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CONTABILIDADE COMERCIAL

PROFESSOR: ROBSON DUTRA FERREIRA

JUIZ DE FORA – MG
2009

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1. Revisão Contabilidade

Balanço Patrimonial

Ativo Passivo

Bens Circulante Circulante Capital


Terceiros
Direitos Não Circulante
Obrigações
Não Circulante P.L. Capital
Próprio

Aplicações Origens

Débito Crédito

O Ativo tem natureza de aplicação de recursos.


O Passivo tem natureza de origem de recursos.
O lançamento contábil de uma aplicação se realiza através de um Débito, e de uma
origem é através de um crédito.

A divisão do Ativo na elaboração do Balanço esta disposto em ordem decrescente de


liquidez. O Passivo está disposto em ordem decrescente de exigibilidade.

Liquidez: é a facilidade de se realizar (desfazer de) um bem ou direito.


Exigibilidade: é a rapidez de se pagar uma dívida.

Para a classificação das contas no Balanço Patrimonial devemos levar em consideração


qual é o objetivo.
Exemplo: Compra de um terreno.
Ativo Circulante: Quando o objetivo for para a revenda em Curto Prazo.
Ativo R.L.P.: Quando o objetivo for para a revenda em Longo Prazo.
Ativo Permanente: Quando não houver a intenção de revenda.

DRE: Demonstração do Resultado do Exercício


( = ) Receita Bruta
( - ) Deduções da Receita
( = ) Lucro Bruto
( - ) Custos
( - ) Despesas
( = ) Resultado Liquido

A Receita tem natureza de Origem de recursos.


A Despesa e o Custo têm natureza de Aplicação de recursos.
O Balanço Patrimonial é constituído de Contas Patrimoniais
A D.R.E. é constituída de Contas de Resultado.

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3. Contabilidade
3.1. Conceito
É a ciência que permite, por meio de suas técnicas, registrar e controlar os atos e
fatos administrativos ocorridos em determinada entidade, proporcionando um
acompanhamento sistemático de seu patrimônio.
Objetivo Fundamental
Proporcionar a seus usuários as informações econômico-financeiras que auxiliem
na tomada de decisões.
Usuários
Acionistas, sócios ou quotistas
Diretores, administradores e executivos em geral
Instituições financeiras, fornecedores e financiadores externos
Governo
Órgão de classe
Sociedade em geral

3.2. Princípios
De forma geral, princípio é toda proposição diretora, à qual toda norma
subseqüente deve estar subordinada. Assim os princípios contábeis são proposições
básicas que sujeitam todas as normas contábeis seguintes às suas observâncias.
Os princípios de contabilidade conforme Resolução nº 750/93 do Conselho
Federal de Contabilidade:
• Entidade
• Continuidade
• Oportunidade
• Registro pelo valor original
• Atualização Monetária
• Competência
• Prudência
Entidade: Não se deve confundir o patrimônio da entidade com o patrimônio dos
sócios.

Continuidade: A continuidade ou não da entidade, bem como sua vida definida ou


provável, devem ser consideradas quando da classificação e avaliação das mutações
patrimoniais, quantitativas e qualitativas.

Oportunidade: Os registros do patrimônio e de suas mutações devem ser feitos de


imediato e com a extensão correta, independente das causas que as originaram.

Registro Pelo Valor Original: os componentes do patrimônio devem ser registrados


pelos valores originais das transações com o mundo exterior.

Atualização Monetária: Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional


devem ser reconhecidos nos registros contábeis.

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Competência: As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado
do período em que ocorrem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem,
independente de recebimento ou pagamento.

Prudência: Sempre que se apresentarem alternativas igualmente válidas para a


qualificação das mutações patrimoniais que alterem o Patrimônio Líquido, deve se
adotar o menor valor para os componentes do ativo e o maior valor para os
componentes do passivo.

O IBRACON – Instituto Brasileiro de Contadores ao tratar com profundidade os


princípios fundamentais de contabilidade, aprovou em sua reunião no dia 22.11.1985 o
que se intitulou “Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade”, aprovado e
referendado através da Deliberação CVM n. 29/86.
O IBRACON desdobrou os princípios fundamentais em três categorias:
a) Postulados;
b) Princípios Contábeis propriamente ditos;
c) Convenções – que são as restrições aos princípios contábeis fundamentais.

a.1) O Postulado da Entidade Contábil:


A contabilidade é mantida para as entidades, os sócios ou quotistas destas não se
confundem, para efeito contábil.

a.2) O Postulado da Continuidade das Entidades:


Para a Contabilidade, a entidade é um organismo vivo que irá viver (operar) por
um longo período de tempo (indeterminado) até que surjam fortes evidências em
contrário (falência, concordata).
b.1) O Princípio do Custo como Base de Valor:
O custo de aquisição de um ativo ou de insumos para fabricá-lo e colocá-lo em
condições de gerar benefícios para entidade, representa a base de valor para a
contabilidade, ou seja, os ativos devem ser registrados pelo seu custo de aquisição, mais
os gastos para colocá-lo em uso.

b.2) O Princípio do Denominador Comum Monetário:


As demonstrações contábeis serão expressas em termos de moeda nacional de
poder aquisitivo da data do último Balanço Patrimonial.
b.3) O Princípio da Realização da Receita:
A receita é considerada realizada, quando os produtos ou serviços prestados pela
entidade são transferidos para outra entidade ou pessoa física, mediante o pagamento ou
do compromisso de pagamento.

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b.4) O Princípio do Confronto das Despesas com as Receitas e com os Períodos
Contábeis:
Toda despesa diretamente ligada com as receitas reconhecidas em determinado
período, com as mesmas deverá ser confrontada. Os consumos ou sacrifícios de ativos,
realizados em determinado período e que não puderem ser associados à receita do
período, nem a períodos futuros, deverão ser descarregados como despesa no período
em que ocorrerem.
c.1) A Convenção da Objetividade:
Para procedimentos igualmente relevantes, resultante da aplicação dos
princípios, preferir-se-ão em ordem decrescente:
1) os que puderem ser comprovados por documentos e critérios objetivos;
2) os que puderem ser aprovados por consenso de pessoas qualificadas da
profissão, reunidas em comitês de pesquisa ou em entidades que têm autoridade sobre
princípios contábeis.
c.2) A Convenção da Materialidade:
O contador deverá sempre avaliar a influência da informação à luz da relação
custo benefício, levando em conta aspectos internos do sistema contábil.
c.3) A Convenção do Conservadorismo/Prudência:
Entre conjuntos alternativos de avaliação para o patrimônio, igualmente válidos,
a Contabilidade escolherá o que apresentar o menor valor para o ativo e o maior para o
passivo.
c.4) A Convenção da Consistência:
A contabilidade deverá ser mantida de tal forma que os usuários das
demonstrações contábeis tenham possibilidade de delinear a tendência da mesma com o
menor grau de dificuldade possível, ou seja, os procedimentos adotados em um período
devem ser mantidos, na medida do possível, nos períodos subseqüentes.

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Quadro comparativo:

CFC – Res. 750/93 IBRACON – CVM Comentário


29/86

Princípio da Entidade Postulado da Patrimônio distintos


Entidade

Princípio da Postulado da Prazo indeterminado


Continuidade Continuidade

Princípio da Princípio da O momento de


Oportunidade Realização da Receita reconhecimento

Princípio Registro Princípio do Custo Valor de compra,


p/Valor Original como Base de Valor valores de entradas

Princípio Atualização Princípio Correção monetária


Monetária Denominador Comum proibida pela Lei 9.249/95
Monetário

Princípio da Princípio Confronto Apropriação no


Competência das Despesas com as período de receitas e
Receitas e Períodos despesas para apuração do
Contábeis resultado

Princípio da Convenção Menor valor para o


Prudência Conservadorismo / ativo e maior para o passivo,
Prudência custo ou mercado dos dois o
menor

Não considerado Convenção Procedimentos


Objetividade igualmente relevantes,
documentos e consenso

Não considerado Materialidade Custo benefício

Não considerado Consistência Manutenção dos


critérios na avaliação dos
períodos

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4. SOCIEDADES COMERCIAIS

4.1. CONCEITO DE COMÉRCIO

Entende-se por comércio a troca de mercadorias por dinheiro ou de uma mercadoria


por outra.

4.2. TIPOS DE ENTIDADES MERCANTIS

a) entidades mercantis atacadistas que operam, usualmente, por conta própria

b) entidades mercantis varejistas que operam, usualmente, por conta própria

c) entidades de comissionados, de representantes e outras, que operam usualmente por


conta alheia

4.3. CONTABILIDADE COMERCIAL

Ramo da Contabilidade aplicado ao estudo e ao controle do patrimônio das empresas


comerciais, com o fim de oferecer informações sobre sua composição e suas variações,
bem como sobre o resultado decorrente da atividade mercantil.

4.4. SOCIEDADES COMERCIAIS

4.4.1. SOCIEDADES

É o acordo consensual em que duas ou mais pessoas (físicas e/ou jurídicas) se obrigam
a conjugar esforços ou recursos para consecução de um fim comum.

4.4.1.1. SOCIEDADE SIMPLES (CIVIL)

São aquelas que prestam serviços, com ou sem fins lucrativos, e não praticam atos de
comércio.

Organização que tenha como objeto social o exercício de profissão intelectual, de


natureza científica, literária ou artística, ainda que com o concurso de auxiliares ou
colaboradores. (Lei 10.406/02 – NCC – Art.966, Parágrafo Único)

4.4.1.2. SOCIEDADE EMPRESÁRIA

Empresas que tem como objeto social a atividade econômica organizada para a
produção ou circulação de bens ou serviços. (Lei 10.406/02 – Arts. 996 e 982 )

Independentemente de seu objeto, considera-se empresária a sociedade por ações; e,


simples, a cooperativa. (Lei 10.406/02 – Art. 982, Parágrafo Único)

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4.4.2. DESIGNAÇÃO DA SOCIEDADE

- Firma ou Razão Social


- Denominação
- Nome Fantasia

4.4.3. CLASSIFICAÇÃO DAS SOC. EMPRESÁRIAS

4.4.3.1QUANTO À RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS

Responsabilidade ilimitada – todos os sócios respondem ilimitadamente pelas


obrigações sociais. O direito contempla um só tipo de sociedade desta categoria, que é
a sociedade em nome coletivo.

Responsabilidade mista – uma parte dos sócios tem responsabilidade ilimitada e outra
parte tem responsabilidade limitada. São desta categoria a sociedade em comandita
simples e a sociedade em comandita por ações.

Responsabilidade limitada – em que todos os sócios respondem de forma limitada


pelas obrigações sociais. São desta categoria a sociedade limitada e a anônima.

4.4.3.2 QUANTO À PERSONALIDADE DOS SÓCIOS

Sociedades de pessoas – os sócios têm direito de vetar o ingresso de estranho no


quadro associativo.
Sociedades de capitais – nessas vige o princípio da livre circulabilidade da
participação societária.

4.4.3.3 QUANTO À FORMA JURÍDICA

- Sociedade em comandita simples


- Sociedade em comandita por ações
- Sociedade em nome coletivo
- Sociedade por quotas de responsabilidade de limitada
- Sociedade por ações

4.4.4. CONTRATO SOCIAL E ESTATUTO

A sociedade empresária nasce do encontro de vontades de seus sócios. Este encontro,


de acordo com o tipo societário que se pretende criar, será concretizado em contrato
social ou estatuto, em que se definirão as normas disciplinadoras da vida societária.

4.4.5. UNIÃO DE EMPRESAS

- Fusão
- Incorporação (encampação ou absorção)
- Grupo de Sociedades

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- Consórcio
- Coligadas e controladas
- Subsidiária Integral

4.5. CONSTITUIÇÃO DA EMPRESA

4.5.1. PARTE JURÍDICA

A elaboração de um contrato (Ltda.) ou estatuto (S.A.) com as principais regras que


regerão a sociedade é a primeira etapa que deve ser desenvolvida na constituição de
uma empresa.

4.5.2. PASSOS PARA CONSTITUIÇÃO DE EMPRESA

Exemplo: constituição de uma sociedade por quotas de responsabilidade limitada para


atuar no ramo do comércio varejista de confecções na cidade de Juiz de Fora (MG).

1º Passo – Consulta prévia na PJF

Verifica a regularidade do imóvel a ser utilizado e se a atividade pretendida e


permitida na área onde o mesmo está localizado.

2º Passo – Busca de nome na JUCEMG

Verifica a existência de razão social ou denominação igual ou semelhante.

3º Passo – Elaboração do Contrato Social

Redação e assinatura do Contrato Social.


4º Passo – Registro do Contrato Social na JUCEMG

Mediante o pagamento de uma taxa, preenchimento de formulários e apresentação de


cópias de documentos dos sócios, o Contrato Social é registrado na Junta Comercial do
Estado de Minas Gerais.

5º Passo – Inscrição no CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas

Envio pelo correio do Contrato Social, cópias de documentos dos sócios e formulários
para a Secretaria da Receita Federal.

6º Passo – Inscrição Estadual

Protocolar na Administração Fazendária do Estado de Minas Gerais os formulários e


documentos necessários para o enquadramento da empresa na legislação do ICMS
mediante pagamento de taxa de registro.

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7º Passo – Cadastro Municipal

Registro da empresa junto a Prefeitura de Juiz de Fora com o pagamento de taxa e


protocolo de formulários e documentos específicos.

4.6. LIVROS OBRIGATÓRIOS

Livros para Escrituração Contábil

Livro Diário
Livro Razão
Livro Caixa

Livros Obrigatórios para as Sociedades Anônimas

Livro de Registro de Ações Nominativas


Livro de Transferência de Ações Nominativas
Livro de Atas das Assembléias Gerais
Livro de Presença dos Acionistas

Livros Fiscais

Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur)


Livro de Apuração do IPI
Registro de Entrada de Mercadorias
Registro de Saída de Mercadorias
Livro de Apuração do ICMS
Livro de Inventário
Livro de Apuração do ISS
Registro de Impressão de Documentos Fiscais
Registro de Controle de Produção e do Estoque
Registro de Empregados

5. O Plano de Contas

Elaboração de Plano de Contas

Para se obter bons resultados na Classificação Contábil, é necessário que se elabore


um bom Plano de Contas.

Partindo-se da premissa de que a Contabilidade é uma “vendedora de informações”,


quando da elaboração de um Plano de Contas, a preocupação deverá ser com os
“clientes” destas informações, a saber:

. Administração da Empresa
É a maior interessada nas informações “produzidas” pela Contabilidade, sendo,
portanto, a primeira a ter suas necessidades atendidas. O detalhamento do Plano de

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Contas deverá ser devidamente discutido com a Administração para que os
balancetes mensais sirvam de suporte para a tomada de decisões.

. Legislação Fiscal
As informações contidas nos balancetes deverão auxiliar o correto cumprimento das
obrigações principais e acessórios, possuindo dados que permitam um bom
preenchimento da Declaração de Rendimentos, mantendo contas diferenciadas para
os impostos a compensar, a recuperar, a receber, a pagar, além de contas próprias
para as despesas não dedutíveis, as receitas não tributáveis, os resultados de
exercícios futuros e as variações monetárias ativas e passivas.

. Padronização Legal
Na elaboração do Plano de Contas deverá ser levada em consideração a necessidade
de publicação das Demonstrações Financeiras, que deverão obedecer a padronização
determinada pela Lei nº 6.404/76, que visa resguardar os interesses dos acionistas,
fornecedores e das instituições de crédito e outros interessados.

Para atender adequadamente aos interesses acima descritos, devem ser observados os
seguintes aspectos:

. Ramos de Atividade
É um fatos determinante na decisão sobre o que deverá ser detalhado. Se a empresa
tem grande dispêndio com transportes, pode haver a necessidade de que tais gastos
venham a merecer seus registros em um grupo de contas apropriado, onde os
mesmos serão subdivididos por tipo de transporte. Este é apenas um exemplo,
existindo muitos outros que serão característicos de cada ramo de atividade.

. Estrutura do Plano de Contas


Deverá dispor as contas de forma que facilite os registros de Classificação Contábil,
obedecendo a seqüência tradicional, a saber: ativo, passivo, receita, despesa e custos.
As contas serão agrupadas de acordo com a semelhança das ocorrências, de forma a
fornecer totalizações resumidas.

. Manual de Contas
É o conjunto de instruções que detalham a correta utilização das contas. Por mais
objetivos que sejam os títulos das contas, sempre poderá surgir dúvidas quando do
processo de classificação, que serão dirimidas mediante consulta ao Manual de
Contas, evitando que operações idênticas terminem por ser registradas em contas
diferentes. Neste manual estará determinado o que pode e o que não pode ser lançado
em cada uma das contas constantes do Plano de Contas.

. Codificação
É o número da conta. Será tão extenso quanto as necessidades de detalhamento, tais
como: filiais, sucursais ou agências e centros de custos, ou mesmo “quebra” das
contas em sub contas. É importante lembrar que quanto maior for a quantidade de
dígitos maior será a dificuldade de memorização dos números, além do aumento na

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margem de erros de Classificação Contábil. Outro aspecto a ser observado por
ocasião da determinação dos números das contas é com relação ao programa de
computação utilizado pela empresa, que estabelece uma quantidade máxima de
dígitos a serem utilizados.

. Especificação
É o “nome” da conta. Deverá representar fielmente o conteúdo das contas. Para tanto
deverá identificar claramente o fato contábil, não deixando margem de dúvidas ou
interpretações divergentes. Uma mesma conta poderá ser utilizada para o registro de
mais de um tipo de operação, bastando que tal condição fique bem clara no seu
“nome”.

. Contas de Compensação
São contas que registram os atos administrativos que não afetam o patrimônio da
empresa no momento que ocorrem. Como não serão publicadas no Balanço
Patrimonial, deixam de ser obrigatórias. Serão bastante úteis quando da determinação
das Notas Explicativas, evitando que alguma deixe de ser publicada por motivo de
esquecimento.

. Contas Retificadas
São aquelas que retificam ou alteram os saldos de outras contas, devendo, portanto,
estar localizadas no mesmo grupo de contas onde consta a conta que está sendo
retificada. Como são retificadoras, apresentam saldos contrários aos das contas
retificadas. Podem estar localizadas no ativo, no passivo, em despesa, em receita ou
até em contas de custo.

. Contas Transitórias
São utilizadas para a “passagem” de valores. Como apresentam sempre saldos
“zero”, podem ser localizadas em qualquer agrupamento de contas, por não afeta-los.
São muito úteis quando os lançamentos contábeis são efetuados só no primeiro grau
(um débito e um crédito).

6. Constituição da Sociedade Limitada.

A constituição das sociedades por quotas de responsabilidade limitada:

a) Primeiramente deve ser efetuado o lançamento de subscrição de capital.


b) Efetuar o lançamento de integralização.

6.1. Composição do Capital Social.

A empresa “Turma Amarela 2005” foi constituída no dia 01/03/2005; com o capital
social de R$ 50.000,00, dividido em 1.000 quotas no valor de R$50,00 cada uma; a
participação na empresa dos sócios “A” e “B” é de 50% do capital social, da seguinte
forma:

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Sócio “A” subscrição e integralização, no ato da constituição da sociedade, em
moeda corrente do País, de sua parte, no valor de R$25.000,00.
Sócio “B” subscrição e integralização, no ato da constituição da sociedade, de
um imóvel de sua propriedade, avaliado em R$15.000,00 e a subscrição de
R$10.000,00, a integralizar no prazo de 30 dias, após a assinatura do contrato social.

Obs.: A Empresa Turma Amarela 2005 terá sua tributação do IRPJ e CSLL sobre o regime do Lucro
Presumido.

Contabilize a subscrição e integralização do Capital, no Diário, Razonete e


Balancete de Verificação.

OBS: Conforme a NBC T 2 a escrituração será executada:


• em idioma e moeda corrente nacionais;
• em forma contábil;
• em ordem cronológica de dias, mês e ano;
• com ausência de espaços em branco, entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou
transportes para as margens;
• com base em documentos de origem externa ou interna, ou, na sua falta, em
elementos que comprovem ou evidenciem fatos e a prática de atos
administrativos.

7. Impostos e Taxas Incidentes sobre Vendas

Só haverá impostos sobre venda quando das vendas, independente de pagamento,


não ocorrendo venda não incidirão impostos sobre venda.
São Considerados impostos sobre Vendas:

Impostos
• IPI – imposto sobre Produtos Industrializados – Competência da União.
Gerado em empresas industriais.
• ICMS – Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e
sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e
de Comunicações – Competência dos Estados e Distrito Federal.
• ISSQN – Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – Competência dos
Municípios.
• IVVC – Imposto sobre Vendas a Varejo de combustíveis – Competência dos
Estados e Distrito Federal. (criado em 1988). (Empresas distribuidoras).

Taxas
• PIS – Programa de Integração Social
• COFINS – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social.

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7.1. IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados - de competência da União
(governo federal). A alíquota (taxa) do IPI varia de acordo com o Produto, ou seja,
tratando-se de produtos de primeira necessidade, a alíquota é baixa ou até mesmo
zero (matéria prima básica, produtos alimentícios etc.); tratando-se de produtos
supérfluos, a alíquota é elevada, podendo chegar, como é o caso de cigarros,
próximo dos 400%. Outros produtos de alíquota elevada são: bebidas alcoólicas,
perfumes, automóveis etc. É um imposto gerado apenas em empresa industrial.

7.2. ICMS – Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e


sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de
Comunicações – de competência dos Estados e Distrito Federal. Tem como fatos
geradores os mencionados na sua denominação, ainda que as operações e as
prestações se iniciem no exterior. Alguns impostos sobre vendas que eram de
competência da União foram, com a Constituição de 1988, para o alcance de ICMS
(por exemplo: Imposto Único sobre Energia Elétrica, Imposto Único sobre
Minerais, Imposto sobre Combustíveis e Lubrificantes).
O ICMS incide, também, sobre a entrada de mercadoria importada, ainda que se
trate de bens destinados ao consumo ou ativo imobilizado das empresas.

7.3. ISSQN – Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - de competência


dos municípios e do Distrito Federal. As alíquotas variam de acordo com as
legislações municipais e de acordo com a natureza dos serviços.

7.4. IVVC – Imposto sobre Vendas a Varejo de Combustíveis – também de


competência dos municípios e do Distrito Federal, foi criado com a Constituição de
1988.

7.3. Taxas que guardam proporcionalidade com vendas:


7.3.1. PIS – Programa de Integração Social
Contribuintes: São contribuintes no faturamento mensal as pessoas jurídicas com
fins lucrativos, de acordo com o art. 2º da Lei nº. 9.718/98.
As entidades fechadas e abertas de previdência complementar são contribuintes do
PI/Pasep nessa modalidade de incidência, sendo irrelevante a forma de sua
constituição.
Base de Cálculo: Os contribuintes devem calcular e recolher mensalmente o tributo
calculado mediante a aplicação da alíquota de 0,65% sobre o faturamento, que
corresponde à receita bruta da pessoa jurídica.
Entende-se por receita bruta a totalidade das receitas auferidas, sendo irrelevantes o
tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas.

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Nas operações no mercado futuro, será considerada receita bruta o resultado
positivo dos ajustes diários ocorridos no mês.
Nas transações de câmbio, será considerada receita bruta a diferença bruta positiva
entre o preço de venda e o de compra da moeda estrangeira. Diferença negativa não
poderá ser utilizada para a dedução da base de cálculo dessas contribuições.
Nas aquisições de direitos creditórios, resultantes de vendas mercantis a prazo ou de
prestação de serviços, efetuados por empresas de fomento comercial (factoring), a
receita bruta corresponde à diferença verificada entre o valor de aquisição e o valor
de face de título ou direito creditório adquirido.
A pessoa jurídica que tenha como objeto social, declarado em seus atos
constitutivos, a compra e venda de veículos automotores deve apurar o valor da base
de cálculo nas operações de venda de veículos usados adquiridos para revenda,
inclusive quando recebidos como parte do pagamento do preço de venda de veículos
novos ou usados, segundo o regime aplicável às operações de consignação.
Na determinação dessa base de Cálculo, será computada a diferença entre o valor
pelo qual o veículo usado houver sido alienado, constante da nota fiscal de venda, e
o seu custo de aquisição de veículo usado, nas mencionadas operações, é o preço
ajustado entre as partes.
Exclusões e deduções gerais à base de cálculo: Par efeito da base de cálculo do
PIS/PASEP sobre o faturamento mensal, podem ser excluídos ou deduzidos da
receita bruta, quando a tenham integrado, os seguintes valores:

 Das vendas canceladas e das devoluções de vendas. As devoluções de


vendas que resultem na anulação de valores registrados como receita bruta
em mês anterior, poderão ser deduzidas das receitas auferidas no próprio mês
da devolução;
 Dos descontos incondicionais concedidos, assim considerados aqueles
constantes na nota fiscal de venda de bens ou na fatura de prestação de
serviços e que não dependam de evento posterior à emissão desses
documentos;
 Do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), nas empresas
contribuintes desse imposto, quando destacado em separado no documento
fiscal;
 Do ICMS, quando destacado em nota fiscal e cobrado pelo vendedor dos
bens ou prestado de serviços na condição de substituto tributário, como
ocorre com automóveis, refrigerantes etc.
 Das reversões de provisões operacionais;
 Das recuperações de créditos baixados como perda, limitados aos valores
efetivamente baixados, que não representam entrada de novas receitas;
 Dos resultados positivos – lucro- obtidos em decorrência de avaliação de
investimentos em participações societárias pelo método da equivalência
patrimonial – valor do patrimônio líquido;
 Dos lucros e os dividendos recebidos ou a receber em decorrência de
investimentos em participações societárias avaliadas pelo custo de aquisição

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que tenham sido contabilizados como receitas, inclusive os derivados de
empreendimentos objeto de Sociedade em Conta de Participação (SCP)
 Das receitas decorrentes das vendas de itens do ativo permanente;

Não - cumulatividade da contribuição para o PIS/PASEP:


A Lei 10.637 de 30.12.2002 (resultante da conversão, com emendas, da MP nº66/2002)
promove importantes alterações na legislação tributária federal, estabelecendo, entre
outras providências, que:

a) A partir de 1º/12/2002, a contribuição para o PIS/PASEP devida pelas pessoas


jurídicas ( observadas as exceções indicadas no artigo 8º) deve ser apurada com
base na alíquota de 1,65%.(empresas tributadas pelo Lucro Real)

Contribuintes do PIS/PASEP com base na Folha de Pagamento:


A contribuição ao PIS, calculada sobre a folha de pagamentos mensal, é devida pelas
entidades sem fins lucrativos, inclusive as fundações definidas como empregadoras pela
legislação trabalhista, tais como:
 Templos de qualquer natureza;
 Partidos políticos;
 Entidades de caráter filantrópico, religioso, recreativo, cultural, científico e as
associações que preencham as condições e requisitos legais;
 Condomínios de proprietários de imóveis residenciais e comerciais que possuem
empregados;
 Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e as organizações estaduais de
cooperativas, em relação às operações praticadas com cooperados;
 Instituições de educação e de assistência social que não realizem, habitualmente,
venda de bens e serviços e que preencham as condições e requisitos legais;
 Sindicatos, federações e confederações;
 Serviços sociais autônomos, criados ou autorizados por lei;
 Conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas;
 Fundações de direito privado.

Alíquota e base de cálculo: O cálculo da contribuição será feito mediante a aplicação do


percentual de 1% (um por cento) sobre o total da folha de pagamento mensal dos seus
empregados, assim entendidos os rendimentos do trabalho assalariado de qualquer
natureza, tais como salários, gratificações, prêmios, ajudas de custo, comissões,
qüinqüênios, 13º salário, férias etc.
Observe-se que a quitação do 13º salário ocorre somente no mês de dezembro ou no
mês em que houver rescisão de contrato de trabalho. Portanto, o pagamento da primeira
parcela do 13º salário não integra a base de cálculo do PIS/PASEP – Folha de
Pagamento. As entidades sem fins lucrativos que não tiverem empregados estão
desobrigadas do recolhimento da contribuição ao PIS/PASEP.

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7.3.2. COFINS – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social
A COFINS foi instituída pela Lei Complementar nº. 70, de 30 de dezembro de 1991.
Trata-se, na realidade, da contribuição social para financiamento da seguridade social,
nos termos do inciso I do art. 195 da Constituição Federal, um tributo que incide sobre o
valor do faturamento mensal das pessoas jurídicas ou a elas equiparadas.
Os objetivos da seguridade social são os de assegurar os direitos relativos à saúde, à
previdência e à assistência Social.
BASE DE CÁLCULO E ALÍQUOTA:

Base de Cálculo: A base de cálculo da contribuição é o faturamento mensal, assim


considerada a receita bruta das vendas de mercadorias e de serviços de qualquer
natureza, sendo irrelevante a atividade e a classificação contábil das receitas, excluindo
os valores relativos:
 ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), nas empresas contribuintes
desse imposto, quando destacado em separado no documento fiscal;
 ao Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre as
Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de
Comunicações ( ICMS), quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador
dos serviços na condição de substituto tributário;
 às vendas canceladas, às devoluções de clientes e aos descontos concedidos
incondicionalmente, a qualquer título;
 às reversões de provisões operacionais e recuperação de créditos baixados como
perda, que não representem entrada de novas receitas;
 ao resultado positivo – lucro- obtido em decorrência de avaliação de
investimentos em participações societárias pelo método da equivalência
patrimonial;
 aos lucros e os dividendos recebidos ou a receber em decorrência de
investimentos em participações societárias avaliadas pelo custo de aquisição que
tenha sido contabilizados como receitas;
 à receita decorrente da venda de itens do ativo permanente;
 à exportação de mercadorias para o exterior; e
 aos serviços prestados a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no
exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas.

As receitas financeiras integram a base de cálculo da COFINS.


Nas transações de câmbio, será considerada receita bruta a diferença bruta positiva entre
o preço de venda e o de compra da moeda estrangeira.
Revenda de automóveis: a base de cálculo da COFINS é a diferença entre o preço pago
pelo carro e o de venda ao consumidor final.
Construção Civil: o pagamento da COFINS será no momento do pagamento do bem ou
serviço, quando o dinheiro entrar na empresa, ou seja, pelo regime de caixa no
faturamento.

17
Alíquota: Três por cento (3%) a partir de fevereiro de 1999.
A alíquota aplicável no regime de não - cumulatividade que é de 7,6% (empresas
tributadas pelo Lucro Real).
“A contabilização é no final de cada mês, é feito por meio do Débito na conta de
“Cofins s/ Faturamento” (dedução de vendas) e Crédito na conta” Cofins a Recolher
(passivo circulante).

8. ALGUNS ASPECTOS CONTÁBEIS DO ICMS


8.1. NA COMPRA
De acordo com a legislação fiscal, deve ser excluído do custo de aquisição de
mercadorias para revenda e de matérias primas o montante do ICMS recuperável,
destacado na Nota Fiscal.
Este procedimento implica registrar em conta própria de “ICMS a Recuperar” o
montante desse imposto, pago (ou a pagar) na aquisição de mercadorias e matérias
primas, em correspondência com os lançamentos no livro de Apuração do ICMS. Dessa
forma os estoques já ficam registrados sem o valor do ICMS.
Exemplo 1 - A base de cálculo do ICMS é o preço da mercadoria revendida. Assim, se
determinada empresa comercial adquire uma mercadoria para revenda por R$100.000, a
nota fiscal terá os seguintes destaques:
Preço da mercadoria ...................................100.000
ICMS incluso no preço da mercadoria:
18% X 100.000 ............................................... 18.000

Observe-se que o valor do ICMS integra a base de cálculo, que a rigor, favorece o fisco,
já que a alíquota real seria 21,95% (18.000/82.000) e não 18%.
A contabilização será:
D - Compras/Mercadorias ..................................82.000
D - ICMS a Recuperar ...................................... 18.000
C– Fornecedores/Caixa/Bancos c/ Mov ............100.000
Compras/ Mercadorias ICMS a Recuperar

82.000 18.000

Fornecedores/Caixa/Bancos

100.000

18
O ICMS pago (ou a pagar) por ocasião da compra caracteriza-se como um
adiantamento da empresa adquirente, já que os impostos sobre vendas são cobrados
do consumidor e não da empresa. Esta é apenas depositária ou um veículo de
arrecadação.
Dessa forma a empresa tem o direito de recuperar o ICMS pago ao seu fornecedor.
Tal recuperação se dará por ocasião da venda da mercadoria adquirida.
Ocorre, porém, que não pouco freqüente o valor real de custo da mercadoria
comprada não é aquele da nota fiscal, em virtude de que uma companhia, para fazer
com que as compras cheguem em segurança ao seu armazém ou depósito, precisa
fazer mais alguns gastos, que geralmente são:
 Os gastos com transporte das mercadorias (frete) do armazém do vendedor
para o depósito do comprador;
 O valor do prêmio de seguro pago para evitar que a companhia venha a ter
prejuízos em caso de acidente, durante o transporte até seu depósito;
 O valor dos gastos alfandegários, no caso de a companhia importar
mercadorias para vender, bem como impostos sobre importações.

Dessa forma, o valor correto de custo das mercadorias compradas é a soma de:
Valor da compra (pela nota fiscal)
Valor do frete
Valor do prêmio de seguro
Valor dos impostos sobre importações
Valor dos gastos alfandegários (casos de mercadorias importadas)
Valor de outros gastos estritamente necessários para fazer as mercadorias
chegarem ao estabelecimento do comprador.
Exemplo 2 – Suponha-se que uma empresa comercial adquira mercadoria para posterior
revenda.
Mercadorias adquiridas – = 400 unidades a R$1.000,00 cada.
IPI = 10%
ICMS = 18% (incluso no preço da mercadoria)
Total do preço das 400 unidades, incluindo 18% de ICMS.
400.0000,00
Mais IPI de 10% 40.000,00
Valor das Notas Fiscais dos fornecedores 440.000,00
( - ) Menos ICMS de 18%, recuperável pela empresa. Portanto,
deve ser excluído do preço das mercadorias.
(72.000,00)
Preço das 400 unidades, líquido do ICMS recuperável. 368.000,00
Preço unitário 920,00

19
8.2. NA VENDA
Quando a venda se realiza, a empresa comercial deverá também cobrar o ICMS do
comprador da mercadoria.
Suponhamos que esta mesma mercadoria seja vendida por R$140.000 a vista. Na
emissão da nota fiscal haverá os seguintes destaques:

Preço da mercadoria........................................140.000
ICMS incluso no preço da mercadoria:
18% X 140.000................................................... 25.200

No momento da venda, ao contrário da compra, o ICMS (assim como os outros


impostos sobre vendas) comporá a Receita Bruta, devendo ser deduzido, em seguida,
para a apuração da Receita Líquida.

D - Caixa/Clientes
C - Receita Bruta...............................140.0000

Em seguida destaca-se contabilmente o ICMS


D - ICMS s/ Vendas
C - ICMS a Recolher........................... 25.200

A Receita Líquida é evidenciada da seguinte maneira:


Receita Bruta 140.000
(-) Deduções
ICMS (25.200)
Receita Líquida 114.800

8.3. APURAÇÃO DO ICMS A RECOLHER


Na venda da mercadoria foi destacado o ICMS recebido do comprador da
mercadoria de R$25.200, que deve ser recolhido ao Estado.
Quando da compra da mercadoria para revenda, foi adiantado um pagamento de
ICMS. Evidentemente, será descontada aquela quantia já paga, uma vez que o ICMS é
um imposto não cumulativo (imposto não cumulativo é aquele em que se abate, em cada
operação, o montante de Imposto cobrado nas anteriores). Vejamos a “Apuração do
ICMS”.

20
ICMS pago na compra ICMS recebido na venda

ICMS a Recuperar ICMS a Recolher


18.000 18.000 (1) (1) 18.000 25.200

7.200
(saldo devido)

25.200
(-) 18.000
7.200
Portanto a empresa deve recolher para o Estado R$ 7.200, já que R$18.000 foram
pagos no momento da compra ao fornecedor. Esta parcela será destacada no Passivo
Circulante “ICMS a Recolher” no valor de R$ 7.200.
Se a empresa não vendesse a mercadoria adquirida (ou vendesse um montante
menor que o adquirido), haveria saldo na conta ICMS a Recuperar que comporia o
Ativo Circulante como um direito.
Em resumo a empresa recolherá ICMS sobre a parcela não tributada na operação:
R$ 40.000. Inicialmente, foi pago ICMS sobre R$ 100.000 (compra); como a
mercadoria foi vendida por R$140.000, a diferença (40.000) ainda não tributada.
R$40.000 X 18% = R% 7.200.
Quando o recolhimento (pagamento) dos R$7.200,00 ocorrer, outros valores já poderão
ter sido creditados na conta ICMS a Recolher, decorrente das vendas feitas no(s)
períodos(s) seguintes(s).

8.4. REGIMES ESPECIAIS DE TRIBUTAÇÃO


8.4.1 ICMS DIFERIDO
No regime de ICMS Diferido, existe postergação do momento do cálculo e
recolhimento desse tributo, por exemplo, a produtos agrícolas provenientes de
produtores rurais em sua primeira comercialização. Nesse caso, o valor da operação
paga pelo comprador (Pessoa Jurídica) ao vendedor (produtor rural) é líquido do
imposto, ficando sob a responsabilidade do comprador o cálculo e o recolhimento desse
tributo.
Exemplo: Uma empresa adquiriu de um produtor rural 15 sacos de arroz de 45
quilos cada, no valor total de R$150 (R$10 por saca), alíquota de ICMS de 7%.
Cálculo do Imposto: 150 x 7 : 93 = 11,29; ou 150 : 0,93 – 150 = 11,29

21
Registro de Compra com ICMS Diferido
D – Mercadoria
C – Fornecedores R$ 150
Compra de mercadorias mediante regime de ICMS diferido, conf. autorização fiscal n.....
No regime especial de Diferimento não existe o registro do valor do ICMS a
Recuperar em decorrência do não-destaque desse imposto na nota fiscal.
No final do período de apuração do ICMS, a empresa faz o cálculo e o registro do
ICMS Diferido, conforme segue:
Registro do ICMS Diferido
D – ICMS Diferido a Recuperar
C – ICMS Diferido a Recolher R$ 11,29
Registro do Recolhimento do ICMS Diferido
D – ICMS Diferido a Recolher
C – Caixa ou Banco c/mov R$ 11,29
Após o recolhimento do imposto, esse valor é recuperado em conjunto com os
demais créditos de ICMS (regime normal), em contrapartida com o ICMS a Recolher
proveniente das vendas da empresa, quando é feito o seguinte lançamento:
D – ICMS a Recolher
C – ICMS Diferido a Recuperar R$ 11,29

8.4.1 ICMS SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA


O processo de Substituição Tributária é uma forma de “responsabilização” que a
autoridade fiscal impõe ao contribuinte substituto. Este é a pessoa Jurídica e,
eventualmente, pessoa física, responsável pela retenção e recolhimento do tributo.
Nesse regime especial de cálculo e recolhimento, existe um efeito oposto ao
regime de Diferimento nas disponibilidades da empresa. Enquanto que no Diferido
ocorre a postergação do recolhimento, na Substituição Tributária se dá antecipação do
recolhimento do tributo, no momento em que ocorre a entrada dos produtos na empresa
(mediante compra) antes mesmo da ocorrência do fato gerador que seria a venda.
Para que se possa efetuar o cálculo do ICMS ST, o fisco considera duas
possibilidades para definição da base de cálculo, sobre a qual será considerada a
alíquota para cálculo desse imposto:
a) Margem Bruta: em que é definida uma margem de lucro para o produto;
b) Preço de Pauta: em que o valor da base de cálculo é arbitrado pela autoridade
fiscal. Tanto o primeiro quanto o segundo caso, a empresa que adquire o produto não
tem ingerência sobre esses valores, e não pode adotar um ou outro caso, dado que cabe
ao fisco essa definição.

22
Cálculo do ICMS ST:
Valor dos produtos R$10.000
Valor do ICMS destacado na nota fiscal (alíquota 12%) R$1.200
Margem Bruta definida pelo fisco para o produto 30%
Alíquota do ICMS na venda dos Produtos 18%
10.000 x 1,3 = 13.000
13.000 x 18% = 2.340
ICMS destacado na NF (1.200)
ICMS ST 1.140
Contabilização:
Na Compra:
Considere que o valor do ICMS ST foi pago em Cash.
D – Mercadoria 11.140
C – Fornecedores 10.000
C – Caixa 1.140
Na Venda:
Considere que a empresa vendeu todo o estoque dos produtos adquiridos com ICMS ST
por R$15.000, a prazo. Ela faz os seguintes registros contábeis:
Registro da venda
D – Clientes
C – Vendas de Mercadorias 15.000
Registro do Custo da Venda
D – Custo das Vendas
C – Mercadorias 11.140
Agora considere a venda de produtos sujeitos ao regime de substituição tributária com
as seguintes características:
Valor dos Produtos R$5.000 Valor do ICMS destacado na NF R$ 900
Valor do IPI R$ 500 Valor Total da Operação R$6.040
Valor do ICMS ST R$ 540
Registro da Venda:
D – Cliente 6.040
C – Vendas de Mercadorias 5.500
C – ICMS ST a recolher 540

23
OBS.: Desconsideraremos o lançamento do Custo.
Nessa operação, houve retenção de ICMS substituição tributária, em decorrência de
produtos sujeitos a esse regime.
Registro dos Impostos:
D – IPI s/venda
C – IPI a recolher 500

D – ICMS s/vendas
C – ICMS a recolher 900

8.5. O TRATAMENTO DO IPI NAS EMPRESAS COMERCIAIS


Para uma Indústria que adquire matéria-prima pagando IPI e ICMS, nenhum
desses impostos representa custo, uma vez que, ao vender o produto final, a empresa
industrial cobra (recupera) do cliente os impostos sobre vendas.
Uma empresa Comercial, quando adquire produtos de uma indústria, paga IPI e o
ICMS. No entanto, normalmente a empresa comercial só recupera o ICMS, já que é
cobrado do seu cliente. Como o IPI, normalmente, não é cobrado pela empresa
comercial, não há recuperação. Portanto, o IPI caracteriza custo para uma empresa
comercial.

Considerando uma aquisição de mercadoria por R$ 13.000, cujo preço é de


R$10.000 mais R$3.000 de IPI, há um destaque de R$1.800 de ICMS (ainda está sendo
usada a alíquota de 18%). Há as seguintes possibilidades de valores como estoques:

Indústria Comércio Prestadora de Serviço


Que recuperará o IPI e o Que recuperará o ICMS Que não poderá cobrar
ICMS IPI e ICMS
R$ 8.200 R$ 11.200 R$13.000
Exclui o IPI e o ICMS dos Exclui do custo apenas o Inclui como custo o IPI e o
Estoques ICMS ICMS

8.6. ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS EQUIPARADOS A INDÚSTRIA,


POR OPÇÃO.
Existem estabelecimentos que vendem matérias-primas destinadas a estabelecimentos
industriais e outras revendedoras; tais mercadorias são denominadas “bens de
produção”.

24
Nestas circunstâncias, o comerciante pode tornar-se contribuinte do IPI e recuperar esse
imposto pago por ocasião de suas compras (Ativo Circulante), registrando o
compromisso do mesmo (Passivo Circulante) por ocasião das vendas (esquema igual ao
ICMS retro-apresentado).
Este mesmo caso se aplica também às cooperativas de produtores de álcool que vendam
o produto recebido simbolicamente dos seus associados.

8.7. ASPECTOS CONTÁBEIS DO PIS E COFINS

8.7.1. PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL


O PIS visa proporcionar a participação dos trabalhadores no lucro das empresas,
na forma de poupança individual.
Existiam diversas formas de cálculo da contribuição das empresas para o PIS,
além de sobre a receita (uma delas era denominada de PIS - repique e a outra era
calculada sobre o montante da folha de pagamento).
Agora, há uma modalidade única de calculo, qual seja, sobre a soma das receitas
que entram no cálculo do lucro operacional bruto. As poucas exceções a essa regra geral
ficam com as entidades sem fins lucrativos, com os condomínios e com as cooperativas,
que calculam o PIS através de um percentual (1%) aplicado sobre a Folha de
Pagamento.
Nem todo valor do PIS a ser recolhido ao Governo tem origem nas receitas de
vendas (de mercadorias, de produtos ou de serviços). Parte dele pode originar-se da
aplicação da alíquota sobre outras receitas que entram no cômputo do lucro operacional
(líquido) como, por exemplo, são as “receitas financeiras”.
Somente o PIS calculado sobre as receitas de vendas (devidamente ajustadas pelo
que for permitido pela legislação) é que deve ser considerado como uma “dedução da
receita operacional bruta”. A outra parcela do PIS, calculada sobre as demais receitas,
deve ser considerada como uma despesa operacional (no grupo das “despesas
administrativas”).

Supondo que a empresa “Maravilha S/A” apresentou as seguintes receitas operacionais


no mês de Maio/X1:

Vendas brutas de mercadorias......................... R$ 60.000


Receitas Financeiras.......................................... R$ 1.000
Dividendos recebidos........................................ R$ 2.100

25
Supondo que também em Maio/X1, ela tenha concedido R$ 480,00 de Descontos
Incondicionais sobre vendas, e tenha recebido R$ 1.520,00 de Vendas Devolvidas e,
supondo uma alíquota de 0,65%, vamos calcular o valor do encargo com o PIS relativo
a Maio/X1:

Cálculo do valor do encargo com o PIS relativo ao mês de Maio/X1:


Vendas Brutas de Mercadorias........................ R$ 60.000
( - ) Devoluções de Vendas .............................. R$ 1.520
( - ) Descontos Incondicionais .......................... R$ 480
Base de Cálculo R$ 58.000
0,65% sobre R$58.000 = R$ 377,00

Cálculo do PIS sobre as demais receitas:


0,65% sobre R$ 1.000 (receitas financeiras) = R$6

A contabilização será no final de Maio/X1, pelo regime de competência:

PIS s/ Faturamento PIS s/ outras Receitas

(Dedução da Receita Bruta) (Despesa Administrativa)

377 6,50

PIS a Recolher
(Passivo Circulante)
383,50

Os R$ 2.100 de “Dividendos Recebidos” não foram computados na base de cálculo,


pois há dispensa legal. Os R$ 383,50 permanecem ao Passivo Circulante até a data em
que houver o pagamento aos cofres públicos.

26
EXERCÍCIOS
1 - Suponha que uma empresa comercial adquire de outra empresa comercial
mercadorias a qual destaca ICMS de 18% sobre os preços das mercadorias.
Suponha que, ao vender, sua empresa deva destacar um ICMS de 16% sobre o preço das
mercadorias. Imagine que inexistam outras despesas e que todas as operações se
realizam a vista e instantaneamente, inclusive as relações entre empresa e Governos
Estaduais. O único ativo de sua empresa está em moeda corrente e vale R$100,00. Você
os entrega ao seu fornecedor e logo após revende mercadorias por R$150,00.
Como resultado final das operações sua empresa terá ....
a) R$ 142,00 em Caixa e R$18,00 em ICMS a recuperar
b) R$ 150,00 em Caixa
c) R$ 150,00 em Caixa e R$9,00 em ICM a recuperar
d) R$ 142,00 em Caixa

2 - No final de cada mês, suponha deva ser feita a “apuração do ICMS” para que, no
mês seguinte, ocorra o recolhimento dele ao governo, se for o caso. As alíquotas do
imposto podem ser diversas (quer quando efetuadas as compras, quer quando efetuadas
as vendas) em função dos bens negociados, da localização e da natureza jurídica das
partes envolvidas. No primeiro mês de atividades de uma empresa que compra e
revende apenas um tipo de mercadoria, mais itens foram comprados do que vendidos.
Relativamente ao ICMS apurado no final de tal mês...
a) a empresa termina com um direito sobre o governo, pois haverá excesso de ICMS a
Recuperar sobre o ICMS a recolher.
b) poderá ocorrer que a empresa acabe com um direito sobre o governo se o saldo do
ICMS a Recuperar for maior que o do ICMS a Recolher.
c) poderá ocorrer que a empresa acabe com um direito sobre o governo se o saldo do
ICMS a Recuperar for menor do que o do ICMS a Recolher.
d) certamente a empresa ficará devendo ICMS ao governo (para pagar no próximo
mês), pois sempre o “ICMS a Recolher” supera o “ ICMS a Recuperar”.

3 - No final do mês de julho/X1, a empresa Cacupé Lisboa Ltda., esta sem mercadorias
em estoque e as únicas contas relativas ao ICMS têm os seguintes saldos: ICMS a
Recuperar R$ 12.100 e ICMS s/ vendas R$ 282.000.
Durante o mês de agosto/X1, ela adquire mercadorias (um só produto) por R$
320.000,00 e o fornecedor informa que o ICMS incluso foi calculado com alíquota de
18%. Durante o mês de agosto/X1, a Cacupé Lisboa Ltda., vende parte do que
comprara. A receita total de tais vendas foi de R$582.000.00 e em 2/6 dela a alíquota de
ICMS foi de 12% e no restante de 18%.
Suponha que a “apuração do ICMS” deve ser mensal.

Pede-se:
a) Posicione os saldos informados no início do enunciado em razonetes e registre a
compra efetuada, que foi a prazo. Com relação às vendas do mês, registre a receita
auferida e o reflexo delas no ICMS (metade das vendas foi a prazo e metade a vista ) .

27
b) Efetue, ainda com uso de razonetes, o registro da “apuração do ICMS” no final de
agosto/X1.

4 - A Companhia Caibi, ao findar o mês de Maio/X3, apresenta como saldos de algumas


de suas contas os seguintes: ICMS s/ Vendas R$ 1.309,00, ICMS a Recolher R$ 58,00,
Mercadorias R$ 2.660,00, Caixa e Banco c/ Movimento R$ 1.725,00.
Como empresa comercial típica é contribuinte do ICMS e procede à apuração do tributo
no final de cada mês, recolhendo aos cofres públicos, quando devido o tributo, na
quinzena seguinte à da apuração.
A seguir, é informada a movimentação de compra e venda de mercadorias da Cia. Caibi
nos meses de Junho, Julho, Agosto e Setembro/X3.

COMPRAS VENDAS
Meses Compra Preço das % do Co Venda Preço % do
a Mercadoria ICM m sa das ICM
s S IPI? Vendas S
Junho Prazo 1.960,00 12 Sim Vista 2.400,00 12
Julho Vista 2.660,00 12 Sim Prazo 1.120,00 12
Agosto Prazo 3.325,00 18 Não Vista 6.720,00 12
Setembro Vista 2.380,00 12 Sim Prazo 2.340,00 12

Quer nos “preços das mercadorias” (compras), quer-nos “ preços das vendas”, o ICMS
já está incluso. Nas compras, quando houver IPI, deve ser ele calculado sobre o “preço
das mercadorias” e a ele acrescido para obter o valor total da Nota do Fornecedor.
Sempre que houver IPI, a alíquota a ser utilizada é de 10%. A Cia. Caibi não é
contribuinte do IPI.

Pede-se:
Após posicionar os saldos de 31/05/X3 em razonetes, contabilize as operações de cada
mês e, em cada um, na ordem de “recolhimento do ICMS” (quando for o caso),
“compras”, “vendas” e “apuração do ICMS”. Com relação às vendas, registre apenas a
receita auferida e os reflexos no ICMS. O último registro é o final de setembro/X3.
Demonstre os cálculos dos valores que contabilizar.
5 - Neste exercício, serão utilizadas algumas informações contidas no exercício anterior.
Suponha que o governo institua a partir do mês de Junho/X3, duas taxas, a saber, o PIS
e o COFINS e que exija os seus recolhimentos no mês subseqüente ao de sua apuração
pelo regime de competência.
A seguir, são fornecidas mais algumas informações sobre a Cia. Caibi naqueles meses
(junho a setembro/X3):

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Alíquotas Receitas Dividendos recebidos
Meses Financeiras (considerados
(auferidas) receitas)
PIS COFINS
Junho 0.65% 3% 200,00 5.000,00
Julho 0.65% 3% 310,00 120,00
Agosto 0.65% 3% 320,00 -
Setembro 0.65% 3% 450,00 230,00

Para não acarretar muito trabalho “esqueça” a conta Caixa/Bancos utilizada no exercício
anterior e parta de um novo saldo de Caixa/Bancos no final de Maio/X3 de R$150,00.

Pede-se:

Partindo dos saldos fornecidos neste exercício (que devem ser posicionados em
razonetes), registre apenas as “apurações e os recolhimentos” do PIS e da COFINS, não
esquecendo que, para tal, os valores das “receitas brutas de vendas de mercadorias” e os
valores dos ICMS s/ Vendas” dos meses em exame já foram calculados no exercício
anterior. Demonstre os cálculos e lançamentos.

6 - ALFA COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA

Em 03/05/03 a empresa ALFA COM. E INDÚSTRIA LTDA vendeu mercadoria


(aparelhos de som) para a empresa BETA COMÉRCIO LTDA a prazo cujos dados
constantes na NF foram os seguintes:
Valor da Mercadoria com ICMS incluso...................................................200.000
Valor do IPI (200.000 X 10%) ................................................................... 20.000
Valor total da Nota Fiscal.........................................................................220.000
 Levando em conta a alíquota de 18% o valor do ICMS incluso no preço da
mercadoria é de R$36.000.
 Em 21/05/03 a empresa BETA COMÉRCIO LTDA vendeu sua mercadoria a
prazo cuja Nota Fiscal indicou os seguintes dados:

Valor dos Produtos (com ICMS incluso).....................................................330.000


Valor total da Nota Fiscal............................................................................330.000

 Admitindo-se uma alíquota de 18% o ICMS incluso no preço da mercadoria


é de R$59.400 (330.000 x 18%).

Efetuar os lançamentos da compra e da venda pela empresa BETA COMÉRCIO LTDA.

7 - Efetuar a apuração da base de cálculo e posterior contabilização da COFINS sobre o


Faturamento da empresa Beta S/A.

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RECEITAS BRUTAS DA EMPRESA BETA S/A EM VALOR
FEVEREIRO/X6
Vendas de mercadorias para o mercado nacional 1.500.000,00
Vendas de mercadorias para o exterior 300.000,00
Receitas com prestação de serviços 700.000,00
Total das receitas brutas 2.500.000,00
DEDUÇOES DAS RECEITAS BRUTAS
Vendas canceladas e devoluções 50.000,00
Descontos Incondicionais 30.000,00
Imposto sobre produtos Industrializados 300.000,00
Imposto sobre Circulação de Mercadorias 270.000,00
Imposto sobre serviços 35.000,00
COFINS s/ Faturamento – ainda não calculado e contabilizado
Total das deduções das receitas brutas 685.000,00
TOTAL das receitas líquidas 1.815.000,00

Receitas Financeiras 100.000,00

8 - CIA BEM DE VIDA


A Cia. Bem de Vida vendeu mercadorias a prazo para o cliente Verde Amarelo Ltda no
valor de R$20.000 com incidência de 18% de ICMS (a empresa mantém registro
permanente de estoque) Considere-se que o custo do produto seja de R$ 11.000.
Efetuar os lançamentos de venda na empresa Cia. Bem de Vida.

9 - ABC INDÚSTRIA S/A


A empresa ABC Indústria S/A vendeu para DEF Indústria e Comércio Ltda a vista
matéria prima (chapa de aço) para fabricar geladeiras, cujos dados constantes da NF
sejam os seguintes:
Valor da Mercadoria (com ICMS incluso).....................................................50.0000
Valor do IPI (50.000 X 10%).......................................................................... 5.000
Valor Total da Nota Fiscal.............................................................................. 55.000
A alíquota do ICMS é de 18%.

Contabilizar a compra de matéria prima na empresa DEF Indústria e Comércio


Ltda.

10 - EMPRESA MARGARIDA LTDA


A empresa Margarida Ltda que comercializa eletrodomésticos, comprou em Abril/X2
de seu principal fornecedor várias mercadorias no seguinte valor:
Valor da Nota Fiscal........................................... R$ 110.000
Valor do IPI ......................................................... R$ 10.000
ICMS 18% ........................................................... R$ 18.000
Em Abril/X2 vendeu parte das mercadorias no valor de R$ 50.000 com destaque de
18% de ICMS.

30
Efetuar os lançamentos contábeis.
Em Maio/X2 ocorreram as seguintes operações
Vendas Brutas de mercadorias ............................... ... R$ 200.000
Receitas Financeiras ............................................... R$ 3.000
Descontos Incondicionais ........................................ R$ 2.000
Devoluções de vendas ............................................. R$ 1.000
Calcular o valor do PIS e da COFINS e efetuar seus lançamentos contábeis
Obs.: PIS = 0,65%
COFINS = 3%
9. Operações com Mercadorias

9.1 Resultado Bruto com Mercadoria (RCM)

Resultado Bruto com Mercadorias, ou Resultado com Mercadorias é a


diferença total entre as Receitas obtidas pelas Vendas e o Custo dessas mercadorias que
foram vendidas, também denominadas Resultado Operacional Bruto.
RCM = Vendas – CMV

1.Vendas

Representa o total faturado contra o cliente (a vista ou a prazo).


A esse valor faturado podem ocorrer “deduções” como impostos e taxas sobre
vendas (ICMS, Pis s/Faturamento, Cofins s/Faturamento). Além dessas outros tipos de
deduções podem ocorrer como “devoluções de vendas” e “descontos incondicionais
sobre vendas”.
Assim, quando se afirma que o RCM = Vendas – CMV, a palavra
vendas tem sempre o significado de “Vendas – Deduções de Vendas”.

2. Custo Mercadorias Vendidas (CMV)

Representa o valor atribuído às mercadorias negociadas pelo comerciante com seus


clientes. É o valor de custo para o comerciante.
A equação para apuração do CMV monetariamente é:

CMV = Ei + C – Ef
CMV : Custo Mercadoria Vendida
Ei : Estoque Inicial
Ef : Estoque Final

Então para a obtenção do CMV é necessário o conhecimento do Estoque inicial, do


Estoque final e das Compras.

Como podemos apurar o CMV? Basicamente através de dois sistemas :

31
• Inventário Periódico: quando efetuamos as vendas sem um controle
paralelo e concomitantemente de nosso Estoque e, portanto, sem controlar o custo da
mercadoria vendida. Para apurarmos o RCM, fazemos um levantamento físico de nosso
estoque existente naquela data (contagem do estoque fisicamente), e pela diferença
entre o total das Mercadorias Disponíveis para Venda durante o período e esse Estoque
Final (apurado extracontabilmente), obtemos o CMV nesse período.
• Inventário Permanente: quando controlamos de forma contínua o Estoque
de Mercadorias, dando-lhe baixa em cada venda pelo custo dessas mercadorias
vendidas. Esse controle é permanente é efetuado sobre todas as mercadorias que
estiverem a disposição para venda, isto é, esse controle é efetuado sobre as
Mercadorias Vendidas (CMV) e as Mercadorias que não foram vendidas (Ef).

O Inventário Permanente pode-se utilizar uma Ficha de Controle ou um sistema


operado por processamento eletrônico de dados que permitam acompanhar as
flutuações de cada tipo de mercadoria negociada. Mas no Periódico só é possível obter
tal saldo com a averiguação das existências físicas.

3. Contabilização pelo Método do Inventário Periódico

Para a apuração do RCM pelo método de inventário periódico necessitamos do


levantamento físico do Estoque, informação está extracontábil, pois não é efetuado o
controle contínuo do Estoque de Mercadorias e tampouco, do CMV.
Se estivéssemos: a) iniciado as atividades do período sem estoque no primeiro dia do
exercício; b) comprado no período $104.500 de mercadorias; c) levantamento
fisicamente no final do período, avaliado ao preço de custo, $22.500.
Total disponível para venda no período = estoque inicial + compras, logo o valor será
de $104.500.
CMV = valor disponível para venda – estoque final, logo o valor será de $82.000, pois:
CMV = 104.500 – 22.500; CMV = 82.000

Exemplo: Existência de Estoque inicial, no primeiro dia do período, de $67.000.


Compra de $123.000 Icms de 12%. Venda no período de $98.000 Icms de 12%.

1ª Etapa:
Apuração do CMV de forma contábil e não algebricamente.

2ª Etapa:
Apuração do RCM de forma contábil.

3ª Etapa:
Apuração do Resultado do Exercício (ARE)

Também podemos apurar a RCM sem utilizar as contas CMV e RCM, apurando o
resultado com mercadorias diretamente na conta ARE.

32
Exercício:

1. No dia 01 de maio de X1 a Empresa Modelo Ltda comprou mercadoria a prazo,


conforme NF 001051, da Casa Machado, no valor de R$ 70.000. Icms de 18%.
2. No dia 02 de maio de X1 das compras efetuada da Empresa Machado,
devolvemos mercadoria no valor de R$2.000, através da NF 001585, Icms de
18%.
3. No dia 03 de maio de X1 venda de mercadoria à vista, conforme NFs de1586 a
1595 novo valor de R$50.000 Icms de 18%
4. No dia 04 de maio das vendas efetuadas, recebemos em devolução mercadorias
constantes da NF 1588, no valor de R$3.000. Devolvemos o dinheiro
correspondente no ato.

Contabilize no Diário e Razão as operações acima. E Apure o CMV e RCM,


sabendo que o Estoque Inicial é de R$15.000 e o Estoque apurado (fisicamente) no
final do exercício foi de R$35.000.

4. Contabilização pelo Método do Inventário Permanente

Nas médias e grandes empresas, principalmente, há a necessidade de controle


contínuo do valor do estoque de Mercadorias. Fazendo com que haja a baixa, em cada
venda, do custo da mercadoria vendida.
O controle permanente do inventário permite às empresas conhecerem o custo e o
respectivo lucro a cada operação de venda realizada. Consiste em manter fichas para
cada mercadoria, onde são controladas as quantidades adquiridas e vendidas, os preços
unitário e total, os estoques remanescentes e seus respectivos custos.
Toda a movimentação com mercadoria será registrada na conta “Estoque com
Mercadorias”.
Na venda efetuaremos três lançamentos:
• registro da venda pelo valor real
• registro do ICMS respectivo;
• baixa nos estoques pelo valor do custo
Exercício:

1. No dia 01 de maio de X1 compra de mil unidades de produto para revenda, da


Empresa Machado, conforme NF 88150, no valor de R$10.000, a prazo. Icms de
18%.
2. No dia 02 de maio de X1 devolvemos 20 unidades, conforme NF 88151.
3. No dia 03 de maio de X1 venda de 500 unidades do produto, sendo 50% à vista
e 50% a prazo, a vários clientes, conforme NF 88152, no valor de R$6.500,00.
4. No dia 04 devolução vendas no valor de R$650,00 referente a 50 unidades.

33
Contabilize no Diário e Razão as operações acima. E Apure o CMV e RCM,
sabendo que o Estoque Inicial é de 50 unidades no valor de R$800. E o Método de
Controle do estoque é o Custo Médio Ponderado.

9.2. DESCONTOS OBTIDOS E CONCEDIDOS


Nas transações comerciais existem dois tipos de descontos: obtidos e concedidos.

9.3. DESCONTOS OBTIDOS:


Os descontos obtidos são aqueles que a companhia recebe de terceiros, em suas
transações comerciais, existindo dois tipos: comerciais e financeiros.
1) Descontos Comerciais (Incondicional): São aqueles que a companhia
consegue obter sobre o preço de compra em virtude de grande quantidade comprada
ou por outro motivo qualquer), já contando da nota fiscal.
Exemplo: Valor bruto da compra....................................R$ 1.000,00
Desconto obtido (incondicional)....................R$ 150,00
Valor líquido da compra.................................R$ 850,00

O lançamento seria:
Débito: Estoque
Crédito: Fornecedores...................................850,00

1) Descontos Financeiros: São aqueles que a companhia consegue através da


antecipação do pagamento das compras para uma data anterior à do
vencimento, a qual é fixada pelo vendedor.
Exemplo: Uma companhia compra mercadorias a prazo no valor de R$9.000,00
que serão pagas em três parcelas iguais e sucessivas.
Entretanto o vendedor estipula que, se a duplicata com vencimento para
31/10/X1 for paga em 30/09/X1, o comprador obterá um desconto de 2,5%
sobre o seu valor. Da mesma forma, se a última duplicata (vencimento) EM
30/11/x1) for paga com antecedência de 30 dias, gozará do mesmo desconto e,
se a antecipação for de 60 dias, o desconto aumentará para 5%. Ou seja, o
desconto está condicionado a um evento.
Os lançamentos contábeis seriam:
1) Pelo registro da compra
Débito: Estoque
Crédito: Duplicatas a pagar...............................................9.000,00

34
2) Pagamento da primeira duplicata, em 30/09/X1, sem descontos.
Débito: Duplicatas a pagar
Crédito: Bancos c/ movimento.......................................... 3.000,00

3) Pagamento da 2ª duplicata, em 30/09/X1, obtendo um desconto de 2,5%.


Débito: Duplicatas a pagar................................................. 3.000,00
Crédito: Bancos c/ Movimento.............................................2.925,00
Crédito: Descontos financeiros obtidos................................ 75,00
4) Pagamento da 3ª duplicata, também em 30/09/X1, obtendo um desconto de 5%.
Débito: Duplicatas a pagar.....................................................3.000,00
Crédito: Bancos c/ Movimento...............................................2.850,00
Descontos financeiros obtidos............................................... 150,00

Observe que os descontos financeiros divergem, em sua natureza, dos descontos


comerciais, pois se originam de pagamentos antecipados, podendo a companhia
gozar ou não deles.

9.4. DESCONTOS CONCEDIDOS:


Da mesma maneira que uma companhia obtém descontos em suas transações
comerciais, também concede descontos que podem ser comerciais ou financeiros.

1) Descontos Comerciais (Incondicional): São aqueles concedidos por uma


companhia sobre os preços de venda de suas mercadorias (em função de grande
quantidade vendida, para atender a pedidos de clientes especiais, ou por outro
motivo qualquer), sendo especificados na nota fiscal de venda.

Exemplo: Pelo valor bruto da venda


Débito: Duplicatas a receber.......................................1.700,00
Débito: Descontos Incondicionais............................... 300,00
Crédito: Vendas........................................................... 2.000,00

2) Descontos Financeiros: É aqueles concedidos como incentivo para que os


clientes paguem as duplicatas provenientes de vendas aprazo antes da data
estabelecida. Suponhamos que uma companhia efetue uma venda de
R$5.000,00, emitindo uma duplicata com vencimento dentro de 60 dias, porém
oferecendo um desconto de 3% se o pagamento for efetuado dentro de 30 dias.

35
Os lançamentos contábeis seriam:
a) Pelo registro da venda *
Débito: Duplicatas a receber/…
Crédito Vendas...............................................................5.000,00
*Não está sendo considerado o lançamento de baixa do custo da mercadoria
vendida.
b) Pelo recebimento da duplicata, 30 dias antes do vencimento.
Débito: Bancos c/ Movimento............................................4.850,00
Débito: Descontos financeiros concedidos (despesa)...... 150,00
Crédito: Duplicatas a Receber...........................................5.000,00

9.5. INVENTÁRIO PERMANENTE E AVALIAÇÃO DOS ESTOQUES


Existem diversos métodos para determinar o valor dos estoques em uma data
específica, bem como o custo das mercadorias vendidas. Os principais e mais
freqüentemente empregados são:
- Custo específico ou identificado;
- Primeiro a entrar, primeiro a sair (PEPS);
- Último a entrar, primeiro a sair (UEPS);
- Preço ou custo médio corrente.
9.5.1. CUSTO ESPECÍFICO OU IDENTIFICADO:
Através desse método, a empresa controla o custo específico de cada item
comprado e vendido, sendo esse procedimento adequado apenas para mercadorias de
preço elevado e de pouca rotação como, por exemplo, tratores, que permitem a
identificação de cada unidade em estoque com seu respectivo custo.
A empresa que vende tratores pode controlar o seu estoque pelo custo específico
ou identificado, uma vez que as possibilidades de vendas em quantidades elevadas são
pequenas.
Para tanto, é necessário apenas que a companhia mantenha controle em separado
para cada trator comprado. Assim, é possível saber exatamente quanto custou cada
unidade e, em caso de venda, o trator pode ser baixado do estoque pelo seu custo
específico. Esse controle pode ser feito por fichas ou contabilmente (uma conta analítica
de estoque para cada trator), e conter as informações necessárias sobre a composição do
custo total.
Exemplo1: Trator MC/34894 – S – 432 (com esteiras)
Custo original ..........................................................57.500
Despesas alfandegárias e de importação ............... 5.400
Frete......................................................................... 9.400
Seguro ..................................................................... 2.500
Custo Total .............................................................. 74.800

36
Supondo que cada trator em estoque tivesse um ficha de controle, e a companhia
vendesse o trator MC/334894 – S-432, para conhecer seu custo bastaria uma consulta à
ficha.
Talvez você esteja imaginando que esse método possa ser aplicado a todos os
tipos de estoque. Mas suponha que a mesma empresa que vende tratores seja obrigada a
manter estoque de peças de substituição. Sabendo-se que um trator tem centenas de
peças diferentes, e existem diversos tipos de tratores, e ainda que, o preço de compra
das peças pode variar com freqüência, seria praticamente impossível controlar cada uma
das peças adquiridas pelo seu custo específico, de forma que a baixa pela venda pudesse
ser efetuada pelo preço exato que aquela determinada peça custou à companhia.
Exemplo 2: para ilustrar numericamente, suponha-se que uma empresa, no início
do mês de março, possua um estoque (inicial) de 20 unidades de certa mercadoria
avaliada a R$20,00 cada uma, ou seja, um total de R$400,00 de estoque inicial. A
movimentação dessa mesma mercadoria em março é a seguinte:

DATA OPERAÇÃO

05 de março Compra de 30 unidades a R$30 cada

11 de março Venda de 10 unidades

17 de março Venda de 20 unidades

23 de março Compra de 30 unidades a R$35 cada

29 de março Venda de 10 unidades

Para calcular o CMV de Março e o valor do Estoque Final de março pelo método
do custo específico há que se informar relativamente ás vendas, que unidades estão
sendo vendidas. Suponha-se, agora, as seguintes informações:

 As 10 unidades vendidas dia 11 de março, saíram do lote


comprado do dia 5 de março;
 As 20 unidades vendidas dia 17 de março, saíram do estoque
inicial;
 As 10 unidades vendidas dia 29 de março, saíram do lote
comprado do dia 23 de março.
Com isso, o custo das mercadorias vendidas será de R$1.050,00 (10 X R$30 + 20
X R$20 + 10 X R$35) e o estoque Final será de R$1.3000,00.

37
9.5.2. PRIMEIRO A ENTRAR, PRIMEIRO A SAIR (PEPS)

O nome desse método representa uma tradução literal do inglês “first in first out.”
(FIFO). O método consiste em utilizar o custo unitário das compras efetuadas primeiro
para valorizar as quantidades vendidas e, dessa forma, obter o valor do custo das
vendas. Em resumo vendem-se primeiro as unidades que foram adquiridas primeiro.
Com isso, O CMV retrata o valor das mercadorias adquiridas há mais tempo e o que
resta, o Estoque Final, retrata o valor do custo das mercadorias que foram compradas
mais recentemente.

Exemplo:
Utilizando os dados do exemplo 2 do método do custo específico, observe-se
como pode ser representada a movimentação física e financeira pelo método PEPS:

Datas Entradas Saídas Saldos


Quant. Valores ($) Quant. Valores ($) Quant. Valores ($)
Unit. Total Unit. Total Unit. Total
EI - - - - - - 20 20,00 400,00
05/03 20 20,00 400,00
30 30,00 900,00 - - - 30 30,00 900,00
50 1.300,00
11/03 10 20,00 200,00
- - - 10 20,00 200,00 30 30,00 900,00
40 1.100,00
17/03 10 20,00 200,00
- - - 10 30,00 300,00 20 30,00 600,00
20 500,00
23/03 20 30,00 600,00
30 35,00 1.050,00 - - - 30 35,00 1.050,00
50 1.650,00
29/03 10 30,00 300,00
- - - 10 30,00 300,00 30 35,00 1.050,00
40 1.350,00

Observe que o estoque no final de março de 40 unidades avaliadas em R$1.350,00 pelo


PEPS. O CVM de março será de R$1.000,00.

38
CMV = EI + C - EF
CMV = 400 = 1.950 - 1350
CMV = 1.000
9.5.3. ÙLTIMO A ENTRAR, PRIMEIRO A SAIR (UEPS)
Também conhecido por LIFO (do inglês “last in first out”), esse método consiste
em utilizar o custo unitário das mercadorias compradas por último para valorizar as
quantidades vendidas, obtendo, assim, o custo de vendas.
A forma de controlar o estoque pelo método UEPS é análoga à do método PEPS,
ou seja, são também utilizadas fichas de controle. Esse método, entretanto, é utilizado
muito raramente pelas empresas no Brasil, por não ser aceiro pela legislação do imposto
de renda.
O método em exame raciocina assim: as unidades que por foram adquiridas, são as
primeiras a serem vendidas.
Novamente se valendo dos dados fornecidos do exemplo 2 do método do custo
específico vejamos;

Datas Entradas Saídas Saldos


Quant. Valores ($) Quant. Valores ($) Quant. Valores ($)
Unit. Total Unit. Total Unit. Total
EI - - - - - - 20 20,00 400,00
05/03 20 20,00 400,00
30 30,00 900,00 - - - 30 30,00 900,00
50 1.300,00
11/03 10 20,00 400,00
- - - 10 30,00 300,00 20 30,00 600,00
40 1.000,00
17/03
- - - 20 30,00 600,00 20 20,00 400,00

23/03 20 20,00 400,00


30 35,00 1.050,00 - - - 30 35,00 1.050,00
50 1.450,00
29/03 20 20,00 400,00
- - - 10 35,00 350,00 20 35,00 700,00
40 1.100,00

39
Observa-se que o estoque final de março será de 40 unidades avaliadas por R$1.100,00
pelo uso do método UEPS. O CMV de março será de R$1.250,00.
CMV = EI + C - EF
CMV = 400 + 1.950 – 1.100
CMV = 1.250

9.5.4. MÉTODO DO CUSTO MÉDIO PONDERADO MÓVEL


Pelos métodos PEPS e UEPS, a valorização das saídas de estoque se baseia na ordem
em que as mercadorias são compradas. Pelo método do custo médio, a valorização é
efetuada pelo custo unitário encontrado através da divisão do valor do estoque pela
quantidade estocada. Cada nova compra, se for feita por um custo unitário diferente do
até então existente, provocará alteração do novo custo unitário. Influem nesse novo
custo unitário tanto as quantidades (existentes e compradas) como o custo unitário
(existente e da nova compra).
As vendas não vão provocar alteração no custo unitário, pois o custo unitário das
unidades vendidas é, sempre, o último custo unitário calculado.

Datas Entradas Saídas Saldos


Quant. Valores ($) Quant. Valores ($) Quant. Valores ($)
Unit. Total Unit. Total Unit. Total
EI - - - - - - 20 20,00 400,00
05/03 30 30,00 900,00 - - - 50 26,00 1.300,00
11/03 - - - 10 26,00 260,00 40 26,00 1.040,00
17/03 - - - 20 26,00 520,00 20 26,00 520,00
23/03 30 35,00 1.050,00 - - - 50 31,40 1.570,00
29/03 - - - 10 31,40 314,00 40 31,40 1.256,00

O valor do estoque final (40 unidades) ficou sendo de R$1.250 pelo método do “custo
médio ponderado móvel” enquanto o valor do CMV de março foi de R$1.094,00.

9.5.5. COMPARAÇÃO ENTRE OS MÉTODOS


Para uma comparação dos reflexos dos quatro métodos, suponha-se que os preços
unitários das três vendas realizadas tenham sido de R$40,00, R$45,00 e R$ 50,00
conforme ordem cronológica em que ocorreram. Logo, a receita total do mês de março
foi de R$1.800,00.

40
Custo PEPS UEPS Custo Médio
Específico
Vendas 1.800 1.800 1.800 1.800
( - ) CMV 1.050 1.000 1.250 1.094
Lucro Bruto 750 800 550 706
Estoque Final 1.300 1.350 1.100 1.256
O estoque inicial era o mesmo nas quatro situações (R$400,00) e as compradas também
foram às mesmas, pelos mesmos valores, ou seja, de R$1.950,00. Em qualquer das
situações havia R$2.350,00 de mercadorias disponíveis para venda (R$400,00 + R$
1.950,00).
Logo, o que não sobrou em estoque final em termos de valor é porque foi vendido.
Observa-se que isto é verdade, pois, somando-se em cada caso, o valor do CMV com o
valor do estoque final resulta sempre em R$2.350,00.
Por outro lado, as receitas foram iguais nos quatro casos. Os lucros brutos foram
diferentes em função de CMVs diferentes.
Em qualquer das situações, as quantidades físicas iniciais, compradas e vendidas foram
absolutamente iguais. Os diferentes valores de CMV e de Estoque Final se devem então,
unicamente ao método que foi usado. E todos os métodos se basearam nos CUSTOS DE
AQUISIÇÃO.

10. Provisão Para Crédito de Liquidação Duvidosa

A Provisão para créditos de liquidação duvidosa consiste em um valor que é


provisionado no final de cada exercício social para cobrir, no exercício seguinte, perdas
decorrentes do não-recebimento de direitos da empresa.
As contas que devem servir de base para o cálculo desta provisão são aquelas que
registram direitos provenientes de vendas a prazo de mercadoria e serviço. (Clientes ou
Duplicatas a Receber)
O valor desta provisão é obtido mediante a aplicação de um percentual sobre os
direitos existentes na época do levantamento do Balanço.
O parâmetro razoável para fins gerenciais é a percentagem obtida, nos últimos três
anos, entre as duplicatas não liquidadas e o total das Duplicatas a Receber no final
desses três anos.
Exemplo:
Período Dupl. a receber 31/12 Perda efetivamente
Ano 1 300.000 5.000
Ano 2 380.000 4.700
Ano 3 420.000 5.500
Total 1.100.000 15.200

Soma da Perda = 15.200 = 1,38%


Soma dos Saldos 1.100.000

41
Assim, em 31 de dezembro do Ano 4, o percentual a ser utilizado para fins de cálculo
desta provisão será de 1,38%.
Convém ressaltar que a legislação tributária poderá fixar os limites e os critérios para
cálculo desse percentual.
Não se deve calcular a Provisão sobre direitos provenientes de vendas com reserva de
domínio, de alienação fiduciária em garantia, ou de operações com garantia real.

Vendas com reserva de domínio: A empresa cede a posse do bem ao cliente, mas
reserva para si o domínio (propriedade). Enquanto o cliente não pagar a última
prestação, não será dono do bem, podendo o vendedor reavê-lo e o cliente perder tudo o
que pagou.
Operações com Garantia Real: Ocorrem por meio de penhor (garantia representada
pela entrega de bem móvel), hipoteca (garantia de pagamento da dívida, dada a um
credor e representada por um bem móvel, o qual permanece em posse do devedor) e
alienação fiduciária (transferência de domínio/propriedade do bem adquirido em
garantia do financiamento da compra desse bem).

10.1. Contabilização da provisão para devedores duvidosos.


Suponhamos que no final do exercício de x2 o saldo da conta Dup. a receber de
uma empresa comercial seja igual a R$100.000. Vamos constituir a provisão,
considerando que o percentual apurado com base na média das perdas ocorridas nos três
últimos exercícios foi de 1,5%.
Então a provisão em x2 será 1,5% de R$100.000 que é igual a R$1.500

Lançamento da provisão
Despesas c/crédito de Liq. Duvidosa
a Prov. p/devedores duvidosos
Pela constituição da provisão à razão de 1,5%
sobre os créditos a receber........................... 1.500

Provisão p/devedores duvidosos Despesas c/crédito de Liq. Duvidosa


1.500(a) (a) 1.500

10.1.1. A utilização da provisão


Provisão suficiente:
Suponhamos, agora, que em março de x3, após esgotados todos os recursos, considerou-
se incobrável uma duplicata no valor de R$450.

Lançamento da baixa:
Prov. p/devedores duvidosos
a Dupl. a receber
Baixa da dupl. nº 002, por sido considerada incobrável 450

42
Provisão p/devedores duvidosos Despesas c/crédito de Liq. Duvidosa
(b)450 1.500 (a) (a) 1.500

1.050

Duplicatas a receber
(a) 100.000 450 (b)

99.550

Provisão insuficiente:

Suponhamos que em junho de x3 tenha sido considerada incobrável, na forma da lei,


mais uma duplicata no valor de R$2.000.

Lançamento da baixa:
Diversos
a Dupl. a receber
Prov. p/devedores duvidosos 1.050
Perdas com clientes 950 2.000

Provisão p/devedores duvidosos Perdas com cliente


1.050 1.050 (sd) 950

Duplicatas a receber
(sd) 99.550 2.000

97.550

10.1.2. Reversão do saldo existente e nova constituição

Suponhamos que em 31 de dezembro de x3, a conta Duplicatas a Receber apresente


saldo de R$200.000.
Para constituir a Provisão deste exercício precisamos, antes, verificar se há saldo
remanescente na conta Provisão Para Devedores Duvidosos, criada no exercício
anterior. Não havendo saldo remanescente, calculamos a nova Provisão aplicando o
percentual sobre R$2.000. Caso haja saldo remanescente, este deverá ser revertido e
também deverá ser criada nova Provisão.

Não há saldo remanescente


1,5% de R$200.000 = R$3.000

Lançamento da provisão

43
Despesas c/crédito de Liq. Duvidosa
a Prov. p/devedores duvidosos
Pela constituição da provisão à razão de 1,5%
sobre os créditos a receber........................... 3.000

Provisão p/devedores duvidosos Despesas c/crédito de Liq. Duvidosa


3.000 3.000

Há saldo remanescente
Suponhamos o seguinte saldo R$1.000
Lançamento da Reversão

Prov. p/devedores duvidosos


a Resultado do Exercício
Reversão do saldo não utilizado...................... 1.000

Provisão p/devedores duvidosos Resultado do Exercício


1.000 1.000 (sd) 1.000

Lançamento da provisão
Despesas c/crédito de Liq. Duvidosa
a Prov. p/devedores duvidosos
Pela constituição da provisão à razão de 1,5%
sobre os créditos a receber........................... 3.000

Provisão p/devedores duvidosos Despesas c/crédito de Liq. Duvidosa


3.000 3.000

Havendo saldo remanescente, a nova provisão poderá ser constituída pela diferença,
eliminando, assim, o lançamento da reversão.

Lançamento da provisão
Despesas c/crédito de Liq. Duvidosa
a Prov. p/devedores duvidosos
Complemento da provisão, aproveitando
Saldo remanescente (3000 – 1000) ........................... 2.000

44
10.2 ASPECTOS FISCAIS:
A partir do ano – calendário 1997 a legislação fiscal não mais permite a dedutibilidade
dessa provisão (Lei 9.430/96 e IN SRF 93/97), ou seja, esse gasto não é mais admitido
como despesa dedutível do lucro contábil na determinação da base de cálculo do
imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido.
De acordo com a nova regulamentação fiscal, somente serão dedutíveis da base de
cálculo do imposto de renda e contribuição social os registros contábeis relativos a
perdas de créditos referentes aos casos em que (art. 340 do RIR/99):

1 - já exista declaração de insolvência do devedor, por meio de sentença do Poder


Judiciário;

2 - não haja garantia de valor para os créditos de:


a) até R$ 5.000,00 (cinco mil reais), por operação, vencidos há mais de seis meses
independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para seu recebimento;
b) acima de R$ 5.000,00 até R$ 30.000,00, por operação e vencidos a mais de um
ano, independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para seu
recebimento porém mantida a cobrança;
c) e finalmente, para os créditos superiores a R$ 30.000,00 e vencidos a mais de um
ano, cujos procedimentos judiciais para recebimento já estejam em andamento ;

3 – haja garantia para os valores a receber, mas estes estejam vencidos há mais de dois
anos e com procedimentos judiciais para recebimento ou para arresto (apreensão de
bens ou objetos por decisão judicial) das garantias já em andamento. Consideram-se
créditos com garantia àqueles decorrentes de vendas a prazo “com reserva de
domínio, de alienação fiduciária em garantia ou de operações com outras garantias
reais”.

4 – haja declaração de falência ou concordata do devedor, observando-se que;

a) A dedução da perda será admitida a partir da data da decretação da falência


ou da concordata, desde que a credora tenha adotado os procedimentos
judiciais necessários para o recebimento do crédito.
b) A parcela do crédito cujo compromisso de pagar não houver sido honrado
pela empresa concordatária poderá também ser deduzida como perda.

Embora a legislação fiscal tenha criado grandes restrições para o reconhecimento da


perda antes de sua efetiva concretização, princípios contábeis e a legislação societária
mantêm sua posição de que a empresa deve constituir a provisão para perdas com base
na expectativa de perda e, ao final do exercício social, deve computar o valor da referida
perda entre as inclusões do LALUR (Livro de Apuração do Lucro Real), para apuração
da base de cálculo do imposto de renda e contribuição social.

45
EXERCÍCIOS

01) O saldo da conta “Duplicatas a Receber” da CIA. CERTEZA em 31/12/2002 era de


R$750.000,00. O gerente do departamento financeiro da empresa, após estimar que 3%
desse saldo provavelmente não será recebido, informou ao departamento contábil a
necessidade de constituir uma provisão para ajustar patrimônio e resultado a esta
realidade. Durante o ano de 2003, foi constatado que duplicatas no valor de
R$18.500,00 não seriam mais recebidas em função da falência dos clientes. Em
31/12/2003, quando o saldo da conta “Duplicatas a Receber” era de R$920.000,00,
novamente definiu-se o percentual de 3% como sendo o equivalente às perdas esperadas
para o ano de 2004. Pede-se:

a) calcular a provisão para créditos de liquidação duvidosa para o ano de 2003 e


efetuar o registro contábil pertinente;
b) efetuar o registro contábil relativo às perdas ocorridas durante o ano de 2003;
c) calcular a provisão para o ano de 2003 e proceder aos registros contábeis
necessários ao ajuste do saldo da conta “Provisão para Créditos de
Liquidação Duvidosa”.

02) O saldo da conta “Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa” da CIA.


RISOFLORA em 31/12/2000 era de R$12.000,00. Um de seus clientes, a CIA. TIRO
CERTEIRO, como já era previsto, faliu após um mal sucedido negócio em março de
2001. Por conseqüência, os créditos da CIA. RISOFLORA contra a CIA. TIRO
CERTEIRO no valor de R$8.000,00 não serão recebidos. Realize o(s) lançamento(s)
contábil(eis) pertinente(s) na CIA. RISOFLORA.
03) A CIA. AURORA apresentava a seguinte posição nas contas de “Duplicatas a
Receber” e “Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa” respectivamente
R$3.000,00 e R$90,00, e decidiu registrar a perda de R$20,00 com seu cliente CIA.
BOREAL. Qual é o efeito no Ativo Circulante, aumentou ou diminuiu? E qual é efeito
no lucro do período? Explique.

11. Operações Financeiras

IR: Imposto de Renda; é um imposto de competência da União e que incide sobre a


renda. (Ganho)
IRRF: Imposto de Renda Retido na Fonte, O Imposto será retido por terceiro, na qual
assume a obrigação do recolhimento.
Empréstimos financeiros: Quando tomamos emprestado certo valor em moeda
corrente.
Receita a apropriar: é utilizado quando conhecemos o valor da receita, que
corresponde a vários períodos a realizar. Quando da realização do período apropriamos
a receita proporcional a este mesmo período.
Despesa a apropriar: o raciocínio segue o mesmo da receita a apropriar, só que em vez
de receita será despesa.

46
11.1. Fluxo de Caixa

A Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) indica a origem de todo o dinheiro


que entrou no Caixa, bem como a aplicação de todo o dinheiro que saiu do Caixa em
determinado período, e, ainda, o Resultado do Fluxo Financeiro.
A DFC propicia a elaboração do melhor planejamento financeiro, com o
melhor momento para contrai empréstimo (escassez de dinheiro) ou quando aplicar no
mercado financeiro (excesso de dinheiro).
Somente por meio do conhecimento do passado, porém, será possível fazer
boa projeção do Fluxo de Caixa para o Futuro, (semana, mês, etc). Pois é através das
projeções que saberemos que teremos escassez ou excesso de dinheiro.

11.2. Principais Transações que afetam o Caixa

a) Aumento do Caixa:

Integralização do Capital pelos Sócios ou Acionistas (somente a integralização em


dinheiro que afetará o caixa).
1) Empréstimo Bancários e Financeiros
2) Venda de Itens do Ativo Permanente
3) Venda a Vista e recebimento de duplicatas a receber
4) Outras entradas ( juros recebidos; dividendos recebidos; indenizações de seguros
recebidas etc).

b) Diminuição do Caixa:

1) Pagamento de dividendos aos Acionistas;


2) Pagamento de juros, correção Monetária da Dívida e Amortização da Dívida;
3) Aquisição de Item do Ativo Permanente;
4) Compras a Vista e Pagamentos de Fornecedores;
5) Pagamentos de Despesas?Custo, Contas a Pagar e Outros

C) Transações que não afetam o Caixa:

Depreciação, Amortização e Exaustão;


Provisão para devedores duvidosos;
Acréscimos (ou diminuição) de itens de investimentos pelo método de equivalência
patrimonial.

11.3. Aplicações Financeiras

Ocorre quando a sobre de dinheiro, e a aplicação desse dinheiro e saudável,


pois evitará a corrosão inflacionária.
Exemplos de aplicações:
Mercado aberto:
Overnight: aplicação por um dia;
Open Market: aplicação por sete dias ou mais;

47
Letra de câmbio;
Depósitos a Prazo Fixo;
Certificado de Deposito Bancário – CDB

Podemos ter aplicação de Curto e Longo Prazo que serão contabilizados em


contas distintas.

11.3.1. Aplicação de Liquidez Imediata


Têm liquidez imediata porque a empresa pode resgatar o valor aplicado mais
os rendimentos no dia em que desejar.

Exemplo: No dia 02-08-05 a empresa Alfa aplicou no mercado aberto o valor de R$


100.000.
No dia 17-08-05 a empresa resgatou o dinheiro aplicado com juros de R$5.000, e IRRF
a alíquota de 15%.

Contabilização no dia da aplicação:


Aplicação de Liquidez imediata
a Bancos C/Movimento
Pela aplicação a curto prazo, conf. Extrato... 100.000

Contabilização no dia do resgate:


Bancos C/Movimento
a Diversos
Pelo resgate de aplicação financeira efetuada a curto prazo, como se segue:
a Aplicação de liquidez imediata
Resgate do valor aplicado 100.000
a Receitas Financeiras
Rendimentos creditados, conf. Extrato 5.000 105.000

IRRF a recuperar
a Bancos C/Movimento
Valor do imposto de renda retido na fonte sobre aplicação a curto prazo
conf. extrato..... 750

11.3.2. Aplicação em Depósitos e Rendimentos Prefixados


A empresa fica sabendo no dia da aplicação o valor dos seus rendimentos, que
correspondem à correção monetária prefixada mais juros.

Admita-se que a empresa Alfa faça aplicação a prazo fixo (títulos e valores
mobiliários), em 01-11-04 com data de resgate marcada para 30-04-05.
Valor da aplicação R$ 50.000,00 e o total do resgate será de R$ 80.000,00, e IRRF de
15%. (poderá ser lançado na data da aplicação ou na data do resgate)

48
Contabilização no dia da aplicação:
Aplicações financeiras
a Diversos
Pela aplicação financeira nesta data, em Títulos e Valores Mobiliários,
com rendimentos prefixados, pelo prazo de 6 meses.
a Bancos C/Movimento
Valor aplicado nesta data, conf. aviso bancário 50.000
a Juros ativos a Vencer
Juros sobre aplicação financeira 30.000
80.000

IRRF a recuperar
a Aplicações financeiras
Valor do imposto de renda retido na fonte sobre aplicação com prazo e
rendimentos prefixado, pelo prazo de 6 meses.
4.500

Contabilização da apropriação da receita:


Juros ativos a vencer
a Juros Ativos
Pela apropriação dos juros ganhos no período, ref. à aplicação em Títulos
Mobiliários por 6 meses.

Nos meses subseqüentes realizaremos o mesmo lançamento da apropriação da receita


até apropriarmos toda a receita.

Contabilização no dia do resgate:


Bancos C/Movimento
a Aplicações Financeiras
Resgate da aplicação efetuada em Títulos Mobiliários c/ receita prefixada.
75.500

11.4. Financiamentos

11.4.1. Empréstimos com Juros – Prefixados

São empréstimos onde os encargos financeiros são conhecidos no momento da


concessão do empréstimo, não sofrerá a variação da inflação durante o período do
empréstimo.

Exemplo: A empresa Alfa contrai em 12-08-2005 um empréstimo do Banco Y no valor


de $ 90.000,00, devendo pagar em três parcelas iguais, com encargo financeiro de $
4.500,00 por mês.

49
Contabilização no dia do empréstimo:
Diversos
a Empréstimos a pagar
Empréstimo efetuado com vencimento em três parcelas
Banco Y
Líquido creditado 90.000
Juros Passivos a vencer
Juros referente a empréstimo supra... 13.500 103.500

Contabilização da apropriação da despesa:


Juros Passivo
a Juros Passivos a vencer
Pela apropriação dos juros 4.500

A medida que for passando o tempo, a Despesa de Juros a Apropriar será baixada com
Despesas Financeira. (A apropriação da despesas deverá ser lançada até apropriarmos
toda a despesa).

Contabilização no dia do pagamento do empréstimo:


Empréstimos a pagar
a Banco Y
Pelo pagamento da 1ª parcela do empréstimo efetuado 34.500,00

Realizaremos os lançamentos de pagamentos a cada quitação das parcelas em aberto.

Exercícios: Realize os lançamentos abaixo no diário e razão.


1. A Cia Sobrinho empresa comercial, é constituída em 02-01-2005 com capital social
de $10.000,00 totalmente integralizados em moeda corrente. Em tal data ela efetua as
seguintes operações:
- adquire um computador por $2.000,00 à vista, pago pelo Banco X, e realiza uma
aplicação no mercado aberto de $5.000,00 a uma taxa de 5% ao mês para resgate dia
31-03-2005, havendo imposto de renda retido de 20%. Efetue os lançamentos no diário
e razão.

2. Em 25-05-2005 a Cia Sobrinho realiza uma aplicação a prazo e rendimento fixo no


valor de $5.000 para seis meses com resgate fixado em 25-11-2005. A uma taxa de 9%
ao mês, (juros simples) com Imposto de renda retido de 20%. Efetue os lançamentos no
razão e diário.

3. A empresa Comercial Beta Ltda, efetuou empréstimo no valor de R$5.000 junto ao


Banco Prisma S/A em 12 de março, a ser pago em 3 parcelas. O Banco cobrou R$ 800
de encargos financeiros, liberando para a empresa o montante de R$4.200.
No dia 12 de março a empresa pagou a primeira parcela;
No dia 12 de abril a empresa pagou a segunda parcela;
No dia 20 de maio a empresa pagou a terceira parcela com juros de R$14,00.

50
11.4.2. Empréstimos com Juros – Pós-fixados (variações monetárias)

Em virtude da inflação do período, os índices para cálculo dos encargos financeiros são
conhecidos após a data do empréstimo.
Neste caso podemos tratar de forma individualizada da variação monetária e dos juros.
Variação Monetária: é a atualização de uma divida em virtude da taxa de câmbio.

Exemplo: A Cia Machado Ltda, efetuou empréstimo junto ao Banco Prisma S/A no
valor de R$ 50.000 em 1º de maio, para o pagamento no dia 10 de julho, com correção
monetária pós-fixada mais juros de 12% a.a., também calculados no vencimento sobre o
valor do empréstimo, atualizado pela taxa do dia.

Contabilização no dia do empréstimo:


Banco Prisma
a Banco conta empréstimos (ou promissória a pagar)
Empréstimo efetuado c/correção monetária e juros pós-fixados, conf. contrato
50.000

Contabilização no dia do vencimento:


No dia do vencimento do empréstimo, o banco cobrou R$10.000 referente a correção
monetária do período mais R$800 de juros. Assim, a empresa liquida a dívida no valor
de R$ 60.800.

Diversos
a Banco Prisma
Pela atualização do valor do empréstimo como segue:
Variações Monetárias Passivas
Correção monetária do período 10.000
Juros Passivo
Juros cobrado a taxa de 12% a.a sobre o valor atualizado 800
10.800

Banco conta empréstimos


a Banco Prisma
Pela liquidação da divida 60.800

11.5. ARRENDAMENTO MERCANTIL (LEASING)

O contrato de arrendamento mercantil, também denominado “leasing”, é regulado pela


Lei 6.099/1974, posteriormente alterada pela Lei 7.132/1983.

CONCEITO

Considera-se arrendamento mercantil o negócio jurídico realizado entre pessoa jurídica,


na qualidade de arrendadora, e pessoa física ou jurídica, na qualidade de arrendatária, e

51
que tenha por objeto o arrendamento de bens adquiridos pela arrendadora, segundo
especificações da arrendatária e para uso próprio desta.

ASPECTOS FISCAIS

De acordo com o artigo 356 do RIR/99, os valores relativos às contraprestações pagas


ou creditadas por força de contratos de arrendamento mercantil são considerados como
custo ou despesa operacional dedutíveis na apuração do lucro real da arrendatária.

DEDUTIBILIDADE A PARTIR DE 1996

A partir de 01.01.1996, para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da


contribuição social sobre o lucro, as contraprestações de arrendamento mercantil
somente serão dedutíveis quando se tratar de bens relacionados diretamente com a
produção ou comercialização dos bens e serviços (artigo 13, inciso II da Lei 9.249/95).

VALOR RESIDUAL GARANTIDO

Dependendo da modalidade do arrendamento mercantil, o contrato pode prever o


pagamento antecipado, pela arrendatária, do valor residual garantido em qualquer
momento de sua vigência, sem que isso caracterize a opção de compra.

Neste caso, as parcelas do valor residual pagas antes do término do contrato devem
compor o ativo da arrendatária.

No final do contrato de arrendamento mercantil, a arrendatária poderá ficar com o bem


objeto do arrendamento. Neste caso, o bem deverá ser registrado no Ativo Imobilizado
da arrendatária pelo valor pago, à arrendadora, pela opção de compra.

OPÇÃO DE COMPRA

Após a opção de compra, o bem poderá ser depreciado mediante utilização das regras
para depreciação de um bem adquirido na condição de usado, a saber:

a) metade do prazo de vida útil admissível para o bem adquirido novo;

b) restante do prazo de vida útil do bem, considerando este em relação à


primeira utilização.

Para determinação da taxa de depreciação deverá ser considerado o maior prazo de vida
útil do bem.

DEDUTIBILIDADE DA DEPRECIAÇÃO

Na apuração do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro, a


dedutibilidade da depreciação do bem está condicionada à observância do disposto no

52
artigo 13, inciso III da Lei 9.249/95, ou seja, somente será dedutível a depreciação de
bens relacionados intrinsecamente com a produção ou a comercialização de bens e
serviços.

LANÇAMENTOS CONTÁBEIS

Na arrendatária os lançamentos contábeis poderão ser efetuados do seguinte modo:

1) pelo registro das contraprestações de arrendamento:

D - ARRENDAMENTO MERCANTIL (Conta de Resultado)


C - BANCOS CTA. MOVIMENTO (Ativo Circulante)

2) pelo registro do valor residual garantido:

D - ADIANTAMENTOS VALOR RESIDUAL - ARRENDAMENTO


MERCANTIL (Imobilizado)
C - BANCOS CTA. MOVIMENTO (Ativo Circulante)

No final do contrato, havendo opção de compra, será efetuada a transferência dos


valores registrados na conta transitória para a conta definitiva do bem. O registro
contábil poderá ser efetuado da seguinte forma:

D - MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS (Imobilizado)


C - ADIANTAMENTOS VALOR RESIDUAL - ARRENDAMENTO MERCANTIL
(Imobilizado)

12.Operações com Duplicata

12.1. Cobrança Simples de Duplicatas

A cobrança simples consiste na remessa de títulos aos bancos, os quais prestam


serviços à empresa, cobrando-os dos respectivos devedores.
Para remeter os títulos ao banco, a empresa os relaciona através de um borderô, o
qual anexa os respectivos títulos.

Contas de Compensação ou Contas Extrapatrimoniais:


De acordo com a NBC T.2.5, as contas de compensação constituem sistema
próprio e devem conter o registro de atos relevantes cujos efeitos possam se traduzir em
modificações no patrimônio das entidades.
Tais contas registra operações não modificadoras do patrimônio. As contas de
compensação posicionam-se, no Balanço Patrimonial, logo após as contas do Ativo e do
Passivo. Seus valores totais não podem ser adicionados aos totais destes.

53
A utilização de contas de compensação é procedimento eficaz de controle para a
empresa, ao propiciar o registro de atos relevantes que não estejam espelhados no
sistema patrimonial, mas cujos efeitos possam vir a constituir-se em modificações no
patrimônio da entidade.

12.1.1. Cobrança Simples com Quitação Normal


Remessa de duplicatas ao Banco Alfa para cobrança simples, conforme borderô no
valor de R$ 500,00. O Banco cobrou R$22,00 de comissão e taxas.
Contabilização:

Pela remessa dos títulos ao banco:


Títulos em cobrança
a Endossos para Cobrança
Nossa remessa de dup. ao Banco Alfa para cobrança simples, conf. borderô 500

Registro da despesa:
Despesas Bancárias
a Banco Alfa
Conf. aviso, sobre cobrança de título.... 22

Comunicação pelo Banco quando da quitação dos títulos

Baixa nas contas de compensação:


Endossos para Cobrança
a Títulos em Cobrança
Baixa pela liquidação dos títulos, conf. aviso desta ........ 500

Recebimento das duplicatas:


Banco Alfa
a Duplicatas a receber
Pelo recebimento das duplicatas .............. 500

Quando o título não for quitado pelo cliente o banco devolve os títulos para a empresa,
fará o lançamento apenas de baixa nas contas de compensação.

12.2. Desconto de Duplicatas


O desconto consiste na transferência dos títulos ao banco, mediante endosso ao
portador. Transferindo o direito de recebimento dos títulos.

12.2.1. Com quitação normal


Uma empresa desconta, no Banco Alfa cinco duplicatas de sua emissão conf. borderô
no valor de R$500,00. O banco cobra R$50,00 de juros e taxas no valor de R$4,00
Pela remessa dos títulos e respectiva operação de desconto:

Diversos
a Duplicatas descontadas

54
Nosso desconto de duplicatas conf. borderô
Banco alfa
Liquido creditado............... 446
Juros Passivos
Juros cobrados, pelo desconto de duplicatas 50
Despesas Bancárias
Comissões e Taxas pelo desconto de duplicatas 4

Pela quitação das Duplicatas


O banco quanto do recebimento das duplicatas comunicará a empresa através de aviso
bancário a quitação do títulos.

Duplicatas Descontadas
a Duplicatas a receber
Baixa pela liquidação dos títulos, conf. aviso bancário.... 500

12.2.2. Empréstimo mediante caução de Duplicatas


Caução: é uma operação de empréstimo que a empresa efetua junto a um banco, na
qual o banco exige que a beneficiada lhe entregue títulos em garantia. O valor total dos
títulos caucionados é sempre superior ao valor liberado.

Exemplo: Uma empresa comercial contrata junto ao Banco a abertura de um crédito por
contrato de caução de Duplicatas, pelo prazo de seis meses, no valor de R$2.000. A
empresa compromete-se a manter em cobrança caucionada o valor de R$3.000 de
duplicatas de sua emissão. O banco cobra comissão sobre as duplicatas, que serão
caucionadas no valor de R$100, e despesas sobre o contrato no valor de R$20

Pela remessa de Duplicatas para caução:


Contas de compensação
Duplicatas em caução bancária
a caução bancária de duplicatas
Pela remessa de duplicatas para caução .... 3.000

Pela liberação do crédito em conseqüência da remessa do borderô para caução :


Banco c/mov.
a Bancos conta caução
Liberação do crédito pelo contrato de caução de dup. conf. .... 2.000

Pela comissão cobrada pelo banco sobre contrato e sobre duplicatas para
cobrança:
Despesas bancárias
a Banco c/mov.
Despesas bancárias sobre o contrato e sobre duplicatas para cobrança 500
Suponhamos que o banco tenha recebido dos clientes o valor de R$300.
Baixa pelo recebimento de duplicatas:
Bancos conta Caução
a duplicatas a receber

55
Baixa pelo recebimento das duplicatas nº.... conf. aviso 300

Baixa nas contas de compensação:


Caução Bancária de duplicatas
a duplicatas em Caução Bancária
Baixa pelo recebimento 300

Conforme cláusula contratual, a empresa se obriga a manter caucionados no mínimo


R$3.000 em títulos.

Pela remessa do novo borderô complementar:


Duplicatas em caução Bancária
a Caução Bancária de Duplicatas
Nova remessa de borderô de dupl. Em complementação.... 300

Pela liberação de crédito pelo recebimento das duplicatas:


Banco c/mov.
a Banco conta caução
Liberação de crédito pelo contrato de caução de dup. 300

Pela comissão cobrada pelo banco sobre as novas duplicatas caucionadas:


Despesas bancária
a Banco c/mov.
Comissão cobrada s/borderô desta data 2,50

Quando da liquidação do contrato


Baixa pelo recebimento das duplicatas:
Banco conta caução
a Duplicatas a receber
Baixa das duplicatas constantes dos borderôs.... 3.000
Baixa nas contas de compensação:
Caução bancária de duplicatas
a duplicatas em caução bancária
Baixa das duplicatas constantes dos borderôs ... 3.000

Observe que a conta Bancos Conta Caução possui saldo devedor de R$1.000 referente
aos valores dos títulos que excederam o empréstimo efetuado.
Banco c/mov.
a Banco conta caução
Nosso crédito ref. ao valor dos títulos caucionados ... 1.000
Nota:
1. Ocorrendo vencimento do contrato, as duplicatas que estiverem em caução serão
baixadas na compensação e transferidas para cobrança simples.
2. Se houver saldo credor na conta Bancos Conta Caução, a empresa o cobrirá.

56
13. Operações com Pessoal

13.1. Folha de Pagamento:


É um documento que relaciona os nomes dos empregados da empresa, o valor
dos salários, os descontos ou abatimentos e o valor líquido a receber.
Uma folha de pagamento, por mais simples que seja, apresenta pelo menos os
seguintes elementos:
• valor bruto dos salários;
• valor da contribuição de previdência - descontados dos salários;
• valor líquido que os empregados receberão

Além da despesa total com salários, a empresa terá ainda os encargos com a
contribuição de previdência, referente a parte patronal, e com o FGTS (Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço).

13.1.2. Principais ocorrências na folha de pagamento:


13.1.2.1. Rendimentos
Os rendimentos mensais de um empregado podem ser compostos de salário fixo
mais comissões mais horas extras. Os empregados têm direito, ainda, a receber,
conforme a legislação, férias e 13º salário.
Além destes rendimentos apresentados, existem outros como salário-
maternidade (no caso de gestantes), afastamento por doença etc.

13.1.2.2. Descontos ou abatimentos:


Existem descontos que são procedidos antes de se determinar o valor bruto do
salário do empregado. São as faltas e os atrasos.
Sobre o salário que o empregado tem a receber incide, obrigatoriamente, o
desconto para a Previdência Social, que é variável em função do valor do salário a
receber. (A Contribuição de Previdência é obrigatória a todos os trabalhadores regidos
pela CLT).
Porém, existem outros descontos condicionais que são normais e também
ocorrem em função do salário ou por outros motivos. Veja os mais comuns:
• Imposto de Renda: é variável em função do valor do salário. A
secretária da Receita Federal expede periodicamente uma tabela,
classificando os rendimentos em classes para as quais são fixadas as
respectivas taxas. Há um valor mínimo até o qual este imposto não
incide.
• Contribuição para o Sindicato da Classe: cada categoria de
empregados possui seu sindicato próprio, ao qual o trabalhador deve se
filiar (essa filiação não é obrigatória). Aquele que se filia autoriza a
empresa a descontar de seus rendimentos uma taxa mensal, a qual será
repassada ao respectivo sindicato.
• Além destes poderão surgir outros descontos: cooperativas, empréstimos,
seguro de vida facultativo etc.

57
13.1.2.3. Adiantamentos:
As empresas poderão proceder adiantamento a seus funcionários. Sobre o
adiantamento não incide nenhum desconto. Porém, na elaboração da Folha de
Pagamento, o valor do adiantamento integra o rendimento bruto do empregado, para se
efetuarem todos os cálculos. Na própria Folha de Pagamento, o valor do adiantamento
também é deduzido do salário bruto, para se chegar ao líquido.

13.1.2.4. Salário-Família:
O salário-família é um auxílio da Previdência Social aos trabalhadores de baixa
renda que possuem filhos com até 14 anos de idade.
A empresa paga esse benéfico ao empregado, que é reembolsada pela
Previdência Social quando efetua os recolhimentos correspondentes à folha de
pagamento. Sobre o salário-família não incide nenhum desconto ou encargo.

13.1.3. Contabilização da Folha de Pagamento:


Normalmente a contabilização da Operação com Pessoal ocorre em três etapas:
1. concessão do adiantamento de salário;
2. elaboração da Folha de Pagamento e respectiva contabilização, no final
de cada mês;
3. liquidação da Folha de Pagamento, com pagamento aos empregados e
recolhimento das Obrigações.

Exemplo:
Suponhamos que uma determinada empresa comercial possua cinco empregados. E no
dia 20 de setembro, fornece adiantamento de salário, pagando em dinheiro, a
importância de R$6.000.
Contabilização:
Adiantamentos a Empregados
a Caixa
Adiantamento conf. folha 6.000

No dia 30 de setembro a empresa realiza a elaboração da Folha de Pagamento.


Informações da Folha:
• valor bruto da Folha 15.000
• Salário Família 20
• Retenções:
Previdência Social 1.200
Imposto de Renda 1.000
Contribuição Sindicato de classe 90
Empréstimo 60
Adiantamentos 6.000
Contabilização:
Elaboração da folha de pagamento:
Salários
a Salários a Pagar
Pela elaboração da F.P. do mês de setembro 15.000

58
Registro do Salário Família:
Contribuição da Previdência a recolher
a Salários a pagar
Salário família ref. a dois dependentes, conf. folha de setembro 20
Retenções do salário:
Salários a pagar
a diversos
a contribuições de Previdência a recolher 1.200
a Imposto de Renda Fonte a recolher 1.000
a Contribuição Sindical Classe a Recolher 90
a Empréstimo 60
a Adiantamentos a Empregados 6.000 8.350
Pelas retenções conf. folha de pagamento

Apropriação dos encargos sociais:


• Contribuição de Previdência, parte patronal: 26,8% 4.020
(Previdência 20%; RAT 1% e Outros 5,8%)
• FGTS: 8% 1.200

Encargos Sociais
a Contribuição da Previdência a recolher 4.020
Contribuição de previdência parte patronal
FGTS
a FGTS a recolher 1.200
FGTS do período

Liquidação da Folha de Pagamento e das Obrigações Geradas:


Suponhamos que no dia 05 de outubro a empresa efetuou a liquidação da folha
de pagamento e das obrigações ocorridas.

Diversos
a Caixa
Salários a pagar 6.670
Contribuições da Previdência a recolher 5.200
Imposto de Renda Fonte a recolher 1.000
Contribuição Sindical Classe a Recolher 90
Empréstimo 60
FGTS a recolher 1.200
1.4. Encargos Complementares:
1.4.1. Provisão para Férias:
Todo empregado, após cada período de 12 meses de trabalho, terá direito a um
mês de férias regulamentares, observando-se o limite de faltas estabelecido na CLT.
Sendo assim, a cada mês trabalhado, ou fração superior a 14 dias, o empregado
tem direito a 1/12 (um doze avos) de 30 dias de férias.
Segundo o Princípio da Competência, as férias transcorridas e ainda não gozadas
devem ser provisionadas, de modo a se incluir o referido valor como custo ou despesa
do exercício.

59
O cálculo para determinar o valor da Provisão para Férias é efetuado
multiplicando-se o número de dias de férias a que o empregado tem direito por 1/30 da
sua remuneração mensal, acrescido de 1/3 do salário normal, podendo, ainda, o referido
valor ser acrescido dos encargos sociais cujo o ônus couber à empresa.
Exemplo:
Uma empresa comercial com apenas um funcionário, com salário de R$1.500,00, data
de contratação do empregado 01 de abril. Em 31 de abril iremos efetuar o cálculo e a
contabilização da referida provisão:

Cálculo: 1/12 de 30 dias = 30/12 = 2,5 dias por mês


Então o valor das férias provisionadas será de :
Salário + 1/3 Salário dividido por 30 dias
2000/30 = 66,67 por dia
2,5 dias vezes 66,67 = 166,67

Ou
Salário + 1/3 Salário dividido por 12 meses
2000/12 = 166,67
Sobre o valor das férias teremos Contribuição Previdenciária e FGTS.
Cont. Prev. = 26,8% de R$166,67
FGTS = 8% de R$166,67

Lançamento:
Férias Provisionadas
a Provisão para Férias
Valor que se provisiona conf. relação.... 166,67

Encargos Sociais
a Provisão para encargos sociais 44,67
Valor que se provisiona ref. cont. Previdenc.

FGTS
a Provisão para FGTS 13,33
Valor que se provisiona ref. FGTS

13.1.4.2. Provisão para 13º Salário:


Para que os custos ou despesas mensais sejam os mais reais possíveis, as
empresas deverão constituir a provisão mensal para o 13º Salário, que é constituída na
base de 1/12 (um doze avos) calculado sobre o valor obtido pela soma dos seguintes
encargos: valor bruto da folha de pagamento mais INSS parte patronal mais FGTS
Lançamento:
13º Salário
a Provisão para 13º Salário
Provisão de 1/12 ref. a este mês, conf. Folha.... 125,00

Encargos Sociais
a Provisão para encargos sociais 33,50

60
Valor que se provisiona ref. cont. Previdenc.

FGTS
a Provisão para FGTS 10,00
Valor que se provisiona ref. FGTS

61
DEMONSTRAÇÕES ( RELATÓRIOS) CONTÁBEIS

HISTÓRICO
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
BALANÇO PATRIMONIAL
DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS
ACUMULADOS
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO
LÍQUIDO
DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE
RECURSOS
NOTAS EXPLICATIVAS

HISTÓRICO
Relatório contábil é a exposição resumida e ordenada dos principais fatos registrados na
contabilidade, em determinado período.
Os relatórios contábeis são conhecidos como informes contábeis.
Entre os relatórios contábeis, os mais importantes são as Demonstrações Financeiras
(terminologia usada pela lei 6404/76), ou Demonstrações Contábeis (terminologia
preferida pelos contadores).

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E LEI DAS SOCIEDADES


POR AÇÕES:
A Lei das Sociedades por Ações estabelece que, ao fim de cada exercício social (ano), a
diretoria fará elaborar, com base na escrituração contábil, as seguintes Demonstrações
Financeiras ou Demonstrações Contábeis:
♦ Balanço Patrimonial
♦ Demonstração do Resultado do Exercício
♦ Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados/Demonstração das Mutações do
Patrimônio Líquido.
♦ Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos

Notas Explicativas: Para complementar dados das demonstrações relacionadas,


existem as Notas Explicativas que, na verdade, não são Demonstrações Contábeis,
servem apenas para complementá-las.

62
Empresas Ltdas: Pela legislação do Imposto de Renda, as Sociedades por Quotas de
Responsabilidade Limitada devem seguir parte dos dispositivos da Lei das Sociedades
por Ações. Embora não seja necessária a publicação das Demonstrações Contábeis por
parte das empresas “Ltdas”, deve essas empresas estruturar suas demonstrações nos
moldes da Lei das S/A, para melhor atender às exigências do Imposto de Renda.
Somente a Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos é exigência específica
das Sociedades por Ações.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO


A cada exercício social, normalmente um ano, a empresa deve apurar o resultado dos
seus negócios, para saber se obteve lucro ou prejuízo, a contabilidade confronta a
receita com as despesas. Se a receita for maior que as despesas, a empresa obteve lucro.
Se a receita for menor que as despesas, a empresa obteve prejuízo.
A Demonstração do Resultado do Exercício apresenta exclusivamente dados relativos à
performance da empresa no período (normalmente um ano), pois apresenta os saldos
acumulados das contas de receita, custos e despesas (as chamadas “contas de
resultado”).
A DRE pode ser simples para micro ou pequenas empresas que não requeiram dados
pormenorizados para a tomada de decisão. Deve evidenciar o total de despesa
deduzindo da receita, apurando-se, assim, o lucro sem destacar os principais grupos de
despesas.
A DRE completa, exigida por lei, fornece maiores minúcias para a tomada de decisão:
grupos de despesas, vários tipos de lucro, destaque dos impostos etc.

DRE (SIMPLES) DRE (COMPLETA)


Receita Receita
( - ) Despesa ( - ) Deduções
= Lucro ou Prejuízo ( - )Custos
( - )Despesas
-------------------------
-------------------------
= Lucro ou Prejuízo

63
RECEITA E DESPESA

A Receita corresponde, em geral, a venda de mercadorias, ou prestações de serviços.


Ela é refletida no Balanço Patrimonial através da entrada de dinheiro no caixa ou
entrada em forma de direitos a receber. A receita sempre aumenta o ativo, embora nem
todo aumento de ativo signifique receita.(exemplo: Empréstimos).

A Despesa é todo sacrifício, todo esforço da empresa para obter receita (todo consumo
de bens ou serviços com objetivo de obter receita é um sacrifício, um esforço para a
empresa). Ela é refletida no Balanço através de uma redução no caixa (quando é pago
no ato) ou mediante um aumento de uma dívida (quando a despesa é contraída no
presente para ser paga no futuro). A despesa pode, ainda originar-se de outras reduções
de ativo, como é o caso de desgastes de máquinas, devedor duvidoso, etc.
A Demonstração do Resultado do Exercício é um resumo ordenado das receitas e
despesas de uma empresa em determinado período (normalmente 12 meses ).
É apresentada de forma dedutível (vertical), ou seja, das receitas subtraem-se as
despesas e, em seguida, indica-se o resultado (lucro ou prejuízo)
O art. 187 da Lei das S/A estabelece a ordem de apresentação das receitas, custos e
despesas, nessa demonstração, para fins de publicação.
Os princípios contábeis que devem nortear a contabilidade das empresas no
reconhecimento contábil das receitas, custos e despesas, princípios estes expressos no
parágrafo 1º do art 187 da referida lei, como segue:
Parágrafo 1º - Na determinação do resultado dos exercícios serão computados:
a) As receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua
realização em moeda; e
b) Os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a
essas receitas e rendimentos.

64
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
DO EXERCÍCIO
RECEITA OPERACIONAL BRUTA
( - ) Deduções de Vendas
= RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA
( - ) Custo dos Serviços / Mercadorias Vendidas
= LUCRO OPERACIONAL BRUTO
( - ) Despesas Operacionais
Vendas
Administrativas
+ ou – Resultados Financeiros Líquidos
Outras Despesas (receitas) Operacionais
= LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO
+ - Resultados não Operacionais
= RESULTADO ANTES DO IMP. DE RENDA E CONTR. SOCIAL
( - ) Provisão p/ Imposto de Renda
( - ) Provisão p/ Contribuição Social
= RESULTADO DO EXERCÍCIO

COMO APURAR A RECEITA LÍQUIDA:


Receita Bruta (Receita Operacional Bruta)
( - ) Deduções
= Receita Líquida (Receita Operacional Líquida)
- A Receita Operacional Bruta representa o total bruto vendido no período, sem
nenhum abatimento. Nela estão inclusos os impostos s/ vendas (que pertencem ao
governo) e dela não foram subtraídos as devoluções (vendas canceladas) e os
abatimentos (descontos) ocorridos no período.
- Deduções de Vendas são representadas pelos impostos e taxas incidentes s/ vendas,
tais como: IPI, ICMS, ISS, PIS, COFINS etc., são aqueles gerados no momento da
venda; variam proporcionalmente à venda, ou seja, quanto maior for o total de vendas,
maior será o imposto, inclusive também nas deduções de vendas as devoluções ou
vendas canceladas do período, os descontos concedidos incondicional e abatimentos s/
vendas.

65
Descontos Incondicionais: São aqueles concedidos por uma empresa sobre os
preços de venda de suas mercadorias (em função de grande quantidade vendida,
para atender ao pedido de clientes especiais, ou por outro motivo qualquer),
sendo especificados na nota fiscal.

Vendas Canceladas (Devolução): São mercadorias devolvidas pelos clientes


em desacordo com o pedido (preço, qualidade, tipo, avaria etc.). O comprador,
sentindo-se prejudicado, devolve total ou parcialmente a mercadoria É conta
devedora que deve incluir todas as devoluções de vendas. Nesse sentido, tais
devoluções não devem ser deduzidas diretamente da conta de Vendas, mas
registradas nessa conta devedora específica. Esse procedimento é também útil
para fins internos da administração para acompanhar o volume das vendas
efetuadas, mas devolvidas posteriormente pelos clientes.

Abatimento s/ vendas: A conta abatimentos deve abrigar os descontos


concedidos a clientes, posteriormente à entrega dos produtos, por defeitos
oriundos do transporte, desembarque etc. Dessa forma, os abatimentos não se
referem a descontos financeiros por pagamentos antecipados, que são tratados
como despesas financeiras, e não incluem também descontos de preços dados
no momento da venda que são deduzidos diretamente nas notas fiscais.

A conta IPI somente figurará entre os impostos incidentes sobre vendas se a


empresa adotar o critério de contabilizar as vendas pelo valor total da nota fiscal
(inclusive o IPI).
- A Receita Operacional Bruta representa, portanto a venda bruta, sem nenhum
abatimento (receita operacional bruta) deduzida dos impostos que incidem nas
venda, descontos concedidos incondicionalmente e as devoluções de clientes.
Exemplo:
Uma indústria “Cia. Balanceada, emitiu uma Nota Fiscal de venda cujo preço do
produto seja de R$10.000,00, mais 30% do IPI. O ICMS está incluso no preço do
produto (18%)”;

Nota Fiscal ...... Cia. Balanceada DRE – CIA Balanceada


Rua ........ Receita Bruta 13.000,00
Juiz de Fora/MG ( - ) Deduções
Preço do Produto 10.000,00 IPI (3.000,00)
+ IPI 3.000,00 ICMS (1.800,00)
Preço Total 13.000,00 = Receita Líquida 8.200,00
ICMS incluso no preço = 1.8000,00

66
OBS.: Os impostos sobre vendas não pertencem à empresa, mas ao governo. Ela é uma
mera intermediária que arrecada impostos junto ao consumidor e recolhe ao governo;
por isso, não devem ser considerados como receita real da empresa.

Exemplo:
Suponha-se a Cia. Desequilibrada vendeu R$ 5.000,00 de mercadorias de má qualidade,
metade para o comprador “A” e metade para “B”. A empresa “A” devolveu 20% do lote
e a empresa “B” aceitou a proposta da Companhia Desequilibrada de 10% de
abatimento para evitar devolução.
A - 20% = 500,00
B - 10% = 250,00

DRE – Companhia Desequilibrada


Receita Bruta 5.000,00
( - ) Deduções
Devolução (500,00)
Abatimentos (250,00)
= Receita Líquida 4.250,00

Portanto Deduções são ajustes (e não despesas) realizados sobre a Receita Bruta para se
apurar a Receita Líquida. O que interessa para a empresa é efetivamente a Receita
Líquida que é o que sobra em termos de receita.

COMO APURAR O LUCRO OPERACIONAL BRUTO:


Receita Operacional Bruta
( - ) Deduções
= Receita Operacional Líquida
( - ) Custo das Vendas
= Lucro Operacional Bruto

O Lucro Operacional Bruto é a diferença entre a Receita Operacional Líquida e o Custo


das Mercadorias Vendidas. Não leve em conta, ainda, outras despesas.
Resumindo, subtrai-se a receita Operacional Líquida o Custo da mercadoria colocada à
disposição do consumidor, desprezando-se as despesas administrativas, financeiras e de
vendas, por enquanto.

67
O Lucro Bruto, após cobrir o custo da fabricação do produto (ou o custo da mercadoria
adquirida para revenda, ou o custo do serviço prestado), é destinado à remuneração das
despesas de vendas, administrativas e financeiras, bem como à remuneração do governo
(Imposto de Renda e dos Proprietários da empresa (Lucro Líquido)).
Portanto, quanto maior for a fatia denominado lucro bruto, maior poderá ser a
remuneração dos administradores, sócios, diretores da empresa, do pessoal; de vendas,
governo etc.
- A expressão Custo de Vendas é bastante genérica, devendo, por essa razão, ser
especificada por setor na economia.
• para empresas industriais o custo das vendas é denominado Custo do Produto
Vendido ( CPV);
• para empresas comerciais o custo das vendas é denominado Custo das
Mercadorias Vendidas ( CMV);
• e para empresas prestadoras de serviços o custo das vendas é denominado Custo
dos Serviços Prestados CSP).

A apuração do custo das mercadorias vendidas está diretamente aos estoques da


empresa, pois representa a baixa efetuada nas contas dos estoques por vendas realizadas
no período (valor de aquisição dos bens comprados e já vendido). Daí decorre a fórmula
simplificada de sua apuração, ou seja: CMV = EI + C - EF
Em empresas comerciais a fórmula é simples, pois as entradas são representadas
somente pelas compras de mercadorias destinadas á revenda.

COMO APURAR O LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO:

Receita Operacional Bruta


( - ) Deduções
= Receita Operacional Líquida
( - ) Custo das Mercadorias Vendidas
= Lucro Operacional Bruto
( - ) Despesas Operacionais
= Lucro Operacional Líquido
O Lucro Operacional Líquido é obtido através da diferença entre o Lucro Bruto e as
Despesas Operacionais (tal como previstas na legislação comercial do país), quais
sejam:
- Despesas com Vendas;
- Despesas Administrativas;
- Despesas financeiras (deduzidas das receitas financeiras);
- Outras despesas (receitas) operacionais.

68
- As Despesas Operacionais são necessárias para vender os produtos ou prestar os
serviços, administrar a empresa e financiar as operações, enfim são todas as despesas
que contribuem para a manutenção da atividade operacional da empresa.

OS PRINCIPAIS GRUPOS DE DESPESAS OPERACIONAIS

DESPESAS COM VENDAS

DESPESAS ADMINISTRATIVAS

DESPESAS FINANCEIRAS

DESPESAS COM VENDAS:

Abrange desde a promoção do produto até a sua colocação junto ao consumidor


(comercialização e distribuição), bem como os riscos assumidos pela venda,
constatando dessa categoria despesas como: despesas com o pessoal da área de vendas
(salários encargos sociais etc.), comissão sobre as vendas, propaganda e publicidade,
marketing, estimativa de perdas com duplicatas derivadas de vendas a prazo (devedores
duvidosos) etc.

DESPESAS ADMINISTRATIVAS:

São aquelas necessárias para administrar (dirigir) a empresa. De maneira geral, são
gastos nos escritórios que visam à direção ou à gestão da empresa e constitui-se de
várias atividades gerais que beneficiam todas as fases do negócio ou objeto social.
Podemos citar como exemplo: honorários da administração (Diretoria e Conselho),
salários e encargos sociais do pessoal administrativo, alugueis, materiais de escritório,
seguros, assinaturas de jornais e revistas, despesas legais e judiciais etc.

RESULTADOS FINANCEIROS LÍQUIDOS (Encargos financeiros


Líquidos):

A Lei das Sociedades por Ações em seu artigo 187 define a apresentação como
despesas operacionais “as despesas financeiras deduzidas das receitas”.

69
Despesas Financeiras:
São as remunerações de capitais de terceiros, tais como: juros pagos ou incorridos (juros
passivos), comissões bancárias, descontos financeiros (condicionais) concedidos,
variação cambial passiva, variação monetária passiva etc.
As receitas de natureza financeira são derivadas de aplicações financeiras, juros
recebidos (juros ativos), descontos obtidos, variação cambial ativa, variação monetária
ativa etc.
Variações Cambiais: Essas decorrem de operações que envolvem obrigações/ direitos
em moeda estrangeira, a qual quando oscila em relação à moeda nacional, gera aquelas
“Variações Cambiais”.

OUTRAS DESPESAS E RECEITAS OPERACIONAIS:


Embora seja m título inadequado, pois nada define, é utilizado para despesas
operacionais não enquadradas no grupo de vendas, administrativas e financeiras.
Exemplos: despesas Tributárias (não incluindo, evidentemente, aquelas que variam
proporcionalmente às vendas já subtraídas como deduções); prejuízos oriundos das
aplicações em outras empresas etc. Neste grupo, semelhantemente a Despesas e
Receitas Financeiras, podem-se incluir outras Receitas Operacionais de caráter eventual,
ou não, tais como: lucros de participações em outras sociedades, vendas de sucatas etc.

RESULTADO NÃO OPERACIONAL:


As despesas e receitas não relacionadas diretamente com o objetivo do negócio da
empresa são classificadas como Não Operacional. Normalmente, trata-se de ganhos e
perdas, isto é são aleatório. Englobam os ganhos e perdas de capital “os recursos na
alienação, inclusive por desapropriação, na baixa por perecimento, extinção, desgaste,
obsolescência ou exaustão, ou na liquidação de bens do ativo permanente”.
Exemplo: Ganhos e Perdas na Alienação de imobilizado: abriga os resultados apurados
pela venda dos bens a terceiros. O ganho ou perda é o resultado apurado, como segue:
Preço de Venda = 1.000,00
Valor Líquido contábil
Custo................................................1.600,00
Depreciação Acumulada ..................(800,00)
Valor Líquido.................................... 800,00

Ganho (Lucro) ............................................................ R$ 200,00

70
O Imposto de Renda incide sobre o Lucro Líquido das empresas.
Ressaltamos que a base de cálculo para o imposto de renda não é exatamente o lucro
apurado pela contabilidade, mas aquele ajustado às disposições da legislação do
Imposto de Renda que será denominado LUCRO REAL (este lucro será calculado em
um livro extra contábil denominado LALUR) (livro de apuração do lucro real).

Provisão p/ Imposto de Renda:


Nessa conta será lançada a despesa de Imposto de Renda, registrada no próprio
exercício. O encargo com o Imposto de Renda deve ser reconhecido e contabilizado no
próprio mês do lucro a que se refere, embora seja pago no mês seguinte ao de sua
apuração e declarado oficialmente no exercício fiscal seguinte.

Provisão p/ Contribuição Social s/ Lucro Líquido:


Deve registrar o valor da contribuição social apurada ao final do exercício.

• Lucro Líquido final é a sobra líquida à disposição dos proprietários (sócios ou


acionistas).

Participações no Lucro:

 Das Debêntures – As Companhias podem solicitar empréstimos ao público em


geral pagando juros periódicos e concedendo amortizações regulares. Para
tanto, elas emitirão títulos a longo prazo com garantias: são as debêntures. A
debênture poderá assegurar ao seu titular, além de juros e correção monetária,
participação no lucro da companhia.

“Debênture”: Título de renda fixa emitido por empresas para captar recursos,
investir ou pagar dívidas. Podem ser negociadas como se fossem ações. Alguns
tipos podem ser convertidos em ações da empresa que a emitiu, depois de um prazo
definido (normalmente superior a um ano).
 De Empregados e Administradores – É um complemento à remuneração de
empregados e administradores. Normalmente, é definido no estatuto ou contrato
social um percentual sobre o lucro.

 Das Partes Beneficiárias – Normalmente, são concedidas às pessoas que


tiveram atuação relevante nos destinos da sociedade (tais como fundadores,
reestruturadores etc.) São títulos negociáveis sem valor nominal que a Cia. pode
criar a qualquer tempo. Os titulares destes títulos terão direito a participação
(prevista em estatutos) nos lucros anuais.

71
 Contribuições para Instituições ou Fundos de Assistência ou Previdência de
Empregados - São doações às constituições de fundações com a finalidade de
assistir seu quadro de funcionários, às previdências particulares no sentido de
complementar aposentadoria etc. que, definidas em estatutos, serão calculadas e
deduzidas como uma participação nos lucros anuais.

Exemplo:
Lucro depois do Imposto de Renda e Contrib. Social ...................1.000.000
( - ) Participação de Debêntures - 10% ............................................ (100.00)
900.000
( - ) Participações de Empregados ( 900.000 X 10%) ....................... (90.000)
810.000
( - ) Participação Administração (810.000 X 10%) .............................(81.000)
729.000
( - ) Participação das Partes Beneficiárias (729.000 X 10%) .............(72.900)
656.100
( - ) Contribuições e doações -----------
= Lucro Líquido ------------

Lucro Líquido por Ação: Ë exigência do inciso VII do art. 187 da Lei das Sociedades
por Ações que na DRE seja exibido, em seu final. Lucro (ou) prejuízo líquido por ação
do capital social obtido pela divisão do lucro (prejuízo) líquido do exercício pelo
número de ações em que se divide o Capital Social da Companhia.
O lucro por ação é informação de grande utilidade, podendo ser usada para objetivos
diversos, sendo particularmente importante no caso de companhias abertas, pois é
utilizada para melhor avaliação dos resultados das operações dos exercícios passados,
permitindo conhecer sua evolução período a período. Possibilita melhor avaliação pelos
investidores dos resultados apurados pela
companhia em relação às ações que possui.

72
NOTA:
VARIAÇÕES MONETÁRIAS ATIVAS E PASSIVAS

Variações monetárias são as atualizações dos direitos de crédito e das obrigações do


contribuinte, sempre que referidas atualizações não forem prefixadas, mas sim
determinadas posteriormente em função da taxa de câmbio ou de índices ou coeficientes
aplicáveis por disposição legal ou contratual (arts. 375 a 378 do RIR/1999).

São exemplos de variações monetárias:

Ativas: ganhos de câmbio, correção monetária pós-fixada e outras formas de atualização


não prefixadas.

Passivas: perdas de câmbio, correção monetária e outras atualizações não prefixadas.

Embora a correção monetária das demonstrações financeiras tenha sido revogada, a


partir de 1º. 01.1996, pelo art.4º da Lei nº. 9.249/1995, o art. 8º dessa mesma lei determina
que permanecem em vigor as normas aplicáveis às contrapartidas de variações monetárias
dos direitos de crédito e das obrigações da pessoa jurídica, em função da taxa de câmbio ou
de índices ou coeficientes aplicáveis por disposição legal ou contratual.
Consideram-se variações monetárias, ativas ou passivas as diferenças decorrentes de
alteração na taxa de câmbio, ocorridas entre a data do fechamento do contrato de câmbio e
a data do embarque dos produtos manufaturados nacionais para o exterior, esta entendida
como a data averbada no Sistema Integrado de Comércio Exterior - Siscomex. A taxa de
câmbio referente à data de embarque é fixada no boletim de abertura divulgado pelo Banco
Central do Brasil, disponível no Sistema de Informações do Banco Central (Sisbacen).

73
EXERCICIOS
CIA KABANA
Elaborar a Demonstração do Resultado do Exercício com os saldos das seguintes contas
de resultado:

CONTAS R$
Vendas de Mercadorias 25.000
Alugueis e condomínios 300
Abatimentos s/ vendas 200
Despesa com Marketing 500
IPTU 300
Comissões e despesas bancárias 100
Serviços prestados por Pessoa Jurídica 900
COFINS s/ receita bruta 750
CMV 8.500
Fretes e Carretos p/ entrega mercadorias 200
Despesa c/ pesquisa de mercado e Opinião 500
Contribuição Sindical 65
Honorários da Diretoria 2.000
Descontos Concedidos 800
ICMS s/ Vendas 4.000
Energia Elétrica 200
Descontos Obtidos 110
Variação Monetária Passiva 60
Despesas legais e judiciais 30
Despesa c/ Vale Transporte 120
Alugueis Recebidos 1.200

74
Empresa Beta LTDA
Elaborar a Demonstração do Resultado do Exercício com os saldos das seguintes contas
de resultado:
CONTAS R$
Custo de Mercadorias Vendidas 18.000
Despesas c/ comissões s/ vendas 2.600
Vendas Canceladas 1.500
Despesa c/ Assinatura de Jornais e Revistas 150
Ganho na Alienação de Imobilizado 200
Despesa c/ 13º salário pessoal Administração 4.000
Juros Passivos 1.200
Variação Cambial ativa 300
Despesa c/ Assistência Médica 1.800
Despesas bancárias 250
Despesas com Amostras 600
Despesa c/ seguro Prédio Administração 350
ICMS s/ Vendas 5.000
Despesas c/ Viagem 800
IOF – Imposto Operações Financeiras 150
Despesa c/ Conservação e limpeza 300
Juros Recebidos 200
Despesa c/ Depreciação 700
Receita de Vendas 35.000
CPMF –Cont. Provisória Mov. Financeira 50
Recuperação de Despesas 250

75
PAPELARIA ALFA LTDA
A empresa comercial “Papelaria Alfa Ltda.” apresentou no final do exercício de X1, os
seguintes saldos das contas de resultado:
CONTAS VALOR
ICMS s/ Vendas 6.800
Despesa c/ Aluguel 200
Comissão s/ Vendas 500
Juros Ativos 450
CMV 11.200
Salários funcionários Administração 4.800
Ganho na Alienação de Bens Imobilizado 750
Descontos Concedidos Incondicionalmente 280
Receita de Venda de Mercadorias 45.000
Despesa c/ Propaganda e Publicidade 350
Depreciação 220
Despesa c/ Material Escritório 50
Descontos concedidos 150
Despesa c/ Telefonema 1.500
PIS s/ Faturamento 1.200
Elaborar a Demonstração do Resultado do Exercício

76
CIA TECELAGEM JUIZ DE FORA
Dados da DRE da Cia.

Participações das Partes Beneficiárias 1.600


PIS sobre faturamento 21.308
Lucro Operacional 138.474
Despesas de Vendas 334.042
Lucro Líquido por Ação 0,115
Lucro Bruto 764.789
Vendas Brutas 2.970.514
Provisão para o Imposto de Renda 24.449
Vendas Líquidas 2.442.569
Participação dos Administradores 300
Despesas Não Operacionais 62.769
Participação dos Empregados 400
Lucro Antes do Imposto de Renda 75.705
Despesas Financeiras 151.598
Custo dos Produtos Vendidos 1.677.780
IPI 149.448
Lucro Líquido 48.256
Participações de Debêntures 700
Lucro Depois do Imposto de Renda 51.256
Despesas Administrativas 140.675
ICMS 357189

Elaborar a Demonstração do Resultado do Exercício

77
Marque as opções corretas:
1) Deduções são:
( ) Ajustes
( ) Despesas
( ) Perdas
( ) Custos

2) Os impostos dedutíveis da Receita Bruta são identificáveis:


( ) Por serem de âmbito estadual e federal
( ) Por incidirem sobre a fabricação do produto
( ) Por incidirem sobre a circulação do produto
( ) Pela proporcionalidade com vendas

3) Como despesas Administrativas temos:


( ) Pessoal de fábrica, encargos sociais, comissão bancária
( ) Pessoal de vendas, comissões, aluguel
( ) Pessoa de escritório, aluguel, assinatura de revistas
( ) Pessoa da Administração, juros, depreciação de móveis e utensílios

3) Resultado Não Operacional:


( ) Perdas Previstas
( ) Perdas com Inflação
( ) Perdas ou Ganhos Extraordinários
( ) Correção Monetária

78
BALANÇO PATRIMONIAL
É considerado o mais importante relatório gerado pela contabilidade. Ë através dele que
se consegue definir e identificar a saúde financeira e econômica da empresa no fim do
ano ou em qualquer outra data fixada.
É a demonstração que encerra a seqüência dos procedimentos contábeis, apresentado de
forma ordenada os três elementos componentes do patrimônio:

ATIVO - PASSIVO - PATRIMÔNIO LÍQUIDO.


O Balanço Patrimonial é dividido em duas colunas:
LADO ESQUERDO: ATIVO LADO DIREITO: PASSIVO

BALANÇO PATRIMONIAL

ATIVO (BENS E DIREITOS) PASSIVO E PL (OBRIGAÇÕES)


lado esquerdo lado direito

ATIVO
São os itens positivos do patrimônio. É o conjunto de bens e direitos de propriedade
da empresa, que são avaliáveis em dinheiro e que representam benefícios presentes e
futuros para a empresa. São os bens e direitos que proporcionam ganhos para a empresa.
Se o bem ou direito não for de propriedade da empresa, não constará do seu Ativo. O
Arrendamento mercantil (leasing) de uma máquina por uma empresa que paga aluguel
mensal não se caracteriza como Ativo, embora o bem esteja dentro da empresa ( é posse
e não propriedade).
Uma empresa que possui uma “marca” conhecida no mercado não poderá evidenciá-la
como Ativo, embora seja um bem (intangível) de sua propriedade, pois é impossível
avaliá-la (a marca) monetariamente. Exceção haverá quando a marca for comprada de
terceiros.
Se a empresa tiver um título a Receber de uma empresa falida, este não será Ativo, pois
não há possibilidade de convertê-lo em dinheiro; não traz benefícios algum para sua
portadora (veja-se o título é um direito de propriedade da empresa e mensurável
monetariamente, mas não traz benefícios à empresa; portanto, é uma perda e não Ativo).
Para ser Ativo é necessário que preencha quatro requisitos simultaneamente:
a) Bens ou direitos;
b) De propriedade da empresa;
c) Mensurável monetariamente;
d) Benefícios presentes e futuros.

79
PASSIVO
Representa as obrigações exigíveis da empresa, ou seja, as dívidas que serão
cobradas, reclamadas a partir da data do seu vencimento.
O Passivo é conhecido no mercado financeiro como dívida com terceiros ou recursos
(dinheiro) de terceiros ou CAPITAL DE TERCEIROS.
O Passivo Exigível evidencia o endividamento da empresa; o seu crescimento de forma
desordenada pode levar a empresa à concordata ou falência.
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
"Representa o total das aplicações dos proprietários na empresa"
O investimento inicial dos proprietários (a primeira aplicação) é denominado
contabilmente, de Capital. Se houver outras aplicações por parte dos proprietários,
haverá acréscimo de capital.
É importante lembrar que o termo capital significa recursos. O Capital próprio, portanto
indica recursos (financeiros ou materiais) dos proprietários (sócios ou acionistas)
aplicados na empresa. Capital de terceiros, por seu lado, significa recursos de outras
pessoas (físicas ou jurídicas) aplicados na empresa.
A importância inicial que os proprietários investem na empresa, contabilmente, é
denominada de CAPITAL ou CAPITAL NOMINAL. (Esse valor será modificado,
normalmente aumentado com o passar do tempo).
No caso dos sócios (ou acionistas) se comprometerem a investir na empresa certa
quantia, esse capital será denominado de CAPITAL SUBSCRITO (assinado e
comprometido).
Ao cumprirem o contrato firmado, fornecendo dinheiro ou outros bens à empresa, os
PROPRIETÁRIOS INTEGRALIZAM O CAPITAL.

"CAPITAL A INTEGRALIZAR REPRESENTA, PORTANTO, A PARTE DO


CAPITAL COMPROMETIDA E AINDA NÃO REALIZADA"

É bastante simples encontrar o Patrimônio Líquido: basta subtrair do Ativo (bens +


direitos) as dívidas da empresa, ou seja, o Passivo.

ATIVO - PASSIVO = PATRIMÔNIO LÍQUIDO

80
ORIGENS E APLICAÇÕES
O lado do passivo, tanto Capital de Terceiros (Passivo Exigível) como Capital Próprio
(Patrimônio Líquido), representa toda a fonte de recursos, toda a origem do capital.
Nenhum recurso entra na empresa se não for via Passivo e Patrimônio Líquido.
Esses recursos financeiros ou materiais são originados dos proprietários, fornecedores,
governo, bancos, financeiras etc.
Assim, se uma empresa pedir emprestado recursos a uma instituição financeira (Bancos,
por exemplo), haverá uma origem de recursos: Passivo. Todavia, esses recursos
originados serão aplicados em algum lugar do Ativo: Estoques, Máquinas, Caixa .......
Dessa forma fica bastante simples de entender por que o Ativo será sempre igual ao
Passivo, pois a empresa só pode aplicar que tem origem. Se há uma origem de
R$50.000,00 (Passivo + PL), haverá uma aplicação de R$50.000,00 (Ativo).
É através do Passivo e Patrimônio Líquido que identificamos as "ORIGENS DE
RECURSOS".

O Ativo por sua vez, evidencia todas as "APLICAÇÕES DE RECURSOS" (aplicações


no caixa, em bancos, mercadorias, veículos, etc.).

Exemplo: Se o total do PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO for de R$8.000,00


como eu posso, por exemplo, saber qual o valor total do ativo?
O valor do ativo total é de R$8.000,00
"O ATIVO TOTAL evidencia toda à aplicação de recursos da empresa".

Lembre-se: a empresa só pode aplicar (ativo) aquilo que tem origem (passivo +
patrimônio líquido). Sendo assim se a empresa possui R$8.000,00 de origem (passivo e
PL) o valor das aplicações (ativo total) só poderá ser de R$8.000,00, portanto:

ATIVO = PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO

A PRINCIPAL ORIGEM E APLICAÇÃO DE RECURSOS: O LUCRO


O Lucro é a remuneração do capital investido na empresa pelos proprietários.

81
A EXPRESSÃO BALANÇO PATRIMONIAL

A expressão Balanço decorre do equilíbrio:

ATIVO = PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO


OU
APLICAÇÕES = ORIGENS

O termo PATRIMONIAL tem origem no patrimônio da empresa, ou seja, o


CONJUNTO DE BENS DIREITOS E OBRIGAÇÕES. Daí chamar-se a expressão
PATRIMONIO LÍQUIDO, que significa a parte líquida do patrimônio, a riqueza líquida
da empresa num processo de continuidade, a situação líquida.
Notem que se juntarmos as palavras iremos obter o termo BALANÇO
PATRIMONIAL, EQUILÍBRIO DO PATRIMÔNIO, IGUALDADE PATRIMONIAL.
Em sentido amplo, o Balanço Patrimonial evidencia a situação patrimonial da empresa
em determinado momento.

REQUISITOS DO BALANÇO PATRIMONIAL

Cabeçalho: O Balanço Patrimonial é composto de um cabeçalho, do qual constará:


Denominação da Empresa.
Título da demonstração (Balanço Patrimonial)
Data do encerramento do balanço.

Corpo: O corpo de balanço é constituído por duas colunas: a da esquerda é chamada


Ativo e a da direita, Passivo e Patrimônio Líquido.

Colunas Comparativas: A Lei das Sociedades por Ações dispõe que as demonstrações
de cada exercício serão publicadas com a indicação dos valores correspondentes do
exercício anterior. Assim o Balanço Patrimonial, bem como todas as demonstrações
financeiras, serão apresentadas em duas colunas: exercício atual e exercício anterior.

Redução de Dígitos: A legislação menciona também que as demonstrações financeiras


podem ser publicadas com a com a eliminação de dígitos, principalmente, de números
grandes.

82
Por exemplo, quando se têm números como R$ 850.560.930,00 podem eliminar os três
dígitos (930) e ficar com R$ 850.560, desde que se coloque no cabeçalho das
demonstrações, a expressão em milhares (ou em $ mil). Se forem eliminados seis
dígitos, coloca-se no cabeçalho: em $ milhões.
Tal fato facilita as publicações, fundamentalmente porque serão necessárias
demonstrações com duas colunas.

GRUPO DE CONTAS DO BALANÇO PATRIMONIAL


É importante lembrar que a colocação das contas no patrimônio, mesmo respeitando o
ATIVO e o PASSIVO, de forma desordenada, somando, por exemplo, o caixa com as
duplicatas a receber, o capital social com os fornecedores, etc, haveria UMA GRANDE
DIFICULDADE PARA INTERPRETAR E ANALISAR O BALANÇO.
Por isso DEVEMOS AGRUPAR CONTAS DA MESMA CARACTERÍSTICA, DE
MESMA NATUREZA, para facilitar a leitura do balanço.

Exemplo: Se somarmos o dinheiro em caixa mais aquele depositado no banco vamos


encontrar o total do DISPONÍVEL.

Se agruparmos, por exemplo, as máquinas, veículos, ferramentas (bens de vida útil


longa), não destinados à venda, vamos encontrar o PERMANENTE.

Se agruparmos, por exemplo, fornecedores, duplicatas a pagar, impostos a pagar,


salários apagar, etc (contas liquidadas em curto prazo), vamos encontrar o EXIGÍVEL.

A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA ESTABELECE (LEI 6404/76) QUE O


PATRIMÔNIO DAS EMPRESAS SERÁ DA SEGUINTE FORMA;

ATIVO PASSIVO

83
CIRCULANTE CIRCULANTE
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
PERMANENTE RESULTADO EXERC. FUTURO
. Investimentos PATRIMÔNIO LÍQUIDO
. Imobilizado
. Diferido

CURTO E LONGO PRAZO - CONCEITO

Normalmente, CURTO PRAZO, em contabilidade, significa um período de ATË UM


ANO. Ao apresentar um balanço, por exemplo, em 31 (trinta e um) de dezembro, todas
as contas a receber e a pagar no próximo exercício devem ser classificadas a CURTO
PRAZO.

LONGO PRAZO, por sua vez identifica um período superior a um ano. Assim, ao
contrair um financiamento de um banco, com resgate de dívida após 5 anos, ESSA
DÍVIDA SERÁ CONSIDERADA DE LONGO PRAZO.

GRUPOS DE CONTAS DO BALANÇO PATRIMONIAL


GRUPO DE CONTAS DO ATIVO

O Ativo está disposto em grupos de contas homogêneas ou de mesmas características.


Os itens do Ativo são agrupados de acordo com a as Liquidez, isto é, de acordo com a
rapidez que podem ser convertidos em dinheiro.

ATIVO CIRCULANTE.
Nesse grupo são classificados: dinheiro em poder da empresa (caixa ou bancos) e
também todos os valores que serão transformados em dinheiro a curto prazo ( duplicatas
a receber, estoques, investimentos temporários etc).
Esse grupo, ATIVO CIRCULANTE é aquele que gera dinheiro para a empresa pagar as
suas contas a curto prazo. Esse grupo é conhecido também como CAPITAL DE GIRO,
pois seus itens estão sempre se renovando.

84
 Contas a Receber – são valores não recebidos decorrentes de vendas de mercadorias
ou prestação de serviços a prazo. São valores a receber de clientes, também
denominados Duplicatas a Receber;
 Estoques – são mercadorias a serem revendidas. No caso de indústria, são os
produtos acabados, bem como matéria-prima e outros materiais secundários que
compõem o produto de fabricação;
 Investimentos Temporários - são aplicações realizadas normalmente no mercado
financeiro com o excedente do Caixa. São investimentos por um curto período, pois
tão logo a empresa necessite do dinheiro, ela desfaz da aplicação;
 Despesas do exercício seguinte – são as despesas contraídas antecipadamente e
ainda não consumidas. Certamente essas despesas serão utilizadas dentro de um
ano; São elas; seguros antecipados etc.

Deduções do Circulante:

 Contas a receber – a parcela estimada pela empresa que não será recebida em
decorrência dos maus pagadores deve ser subtraída de Conta a Receber, com o título
“Provisão para Devedores Duvidosos”.
Parte das Duplicatas a Receber, negociadas com as instituições financeiras com o
objetivo da realização financeira antecipada daqueles títulos, deve ser subtraída de
Conta a Receber com o título “Duplicatas Descontadas”.
 Estoques – se o valor do mercado deste item for menor que o valor do custo de
aquisição ou produção, deverá ser deduzida a provisão para ajustá-lo ao valor de
Mercado (conservadorismo).

ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO.


São ativos de menor liquidez (transformam-se em dinheiro mais lentamente) que o
Circulante. Irá agrupar todos os itens que serão realizados em dinheiro a longo prazo,
ou seja, em período superior a um ano. Os empréstimos que a empresa faz aos seus
diretores e a outras empresas coligadas, NÃO SÃO RECEBIDOS IMEDIATAMENTE,
por isso, são classificados no REALIZÁVEL A LONGO PRAZO.

ATIVO PERMANENTE.
Esse grupo irá registrar itens que dificilmente serão transformados em dinheiro, POIS
NÃO SE DESTINAM À VENDA, visto que são utilizados somente como meios de
produção ou meios para a empresa obter a sua renda. É conhecido também como
ATIVO FIXO, pois seus valores não mudam constantemente, uma vez que a empresa
não compra e vende esses valores com freqüência. São itens usados por vários anos
(vida útil longa) e sua reposição, ao contrário do circulante, é lenta.
O Ativo Permanente se divide em três grupos:

85
INVESTIMENTOS - são aplicações que nada tem haver com a atividade da empresa
(compra de ações de outras empresas, obras de arte, imóveis alugados a terceiros ou
imóveis para renda etc.).
IMOBILIZADO - são os bens destinados à manutenção da atividade principal da
empresa. Bens que auxiliam a empresa na consecução de sua atividade, tais como:
imóvel (onde está sediada a empresa), instalações, móveis e utensílios, veículos,
máquinas e equipamentos, marca e patentes etc. Os bens tangíveis com o passar do
tempo sofrem deterioração física ou tecnológica. Dessa forma, perdem a sua eficiência
funcional. Tal perda é acumulada, de forma aproximada, na conta Depreciação
Acumulada.
Quando se tratar de bens intangíveis (marca, patentes, direitos autorais, benfeitorias em
imóveis de terceiros...), a diminuição do valor denomina-se Amortização Acumulada.
Quando se tratar de recursos naturais (jazidas, reflorestamento, poço de petróleo.), a
diminuição é denominada Exaustão Acumulada.

DIFERIDO - são as aplicações de recursos em despesas, ou gastos, normalmente com


serviços de terceiros que contribuem para a obtenção de receita ou para a formação do
resultado de mais de um (vários) exercício social (despesa com pesquisa e
desenvolvimento de produtos, gastos pré-operacionais, gastos de reorganização, por
exemplo). A diminuição deste item, em virtude de sua distribuição proporcional aos
exercícios sociais (no mínimo cinco e no máximo dez anos), é denominada Amortização
Acumulada.

GRUPO DE CONTAS DO PASSIVO

O Passivo agrupa contas de acordo com o seu vencimento, isto é, aquelas contas que
serão liquidadas mais rapidamente integram um primeiro grupo. Aquelas que serão
pagas num prazo mais longo forma outro grupo.
Existe analogia entre Passivo e Ativo em termos de liquidez decrescente; por outro lado,
no ativo aparecem às contas as conta que se converterão mais rapidamente em dinheiro
e, por outro lado, no passivo, são destacadas, prioritariamente, as contas que devem ser
pagas mais rapidamente.

PASSIVO CIRCULANTE

Evidencia todas as dívidas com terceiros que serão pagas a curto prazo: dívidas com
fornecedores de mercadorias, salários a pagar, impostos a pagar, empréstimos bancários
com vencimentos nos próximos 360 dias, provisões , imposto de renda, férias, 13º
salário etc.

86
EXIGÍVEL A LONGO PRAZO.

Nesse item serão classificadas todas as obrigações com terceiros liquidadas a longo
prazo. Essas dívidas normalmente se referem aos financiamentos obtidos junto às
instituições financeiras (bancos de desenvolvimento e de investimento).

RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS.

São classificadas neste grupo as receitas de exercícios futuros, diminuídas dos custos e
despesas a elas correspondentes. Devem compor este grupo as receitas recebidas ou
faturadas antecipadamente que não corram o risco de devolução por parte da empresa,
tais como aluguel recebido antecipadamente (com cláusula de não-reembolso)
Os adiantamentos com risco de restituição devem ser classificados no Passivo
Circulante.

PATRIMÔNIO LÍQUIDO.

Como já foi visto, o PL representa o total de RECURSOS APLICADOS PELOS


PROPRIETÁRIOS (Capital) na empresa. As aplicações dos proprietários normalmente
são compostas de CAPITAL E LUCROS RETIDOS, ou seja, a parte do lucro não
distribuída aos donos, mas reinvestida na empresa.
Como já foi visto o PL representa os investimentos dos proprietários (capital) mais o
lucro acumulado, no decorrer dos anos, retido na empresa, ou seja, não distribuído.
Além desses itens, pode-se observar neste grupo de contas as Reservas.

RESERVAS DE CAPITAL
Consiste em registrar doações e subvenções para investimento, ágio e deságio na
emissão de ações, entre outros casos.
CONCEITO: As reservas de capital são constituídas com valores recebidos pela

companhia e que não transitam pelo Resultado com Receitas, por se referirem a

valores destinados a reforço de seu capital, sem terem como contrapartida

qualquer esforço da empresa em termos de entrega de bens ou de prestação de

serviços.

87
Normalmente deveria constar como reservas p/ ágio na emissão de ações, a
alienação de partes beneficiárias e de bônus de subscrição e as doações.
Estas desde que tenham as seguintes características: valores recebidos para
expansão da empresa, que não tenham qualquer utilização para cobertura de
quaisquer despesas, encargos ou prejuízos e que não tenham perante o
doador quaisquer obrigações futuras. Tecnicamente não deveriam estar
abrangidos os valores recebidos, perdoados ou frutos de isenções ou reduções
de passivos, incluindo impostos, que dependessem de obrigações a serem
satisfeitas posteriormente.
Dentro do conceito mais moderno de resultado e para evitar discussões e
julgamentos sempre polêmicos, a tendência atual é a de se reduzir
drasticamente à abrangência dessas reservas e de outras mutações
patrimoniais fora do resultado.
É extremamente desejável que as isenções de impostos, reduções e demais
incentivos fiscais sejam caracterizados como incremento do resultado e não
com Reservas de Capital. É muito mais fruto de esforço da empresa em termos
de melhoria de sua rentabilidade, inclusive de planejamento tributário, do que
efetivar contribuições externas ao capital da empresa.
Entretanto, a Lei 6404/76 ainda inclui como Reserva de Capital o Prêmio na
emissão de debêntures e as Subscrições para investimento.

Divisão: Correção Monetária do Capital Realizado


Ágio na emissão de Ações
Alienação de partes beneficiárias
Alienação de Bônus de subscrição
Prêmio na emissão de debêntures
Doações e subvenções para investimentos

Correção Monetária do Capital Realizado: Dentro da sistemática da


Correção Monetária, todas as contas do Patrimônio Liquido são corrigidas
monetariamente, e essa correção é acrescida aos saldos das próprias contas,
com exceção da Correção Monetária do Capital Realizado. O Capital Social
somente pode ser aumentado em Assembléia Geral, motivo pelo qual a Lei
estabelece que o produto da Correção Monetária deve figurar transitoriamente
nessa conta de Reserva de Capital, que no plano de contas denominamos
Correção Monetária do Capital Realizado.

Ágio na Emissão de Ações: Valor excedente (Ágio) na Emissão de Ações –


Na conta Capital Social, as ações devem figurar somente pelo seu valor
nominal. O excedente, ou seja, a diferença entre o preço que os acionistas
pagam pelas ações á Companhia e seu valor nominal deve ser registrado em
conta de Reserva de Capital.

Exemplo: Suponhamos que uma Companhia tenha ações ao valor nominal de


R$1,00 e faça um aumento de Capital de 50.000.000 de ações ao preço de
R$1,30 cada uma, teríamos:

88
Na conta Capital ... 50.000.0000 de ações a R$ 1,00................... R$ 50.000.000

Na conta Reserva de Capital/ Ágio na Emissão de Ações = 50.0000.000 de


ações...R$15.000.000=Total recebido pela Companhia
...................................................................................................... R$65.000.000

A Reserva Especial de Ágio na Incorporação é uma inovação trazida pela


CVM, em sua instrução nº. 319, de 03-12-99. Essa conta aparece no
patrimônio líquido da incorporadora, como contrapartida do montante do ágio
resultante da aquisição do controle da companhia aberta que incorporar sua
controladora.

Alienação de partes Beneficiárias e Bônus de Subscrição: As partes beneficiárias e


os bônus de subscrição são valores mobiliários que podem ser alienados e, nesse caso, o
produto da alienação é contabilizado em Reserva de Capital específica. Se forem
emitidos gratuitamente, não haverá contabilização. Caberia aí, apenas, no caso das
partes beneficiárias, a menção em Nota explicativa da sua existência e do direito que
lhes foi atribuído. Aliás, essa menção deve ser feita mesmo que tais partes beneficiárias
sejam alienadas.
Cabe ressaltar que a participação das partes beneficiárias, inclusive para a
formação de reserva de resgate, não pode ultrapassar 0,1 (um décimo) dos
lucros e é vedado conferir a elas (partes beneficiárias) qualquer direito privativo
de acionistas, salvo o de fiscalizar, nos termos da Lei nº. 6404/76, os atos dos
administradores.
A emissão dos Bônus de subscrição está condicionada ao limite de capital
autorizado previsto no estatuto da empresa.

Prêmio na Emissão de Debêntures: Quando o preço da emissão de


debêntures for superior ao seu valor nominal a diferença constituirá o prêmio,
que será registrado como Reserva de Capital. Isso acontecerá quando as
condições dadas ás debêntures forem tão boas ao ponto de torná-las
extremamente atraentes. Se por exemplo, for emitida uma série de debêntures
de valor de resgate igual a R$1.000 cada uma, sujeitas a correção monetária,
juros e ainda com direito a participação nos lucros, poderá ocorrer de tais
vantagens serem tão boas que se possa colocar essas debêntures no mercado
por R$ 1.050. Nesse caso, os R$0,50 constituem essa Reserva (Prêmio na
Emissão de Debêntures).

Doações e Subvenções para Investimento:

Doações: O valor das doações recebidas pela companhia constituirá Reserva


de Capital. Essas doações poderão ser em dinheiro ou em bens imóveis,
móveis ou direitos.
Os ativos recebidos em doação devem ser contabilizados pelo valor de
mercado. Por exemplo, se a empresa receber um terreno, deverá avaliá-lo para

89
saber quanto lhe custaria caso tivesse comprado. Esse deverá ser então o
valor do imóvel e o da Reserva de Capital.
Na determinação do lucro sujeito ao imposto de renda – lucro real – somente
as doações feitas pelo Poder Público poderão ser excluídas da tributação,
desde que registradas como reserva de capital.

Subvenções: Há diversos casos de subvenções, sendo mais comuns àquelas


concedidas às empresas pelo governo (federal, estadual ou municipal) como
incentivo ou ajuda a setores econômicos ou regiões em cujo desenvolvimento
haja interesse especial.
Um exemplo são os recursos concedidos pelo governo às empresas públicas e
sociedades de economia mista, destinados à aplicação em imobilizações para
expansão, sem contrapartida representada por recebimento de ações (quase
não mais existe isso na atualidade). Nesse caso, são verdadeiras doações com
o nome de subvenções para investimentos que não devem ser registradas
como receita, mas creditadas diretamente nessa conta de Reserva de Capital.
No caso de subvenções para atender a despesas de custeio (cobertura de
prejuízos, déficits), seu registro deve ser como receita do exercício. Nesse
caso, tal receita deve ser registrada separada e destacadamente do resultado
das operações normais.
Em relação às empresas privadas, as subvenções para investimentos mais
comuns, dentro da acepção legal ainda existente, são as na forma de
devolução, isenção ou redução de impostos devidos pela empresa.
As subvenções para investimentos não são computadas na determinação da
base de cálculo do imposto de renda, desde que registradas como reserva de
capital (art.443, inciso I, Decreto nº. 3.000/99).
Tratando-se se subvenções destinadas a investimentos (expansão
empresarial), são creditadas diretamente nessa conta de Reserva de Capital –
Doações e Subvenções para Investimentos – para a qual a empresa deve ter
subcontas por natureza de subvenção recebida.

Alguns exemplos:
1) Isenção ou redução do imposto de renda: é o caso de empresas
incentivadas nas áreas da Sudene, Sudam etc. O valor do imposto de renda
que deixa de ser pago deve ser apropriado a crédito dessa reserva. Essa
apropriação é comumente feita contra o recebimento integral da despesa do
imposto de renda o resultado do exercício;
2) Incentivo de ICMS: para determinados empreendimentos, devido a sua
localização ou ramo de atividade, a critério da respectiva Legislação
Estadual, poderão ser concedidos, como incentivo fiscal, reduções do ICMS
devido ou devolução de ICMS recolhido.
Tal incentivo é uma subvenção e os recursos correspondentes
devem ser obrigatoriamente aplicados na expansão da
empresa ( investimentos).
Devido a sua sistemática, ou seja, depósito em conta vinculada até que seja
apresentado e aprovado pelo órgão competente um projeto específico de
investimento e, ainda mais, à obrigatoriedade de registro de uma reserva de

90
capital na liberação, muitas dúvidas têm surgido quanto a sua forma de
contabilização.
Em decorrência das normas da Lei nº. 6.404/76 e da legislação fiscal,
impondo o registro desse valor em conta de reserva de capital, o esquema
de lançamento a seguir visualizado pode ser apresentado:

D – ICMS faturado no mês


C – ICMS a recolher.................... X

No recolhimento do ICMS:

Pelos 100% do imposto


D – ICMS a recolher
C – Caixa /Bancos .........................X

Pelo valor do incentivo


D – Depósitos vinculados a liberar
C – Reserva de Capital – Subvenções p/ investimento ...................X

Esse retorno não é considerado, pois, nem receita nem redução de qualquer despesa,

mas sim diretamente como acréscimo do Patrimônio Líquido.

DESTINAÇÃO DAS RESERVAS DE CAPITAL: As reservas de capital somente


podem ser utilizadas para:
a) absorver prejuízos, quando estes ultrapassarem os lucros acumulados e as
reservas de lucros. Convém observar que, no caso da exigência de lucros
acumulados e de reservas de lucros, os prejuízos serão absorvidos
primeiramente por essas contas.;
b) incorporação ao capital;
c) pagamento de dividendos a ações preferenciais, quando essa vantagem
lhes for assegurada;

RESERVA DE REAVALIAÇÃO
São as contrapartidas de acréscimos de valor atribuído ao Ativo Permanente em
circunstância de novas avaliações, normalmente ao valor de mercado.

As Reservas de Reavaliação devem estar segregadas em:

- Reavaliação de ativos próprios


- Reavaliação de ativos de coligadas e controladas avaliadas pelo método da
equivalência patrimonial

91
Na primeira subconta, estariam classificadas as reavaliações feitas pela
empresa de seus próprios bens, pela parcela da nova avaliação ao preço de
mercado que exceder o valor líquido contábil anterior dos bens. Essa conta
deverá estar segregada a ter controles por natureza dos ativos a que se refere
para registro das baixas, quando ocorrerem.
A Segunda conta devem ser registradas as contrapartidas relativas aos débitos
feitos na conta de Investimentos em coligadas e controladas avaliados pelo
método da equivalência patrimonial, quando tais débitos forem oriundos de
reavaliações feitas pelas coligadas e controladas. A baixa posterior dessa
conta de Reserva de Reavaliação deverá ser feita à medida da realização dos
ativos correspondentes na coligada e controlada pela baixa dos ativos ou sua
depreciação e amortização.

RESERVA DE LUCRO

São as contas de reservas constituídas pela apropriação de lucros da companhia,


conforme também previsto pelo parágrafo 4º do artigo 182 da Lei 6404/76.
A adequada segregação e movimentação (formação e reversão) das reservas
de lucros é importante, particularmente para fins de cálculo do dividendo
obrigatório.
Além disso, é muito importante o conhecimento do valor dessas reservas, que
são ou poderão vir a ser disponíveis para a distribuição futura na forma de
dividendos, capitalização ou mesmo para outras destinações.

AS CONTAS DE RESERVAS DE LUCROS: Tendo em vista seu conceito e as


definições da própria Lei das Sociedades por Ações, podemos Ter as seguintes
Reservas de Lucros:
• Reserva Legal
• Reservas Estatutárias
• Reservas para Contingências
• Reservas de Lucros a Realizar
• Reserva de Lucros para Expansão
• Reserva especial para dividendo obrigatório não distribuído

Reserva Legal: Essa reserva, basicamente instituída para dar proteção ao credor; é
tratada no art.193 da Lei 6.404/76 e deverá ser constituída com a destinação de 5% do
lucro líquido do exercício. Será constituída obrigatoriamente pela companhia, até que
seu valor atinja 20% do capital social realizado, quando então deixará de ser acrescida;
ou poderá, a critério da companhia, deixar de receber créditos, quando o saldo desta
reserva, somado ao montante das Reservas de Capital, atingir 30% do capital social.
A utilização da reserva legal está restrita à compensação de prejuízos e ao
aumento do capital social. Essa incorporação ao capital pode ser feita a
qualquer momento a critério da companhia. A compensação com prejuízos

92
ocorrerá obrigatoriamente quando ainda houver saldo de prejuízos, após terem
sido absorvidos os saldos de Lucros Acumulados e das demais Reservas de
Lucros (parágrafo único do art. 189 da Lei 6.404/76).

Reservas Estatutárias: São as reservas estabelecidas pelo estatuto da companhia,


como destinação de uma parcela de lucros do exercício destinadas a fins específicos,
tais como reserva para renovação de equipamentos, reserva para pesquisa de novos
produtos etc.
A empresa deverá criar subcontas conforme a natureza a que se refere, e
com intitulação que indique sua finalidade.
Para cada reserva estatutária, todavia, a empresa terá de, em
seu estatuto:
a) definir sua finalidade de modo preciso e complexo;
b) fixar os critérios para determinar a parcela anual do lucro líquido a ser
utilizada;
c) estabelecer seu limite máximo.

Essas Reservas não podem, todavia, restringir o pagamento do dividendo


obrigatório.

Outro aspecto a ser considerado é que diversas empresas têm reservas


previstas em seus estatutos, mas cujas finalidades já estão cobertas nas
demais reservas de lucros previstas pela Lei das Sociedades por Ações.
Deve, nesse caso, prevalecer sempre a tratada pela lei. Dessa forma, são
registradas como estatutárias somente as definidas pelo estatuto, que não
estejam previstas em lei.

Reserva para Contingências: O Art. 195 da Lei 6.404/76 estabelece a forma


para constituição da reserva para contingências, como segue:

“A assembléia geral poderá, por proposta dos órgãos da administração,


destinar parte do lucro líquido a formação de reservas com a finalidade de
compensar, em exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de perda
julgada provável, cujo valor possa ser estimado.

§ 1º A proposta dos órgãos da administração deverá indicar a causa da perda


prevista e justificar, com as razões de prudência que a recomendem, a
constituição da reserva.

§ 2º A reserva será revertida no exercício em que deixarem de existir as razões


que justificaram a sua constituição ou em que ocorrer a perda “.

O objetivo da constituição dessa reserva é segregar uma parcela de lucros,


inclusive com a finalidade de não distribuí-la como dividendo, correspondente a
prováveis perdas extraordinárias futuras, que acarretarão diminuição dos lucros

93
(ou até o surgimento de prejuízos) em exercícios futuros. Dessa forma, com a
sua constituição, está fortalecendo a posição da Sociedade para fazer frente à
situação prevista.
No exercício em que ocorrer tal perda efetivamente - quando o lucro será,
portanto, menor -, efetua-se a reversão da Reserva para Contingências
anteriormente constituída para a conta de Lucros Acumulados. Como se
verifica, essa prática visa evitar dividendos distribuídos, quando se prevêem
significativas baixas (ou eventualmente prejuízos) no lucro líquido, oriundas de
fatos extraordinários por ocorrer.

Reserva Orçamentária ( reserva de lucros para expansão): São as reservas


destinadas à expansão do Ativo Circulante ou Permanente prevista e aprovada em
orçamentos. Para atender o projeto de investimento, a companhia poderá reter parte dos
lucros do exercício conforme disciplinado pelo art. 196 da Lei 6404/76, que trata da
reserva de retenção de lucros. Esta reserva deverá ser justificada com orçamento da
companhia, ser proposta pela administração e aprovada em assembléia geral. Entretanto
essa reserva não pode ser constituída em detrimento do pagamento do dividendo
obrigatório. Sua finalidade é justificar a não distribuição de dividendos adicionais aos
obrigatórios.

Reserva de Lucros a Realizar: refere-se a lucros economicamente existentes, mas


financeiramente ainda não realizados. Visa basicamente, ao adiantamento (postergação
da distribuição de dividendos).
A Reserva de lucros a realizar poderá ser (é optativa) deduzida do Lucro Líquido do
exercício (para cálculo do lucro que servirá de base para a distribuição de dividendos),
sendo revertida (somada ao lucro) em exercícios futuros, em que houver realização
financeira.
A legislação estabelece que só poderá ser constituída esta reserva quando os lucros a
Realizar ultrapassem o total das reservas já estudadas (reserva legal + estatutária +
reservas p/ contingências + reserva orçamentária); assim sendo, apenas o excesso será
destinado à constituição de Reserva de Lucros a Realizar.

CONTAS DE COMPENSAÇÃO

De acordo com a NBC T.2.5, aprovada pela Resolução CFC n° 612/85,


as contas de compensação constituem sistema próprio e devem conter o
registro de atos relevantes cujos efeitos possam se traduzir em modificações
no patrimônio da entidade.
Segundo a mencionada norma do Conselho Federal de Contabilidade
(subitem 2.5.3), “a escrituração das contas de compensação será obrigatória
nos casos que se obrigue especificamente”.

94
Tais contas constituem um sistema que registra operações não
modificadoras do patrimônio, razão pela qual são também denominadas
“contas extra patrimoniais” e se posicionam em separado, no Balanço
Patrimonial, logo após a totalização do Ativo e do Passivo ( pois não podem ser
a estes somadas).
O sistema de contas de compensação, portanto, tem característica
eminentemente de controle, principalmente de eventos que possam influenciar
no patrimônio da empresa, caracterizadores de expectativas.
O significado do nome “contas de compensação” provém do fato de
registrarem por idêntico valor, a débito e a crédito, os atos mencionados.

Nota: As contas de compensação não figuram na atual lei das sociedades por
ações (Lei n° 6.404/76). Certamente porque o diplom a legal cuidou, apenas, de
normatizar o sistema contábil de divulgação e publicação de dados sobre o
patrimônio efetivo da empresa e não de regulamentar métodos internos de
controle da entidade.
É importante salientar, ainda, que o fato de a Lei das S/A não fazer menção às
contas extra patrimoniais não significa nenhuma restrição ao seu uso.

1.1 – NOTAS EXPLICATIVAS


O § 4° do art. 176 da Lei n° 6.404/76 dispõe que as demonstrações
financeiras devem ser complementadas por notas explicativas e outros
quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para
esclarecimentos da situação patrimonial e dos resultados dos exercícios.
Criou-se, assim, durante algum tempo a impressão equivocada de que a
legislação comercial teria “substituído às contas de compensação pelas
notas explicativas”.
Com efeito, as contas de compensação permanecem como um sistema
eficaz de controle que não se incompatibiliza com as notas explicativas –
ao contrário, fornece subsídios para a elaboração destas.

1.2 – EVENTOS CONTROLÁVEIS EM CONTAS DE COMPENSAÇÃO


Sem a pretensão de esgotar as hipóteses em que se verifica a utilidade
das contas de compensação, vejamos alguns casos em que elas podem se
bastante úteis.

1.2.1 – Bens em poder de terceiros: A não – contabilização, por meio de


contas patrimoniais, do valor da matéria-prima remetida a terceiros para
industrialização implica a manutenção de um controle que pode ser feito em
contas de compensação, as quais registrarão toda a movimentação de
saída e de retorno, apontando o saldo existente no almoxarifado do
industrializador.
Idêntico procedimento poderá ser adotado quando houver remessas em
consignação, mercadorias remetidas para demonstração, empréstimos de
bens (matérias-primas, máquinas etc.) ou por ocasião do envio de
máquinas, equipamentos, ferramentas ou veículos para conserto.

95
1.2.2 – Fianças, avais etc.: Fianças a favor de terceiros, títulos de favor,
avais etc. Constituem eventos suscetíveis de controle, sobretudo pelas suas
possíveis repercussões.
O registro e o controle por meio das contas de compensação, nesses casos,
chega a representar um imperativo de boa organização e de técnica
contábil e realça a utilidade dessa contas.

1.2.3 – Seguros Contratados: Se a escrita apenas registrar os prêmios de


seguros não conterá elementos para uma avaliação sobre a adequada
cobertura do patrimônio empresarial.
Mais uma vez as contas de compensação se apresentam como solução, se
registrarem os diversos valores segurados, com a vantagem de mencionar
pormenores contratuais em seus históricos.

1.3 – REGISTRO DE VALORES EM CONTAS DE COMPENSAÇÃO


Vamos examinar, com exemplos, aspectos práticos da utilização dessas
contas.

1.3.1 – Posicionamento no balanço patrimonial: As contas de


compensação posicionam-se, no Balanço Patrimonial, logo após as contas
do Ativo e do Passivo. Seus valores totais não podem ser adicionados aos
totais destes.
Não se recomenda a soma dos totais (do sistema patrimonial e do extra
patrimonial) porque, como, como já referido, o segundo registra fatos cujos
efeitos ainda não causaram, efetivamente, modificações no patrimônio da
entidade.

1.3.2 – Plano de Contas de Compensação: Um plano de contas de


compensação pode ter a seguinte configuração (este modelo, naturalmente,
não é exaustivo):

Contas de Compensação Ativas Contas de Compensação Passivas

Contratos e Empenhos Contratos e Empenhos

Seguros Contratados Contratos de Seguros

Arrendamentos Mercantis Contratados Contratos de Arrendamentos Mercantis

Riscos e Ônus Patrimoniais Riscos e Ônus Patrimoniais

96
Contas de Compensação Ativas Contas de Compensação Passivas

Títulos Avalizados Avais Concedidos

Títulos Endossados Endossos para Descontos

Imóveis Hipotecados Hipotecas de Imóveis

Operações com Materiais Próprios Operações com Materiais Próprios

Materiais Remetidos para Industrialização Remessa para Industrialização

Materiais Remetidos para Conserto Remessas para Concerto

Mercadorias Emprestadas Remessa de Mercadorias por Empréstimo

Mercadorias Remetidas para Demonstração Remessas de Mercadorias para Demonstração

Bens Cedidos em Comodato Remessas de Bens em Comodato

Operações com Materiais de Terceiros Operações com Materiais de Terceiros

Entradas para Industrialização Materiais Recebidos para Industrialização

Entradas para Concerto Materiais Recebidos para Conserto

Entradas de Mercadorias por Empréstimo Mercadorias Emprestadas

Entradas para Demonstração Mercadorias Recebidas para Demonstração

Bens Recebidos em Comodato Mercadorias Recebidas em Comodato

1.3.3 - Registro de eventos: Para exemplificar, apresentamos a seguir o


registro de alguns eventos em contas de compensação, com dados
meramente ilustrativos.

1.3.3.1 - Registro e baixa de contratos e empenho:

Pela contratação de seguro contra incêndio.

Débito: Seguros Contratados


Crédito: Contratos de Seguros
Seguro ramo incêndio (sobre matéria prima) contratado com a Cia de Seguros
Y, conforme apólice nº 619.491 com vigência de ......... a ......
________________________________________________________2.500,00

97
Pela baixa de apólice de seguro (por ocasião de seu vencimento)

Débito: Contratos de Seguros


Crédito: Seguros Contratados
Baixa de seguro ramo incêndio (sobre matéria prima) contratado com a Cia de
Seguros Y, conforme apólice nº. 619, que vigorou pelo período de .............. a
................. ______________________________________________2.500,00

1.3.3.2 - Registro e baixa de valores constitutivos de risco e ônus


patrimoniais:

Registro de contrato de hipoteca de imóvel.

Débito: Imóveis Hipotecados


Crédito: Hipotecas de Imóveis
Valor de nosso prédio industrial, hipotecado conforme contrato com o Banco
XYZ___________________________________________________________ 1.000.000,00

Registro do levantamento da hipoteca.

Débito: Hipotecas de Imóveis


Crédito: Imóveis Hipotecados
Pelo levantamento da hipoteca efetuada com o Banco XYZ
_______________________________________________________________1.000.000,00

1.3.3.3 - Registro de valores relativos a operações com materiais


próprios:

Pela remessa de matéria - prima a fornecedor para industrialização

Débito: Materiais Remetidos para Industrialização


Crédito: Remessas para Industrialização
Valor ref. a 15 toneladas de matéria-prima remetidas nesta data à Industria de
Plástico Ltda, conforme NF 1.614, para industrialização
___________________________________________210.000,00

Registro do retorno de parte da matéria-prima remetida para industrialização

Débito: Remessas para Industrialização


Crédito: Materiais remetidos para Industrialização
Retorno de 5 toneladas, já industrializadas, já industrializadas, de matéria-
prima, conforme NF 618 da Indústria de Plástico Ltda, desta data
________________________________________________________ 70.000,00

98
1.4 - CONCLUSÃO

A utilização de contas de compensação é procedimento eficaz de


controle para a empresa, ao propiciar o registro de atos relevantes que não
estejam espelhados no sistema patrimonial, mas cujos efeitos possam vir a
constituir-se em modificações no patrimônio da entidade.
Tal sistema, também denominado “extra patrimonial”, não é atrelado ao
das demais contas (sistema patrimonial) e, portanto, os valores nele
registrados não podem ser somados aos totais do Ativo e do Passivo, no
Balanço.
A obrigatoriedade legal de elaboração de notas explicativas (Lei
nº.6404/76, art. 176, parágrafo 4º) não significa impedimento à adoção do
sistema de compensação nem o substitui, tecnicamente.

EXERCÍCIOS
CIA VIOLETA
A Cia. Violeta apresentou em 31 de dezembro de X1 Balancete de verificação das
seguintes contas:

CONTAS SALDOS EM 31/12X1


Duplicatas a Receber 300.000
Participação em outras Companhias 70.000
Provisão de Férias 50.000
Imposto de Renda a recuperar 50.000
Amortização de gastos pré-operacionais 40.000
Banco c/ movimento 20.000
Capital 550.000
Provisão p/devedores Duvidosos 50.000
Aplicação Financeira - Curto Prazo 30.000
Benfeitorias em imóveis de Terceiros 80.000
Reserva de reavaliação 10.000
Duplicatas Descontadas 100.000
Encargos Sociais a recolher 30.000
Capital a integralizar 50.000
Prêmios de seguros a vencer 100.000
Pró-labore a pagar 50.000

99
Mercadorias 150.000
ICMS a recolher 50.000
Gastos pré-operacionais 100.000
Amortização Benfeitorias Imóveis 3º 10.000
Obras de Arte 50.000
Lucro do exercício 100.000
Reserva Legal 10.000
Construções em andamento 100.000
Reserva estatutária 10.000
Receita de exercícios futuros 20.000
Empréstimos a sócios 50.000
Reserva p/ Contingências 20.000
Empréstimos e financiamentos – L.Prazo 50.000

Elaborar o Balanço patrimonial

CIA DELTA

Elaborar o Balanço Patrimonial da Cia. Delta em 31 / 12 / X1.

CONTAS SALDO

CAIXA 200,00
CAPITAL 50.000,00
CLIENTES 40.000,00
PIS A RECOLHER 8.000,00
IMÓVEIS PARA RENDA 6.000,00
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS 23.000,00
EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS - 5 ANOS 4.200,00
RESERVA LEGAL 8.000,00
DESPESAS EXERC. SEGUINTE – PRÊMIO DE SEGUROS 1.000,00
GASTOS C/ PESQUISA E DESENVOLVIMENTO 2.000.00
MERCADORIAS 28.600,00

100
DIVIDENDOS A PAGAR 2.000,00
DUPLICATAS DESCONTADAS 20.000,00
LUCRO DO EXERCÍCIO 1.600,00
AMORTIZAÇÃO ACUMULADA 1.000,00
EMPRÉSTIMOS A SÓCIOS 5.000,00
PRÓ-LABORE A PAGAR 3.000,00
DEPRECIAÇÃO ACUMULADA 5.000,00
APLICAÇÃO FINANCEIRA DE LIQUIDEZ IMEDIATA 2.000,00
PROVISÃO P/DEVEDORES DUVIDOSOS 1.000,00
FORNECEDORES 4.000,00
ALFA LTDA
Balancete de Verificação em 31-12-X1 da Empresa Alfa Ltda.

CONTAS SALDOS

Bancos c/ Movimento 3.000,00


Encargos sociais a recolher 300,00
Capital 8.000,00
Aluguel 200,00
Salários e Ordenados Pessoal administração 500,00
Mercadorias 3.000,00
Fornecedores 100,00
Perda de capital permanente 150,00
ICMS a Recolher 200,00
Receita Venda de Mercadorias 2.800,00
Comissões s/ vendas 150,00
Caixa 2.300,00
Despesa com Energia Elétrica 500,00
Títulos a pagar 400,00
Duplicatas a receber 400,00
INSS pessoal de vendas 150,00
Veículos 1.600,00

101
Descontos concedidos 300,00
Salários e Ordenados a pagar 400,00
Vendas canceladas 100,00
Prêmio de seguros a vencer 150,00
Despesa com ICMS 50,00
Empréstimos bancários (l2 meses) 200,00
Despesa de Depreciação 16,00
Depreciação Acumulada 16,00
Juros Ativos 150,00

Elaborar a Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) e Balanço Patrimonial.

ALFA LTDA
O Balancete de verificação da Empresa Alfa Ltda no dia 30 de Novembro de X1 era
composto pelas seguintes contas:

CONTAS SALDOS
Abatimentos s/ Vendas 400,00
Despesa com seguro Prédio Administração 900,00
Energia Elétrica a pagar 200,00
Custo de Mercadorias Vendidas 8.500,00
Pró-Labore 1.700,00
Estoque de Mercadorias 15.000,00
Depreciação 1.000,00
Juros Ativos 50,00
Duplicatas a Receber 20.500,00
Dividendos a pagar 2.100,00
Comissões s/ vendas 1.500,00
Depreciação Acumulada 1.000,00
Pró-Labore a pagar 1.700,00
Descontos incondicionais 100,00

102
Capital Social 20.000,00
Juros Passivos 700,00
Imóveis p/ renda 3.500,00
ICMS s/ vendas 1.000,00
Receita de Vendas 25.000,00
Terrenos 16.000,00
Duplicatas Descontadas 2.000,00
13º Salário Pessoal Administração 300,00
ICMS a recolher 1.000,00
Despesas Bancárias 1.200,00
Banco c/ Movimento – Banco ABC 1.550,00
Empréstimos e Financiamentos longo Prazo 28.000,00
Fretes e Carretos s/ vendas 600,00
Títulos a Receber a Longo Prazo 5.000,00
Descontos Obtidos 150,00
Energia Elétrica 250,00
Aplicações Financeiras a Curto Prazo 1.500,00

No mês de Dezembro/X1, realizou a seguintes operações:


1 - Recebeu a Duplicata nº. 0005 do cliente "A” no valor de R$500,00 através de
cheque para ser depositado no Banco ABC;
2 - Pagou conta de energia elétrica do Mês de Dezembro com cheque do Banco ABC no
valor de R$50,00;.
3 - Comprou um veículo a prazo no valor de R$8.000,00

Pede-se: Elaborar a Demonstração do Resultado do Exercício e Balanço


Patrimonial em 3l /12/X1.

CIA DOS LIMÕES

A Cia. dos Limões em 31 de Dezembro de X1 apresentou Balancete de


Verificação composto das seguintes contas:

103
CONTAS SALDOS EM 31/12/X1
Caixa 2.200
Banco c/ Movtº - Banco XYZ 5.000
Duplicatas a Receber 62.409
Vendas de mercadorias 349.432
Títulos a receber curto prazo 600
Custo de mercadoria vendida 290.100
Fornecedores 53.000
Terrenos 2.450
Capital Social 11.550
Empréstimos Bancários - Longo Prazo 7.350
Salários e Ordenados – Administração 5.000
Títulos a Receber longo Prazo 30
PIS a Recolher 750
Edificações 29.400
Depreciação Acumulada 4.704
Reserva legal 1.000
Reserva p/ contingências 715
ICMS a recolher 10.000
Propaganda e publicidade 2.000
Material de escritório 300
Despesa c/ fretes 900
COFINS a recolher 5.000
Mercadorias 37.900
Empréstimos bancários - curto prazo 1.270
Descontos concedidos 4.800
13º Salário – Administração 800
Abatimentos 500
ICMS s/ vendas 10.000
PIS s/ vendas 750
Vendas canceladas 32
Reserva p/ incentivos fiscais 15.400
COFINS s/ vendas 5.000

104
Durante o mês de dezembro foi detectada a falta de alguns lançamentos das
seguintes operações:
a) Recebeu 01 duplicata nº 005 em dinheiro no valor de R$ 2.409.
b) As Edificações (um único prédio) são depreciadas a taxa de 4% ao ano.
c) As despesas com telefonemas durante o mês de dezembro foram de R$300,00 com
vencimento em 05/01/X2.
d) Foi efetuada uma aplicação financeira de liquidez imediata no Banco XYZ de R$
1.000.
Elaborar a DRE e Balanço Patrimonial.
CIA ALBATROZ
A Companhia acima apresentava o seguinte balancete de verificação:
Balancete de Verificação em 30/11/ X2
Contas Saldos Devedores Saldos Credores
Caixa 5.000
Banco Azul S/A 25.000
Duplicatas a Receber 300.500
Estoque 500.000
Imóveis 50.000
Móveis e utensílios 10.000
Veículos 12.000
Marcas e Patentes 2.000
Investimentos em sociedades coligadas 100.000
Fornecedores 250.000
Títulos a pagar 70000
Contas a pagar 20.000
Salários a pagar 10.000
Financiamentos bancários 400.000
Capital Social 250.000
Custo das Mercadorias Vendidas 750.000
Despesas de salário 83.000
Despesas de comissões 55.000
Despesas de aluguel 12.000
Despesas de material de escritório 3.500
Despesas diversas 5.000
Vendas 899.500
Receita de Serviços 13.500
TO T A L 1.913.000 1.913.000

105
Durante o mês de Dezembro/X1, ocorreram as seguintes transações:
1) Cobrança de duplicatas no valor de R$87.000, recebidas em caixa.
2) Depósito de R$80.000 (que estavam em caixa) no Banco Azul S/A.
3) Compra de R$110.000 de mercadorias, sendo 50% à vista e o restante a Prazo.
4) Pagamento de uma diferença de R$3.000 de salários pagos a menor em outubro,
com dinheiro do caixa.
5) Venda de mercadorias no valor de R$150.000, sendo 80% a prazo e o restante à
vista, depositando em banco a quantia recebida. A mercadoria vendida custou
R$105.000, e foi baixada do estoque.
6) Os diretores decidiram não manter dinheiro em caixa, fazendo todos os pagamentos
por banco. O saldo de caixa foi depositado no banco.
7) Venda de mercadorias à vista no valor de R$200.000 concedendo o desconto de
10% na Nota Fiscal. A mercadoria vendida custou R$140.000 para a companhia.
8) Pagamento de uma Nota Promissória que estava devendo, no valor de R$50.000.
9) Pagamento de salários no valor de R$10.000, referente a novembro, e o aluguel de
outubro e novembro (2.000 por mês).
10) Devolução de parte da venda a prazo referida no item 5, no valor de R$30.000. Esse
valor foi baixado de duplicatas a receber. A mercadoria entrou novamente em
estoque pelo seu valor de custo, R$21.000.
11) Compra à vista de material de expediente no valor de R$4.000.
12) Registro do valor dos salários a pagar referentes a Dezembro, no valor de
R$11.000, e também do valor do aluguel a pagar referente ao mesmo mês, no
montante de R$2.000.
13) Pagamento dos salários e do aluguel que haviam sido registrados como a pagar no
item 12.
14) Pagamento aos fornecedores de duplicatas no montante de R$130.000.
15) Compra de mercadoria à vista no valor de R$120.000, obtendo um desconto de
R$6.000 na nota fiscal.
16) Venda de mercadorias no valor de R$180.000, sendo 20% à vista e o restante a
prazo. A mercadoria foi baixada do estoque pelo seu preço de custo, R$126.000.
17) Recebimento de duplicatas no montante de R$150.000.
18) Publicação de uma propaganda no jornal da Cidade, que custou R$30.000, pagos à
vista.
19) Compra de mercadoria à vista no valor de R$45.000, obtendo um desconto de
R$1.300 na nota fiscal. Ao mesmo tempo, foi feito o registro do frete a pagar sobre
a mercadoria comprada, no valor de R$2.000.
20) Pagamento de uma fatura de frete sobre as mercadorias vendidas, a qual não havia
sido registrada anteriormente, no valor de R$5.000.
21) Pagamento através de cheques:
a) fornecedores: R$49.000
b) contas a pagar: R$15.000
c) títulos a pagar: R$5.000
22) Os acionistas decidiram aumentar o capital para R$300.000, integralizando o valor
do aumento (R$50.000) em moeda corrente depositando no Banco Azul S/A.
23) Pagamento de R$2.500 de despesas diversas.

106
Pede-se: Extrair um balancete de verificação para 31/12/X1
Apurar o Resultado do exercício e Balanço Patrimonial.

PELICANO S/A
A firma é uma empresa comercial que compra e vende sapatos; apresentava o seguinte
balancete de verificação:

BALANCETE DE VERIFICAÇÃO EM 30/11/X2

CONTAS SALDOS
Bancos c/ Movimento 43.000
Clientes 300.000
Provisão p/ Devedores Duvidosos 3.000
Estoque 312.000
Imóveis 86.000
Móveis e Utensílios 68.000
Veículos 40.000
Fornecedores 195.000
Contas a pagar 13.000
Capital Social 382.000
CMV 617.000
Despesas de salários 40.000
Despesas de comissões 23.000
Devedores Duvidosos 3.000
Despesas de viagens 15.000
Despesas de conservação da loja 2.500
Honorários da diretoria 36.000
Despesas de juros 11.500
Vendas 1.004.000

Em Dezembro ocorreram as seguintes transações:

107
1) Aumento de capital social no montante de R$18.000.
2) Venda de mercadorias no valor de R$70.000, sendo 70% a vista e o restante a
prazo, com ICMS de 18%. Baixou a mercadoria do estoque pelo seu preço de
custo: R$42.000.
3) Registro feito pela firma no valor do frete a pagar sobre as mercadorias
vendidas: R$ 2.800.
4) Compra de mercadorias á vista no valor de R$35.000 com ICMS de 18%.
5) Compra de móveis e utensílios a prazo, no montante de R$1.500.
6) Conserto feito na loja, o qual custou R$1.100, pago a vista.
7) Pagamento de R$6.000 de salários ref. a Dezembro e R$2.000 de comissões aos
seus vendedores.
8) Cobrança de duplicatas que tinha a receber no valor de 28.000.
9) Pagamento do frete registrado na transação nº3.
10) Pagamento da compra de móveis e utensílios da transação nº5.
11) Venda de mercadorias a Vista no valor de R$48.000 com ICMS de 18%. As
mercadorias haviam custado R$29.000 à companhia.
12) Pagamento de conta a pagar no valor de R$3.000.
13) Compra de mercadorias à vista no valor de 20.000, com ICMS de 18% ,
pagando mais R$500 a título de frete.
14) Empréstimo no Banco XYX, no valor de 50.000.
15) Pagamento aos fornecedores no montante de R$52.000.
16) O cliente MAL DE VIDA que foi transferido p/ devedores duvidosos foi
considerado incobrável.
17) Do saldo final da conta clientes 3% foram constituídos uma provisão p/ crédito
Liquidação Duvidosa.
18) O contador esqueceu de contabilizar e pagar O PIS e a COFINS referente todo o
ano de X2. Contabilizar a provisão dos mesmos em dez/x2 para serem pagos em
Janeiro/X3.

Pede-se: Efetuar os lançamentos e levantar a DRE e Balanço Patrimonial

CIA LISBOA
Levante o balanço patrimonial após cada uma das operações abaixo
relacionadas:
a) O acionista constituiu a companhia e integralizou seu capital social através de
cheque nº001 depositado no Banco XYZ no valor de R$10.000;
b) Compra a vista de um terreno no valor de R$3.500;
c) Aquisição a prazo de mercadorias no valor de R$2.000;
d) Aumento do capital social com um edifício no valor de R$5.000;
e) Venda a prazo de 30% das mercadorias pelo preço de custo;
f) Aquisição a vista de máquinas no valor de R$4.000;
g) Recebimento total do valor proveniente da venda de mercadorias;
h) Recebimento de um empréstimo bancário no valor R$6.000;
i) Pagamento da obrigação com o fornecedor;
j) Compra a vista de ações de outras sociedades no valor de R$1.800;
k) Pagamento de 20% do empréstimo.

OBS.: O ICMS sobre compra e venda de mercadorias é de 18%.

108
SUCUPIRA COMÉRCIO LTDA

Balanço Patrimonial levantado em 31.12. X4

ATIVO 100.000 PASSIVO 100.000


Circulante 60.000 Circulante 40.000
Caixa 15.000 Duplicatas a pagar 20.000
Bancos c/ Movimento 15.000 Energia Elétrica a Pagar 5.000
Clientes 10.000 Alugueis a pagar 5.000
Estoque de Mercadorias 20.000 Empréstimos Bancários 10.000
Permanente 40.000 Patrimônio Líquido 60.000
Imobilizado 40.000 Capital Social 35.000
Móveis e Utensílios 20.000 Lucros Acumulados 25.000
Veículos 20.000

Durante o exercício de X5 ocorreram as seguintes operações:

a) Recebimento do Cliente CDF que estava atrasado no valor de R$


2.000 mais juros de 15% depositado no Banco.
b) Aquisição de mercadoria por R$6.500, sendo 20% pagos a vista
em dinheiro e o restante a prazo.
c) Venda de mercadorias por R$23.400 com CMV de R$12.750.
Vinte por cento (20%) foi recebido à vista em dinheiro.
d) Pagamento de parcela do empréstimo bancário no valor de
R$2.500 e mais 20% de encargos financeiros através do Banco.
e) Aumento do Capital Social no valor de R$ R$10.000, sendo 50%
com lucros acumulados de períodos anteriores e o restante em
dinheiro.
f) Venda de mercadorias a vista no valor de R$ 14.000 com CMV de
6.500.
g) Depósito em conta corrente bancária no valor de R$10.000.
h) Pagamento em dinheiro das obrigações de energia elétrica e
alugueis.
i) Apropriação de despesas com energia elétrica de R$5.200 e
alugueis no valor de R$5.000.
j) Pagamento de duplicata de fornecedor, em cheque, no valor de
R$3.200 com juros de 12%.
k) Recebimento de uma duplicata em dinheiro no valor de R$6.000,
tendo sido concedido um desconto de 10% em função de o
cliente ter pagado antecipadamente.
l) Aplicação Financeira por 30 dias no valor de R$5.000.
m) Pagamento de duplicata em dinheiro no valor de R$ 3.250, tendo
sido obtido um desconto de 10% em função do pagamento
antecipado.
Pede: Efetue os lançamentos, apure o resultado do exercício e levante Balanço
Patrimonial.

109
DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS
ACUMULADOS
(Instrumento de Integração entre BP e DRE)
Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados é uma das demonstrações
financeiras cuja elaboração é obrigatória para todas as pessoas jurídicas tributadas com
base no lucro real (caput do art, 274 do RIR/99).
Demonstra com clareza para os interessados a destinação do lucro, a canalização, a
distribuição do lucro do exercício.
Apenas uma parte do Lucro Líquido é distribuída para os proprietários da empresa, em
forma de dividendos. A maior parcela, normalmente, é retida na empresa e reinvestida
no negócio.
A destinação (canalização) do Lucro Líquido para os proprietários (distribuição de
dividendos) ou o reinvesti mento na própria empresa (retenção do lucro) será
evidenciada na Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados, antes de ser indicada
no Balanço Patrimonial.
Encerra-se a Demonstração do Resultado do Exercício com a apuração do Lucro
Líquido. Em seguida, transporta-se o Lucro Líquido para a Demonstração de Lucros ou
Prejuízos Acumulados para efetuar a sua destruição.
Após a destinação do Lucro Líquido, o que fica retido é transportado para o Balanço
Patrimonial, no grupo Patrimônio Líquido (recursos dos proprietários); há assim, mais
uma origem de recursos para a empresa, e tal origem é aplicada no Ativo.
A referida demonstração é também obrigatória para as limitadas e outros tipos de
sociedades, conforme a legislação do Imposto de Renda. Para as companhias abertas,
entretanto a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estabeleceu em sua instrução nº
59 de 22-12-86, a obrigatoriedade de elaboração e publicação da Demonstração das
Mutações do Patrimônio Líquido, que conterá em uma de suas colunas, a Demonstração
dos Lucros ou Prejuízos Acumulados.
Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados é uma das demonstrações
financeiras cuja elaboração é obrigatória para todas as pessoas jurídicas tributadas com
base no lucro real ( caput do art, 274 do RIR/99).

POR QUE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS

O Lucro retido na empresa pode ser utilizado para aumentar o Capital da empresa, ser
destinado a algum fim específico; neste caso será tratado em forma de reserva: reserva
legal (uma parte do Lucro Líquido - 5% - para manter a integridade do Capital); reserva
para expansão da empresa, reserva estatutária (para renovação de equipamentos, para
pesquisa de novos produtos etc.), prevista no estatuto da empresa.

110
A parte do lucro não distribuída aos proprietários e não utilizada para aumento de
Capital, reservas e outros fins será acumulada na conta Lucros Acumulados.

Lucros Acumulados normalmente são remanescentes de lucro sem fim específico, sem
destino certo, em suspenso.. Lucros Acumulados serão adicionados ao Lucro Líquido
do próximo exercício social para, com aquele, participar de uma nova distribuição
(destinação). Daí a expressão Demonstração de Lucros Acumulados, que significa o
Lucro Líquido do Exercício mais o remanescente de lucro não específico de ano(s)
anterior (es).

CONTEÚDO, FORMA DE ELABORAÇÃO


CONTEÚDO PELA LEI
Em seu artigo 186 das S/A estabelece:
“A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará”:

I - o saldo do início do período, aos ajustes de exercícios anteriores e a correção


monetária do saldo inicial;
II - as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;
III - as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada
ao capital e o saldo ao final do período".

FORMA DE PREPARAÇÃO
É de preparação rápida e simples, pois nada mais representa do que uma mera
transcrição, de forma ordenada e racional, da conta de razão Lucros ou Prejuízos
Acumulados. Assim sendo, para sua preparação deve-se tomar a ficha de razão dessa
conta e prepará-la. Todavia, ela somente deve ser feita após todos os ajustes finais, ou
seja, após de se ter levantado o Balanço final do exercício.

111
FORMA DE APRESENTAÇÃO

Exercício
Atual
Saldo de Lucros Acumulados no início do
Período Xxxxxxx
(+ ou -) Ajustes de exercícios anteriores Xxxxxxx
(+) Reversão de Reservas Xxxxxxx
(+) Lucro Líquido do Exercício Xxxxxxx
= Lucro Total Disponível Xxxxxxx
(-) Transferências p/ Reservas de Lucros
a) Reserva Legal Xxxxxxx
b) Reservas Estatutárias Xxxxxxx
c) Reservas p/ Contingências
d) Reserva Orçamentária Xxxxxxx
e) Reserva de Lucros a Realizar Xxxxxxx
(-) Juros sobre o capital próprio
Xxxxxxx
(-) Dividendos
Xxxxxxx
= Saldo de Lucros Acumulados no final do período
Xxxxxxx
Xxxxxxx

ORIGEM DAS PARCELAS


AJUSTES DE EXERCÍCIOS ANTERIORES

A Lei das S/A estabeleceu o critério de que o lucro líquido do ano não deve estar
influenciado por efeitos que, na verdade, não pertencem ao exercício, para que o
resultado do ano reflita um valor que possa ser comparado com o de outros anos
seguintes em bases similares. Daí decorre a importância da consistência na aplicação
dos critérios contábeis. Dessa forma, os valores relativos a justes de exercícios
anteriores serão lançados diretamente na conta Lucros ou prejuízos Acumulados, sem
afetar as receitas ou despesas do ano, o que é definido pelo parágrafo 1º do artigo 186
da Lei nº 6404/76, que reproduzido a seguir.

"Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de


efeito de mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a
determinado exercício anterior, e que não possam ser atribuídos a fatos subseqüentes".

112
Como se constata, a Lei das S/A deixa bem claro que:
1 - os ajustes de exercícios anteriores não devem afetar o resultado normal do presente
exercício, determinando que seus efeitos sejam registrados diretamente na conta
integrante do Patrimônio Líquido Lucros (Prejuízos) Acumulados, e;
2 - por outro lado, determina que sejam tratados como ajustes de exercícios anteriores
somente os casos de: efeitos de mudança de critério contábil e retificação de erro.

MUDANÇA DE CRITÉRIO CONTÁBIL: Conforme estabelece o artigo 177, a


escrituração deve ser mantida observando-se métodos ou critérios contábeis uniformes
no tempo, ou seja, se adotarmos um critério de avaliação de determinado ativo ou de
registro de passivo em determinado ano, tal, critério deve também ser observado nos
demais anos seguintes. Logicamente, isto não significa que não possa alterá-lo em
determinado exercício.
Toda vez que essa alteração for para um critério que melhor reflita a situação da
empresa, deve ser posta em prática; todavia, no exercício em que houver tal
modificação; dever-se-á apurar seu efeito em moeda e indicá-lo em nota explicativa,
como exigido pelo parágrafo 1º do mesmo artigo, que estabelece:

"As demonstrações financeiras do exercício em que houver modificação de métodos e


critérios contábeis, de efeitos relevantes, deverão indicá-la em nota e ressaltar tal
efeito".

Alterações de critérios contábeis podem gerar efeitos diversos, influenciando ou não a


apuração do lucro. Quando a alteração afetar a apuração dos resultados, tal efeito deverá
ser lançado diretamente na conta lucros ou prejuízos acumulados e aparecerá na sua
Demonstração. Com por exemplo, no caso de alteração do método de avaliação dos
estoques (do custeio direto para o custeio por absorção ou do FIFO para o médio, etc.)
ou na passagem do regime de caixa para o de competência, na contabilização do
imposto de renda ( e outros passivos), etc.

RETIFICAÇÃO DE ERROS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES: Esse é outro caso cujo


valor é registrado diretamente na conta de Lucros e Prejuízos Acumulados, para não
influenciar indevidamente o lucro do ano.
Conforme menciona a Lei das S/A no seu artigo 186 parágrafo 1º somente a "retificação
de erro imputável a determinado exercício anterior, e que não possa ser atribuída a fatos
subseqüentes", é que deve ser lançada em lucros Acumulados.
O importante é ter a noção de que erro existe quando a empresa tinha os dados e as
condições para fazer o certo e não o fez. É preciso algo grosseiro, normalmente não
admissível, para que se possa conceituar como erro. Não é erro o fato de que a empresa

113
não dispor de informações ou condições suficientes para um cálculo correto, sendo que
só posteriormente venha a ter a possibilidade do cálculo perfeito.

Exemplo: 1 - Um erro grosseiro de soma ou de cálculo na apuração dos estoques de


determinado exercício somente foi constatado no ano seguinte, após o encerramento e
publicação do balanço anterior.
Para não afetar o custo das vendas desse ano e por não ser atribuível a fatos
subseqüentes, o valor apurado do erro deve ser registrado na conta Lucros Acumulados.
Nesse caso, deve-se ainda considerar o efeito do imposto de renda correspondente a
esse ajuste e lançar tal imposto como redução do ajuste de estoques, na própria conta de
Lucros Acumulados. Essa forma tem também o objetivo de não influenciar
indevidamente à despesa de imposto de renda do ano em que o erro foi apurado e
ajustado.

2 - Ao se contabilizar a Provisão para o Imposto de Rena, no final do ano, comete-se um


erro grosseiro no programa do computador. Quando da elaboração da declaração
correspondente, no ano seguinte, identifica-se o erro, constatando-se o registro da
Provisão por R$ 10.000,00 a mais do que o devido. Esse ajuste deve ser feito
creditando-se a conta de Lucros e Prejuízos Acumulados a débito da Provisão para o
Imposto de Renda, por não se referir as diferenças que são normais em qualquer
estimativa.

Esses ajustes apareceriam na Demonstração de Lucros Acumulados destacadamente,


como indicado anteriormente, e com nota explicativa identificando sua origem.
REVERSÃO DE RESERVAS

Cabe destacar que RESERVAS representam tão somente as explicações de aumento do


Patrimônio Líquido, que não pelo acréscimo de capital, tais como as Reservas de Ágio
na emissão de capital e as de Reavaliação, ou então a destinação de lucros, como a
reservas para Contingências, a Reserva de Lucros para Expansão etc. Não se
confundem com as Provisões, que são Passivos Exigíveis ou retificações de Ativos.
Dessa forma, não teremos na Demonstração de Lucros Acumulados qualquer valor a
titulo de reversão de saldo de provisão para Devedores Duvidosos, de Provisão para
Imposto de Renda, ou qualquer outra provisão, reversões essas que estarão diretamente
no resultado do exercício, sem afetar a conta Lucros Acumulados.
O destaque na Demonstração de Lucros Acumulados das reversões de reservas e da sua
origem é muito importante, pois tais reversões passam muitas vezes a ser incluídas no
cálculo dos dividendos a distribuir.
Todavia para Lucros Acumulados são revertidas apenas as Reservas de Lucros, pois só
essas saíram de Resultados Acumulados para poderem retornar. Podem ocorrer

114
transferências quando houver passagem de saldo da Reserva de Reavaliação ou da
Reservas de Capital, estas últimas somente em caso excepcional.
A Reserva de Lucros a Realizar, constituída em anos anteriores, é revertida para Lucros
Acumulados no ano em que são realizados financeiramente os lucros reconhecidos
como receitas no passado.
A Reserva para Contingências deve também ser revertida para Lucros Acumulados no
exercício em que ocorrer a perda que a originou, ou quando deixar de existir o
fundamento para o qual foi criada.

LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO (OU PREJUÍZO)

Na Demonstração do Resultado do Exercício apura-se o Lucro (ou Prejuízo) Líquido do


ano, que é transferido para a conta Lucros Acumulados. Assim A DRE termina com o
resultado líquido (Lucro ou Prejuízo), já deduzidos o Imposto de Renda e as
Participações (empregados, administradores, debêntures ect.), cujo resultado líquido
será adicionado a Lucros Acumulados.

TRANSFERÊNCIA DO LUCRO LÍQUIDO PARA RESERVAS DE


LUCRO (DE ACORDO COM A DAS S/A)

Reserva Legal: Art.193 da Lei 6.404/96 - essa reserva basicamente instituída para dar
proteção ao credor e deverá ser constituída com a destinação de 5% do lucro líquido do
exercício. Essa reserva será constituída obrigatoriamente, pela companhia, até que seu
valor atinja 20% do capital social realizado, quando então não deverá de ser acrescida.
Somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar capital.

Reservas Estatutárias: São as reservas estabelecidas pelo estatuto da empresa,


destinadas a fins específicos, tais como reserva para renovação de equipamentos,
reserva para pesquisa de novos produtos etc.

Reserva para Contingências: O objetivo dessa reserva é segregar uma parcela de


lucros, inclusive com a finalidade de não distribuí-la como dividendo, correspondente a
prováveis perdas extraordinárias futuras, que acarretarão diminuição dos lucros ( ou até
surgimento de prejuízos) em exercícios futuros. Dessa forma, com a sua constituição,
está-se fortalecendo a posição da Sociedade para fazer frente à situação prevista.

Reserva Orçamentária: São as reservas destinadas à expansão do Ativo Circulante ou


Permanente prevista e aprovadas em orçamentos.

115
Reserva de Lucros a Realizar: Essa reserva é constituída como uma destinação dos
lucros dos exercícios, sendo, todavia, optativa sua constituição. O objetivo de constituí-
la é evidenciar a parcela de lucros ainda não realizados financeiramente (apesar de
contábil e economicamente realizada) pela companhia e também não distribuir
dividendo obrigatório, fixado como porcentagem do lucro do exercício, sobre essa
mesma parcela.

JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO

Os Juros sobre o Capital Próprio foram introduzidos pela Lei 9.249 de 26-12-95 que em
seu art 9º, com as alterações do art 88, XXVI, da Lei 9.430/96, faculta às empresas
deduzir da base de cálculo do imposto sobre a renda, a título de remuneração do capital
próprio, os juros pagos ou creditados a titular, sócio ou acionista, limitado à Taxa de
Juros de Longo Prazo (TJLP).
Conforme a referida legislação e as normas da Receita Federal, esse valor deve ser
debitado ao Resultado do Exercício como Despesa Financeira, em contrapartida à conta
ou subconta do exigível, representativa de direito de crédito do sócio ou acionista ou do
titular da empresa individual. A utilização do valor creditado, líquido do imposto
incidente na fonte, para integralização de aumento de capital na empresa, não prejudica
sua dedutibilidade (Instrução Normativa SRF nº41/98, art.1º).
A contabilização desses juros como despesa financeira, como determinado pela Receita
Federal, implica graves prejuízos à comparabilidade das demonstrações contábeis, já
que, como esses juros são facultativos, algumas empresas os contabilizam e outras não.
Além disso, a comparabilidade fica ainda mais prejudicada com a limitação de seu valor
à metade do lucro antes de sua contabilização ou à metade do saldo de Lucros
Acumulados, fazendo com que algumas empresas não possam considerá-lo em sua
integridade.
Para amenizar tais distorções, a CVM determinou, em sua Instrução nº 247/96, que os
juros sobre o capital próprio sejam destinados diretamente da conta Lucros
Acumulados, sem transitar pelo Resultado do Exercício. Por essa Deliberação, as
companhias abertas que os tiverem contabilizado como despesa financeira, para fins de
dedutibilidade fiscal, ficam obrigadas a efetuar a reversão de seu valor, na última linha
da Demonstração do Resultado.

As pessoas jurídicas, submetidas à tributação com base no Lucro Real, podem


considerar dedutíveis, para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da
Contribuição Social sobre o Lucro, os juros remuneratórios do capital que forem
calculados e contabilizados com observância dos procedimentos focalizados, que se
embasam nos arts 347 e 668 do RIR/1999, nos arts.29 e 30 da IN SRF nº. 11/1996, nos
arts 29 e 30 da IN SRF nº. 93/1997 e em outras fontes citadas no texto.

116
“Os juros remuneratórios do capital próprio são dedutíveis, para efeito de
determinação do Lucro real, a partir do ano-calendário de 1996 e, para efeito de
determinação da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro, a partir do
ano-calendário de 1997 (art. 88, XXVI, da Lei nº. 9430/1996 e art. 51 da IN SRF
nº.93/1997).”

Cálculo dos Juros


Base de cálculo: Os juros remuneratórios do capital próprio são calculados sobre as
contas do Patrimônio Líquido.
De acordo com o art. 182 da Lei 6404/76 ( Lei das S/A), o Patrimônio Líquido é
composto pelas contas de:

I - capital social;
II - reservas de capital;
III - reservas de reavaliação;
IV - reservas de lucros;
V - lucros (ou prejuízos) acumulados; e
VI - ações (ou quotas, nas sociedades limitadas) em tesouraria (conta retificadora)

Entretanto, para compor a base de cálculo dos juros sobre o capital próprio, não devem
ser considerados, salvo se forem adicionados na determinação do lucro real e da base
de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro, os seguintes valores:

a) reserva de reavaliação de bens e direitos da pessoa jurídica, importando observar que,


desde 01.01.2000, a contrapartida da reavaliação de quaisquer bens somente pode ser
contabilizada em conta de resultado ou na determinação do lucro real e da base de
cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro quando ocorrer a efetiva realização do
bem reavaliado (mediante depreciação, amortização, exaustão ou baixa a qualquer título
- arts 4º e 12 da Lei9.959/2000);

b) reserva especial relativa à correção monetária facultativa de bens do Ativo


Permanente referente à data de 31.01.1991 (de que trata o art. 460 do RIR/1999);

c) parcela ainda não realizada (não computada na apuração do lucro real) da reserva de
reavaliação de imóveis integrantes do Ativo Permanente e de patentes ou direitos de

117
exploração de patentes, que tenha sido incorporada ao capital social (de que tratam os
arts. 436 e 437 do RIR/1999).

OBS.: 1) Caso a empresa tenha prejuízos acumulados de períodos de apuração


anteriores, o valor destes deverá ser subtraído do patrimônio líquido, para efeito de
cálculo dos juros remuneratórios do capital próprio.
Os prejuízos acumulados devem ser classificados em conta retificadora do patrimônio
líquido, de modo que a soma dos saldos das contas desse grupo fique ajustada pela
subtração dos prejuízos acumulados.

2) Para efeito de cálculo dos juros remuneratórios do capital próprio, não deve ser
computado, como integrante do patrimônio líquido, o lucro do próprio período de
apuração.

Taxa a utilizar: Os juros sobre o capital próprio ser calculados pela taxa que a empresa
considerar conveniente para remunerar o capital colocado à sua disposição pelo seu
titular ou pelos seus sócios ou acionistas, desde que não excedam á variação, pro rata
dia, da Taxa de Juros a Longo Prazo (TJLP)

A TJLP é fixada pelo Conselho Monetário Nacional, em percentuais anuais com


vigência trimestral (coincidente com os trimestres do ano-calendário) e divulgada por
meio de Resoluções BACEN.

As TJLPs vigentes no período de 01/01/2004 a 31/12/2004 são:

• De 01/01 a 31/03/2004: 10,00% ao ano (Resolução Bacen nº. 3.160/2003);


• De 01/04 a 30/06/2004: 9,75% ao ano (Resolução Bacen nº.3.178/2004);
• De 01/07 a 30/09/2004: 9,75% ao ano (Resolução Bacen nº. 3209/2004);
• De 01/10 a 31/12/2004: 9,75% ao ano (Resolução Bacen nº. 3.236/2004);

Como essas taxas são anuais, para a sua utilização no cálculo de juros sobre o capital
próprio, elas precisam ser ajustadas pro rata dia para o período de referência dos juros.

TJLP no ano de 2004: A TJLP relativa ao ano de 2004 (período de 01/01 a


31/12/2004) é de 9,84%, que corresponde à acumulação dos fatores mensais das taxas
vigentes no ano, mediante os seguintes cálculos (Circular Bacen nº.2.722/1996;

118
I - Fatores de acumulação mensal da TJLP anual relativa a cada trimestre:
• janeiro a março ........................................ (1+0,10)¹/¹² =1,0080
• abril a junho ............................................. (1+0,0975)¹/¹² = 1,0078
• julho a setembro ...................................... (1+0,0975)¹/¹² = 1,0078
• outubro a dezembro ................................. (1+0,0975)¹/¹² = 1,0078

II - Acumulação dos fatores mensais:


1,0080 x 1,0080 x 1,0080 x 1,0078 x 1,0078 x 1,0078 x 1,0078 x 1,0078 x 1,0078 x
1,0078 x 1,0078 x 1,0078 = 1,0984

III - TJLP do ano de 2004 1,0984 - 1 = 0,0984 = 9,84%

Observe-se que, por meio de um cálculo linear, mediante a soma de 3/12 da TJLP anual
vigente em cada trimestre do ano, chegamos ao percentual anual aproximado de
9,8125% ;
• jan. a mar. (10,00% : 12) X 3 = ............................... 2,5000%
• abr. a jun. (9,75% : 12) X 3 = ................................ 2,4375%
• jul. a set. (9,75% : 12) X 3 = ................................2,4375%
• out. a dez. (9,75% : 12) X 3 = ................................2,4375%
9,8125%

Exemplo de cálculo de juros:Exemplificaremos a seguir o cálculo, em 31.12.2004, dos


juros sobre o capital próprio em uma empresa, submetida à apuração anual do lucro
real, cujo patrimônio líquido, em 01/01/2004, apresentou a situação abaixo, admitindo-
se que essa composição permaneceu inalterada até 31/12/2004, data em que ocorreu tão
somente o incremento do lucro líquido do ano-calendário de 2004:

Capital Social Integralizado ....................................R$ 1.400.000,00


Reservas de Capital ...............................................R$ 100.000,00
Reservas de Lucros ...............................................R$ 600.000,00
Lucros Acumulados (1) ..........................................R$ 100.000,00
T O T A L ...............................................................R$ 2.200.000,00

(1)Lembramos que não deve ser computado como integrante da conta de lucros
acumulados o lucro ou o prejuízo do próprio ano-calendário

119
Nesse caso temos:

Valor total do Patrimônio Líquido em 01/01/200.........................R$2.200.000,00


Base de cálculo dos juros sobre o capital próprio ......................R$2.200.000,00
Valor dos juros equivalentes à TJLP do ano:
9,84% de R$ 2.200.000,00 ........................................................R$ 216.480,00

Limite da Dedutibilidade: A dedutibilidade dos juros remuneratórios do capital


próprio na apuração do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o
Lucro está limitada a 50% do maior entre os seguintes valores:

a) lucro líquido correspondente ao período ao período de apuração dos juros, após a


dedução da Contribuição Social sobre o Lucro e antes da dedução da Provisão para o
Imposto de Renda e dos juros remuneratórios; ou
b) saldo de lucros acumulados e reservas de lucros de períodos de apuração anteriores.
Importa observar que, se a empresa tiver saldo de lucros acumulados e reservas de
lucros de períodos anteriores em valor igual ou superior ao dobro dos juros
remuneratórios calculados pela TJLP, esse juros serão dedutíveis pelo total calculado,
independentemente do montante do lucro apurado no período. Nesse caso,, a dedução
dos juros remuneratórios do capital próprio pode até gerar prejuízo ou aumentar o
prejuízo já existente antes da sua dedução.

Exemplos:
• 1ª Situação:
Admitindo-se que, na hipótese exemplificada, o lucro apurado em 31.12.2004, antes
da dedução dos juros remuneratórios do capital próprio e da provisão para o Imposto
de Renda, mas excluído do valor da Contribuição Social sobre o Lucro (valor
provisório da contribuição, haja vista que a sua base de cálculo ainda não foi afetada
pelos juros remuneratórios) seja de R$300.000,00, temos:

a) juros remuneratórios calculados com base na TJLP............R$ 216.480,00


b) lucro do período de apuração encerrado em 31.12.2004 (antes dos juros, da
Provisão para o Imposto de Renda e após a CSLL) ................R$300.000,00
c) lucros acumulados e reservas de lucros (saldos de períodos
anteriores................................................................................R$700.000,00

Portanto, nesta hipótese, o total dos juros remuneratórios (R$216.480,00) é


dedutível na apuração do lucro real e base de cálculo da Contribuição Social sobre o

120
lucro do ano de 2004, independentemente do resultado do período, pois o valor dos
referidos juros está dentro dos limites de 50% dos lucros acumulados e das reservas
de lucros de períodos anteriores ( 50% de R$700.000,00 = R$350.000,00).

• 2ª Situação:
Admitamos, agora, que os saldos de lucros acumulados e de reservas de lucros de
períodos anteriores totalizem R$400.000,00. Nesse caso, o limite de dedutibilidade dos
juros remuneratórios do capital próprio será o maior dentre os seguintes valores:

a) 50% de R$300.000,00 ( lucro do período, antes dos juros e da Provisão para o IR e


após a CSLL) ......................................................................R$150.000,00

b) 50% de R$400.000,00 (saldos de lucros acumulados e reservas de lucros e períodos


anteriores) ......................................................................R$200.000,00

Portanto, nesse caso, daquele total de juros calculados pela TJLP, de R$216.480,00,
somente R$200.000,00 são dedutíveis para efeitos fiscais. Assim, se a empresa
contabilizar os juros remuneratórios do capital próprio pelo total de R$216.480,00,
deverá adicionar ao lucro líquido para fins de determinação do lucro real e da base de
cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro, a parcela de R$16.480,00, excedente ao
limite dedutível.

Cabe observar que, nesta segunda hipótese, a alternativa mais benéfica à empresa é
contabilizar os juros somente pelo limite dedutível e, se os sócios ou os acionistas
desejarem receber quantia maior, deverá ser feita uma distribuição de lucro. Esse
procedimento se justifica porque os juros são tributados na fonte e a distribuição de
lucros é isenta do Imposto de Renda.

CONTABILIZAÇÃO DOS JUROS


Contabilização como despesa financeira: O art.9° da Lei n° 9.249/1995, incorporado
ao art. 347 do RIR/99, autoriza a dedução, para efeitos fiscais, dos juros que tenham
sidos pagos ou creditados individualmente a titular, sócios ou acionistas, observadas as
demais condições focalizadas neste texto, tendo a IN SRF n°11/96, no art.29 e no
parágrafo único do art. 30, dito que, para efeito de dedutibilidade na determinação do
lucro real, observado o regime de competência, os juros pagos ou creditados deverão ser
registrados em contrapartida a débito em conta de despesa financeira.
Acrescente-se que o caput do art. 1º da IN SRF nº.41/1998, dispõe que, para
atendimento do disposto no art. 9º da Lei nº. 9.249/1995, considera-se creditado,
individualmente, o valor dos juros sobre o capital próprio, quando a despesa for
registrada, na escrituração contábil da pessoa jurídica, em contrapartida a conta ou

121
subconta do seu passivo exigível, representativa de direito de crédito do sócio ou
acionista da sociedade ou do titular da empresa individual.
Incorporação ao Capital Social: O valor dos juros creditados individualizadamente
aos beneficiários, líquido do Imposto de renda incidente na fonte, pode ser utilizado
para integralização de capital subscrito na empresa, sem prejuízo do direito da
dedutibilidade da despesa, tanto para efeito do lucro real quanto da base de cálculo da
CSLL ( parágrafo único do art. 1º da IN SRF nº. 41/1998)

TRIBUTAÇÃO NA FONTE:
Alíquota: Os juros pagos ou creditados sujeitam-se à incidência do Imposto de Renda
na fonte à alíquota de 15%, na data do pagamento ou crédito aos beneficiários (pessoa
física ou jurídica) residentes no Brasil ou no exterior (exceto os mencionados abaixo)

Juros pagos ou creditados a beneficiário residente ou domiciliado em país com


tributação favorecida: Sujeitam-se à incidência do imposto na fonte, á alíquota de
25%, os juros pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos por fonte situada
no país a beneficiário residente ou domiciliado em país com tributação favorecida, que
não tribute a renda ou que tribute à alíquota máxima inferior a 20%.
OBS.: Não incide o imposto de renda na fonte sobre os juros pagos ou creditados:
a) a pessoas jurídicas imunes (art. 3º da IN SRF nº. 12/1999)
b) a pessoa jurídicas optantes pelo Simples ( art. 3º da Lei nº. 9.317/1996)
c) a partir de 01/01/1998, a fundos de investimento, carteiras administrativas e qualquer
outra forma de investimento associativo ou coletivo (arts. 28, parágrafo 10, “ b” , 33 e
81 da Lei nº. 9532/1997).

DIVIDENDOS

TRANSFERÊNCIAS DO LUCRO LÍQUIDO PARA DIVIDENDOS:

A parte do lucro que se destina aos acionistas da companhia denomina-se Dividendo.


Os dividendos são contabilizados na data do Balanço.
A partir da Lei das S/A observa-se a introdução do Dividendo Mínimo Obrigatório, com
o objetivo básico de proteger os acionistas, sobretudo, os minoritários. Por essa razão,
todas as sociedades por ações devem canalizar uma parcela de lucro na forma de
Dividendos para os acionistas.
O Estatuto poderá estabelecer o Dividendo como porcentagem do Lucro ou do Capital
Social, ou fixar outros critérios para determiná-lo desde que sejam regulados com
precisão e minúcia e não sujeitem os acionistas minoritários ao arbítrio dos órgãos de
administração ou da maioria.

122
Na hipótese do estatuto ser omisso, os acionistas têm direito de receber como Dividendo
Obrigatório à metade do Lucro Líquido Ajustado que será calculado da seguinte forma.

Lucro Líquido do exercício


(-) Quota destinada à constituição de Reserva Legal
(-) Importância destinada à formação de Reserva p/ Contingências
(-) Lucro a Realizar transferidos para a respectiva Reserva
+ Reversão de Reservas para Contingências formadas em exerci-
cios anteriores
+ Reversão de Reservas de Lucros a Realizar formadas em exerci-
cios anteriores.

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO


LÍQUIDO

Esta demonstração não é obrigatória pela Lei nº 6404/76 das Sociedades por Ações, mas
sua publicação é exigida pela CVM em sua instrução nº 59, de 22/12/86 para as
companhias abertas.
É de muita utilidade, pois fornece a movimentação ocorrida durante o exercício nas
diversas contas componentes do Patrimônio Líquido; faz clara indicação do fluxo de
uma conta para outra e indica origem e o valor de cada acréscimo ou diminuição no
Patrimônio Líquido durante o exercício.
Ao contrário da Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados que fornece a
movimentação basicamente, de uma única conta do Patrimônio Líquido (Lucros
Acumulados), a DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO
LÍQUIDO evidencia a movimentação de diversas (todas) contas do PL ocorrida durante
o exercício. Assim, todo o acréscimo e diminuição do Patrimônio Líquido são
evidenciados através desta demonstração, bem como da formação e utilização das
reservas (inclusive aquelas não originadas por lucro).

123
É muito mais completa e abrangente de a DLPA. É consideravelmente relevante para as
empresa que movimentam constantemente as contas do Patrimônio Líquido. Sua
importância se torna mais acentuada em face dos critérios da Lei, pois a demonstração
indicará claramente a formação e a utilização de todas as reservas, e não apenas as
originadas por lucros: servirá também para melhor compreensão, inclusive quanto ao
cálculo dos dividendos obrigatórios.
Se elaborada esta demonstração, não há necessidade de se apresentar a Demonstração
de Lucros ou Prejuízos Acumulados, uma vez que aquela inclui esta.
A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido é fundamental para elaboração
da Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos e para ser fornecidas às
empresas (investidoras) que avaliam seus investimentos permanentes em coligadas ou
controlados pelo Método da Equivalência Patrimonial.
Por esses fatos, recomenda-se sua adoção por todas as empresas mesmo as fechadas e
limitadas, como já vem ocorrendo na prática.

AS MUTAÇÕES NAS CONTAS PATRIMONIAIS

As contas que formam o Patrimônio Líquido podem sofrer variações por inúmeros
motivos, tais como:

a) Itens que afetam o patrimônio total


- Acréscimos pelas correções monetárias das contas do patrimônio
- Acréscimo pelo lucro ou redução pelo prejuízo líquido do exercício
- Redução por dividendos
- Acréscimo por reavaliação de ativos;
- Acréscimo por doações e subvenções para investimentos recebidos;
- Acréscimo por subscrição e integralização de capital;
- Acréscimo pelo recebimento de valor que exceda o valor nominal das ações
integralizadas ou o preço de emissão das ações sem valor nominal;
- Acréscimo pelo valor da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição;
- Acréscimo por prêmio recebido na emissão de debêntures;
- Redução por ações próprias adquiridas ou acréscimo por sua venda;
- Acréscimo ou redução por ajustes de exercícios anteriores.

b) Itens que não afetam o total do patrimônio

- Aumento de capital com utilização de lucros e reservas;

124
- Apropriações do lucro líquido do exercício reduzindo a conta de Lucros
Acumulados para formação de reservas, como Reserva Legal, Reserva de Lucros
a Realizar, Reserva para Contingência e outras;
- Reversões de reservas patrimoniais para a conta de Lucros ou Prejuízos
Acumulados;
- Compensação de Prejuízos com Reservas etc.

TÉCNICA DE PREPARAÇÃO

A preparação da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido é relativamente


simples, pois basta representar, de forma sumária e coordenada, a movimentação
ocorrida durante o exercício nas diversas contas do Patrimônio Líquido, isto é, Capital,
Reservas de Capital, Reservas de Lucros, Reservas de Reavaliação e Lucros e Prejuízos
Acumulados. Essa movimentação deve ser extraída das fichas de razão dessas contas.
A técnica é fazer um papel de trabalho, utilizando uma coluna para cada uma das contas
do patrimônio da empresa e abrindo uma coluna TOTAL, que representa a soma dos
saldos ou transações de todas as contas individuais.
As transações e seus valores são transcritos nas colunas respectivas, mas de forma
coordenada. Por exemplo, se temos um aumento de capital com lucros e reservas, na
linha correspondente a essa transação, transcreve-se o acréscimo na coluna de Capital
pelo valor de aumento, e, na mesma linha, as reduções nas contas de reservas e lucros
utilizadas no aumento de capital pelos valores correspondentes.

PROCEDIMENTOS A SEREM SEGUIDOS


Dessa forma, a preparação consiste no seguinte:
a) Abrir papel de trabalho colunado, no qual se transcreve, no topo de cada coluna, os
nomes das contas, reservando espaço nas primeiras colunas para descrição da
natureza das transações, e uma coluna final para o total.
b) Saldo de Abertura - Transcrever os saldos de cada conta na data do Balanço final do
exercício anterior. Somas os saldos por conta para preencher a coluna Total.
c) Adicionar ou subtrair os movimentos ocorridos nas referidas contas, no período,
abrindo linhas para cada natureza de transação, como:
. Correção monetária
. Aumento de Capital
. Lucro do Exercício
. Dividendos Distribuídos etc.
d) Totalizar, ao final, as colunas, cujos saldos devem coincidir com os saldos do
Balanço, e totalizar também as linhas.

125
126
MODELO DE DEMONSTRAÇÃO DETALHADA
No modelo apresentado, estão a coluna de Lucros Acumulados exatamente as mesmas informações que constariam da Demonstração
de Lucros ou Prejuízos Acumulados.
A coluna relativa ao Capital deve ser efetivamente o movimento no Capital Realizado. Caso a empresa tenha Capital a Realizar, que é
conta redutora do patrimônio, pode-se para simplicidade, fazer uma só coluna para o capital, já deduzida a conta Capital a Realizar.

Reservas de Capital Reservas de Lucros


Capital Ágio emis- Cor.Monet. Sub.p/Inves Reser..Con Reserv.Es- Retensão Reserva Reserva Lucros Total
Realizado Lucros p/ Legal Lucros a Acumulad
São Ações Capital Timentos Tingências Tatutárias Expansão Realizar os

Saldos em 31/12 de X0 67.000 2.070 20.100 13.320 6.104 5.140 6.123 1.677 7.932 19.590 149.056
Ajustes Exercícios Anteriores

Efeitos mudança crit. Contábeis - - - - - - - - - (2.800) (2.800)

Retificação erros exerc. anterior - - -- - - - - - - (1.000) (1.000)

Correção Monetária - 921 29.850 - 1.441 1.542 763 503 2.020 2.337 39.377

Aumento de Capital

Com Lucros e Reservas 45.000 - (20.100) (13.320) - - (3.580) - - (8.000) -


Por subscrição realizada 20.000 2.000 - - - - - - - - 22.000
Reversões de Reservas
De Contingências - - - - (1.300) - - - - 1.300 -
De Lucros a Realizar - - - - - - - - (1.200) 1.200 -
Lucro Líquido do Exercício - - - - - - - - - 19.689 19.689
Proposta da Adm.Dest.Lucro
Transferências p/ reservas

127
Reserva Legal - - - - - - - 984 - (984) -
Reserva Estatutária - - - - - 2.405 - - - (2.405) -
Res. Lucros p/ Expansão - - - - - - 6.000 - - (6.000) -
Res. Lucros a Realizar - - - - - - - - 3.077 (3.077) -
Dividendos a distribuir - - - - - - - - - (7.920) (7.920)
Saldos em 31/12 de X1 132.000 4.991 29.850 - 6.245 9.087 9.306 3.164 11.829 11.930 218.402

128
Prof.: Robson Dutra Ferreira 129

Em nosso exemplo, o Balanço ficaria:

31-12- X0 31-12-X1
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital Social
Capital Subscrito 70.000 135.000
Menos : A Realizar 3.000 3.000
Realizado 67.000 67.000

Reservas de Capital
Ágio na Emissão de Ações 2.070 4.991
Correção Monetária do Capital 20.100 29.850
Subvenções para Investimentos 13.320 -
35.490 34.841

Reservas de Lucros
Reservas para Contingências 6.104 6.245
Reservas Estatutárias 5.140 9.087
Reservas De Lucros p/ Expansão 6.123 9.306
Reserva Legal 1.677 3.164
Reservas de Lucros a Realizar 7.932 11.829
26.976 39.631

Lucros Acumulados 19.590 11.930

TOTAL 149.056 218.402

Como se verifica, os subtotais acima coincidem com os totais, no início e no final do


exercício, das Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido.

129
Prof.: Robson Dutra Ferreira 130

EXERCÍCIOS

1) CIA BEM DE VIDA


A Cia Bem de Vida, cujo principal objetivo é a comercialização de brinquedos,
apresentou em 31 de dezembro do ano de X3, o seguinte patrimônio líquido.

Capital Social.......................................................................................1.500.000
Reserva de Reavaliação........................................................................ 600.000
Reserva Legal ....................................................................................... 400.000
Outras Reservas de Lucros.................................................................. 100.000
Lucros Acumulados............................................................................... 40.000
Prejuízos Acumulados.......................................................................... (320.000)
TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO.................................................. 2.320.000

Sabendo-se que durante o ano de X4 ocorreram as seguintes alterações em seu


patrimônio líquido:
1 - Prejuízo Operacional de R$ 720.000
2 - Compensação da totalidade dos lucros acumulados com parte do saldo da conta de
prejuízos acumulados
3 - Aumento do capital social com o saldo total das contas representativas de reservas
de lucros.
Pede-se: Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido em 31 de dezembro
de X4.

2) Patrimônio Líquido em XO

Capital Social ............................................ 50.000


Reserva Legal ........................................... 2.000
Reservas p/ contingências ........................ 5.000
Lucros Acumulados ................................... 8.000

Modificações em X1

1 - Ajuste de Exercícios Anteriores ref. Despesa com Material de Escritório ref. ao


mês de Novembro X0 não contabilizada, no valor de R$1.000 .

130
Prof.: Robson Dutra Ferreira 131

2 - Lucro Líquido de X1 = R$ 5.000


3 - Destinação do Lucro:
5% Reserva Legal
10% Reserva Estatutárias
10% Reserva p/ Contingências
25% Distribuído aos sócios
4 - Reversão da Reserva p/ Contingências efetuada em X0

Pede-se: Elaborar a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido em 3l


de Dezembro de X1.

3) Patrimônio Líquido em XO

Capital Social ............................................ 50.000


Reserva Legal ........................................... 2.000
Reservas p/ contingências ........................ 5.000
Lucros Acumulados ................................... 8.000

Modificações em X1

1 - Ajuste de Exercícios Anteriores ref. Despesa com Material de Escritório ref. ao


mês de Novembro X0 não contabilizada, no valor de R$1.000 .
2 - Lucro Líquido de X1 = R$ 5.000
3 - Destinação do Lucro:
5% Reserva Legal
10% Reserva Estatutária
10% Reserva p/ Contingências
25% Distribuído aos sócios
4 - Reversão da Reserva p/ Contingências efetuada em X0

Pede-se: Elaborar a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido em 3l


de Dezembro de X1.

131
Prof.: Robson Dutra Ferreira 132

4) PATRIMÔNIO LÍQUIDO EM X1
Capital Social 500.000
Reserva Legal 20.000
Reserva p/ Contingências 10.000
Reserva de Reavaliação 100.000
Lucros Acumulados 200.000
Prejuízos Acumulados (150.000)
TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 680.000

Modificações em X2:
a) Redução do Capital Social, referente devolução de parte das ações aos
acionistas no valor de R$ 120.000 pagas em moeda corrente.
b) Reversão da Reserva p/ Contingências.
c) Compensação do prejuízo acumulado com parte da conta Lucros
Acumulados.
d) Lucro Líquido de X2 = 250.000
e) Destinação do Lucro de X2
5% Reserva Legal
10% Reserva p/ Expansão
25% Dividendos

Elaborar a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido de X2

5) CIA VIOLETA

A Cia Violeta apresentou em 31 de dezembro de X1 Balancete de verificação das


seguintes contas:

CONTAS SALDOS EM 31/12X1


Duplicatas a Receber 300.000
Participação em outras Companhias 70.000
Provisão de Férias 50.000
Imposto de Renda a recuperar 50.000
Amortização de gastos pré-operacionais 40.000
Banco c/ movimento 20.000

132
Prof.: Robson Dutra Ferreira 133

Capital 550.000
Provisão p/devedores Duvidosos 50.000
Aplicação Financeira – Curto Prazo 30.000
Benfeitorias em imóveis de Terceiros 80.000
Reserva de reavaliação 10.000
Duplicatas Descontadas 100.000
Encargos Sociais a recolher 30.000
Capital a integralizar 50.000
Prêmios de seguros a vencer 100.000
Pró-labore a pagar 50.000
Mercadorias 150.000
ICMS a recolher 50.000
Gastos pré-operacionais 100.000
Amortização Benfeitorias Imóveis 3º 10.000
Obras de Arte 50.000
Lucro do exercício 100.000
Reserva Legal 10.000
Construções em andamento 100.000
Reserva estatutária 10.000
Receita de exercícios futuros 20.000
Empréstimos a sócios 50.000
Reserva p/ Contingências 20.000
Empréstimos e financiamentos-L. Prazo. 50.000

Elaborar o Balanço Patrimonial em 31 de Dezembro de X1.

Em X2 ocorreram as seguintes modificações em seu Patrimônio Líquido.


1) Reversão da Reserva p/ Contingências efetuada em X1.
2) Aumento do Capital Social: 80% da Reserva de Reavaliação e a totalidade da
Reserva Legal.
3) O Lucro Líquido de X2 foi de R$ 250.000
Destinação do Lucro:
5% - Reserva Legal
45% - Distribuído aos sócios

Elaborar a Demonstração das Mutações de Patrimônio Líquido em X2.

133
Prof.: Robson Dutra Ferreira 134

6) CIA DOS LIMÕES


A Cia dos Limões em 31 de Dezembro de X1 apresentou Balancete de Verificação composto
das seguintes contas:
CONTAS SALDOS EM 31/12/X1
Caixa 2.200
Banco c/ Movtº - Banco XYZ 5.000
Duplicatas a Receber 62.409
Vendas de mercadorias 349.432
Títulos a receber curto prazo 600
Custo de mercadoria vendida 290.100
Fornecedores 53.000
Terrenos 2.450
Capital Social 11.550
Empréstimos Bancários - Longo Prazo 7.350
Salários e Ordenados – Administração 5.000
Títulos a Receber longo Prazo 30
PIS a Recolher 750
Edificações 29.400
Depreciação Acumulada 4.704
Reserva legal 1.000
Reserva p/ contingências 715
ICMS a recolher 10.000
Propaganda e publicidade 2.000
Material de escritório 300
Despesa c/ fretes 900
COFINS a recolher 5.000
Mercadorias 37.900
Empréstimos bancários - curto prazo 1.270
Descontos concedidos 4.800
13º Salário – Administração 800
Abatimentos 500
ICMS s/ vendas 10.000
PIS s/ vendas 750
Vendas canceladas 32
Reserva p/ incentivos fiscais 15.400
COFINS s/ vendas 5.000

134
Prof.: Robson Dutra Ferreira 135

Durante o mês de dezembro foi detectada a falta de alguns lançamentos das seguintes
operações:
a) Recebeu 01 duplicata nº 005 em dinheiro no valor de R$ 2.409.
b) As Edificações (um único prédio) são depreciadas a taxa de 4% ao ano.
c) As despesas com telefonemas durante o mês de dezembro foram de R$300,00
com vencimento em 05/01/X2.
d) Foi efetuada uma aplicação financeira de liquidez imediata no Banco XYZ de R$ 1.000.
Elaborar a DRE e Balanço Patrimonial.
Durante o ano X2 ocorreram as seguintes modificações:
1- Reversão da reserva p/ contingências do ano X1
2- O Lucro do período foi de R$ 5.000,00 (X2)
3- Aumento do capital com o total da reserva legal de X1
4- Destinação do lucro de X2
5% p/ Reserva Legal
25% distribuídos aos acionistas
10% p/ Reserva p/ Expansão
Elaborar a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido do ano X2
7) CIA MARAVILHA

Elaborar a Demonstração do Resultado do Exercício e Balanço Patrimonial referente


ao ano 2000 da Cia Maravilha, com as seguintes contas:
CONTAS SALDO
Bancos C/ Movimento – Banco do Brasil Devedor
ICMS a Recuperar Devedor
Empréstimos a sócios Devedor
Empréstimos e Financiamentos – 5 anos Credor
Cliente – Amarela e Verde Ltda Devedor
Custo da Mercadoria Vendida Devedor
Depreciação acumulada Credor
ICMS Devedor
Duplicata Descontada Credor
Reserva Estatutária Credor
Pro – Labore Devedor
Aplicação Financeira liquidez imediata – Banco do Brasil Devedor
Salários e Ordenados a pagar Credor
Obra de Arte Devedor
Receita de Vendas de Mercadorias Credor

135
Prof.: Robson Dutra Ferreira 136

Aluguéis pagos antecipadamente Devedor


Cliente – Azul e Branco Ltda Devedor
ICMS a recolher Credor
Descontos incondicionais Devedor
Mercadorias p/ Revenda Devedor
Fretes e Carretos Devedor
Empréstimos a Funcionários Devedor
Comissões s/ Vendas Devedor
Amortização Acumulada Credor
Capital Social Credor
Descontos Concedidos Devedor
Fornecedores Nacionais – Antônio & Silva Ltda Credor
Edificações Devedor
Descontos Obtidos Credor
Salários e Ordenados – Administração Devedor
Imobilizado em andamento Devedor
Reserva Legal Credor
Gastos c/ Pesquisa e desenvolvimento Devedor
Ganho na Alienação de Bens do Imobilizados Credor
Juros Passivos Devedor
Dividendos a pagar Credor
Provisão p/ Férias Credor
COFINS a recolher Credor
Adiantamento de clientes Credor
Capital a Integralizar Devedor
Reserva p/ Contingências Credor
Lucros Acumulados Credor
Material de Escritório Devedor
Reserva de Reavaliação de ativos próprios Credor

Elaborar a Demonstração do Resultado do Exercício e Balanço Patrimonial referente


ao ano 2000 da Cia Maravilha, com as seguintes contas:

CONTAS SALDO

136
Prof.: Robson Dutra Ferreira 137

Bancos C/ Movimento – Banco do Brasil 8.609


ICMS a Recuperar 600
Empréstimos a sócios 9.400
Empréstimos e Financiamentos – 5 anos 5.000
Cliente – Amarela e Verde Ltda 30.000
Custo da Mercadoria Vendida 290.100
Depreciação acumulada 5.880
ICMS 10.500
Duplicata Descontada 350
Reserva Estatutária 715
Pro – Labore 1.100
Aplicação Financeira liquidez imediata – Banco do Brasil 1.000
Salários e Ordenados a pagar 1.270
Obra de Arte 10.000
Receita de Vendas de Mercadorias 340.000
Aluguéis pagos antecipadamente 1.080
Cliente – Azul e Branco Ltda 15.000
ICMS a recolher 10.000
Descontos incondicionais 32
Mercadorias p/ Revenda 40.000
Fretes e Carretos 2.000
Empréstimos a Funcionários 5.000
Comissões s/ Vendas 900
Amortização Acumulada 50
Capital Social (Subscrito) 11.500
Descontos Concedidos 4.800
Fornecedores Nacionais – Antônio & Silva Ltda 53.000
Edificações 2.450
Descontos Obtidos 432
Salários e Ordenados – Administração 5.000
Imobilizado em andamento 15.000
Reserva Legal 1.000
Gastos c/ Pesquisa e desenvolvimento 2.900
Ganho na Alienação de Bens do Imobilizados 9.000

137
Prof.: Robson Dutra Ferreira 138

Juros Passivos 750


Dividendos a pagar 300
Provisão p/ Férias 5.000
COFINS a recolher 750
Adiantamento de clientes 750
Capital a Integralizar 5.000
Reserva p/ Contingências 5.400
Lucros Acumulados 2.000
Material de Escritório 1.176
Reserva de Reavaliação de ativos próprios 10.000

CONTAS SALDO
Bancos C/ Movimento – Banco do Brasil
ICMS a Recuperar
Empréstimos a sócios
Empréstimos e Financiamentos – 5 anos
Alugueis
Custo da Mercadoria Vendida
Depreciação acumulada
ICMS
Depreciação
Duplicata Descontada
Reserva Estatutária
Pro – Labore
Aplicação Financeira liquidez imediata – Banco do Brasil
Salários e Ordenados a pagar
Obra de Arte
Receita de Vendas de Mercadorias
Aluguéis pagos antecipadamente
Cliente – Azul e Branco Ltda
ICMS a recolher

138
Prof.: Robson Dutra Ferreira 139

Descontos incondicionais
Mercadorias p/ Revenda
Fretes e Carretos
Empréstimos a Funcionários
Amortização Acumulada
Capital Social (Subscrito)
Descontos Concedidos
Fornecedores Nacionais – Antônio & Silva Ltda
Edificações
Descontos Obtidos
Salários e Ordenados – Administração
Imobilizado em andamento
Reserva Legal
Gastos c/ Pesquisa e desenvolvimento
Ganho na Alienação de Bens do Imobilizados
Juros Passivos
Dividendos a pagar
Provisão p/ Férias
COFINS a recolher
Adiantamento de clientes
Capital a Integralizar
Reserva p/ Contingências
Lucros Acumulados
Material de Escritório
Reserva de Reavaliação de ativos próprios
No Ano de 2001 várias operações realizadas já foram contabilizadas, que ficaram
com os seguintes saldos em 31/12/2001

CONTAS SALDO
ICMS a Recuperar 600
Empréstimos a sócios 51.400
Empréstimos e Financiamentos – 5 anos 5.000
Custo da Mercadoria Vendida 50.000
ICMS 8.000

139
Prof.: Robson Dutra Ferreira 140

Duplicata Descontada 350


Reserva Estatutária 715
Salários e Ordenados a pagar 1.270
Obra de Arte 10.000
Receita de Vendas de Mercadorias 200.000
ICMS a recolher 10.000
Mercadorias p/ Revenda 140.000
Amortização Acumulada 50
Gastos c/ Pesquisa e desenvolvimento 2.900
Provisão p/ Férias 5.000
Adiantamento de clientes 750

Outras operações ocorridas não foram contabilizadas durante o ano de 2001;


efetuar os lançamentos das operações abaixo:

1 – Recebimento de Duplicata 000123 do Cliente Amarelo e Verde através de


cheque do banco XYZ.

2 – Resgate da Aplicação Financeira e com um rendimento de juros no valor de


R$100,00.

3 – Apropriação de 6/12 de alugueis ref. a Alugueis pagos antecipadamente.

4 – Depreciação da conta do ativo imobilizado “Edificações” no valor de R$98,00.

5 – Transferência da conta “Imobilizado em Andamento” para a conta


“Edificações”.

6 – Pagamento com cheque do Banco do Brasil ref. NF 00021 de Antônio & Silva
(fornecedor) no valor de R$13.000,00.

7- Pagamento através de cheque do Banco do Brasil das seguintes contas


• Cofins .....................................R$ 750

140
Prof.: Robson Dutra Ferreira 141

• Imposto de Renda...................R$4.961
• Contribuição Social..................R$2.977

8 – Integralização de Capital em moeda corrente depositado no Banco do Brasil


ref. ao total do Capital a Integralizar,.

9 – Reversão da Reserva p/ Contingências constituída em 2000.

10 – Pagamento de diversas despesas com cheque do Banco do Brasil:


• Propaganda e Marketing......................2.000
• Despesas Postais e Telegráficas.......... 100
• Despesas c/ telefone.............................. 300

11 – Débito na conta corrente do Banco do Brasil ref. a Despesas Bancárias no


valor de R$200,00.

12 – Aumento do Capital social com as contas, “Reserva de Reavaliação” e


“Reserva Legal”.

Pede-se:
Levantar o Balancete de Verificação ref. 2001 e em seguida DRE, Balanço
Patrimonial e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido.

PROVISÕES VERSUS RESERVAS

PROVISÕES: São estimativas que reduzem o ativo ou aumentam o Passivo. Em


outras palavras, representam perdas do Ativo ou obrigações. Embora as provisões
tenham conotação negativa, são fundamentais para se cumprir rigorosamente o
regime de competência.

Como foi visto, as provisões dividem-se em:


a) conta redutora do Ativo;
b) aumento das obrigações.

Representam expectativas de perdas de ativos ou estimativas de valores a


desembolsar que, apesar de financeiramente ainda não efetivadas, derivam de
fatos geradores contábeis já ocorridos; isto é, dizem respeito a perdas
economicamente incorridas ( como a depreciação, a perda de valor de
investimentos, o provável não recebimentos de créditos etc) ou a prováveis

141
Prof.: Robson Dutra Ferreira 142

valores a desembolsar originados de fatos já conhecidos (como estimativas de


valores a pagar a título de 13º salário, férias e indenizações relativas a tempo de
serviço já transcorrido, probabilidade de ônus futuro em função de problemas
fiscais já ocorridos, imposto de renda estimado a pagar no próximo exercício ou a
longo prazo, em função de lucros já contabilizados etc.
O Regime de Competência e a necessidade de confrontação entre as receitas e as
despesas necessárias à obtenção dessas mesmas receitas representam a maior
origem da necessidade de se criarem provisões. Portanto, a quase totalidade das
Provisões origina-se de uma despesa; excepcionalmente, pode ocorrer de se
originar de outra conta do Patrimônio Líquido que não o Resultado, como é o caso
de Ajustes de Exercícios Anteriores, debitado a Lucros ou Prejuízos Acumulados,
ou ainda no caso dos dividendos. Estes também representam uma Provisão de
proposição à assembléia.
À medida que essas perdas de ativos ou obrigações tornam-se totalmente
definidas, devem deixar de ser consideradas Provisões.
Assim, a Provisão para o imposto de renda torna-se imposto a pagar, os
dividendos propostos passam a ser Dividendos a Pagar etc.
È de notar que as obrigações líquidas e certas, que tenham seus valores já
definidos não são provisões como Salários a Pagar, ICMS a Recolher etc.

RESERVAS: São parcelas que representam a diferença entre o patrimônio


líquido e o Capital, se positivas; correspondem a valores recebidos dos sócios ou
de terceiros que não representam aumento de capital e que não transitam pelo
Resultado como receitas (Reserva de Capital), ou representam acréscimos de valor
de elementos de ativo (Reserva de Reavaliação), ou se originam de lucros não
distribuídos aos proprietários (Reservas de Lucros e Lucros Acumulados). São em
suma a explicação da diferença entre o capital realizado e o Patrimônio Líquido.
Não tem nenhuma característica de exigibilidade imediata ou remota. Se em
algum momento, houver essa característica de exigibilidade, deixam de ser
reservas para passarem ao Exigível, como no caso de distribuição de dividendos
etc.

RESERVA VERSUS PROVISÃO PARA CONTINGÊNCIAS

O termo contingência significa incerteza. Ele é comum como Reserva para


Contingências e Provisão para Contingência, havendo alguma confusão neste
sentido.
A Reserva para Contingências é uma parcela subtraída do Lucro Líquido do
período co a finalidade de compensar, em exercício futuro, diminuição do lucro
decorrente de perda julgada provável, desde que esse valor possa ser estimado.
\ela será revertida no exercício em que deixarem de existir as razões que
justificarem a sua constituição ou em que ocorrem as perdas. Exemplos de
diminuição de lucros: fenômenos climatológicos (seca, chuva de granizo, geada,
enchentes...), previsão de greve, instabilidade política e econômica de países
fornecedores ou compradores etc.

142
Prof.: Robson Dutra Ferreira 143

Observe-se que o fato gerador da Reserva para Contingências ainda não ocorreu,
porém há grande probabilidade de vir a ocorrer.
\exatamente aqui se diferencia esta Reserva da Provisão. A Provisão para
Contingências é constituída em virtude de um fato ocorrido que pode torna-se um
passivo.
Exemplos de Provisão para Contingências: erros na aplicação de leis trabalhistas
que possam ser reclamados pelos empregados; possível incidência de ICMS sobre
uma mercadoria vendida, sobre cuja tributação específica haja dúvida no momento
etc. Enfim, qualquer fato já ocorrido que possa gerar dívida para a empresa. Veja-
se que a Provisão gera uma despesa (e uma dívida), enquanto a Reserva não.

EXERCÍCIOS
Uma companhia apresenta o seguinte balanço patrimonial:

ATIVO PASSIVO
Imóvel 7.000 Empréstimos a pagar 9.000
Fornecedores 2.000
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital Social 6.000
Prejuízos Acumulados (10.000)
TOTAL 7.000 TOTAL 7.000
O Valor do passivo a descoberto é:

( ) R$ 4.000
( ) R$ 7.000
( ) R$ 10.000
( ) R$ 11.000

Subscrição do capital social no montante de R$ 15.000 e


integralização/realização com imóvel no valor de R$ 7.000 gerará acréscimo
no patrimônio líquido no valor de:
( ) R$ 15.000
( ) R$ 22.000
( ) R$ 8.000
( ) R$ 7.000

Restituição de parte do capital social por meio da liquidação de direitos a


longo prazo da sociedade contra os acionistas:
( ) Redução do ativo circulante e diminuição do patrimônio líquido.
( ) Redução do ativo realizável alongo prazo a aumento do
patrimônio líquido.
( ) Diminuição de investimentos e redução do patrimônio líquido.
( ) Diminuição do ativo realizável a longo prazo e redução do
patrimônio líquido.

143
Prof.: Robson Dutra Ferreira 144

Os gastos com constituição da sociedade são alocados ao seguinte grupo de


contas:
( ) Despesas administrativas
( ) Ativo diferido
( ) Despesas com vendas
( ) Ativo imobilizado.

Aconteceram as seguintes transações no grupo de conta do capital social:


Subscrição ............................................100.000
Integralização em dinheiro .................... 40.000
Integralização com mercadorias ........... 15.000
Realização com imóvel ......................... 8.000
Considerando esses dados, o saldo da conta de capital social a realizar é
de :
( ) R$ 37.000
( ) R$ 63.000
( ) R$163.000
( ) R$ 23.000

A companhia pagou antecipadamente prêmio de seguro no montante de


R$24.000, cobrindo o período de 01/10/01 a 30/09/03. O valor da despesa
de seguro que deve ser computado no resultado de 2001, levando em
consideração que o exercício social se encerra em 31 de dezembro de cada
ano, é de:
( ) R$ 12.000
( ) R$ 24.000
( ) R$ 9.000
( ) R$ 3.000

A sociedade apurou gastos de reorganização no valor de R$65.000, classificou-os no


ativo diferido e decidiu amortizá-los em seis anos, pelo método da linha reta, a partir
de 01/03/2001. O valor líquido desses gastos, a ser apresentado no ativo diferido em
31/12/2001, é de:
( ) R$9.027
( ) R$10.833
( ) R$54.166
( ) R$55.973

A companhia adquiriu uma patente de um remédio por R$30.000 em


31/05/2001. Os administradores da sociedade, assessorados por seus
consultores, estimam que essa patente tem vida útil de quatro anos, e
decidiram amortizar esse custo pelo método da linha reta a partir de
01/06/2001. O valor dessa patente, líquido da amortização acumulada, em
31/12/2001, é de:
( ) R$ 4.375
( ) R$ 7.500
( ) R$22.500
( ) R$25.625

144
Prof.: Robson Dutra Ferreira 145

Sobre a Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados pode-se afirmar:


I – Apresenta o saldo do início do período e o aumento do capital em espécie.
II- Apresenta as reversões de reservas e o resultado do exercício.
III - Apresenta as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos
lucros incorporada ao capital e o saldo de lucros acumulados ao final do
período.
IV – A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados não deverá indicar o
montante do dividendo por ação do capital social e não poderá ser incluída na
demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e publicada
pela companhia.

Assinale a afirmativa incorreta:


a) I e III
b) II e III
c) III e IV
d) I e IV

A Cia. Brasil alugou um terreno e nele realizou benfeitoria para uso em sua
atividade operacional no montante de R$36.000,00. A operação foi realizada
no mês de outubro de 2001 e o contrato de locação está previsto para
03(três) anos. O valor da amortização a ser lançada em cada período-base
anual, a partir de 2001, é de respectivamente, em:
a) R$3.000,00, R$12.000,00, R$12.000,00 e R$9.000,00;
b) R$12.000,00, R$12.000,00 e R$12.000,00;
c) R$18.000,00 e R$18.000,00;
d) R$9.000,00, R$9.000,00, R$9.000,00 e R$9.000,00.

A sociedade efetuou venda aprazo de mercadorias por R$100.000, as quais


custaram R$40.000. Posteriormente, o cliente efetuou uma devolução de
30%. Os reflexos da devolução são os seguintes:
( ) Aumento dos estoques de mercadorias em R$12.000 e aumento do
lucro bruto em R$18.000.
( ) Aumento do estoque de mercadorias em R$18.000 e diminuição do
lucro bruto em R$12.000.
( ) Diminuição do lucro bruto em R$18.000 e aumento dos estoques de
mercadorias em R$12.000.
( ) Diminuição dos estoques de mercadorias em R$12.000 e aumento do
lucro bruto em R$18.000

A sociedade comprou mercadorias no valor de R$ 6.000 para pagamento em


30 dias. O fornecedor concedeu um desconto financeiro de 5%, devido ao
fato de a compra ter sido liquidada em 10 dias. Os reflexos desse
pagamento antecipado para a companhia que comprou as mercadorias são
os seguintes:
( ) Redução do passivo em R$5.700 e despesa com descontos de
R$300.

145
Prof.: Robson Dutra Ferreira 146

( ) Redução do passivo em R$6.000 e receita com descontos de


R$300.
( ) Redução do passivo em R$5.700 e receita com descontos de
R$300.
( ) Diminuição da conta corrente bancária em R$6.000 e redução do
passivo.

A companhia vendeu produtos no valor R$10.000 para recebimento em 45


dias. O cliente pagou antecipadamente e recebeu um desconto de 8%. Os
reflexos desse recebimento antecipado para o fornecedor são os seguintes:
( ) Aumento da conta corrente bancária em R$10.000, redução de
duplicatas a receber em R$9.200 e despesa de descontos de R$800.
( ) Aumento da conta corrente bancária em R$10.000, redução de
fornecedores a pagar em R$9.200 e receita de descontos de R$800.
( ) Acréscimo da conta corrente bancária em R$9.200, redução de
duplicatas a receber R$10.000 e despesa de descontos de R$800.
( ) Aumento da conta corrente bancária em R$9.200, redução de
fornecedores de R$10.000 e despesa com descontos financeiros concedidos
de R$800.

Determine o valor final do estoque de mercadorias considerando as


seguintes informações:
• Compras ................................................... R$ 25.000
• Custo de Vendas ....................................... R$ 22.000
• Estoque no início do Exercício Social ........R$ 5.000

( ) R$ 2.000
( ) R$ 8.000
( ) R$ 7.000
( ) R$ 47.000

Estabeleça o valor total das compras de mercadorias com base nos


seguintes dados:
• Custo Mercadorias Vendidas .............................................R$ 15.750
• Estoque de mercadorias no final do exercício social .........R$ 1.300
• Estoque de mercadorias no início do exercício social........R$ 3.300

( ) R$ 13.750
( ) R$ 19.050
( ) R$ 17.750
( ) R$ 11.150

Aconteceram as seguintes transações na conta de Mercadorias, em uma


empresa comercial durante o exercício o social:
• Clientes devolveram mercadorias no valor de R$ 160
• O estoque de mercadorias no início do exercício social era de R$10.130

146
Prof.: Robson Dutra Ferreira 147

• A empresa devolveu mercadorias a fornecedores no valor de R$270


• O estoque de mercadorias no final do exercício social era de R$7.800
• O custo das mercadorias vendidas durante o exercício social foi de
R$16.300

Com base nessas informações determine o valor das compras de


mercadorias.
( ) R$ 6.600
( ) R$13.540
( ) R$14.080
( ) R$14.400

Determine o valor do estoque final do período, utilizando a metodologia UEPS, com


base nos seguintes dados:
COMPRAS:
DATA UNIDADES VALOR TOTAL R$
10.01.2001 40 1.200
21.01.2001 40 1.600

VENDAS:
DATA UNIDADES
15.03.2001 60

( ) R$2.800
( ) R$2.200
( ) R$1.600
( ) R$ 600

Estabeleça o valor do custo das vendas, utilizando a metodologia PEPS,


com base nas seguintes informações:

Data Operação Quantidade Valor Total Valor


Unitário

10.12.2001 Compra 20 R$ 60 R$
3
11.12.2001 Venda 15
17.12.2001 Compra 25 R$ 100 R$
4
27.12.2001 Venda 9

( ) R$ 96
( ) R$ 72
( ) R$ 76
( ) R$ 84

147
Prof.: Robson Dutra Ferreira 148

21 – Fixe o valor do estoque final do período, utilizando a metodologia do


custo médio diário, também denominada média móvel diária, com base nos
seguintes dados:
Data Operação Quantidade Valor total
15.03.2001 Compra 60 R$ 600
16.03.2001 Venda 45
16.03.2001 Compra 28 R$ 336
19.03.2001 Venda 17

( ) R$ 642
( ) R$ 294
( ) R$ 620
( ) R$ 316

22 – Determine o valor do estoque final do período, usando a metodologia do


custo médio mensal, também denominada de médias móvel mensal, com
base nas seguintes informações:
Data Operação Quantidade Valor
total;
10.04.2001 Compra 70
R$280
15.04.2001 Venda 30
18.04.2001 Venda 20
19.04.2001 Compra 40
R$200

( ) R$262
( ) R$218
( ) R$200
( ) R$280

Determine o valor total de saldos devedores do balancete de verificação com


base nas seguintes informações:
• Receita de Serviços R$ 21.600
• Despesas de salários R$ 17.210
• Capital social a realizar R$ 22.000
• Conta corrente bancária R$ 19.860
• Capital Social Subscrito R$ 37.500

( ) R$ 59.100
( ) R$ 37.100
( ) R$ 58.700
( ) R$ 21.200

Fixe o valor total de saldos credores do balancete de verificação com base


nos seguintes dados:
• Gastos de reorganização R$ 11.000
• Contas a receber de clientes R$ 21.000
• Provisão para devedores duvidosos R R$ 3.000
• Conta corrente bancária R$ 43.200

148
Prof.: Robson Dutra Ferreira 149

• Prejuízos Acumulados R$ 35.300


• Despesas de comunicação R$ 40.500
• Receita de prestação de serviços R$ 67.000
• Capital social R$ 81.000
.
( ) R$ 186.300
( ) R$ 115.700
( ) R$ 112.700
( ) R$ 151.000

Sobre a Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados pode-se afirmar:

I – Apresenta o saldo do início do período e o aumento do capital em espécie.


II- Apresenta as reversões de reservas e o resultado do exercício.
III- Apresenta as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos
lucros incorporada ao capital e o saldo de lucros acumulados ao final do
período.
IV – A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados não deverá indicar o
montante do dividendo por ação do capital social e não poderá ser incluída na
demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e publicada
pela companhia.

Assinale a afirmativa incorreta:

a) I e III
b) II e III
c) III e IV
d) I e IV

A empresa Maravilha S/A fez uma assinatura da Revista Brasileira de Contabilidade


em 30/11/X0, pelo período de um ano, no valor de R$120,00. O lançamento referente
ao reconhecimento da despesa em 31/12/X0 será:

a) D – Assinaturas e Periódicos ( AC)


C – Bancos .............................................120,00

b) D – Despesas c/ Assinaturas (DRE)


C – Assinaturas e Periódicos (AC) ...........10,00

c) D - Assinaturas e Periódicos (AC)


C – Bancos .................................................10,00

d) D – Despesas c/ Assinaturas (DRE)


C – Assinaturas e Periódicos ( AC).............120,00

Um comerciante, ao receber R$500,00 de mercadorias encomendadas,


verifica que parte delas (R$150,00) estava em desacordo com seu pedido,

149
Prof.: Robson Dutra Ferreira 150

procedendo então à devolução total do pedido. Considerando que a operação


já havia sido contabilizada, o comerciante deverá:

a) debitar a conta devolução de compras e creditar a conta fornecedores,


ambas no valor de R$150,00.
b) Debitar a conta fornecedores e creditar e a conta devoluções de compras,
ambas no valor de R$150,00.
c) Debitar a conta devolução de compras e creditar a conta fornecedores
ambas no valor de R$500,00.
d) Debitar a conta fornecedores e creditar a conta devoluções de compras
ambas no valor de R$500,00.

Aumento de capital afeta o caixa quando realizado com:


a) recursos materiais
b) recursos financeiros
c) reservas
d) lucros acumulados

A Cia. Brasil alugou um terreno e nele realizou benfeitoria para uso em sua
atividade operacional no montante de R$36.000,00. A operação foi realizada
no mês de outubro de 2001 e o contrato de locação está previsto para
03(três) anos. O valor da amortização a ser lançada em cada período-base
anual, a partir de 2001, é de respectivamente, em:
a)R$3.000,00, R$12.000,00, R$12.000,00 e R$9.000,00;
b)R$12.000,00, R$12.000,00 e R$12.000,00;
c)R$18.000,00 e R$18.000,00;
d)R$9.000,00, R$9.000,00, R$9.000,00 e R$9.000,00.

A Cia. Brasil adquiriu uma Máquina usada. Considerando que a taxa de


depreciação dessa Máquina é de 10% a.a. e que a mesma foi posta em
funcionamento pela primeira empresa que a adquiriu por exatos 8 anos . Qual
a taxa de depreciação que poderá ser utilizada pela Cia. Brasil?
a) 10%
b) 20%
c) 50%
d) 25%

150
Prof.: Robson Dutra Ferreira 151

EXERCÍCIO DE CONTABILIDADE COMERCIAL

1º) A empresa ALFA revende aparelhos para cópias xerográficas e presta serviços em
manutenção e em Novembro/X4 apresentou o seguinte balancete de verificação:

Balancete de verificação em 30/11/X4


(01/10/X4 a 30/11/X4)

Contas Saldos (R$)


Bancos conta Movimento (Banco XYZ) 404.718,00
Clientes 180.000,00
ICMS a Compensar 54.000,00
IRRF a Compensar 2.250,00
Pis a Compensar 975,00
Cofins a Compensar 4.500,00
CSLL a Compensar 1.500,00
Estoque de Mercadorias p/ revenda 470.000,00
Prêmios de Seguros a apropriar 1.000,00
Máquinas e Equipamentos 6.000,00
Móveis e Utensílios 5.000,00
Veículos 20.000,00
Fornecedores 40.000,00
Pis a Recolher 3.578,00
Cofins a Recolher 16.512,00
ISS a Recolher 7.500,00
FGTS a Recolher 170,00
Telefone a Pagar 150,00
Energia Elétrica a pagar 100,00
Capital Subscrito 800.000,00
Capital a Integralizar 100.000,00
Receita s/ Vendas de Mercadorias 700.000,00
Receita Serviços Prestados 230.000,00
Juros Ativos 400,00
CMV 350.000,00
ISSQN 11.500,00
ICMS s/ Vendas 126.000,00
Pis s/ Faturamento 6.045,00
Cofins s/ Faturamento 27.900,00
Comissões s/ vendas 14.000,00
Propaganda e Publicidade 5.000,00
Salários e Ordenados Pessoal Administração 4.000,00
INSS 1.112,00
FGTS 340,00
Alugueis e Condomínios 1.500,00
Energia Elétrica 200,00
Telefonemas 400,00
Material de Escritório 200,00
Material de Limpeza 50,00
PIS 5,00
Cofins 15,00
Seguros 200,00
Em Dezembro de X4 ocorreram as seguintes transações abaixo: (efetuar os
lançamentos).

151
Prof.: Robson Dutra Ferreira 152

1) Integralização do restante do capital em moeda corrente;


2) Pagamento das seguintes obrigações constantes em 30/11/X4: energia elétrica,
telefone, FGTS, ISSQN, Pis e Cofins;
3) Recebimento de Clientes no valor de R$ 50.000,00 mais juros de R$2.500,00;
4) Em 01/12/X4 efetuou uma aplicação financeira no valor de R$ 150.000,00
para ser resgatada em 31/12/X4;
5) Comprou mercadorias à vista no valor de R$ 38.000,00, obtendo um desconto
de 5% na Nota Fiscal (ICMS de 18% incluso no preço da mercadoria);
6) Vendeu mercadorias a prazo no valor de R$450.000,00 com ICMS de 18%. A
mercadoria havia custado R$180.000,00;
7) Cancelamento de parte das vendas do item 6 (seis) , o cliente efetuou a
devolução por estar alguns itens com defeito no valor de R$ 10.000,00;
8) Emitiu NF de serviço para cliente referente a manutenção de equipamentos
para recebimento a vista, no valor de R$ 200.000,00 sendo retido na fonte a
título de IR (1,5% ) e PIS, COFINS e CSLL ( 0,65%, 3% e 1%
respectivamente = 4,65%):
9) Pagamento de fornecedores em atraso com cheque no valor de R$ 10.000,00
mais juros de R$ 500,00;
10) Efetuar a provisão das seguintes despesas de Dezembro que serão pagas em
Janeiro/X5: alugueis – R$750, 00, energia elétrica – R$150, 00, telefonemas –
R$200,00;
11) Efetuar a depreciação dos bens do imobilizado (Máquinas e Equipamentos,
Móveis e Utensílios e Veículos com taxas ao ano de 10%, 10% e 20%
respectivamente); ( a empresa irá adotar o método linear);
12) Amortização de 1/12 de despesas com Seguros paga antecipadamente ref. a
Dezembro/X4 no valor de R$100,00;
13) Em 31/12/X4 foi efetuado o resgate da aplicação financeira efetuada em
01/12/X4, sendo creditado em rendimento financeiro de 5% ªm , foi
descontado na fonte o Imposto de Renda a razão de 20% sobre os
rendimentos:
14) Pagou Pró-Labore para os 2 (dois) sócios no valor de R$20.000,00 (
R$10.000,00 para cada um).
15) Calcular e contabilizar o PIS e a COFINS ref. a Dezembro que serão
recolhidos em 15/01/X5;
16) Levantar Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) e Balanço
Patrimonial data base 31/12/X4;

2º) O Balancete de Verificação da Cia Alagoas no dia 30/11/X1 era constituído pelas
seguintes contas: Clientes R$87.000; Estoque de Material de Escritório R$19.000;
Bancos c/ Movimento R$86.000; Terrenos R$ R$15.000; Fornecedores R$15.000;
Caixa R$22.000; Veículos R$23.000; Contas a Pagar R$7.000,00; Despesas de
Alugueis R$28.500; Títulos a Pagar R$28.000; Receitas de Serviços R$64.000;
Despesas c/ Comissões R$5.000; Dividendos a Pagar R$25.000; Receitas Financeiras
R$3.500; Despesas c/ Salários R$57.000; Capital Social ________________; Lucros
Acumulados R$20.000.
Observação: Você deverá descobrir, por dedução, o valor do Capital Social.

No mês de Dezembro ocorreram as seguintes transações:

152
Prof.: Robson Dutra Ferreira 153

1) Compra de Material de Escritório a prazo R$2.000;


2) Recebimento de R$11.500 de seus Clientes;
3) Pagamento, em cheque, de dividendos aos acionistas no valor R$20.000;
4) Recebimento de R$26.000, por serviços prestados, conforme cheque nº. 111,
emitido pela Cia. ABC;
5) Pagamento de despesas ref. à conservação de veículos R$5.000;
6) Recebimento de R$13.000 ref. juros depositados no Banco.

Dados para ajustes:


a) A empresa efetua o pagamento de seus funcionários no 5º dia útil do mês seguinte.
Os salários de dezembro totalizaram R$7.300;
b) As despesas de propaganda no valor de R$1.700, referentes ao período serão pagas
em janeiro;
c) A empresa realizou serviços em dezembro, no valor de R$9.000, que só serão
recebidos no próximo exercício;
d) O aluguel do mês de Dezembro importa em R$2.500, valor a ser pago em janeiro;
e) o inventário de Material de Escritório em estoque na data de 31/12, apresentou
saldo de R$6.000;
f) Um dos veículos da empresa, cujo valor contábil é de R$11.000, foi atingido por
uma enchente que o danificou de tal modo que a empresa conseguiu recuperar apenas
R$1.000 ao se desfazer dele. Suponha-se que o veículo não estava segurado. O valor
de R$1.000 será pago pelo comprador no prazo de 60 dias.

Pede-se: Elaborar o Balancete de Verificação em 31/12 e em seguida elaborar


também a Demonstração do Resultado do Exercício e o Balanço Patrimonial.

3º) O saldo em 01/01/X3 da conta Provisão p/ Crédito Liquidação Duvidosa da Cia


Santos era de R$25.000. Durante o ano aconteceram os seguintes eventos:
1) O cliente A considerado incobrável há dois anos pagou sua dívida de R$5.000;
2) O cliente B foi considerado incobrável em 10/04/X3 em R$7.000;
3) O cliente C foi considerado incobrável em 12/05/X3 em R$6.000;
4) O cliente B em 10/07/X3 apareceu e pagou R$5.000, da sua dívida, alegando que
não pagaria nada mais;
5) O cliente D considerado incobrável em 10/08/X3 em R$1.000;
6) O cliente E considerado incobrável em 10/09/X3 em R$2.000;
7) Em 30/11/X3 o cliente E pagou sua dívida de R$2.000;
8) O saldo da conta clientes em 30.12. X3 é de R$230.000, e a base para constituir
nova provisão é de 3% sobre aquele saldo.

Pede-se: fazer todos os registros necessários, considerando 31/12/X3 como


encerramento do exercício social.

153
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Anexos

MODELO DE PLANO DE CONTAS

1 ATIVO

1.1 ATIVO CIRCULANTE (até l2 meses)


1.1.1 Disponibilidades
1.1.1.01 Caixa
1.1.1.02 Bancos Conta Movimento/ Depósitos Bancários a vista
1.1.102.01 Banco XYZ
1.1.1.03 Aplicações Financeiras de liquidez imediata
1.1.1.03.01 Banco XYZ
1.1.2 Clientes
1.1.2.01 Duplicatas a Receber
1.1.2.01.01 Joaquim da Silva Ltda
1.1.2.02 ( - ) Duplicatas Descontadas
1.1.2.03 ( - ) Provisão p/ Crédito de Liquidação Duvidosas(Devedores
Duvidosos)
1.1.3 Outros Créditos
1.1.3.01 Bancos Conta Vinculada
1.1.3.02 Títulos a Receber
1.1.3.03 Cheques em Cobrança
1.1.3.04 Adiantamento a Terceiros
1.1.3.05 Adiantamento a Funcionários
1.1.3.06 Dividendos a Receber
1.1.3.07 Empréstimos a Funcionários
1.1.3.08 Importações em Andamento
1.1.4 Tributos a Recuperar/Compensar
1.1.4.01 IPI a recuperar
1.1.4.02 ICMS a Recuperar
1.1.4.03 Imposto de Renda Retido na Fonte
1.1.4.04 Imposto de Renda Pago por Estimativa
1.1.4.05 Contribuição Social sobre o Lucro Paga por Estimativa
1.1.4.06 Tributos Pagos a Maior ou Indevidamente

154
Prof.: Robson Dutra Ferreira 155

1.1.5 Aplicações Financeiras


1.1.5.01 Aplicações Financeiras c/ Rendimento Pós-fixados
1.1.5.02 Aplicações Financeiras c/ Rendimento Pré-fixados
1.1.5.03 Ações
1.1.5.04 Debêntures
1.1.6 Estoques
1.1.6.01 Mercadorias para revenda
1.1.6.02 Almoxarifado Administrativo
1.1.7 Despesas Pagas Antecipadamente (Despesas do Exercício Seguinte)
1.1.7.01 Prêmios de Seguros a Apropriar ou a vencer
1.1.7.02 Assinaturas e Anuidades a Apropriar
1.1.7.03 Encargos Financeiros e Apropriar (desconto de duplicatas)
1.1.7.04 Aluguéis pagos Antecipadamente

1.2 ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO ( APÓS 12 MESES)


1.2.1 Clientes
1.2.1.01 Duplicatas a Receber
1.2.1.02 ( - ) Duplicatas Descontas
1.2.2 Outros Créditos
1.2.2.01 Títulos a Receber
1.2.2.02 Contas a Receber
1.2.2.03 Empréstimos a Sócios, Administradores e Pessoas Ligadas.
1.2.2.04 Empréstimos a Controladora, Controladas e Coligadas.
1.2.2.05 Depósitos Judiciais
1.3 ATIVO PERMANENTE
1.3.1 Investimentos
1.3.1.01 Participação em Outras Companhias
1.3.1.02 Imóveis para Renda (imóveis não destinados ao uso) para
aluguel
1.3.1.03 Participação por Incentivos Fiscais (FINAN, FINOR)
1.3.1.04 Obras de Arte
1.3.2 Imobilizado
1.3.2.01 Terrenos
1.3.2.02 Edifícios
1.3.2.03 Construções

155
Prof.: Robson Dutra Ferreira 156

1.3.2.04 Instalações
1.3.2.05 Móveis e Utensílios
1.3.2.06 Máquinas, Equipamentos e Ferramentas
1.3.2.07 Veículos
1.3.2.08 Marcas e Patentes
1.3.2.09 Benfeitorias em Propriedade de Terceiros
1.3.2.10 Imobilizado em Andamento
1.3.2.11 Direito de Uso de Telefones
1.3.2.12 ( - ) Depreciação, ( ou Amortização ) Acumulada
1.3.3 ATIVO DIFERIDO
1.3.3.01 Gastos Pré-Operacionais
1.3.3.02 Gastos de Organização ou Reorganização
1.3.3.03 Gastos com Pesquisa e Desenvolvimento
1.3.3.04 Gastos com Implantação de Novos Sistemas e Métodos
1.3.3.05 ( - ) Amortização Acumulada

2. PASSIVO
2.1 PASSIVO CIRCULANTE ( até 12 meses)
2.1.1 Empréstimos e Financiamentos
2.1.1.01 Empréstimos Bancários
2.1.1.02 Financiamentos Bancários
2.1.1.03 Títulos a Pagar
2.1.2 Debêntures
2.1.2.01 Debêntures Conversíveis em Ações
2.1.2.02 Debêntures Não-Conversíveis
2.1.3. Fornecedores
2.1.3.01 Fornecedores Nacionais
2.1.3.01.01 Sigma Ltda
2.1.3.01.02 ----------------------------------
2.1.3.02 Fornecedores Estrangeiros
2.1.3.02.01 -------------------------------------
2.1.4. Obrigações Tributárias
2.1.4.01 IPI a Recolher
2.1.4.02 ICMS a Recolher
2.1.4.03 ISS a Recolher
2.1.4.04 Provisão para o Imposto de Renda

156
Prof.: Robson Dutra Ferreira 157

2.1.4.05 Provisão para Contribuição Social Sobre o Lucro


2.1.4.06 Imposto de Renda na Fonte a Recolher
2.1.4.07 PIS a Recolher
2.1.4.08 Cofins a Recolher
2.1.4.09 --------------------------------------------------------
--------------------------------------------------------
--------------------------------------------------------
2.1.5 Obrigações Trabalhistas e Previdenciárias
2.1.5.01 Salários e Ordenados a Pagar
2.1.5.02 Pró labore a Pagar
2.1.5.03 Gratificações a Pagar
2.1.5.04 INSS a Recolher
2.1.5.05 FGTS a Recolher
2.1.5.06 Provisão para Férias
2.1.5.07 Provisão para o 13º salário
2.1.5.08 INSS sobre Provisão para Férias
2.1.5.09 FGTS sobre Provisão para 13º Salário
2.1.5.10 ---------------------------------------------------
2.1.6 Outras Obrigações
2.1.6.01 Adiantamentos de Clientes
2.1.6.02 Contas a Pagar
2.1.6.03 Energia Elétrica, Água e Telefone a Pagar
2.1.6.04 Seguros a Pagar
2.1.6.05 Juros sobre o Capital Próprio a Pagar
2.1.6.06 Outras Obrigações a Pagar
2.1.6.07 Dividendos a Pagar
2.1.6.08 -------------------------------------------------------------
2.2 PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO ( após 12 meses)
2.2.1 Empréstimos e Financiamentos
2.2.1.01 Empréstimos Bancários
2.2.1.02 Financiamentos Bancários
2.2.1.03 Títulos a pagar
2.2.1.04 Debêntures a pagar

157
Prof.: Robson Dutra Ferreira 158

2.3 RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS


2.3.1 Resultados Operacionais
2.3.1.01 Receitas de Exercícios Futuros
2.3.1.02 ( - )Custos e Despesas Vinculadas às Receitas

2.4 PATRIMÔNIO LÍQUIDO


2.4.1 Capital Social
2.4.1.01 Capital Subscrito
2.4.1.01.01 Capital Social
2.4.1.01.02 ------------------------
2.4.1.02 ( - ) Capital a Integralizar
2.4.1.02.01 ----------------------------
2.4.2 Reservas de Capital
2.4.2.01 Ágio na Emissão de Ações
2.4.2.02 Doações e Subvenções para Investimentos
-------------------------------------------------------
2.4.3 Reserva de Reavaliação
2.4.3.01 Reavaliação de ativos próprios
2.4.3.02 Reavaliação de ativos de Coligadas
2.4.4 Reservas de Lucros
2.4.4.01 Reserva Legal
2.4.4.02 Reserva Estatutária
2.4.4.03 Reserva para Contingências
2.4.4.04 Reservas de Lucros a Realizar
2.4.4.05 Reserva Especial (dividendo obrigatório não distribuído)
2.4.5 Lucros ou Prejuízos Acumulados
2.4.5.01 Lucros Acumulados
2.4.5.01.01 Lucros de Exercícios Anteriores
2.4.5.01.02 Lucro do Exercício
2.4.5.02 (-) Prejuízos Acumulados

3 CONTAS DE RESULTADO - RECEITAS


3.1 RECEITAS OPERACIONAIS
3.1.1 Receita Bruta de Vendas e Serviços
3.1.1.01 Receita de Vendas de Produtos
3.1.1.02 Receita de Vendas de Mercadorias
3.1.1.03 Receita de Vendas de Serviços

158
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3.1.2 ( - ) Deduções da Receita Bruta


3.1.2.01 Cancelamentos e Devoluções
3.1.2.02 Descontos Incondicionais
3.1.2.03 ICMS
3.1.2.04 IPI
3.1.2.05 ISS
3.1.2.06 COFINS
3.1.2.07 PIS
3.1.3 Receitas Financeiras
3.1.3.01 Juros Ativos
3.1.3.02 Descontos Obtidos
3.1.3.03 Variações Monetárias Ativas
3.1.3.04 Variações Cambiais Ativas
3.1.4 Recuperação de Despesas
3.1.4.01 Recuperação de Créditos Considerados Incobráveis
3.1.4.02 Reversão de Provisões
3.1.5 Outras Receitas Operacionais
3.1.5.01 Receita de Equivalência Patrimonial
3.1.5.02 Dividendos e Lucros Recebidos
3.1.5.03 Aluguéis e Arrendamentos
3.2 RECEITAS NÃO OPERACIONAIS
3.2.1 Resultados Não-Operacionais
3.2.1.01 Resultados Positivos na Alienação de Bens do Permanente

4 CONTAS DE RESULTADO – CUSTOS E DESPESAS


4.1 CUSTOS
4.1.1 Custo da Mercadoria Vendida
4.1.1.01 Custo por unidade de Mercadoria vendida ou
4.1.1.02 Custo da Mercadoria Vendida com Base no Inventário
4.1.1.02.01 Estoque Inicial
4.1.1.02.02 Compras
4.1.1.02.03 Despesas com Transporte de Compras
4.1.1.02.04 Outras Despesas com Compras
4.1.1.02.05 Devoluções de Compras ( - )
4.1.1.02.06 Estoque Final ( - )

159
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4.2 DESPESAS OPERACIONAIS


4.2.1 Despesas com Vendas
4.2.1.01 Salários e Ordenados
4.2.1.02 Prêmios e Gratificações
4.2.1.03 Férias
4.2.1.04 INSS
4.2.1.05 Comissões sobre Vendas
4.2.1.06 Propaganda e Publicidade
4.2.1.07 Amostra Grátis
4.2.1.08 Fretes e Carretos
4.2.1.09 Provisão para Devedores Duvidosos
4.2.2 Despesas Administrativas
4.2.2.01 Salários e Ordenados
4.2.2.02 Pro Labore
4.2.2.03 13º Salário
4.2.2.04 Férias
4.2.2.05 INSS
4.2.2.06 FGTS
4.2.2.07 Indenizações e Aviso Prévio
4.2.2.08 Assistência Médica e Social
4.2.2.09 Aluguéis
4.2.2.10 Arrendamento Mercantil (Leasing)
4.2.2.11 PIS/ Pasep
4.2.2.12 COFINS
4.2.2.13 IPTU
4.2.2.14 IPVA
4.2.2.15 Taxas Diversas
4.2.2.16 Energia Elétrica
4.2.2.17 Água e Esgoto
4.2.2.18 Telefone
4.2.2.19 Despesas Postais e Telegráficas
4.2.2.20 Seguros
4.2.2.21 Material de Escritório
4.2.2.22 Assistência Contábil
4.2.2.23 Serviços Prestados por terceiros

160
Prof.: Robson Dutra Ferreira 161

4.2.2.24 Depreciação e Amortização


4.2.2.25 Despesas Legais e Judiciais
4.2.2.26 Livros Jornais e Revistas
4.2.3 Despesas Financeiras
4.2.3.01 Juros Passivos
4.2.3.02 Variações Monetárias Passivas
4.2.3.03 Variações Cambiais Passivas
4.2.3.04 Descontos Concedidos
4.3 DESPESAS NÃO OPERACIONAIS
4.3.1 Resultados Não - Operacionais
4.3.1.01 Perda na Alienação de Bens do Ativo Permanente
4.3.1.02 Perda em Sinistros com Imobilizado
4.3.1.03 Outras Baixas do Ativo Permanente
4.4. OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS
4.4.1 Outras Despesas Operacionais
4.4.1.01 Imposto de Renda
4.4.1.02 Contribuição Social

5 CONTAS DE APURAÇÃO
5.1 CUSTO DOS PRODUTOS E DOS SERVIÇOS VENDIDOS
5.1.1 Custos dos Produtos Vendidos
5.1.1.01 Custo dos Produtos Vendidos
5.1.2 Custo dos Serviços Prestados
5.1.2.01 Custo dos Serviços Prestados
5.1.3 Custo das Mercadorias Vendidas
5.1.3.01Custo das Mercadorias Vendidas
5.1.4 Apuração do Resultado do Exercício
5.1.4.01 Apuração do Resultado do Exercício

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Prof.: Robson Dutra Ferreira 162

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2002
MARION José Carlos. Contabilidade Empresarial. Atlas, São Paulo: 1998.
Guia IOB Informações Objetivas/Contabilidade

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