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Atividade - 1 - SPDA Data: 02/07/2020

Disciplina: Instalações Elétricas Industriais Valor: Não se aplica


Professor (a): Marcelo Queiroz Nota: Não se aplica
Aluno (a): Renato Almeida Turma: Turma: 2ELM1N1
1°Sem./2020 Curso Técnico em Eletromecânica – Módulo II N° de Cópias: 3 ( ) F- ( ) F-V

Pesquise sobre os dispositivos de proteção abaixo e descreve o que é cada um, descreva onde
são utilizados e por quê. Anexe fotos e coloque a fonte de onde tirou as informações.

• Centelhadores a gás.
• Centelhadores a ar.
• Varistores.
• Para-raios de linha.
• Diodos especiais.
• Filtros.

Centelhadores a gás:
Um centelhador, às vezes chamado de dispersor a gás, ou mais antigamente de
mata-chispas serve basicamente como proteção contra surtos de tensão quer
derivados eletricamente em algum local quer derivado de raios em tempestades
elétricas..
Esse tipo de dispositivo é basicamente constituído de dois ou mais elementos
metálicos, com pontas, contrapostas e separados por um determinado espaço, de
micrômetros a milímetros.
Quando uma diferença de potencial, um surto de tensão, se apresentar com tensão
suficiente para irromper arco elétrico entre as duas pontas o conjunto passa a se
comportar como um curto circuito, dissipando a energia contida no surto de
tensão.. Nas condições normais a relação de separação das pontas e a tensão
necessária para irromper arco é de 1.000 Volts para cada milímetro de separação,

mas isso, no meio ambiente e conforme a umidade do ar e a altitude pode variar e


muito.
Dai nasceram os centelhadores a gás ou dispersores a gás, consistidos dessas
mesmas pontas porém em um ambiente fechado e com atmosfera estável e sabida..
Centelhadores a gás:

Centelhadores a Ar:
Os centelhadores são dispositivos de proteção que se baseiam na rigidez dielétrica do ar
ambiente. O ar é um isolante até determinado ponto. Se a tensão superar um determinado valor,
o ar perde suas propriedades isolantes, ioniza-se e passa a conduzir intensamente a corrente
elétrica.
É o que sucede com a própria descarga atmosférica, quando a umidade da chuva, no momento
em que ela se forma, reduz a rigidez dielétrica do ar a ponto de permitir o aparecimento das
descargas entre as nuvens e entre as nuvens e o solo na forma de raio.
Para o ar seco, a rigidez dielétrica do ar é de aproximadamente 10 000 V/cm, para eletrodos
planos.
Isso significa que duas placas de metal separadas por uma distância de 1 cm, conforme visto na
figura 9, podem isolar uma tensão de até 10.000 V.
Isolação de até 10 kV.

Uma tensão maior "rompe" o dielétrico que é o ar, e a centelha aparece.


Para eletrodos em forma de ponta, a distância diminui, e é ai que entra em cena o centelhador
usado na proteção de linhas telefônicas e de dados de muitos equipamentos, inclusive telefones
comuns.
Esse componente é formado por duas pontas ou agulhas separadas por uma distância que
depende de qual seja a tensão que desejamos para que ele entre em ação. Veja a figura 10.

Centelhador para proteção de linha telefônica.

Se um pico de tensão, causado por uma descarga atmosférica, por exemplo, chegar ao
centelhador, ocorre a ionização do ar entre suas pontas e uma faísca surge absorvendo a
energia e evitando que ela chegue ao aparelho.

VARISTORES

São resistores cuja a resistência varia de acordo com a tensão aplicada vdr.( voltage dependant
resistor)
I = Kva a= função não linear.

1-Varistor SiC carboneto de silício


São varistores convencionais de linha, que se forem ligados permanentemente a rede admitem
uma corrente de fuga, a qual causa sobre aquecimento do varistor é por isso ele precisa estar
ligado com um centelhador em série(gap).

2- Varistor ZnO Óxido de Zinco


São varistores feitos de cerâmica de alta tecnologia que alem de ZnO possuem Bi/Co/Al/Sn...
O varistor é constituído por micro varistores ligados em série, a tensão é dada pela altura e a
largura dará a potência ou corrente de condução
O tempo de resposta dos varistores estão na casa de alguns NS. Portanto são extremamente
rápidos.

PROTEÇÃO COMBINADA

1- Varistor/ centelhador em série


É o para raio de válvula
Desvantagem: podem queimar o varistor

2- Em paralelo
É o caso ideal
O centelhador descarrega a maior parte de energia enquanto para surtos pequenos, o varistor atua
descarregando
É limitando para um valor suportável.

Princípio de funcionamento dos pára-raios de linha


Tal como na proteção dos equipamentos nas subestações, os pára-raios de linha são conectados
eletricamente em paralelo com as cadeias de isoladores e seu princípio de operação consiste na redução
das sobretensões transitórias resultantes que se estabelecem nos terminais das cadeias de isoladores,
evitando que os níveis de isolamento das cadeias de isoladores sejam excedidos. Ao ocorrer uma
descarga atmosférica na estrutura, nos cabos pára-raios ou nos condutores de fase, uma parcela da
corrente de surto fluirá através do pára-raios, originando uma tensão residual entre os seus terminais
que limitará a tensão resultante na cadeia de isoladores. Daí a necessidade de se coordenar os níveis de
proteção do pára-raios com os níveis de descarga das cadeias a serem protegidas. O pára-raios
conduzirá a corrente de surto cuja amplitude depende basicamente da amplitude e da forma da
corrente de descarga, da impedância transitória do sistema aterramento e da impedância dos cabos
pára-raios (caso esses estejam presentes), retornando às condições normais de operação após a
passagem do surto, cuja duração máxima é da ordem de centenas de microsegundos. 172 Devido às
características não-lineares dos elementos de Óxido de Zinco (ZnO) utilizados na montagem dos pára-
raios de linha, a corrente que flui pelo pára-raios após a passagem da corrente de descarga apresenta
baixas amplitudes, não superiores a algumas dezenas de mA não sendo, portanto, suficientes para
provocar a atuação do dispositivo de proteção contra sobrecorrentes. Portanto, o dispositivo de
proteção de sobrecorrente não “enxerga” a operação do pára-raios Desta forma, não havendo a
disrupção da isolação e devido a baixa corrente que flui pelos pára-raios após a passagem da corrente
de descarga, não há a atuação do dispositivo de proteção contra sobrecorrentes na fase protegida pelo
pára-raios não ocorrendo, portanto, uma variação momentânea de tensão devido a descargas
atmosféricas nesta fase. Se uma determinada estrutura é composta por pára-raios instalados nas suas
três fases não haverá, portanto, variação momentânea de tensão devido a incidência de uma descarga
atmosférica sobre essa estrutura. No entanto, descargas disruptivas podem ocorrer nas estruturas
adjacentes, dependendo das características de aterramento dessas estruturas.

Existem duas filosofias para aplicação de pára-raios de linha:


- Pára-raios de Óxido de Zinco (ZnO) sem centelhadores
- Pára-raios de ZnO com centelhador série externo.

O desempenho adequado dos pára-raios nas linhas está condicionado ao correto dimensionamento de
suas características em relação ao sistema: - Tensão nominal e máxima tensão contínua de operação,
definidas pela máxima tensão fase-terra de operação do sistema e pela máxima sobretensão temporária
no ponto de aplicação dos pára-raios e sua respectiva duração; - Tensões residuais para impulsos de
corrente íngreme e atmosféricos, os quais devem estar coordenados com os níveis de suportabilidade
das cadeias de isoladores; 174 - Capacidade de absorção de energia, definida pela amplitude, forma de
onda e duração das descargas, pela impedância transitória do sistema de aterramento, e pelo efeito das
descargas múltiplas; - Capacidade de suportabilidade mecânica a fragmentação e ao desprendimento da
parte ativa, em função das máximas correntes de falta na linha em estudo; O efeito da poluição também
deve ser levado em consideração durante a fase de estudo. No caso dos pára-raios sem centelhadores
externos, esse deve ser dimensionado com uma distância de escoamento suficiente para que seu
comportamento sob poluição seja equivalente ou superior ao da cadeia de isoladores instalada em
paralelo. Baixos índices de falhas em pára-raios tem sido reportados, sendo a maioria das falhas
elétricas atribuídas a solicitações excessivas de energia por descargas atmosféricas e sobretensões
temporárias. A eficiência desse dispositivo na redução do número de interrupções não programadas de
linhas de transmissão está relacionada a estudos para definição da seleção dos pára-raios, bem como da
quantidade e do correto posicionamento dos pára-raios ao longo da linha, informações estas obtidas
com base na estimativa de desempenho desejada para a linha sob análise. Os pára-raios de linha
apresentam geralmente vantagens adicionais, quando comparados aos outros métodos de melhoria de
desempenho de linhas de transmissão, tais como maior flexibilidade; possibilidade de concepções de
projetos de linhas otimizados; além de reduzir os níveis das sobretensões de manobra ao longo das
linhas.

Diodos Especiais:

EXEMPLOS MAIS COMUNS

Os diodos especiais, são os que proporcionam quaisquer diferenças em sua aplicação como
condutores de tensão. Dentre os moldes mais comuns podemos destacar:

 Diodo de LED – semicondutor especial, que pode contar com dois ou quatro condutores,
dependendo do número de cores que emite, pois funciona como um emissor de luz
quando é polarizado diretamente.

 Diodo Varicap – Ideal para baixa potência, são diodos otimizados que funcionam com a
polarização reversa.

 Diodo Impatt - Trabalha com frequências superiores a 300GHz, são ideais para projetos
de alta tensão.
 Diodo Schottki – Também usado em projetos de alta tensão, esse componente possui uma
dos melhores tempos de resposta para aplicação.

 Diodo fotoacoplador – Trabalha com um sistema parecido com o de laser, e serve como
um tipo de isolamento entre os circuitos do produto.

Filtros:
Aplicações de Filtros
Aplicações de Filtros Para extrair o conteúdo de informação fundamental de um sinal é necessário um dispositivo
que selecione as frequências de interesse que compõe o sinal. Este dispositivo é denominando de filtro, cuja
resposta em frequência é caracterizada por uma faixa de passagem, por uma faixa de rejeição, as quais estão
separadas por uma faixa de transição ou faixa de guarda. com frequência dentro da faixa de passagem são
recuperados com pouca ou nenhuma distorção, ao passo que aqueles sinais que têm frequências dentro da faixa
de rejeição são efetivamente atenuados. Desta forma, os filtros podem ser do tipo passa baixas, passa altas, passa
faixa ou rejeita faixa.
Como exemplo considera-se o filtro passa baixas ideal, o qual preserva todas as frequências dentro da faixa de
passagem e atenua por completo todas as frequências dentro da faixa de rejeição, sendo nula a faixa de
transição. Tal filtro será obtido tomando por base o seguinte sistema linear e invariante no tempo:

Aplicando a transformada de Fourier para os sinais de entrada e de saída deste sistema pode-se obter sua função
resposta em frequência, ou seja:
Com base na função resposta em frequência de H(jω) determina-se sua resposta de magnitude e de fase, ou seja:

O que o caracterizará como um filtro passa baixas ideal é se no projeto deste filtro for definida uma frequência de
corte ωc tal que sua função resposta em frequência seja redefinida na forma

Fonte: https://www.clubedohardware.com.br/topic/1353625-centelhadores-em-circuitos-eletr%C3%B4nicos/

http://www.jordanengenharia.com.br/estudo2.html#:~:text=%3EA%20-
%20CENTELHADORES%20A%20G%C3%81S,g%C3%A1s(%20arg%C3%B4nio%2C..)

https://richardcoleon.files.wordpress.com/2011/12/capc3adtulo-8.pdf

https://www.capitoliosemic.com.br/diodos-
especiais#:~:text=Os%20chamados%20diodos%20especiais%20s%C3%A3o,estrutura%20b%C3%A1sica%20para%
20outra%20utiliza%C3%A7%C3%A3o.

http://www.ece.ufrgs.br/~eng04006/aulas/aula23.pdf