo-função autuados pelos conselhos 001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016) e o
profissionais por ausência de registro quando do Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018)
ingresso dos profissionais nos cargos a que se a partir da ciência de sua aprovação, conforme
refiram. disposto no inciso XIII do parágrafo único do art. 2º
da Lei nº 9.784/1999 c/c artigos 23 e 24 do Decreto-
Lei nº 4.657/1942.
l)-[27] Se o registro dos trabalhos técnicos se opera Dada a eficácia apenas prospectiva do Parecer nº
desde o Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018), a partir da
(30/05/2018) ou da Nota Jurídica n° ciência de sua aprovação, a orientação específica
066/2019/LFL/CGJRH/Conjur-MP/CGU/AGU para as dúvidas surgidas no âmbito de atuação do
(10/01/2019), e qual o tratamento a ser dado a consulente incumbe ao órgão consultivo de execução
eventuais autuações de conselhos profissionais. adstrito à sua Administração.

g) acerca da compreensão sustentada no Parecer n. 040/2020/Conjur-CGU/CGU/AGU (14/02/2020)-


[28], que postula exclusão das sujeições passivas à ART/RRT de atividades dinamizadas por exercício

de poder de polícia típico de atividades estatais afeiçoadas à descrição do parágrafo único do art. 78
do CTN, e que não se destinem como um fim em si a produzir obras ou serviços próprios de
engenheiros e arquitetos/urbanistas, mas sim a instrumentalizar processos/procedimentos afins àquele
poder, a Nota nº 042/2020/Decor-CGU/AGU (27/03/2020) preconiza que, em simetria aos
precedentes assinalados, ênfase à Decisão TCU nº 310/2002-Plenário (TC-004.293/2001-7), tal
análise se proceda caso a caso, à vista da legislação específica incidente, notadamente das normas
que regulem as carreiras envolvidas e o regime jurídico-legal de cada profissão enfocada;
h) quanto ao tema dos parágrafos 44 a 54 do Parecer nº 824/2019/Conjur-
PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (26/08/2020), versado à aplicação dos pareceres da AGU no
âmbito específico da regularização fundiária, inserido que está nas competências do Ministério da
Economia, adstringe-se à orientação da PGFN, a teor do art. 11 da Lei Complementar n. 73/1993, de
10/02/1993; e, por fim,
i) ante o impacto administrativo do atual regramento e do interesse dos conselhos profissionais no
tocante à exigência de RRT/ART no âmbito da Administração, aventa seja instada a Casa Civil da
Presidência da República a avaliar conveniência e oportunidade de proposição de regulação para
adequado tratamento normativo uniforme para o tema.
5- A tais fundamentos, acolho a Nota nº 042/2020/Decor-CGU/AGU (27/03/2020) e
proponho sua aprovação, do que ao final se deliberar cientificando-se os órgãos de execução da
CGU/AGU, ênfase à Consultoria Jurídica junto à Controladoria - Geral da União, e, adicionalmente,
a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e a Procuradoria-Geral Federal.
À apreciação de V. Exa.
Brasília, 30 de março de 2020.

Joaquim Modesto Pinto Júnior


Advogado da União
Coordenador da CAPS-Decor/CGU
26
Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019): (...) k) Com o novo posicionamento jurídico, questiona-se
como ficaria a regularização das ARTs e RRTs de cargo e função, caso os órgãos profissionais cobrem multas pela ausência de registro dos
profissionais ao ingressar nos respectivos cargos; (...)
27
Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019): (...) l) Questiona-se, também, a partir de que data os
trabalhos técnicos deveriam ter sido registrados, se desde a expedição do Parecer n° 30/2018/DECOR/CGU/AGU, ou seja, de 30/05/2018, ou a partir
da expedição da Nota Jurídica n° 00066/2019/LFL/CGJRH/CONJUR-MP/CGU/AGU, 10/01/2019. Assim como, como proceder caso os órgãos
profissionais cobrem multas por tais registros.
28
Sequencial Sapiens n. 102 - Parecer n. 040/2020/Conjur-CGU/CGU/AGU (14/02/2020)
ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO
CONSULTORIA-GERAL DA UNIÃO
DEPARTAMENTO DE COORDENAÇÃO E ORIENTAÇÃO DE ÓRGÃOS JURÍDICOS

Despacho nº 174/2020/Decor/CGU/AGU (30/03/2020)

Referência: 59400.002216/2014-53 (Conexo: 12440.000026/2015-42)


Interessado: SPU – Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da
União
Assunto: ART/RRT - Anotação e Registro de Responsabilidade Técnica

Sr. Diretor do Decor/CGU,

1 - V i a Despacho de Aprovação n º 1.726/2019/PGFN/AGU (30/08/2020)-[[1]], e em


atenção ao Parecer nº 824/2019/Conjur-PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (26/08/2020)-[[2]], insta- se
à CGU análise dos questionamentos da Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019)-[[3]], a respeito
da aplicação prática do Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018)-[[4]], que ante a tese de
repercussão geral firmada no julgamento do Recurso Extraordinário nº 838.284 (DJe de 22/09/17),
deu por prejudicadas exclusivamente as alíneas "c", "e", "f" e "g" das conclusões do Parecer nº
07/2015/CPLC/DEPCONSU/PGF/AGU (19/06/2015)-[[5]] da Câmara Permanente de Licitações e
Contratos do Departamento de Consultoria da Procuradoria-Geral Federal, vindo, na esteira do Parecer
nº 001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016)-[[6]], a manter entendimento pela obrigatoriedade de
Anotação ou Registro de Responsabilidade Técnica dos trabalhos produzidos por servidores públicos a
eles obrigados, e a sujeição passiva do ente público ao poder de polícia dos Conselhos Profissionais,
referentemente ao pagamento das taxas correspondentes.

2 - O Parecer nº 824/2019/CJ-PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (26/08/2020)-[[7]] insta a


CGU/AGU a certificar o “ posicionamento que efetivamente pretendeu consolidar sobre o assunto
analisado no Parecer nº 30/2018/DECOR/CGU/AGU e sobre os seus desdobramentos na realidade da
Administração Federal, suscitados de maneira pontual pela área técnica deste Ministério da Economia ”
(ementa, tópico III).

3 - Por impulso do Despacho nº 630/2019/Decor/CGU/AGU (18/09/2019)-


[[8]]
advieram à instrução: i) a Nota nº 2.484/2019/LFL/CGJRH/Conjur-PDG/PGFN/AGU
(24/09/2019) -[[9]]
, esclarecendo que a promoção busca aferir se a compreensão consultiva explicitada
nos parágrafos nº 44 a 54 do Parecer n. 824/2019/CJ-PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (26/08/2020)
conflitaria com a posição adotada pela CGU/AGU no Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018); e
ii) o Parecer nº 040/2020/Conjur-CGU/CGU/AGU (14/02/2020)-[[10]], ponderando que não obstante o
acerto do Parecer nº 001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016) quanto à obrigatoriedade de Anotação ou
Registro de Responsabilidade Técnica dos trabalhos afins produzidos por servidores públicos, a sujeição
passiva do ente público a que estes favoreçam restringe-se a atividades sujeitas ao poder de polícia dos
Conselhos Profissionais, excluídas atuações típicas de Estado, a exemplo de controle, fiscalização
ambiental, administração tributária, entre outras.

4- E extrai-se agora da Nota nº 042/2020/Decor-CGU/AGU (27/03/2020) que:

a) o Parecer nº 001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016) e o Parecer nº 30/2018/Decor-


CGU/AGU (30/05/2018) foram proferidos no exercício de restrita competência para solução e
uniformização de controvérsias entre órgãos consultivos vinculados à AGU, e estritamente acerca das
questões suscitadas do Parecer nº 1.024/2016/LFL/CGJRH/Conjur-MP/CGU/AGU (23/08/2016) -[[11]],
alinhado ao Parecer nº 07/2015/CPLC/DEPCONSU/PGF/AGU (19/06/2015) -[[12]] quanto à exigência de
RRT em razão de atividade exercida por servidor público arquiteto ou urbanista (parágrafo 26), mas
dele dissidente no tocante à necessidade de RRT e ART para todas as atividades de arquitetura e
urbanismo realizadas por servidores públicos, inclusive ocupantes de cargo ou função (parágrafo 27), e
à exigência de ART sem lei específica, a exemplo da Lei nº 8.629/1993 (parágrafo 23);

b) referentemente à dissidência acerca da (in)exigibilidade da ART sem lei específica,


enfrentaram-na os parágrafos 12 e seguintes do Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018), e a
respeito da Resolução nº 91, de 9/10/2014, como fundamento da desnecessidade de RRT para todas as
atividades de arquitetura e urbanismo realizadas por servidores, tem-se que ao adotar o Parecer nº
07/2015/CPLC/DEPCONSU/PGF/AGU (19/06/2015) a CGU/AGU implicitamente admitiu hipótese de RRT
Simples para atividades relacionadas ao exercício de cargo ou função técnica (art. 2º, VII, da Lei nº
12.378, de 31/12/2010), consoante inclusive expressamente reconhecido nos parágrafos 17 e seguintes
do Parecer nº 824/2019/CJ-PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (26/08/2020)-[[13]];
c) já quanto ao alcance do Parecer nº 001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016) e do Parecer
nº 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018) referentemente à (in)suficiência de uma única ART cargo-
função, conclui agora a Nota nº 042/2020/Decor-CGU/AGU (27/03/2020) ter razão a PGFN em que
tais opinativos sinalizam diversamente, no sentido do ART não se limitar ao exercício de cargo-função,
pois os pronunciamentos do Decor fundam-se no decidido no RE nº 838.284, que reconheceu a
constitucionalidade da taxa e a competência do Conselho Federal de Engenharia – Confea para
discipliná-la (§1º do art. 2º da Lei nº 6.496, de 07/12/1977), de modo a ser devida nas situações em que
disponha resolução específica daquele órgão, ressalvadas hipóteses de abuso ou ilegalidade;

d) logo, estando já solucionadas pelo Parecer nº 001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016) e


pelo Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018) as questões que então haviam sido efetivamente
objeto de divergência jurídica, em atenção ao que à época tinha-se por controverso, resulta que a
referidos opinativos circunscreve-se a consolidação estabelecida pela CGU/AGU no tema genérico,
faltando-lhe agora competência para pronunciar-se em específica demanda administrativa interna,
suscetível de análise diretamente pelo órgão consultivo local, à vista de tais pronunciamentos gerais;

e) sem embargo, entende a Nota nº 042/2020/Decor-CGU/AGU (27/03/2020) convir que


ao Parecer nº 001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016) e ao Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU
(30/05/2018) seja conferida a eficácia meramente prospectiva prevista no inciso XIII do parágrafo único
do art. 2º da Lei nº 9.784/1999 c/c artigos 23 e 24 do Decreto-Lei nº 4.657/1942, de modo a operarem
efeitos apenas a partir da ciência de sua aprovação;

f ) nesse contexto, a síntese dos questionamentos da Nota Técnica nº 9.742/2019-MP


(17/05/2019), reproduzidos no Parecer n. 824/2019/Conjur-PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (26/08/2020),
admitiria apenas as respostas a seguir também sintetizadas:

Síntese dos Questionamentos da Síntese das respostas ofertadas pela


Nota Técnica nº 9.742/2019-MP Nota nº 42/2020/Decor-CGU/AGU
(17/05/2019) (27/03/2020),

a)-[[14] ] Se a conclusão dos pareceres


Decor acerca da obrigatoriedade de Inexistindo transversalidade jurídica na
apresentação de responsabilidade técnica questão, a matéria não atrai competência
por servidores engenheiros, arquitetos ou do Decor/CGU e sujeita-se à avaliação do
urbanistas demanda imediata revisão da órgão consultivo de execução diretamente
norma administrativa sobre avaliação de adstrito ao consulente.
imóveis de propriedade ou interesse da
União.

b)-[[15] ] Visto nos normativos do CAU/BR Vide conclusões do Parecer nº


a RRT de cargo-função ser dissociada do 824/2019/CJ-PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU
exercício das atividades técnicas, se tal (26/08/2020), no que preconiza
seria diferente no registro de observância do regramento ínsito a cada
ART/CNFEA/CREA em condições Conselho Profissional, eventuais abusos
homólogas. devendo ser reportados às providências
dos órgãos jurídicos competentes.

Cabe ao consulente decidir sobre


c)-[[16] ] S e devem ser levadas para
interlocuções com o conselho profissional,
apreciação e manifestação do CAU/BR os
e em caso de sua contraposição à
entendimentos das alíneas "h" a "l"
orientação da AGU, atuar nos termos do
do Parecer n. 001/2016/Decor-CGU/AGU
item k do parágrafo 51 do Parecer nº
(13/01/2016)
07/2015/CPLC/DEPCONSU/PGF/AGU
(19/06/2015), adotado pelo Parecer n.
001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016)

Tópico não integrante dos


questionamentos submetidos à análise
quando do Parecer nº 001/2016/Decor-
d)-[[17] ] Que base de cálculo associar ao CGU/AGU (13/01/2016) e do Parecer nº
valor do contrato, para registro e 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018), e
cobrança de ART. suscetível de solução a partir do exame
da legislação de regência, sob orientação
do órgão consultivo de execução adstrito
ao consulente.

Tópico não integrante dos


e)-[[18] ] Acaso a base de cálculo do ART questionamentos submetidos à análise
associe-se a rendimento auferido pelo quando do Parecer nº 001/2016/Decor-
servidor executor do serviço, se poderia a CGU/AGU (13/01/2016) e do Parecer nº
taxa ser modulada em função do seu 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018), e
cargo e nível na carreira respectiva. suscetível de solução a partir do exame
da legislação de regência, sob orientação
do órgão consultivo de execução adstrito
ao consulente.

Tópico não integrante dos


questionamentos submetidos à análise
f)-[[19]] Se atraem ART/RRT os trabalhos quando do Parecer nº 001/2016/Decor-
técnicos referidos no parágrafo 27 da CGU/AGU (13/01/2016) e do Parecer nº
Nota Técnica nº 9.742/2019-MP 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018), e
suscetível de solução caso a caso, à vista
(17/05/2019)-[[20]]. da legislação de regularização fundiária,
sob orientação do órgão consultivo de
execução adstrito ao consulente, a teor
do art. 11 da Lei Complementar nº
73/1993, de 10/02/1993.

g)-[[21] ] Se deve a SCGPU consultar os Questão transcendente à análise


conselhos profissionais quanto à puramente jurídica, porquanto sujeita a
obrigatoriedade de registro das atividades juízo de conveniência e oportunidade do
referidas no parágrafo 27 da Nota consulente.
Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019).

h) -[[22] ] Qual seria o entendimento e Atuação caso a caso, em conformidade


embasamento para tratamentos distintos com a legislação específica que regule os
em relação à responsabilidade pelo direitos de cada carreira a ser
custeio da anuidade devida pelo servidor considerada.
à entidade de classe a que se filie.

i)-[[23] ] Fundamento para a União Atuação caso a caso, em conformidade


assumir apenas em relação a com a legislação específica que regule os
determinados servidores o ônus da direitos de cada carreira a ser
anuidade devida à sua entidade de classe. considerada.

Tópico não integrante dos


- questionamentos submetidos à análise
j) [[24] ]Se estaria correto o quando do Parecer nº 001/2016/Decor-
entendimento do item 42 d a Nota CGU/AGU (13/01/2016) e do Parecer nº
Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019) - 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018), e
[[25]]
. suscetível de solução a partir do exame
da legislação de regência da profissão e
da carreira do servidor, sob orientação do
órgão consultivo de execução adstrito ao
consulente.

Visto tratar-se de nova interpretação


k)-[[26]] Ante os entendimentos do Decor, jurídica, aplicam-se apenas
qual o tratamento a ser dado à prospectivamente o Parecer nº
regularização de ARTs e RRTs de cargo- 001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016) e
função autuados pelos conselhos o Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU
profissionais por ausência de registro (30/05/2018) a partir da ciência de sua
quando do ingresso dos profissionais nos aprovação, conforme disposto no inciso
cargos a que se refiram. XIII do parágrafo único do art. 2º da Lei nº
9.784/1999 c/c artigos 23 e 24 do
Decreto-Lei nº 4.657/1942.

l)-[[27]] Se o registro dos trabalhos Dada a eficácia apenas prospectiva do


técnicos se opera desde o Parecer nº Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU
30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018) ou (30/05/2018), a partir da ciência de sua
d a Nota Jurídica n° aprovação, a orientação específica para
066/2019/LFL/CGJRH/Conjur-MP/CGU/AGU as dúvidas surgidas no âmbito de atuação
(10/01/2019), e qual o tratamento a ser do consulente incumbe ao órgão
dado a eventuais autuações de conselhos consultivo de execução adstrito à sua
profissionais. Administração.

g) acerca da compreensão sustentada no Parecer n. 040/2020/Conjur-CGU/CGU/AGU


(14/02/2020)-[[28]], que postula exclusão das sujeições passivas à ART/RRT de atividades dinamizadas
por exercício de poder de polícia típico de atividades estatais afeiçoadas à descrição do parágrafo único
do art. 78 do CTN, e que não se destinem como um fim em si a produzir obras ou serviços próprios de
engenheiros e arquitetos/urbanistas, mas sim a instrumentalizar processos/procedimentos afins àquele
poder, a Nota nº 042/2020/Decor-CGU/AGU (27/03/2020) preconiza que, em simetria aos
precedentes assinalados, ênfase à Decisão TCU nº 310/2002-Plenário (TC-004.293/2001-7), tal análise se
proceda caso a caso, à vista da legislação específica incidente, notadamente das normas que regulem
as carreiras envolvidas e o regime jurídico-legal de cada profissão enfocada;

h ) quanto ao tema dos parágrafos 44 a 54 do Parecer nº 824/2019/Conjur-


PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (26/08/2020), versado à aplicação dos pareceres da AGU no âmbito
específico da regularização fundiária, inserido que está nas competências do Ministério da Economia,
adstringe-se à orientação da PGFN, a teor do art. 11 da Lei Complementar n. 73/1993, de 10/02/1993;
e, por fim,

i) ante o impacto administrativo do atual regramento e do interesse dos conselhos


profissionais no tocante à exigência de RRT/ART no âmbito da Administração, aventa seja instada a Casa
Civil da Presidência da República a avaliar conveniência e oportunidade de proposição de regulação
para adequado tratamento normativo uniforme para o tema.

5 - A tais fundamentos, acolho a Nota nº 042/2020/Decor-CGU/AGU (27/03/2020) e


proponho sua aprovação, do que ao final se deliberar cientificando-se os órgãos de execução da
CGU/AGU, ênfase à Consultoria Jurídica junto à Controladoria - Geral da União, e, adicionalmente, a
Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e a Procuradoria-Geral Federal.

À apreciação de V. Exa.
Brasília, 30 de março de 2020.

Joaquim Modesto Pinto Júnior


Advogado da União
Coordenador da CAPS-Decor/CGU

[1] Sequencial Sapiens n. 086 - Despacho de Aprovação n. 1726/2019/PGFN/AGU


(30/08/2020)

[2] Sequencial Sapiens n. 084 - Parecer n. 824/2019/Conjur-


PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (26/08/2020) – “EMENTA; I - Consulta especializada ao entendimento
firmado pela Consultoria-Geral da União através do Parecer nº 30/2018 / DECOR / CGU / AGU, que
ratificou o teor do Parecer nº 07/2015 / CPLC / DEPCONSU / PGF / AGU, elaborado pelos integrantes da
Câmara Permanente de Licitações e Contratos do Departamento de Consultoria da Procuradoria-Geral
Federal, com exceção das alíneas "c", "e", "f" e "g" constantes de sua conclusão. II - Apresentação, pela
Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União desta pasta, com dúvidas relacionadas
à aplicação prática consolidada pela Consultoria-Geral da União no Parecer nº 30/2018 / DECOR / CGU /
AGU, que não foram apreciadas em sua conclusão de maneira expressa pelo mencionado parecer. III -
Interpretação do conteúdo do Parecer nº 30/2018 / DECOR / CGU / AGU em conjunto com a legislação
correlata. Necessidade de submissão de ponderações tecidas neste parecer à análise da Consultoria-
Geral da União, órgão de direção superior da Advocacia-Geral da União que proferiu uma manifestação
na tela. IV - Sugerir uma abertura da tarefa à Consultoria Geral da União, via SAPIENS, oportunizando-a
se manifestar e certificar nos autos o posicionamento que efetivamente pretendeu consolidar sobre o
assunto analisado Parecer nº 30/2018 / DECOR / CGU / AGU e sobre os seus desdobramentos na
realidade da Administração Federal, suscitados de maneira pontual pela área técnica deste Ministério da
Economia. V - Recomenda-se, ademais, que seja dado conhecimento deste parecer à Coordenação Geral
de Assuntos Tributários da Procuradoria Geral Adjunta de Consultoria Tributária e Previdenciária, para
análise dos questionamentos feitos nas alíneas "d" e "e" da Nota Técnica nº 9742/2019-MP e outras
considerações que entender pertinentes, bem Como seja cientificada a Secretaria de Coordenação e
Governança do Patrimônio da União Desta Pasta.”

[3] Sequencial Sapiens n. 072 - Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019): “[...] a)


Questiona-se, tendo em vista a obrigatoriedade de apresentação de responsabilidade técnica em
decorrência da realização de trabalho técnico especializado por servidores públicos engenheiros,
arquitetos ou urbanistas constante no Parecer n° 30/2018/DECOR/CGU/AGU, de 30/05/2018, se há
necessidade de inserção de dispositivo trazendo tal menção em uma futura revisão da IN que dispõe
sobre as diretrizes de avaliação dos imóveis da União ou de seu interesse, ou se a inserção deva ocorrer
antes de uma futura revisão; b) Questiona-se o embasamento utilizado para que o registro de RRT/CAU
para cargo ou função seja diferente do registro de ART/CNFEA/CREA, uma vez que a RRT de cargo-
função é dissociada do exercício das atividades técnicas nos normativos do CAU/BR; c) Os
entendimentos das alínea "h" a "l" do Parecer nº 001/2016/DECOR/CGU/AGU devem ser levadas para
apreciação e manifestação do CAU/BR?; d) Para o registro de ART, questiona-se qual base deve ser
utilizada para o valor do contrato para a cobrança; e) Vislumbrando a possibilidade do valor de contrato
ser relacionado ao rendimento recebido por cada servidor, questiona-se se seria coerente a diferença de
valores de taxas de ART para cada cargos e nível na carreiras diferentes a executando o serviço técnico;
f) Questiona-se se os trabalhos técnicos citados no item 27 seriam passíveis de registro de ART/RRT; g)
Questiona-se se a SCGPU deveria consultar a obrigatoriedade de registro de tais atividades (item 27)
junto aos órgãos profissionais envolvidos; h) Questiona-se qual entendimento deve ser considerado e
qual o embasamento para cada órgão da Administração Pública Direta adotar entendimentos diferentes
com relação ao responsável pelo pagamento de anuidade das respectivas entidades de classe.; i)
Questiona-se, também, qual a prerrogativa para a anuidade de um servidor de uma carreira ser paga
pela União e a de outra carreira com a mesma profissão - engenheiro - não ser; j) Questiona-se se o
entendimento do item 42 está correto; k ) Com o novo posicionamento jurídico, questiona-se como
ficaria a regularização das ARTs e RRTs de cargo e função, caso os órgãos profissionais cobrem multas
pela ausência de registro dos profissionais ao ingressar nos respectivos cargos. l) Questiona-se,
também, a partir de que data os trabalhos técnicos deveriam ter sido registrados, se desde a expedição
do Parecer n° 30/2018/DECOR/CGU/AGU, ou seja, de 30/05/2018, ou a partir da expedição da Nota
Jurídica n° 00066/2019/LFL/CGJRH/CONJUR-MP/CGU/AGU, 10/01/2019. Assim como, como proceder
caso os órgãos profissionais cobrem multas por tais registros. [...]”

[4] Sequencial Sapiens n. 059 - Parecer nº 30/2018/Decor-CGU/AGU (30/05/2018) –


“EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA (ART).
REGISTRO. TAXA. PAGAMENTO. OBRIGATORIEDADE. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REPERCUSSÃO
GERAL. CONSTITUCIONALIDADE. I. Diante da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em sede
de repercussão geral no Recurso Extraordinário nº 838.284, publicada no DJe de 22.09.17, que declara a
constitucionalidade da cobrança da ART, impõe-se a revogação das alíneas "c", "e", "f" e "g" constantes
da conclusão do Parecer nº 001/2016/DECOR/CGU/AGU, aprovado pelo Consultor-Geral da União em 20
de julho de 2016. II - Todos os trabalhos técnicos que demandem registro de responsabilidade técnica
produzidos por servidores públicos estão obrigados ao registro da Anotação de Responsabilidade
Técnica - ART ou Registro de Responsabilidade Técnica - RRT, conforme se trate de engenheiro,
arquiteto ou urbanista; III - O ente público produtor do trabalho técnico especializado é o sujeito passivo
das taxas referentes à ART, decorrente do exercício do poder de polícia do CREA.”

[5] Sequencial Sapiens n. 024 - Parecer nº 07/2015/CPLC/DEPCONSU/PGF/AGU


(19/06/2015) – “EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. ART E RRT. Todos os trabalhos técnicos que
demandem registro de responsabilidade técnica produzidos por servidores públicos estão obrigados ao
registro da Anotação de Responsabilidade Técnica - ART ou Registro de Responsabilidade Técnica - RRT
conforme se trate de engenheiro ou de arquiteto ou urbanista. II - O ente público produtor do trabalho
técnico especializado é o sujeito passivo das taxas referentes à ART, decorrente do exercício do poder de
polícia do CREA, e das taxas referentes ao RRT, em razão do exercício do poder de polícia do CAU; III -
Por ter violado o princípio da estrita legalidade tributária, é inconstitucional o recolhimento da taxa
referente à Anotação de Responsabilidade Técnica, de modo que o seu pagamento não deve ser
efetuado; IV- Não há inconstitucionalidade no pagamento da taxa relativa ao Registro de
Responsabilidade Técnica; V - Deve ser requerido ao CREA o cadastro da ART sem efetuar o pagamento
da taxa correspondente; VI - Na hipótese do CREA recusar o registro da ART sem o recolhimento da taxa,
cabe à Procuradoria Federal competente buscar o provimento judicial para assegurar o reconhecimento
da inexigibilidade da exação; VII - Não deferida a tutela de urgência, será possível efetuar o
recolhimento da taxa da ART, devendo ser buscada a repetição (do) indébito; VIII - A cobrança de RRT
deve ocorrer uma única vez por servidor, tendo em vista que a hipótese de incidência -desempenho de
cargo e função técnica, elencada no inciso VII do art.2º da Lei nº 12.378/2010, contempla todas as
hipóteses de incidência discriminadas nos demais incisos do citado diploma legal, de modo a evitar-se a
ocorrência do bis in idem na cobrança da exação; IX - Será devido o recolhimento de nova taxa de RRT,
apenas na hipótese do servidor vier a ocupar outro cargo ou funçâo na administração; X - Todas as
atividades desempenhadas no exercício do cargo-função devem ser registradas no RRT - desempenho
de cargo ou função técnica; XI - Deve a Procuradoria Federal competente propor as medidas judiciais
cabíveis na hipótese do CAU recusar-se a registrar todas as atividades desempenhadas no exercício do
cargo no RRT - desempenho de cargo e função técnica; XII - Não deferida a tutela de urgência, será
possível efetuar o recolhimento das taxas de RRT, devendo ser buscada a repetição de indébito. XIII -
Não é devido o pagamento da anuidade do conselho de fiscalização profissional pela Administração
Pública referente ao servidor público integrante dos seus quadros; XIV - Por não incidir no caso o
disposto nos arts. 2º e 3º, 1º, I da portaria PGF nº 424, de 2013, deve ser aplicado imediatamente o
entendimento jurídico constante do presente parecer pelos órgãos de execução da PGF, após a
aprovação do Senhor Procurador-Geral Federal.”

[6] Sequencial Sapiens n. 030 - Parecer n. 001/2016/Decor-CGU/AGU (13/01/2016) –


“EMENTA: TRABALHOS TÉCNICOS QUE DEMANDEM REGISTRO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA
PRODUZIDOS POR SERVIDORES PÚBLICOS ESTÃO OBRIGADOS AO REGISTRO DA ANOTAÇÃO DE
RESPONSABILIDADE TÉCNICA - ART OU REGISTRO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA - RRT, CONFORME
SE TRATE DE ENGENHEIRO, ARQUITETO OU URBANISTA.”

[7] Sequencial Sapiens n. 084 - Parecer n. 824/2019/Conjur-


PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (26/08/2020)

[8] Sequencial Sapiens n. 090 - Despacho n. 630/2019/Decor/CGU/AGU (18/09/2019)

[9] Sequencial Sapiens n. 096 - Nota n. 2.484/2019/LFL/CGJRH/Conjur-PDG/PGFN/AGU


(24/09/2019)

[10]Sequencial Sapiens n. 102 - Parecer n. 040/2020/Conjur-CGU/CGU/AGU


(14/02/2020) – “EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE
TÉCNICA (ART). REGISTRO. TAXA. PAGAMENTO. OBRIGATORIEDADE. UNIÃO COMO SUJEITO PASSIVO DA
TAXA QUANDO PRODUTORA DE TRABALHOS TÉCNICOS SUJEITOS A ART. SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. REPERCUSSÃO GERAL. CONSTITUCIONALIDADE.”
[11] Sequencial Sapiens n. 041 - Parecer n. 1.024/2016/LFL/CGJRH/Conur-MP/CGU/AGU
(23/08/2016) - “EMENTA: I - Pedido de avaliação da necessidade de adequação da Instrução
Normativa SPU nº 01, de 02 de dezembro de 2014, à legislação vigente. II - Divergência de
entendimento entre a Câmara Permanente de Licitações e Contratos do Departamento de Consultoria da
Procuradoria-Geral Federal e esta Consultoria Jurídica a respeito da exigência de cadastro da Anotação
de Responsabilidade Técnica - ART - para os trabalhos de engenharia prestados por servidores públicos
no desempenho de suas funções, bem como acerca da necessidade de vinculação de todas as
atividades de arquitetura e urbanismo realizadas por servidores públicos ao Registro de
Responsabilidade Técnica - RRT - de cargo ou função. III - Imprescindibilidade de análise uniformizadora
da matéria por parte do Departamento de Coordenação e Orientação de Órgãos Jurídicos da Consultoria-
Geral da União - DECOR/CGU/AGU - antes de se efetuar a alteração proposta no texto da Instrução
Normativa SPU nº 01, de 02 de dezembro de 2014. IV - Sugere-se a abertura de tarefa de ciência à
Consultoria-Geral da União, oportunizando-se que uniformize a jurisprudência administrativa, bem como
seja dado conhecimento do teor deste opinativo à Secretaria de Patrimônio da União, órgão ao qual se
recomenda não modificar o teor da IN SPU nº 01, de 02 de dezembro de 2014, até que a CGU/AGU se
pronuncie definitivamente nos autos.”

[12] Sequencial Sapiens n. 024 - Parecer nº 07/2015/CPLC/DEPCONSU/PGF/AGU


(19/06/2015)

[13] Sequencial Sapiens n. 084 - Parecer n. 824/2019/Conjur-


PDG/CGJRH/CGJPU/PGFN/AGU (26/08/2020)

[14] Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP


(17/05/2019): a) Questiona-se, tendo em vista a obrigatoriedade de apresentação de responsabilidade
técnica em decorrência da realização de trabalho técnico especializado por servidores públicos
engenheiros, arquitetos ou urbanistas constante no Parecer n° 30/2018/DECOR/CGU/AGU, de
30/05/2018, se há necessidade de inserção de dispositivo trazendo tal menção em uma futura revisão
da IN que dispõe sobre as diretrizes de avaliação dos imóveis da União ou de seu interesse, ou se a
inserção deva ocorrer antes de uma futura revisão; (...)

[15] Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP


(17/05/2019): (...) b) Questiona-se o embasamento utilizado para que o registro de RRT/CAU para cargo
ou função seja diferente do registro de ART/CNFEA/CREA, uma vez que a RRT de cargo-função é
dissociada do exercício das atividades técnicas nos normativos do CAU/BR; (...)

[16] Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP


(17/05/2019): (...) c) Os entendimentos das alínea "h" a "l" do Parecer nº 001/2016/DECOR/CGU/AGU
devem ser levadas para apreciação e manifestação do CAU/BR?; (...)

[17] Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP


(17/05/2019): (...) d) Para o registro de ART, questiona-se qual base deve ser utilizada para o valor do
contrato para a cobrança; (...)

[18] Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP


(17/05/2019): (...) e) Vislumbrando a possibilidade do valor de contrato ser relacionado ao rendimento
recebido por cada servidor, questiona-se se seria coerente a diferença de valores de taxas de ART para
cada cargos e nível na carreiras diferentes a executando o serviço técnico; (...)

[19] Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP


(17/05/2019): (...) f) Questiona-se se os trabalhos técnicos citados no item 27 seriam passíveis de
registro de ART/RRT; (...)

[20] Sequencial Sapiens n. 072 - Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019): “[...] 27.
Para a área específica de avaliação de imóveis da SCGPU, pode-se citar alguns trabalhos técnicos que
poderiam demandar registro de responsabilidade técnica, além da elaboração de laudo de avaliação,
sendo eles: a) elaboração de Relatório de Valor de Referência - modalidade de avaliação individual de
imóvel realizada para imóveis da União, conforme art. 14 da IN n° 05/2018; b) homologação de laudos
de avaliação realizados por terceiros para imóveis da União ou de seu interesse, conforme parágrafo
único do art. 7° e art. 67 da IN n° 05/2018; c) revalidações de laudos - necessitam ser devidamente
fundamentadas e justificadas por meio de nota técnica elaborada por profissional habilitado, conforme §
2° do art. 31 da IN n° 05/2018; d) análises e inserções das Plantas de Valores Genéricos - PVG dos
Municípios nos sistemas corporativos da SPU para fins de definição do valor de domínio pleno dos
imóveis da União, conforme art. 62 da IN n° 05/2018; e) análise e inserção da Planilha Referencial de
Preços de Terrenos - PRR sistemas corporativos da SPU para fins de definição do valor de domínio pleno
dos imóveis da União; f) análise de pedidos de revisão de valores que façam referência ao valor fixado
para o imóvel, conforme art. 64 da IN n° 05/2018. [...]”

[21] Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP


(17/05/2019): (...) g) Questiona-se se a SCGPU deveria consultar a obrigatoriedade de registro de tais
atividades (item 27) junto aos órgãos profissionais envolvidos; (...)

[22] Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP


(17/05/2019): (...) h) Questiona-se qual entendimento deve ser considerado e qual o embasamento
para cada órgão da Administração Pública Direta adotar entendimentos diferentes com relação ao
responsável pelo pagamento de anuidade das respectivas entidades de classe.; (...)

[23] Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP


(17/05/2019): (...) i) Questiona-se, também, qual a prerrogativa para a anuidade de um servidor de
uma carreira ser paga pela União e a de outra carreira com a mesma profissão - engenheiro - não ser;
(...)

[24] Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP


(17/05/2019): (...) j) Questiona-se se o entendimento do item 42 está correto; (...)

[25] Sequencial Sapiens n. 072 - Nota Técnica nº 9.742/2019-MP (17/05/2019): “[...]


“42. Entende-se que se há a obrigatoriedade de registro de responsabilidade técnica e esta só pode ser
registrada se o profissional estiver regular junto ao Conselho Profissional - CREA/UF ou CAU/UF, não há
motivo para tal controversa.”[...]”

[26] Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP


(17/05/2019): (...) k ) Com o novo posicionamento jurídico, questiona-se como ficaria a regularização
das ARTs e RRTs de cargo e função, caso os órgãos profissionais cobrem multas pela ausência de
registro dos profissionais ao ingressar nos respectivos cargos; (...)

[27] Redação original do quesito, conforme Nota Técnica nº 9.742/2019-MP


(17/05/2019): (...) l) Questiona-se, também, a partir de que data os trabalhos técnicos deveriam ter
sido registrados, se desde a expedição do Parecer n° 30/2018/DECOR/CGU/AGU, ou seja, de 30/05/2018,
ou a partir da expedição da Nota Jurídica n° 00066/2019/LFL/CGJRH/CONJUR-MP/CGU/AGU, 10/01/2019.
Assim como, como proceder caso os órgãos profissionais cobrem multas por tais registros.

[28] Sequencial Sapiens n. 102 - Parecer n. 040/2020/Conjur-CGU/CGU/AGU


(14/02/2020)

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DESPACHO n. 00419/2020/GAB/CGU/AGU

NUP: 59400.002216/2014-53
INTERESSADA: Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da
União
ASSUNTO: ART/RRT - Anotação e Registro de Responsabilidade Técnica

1. Aprovo a Nota nº 42/2020/DECOR/CGU/AGU, nos termos do Despacho nº


174/2020/DECOR/CGU/AGU e do Despacho nº 249/2020/DECOR/CGU/AGU.

2. Cientifique-se a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a Procuradoria-Geral Federal, as


Consultorias Jurídicas junto aos Ministérios e órgãos assemelhados, as Consultorias Jurídicas da União
nos Estados e no município de São José dos Campos e o DEINF/CGU.

Brasília, 13 de maio de 2020.

(assinado eletronicamente)
ARTHUR CERQUEIRA VALÉRIO
Advogado da União
Consultor-Geral da União

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CONSULTORIA-GERAL DA UNIÃO
CONSULTORIA JURÍDICA ADJUNTA DO COMANDO DA AERONÁUTICA
GABINETE

DESPACHO n. 00469/2020/COJAER/CGU/AGU

NUP: 59400.002216/2014-53
INTERESSADOS: AGENCIA NACIONAL DE AGUAS - ANA E OUTROS
ASSUNTOS: INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA

1. Ciente da Nota nº 00042/2020/DECOR/CGU/AGU, de 27/03/2020 (seq. 106), e respectivos


despachos de aprovação (seqs. 106 e 109).

2. A Consultoria-Geral da União entendeu que o tema em discussão já restou dirimido por meio
do PARECER Nº 30/2018/DECOR/CGU/AGU (seq. 59), que assim restou ementado:
EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ANOTAÇÃO DE
RESPONSABILIDADE TÉCNICA (ART). REGISTRO. TAXA. PAGAMENTO.
OBRIGATORIEDADE. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REPERCUSSÃO GERAL.
CONSTITUCIONALIDADE.
1. Diante da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em sede de repercussão geral
no Recurso Extraordinário nº 838.284, publicada no DJe de 22.09.17, que declara a
constitucionalidade da cobrança da ART, impõe-se a revogação das alíneas "c", "e", "f" e "g"
constantes da conclusão do Parecer nº 001/2016/DECOR/CGU/AGU, aprovado pelo
Consultor-Geral da União em 20 de julho de 2016.
II - Todos os trabalhos técnicos que demandem registro de responsabilidade técnica
produzidos por servidores públicos estão obrigados ao registro da Anotação de
Responsabilidade Técnica - ART ou Registro de Responsabilidade Técnica - RRT, conforme
se trate de engenheiro, arquiteto ou urbanista;
III - O ente público produtor do trabalho técnico especializado é o sujeito passivo das taxas
referentes à ART, decorrente do exercício do poder de polícia do CREA.

3. À Assessoria deste Gabinete para, a propósito da nota e despachos mencionados no item 1


supra, bem do parecer (seq. 59):
a) dar ciência ao GABAER e à SEFA, a fim de avaliarem a difusão às demais OMs do
COMAER;
b) dar ciência à equipe jurídica da COJAER; e
c) introduzir na pasta MJR, possível o compartilhamento futuro com as AJs.

4. Brasília, 18 de maio de 2020.

CÁSSIO CAVALCANTE ANDRADE


ADVOGADO DA UNIÃO - SIAPE 1332217
CONSULTOR JURÍDICO - ADJUNTO

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