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ABNT/CB-002

PROJETO ABNT NBR 16868-1


FEV 2020

Alvenaria estrutural —
Parte 1: Projeto

APRESENTAÇÃO

1) Este Projeto foi elaborado pela Comissão de Estudo de Alvenaria Estrutural


(CE-002:123.010) do Comitê Brasileiro da Construção Civil (ABNT/CB-002), com número de
Projeto em Consulta Nacional

Texto-Base 002:123.010-001/1, nas reuniões de:

15.09.2017 10.10.2017 23.10.2017


24.11.2017 05.12.2017 02.02.2018

a) é previsto para cancelar e substituir a(s) ABNT NBR 15812-1:2010 e


ABNT NBR 15961-1:2011, quando aprovado, sendo que nesse ínterim a referida norma
continua em vigor;

b) não tem valor normativo;

2) Aqueles que tiverem conhecimento de qualquer direito de patente devem apresentar esta
informação em seus comentários, com documentação comprobatória;

3) Analista ABNT – Michelly Oliveira.

_____________
© ABNT 2020

Todos os direitos reservados. Salvo disposição em contrário, nenhuma parte desta publicação pode ser modificada
ou utilizada de outra forma que altere seu conteúdo. Esta publicação não é um documento normativo e tem
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PROJETO ABNT NBR 16868-1
FEV 2020

Alvenaria estrutural —
Parte 1: Projeto

Structural masonry —
Part 1: Design

Prefácio
Projeto em Consulta Nacional

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto da
normalização.

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 2.

A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos
de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT a
qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).

Os Documentos Técnicos ABNT, assim como as Normas Internacionais (ISO e IEC), são voluntários e
não incluem requisitos contratuais, legais ou estatutários. Os Documentos Técnicos ABNT não
substituem Leis, Decretos ou Regulamentos, aos quais os usuários devem atender, tendo precedência
sobre qualquer Documento Técnico ABNT.

Ressalta-se que os Documentos Técnicos ABNT podem ser objeto de citação em Regulamentos
Técnicos. Nestes casos, os órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar as
datas para exigência dos requisitos de quaisquer Documentos Técnicos ABNT.

A ABNT NBR 16868-1 foi elaborada no Comitê Brasileiro da Construção Civil (ABNT/CB-002), pela
Comissão de Estudo de Alvenaria Estrutural (CE-002:123.010) em conjunto com o Comitê Brasileiro de
Cerâmica Vermelha (ABNT/CB-179). O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº XX, de
XX.XX.XXXX a XX.XX.XXXX.

A ABNT NBR 16868, sob o título geral "Alvenaria estrutural", tem previsão de conter as seguintes
partes:

⎯ Parte 1: Projeto;

⎯ Parte 2: Execução e controle de obras;

⎯ Parte 3: Métodos de ensaio;

⎯ Parte 4: Estrutura em situação de incêndio;

⎯ Parte 5: Projeto para ações sísmicas.

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O Escopo em inglês da ABNT NBR 16868-1 é o seguinte:

Scope
This Part of ABNT NBR 16868 establishes the requirements to the design of masonry structures.

This Part of ABNT NBR 16868 also applies to the analysis of structural elements of masonry inserted
into other structural systems.

This Part of ABNT NBR 16868 does not include requirements to avoid limit states generated by actions
such as earthquakes, impacts, explosions and fire.
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This Standard applies only to clay block and brick masonry and concrete block masonry.

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Alvenaria estrutural —
Parte 1: Projeto

1 Escopo
Esta Parte da ABNT NBR 16868 estabelece os requisitos para o projeto de estruturas de alvenaria.

Esta Parte da ABNT NBR 16868 também se aplica à análise do desempenho estrutural de elementos
de alvenaria inseridos em outros sistemas estruturais.
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Esta Parte da ABNT NBR 16868 não inclui requisitos para evitar estados-limite gerados por ações como
sismos, impactos, explosões e fogo.

Esta Norma só é aplicável à alvenaria de blocos e tijolos cerâmicos e de blocos de concreto.

2 Referências normativas
Os documentos a seguir são citados no texto de tal forma que seus conteúdos, totais ou parciais,
constituem requisitos para este Documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições
citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento
(incluindo emendas).

ABNT NBR 5738, Concreto — Procedimento para moldagem e cura de corpos de prova

ABNT NBR 5739, Concreto — Ensaio de compressão de corpos de prova cilíndricos

ABNT NBR 6118, Projeto de estruturas de concreto — Procedimento

ABNT NBR 6120, Cargas para o cálculo de estruturas de edificações

ABNT NBR 6123, Forças devidas ao vento em edificações

ABNT NBR 6136, Blocos vazados de concreto simples para alvenaria — Requisitos

ABNT NBR 7480, Aço destinado a armaduras para estruturas de concreto armado — Especificação

ABNT NBR 8681:2003 Versão Corrigida:2004, Ações e segurança nas estruturas — Procedimento

ABNT NBR 13279, Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos — Determinação
da resistência à tração na flexão e à compressão

ABNT NBR 13281, Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos — Requisitos

ABNT NBR 15270-1, Componentes cerâmicos — Blocos e tijolos para alvenaria — Parte 1: Requisitos

ABNT NBR 16868-2, Alvenaria estrutural — Parte 2: Execução e controle de obras

ABNT NBR 16868-3, Alvenaria estrutural — Parte 3: Métodos de ensaio

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3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições.

3.1
amarração direta de paredes
padrão de ligação de paredes por intertravamento de blocos ou tijolos, respeitando a superposição em
toda a espessura

NOTA 1 O comprimento de superposição tem no mínimo 9 cm e no mínimo 1/4 do comprimento dos blocos ou
tijolos.
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NOTA 2 A amarração direta de paredes é obtida com a interpenetração alternada de 50 % das fiadas de uma
parede na outra ao longo das interfaces comuns.

3.2
amarração direta no plano da parede
padrão de distribuição dos blocos ou tijolos no plano da parede, no qual as juntas verticais se defasam
em no mínimo 9 cm e no mínimo 1/4 do comprimento dos blocos ou tijolos

3.3
amarração indireta de paredes
padrão de ligação de paredes com junta vertical a prumo, em que o plano da interface comum é
atravessado por armaduras normalmente constituídas por grampos metálicos devidamente ancorados
em furos verticais adjacentes grauteados ou por telas metálicas ancoradas em juntas de assentamento

3.4
área bruta
área de um componente ou elemento, considerando-se as suas dimensões externas e desprezando-se
a existência dos furos e vazados

3.5
área efetiva
parte da área líquida de um componente ou elemento, sobre a qual efetivamente é disposta a
argamassa adicionada à área grauteada

3.6
área líquida
área de um componente ou elemento, com desconto das áreas dos furos e vazados

3.7
bloco
componente básico da alvenaria com altura maior ou igual a 115 mm, podendo ser vazado, perfurado
ou maciço

3.8
cinta
elemento estrutural apoiado continuamente na parede, ligado ou não às lajes, vergas ou contravergas

3.9
componente
menor parte constituinte dos elementos da estrutura

NOTA Os principais componentes são: bloco ou tijolo, junta de argamassa, graute e armadura.
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3.10
contraverga
elemento estrutural colocado sob o vão de abertura, com a função de redução de fissuração nos seus
cantos

3.11
coxim
elemento estrutural não contínuo, apoiado na parede, para distribuir cargas concentradas

3.12
elemento
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parte da estrutura suficientemente elaborada, constituída da reunião de dois ou mais componentes

3.13
elemento de alvenaria armado
elemento de alvenaria no qual são utilizadas armaduras passivas que são necessárias para resistir aos
esforços solicitantes

3.14
elemento de alvenaria não armado
elemento de alvenaria no qual não há armadura dimensionada para resistir aos esforços solicitantes

3.15
elemento de alvenaria protendido
elemento de alvenaria no qual são utilizadas armaduras ativas

3.16
enrijecedor
elemento vinculado a uma parede estrutural, com a finalidade de produzir um enrijecimento na direção
perpendicular ao seu plano

3.17
excentricidade
distância entre o eixo de um elemento estrutural e a resultante de uma determinada ação que atue
sobre ele

3.18
flange
comprimento de trecho de alvenaria, fora do plano da seção, considerado para aumento de rigidez da
seção transversal (ver Figura 5)

3.19
graute
material cimentício fluido, utilizado para preenchimento de espaços vazios da alvenaria, com a
finalidade de solidarizar armaduras à alvenaria ou aumentar a sua capacidade resistente

3.20
junta de argamassa
componente utilizado na ligação dos blocos ou dos tijolos

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3.21
junta não amarrada no plano da parede
padrão de distribuição de blocos ou tijolos no plano no qual as juntas verticais se defasam menos que 9
cm e menos 1/4 do comprimento dos blocos ou tijolos

NOTA Usualmente as juntas verticais são alinhadas a prumo nessa configuração.

3.22
parede
elemento laminar que resista predominantemente a cargas de compressão e cuja maior dimensão da
seção transversal exceda cinco vezes a menor dimensão
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3.23
parede estrutural
toda parede admitida como participante da estrutura

3.24
parede não estrutural
toda parede não admitida como participante da estrutura

3.25
pequena parede
corpo de prova que tenha no mínimo um comprimento equivalente a dois blocos ou dois tijolos e altura
equivalente a cinco vezes a espessura do bloco ou tijolo, e não inferior a 70 cm

3.26
pilar
elemento linear que resiste predominantemente a cargas de compressão e cuja maior dimensão da
seção transversal não excede cinco vezes a menor dimensão

NOTA Excluem-se desta definição os trechos entre janelas com altura até 160 cm.

3.27
prisma
corpo de prova obtido pela superposição de blocos ou tijolos unidos por junta de argamassa

3.28
prisma cheio
prisma de blocos vazados ou perfurados, preenchido por grauteamento

3.29
prisma oco
prisma de blocos vazados ou perfurados, sem grauteamento

3.30
tijolo
componente básico da alvenaria com altura menor que 115 mm, podendo ser perfurado ou maciço

3.31
verga
viga alojada sobre abertura de porta ou janela,com a função exclusiva de transmissão de cargas
verticais para os apoios adjacentes à abertura

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3.32
viga
elemento linear que resiste predominantemente à flexão e cujo vão seja maior ou igual a três vezes a
altura da seção transversal

4 Símbolos e abreviaturas
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes símbolos e abreviaturas:

4.1 Letras minúsculas


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a distância ou dimensão
b largura
bf comprimento efetivo do flange
bm largura da mesa de uma seção T
d altura útil
e excentricidade
ex excentricidade resultante do plano de flexão
fs tensão normal da armadura longitudinal
fsw tensão normal da armadura transversal
fd resistência à compressão simples de cálculo da alvenaria
fk resistência característica à compressão simples da alvenaria
fpd tensão nominal no cabo de protensão
fpk resistência característica de compressão simples do prisma
fppk resistência característica de compressão simples da pequena parede
ftk resistência característica de tração na flexão
ftd resistência de cálculo de tração na flexão
fvk resistência característica ao cisalhamento
fvd resistência de cálculo ao cisalhamento da alvenaria
fyd resistência de cálculo de escoamento da armadura
h altura
he altura efetiva
j coeficiente para permitir transformação de flexão oblíqua em flexão reta
ka coeficiente de dilatação térmica da alvenaria
ks coeficiente de dilatação térmica do aço
ℓ vão ou comprimento ou espaçamento
ℓe vão efetivo
p dimensão da seção transversal na direção perpendicular ao eixo x
q dimensão da seção transversal na direção perpendicular ao eixo y

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s espaçamento das barras da armadura transversal


t espessura
te espessura efetiva
x altura da linha neutra
y profundidade da região de compressão uniforme
z braço da alavanca

4.2 Letras maiúsculas


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A área bruta da seção transversal


As área da seção transversal da armadura longitudinal de tração
A's área da seção transversal da armadura longitudinal de compressão
Asw área da seção transversal da armadura de cisalhamento
As1 área da seção transversal da armadura comprimida na face de maior compressão
As2 área da seção transversal da armadura na face oposta à de maior compressão
Ap área da seção transversal dos cabos de protensão
C fluência específica
E módulo de elasticidade
Ea módulo de elasticidade da alvenaria
Ep módulo de elasticidade do aço do cabo de protensão
Fc resultante das forças de compressão na alvenaria
Fd valor de cálculo de uma ação
Fs resultante das forças axiais na armadura tracionada
Fs ' resultante das forças axiais na armadura comprimida
Fgk valor característico das ações permanentes
Fk valor característico de uma ação
Fqi,k valor característico da ação variável i
H altura
ITD indicador de tração direta
K fator majorador da resistência de compressão na flexão da alvenaria
L vão ou comprimento
MRd momento fletor resistente de cálculo
Mx momento fletor em torno do eixo x
My momento fletor em torno do eixo y
M'x momento fletor efetivo em torno do eixo x
M'y momento fletor efetivo em torno do eixo y

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M2d momento fletor de cálculo de 2ª ordem


Nrd força normal resistente de cálculo
R coeficiente redutor devido à esbeltez
Rd esforço resistente de cálculo
Sd esforço solicitante de cálculo
Va força cortante absorvida pela alvenaria
Vd força cortante de cálculo
W módulo de resistência de flexão
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4.3 Letras gregas

αe razão entre os módulos de elasticidade do aço e da alvenaria


δ coeficiente auxiliar para cálculo de espessura efetiva
ΔT variação da temperatura
Δσ variação média da tensão de protensão
εs deformação na armadura tracionada
εc deformação máxima na alvenaria comprimida
Φ diâmetro
γg coeficiente de ponderação das ações permanentes
γq coeficiente de ponderação das ações variáveis
γm coeficiente de ponderação das resistências
λ índice de esbeltez
ψo coeficiente para redução de ações variáveis
ρ taxa geométrica de armadura longitudinal
σ tensão normal
σt tensão normal de tração
σc tensão normal de compressão
τ tensão de cisalhamento
τvd tensão de cálculo convencional de cisalhamento
θ rotação
θa ângulo de desaprumo

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5 Requisitos
5.1 Qualidade da estrutura
A solução estrutural adotada em projeto deve atender aos requisitos de qualidade estabelecidos
relativos à capacidade resistente, ao desempenho em serviço e à durabilidade da estrutura, conforme
5.1.1 a 5.1.3.

5.1.1 Capacidade resistente

O projeto deve ser consiste basicamente na segurança à ruptura.


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5.1.2 Desempenho em serviço

A estrutura não pode apresentar danos que comprometam em parte ou totalmente o uso para o qual foi
projetada e deve ter capacidade de manter-se em condições plenas de utilização durante sua vida útil.

5.1.3 Durabilidade da estrutura

A estrutura deve ter capacidade de resistir às influências ambientais previstas e definidas em conjunto
pelo projetista estrutural e pelo contratante, no início dos trabalhos de elaboração do projeto.

5.2 Qualidade do projeto


O projeto de uma estrutura de alvenaria deve ser elaborado, adotando-se:

a) sistema estrutural adequado à função desejada para a edificação;

b) ações compatíveis e representativas;

c) dimensionamento e verificação de todos os elementos estruturais presentes;

d) especificação de materiais apropriados e de acordo com os dimensionamentos efetuados;

e) procedimentos de controle para projeto.

5.3 Documentação do projeto


O projeto de estrutura de alvenaria deve ser constituído por desenhos técnicos e especificações. Esses
documentos devem conter todas as informações necessárias à execução da estrutura de acordo com
os critérios adotados, conforme descrito em 5.3.1 e 5.3.2.

5.3.1 Desenhos técnicos

O projeto deve apresentar desenhos técnicos contendo as plantas das fiadas diferenciadas, exceto na
altura das aberturas, e as elevações de todas as paredes. Em casos especiais de elementos longos
repetitivos (como muros, por exemplo), plantas e elevações podem ser representadas parcialmente.
Devem ser apresentados, sempre que presentes:

a) posicionamento dos blocos ou tijolos especiais;

b) detalhes de amarração das paredes;

c) localização dos pontos grauteados e armaduras;

d) posicionamento das juntas de controle e de dilatação.


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5.3.2 Especificações

As especificações de projeto devem conter as resistências características à compressão dos prismas e


dos grautes, as faixas de resistência média à compressão (ou as classes conforme a ABNT NBR
13281) das argamassas, assim como a categoria, classe e bitola dos aços a serem adotados. Também
podem ser apresentados os valores de resistência sugeridos para os blocos ou tijolos, de forma que as
resistências de prisma especificadas sejam atingidas.

O plano de controle da qualidade da obra deve seguir a ABNT NBR 16868-2.

5.4 Avaliação da conformidade do projeto


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5.4.1 Entende-se por avaliação de conformidade do projeto de estruturas de alvenaria a verificação e


a análise crítica do projeto, realizadas com o objetivo de avaliar se o projeto atende aos requisitos
aplicáveis.

5.4.2 A avaliação da conformidade do projeto de estruturas de alvenaria deve contemplar, entre


outras, as seguintes atividades (integral ou parcialmente):

a) verificar se as premissas adotadas para o projeto estão de acordo com o previsto nesta Parte da
ABNT NBR 16868 e se todos os seus requisitos foram considerados;

b) analisar as considerações de cálculo e verificar os resultados dos cálculos;

c) analisar os desenhos que compõem o projeto, inclusive os detalhes construtivos.

5.4.3 A avaliação da conformidade do projeto deve ser realizada por profissional habilitado e
independente em relação ao projetista da estrutura. A avaliação deve ser registrada em documento
específico que deve acompanhar a documentação do projeto citada nesta Parte da ABNT NBR 16868.

5.4.4 A responsabilidade pela escolha do profissional que for realizar a avaliação da conformidade do
projeto cabe ao contratante do projeto da estrutura. Esta responsabilidade pode ser do proprietário da
obra, que, no caso de não ter os conhecimentos técnicos necessários para a escolha do profissional
responsável pela avaliação da conformidade do projeto, pode designar um representante ou preposto
para substituí-lo nesta atribuição.

5.4.5 A avaliação da conformidade do projeto deve ser realizada antes da fase de construção e, de
preferência, simultaneamente com a fase de projeto.

NOTA É recomendável que o profissional escolhido para realizar a avaliação da conformidade do projeto
possua experiência em estruturas de alvenaria.

6 Propriedades da alvenaria e de seus componentes


6.1 Componentes

6.1.1 Blocos e tijolos

A especificação dos blocos de concreto deve ser feita de acordo com a ABNT NBR 6136.

A especificação dos blocos e tijolos cerâmicos deve ser feita de acordo com a ABNT NBR 15270-1.

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6.1.2 Argamassa

As argamassas destinadas ao assentamento devem atender aos requisitos estabelecidos na ABNT


NBR 13281.

Para evitar risco de fissuras, recomenda-se especificar a resistência à compressão da argamassa


limitada a 1,5 vez da resistência característica especificada para bloco.

A resistência da argamassa deve ser determinada de acordo com a ABNT NBR 13279.
Alternativamente, podem-se utilizar as especificações da ABNT NBR 16868-2, Anexo A.
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6.1.3 Graute

Quando especificado o graute, sua influência na resistência da alvenaria deve ser verificada em
laboratório, nas condições de sua utilização.

A avaliação da influência do graute na compressão deve ser feita mediante o ensaio de compressão de
prismas, pequenas paredes ou paredes.

Para consideração das sugestões da Tabela 15, a resistência à compressão característica deve ser
especificada com valor mínimo de 15 MPa.

A resistência característica do graute deve ser determinada de acordo com as ABNT NBR 5738 e
ABNT NBR 5739.

6.1.4 Aço

A especificação do aço deve ser feita de acordo com a ABNT NBR 7480.

Na falta de ensaios ou valores fornecidos pelo fabricante, pode-se admitir o módulo de elasticidade do
aço igual a 210 GPa.

6.2 Alvenaria

6.2.1 Propriedades

Os valores das propriedades da alvenaria podem ser adotados de acordo com a Tabela 1.

Com relação à geometria, a parede construída com junta amarrada no plano da parede pode ser
estrutural. Toda parede com junta não amarrada no seu plano deve ser considerada não estrutural,
salvo se existir comprovação experimental de sua eficiência.

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Tabela 1 — Propriedades da alvenaria


Componente Propriedade Valor
800 fpk se fbk ≤ 20 MPa
Módulo de deformação longitudinal 750 fpk se fbk = 22 e 24 MPa
700 fpk se fbk ≥ 26 MPa
Coeficiente de Poisson 0,20

Bloco de Coeficiente de dilatação térmica linear 9,0 × 10-6 °C-1


concreto Coeficiente de deformação unitária por
500 × 10-6 mm/mm
retração da alvenaria a
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Coeficiente de fluência específica


(considerando tensões na área líquida,
0,36 mm/m/MPa
ajustar os valores para área bruta
conforme o caso).
Módulo de deformação longitudinal 600 fpk
Coeficiente de Poisson 0,15
Coeficiente de dilatação térmica linear 6,0 × 10-6 °C-1
Bloco
Coeficiente de expansão por umidade 300 × 10-6 mm/mm
cerâmico
Coeficiente de fluência específica
(considerando tensões na área líquida,
0,15 mm/m/MPa
ajustar os valores para área bruta
conforme o caso)
Módulo de deformação longitudinal 600 fpk
Coeficiente de Poisson 0,15
Tijolo
Coeficiente de dilatação térmica linear 6,0 × 10-6 °C-1
cerâmico
Coeficiente de expansão por umidade 300 × 10-6 mm/mm
Coeficiente de fluência específica 0,15 mm/m/MPa
a -6
Este valor deve ser aumentado para 600 × 10 mm/mm quando os blocos forem produzidos sem
cura a vapor e na verificação de perdas quando a protensão for aplicada antes de 14 dias após a
execução da parede.

6.2.2 Resistências

6.2.2.1 Valores de cálculo

A resistência de cálculo é obtida pela resistência característica dividida pelo coeficiente de ponderação
das resistências.

6.2.2.2 Coeficientes de ponderação das resistências

Os valores para verificação no estado-limite último (ELU) estão indicados na Tabela 2 e são adequados
para obras executadas de acordo com as especificações da ABNT NBR 16868-2.

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Tabela 2 — Valores de γm
Combinações Alvenaria Graute Aço
Normais 2,0 2,0 1,15
Especiais ou de construção 1,5 1,5 1,15
Excepcionais 1,5 1,5 1,0

No caso da aderência entre o aço e o graute, ou a argamassa que o envolve, deve ser utilizado o valor
γm = 1,5.

Para verificações do ELS, deve ser utilizado o valor γm = 1,0.


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6.2.2.3 Compressão simples

A resistência característica à compressão simples da alvenaria fk deve ser determinada com base no
ensaio de paredes (ver ABNT NBR 16868-3).

No caso de alvenaria de blocos de 190 mm de altura e junta de argamassa de 10 mm, esse valor pode
ser estimado como 70 % da resistência característica de compressão simples de prisma fpk ou 85 % da
pequena parede fppk.

No caso de uso de tijolos, a resistência característica à compressão simples da alvenaria pode ser
estimada como 60 % da resistência característica de compressão simples de prisma fpk.

As resistências características de paredes ou prismas devem ser determinadas de acordo com as


especificações da ABNT NBR 16868-3.

Se as juntas horizontais forem assentadas com argamassa parcial (argamassa horizontal disposta
apenas sobre as paredes longitudinais dos blocos) e se a resistência for determinada com base no
ensaio de prisma ou pequena parede, moldados com a argamassa aplicada em toda a área líquida dos
blocos, a resistência característica à compressão simples da alvenaria deve ser corrigida pelo fator
0,80.

Quando a geometria do bloco não permitir alinhamento vertical entre os septos transversais dos blocos
na elevação da parede, o cálculo deve ser feito considerando argamassa parcial. Pontos eventuais de
desalinhamento podem ser desconsiderados.

As correlações indicadas nesta subseção podem ser alteradas, desde que justificadas por resultados de
ensaios.

6.2.2.4 Compressão na flexão

As condições de obtenção da resistência fk devem ser as mesmas da região comprimida da peça no


que diz respeito à porcentagem de preenchimento com graute e à direção da resultante de compressão
relativa à junta de assentamento.

Na verificação de tensões localizadas, considerando a distribuição linear de tensões sem plastificação,


a resistência à compressão na flexão na direção normal às juntas de assentamento pode ser igual a 1,5
fk para trecho não grauteado de alvenaria e a 2,0 fk para trecho grauteado de alvenaria.

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Quando a compressão ocorrer em direção paralela às juntas de assentamento (como no caso usual de
vigas), a resistência característica na flexão pode ser:

a) igual à resistência à compressão na direção perpendicular às juntas de assentamento, se a região


comprimida do elemento de alvenaria estiver totalmente grauteada;

b) igual a 50 % da resistência à compressão na direção perpendicular às juntas de assentamento, em


caso contrário.

6.2.2.5 Tração na flexão

Permite-se a consideração da resistência à tração da alvenaria sob flexão, segundo os valores


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característicos especificados na Tabela 3, válida para assentamento com juntas verticais preenchidas.

Tabela 3 — Valores característicos da resistência à tração na flexão – ftk


ftk
Resistência média a MPa
compressão da
argamassa Direção da tração
Direção da tração paralela à fiada
perpendicular à fiada
Entre 1,5 e 3,4 MPa 0,10 0,20
Entre 3,5 e 7,0 MPa 0,20 0,40
Acima de 7,0 MPa 0,25 0,50

6.2.2.6 Cisalhamento na alvenaria

As resistências características ao cisalhamento em juntas horizontais de paredes são os valores


apresentados na Tabela 4, em função da faixa de resistência da argamassa. Os valores são válidos
para assentamento com juntas verticais preenchidas durante o assentamento.

Tabela 4 — Valores característicos da resistência ao cisalhamento em


juntas horizontais de paredes (fvk)
fvk
Resistência média a compressão da argamassa
MPa
Entre 1,5 e 3,4 MPa 0,10 + 0,5 σ ≤ 1,0
Entre 3,5 e 7,0 MPa 0,15 + 0,5 σ ≤ 1,4
Acima de 7,0 MPa 0,35 + 0,5 σ ≤ 1,7
σ é a tensão normal de pré-compressão na junta, considerando-se apenas as ações
permanentes ponderadas por coeficiente igual a 0,9 (ação favorável).

A resistência característica ao cisalhamento na interface vertical de paredes com juntas amarradas


pode ser igual a 0,60 MPa.

Para peças de alvenaria estrutural submetidas à flexão e quando existirem armaduras perpendiculares
ao plano do cisalhamento e envoltas por graute, a resistência característica ao cisalhamento pode ser
obtida por:

fvk = 0,35 + 17,5 ρ ≤ 0,7 MPa

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As
Sendo ρ = a taxa geométrica de armadura, limitada ao valor máximo igual a 2 %;
bd

onde

As é a área da armadura principal de flexão;

b é a largura da seção transversal;

d é a altura útil da seção transversal.


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6.2.2.7 Aderência

Os valores da resistência característica de aderência podem ser adotados de acordo com a Tabela 5.

Tabela 5 — Resistência característica de aderência


em função do tipo de barra de aço
Resistência característica de aderência
Tipo de aderência MPa
Barras corrugadas Barras lisas
Entre aço e argamassa 0,10 0,00
Entre aço e graute Conforme ABNT NBR 6118

7 Segurança e estados-limite
7.1 Critérios de segurança

Os critérios de segurança desta Parte da ABNT NBR 16868 baseiam-se na ABNT NBR 8681.

7.2 Estados-limite

Devem ser considerados todos os estados-limite últimos e estados-limite de serviço.

7.3 Estados-limite últimos (ELU)

A segurança deve ser verificada em relação aos seguintes ELU:

a) ELU da perda do equilíbrio da estrutura como corpo rígido;

b) ELU de esgotamento da capacidade resistente da estrutura, no todo ou em parte;

c) ELU de esgotamento da capacidade resistente da estrutura, no todo ou em parte, considerando os


efeitos de segunda ordem;

d) ELU provocado por solicitações dinâmicas;

e) ELU de colapso progressivo (ver Anexo A para detalhes de critério normativo);

f) outros ELU que possam ocorrer em casos especiais.

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7.4 Estados-limite de serviço (ELS)

Os estados-limite de serviço estão relacionados à durabilidade, aparência, conforto do usuário e


funcionalidade da estrutura. Devem ser verificados os ELS relativos a:

a) danos que comprometam apenas o aspecto estético da construção ou a durabilidade da estrutura;

b) deformações excessivas que afetem a utilização normal da construção ou seu aspecto estético;

c) vibração excessiva ou desconfortável.


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8 Ações na análise estrutural


8.1 Disposições gerais

Para ações na análise estrutural deve-se considerar ABNT NBR 8681.

8.2 Ações a considerar

Na análise estrutural deve ser considerada a influência de todas as ações que possam produzir efeitos
significativos para a segurança da estrutura, levando-se em conta os possíveis estados-limite últimos e
os de serviço.

As ações a serem consideradas classificam-se em:

a) ações permanentes;

b) ações variáveis;

c) ações excepcionais.

8.3 Ações permanentes

São ações que apresentam valores com pequena variação em torno de sua média durante praticamente
toda a vida da estrutura.

8.3.1 Ações permanentes diretas

8.3.1.1 Peso específico

Na falta de uma avaliação precisa para o caso considerado, podem-se utilizar os seguintes valores
como peso específico aparente de alvenarias, sem revestimentos, devendo-se acrescentar o peso do
graute, quando existente:

a) valor de 14 kN/m3 para a alvenaria de blocos de concretos vazados;

b) valor de 12 kN/m3 para a alvenaria de blocos cerâmicos vazados com paredes vazadas;

c) valor de 14 kN/m3 para a alvenaria de blocos cerâmicos vazados com paredes maciças;

d) valor de 18 kN/m3 para a alvenaria de tijolos maciços.

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8.3.1.2 Elementos construtivos fixos e instalações permanentes

As massas específicas dos materiais de construção usuais podem ser obtidas na ABNT NBR 6120.

As ações devidas às instalações permanentes devem ser consideradas com os valores nominais
fornecidos pelo fabricante.

8.3.1.3 Empuxos permanentes

Consideram-se permanentes os empuxos que provêm de materiais granulosos ou líquidos não


removíveis.
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Os valores para a massa específica dos materiais granulosos mais comuns podem ser obtidos na
ABNT NBR 6120.

8.3.2 Ações permanentes indiretas

São ações impostas pelas imperfeições geométricas, que podem ser consideradas locais ou globais.

8.3.2.1 Imperfeições geométricas locais

São consideradas quando do dimensionamento dos diversos elementos estruturais.

8.3.2.2 Imperfeições geométricas globais

Para edifícios de andares múltiplos, deve ser considerado um desaprumo global, pelo ângulo de
desaprumo θa , em radianos, conforme apresentado na Figura 1.

Figura 1 — Imperfeições geométricas globais

O ângulo de desaprumo é calculado conforme descrito a seguir:

1 1
θa = ≤
100 H 40 H

onde

H é a altura total da edificação, expressa em metros (m).

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8.4 Ações variáveis

São aquelas que apresentam variação significativa em torno de sua média durante toda a vida da
estrutura.

8.5 Cargas acidentais

As cargas acidentais são aquelas que atuam sobre a estrutura de edificações em função do seu uso
(pessoas, móveis, materiais diversos, veículos etc). Seus valores podem ser obtidos na
ABNT NBR 6120.
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8.6 Ação do vento

As forças devidas ao vento devem ser consideradas de acordo com a ABNT NBR 6123.

8.7 Ações excepcionais

Consideram-se excepcionais as ações decorrentes de explosões, impactos, incêndios, sismos etc. No


caso de considerar ações como explosões e impactos, recomendações são indicadas em A.2.

8.8 Valores das ações

8.8.1 Valores representativos

As ações são quantificadas pelos seus valores representativos, que podem ser:

a) valores característicos Fk, conforme a ABNT NBR 8681;

b) valores convencionais excepcionais, que são os valores arbitrados para ações excepcionais;

c) valores reduzidos de ações variáveis, em função de combinação de ações, conforme 8.8.2.

8.8.2 Valores reduzidos de ações variáveis

Considerando-se que é muito baixa a probabilidade de que duas ou mais ações variáveis de naturezas
diferentes ocorram com seus valores característicos de maneira simultânea, podem ser especificados
os valores reduzidos para essas ações.

Para o caso de verificações de estados-limite últimos, esses valores são ψ0 Fk (conforme 8.9.2).

Os valores de ψ0 constam na ABNT NBR 8681:2003 Versão corrigida:2004, Tabela 6, ou no resumo


apresentado na Tabela 6 desta Parte da ABNT NBR 16868, para alguns casos mais comuns.

Tabela 6 — Coeficientes para redução de ações variáveis


Ações Edificações ψ0
Edifícios residenciais 0,5
Cargas acidentais
Edifícios comerciais 0,7
em edifícios
Biblioteca, arquivos, oficinas e garagens 0,8
Vento Edificações em geral 0,6

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8.8.3 Valores de cálculo

Os valores de cálculo Fd são obtidos por meio dos valores representativos apresentados em 8.8.1,
multiplicados por coeficientes de ponderação que constam na ABNT NBR 8681:2003 Versão
corrigida:2004, Tabelas 1 a 5, ou no resumo apresentado na Tabela 7 desta Parte da ABNT NBR 16868
para alguns casos mais comuns.

Tabela 7 — Coeficientes de ponderação para combinações normais de ações


Efeito
Categoria da ação Tipo de estrutura
Desfavorável Favorável
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a
Edificações Tipo 1 e pontes em geral 1,35 0,9
Permanentes b
Edificações Tipo 2 1,40 0,9
a
Edificações Tipo 1 e pontes em geral 1,50 ―
Variáveis b
Edificações Tipo 2 1,40 ―
a 2
Edificações Tipo 1 são aquelas em que as cargas acidentais superam 5 kN/m .
b
Edificações Tipo 2 são aquelas em que as cargas acidentais não superam 5 kN/m2.

8.9 Combinação de ações

8.9.1 Para cada tipo de carregamento, devem ser consideradas todas as combinações de ações que
possam acarretar os efeitos mais desfavoráveis para o dimensionamento das partes de uma estrutura.

8.9.2 As ações permanentes devem ser sempre consideradas.

8.9.3 As ações variáveis devem ser consideradas apenas quando produzirem efeitos desfavoráveis
para a segurança.

8.9.4 As ações variáveis móveis devem ser consideradas em suas posições mais desfavoráveis para
a segurança.

8.9.5 Recomendações informativas para prevenção de danos contra colapso progressivo decorrente
de ações como impactos e explosões são encontradas no Anexo A.

8.9.6 As ações incluídas em cada combinação devem ser consideradas com seus valores
representativos multiplicados pelos respectivos coeficientes de ponderação.

8.9.7 As combinações de ações são apresentadas na ABNT NBR 8681 para as combinações últimas
das ações e para combinações de utilização ou serviço.

8.9.8 As combinações últimas para carregamentos permanentes e variáveis devem ser obtidas por:

Fd = γgFG,k + γq (FQ1,k + ∑ψ0jFQj,k)

onde

Fd é o valor de cálculo para a combinação última;

γg é o ponderador das ações permanentes (ver Tabela 7);

FG,k é o valor característico das ações permanentes;

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γq é o ponderador das ações variáveis (ver Tabela 7);

FQ1,k é o valor característico da ação variável considerada principal;

ψ0jFQj,k representa os valores característicos reduzidos das demais ações variáveis (conforme
8.8.2 e Tabela 6).

8.9.9 Devem ser consideradas todas as combinações necessárias para que se obtenha o maior valor
de Fd, alternando-se as ações variáveis que são consideradas como principal e secundária.

9 Análise estrutural
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9.1 Disposições gerais

9.1.1 Objetivos da análise estrutural

A análise de uma estrutura de alvenaria deve ser realizada considerando-se sempre o equilíbrio de
cada um dos seus elementos e na estrutura como um todo, bem como o caminho descrito pelas ações,
sejam elas verticais ou horizontais, desde o seu ponto de aplicação até a fundação, ou onde se
suponha que seja o limite da estrutura de alvenaria.

9.1.2 Premissas da análise estrutural

A análise de uma estrutura de alvenaria deve ser realizada sempre considerando o equilíbrio tanto em
cada um dos seus elementos quanto na estrutura como um todo.

O caminho descrito pelas ações, sejam elas verticais ou horizontais, deve estar claramente especificado
desde o seu ponto de aplicação até a fundação, ou onde se suponha que seja o final da estrutura de
alvenaria.

9.1.3 Estabilidade global de edifícios

A verificação da estabilidade global de edifícios deve atender à condição de que os efeitos de 2ª ordem
não sejam superiores a 10 % dos efeitos de 1ª ordem.

Essa verificação pode ser feita pelo parâmetro γz, conforme a ABNT NBR 6118.

NOTA Esta especificação não elimina a necessidade de verificação de efeitos locais de 2ª ordem.

9.1.4 Hipóteses básicas

A análise das estruturas de alvenaria pode ser realizada considerando-se um comportamento elástico-
linear para os materiais, mesmo para verificação de estados-limite últimos.

A consideração aproximada da não linearidade física pode ser realizada admitindo a rigidez dos
elementos estruturais com os seguintes valores:

a) vigas: (EaI)sec = 0,4 EaI;

b) paredes e pilares: (EaI)sec = 0,8 EaI.

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A dispersão de qualquer ação vertical concentrada ou distribuída sobre um trecho de um elemento


ocorre por uma inclinação de 45°, em relação ao plano horizontal, podendo-se utilizar essa
especificação tanto para a determinação da parte de um elemento que efetivamente trabalha para
resistir a uma ação quanto para a parte de um carregamento que eventualmente atue sobre um
elemento, conforme a Figura 2.
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Figura 2 — Dispersão de ações verticais

9.1.5 Disposições específicas para os elementos

Elementos em alvenaria devem ser verificados conforme as disposições em 9.2 a 9.7.

Sempre que os deslocamentos forem relevantes para o elemento considerado, seus efeitos devem ser
incorporados, estabelecendo-se o equilíbrio na configuração deformada.

9.2 Vigas

9.2.1 Vão efetivo

O vão efetivo deve ser tomado como a distância livre entre as faces dos apoios, acrescida de cada lado
do vão do menor valor entre:

a) metade da altura da viga;

b) distância do eixo do apoio à face do apoio.

9.2.2 Carregamento para vigas

O carregamento pode ser considerado de acordo com o princípio geral de dispersão das ações no
material alvenaria que ocorre por um ângulo de 45°, conforme 9.1.3, respeitando-se as considerações
de 9.7, conforme a Figura 3.

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Legenda
h altura da viga
Ie vão da viga
a distância livre entre apoios

Figura 3 — Determinação da região que carrega a viga


segundo a regra de dispersão de cargas verticais
9.2.3 Flecha imediata

Para uma avaliação aproximada da flecha imediata em vigas, pode-se utilizar a expressão de inércia
equivalente dada a seguir:

⎛ Mr ⎞
3
⎡ ⎛ M ⎞3 ⎤
Ieq = ⎜⎜ ⎟⎟ Ia + ⎢1− ⎜⎜ r ⎟⎟ ⎥ III ≤ Ia
M
⎝ a⎠ ⎢⎣ ⎝ M a ⎠ ⎥⎦

onde

Ia é o momento de inércia da seção bruta de alvenaria;


III é o momento de inércia da seção fissurada de alvenaria;
Ma é o momento máximo no vão da viga, considerando o estado-limite de serviço na combinação
quase permanente;
(ftk + σ k )
Mr é o momento de fissuração = Ia
yt

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onde

ftk é a resistência de tração na flexão;

σk é a tensão de compressão axial aplicada na seção;

yt é a distância do centróide da seção não-fissurada ao bordo mais tracionado.

9.2.4 Deformação por fluência

Para estimar a deformação por fluência, pode-se considerar:


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⎛ 1 ⎞
Flecha final = Flecha inicial × ⎜⎜ 1 + ⎟⎟
⎝ 1 + 50 ρ' ⎠

A' s
Com ρ' = na seção central para vão de viga com dois apoios ou no apoio para vão em balanço.
bd

9.3 Pilares

9.3.1 Altura efetiva

A altura efetiva (he) de um pilar, em cada uma das direções principais da sua seção transversal, deve
ser considerada igual:

a) à altura do pilar, se houver travamentos que restrinjam os deslocamentos horizontais ou as


rotações das suas extremidades, na direção considerada;

b) ao dobro da altura, se uma extremidade for livre e se houver travamento que restrinja o
deslocamento horizontal e a rotação na outra extremidade, na direção considerada.

9.3.2 Seção transversal

Para o cálculo das características geométricas, a seção transversal deve ser calculada
desconsiderando-se os revestimentos.

9.3.3 Carregamento para os pilares

Excentricidades nos carregamentos sobre pilares devem ser consideradas, sendo necessário, nesse
caso,dimensionar os pilares sob flexão composta.

9.4 Paredes

9.4.1 Altura efetiva

A altura efetiva (he) de uma parede deve ser considerada igual:

a) para casos em que não haja travamento lateral transversal à parede:

⎯ à altura da parede, se houver travamentos que restrinjam os deslocamentos horizontais das


suas extremidades superior e inferior;

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⎯ ao dobro da altura, se uma extremidade for livre e se houver travamento que restrinja
conjuntamente o deslocamento horizontal e a rotação na outra extremidade superior ou
inferior.

b) para casos em que haja travamento lateral transversal à parede:

⎧⎪ αv × h ⎫⎪
he ≤ ⎨ ⎬
⎪⎩ 0,7 × α v × h × α h × l ⎪⎭

onde
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αv é o coeficiente de esbeltez vertical:

= 1,0 se houver travamentos que restrinjam os deslocamentos horizontais das suas duas
extremidades superior e inferior;

= 2,5 se houver travamentos que restrinjam os deslocamentos horizontais em uma das


extremidades superior ou inferior

αh é o coeficiente de esbeltez horizontal:

= 1,0 se houver travamentos que restrinjam os deslocamentos horizontais das suas duas
extremidades esquerda e direita;

= 2,5 se houver travamentos que restrinjam os deslocamentos horizontais em uma das


extremidades esquerda ou direita;

h é a altura do painel;

l é a largura do painel.

As paredes de travamento devem ter comprimento mínimo (calculado descontando a espessura da


parede sendo travada) igual a 1/5 da altura da parede sendo travada e no mínimo a mesma espessura
desta. Além disso, as paredes de travamento devem ter travamentos que restrinjam os deslocamentos
horizontais das suas extremidades superior e inferior.

9.4.2 Espessura efetiva

A espessura efetiva (te) de uma parede sem enrijecedores correspondente à sua espessura (t), não
sendo considerados os revestimentos.

A espessura efetiva de uma parede com enrijecedores regularmente espaçados deve ser calculada de
acordo com a expressão:

te = δ t

onde

te é a espessura efetiva da parede;

δ é um coeficiente calculado de acordo com a Tabela 8 e parâmetros dados pela Figura 4;


t é a espessura da parede na região entre os enrijecedores.

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Tabela 8 — Valores do coeficiente δ (interpolar para valores intermediários)


ℓenr / eenr tenr / t = 1 tenr / t = 2 tenr / t = 3
6 1,0 1,4 2,0
8 1,0 1,3 1,7
10 1,0 1,2 1,4
15 1,0 1,1 1,2
20 ou mais 1,0 1,0 1,0

onde
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ℓenr é o espaçamento entre os eixos de enrijecedores adjacentes;

eenr é a espessura dos enrijecedores;

tenr é o comprimento dos enrijecedores;

t é a espessura da parede.

Figura 4 — Parâmetros para cálculo da espessura efetiva de paredes

A espessura efetiva é utilizada apenas para o cálculo do índice de esbeltez da parede, conforme 10.1.2,
e não pode ser utilizada para o cálculo da área da seção resistente quando a parede apresentar
enrijecedores.

9.5 Seção resistente

A seção resistente de uma parede é sempre calculada desconsiderando-se os revestimentos, salvo


projeto específico de reforço.

9.6 Interação entre elementos de alvenaria

A interação de elementos adjacentes deve ser considerada quando se assegurar que as forças de
interação podem se desenvolver entre esses elementos e que há resistência suficiente na interface para
transmiti-las.

O modelo de cálculo adotado deve ser compatível com o processo construtivo.

Caso seja considerada a interação de paredes, deve ser verificada e assegurada a resistência de
cisalhamento das interfaces.

A abertura cuja maior dimensão seja menor ou igual a 61 cm e menor que 1/4 do menor valor entre a
altura e o comprimento da parede na qual se insere pode ser desconsiderada para efeito de interação,
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desde que as extremidades da abertura estejam afastadas pelo menos 60 cm de cada extremidade da
parede. Quando houver mais de uma abertura na mesma parede, essa consideração só é permitida
quando o trecho de parede entre duas aberturas for superior a 60 cm.

9.6.1 Interação para cargas verticais

9.6.1.1 Interação de paredes em cantos e bordas (amarração “L”, “T” e “X”)

Deve-se considerar que existe a interação quando se tratar de borda ou canto com amarração direta.

Em outras situações de ligação, que não a de amarração direta, a interação não pode ser considerada.
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9.6.1.2 Interação pelas aberturas

As interações pelas aberturas em paredes podem ser consideradas. As dimensões das aberturas
devem ser descontadas da área da parede no dimensionamento.

9.6.2 Interação para ações horizontais

9.6.2.1 Interação em flanges

Considera-se que existe a interação quando se tratar de flange com amarração direta. Em outras
situações de ligação, que não a de amarração direta, a interação não pode ser considerada.

O comprimento de cada flange não pode exceder o limite apresentado em 10.1.3.

Em nenhuma hipótese pode existir superposição de flanges no dimensionamento.

Os flanges devem ser utilizados tanto para o cálculo da rigidez do painel de contraventamento quanto
para o cálculo das tensões normais devidas à flexão, provenientes das ações horizontais, não sendo
permitida a sua contribuição na absorção dos esforços cortantes no dimensionamento.

9.6.2.2 Interação pelas aberturas

As interações pelas aberturas em paredes podem ser consideradas. As dimensões das aberturas
devem ser descontadas da área da parede no dimensionamento. Na associação de painéis de
contraventamento, é obrigatória a verificação dos esforços internos ou das tensões resultantes nos
elementos de ligação, como os trechos sob e sobre as aberturas.

9.7 Interação entre a alvenaria e as estruturas de apoio

O carregamento resultante para estruturas de apoio deve ser sempre coerente com o esquema
estrutural adotado para o edifício, representando a trajetória prevista para as tensões.

São proibidas reduções nos valores a serem adotados, como carregamento para estruturas de apoio,
baseadas na consideração do efeito arco, sem que sejam considerados todos os aspectos envolvidos
nesse fenômeno, inclusive a concentração de tensões que se verifica na alvenaria, o cisalhamento na
interface, tensões normais axiais e de flexão e de cisalhamento na estrutura de apoio, e demais
solicitações.

As concentrações de tensões na alvenaria nas regiões próximas aos apoios devem ser sempre
consideradas. Na verificação dessas tensões, pode-se considerar aumento no valor de fk multiplicado
pelo valor K indicado em 11.5.2.

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10 Limites para dimensões, deslocamentos e fissuras


10.1 Dimensões-limite

10.1.1 Espessura efetiva de paredes ou pilar

Para edificações de mais de dois pavimentos, não se admite parede ou pilar estrutural com espessura
efetiva inferior a 14 cm.

10.1.2 Esbeltez
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O índice de esbeltez é a razão entre a altura efetiva e a espessura efetiva da parede ou pilar, calculado
conforme descrito a seguir:

λ = he / te

A Tabela 9 apresenta os valores máximos permitidos para a esbeltez.

Tabela 9 — Valores máximos do índice de esbeltez de paredes e pilares


Paredes e pilares Índice de esbeltez
a
Não armados 24 a
Armados
30
(devem respeitar armaduras mínimas em 12.2)
Sem limite, desde que seja seguido o
Paredes muito esbeltas
descrito no Anexo C
a
Em casos de construções habitacionais térreas, admitem-se paredes não armadas com índice
de esbeltez menor ou igual a 30, desde que o coeficiente ponderador da resistencia da alvenaria
seja considerado igual a γm = 3,0.

10.1.3 Comprimento efetivo de flanges em painéis de contraventamento

O comprimento efetivo de flange em painéis de contraventamento deve obedecer ao limite bf ≤ 6t,


conforme a Figura 5.

Figura 5 — Comprimento efetivo de flanges

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10.2 Cortes e juntas

10.2.1 Cortes em paredes

Qualquer corte em paredes deve ser previsto no projeto estrutural. Qualquer trecho cortado deve ser
descontado da seção da parede no projeto.

Cortes verticais de comprimento superior a 60 cm determinam elementos distintos.

Não são permitidos condutores de fluidos embutidos em paredes estruturais, exceto quando a
manutenção não exigir corte.
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10.2.2 Juntas de dilatação

Recomenda-se prever juntas de dilatação no máximo a cada 24 m da edificação em planta. Esse limite
pode ser alterado, desde que se faça uma avaliação dos efeitos da variação de temperatura e retração
sobre a estrutura, incluindo a eventual presença de armaduras adequadamente alojadas em juntas de
assentamento horizontais.

10.2.3 Juntas de controle

Deve ser analisada a necessidade da colocação de juntas verticais de controle de fissuração em


elementos de alvenaria, com a finalidade de prevenir o aparecimento de fissuras provocadas por
variação de temperatura, retração, expansão, variação brusca de carregamento e variação da altura ou
da espessura da parede.

Para painéis de alvenaria contidos em um único plano e na ausência de uma avaliação precisa das
condições específicas do painel, recomenda-se dispor juntas verticais de controle com espaçamento
máximo que não ultrapasse os limites da Tabela 10.

Tabela 10 — Valores máximos de espaçamento entre juntas verticais de controle


Limite
M
Alvenaria com taxa de armadura
Localização do
Material Alvenaria sem armadura horizontal maior ou igual a 0,04 %
elemento
horizontal da seção transversal
(altura x espessura)
t ≥ 14 cm t < 14 cm t ≥ 14 cm t < 14 cm
Concreto Cerâmica

Externa 10 8 12 9

Interna 12 10 15 12

Externa 7 6 9 8

Interna 12 10 15 12

NOTA 1 Os limites acima são reduzidos em 15 %, caso a parede tenha abertura.


NOTA 2 No caso de paredes executadas com blocos de concreto não curados a vapor, os limites são
reduzidos em 20 %, caso a parede não tenha abertura.
NOTA 3 No caso de paredes executadas com blocos deconcreto não curados a vapor, os limites são
reduzidos em 30 %, caso a parede tenha abertura.

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10.2.4 Espessura das juntas horizontais

A menos que explicitamente especificado no projeto, a espessura das juntas de assentamento deve ser
considerada igual a 10 mm.

10.3 Deslocamentos-limite

10.3.1 Elementos de apoio a alvenarias

Os elementos estruturais que servem de apoio para a alvenaria (lajes, vigas etc.) não podem apresentar
deslocamentos finais maiores que L/250 e 10 mm para peças em balanço, ou L/500 e 10 mm nos
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demais casos, considerando ações no estado-limite de serviço, com combinação frequente. Os


deslocamentos podem ser calculados o descrito em 9.7.

10.3.2 Elementos fletidos em alvenaria

Em elementos fletidos em alvenaria, os deslocamentos finais (incluindo os efeitos de fissuração,


temperatura, retração e fluência) não podem ser maiores que L/150 e 10 mm para peças em balanço,
ou L/300 e 10 mm nos demais casos.

NOTA Os deslocamentos podem ser parcialmente compensados por contraflechas, desde que elas não sejam
maiores que L/400.

10.3.3 Movimento lateral em edifícios

Na verificação do movimento lateral em edifícios, provocado pela ação do vento para combinação
frequente (ψ1 = 0,30) deve-se atender aos limites descritos a seguir:

a) H/1 700, onde H é a altura total do edifício;

b) Hi/850 entre pavimentos, onde Hi é o desnível entre dois pavimentos sucessivos.

11 Dimensionamento
11.1 Disposições gerais

Para um elemento de alvenaria em estado-limite último, o esforço solicitante de cálculo, Sd, deve ser
menor ou igual ao esforço resistente de cálculo, Rd.

O dimensionamento deve ser realizado considerando-se a seção homogênea e com sua área bruta,
exceto quando especificamente indicado.

11.1.1 Alvenaria não armada

No projeto de elementos de alvenaria não armada submetidos a tensões normais, admite-se o seguinte:

a) as seções transversais se mantêm planas após a deformação;


b) as máximas tensões de tração devem ser menores ou iguais à resistência à tração da alvenaria,
conforme 6.2.2.5;
c) as máximas tensões de compressão devem ser menores ou iguais à resistência à compressão da
alvenaria indicada em 6.2.2.3 para a compressão simples e em 6.2.2.4 para a compressão na
flexão.

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As seções transversais submetidas à flexão e flexocompressão são consideradas no Estádio I


(alvenaria não fissurada e comportamento elástico linear dos materiais).

11.1.2 Alvenaria armada

No projeto de elementos de alvenaria armada submetidos a tensões normais, admite-se o seguinte:

a) as seções transversais se mantêm planas após a deformação;

b) as armaduras aderentes têm a mesma deformação que a alvenaria em seu entorno;

c) a resistência à tração da alvenaria é nula;


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d) as máximas tensões de compressão devem ser menores ou iguais à resistência à compressão da


alvenaria indicada em 6.2.2.3;

e) a distribuição de tensões de compressão nos elementos de alvenaria submetidos à flexão pode ser
representada por um diagrama retangular, conforme 11.3.2;

f) para flexão ou flexocompressão, o máximo encurtamento da alvenaria se limita a 0,30 %;

g) o máximo alongamento do aço se limita a 1 %.

11.1.3 Alvenaria protendida

Especificações para alvenaria protendida encontram-se no Anexo B.

11.2 Dimensionamento da alvenaria à compressão simples

11.2.1 Resistência de cálculo em paredes e pilares não armados

Em paredes e pilares de alvenaria estrutural, o esforço resistente de cálculo é calculado conforme as


seguintes equações:

Nrd = fd × A × R (para paredes)

Nrd = 0,9 fd × A × R (para pilares)

onde

Nrd é a força normal resistente de cálculo;

fd é a resistência à compressão de cálculo da alvenaria;

A é a área da seção resistente;


⎡ ⎛ λ ⎞3 ⎤
R é o coeficiente redutor devido à esbeltez da parede = ⎢1− ⎜ ⎟ ⎥
⎣⎢ ⎝ 40 ⎠ ⎦⎥

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11.2.2 Resistência de cálculo para paredes e pilares armados, com índice de esbeltez menor ou
igual a 30

Em pilares de alvenaria estrutural, a resistência de cálculo é calculada conforme a seguinte equação:

Nrd = (fd × A + fs × As/γs) × R

onde

Nrd é a força normal resistente de cálculo;

fd é a resistência à compressão de cálculo da alvenaria;


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fs é a tensão na armadura, limitada a:

⎯ fs ≤ fpk × Es/Em;

⎯ fs ≤ fyk;

⎯ fs ≤ 250 MPa, para espaçamento de estribos ≤ 24 × diâmetro da barra longitudinal;

⎯ fs ≤ 500 MPa, para espaçamento de estribos ≤ 12 × diâmetro da barra longitudinal;

As é área da seção das armaduras longitudinais contraventadas por estribos;

A é área da seção resistente;


⎡ ⎛ λ ⎞3 ⎤
R é o coeficiente redutor devido à esbeltez do pilar = ⎢1− ⎜ ⎟ ⎥
⎢⎣ ⎝ 40 ⎠ ⎥⎦

11.2.3 Resistência de cálculo de paredes armadas, com índice de esbeltez maior que 30

A resistência deve ser de acordo com o Anexo C.

11.2.4 Forças concentradas

As tensões em região de contato com as dimensões “a” e “b” maiores ou iguais a 50 mm ou t/3 devem
f pk
ser menores que σ d ≤ 1,2 × k × .
γm

onde

σd é a tensão de contato em valor de projeto, somada à tensão aplicada à parede antes da


inserção da carga concentrada;

k é o fator para resistência de contato:

⎯ em alvenaria maciça ou grauteada, nos casos em que a tensão de contato da carga


A2
concentrada é maior ou igual a 80 % da tensão σ d × k = ≤ 2,0 ;
A1
⎯ para demais casos: k = 1,0;

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A1 é a área de contato carregada uniformemente;

A2 é a área máxima até a extremidade da seção, de mesma forma e centro de gravidade de A1,
conforme Figura 6.

Em outros casos a tensão deve ser no máximo igual a fd.

Esforços de fendilhamento considerados importantes devem ser verificados, podendo ser utilizado o
modelo de biela e tirante da ABNT NBR 6118.
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Figura 6 — Cargas concentradas

11.3 Dimensionamento de elementos de alvenaria submetidos à flexão simples

11.3.1 Alvenaria não armada

Para a alvenaria não armada, o cálculo do momento fletor resistente da seção transversal pode ser feito
com o diagrama simplificado indicado na Figura 7.

Figura 7 — Diagrama de tensões para a alvenaria não armada

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A máxima tensão de compressão de cálculo na flexão não pode ultrapassar o indicado em 6.2.2.4,
considerando o fator de ponderação da resistência da alvenaria.

A máxima tensão de tração de cálculo não pode ser superior à resistência à tração indicada em 6.2.2.5,
considerando o fator de ponderação da resistência da alvenaria.

11.3.2 Alvenaria armada

Para a alvenaria armada, o momento fletor resistente da seção transversal pode ser calculado com o
diagrama simplificado indicado na Figura 8.
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Legenda
d altura útil da seção
x altura da linha neutra
As área da armadura tracionada
A's área da armadura tracionada
εs deformação na armadura tracionada
εc deformação máxima na alvenaria comprimida
fd máxima tensão de compressão
fs tensão de tração na armadura
Fc resultante de compressão na alvenaria
Fs resultante de forças na armadura tracionada
Fs' resultante de forças na armadura tracionada

Figura 8 — Diagramas de deformações e tensões para a alvenaria armada


11.3.3 Seções retangulares com armadura simples

No caso de uma seção retangular fletida com armadura simples, o momento fletor resistente de cálculo
é igual a:

MRd = Asfsz

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O braço de alavanca z é dado por:

⎛ Af ⎞
z = d ⎜⎜1− 0,5 s s ⎟⎟ ≤ 0,95 d
⎝ b d fd ⎠

onde

fs é a tensão no aço, limitada a:

⎯ bloco de concreto: fyk;


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⎯ bloco ou tijolo cerâmico, vazado em contato com o graute com faces lisas:

• fyk, para barras de 10 mm;

• 0,75 fyk, para barras de 12,5 mm;

• 0,50 fyk, para barras de 16 mm ou superior;

⎯ bloco cerâmico,vazado em contato com o graute com faces com ranhuras: fyk (a Figura 9
ilustra exemplo de vazado ranhurado de boa aderência).

NOTA 1 Ranhuras de pelo menos 3 mm de profundidade e 10 mm de largura, espaçadas não mais que 10 mm,
continuamente distribuídas ao longo do perímetro.

NOTA 2 É necessário que o projetista indique no projeto a condição de necessidade de ranhura.

Dimensões em milímetros

Figura 9 — Exemplo de vazados ranhurados de boa aderência

Para limitar a posição da linha neutra a 0,45 d, de forma a assegurar a ductilidade, o valor de MRd não
pode ser maior que: MRd ≤ 0,3 fd b d2

11.3.4 Seções com flanges (flexão no plano do elemento)

O momento resistente de cálculo é igual a:

MRd = Asfsz

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O braço de alavanca z é dado por:

⎛ As fs ⎞
z = d ⎜⎜ 1− 0,5 ⎟⎟ ≤ 0,95 d
⎝ bm d fd ⎠

O valor de MRd obtido para as seções de paredes com flanges não pode ser maior que:

fd bmtf (d – 0,5tf)

A largura do flange, bf, deve respeitar os limites de 10.1.3, e a largura da mesa bm não pode ser maior
que 1/3 da altura da parede, conforme a Figura 10.
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A espessura do flange, tf, não pode ser maior que 0,5 d.

Figura 10 — Seções transversais de paredes com flanges

11.3.5 Seções com armaduras isoladas (flexão em plano perpendicular ao do elemento)

Em seções com armaduras concentradas localmente, a largura paralela ao eixo de flexão não pode ser
considerada superior a seis vezes a dimensão da sua espessura, conforme a Figura 11. Neste caso
considera-se a área líquida do bloco.

Figura 11 — Largura de seções com armaduras concentradas

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11.3.6 Vigas-parede

Quando a razão vão/altura de uma viga for inferior a três, ela deve ser tratada como uma viga-parede.
Neste caso, a resultante de tração deve ser absorvida por armadura longitudinal, calculada com braço
de alavanca igual a 2/3 da altura, não se tomando valor maior que 70 % do vão.

Deve-se ainda verificar a compressão na região superior da parede. É recomendado dispor uma
armadura em cada junta horizontal da face inferior da viga até a distância de 0,5 d ou 0,5 Lef (o que for
menor), com área mínima de 0,04 % da área da seção. A Figura 12 indica as dimensões a serem
consideradas no dimensionamento.
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Figura 12 — Detalhes para vigas altas

11.4 Dimensionamento de elementos de alvenaria submetidos ao cisalhamento

11.4.1 Tensões de cisalhamento

A tensão de cisalhamento deve ser calculada conforme descrito a seguir:

Vd
⎯ τ vd = , para peças de alvenaria não armada;
bh

Vd
⎯ τ vd = , para peças de alvenaria armada.
bd

Em seções com flanges, deve-se tomar apenas a área da alma da seção para o cálculo da tensão de
cisalhamento.

No caso de vigas com cargas uniformemente distribuídas, para levar em conta o efeito de arqueamento
das tensões de cisalhamento próximas aos apoios, pode-se tomar o valor de Vd a uma distância igual a
d/2 da face de apoio.

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11.4.2 Verificação da resistência

A tensão de cisalhamento de cálculo, τvd, não pode superar a resistência de cálculo obtida a partir dos
valores característicos da resistência ao cisalhamento, fvk, especificados em 6.2.2.6, ou seja, τvd ≤ fvk/γm.

11.4.3 Armaduras de cisalhamento

Para vigas de alvenaria com duas ou mais fiadas de altura, deve-se incluir a armadura de cisalhamento
e respeitar a armadura mínima conforme 12.2.

A força cortante deve ser limitada à soma de Va + Vs, dados por:


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Va = fvd × b × d

Asw f pk
Vs = 0,75 × f yd × d × ≤ 0,4 × b × d ×
S γm

Em nenhum caso admite-se espaçamento s maior que 50 % da altura útil. No caso de vigas de
alvenaria, esse limite não pode superar 40 cm. No caso de paredes armadas ao cisalhamento, o
espaçamento não pode superar 60 cm.

11.5 Dimensionamento de elementos de alvenaria submetidos à flexocompressão

11.5.1 Generalidades

Todo elemento de alvenaria submetido à flexocompressão deve resistir à força de compressão de


cálculo atuante, de acordo com 11.2.

11.5.2 Alvenaria não armada

As tensões normais na seção transversal devem ser obtidas mediante a superposição das tensões
normais lineares devidas ao momento fletor com as tensões normais uniformes devidas à força de
compressão.

As tensões normais de compressão devem atender à seguinte equação:

Nd Md
+ ≤ fd
A×R W ×K

onde

Nd é a força normal de cálculo;

Md éo momento fletor de cálculo;

fd é a resistência à compressão de cálculo da alvenaria;

A é a área da seção resistente;

W é o mínimo módulo de resistência de flexão da seção resistente;

R é o coeficiente redutor devido à esbeltez do elemento;

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K é o fator que ajusta a resistência à compressão na flexão com valor de 1,5 para regiões de
alvenaria não grauteada e 2,0 para regiões de alvenaria completamente grauteada. Quando a
extremidade não for travada por flange, o valor de K deve ser multiplicado por R.

As tensões normais de tração, calculadas na combinação de estado-limite último, são limitadas a


resistência de tração da alvenaria ftd.

11.5.3 Alvenaria armada

Quando o elemento possuir índice de esbeltez menor ou igual a 16, permite-se o dimensionamento de
acordo com as aproximações desta Seção, apropriadas para a flexão reta de elementos de seção
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retangular, maciça ou totalmente grauteada. Para seções transversais não retangulares, devem ser
feitas as adaptações necessárias, de acordo com 11.1.

11.5.3.1 Caso com armadura mínima

Quando a força normal de cálculo Nsd não exceder a resistência de cálculo apresentada na equação
descrita a seguir, apenas é necessária a armadura mínima indicada em 12.2:

NRd = fd b (h – 2 ex)

onde

b é a largura da seção;

ex é a excentricidade resultante do plano de flexão;

fd é a resistência de cálculo à compressão;

h é a dimensão da seção na direção da flexão.

Esta aproximação não pode ser aplicada se a excentricidade ex exceder 0,5 h.

11.5.3.2 Caso com armadura maior que a mínima

Quando a força normal de cálculo exceder o limite de 11.5.3.1, a resistência da seção pode ser
estimada pelas seguintes equações, conforme a Figura 13:

NRd = fd b y + fs1 As1 – fs2 As2

MRd = 0,5 fd b y (h – y) + fs1 As1 (0,5 h – d1) + fs2 As2 (0,5 h – d2)

onde

As1 é a área de armadura comprimida na face de maior compressão;

As2 é a área de armadura na outra face;

b é a largura da seção;

d1 é a distância do centroide da armadura As1 à borda mais comprimida;

d2 é a distância do centroide da armadura As2 à outra borda;

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y é a profundidade da região de compressão uniforme (y = 0,8x);

fd é a resistência à compressão de cálculo da alvenaria;

fs é a tensão na armadura, limitada a:

⎯ fs ≤ fpk.Es/Ea;

⎯ fs ≤ fyk;

⎯ fs ≤ 250 MPa, para espaçamento de estribos ≤ 24 × diâmetro da barra longitudinal;


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⎯ fs ≤ 500 MPa, para espaçamento de estribos ≤ 12 × diâmetro da barra longitudinal;

h é a dimensão da seção na direção da flexão.

O valor de y deve ser tal que os esforços resistentes de cálculo superem os esforços solicitantes.

Figura 13 — Flexocompressão – Seção retangular

Quando for necessário considerar o elemento submetido a uma flexão composta oblíqua, como no caso
de índice de esbeltez maior que 16, pode-se dimensionar uma seção com armaduras simétricas,
mediante a transformação em uma flexão reta composta, aumentando-se um dos momentos fletores, de
acordo com as seguintes equações:

p Mx My
M' x = M x + j M y para ≥ ou;
q p q

q Mx My
M' y = M y + j M x para ≤
p p q

onde

Mx é o momento fletor em torno do eixo x;

My é o momento fletor em torno do eixo y;

M'x é o momento fletor efetivo em torno do eixo x;

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M'y é o momento fletor efetivo em torno do eixo y;

p é a dimensão da seção transversal na direção perpendicular ao eixo x;

q é a dimensão da seção transversal na direção perpendicular ao eixo y;

j é o coeficiente fornecido na Tabela 11.

Tabela 11 — Valores do coeficiente j


Valor de Nd/(A fk) j
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0 1,00
0,1 0,88
0,2 0,77
0,3 0,65
0,4 0,53
0,5 0,42
≥ 0,6 0,30

11.5.4 Elementos esbeltos

No caso de elementos comprimidos com índice de esbeltez superior a 16, o dimensionamento deve ser
feito de acordo com 11.5.3, sendo que, aos efeitos de primeira ordem, é necessário adicionar os efeitos
de segunda ordem, na direção de menor inércia conforme Figura 14. Na ausência de determinação
mais precisa, o momento de segunda ordem pode ser aproximado por:

N (h )
2
M 2d = d e
3 600t

onde

Nd é a força normal de cálculo;

he é a altura efetiva do elemento comprimido;

t é a dimensão da seção transversal da peça no plano de flexão.

Figura 14 — Momento de 2ª ordem

11.5.5 Paredes com flexão oblíqua, considerando a verificação por faixas

No caso específico de paredes, permite-se substituir a verificação da seção em flexão oblíqua pela
verificação por faixas submetidas à flexocompressão fora do plano da parede. O comprimento de cada
faixa deve ser igual a 5 vezes a espessura da parede e limitado a 100 cm.

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A força normal atuante em cada faixa correspondente deve considerar as tensões de compressão
simples somadas ao valor médio das tensões de flexão no plano, ponderadas conforme o caso.

O índice de esbeltez e eventual momento de 2ª ordem deve ser calculado para cada faixa,
considerando a altura efetiva (he) conforme cada caso descrito a seguir:

a) quando não houver travamento lateral do trecho inteiro conforme 9.4.1 a);

b) quando houver travamento lateral do trecho inteiro conforme 9.4.1 b), porém considerando o menor
valor de (hef) entre o hef calculado com as características do trecho inteiro e o hef calculado
considerando o lado interno livre e o outro lado conforme painel inteiro, tomando a largura do painel
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(l) igual à distância entre o apoio e a face mais interna da faixa, conforme a Figura 15.

Figura 15 — Características do painel para cálculo de hef de faixas intermediárias

O cálculo da faixa deve considerar eventual momento fora do plano (m1yd na Figura 16), além da força
normal. Para casos usuais de edifícios, m1yd usualmente é devido à força lateral de vento, empuxo de
terra ou líquido, ou devido a efeitos de 2ª ordem conforme 11.5.4.

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Figura 16 — Consideração de esforços por faixa

12 Disposições construtivas e detalhamento


12.1 Cobrimentos mínimos

As barras de armadura horizontais dispostas nas juntas de assentamento devem ter proteção contra
corrosão como galvanização, uso de aço inoxidável ou outras, exceto no caso de elementos construídos
em classe I de agressividade ambiental, conforme a ABNT NBR 6118, quando admite-se uso de
armadura convencional totalmente envolvida pela argamassa, com um cobrimento mínimo de 15 mm na
horizontal da face externa da parede.

No caso de armaduras envolvidas por graute, o cobrimento mínimo é de 15 mm, desconsiderada a


espessura do bloco.

12.2 Armaduras mínimas

Em elementos predominantemente fletidos, como vigas de alvenaria armada, a área da armadura


longitudinal principal não pode ser menor que 0,15 % b × d.

Em vigas altas, a armadura mínima deve ser igual a 0,10 % b × d, podendo ser levada em conta toda a
área de armadura longitudinal até a altura de 0,5 d.

Em paredes de alvenaria armada, a área da armadura longitudinal principal não pode ser menor que
0,10 % da área da seção transversal, tomada como a área da alma. Essa armadura mínima deve ser
disposta na região tracionada. Esta especificação de armadura mínima pode ser prescindida quando a
armadura efetivamente disposta levar a um momento resistente de cálculo maior ou igual a 1,4 vez o
momento solicitante de cálculo: MRd ≥ 1,4 × MSd.

Em paredes de alvenaria armada calculada no Estádio III, deve-se dispor uma armadura secundária,
perpendicular à principal, com área mínima de 0,05 % da seção transversal correspondente. No caso de
paredes calculadas no Estádio II, dispensa-se a exigência de armadura secundária mínima.

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Em pilares de alvenaria armada, a área da armadura longitudinal não pode ser menor que 0,30 % da
área da seção transversal.

Em vigas com necessidade de armadura transversal, esta deve ter taxa mínima igual a 0,07 % e 0,14 %
da área da seção, igual ao produto da largura da viga pelo espaçamento da armadura de cisalhamento,
para graute de resistência característica à compressão de 15 MPa e 40 MPa, respectivamente, podendo
os valores das taxas ser interpolados para outras resistências de graute.

12.3 Armadura máxima

Armaduras alojadas em um mesmo espaço grauteado (furo vertical ou canaleta horizontal) não podem
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ter área da seção transversal superior a 8 % da área correspondente da seção do graute envolvente,
considerando-se eventuais regiões de traspasse.

12.4 Diâmetro máximo das armaduras

As barras de armadura não podem ter diâmetro superior a 6,3 mm, quando dispostas ao longo de
cordões de argamassa em juntas de assentamento, e 25 mm em qualquer outro caso.

12.5 Espaços entre barras

As barras de armaduras devem estar suficientemente separadas, de modo a permitir o correto


lançamento e compactação do graute que as envolve.

A distância livre entre barras adjacentes não pode ser menor que:

a) o diâmetro máximo do agregado mais 5 mm;

b) 1,5 vez o diâmetro da armadura;

c) 20 mm.

12.6 Estribos de pilares e paredes

Nos pilares armados, devem-se dispor estribos com diâmetro mínimo 5 mm, com espaçamento que não
exceda 50 vezes o diâmetro do estribo.

Em paredes e pilares, deve-se verificar o espaçamento dos estribos quando se consideram armaduras
comprimidas, conforme 11.2.2 e 11.5.3.

Deve-se assegurar detalhe construtivo, de forma que o estribo efetivamente contravente a armadura
longitudinal.

12.7 Ancoragem

12.7.1 Nos elementos fletidos, excetuando-se as regiões dos apoios das extremidades, toda barra
longitudinal deve se estender além do ponto em que não é mais necessária, pelo menos por uma
distância igual ao maior valor entre a altura efetiva d ou 12 vezes o diâmetro da barra.

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As barras de armadura podem ser interrompidas em zonas tracionadas, quando uma das seguintes
condições for atendida:

a) as barras se estendam pelo menos pelo seu comprimento de ancoragem além do ponto em que
não são mais necessárias;

b) a força cortante de cálculo resistente na seção onde se interrompe a barra seja maior que o dobro
da força cortante de cálculo atuante;

c) as barras contínuas na seção de interrupção provejam o dobro da área necessária para resistir ao
momento fletor atuante na seção.
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12.7.2 Nos elementos fletidos, excetuando-se as regiões dos apoios das extremidades, toda barra
longitudinal deve se estender além do ponto em que não é mais necessária, pelo menos por uma
distância igual ao maior valor entre a altura efetiva d ou 12 vezes o diâmetro da barra.

Em uma extremidade simplesmente apoiada, cada barra tracionada deve ser ancorada de um dos
seguintes modos:

a) um comprimento efetivo de ancoragem equivalente a 12 Φ além do centro do apoio, assegurando-


se que nenhuma curva se inicie antes desse ponto;

b) um comprimento efetivo de ancoragem equivalente a 12 Φ mais metade da altura útil d, desde que
o trecho curvo não se inicie a uma distância inferior a d/2 da face do apoio.

Ancoragem de barras que nascem em elementos de concreto ou graute devem ser projetadas conforme
a ABNT NBR 6118.

12.8 Emendas

O comprimento de emenda deve ser projetado conforme a ABNT NBR 6118.

12.9 Ganchos e dobras

Ganchos e dobras devem ter dimensões e formatos tais que não provoquem concentração de tensões
no graute ou na argamassa que os envolve.

O comprimento efetivo de um gancho ou de uma dobra deve ser medido do início da dobra até um
ponto situado a uma distância de quatro vezes o diâmetro da barra além do fim da dobra, e deve ser
tomado como o maior entre o comprimento real e o seguinte:

a) para um gancho, 8 vezes o raio interno, até o limite de 24 Φ;

b) para uma dobra a 90°, 4 vezes o raio interno da dobra, até o limite de 12 Φ.

Quando uma barra com gancho for utilizada em um apoio, o início do trecho curvo deve estar a uma
distância mínima de 4 Φ sobre o apoio, medida a partir de sua face.

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12.9.1 Limite de fissuração em vigas

Estão dispensadas de verificação mais precisa de abertura de fissuras as vigas onde o diâmetro e o
espaçamento da armadura não ultrapassem os limites da Tabela 12, calculada no Estádio II na
combinação frequente do ELS, para elementos em ambientes de Classe II de agressividade ambiental
(conforme a ABNT NBR 6118).

Tabela 12 — Valores máximos de diâmetro e espaçamento de armadura passiva de alta aderência


Espaçamento máximo da armadura
Tensão na barra Diâmetro máximo da armadura mm
MPa mm
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(desconsiderar esta coluna no caso de barra


única na seção)
200 25 25
240 20 20
280 16 15
320 12,5 10
360 10 5
400 8 ―

12.9.2 Armadura intermediária em vigas

Para blocos de 14 cm e 19 cm, deve-se detalhar uma barra longitudinal de 10 mm a cada 20 cm até 2/3
da altura a partir da face tracionada, para vigas com quatro ou mais fiadas.

Figura 17 — Armadura intermediária para vigas com quatro ou mais fiadas

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Anexo A
(normativo)

Dano acidental e colapso progressivo

A.1 Princípio
As especificações apresentadas têm como objetivos principais evitar ou reduzir a probabilidade da
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ocorrência de danos acidentais em elementos da estrutura, bem como evitar colapsos progressivos de
uma parte significativa da estrutura, no caso da ocorrência de danos acidentais.

Para tanto devem ser verificados pelo menos os casos contidos em A.2 a A.4 e as providências
estabelecidas para cada um deles.

Após eventual ocorrência de dano acidental, a estrutura não tem o mesmo nível de segurança
inicialmente estabelecido no projeto, devendo ser tomadas providências e reforços para recompor a
estrutura à situação inicial antes dela poder ser novamente liberada para uso.

A.2 Danos acidentais


A.2.1 Danos diversos

Elementos estruturais que possam estar sujeitos a quaisquer ações fora do conjunto que normalmente é
considerado para as estruturas de alvenaria devem ser tratados de forma cuidadosa e específica.

Esses elementos devem receber, basicamente, três tipos de cuidados, que muitas vezes podem ser
superpostos:

a) proteção contra a atuação das ações excepcionais por meio de estruturas auxiliares;

b) reforço com armaduras construtivas que possam aumentar a ductilidade;

c) consideração da possibilidade de ruptura de um elemento, computando-se o efeito dessa


ocorrência nos elementos estruturais da vizinhança.

A.2.2 Impactos de veículos e equipamentos

Precauções especiais devem ser tomadas em relação às paredes e pilares para os quais não seja
desprezível a possibilidade de choques provocados por veículos ou equipamentos que estejam se
deslocando junto à estrutura.

Nos casos de elementos que possam ser submetidos a impactos significativos, recomenda-se a adoção
de estruturas auxiliares que possam impedir a possibilidade de ocorrência desses impactos.

Quando estruturas auxiliares que previnam os danos acidentais não puderem ser utilizadas de forma
confiável, as seguintes providências devem ser tomadas simultaneamente:

a) os elementos sob risco devem ser reforçados utilizando-se armaduras com uma taxa mínima de
0,15 % da área da seção transversal, sendo no mínimo um terço em uma direção e dois terços na
outra direção;

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b) as lajes dos pavimentos e os elementos estruturais da vizinhança devem ser dimensionados e


detalhados de forma que os elementos passíveis de serem danificados possam ser retirados da
estrutura, um de cada vez e com coeficientes de segurança reduzidos, sem que outros elementos
do sistema estrutural atinjam um ELU.

A.2.3 Explosões

Paredes e pilares ao lado de ambientes onde seja possível a ocorrência de explosões devem ser
considerados passíveis de serem danificados por esses efeitos.

Para esses casos, todos os elementos que estejam no entorno desses ambientes devem ser
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desconsiderados no sistema estrutural, um de cada vez e com coeficientes de segurança reduzidos,


sem que outros elementos do sistema estrutural atinjam um ELU.

A.3 Verificação do colapso progressivo


A.3.1 Disposições gerais

No caso de dano acidental a um elemento estrutural, deve-se assegurar que a sua ruptura não possa
levar à ruptura de parte significativa da estrutura como um todo.

A.3.2 Coeficientes de segurança para a alvenaria

O dimensionamento dos elementos de alvenaria estrutural, quanto ao carregamento produzido pela


suposição de retirada de um elemento danificado, deve ser realizado considerando-se os coeficientes γm
igual a 1,5 para a alvenaria e 1,0 para o aço e γf igual a 1,2 para ações permanentes e 1,0 para ações
variáveis.

A.4 Detalhes construtivos


A.4.1 Edifícios com laje de concreto armado moldada no local

Sobre os apoios intermediários deve-se fazer o detalhe de emenda das armaduras positivas e
dimensionar o painel considerando a possibilidade do apoio não existir (colapso de uma parede), e
deve-se prever uma armadura concentrada sob cada parede, (ver Figura A.1).

A armadura positiva deve ser verificada para a situação de um dos apoios ser removido. A distribuição
das cargas de parede sobre a laje pode levar em conta o efeito arco, de acordo com a real situação do
projeto.

Nessa verificação, os coeficientes ponderadores das ações e dos materiais são:

a) do material alvenaria = 1,5;

b) do material aço = 1,0;

c) das ações permanentes = 1,2;

d) das ações acidentais = 1,0.

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Figura A.1 — Detalhe da armadura de laje maciça sobre apoios

A.4.2 Edifícios com laje pré-moldada

As recomendações para edifícios com lajes pré-moldadas são as seguintes:

a) dimensionar cada painel prevendo a possibilidade de remoção de um dos apoios (os mesmos
coeficientes ponderadores das ações e dos materiais indicados em A.4.1 podem ser considerados
nesta seção);

b) dimensionar a cinta de respaldo incorporando uma viga armada, prevendo que essa pode ser o
apoio caso a parede seja removida (ver Figura A.2). Nesse caso, o uso de armadura treliçada pode
ser eficiente por conter armadura de combate à flexão e cisalhamento. É possível ainda incorporar
esse trecho da laje na viga formando uma seção T, desde que a armadura negativa da treliça
chegue até a região comprimida da viga (ver Figura A.3). No caso do detalhe indicado na Figura
A.3, a área de armadura negativa deve ser maior que 1,5 cm2/m.

Figura A.2 — Opção para detalhe contra colapso progressivo


em painéis de lajes pré-moldadas sem ligação entre estes

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Figura A.3 — Opção para detalhe contra colapso progressivo


em painéis de lajes pré-moldadas com ligação entre estes

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Anexo B
(normativo)

Alvenaria protendida

B.1 Dimensionamento de alvenaria protendida


B.1.1 Generalidades
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A alvenaria protendida é recomendada para casos onde inicialmente a tração é o esforço predominante,
situação comum em paredes sujeitas a ações laterais elevadas em relação ao carregamento vertical.

São exemplos dessa situação os muros de contenção como arrimos e silos, reservatórios de água,
paredes de galpões sujeitos à ação do vento, entre outros.

O dimensionamento é feito de forma que a força de protensão elimine a tração em serviço no elemento
de alvenaria.

B.1.2 Flexão e compressão

São adotadas as seguintes condições:

a) deve ser seguido o descrito em 11.1 para alvenaria não armada;

b) em serviço, não são permitidas tensões de tração na alvenaria;

c) a tração em cabo não aderido não pode exceder 70 % da sua resistência última;

d) a altura útil, d, da seção é determinada levando em conta toda a liberdade de movimento dos
cabos.

B.1.3 Força de protensão

O dimensionamento da força de protensão deve ser feito por meio da verificação de tração nula em
serviço, considerando os coeficientes de ponderação em serviço das ações, com coeficiente de
majoração de esforços igual a 0,9 para efeito favorável da força de protensão e permanente.

B.1.4 Resistência da alvenaria

O dimensionamento da alvenaria é feito como se esta fosse não armada. Deve-se verificar a resistência
da alvenaria antes e depois da ocorrência de perdas por protensão, sendo permitido reduzir o valor do
coeficiente de ponderação da resistência da alvenaria em 20 % para verificação da resistência antes
das perdas.

Deve-se levar em conta a força de protensão na consideração de esbeltez e a possibilidade de ruptura


por flambagem quando do dimensionamento da alvenaria, exceto se os cabos tiverem seu
deslocamento lateral restrito. Podem ser considerados restritos, os cabos que sejam totalmente
envolvidos com graute, ou que sejam presos à parede, ou por grauteamento localizado ou pela
utilização de algum dispositivo, em pelos menos três pontos intermediários ao longo da altura da
parede.

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B.1.5 Verificação da ruptura

O momento máximo aplicado (Md) deve ser menor que o momento último (Mu).

Para o caso de seções com largura uniforme, são utilizadas as seguintes equações:

x = Ap × fpd / (fd × b)

Mu = Ap × fpd × (d – x/2)

onde
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fpd é a tensão nominal no cabo de protensão;

Ap é a área dos cabos de protensão;

d é a altura útil da seção;

fd é a resistência à compressão da alvenaria;

b é a largura da parede;

x é a posição da linha neutra.

Em seções de largura não uniforme, deve-se adaptar a equação convenientemente.

B.1.6 Cisalhamento

Para verificação do cisalhamento é permitido computar a força de protensão (após perdas) para o
cálculo do aumento da tensão devido à pré-compressão.

B.1.7 Perdas de protensão

As perdas de protensão devidas à relaxação do aço, deformação elástica da alvenaria, movimentação


higroscópica da alvenaria, fluência da alvenaria, acomodação das ancoragens, atrito e efeitos térmicos
podem ser calculadas de acordo com B.1.7.1 a B.1.7.4.

B.1.7.1 Deformação elástica da alvenaria, movimentação higroscópica, efeitos térmicos e


fluência

A perda de protensão devida à deformação elástica da alvenaria, movimentação higroscópica, efeitos


térmicos, fluência e retração pode ser calculada pela equação:

αe ×σ m
Δσ = + E p × [(k a − k s ) × ΔT + C × σ m + ε ms ]
2

onde

Δσ é a variação média da tensão de protensão;

αe é a razão entre os módulos de elasticidade do aço e da alvenaria (quando a protensão for


aplicada com apenas um cabo, adotar esse valor igual a zero, pois não há perda por
deformação elástica da alvenaria nesse caso);

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σm é a tensão de protensão inicial no centroide dos cabos de protensão;

Ep é o módulo de elasticidade do aço do cabo de protensão;

ΔT é a variação da temperatura;

ka é o coeficiente de dilatação térmica linear da alvenaria (ver Tabela 1);

ks é o coeficiente de dilatação térmica do aço, podendo-se adotar o valor de


11,9 × 10-6 mm/mm/°C;
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C é o coeficiente de fluência específica da alvenaria (ver Tabela 1);

εms é o coeficiente de deformação unitária por retração da alvenaria (ver Tabela 1), considerado
igual a zero para bloco ou tijolo cerâmico.

B.1.7.2 Atrito, acomodação das ancoragens e relaxação do aço

As perdas por atrito, acomodação das ancoragens e relaxação do aço podem ser previstas de acordo
com as recomendações do concreto protendido, conforme a ABNT NBR 6118. Para o caso de alvenaria
protendida com cabos retos e não aderidos, não existe perda por atrito, assim como não há perdas por
acomodação das ancoragens nos casos de protensão com barras.

B.1.7.3 Tensão de contato

Sob a placa de ancoragem dos cabos deve ser executada pelo menos uma fiada de alvenaria
grauteada ou coxim de concreto, devendo as tensões de contato ser corretamente verificadas.

B.1.7.4 Ancoragem nos apoios

A ancoragem do cabo de protensão pode ser feita por meio de conjunto de placa e porca ou
diretamente em base de concreto.

B.2 Execução de alvenaria protendida


B.2.1 Quando a alvenaria for construída sobre as esperas dos cabos, são recomendadas emendas a
cada 2,0 m. Sempre que possível, cabos posicionados dentro de alvenarias não grauteadas devem ser
presos à alvenaria, por grauteamento localizado de alguns pontos ou por outros dispositivos, em três
pontos ao longo da altura.

B.2.2 Os cabos e emendas devem ser protegidos contra a corrosão.

B.2.3 A aplicação da protensão pode ser feita de maneira tradicional, utilizando-se macacos
hidráulicos ou por meio de torquímetros.

B.2.4 Quando for utilizado torquímetro, são feitas as seguintes considerações:

a) é recomendada a utilização de indicadores de tração direta (ITD) para medir a força de protensão;
quando não previstos, deve-se considerar um erro de 30 % (para limite inferior e superior) no
dimensionamento da força de protensão;

b) em todos os casos deve ser prevista uma arruela de grande dureza (HRC ≥ 50) entre a porca e a
placa de ancoragem ou entre a porca e o ITD;

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c) quando utilizados torquímetros manuais, um multiplicador de torque pode ser acoplado ao


torquímetro para facilitar a operação;

d) para escolha do torquímetro e multiplicador de torque, pode-se prever uma faixa de torque entre
0,15 e 0,35 × diâmetro da barra × força de protensão;

e) as barras utilizadas para protensão devem estar limpas, livres de corrosão ou irregularidades e a
extremidade a ser protendida deve ser engraxada.

B.2.5 Antes da protensão deve ser verificada a resistência à compressão da alvenaria.


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B.2.6 Para minimizar os efeitos de fluência, é recomendada idade mínima para protensão igual a sete
dias. É interessante realizar uma pré-protensão aos três dias, entre 15 % e 25 % da força prevista para
acelerar as deformações iniciais por fluência e também para assegurar certa estabilidade em paredes
com pequenas idades.

B.2.7 Para evitar perdas de protensão devidas à variação de temperatura, deve ser evitada a
realização da operação de protensão em dias muitos quentes ou pelo menos deve-se fazer essa
operação em horários de menor calor nesses dias. Não podem ser realizadas protensões em paredes
úmidas.

B.2.8 É admitido um erro máximo no posicionamento dos cabos de protensão igual a 0,5 cm para
seções com dimensão inferior a 20 cm, no plano de flexão; e 1,0 cm para dimensões superiores. Em
caso de ocorrência de erros maiores, deve-se informar o projetista da estrutura e ser feita revisão dos
cálculos.

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Anexo C
(normativo)

Parede com índice de esbeltez superior a 30

C.1 Especificações
As condições para dimensionamento de paredes com índice de esbeltez superior a 30 são as seguintes:
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a) as paredes devem ser armadas;

b) o elemento deve ser parede e não pilar;

c) a espessura dos blocos deve ser no mínimo igual a 140 mm;

d) os deslocamentos horizontais fora do plano, na base e no topo da parede devem ser restritos;

e) no dimensionamento, deve-se assumir a condição das extremidades como simplesmente apoiadas;

f) a máxima tensão de compressão de projeto deve ser menor ou igual a 10 % da resistência de


f pk
prisma de projeto: σ d ≤ 0,1×
γm
g) a máxima área de armadura deve levar à posição relativa da linha neutra da seção, x/d ≤ 0,5;

h) dimensionar a parede levando-se em conta os efeitos P∆;

i) o dimensionamento deve ser feito na área efetiva da parede.

C.2 Determinação do momento de cálculo total


O dimensionamento deve considerar o valor do momento descrito a seguir:

wd h2 e
M d,total = + Pd 1 + (Pd 1 + Pd 2 )Δ d
8 2

onde

wd é a força lateral de projeto;

Pd1 é a carga vertical de projeto aplicada pelo nível do topo da parede;

Pd2 é a carga vertical de projeto resultante de carregamentos de pisos acima do nível do topo da
parede;

e é a excentricidade de Pd1;

Δd é o deslocamento lateral à meia altura considerando simultaneamente as ações de projeto e o


efeito P∆.

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C.3 Cálculo do deslocamento de primeira ordem Δ0


O deslocamento lateral de primeira ordem da parede pode ser calculado pela seguinte equação:

5w d h 4 pd e h 2
Δ0 = +
384EIef 16EIef

onde

Ief é o momento de inércia efetivo da seção transversal, calculado levando em conta apenas a
área com argamassa e/ou grauteada da seção transversal da parede;
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E é o módulo de elasticidade da alvenaria, tomado na área líquida;

Elef não pode ser maior que 0,25 EI0, nem menor que EIII, sendo:

I0 o momento de inércia da seção não fissurada, calculado na área efetiva de argamassa ou


graute;

III o momento de inércia da seção fissurada, calculado na área efetiva de argamassa ou


graute.

O deslocamento Δ0 deve ser medido para levar em conta o efeito de segunda ordem, resultando na
seguinte equação como momento final de projeto:

⎡ ⎤
w h 2
e ⎢ 1 ⎥
M d,total = d + Pd 1 + (Pd 1 + Pd 2 )Δ 0 ⎢ ⎥
8 2 ⎢ 1 − (Pd 1 + Pd 2 ) ⎥
⎢⎣ Pcr ⎥⎦

onde

π (EI )ef
2

Pcr = 2 é a carga crítica;


(h) (1+ 0,5β d )γ m
βd é a razão entre o momento devido à ação permanente e o devido momento à ação total.

O deslocamento total não pode superar o valor h/250. Para o cálculo desse deslocamento aplicam-se
os coeficientes do estado-limite de serviço quase permanente, ψ1 = 0,3 para a força lateral de vento,
ψ1 = 0,4 para ação acidental, ψ1 = 1,0 para ação permanente.

Na falta de análise mais precisa, o deslocamento em serviço à meia altura pode ser estimado pela
seguinte equação:

5M s h 2
Δ0 = , para Ms ≤ Mr
48E a I0

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com

I0
M r = (ftk + σ s )
y

onde

σs é a tensão de compressão axial calculada com carga permanente de serviço, 0,9 Pk/Ae;

ftk é a resistência de tração na flexão da alvenaria;


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Mr é o momento máximo à meia altura para ELS quase permanente e considerando efeito P-∆.

Para paredes fissuradas sob ação de serviço, utilizar a seguinte equação:

5M r h 2 5 (M s − M r ) h 2
Δ0 = + , para Ms > Mr
48EI 0 48EIII

O cálculo de Ms é iterativo por ser dependente do valor do deslocamento. Deve-se fazer a iteração até
que seja atingida a convergência, observando-se a eventual ocorrência da fissuração da seção
transversal da parede.

Para evitar o processo iterativo, pode-se calcular Ms a partir do valor máximo de Δs para ELS, e estimar
o valor do deslocamento correspondente a esse momento. Se o deslocamento estimado for inferior ao
máximo admissível, a condição de serviço é considerada atendida.

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Anexo D
(informativo)

Alvenaria participante

D.1 Generalidades
A alvenaria participante é a alvenaria estrutural construída dentro de um pórtico, intencionalmente
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dimensionada e construída como parte do sistema de contraventamento.

D.2 Paredes participantes


D.2.1 Geral

As paredes participantes devem ser projetadas para resistir a todas as ações aplicadas dentro e fora do
plano.

D.2.2 Modelos analíticos

D.2.2.1 Modelo de diagonal comprimida

A alvenaria participante pode ser considerada usando o modelo de barra diagonal comprimida.

D.2.2.2 Ação composta entre a parede participante e o pórtico

As paredes participantes ligadas e vinculadas aos elementos do pórtico para criar uma ação composta
como um todo devem ser projetadas para resistência e rigidez com base nos cálculos efetuados
considerando a ação conjunta. Tensões na alvenaria devem ser consideradas nas deformações
diferenciais e deve-se considerar a alvenaria como uma área da seção de parede participante
resultante.

D.2.2.3 Paredes participantes com aberturas ou juntas

As paredes participantes não podem ter aberturas ou espaços vazios sem preenchimento entre o painel
de alvenaria e o pórtico, a menos que o projetista indique por meio de ensaios experimentais ou
investigações especiais que a ação da diagonal comprimida pode ser formada e todos os outros
requisitos estruturais da parede participante possam ser desenvolvidos.

NOTA 1 O uso de espaços vazios entre o painel de alvenaria e o elemento estrutural superior para permitir a
movimentação vertical deste elemento resulta em desvios laterais importantes na estrutura, antes do
desenvolvimento da diagonal comprimida na parede participante.

NOTA 2 Quando uma abertura interferir na diagonal comprimida, análises podem demonstrar que uma diagonal
comprimida alternativa pode ser desenvolvida ligando a parede participante ao pórtico na interface pórtico-
diagonal comprimida.

NOTA 3 Na presença de juntas não preenchidas ou preenchidas com material deformável, análises podem
demonstrar a efetividade do sistema.

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D.2.2.4 Cargas verticais

As paredes participantes devem ser projetadas para resistir a todas as cargas verticais transferidas a
elas pelo pórtico.

D.2.2.5 Efeitos das paredes participantes nas distribuições de cargas laterais

O aumento da rigidez de elementos resistentes a cargas laterais, que consistem em paredes


participantes trabalhando em conjunto com pórticos circundantes, deve ser levado em conta quando da
distribuição das cargas aplicadas a estes elementos.

NOTA Um modelo de treliça padrão pode ser utilizado na análise, estando o tamanho e as propriedades da
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diagonal comprimida estabelecidos em D.2.3.2 e D.2.3.3.

D.2.3 Projeto de paredes participantes

D.2.3.1 Cisalhamento

As paredes participantes devem resistir aos esforços de cisalhamento.

D.2.3.2 Cisalhamento por escorregamento da junta horizontal

As paredes participantes devem resistir aos esforços de cisalhamento aplicados no plano de acordo
com 6.2.2.6.

As forças de cisalhamento não são transferidas por meio da interface entre os elementos do pórtico e a
alvenaria participante, exceto pelo apoio direto da diagonal comprimida.

Atenção especial deve ser dada para a resistência ao cisalhamento por escorregamento, uma vez que
uma falha de cisalhamento por escorregamento da parede participante pode levar a uma condição de
fissura horizontal, redirecionando a biela sobre a parte superior da alvenaria para o pórtico,
potencialmente levando a uma falha prematura do pilar do pórtico envolvente.

Os elementos do pórtico e as suas ligações devem ser projetados para resistir às forças de
cisalhamento adicionais introduzidas pela ação da diagonal comprimida. Os elementos de pilar, viga ou
laje em contato com a alvenaria participante devem ser dimensionados considerando os esforços de
cortante e momento, obtidos no modelo considerando a diagonal equivalente, medidos por um fator
adicional igual a 1,1. Especialmente a força cortante transferida da diagonal equivalente da alvenaria
participante deve ser somada aos esforços dos pilares (ver Figura D.1).

NOTA A componente vertical da força da diagonal comprimida é considerada na resistência ao cisalhamento


por escorregamento do painel, considerando apenas a parcela da ação vertical permanente convenientemente
ponderada.

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Figura D.1 — Posição sugerida da força diagonal resultante


para dimensionamento dos pilares do pórtico

D.2.3.3 Largura da diagonal comprimida

A largura da diagonal comprimida, w, deve ser calculada conforme descrito a seguir:

w = α h2 + α L2

onde

αh é o comprimento de contato vertical entre o pórtico e a diagonal comprimida;

αL é o comprimento de contato horizontal entre o pórtico e a diagonal comprimida.

Estimados como:

π4 4Ef Ic h
αh =
2 E mt ap sen2θ

4E f Ib hl
αL = π 4
E m t ap sen2θ

onde

Ea e Ep são os módulos de elasticidade do material da parede de alvenaria e pórtico;

heℓ são a altura e o comprimento da parede participante, respectivamente;

tap equivale a duas vezes a soma da espessura das paredes longitudinais do bloco para o
caso de bloco vazado não totalmente grauteado; ou, é a espessura da parede para o
caso de tijolo maciço ou bloco vazado totalmente grauteado;

Ip e Iv são momentos de inércia do pilar e da viga do pórtico, respectivamente;

θ é a tan–1 (h/ℓ), expressa em graus.

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D.2.3.4 Diagonal comprimida efetiva

D.2.3.4.1 Largura da diagonal comprimida efetiva para cálculo de resistência

A largura da diagonal comprimida efetiva, weff, para o cálculo da resistência à compressão da diagonal
comprimida deve ser tomada como w/2 e não pode exceder um quarto do comprimento da diagonal.

D.2.3.4.2 Rigidez efetiva da diagonal comprimida

A rigidez efetiva da diagonal comprimida utilizada nos cálculos dos esforços e deslocamentos é
calculada conforme a seguir:
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rigidez efetiva = φst weff tap Em/ℓs

onde

ℓs é o comprimento da diagonal comprimida diminuído de w/2;

φst é o fator que leva em conta a redução de rigidez, calculado como 0,5.

D.2.3.4.3 Resistência à compressão da diagonal comprimida

A resistência à compressão da diagonal comprimida deve ser calculada de acordo com 6.2.2.3, usando
a resistência à compressão da alvenaria fk multiplicada por um fator que corrija a resistência à
compressão normal à junta pela resistência na direção da diagonal. Na falta de outra informação, esse
fator deve ser calculado igual a 0,5. A área da seção transversal efetiva da diagonal comprimida deve
ser igual à largura weff, multiplicada pela largura da alvenaria. Efeitos de esbeltez devem ser incluídos
de acordo com 11.2, considerando a altura efetiva (hef) igual ao comprimento da diagonal comprimida,
diminuído de w/2 (ℓs).

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Anexo E
(informativo)

Painel sob ação lateral fora do plano

E.1 Generalidades
Para projeto de painéis de alvenaria sob ação lateral fora do plano, os esforços podem ser calculados
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conforme E.2 a E.5. Outros modelos, como de grelha equivalente, podem ser utilizados, desde que
sejam feitas considerações sobre fissuração e propriedades da alvenaria em cada direção.

Essas especificações são válidas para painéis de espessura única não superior a 25 cm.

NOTA As Tabelas E.1 e E.2 são baseadas nas CSA S304/2014 e EN 1996-1-1/2005.

E.2 Coeficiente de ortogonalidade


O coeficiente de ortogonalidade da resistência à flexão, μ, pode ser determinado pela equação descrita
a seguir:

⎛ P ⎞
⎜⎜ ftd,normal + f ⎟⎟
Ae ⎠ ≤ 1,0
μ=⎝
ftd,paralela

onde

ftd,normal é a resistência à tração na flexão normal à junta de assentamento, em valores de projeto;

ftd,paralela é a resistência à tração na flexão paralela à junta de assentamento, em valores de


projeto;

Pf é a carga axial, considerada igual a 90 % da carga permanente, com Pf não superior a


Ae
0,15 MPa;

Ae é a área efetiva da seção.

E.3 Cálculo dos esforços


Md,paralelo (flexão horizontal) = βf wd ℓ2

Md,normal (flexão vertical) = μ βf wd ℓ2

onde

wd é a pressão lateral por área em valor de projeto;

βf é o fator para cálculo do momento conforme as Tabelas E.1 e E.2;

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ℓ é a largura do painel;

μ é o coeficiente de ortogonalidade.

E.4 Alvenaria não armada


O cálculo de esforços leva em conta a fissuração da alvenaria, descontando a resistência à flexão da
alvenaria ao longo da primeira fissura do painel.

Não é permitida consideração de lados engastados, sendo considerados casos de painel apoiado em
três ou quatros lados. Painéis apoiados em uma única direção podem ser resolvidos de forma isostática.
Projeto em Consulta Nacional

E.4.1 Dimensões-limite

A aplicação das dimensões-limite está limitada aos painéis cuja largura (ℓ) e altura (h) não excedam 50
vezes a espessura (t) da alvenaria.

O produto entre a altura e a largura do painel também deve ser limitado a:

a) painéis apoiados nos três lados: altura × largura (h × ℓ) menor ou igual a 1 350t2;

b) painéis apoiados nos quatro lados: altura × largura (h × ℓ) menor ou igual a 2 025t2.

E.4.2 Fatores para cálculo de esforços

Os valores dos fatores βf para cálculo dos momentos são apresentados na Tabela E.1.

Tabela E.1 — Coeficientes para cálculo de momentos de ruptura para painéis de alvenaria
não armada com carga uniformemente distribuída
Coeficientes para cálculo do momento de ruptura – βf
Vinculações do painel h/ℓ
μ 0,30 0,40 0,50 0,75 1,00 1,25 1,50 1,75 2,00 2,50 3,00
1,00 0,011 0,020 0,026 0,037 0,045 0,060 0,075 0,091 0,106 0,122 0,123
0,90 0,012 0,022 0,028 0,038 0,048 0,064 0,080 0,096 0,113 0,122 0,123
0,80 0,014 0,024 0,029 0,040 0,052 0,069 0,086 0,103 0,118 0,122 0,123
0,70 0,016 0,025 0,031 0,042 0,057 0,075 0,093 0,112 0,118 0,122 0,123
0,60 0,019 0,027 0,033 0,044 0,063 0,082 0,102 0,113 0,118 0,122 0,123
0,50 0,022 0,029 0,035 0,049 0,070 0,092 0,104 0,113 0,118 0,122 0,123
0,40 0,025 0,032 0,038 0,056 0,080 0,104 0,113 0,113 0,118 0,122 0,123
0,35 0,027 0,034 0,040 0,061 0,087 0,113 0,113 0,113 0,118 0,122 0,123
0,30 0,029 0,360 0,042 0,067 0,095 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125
1,00 0,031 0,038 0,045 0,075 0,106 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125
0,90 0,032 0,040 0,048 0,080 0,113 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125
0,80 0,034 0,042 0,052 0,086 0,120 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125
0,70 0,035 0,044 0,057 0,093 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125
0,60 0,038 0,047 0,063 0,102 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125
0,50 0,040 0,053 0,070 0,113 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125
0,40 0,043 0,061 0,080 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125
0,35 0,046 0,066 0,087 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125
0,30 0,051 0,073 0,095 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125 0,125

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 63/72


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Tabela E.1 (continuação)


Coeficientes para cálculo do momento de ruptura – βf
Vinculações do painel h/ℓ
μ 0,30 0,40 0,50 0,75 1,00 1,25 1,50 1,75 2,00 2,50 3,00
1,00 0,011 0,020 0,031 0,070 0,106 0,127 0,146 0,164 0,180 0,240 0,301
0,90 0,013 0,022 0,035 0,078 0,111 0,132 0,152 0,152 0,193 0,256 0,321
0,80 0,014 0,025 0,039 0,088 0,116 0,139 0,159 0,159 0,208 0,276 0,344
0,70 0,016 0,029 0,045 0,097 0,123 0,156 0,167 0,167 0,227 0,299 0,373
0,60 0,019 0,033 0,052 0,103 0,130 0,155 0,176 0,176 0,250 0,329 0,408
Projeto em Consulta Nacional

0,50 0,023 0,040 0,063 0,111 0,140 0,165 0,195 0,195 0,280 0,366 0,454
0,40 0,028 0,050 0,078 0,122 0,152 0,179 0,225 0,225 0,321 0,418 0,515
0,35 0,032 0,057 0,089 0,128 0,160 0,194 0,244 0,244 0,347 0,451 0,556
0,30 0,038 0,067 0,098 0,137 0,169 0,214 0,269 0,269 0,381 0,493 0,606
Legenda

borda livre

lado simplesmente apoiado

lado engastado

NOTA 1 Interpolação linear para valores de μ e h/ℓ é permitida.

NOTA 2 Regiões sombreadas indicam que a flexão ocorre em uma direção predominante.

E.5 Alvenaria armada


No caso de alvenaria armada, o coeficiente de ortogonalidade depende do detalhamento da armadura,
sendo sugerido adotar inicialmente o mesmo valor indicado em E.2.

Para o cálculo de esforços é permitida consideração de lados engastados, devendo a ligação da borda
do painel, incluindo a armadura, ser detalhada de acordo com a consideração feita.

E.5.1 Dimensões-limite

Para painéis cujas relações entre altura e espessura (h/t) e largura e espessura (ℓ/t) estejam dentro dos
limites indicados na Figura E.1, pode-se admitir que o estado-limite de serviço está atendido. Nesta
verificação de dimensões-limite, lados engastados devem ser considerados simplesmente apoiados.

Para casos fora desse limite é necessário fazer a análise dos deslocamentos-limite do painel, levando
em conta a fissuração deste.

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Figura E.1 — Dimensões-limite de painéis armados


(limites válidos abaixo, a esquerda ou sobre a curva)

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E.5.2 Cálculo de esforços

Os valores dos fatores βf para cálculo dos momentos são apresentados na Tabela E.2.

Tabela E.2 — Coeficientes para cálculo de momentos de ruptura para painéis de alvenaria
armada com carga uniformemente distribuída
Valores de βƒ
Condição de apoio do painel h/ℓ
μ 0,30 0,50 0,75 1,00 1,25 1,50 1,75 2,00
1,00 0,031 0,0450 0,059 0,071 0,079 0,085 0,090 0,094
Projeto em Consulta Nacional

0,90 0,032 0,0470 0,061 0,073 0,081 0,087 0,092 0,095


0,80 0,034 0,0490 0,064 0,075 0,083 0,089 0,093 0,097
0,70 0,035 0,0510 0,066 0,077 0,085 0,091 0,095 0,098
0,60 0,038 0,0530 0,069 0,080 0,088 0,093 0,097 0,100
0,40 0,040 0,0560 0,073 0,083 0,090 0,095 0,099 0,102
0,50 0,043 0,0610 0,077 0,087 0,093 0,098 0,101 0,104
0,35 0,045 0,0640 0,080 0,089 0,095 0,100 0,103 0,105
0,30 0,048 0,0670 0,082 0,091 0,097 0,101 0,104 0,107
0,25 0,050 0,0710 0,085 0,094 0,099 0,103 0,106 0,109
0,20 0,054 0,0750 0,089 0,097 0,102 0,105 0,108 0,111
0,15 0,060 0,0800 0,093 0,100 0,104 0,108 0,110 0,113
0,10 0,069 0,0870 0,098 0,104 0,108 0,111 0,113 0,115
0,05 0,082 0,9700 0,105 0,110 0,113 0,115 0,116 0,117
1,00 0,024 0,035 0,046 0,053 0,059 0,062 0,065 0,068
0,90 0,025 0,036 0,047 0,055 0,060 0,063 0,066 0,068
0,80 0,027 0,037 0,049 0,056 0,061 0,065 0,067 0,069
0,70 0,028 0,039 0,051 0,058 0,062 0,066 0,068 0,070
0,60 0,030 0,042 0,053 0,059 0,064 0,067 0,069 0,071
0,40 0,031 0,044 0,055 0,061 0,066 0,069 0,071 0,072
0,50 0,034 0,047 0,057 0,063 0,067 0,070 0,072 0,074
0,35 0,035 0,049 0,059 0,065 0,068 0,071 0,073 0,074
0,30 0,037 0,051 0,061 0,066 0,070 0,072 0,074 0,075
0,25 0,039 0,053 0,062 0,068 0,071 0,073 0,075 0,077
0,20 0,043 0,056 0,065 0,069 0,072 0,074 0,076 0,078
0,15 0,047 0,059 0,067 0,071 0,074 0,076 0,077 0,079
0,10 0,052 0,063 0,070 0,074 0,076 0,078 0,079 0,080
0,05 0,060 0,069 0,074 0,077 0,079 0,080 0,081 0,082

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Tabela E.2 (continuação)


Valores de βƒ
Condição de apoio do painel h/ℓ
μ 0,30 0,50 0,75 1,00 1,25 1,50 1,75 2,00
1,00 0,020 0,028 0,037 0,042 0,045 0,048 0,050 0,051
0,90 0,021 0,029 0,038 0,043 0,046 0,048 0,050 0,052
0,80 0,022 0,031 0,039 0,043 0,047 0,049 0,051 0,052
0,70 0,023 0,032 0,040 0,044 0,048 0,050 0,051 0,053
0,60 0,024 0,034 0,041 0,046 0,049 0,051 0,052 0,053
0,50 0,025 0,035 0,043 0,047 0,050 0,052 0,053 0,054
Projeto em Consulta Nacional

0,40 0,027 0,038 0,044 0,048 0,051 0,053 0,054 0,055


0,35 0,029 0,039 0,045 0,049 0,052 0,053 0,054 0,055
0,30 0,030 0,040 0,046 0,050 0,052 0,054 0,055 0,056
0,25 0,032 0,042 0,048 0,051 0,053 0,054 0,056 0,057
0,20 0,034 0,043 0,049 0,052 0,054 0,055 0,056 0,058
0,15 0,037 0,046 0,051 0,053 0,055 0,056 0,057 0,059
0,10 0,041 0,048 0,053 0,055 0,056 0,057 0,058 0,059
0,05 0,046 0,052 0,055 0,057 0,058 0,059 0,059 0,060
1,00 0,013 0,021 0,029 0,035 0,040 0,043 0,045 0,047
0,90 0,014 0,022 0,031 0,036 0,040 0,043 0,046 0,048
0,80 0,015 0,023 0,032 0,038 0,041 0,044 0,047 0,048
0,70 0,016 0,025 0,033 0,039 0,043 0,045 0,047 0,049
0,60 0,017 0,026 0,035 0,040 0,044 0,046 0,048 0,050
0,50 0,018 0,028 0,037 0,042 0,045 0,048 0,050 0,051
0,40 0,020 0,031 0,039 0,043 0,047 0,049 0,051 0,052
0,35 0,022 0,032 0,040 0,044 0,048 0,050 0,051 0,053
0,30 0,023 0,034 0,041 0,046 0,049 0,051 0,052 0,053
0,25 0,025 0,035 0,043 0,047 0,050 0,052 0,053 0,054
0,20 0,027 0,038 0,044 0,048 0,051 0,053 0,054 0,055
0,15 0,030 0,040 0,046 0,050 0,052 0,054 0,055 0,056
0,10 0,034 0,043 0,049 0,052 0,054 0,055 0,056 0,057
0,05 0,041 0,048 0,053 0,055 0,056 0,057 0,058 0,059
1,00 0,008 0,018 0,030 0,042 0,051 0,059 0,066 0,071
0,90 0,009 0,019 0,032 0,044 0,054 0,062 0,068 0,074
0,80 0,010 0,021 0,035 0,046 0,056 0,064 0,071 0,076
0,70 0,011 0,023 0,037 0,049 0,059 0,067 0,073 0,078
0,60 0,012 0,025 0,040 0,053 0,062 0,070 0,076 0,081
0,50 0,014 0,028 0,044 0,057 0,066 0,074 0,080 0,085
0,40 0,017 0,032 0,049 0,062 0,071 0,078 0,084 0,088
0,35 0,018 0,035 0,052 0,064 0,074 0,081 0,086 0,090
0,30 0,020 0,038 0,055 0,068 0,077 0,083 0,089 0,093
0,25 0,023 0,042 0,059 0,071 0,080 0,087 0,091 0,096
0,20 0,026 0,046 0,064 0,076 0,084 0,090 0,095 0,099
0,15 0,032 0,053 0,070 0,081 0,089 0,094 0,098 0,103
0,10 0,039 0,062 0,078 0,088 0,095 0,100 0,103 0,106
0,05 0,054 0,076 0,090 0,098 0,103 0,107 0,109 0,110

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 67/72


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FEV 2020

Tabela E.2 (continuação)


Valores de βƒ
Condição de apoio do painel h/ℓ
μ 0,30 0,50 0,75 1,00 1,25 1,50 1,75 2,00
1,00 0,008 0,016 0,026 0,034 0,041 0,046 0,051 0,054
0,90 0,008 0,017 0,027 0,036 0,042 0,048 0,052 0,055
0,80 0,009 0,018 0,029 0,037 0,044 0,049 0,054 0,057
0,70 0,010 0,020 0,031 0,039 0,046 0,051 0,055 0,058
0,60 0,011 0,022 0,033 0,042 0,048 0,053 0,057 0,060
0,50 0,013 0,024 0,036 0,044 0,051 0,056 0,059 0,062
Projeto em Consulta Nacional

0,40 0,015 0,027 0,039 0,048 0,054 0,058 0,062 0,064


0,35 0,016 0,029 0,041 0,050 0,055 0,060 0,063 0,066
0,30 0,018 0,031 0,044 0,052 0,057 0,062 0,065 0,067
0,25 0,020 0,034 0,046 0,054 0,060 0,063 0,066 0,069
0,20 0,023 0,037 0,049 0,057 0,062 0,066 0,068 0,070
0,15 0,027 0,042 0,053 0,060 0,065 0,068 0,070 0,072
0,10 0,032 0,048 0,058 0,064 0,068 0,071 0,073 0,074
0,05 0,043 0,057 0,066 0,070 0,073 0,075 0,077 0,078
1,00 0,005 0,011 0,018 0,024 0,029 0,033 0,036 0,039
0,90 0,006 0,012 0,019 0,025 0,030 0,034 0,037 0,040
0,80 0,006 0,013 0,020 0,027 0,032 0,035 0,038 0,041
0,70 0,007 0,014 0,022 0,028 0,033 0,037 0,04 0,042
0,60 0,008 0,015 0,024 0,030 0,035 0,038 0,041 0,043
0,50 0,009 0,017 0,025 0,032 0,036 0,040 0,043 0,045
0,40 0,010 0,019 0,028 0,034 0,039 0,042 0,045 0,047
0,35 0,011 0,021 0,029 0,036 0,040 0,043 0,046 0,047
0,30 0,013 0,022 0,031 0,037 0,041 0,044 0,047 0,049
0,25 0,014 0,024 0,033 0,039 0,043 0,046 0,048 0,051
0,20 0,016 0,027 0,035 0,041 0,045 0,047 0,049 0,052
0,15 0,019 0,030 0,038 0,043 0,047 0,049 0,051 0,053
0,10 0,023 0,034 0,042 0,047 0,050 0,052 0,053 0,054
0,05 0,031 0,041 0,047 0,051 0,053 0,055 0,056 0,056
1,00 0,007 0,014 0,022 0,028 0,033 0,037 0,040 0,042
0,90 0,008 0,015 0,023 0,029 0,034 0,038 0,041 0,043
0,80 0,008 0,016 0,024 0,031 0,035 0,039 0,042 0,044
0,70 0,009 0,017 0,026 0,032 0,037 0,040 0,043 0,045
0,60 0,010 0,019 0,028 0,034 0,038 0,042 0,044 0,046
0,50 0,011 0,021 0,030 0,036 0,040 0,043 0,046 0,048
0,40 0,013 0,023 0,032 0,038 0,042 0,045 0,047 0,049
0,35 0,014 0,025 0,033 0,039 0,043 0,046 0,048 0,050
0,30 0,016 0,026 0,035 0,041 0,044 0,047 0,049 0,051
0,25 0,018 0,028 0,037 0,042 0,046 0,048 0,050 0,052
0,20 0,020 0,031 0,039 0,044 0,047 0,050 0,052 0,054
0,15 0,023 0,034 0,042 0,046 0,049 0,051 0,053 0,055
0,10 0,027 0,038 0,045 0,049 0,052 0,053 0,055 0,057
0,05 0,035 0,044 0,050 0,053 0,055 0,056 0,057 0,058

68/72 NÃO TEM VALOR NORMATIVO


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Tabela E.2 (continuação)


Valores de βƒ
Condição de apoio do painel h/ℓ
μ 0,30 0,50 0,75 1,00 1,25 1,50 1,75 2,00
1,00 0,004 0,009 0,015 0,021 0,026 0,030 0,033 0,036
0,90 0,004 0,010 0,016 0,022 0,027 0,031 0,034 0,037
0,80 0,005 0,010 0,017 0,023 0,028 0,032 0,035 0,038
0,70 0,005 0,011 0,019 0,025 0,030 0,033 0,037 0,039
0,60 0,006 0,013 0,020 0,026 0,031 0,035 0,038 0,041
0,50 0,007 0,014 0,022 0,028 0,033 0,037 0,040 0,042
Projeto em Consulta Nacional

0,40 0,008 0,016 0,024 0,031 0,035 0,039 0,042 0,044


0,35 0,009 0,017 0,026 0,032 0,037 0,040 0,043 0,045
0,30 0,010 0,019 0,028 0,034 0,038 0,042 0,044 0,046
0,25 0,011 0,021 0,030 0,036 0,040 0,043 0,046 0,048
0,20 0,013 0,023 0,032 0,038 0,042 0,045 0,047 0,050
0,15 0,016 0,026 0,035 0,041 0,044 0,047 0,049 0,051
0,10 0,020 0,031 0,039 0,044 0,047 0,050 0,052 0,054
0,05 0,027 0,038 0,045 0,049 0,052 0,053 0,055 0,056
1,00 0,009 0,023 0,046 0,071 0,096 0,122 0,151 0,180
0,90 0,010 0,026 0,050 0,076 0,103 0,131 0,162 0,193
0,80 0,012 0,028 0,054 0,083 0,111 0,142 0,175 0,208
0,70 0,013 0,032 0,060 0,091 0,121 0,156 0,191 0,227
0,60 0,015 0,036 0,067 0,100 0,135 0,173 0,211 0,250
0,50 0,018 0,042 0,077 0,113 0,153 0,195 0,237 0,280
0,40 0,021 0,050 0,090 0,131 0,177 0,225 0,272 0,321
0,35 0,024 0,055 0,098 0,144 0,194 0,244 0,296 0,347
0,30 0,027 0,062 0,108 0,160 0,214 0,269 0,325 0,381
0,25 0,032 0,071 0,122 0,180 0,240 0,300 0,362 0,428
0,20 0,038 0,083 0,142 0,208 0,276 0,344 0,413 0,488
0,15 0,048 0,100 0,173 0,250 0,329 0,408 0,488 0,570
0,10 0,054 0,131 0,225 0,321 0,418 0,515 0,613 0,698
0,05 0,106 0,208 0,344 0,482 0,620 0,759 0,898 0,959
1,00 0,009 0,021 0,038 0,056 0,074 0,091 0,108 0,123
0,90 0,010 0,023 0,041 0,060 0,079 0,097 0,113 0,129
0,80 0,011 0,025 0,045 0,065 0,084 0,103 0,120 0,136
0,70 0,012 0,028 0,049 0,070 0,091 0,110 0,128 0,145
0,60 0,014 0,031 0,054 0,077 0,099 0,119 0,138 0,155
0,50 0,016 0,035 0,061 0,085 0,109 0,130 0,149 0,167
0,40 0,019 0,041 0,069 0,097 0,121 0,144 0,164 0,182
0,35 0,021 0,045 0,075 0,104 0,129 0,152 0,173 0,191
0,30 0,024 0,050 0,082 0,112 0,139 0,162 0,183 0,202
0,25 0,028 0,056 0,091 0,123 0,150 0,174 0,196 0,217
0,20 0,033 0,064 0,103 0,136 0,165 0,190 0,211 0,234
0,15 0,040 0,077 0,119 0,155 0,184 0,210 0,231 0,253
0,10 0,053 0,096 0,144 0,182 0,213 0,238 0,260 0,279
0,05 0,080 0,136 0,190 0,230 0,260 0,286 0,306 0,317

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 69/72


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PROJETO ABNT NBR 16868-1
FEV 2020

Tabela E.2 (continuação)


Valores de βƒ
Condição de apoio do painel h/ℓ
μ 0,30 0,50 0,75 1,00 1,25 1,50 1,75 2,00
1,00 0,006 0,015 0,029 0,044 0,059 0,073 0,088 0,102
0,90 0,007 0,017 0,032 0,047 0,063 0,078 0,093 0,107
0,80 0,008 0,018 0,034 0,051 0,067 0,084 0,099 0,114
0,70 0,009 0,021 0,038 0,056 0,073 0,090 0,106 0,122
0,60 0,010 0,023 0,042 0,061 0,080 0,098 0,115 0,131
0,50 0,012 0,027 0,048 0,068 0,089 0,108 0,126 0,142
Projeto em Consulta Nacional

0,40 0,014 0,032 0,055 0,078 0,100 0,121 0,139 0,157


0,35 0,016 0,035 0,060 0,084 0,108 0,129 0,148 0,165
0,30 0,001 0,039 0,066 0,092 0,116 0,138 0,158 0,176
0,25 0,021 0,044 0,073 0,101 0,127 0,150 0,170 0,19
0,20 0,025 0,052 0,084 0,114 0,141 0,165 0,185 0,206
0,15 0,031 0,061 0,098 0,131 0,159 0,184 0,205 0,226
0,10 0,041 0,078 0,121 0,156 0,186 0,212 0,233 0,252
0,05 0,064 0,114 0,164 0,204 0,135 0,260 0,281 0,292
NOTA A interpolação linear para valores de μ e h/ℓ é permitida.

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Anexo F
(informativo)

Especificação dos materiais da alvenaria

F.1 Especificação
Para projeto de edifícios de alvenaria estrutural com paredes revestidas, a Tabela F.1 apresenta valores
Projeto em Consulta Nacional

de referência para especificação das resistências dos materiais argamassa, graute e prisma em função
da resistência do bloco. Os valores sugeridos são válidos para as geometrias indicadas e para
argamassas e graute de cimento, cal, e agregado graúdo sem aditivos ou adições.

Esses valores de referência são sugeridos e devem ser confirmados na caracterização prévia dos
materiais e durante o controle de obra (ver ABNT NBR 16868-2).

Tabela F.1 — Recomendação para especificação dos materiais da alvenaria estrutural


fbk fa fgk fpk fpk* Espessura
mínima de
Tipo de bloco fpk/fbk fpk*/fpk parede do
MPa MPa bloco
mm
3,0 4,0 15,0 0,80 2,00 2,4 4,8 25
4,0 4,0 15,0 0,80 2,00 3,2 6,4 25
6,0 6,0 15,0 0,75 1,75 4,5 0,9 25
8,0 6,0 20,0 0,75 1,75 6,0 10,5 25
10,0 8,0 20,0 0,70 1,75 7,0 12,3 25
Bloco vazado de
concreto, conforme a 12,0 8,0 25,0 0,70 1,60 8,4 13,4 25
ABNT NBR 6136 14,0 12,0 25,0 0,70 1,60 9,8 15,7 25
(ref. 14 × 39 cm)
16,0 12,0 30,0 0,65 1,60 10,4 16,6 25
18,0 14,0 30,0 0,65 1,60 11,7 18,7 25
20,0 14,0 35,0 0,60 1,60 12,0 19,2 25
22,0 18,0 35,0 0,60 1,60 13,2 21,1 25
24,0 18,0 40,0 0,60 1,60 14,4 23,0 25
4,0 4,0 15,0 0,50 1,60 2,0 3,2 8
Bloco cerâmico de
parede vazada, 6,0 6,0 15,0 0,50 1,60 3,0 4,8 8
conforme a 8,0 6,0 20,0 0,50 1,60 4,0 6,4 8
ABNT NBR 15270-1 10,0 8,0 25,0 0,45 1,60 4,5 7,2 8
(ref. 14 × 29 cm)
12,0 8,0 25,0 0,45 1,60 5,4 8,6 8
Bloco cerâmico de 10,0 8,0 20,0 0,60 1,60 6,0 9,6 22
parede maciça,
conforme a 14,0 12,0 25,0 0,60 1,60 8,4 13,4 25
ABNT NBR 15270-1
(ref. 14 × 29 cm) 18,0 15,0 30,0 0,60 1,60 10,8 17,3 30

fpk* = resistência de prisma cheio.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 71/72


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Bibliografia

[1] CSA S304 (2014), Design of masonry structures

[2] EN 1996-1-1 (2005), Eurocode 6: Design of masonry structures — Part 1-1: General rules for
reinforced and unreinforced masonry structures
Projeto em Consulta Nacional

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