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MAQUINAS DE ELEVAÇAO
E TRANSPORTE
N. Rudenko

Traclutar:
João flua

Prof. da Escola Politécnica


Univers'idade de São Pauio

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LIVROS TÉCNICOS E CIENT[FICOS EDITORA S.A.


Rio de Janeiro - RJ/1976 C. E, E. f. P. S.
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Introdução
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Máquinas de elevação e transporte são parte integrante do equipa-

--
--- mento mecânico de toda empresa industrial moderna.
Os inúmeros projetos de máquinas de elevação e transporte são o
resultado de uma grande variedade de espécies e propriedades de cargas

---= a serem movidas e da abundância de operações de transportes, sem a


qual a produção moderna seria irnpossíveL
Todo -o processo de produção, em cada empresa, depende essencial-
= mente de uma esco!ha racional dos tipos de máquinas de elevação e
N
co transporte, determinação correta de seus principais parâmetros e efi-
N ciente opuação. Todo engenheiro de, e, portanto, ter um completo co-
1
o nhecimento do projeto e das características operacionais deste equipa-
o
V

--
mento, bem corno dos métodos de seus projetos e aplicação prática. Este
- livro de texto destina-sé aos estudantes interessados no campo da_ En-
-- genharia em geral.

-= O livro compreende três partes.

--= A primeira fornece informações gerais sobre máquinas de elevação


e transporte, analisa seu papel na produção e sua aplicação na prática
de Engenharia Moderna, além de enumerar os principais tipos dessas

---====
~
máquinas.
A segunda parte é dedicada à descrição das partes e unidades das
máquinas de elevação: correntes, cabos, po'lias, rodas dentadas para
C\I correrite, tambores, garras, freios e mecanismos de acionamento, eleva-
co ção, translação, rotação, variação de alcance dos guindastes e sua esta-
1N
o bilidade.
l o Os guindastes de uso geral, empregados na Engenharia Mecânica,
V
incluem vários tipos, como os giratórios estacionários, em balanço, rolan-
tê, de percurso fixo e sem trilho, bem como guindastes de locomotiva,
sobre esteira e do tipo ponte.
Como estes tipos de máquinas são, em geral, objeto de trabalhos
práticos de projetos de estufü:ntes, também são apresentados a teoria
e os modelos de projetos em suas aplicações às máquinas de uso geral.
Os guindastes de tipo espacial não fazendo parte do objetivo deste livro-
texto, são apenas mencionados. A terceira parte descreve resumidamente
ru; elevadores.
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CAPITULO 1

INSTALAÇÕES INTERNAS DE TRANSPORTE


E MAQUINAS DE ELEVAÇÃO

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1. TIPOS DE INSTALAÇÕES INTERNAS DE TRANSPORTE

Máquinas de elevação e transporte são empregadàs para mover cargas em


estabelecimentos ou áreas, departamentos, fábricas e indústrias, nos locais d<'
conetruções, de armazenagem e recarga etc.
Bem diferente do transporte a longa distância (ferrovín., automóvel, de
água e ar), que carrega mercadorias a distâncias consideráveis, as má.quinas d<'
elevaçãç, e transporte movem cargas a distâncias relativamente curtais. Na
prática, estas distâncias são usualmente limitadas a dez.enas ou centenas de me-
tros e só ocasionalmente atingem milhares de metros, pará assegurar urna cons-
tante transferência de carga entre dois ou vários pontos ligados pelas atividades
comuns de produção.
Em toda empresa, opernções de manuseio e cargo. dependem das facilidades
disponfveis tanto no transporte interno como no externo. As instalações externss
de transporte fornecem à empresa matéria-prima, artigos semi-acaba.dos, com-
bustível, materiais auxiliares etc. e retiram da empre:m produto,; acabados e
refugos. As instalações internas de transporte distribuem as cargas que entram,
pa.ra. toda. a empresa, transportam materiais para as unidades de proc~so dire-
tamente ligadas à produção, trazem produtos acabados e refugos aos locais de
carga para serem carregados e despachados da empresa pelas instalações externas
de transporte.
Proces:;wi;: de transporte de:;:sa espécie não i,e limitam, apenas, a remo-ver
cargas de um lugar para outro, mas incluem, também, operações de caraa e des-
ca·rga, isto é, entrega de carga às máquinas portadoras do carga, dec:carregando-as
em locais predeterminado1, 1 alojando mercadoriafi em armazéns e movendo-as
aos equipamentos de processo.
Para operações importantes de carga e descarga, alguns mecanismos di!
elevação e transporte são providos de di!:positivos especiais de garras, operados
por máquinas auxiliares e acessórias ou manualrne.nte.
As instidações internas de transporte são, por sua vez, subdivididas em
instalação interciepat tamental e departamental. Nas áreas de construção, as
instalações de transporte podem ser classificadas em externas, de área e de seção.
Instalações de transporte i1llerdepartame11ial movem cargas entre departa-
mentos, por exemplo em usinas de construção de máquinas, entre os departamen-
tos de fabricação de peças brutas, de minagem e auxiliares, bem como, entre
departamentos e almoxarifadcs, locais de cargas e descargas etc. Vê-se um
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• INSTALAÇÕES INTERNAS DE TRANSflCMlTI CAP. l - .J
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dia.grama ilus;tr,alido a disposii;:ão das instalações de transporte interdeparta-
mental ém uma usina de construi;:.io de máquinas na Fig. 1.
2. PRINCIPAIS GRUPOS DE ~d.QUINAS DE ELEVAÇÃO E TRANSPORTE o
Os principais grupos de máquinas de elevação e transporte, classificados ')
pelas características de seus projetos, estão repr&entados na Fig. 2.
Cada um desses grupos de equipamento é deíinido, resumidamente, como o
--~-- segue.
Equipamento de eleva,ão é o grupo de máquieas com mecanismo d.e elevação,
destin_ado a. _mover cargas, principalmente e!]l lote11.
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Fig, 1. DiD.grnm:i. da:s im;tubçoe,; de lr.m,iporte iuterdeparlamenlal de
de construção de máquinas.
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Instalações de tra.ns-porle departamental movem cargas entre seções, depósitoi;, Fig. 2. Principais típo,; de mâquina,; de elcv1u;ãu e lr,111><porte.
máquinas etc., dentro dos limites de um departamento. .'lo•a~. l. O,- nú.meros dos deamhos indicadoe: para. p;rupo:11 aeparadutc de m:í.111dna.:s (Kldem Mr encoa.tr.Ldm nn
apêndice (IM> fim do livro).
ln1Jlala,;ão de transporte 1'.nteroperacio11al, que move cargas dE' umn. unidadt' 2~ 0211 .pupos de máquinas Piarcada!i com .a.steriKas(*) niiu são ~rui•k-m.du·:c ne::11e li"-ro~

de processo para outra1 e é estreitamente ligada às op('rações d.e manufatura,


. dei,empenhadas no departamento ou empresa. como um tudo, constitui uma ela&<': Equipamento transportadar ê o grupo de máquinm; que• po<.11' não tPr m!-ca-
especial de instalac;ão de transi:orte, operando internam!'ote e, às vezes, entre
nismo de elevação, movendo cargas num fluxo contínuo.
departamentos. Essas instalações desempenham um papel -.-ital no ího:o da
produção em lila.$8, onde servem de elo entre máquinas de prcce1:11amento t> Equipamento de superfície e eleuado é o gruµo d1· máquinas que também
unidades e ajudam a.. cronometrar o trabalho do departamento ou empresa, pode não ser provid.o de mecanismo de ell"Vaçlio <' 11ur usualmPntc~ mnnus<'iu
de acordo com um programa único. cargas em lotes.
l. ESCOLHA DAS MÁQUINAS DE ELEVAÇÃO E TRANSl'()RTE 7
' INSTALAÇÕES INTERNAS DE TRANSPORTE CAP. 1

Cada um de1:ses grupos de máquinas pode ser definido ROt certo número Uma. instalação de transporte deve deslocar cargas para seu destino num
de características especiais e por suas esteras específicas de aplicação. As dife- tempo i)rogramado, isto é, a.s cargas devem ·ser entregues ao departamento ou
renças nos ~rojetos. d_esses grupos dependem, também; da natmeza de cargss empresa na quantidade deserada. As máquinas de elevação e transporte devem
que manuseiam, da direção dos mo,;-imentos de trabalho e da natureza do pro- ser mecanizadas ao máximo possível, de modo a empregar pequeno número de
ce.<:so d.e manuseio. · trabalhadores para controle, manutençií:o e seniços auxiliares. Ao mesmo tempo
As cargas podem ser classificadas como cargas a. granel ou unitárias. esses. aT}arelhos não devem danificar a. carga transportada ou perturbar e clifi-
culta\r de qualquer modo os prccessos de produção. Elas devem ser de opera.i;ão
Materiais manuseados a granel são compostos de um grande número de - segurà e econômica, tanto no que diz respeito ao capital dispendido como ao
par.tículas ou pedaços homogêneos, como por exemplo, carvão, minério, cimento, custo de operação.
arem., terra, pedra, argila etc.
Os seguintes fatores técnicos podem ser assi.Ilalados como principais para
Cargas m~táüas podem diferir amplamente tom forma e pero. orientação na escolha dos t.ipos de aparelhos que podem ser convenientemente
Má.q.uinas de elevação dt>stinam-ó:e, principalmente, a cargas unitárias empregados, para. mecanizar qualquer prcce:;:so de elevação e t-ransporte.
várias partes de máquina, e máquinas completas, elementos cl.e estruturas me-
tálicas, panelas, vigas, quadrai, e matr:>riais de construção etc. Os transportadores Espécie e propriedades de cargas a serem manuseadas. Para carga unltária.
podem ser usados para manusear.ou cargas a granel ou somente cargas unitárias, - sua forma., peso,. conveniente superfície de apoio ou partes pelas quais podem
ª?quanto que as instalações de supErfície ou eleva.dos, e ambas, granel e uni- ser suspensas, fragilidade, temperatura etc.; para cargas a granel - dimensão
tar1a. do espaço, tendência a amassar, peso e~pceífico, friabilidade e quantidade cl.e
fragmentos, sujeitôs a ocorrer durante o embarque, temperatura, proprieda:des
Geralmente, o mo"'.imento de t.rabalho, em máquinas de elevação, destina- químicas etc. Essas características das cargas podem reduzir sensivelmente a
se tanto a. levantar como a. abaixar a. carga. Algum.as máquinas de elevação faixa de aparelhos que podem ser aplicados em cada caso definido, visto que
podem, também, deslocar horizontalmente, girar, mover-se radia!mente etc. os diferentes aparelhos não são adaptados, igualmente, para as várias proprie-
A maior parte das instalações d.e transporte desloca cargas na direção horizontal,
dades das cargas.
embora muitas possam movê-las em vários âng11los com a direção hcrizontal ou
na vertical. Capacidade .horária requerida por urlidade. Ilimitada capacidade horária de
A maioria dos mecani1:mos de elevação é projetada para reafüar movimentos mover cargas pode ser obtida, facilmente, com .certos típcs de aparelhos, comor
controla.dos. Esse modo de desempenho é típico, por exemplo, de muitos guin- por exemplo, alguns transportadores de ação contínua. Por outro lado, bá apa-
dastes que elevam a carga, orientam-na, mantêm-na suspensa e parada, se ne- relhos, tais como carrinhos motorizados ou pont.es rolantes: seguindo um cit;Jo
cessário, e transportam-na para seu destino. definido rle movimentos com um retorno em vazio, que só podem operar eficien-
temente se possuírem uma capacidade altamente suficiente de elevação e ve'.o-
Muitas instalaçõe.s de trn.nsporte - transportadores, truques e teleféricos • · cidade em servií'OS extenuante~.
- movem-se a.o longo de um caminho íixo e ex(cutam várias operaç.õ('S idên-
ticas de trabalho. EBEas operações e as cargas uníformes que elas transportam Direção e di·stâricia do percurso. Vários tipos de aparelhos podem transpor-
possibilitam às insta/ações de transporte serem altamente automatizadas, não tar cargas em direção horizontal ou vertical ou em ângulo com o horizonte. Assim,
somente para deslocar, mas tamb&m, para operar cargas e descargas. Iss:o não um movimento vertical ou uin mo,imento próximo da Yertical requer uma talha,
se consegue em todcs os mecanismos de elevação, os quais ·requerem serviços guinda8te, ·elevador de caçambas ou de bandejas. Obtém~se movimento hori-
manuais, não som.ente para controlar os movimentos do trabalho mas, muitas zontal com carrinhos motoriza.dos ou manuais, instalações de carrinho fixo, vários
vezes, tamblm, para cargas e descargas, como por exemplo, quando cargas de tipos de transportadores etc. Alguns aparelhos podem operar facilmente por
diferentes formas são suspensas ou ré'movidas de um gancho. vias curvas, enquanto outros só rn movem retilíneamente, num sentido. O
comprimento do percurso, a posição dos pontos de abastecimento de cargas e
Essé's são os aspectos característicos dos principais grupos de máquinas a ramificação dos postos de descargas são, também, muito importantes para a
de elevação e transporte. Contudo, em certos tipos, esses aspectos não são correta escolha de uma. instalação de transporte.
claramente definido:;,, o que torna impossível classificá-los em qunlquer grupo
definido. Métodos de empilhar cargM nos pontos iniciais, intermediários e finais, de
carregar sobre os veículos e descarregar em seus déstinos, diferem consideravel-
3. ESCOLHA DAS MÁQUINAS DE ELEVAÇÃO E TRANSPORTE
mente, porque algumas máquinas: de elevação e transporte podem· ser carregadas
mecanicamente, enquanto outras requerem· dispositivos auxiliares especiais ou
i\'Iá.quinns de elevação e transporte são fabricadas em granJ.e variedade força manual. Assim, por exemplo, cargas a granel ·podem ser armazena.das
de modelos. Por esta razão, as mesmas operações podem ser, freqüentemente, em lotes, ou montes, dos quais devem ser removidas por um ou outro meio, ou
desempenhadas por váries métodos e ai:arelhos. em depósito, dos quais escoam, pela gravidade, sobre a instalação de transporte.
Uma escolha adequada dos aparelhos requer não só o conhEcimento espe- Cargas unitárias podem ser arrumadas diret~ente no chão, ou em tablados,
cial do projeto e das características operacionais do mecanismo mas também suportes, prateleiras, bandejas etc., dos quais são removidas· para os aparelhos
a. completa compreensào da organizaç1i,o de produção na empresa. de elevação e transporte e deles removidas por vários métodos.
a,."!!1---------------------------.----------------------~=~~=~;c'""', . !

INSTAU.ÇOES INTERNAS DE TRANSPORTE CAP. 1

Características dos processos de produçã(; re!acionadas cem a movimentação CAPITULO 2


de carga..s. Esse fator, muito importante, influi decisivamente na t--Seo!ha dos
tipos de instalações de transporte. Por via de regra, os movimentos de máquinas
de elevação e iransporte estão estreitamente ligados e dependem do processo de TIPOS DE MÁQUINAS DE ELEVAÇÃO E TRANSPORTE
fabricRção; algumas vezes, estes movimentos podem ainda estar diretamente
relacionado com o desempenho de certas operações em prócesso. Tais são, por
exemplo, guindastes especiais empregados em fundição, forjaria e departarnent-0
de soldas, transportadores de montagem e fundição, transportadores de anda-
mento em usinagern, pintura e outros departamentos.
Ccndições especificas do local. Incluem a dimensão e forma. da área, tipo
e projeto do edifício, relevo do chão, posshel arranjo das unidades de processo,
condições de poeira e umidade nos estabelecimentos, pm;:ença de vapor ou gases, I. MÁQUINAS DE ELEVAÇÃO
temperatm a etc.
A escolha dos aparelhe:, é influenciada, também, pelas coneiderações de A grande variedade de tipos de máquinas de elevação e::1istente toma sua
uma poste1ior e:,.pamão da ernprnrn, o pe1íod.o de sua exfa:tência (temporário exata classificação extremamente difícil. Essa tarefa é, alf,m disw, mais com-
ou permanente), a espécie de energia disponivel, problema:: sanitários, segurança plicada ainda pelo !ato de que essa cla1:sificaçi'io pode basear-se em várias carac-
e comodidade operacional. · tedsticas, como, por ~'t:emplo, projetos, finalidadEs, tipos de movimentos etc.
Após a seleção entre a grande variec.ade de aparelhos de elevação e trarn,- Quando as máquinas são classifica.das de acordo com o tipo de movimento
porte, baseado em fatores técnicos, aqueles que podem ser usados, em condições {caraderísticas cinemática), a. carga é e Olllliderada como concentrada em seu
definidas, pars. mecanizar os procf.ssos de manuseio, são comparados, do ponto centro de gravidade e o grupo de má.quina é determinado pelo caminho feito
de vi::'ta d.a engenharia e da cconorr.ia. pela. carga, movimentando-se num plano horizontal.
Na avalíação econômica dos vários ( ipos de aparelhos, capital total dis- Quand~ w máquinas são classificadas conforme suas finalidades, conside-
pendido e custos operacionais serão, ambos, levados rm consideração. r11,1;11-se frequenteII1ente, em sua. aplicação, em condições especificas de operação;
O capital díspendido inclui o custo e.o equipamento, o custo de montagem gumdastes, por exemplo, são, corn,eqüentemente, subdivididos em metalúrgic08
e transporte e custos de construç.fo relacionados com sua instalação e operação. de construção, portuários etc. '
A diferença no custo das ediíícações e ectTUturas, as quais podem ser servidas Os principais tipos de máquinas de elevação, agrupados conforme as carac-
por instalações de transporte alternativas, serão, também, consideradas quando t€rfaticas de seu projeto, estão tabelados na Fig. 3 e são mostrados esquemati-
se compar::ir o capital dispendido. camente no apêndice.
Custos operacionais incluem: Estes grupos de máquinas de elevação têm as características distintivas
relacionadas a seguir.
1) salários e crdenados do pessoal, w...ais adicionais por sE,rviços sociais;
2) custo da energia. éMtrica; Mdquin!U de eleração (Apêndice, Dea. 1-17). Constituem o grupo de apa-
relbo:s de ação periódica, projetado como mecanismo próprio de elevação ou
3) custo de lubrificai:ão, limpeza, equipamentos e outros materiais; ·para. elevação c movimentação de cargas ou, ainda, como mecanismos indepen-
4) custo de reparos e manutenção. dentes, de guindastes ou eleve.dores.
Além disso, no cálculo devem ser consideradas, tamb6m, as perdas devidas Guindasle3 (Apêndice, Drn. 18-45). Combinam mecanismos de elevação,
à depreciação da carga durante o trailS)Jorle. Cabem aqui, igualmente, ás dei. sepa.radc-s por uma. estrutura para, eyenas, levantar ou elevar e mover cargas,·
pesas com a manutenção das instalações das máquinas de elevação e transporte, que .podem estar livrE;mente suspensal! ou presas por eles.
deduções anuais para amort.izaçfo do equipamento meçânico e os fundos desig-
nados para. vistoria geral. . , .Elevador~ (Apêndice, Des: 4tl-49). São o grupo de máquinas de ação pe-
Em cada caso, as máquinas de elevação e transporte escolhidas devera.o nódica, destinadas a levantar cargas, com guias.
satisfa.2:er a todas as exigências dos processos de produção e asregura.r, ao mesmo ~ ~quinas _de elevação podem ser de tipo estacionário, portá.til ou móveis;
tempo, um alto grau c!.e mecanixa.ção e as ma.is favoráveis condiç4'f'.s de trabalho a mai.ona dos gwndastes e elevadores é estacionária. ou móvel.
- devem reduzir o custo do manuseio, por unidade de carga, e reduzir o prazo Das máquinas de elevação representa.da.a na Fig. 3, o grupo dos guindastes
dentro do qual o capital de investimento será 1,alda.do. " é o ma.is extenso. Os principais tipos de guindastes estão clasmicados na Fig. 4.
. (? grupo de gu~ndaBtes g~ra.t6rios estacionários (Apêndice, Dee:. 18-25) inclui,
pnnc1palmente, gui_ndastes. focos, com lanças e guíndastes rolantes, que giram
em tomo de um eu:o vertical.
10 llPOS DI Ml,QUIMA5 De ELiVAÇÃO E_ TllANSPORTE CAP.
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12 TIPOS DE MÁQUtNA.S OE 'ELEVAÇÃO E TllANSPORTE CAP. 2 13


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2. CARACTERÍSTICAS GERAIS OAS MÁQUINAS DE ELEVAÇÃO
")
Guindastes que. se movem sobre trilhos de rolamentos (Apêndice, Des. 26-30)
compreendem, primeiramente, guindastes em balanço e guindastes monotrilhos,
O número de ciclos por hora é o,,.,
(ambos giratórios e não-giratórios), que se movem retilineamente, ao longo de 3 600
trilhos especiais. n=~, (4)
·:)
O grupo de guindas~es sem trilho (Apêndice, De.s. 31-35) é composto, prin-
eipalmenfo, de um guin'daste de coluna montado em truques, f!,Utomóveis ou
tratore~, e deétinado a qeslocar-se em estradas de terrà, pedra e asfalto.
onde It1 - o tempo total, em segundos, gasto em operações individuais de
um ciclo, o qual depende da velocidade de movimento, durante
-~()
O grupo de guindastf.$ de locomotiva ou montados -em esteiras (Apêndice, as várias operações; o percurso e a altura da elevação; o tempo
Des. 36-38) inclui guindaste,~ de coluna mais potentes, para se moverem em ferro- gasto em aceleração e retardamento; o grau ao qual as operações ')
vias, estradas de te1 ra e em áreas de depó:~itos. foram combinadas e o tempo gasto em agarrar e descarregar a
O grupo de guindastes de ponte (Apêndice, Des. 39-45) compreende guin- carga. ,_J·
dastes móveis, com uma ponte em treliça e movendo-se em trilhos m,sentado,s A capacidade .horá1 ia das máquinas de ele..-ação é um Yalor constante, so-
nas pared1:s dos ediffoios ou no chão. Neste último, a ponte é equipada com
:)
mente, para aquelas má.quinas que operam regularmente, sob pl:na .carga. Por
altas pernas de suportn, que podP.m ser adaptadas aos dois 'lados da ponte (pór- exemplo, quando o carvão é manuseado por pontes de transferencia de carga, J
ticos e pontes de transferência de carga) ou sobre um lado (semipórticos). ele pode alcançar 1 500 tf/h ou mais.
O grupo de máquinas de elevação (Fig. 3 e 4) támbém inclui tipos especiais O número de aparelhos de elevação, exigido por departamento é, usualmente,
::)
de máquinas, destinadas a trabalhos definidos, muitas vezes, para trabalhos
específicos. Como sua aplicação industrial é extremamente limitada, eles não
esf;imad.o a partir de sua produtividade média anual, supondo cargas médias,
percurso .médio e velocidades médias de movimento; a capacidade prát_ica ~o-
o
serão consideradas neste livro. rária destes aparelhos é um valor variável, que depende dcs fatorES acima rn- ()'
dicados.
2. CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS MÁQUINAS DE ELEVAÇÃO :)
Todos os tipos de guindastes e má.quinas de elevação podE'm ser diyididos
Os principais parâmetros técnic.os das máquinas de elevação são: capacidade em quatro grupos, de acordo com as condições de operação e das combmações )
de elevação, peso morto da máquina, velccidade dos vários movimentos, altura dos seguintes fatores:
de elevação e dimen!:)Õf-S geométricas o.a
máquina (vão, alcance etc.).
:)
1) cargas sobre a má.quina;
Todas as máquinas de elevação pertencem à clasi,e dos aparelhos de ação 2) sua utilizac;ão anual e diária; e)
periódica e sua capacidade horária pode ser expresrn pela fórmula. seguinte: 3) fator relativo de trabalho (período durante o qual o mecanismo é li-
gado FT%);
)
(1) 4) temperatura ambiente. ()
Há quatro condições de operação: trabalhos leves (L), médíos (.M), pesados
onde n - número de ciclos da máquina por hora; (P) e muito pesados (MP). As Tab1'. 1 e 2 caracterizam ernes trabalhos. J
Q- peso da carga viva, em tf. ,J
TABELA 1. Características dos Trabalhos
Quando manuseia cargas unitária::, entende-se que Q significa o peso de
uma pec;a em toneladas, e manuseando cargas a .granel
J
Ulilizaçllo média do mecaniiima '.)
Q = V'li-y, (2) Trabalho Pela Pelo tempo Fator de Temperaturn
carga
Kdl'lO Kdia
trabalho
FT%
ambienlt •O 'J
Kr--1uoa
onde V - capacidade de. caçamba, casco etc., em m 3; :.)
'1r - fator de aproveitamento; Leve(L) 0,5 0,25 0,33 (um tumo) 15 25
Médio(M) 0,5 0,5 0,67 (dois turnos) 25 25 e)
1' - peso específico, em tf/m3 • Pesa.do(P) 0,75 0,75 0,67 {dois turnos) 40 25
A capncidade total de elevação de carga da máquina será Muito Pesado{MP) 1,0 1,0 1,0 _(trêo tutoos) 40 45 ()
'..)
(3) As note.ções seguintes são usadas nas Tabs. 1 e 2.
J
onde Q - peso da carga viva, em tf; :_)
- utilização média da capacidade de elevação.
G- peso da caçamba ou garra, em tf.
J
~)
!: !

TIPOS DE' M.(QU/NAS DE ELEVAÇÃO E T~PORTE ce. 2 3. EQUIPAMENTOS DE SUPERFICIE E ELEVADOS 15

Aqui,
... TABELA. 2. Utilização Permissível de Meeantsm.os de Cuh1daatea em Vários
Trabalhos
Q.,,.•.,... - valor médio da. carga;
Q... ,arj/a - carga nominal (estabelecida); f.!tilüaçao- média admiMívd .

Tra- Pelo Pelo tempo Fa.or


Tempe- Tipo, de me can~mos de gui-n(Ul.8/e ~
h dias ba- peso relativo
ratura
ufii.lÍzação média anual da máquina; de Iro- suas finalidades (casos típicos)
365 dias lho. da ambien-
carga K..-..o K,Ua balho le, •C
FT%
h horas -· 4 _Kr:af'JJa.

utilfzaçlo média difria da máquina; Operação irregular rara 0,75-1,0


24 horas Mecanismos de elevação e translação
de guindastes de mnnutenç.ão; guin•
0,5 0,25 0,33 dastes em salas de motores; meca-
~ FT = - fator relatívo de trabalho, isto é, mé::lis. utiliza- nismos de translação de pontes de
ção do mecanismo durante um ciclo de trabalho; 0,25 0,5 0,67 15 tra.nsferência de carga; mecanismos de
tra.nslaçã.o de torres de guindastes de
top - tempo dõ operàçãÕ. do mecanismo; L. 0,1 1,0 1,0 cabos guinchos elétricos, destinados a
reparo de máquinas, ferra.mentas e
tp(! - tempos c!e parada. -
~----_--:'"'! - equipamento de outros departamentos.
Sarilhos raramente operados.
Estes valores são determinados a partir da média operacional ou dados de 1,0 1,0 0,67 15 Mecanismos de elevaçã.o e transll\ç!i.o
projeto. de g\Ündaste em departa::nentos de
O número seguinte de operações de ligação de um motor elétrico por hora 0,75 . 0,5 0,33 25 usinagem e montagem de ind'ústrias
de produção de lotes médios e gu.in-
foi admitido para vá.Iios trabalhos: M 0,5 0,5 0,67 - 25 dastes empregados em oficinas mecâ-
nicas. Mecanismos de rotação de guin-
0,25 1,0 1,0 40 dastes de construção. Guinchos elé-
tricoa em em.presas de engenharia.
Trabalho nominal Leve MUio PU(W.{)
Muilo 0,1 1,0 1,0 60 Mecanismos de rotação e translaçíi.o
]JC$adO em guindastes comuns, de portos. Me-
ca.nismo de guindastes de montagem
Número de liga.ções de motor elétrico por hora 60 120 24-0 300-720 em áreas de construção. Mecanismos
de translação do carro e de rotação
. . de gwnda.stes de estaleiros .

· Os diferentes mecanismos de um guindaste podem operar em vários traba- Mecanismos de guiodastei de pro«s-
lhos. 1,0 1,0 0,67 25 so em departamentos de usinagem e
de fundição e armazéns de indústrias
1,0 1,0 0,33 40 de produçã.o de grandes lotes. Me-
3. EQUIPAMENTOS DE SUPERFÍCIE E ELEVADOS canismOI! de elevação e . translação
0,75 0,75 0,67 40 doo truques de guindaste. de cabo.
Os principais tipo;, de equipamento de superfície e elevado, agrupadcs de
e Mecanismos de elevação de guindastes
acordo com as características de seu projeto, estão tabelados na Fig. 5. 0,5 1,0 1,0 40 de construção. Guinchos elétricos em
indústrias metalúrgicas. Mecanismos
Os pr_ojetos direriminadcs na Fig. 5 poêSuem as características diferenciais 0,1- 1,0 1,0 60 de elevaçã.o e translação de guin-
.a seguir relacionadas. 0,25 dastes com eletroímãs em indústrias
de base.
Carros sem trilhos são instalações de transporte de áreas amplas os q4ais
movem fargas no chão. 1,0 1,0 1,0 40 45 Mecanismos de guindastes de processo,
empl'egados em indústrias metalúr-
Carros de· bitela e}Jtreila são instalações de transporte que movem cargas 0,75 1,0 1,0 60 25 gicas. Marmseadores de minério de
ferro e carvão. Mecanismos de ca-
ao longo de ferrovi1s de bitola estreita. 0,5 1,0 1,0 60 çambas especlais e guindastes com
MP
eletroímãs e guindastes de armazém
Aparelhos de manobra são instalàções de transporte -que deslocam carr0s 0,25 1,0 1,0 60 cm indústrias metalúrgicas.
fe!roviâ.rics d.entro do territério de uma mesma empresa. 45
0,1 1,0 1,0 60
Sistemaa de vias elevad<U1 são estruturas que suportam vias ou cabos ao ·longo
dos quais se dcslc-cam carrinhcs.
TIPOS OE MÁQUINAS DE ELEVAÇÃO E TRANSPORTE CAP. 2 5. APLICAÇÃO DAS MÁQUINAS OE ELEVAÇÃO E TRANSPORTE 11

4. CARACTERISTICAS GERAIS DAS INSTALAÇÕES DE 5. APLICAÇÃO DAS 1\IÂQUINAS DE ELEVAÇÃO E TRANSPORTE


TRANSPORTE DE SUPERFÍCIE E ELEVADO
Vários tipos e combinações de mâquinas de elevação e tranEporte são, hoje,
São os seguintes os parâmetros técnicos mais importantes dos mecanismos extensamente usadas em todos os ramcs da indústria.
de superfície e elevados: capacidade horária, capacidade útil de carga e velo- Em toda empresa, uma organização racional das im:talações de transporte
cidade. interno é tão essencial para o sucesso da operação, como para a organização ra-
-cional dos processes de produção. Instalações de transporte desempenham um
papel extremamente importante na produção em massa, onde elas estão, organi-
camente ligadas com o cíclo de produção. As instalações de transporte interno;
na.s indústrias metalúrgicas e de máquinas, têm urna estrutura muito complexa.
O papel das instalações de transporte interno não se limita a encarecer ou
baratear o manuseio de materiais, mercadorias semi-acabadas e produtos aca-
bados. As instalações de transporte da fâbrica, especialmente aquelas qtie
operam entre e dentro dos departamento:,, deverão ligar e unificar os processos
de produção e os departamentos individuais da fábrica, num ritmo comum bem
eoordenac.l.o e operar rápida e eficientemente.
Nas empresas mecanizadas modernas, o projeto de muitas máquinas depende
dos métodos pelos quais os materiais ou as mercadorias semi-acabadas são co-
locadas e retiradas das máquinas. Pode-se afirmar que a mecanização dos pro-
eessos, relacionados com o movimento de cargas, foi o pdncipal estímulo parB.
o notável progresrn alcançado, hoje, em muitas empresas. Um sistema de trans-
porte organizado sobre uma !inha racional melhora a qualidade de um produto,
aumenta a produtividad.e de trabalho ncs departamentos, ajuda a ecoriornizar
e melhorar as. con <lições de trabalho.

n
As instalações de transçorte são selecionada/! de modo a corresponderem
ao fluxo de materiais que representam o sistema geral de movimento de mate-
riais, artigos semi-acabados e produtos, no departamento ou fábrica. Esse sis-
tem~ reflete a dinâmica do processo de produção e é, em geral, representado
graficamente no departamento ou no arranjo físico, mostrando a disposição do
equipamento. O peso e direção. do movimento da cai ga são representados em
i
.o
i
:i·]" .
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·S.
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eficala, por linha ou listas de diferentes espessuras.

1 .; i 1t n
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Fig. 5. Príncipais •tipo, de equipamento de :mperfície e elevado.
Nota.. Os tip;:n; de máqai:nsa rnarc::11.~ c::,m .ut:eri~-i{*) tê.n aplie.a,ç:ão H.mi.tad& em i.o.d1l8tria.s de tuá(1Uinu; poT
hm. DIJ aã:a ,c;niaideratlas Peite lh·ro,.

A capacidade horária destas má.quinas podu ser determinada a partir da


seguinte fórmula geral:

(5)

onde Q - capacidade útil de elevação de uma cargà un.itári:i, em kgf;


11 - número de ciclos por hora da máquina (quando a. linha funciona com
uma carga unitária) ou o número de carga. durante uma hora (quando
a linha funciona com várias cargas unitárias).
. .,,

PARTE 2

Componentes e Teoria
das Máquinas
de Elevação

Ai, partf'.s .componentes e as unidades das máquinas de elevação incluem:


1) órgãos flexíveis de elevação (correntes e cabos);
2) polias, sistemas de polias, rodas dentadas para correntes;
3) dispositivos de manuseio ela carga;
4) dispositivos de retenção e frenagem;
5) motores;
6) transmissões;
7) componentes de transmissão (eixos e árvores, mancais, discos etc.);
8) trilhos e rodas de translação;
9) estruturas de máquina (estruturas de guindastes);
10) aparelhos de controle.
Em vista do grande perigo causado pela quebra da máquina (rompimento
de qualquer natureza pode levar a máquina a derrubar a carga em elevação,
resultando não somente um dano à carga. como também perdas humanas), todos
os mecaniEmos e suas estruturas de metal devem ser fabricadas com materiais
de alta qualidade, em estrita conformidade com as especificações estabelecidas
pelos fornecedores de metal.
')

20 PART! 2 COMPONENTES E TEORIA DAS MAQUINAS 21


1
TIPOS DE MAQUINAS DE ELEVAÇÃO E TRANSPORTE CAP. 2
1
As tensões admissívC'is, recomendadas pela prática da engenharia moderna de cada país. As principais partes de um mecanismo de guindaste são fabri-
cadas com materiais cuja. qualidade não deve ser inferior aos valores indica:dos
.J
para vários materiais serão indicadas abaixo, nas seções que tratam dos método~ )
de projetos de peça.a individuais de máquinus de elevação. As características na. Tab. 3.
técnicas dos materiais cmpTC'gados são especificada·s pelas respectivas normas :)
TABELA 3. l\Iateriais pua Peta.s dos mecanismos dOIJ IJlliodaBte8 )
Propriedade11 mecânum
Tensil.o Limite A.longa-
J
Tensão Número
PeçtU, Claa:;;ijicação do Estado do malerio.l drt resis- de escoa- de mento
1k dureza
0bsm'lltJ&{J88
)
mat.rial tancia menlo jad.iga relaHvo Brinell
kgf/mm 2 kgj/mm2 lcgf/mml % 1
Rodns de translação de pontes e carrinhos, rodas Aço 4.!iJI" 55 28 25 16 170 Resis~ncia à tração ·)
dentadas e aros de tra.nsmissões de guindastes con-
vencionais, a.eo:pla.mentos, polias de freios, polias e
)
t.ambores de guindaste! metalúrgicos pesados.
:)
Rodas de translação de pontes e cardnhos de Aço 55n 60 30 •27 12 180 Dureza do círculo de rolBID.eni;o e
Endureoimento su-
guindastes pesados e de alta velocidade. perficial do c!rculo
flanges )
de rolamento
Pinhões motores forjados, de mecanismo de trans- Aço CT. 6 60-72 30 26 12 150-200 Bhn = 280 a 320 .)
-l\'Ielhoramento estru-
missões. Aço 45 tura.! depois da la- 57 32 -. ~?::."••..:: 18-'·~7 210-250 ·- )
min~ão
·" . . ··· .. 50-62 27 20· -12 130-170 )
Eixos de rodas de translai;ão, polias tambores, Aço CT. 5 Laminado
.árvores de trnnsmissão e árvores dos motores. Aço 45 60-72 30 26 150-200
)
Tambores, caixa de redu-ção de engrenagem, man- Ferro fundido ClJ · 15 - - - 163-229 Resistência à flexão 32 e 28 kgf/mm!
)
cai/;, polias e tambores de freios, acoplamentos, sapata.a 15-32
de freios, cubos de coroa sem-fim dos guindastes con- Ferro fundido C4
vencionais. 12-28 )
Pesos de frenagem e contrapesos. Ferro fundido C4 00 - - - - - Não ensaiado
')
Ga.nchos, porcas de ganchos e travessas de gan- Aço CT. 3 Temperado 38-!7 22 17 22 95-110
cbos )
Chavetas e parafusos sem-fim. Aço 15 Temperado 40 23 18 23 110-135 )
60-72 30 26 12 150-200
Frisos das rodas de tra.nsln,;ão. Aço CT, 6
Aço 65r
Laminado
Normalizado 75 40 32 8 24.0 ._)
ParafUl!OS e .árvores de freios, peças de freios; Aço CT. 3 Lamina.do 38-47 22 17 21 110-132 )
olhal, varão, braçadeiras, a.lavaneas, pinos, grampos
obstáculos, tra.vessão, embreagens, elementos dos ta.m- )
bores soldados etc.
32-47 19 16 18 - )
Junções, guardas, auruell!.S e outras pe!)ll,S sem im- Aço CT. O La.minado
portância. ._)
Buchas de caixa. de redução de engrena.gero, man- Latão de silício e es-
cais de rodas de tra.nsla.ção, polias e tambores. tanho 'J
JlKC 80-3--3 ou
JIMnC 58-2-2 ferro 25-30 10-14 6-8 10-15 80-100 Fundido em moldes permanentes ou ·)
fundido anliírição de areia
CULJ-1 18 - - - 170-229 Ratência à fleüo 36 kgí/mm 2 )

< 175, ur, = 0,862


J
Nota,. Bhn e a tensão de ruptura têm a. seguinte relação: (a) p:u-a aço com Bhn > 175, t11, = 0,845 (Bhn); (b) para aço com Bhn (Bhn).
·.J
J e E_1·· T , ..--1 • ~·" ·r F. e . s P I ')
I
f
1. CORRENTÊs:·sdf!AOAS DE CARGA 23

CAPITULO 3
.!
' A prrcisão de fabricação subdivide as correntes soldadas em correntes ca-
f-.-
libradas, com desvios permis,íveís do tamanho do paé"SO nominal, dentro de
± 0,03d; e da largura externa dentro de ± 0,05d, ru; correntes não calibradas,
ÓRGÃOS FLEXIVEIS DE,..ELEVAÇÃO com desYios permi:osíveis dentro de ± O,ld do tamanho nominal do pafEO e da
(CORRENTES E CABÕS) largura externa.
As cor.rentes soldadas são fabricadas em aço CT.2 e CT.3. • Os elos para
correntes ::oldadas obedecem u vários métodos de fabricação. Os mais difun-
didos são os de solda a martelo (forja) e a rnlda de resistência elétrica. Na solda
por forjamento é feita urna única solda no elo. Quando é usado o método dr.
-·.- ... !-9.•
solda por resistência elétrica o elo compõe-se de dois meios elos :,o]dados de topo.
~As soldas são feitas nos ln.dos retcs do elo. O método da solda de resistência
1. CORRENTES SOLDADAS DE CARGA: .•~ elétrica produz correntes n:ais pHcÜ::as, com aumento de resistência.
Normal~ente, as correntes são fabricadas nos comprfrnentos dei:ejados.
As correntes soldadas são formadas por elos ovais de aço, na seqüência mos-
trada na Fig. 6.- ' O comprimento da corrente se forma pela uniã.o de eles de cone>:ão (Fig. 8).
As principais dimensões dos elos são (Fig 7) · passo (1) , 1gua
· l ao compn-
· Quando se. montaITl ·c·omprirnenfos de eles forjados em correntes, as extre-
t · t d l · · · midades soldadas d.e cada par de eles de junção deve formar uma junta, a fim
men o rn erno o e o~ largura externa (B) e diê,metro (d) da barra da corrente.-
de aumentar a vida.e -a resistência da corrente. As correntes rnldadas pelo mé-
Depend:ndo d~ ~elaçao entre o passo e o dül.metro da barra, as correntes sol-
dadas sao classificadas em correntes de elo-curto (t ::;; 3d) e elo-longo (t > 3d). todo de resistência ·elétrica podem ser montadas de qualquer maneira. Após a
fabricação as ccrrentes são normalizadas. As principais dimensões e caracte-
rísticas das correntes soldadas são feitas conforme as norrP..as de cada país.
· As cornmtfs soldadas elevem ser ensaiadas sob uma carga igual à metade
da cll.rga de ruptura; não te adrríte deformação- permanente depois do ensaio.
As correntes soldadas são usadas em máquinas de elevação de bai-Ya capa-
cidade (talhas, guincl>.os, guindai:tes opnados manualmente etc.) como órgãos
principais de· levantamento, espEcialmeotc como Jingas para suspender carga
por meio de ganchos ou outros aparelhos.
Correntes soldadas calibradas são, de igual modo, empregadas como cor-
rentes de acionamento manual, para rodas de tração (d = 5 até 5 mm a uma ve-
locidade de 0,6 a 0 175 m/s).
As correntes soldadas ressuem a desvantagem do grande peso, suscepti-
(u) {b} (e) (d)
bilidade a solavancos e _sobrecargas, rcmpimento repentino, desgaste intenso
Fig:. 6. .Etap:1.s du m,rnufaluru J[l,., r;orreulc,, :;o!<la.<la,;·
dos elos nas juntas e bairns ·velccidades permíssíveis de movimento.
o-geratrhe-s O;)r-tad:!!.ai de bar~ de. açD; b-geratrizea dohrad.as; c-corrent~ macit,adá,.,,. · &Dte"s da .a.::i-lda.· d-e..Jr-
reutea com e!o5 :E1old.adns~ • Por outro lado, as cc-rrentes re destacam por sua boa flexibilidade em todas
as direções, pela poEi::ibilidade de se usar pequenos diâmetros nas polias e tam-
bores e pelo seu projeto e fabricàçs.o simples.
Os defeitos das correntes i:oldadas limitam sua aplicação para fins de ele-
vação; elas são usadas rnmente em alguns dcs mecanismos operados manual-
) mente acima mencionados, com a condição de que os diâmetros dos tambores
e polías (D) enrolados pela corrente ali.o sejam menores do que 20d (onde d é o
diâmetro da barra da corrente). Em mecanismos 'acionados a motor, o dif.me-
tro dos tambc:res e das polias dtõvem ier, no wJnirr.o 30d. Quando são usadas
correntes soldadas para fios de eleva~ão, dá.-se preferência aos tipos calibrados,
porque o considerável desacordo entre o passo das correntes 11ão calibradas e o
passo da roda denta.da, ou cavidade da polia, causa freqüPntes dificuldades e
]
choquei?, e conseqüentemente, rápida ruptura.
Fig. 7. Principais dímensões de um elo Fig. ll. Elo de conexão de corrente de
de corrente de carga. carga. *N. do T. Aqui e alhures, a clBBsiffoaç!o do;; aços e outro~ materiais recebe a desi,.na-
ção de acordo com a Norma Soviética (GOST).

'~.-.~··t·'
' 1
).

')
24 ÓR.6405 FLE:xlVEIS DE ELEVAÇÃO CAI'. 3 2. CORRENTES DE ROL(lS .25 )
)
Seleção de Correntes de Ca..-ga. Quanto às forças externas, os elos das cor-
rentes soldadas são estaticamente d.eterminadm:, e quanto às tensões internas, ·"')
são três vezes indeterminados. Portanto, é e:s~tremamente difícil encontrar )
as tensões rea~, as quais podem ser apenas aproximadamente determinadas.
Por via de regra, as correntes i;ão tei.-tadas quanto à tração tomando-se uma ~
tensão adn;úi:sfvel, um pouco reduzida, J:"ara se levar em conta cs aspectos da
indeterminação estática do eJo às tensões e flexões adicionai:,, quando a corrente )
corre sobre po!ias e tambores. )
A fórmula geral para selecicnar ccrrentrs soldadas ã tração é:
)
81,r
S.= K' )

onde S, - carga admissível suportada pela corrente em kgf;


1
s~. - carga de ruptura em kgf; )
K - fator de segurança (ver Tn.b. 4). ")
O desgaste mais intenso que reduz a resii:tência da corrente, ocorre nas oe- )
ções dobradas internas do elo, atuando com.o juntas pa.ra. as correntrs de tração.
A intensidade do desgaste depende dcs seguíntrs fatores: raZ'ão entre o pasrn )
da corrente e tambor ou polia; tração e velocidade da corrente; êngulo de giro )

~
relativo do elo quando ele pat~a em torno da polia, da atmosfera. etc.
Correntfs novas, soldadas na forja, Eempre romi:em nas soldas. Em cor- )
rentes de solda de rrsistêccia elétrica, o rorr.riir.ento do e]o toma a forma de um 1 _)
cisalha.rr:ento oblíquo nas seçées, passando a. t:m pequer.o ângulo com o euo lon-
gitudinal da corrente e ioicianco nos pontes da fronteira das superfícies de con- Fi,;;. 9. Correntes de rolo;;. )
'.I
tato ncs eles d.e junçi::o.
Observa-se um quadro análogo em elos cem várics graus de dE:i,ga!=te.
)

%. CORRENTES DE ROLOS
J
)
Correntes de roles são compostas i:or chapis (Fig. 9) articula.das por pinos.
Correntes para cargas leves sã.o feitas com duas chapas; para cargas mais pe- )
sadas o núreero de chapas i;ode ser aument.ado até 12. As chapas podem ser
seguras nos pinos i:e!o recalcamento d.Es pontas dos Finos (Fig. 10a). Este mé-
)
todo é usado p;1.rá eorre-.ntes projetadas para manuseer cargas leves. Em cor- )
rentes para manu.!"esr cargas peso.das, colc-cam-i:e a.rruelas sob a extremidade
recalcada do pino (Fig. 10b e e). Aperto com parea.dores e arruelas ou somente 3
passadores (Fig. 10d, e, J) é aplicado em correntes que têm c:l.e .:er freqüentemente
desmontadas. )
Ãs vezes são uaadc:i pinos de roles prolongadcs (Fig. 11) destinados a juntar )
a extremidade livre da corrente de modo que ela não interfira. nà operação.
Como órgãos de elevação, as correntes de roles são uso.das em talhas acio-
)
na.das à mão e, quando acionadas a. motor, guinches e mecanismos de alta capa- )
cidade de elevação de carga, operando a. baixas velccidades, ee o peso for elevado
em guias. )
Atualmente, entretanto, as cc-rrentes de rdos estão sendo, cada vez mais, )
substituídas por cabos de a1:o, em mecanismos acionados a motor. J.,ig. 10. Fixa.ção das chapas nos pinos dos rolos.
.)
)
ÓRGÃOS FLEXÍVEIS DE ELEVAÇÃO CAP. 3 3. CASOS DE cAHHAMO 27

TABELA 4. Dados para a Seleção de C.Orrentes


Numero
Fator de Razão mfni-mo
Aciona- aeguran,a
Correntes menta D de dimte5
K d na roda
denlacla

Soldadas calibradas e nll.o calibradas À mão 3 20 5


A motor 6 30 5
Soldadas calibradas em polias de cavidades à mio 4,5 20 -
- - ., A motor 8 30 -
Soldadas não calibradas (lingas) passando
em toro.o da carga· - 6 - -
Idem, nio passando em torno da carga. - 5 - -8
De rolos - 5 -

3, CABOS DE CÂNIUMO
As más propriedades mecânicas dos cabos de c!nbamo (rápida abrasão,
resistência inadequada., rápida. danificação Efn. cbjetos agudos e efeitos atmosfé-
ricos etc.) tornam-os apropriados somente para maquinismos de elevação ope-
rados manualmente (talhas de cabos). Os diâmetros das polias, sobre os quais
o cabo corre, devem eer, no minimo, IOd (onde d é o diâmetro nominal do cabo).
Os cabos de cânhamo são, predominantemente, usados como cabos de união
para aparelhagem de elevação (ganchos etc). São fabricados de acordo com
Fi.11. ll. Correntes de rolos com pinos prolOllpdos. a- norma de cada país e são formados por três pernes de cânhamo e ca-da perna,
por fios separados. O enrolamento das pernas é oposto ao dos fioa.
As corrente? de rolos são superiores. às correntes soldadas por vá.rios mo- Conforme o modo de fabricação e o número de pernas, os cabos de cânhamo
fívos. Visto que as chapas São sólidas, a confiança na operação é consideravel- são classifica.dos como: torção simples (Fig. 12a) e torção em cabo (Fig. 12b).
mente maior. As correntes de rolos têm boa flexibilidade e podem, portanto, Estes últimos são obtidos pelo enrolamento de três cabos comuns. Os cabos
ser usadas em rodas dentadas para correntes de pequenos diâmetros e com de cânhamo são freqüentemente empregados com alcatrão para torná-los re-
um pequeno número de dentes. Isso diminui o tamanho do mecanismo e reduz sistentes à deterioração. Embora os cabos alcatroados apresent€m melhores
seu custo. Além diS50, o atrito nas juntas desse tipo de corrente é considera- resistências aos efeitos externos, são mais pesados e menos flex(veis; além disse,
velmente menor do que nas juntas de uma corrente soldada, com a mesma capa- sus. resistência é cerea de 20% menor do que a de um cabo branco.
cidade de elevação de carga. A resistência à ruptura dos. cabos de cânha-mo subdivide-os em cabos de
As correntes de rolos não permitem carregar pesos que atuem em ângulo primeira e segUnda qualidade. Nos mecanismos de elevação, cabos de levan-
com o plano de_ rotação dos elos, visto que, neste caso, as chapas sofrem uma tamento e união devem ser, exclusivamente, de 1• qualidade.
alta tensão de flexão que pode quobrar os pinos. ·
As correntes de rolos, também, não podem eer usadas em locais de poeiras
porque suas juntas são extremamente suceptfvcis ao pó abrasivo. Disso
sult~ que essas cornmtes nunca são usadas em sarilhos e guindastes, operando
r:..
a ceu aberto.
Chapas e pinos são feitos de aço 40, 45- e 50. Suas dimensões e especifica-
ções são estabelecidas pela respectiva norma de cada país.
A máxima velocidade das correntes de rolos é especificada pelas Normas e
não deve exceder 0,25 m/s.

Os valores do fator de segurança K, da razão ~ e o número de dentes (a} (b)


nas rodas dentadas, para correntes soldadas e de rolos, estão ilustrados na Tab. 4- Fig. 12. Seçõea transversais doa cabos de cânhamo.

_.,_,.)
.)

28
·-1
ÓRGÃOS FLEXIVEJS DE ELEVAÇÃO CAP. 3 4. CASOS DE AÇO 29
•)
Seleção dos Cabos de Cânhamo. A seleção de cânhamo é baseada apenas Os cabos de aço são fabrica.dos por máquinas espec1a1s: primeiro, os fios )
em sua tração, de acordo com a seguinte fórmula: de aço separados são torcidos em pernas; depois, estas pernas são torcidas em ·)·
cabos cilíndricos. Ambos os processos se dão simultâneamente: as pernas são
torcidas sobre um núcleo feito de cânhamo, asbesto ou em fio de aço doce. Um )
.. (8' núcleo de asbesto ou de fios é usado para cabos sujeitos a calor radiante (por
exemplo, em guindastes operando perto de fornos em usinas de fabricação )
onde d - diâmetro, em cm, de um círculo circunscrevendo as pernas; a quente). No entanto, um núcleo de fios reduz a flexibilidade do cabo, à vista )
S - carga sobre o cabo em kgf. · do que núcleos metálicos são costumeiramente usados somente quando os cabos
estão sujeitos a alta compressão, como, por exemplo, quando forem enrola.dos )
Para. cab?s de cânhamo usados para elevação, a. tensão de segurança à rup- em um tambor em várias camadas.
tura., convenc1onalmente, refere-se a 1 cm1 da área do diâmetro nominal do cabo Os cabos de aço, formados por pernas, são conhecidos como cabos de dupla )
de cânhamo (isto é, diâmetro d incluindo os vazios) é 1T1ir = 100 kgf/cm\ para torção. São os tipos mais comuns, usados em máquinas de elevação. )
cabos ~ra~cos e O'i,,. = 90 kgf/cm~, para cabos alcatroados. Por isso, para órgão De acordo com a torção, os cabos se classificam em: 1) cabos de torção
<lll elevaçao, a fórmula (6) podr ser transformada, como segue: · cruzada ou normal; 2) cabos de torção paralela. ou Lo.ng; e 3) cabos de tor- )
para cabos brancos ção composta. ou reversa.
)
Cabos de torção normal (Fig. 13a) encontram maior aplicação. Tais cabos
s"" 0,785d2 ; (7) são construídos d~ tal modo que a direção da torção dos fios, nas pernas é )
para cabos alcatroados oposta àquele das pernas, no cabo.
Nos cabos de torção paralela (Lang), o sentido de torção dos fios nas pernas )
S = 0,705d~, (8) é o mesmo daquele das pernas no cabo (Fig. 13b). Estes cabos são mais flexí- )
onde d é em mm e S em kgf. veis e resistem, mais eficazmente, ao desgaste; todavia, eles tendem a destorcer.
Cabos de torção paralela são empregados em ascensores e out.ros guinchos com )
guias e, também, como cabos de tração.
4.~ CABOS DE AÇO
Em cabos de torção reversa, os fios, em duas pernas adjuntas, são torcidas
)
, _Os cab.os _de aço são amplamente usados em maquinária de elevaç-ão, como em sentidos opostos (Fig. 13c). )
orgaos flexive1s de elevação. Comparado às correntes, eles possuem as seguin- Além disso, o sentido das torções de um cabo pode ser à direita ou à esquer-
tes vantagens: da. A torção à direita é mais freqüentemente usada. )
1) mail!)r leveza.; )
2) menor suscetibilidade a danos, devido- a solavancos; )
3) operação silenciosa, mesmo a altas velocidades;
4) maior confiança em operação. {o)
)
Nas corrent.es, o rompime_n~o ocorre repentinamente, enquanto que nos )
cabo~ de_ aço os fios externos, su1e1tos a. desgastes mais intensos, rompem-se antes
dos fios mternos. Como resultado, os cabos de aço tornam-se esfiapados muito )
antes da ruptura. e devem ser imediatamente substituídos. Os cabos de aço )
custam menos _que as correntes, mas necessitam de maiores tambores, o que torna (b)
todo o mecanismo de elevação niais pesado e inconveniente. .)
. Os cabos de aço são fabricados com fios de aço com uma tensão de resistên-
cia de U"& = 130 a. ?OO. kgf/mm\ No processo de fabricação, o fio é submetido )
a ~m tratal!lento. termJCo especial, o qual, combinado com trefilação a frio, im- )
prime aos fms ótunas características mecânicas.
. Os guindastes que operam em loc~s secos utilizam cabos de fios (não gal- )
vanizados) brilhantes. Os cabos deEtmados a operação em locais 11midos são
galvanizados (~eeobertos de zinco) para· protegê-los contra. a corrosão. No en- Fig. 13, Torções dos cabos de aço. J
tanto, a capaculade de elevação de carga. dos cabos de fios galvanh:ados é cerca )
de 10% Inal$ baha, devido a.os efeito!! de têmpera do recobrimento de .1inco Cabos de Aço para Fins Gemis. Os cabos de aço são fabricados de ucordo
quente. com as normas do pafs. )
)
)
--
lO
ÓRGÃOS FLEXÍVEIS OE ELEVAÇÃO CAP. l 4. CABOS DE AÇO 1,
· Os cabes mostrados na Fig. 13 têm construção (fios de_ .um só diâmetro) Cabos pré-formsd~s têm as seguintes vantagens sobre o cabo de aço usual,
· - comum, na qual as pernas são torcidas com fios de mesmo uiâmetro (Fig. 14, A). - tipo A (ver Fig. 14):
1) distribuição uniforme da carga sobre os fios individuais, a qua.l reduz
a um mínimo as tensõ_es. .i;aternas;

~· ...
·.~
2) maior flexibilidade;
3) .- menor desgaste dos eal.;ios ao passar sobre a polia ou se enrolar i,obre
um tambor, porque os· fios e pernas não se projetam do contorno do cabo e os
fios ma.is externos, se desgastam uniformemente; os fios quebrados perm.ane-
cerd nas suas posições inicia.is e não saem do cabo (maior vida);
4) maior. segurança operacional.
(A) (o} (e) A Fig. 15a mostra um cabo pré-formado, suas pernas e fios individuais e
suas formas originais, ant.es de construir o cabo. Na Fig. 15b um cabo ordiná-
rio não pré-forrn.ado feito de fios retos, depois de removidas as amarrações de
suas extremidades, e um cabo pré-formado, com uma perna removida e, também,
_:;,em amarração. A Fig. 15c mostra um cabo ordinário gasto ~ a Fig. 15d um
~ t?abo pré.formado gasto.
(G) (b)
Cahos de Aço com Pe=as Lisas. Cabos de aço de guindastes, compostos de
pernas lisas (Fig. 16) são utilizados em lugares onde estejam sujeitos à abra·
Fig. H. Construção dos cabos de a.ço. são e desgaste intensivo. Eles são, usualmente, Íeitos de cinco pernas lisas com
um núcleo de fio liso; as pernas são torcidas sobre um núcleo de cânhamo. Cabos
com pernas lisas t~m maid'r área de contato com a garganta de uma polia ou tam-
Neste caso os fios dv. camada de recobrimento cruzam, repetidamente os bor do que os cabos de perna.E circulares. Por isso, suportam pressões mais uni-
fios internos (Fig. 14a), criando, com frso, zonas de aumento de pressão espe- formes e se desgastam menos. A garganta da polia em roldana deve ser pro-
cífica, que encurtam a vida. do ca.bu. jetada de tal modo que o cabo entre em contato com 1/3 de sua circunferência.
O cabo composto Warrington (Fig. 14, B) é torcido com pernas de fios de A Fig. 16 também mostra a seção transversal de um cabo tipo· C, com pernas
vários di~.metros. lisas (ver Fig. 14).
Os fios de camadas adjacentes não se interceptam e, cada fio aloja-se no
sulco formado por dois fios internos (Fig. 14b). Isto reduz muito as pressões Cabos de Aço Fechados. Cabos de aço fechados encontram aplicação em
espeeffícas entre dois fios e aumenta, essencialmente, a flexibilidade e a vida traruportadores aéreos e guindastes de cabos; nunca são encontrados em má-
desses cabos, comparados com os cabos tipo A. quinas de elevação, do tipo usuaL Têm a vantagem da superfície lisa, fios en-
rolados apertadamente e pequenos desgastes. Apresenta o defeito de uma fle-
Cabos de construção composta do tipo Sea]e (Fig. 14, C) distinguem-s~
xibilidmle insuficiente.
pelo fato de que, as camadas internas e externas de cada perM l!ão de fios de
diferentes diâmekos, o número de fios na;i camadas, bem como seus diâmetros O cabo fechado consiste em uma camada externa de fios, de forma es ·
são i;elccionados, de modo a prevenir a interseção dos fimi. pedal, e um cabo interno de torção simples em espiral (Fig. 17a, b, e). Nos
Na sua capacidade de operação os cabos do tipo C são equivalentes ao tipo cabos semifechados a camada externa é formnda de fios de forma especial e
B e em relação a suas flexibilidadc)s, são intermediários entre os cabos de ti- redondos.
po A e B. O diâmetro externo do cabo é medido sobre um par de pernas opos-
Cabos de Aço Pre-for-madoa. Um desenvolvimento recente em fabricação de
tas (Fig. 19).
cabos de aço i;;ão os chamaifoa cubos pré-formados. Esses tipos de cabos são O cabo deve ser substituído se for constatado um certo número de fios que-
produzidos nas Fábricas de Cal:o Odessa ek. brados na camada externa, ao longo do comprimento de uma torção (ou passo).
Nel:'ses cabos, cada fio individuo.! c> cada perna, antes de serem torcidos são A torção (passo) é encontrada da seguinte maneira: faz-se uma marca na
pré-formados pnra corresponderem iL sua diaposi.ção no cabo. Daf, resulta que
superfície de qualquer perna, contando-se, a partir desse lugar, tantas pernas
os fios descarrcgudoii nãci estão suj t'itos à tensões internas. .
ao longo do eixo do cabo, quantas existem na seção transversal do cabo, e pondo-
Estes cabos não tmdnm n. se dC'Storccr se as amarras em torno das suas ex- se marcas na perna seguinte à última marcada. A distância entre as marcas
tremidades forem desupertud:1s. Isso facilita as emendas nos cabos. será o passo do cabo (Tabs. 5 e 6).
) .

)
32 ÓRGÃOS FLEX[Vil5 DE IEL!VAÇAO
·:111
CAP. 3

li. CABOS DE AÇO .. 33 ·.)
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1:
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Fig. 15. Cabo pré-iormado e não pré-forma.do. )
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J
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(a) (b) {t:) . (d)
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Fig. 16. O.uios com pernas acha.tadas. Fig. 17. Cabos feehados. Fig. 18. Cabos usadoa em m&quinas de elevação e transporte.
)
J
)
·34 ÓRGÃOS FLEXIVEIS DE_. ELEVAÇÃO CAP. 3 4. CABOS DE AÇO
i
e pernas. Resulta??: somente com um certo gra.u de aproximação, a tensão
total pode ser analiticamente determinada. Por outro lado, quando eles passam
sobre polias e ta.mbo~es1 o~ fios externos são submetidos à abrasão, a qual, por
sua vez, reduz a resi.stenc1a total do cabo.

TABELA 6. Cabos para Guindastes e Guinchos


C'onstruçao d.,s caboa
Fator
inicial 6 X 19 = 114 + 1c 6 X 37 = 222+ 1c 6 X 61 = 366 + 1e 18 X 19 = 342 + Ic
de Mgu- Torção Torçao Torçao Torçao Torção Torçao Torça.o Torç,Jo
rançado cruzada paralela cnuada paralela cruzada paralela cruzada paralela
cabo, à
tr~ao Número de Jios quebrados no romprimento de um pa.sso,
Correto Errado
-- apãa o qual o cabo deve IJfJT' deaprezado

Fig. 19. Medida. de diâmetro do cabo. até 6 12 6 22 11 36 18 36 18


6-7 14 7 26 13 38 19 38 19
e.cima 7 16 8 30 15 w 20 40 20
TABELA S, Cabos para Efo~·adores

C'mstruçdo do cabo Experiências têm mostrado que a vida do cabo é altamente afetada pela
Fator inicial de 6 X 19 = 114 + lc* 6 X 37 = 222 + lc fadiga. Tem-se verificado que cada cabo pode resistir, durante sua vida, so-
8~.gur,:mi;a do cabo Torção cruzáda Torçtlo paralela Torçao cruzada TQrção paralela mente a um determinado número de flexões, após as quais começa sua rápida
à trnção desintegração.
Nfimero de fioa quebrados no comprimento de um pa8BO após o que Dependendo do número i!e fleJo:ões, a vida do cabo pode ser determinada.
o ·cabo deve ser inutilizado
a partir da relação D,;(" (DIJ:ÚJJ. é o diâmetro mínimo de uma polia ou tambor
até 9 14 7 23 12
9-10 8 26 13
10-12
16
18 g 29 14 e dé o diâmetro do cabo) e D"i:" (ó -did.metro dos fios nos cabos).'* Investiga-
12-14 20 10 32 16
acima
14-16
16
22
24
11
12
35
38
17
19 ções têm mostrado que, para a mesma relação D;i,,. , a vida do cabo é, com boa
aproximação, inversamente proporcional ao número de flexões. Admite-se
• Seis per= de 19 fios em cada. uma, ma.is um núcleo. uma flexão como significando a transição do cabo, desde a posição reta. até uma
posição curva ou, desde a posição curva até uma posição reta.
Algumas das construções recentes de
cabos são projetadas com um fio bri- Flexão reversa (isto é, no sentido oposto à flexão precedente) reduz a vida
do cabo, aproxiillll.damente, à metade ou equivale a duas flexões do mesmo
lhante, para um certo número de fios escuros, a fim de facilitar o cálculo do nú-
mero de fios quebrados. Nesses cabos, cada fio tem o seu pr6prío alÍmero or- lado. O número de flexões é determinado pelo número de pontos (polias, tam-
dinal, que pode ser facilmeate determinado, em cada seção transversal do cabo bores) em que o cabo entra e sai, sendo as flexões em um sentido nesses pontos
. 1entes a uma flexão simples e a fle:xão variável a uma flexão
eqmva ' dupb. '
(Fig. 20).
O número de flexões pode ser encontrado, com suficiente precisão, se traçar-
Sel~o dos Cabos de Aço. A opera- mos um diagrama do tipo ilustrado na Fig. 21.
ção dos cabos envolvem fenômenos ex- A Fíg. 22 (diagrama A e B) mostra as cargas suspensas por talhas simétricas
tremamente complexos, os quais, em
grande parte, sã.~ indeterminados.
d: guindastes, o n~mero de flexões e os métodos de sua determinação. Com~
dia~arna de um sistema de polias disponível, constrói-se, primeiro um desen-
Fios individuais em cabo curvo volvimento do mecanismo e, em seguida, o diagrama de flexão do cabo.
carregado, suportam uma pressão com-
plexa coastitu[da por tensões de tração,
flexão e torção, combinadas com com- Fig. 20. Cabo com um certo ndmero de *A questão de como as relaçõts ( Dmrn ) ou ( D,,,in ) afetam a vida do cabo é a.té
agora controvertida.. d ll
pressão mútua., friciona.mento dos fios fiOB brilhautes.
J
1
ÕRGÃOS Fl.iXIVEJS DE ELEVAÇÃO CAI'. 3 4. CAsos· DE AÇO 37 -- .'""'J
~

Comó toda ~lha simétrica pode ser considerada como uma. ta.lha com dois
1i. 1
Na detenninação do númeIO de flexões, para as talhas simétricas, a polia
compensadora não será considerada., porque ela prrmaneee estacionária quando cabos independentes, ligados à polia compensadora, pode obter-se o número J
:i carga está sendo elevada o:u baixada. proposto de flexões do cabo de uma talha :::imétrica, dividindo.-!!e por 2 o número ')
Diagrama. das- total de pontos, ·onde as partes paralelas do cabo entram ou saem.
flexões Para diagramas comuns de suspensão de carga, o número de flexões de pro- )
Desenvolvimento jeto é indicado na Fig. 23.
3 1 6
Para obter-se a mesma vida do cabo, o efeito do número de flexões deve
},
1
a' a
ser compensado por uma mudança apropriada na relação D"';j4 . A Tab. 7 ilus- )'
3
e
)-·
t tra os valores de Dr;!' como uma função do número de flexões.
)
Ndmero de
flexões 5 TABELA 7. )
Número Dm1n Número .Dmrn Númeró Dmin Número D:mt.. )
defwõe$ -d- dll}lexiJea -d- de Jle:tfJes -d- de /le'.&fJ~3 -d-
s Número de flexão
)
l 16 5 26,5 9 32 13 36 )
Desenvolvimento - 2. 20 6 28 10 33 n ~
it 'i
a
f 7-8 1 3 23 7
8
30
31
11
12
34 15 37,5 )
i:
i; a 4 25 35 16 38
1'
''
)
e
A resistência dos cabos é verificada como segue. Com base no método )

Númer.o de 7
d f de suspensão da carga admitido, usa.mos a Tab. 7 para encontrar a relação D:n - )
'fle,;õe,; Expresssndo o di!metro do cabo. pela fórmula )
d"" I,5thli, (9)* .}
7 f
Número de flexões .!2 = 4 obtemos a relação )
Fig. 22. Determinação do número de Dni1n
.)
flexões, em talhas simétricas. 1,5b .,/7.'
6 fleitões 1 flwcões 8 fle."<6es
)
onde ó - diâmetro de um fio; )
i - número de fios ·no cabo. )
A tensão no cabo carrega.do, na sua. parte flexionada à tração e flexão é )
a-,
O']:=-=-+--.
S óE'
(10)
)
l, K F Dmrn.
ii )
1:
!1:i onde a,, - tensão de resietência à. ruptura do material do fio do cabo em )
kgf/cm~;
1 K - fátor de segurança do cabo; J
S - tração no cabo em kgf; )
)
•Esta fórmula é verdadeira apenas para ca.boa cujos fios possuam diAmetros iguais.
)
__)
. •.
ÓRGÃOS fLE)(fVEIS DE ELEVAÇÃO CAP. 3

.
F - área útil da seção transversal do cabo em cm~. d '
(16)
- - - 3 6 000
E' = :i_E- módulo de elasticidade corrigido -do cabo; D=
8

E' = : 2 100 000""' SOO 000 kgf/cm2, F'..{w) = (17).


~ _ _d_29000
,:sendo as outras notações @orno as anteriores. K D,,,.rn
Tr~P.51formandt. a .fórmula (10) obtemos:
Os valores de d e ú no cabo seleciona.do não precisam ser verificados pos-
F=
s s
=
s (ll)*
teriormente, desde que, o efeito desses valore.':! seja plenamente levado em conta
E' nas fórmulas designadas.
~--h-E, -17b- - -d- . j_E, d
ª·
-----
K Dm!n K Dm!n d K Dm1u 1,5 .../ i A fórmula (10):

Depois de especificar K e seleciorn.1.r o número de fios i, dependcli.do da cons-


d •.
trução do cabo, e para um determinado cr; e D-, empregamos a fórmt11a (11)
m!n
para encontrar a área da seção tro.n.wersal do cabo. _,é baseada no que se segue.
Depois de encontrar F, selecionamos um cabo com a.s caracteristicas ·mais A relação entre o meio e o raio de curvatura na flexão dá
próximas, primeiro Yerlficando se a sua temão tle resistência O"b corresponde
à admitida na fórmula (11). O número de fios no cabo é determinado pelo pro- EI
jeto aprovado. P = M '
Para cabos mn.is freqüentemente usados em maquinária de elevação (com
exceção dos cabos de torção compost[l.), isto é, para os C[l.bos em 114, 222 e 342 onde p - raio de curvatura;
fi?sr a "fórmula (11) assume as seguintes formas: E - módulo de elasticidade do fio;
I - momento de inércia da seção transversal do fio;
s (12) 1Yf - momento fletor.
-vi- - - - d
;;, -o 000 .
K Drn1n Tensão de tração ou compressão na flexão de um fio reto, na süa fibra ex-

s (13)
trema, lccalizada a urrui. distância ; da linha neutra, onde ó é o diâmetro do fio,
_._._
(T d . 36 000·-'....
- ··.--·. . ·
K Drn!JJ. é igual a

F(342l =
s (14) = :e E.!_ = :e E-õ- ·
~ - _d_29000' 2p D,,,r..
K Dmrn
{DmúJ. - diâmetro da polia ou tambor sobre o qual paEsa o cabo.)
Multiplicando-se ambos os lados das fórmulas (12), (13) e (14) por u~, obte~
mos outras fórmulas para a seleção do cabo pela sua resistência de ruptura P, Essa tensão seria desenvolvida em um fio reto se ele não fos.e uma parle
referente à total seção transversal do cabo, isto é: componente do cabo.
S-u~ . Realmente, o fio no cabo está em dupla ou tripla espiral, preso entre os fios
(15) adjacentes, e sujeito à. torção, antes de sua flexão. Experiências mostram que
...!!_ - _d_ 50 000' a tensão de fle>:ão é mais baixa. e a fórmula para u deve ser corrigida, introdu-
K Dmrr, zindo-se um fator especia.l, o qual depende do tipo e torção do cabo, suas con-
dições de operação etc. e é aproximadamente igual a 3/8.
• ~ fórmula é V1"dadeirn apena,, para oabao euiOII fi.., p,;asuam di!meuoa iauai•.
)
·:r,í
),y'
ÕRGÃOS FLEXlVEIS DE ELEVAÇÃO

Pela adição da telli:lão de tração sobre a seção reta à tensão de flexão, obte-
CAP, 3 4. CASOS DE AÇO

TABELA 8. Rendimento das Talhas


41
11,~
mos a fórmula anterior (10), isto é:
Talhas símples Talhas dupla.s Rrndime:nlo
J
S 3 ó S bE'• )
-+-E--=-+--·
F 8 Dmin P' Dmtn Nú.m,,ro Ninnrro
:Yúmero
Número
Atrito de ucorr~ga-
merno = buchas das
Atrilo de rolamento n.u
de cabo8 de palias
de cabo,
de polias polia.! (o fator de re- ruc.has d.as polias (o ja- )
de SUS" de sus- for de re:istência da po-
rotatiuM rotativ°" sistência de uma po-
Os cabos devem ser objeto .de uma única tração de ensaio, de acordo com tentaçao lentaç<lo
lia e 1,05) lia é 1,031) )
a fórmula:

p 2 l 4 2 0,951 0,971 1
3 2 6 4 0,906 0,945
s (18) 4 3 8 6 0,861 0,918 )
1['
5 4 10 8 0,823 0,892
6 5 12 10 0,784 0,873 )
onde S - tração máxima permissfvel, est.abelecida no cabo, em kgf;
P - resistência real de ruptura do cabo em kgf;
)
K - fator de segurança tornado cLi, Tab. 9, dependendo do tipo de mf!- TABELA 9. Valores Mínimos Permissíveis dos Fatores K e ei )
canisrno e condições de sua operação.
)
A tração máxima de trabalho nas partes do cabo de um sistema de polias
carregadas S,,, é encontra.da pela fórmula
Tipo de mecanismo de elevaçao Acionammto
)!
I. Guindastes de coluna de locomotiva., À mão Leve 4.5 16 )
Q montados em esteira, em truques e tra- A motor Leve 5 16
tores (incluindo e;,cavadeiras operando A motor Médio 5,5 18
)
S., = n-11·111 '
1 corno guindastes} guindn.stes e mecanis- A motor Pesado e
mos de elevaçã-0 em áren.s de construçAo muito pesado 6 20 )
li
H
li

onde Q
n -
1J -
peso da carga elevada em kgf;
número de cabos de sustentação da talha;
rendimento da talha (Tab. 8);
e tarefas temporárias
IJ. Todo,; o, outros tipos de guindastes e
mecanismos de elevação
À mão
A motor
A motor
Leve
Leve
Médio
4,5
5
5,5
18
:20
25
)
)
1 A motor Pesado e
!! 1/1 - rendimento, levando-se em conta a perda devido à rigidez do c_abr, muit.o pesado 6 30 )
' ao enrolar-se no tambor, admitido como igual a 0,98. III. Guinchos operados manualmente, com
capacidade de carga até 1 t, montados )
O diêmetro m!nimo permissível de um tambor ou polia é encontrado pela em vários veiculas motorizados (auto-
!I
p
fórmula móveis, truques etc.)
IV. Carrinhos-guinchos
4
5,5
12
20
)
)
V. M€{:anismos de caçamha.s autotn&tica.s
{18a) (exceto para talha.s em garra.s) pa.r& me-
canismos de elevação do ítem I 5 20 )
11I! onde D - diêmctro do tambor ou polia sobre o fundo da ranhura, em mm; VI. Idem, para mecanismos de elevação do
d - diâmetro do eabo, em mm;
item II 5 30 )
it
)
li e1 - fator, dependendo do tipo de aparelho de d<ivação u das condiçõc:,;
de serviço (Tab. 9). Notas. l. As condições de operação da maquínária de elevação podem ser encontradas
li
H
e2 - fator que depende da construção do cabo (Tab. 10). nas Ta.hã. 2 e 3,
2. Em cabos destinadq,; a eleva.dores de passageiros, o fatoL" K deve ser no mlnimo 14.
)
)
if O diâmetro da polia de compensação pode ser 40% mmor do que n diâmetro 3. O fator K de cabos de Jingas deve ser no mínimo 10.
!f das polias do bloco que sustenta à. êarga. 4. Na de~erminação do diâmetro mínimo pennis:dvel das polias em garras de máquinas )
!l de elevação enumeradas nos itens I, II e IV, o fat-Or e1 pode ser reduzido po.ra. 18.
:J
j; 5. O, fatoL" de segurança para talhas de elevação que transportam meta.! fundido, subs-
tâncias ácidas, sujeitos ao fogo, e.1eplosivos e venenosss deve ser igual a 6,0, independente das
J
•Este é um cálculo aproximado da tensão do cabo e qlle 8omcnLe leva em conta carg:.t.'< condições de operação. )
estáticas; ensaios dinâmicos podem ser dispcns:Ldo,;, com os fator~ de segurança dentro do,;
'
[t limites L"ecomcndados, quando o cabo não for muito longo. 6. O fator de segurança dos cnbos destina.dos a.suportar somente lanças de guindastes,
isto é, usa.dos como tirantes, deve ser no mínimo 3,5. )

il
1
,;
J
)
42 ÓRGÃOS FLIXIVIJ5 DE EL!VAÇAO CAP. 1 !. CÃLCULO DA cuüçlo
,
·~·-·
..
tr
.i··
~i.

TABELA 10. Valores do Fator e3 que Depende da Constritçiio ·do Cabo · - Esses dados foram usados para desenhar um diagrama. mostrando a relação

Conatru#,IO do cal.io
rr = f, ( ~ ) para os vários números de flexões dos cabos (Fig. 24) e obter,
......-::.•- .. matematicamente, a seguinte fórmula de projeto:
Ordinário 6 X 19 = 114 + 1 núcleo:
e "'-"!;i,o torção eruzada
torção paralelo.
.J,00
0,90
A = ~ = mt1CC1Ct, (19)
Composto 6 X 19 = 114 + 1 núcleo: • D
a) W arrington! onde A, =d - relação entre o didmetro do tambor ou polia e o diàmetro
torção cruzada 0,90 do cabo;
tor!,:io pamlelk 0,85
11) Seale: m - fator dependendo do número de flexões repetidas do cabo. z:
torção craada 0,95 duranhe o período de seu desgaste até seu rompimento
torção paralela 0,85 (Tab. 11); ·- _~:
Ordi.n!rio 6 X 37 = 222 + 1 micleo: u - verdadeira. ·te11Bão de tração no cabo em kgf/mm2 ;
torção cruzada 1,00
torção psralela 0,90 C -· fator caracterizando a construção do cabo e a tensão de re-
1<1.stência à tração do ma.teria! do fio (Tab. 12).
(/1 - fator dependendo do dii\metro do cabo (Tab. 13).
Nota. Para gu.indastes e mecanismos de elevação operados manual-
mente e também para cabos não indicados na tabela o fator e2 pode (1 2 - fator dependente de condições operacionais e de fabricação do
ser admitido como a unidade. cabo, nll.o levados em conta pelos fatores C e 01 (Tab. 14).
kJ(ff.ni
5, CÁLCULO DA DURAÇÃO (RESJSTtNCIA Á FADIGA}
DOS CABOS DE AÇO PELO imono DO PROFESSOR ZHITKOV

Baseado oo fato de que o rompimento do cabo é causado pela fadiga do


material e que cada. fio do cabo pode resistir somente a um determinado número .,....... ... _ . .-·:•
_

de flexões, muitos investiga.d9"es se propuseram à tarefa de encontrar, por ex- 1

periências, a relação entre a 'vida do cabo e os váric, fatores que causam des-
gaste e determinar, em cada caso isolado, o número de flexões após o quaJ tem
início o rompimento do õa~.
O método para calcular a resistência à fadiga dos fios do cil.bo deve ser re-
![ conhecido como o mais cientifico e perfeito. Correto, em princípio; <µe é tam-
) bém de grande importância prática. · Ao projetar órgãos de elevação, o proje-
1! tista deve ter sempre em mente que da vida do cabo depende a. dimensão dos
) tambores e polias, carga, construção do cabo e outros ~atores.
li fO O !D 40 60 .D/d
) O método de calcular a resistência à fadiga dos fios iio cabo acima descrito,
Fig. 2i. Diagrama para determinar o 11limero de fie:rões do cabo.
li foi desenvolvido pelo resumo dos resultados de muitos a,nos de pesquisas condu-
zid:is principalmente nas U ~ Hammer e Sickle. <:::abos de váriá.s constru-
ções, com diâmetros de 3 a.. 28 mm foram ensaiados em três máquinas especiais TABELA 11. Valores do Fator m
para encontrar os Ia.tores metalúrgicos de produção, projetos e operacionais que
á.fotam a resistência dos cabos. z em milhnre1 ao 50 70 90 llO 130 150
Como primeiro passo, foram compiladas, em forma de gráficos, caracterís- m 0,26 0,41 0,56 0,70 o,sa 0,95 1,07
ticas de vida. do cabo, para todos os ensaios, os quais determinam as relações 170 190 210 230 255 280 310 340
z em milharei
) 7/t 1,18 1,29 1,40 1,50 1,62 1,74 1,87 2,00
lf
) i em millmrcs 370 410 450 500 550 600 650 700
I! m 2,12 2,27 2,42 2,60 2,77 2,94 3,10 3,17

li)
i
li
l - J
,!'.. }

ÓRGÃOS FLEXIVEJS DE ELEVAÇÃO CAI'. :t ·1f'.1


5. CÃLtlk.O DA DURAÇÃO ,45

µ.:
t1
TABELA 12. Valores do Fator C TABELA 14b.
)
Canslruçao do cabo
OperaçiJo Ti-atamllllto )
6X7=42e
6 X 19 = 114 e um mícleo
6X37-222e )
<16, um núcleo Ordinário Warrington Brale 11m núcleo Trefilação Redução por trefilação ...... 25% 1
kgffmm 2 Redução por trefüação - 10% 0,93 )
Tor&40 T~~ T~ão TorÇão Torrão Tlll'çllo Tlll'ç(IO Torção
..,. r·. / comum 1
cru- para-
Tor"1,,
cro-
Toríllli
para- cru- para- cru- para• cru- para- Processo ao tra.tamento técnico
ouper lCJe \ polida
PatenLeado no banho do chumbo
0,89
1
1
11ada leia 21Jda lela iada ltla zada leia zada leia Normalizado 1,08 )
Endurecido no ar 1,1
130 1,31 1,13 1,08 0,91 0,69 0,61 0,81 0,69 1,12 0,99 Temperado 1,15 )
160 1,22 1,04 1,00 0,83 0,63 0,54 0,75 0,62 1,06 0,93
180 1,16 0,98 0,95 0,78 0,59 0,50 0,70 0,57 1,02 0,89 Pa11so da torç/Jo )
'
)
Perntu no cabo
81!t}v:nda torç4o
)
)
1,8 d do cabo 10,2 d da pernn. 12, l d da perna 1
TABELA 13. Valores do Fator C1 Processo de
6,7 d do cabo 10,2 d da perna 12, 1 d da.perna 1,13 )
8,8 d do cabo 10,2 d da. perna 12,1 d da.perna 1,06
fabricação 8,8 d do cabo 12,0 d da perna 14,0 d da perna 0,91 )
Dül.metro até 8,5- 15- 19,5- 30- 37- das perna,i 6,7 d do cabo 8,3 d da perna 7,9 d dJi. perna 1,18
5,5-8 11-14 18-19 25-28
1 do aibo 5 -10 -17,5 -24 -34,5 -43,5 · 6,9 d do cabo 25,0 d da perna 6,9 d da. perna 0,72 _)
C1 0,83 0,85 0,89 0,93 0,97 1,00 1,04 1,09 1,16 1,24 Núcleo de uma 1
)
Impregnada com Cânhamo
perna graxa Algodão
Manilha
1,11
0,82
)
C, Fator que determina os fatores àdiciona.is de produção e operacionais, não levados Sisai 0,82
1 em conta pelos fat-0res C e C1. (os valores de l'2 estio indicados na. Tab. 14.} Aço 1,36 )
)
l!I, Núcle,i de uma
perna
Nã.o impregnada
de graxa
Cânhamo
Algodão
1,15
1,46 )
Manilha. 1,0
TABELA 14.a. Valon,s do 1."ator C: Sisai 0,82_ )
1 Aço 1,36
)
illalerial do fio do cabo
1 Núcleo de três Impregnada i:om Cânhamo 1,06 )
pernas graxa. Sisal 0,74
Aço carbono: 0,55% C; 0,51% Mn; 0,25% Si; 0,09% Ni; 0,08% Cr; 0,02% S e )
0,02%P 1
Aço Carbono: 0,70% C; 0,61% Mn; 0,09% Si; 0,021% S e 0,028% P 0,9 Processo Endireitamento do fio e cabo 0,89 )
Aço perlítico ao cromo: 0,40% C; 0,52% l'tln; 0,25% Sf; 1,1% Cr; 0,025% S e Adicional E!ticamento prévio do cabo 0,93
O,D25%P 1,37
)
11: Aço inoxidável: 0,09% C; 0,35% Mn; 0,3% Si; 8,7~ Ni; 17,4% Cr; 0,02% S e
0,02P 0,61
)
Dapois de especificar a "ida do cabo, ·podemos encontrar o diâmetro do
i! Aço comum Siemens Martin 1
J
r Aço Siemens Martin íundido de ferro gusa de carvão de lenha e sucata limpa
Fios fabricados de um lingote inteiro
Fios fabrirodos da. zona média do lingote
0,63
1
0,92
tambor e das polias pela. fórmula. (19). Se a tensão u, relação -~ e as condi-
)
ções de operação do mecar:ismo de eleva.çeo forem conhecidas, podemcs deter- _)
1 minar a vida dos cabos de várias construções.
)
li
[.
)
46 0RGÃ0S FLEXIVEIS DE ELEVAÇÃO CAP. 3 5. CÃLCULO DA DURAÇÃO 47

-\ TABELA Uc. ·~·- TABELA- IS"': Valores de a, 11:2 e /1


' --
Falorna 1Jpcr aci1Jnais Índice, C2 Allurà h
..
--·-
Nu- de eleria-
~ mero ÇâO de
·"' - DiM média carg{J. em
Material da polia Ferro fundido 1,0 _:,..:-11
Dumlumínio 0,92
•&

Ope- dt de ui, para o


Condi,ões de operação ração trabo- <:iclo
Tecido laminado ·- 0,80 do mecaniBmo de ele- didria lho
- de a
Modo de ffl.!·
pen,/Io da mrge Z:
mdxim.o
número de fJ
1iaç&J h, por lraba- jle:tiJell da
Raio d:i. ranhura da polia 0,52 d do cabo-- 1
mêa lho cabo por
.,'1
\
0,75 d do cabo
R=""
Ranhur:i V - 40•
1,16
1,27
1,26
.-
par
dia
cido pMa
!1 = lm t
l, = 2m
'i Natureza de flexão do cabo · Flexão de um lado l
'') F1exll.o múltipla Acionamento SuspeDBio
; t·, ··:···-.
1,4 8 25 16 400 simples 2 - 0,7
Ângulo de contato do cabo 180· -- l .:.-. a. mão

!I sobre a polia 90,, l,14


45· Trabalho 8 25 40 1000 Suspensão com 4 2 0,5
l,27 uma polia
![ leve
Ângulo da deflexão do cabo, ()o l
móvel
relativo a um plano normal 1°30' 1,09
ao eixo da polia ou tao:i.bor 3• Trabe.Iho 136 3400 2X2 3 2 0,4
1,16 16 25
(ângulo de deslisamento) s• médio•
1,22
Aciona.-
Temperatura amb.iénte + 20•C l mento e. Trabalho 24 30 320 9600 2X2 5 3 0,3
·O,C
- 2°'C
0,9
0,83
ID-Otor pesado e
muito
-- 'falha
múltipla
pesado e/relação:
2X4 7 4 0,25
n Quando se calcula a resistência à fadiga de um cabo deve-se conhecer o
2X5 9 5 10,2
!! número permissível de flexões durante o período de sua o~eração.
li Em _diferentes mecanjsmos de elevação, um mesmo eabo pode resistir a dife-
rentes numeras de flexões, d 7pendendo do número de polias de guia, circundadas
pelo cabo E' a altura, à qual a carga é elevada (que nem sempre é a mesma) bem-- Os valores de a, z2 e fJ são dados na Tab. 15, que especifica a altura h da
como da relação entre as cargas, plena e média, de trabalho. carga elevada, na qual o cabo será flexionado em todas as polias. Em uma sus-
H pensão com uma polia móvel (Fig. 25), o ponto v do cabo na polia fixa 1 alcan-
l Para se obter dados mais precisos sobre o número de ciclos de tmbalho o
número ·de flexões do cabo e ciqga no cabo, certas empresas construtoras du- ça.rã o bloco móvel inferior 2, quando a caixa do gancho for abaixada de uma
i/ altura h = l. Nos guindastes com lança, a seção do cabo que passa sobre as
rante long? tempo,. efetuaram observações e -cronometraram o tempo de traba-
j[ lho de várias máqumas de elevação. A Tab. 15 foi compilada com base nesses polias 1 e 2 nunca alcançará o t11JI1bor P- a polia. 3.
dados. No sistema de múltiplas polias (Fig. 26), o ponto v do cabo sobre o tambor
. Se co~~ecemos :is condições de operação de um mecanismo de elevação akm1çará a polia 1, quando a. cai,:a. do gancho for abaixada. de uma. altura
apos especificar a VIda do cabo, podemos encontrar o número permissível de
Flexões z1 pela fórmula
(20) onde li - distância da caixa do gancho às polias fixas;
onde N - vida do cabo, em meses; z~ - distância da sru:<la. do cabo do tambor até a cai.xa móvel;
a - námero médio de ciclos de trabalho, por mês; i - meta.de do número de cabos de sustent.ação.
z: - númeI"_? de flexões repetidas por ciclo (elevando e abaii:ando) na
li elevaçao de plena altura e flexões unilaterais· Dessa maneira., somente se a c~rga for abaixada de uma altura h, a. seçii11
f3 - fator de- mudança. na resistência à fadiga do dabo devido à. eleva- do cabo, saindo do tambor, pode passar por cima de todas as polias; qunndo :i
li ção ~ ca:ga para alturas inferiores à plena alt~a, e para eleva- altura de descida for menOT do qu,e h o número de flexões do cabo será nwuor
1r' ções mfenores a plena carga. do que o máximo; o mesmo ocorre quando o cabo levanta a carga.
1
,1·
)

)
ÓRGAOS FLEXÍVEIS DE ELEVAÇÃO CAP. 3 5. c.(LCULC DA DURAÇÃO
., )
)
Usando os results,des.clos ensaios (Fig. 27) obtidos na determinação de nor-
mas de rejeição de fios de a.ço d~staqcs e tendo em mente que há uma. rels.ção
")
direta entre o nllmero de flexões e o número de fios quebrados no cabo, podemos ")
aceitar a relação
)
z
,p = -%1 = 2,5. )
)
Neste caso, supomos que a. linha "nonna de rejeição" divide as cun·as da
.fadiga do cabo na. relação 1:1,5 (aproximadam®te), isto é, a vida do cabo tem )
0,4 de sua dura.bilide.de.
)
)
)
1•
li Resistência .. fadiga (Número de ")
flexõe,; lrepetida.s) •
li ~ t ~- ~ i
!t,, Fig. 25. Suspen!ião com uma polia móvel. )
... "i:-: .~ )
~\ !), ....
..: ~ormJ.. ~ '~ ......Norma. de
I
l
J )
<,i rejeição "
~ ""rejeicíio li l )
N~~a. n..,
~ de rejeição
I"'\ ~ I' i'ti.
...,.
.... 71 )
\ ~
...l ""1
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l li,. " \_
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•, \..
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d -~--
li
u!1
.
---,...,,. )
~
-~ ~
\:1 / )
~

..:o e-. 7
)
í )
~ ....._--·-----·-" )
Fig. 27. Relação entre a. capacidade de elevação da. carga e a resistência à fadiga.' do
cabo e o número de fios quebrados ao longo do comprimento de um pnsso do mesmo: J
l - Cabo de torçlo cruz&<k 8 X 19; 2 - osbo de torçilo cruada 6 X 37; . a - cabo de tórçlo paro.lei•
)
\' .
I
' r
6 X 37.

)
. O número de flexões repetidas que ea.usam a falha do cabo é encontrada
pela. fórmula )
)
(21)
)
O método de calcular a fadiga dos cabos torna possCrnl estimar a capacidade J
de trabalho do mesmo tob várias condiçces de operação. Este método é su- )
perior aos outros à medida em que proporcioµa ao projetista e mecânico um qua-
Fig. 26. Suspensão eom um sistema de múltiplas polias.
dro evidente sobre a vida do cabo. ' J
J
J
6, FIXAÇÃO DAS CORRENTES E CABOS llt
ORGAOS FLEXIV!,15 DE ELf'!AÇAO CAP. 3
50
...
,_ A Fig. 29b mostra como as extremidades de- uma. corrente é fixa a um gan-
A Fig. -28 ilustra os princirais fatores que afetam a. qualidade de um cabo cho com ajuda de um garfo bipartido e um parafuso. A firação de· um ga.ncho
de aço;--- , • - a duas P!rnas e.e ttma corrente com ajuda de uma trave~sa e garfo de olhaes,

::~. -i•·
.. está ilustraél.&-na fig. 29c. O cabo de cada garfo é fixo com uma. porca direta-
mente à travessa do p;ar.eho .

. -· -

Fig. 28. Principais fatores que afetam· a qualidade de um aço.

Flg. 29. :Métodos de fixação de correntes de carga roldadas.

Fi:zação de C.Orrente de Rolo11, A Fig. 30 mostra. como uma corrente de rolos


é fixa à estrutura de um carrinho, i;or meio de um elo especial na ex.tremid&de
da corrente e com um gr~e furo para pino d1 e ten1o um passo Z, maior que
6. FIXAÇÃO DAS CORRENTES E CABOS o dos elos comuns. Os elos da.s extremidades dns conentes de rolos obedecem
às normas de càds. país, dependenc!o é.o J:3.f~o principal e da capacidade de
elevação de carga da corre:i.te.
As extremidades das correntes e cabos são presas por vários métodos, al-
Fixação de {".abos de Cânhamo. Cabos dt• cll.nha.rr:o são usualmente unidos
guns dos quais serão diroutidos abaixo. por amarração ou com ajuda de guh:chos (Fig. 31). Todos os outros métodos
Fixação de C:Onentes de Carga Soldadas. A Fig. 29a mostra como a extre- são inadequados, devido à relativamente baixa resistência dos cabos de cânhamo.
midade de uma corrente de carga é füa na estrutura de um carrinho. Uma
Fixação dos Cabos de Aço. Os mótodos seguintes são utilizados para fixar
extrerr.idade em forma de elo soldado_ é posta em um eí:r_o preso em placas la-
a, cxtrcmidadffi de um cabo de aço à. estrutura. de um guincho na lança de um
terais da estrutura do carrinho. Em ambos os lados dos elos, existem buchas
guindaste giratório ou em qualquer outra parte do mecanismo de elevação.
de sepamção par& localizar a corrente.
"):
52 4RGAOS F.LEXIVEJS DE lll.EV.\ÇAO CAP. 3 ,. PIXAÇÃO DAS CORRÉNTES I CABOS ))
Uma verificação aproxima.de. da resistência. de uma luva cônica inclui ó

seguinte: )
Força lateral nas par~des da. luva (Fig. 33) é
): :
Q )
P = -...........-
2sena 1
)
onde Q - cargu 'ro hrC' o cabo.
)
)
)
)
)
Fig. ao. Fixação de correntes de rolos Fig. 31. Fixação de e&bos de cânhamo.
de carga.. )
)
Luua Cdnica para Cabo de Aço. O cabo é preso em uma luva cônica (Fig. 32)
na. seguinte seqüência. de opernções: )
1. A extremidade do cabo é firmemente amarrada com fio mole nos pontos )
a e b, cujas posic;:õcs dependem do comprimento da luva de aço. A amarra in- d.
ferior b deve· ser mais larga do que a superior.
F~. 33, Dia~ma para. o cálclllo da rBl!fotência de uma luva cônica para cabo de aço.
)
2. A amarra superior é a seguir removida separando-se as pernas. )
3. Separam-se os fios de cada perna e cor1!a-se o núcleo de cânhamo. Ao mesmo tempo,
)
4. Em seguida os fios são unidos em dois pontos por meio de duas amarras
temporárias a' e a". p = pF )
2 '
5. A extremidade do cabo é empurrada para dentro da luva, as extremi- )
dades dos fios são dobradas em forma de gancho e, a seguir, derrama-se chumbo onde p - pressão nas paredes da luva
derretido dentro da luva. F - área de apoio em contato, igual a )
A Fig. 32 mostra vários tipos de luvas ·para ganchos de suspensão. )
J
Então, )
{1 li'
P.= __..;;.Q_ pl(di + d,)w )
u• ·2sena 2,2 )
Substituindo )
d1 - d,
· l= )
2sena '
)
temos
)
Q p(d1 - d1) (d1 d1)'ll" +
1-"lg. 32. Fix:.itão de um c:i.bo de u.ço cm urnn luva côulcu. 2sena 2 X 2,X _2sep:a .. )
J
)
54 ÓRGÃOS FLEXIVEIS ~ ELEVAÇÃO CAP. 3 1 6. FIXAÇÃO DAS CORRENTES E CABOS .55
I·,
e, simplüicando, obtemos 1__ .
·1
..........,.
.. "-
~ ••
... 1 ' p(a1- c®w -. 1 _. •• ~::;;;.-. - •

Q =-
. - .... ~ 4
i
De onde

p =
4Q

isto é, a. pressão entre as paredes interna.s da luva e o chumbo de.- preenchiJnento


é igual à. pressão na pr.oj_eção horizontal da área de apoio.
(22)
· ....
__ ·-:_.:~;

Quando d2 ~ d(d - diâmetro do r.abo),



_- f2.3ii,. -
:-=-:
·:= -~t:j-~:~ + d~. ._-...._..;..;;,,_ ..
A pressão· p niio deve exceder 115 kgf/cm2 • (a) (b} (e}
A altura da Juva. h é determinada pela. verificação do chumbo de preenchi-
mento ao cisa.lha.mento Fig, 34, Enluvãmento,'fe tim ca.bo por cunha (a} e fixaçiio por meio de anilhos (b, e).

h = Q (24)
Luvas-cunhas. O cabo passando em volta de uma cunha de aço ranhurada
rd[ r].; '
(Fig. 34a) é colocado, juntam.ente .íom a. cunha, em uma luva plana de aço fun-
onde [T]., = 125 kgf/cm 2• dido de forma correspondente. A carga puxl), o cabo para dentro da luva que
A espessura das paredes da. luva, considerada. como um cilindro com pressão o prende firmemwte.
interna, é encontrada pela seguinte fórmula geral: Anilho. Um cabo é passado em volta de um anilho de aço (l:iUg. 34b) e sua
e:dremidade livre é amarrada coin a parte principal do c_abo. O comprimento
d"= d;.. ~u,., + o,;p da amarra é 1 >-15d, mas nunca menor de 300 mm.
(1'-,,..- l,3p
onde d.,. e d... - os diâmetros externo e interno;
rt,., - tensão admissível à. ruptura em kgf/cm2 (para o aço fundido
O',,,. = 400 a 700 kgf/cm1);
p -- pressão interna encontrada pela fórmula. (22).
Comõ"--U'· qJiumbo de preenchimento não entra uniformemente cm conta.to
com as paredes, o valor de p deve ser dobrado para ter-se maior coruiança. As
equações seguintes são validas para as seções mais largas e estreitas da luva:·
1.,
'
para a seção larga

1,.
a,..+ 0,4 X 2p (25)
u,,.. - 1,3 X 2p .
•1

l,. i,·' pura a. seção estreita

[ 1:'.
dt = d. J u,.. + 0,4 X 2p . (21:i) Fig. 35. Gl"lll!lpo8 para cabos. F.ig, 36. Anilho de cabo com
_., u,,.. - 1,3 X 2p pla.ca.s 8 P!\1'8ÍU.50S.

!li<
'.
í ! \
)
J 1
011.GAOS FLEXIVE!S OE ELEVAÇÃO O,. 3 7. ÓRGÃOS DE SUSPENSÃO D.l CAII.GA 57
)
A fi'ig. 34.c mostr& um gancho fix? em. um anil~o de cabo. Este tipo_ de corrente ou de cabo, bem como a. urna força maior de compressão ou de flexão J
fixação ,em aplicaçãTI' extremamente d1fu:,;cli_da~, Ao ~".és da. amarra, o _anilho atuando na éarga que estiver em elevação. Coru:eqüentem.ente, à medida que o
pode ser preso pelo ajuste de grarnp?s ou c~ps e~pecialB sobre? cabo (Fig. 35).
)
ângulo interno aumenta, diminui a carga útil sobre a perna da linga.
O número núnimo de grampos é tres. A Fig. 36 1lw,tra um amlho de cabo no )
Se a carga for suspensa. simetricamente em quatro correntes {Fig. 37c) pode-
qual este é grampeado por meio de placas e paraflli!os.
se admitir que o peso será igualmente distribuído entre as quatro pernas da tinga.
Nesse caso a força de tração nas pernas da linga será
)
7, ORGÃOS DE SUSPENSÃO DA CARGA
\ )
As cargas unitárias são transportadas por lingas de correntes ou cabos, presas
nos ganchos ou _garras de ferro. ···I í2H) )
~}
Ângulo Interno entre as Pe.mas. das Lhlga~-Na F:ig. 37a temos uma carfa Mas como
suspensa por duas pernaE de urna. linga. ?es1gna:1do-se Q o peso da carga ele, a-
)
t, da, a força da tração em cada perna da lmga sera
1: CDS a = )
j· _Q__
,· s 2 cosa
(27)
)
a fórmula final toma,rá a seguinte forma:
1: )
['
t S;S' s= .9._ (29) )
;_
1
4gf "//1 4 h.
L;
/11 )
1:
Z500
t' /11 Se o peso da carga Q for conhecido, a força de tração em cada perna seri
)
l' 1 0110 ' / 1
2000 -) I 1 1 k.!L )
1 S= cosa m'
(3ú)
1 ~J flJ2 m
)
wr,v / 1
_,, ';/fJ55 J 1 onde m- número de pernas na linga; )
10J~ S'/ 1000 a - ângulo entre as pernas e a vertical.
1
Se a = 0", 3Ü", 45° e 60', então k = 1, 1,15, 1,42 e 2, respectivamente.
)
Vm 1
1/ 1
Lingas de Corre7lte. Essas lingas são feitas de correntes comuns, soldadas
)
1/ 2§8
1 e não calibradas, com anilhos e ganchos para susperu,ão, ou com garras em forma )
JO liO gg rzo t5o de tenazes, próprias para o objeto a ser elevado. Também, usam-se correntes
(e) sem-fim ·e correntes li,Tes, com anéis nas extremida.des. Passa-i:e essa. corrente )
(ó)
por baixo da carga ou várias vezes em torno do gancho, enquanto que os anéis )
das extremidades, ou a parte livre da corrente, são pendurados sobre o gancho
lt'ig. 37. Determillll.çáo da.s forças que a~us.m sobre as perna.s das linga.s. do guindaste. )
L: -A Fig. 38a mostra uma corrente sem-fim, a Fig. 38b, uma corrente livre com )
li A componente horizontal da força de tração S é anéis, a. Fig. 38c, uma. corrente com um gancho e um anilho, -a Fig. 38d, linga
Q de corrente com duas pernas, a Fig. 38e, garra, em forma de unha, para fazer, )
S' = 2 tga. um laço na corrente.
1 )
l1
!. Determinando-se as forças S e S' para uma carga ~ = l 000 kgf, com
A Fig. 38j mostra barris suspensos nas lingas de corrente, por meio de garra.E',
em forma de tenazes, que se ajustam à.E arestas chanfradas dos barris. Lingas
de corrente são usadas, predominantemente, para serviços pesados e sempre
)
nos casos de grandes va.riações de temperatura ou de uma temperatura per- )
ângulos internos variando de 2a = o• até 2a = 180°, a relação entre S e S' s~rá manentemente alta. A não ser que sejam usados calços macios, especiais,
I: expreEsa pelas curvas mostradas na Fig. 37b. Essas curvas mostram q~e mato- (Fig. 38g), as lingas de corrente podem danific_ar os cantos das mercadorias por
y
1
L
res ângulos internos levam a IIlll.iores forçaii de tração nas pernas das hngas, de elas movidas. Calços semeihantes também são usados para l:ingas de .cabo. )
i
[:
.,
- 1

7. ORGlOS DE SUSPENSÃO DA CAaGA s,


58 OR.GA()\ FLEXIVEIS DE El.EVAÇAO CAP. 3

{e)

(f}

(g)

_FitJ. 38. Liagalf de ,oorrente. ' (a}

1
~- (u)
"8
(bJ

Fig. 39. Nós e lingas de ca.bo de cânhamo.


1- 116 quadrado: 2 - (ol de meia volta, (b) do duas meiu voltu: 3 - tinp; 4 - n6 da pores;
5 - (<>) 1IÓ de oocota IIÍllgola. (&) 116 de oscota dobrada; 6 - tronco o n6 de ~ volta (g 1.&ço auperior man-
tém o tronoo nã pooiçio vertical); 7 - nó do volta. aimplm: 8 - 116 de linha de escarpa; 9 - catau. Todo• F',g. 40. Ungas de cabos de aço.
""""" n6• oiio aoitoa.
~ .
)
60 ORGAOS FLEXIVEIS DE ELEVAÇÃO CAP. ) )
)
A força de tração, nas Jingas de corrente, pode ser encontrada !)€las fórmulas CAPÍTULO 4
(28) e (30) e k é admitido: para conente sem-fim ou corrente u,..,:e, passada em 1
torno da carga, k 2:: 6 (Fig. 38a e b); para correntes que não circundam o ob- )
jeto k ~ 5 (ver Fig. 3&, d e fJ. POLIAS - SISTEMAS DE POLIAS - RODAS DENTADAS
)
Lingas de Cabo de Cânhamo. Cabos de cânhamo branco, torcidos rigida- PARA CORRENTES - TAMBORES
mente, encontram extensa aplicação para suspensão de cargas .em ganchos de )
guindastes. São muitr~ inferiores, em resistência, aos cabos de aço, mas possuem
melhor flexibilid~de e podem ser, facilmeute, apertados em nôs. Os cabos de )
cânhamo são, facilmente, danificados pelas arestas agudas das mercadorias que
movimentam e devem ser protegidos com calços macios (ver Fig. 38g) ou dis- )
positivos especiais de proteção {cantoneiras). )
Os métodos de apertar os cabos de cânhamo são ilustrados na Fig. 39. I. POLIAS
")
Os cabas de cânhamo são selecionados pela. fórmula (6) e as for~.as de tração 1
Polías podem ser fabricadas nos tipos móveis e fixos. Polias com eixos
nas pernas da Jinga são verificados pelas fórmulas (28) - (30). As tensões de )
fixos são, também, chamadas polias de guia, porque mudam as direções dos ór-
ruptura são: parn cabo branco, !J'b, = ,50 kgf/cm~; para caba alcatroado, ª'"' =
gãos flexíveis de elevai;ão.
= 45 kgf/cm~. )
Lingas de Cabo de Aço. Cargas pesadas são freqüentemente, movidas por Polias Fb::as )
Jingas de cabo de aço. Comparadas com as correntes, pesam menos, porém
são muito rígidas e tendem a torcer. A par disso, quando movem mercadorias A Fig. 41a e b mostram diagramas de polias fixas. Urna extremidade do )
com arestas vivas, dobram e:xcessivarnente e rapidamente se desgastam. São, cabo, que passa sobre a polia, é carregado com a cargà Q e a outra tracionada
também, muito su~ceptíveis à altas temperaturas. com a força Z. O curso da força de tração S é igual à altura h, à qual a carga )
é elevada. Desprezando-se a resistência na polia, a força de tração Z 0 é igual
A Fig. 40a mostra uma Jinga de cabo de aço, com uma perna, e a Fig. 40b,
a Q. )
com duas e quatro pernas.
As lingas de cabo de aço são calculadas pela fórmula (11) e suas forças de Na realidade, Z > Q por causa das resistências na polia (resistência à fle- )
xão e resistência. de atrito nos mancais).
tração são determinadas pelas fórmulas (28), (29) e (30); k ~ 10 para lingas pas- )
sadas em torno cta carga (ver Fig. 40a) e k ~ 6 para lingas que não enlaçam a A propriedade de rigidez dos cabos que passam pela polia manifesta-se pelo
carga (ver Fig. 40b). fato de o cabo, ao entrar na polia, não seguir imediatamente sua circunferência )
Cargas elevarias por lingas de cabos de aço ou de corrente devem ser bem mas ser, a princípio, um tanto desviado, da quantidade e para o lado de fo~
presas, de modo gue não alterem sua posição na. linga, durante seu movimento. (Fig. 41c); reciprocamente ao sair da polia, desvia, apro~imadamente, a mesma )
)
)
)
)
)
)
)
)
)
(o) (h} )

Fig. 41, Poli88 fins.


y
)
1

L }
62 POLIAS - SISTEMAS DE POLIAS CAP. 4 1. J'OLJAS

quantidade para dentro. Isso aumenta o braço de alavanca da força Q, quando Ex]:1ériências conduzidas na. URSS, têm mostra.do que, para cabos, podem
· o cabo entra, e decresce o braço da alavanca da força. Z, quando o cabo sai. ser admitidos os seguintes valores médios:
N11m estado de equilíbrio Z(R cos r;i - e) = Q(R cos r;i e) e, então, teremos a +
t. seguinte relação entre os valores das forças: .. 2e
R cos cp
=01 d
' D - 10 '
e
z· 1+ R cos 'P onde d - diâmetro do cabo, em cm;
Q- e
(31)
D - diâmetro da polia, em cm.
1
R cos q:, Alfun da rigidez dos cabos, o fator de resistência em polias também depende
' · do tipo de mancal e dos lubrificantes usados nos eb::os das poli&S. Qwmdo se
p Portanto, depois da divisão, e desprezando-se as pequenas grandezas, UB& graxa·(µ::.,: 0,1) para lubrificar polias de corretites e cabos,, podem-se to~
o~ -ireguintes valores médios: e;:::,,: 1,05 e 17:::,,: O, 95. Para polias com n;w.ncB.lS
Z ~ Q (1 + li: 2e cos 'P
) . (32) de rolamentos de esferas ou rolos, o atrito nos eixbs é, uSU&lmente, desprezado,
admitindo-se a média de E~ 1,02 e 17:::,,: 0,98.
A resistência de atrito no:, mancais é Palias Móveis

li : - d' d'
Essas polias têm eixos móveis, sobre
f! J
W = L (Q + Zo)µ 2R ;a;, Qµ R' (33) os quais são aplicadas as cargas ou a.
força. Conseqüentemente, existem. po:..
onde d' - diâmetro do eixo da polia; lias para um ganho em força e polias
para um ganho em velocidade.
. +-
µ - coeficiente de atrito.
Polias para UJ:n Ganho em Força.
A força resultante P sobre a polia. é facilmente determinada por métodos Para a polia mostra.da na Fig. 42a, a
gráficos, como mostra a_-FJg. 41a. Para a = 180°, a::, duas partes do cahó serão distância percorrida pelo ponto do cabo,
{]
paqi.lelas e ·a· . ·. : :e· · \ ~ · . . . :
"'--->~·---- -". --~"· --··~:~·-:'~--_:_;~·- em que a força é aplicada, é igual ao do·
:· L (Q + Zc) ~ Q Zo~ 2Q = P. + bro da altura à qusl a carga foi elevada:
{]
A força de tração será 8 = .2h } ' (35)
e= 2v (a) (b)

l
z~ Q [1 + R 2e cos r;i
+·µ ...!__]·
R
(34)
onde e -velocidade da força aplit:a.d&;
v - velocidade da carga..
Fig. 42. Polias m6veiB para ga,nho em força
e velocidade.

Ir; A grandeza e =Q
z
é chamada fator de resistência da polia e
Quanto à re:,istência na. polia,

[f
)
Z + So = Q; Z = E So = E (Q - Z); }

J:. 1 z = _ E _ Q· = Zo = _g_ , 1 + E = 1 +E (36)


E=-
. 1/ ,
l+E ,'1 Z 2 EQ 2E .
jt
onde 71 - rendimento da polia.
Quando e= I,05, 7J =
0,975, isto é, o rendimento da. polia. móvel é um pouco
j: mai_or do que o de um.a polia fixa.

, ·
Portanto,
l 2e d'
PoWUI para uni Ganho em Veloeidade. Para à polia mostrada na Fig. 42b,
a distância percorrida palo ponto, onde a força ~ aplicada., é igual 11. metade
la
E=-=l+ +J.L-R. da altura. à qual o peso foi elevado:
'1 R cos I{)

!
!
O valor R
2e
cos IP
. rigidez ctós cabos - s6 experimentalmente pode ser -8 = :h 1 (37)
encontrado. e= -
!r 2
i
11 ·
·,. )
J
)
64 POLIAS - SISTEMAS DE POLIAS CAP. 4 2. SISTEMAS DE POLIAS 65 )
)
Quanto à resistência na. polia.,
)
Z=Q+So=Q+Qe==Q(l.+e); 1 )
Zo 2Q 2 (38)
1J = Z = Q(i+ E) = 1 +E • t(l.) )
)
Quando E""' 1,05, '1""' 0,975, isto é, neste caso, ta.mbém o rendimento da
polia móvel é mais alto do que o de 1:J,ma. polia Ílxa. · )
2. SISTEMAS DE POUAS (11}
)
Um sistema de polias é uma combinação de várias polias ou roldaoas fixas
)
e móveis. Existem sistemas para um ganho em força e para um ganho ém vs- )
locidade. Dispositivos de elevação empregam, -predominantemente, talhas
para ganho e~ força. e, muito raramente, como, por exemplo, em elevadores zrz.J )
hidráulicos e pneµmáticos, talhas para um ganho em velocidade. Com_o órgãos
de elevação inpependentes, os sistemas de polias são de ·import!lncia. secundária )
- são principalmente usados para tra.nsmissã~ de potência em sarilhos e gum- )
dastes.
Sã.tema de Polias pna um Ganho em Fo~. Estes são designados: a) com o
)
cabo saindo de uma polia. fixa e b) com o cabo saindo de· uma polia móvel. FJg. 4.3. Sistemas de polillS para. ,,m:ganho em for!J&. )
i
!
1'
! Projetoscom.0Cah0Saindode1U11aP01iaFha. Se indicamos por Z o numero )
11, de polias (Fig. 43a), então o mlmero de partes do cabo, pelo qual o peso suapenso Os adendos, dentro dos parênteses, são as séries de uma progressão geo-
será, ta.mbé-m, igual a Z. · métrica, em que a razão comum q = E, primeiro termo a = 1 e último termo )
1 i,
f. Despreundo--se a resist-ência nociva, a força na parte do cabo que sai será u = en- 1 ; como se sa.be, a. soma dos ·termos dessà. série é igual a
'!· J
:,~ ;~~'-~;:~~~~~~l~:
.
qu-a
I=

! Zo - ~- q.- 1
)
. -_
. ~ . . .~

- .
-

--.•
• f • •

po~nto )
-A ~?rça real é
)
QEz Q )
~ - "ª
Z=-=-
z J ou
)
onde ?Jz e e:z: - rendimento resultante e fator de reeistência do sistema de polia.". 81= _1_...:;:Q_ _
.f E" -1 )
li· A tração total em todas as partes de um cabo flexível será e-1
! )
i5:
( Q = 81 + 82 + s. + 84 + ... + s.. = Como Z = S,e e n = z, o rendimento resultante do sistema de polias será )
81 S1 S1 Q Q )
= S1+-+-2-+-a:i""+
-E E e-
... + 11:z: = - = =
Zz Q )
:+- E~l = 81( l + ~+ ! + ... + :_,) = 1 e• -1
....,....._EZ
e•-t e-1 )
)
=--
1 e- -1 l E' - I
=- (39) )
erli;z E -1 E"Z E - 1
)
)
66 POLIAS - SIST!MAS DE POLIAS CAP. 4 67
2. SISTEMAS OI! POLIAS
---~

A força de tração é Como neste caso, n = z +1 as fórmulas finais terão as seguintes formas:

1 e+-1 - 1
{42)
l f],: = e•(z + 1) e- 1
E- 1 E - 1 . .~-i4i9
~-
· e-1 - e-1 e-1 (43)
:_ Qen en - 1 = Qe• E' -:- _1 • . . -- (;!O) l --
Z=Qe• e..+1-1
- .. . . . --~-- --~:~•: ·-
.. O percurso da fo.rça,a~licada para wn dado siBJenui" de poli&s ·é s = h(z + l); e = v(z + 1).
8 = zJ1
Este caso é encontrado, com mais 1
e a ""velocidade do cabo é freqüência., em maquinâria. de elevação. ; ~:"'l 1
... ... e= zv, Com um fator de resistência e = ~, 1

.
:.- _
..
. .
. = 1,05, a curva de rendimento, para 'f}.917
-·. Cinde lí - percurso e v - velocidade da carga. vários números de polias, é mostrada '0,9116
· · l"rojetos
-
Cabo Saludo de umaPouiMóvel. Com z polias (Fig."43bf o n"ú-
pela Fig. 44 .• '\ ll.M4
0,861
' ' ,ga.r
00010
mero de partes do cabo, nas quais a. carga é suspensa., será, z + l. · ,.. Determinaçlo .4.proriinada da Tração
O.MI
nas Partes Individuais do Cabo de um
A relação de transmissão é
i = z + 1. .
.
Sistema de Polias. A tração no cabo
será mínima, na primeira parte, e má- •
ximu, nu parte (z +1) (Fig. 45), onde z
:-,..
n~,
!& ~

1
A força ideal na parte do cabo que sai é (• o número de polias. Pode-se admitir, D Z 4 6 8 J.
u1>roximadamente, que Nllmeti;i de polias
Q
z.
.
- _....,....,.._.
z-t- 1 Fig. 44, Rendimentos dos sistemas de polias.

A força real é =-Q_.


z +1 '
z= ---=-Q_ _
f11h l) + e82 = e2 -Q_. (44)
z+ I '
Empregando-se as expressões anteriormente obtidas, temos
Q
eS. =e.---= Z.
z+l
S1=---'Q'----
l E" - 1
E - J l<;m m1•,·anismos d<' <>lcnu:ão d<' sarilhos e guindastes, a força de tração
Z = S:+1, é, u::.milmC'nte, igual à forç.u de t-ração do cabo enrolado no tambor.
Para Z = S 1, temos
Sistemas l'rlúltiplos de Polias. Dlwido à suspeasão direta. das cargas nas ex-
Q Q trc•midadPs dos cubos ou t•mprPgo d«• sistemas simples de polias, para um ganho
F fiz= cm forçu, r.m órgãos de elevação, as seguintes falhas podem ser salientadas:
Z(z + 1) Q
I·' 1 en - 1 . 1) As partes do cabo estão num plano, e isso pode provocar balanço da
} e-1 {z+l)
1· E"-1 carga;
2) grandes diâmetros de cabos e polias;
li) 1 1 e•(E - 1)
(41) 3) a carga elevada move-se na direção horizontal, porque o cabo, enrolan-
j = z+l en-1 e-1
do-se no tambor, move-se ao longo de seu comprimento.
lii
. l
11n·~
Li. ... 1
1'
' )
! POLIAS - SISTEMAS OE POLIAS CAP. ,4
2. SISTEMAS OE POLIAS 69 ) '

)
Para elcYar cargas acima de 100 t, usam-se sistemas de polias com doze
partes. 1
Em casos gerais a relação de uma talha múltipla é igual a
1
)
i = 2 '
z z z )
onde z - é o número de partes de suspem,ão do cabo do sistema de µolia:,;. )
2 3 4 l ! 35
1 )
1
! )
1 ' i )
i
1'
)
f 5
1 ! )
/·4 f l, 3 4 l j 6
1
)
)
Fig. 45. Sistemas de po!Í!i.s para um ganho em força. )
Estas falhas podem ser evitadas, especialmente nos mecanismos de elevação )
de guinchos e guindastes, com acionamento elétrico, pelo uso de sistemas múl-
tiplos de polias, que levantam a carga numa direção estritamente vertical e a )
mantém mais estável. Esses sistemas transportam cargas com o dobro de partes )
de um semelhante sistema simples de polias.
Além disso, uma das principais razões para o uso de talhas múltiplas é ditada )
pela necessidade de se reduzir a ação da ca.rga nos cabos, a qual os torna mais
finos, podendo ainda serem empregados cabos mais baratos e polias e tambores )
com diâmetros menores. Isso reduz o tamanho e o peso de todo o mecanismo. )
A Fig. 46 ilustra sistemas de talhas múltiplas de guindastes, para um ganho
em força. Eles são projetados combinando-se talhas simples com duas extre- )
mj.dades do cabo, presas em um tambor, ou mn tambores, com ranhuras em hé-
lice à direita e à esquerda. O cabo passa de uma metade do sistema de polias
para a outra, por meio de uma polia de compern,açúo, a qual, simultaneamente,
7·9 1 8·10
)
)
compensa os comprimentos das partes do cabo qunnd.o se estica de maneira não
uniforme. )
Um sistema múltiplo de polias, com quatro partes (Fig. 46a) é usado para )
tra.nsportar cargas até 25 t. A relação dB transmissão i é igual a 2. O compri-
mento do cabo que se enrdla em cada meio tambor l = 2h (h - altura de elevação). )
A velocidade do cabo é e = 2v e o rendimento é 1J ~ 0,94. (d)
Um sistema múltiplo de polias com seis partes (Fig. 46b) é usado com menos (e) )
freqüência. Nele, i = 3; l = 3h; e = 3v e 71 ~ 0,92. 1''ig. 46. SisteillA.5 ml11.tiplos de polias.
i1 )
Um sistema múltiplo de polias, com oito partes (Fig. 46c), usualmente, trans-
11 porta cargas pesando até 75 t. Ele tem i = .4; l = 4h; e = 4v e 71 ~ 0,9. Siste= dePolw para u:m Ganho e:m Velocidade. Como foi observado aci- )
ma, sistemas de polias para um ganho em velocidade são usados, principalmente,
Um sistema múltiplo de polias com dez partes (Fig. 46d) eleva cargas até )
em elevadores hidráulicos e pneumáticos para moverem cargas mais rapidamente
100 t. Aq11i, i = 5; Z = 5k; e= 5v e 7J ~ 0,87.
J
)
70 POLIAS - SISTEMAS DE POLIAS CAP. 4
l. PROJETOS DE POLIAS PARA CORRENTES 71

do que o pistão. A Fig. 47 mostra uma vista garal e uni diagrama. de uma talha A resisténcia à flexão oferecida pelas correntes soldadas, passando sobre
do elevador hidráulico. Sua relação é polias, -é comument.e determinada pela fórmula
. 1
1 = -
4 (45)

onde R - raio da polia;


JJ -- rneficiente de atrito nas articulações dos elos (µ ~ 0,1 a 0,2);
Q - força de tração na corrente.

__ ,1

F1g, 4í. Sistemas de polias para um ganho em velocidade.

:!. PROJETOS DE POLIAS PARA CORRENTES E CABOS E RODAS DENTADAS


PARA CORRENTES

Poli.as para Correntes Soldadas. Essas polias, do tipo móvel ou fixa, são
usadas, principalmente, em talhas e guinchos de acionamento manual, embora,
algumas vezes, possam ser empregadas em aparelhos acionados a: motor. O aro
ranhurado, normalmente de ferro fundido, é flangeado ou plano (Fig. 48a). Fig. ia. Polias e rodas denta.das para correntes soldadas.
Como a ranhura não é usinada, a corrente ajusta-se a ela com folga. O diâmetro
de uma polia, para mecanismos de acionamento manual, é selecionado pela re- Rodas Dentada para C.Orrentes Soldadas. Elas são usadas ·como rodas de
lação D ~ 20d, onde d é o di~.metro da barra da corrente. correntes de acionamento de talhas e guinchos, operados manualmente. Rodas
Para acionamento a motor, D~ 30d. dentadas para correntes soldadas (Fig. 48b) são de ferro fundido cinzento, mol-
As polias são, em geral, montadas livremente em seus eixos. Devido a da(ia.s por modelos precisos de fundição (somente em casos especiais elas são
baixa Yelocidade, os cubos das polias são projetadós sem- bucha de bronze. feitas de aço fundido). Em volte. da periferia, as rodas dentadas são providas
de cavidade que se adaptam, plena.mente, em forma e tamanho ao elo oval da
O rendimento de uma polia de. corrente é igual a 1/ 0,95. = corrente. A roda dentada apanha. a corrente que entra e os elos assentam-se

p:
[
I'. 12 POLIAS - SISTEMAS DE POLIAS CAP. 4
l 3. PROJETOS DE POLIAS PARA CQRRENTES 73
)
')
)
f:
11· nas cavidades evitando, assim, o escorregamento da corrente no aro. Regra
geral, as rodas dentadas são fabricadas com pequeno número de dentes e são de /.-,-. )

.. ~
pequeno porte, tomando o mecanismo propulsor ma.is compacto e de baixo custo. )
1,1,
1' Observa-se uma considerável resistência de atrito quando a corrente passa.
)
liil' sobre a roda denta.da. Isso diminui o rendimento e acarreta desgaste da cor-
rente e roda dentada. Portanto, a corrente e a roda dentada devem ser regu-
~i~ )
li larmente engraxadas.
O rendimento é 71 ~ 0,93. A resistência da corrente à flexão, é determinada ' )
l'i da mesma maneira que a das polias de correntes, de acordo com a fórmula (45),
tomando-se o coeficiente de a.trito, µ, um pouco mais alto.
1
)
O di§.metro da roda dentada. pode ser encontrado como segue: !A Seção AA )
!
i
Do t-riângulo AOC (Fig. 48c), temos:
1 )
1:
1i AO = VÕÕ2 + AO! )
1
i Oll
_)
'.
)
360·
)
O ithgulo a =- - ondn z é o número de dentes. Jo'ig. 49. Braçadeiras de guia para. correntes soldadas.
z )
Expressando o valor de a através de a:, l e d, e depois de transformações O arco de contato entre a roda dentada
)
e a. corrente deve ser, oo mínimo, 180°.
algébricas, obtemos
Se o a.rco de contato for menor, o apa- )
2R =D= l 90• )-
2+ ( . d00>, )2'
relho deve ser provido de uma guia de
co!rente (Fig. 48d) ou um bloco de guia, ")
( (46) ~1~. 4Se). Braçadeiras de guias espe-
sen -e- cos ~
c1ats são freqüentemente usadas para
_)
correntes de tração, aciona.das à mão,
onde l - o comprimento interno do elo; (Fig. 49) as quais são, livremente, mon-
J
d- diâmetro da. barra da correntej tadas em um eixo, evitando que a cor- J
z - número de dentes da roda: o nu.mero rrúnimo de den_tes é z = 4. rente escorregue da roda dentada.
)
Pa.ra. proteger as correntes contra o rápido desgaste deve ser feita uma )
previsão do me.ior número possível de dentes.
Se o número ele dentes for grande (z > 9) e o diâmetro da barra da corrente )
for suficientemente pequeno (d = 16 mm), o segundo termo, sob o radical na
fórmula (46), pode ser despreza.do e o diâmetro da. roda dentada, determinado )
p!!la fórmula: )

~( ·~ ~
1 l )
2
(47) )
- goo
sen--
z
_)
Fig. 50. Rodas dent&das e correntes de rolos. )
Rodas denta.das com fla.nges_ altas (Fig. 48b) são os tipos mais comuns.
Rodas Dentadas para Correntes de Rolos. Essas rodas dentadas são UB&das .)
Geralmente uma. roda dentada. é montada. livremente em um eixo, e a en- como rodas de co~rerites d.e acionamento de talhas e guinchos, opera.dos manual-
mente, com capacidade de elevação acima de 10 t. Dependendo do projeto desse )
grenagem motora ou coroa sem-Íl.m ~ cha..veta.da no alongamento de seu cubo,
J
)
74 POLIAS - SISTEMAS DE POLIAS CAP. 4 3. PROJETOS CE POLIAS PARA CORRENTES 1S

tipo de mecanismo, as rodas dentadas são ajustadas na árvore ou feitas inte-


gralmente· com a árvore cru, ainda,. são liy_rrmente montadas nu::i eixo fixo
(Fig. i'iO).
As rodas dentadas são de ferro fundido, aço forja.do ou aço fundido. Os
dentes da roda são sempre fresados. O rendimento, em relação- ao atrito Iiõs
mancais, é TJ::,:: 0,95. *
Se designamos por z o número de-dentes e po~ t Õ p~so da corrente, entãõ-.
o diâmetro d11. circunferência primitiva pode ser determinado como segue:
Do triângulo AOC (Fig. 50), temos

AO= O,0·n = o,5t mas_ a=.--;


----,
:100"
a a z Fig. 51. Caixa. para. rodas dentada.s ~6.. ~-orrentes de rolos.
8f'll »Cll -
:2 :2

portanto,
0,5t
0,5D= - - - -
180º
sen--
z

ou

t
D=---,-- (48)
18()'>
sen--
..• -~>:e~'~-;.;_ - Z

. Difere~~/·ât medida do pa.sso nas engrenagens, aqui o passo é medido ao


· longo da corda. O número mínimo de dentes é freqüentemente z = 8.
Para segurança de operação as rodas dentadas para correntes de rolos, são, @ Fig. 52, Coletor de corrente.
às vezes, fechadas em uma cabca, que serve como guia e evita que a. corrente @
escorregue fora da. roda. Em talhas e guinchos de mão, com pequena altura
de elevação, a e1tremidade livTe ds corrente é filada em suas estruturas. Isso
redU2i à metade, o comprimento da corrente pendente quando a carga está na
posição extrema superior. Se a carga for elevada muito alto, os guinchos devem
ser equipados com um. coletor de correntes especial (Fig. 52). Para es.sa finali-
dade. sã.o inseridos na cozrente pinos com munhões prolongados, em intervalos
definidos; quando a corrente sai, os pinos prolongados permanecem sobre as
guias inclinadas, feitns de duas cantoneiras e, uniformemente, recolhem a longa
extremidade da corrente.
Polias para Cabos, As polias para cabos podem ser de construção fixa, mó-
\'el e de compensação. Elas são, freqüentemente, fundidas (ferro fundido cin-
zento ou aço) ou solda.das.
O rendimento é 71 ~ 0,96 a 0,97, levando-se em conta o a.trito nos ma.ncaís.

• A resistência à flexão de uma corrente de rolos sobre a roda dentada. é determinada

pela fórmula W =Q ! µ, onde li - diâmetro do pino do rolo; µ - coeficiente de atrito


(1-1 .,. 0,08 a 0,1) e R - raio da roda· dentada.. Fig. 53. Ângulo de desvio Dil saída de um ca.bo.
r
l
76 POLIAS - SISTEMAS DE POLIAS CAP. 4
3. PROJETOS OE POLIAS PARA CORRENTES 77 J;
).
O diâmetro das polias, para cabos de cânhamo, não deve :c:er menor que Geralmente, as polias são montadas, livremente, em eixos fixos sobre man-
10d, onde d é o diâmetro do cabo. Para cabos de aço, o diâmetro mínimo da cais de rolamento, ou buchas de bronze. Se várias polias forem montadas em l
polia é determinado pela fórmula (18a). A periferia do aro deve ser tal que o um só eixo, cada polia deve ser provida de dispositivo próprio de lubrificação.
)
i1 cabo não se da.nüique na ranhura e po~sa desviar, suficientemente, do plano
central dll. polia. )
1 A fim de fazer com que a saída do cabo seja tangente ao lado de uma ~-
r )
nhura profunda, sem uma flexão aguda (ângulo rie desvio a), o ponto central
!
da seção transversal do cabo deve estar dentro da ranhura (Fig. 53). O desvio )
1. permissível é encontrado pela fórmula
)
(,Hl) )
)
)
As seções transversais dos aros das polias, para cabos de aço, conforme es-
pecificam as normas soviéticas, estão ilustradas na Tab. 16. ( 11), (b) )
Fig. 54, Palias para cabo.
)
TABELA 16. Ranhuras de Polias para Cabos de Aço, mm Os diâmetros das polias de compensação (Fig. 55) devem ser 40% menores
do que o ditl,metro das polias de transportadoras de cargas. A relação entre o )
comprimento do cubo e o diâmetro do eixo da polia de trabalho É, freqüente- )
mente, tomado na faixa de ~ = 1,5 a 1,8. )
O lubrificante deve ser alimentado na parte de:;;carregada da superfície do )
mancal da polia. As buchas das polias podem ser verificadas à pressão espe- )
cífica pela fórmula
)
'P = Q (50)
Tcf' )
onde ! - comprimento da bucha; )
Diâm. do a b e e li 1 r r1 T2 r~ T& d- diâmotro do eixo da polia;
cabo Q- carga atuante. )
4,8 22 15 5 0,5 12,5 8 4,0 2,5 2,0 8 6 )
6,2 22 15 5 0,5 12,5 8 4,0 2,5 2,0 8 6
8,7 28 20 6 1,0 15,0 8 5,0 3,0 2,5 9 6 d )
11,0 40 30 7 1,0 25,0 10 8,5 4,0 3,0 12 8
13,0 40 30 7 1,0 25,0 10 8,5 4,0 3,0 12 8 )
15,0 40 30 7 1,0 25,0 10 8,5 4,0 3,0 12 8
19,5 55 40 10 1,5 30,0 15 12,0 5,0 5,0 17 10 )
24,0 65 50 10 1,5 37,5. 18 14,5 5,0 5,0 20 15
12 2,0 45,0 20 17,0 6,0 7,0 25 15
28,0
34,5
80
90
60
70 15 2,0 55,0 22 20,0 7,0 8,0 28 20 )
39,0 110 85 IS 2,9 65,0 22 25,0 9,0 10,0 40 30
)
)
Polias pequenas são, comumente, fundidas em uma umca peça sem ner-
vuras. Polias grandes são providas de nervuras e furos ou com raios em forma )
de cruz (Fig. 54a).
Fig. 55. Polias de compensação. )
A Fig. 54b mostra uma polia soldada.
)
71 POLIAS - SISTEMAS DE POLIAS CAP. 4 4. TAMBORES PARA CORRENTES E CABOS "19

Dependendo d.a veloddade peri.fê!iW'l da superfície do furo <;lo_ cubo da polia, meute, do tipo plano com flanges altas para po;;sibilitar o enrolamento do cabo
as pressões especificas não devem exceder aos seguintes valo1es: em várias camadas. Isso reduz consideravelmente o comprimento do tambor.
O diâmetro do tambor é- selecionado a partir das mesmas relações dos diâmetros
vem m/s 0,1 0,2 0,3 O,! 0,5 0,6 O, 7 0,8 0 19 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5
das polias D ~ lOd. *
p em kgf/crn 1 75 70 66 62 60 57 55 54 53 52 51 50 49 -48 47 Tambores para cabos de aço são de ferro fundido, muito raramente em aço
fundido ou soldado:- OonsiderruJdo-se os atritos nos mancais, o rendimento é
4. TAMBORES PARA CORRENTES E CABOS
71= 0,95. O diâmetro do tambor· depende do diâmetro do cabo. Com aciona-
mento a motor, o tambor deve ser sempre provido com ranhuras helicoidais,
de modo que o cabo se enrole uniformemente e _fique menos sujeiío a desgaste
Tambol'es para Correntes. Essr:1s tambores são usados somente em casos (Fig. 57a). O mio da ranhura helicoidal deve ser selecionado de modo a evitar
excepcionais para guindastes giratórios, operados manualmente com uma capa- o aperto do cabo. - -A Tab. 17 enumera as dimensões padronizadas e as profun-
cidade de elevação até 5tf. Levando-se em conta o atrito dos mancais, o rendi- didades das ranhuras para tambores.
mento do tambor é 1/ = 0,94 a 0,96. O material é ferro fundido. O diâmetro
do tambor é D ~ 20d (d - diâmetro da barra da corrente) .
Normalmente, tambores para correntes soldadas são provido,,; com ranhuras


helicoidais (Fig. 56a) para guiar a corrente no enrolamento. O passo da ra-
nhura s = b + (2 a 3) mm, onde b é a largura externa do elo da corrente. A lar-
gura da ranhura e= 1,2d. O número de espiras é determinado pelo compri-
mento da corrente a ser enrolada. Para aliviar a fL-rnção da extremidade da cor- r
<e:.
/a/ •
rent.e (Fig. 56b) de permanecer no mínimo, 1 1/2 espiras de segurança.
Durante a operação, a corrente (ou cabo) não deve desviar da direção da l -;-Z,t-l
hélice mais do que 1:40 para um tambor plano e 1 :10 para um tambor com ra-
nhura helicoidal. A altura dos flanges laterais l não deve ser menor do que a
largura do elo b.
Como durante a rotação do tambor
a corrente entra ou sai, o valor das re-
sistências prejudiciais, devido à flexão,
pode ser 100% menor que nas polias L
(onde tem lugaz entrada e saida) e a (b)
fórmula (45) assume uma forma um
pouco diferente, Fig. 57. Ranhuras helicoidais em tambores para. cabos.

d Tambores com um cabo enrolado têm somente uma hélice - à mão direita;
W = Q 2R µ. (45a)
tambores projetados pnra dois cabos (Fig. 57b) sã.o providos de duas hélices -
- à. mão direita e lL mão esquerda. O número de ,·oltas sobre o tambor de um
A espessura da parede de um tam- cabo é
bor para corrente de ferro fundido pode
,;er encontrada pela seguinte fórmula
empírica: (51)
'1, u: = (0,75 a 1,3)d cm,
1 J onde i - relação do sistema de poli:,8;
iF onde d - diâmetro da barra dacorrente. D - diâmetro do tambor; .
H - altura á qual a carga {! ctcnida; o número 2 é acrescentado para
A espessura da parede, no local levar em fonta as espiras de SC'gurnuça.
mais fraco, não deve ser menor do que
15-20 mm. Esta padronização é aplicada a tambores fundidos de guindastes.
(b)
Tambores para Cabos. Tambores - Em enrolnmento com múltiplas camadas, oo fl:i.nge'l dos tambores devem e;tender-se
Fig. 56. Tambor para. corrente. para cabos de cânhamo são, freqüente- o.cima da. última cama.da de cabo, no mlnimo, um diâmetro de cabo.

U,
···~• .. 1·
8D POLIAS - SISTEMAS DE POUAS CAP. 4 4. TAMBORES PARA CORRENTES E CABOS at \
).
TABELA 17. Dimensões das Ranhuras do Tambor (em mm)
Durante a operação, o tambor está. sujeito à ação combinada de torção,
flexão e compressão. As duas primeiras deformações produzem tf!nsão apre- )
ciável somente em tambores muito longos. )
O efeito de compre::são é muito maior. Por isso, deve ser verificado em pri-
meiro lugar. )
Sup;nbamos que separamos do corpo do tambor um meio anel de espessur_a )
W (Fig. 57c), e com largura igual ao passo do cabos. O efeito do meio anel sepa-
rado será substituído por forças de tração do cabo 2S. )
A força suportada. pelo elemento de área dF = Rd,ps importa em
i )
Ranhura.- Ranhura Ranh'!lra Ranhura dS = Rdipsp,
Diâm. do
r1
padrão prqjunda Diâm. do
T1
padro.o profunda )
cabo d cabo d onde p é a pressão normal sobre uma unidade de superfície do tambor.
SJ C1 .,~ C2 T2 81 c2 82 C2 rz A soma das projeções de todas as forças elementares num plano vertical )
será )
4,8
6,2
3,5
4,0
7
8
2
2
9
11
4,5
5,5
J,O
1,5
t9,5
24,0
11,5
13,5
22
27
5
6
27 18,5 2,0
31 16,0 2,5
.
2
,r
!""
)
8,7
11,0
5,0
7,0
11
13
3
3
13
17
6,5
8,5
1,5
1,5 i
2!!,0
84,5
15,5
19,0
31
38
8
10
36 18,0 2,5
41 22,0 3,0 J
2S =- 2 Rd,psp cos ,p = 2RBp J cos ,p dlf' = 2Rep;
)
13,0
15,0 ª·º
9,0
15
17
4
5
19 9,5
22: 11,0
1,5
2,0
39,0 21,0 42 12 40 24,5 3,5
assim,
o o
)
O comprimento da hélice sobre o tambor:
)
l = zs,
)
onde s - pas..o;:o. Como a superficie do tambor está sujeita à ação de forças uniformemente
djstribuídas, com intensidade p, o tambor pode ser comparado a um cilindre )
Deixando um comprimento cerca. de 5s para prender o cabo e para ambos com pressão eJ1terna, em cujas parP.des . as tensões são determinadas pelas co-
os fla.nges laterais, obtemos o comprimento completo do tambor: nhecidas fôrmulas de Lamé.
)
A tensão na superfície interna do cilindro, de acordo com Lamé, é )
L Hi , , -)
= ( 11D 1 8. (52)
)
Se dois cabos forem enrolados sobre o tambor (sistema múltiplo de t-alhas), )
o comprimento total ào t-ambor será: )
e, na superfície externa,

2Hi d D'+ d' )


L = ( 11 z/ + 12 ) s + /1, (53) uut = -
~p
in n2 - d2 -
p
ext D'
- d~ .
·)
onde l1 é o espaço no meio do tambor entre as hélices, à mão direita e à mão es- Quando Pirl == O, P..,,_._ = p e d= D - 2w, podemos obter, depo~ d~ tranFS- ·)
•querda, ditado pelo projeto. Como deve ser proYidenciado espaço para dua.-s formações apropriadas, a máxima tensão de compres::;u.o na superfície interna.
espiras de segurança em carla lado, e tomandC!-õ!e 4s para fixação do cabo em do tambor: )
cada lado e para os flanges laterais, obtemos 12s para ambos os lados. Este SD
aspecto foi levado em conta Da fórmulã. (53). )
(D - w)ws
A espessura da parede- de um tambor de ferro fundido pode 1:1er encontrada, )
aproxima.damente, pela seguinte fórmula empírica:
Admitindo a fração D~ w ~ 1, obtemos a fórmula comumente usada ;)
w = 0,02D + (0,6 a 1,0) cm, (54) nos cálculos:
.-- J
<T oomp
s (55)
onde D - diâmetro do tambor. WS J
)
-,-..

82 POLIAS - SISTEMAS DE POLIAS CAP. 4 A. TAMSQRES PARA CORRENTES E CABOS 83

. O _valor permissível de u comp para o ferro fundido d] classificação O! 15-32 A fixação por meio ·de cunha está mostrada na Fig. 58b. O cabo. a passa
va1 ate 1 000 kgf}cm'; para aço fundido - até 1 600 kgf/cm 2 e para tambores :,~di torno da cunha qe aço b e é inserida, juntamente com· ela\. na abertura no
soldados (aço Ct.3 a 5) - até 1 800 kgf/cm 2• .,.. corpo do tambor. A al.:ertura deve ser cônica, a partir de ambcs os lados para
Quando se calcula o tambor submetido a tensões complexas devido a ações o meio, de modo (jue a cunJ.ia pcssa ser ins.erida,pelos dois lados.
conjuntas. de flexão e torção, a tensão permissível G°ne» tomada para ferro fun- Fixação com ajuda de placas é feita de acordo com as normas do país. Este
dido cinzento, não deve ultrapassar a 230 kgf/cm 2 , para. aço fundido a 1 205) ~o.4,le fo,.ação é mais difundido, extremamente seguro e conveniente. Urna.
kgf/cm 1 ; para tambores s~Jdados, não .deve ultrap:i.ssar a .. i, '.!°º
~gf/cmi. -. ~la~g,•c~virla, na parte interna, ?~
cl.u~~ ranhuras para o cabo e, entre
. eh1.t;=,1T.e:·:u,p1•1ffi'lo para um parafuso ou prmonetro.
Fixação de Cabos em Tanibores, Afixação po'r meio de paraf~sós é mos-
trad& na Fig. 58a. O corpo-.do_tambor fundido é.provido de uma abertura para A crista da qanhum para cs parafusos de fixação é transferida meia circun-
1 a extremidade do cab~. Inserida nessa abertura há uma placa b, com cabeça ferência. O cabo é pre:;;o por duas placas, como mostra a Tab. 18.
e com ranhura· semicircular, na parte interna, de aci;irdo com a seção transversal Tambores de Atrito para Cabos. Tambores de atrito são tambores de acio-
y -00 cabo a, A placa é apertada com dois parafusos e. namento, nos quais o movimento é transmitido ao cabo pelo atrito entre este
·p e o tambor.
Tambores do atrito têm a vantagem de elevar cargas a grandes alturas.
J: Põdem ta'mbém ser usados com mecanismos para moYer vagões e trens completos.
']: A Fig. .59a mostra um tambor de atrito simples e a Fig. 59b, um aciona-.
menta com dois tambc-res de atrito. Taml:ores de atrito simples SÊO providos
1: de ranhuras ielicoidais para o cabo, o qual se enrola em seu redor em uma ou
mais e3pirais. No acionamento a de-is tambores o cabo, usual!l'.ente, se a~senta
! em ranhuras anulare:::. A relação entre trações, nas partes de entrada e saída
,11,' do cabo, em um tambor simples (Fig. ,59a), é e:(pressa pela fórmula. de Euler
Ji
t Í•
} ;

1,, onde 81 - tração na parte do cabo que entra;


S2 - tração ua parte do cabo que sai;
n - número d.e voltas do cabo;
e - base do logaritmo neperiano;
µ - coeficiente de atzito. Para cabos ·de aço e tambores ele forro fun-
dido, ele pode ser tomado, .aproximadamente, como µ = 0,15.

s,
Of

c<r>:1r
. 1
...Sz
s,
lf

@m@i'U
s,

Sz ][ ][ Jlc
(/J) s,
'.
~

li[ Sn+t
Fig. 58. Fiica.ção dos cabos nos tambores. (11)

,, Essa fixação ajustável permite rápida troca do cabo. Quando dois caboa
~ t se enrolam nos tambores, para maior segurança, a fixação deve ser dupla
(Fig. 57b).
Fig. 59, Tambores de atrito.
J
)

4. TAMBORIS PJ.li CORRENTES E CABOS


85 )
84 POLIAS E SISTI:MAS DE POLIAS CAP. 4
)
TABELA 18. Nor1DBS SoTiêtleas para Fixação dos Cabos de Ai:o n0a T!!;mhores. Em um acionamento o. duplo tambor dt=! atrito (Fig. 59b) o cabo é enrolado ")
• Várias vezes em torno de dois tambores paralelos, girando no mesmo sentido, e
imp:.Ilsionado por um só motor. A força de tração nas partes do cabo é )
S, 81 81 (-58) )
s~ = e" ..t];; Sa = ~2 ..,,1 ; ... Sn+I = e"•r11T '
)
onde S1 - tração na parte do cabo que entra; )
s~. Sa - traça.o nas partes intermediárias do cabo;
s.....1 - tração na parte do cabo que sai; .)
a = 11 - arco de contato do cabo sobre um tambor;
n - á.reas de apoio em contato entre o cabo e ambos os tambores; )
17 1 - rendimento, levando-se em conta a rigidez do cabo em um abraça-
mento (não se considerando as perdas nos mancais); 1j1 Ri: 0,995. )
A força periférica total de ambos os tambores é )
Dimenaik11 Dimm,aes Dimenatlil8 Dimensllu
de do Placas
de do Placas P = S1 - Bn+i· )
loroli~o, parajuao, lccali110Ç40 parafuso,
Didme- mm mm Didmel10 mm mm A carga sobm o eixo do tambor J é )
tro do do
cabo, Nú- cah-0, Nú- Q1 = S1 + S2 + 83 + . +s,.. ·)
mm meTO mm mero
k t do e, de k t do e, de A carga sobre o eixo do tambor li é
mm
Jú:a-
mm
Jíza-
)
Çl/eS çl1u Q! = S2 + 83 + ... + Bn+t· )
As perdas nos mancais são
19,5 } )
4,8} 28 19 8 20 2 1 20,5 58 53 22 60 8 1
6,2 21,5 w= (Q1 + Qi> i.i1 n.d
')
23
7,7}
8,7
34- 25 10 30 4 l 24
26
} 78 60 22 60 10 1
onde µ 1 - coeficiente de atrito nos mancais;
)
28 d - diâmetro do munhão do mancal; )
11 28,5
} 52 35 16 45 5 1
30 78 70 27 75 12 l D - diâmetro do tambor. )
13
31 f O rendimento total da. transmissão é
32,5 )
15 33,5
17,5 } 53 43 18 50 7 1 ]00 85 ao 100 14 2 )
18
34,5
36 f
Os eixos dos tambores de atrito podem ser ·aliviados das altas pressões ra- )
diais por meio de aros especiais, os quais correm sobre rolos, suportando essas )
forças radiais.
A força periférica. no tambor é Cabrestantes. No~ cabrestantes elétricos, uso.dos para mover carros ferro-
)
viário!:, os tambores são, em geral, dispostos verticalmente. O cabo é preso )
no carro por meio de um gancho. Durante a. operação o cabo se enrola no tambor
do cnbrestante, o qual gira para receber o cabo. A força na parte de saída do )
Em um tambor simples, de atri~o. (-Fig. 59a), o cabo desloca-se ao longo do cabo mantida. pelo operador (Fig. 60a) é
eixo do tambor. O número de ranhuras e, portanto, a. largura. do tambor deve
)
corresponder ao deslocamento axial do cabo. .)
Tambores simples, de a.trito, são empregados para acionamento dos carros
dos guindastes rotativos com raio va.riá.vel (usualmente duas voltas) pontes onde n é o número de espiras.
J
de transferência de carga., guindastes de cabos etc. '
J
)
4. TAMBORES PARA Cl;)RRENTES 1: CABOS 87
POL.JAS E SISTEMAS· DE POLIAS CAI'. 4

2. O número de ilexões do cabo é a relação .Dm!_n De aco!'do com a Fig. 23, o número
d
de fl~ões pa.ra um sistema de polias no diagrama A aerá igual a. n = 3.

Da.Tab. 7 e com ·n = 3, ~ = 23.


3. ~ão transversal do cabo. TomandD-!le o projeto do cabo com o.úmero de fios
i = 222,obtemos, da Eq. (13),

s 1900 2
"' 0,87 cm .
F(tt2J = ub d 1 500 1
-,P ---+
Dmin
36000 - 4 - - 23 X 36000

Resistênci11. à. ruptura '1b = 15 000 kgf/cm 2, fator de segurança para pontes rolantes de
acordo com a Tab. 9 é q, "" 4.

s~·;z 4 . Escolha. do cabo. De a.corda com as normas soviéticas, o valor ma.is próximo d11. área
da seção tn.nsversa.l F para._ um cabo com 222 fios é 0,85 cm 2.
....!,._
'
-
.. P~rtanto, o diâmetro do cabo d = 1ef"it;m, o diAmetro do fio õ = 0,7 mm, o peso de um
metro linear de cabo g = 0,77 kgf, a. resistência a ruptura. ab = 15 000 kgf/cm' a. carga de
ruptura do ca.bo P = 10500 kgi. '
~:" (O) O cabo deve ser verifica.do pela. Eq. (18). A força. máxima de tração, no cabo, niío deve
- ;";1J- (b) (e} exceder
Fig, 60. Cabrestante.
P 10500
l - tambor; :Z - lirvore: 3 - anel. de vedação de feltro; 4 :-- manca! dé rolam•nto (autooompen.udor];
5 - cobertura da ,,,11:a; 8 - II>&llcal radl.81-a.x,al de rol&mento de roloo. s = K = ~ = 1 910 kgf,
em nosso caso a máxirr:a tração é 1 900 kgi; portanto, a escolha do cabo foi correta.
_A parte em balanç.o · qa árvore é' reduzida. pela fund!ção
..
nça, co!ll a cobe:-(ura pa caixa e inserida no
tambo~: . -·, : · A seguinte notação pode ser usada para encomendar um cabo:
os mancais que suportam a árvore._ . 1___ :_ ·cc _··--: :_ ·e· __-·--:-:- ~~ 6 X 37 +l - 15 - 150 (norma. soviética.)
C_or:io as. par~d!âS do ta~bor do cabr-estànte sã()- fü~Jl;iifiít .
5. Diâmetl'o do tambor e polias inferiores n11. estrutura do aparelho. D= 23d = 23 X
uma. força a:xml para baixo. ]:;la é suportada por um mâncál pêaêi X 15 "" 345 mm. Da Ta.b. 9, o m!nímo diâmetro das polias e tambores Sefá igual D > 25d
do tambor dev_e ser providenciado,· portanto, um mancal infê~-=- "ó ai:ii:~nto ou D = 25 X 15 = 375 mm. Toma.mos D = 400 mm.
de rolos li.utocompe-nsa.dor e um mancal flangeado superi~snportai::tdo forças
"axial e radial. - ~ · - · · - 6. Diàmeti;o da polia. compensa.dora. D1 = 0,6D; D1 = 0,6 X 400 = 240 mm. Tomamos
Di. = 250 mm. _co·
Quando se requer duas velocidades de movimento do cabo, utilizam-se tam-
bores com duplo barril {Fig. 60c). 7. Raio da ra.nb.ura do t~bor~ Na Tab. 18 uma ranhura. normalizada tem r 1 = 9 mm.
Abaixo sã.o dados vários exemplos de cálculos de 5eleção de cabos. 8. Passo de. hélice da ranhura. no tambor. Na Tab. 18 o passo é~= 17mm.
9. Nú.mero de- espiras, em cada fado do tambor [Eq. (51)).
E:umpla 1. Seucianar, por cálculo,, D! cabo.,, polias e tambor e~idos -para -uma pante
rolante com um eletT"!m4 de lfUltpt:ruilO. . ·-,-• Hi SX 2
Dados: Capacidade de eleva.ção Q = 5 000 kgf, altura de eleva.çii.o H = 8 m, trabalho
t = 1rD +2 = 3,14 X 0,4 + 2 = 15 espiras.
médio, peso do eletroimA de suspensão G = 2 000 kgf, número de partes do cabo z = 4.
10, Comprimento total do tambor. (Eq. 53) é
1. A máxima tra.ção no cabo. Em um sistema mli!tiplo de polias com duas polias mó-
veis e 4 partes de cabo (ver' Fig. 46), a tração, em uma parte, será
L = ( 2Hi
rD + 12 ) s + l1 = [2(z - 2) + 121 s + li =
(Q+ G+ Go)
s =
Zl1p = [2(15 - 2) + 12] X 17 + 100 = 746 mm,
onde Go - peso do aparelho do gancho, 120 kgf
, 'f/p - rendimento do sistema de polia:!!, 0,94, isto é, onde li - espaço livre entre as ranhurM das miíoa esquerda. e direita (apl'Dximadamente igual
'1 à distância entre as polias inferiores da estrutul'li. do aparelho). Toma.roos l 1 = 100 mm.
1
1 1 S = (5 OOJ + 2000 + 120) "" 1900 kgf 11. E!pessura. das paredes do tambor de ferro fundido (Eq. 54) é
,.!1l !'
4 X 0,94
Como a altura de elevação é pequena, desprezamos o pe5o do cabo.
.
w = 0,02D + 1 cm = 0,02 X 40 + 1 = 1,8 == 18 mm.
l:
i:

l!
)

)1
4. TAMBORES PARA CORRENTES E CABOS
18 POLIAS E Sl5TiMAS DE POLIAS CAP. ,t
ª' 1·
Ensaio para a tensão de compressão [Eq. (55)] é Ezemplo 4. Encontrar a !rida da um cabo do tipo W arringt<m, de tcm;tio cruzada, com d = )
-= 17,5 e F = 104 mm 2 , armado em um guiniúulc co11, capacidad~ de l'-k'tlaçao Q = 10 t, quando
1900 _ 2
D
)
1,8 X 1, 1 - 620 kgf/cm ' d= 27.
)
.a qual é permissível. A tensão real
12. Escolha das pla.cas de fi:.'!ação das exiremidades do cabo no tambor. Com um cabo )
2640 •
de diiimetro d -= 15 mm, o diAmetro dos furos para os prisioneiros, de acordo com a Ta.b. 18, a- - """'i'ô4 = 26,4 kgf/mm·; )
é igual do = 18 mm. O tipo de prisioneiros·- M18 X 50. As outras dimensões são tomada.s
também, da Tab. 18.
.4 - 8 27-8 )
·m = -26,4
-- - - - - - - - = 1,17.
Exemplo a. Selcçao de um c.1110 de aço para uma ponte rolante com. capacidade de 11leva,;110 uCC1C2 X 0,63 X 0,97 X 1
)
Q = totf,supondo a vida do cabo igual a 12 mc,es. A carga é suspensa em quatro partes do
~11bo. Trabalho médio.
A tracio P, em uma. parte d::i ca.b::i, é encoutrada pela equação Portanto, de acordo com a Tab. 11 1 z = 168 000 flexõe:;o. )
A vida do cabo é
10000
)
P = _.sL
41/
= 4 X 0,95
= 2 640 kgf,
.Y = ___!__ _ 168 000 = I6,S mese<. )
()nde 17 é o rendimento do sistemn ue
polias igual a 0,95. az.J,c;, 3 400 X 3 X 0,4 X 2,5
A intensidade da carga plena. de ruptura do cnbo 8, pode ser encontmda pela equação )
Eumplo 5. Dctêr111i11ar a// dimcn8Ü!:& de um cabo e o diàmctro do tambor para uma ponlc
S = PK = 2640 X 6 = 15800kgf, rolan/e com c:ipacidadc de 1.'lwaçuo Q = eo ti, r,p~ando cm trab:il:lo p<".sado. A rel:i.çii.o do car- )
rinho é 2 X 3; a ,•ida do cabo -- 8 mese'l. O cn.bo 6 X 37 6 de torção crn2ada com uma alma
onde K - o fator de segurança permissível, dependenido do tipo de órgãos de e)evaç:l.o e de de cânhamo de :\fanilh.'l., impl'egm1do de gn:1..w.: ' )
seu tipo de trab:.dho. Pai-a o caso dado, tomamos K = 6(I(min = 5,5).
E.'>colhemos o c.'l.bo de acordo com a norma do país: 6 X 19 = 114; 6 um cabo de torção u,, = 180 kgf/mm~. )
eruzadn. com úb - 1(>0 kgfjrnm~, d = 17 mm e F = 108 mm!.
A tenção real de tração no cabo será A tração em Ltm membro do cabo )
tT = _L = ~~~ = 244 kgf/mm1 P =
Q
0- =-20000
- ··- = 3700kgf
)
F 108 .' • Ô1J 6 X O,!l '
)
O número de flexões repelidas z do cubo, antes de sua rup~ure. por fadiga, é A carga de ruptnm do cabo, como 11m todo, é
z = az2 NfJ<P = 3 400 X 3 X 12 X 0,4 X 2,5 = 122 400 fle:<ões, )
S = PK = 3 700 X 7 = 25 900 kgf,
onde N - número de meses que o cabo esteve em operação (12); os valores de a, z2 e fJ são to- )
madas da Tab. 15. · onde K - fator de segure.nç.a, igual a 7 (parP. trabalhos pesados, Kmín "" 6).
O cabo é selecionado de acordo com U: norma do país; d = 21,6 mm e F = 174 mm2, _)
A relnç.ão A ~~ encontrada pela Eq. (19): A tensão de segurança é ' ·
J
P
A = dD = 11u1CC1C~ + 8 0,900- X 24,4 X 1 X 0,97 X l
3 700 .,
= + 8 = 29,4. tr. =y = ~ = 21,2 kgf/mm-. )
Os vnlores dos íato!'es 11,, C, C1 e C:1, são tomados das Tabs. 11 a 14, inchISive.
O número de flexões repetidas z do cabo, anLes da ruptura por fadiga, é encontrada pela
)
O diâmetro do tambor D = 25d .,. 29,4 X 17 = 500 mm. Eq. (21)
)
D
1 E,amplo 3. Determinar a vida do cabo scfrcionado no Ez. g se a n:lai;ao d = 2T. z = az2NfJ'f' = 9 600 X 5 X 8 X 0,3 X 2,5 = 288 000 flexões.
)
Temos da Eq. (19),
A relação ~ é encontradn. pela Eq. (19): )
m= _____
27 - ...;;_
8 ___ .= 0;8,
24,4 X l X 0,97 X l D . )
A = d = ma- CC1C2 + 8 = 1,8 X 21,2 X 1,02 X 1,04. X 0,82 + 8 = 41,2.
Na Tnb. 11, enc:mtra.mos o ndmero de fleitões repetidas z = 105 000. )
A vida. do cabo é encontrada pela_ Eq. (21):
O diâmetro do tambor á )
:z 105000
N = cu,J3,p = 3 400 X 3 X 0,4 X 2,5 = 10•3 meses. D = 41,2d = 41,2 X 21,5 = 885 mm.
J
)
1
. <a
90 POLIAS E SISTEMAS DE POLIAS CAP. 4

E:i:emplt.J 6. Eno.mtrar a Ilida de um robo de tarçao paralela para as meunaa condifoos _do .
B:remplc 6. Da Eq. (19), CAPÍTULO 5
- .'t
= ·A - 1 = = 2,oli·

..
m 41,2 - 8 .
trC0102 · 21,2 X 0,89 X 1,04 X 0,82
DISPOSITIVOS DE ...-t\P4NIIAR A CARGA
&portando à T,i,b. 11, para. o vaklr z ... 355 000, temos a vida do (_:!l,bo

355 000 ...,


11
N - - - ...
az,/!J,p 9 600 X ó X 0,3 X 2,õ
= 9,9.,,· IOmeses.
. _-·.. ,jt· .
- "".:;.- H

L GENERALIDADES

• . <,o Em guindastes para. finalidades gerais, que transportam cargas de várias


formas, a. carga é l:l,panha.de. por meio de lingas, de CB.bo ou de corrente, fixadas
- a ganclrmi. Ganchos padroniz2.dos (simples) e ganchos duplos sll.o os projetos
mais comuns, usados pa.ra. essa finalidade.
Às vezes, são usados ganchos triangúlares, sólidos e articulados. Ganchos
padronizados e duplos podem ser forjados em matrizes .de forjament-0 pia.nas
ou fechadas, ou ainde, feitos de uma série de cha.pa.s em forma de gancho. Ga.n-
c:hos forje.dos e inteiriços são empregados para elevar cargas pesando até 100 tí
(ganchos simples-· até 50 tf,- ganchos duplos - a partir de 25 tO -cnqua.nto que
···•·· os ganchos trianguls.res e la.mina.dos podem ser empregados pa.ra ca.rrega.r cargas
acima. de 100 tf.
Todos os tipos de ganchos são feitos de aço 20.
Depois do fol'jamento e das operações de usinagem, os ganchos são cuida-
dosamente normaliza.dos e limpos das escamas. O diâmetro interno dos gan-
chos deve ser suficiente para. acomodar duas pernas de corrente ou ce.bQs que
suportam a carga.
Por via de regra, a ca.rga é suspensa
em lingBs de quatro ·pernas, eóm dois
laços sobre a seia do gancho (Fig. 61).

!L
4 Q
p = _c_o_s-,..- = 4 cos 45° = D, 35Q.
Freqüenteménte, os ganchos pos-
suem uma segão trapezoidal mais larga,
internamente. A seção trapezoidal,
além de um projeto mais simples, utiljza
melhor o material. Na parte superior,
o g&ncho termina em uma haste cilfn- (1
drica operando somente à tração. A
parte superior do gancho forjado é ros·
<:ada, para suspensão, nas travessas dos Fil!!'.• 61. Suspensio de uma. carga. em um
dispositivos portadores da carga. gancho.
]

J
r "2. GANCHOS PADRONIZADOS FORJADOS 93
)
1 OlSPOSITlVOS DE APANHAR A CARGA CAP. 5
)
Ganchos para pequrmas capacidades de carga são providos com rosca mé-

'
2. GANCHOS PADRONJZADOS.FORJADOS
trica normal em v. Em ganchos destinados a sustentar cargas de 5 tf, ou mais,
A Fig. 62a mostra um gancho padronizado simples, forjado. O diâmetro dá-se preferência à rosca trapezoidal (Fig. 62b) ou dente-de-serra (Fig. 62c). )
a e as demais proporções dos ganchos padronizados simples e duplos, podem ser Rosca dente-de-serra oferece, teoricamente, grande vantagem, visto que um
t>ncontradas em normas do país. No processo do projeto, es proporções de um gancho é ea.rregado em um só scmtido. )
gancho são admitidas por tentativa, com base nessas normas; posteriormente, A tensão unitária, na sela do gancho, pode ser encontrada pela fórmula:
o gancho é verificado A resistência. e, todas suas proporções são, finalmente, es- )
tabelecidas. Q , M M 1 y
(T= --,-+-- -
F Fr
-
y + r' Fr x
(61) )
)
onde L -tensão unitifria para a fibra à distincia y do eixo neutro;
Q - carga sobre o gancho; )
F - ár1::a de seção crítica;
r - raio de curvatura. do eixo neutro, na seção transversal crítica; )
x - fator, dependendo da forma de seção transversal e curvatura da )
viga;
y distància da fibra ao eixo neutro tem valor negativo se a fibra )
estiver entre o eentro de curvatura e o eixo neutro, e valor positivo
para todas as fibras do lado de fora do eixo neutro. )
O momento fletor M é considerado positivo se causar aumento de curva- )
tura do gancho (decresce seu raio) ou negativo se causar a diminuição de sua cur-
vatura. Como uma carga tende abrir o gancho o momento é negativo (Fig. 62a): )
i'rf =- Qr =- Q(0,5a + e1), )
h O valor de x é encontrado pela relação )
(1
(a) 1 Jc'.l - -y d F
)
z = --
F ,1 y + T 1
)
Fig. 62. Ganc:ho forjado padronizado.
:a qual, para uma seção trapezoidal com lados b1 e b2 e altura h, será )
Cálculo úas Dimensões de um Gancho. A haste do gancho é verificada à )
tensão de tra~•ão na porção roscada (diâmetro menor d1). A tensão de tração é
)
Q Pode-se admitir- com suficiente precisão, para fins práticos, que nos tipos
!Jj = 1rdf . normais de ganchos, o centro de curvatura. do eixo neutro, na seção crítica, co-
)
(59)
4 incide com o centro geométrico da boca do gancho assim r = 0,5a e1• + )
A tensão admissível de tração tT1 não deve exceder 500 kgf/em~ para o A20_. Se tomamos h = a, isto é, : = 1 e :: = n, a Eq. (62), depois de trallS- )
A altura. mínima da perca do gancho é determinada pela pressão específica per- )
missível na rosca, de acordo com a seguinte fórmula: formações, terá a seguinte forma:
5n+1 J
H = 4QI
(60) x= a(n +
l) 2 I(l,5n - 0,5) 1,09861 - (n - l)] -1, (63)
r,(i:fo - di)p ' )
visto que, desprezando-se o deslocamento do eixo neutro relativo ao eentróide )
onde t - passo da rosca;
do - diâmetro maior; e d1 - diâmetro menor da rosca. da seção, temos: )
A pressão específica admissível p (aço sobre aço) é tomada n+2 h .)
p = (300 a 350)kgf/cm:!. n+ l 3
)
l
94
DISPOSITIVOS DE APANHAR A CARGA CAP. 5 2. GANCHOS PADRONIZADOS FORJADOS 95

Nessas_co!l"dições, a. Eq. (63) pode ser usa.da para encontrar x para qualquer
. . b1
valor _de i;.

• Substituindo.:;se 'J&. E• (61) os valores de M = -Q(0,5a + e1) 1 r = 0,5a +


+ e1,··_y _= -~
_e1 (parã a. fibra. tra.cionada do extremo int1:rno) e y = e2 (para a
Seção AA
dx

.
fibra comprimida do extremo externo), obteremos a tensão unitária., na seção
transver~ entre os pontos I e II.
Assri:t~"·
...=···\--~-~~~- ...~ ....~.~
:=#:___~
<T
Q
= -F- -
Q(0,5a + e1) Q(0,5a - e1)
......__Fr-- - ....::....:...:.....F,....r_ _:.:_ -- -
1 y
-
x y+ r -

= -2..(
l<'
1 _ O~ '. e.1
-·•r · ·
{i +. ·_!_ __y-+ )}=
x
Y__
·r· -
,. 0.-

- . ·- .·.:.. -

_ Q _f
Fl
l _ o,.'iar+ e1 (1 _ 1x --r-e1 e )] _

Q
a máxima. tensão unitá.ria de traçã.o, nas fibras internas de seção transversal, é

Q 1 2e1
<Tr
· = -F -x --
a > <Tad• (64)

A máxima tensão unitária. _de compressão nas fibras externas é encontrada da


mesma m!l.neira: e /(

- .Q i·- ei Fig. 63. Dia.grama para determinar o fa.tor

..
:i:.
11'11 =...:... -.- - - - - ~Ur,d• (65)
F :e -2a '·k des das ordenadas sã.o ligadas por uma linha continua. A abscissa do centróide
~e seção é determinad& a partir da. seguinte fórmula:
Aqui, o sinal nega.tívo mostra tensão de compressão._
Se h ;a== a (ganchos padronizados), o valor do x para esses c8.5os pode ser en-
contra.do, mais facilmente, por mét.odos gráficos.
(66)
Métodos de Determina,cão Griíiea do Fato.- :a:. Para se encontrar o centróide
da seção, primeiramente desenha-se, em uma escala conveniente, a seção trans-
versal do gancho (Fig. 63). Depois disso estabelece-se um sistema de coor-
denadas LGK. O eixo das abscissa.s GI( é dividido em um número arbitrá.rio de onde f - áre& limitada pela curva.;
partes, ~ quais traçam-se linhas verticais através da. seção transversal do gancho. F - área d.a. seção transversa.l do gancho.
As verticais podem ser espaçadas ao a.caso. As áreas S = xy são representadas
verticalmente no dia.grama. As. '1-eas / e F são determinadas com um planímetro.
Para encontrar as áreas auxiliares li e 12, desenha.~ uma. linha SA a. partir
O valor de x é a distiincia do ponto O às linhas verticais correspondentes; do centro de curvatura S, e, através do ponto C, desenha-se uma paralela CB,
y é o respectivo comprimento das liJ:µJas verticais dentro da. seção. As extremida.- que determina a linha DB na vertical DA. _ Continuando com o mesmo pro-
!1
:i
CI
1
·1
! DISPOSITIVOS DE APANHAR A CARGA CAP. 5
)
j 96 2. GANCHOS PADROHl1AD0S FORJADOS 97
)
1
cedimento para todas as verticais, obteremos vários pontos e, se os ligarmos A porção cilindrica da. haste do gancho, que penetra no furo da travessa, )
por uma curva. eonfínua, encontraremos as áreas f1 e /2, que se unem no ponto C. está sujeita à tração. ~o entanto, desalinhamentos acidenta.is podem causar,
1 A diferença. f 1 - / 2 terá sempre um valor negativo. igualmente, o aparecimento de forças de flexão c, por essa ra!iio, o valor das )
As áreas fie / 2 são determinadas com um planfmetro. tensões permíssiveis é, deliberada.mente, reduzido (Fig. 62a):
1 )
·1 O fator :,; será
i
J"2 y+rdF=
lye2 2(Ji - '2)
(67)
u, = 2d; : :; 500 kgf/cm 1
)
x=-y F 4 )·
•1
")
A dis~ância entre a linha zero (fibras neutras) e a linha centróide é E:i:emp!o. Jo'."erific:irao de um gancho simples forjado.
)
px De.dos: Capacidade d.til "de elevação do guindaste G = 5 000 kgf; peso do gancho com
(68) garras tf; G0 = 1 000 kgf. )
-y= 1+:r.'
1. Carga piem~ no gancho Q = G + G0 = 5 000 + 1000 = 6 M~ kgí. )
onde p é o raio de curvatura do ccmtr6ide. 2. Tensão na rosca. Tomamos um gancho padronizado com capacidade de carga de
A Tab. 19 dá os principais valores de projeto para os ganchos simples pa- 5 tf, p:i.ra um aciona.Iliei'lto a· mot9r, e verificamos suas dimensões à. resistência. A haste é )
provida. de uma roscá métrica v, tendo o diâmetro maior de 48 mm (M "" 48). De a.cordo
dronizados. com a Eq. (59), a tensio é )
TABELA 19. Principais Valores de Projeto para Ganchos Sim.pies
u1 - --
Q 6000
=- - .,, 45()• k·gl/cm·,• )
1rdj 13,23
Düldµ.- -4- )_

dade de 8'1ÇãO
Diflân- Raio da Raio d11
Capaci- Ârea da eia entre boca curvatu-
Ta do
.
Ârea de projeto
c1n cm.-
ciaentTe
/i'alOT a linha
z = wro e o
DiBtân-
eia entre
a li11ha
que é permissível. )
ocrntTói a =2(J1-J1l 1:1:niróide 3. A altura mínima da. porca do gancho jEq. (60)] é )
elevaçao crítica de t o gancho zero e o
Q, t F, cm! contorno 2 ,cm p, cm -F p:,; contorno
inlwno li Í2 ;Y = 1+~ interno H _ 4QI 4 X 6 000 X 0,5 = 4 cm•. )
:i:0 cm h1=:i:a-r - 'll"{dã - di)p = 3,14 (4,8'1- 4,12) X 150
)
3,44 1,13 1,5 2,63 0,138 0,278 0,081 0,196 0,9M 4. Verificação das tensõe1 na sela do gancho. Da. cJnstruçio gráfica. obtemos {Tab. 19),
0,25
0,5 5,8i 1,56 2,0 3,56 0,227 0,488 Q.,039 0,292 1,268 área da .seção crí~ica., encontrada com um planímetro, F = 58 cm2. )
1,0 10,26 1,98 2,5 4,48 0,437 0,919 0,094 ·0,384 1,596 A área. formada pela curva em coordenadas LGK (Fig. 63) é / = 266,5 cm3•
1,5 17,52 2,63 3,0 5,63 0,760 1,578 0,0935 0,481 2,149 A ab3ci9S& do centróide é )
2,0 28,i 3,30 3,5 0,80 1,381 2,800 0,09B 0,610 2,690
3,0 41,1 3,96 4,0 7,96 1,690 3,970 0,110 0,787 3,173
J 266,5 )
5,0 58,0 4,61 4,75 9,36 2,930 5,720 0,0951 0,820 3,790 :. - -,- - ~ = 4,61cm.
7,5 77,8 5,40 5,5 10,90 3,551 7,730 0,108 1,060 4,340
5,095
)
10,0 101,0 6,28 6,5 12,78 4,250 10,500 0,120 1,185
Aa 4reas auxiliares obtidas com um pla.nímeho sio
)
li= 2,93 cm 2 e Í2 - 5, 72 cm2.
As tensões unitárias determina.das pelas fórmulas (64)
Tensão Admissível.
)
Fator z [Eq. (67)1 é
e (65) não devem exceder 1 500 kgf/cm~. para o A20. )
A seção III- IV é verificada à resistência. no ân~o ma..'Clmo permissível 2(J1 -!2) 2 <2, 9~ ~S,?2) = 0,0961 {Tab. 20).
2a = 120°, da mesma lll!Lneira como na seção I-II (Fig. 62a). z= -F )
')
Desprezando-se a força. de cizalhamento ~ , os cálculos são feitos para a
A distância entre a linha lleto e o centróide, pela Eq. (68) é

pz 9,36 X 0,961 )
força JL tg a, de acordo oom o mesmo método acima usado, toma.ndo-se ao 'Y = 1 + :i: = -1+ 0,0961 = O,S2cm.
2 )
ª , o valor r' e as correspondentes dimensões da seção.
· és d e 2
mv
A distância entre as fibras internas extremas e a linha z·ero (Fig. 63) é _)
e1 = h, = :z:, - 'Y = 4.,61 - 0,82 = 3,79 cm.
)
)
'!
·,l ·
:1 -.·..
3. GANCHOS • l>ll!'LOS FORJAl:lOS
9B
... -
DISPOSITIVOS DE APANHAR A CARGA
.;
CAP. S

A força. normal da seção I-II é


_A máxima tensão unitária de tração nas fibras internas, de ~ordo com a Eq. (64), é
+ {J)
_ rrr =_ Q
F
1 2e1
z a
_ 6 000 X . 1
58 - ·o,0961
.x 2 X 3,79
__ ~ 9,5
= S~Okgfj~t,· ~=--;-~~?l-· Pi = 2Q sen(a
3 cosa
(69)

a = .95 mm .ponde {J - ângulo de inclinação da seção· com a vertical.


: ··~
onde
- -
A máxima tensão unitária de compressão nas fibras e."1:ternas, de acordo com a Eq. (65),._~ _Çomo nos ganchos simples, a seção do um gancho duplo é trapezoidal a1-re--
t 1. donãada, com a.ltura. h e ba.se:s b1 e b".
'. J Q 5 62 . 6 000 1 6,71 k 2
11 uu - - F X r. X~+ h - 58 X 0,0961 X 4,75 + 10,5 - - 475 gfjcm ' Desprezando-se a força. cortante, as tensões unitári~ nas fibras extremas
1 ·i será
2
.) 1
onde k = 105 mm.
!! 1'. Ambas a.s tensões unitárias estão nbnixo do valor admis.ível. (70)
As tensllés unitária.;, na.; seções III-IV, ,;ão determinadas da mesma maneira.

3. -GANCHOS DUPLOS FORJADOS (71)

Ganchos duplos (Fig. 64) são projet'ados com selas menores do que as dos
ganchos simples de mesma capacidade de lll<1va~ão. As dim<1nsõcs das porções onde a - diê.metro do gancho;
lisas e roscadas, da haste do gancho, são qua,;<' as mesmas dos ganchos simples, e 61 - distância entre a linha. neutra e as fibras extremas·
. -~ 61

e a parte roscada da haste é verificada pelo mesmo método de cálculo. F - área da seção transversal crítica. '
O valor do fator x é, usualmente, determinado graficamente (ver Fig. 63).
Visto q~e. as forças na _linga.. atuam em ângulo, é necessário verfficar a seção
-III-IV, admitindo-se o maior ê.ngulo 2a = 1200. Como no caso de um gancho
')

Seção AA
simples, os cálculos são feitos para a força normal ;i Q tg a, desprezando-si:'
2
a força cor&ante 3 Q.
As tensões ~dmitidas são as mesmas dos ganchos simples.
A~ regras de operação dos guindastes proíbem suspensão da. carga em um só
lado; isso, entretanto, é perfeitamente possível. Admitamos que metade da.
~arg~ ~ suspensa. de .u~. la.do. Neste caso a haste principal será sobrecarregada
a m~Xlma tens_ão umtaria, a qual pode ser determinada (Fig. 65) partindo-se das
segumtes considerações {seção crítica V- VI):

P, = ~ cos {J;

Q p
Fig. 64, Gancho duplo.
P<i, =- 2 sen f]; cr, = j, e T.,-.

Em princípio, a porção curva. de um gancho duplo é verificada. da mesma A tensão de flexão u11.~ surge do momento
maneira. que os ganchos simples. Entretanto, em virtude da suspensão assi~
trica, a. tração da linga deve ser um pouco aumentada (aproxima.damente de 1/3). l1f11u = - P,(ª +2 d)·
Devido à força. 1 ! X ~ = ! Q, atua;ndo em um ~ado do gancho, a
Portanto,
tração na linga atuando, em um ângulo com a vertical (usualmente a= 45°), Fig. 65. Gancho duplo com
será P =- ~- Ui:= -V(u, + cr1ru:): + 3T1. {72) ~ carga. suspensa em um lado.
3 CDS a
)
100 DISPOSITIVOS DE APANHAR A CARGA CAP. 5 4. GANCHOS TRIANGULARES SÕLIDOS )
101

E:coiiiplo. Verijica{<'1.a das tB118cl86 11a po~IIO curva de um gancho duplo forjado. A distância entre a linha zero e centróide é )
Da.dos: Capacidade de carga 15 tf; dimensões como na Fig. 66.
lfZ 13,8 X 0,104
)
1. Carga plena. Q = 15 tf. 'Y = 1 + :e = +
1 0,104 = 1•29 cm. )
2. Forç:1 normal à. seção [Eq. (69)1: A distinciu. entre a fibra interna e."(trema e a linha zero e )
2Q sen(cz + IJ) 2 X 15 000 X sen 77º = 13 750 kgf. e1 = :i:. - 'Y = 6,8 - 1,20 = 5,51 cm.
P1 = ~,;;-ª-- - 3 cos 45• )
4 . As tensões ani !.árias são:
)
3. Fat-0r :,;, P1 1 2e1 13 750 l 2 X 5,51
ÃreP. de seção transversal F = 115,8 cm 2• aI -- F -; -ª- -- 115,8 X 0,104 X 14 = 000 k..t/cm
Ili',
2 ·, )
Ãrea auxi.liu.r J = 789 cm 2. A abscissa do centróide é
~3 750 X _ l _ X 10,45 = _
)
f 789 520 kgf/cmt.
z. - ...,__
- F
= --- = 6,8cm.
115,8 · 115,8 0,104 ~ 16 + )
2
As á.re:1~ auxiliams ,;ão ft = 5,71 cm! eh= 11,7 cm2• Ambos os valores sã.o perm.issiveis.
)
Assim, o fator )
2(}1 - JiJ 2(5,7] - 11,7} •1. GANCHOS TRIANGULARES SÓLlDOS
:c = =. = 0,104. )
- F - 115,8
Os ganchos triangulares sólidos {Fig. 67) são, usualmente, empregados em )
guindastes de alta capacidade de elevação (acima. de 100 tf) e ocasionalmente
cm guindastes médios a motór. O inconveniente desses ganchos está no fato )
de que as lingas que sustentam a carga devem passar _pelos olhais. Os ganchos )
triangulares sólidos são forjados cm uma só peça. ·
Do ponto de vista de forças externas, um gancho sólido é estaticamente )
determinado e, em relação n.s tensõC's internas, é três vezr.s estaticamente inde- )
terminado. Visto que o arco é feito inteiriço com os la.dos, e sujeitos a forças
de flexão, estas causam, também, flexão nos lados. )
Fibras neutr35 -:=::__i ce11tróidt )
d•110
)
~m .
S•xg~~

Dimensões em. cm
x )
)
)
)
)
F~. 6i. Ganchos triangulares ~ólidos. )
)
A Fig. 07 ilustra a. tentativa de um diagrama de momento fü•tor. D('. acordo
com as invc•stigações, o momento flctor no arco será )
2/3U=10t
)
Fig. 66. Cálculos a tesistência pe.m um gancho duplo. )
_)
)
DISPOSITIVOS DE APANHAR A CARGA CAP. S 5. GANCHOS TRIANGULARES ARTICULADOS 103
102

O- momento flctor, onde os la.dos se juntam no arco, é O valor permissível é


<r1 = 1 200 kgf/cm 2•

- · 'Ã força de tração atuando sÕb"re os lados é


Q
p
·2cos ª2 -·-· ...
.. ,-;

....
1 .. - onde a - ângul~~-entre OS"' lados inclinados;
Q - carga;
1 l - vão do arco, medido ao longo da linha neutra das seções.
As junções entre o arco e os lados, bem como entre a haste e os lados, deve
i;er gradual e sem cantos agudos. (e)
,i A máxima tensão unitâria no arco (Fig. 67) pode, também, ser encontrada
'i pela. Eq. - ..• _._ . _ . • "::;./• ::· :" ·
..... - . {fl) (Ô)

= 11111... +fl Fig. 68. Ganchos triangulares art.ieula.dos.


,,. W F'
A tensão unitária., no arco, é determinada. como uma tensão em uma viga
onde---- curva:

(74)

P1 = ~ tg ~ - força de compressão atuando no arco, em kgf; onde

W - módulo de resistência;
F - área. da seção transvel"S.9.1 do arco. "W! ·,_.

A tensão a.dmissível para o aço CT.3 é u,.,1. = SGO kgf/cm 2•


Q a
P1 = 2 tg 2 ,
5. GANCHOS 'FRIANGULARES ARTICULADOS onde F - área da ·seção transversal·
e1 _- distP.ncia entre o eixo neut;o e a.s fibras submetida.s a maiort'.s cargas.
A fabricação de ganchos triangulares sólidos apresente. .várias dificuldades
O fator z para uma elipse é exJ?resso pela. equação:
de produção. Por essa razão, no manuseio de cargas pesadas, da-se preferência
aos ganchos triangulares compostos. A Fig. 68a mostra um gancho composto
com uma artict'.lação e a Fig. 68b, um gancho composto, com três articulações. (75)
A tensão unitária nas conexões dos ganchos compostos de três articulações é
onde a - eixo maior de elipse ou diâmetro d<• um <drculo.
Q (73) A tensão do olhal d!I. ~te é verificada pela fórmula de Lam.é (Fig. 68b e e):
a
4cos 2 F
u, = p(D 1 + d!)
(quando o arco é suspenso em 4 conexões).
D' - cr-
)

)
104 DISl'OSITIVOS DE APANHAR A CARGA CAP. 5 1 6. ORGÃ0S PARA GANCHOS DE SUSPENSÃO 10$ · )

onde p = ------.
Q
C(
(pressão específica); l O recesso do anel de assentamento é feito com uma profundidade de 3 a
10 mm, depeadendo do tamanho do IIU1,nca.l. Os ma.~cais devem ser cobertos
)
)
4.cos 2 bd
por uma caixa, para protegê-los contra a poeira. e umidade. )
b- largura do olhal. A Tab. 20 dá as dimensões e eargas para os manca.is axiais àutocompensa-
dores para ganchos que transportam de -5 a 75 tf. )
6. ÓRGÃOS PARA GANCHOS DE SUSPENSÃO TABELA :?O. Dimens?e._ dos Mancais Axiais de Rolamentos de &feras para
)
Ganchos. :m.m )
Pesos de Ganchos. Para levantar cargas leves (= a.tê 5 tf) os ganchos sã~,
freqüentemente, fixos diretamente a um& aparelhagem flexível de elevação. )
Entretanto, nesses casos, o gancho é muito leve para vencer o atrito no meca-
nismo de elevação, durante a descida. ·Por essa ra.zão, deve-se adicionar um peso )
ao ga.ncho (Fig. 69). Para amortecer os choques, o peso do gancho, é, muitas
vezes, provido de molas. Elas são extremamente importantes ém guindastes )
que trabalham em martelos d.e forjaria. )
)
)

•••
I'
i! )
/! Capacidade Limita das
~
''i de. clcL•açao
Q, t
tl1 ,/4 ri.; lJ Di. h R r c:irgas de
trabalho, t
)

•••
;t )
j 5 50 52 75 92 100 36 75 1,5 7,5 )
7,5 60 62 85 106 115 41 85 2 9,0
l 10 70 72 95 120 130 44 95 2 11,6 )
l 15 80 82 110 136 145 50 llO 2 15,8
!
20 90 93 125 155 16.5 57 125 2 20,6
25 100 103 140 172 185 64 140 2 26,0
)
30 115 120 160 200 215 74 160 3 35,5
40 125 130 175 220 220 79 175 3 41,5 )
50 130 135 185 240 250 101 185 3,5 58,0
60 150 155 ·205 ·250 270 106 205 4 67,4. )
75 170 175 230 235 300 111 230 4 77,5
)
)
A.a porcas devem sr.r munitlas de dispositivos de segurança. para evitar sr.u
desaperto. )
Travessas para Ganehos. A.a travessas dos ganchos são articuladas em )
placas laterais do aparelho, usualmente · reforçados com tiras ou talas de e.ço.
Isso permite que o gancho gire em duas direções entre si perpendicularEs. A tra- )
vessa é forjada de aço e provida, nas extremidades, de dois mnentes torneados.
Fig. 69. Ganeh-0 com peso adiciona.!. O diimetro do furo, para a haste do gancho, deve ser um pouco maior do que J
a própria haste. Alguns projetos de travessas estão mostrados na Fig. 70. )
Mancais de Ganchos. Mancais axiais de esferas permi~em ao gancho car- O momento fletor máximo é
regado gírar facilmente .110 manuseio de cargas acima de 3 tf. Montados nas )
travessas, eles suportam as porcas dos ganchos. O melhor projeto é o de man- MT'" = ~- ..!_ - _Q.:. .!!!... = _!L (l - o 5d1) . (76)• )
cais autocompcnsadores com anéis de assento esférico, visto qu~ não necessitam . 22 24 4 '
de superfície esférica na travessa. )
onde d1 - diâmetro externo do anel de assent-0 do IIW1cal.
J
·.l
... -. ·-;.
·- ... "· ~ .
•,. - 6. ORGÃOS PARA GANCHOS 'DE SUSPENSÃO 1!17
DISPOSITIVOS DE APANHAR A CARGA CAP. 5
... ··- ~
A Fig. 71 mostra uma travessa com munhões, para. montar duas polias de ,
O módulo da resistência é
.. 1
cabo. As forças dos cabos, atuando rui.s polia.s, são vistas durante os cálculos
como cargas Ul).iformemente distribuídas, atuando sobre os munhõe.s. O mo-
(77) mento fle.tor no meio da travessa. é
·.:.

A tensão admissível à- flexão é


· = -·
1vIT-a,c Q(>.
- - + -D) •
+ So + 8 - ·to (80}
2 2 2 2
ª)&.: ,,,,; _600 a 1000 kgf/cm2.. b. uiomento fletor nos munhões é

+ So + s).
O momento flefor, para os munhões das traves:5as, é
Ms = _g_
2
(~
2
(81)

(78}
O módulo de resistência é determina.do pela Eq. (77).

A pres~ão especifica entre o munhão e a caixa é


Q
p =·----- 1 (79}
2d(8 + 81)
onde a - espessura. da. tala.;
81 - espessura da. chapa la.tera.];

. Os mu~hõ!s das travess.~ não deven:i- ter d~slocamento axial, i:orem devem ./
girar. A fum.çao pode ser feita por anéis de a.Juste, .. p~§os por 'l)mos cônicos
por meio de um anel fendido, inserido em um rasgo do munhão e fixo, com para~
fusos, às tiras ou ta.la.s (Fig. 70). Esse modo de fixação é de uso mais düundido.

Fig. 71. Traves.as pa.ra monta.r d!)as polias de cabo.

Como foi dito acima, a travessa é presa às placas laterais, as quais t1.11Il.len-
tam sua. resistência co.m talas ou tiras (Fig. 72). Via de regra, somente as talas
sã.o verificadas à resistência., desprezando-se as chapas, em vista de sua tela.ti,a-
mente pequena espessura. As talas são verificadas como segue.
Na. seção_ A1B1 (Fig. 72),

Q
rr, = 2bs

Q
u, = -2-(b---d)-8

Na seção AaBa, faz-se uso das fórmulas de Lamé.


F'1g. 70. Travessas para pnthOll.
108 DISPOSITIVOS DE APANHAR A CARGA CAP. S <$ _ óRGAOS PARA GANCHOS DE SUSPENSÃO

Seja p a resultante no eixo. Então encontramos pela equação


109

.'
)
? p )
p = ---
,r
--
R
kgf/cm.
.
(83)
)
Pru:sando mentalmente uma. seção através de 1-I, eliminando o lado direito
e denotando as forças elásticas sobre as seções doa nel, como mo~ra a Fig. 73,
-,
podemos estabelecer a equação do equilibr!o do lado esquerdo: )
. )
N1-N~- - P 2 J2
1i o
cos 'P scn 'P d,p = O; (84)
)
)
(85)
}
Como incógnit8.;S extras tomamos M1 e Ni. )
Fig, 72. Trnvessa com tala.s, pnra um aparelho de quatro polias.
}:
A press1io específica é )
p = _Q___ )
2ck,
N, )
A tensão unitária na superfície interna é
)
p(2R) 1 +d!
(T A3 = (2R)2 - d2 . )
A tensão unitária na superfície externa é )
p2d 2 )
(2R)2 - ci2 )
A. máxima tensão será na superfície interna, isto é, )
Q(4R 2 +d 2)
)
cr ,1~ = 2ds(4R! - d:!) ;
)
portanto,
Fig. 73. Diagrama de cálculo pa.m uma travessa.. )
s=
Q 4RZ + d2 (82)
2d CT: 4RZ - d 2 Da Eq. (84), encontramos N~: )
)
Cálculo Preciso da Resistência das Travessas pelo Método (86)
DesenyolYido por A. A. Staroselski )
Se a travessa é projct.ada com um assento, para um niancal de rolamento, Depois de substituir N2 na Eq. (85), teremos )
pode-se admitir a pressão na superfície de contato da área carregada como dis-
tribuída sobre um meio cilindro, de· acordo com a seguíntc lei:· )
(87)
Pc =p cos <p. _)
J
t
r(
)
ll - 110 DISPOSITIVOS DE APANHAR A CARGA CAP. __5 6. õRcyAOS PARA GANCHOS DO: SUSPENSÃO 1 ll
i
:1
_.;;. O momento fletÕr, numa seção arbitrá.ria do meio an~l inferior, será O desenvolvimento das Eqs. (89) e (90) pode ser escrito como 1cegue:
il
)
"-= 1111 - N1R1(l - ! . --
1!
)
~ 10 cos \O)+ PR J:costsen('I' - ~)d~
f~[Mi - N1R(l - cos I'?) + :. PR ip sen IP] d,p +
11 ·-
ou -.-',a
.
+:
'
ll
\
+ J~[M1 -N1R(l +cos 13) +P(~ ).cosB] d/3 = O;
11 :"".'"'·~--
ll1 aM.. = .1 ,. i}ivlm = .
;
JJMi aNi. - R(l - cos ,;;,).
f + ! Jc1 - cos 'P)d,.p+


li ~[-21,J 1 - N1R(l --: cos .,;;,) PR 'P sen rp
O momento fle!;or nums. seção arbitrária do meio anel superior será
1i .
M í! = M1 + N2R(l - cos {3). r

11
Usa,ndo as relações (86) e (87); po9emos reduzir a. expressão de 1tJ fJ à seguinte
.

+ J~[;if1 - NiR(l - cos t1) + -;-P( ~ + ! cos i9) }1 + cos.B)d~ =0 .


1~ forma:
Por conveniência.,· subtraímos a primeira equação da segunda, termo por
li'. 11'! /1 =· .Mi -- N 1R(l + cos fj) + p( ~ + : . CDS /3) j (88) termo, integramos o resultado e fazemos transformações apropriadas para ob-
\1 termos um sistema de equação:

1:1
àM 1/
àMi = 1,
iJM/J
aN, = - R(l + cos fJ). • 4:rrN1R - P(R + 2lJ = O;
}

l'l A energia po~encial total de deformação na t-ravessa é igual à soma. de três irM1 - 1JNi;:+ P(2: + Tl) = O.
I; J :adendos: energia potencial da parte retílínea (U1), do meio anel inferior (U:) e
.""'.. <io meio anel superior (U3); Rcsolvend~as, encontramos
jr
U = U, + U! + U3.
~
fJ\
1
_
-

Como U1 não éfunção qe M'1é·Ni,"êiftlo,


4
. ::'9 .. . --::.~.. ..

de ácôrdo com o prin(,,i:-,:~ do mí- N1 = 4~ (1 + 2 -}) P; (93)

1i L
jil,
!,L -·
nim_o_ trabalho, teremos
ó(U2 + Ui)
à:Mi
O; (89)
M1 = e- 0,12 + 0,034 f )PR. (94)

r .;. Sr. . _, anel externo do manca.l de rolamento for de ajuste, prensad"o na tra-
:i acu: +JJi) = o. (90) vessa, ele tomará parte na operação da travessa, aumentando sua rigidez; isso
ôN1 foi despreza.do nos cálculos.
\i Quando a parte, em anel, <ln. travessa., é um elemento de um par_ deslizante,
A energi& µDtencial, devido ii. s.ção da força normal e cort.ante, pode ser des-
lt prezada por ser muito pequena, comparada com a ene1·gia potencial Q.o momento então, devido à folga do ajuste, o contato com o munhã.o é sobre um arco menor
fletor, determinada pelas seguintes equaçõcts: que 180'> e a lei de distribuição desvia-se da lei da curva co-senoidal. Entretanto,
:r )
julga.mos possível também nesse caso utilizar a solução acima., . como uma pri-
meira aproximação .
J
.r
i! i 111~
) U: = 0
E" - Rd,p: (91} Exemplo 1.
Cdlculo· da remli:ncia d• uma lraves~a de ga-ncho (Fíg. 74,).
iW
Usaremos os mesmos dados do exemplo para um gancho simples.
r L Cil.lculo à resistência da ti-ave,,sa {Fig. 74). De acordo com a Eq. (76), o má:ómo
:t
:! Uz = _a I 111;i
E[ Rdl", (92)
momento Uetor é

!1
M """'1. = TQ (l - 0,5di.l = -6 000
4- (22 - 0,5 x 11) "" 24 750 kgfjcm.
i' onde ! é o R1nmento de inércia equatorial, da seção transversal do anel.

t I\
.,
),
4

DISPOSITIVOS DE APANHAR A CARGA CAP. S 6. ÓRGÃOS PARA GANCHOS IJE SUSPENSÃO , 113
)

,
112

A força normal, atuando na. seçã'.l inferior, de acordo com a Eq. (93) é
l
O módulo de resistência [Eq. (77)] é

w= i (b - di)k' N1 = -(t + 2 .i.)p


1
- 411' R
= -4'11-(1
1' ·10
+
2 80 ) 2 200 = 3000 kgi.
}
A força. normal, atuando na seção superior, é
.!:.6 (14 - 5', 5i"" 54cm3 • )
_ P 2 200
A tensão unitária. !lfl. trave;sa. é
N2 = i'v1 - -;:- = 3000 - -,r- = 2 300 kgf. )
24 750 •
<T/1.,-,, = -~"' 460 kgf/cm·, O momento fletor, na seção do meio a.neÍ inferior, ê [~q. (94)). )
que é permissível. Mi = ( -0,12 + ú,034-}) PR = ( -0,12 + 0,034 : ) 2 200 X 10 = 3,340 kgf/cm. )
2. Verifícaç§.o dos munhões da. travessa.. )
/. O momento fletor para verificação dos munbões O momento fletor, na seção do meio anel superior, é

1 I pela. fórmula. (78) é


Q :.+ 81 M2 = J,Ji -·2N1R + ( t1 X Rl + T1 ) PR= 3 3'10 - 2 X 3 000 X 10 +
)
N~ = 2 --2- )
l'I ..!_ 6 000 .±2_ 7 200 kgf/cm.
_+ ( ~ X ~i + ! ) 2 200-X 10 = i5 700 kgf/cm. J
lj[;i Fig. 71. l'raves,a de um gat1eho. 2 2
ô máximo valor absoluto da tensã.o unitária nórma.l é )
"F A ten.sâo unitária nos munhões é
~1 ,l,f~ 7 200 O'mú:ic = M! + N2 = 5 700 +~ = 304 kgf/cm 2 )
:;l <Tf!,~ = Wtr = 0,l X 5:
W F 25 30 .
)
Usando os métodos aproximado.!!, convenciona.is, de cálculo encontramos o momento
que é permissível. . flétor no meio da. travessa.:
A pressão específica sobre os munhões [Eq. (79)] e )
_ _ _Q_ _ = 6 OOO "" 125 kgf/cm!, li,[ = ~I ,,;, 2 2004 X 80 = 44 000 kgf/ccn. )
p - 2d(s s1 ) + 2 X 5 X 4,8
,to é, perfeHameo.te des prezivel. O módt.ilo de r.e3istência. equa.torfal, na. seção transversal critica, é )
Ei:emplo s. D,terminaçl:o das tensõe3 unitári(l,! no:. seçt'íO I-1 do:. travessa {Fig. 75): 1 = Wa =
6(251 - 153)
= 490 cmJ; )
= 800 mm; P = 2 200 kg{. 6 X25
)
h = 25 - 15 = 5 cm; então,
A seção es;á a.pre,entada na Fig. 76: b = 6 cm; 2
)
±·-
M
-'- ~ = ±. 90 k..t/cm 2•
R = 25 + 15 = 10 cm.
O'má.:,:=
mta Wo - 490 &',
)
4
Aparelhos para Ganchos. O aparelho é a parle completa da talha sus- )
A área dà. seção tranversal do anel é pensa, a qual in.clui: _dispositivos portadores (ganchos), travessa, polias inferiores
F = bh = 6 X 5 = 30cm2• e placas da carcaça com talas, em que os eixos da,s polias e· os munhões das tra- )
vessas são presos. A Fig. 77 mostra um aparelho com uma. polia e um dispo-
O módulo de resistência equatorfal é
sitivo, o qual impede que o cabo escape. )
bh 1 !i X 52 .., 3
W = 5- = - - 6 - = ~5 cm . Quando a carga, na· descida, tende a puxar a linga de correntes ou cabos, )
fora do gancho, este será provido de grampos de segurança, como mostra a
Fig. 77. O grampo da Fig. 78 é um dispositivo extremamente engenhoso, que )
prt=!nde o cabo com seguxança.
)
Aparelhos para múltiplas polias são projetados com altura. normal ou re-
duzi.da. Num aparelho normal (longo), as polias inferibres são mostradas em _)
um eixo preso· nas placas laterais do aparelho (Fig. 79a). O inconveniente desse
projeto está na excessiva. altura do mecanismo de suspensão. Aparelhos normais, )
Fig. i6, Seção crítica.
com duas polias (pesando aproximadamente de 32 a 56.'j kgf), são usados para
Fig. 75. Diagrama para_ cálculo das levantar cargas <le ! uté 30 tf. O prolongamento superior das chapas desses )
da t.mvessa..
tensões na travessa.
J
t
'·.
~rr~~;~~~
. .: .i .... ~--~ ......
'~- • .•;_ '~-~1!?'".
DISPOSITIVOS DE APANHAR A CARGA CAP, S 11!
·'· óRGÃOS PARA GANCHOS DE SUSPENSA$)

... _ .-:..-"!'-· ..

Fii:.-"T7. Aparelho de ga.noho comum de uma polia.

Fig. 71. Gancho com grampo _de segul.'llllça. Fig. 79. Aparelhos de pne.ho.
).~,
,:; '&-,1

l '-. ÓRGÃOS PARA GANCHE>S DE SUSPENSÃO


Íl7 )
)

l
1Hi DISPOSl'TNOS DE APANHAR A CARGA CAP. S

aparelhos suporta um blôco de madeira para. amortecer pancadas acidentais do )


.aparelho contra o tambor ou estrutura do guindaste e serve também para su-
portar um!!. alava.nca para acionar o interruptor de fim de curso. )'
1 Copos de graxa para. lubrificar o e'i.xo das polias estão sendo, agora, subs- )
; titufdos por tampões que fecham os furos de lubrificação, porque os copos· de
graxa salientes estão sujeitos a danificação durante a operação. O recesso, atrás )
\ dó taropãq, .é feito igual, em capacidade, ao copo de graxa, necessário para um
do.do diâmetro de eixo (Fig. 79a). Os tampões são, periodfoamente aparafusados )
com uma. chave especial. )
Num aparelho curto, as polias são dispostas sobre· os munhões alongados
da travessa. A capucidade de elevação de aparelhos com quatro polias (Fig. 79b) )
varia entre 21 e lÔO tf, e seus pesos vão de 425 a 2 200 kgf. Aparelhos curtos
com duas polias (Fig. 79c) podem carregar de 2 a 25 tf e pesam de 48 a 450 kgf. )
Aparelhos curtos possibilitam maior altura de elevaçãn e pesam menos. )
Seção AA
Aparelhos recentemente desenvolvidos são de construção soldada com pa-
rafusos, u-sados somente para a montagem. ,)
Nos projetos m!l.is antigos de talhas elétricas, os.aparelhos são, usualmente, )
fundidos de aço q_ue encot>rem as polias, com· aberturas pua o cabo (Fig. 80).
Aparelhos fundidos são mais compactos, de forma elegante e livres de partes )
proeminentes. Eles protegem os cabos e polias contra a ação do calor, quando
a talha. opera perto de fornos ou cubilôs.
)
i A suspensão de um gancho símples, laminado, de um guindaste de fundição, )
l por placas laterais do aparelho, está ilustrado na Fig. 81. A capacidade de ele-
vação desse guindaste (fabricado pela Usina. Novo-Kramaforsk, URSS) é 125 tf. )
l O gancho é composto de uma série de chapas de !!.ÇO ligadas-, embaixo, por rr-
bites e, em cima, por um eixo preso por peças emparelhadas. O gancho é ajus-
tado com dois calços de aço - inferior e superior. Os lados do calço inferior
)
1
)
são fixos às pl:i.ca.s do gancho; este carrega um trecho de um tubo de aço, que
1 serve como unia junta para. o calço supe- )
1 rior. O calço- superior é dot-ado de uma
! ranhura para acomodar o arco presilha da )
panela e pode girar sobre a. junta do calço )
inferior através de um pequeno ângulo.
Atualmente, os ganchos laminados, )
simples e duplos, encontram ampla apli-
cação em guindastes utilizados nas usinas
)
metalúrgicas e em guindastes especiais, )
com alta capacidade de elevação. Eles
são de fabricação m9.is simples e de maior )
segurança, em operação, que os ganchos
sólidos forjados, porque as pla.cas nunca )
se rompem simultaneamente._ )
Fíg. 80. Aparelhos para ganchos Fig. 81. Suaperuão de um gancho Iami11Ado
A Fig. 82 mostra um aparelho de
de talhas elétricas. pelas placas laterais do aparelho. suspensão de um guindaste de 300 tf para )
prensM de forjamento. Ele tem altura )
de 4,5 metros e pesa 17 tí. O furo, no
meio do gancho, é projetado p2ra receber Fig. 32. Apo.relho de suspensão, para um )
um manipulador. guindasw de 3UO tf.
J
r . .i

118 DISPOSITIVOS DE! APANHAR A CARGA CAP. 5 7. GARRAS DE GUINDASTE PARA t'ARGAS 119

7. GARR.4..S DE GUINDASTE PARA -CARGAS UNITÁRIAS E PEÇAS • de ca.ixa.. Os moldes de cai.-.:a são suspellSOB por correntes nos suportes, ajus-
. .·. táveis ao longo da viga, e gradua.do em ranhuras na face superior da mesma.
-um fator de utilização mais alto e capacidade de manuseio dos órgãos de Os rolos a, que permitem o esvaziamento dos moldes _de caixa, acrescentam a.o
elevação depende diretamente do tempo requerido para suspender e remover dispositivo comodidade de manobra.
_a_ carga. Esse tempo é reduzido por dispositivos especiais de garras que devem: ·• ... -~--- Garras de Guindastes e Grampos, Partes similares, como, por exemplo, ro-
1) concordar com a forma e propriede.des das cargas; dejros, ei;icos, chapa e placa. de aço, rolos de papel, bobinas de' fio etc., são ma-
2) agarrá-las e soltá-las rapidamente; nuiiea.dós por .ga.rra.s, que se ada.pta.m à forma da carga. O tipo de garra para
3) possuir resistê~c!-i\, mecânica adequada. e segura; rodtliro!, eixos e árvores, dependem de seu comprimento e do número de partes
4) satisfazer aos requisitos de segurança; manuseadas, simultanea.mente.
5) não danificar a carga; A Fig. 84 mostra. garras do tipo suspensão, eixos curtos e longos. Em garras
6) ter peso mínimo;· -· ·- ··;;~ com unhas, para eixos longos, as extremidades das unhas são levemente viradas
para cima, para evitar que os eixos rolem para fora. O tipo de ga.rra para cha.pas
7) ser de fácil opera.ção. _ _
!I As cargas, manuseadas nas empresas industria.is, podem ser subdivididas
-:: t nos seguintes cinco grupos.
1
h
1,
1. Cargas unitárias, regra geral, incômodas;_ por exemplo; ca.ldeiras, má-
quinas montadas, estruturas metálicas etc. ®t
.),~
2. Cargas de peças, em ma.ssa.: lingotes de aço, fundidos de ·{am&Ilbos mé-

I' dios, forja.dos, peças de má.qufoas, aços laminados, chapas e placas, caixas, barris,.
fardos etc.
-
1

1
r· --,---- dl~
J'.

S___ ~-=--·--=?__:
::-~.:. l ·1-.
a-: Carga de peças pequenas, em massa: pequenos fundidos, forjados, peças
1:
!I
de máquinas, gusa., parafusos, rebites etc. l....
-·-i-·
··-r·......,·· ·-· cl:~'~l
---- -·-·--- ··-·-
1
l1,l
4. Material solto: ca.ryão, coque, cinzas, areias, cavacos metálicos etc.
5 . M!Lteriais líquidos: fepo fundido, aço e outros metais em fusão.
. --·~

j Os primeiros três tipos de ca.rga sã.o manuseados pelos segwntes disppsitivot Fig. 8~. Garr&S ps.ra eixos curtos e lo!lgos.
especiais de ga1Tas: vigas de suspem!ão e grampos, plataforma de c&rga e ca-
't çambas de esvaziamento .•. __ .. __
lateral, e t-enazes comuns e de aperto automático. e placas de aço depende de. espessura. e comprimento das chapas, de seu número
Vigas de S~pensão. Estes dispositivos são empregados para mover cargas
nos lotes e do modo de manuseio - horizonta.l ou vertical. Usua.lmente, dá-se
Jonga.s, incômodas e pesadas, ta.is como locomotivas, vagões ferroviários, e&l~ preferência ao manuseio horizontal, mas as chapas não devem deformar-se ex-
,t cessívamente (Fig. 85a).
deiras, laminados longos, chapas e placas de aço etc. A Fig. 83 mostra a viga
de suspensão, de um guindaste de fundição, para suspender e esvaziar moldes Placas espessas são movidas, verticalmente, pelos dispositivos mostrados
J na Fig. 85b, nos qu9.is as placas sã.o apertadas pela ação do seu próprio peso. As
placas são movidas horizontalmente, por meio de grampos presos em lingas de
il corrente com quatro pernas (Fig. 85c e ri). Grande número de placas são comu-
il mcnte manuseadas por eletroímãs de suspensão (ver ababm). A Fig. 86 mostra
diferentes tipos de dispositivos agarradores.
it
Platafot'rna de Cargas e Caçambas de Desau:ga Lateral, Estes órgãos são usa-
:i, dos para manusear lotes de cargas, em pes;.as (caixas, fardos, barra. de aço, peças
de má.qtrinas etc.), e também cargas de pequenos tamanhos (briquetes, tijolos,
1:~ ferro gusa., pequenas partes de ferro fundido). Para evitar desastres, cargas
1. i pequenas nunca devem ser transportadas em plataformas e caçambas, do tipo
iI·
Jf aberto. -
)l • 1 O conteúdo das plataformas e ea.çambas devem ser descarrega.das por guin-
il
Fig, 83-
llJ
Viga de suspensão p&ra nm gui!ldaste de fundiçAo, para pre!lder e esva.ua.r.
dastes, sobre carros ferroviários planos. Elas são freqüentemenw, de tipo des-
tacável ou de descarga. Uma caçamba de descarga lateral típica é mostrada
na. Fig. 87.
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1

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120 DISPOSITIVOS DE APANHAR A CARGA CAP. S 7. GARRAS DE GUINDASTE PARA CARGAS 121 ")'
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J
)

l Fig. 05. Grn.mpo,:; de elevação para chapu.s e placas de aço.


Fig. 86. Vá.rios t.ipos de dispositivos a.ga.rradores.
_)
)
,1 Fig. 87. Caçamba ba.saulante. Fig. 88. Recipiente. )
1 Plataformas de carga e caçamba são versões simplificadas dos recipientes
empregados pelas ferrovias e outros meios de transportes. São caixas de grande )
porte, desr.ina.das a. acomodar qualquer carga. Elas são convenientes porque
:1:.
podem ser postas sobre carros planos, truques etc., sem necessidade de remover )
. seu conteúdo, desde que possam ser simplesmente removidas. Um recipiente
)
ferroviário é mostrado na Fig. 88; suas característ.foas e dimensões podem ser
·,,!
.
encontradas nas normas de cada pa.fs. )
.
Tenazes Coanuru; e Automãtieas. A tendência· de reduzir ao rrummo o tra- )
.
' balho manual, no manuseio de cargas ou peças, levou ao desenvolvimento de
' vá.rios tipos de tenazes e outras garras automáticas. Por via. de regra, as tenazes
·! )
..'I são automáticas, isto é, fecham-se sob a ação da carga em manuseio. As
:[;i tenazes são abertas, normalmente, por meio de um alavanca. especial. )
.,il J
:f
:i j
'T
1
122 DISPOSITIVOS OE APANHAR A CARGA CAP. 5 li. ElETROIMAS DE SUSPENSÃO 1:23
1

1 A Fig. 89 mostra tenazes de fechamento âutt~tico, para manuseio de


fardos, cai"'C&S, barris etc.; são suspensas em um gancho de guindaste e mantidas
1 abertas por uma unha automática, quando estão descendo sobre a carga. Tão
1
logo a unha seja destravada., as tenazes se fecham pela tração dos cabos de ele-
vação. ·
1 A Fig. 90 ilustra tenazes para manusefo de placas de concreto e pedras
grandes.
1
t 8. ELETROÍMÃS DE SUSPENSÃO

l Os eletroímãs dé suspensão.são usados para manuseio de materiais magné-


t ticos de diversas formss (lingotes, vigas, trHhos, chapas e placas de aco, tubos,
sue.atas, cavacos de metal, forro-gusa, caixas contendo artigos de aço etc.). Os
eletroímãs de suspensão têm encontrado ampla aplicação nas usinas metalúrgicas
e mecânicas. Suas principais vantagens residem no fato dn que eliminam a.
necessidade da suspensão manual das cargas e reduzem, drastica'.neate, o tempo
necessário pàra esta operai;ão.
Os eletroímãs de suspensão têm, por outro lado, desvantagem de uma certa
redução da capacidade útil de suspensão, devido ao peso dos mesmos.

4
Firç. 'fo .. Tenazes para manuseio de placas de concreto e grandes pedra.s.

Contudo, os eletroímãs de suspensão podem dar conta de uma considerável


quantidade de carga, num tempo mínimo, e aumentam substancialmente, o
rPndimcnto dos dispositivos de elevação. Isso permite também uma utilização
mais racional do pi~o fabril, onde a altura de empilhamento pode crescer sem
aplicação do trabalho manual.
O pessoal deve afastar-se da zona de ação do eletroímã, porque uma repen-
tina parada da corrente poderá derrubar a carga.
Os eletroímãs de suspensão operam em corrente contínua. A cap:?.cidade de
clr.vaçào do mesmo elctro[mã varia dentro de uma. larga faixa, dependendo da for-
ma, tamanho, composição química e temperatura dos objetos elevados. Os ele-
troímãs desenvolvem a máxima potência de elevação quando elevam objetos ma-
ciços, com superfície lisa. Se a carga possuir forma irregular e for composta de
pequenos artigos, a capacídade de elevação do eletrofmli. ca.i acentuadamente.
A capacidade de elevação elos eletroímãs cai à medida que as propriedades
magnéticas da carga enfraquecem, como, por exemplo, quando a carga contém
misturas de m!.nganês e níquel. Um aumento de temperatura do objeto em
elevação a 200° - 300°0 não muda suas propriedades magnéticas e a capacidade
dn elevação do eletroímã mantem-se. À temperaturas a.cima de 300°C a capaci-
dade de elevação dos eletroímãs cai. Os eletro(mãs de suspensão podem levar
cargas com temperaturas até 600•C, se possuírem isolamentos térmicos. Quando
a. temperatura da carga for 700°C ou mais, a capacidade de elevação do eletro-
ímã cai a zero. .
As Usinas Dínamo de Moscou fabricam eletroímãs circulares (tipo 1vI) e
retangular (tipo 11M). Eletroímãs retangulares são empregados para manuseio
Fig. 89. Tenai:es de fechamento automático. de objetos de formas regulares, como vigas, lingotes, tubos, ret&lhos e chapas
)
'iI 124 DISPOSlilVOS DE APANHAR A CARGA CAP. 5 9. DISPOSITIVOS AGARRADORES
!2S )
)
l de aço. Visto que muitas c:ugas requerem uma área. de atração relativament.e )
pequena, o eletroímã. é estreito, porém, comprido.
)

TA.BELA 21. Especificações dos Eletrohnãs de Suspensão Fabricados pelas )


Usinas Dínamo
)
Cor- Capacidade de clevaç4o, kg}
AUura )
Diâ· Dinum8iles elo po.- Potén· rtntc
mtlTC
da 1a]U,/JO com argola,eia do coma
Tipo
aparelho m111. gem- bobi11o
Pt6o
)
exler-
kg) Li.ngo-
Ir ou 811Cala f=o C!l~acos
BU&pen-
no, dor, quente,
84.0, gusa dea,o
mm mm allwa largura.
kW A placa )
)
NI-21 785 825 175 100 3,5 8,6 460 6 000 180 200 80
M-81 1 000 925 200 120 5,5 15 820 9 000 300 250 110 )
M-41 1 170 1 165 250 140 11,0 30 1 670 16 000 500 600 200
Com- Largura )
pri-
menta )
--
DM-1 1 000 420 - -- 1,5 4,9 700 - -- -
nM-3 2 000 420 - 3,0 ll,7 1 300 - - )
)
Eletroímãs circulares, U$ualmente, manuseiam cargas de diversas formas e )
tamanhos.
Os eletroímãs de suspensão devem possuir ótimas propriedades mecf.nicas )
CJ elétricas e manter sua eficiência de operação em serviços pesados. Os eletro-
)
ímãs devem ser capazes de resist.ir aos pesados golpes das cargas maciças que
atraem e aos choque-s causados pela queda sobre a carga que elevam. )
A Fig. 91 mostra um eletroímã tipo M manufaturado nas Usinas Dínamo.
A corrente é suprida por um cabo isolado de dois núcleos, numa mangueira de )
recolhimento especial, montado no carro do guindaste. Fig. 91. Elet.roímã de su.-.pensã.o. )
Os eletroímãs de suspensão, com grandes massas de aço magnético, têm um
grande magnetismo residual e continuam a prender todos os pequenos objetos, 1 - terminal da bobina: 2 ·- cobertura; 3 --- abertura; 4 - pri:<ioneiro de 1,ohre i•olado;
)
mesmo depois que os eletrofmãs foram deslige.d.os. Para eliminar o magnetismo 5 - c:abo; 6-bobina; 7 - orelha para ,;uspensiio do eletroímã; 8 -- corpo; 11 -·buch:L )
residual e soltar os objetos atraídos, passa-se uma corrente contrária. através tle aço, 10 - prisioneii-o; 11 - Ha-patas polare;;; 12 - placa não magnética; 13 - placa
da bobina do eletroímã. A corrente desmagnetizadora deve ser bem mais fraca eípaçadom i,1íerior, de latão; 14 - aleta.~; 15 -- mola". )
do que a corrente de opcra.ç,ão, caso contrário, o eletroímã será novamente mag-
netizado. A Fig. 92 mostra uma cuba autubasculaute, com uma inclinação na par~dn
)
da frente. Essa forma. permite que a cuba retome ao montl', dr. tal maneira. __)
9. DISPOSITIVOS AGARRADORES PARA MATERIAL A GRANEL que· a maioria do m!lterial nela aflua. por gravidade e som<•ntl· uma pequena quan-
tidade seja carregada. por meio dr pás. )
Cubas autobasculantes são suspensas sobre um gancho de guindaste, , capae1"dade de O,-·>
Cubas a.utobasc:ulantes t em 9:- a 3 m3. El =• s·à<, usadaH
0 ~
Cubas. )
por uma alça; elas giram sobre moentes horizontais. O centro de gravidade da principa.lmentc, para carregar carvoeiras.
cuba carregada deve ser escolhido de tal maneira que possibilite à. cuba manter )
Cubas de Desc:11rgn Inferior e de Descarga Lalu:11t Cll;bas dess1• !ipo ::ião
sua posição vertiea.l, durante o movimento, com a. ajuda de uma barra de de- uRS.das para._ ma.nu::icar cascalho, areia., terra etc., com a aJuda. de g':lmdaste:-;.
sengate. Quando a barra. de desengate é libertada, a. cuba. tomba e descarrega )
seu conteúdo. Visto que o centro de gravidade de uma cuba vazia está atrás
mas são superiores us cubas ba.scula.nt1•l!, porque não Piiparramam mmto mate-
rial na descarga. )
dos munhões; a. caçamba retorna. à posição vertical, uma vez despejada a. carga.
J
)
,·.119

1 126 DISPOSITIVOS DE APANHAR A CA.8GA CAP. 5 127

l Uma cuba dfi de;:carga inferior é_ mostrada,. esquematicamente; na Fig, Wà~


Preso aos cabos de elevg,ção 1, está uma travessa com o tubo 3, ligado ao corp(>
- Cubas' .;-~m Pás. Essas cubas têm capacidade de 1 a 3 m 1 e, para fins es-
peciais, até 8 m 3 • Elas compreendem duas pás, com fundo arredondado, a.rti-
8 da ·cuba. As portas articuladas inferiores são conectadas pelas bielas 6 com culada.s numa charneira.
a haste central 4, cuja r::.:i.rPmidadr supPrior é prrsa ao eaho de, d<'~carga _2. -~- .Uma dessas cubas é mostrada na Fig. 94. Durante o carregamento e mo-
vimento ela fica suspensa em uma travessa. e, armação g e cabos de suspensão m.
A cuba é aberta pelas alavancas h, unidas a uma travessa móvel f e cabos de
descargas n. Quando estes últimos sã.o puxados, as alavancas h prendem os
ganchos i e abrem a cuba. Os cabos de suspensão de descarga (m é n) enrolam-se
em tambores separados dos guinchos de elevaçã·o.
Quando a capacidade de tais cubas é pequena e o serviço leve, podem sei-
dispensados os guinchos de dois tambores. Para es'se fim, os cabos de suspensão
e de descarga.me n são suspensos num gancho comum de um dispositivo de ele-
vação. Nesse caso, a cuba é levanta.da com os ganchos d e e, unidos entre si.
Para abrir a cuba, esses ganchos devem ser dese_nganchados e a cuba suspensa
nas alavancas h, ligadas aos ganchos i.
.;11 n nm
Fig. 92. Cubas autoba~culante~. _
J !! !
1
-~ -.
1- 11,!ava.ne!I. de bloqueia; .2 - 3Jçà.: 3 - limita.do.r do ma"·ímeoto ba.sculante: -1 - cuba: 5 - centro
de gravidade da cuba car1e-g:ida., So - centro de gravidade d.a. cuba ,•a.z:ia 1

!l

-~ r -:
-f _.-

(a) (e)
Fig. 93. Cuba de descar~ inferior e descarga lateral.

A cuba fechada é pendurada no cabo 2, com suas portas mantidas contra


os batentes 7; os cabos 1 são apenas levemente esticados. No momento da des- (]
o
carga, os cabos l conservam suas posições anteriores e o cabo 2 é solto; o peso _ Fig. 9i. Cuba com- pás.
do material abre as portas. 11 - p-tb; b - in--ore.; e - traves!!& de :tu.spe:aslo1 d I! s - p:cchO!i / - trav,ua tnóvl!!I: g - arma~~
A Fig. 93b mostra uma cuba de descarga lateral, A cuba pode ser descarre- de gu.ia~ Is. - alavanca.a tipo te111.:zui í - ganc:boa das pá.olij 1: - pino da. 1.)&nnca~ l - ba.rraa entre J e .li:
m - 0100• ~ t11,pe...,,~; " - cabo. de de•cup.
ga.da em qualquer altura, puxando o cabo R. No alto de uma pilha, ela pode
ser descarrega.da automaticamente, por meio de um apoio F (Fig. 93c). Neste e em projetos semelhantes, a travessa para. abrir a cuba fa.z parte
Cubas de descarga. lateral e de descarga inferior têm capacidade variável do dispositivo de elevação e as próprias cubas são, temporariamente, recipientes
de 0,3 a 2 m3 • para. a carga, na qual, ela. é transportada. pelos vários meios de transporte._
1 :
'
) ~

1 123 DISPOSITIVOS DE APANHAR A CARGA CAP. S 9. DISPOSITIVOS AGARRADORES 1:29


)
)
Cuba cmn p:is ;;à.:}, frnqücntem~nte, 1;1sadas'..,,parà _colhêr cav!.ícos, ~endo, para em quatro bielas externas e em uma travessa interna. As bielas são providas )
t;d finalidadt', insttdada num poço especial. As cubas carregadas sao elevadas de articulayões superiores, na travessa, a que sito ligados os cabos de elevação.
dos pot;o:-i (, t.rn 11 ~pnrtadas por um guind9Stc aos depósitos de cavacos e sucatas. As travessas superiores e inferiores acomodam polias p2.ra o cabo de fechamento. )
A caçamba automática é suspensa nos cabos de elevação e de fechamento e é
Cn~amba~ Autnnt:.ôLica~. Q::; projetos "elas cubas a."cima têm u.rn processo auto- aberta ou fechada pelo afrouxamento ou tracíonamcnto dos cabos de fechamento_ )
mátic·o dii dP;;car~a. porém r['([UC'rcm trabalho manual e mecarnsmo de carrega- O princípio de operação do uma caçamba automática com dois cabos é mostrado )
mento. AIO'uns 1~rnjPto~ rrquerc>m pessoal de operação, mesmo durante a des-- na Fig. 96.
carga. Es:,;7,:; ddl'itos tornam irracional a aplicação das cub.as, _qua~do grande )
quantidade df' material a grane:] deve ser ma~useado. Ao mvcs disso, ~az-sc
uso de ('.açarnbas especiais, que agarram mccarncamente e descarregam autonw.- )
ticamcntc o matrrial. )
O.'i pmjetos cxistentc:-i de caçambas ~utomiítica::r_ ou colheres automáticas
podt·m srr diYididos nos quatro tipos scgumtes: de dms cabos, de cabo simples, )
motorizada 1• r.;;pc>cial.
)
cn~ambas Automáticas de Dois Cabos. Essas são caçambas automáticas,.
nas qu{is a operação de elevação é efetuada por um grupo de_~abos (ou um cabo), )
('hamado <ln elevação ou suspensão, e a abertura e fechamento, por outro grupo
de cabos (ou um cabo), chamado cabo de fechamento. )
A caçamba automática de dois cabos pode ser descarregada a qualquer al- )
tura, mas isso requer um sarilho especial, de dois tambores,
Uma vista gc•ral de uma caçamba automática simétrica ou de _tração central )
é ilustrada pela Jo'ig. 95. Duas pós, com fundos arrrdnndados, :-:all pPnduradas. (a) (b) (e) (d} )
Fig. 96. Pl'incípio de operação de uma ta,arnba automática, com doi~ cabos. )
Uma caçamba aberia (Fig. 96a) é 2.be.ixada como segue. Ambos os tam- )
bores, a1 e a.2, giram para. a descida, isto é, sentido horá.rio. A caçamba automá-
tica vai abaixando, até que suas pás recolham o material que deve ser manuseado. )
A caçamba automática é fechada corno segue (Fig. 96b). O tambor de fe- )
chamento a1 gira para a elevação, isto é, sentido anti-horário, enquanto que o
tambor de elevação a% permanece imóvel. O cabo de fechamento S1 é apertado, )
!:'. travessa móvel vai para cima e as pás penetram no material, à medida que
gradualmente se aproximam até que seus bordos estejam bem comprimidos. )
Na elevação (Fig. 96c), ambos os tambores giram no sentido horário. )
Para descarregar a caçamba automática (Fig. 96cl), o tambor de elevação é
frenado e o tRmbor de fechamento gira para a descida (sentido horá.rio): isso )
obriga as pás da caçamba. a se abrirem, sob ação do seu próprio peso e do ma- )
terial, e o conteúdo é descarregado. ·
D"pendendo rla espécie do material, os bordos ou lábios das pá.s são lisos )
ou providos de dentes_ A tlllha pam o fechamento é, geralmente, um sistema
para ganho em força, entre a tração do cavo de fechamento e a força de corte, )
nos bordos das pás. A relação de transmissão do sistema de polias depende )
do material e varia de 4 até 6 nas caçambas automáticas para manuseio de carvão
ou minério. )
Dependendo, ainda, do msteria[ para o qual elas são destinadas, as caçam-
bas automátic:i.s sã.o fabricad!l.s cm três tipos de projetos: )
trabalho leve (para manuseio de carvão não muito duro e coque em peque- )
Fig. 9;;. Cuçnrnba irnlomáli~a úc d"i~ ,·,d"'·' 011 de Lr:içiio central. nos pedaços, minério fino, sal etc.);
j
)
·1
9. JJISPOSITIVOS AGARRADORES Ul - .!
130 DISPOSITIVOS DE Al'ANHAR A CARGA CAP. 5

trabalho médio (para manuseio de carvão duro em grandes pedaços, mi-


·uério de pC'So C'..spccífico médio, escória, areia, cascalho etc.);
trabalho P<'S!ldo (para ma.nuscio de grandes pedaços de minério, rochas duras
(\ outros m!l.t1iriais a granel, com propriedades similares).
Otitl'ã modifü•a.ção é a caçamb!l. automática assimétrica ou de braço de ala-
vanra. Tai:,; <"açamb!!.s (Fig. 97) consistem em uma travessa 1, sistema de polias
para c1 cabo dr. fechamento 2, pás 3, quat1·0 bielas 4, braço oscilante 5 e cabos
· tlc• !'l<'vat;ão (' fochamrmto. Essa caçamba automática destaca-se pela posiç.ão
mais vantajosa do imu centro de gravida.d<', comparada com a caçamba do tipo
simét-rico, µria montagem, comparativamente simples, e menor tamanho global.
Ao lado di1,so, a p1't'seuça do braço oscilante produz uma grande força de fecha-
mento nos bordos das pás. Isso possibilita reduzir o número de polias e sim-
plificar o pt·oj!'tO das travessas.
·~·
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1.

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1
l
1

Fig. 9i', CaÇ!l.mba automitica assimétrica. ou de braç.:, de alavanca.

Caçamba Automática de Dois Cabos de Tauber (Fig. 98). Compreende um


~ino formado por duas paredes longitudinais paralelas, liga.das em cima por placas
horizontais, um!l. tra.vess!I. ligada. ao sino, uma. travessa superior, duas pás cor-
ta.nt~s. bielas e sistema de polias.
Para agarrar o materhll, uma caçamba abert.a é abaixada sobre o mesmo,
na posição mostrada. pela Fig. 99a. Caindo à alta. velocidade, as paredes laterais
da. garra pr.netram no material. Quando o tambor do guincho começa a enrolar
o ca.ho de fechamento, as travessas inferiores e superiores se aproximam e as pás
de faca mordem o material, empurrando-o para o espaço entre as paredes do
1 lll DISPOSITIVOS OE APANHAR A CARGA CAP. 5- 9. DISPOSITIVOS AGARRAl>OIU:S
133
)
)'.
sino. Quando as pás estiverem comple- )
tamente fecha.das, formarão, juntamente Volume Dimensões principais ")
com as paredes la.tera.is do sino, a caçam-
ba mostrada. pela Fig. 99b. Essa nova m• A B e D E F (j
)
modificação tem apreciável vantagem
sobre outros projetos. -·---- )
0,50 1 600 850 1 2i5 2 000 2 750 2 100 1- 925
Caça:mha Automática de Cabos Sbnples. )
Nessa car,;amba, ambas as operar,;õc:-;
0,75 1 850 1 200 1 275 2 240 3 400 2 325 1 925
de trabalho (elevação ou abaixamento, 1,00
)
2 000 1 050 1 150 2 340 4 400 2 600 2 460
fechamento ou abertura) são desempe- )
nhadas por um dispositivo de traciona.- 1;50 2 000 1 370 1 500 2 340 4 400 2 600 2 460
menta, geralmente, um c.abo. Tai, garras 2,00 2 510 1 370 1 500 2 340
)
são usadas onde o mesmo dispositivo de 5 000 2 660 2 600
(,!)
4,00 2 540 1 370 )
1
j
elevação é emprega.do para mover peças
e material a. granel por exemplo, em fun-
dição, para manusear areia de moldagem
1 500 2' 500
6 ººº 2 7/50 3 400
)
' em áreas de construção, em valetas do )
escórias, quando estiver limpando loco-
motivas ete. Em outras palavras, ca- ) -;
çambas automáticas de cabo simples são
empregadas em te.refas de curto prazo, )
ao térnúno das quais são removidas do )
gancho do guindaste (se estiver suspen-
sa.) ou são substituídas pelo gancho do
suspensão (quando a caçamba for presa,
direta.mente a-0s cabos de elevação de•
· um sarilho).
m i
)
)
)
Existem caçambas automáticas de
cabo simpks autobascula.ntes {garras
{b)
1 )
sino) e C!l.ça.mbas automáticas que são Fig. 99. C:1\·nml>:, ,1ulomátir:• tlc tloi~
descarregadas por meio de um cabo se- c:i.bos de Tauber, em operação. )
parado ou corrente. )
_. eaçambas automáticas do primeiro tipo são obsoletas e, atualmente en-
contram pouca. aplicação. Caçambas automáticas, operadas a mão, são livres J
dos defeitos inerentes às ca.~.ambas autobasculantes e são difundida.5 numa varie-
dade melhorada de versões. A Fig. 100 mostra a construção de uma caçamba J
automática. operada. a m!io, por meio de uma corrente. )
Caçambas Automáticas Acionadas a Motor. Nas caçambas automáticas aci- J
onadas a motor, as pá.s sã.o, via. de regra, fechadas e abertas por uma corrente
ou cabo, aciona.do por um motor, instala.do na armação da caçamba. Urna ca- )
ç-amba automática que fecha., independentemente do guincho do guindaste, pode
ser suspensa. sobre o gancho de qualquer guindaste sem o uso de um sarilho es- )
pecial de dois tambores. Nissó consiste sua principal V2.ntagcm, uma. vez que
o guindaste pode ser usado para manuseio de peças e material a granel. Além ;, J
disso, um!L caçamba acionada a motor pode abrir até qualquer valor, dentro ---11--- )
dos limites do vii.o das pás, o que é, cm vários casos, muito importante.
. Nas fundi~es, a.s caçambas a.cionad_as a motor F.?dem ser ,usadas P:U:ª m~nu-
)
se10 de In!l.ter1al a granel (coque, arma) e para limpar valetas d() fundição. 1- õi.;. llJU. C:iç:i.ml,u uutomá.tica de cabo ,:imple,; opel"'.tda a mão. _)
)
}
1 ''
l
134 DISPOSITIVOS DE APANHAR A CARGA ·CAP. 5 9. DlSPOSITIVOS AGARR'.DORES 135
!
f Como a caçamba automiti~:::. pode ser facilmente removida do guindaste, ela Garras Automáticas de Múltiplas Páa,. Um aspecto extremamente importan-

J
pode ser, a qualquer tempo, adaptada ao transporte de caixas ele moldes de fun-
dição, modelos e fundidos. .
. te em garrás automáticas, no manuseio de material em pedaços, é seu grau de
utilização e capacidade de segurar a carga; a par disso, elas não devem esmagar
1
o material, deteriorando, muitas _yezes, a. sua qualidade. Caçambas automá-
1 Uma caçamba automitica aciona.da. a motor pode ser descarregada de q~al- l
! ticas comuns, nas quais as pás oscilam num plano, não são muito eficientes no
q\l.f'f alttir~ :e- agàrrar o material cuidadosamente, porque a abertura das pás
J)CTdo · seÕJjt's:tlltia a prolongar a vida de serviço dos meios do transporte (carros ! manuseio de materiais em pedaços. Um preenchimento adequado é facilmente
.~alcánçado numa garr!P d~ múltiplas pás, em que as arestas são localizadas em
L
r. ffrroviários etc.). -
diferentes planos. Tais garras são conhecidas como garras-tipo-casca-de-la-
ranja. Graças à forma de tenaz, ou melhor, de lê.mina, de suas pás (esses dispo-
l Caçamba Automáti<:a Acionada por uma Talha Elétrica.' Este projeto (Fig. 101)
eomprcend8 uma caçamba automática comum do tipo braço de alavanca, sitivos de 3 a 8), ãpanham facilmente a massa de material em pedaços, causando
j mm um eixo central para. as pá~i que S'ão..fechadas por uma talha elétrica. As apenas danos insignificantes à sua integridade. À medida que as lâminas da
pás sã.o controladas pela talha de· éabõs, cujas polias sã.o presas na travessa garra-tipo-<:asca-de-laranja. penetra no material poroso, encontra várias resis-
inforior. Para,. evitar acidentes e desarranjos caso o motor não desligue quando tências e, por essa razão, a operação da garra será mais efetiva se suas pás se
a caçamba estiver fechada, ela é provida de um acoplamento de segurança mo.,yer.~lat independentemente uma das outras. Com efeito, numa garra-tipo-
' entre o motor e o mecanismo de elevação.. · ca.sca-dê-laranja com oito pás, por exemplo, quando quatro das pás se apoiam
contra o material, as outras quatro penetram em sua massa; portanto, essas qua-
tro pás pod.em penetrar no material somente se o projeto da caçamba lhes per-
mitit_:-.e.vanç-a foente das outras pás, isto é, se elas se moverem independen-
temente. . ~
O -prãjetô'- de uma caçamba-casca-de-laranja de seis pás é mostrada pela
Fig. 102a. As pás da garra são ligadas por bielas c~m a. cabeça e o cabo de

i
1;
1

í
1

1 (a)

1 Fig. lOL C.1ç:i.mb:i.~ autom!itica.s acionadas a motor por talha elétrica..

Caçambas Automáticas Especiais. São caçambas com pás de forma especial,


para adaptar-se à espécie de operação e do material a ser manuseado. Seu me-
1 canismo de fechamento e sua parte supetior são, freqüentemente, projetadas
seguindo as linhas convencionais.
{t:)

}'ig. 102. C11,çamba-casca-de-lar11,njo.

1
~
1-:.-

);
136 D,S?OS11lVOS DE APANHAR A CARGA CAP. 5 10. MlâTODO PARA PROJE1AR CAÇAMBAS 137 -) '
yi
fechamento, e não através da travessa inferior, como nas caçambas automáticas A dependência. entre o peso e a capacidade da caçamba pode ser expressa
comuns. Cada pá é provida de uma polia para o cabo de fechamento, que en- pelas seguintes relações: )
volve consecutivamente as polias da cabeça e as pás, levando as pás a movimentos (a) para uma caçamba de trabalho leve
independentes. Dessa maneira, a caçamba é uma combinação de mecanismos )
separados, operando de modo semelhante à mão humana. Gar = 0,8Y + 0,5; )
Quando um<J. caçamba--casca.-de-laranja se fecha, desenvolve-se em cada (b) para uma caçamba de t.rabalho médio
polia um!:! força definida. Alcança-se uma distribuição uniforme das forças )
nas pás, porque o cabo de fechamento envolve consecutivamente as polias na. Úor = 1,5T' + 0,5;
cabi:;ça e nas pás e passa através de polias de compensação. Para esse fim, as )
(e) para uma caçamba de trabalho pesado
polías têm, na cabeça, construção de forma estrelada. )
O movimento externo das pás é limit2.do pelo tamanho do anel que as une. Gg; = 2,3V + 0,5;
As polias das pás são protegidas por envólucros que, simultaneamente, prote- (d) para uma caçamba de trabalho muito pesado
)
gem o cabo de fechamento contra o desgaste. Os cabos de elevação são fb::os na
cabeça da garra por grampos de cunha. Uma vista geral de uma garra-casca- GQT = 3V + 0,5; )
de-laranja pode ser vista na Fig. 102b. A Fig. 102c e d, mostra a garra. manu- )
onde G0 , - peso da caçamba, em t;
seando uma pedra. 1f capacidade da caçamba, em m 3 •
Uma garra pa.ra. manuseio de cava- )
cos de metal é mostrada pela Fig. 103.
Suas pá.s são em forma de dentes sepa- )
rados, de aço. Uma garra de múltiplos, )
dentes para pedras (Fig. 104) é uma
variação de uma garra de múltiplas pás, )
adaptada para manuseio de material
em grandes pedaços. )
)
10. MÉTODO PA~l.A PROJETAR:'CAÇA1\I-
BAS AUTOMATICAS )
Há muito tempo, temos escassos )
conhecimentos do fenômeno que aparece
Fig. 104. Ga.rm de múltiplos dentes para. manuseio de pi;dras. )
durante a operação dos vários tipos de
garras, pás, caçambas, raspadores etc.,
que, ~utomaticamente, agarram diversos Os tamanhos elas pás da r1açamba, são encontrados a partir da capacidade )
materiais a granel, porque conhecemos dada e da.s principais dimensões padronizadas.
)
muito pouco das propriedades físicas des- Usando um diagrama cotado de transrntssão do mecanismo da caçamba,
ses materiais. No entanto, para a ope- e os dados dos pesos de suas partes, podemos encontrar as forças que atuam em )
ração normal desses dispositivos, como suas partes, baseados na estática.
garras, o conhecimento das propriedades Dados experimentais recomendam as seguintes relações de pesos: )
Fig. 103. Garra para c!l.vacos metálicos. físicas das cargas constituí um requisito
G1 = 0,2G,rj )
primordial.
As seguintes propriedades dos materiais a granel afetam os parâmetros das G2 0,50,.; )
caçamb!l.s: dimensões e fornl!I. dos pedaços, seu grau de unidade, viscosidade, G: 0,3G~.,
atrito interno, peso específico a granel, grau de resistência do material à pene- )
tração de corpos estranhos etc. Os métodos de projetar caçambas, baseado onde G1 - peso da travessa. inferior com contra-pesos;
nas propriedades físicas dos m!l.teriais a. granel, seria considerado ideal. Infeliz- G2 - peso das pás; J
mente esses métodos ainda não existem. G3 - peso da travessa superior, com as bielas.. J
As C!l.ça.mbas são projetadas pelos seguintes métodos. As forças determinadas são usa.das para. verificar a resistência das partes
da cat,ia.mba. )
O tipo de caçamba e seu peso são selecionados, com base nos dados expe-
rimentais e a espécie do material ma.nuseado. Finalmente, determinamos a força necessária para fechar as pás. )
)
)
1'''

IJB DISPOSITIVOS DE APANHAR A CARGA CAP. 5 !


!O. M!rrOOO PARA PROJETAR CAÇJ,MBAS ll')

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Fig. 105. Guindaste de Jan ça com carrinho rotitivo com tenn~es de cadinho.

1
1

1 Fig. 1D6. Panela de guind11Ste.


I ___..: alça; 2 - panela: 3 - anel com rnunhões; 4 - en-costo~ 5 - ~rfo bMeula.nte.
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1.
140 DISPOSITIVOS DE APANHAR A CARGA CAP. 5 11 • DISPOSITIVOS DE GUINDASTES 141 )
.1
}
IL DISPOSITIVOS DE GUINDASTES :PARA MANUSEIO DE Uma panela de tambor pode ser inclinada. ma.is facilmente do que -as panelas
MATERIAIS L1QUID0S comuns, de igual capacidade, porque, nas primeiras, somente o atrito do metal )
em fusão contra as paredes do tambor e o atrito nos manca.is precisa. ser ven-
Cadinhos, (para. ligas de cobre, &!)O e outros metais em fusão) são fabricados cido, enquanto que, na panela comum, alguma. parte do metal em fusão deve )
de lIUl,teria.is refratários; eles suportam de 40 a 300 kgf de metal. ser eleva.do. Pa.ra separar o revestimento da panela do tambor, suas paredes
Os cadinhos são retirados dos fornos e transportados por meio de tenazes. destacáveis podem ser facilmente removidas. Como as panelas do tambor estão l
Elas não danificam as paredes dos cadinhos, embora estas percam muito de sua sujeitas às mesmas tensões sobre toda. a sua superfície, elas têm vida mais longa. )
resistência, devido às altas temperaturas. que os outros projetos de panelas.
)
A Fig. 105 mostra um guindaste de lança. com carrinho rotativo, com uma
alavanca e tenazes para manuseio de cadinhos. )
Panelas, para manuseio de metais líquidos, são feitas de placas de a!)o e )
têm revestimento refratário. Panelas de pequenas capacidades são manuseadas
'
i· miµiua.lmente. Panelas grandes sã.o tre.nsportadas por carros de bitola estreita )
ou monotrilhos, ou por meib de guindastes.. Elas são suspensas no gancho do
guindaste, por: meio de a.Iças basculantes especiais. )
Guindaste de pequena capacidade para panelas são basculadas manual- )
1 mente por meio de alavancas de garfos (Fig. 106); evits.-se o autobasculamento
f
! por meio de um encosto especial. Para ,·azar caçambas de tamanho médio, )
faz-se uso de um dispositivo especial de basculamento, acionado por volante.
Panelas grandes são basculadas com auxílio de um mecanismo especial montado )
no carrinho de guindaste. Panelas . de vazamento itúerior (Fig. 107) são do- )
tadas de um furo de vazamento, no fundo, fechado por um. tampão, ajustado
sobre uma haste móvel. A haste é aciona.da por um sistema de alavancas )
articuladas, cujo projeto deve levar em conta a dilatação ·do metal, devido à.
temperatura. )
Panelas de tambor com capacidade de 0,5 a 5t (Fig. 108) são empregadas )
em fundições; elas são movidas em truques, ao longo de trillios de bitola estreita
ou por meio de guindastes. )
)
)
)
)
)
)
)
)
Fig. 108. Panela. de tambor.
l - ta m.bor- com reve:1titnento re[ratárioi 2 - volante pa.ra ba.acuW a ca,camba ~ 3 - eng:reMmen to. J
Operaçãn mais fácil e mais segura (o pessoal é mais protegido contra a ra- )
diação de c:.lnr do que no serviço com panelas comuns) e perdas insignificantes )
devido à:' radiuçfü1 (porque os tambores sã.o fechados) tornam altamente eficazes
a aplicação de panelas de tambor. J
J
)
r '',

1, MECANISMOS DE RETENÇÃO

CAPITULO 6

t .. _:.$ .:. ·-~ .... •


MÉCANIS1\10S DE RETENÇÃO E FREIOS

'"'"-. .
~-- ..... ..
l. MECANISMO DE RETENÇÃO

1, Mecarusmo de retenção é usado para s e ~ _iJi carga elevada pelos guinchos.


-
1
I•l Me,t,anlsmo de C.tl'a.,.. Este tipo de mecarusmo compreende uma roda de
· catraca e uma lingüeta. Os dentes da catraca podem ser dispol!tós.. externa ou
internamente il. roda, ou a seu lado. Os dentes são de tal forma que a catraca
corre livre, quando a carga estiver sendo elevada..
A Fjg. 109a mostra o mecanismo de catraca mais difundido, com dentes
i 1 externos à roda. O melhor engrenamento é obtido no ponto de conta.to entre a.
tangente, que passa através do pino da. lingüeta e o diâmetro interno da roda da (d}
catraca. Neste caso, a pressão sobre a lingüeta é dirigida ao longo da força.. pe-
i_.
riférica..
Dependendo de sua finalidade, uma roda. de catraca pode ser projetada Fig. 109. Mecanismo de cs.tra.ca com dentes externos.
-r: com diferentes números de dentes:
z = 6 a 8 para. macacos de cremalheira e pinhão, catr2cas e freios a.plicadas onde ·m - módulo igual a.o passo sobre o diâmetro externo dividido por ;r;
pela carga elevada (talha de parafuso sem fim);
1vl - toque transmitido em kgf/cm;
z = 12 a 20 para retenção por catraca independente;
2 = 16 a 25 ma.is para. freios do tipo catraca.
z - número de dentes, t/1 = _!!__
m
= (1,5 a 3,0);

O comprimento dos dentes (largura da área de apoio da lingüeta) é selecio- [crti.J - tensão de flexão admissível.
nado levando-se em conta s. pressão unitária. linear A fórmula (95) (ver Fig. 109b) é o~tida. como segue;
Seja ABGD a área de fratura do dente.
.,-·-. p A equação da resistência à flexão será
b=-,
p
.----·-
onde P - força periférica;
p - pressão unitária linear. 2M
Usualmente, a = m e n = 0,75; b= ynn; P =D e D = zm.
A pressão unitária é•t.omada como p = 50 a 100 kgf/cm, para. lingüeta. de
aço e roda de catraca de ferro fundido, e p = 150 a 300 kgf/cm, para lingüe- Então,
ta de aço e roda de catraca de aço. 2M O75 m = m<st/,m [cr11..,] .
Os dentes de uma ca.trae&, com engrenamento ·ext-emo, são verificados à zm ' 6
flexão pe]s. fórmuta.
e

(95)
1.

r
l
144 MECANISMOS DE RETENÇÃO E FREIOS CAP. 6 1. MECANISMOS OE RETENÇÃO 14S )
)
A velocidade periférica da roda. da catraca é diretamente proporcional ao
seu diâmetro. Como a força de impacto entre a Jfogüeta e o dente cresce pro- )
porcionalmente ao quadrado da velocidade, deve-se evitar um aumento pre- )
judicial da velocidade periférica.
Impacto a altas velocidades é diminuído pelo emprego de passos e dentes )
menores; pode-se, também, usar duas ou mais lingüetas, cujos pontos de engre-
na.mento sejam deslocados por uma fraçe.o correspondente do passo. Nos me- )
canismos de catraca independentes, ou freios de catraca, a roda da catraca é
sempre fixada à. árvore. (a}
)
A lingüeta da catraca pode ser proje-tada como na Fig. 109a ou ter uma forma -------L )
de unha, mostrada pela Fig. 109c.
)
A lingüeta é verificada à compressão ou tração excêntrica:
)
- Mil ..
lV
+L
F'
II- )
)
·"'
W = bx
2
é o rriódulo de resistência mínimo (Fig. 109d). )
6
(b)
)
O pino da lingüeta (Fig. 110a) é, freqüentemente, considerado como uma N
viga em balanço, sujeita à flexão.
A equação da resistência é
.-- ----- .._ )
' "'-. )
Pl = O,lcF [0-11.,].
)
b
Para l = -2 + a e P = -2M
- temos
zm '
Q

)
d = 2,71 f zm ~~i.%] · ( : + a) . (96) )
Em vista da aplicação da carga de impacto, o pino é normalmente de aço )
45, tomando uma tensão de flexão admissível um pouco reduzida.. {e) )
[o-n ..l = (300 a 500) kgf/cm 2• )
Fig. 110. Dia.grama para projeto de lingüetas de catraca.
As melhores condições para o escorregamento da lingüeta .:obre o dente da )
catraca são obtidas quando rp > p, onde p é o ângulo de atrito ·(Fig. 110b). d
A forç.'l T = P sen cp tende a empurrar a lingüeta para a raiz de dente, enquanto -µ1 )
que as forças de atrito N µ (onde N = P cos rp) e as forças de atrito no pino da. 2
tg tp-µ = - --
L cos2 tp )
lingüeta Pµ 1 opõem-se !l esse movimento.
Quando l;MA = O, obtemos )
d
Ma.s µ = tg p; então, d
(T-Nµ.) L cos cp-Pµ1 2 = O. -1.h )
2
tg rp - tg p = _L_c_o_s·--cp- )
.Substituindo os valores de T e N e cancelando cos 2 rp, temos
l d
)
PL(tg rp - µ) - 2 Pµ1-;- = O Como o lado direito da equação é um valor positivo, tg rp - tg p > O; assim
cos 'P ~ 'P - p > O ou cp deve ser maior que p. )
)
)
f '!

1• MECANISMOS DE RETENÇÃO 1-47


146 .., MECANISMOS DE RETENÇÃO E FREIOS CAP. 6

TABELA 22. Construção dos Períu; dos Dentes das Rodas de Catracas

•••• ·'~:

(a) ,
..._,;._J"'.'""'....-., (b)
~ .. ,~.-~ .·
~
""C.; -

m 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24, 26 30
Fig.111. Lingüetas operadas por molas e anéis de atrito.

z De 6 a 30 inclusive a: 1 - moln de torção ligada ao disco do freio e lingüeta; 2 - disco de freio; ~: 1 - lingüe-
: 1:. ta; 2 - pino de lingüeta; 3 - pino limitador do movimento sup,erior da lingüeta; 4 - anel
de a.trito com pino; 5 - ala.vanca3 Jigaado as lingüetas e anel; 6 - roda de ·catmca;
1. t 18,85 25,13 31,42 37,70 43,98 50,27 56,55 62,83 69,12 75,40 81,68 94,25 7 - árvore do freio; 8 - parafuso~ com mola para apertar o anel.
Língüeta h. 4,5 6 7,5 g 10,5 12 13,5 lõ 16,5 18 19,5 22,5
1: a 6,0 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 30 .
r 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 pelo passo t, em partes iguais. De um ponto qualquer da. divisão; representamos
de a corda AB = a. .N~~-"!BC, constru.!mos o ângulo de 20°, a partir do ponto C.
Então, a perpendiculàr~Jl;J!Jé levantada no meio da corda BC até sua interseção
1 Ã1 6 8 10 12 u·s 14 16 18 20 20 22. 25 com o lado ÇK, no ponto O. A partir do ponto O, traçamos um círculo com o
catraca a1 4 4 6 6 8 12 12 14 14 14 16
raio OC. O ponto E, que é o ponto de interseção desse círculo com o círculo
!"l
.•.
2
•.·
. .2 2 2 2 2 2 2 2
-
2 2 2
SS, é o vértice de um ânguJo de 70• .
O eixo do pino da lingüeta é encontra.do pela seguinte construção
(Fig. 110c).
A Tab. 22 fornece dados para a. construção de perfis do dente, para rodAs
de catracas com engrenamento externo e interno. Para construção do perfil A distância OA, de centro a cmtro, (entre os centros da lingüeta e da roda
dos dentes externos, aceitam-~e as seguintes seqüências (ver Tab. 22). Primei- da catraca) é t.omada como o diâmetro de um semicírculo, cuja int-erseçã.o no
ramente, delineamos o círculo de cabeça NN e a altura de pé do dente ou circulo ponto B com o círculo de cabeça da roda nos dará a pcsição do dente, o qual en-
de raiz SS. O circulo NN, que é, ta.rnbém, o circulo primitivo, é dividido pelo grenado com a. lingüeta, e a seção BA será o comprimento da lingüeta.
f1 l passo em partes iguais. De qualquer um dos pontos de divisão, trai;a.mos a A linha BA será. perpendicular ao raio da catraca OB, por considerações
corda AB = a. Sobre a corda BC, construimos um 2,ngulo" de 30°, a partir do geométricas. O comprimento da lingüeta BA é, usWLlmente, tomada igual a 2 t.
ponto e. Lingüetas que não se engrenam com o dente, sob ação do seu próprio peso, são
1'; 1 : Então, a perpendicular Lllf é levantada, do meio da corda BC, para sua. adicionalmente carregadas com pesos ou molas (Fig. llla).
interseção com o lado CK, no ponto O. Do ponto O, traçamos um círculo com Quando uma carga está sendo elevada, o dente de uma roda da catraca es-
1 j raio oc. .
1 correga debaixo da lingüeta e produz um ru.!do desagradável, ruído metálico
)
O ponto E, que é o ponto de interseção desse círculo com o circulo SS, é (especialmente quando as árvores giram, com grandes velocidades). O ruido é
o vérHce de um ângulo de 60•. eliminado pelo emprego das lingüetas silenciosas, operadas por meio de anéis
de atrito (Fig. lllb}. Essas lingüetas encontram aplicação somente em catra-
Os perfis dos dentes internos. sã.o construidos como segue: Primeiro, tra-
cas de freios.
1
çamos o círcttlo de cabeça NN e o círculo de pé SS. O círculo NN é dividido
l
j
l
I' ,i
); '.!<-
)
148 MECANISMOS DE RETENÇÃO E FREIOS CAP. 6 1• MECANISMOS tlE RETENÇÃO )
149

"),
Rodas de catracas, com dentes internos, são usadas, exclusivamente, para
freios com rodas de catracas. Seus dentes são fundidos no interior do aro do ;)
tambor do freio, montado livremente em uma árvore. Uma ou duas lingüetas
são montadas sobre uma alavanca, presa à árvore e operada pelos a.néis de atrito l.
(l<'ig. 112). O número de dentes varia de z • 16 a 30.
)
Os dentes internos das rodas de cetracas sã.o muito mais fortes que os ex-
ternos. Por essa razão, sua equa.çã.o de resistência. tem forma pouco diferente: )
M )
m -
- ~ zip [u11,,] •
-
·
(97)
)
As letras denotam os mesmos valores da Eq. 95. )
Mecanismos de Reteação pol' Atrito. Comparados com os mecanismos de )
retenção por dentes, os de retenção por a.trito oferecem certas vantagens: operam
silenciosamente e sem solavancos. Entretanto, nestes dispositivos de retenção )
1
a compressão do pino da lingüeta e na árvore é, consideravelmente, mais alta.
Por essa razão, eles têm uma aplicação muito limita.da e sempre em combinação )
com freios. )
A Fig. 113 ilustra um dispositivo de retençªo por atrito, cQm um mecanismo
de engrenamento interno, em forma de cunha. O ângulo da cunha é toma.do )
=
2a 45° a 50°. O coeficiente de atrito éµ= 0,1. O ângulo rp é 15° em média.
)
Para evitar uma ação unidirecional, o mecanismo de retenção é sempre provido
i~ de duas lingüetas colocadas em pontos diametralmente opostos. A compressão )
! .
no pino da lingüeta. é
p Fig. U2. Roda de catraca com dentes internos. )
P=-- l - tambor do freio; .. 2 - mola. do l"tlraçio artleulada ao anel e llngiiela • 3 _ 8 el d m·t .
º tg 9? ' 4 - . puafusos da lingueta; 5 - lingüeta l!rtico.lada à all.T&nca, 7; 6 - den~ da catra:a, fu~dido 1 ~~ )
lnlenor do a:ro do to.mho.-, l; 7 - alavanca de bra,o duplo, chuetado, na il.nore.
onde P - fÓriµ periférica. )
O disco do freio deve ser enrijecido com nervura-s, por levar em conta a car-
ga, devido à compressão da lingüeta. )
Catracas de Roletes. Amplamente usa.das, as catracas de roletes são nor- )
malmente emprega.das com combinação com freios. A- Fig. 114a mostra a ca-
traca de roletes, numa carcaça separada. Tal mecanismo de catraca opera como )
segue. )
A árvore 1, que deve ser parada., suporta a bucha 2, provida com recessos
para os roletes 3. O anel 6 é ajustado sobre a chaveta. 5, no corpo 4. Os roletes )
3 não dificultam a rotação anti-horária da bucha 2, juntamente com a árvore 1.
Quando a árvore 1 começa a girar, no sentido horário, sob ação da carga, (a árvore )
1 suporta um tambor em torno do qua.l estão enrolados os cabos de elevação )
da carga), os roletes tornam-se cunhas nos recessos da bucha 2 e sã.o forçados
contra. o anel fixo 6. A fim de evitar a queda dos roletes nos recessos, pelo seu _)
próprio peso, deve-se dotá-los com molas de retenção, como mostra na Fíg. 114b.
A Fig. 115 mostra vários projetos de catracas de roletes. J
]o
Projetos de Cahaeas de Roletes (Fig. 116). Um rolete encunhado entre o )
seguidor e o acionador está sujeito à 11ção das forças norma.is N i e N 1 e das forças
tangenciais de atrito µ.1N L e JJ.2Nf. Com o rolete em equilíbrio, a força resul- )
tante Ri = R,. Fig. ll3. DÍi!positivo de retenção por atrito. )
·)
)
1r'.-- .,.

150 MECANISMOS OE. RETENÇÃO E FREIOS CAP. 6 1, MECAHISMOS OE RETENÇÃO 151

--+-
11

{a)

1
Fig. 116. Diagrama. de projeto de urµa catraca de ro!etes.

!' O torque· transmitido é


Fig. 114. Catraca de roletes.
D
M= zµN~,

onde z - número de roletes (usualmente z = 4). O coeficiente de atrito


=
JJ. 0,06.
Quando µ = tg p > tg 2a , obtemos

1
l

Entretanto, para IDB.1or confiança, 11.dmite-se a força. atuante num rolete


como
) 2M
1 N=---- (98)
a
zD tg -2-

O comprimento do rolete t =
.
..!!....,
p
ondé p = 450 kgf/cm,
..
se os elementos
operantes forem construídos de aço de qualidade, adeq11adamente endurecido.
A Tab. 23 registra as principais dimensões das catracas de roletes com as
,1 durezas Ro~kwell, das supeúícies operantes R, = 58 a 61.
1
f
O material usado é -o aço 15 cementado.
1 Catracas de roletes são . selecionadas US&J1do-se lll seguinte fórmula:

100N1oa
N..,;.,.= nK
Fig. 115. Projetos de catracas de roletes.

J'
}
152 MECANISMOS DE RETENÇÃO E FREIOS CAI'. 6
2. FREIOS DE SAPATAS
153 )
TABELA 23. Prindpais DimeàsÕes das Catral'-3.s de Rolete,; )
f(
K j(
)
PotêMia Diâm?tro da Diámdro do Comprimento NúmCTo de Ângulo da
transmitida a bucha D, em rolete d, wi do roleü l, t-ni roletes, z cunha )
100 rpm, N100 mm mm m,n
em hp )
)
0,25 102 12,7

"'}
0,5 127 15,9 23 8 )
1,0 152 19,0 29:4 4 7
)
1,5 178 22,2 33,3 <~

2,0 203 25,4 3S, 1 )

1 ~ 1 )
)
onde n - rotação real em rpm ·
1 )
K - fator de segurança, tomado de 1,5 até 2,0.
i 1
)
2. FRElQS DE SAPATAS j )
Fig. il7. DiagraillAS ·dos freios de ums. sapata..
Em maquiná.rfa de elevaçiio, os freios têm por objetivo controlar a veloci- )
dade de descida da cargl.l ou m!mtê-la 5U3pen::a, p2.rada. Os freios também são )
usados para absorver a inércia das massas em movimento (c11rro, guindaste, deve ser tal que e. força. de atrito produzida na superfícíe da. polia" contraba-
lance a força periférica
carga etc.). Dependendo da sua finalidade, os freios são classificados como )
de estacionamento (parada), de descide. '-" tipos combinados, servindo estes últi- Nµ >
mos para parar e controlar a velocidade de descida da cru·ga. _ 2M
D =P. )
Há freios oper::i.dos e automé.ticos. Os freios opera.dos incluem: os de sa- )
pata ou bloco, de fits, cômcos, de disco, de catraca e freios, com manivelas de A forç~ d~ atrito N atua em relação à polia. do freio, em um sentido oposto
segurança.. à força __perifénca P (para um dado sentido de rotação) e em rP1ação à sapata )
no sentido da rotação da polia. ' · '
Entre os frcio.s autom.áli(;usJ estão -JS freios centrlfugoa (pars.- controlar & )
velocidade) e freios apiicudos p1::lo peso da carga elevada.*· A força _K., nii. exl.;rernidade da alavancil.- ·cto freio, depende da posição do
ponto da articulação I e será igual {Fig. 117a) a. )
Freios de sapata ou de bloco são projetados com sapatas externas·ou internas.
Freios de sapatas externas constituem uma característica comum da maqui-
nária de elevação, enquanto que o uso de sapatas internas é restrito aos serviços
de guindastes montados em carros.
lÇ = ~ (a± µb): = T .(; ± b) (99}
)
):
Principio de Operação do Freio. Para entender o princípio de operação (o ~al superior refere-~e à rotação horária da polia e O inferior à rotação anti- )'
de um freio de sapats, examinemos os diagramas dos freios de uma. sapata, mos- horana). '
trado pela Fig. 117. Da Fig, 117b,
)
Como a ação unidirecional de uma sapata causa deformação de flexão na. )
árvore do freio, freios de sapata somente são empregados para retardar pequenos K = N .!!...
l
=~
µl
(100)
)
torques, em um acionamento manual, quando o diâmetro da árvore não exceder
50 mm. A compressão exercida pela sapata de ferro fundido, na polia do freio, )
(a força K, neste diagrama, é a mesma para ambos os sentidos de rot~ção).
J
• Freios hidráulicos, pneumáticos e elétricos não são considerados ne5te livro. m t * ~ta idéia, g~alment~ aceita, é apenas aprosimadamente verdndein, visto que, real-
eu e, e. orça. de atrito é a.plicada. sobre um braço maior do que o ra.io do tambor do freio. )
)
J
Tf !

154 J. EUMENTÇ)S DOS FREI~ DE SAPATAS 155

_... . ,...:~.-~~- --· -


gira. o triAngulo rígido 3, o qual é' art'ic~ no ponto C. A:dmitíndo-se que
o ponto A é estacionário, então o ponto C move.:se pars baixo; ne!!te caso, o ponto
B ae desviará pars a direita. Este movimento será tnuu,mitido ao tirante 4 e
alavanca 6, que fo~rá a ·sapata 8 contra a polia. do freio. QU.!LD.do a sapata 8
for apertadamente pmda para. cima, o pü!}-to e se tornará estacionário e o tri-
§.ngulo 3 girará em torno dele. Devido a iBso, o ponto A .ee desviará para a es-
querda e frenará a. sapat.a 7 através da alavanc3 5.
· Nos projetos de freioa,_...mostrados pela Fig. 118, a alavanca 1· é oomposta
de duas partes, ligâdas através de um esticador, piita prover ajuste do freio.
Outros diagramas de freios de. dlW! sapatas são mostra.dos pela Fig. 119.
A aplic&yão (Fjg. 119) do freio por um peso, preso na ala.vanca., e.ca.rret.a as
seguintes falhas principais. Depois que a corrente é desligada e o peso cai, este
último oscila juntamente com a ala-va,nca, diminuindo e aumentando a com-
pressão da sapata na polis. e mudando, cor-
respondentemente, a intensidade do torque
1
de frerui.gem. Essa variação periódica do
torqúe de frenagem. é um fenômeno muito
-: indesejável, tanto. nos mecanismos de eleva-
ção, como de translação. Nesses ca.sos, mo-
F ... -na. Diapma de um freio de duas spata.s. las oferecem maior confiança, porque ope-
ram maia suavemente e tornam possível um
ajuste ma.is preciso dentro de uma larga. faixa.
A Fig. 120 mostra um projeto em que o
freio é a.plicado por uma mola.
K = -.l- (ª )
p il ± b
N (a ± µb) = -l- (101)
- -!
(o sinal superior refere-se à. rotação horária da pol.ia. e· o sinal inferior, à. rotação
anti-horária.).
Para rótaçÀo em ambos os sentidos, o diagrama na Fig. 117b oferece, teori-
camente, maiores vantagens; aqui, a força K é a ·mesma em ambos os sentidos . 8

de rotação.

Quando ~ = b (Fig. 117a - .rotação anti-horária; Fig. 117b -'- rotação 11


p
1 horária.), a força K .., O .e o freio torna-se· dispositivo de retenção qusndo opera . t ' ~H
em um sentido. Nos proietos de freios, esse efeito autofrenante deve ser evi- t-.:1..g--!
l tado. ! 1
Fig. ll9. Dia.gramas de freios de Fig. l:lAl. Diagrs.ma de um úeio, \\Plicado
Freios de duas sapatas (Fig. 118)" aio ·amplamente ·usados em mecanismo dua~ sapa.ta..s. , po~ Uma mola.
1
de elevação, tra.nsla.ção e de totai:ão de guindàsteB· e distinguem-se d!> freio .de
uma. sapata por não produzir deformações de flexão· na. árvore do freio. Gwn-
3. ELEMENTOS DOS FREIOS DE SAPATAS
ehos e guindastes, acionados elttricamente, llBB.m quase que · exelumvamente
freios de· du&'3 sapatas. O freio é aplica.do pelo peso G e desapert~o por um Polias de Freio. Maquinárias de'.elevaçi.o-a.cionadas a mão sã.o, freqüentE>-
eletroímJ. Por isso,· o freio, permanentemente aplicado, será· solto somente mente, projetadas com polias de ferro fundido e as que empregam aciotlAmento
quando o eletiofmiJ, for ligado. o circuito elétrico notmalmente prevê inter- a motor são projetadas eom polias de aço fundido, com uma qualidade não in-
comunicação do motor e eletrofmã que, automaticamente, produil. ação frenadora ferior a 55 JI grupo III ou, então, aço forjado à matris, não inferior à qU&lidade
mesmo no caso de p&n1d8 acidental do motor. · 45, de acprdo com aà normas soviéticas, e com uma dureza mínima das super-
Um freio de duas sapatas {Fig. 118) opera pelo seguinte princfpio. o··peso fícies atritantes de Bhn 280. Os · mecanismos de translação dos carros podem
G provoca a descida da. alavanéa 1, p~do juntamente o tirante 2. A barra 2 empregar,polia.s de freio de ferro fundido. As polias de freios devem ser balan-
i
1i ;
1,1
i j
)
156 MECANISMOS DE RE'l'ENÇÃO E FREIOS. CAP. 6 :3. ELEMENTOS DOS FREIOS DE SAPATAS 1!l7
)
ceadas dinamicamente. A largura da polia deve exceder a largura da sapata bronze sobre aço - 0,16; bronze sobre bronze - 0,18; aço sobre tecido lami- )
de 5 a 10 mm. As polias de freio sempre devem ser alei;adas, para melhor dissi- na.do - 0,15 e aço .sobre fibra - 0,17. )
pação do calor, e providas de furos, entre as aletas, para ril{l,is rápida circulação As pressões específicas máximas permitidas para sapatas de freio estão re-
do ar e.mais eficiente dissipação do calor na atmosfera.. Se o freio for montado lacionadas na Ta.b. 24. )
num acoplamento frexível, será instalado na metade que faz frenje ao mecanismo
de acionamento. )
Sapatas de F~eio. Sapatas de freio de madeira são fabricados de bordo ·ou TABELA 24. Pressões Especificas l\lárirnas Perrnissíveis para Freios de Sapata )
álamo e são fixados à alavanca por meio de parafusos. Para um acionamento PresMio especifica, kgj/cmt
mecânico, as sapatas são feitas de ferro fundido (moldes de fundição permanentes, )
' qualidade c:q 12 - 28) e providas com guarnição de freios especi'ais (Fig. 121a).
'",I. Freio de Freio de
~# I
A guarnição deve ser presa com rebites (Fig. 121b) ou com parafusos embutidos. pamdo. dC./lcido.
)
Í~·.:
i Gua~nições de Fl'eio. As guarnições de freio devem satisfazer aos seguintes )
requesitos: Ferro íundido sobre ferro fundido 20 15
)
li (a) ter um alto coeficiente de atrito;
(b) reter. a capacidade de frenagem à temperatura de até 300°C;
Aço sobre ferro fundido
Aço sobre aço
Fita de freio de asbestos sobre metal
Fita ls.minada sobre metal
20
4
6
6
15
2
3
4
)
1
·1
(e) resistir, eficazmente, ao desgaste nas mais altas velocidades, pressões )
específicas e temperaturas;
(d) submeter-se facilmente a tratameoto; A Tab. 25 dá as caraeterísticas dos materiais de atrito da firma e.lemã )
(e) ser de baixo custo. "Mick". )
Produto de um novo desenvolvimento são as guarnições de metal sinte-
Hoje em dia, em quase toda parte, faz-se uso de fita laminada. Fitas lami- rizado, que não contêm matéria-orgânica; portanto, seus coeficientes de atrito )
nadas são produzidas em má.quinas lamina.doras, de asbestos baratos, não têxtil, são só levemente alterados com o aquecimento. Eles possuem uma resistência
e borracha com urna adição de enxofre, para ·subseqüente vulcanização. As fitas relativamente alta. ao desgaste. )
laminadas &ão fabricadas até 8 mm de espessurã. e até 100 mm de largura.. São
b·em elásticas e podem ser curvadas como se desejar. Elas possuem alto e es- O coeficiente de atrito das guarnições sinterizadas variam de 0,6 a 0,76. )
tável coeficiente de atrito, que varia entre 0,42 e 0,53, e podem resistir a tem- A uma velocidade de 20m/s, resistem a uma pressão específica de 8 kgf/cm 1•
peraturas até 220°0. Experiências recomendam os seguintes coeficientes médios Entre os novos materiais de atrito ~ovíéticos, na base de borracha e phe, está o )
Retina;i;, preparado coqi cavacos de latão, que tem como fator muito importante
de atrito, para vários materiais não lubrificados: ferro fundido sobre ferro fun-
suportar alta temperatura. e adequado coeficiente de atrito.
.)
dido - 0,15; aço sobre aço fundido - 0,15; fita de freio de !l.sbestos tipo A, sobre
ferro fundido ou aço - 0,35; fita laminada sobre ferro fundido ou aço - 0,42; Alavancas de Freio e Tirantes. Alavancas de freio são de aço forjado em ma- )
madeira sobre ferro fundido - 0,30; madeira sobre aço - 0,25; couro sobre ferro trizes ou aço fwidido. A tensão admissível, à flexão das alavancas, levando-se
fundido - 0,20; couro sobre aço - 0,20; brooze sobre ferro fundido - 0,17; em conta os choques de frenagem, é tomada de400 a 800 kgf/cm2, dependendo )
do ta.manha do freio. )
Alavancas de aç9 fundido são mais caras, mas possuem maior rigidez e menor
1 perda de movimento nos pinos de a.rticulaç.ão. )

~
No freio mostrado pela. Fig. 118, o tirante superior 4 é ajustável e de barra .)
de aço redonda. A tensão permissível de tração, na seção do tirante, é de 390
a 500 kgf/cm 2 • A travessa está sujeita à flexão, devido à força atuante na barra, )
e é verificada à resistência, da mesma maneira que a travessa de um gancho.
~ A Fig. 122 mostra os projetos mais difwidid9s de tirantes ajustá.veis.
A extremidade da alavanca de um freio é, freqüentemente, fabricada de uma
)
)
~ ou diversa.s peças de aço forjado.
O peso da. frenagem é de ferro fundido, na forma redonda ou quadrada.. O )
(I!} peso é preso na extremidade da ala.vs.nca do freio por uma. articulação ou pa.:i'l!.fuso. )
(a)
Fixação das Partes de urn Eletromagneto de Freio. Os eletromagneto·s são
Fig. 121. Fixação das gusmições nas sapatas de freio, por rebites. empregados, quase que exclusivamente, para obter um efeito de soltura. Para )
1 - rebiteJ; 2 - ou fita. .de ftdo: 3 __.. gu&rciclio; 4 - t.a.mploa possibilitar o desvio da extremidade da alavanca de freio, as barras da armadura
.!!3p3,ta
)
)
)
15! MECANISMOS DE RETENÇÃO ·E FREIOS CAP .. 5 <!. FREIOS DE SAP!,TAS ELETROMAGNETlCOS 159

~ \ j
·--. ~•-$-j::$·i;-~_1J~~E:~
3

~
Co4icienu de Ttm1perfÚW'a Preuao u- P~o
atrito tabu pamis&Fvel, pec!}ica per- eqec[-
auperfí,:ie a~ ·•C miulvel, Jico . 1
kg.Ji.cm1 ~-
..... .. ·-
·-':···-
'1'
"
~" l
·-.
Gu.amiç~ de freio de ai:;- 0,45-0,35 350 p =·2 a 6 1,55 Gulll'niçio
bfflto5 com armadura me-. Pmu. = 1Z no.rmaJ de J 1 4 1 J 1
tálica de floa de h!~
· Guaroiçõe.a d e &9 b 8lto&.
sem fios de latão
0,4i-0,35 200 p = 1
r'µ,áx = 6
a. 4 1,55
freio

P!ll'a serviços
menos inten-
4-=Le·6J D• \~ (a) (b)

SOS Fig. 122, Parles de um freio de sapatas. Fig. 123. Fixa.çã.o das parlell de um eletro-
l - tirante· 2 - traves-,a· 3 - olhal· :rnagneto.
·'"" Gu.a.miçã.o de freio de 0,55-0,4 150-200 Pmh = 10 1,25 Guarnição '4 - esticador.' . ' a - sistema de al9.vancas; 1 - WL'lt.e dB ar-
polpa de madeira,· llem normal de. mBdura do eletroma.gneto;·2 - extremidade
fios de JatAo freio da alavanca do freio; 3 - tala articulada;
b - elemento de f:iiiaçlí.o do eletromagoeto.
Composição de a.sbe.atos D,{3-0,4 300 p =2 a 12 1,6 Pa.ra acopla-
com fios de latão, hi- Pmái = 15 mentos
l dráulicos comprimidos 4., FREIOS DE SAPATAS ELETROMAGNÉTICOS

1, Sapatal! de freio eompoa- 0,5-0,35 300 p=2a6 1,5 Como gue.rni-


ta de asbestos, com fios Pmú = 12 ção de freio Uma. grande variedade de projetos de freios de sapatas, diferentes, princi-
de latão, compa.ctada por palmente pelo arranjo dos reus sistemas de alavancas, sã.o ·emprega.dos em má-
l· prelll!a hidráulica mro- .. quinas de elevação e transporte. A maior-parte constitui projeto de duas ss.pat$.S,
jeto A) ligadas às slavanc:iS do freio, rígida ou articulads.mente. Sf.patas rigidamente li-
1
Sapatas de freio de oom- 0,5-0,2 110 p = 1 a 3 1,3 Para serviços gadas conduzem a um desgaste desigual das guarnições do freio e desenvol-
J posição especial, s-im. Jios Pmú = 12 menos inten- vem forya.s que podem fletir a árvore do .freio. Por isw, freios com sapatas
metálicos (projeto B} 803 articuladas encorrtram ampla aplicação. Freios de sapatas eleiromagnéticos;
110. p=8al0 1,25 Para polias podem ser classificados em quatro· grupos.
Guarnições de fibras de 0,55
frenagem motrizes de O primeiro grupo inclui freios com f'letromagnetos de longo curso, tipo êm-
cabos,~me- bolo, no qual o sistema de alavancas { fixada na parte inferior do- êmbolo do elé-
cidas pela a.-
plic:içAo sobre tromagneto. Os projetos desses freios se caracterizam pelas inúmeras juntas
) O aoilbo e baixa rigidez das alavancas do freio. Os seguintes defeitos podem ser notados:
(1) rápido desgaste das articulações, (2) excessiva perda do movimento i~cial
l e (3) lenta -aplicação e soltura. do freio. A Fig. 124 mostra.' um desses freios,
para. duas posições de um eletromagneto trifásico.
1 · No segundo grupo estão ineltúdos freios com eletromagnetos de pequeno
1
do eletromàgneto são ligadas à ala.van.ca. (Fig.· 123a) por !11eio _de uma t~Ia_ a.r_ti- curso e de magneto de longo curso, nos quais o sistema de a.l!!-va.ncas é fixa.do
culada. - No .eletromagneto e.e. de freio, a armadUJ18, é giratõna, o que penm.te na. parte superior do êmbolo dó eletromagneto (Fig. 125). Este grupo de freios
1 ao corpo do eletromagnete ser fi~do em qualquer posição relatiys a se~ eix~. se distingue pelos seguintes aspectos: (1) alavancas rígidas, (2) poucü artf-
Nos eletromagnetos trifásicos, BB armaduras não po·dem ser gtradas, e;_ JlOl" culações e (3J aplicação do freio por meio de uma mola comprimida.
1 essa razão, as ba.rr&S são providas de dois furos a 90" um do outro o terceiro grupo compreende freios de pequeno curso, eletromagnetos do
(Fig. 123a). Portanto, eletromagnetos trifásicos somente podem ser presos em tipo charneira operando em e.e. (Fig. 126). Nestes freios, o eletromagneto a.tua,
1 duas posições: diretamente; na ala.vanca do freio. · Freios deste tipo eão projetados com um
l Como os eletr.omagnetos não sofrem ação de quaisquer forças laterais. eles número mínimo de articulações. Operam rapidamente e podem ser faeilmente
são freqüente'mente fixadps por parafusos com buchas espaçadoras (Fig. 123b). ajustados. O freio é aplicado por uma mola.
1

I;
·,-.;...,
l~
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160 MECANISMOS DE RETENÇÃO E FREIOS CAP. 6 4. FREIOS DE SAPATAS ELETROMAGNÉTICOS 161 )
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f--180---l )
Fig. 125. Freio com um magneto e.a. e êmbolo fixa.do na pari.e superior.
)
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.,,\
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~ - 250---,-,.-lótl ____i )
Seção AA-B.Jl Seção ca
)
)
)
)
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)
Fig. 124. Freio de duas sapatas. Fig. 126. Freio com eletromagneto e.e. tipo A, de pequeno curso. J
J
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Flg, 127, Freio com um oletromugneto C,ll, de Lipo MO-'B. ( Fig. 128. Freio com um eletromagneto e.e. tipo MU. .~
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S~ll.o BB

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Se9ll.o AA

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Fig,· 129. Freio de trOs s11.pllt11,s- oper11,do jl, mol11, com eletrom11,gneto de pequeno curso. "'
w
y
164 MECANISMOS DE RETENÇAO E FREIOS CAP. 6 5. FREIOS ELETRO-HIDRÁULICOS DE SAPATAS 165 )
j
No quarto grupo, estão os freios com. eletrom.agnetos pr~sos diretamente
na alavanca de freio e operando em arnba.s as correntes, a.e. e- e.e. (Fig.°127 e 128). )
Freios deste grupo são leves e pequenos, o que os toma muito populares.
)
_Um. fr'éio & três sapatas (Fig. 129) ocupa o lugar que lhe é próprio. O f._eio
compreende um magneto, mola e três sapatas, com guarnições de a.trito. Qnando )
a corrente é ligada, a armadura 1 do eletromagneto gira a alavanca 6 para baho.
Como resultado, a sapata 2 afasta-se da polia do freio, até entrar em contato )
com o parafuso 3, da alavanca 9. Simultaneamente, a sapate: superior 5 também
:,e afastará até que a ss.pata do meio alcancê o parafuso 8. O freio pode ser fa- )
cilmente B.justado, virando-se os para.fusos 8 e 7 e pelo movimento das -porcas )
do tirante 4.
Freios eletromagnéticos de sapatas, com movimento retilíneo. Este tipo de )
freio é, frequentemente, empregado em guinchos ·de minas. Para máquinas df,
elevação e transporte, para finalidades gerais, estes tipos de freios ainda não )
. ' foram usados. As Figs. 130a e b mostram duas verSÕes de freios projetados )
pelo Professor 8 .P. Gomellya., com movimento retilineo da sapata. Nestes
freios, as alavancas o::cilantes foram subEtituídas por uma a.rnlll.ção" que se movr )
juntamente com a sapata, em guias rígidas.· O der::gaste uniforme das guarni-
ções constitui uma de suas vantagens. )

5. FREIOS .ELETR~HCDRÁULICOS DE SAPATAS


)
(a)
)
Freios eletro-hidráulicos de sapatas pertencem a 1Jm desenvolvimento re-
cente, na técnica de projeto de freios. O dispositivo tem as seguintes vantagens: )
(1) pressão constante; )
(2) aplicação suave e soltura do freio sem pulsação e choques;
)
(3) maior número d0 operações de ligação por hora (até 600), o que nunca
é obtida com eletromagnetos. )
O dispositivo eletro-hidráulico é um mecanismo independente, que não )
requer acoplamento nem tubulação e::\ierna (Figs. 131 e 132). O cilindro do
dispositivo acomoda uma bomba centrífuga e um pistão, com duas barras que )
se estendem ao ]!l.,do de fora e.través do envôlucm do dispositivo, transmitindo
força ao freio. O rotor da bomba é lígado à árvore de um motor elétrico, fl.an- )
geado, na cobertura do dispositivo (Fig. 132), ou a uma árvore, especialmente
projetada, formando uma só peça .com a cobertura (Fig. 131). )
Existem dois tipos distintos de dispositivos eletro-hidráulicos, dependendo )
do arranjo d.a bomba no dispositivo e da conexão da árvore do motor com a ár-
vore da bomba centrífuga. Num desses projetos, a bomba é presa ao pistã-0 )
e move-se juntamente com ele, quando o dispositivo opera. O projeto emprega
uma conexão deslizante entre as árvores d.o rotor e do mótor. Para conseguir-se )
esta ligação, uma árvore quadrada., de bronze, da bomba é a.justada telescópica- )
mente à árvore furada do motor, provido de um correspondente furo quadrado·
(Fig. 131). )
Em outro projeto (Fig. 132), a. bomba. é separada. do pistão e montada sob )
o cilindro. Isso possibilita. dispensar a árvore telescópica e empregar um motor
/bl
flangeado comum. Além disso, esse projeto permite um aju:;;te mais fácil do )
furo, para descarga do fluido, além do que torna possível mudar o tempo reque- Fi..:. 1:!ll. Freiu de tina..'< sapatas com 11io,·iml·111u rclílíne:> para obt.enção de um de,gas-
t~ uniforme (proje1ac.lo pelo hof. Gommellya).
querido pelos cursos de subida e de descida do. pistão. )
)
)
,,,,
"''.

DE SAPATAS 167
166 MJ!CANJSMOS DE RETENÇ~O E FREIOS ~- 6

J. A _Fig, 132 _mostra_ iJ · dTupositivo~-- ,___ _ _ / 4 0 - - - - -

li eletro-hldráulicp,coní o "motor deslig11.dô 0 •


. e com o pistão 1 na posição inferior; ex- · ·
J trem.a., Quando à córrente · é" liga.da, o
rotor 2 começa a tó.rar e ena uma pres-
são excedente na câmara da válvula 3,
que levanta a válvula 4, comprime a mo-
la. 5 e dá entrada ao fluido pa.ra:o cilindro, -cº:. -
sob o pistão, a.través das portas da vál-
vula.. Neste momento, o fluído é bom-
b~ado do espaço superior para o especo
infoftor do pistão 1, e o pistão 1, sob a
ação do excesso de pressão, sobe, ven~
cendo a resistênci,a. da carga externa.
O grau de abertura do furo da vál-
vula e o tempo necessário para o movi-
mento de subida do pistão sã.o regula.dos
pelo ajuste do pa.ra.fuso 6, existente na
cobertura. do dispositivo eletro-hidráuli-
co. A porca desse parafuso limita o
curso do braço oscilante 7 e, conseqüen-
temente, o percurso superior da válvula.
Quando o pistão alcança a posição ex-
trema, a bomba. continua girando, man-
tendo pressão constant-e sob o pistão.
- Qqan_go a conil'hfe é desligada, o rotor
pára e o pistão desce sob ação da carga
extem&, e de seu próprio peso, causando
1, a v:olta do fluido ao espaço supetior ao
pistão. Neste caso o excesso de pressão
1 do fluido, IIU!Jltido sob o pistão e na câ-
mara da válvula., comprime a. mDla. 5 e as
portas da válvula permanecem abertas.
Quando o pistão alcança a pDsição infe-
Fig, 131. Disp-ositivo eletro-hid.rá11lico rior extrema. e a. carga externa não cria
com a bomba. presa. ao pistão. · mais excesso de prcs.sã-0 no fluido, a
mola 5 força a válvula 4 para baixo,
fechando-lhe as porias. O grau de abertura. das portas das válvulas, no mo-
mento de descida, é regulada. ajustando-se o para.fuso 8, em cuja extremidade· se · Dispositivo eletro-hidráuli.co com a bomba presa ao cilin·dro.
apóia o braço oscilante 7, quando a válvula se move para baixo.
1 Assim, pelos ajustes dos parafusos 6 e 8, podemos obter a vazão exigida de
fluido, quando o pistão avança para cima e para baixo e, portanto, o tempo exi- de subida e de descida, não envolvendo variação da força de Jevantamento ou
1 gido para seu_ curso. O dispositivo eletro-hidráulico não é suceptível a sobre-, consumo adicional de potência elétrica.
cargas mecânicas, porque, se a carga externa .exceder à força de 1eva.nta.mento O dispositivo eletro-hidráulico mostrado pela 1!':ig. 131 ·não possui válvula
1
do dispositivo, seu pistão permanecerá estacionário, enquanto. a .bomba conti- de ajuste, embora 'existam projetos do mesmo tipo providos de válvulas 1
1 nuará operando, criando pressão normal de trabalho do fluido sob o pistão. Isto (Figs. 133a e b) . . Esté dispo.sitivo é projetado de tal modo que o acesso ao
não provoca nem subida excessiva de corrente no motor, nem tensões excessivas parafuso de ajuste 2 é difícil, porque estes estão colocados dentro do cilindro
l nos elementos dos dispositivos elctro-hidráulicos. O dispositivo possui ainda do dispositivo.
a vantagem de seu curso poder ser limitado, arbitrariamente, nos movimentos
1
J
1 .
.....
··-~
1
168. MECANISMOS DE RETENÇÃO E FREIOS CAP. 6
5. FREIOS ELETRO-HIORÁULJCOS DE SAPATAS 169 1
)
)
)
)
)

(b}
)
Fig. 133. Duas alternativas de regulagem do disi:;ositivo, cem bomba ligada ao pistão. )

Além do tamanho da porte. para o escoamento do fluido, o tempo exigido )


-para o eurso do pistão também é afetado pela carga suportada pelo dispositivo. )
Quanto ma:ior for a carga externa, maior será o tEmpo necessirio para o pistão
subir e menor para descer. )
Em geral, os dispositivos ektro-hidriulicos são cheios de óleo de baixa vfa-
,cosidade. Em temperatura mais baixa ·e viscosidade mais alta, o tempo de su- )
bida aum~nta.. Nos processos que rnvalvcm baixas kmperaturas, o ólrn é aque- )
cido per úrn funciom!.menta em vazio, durante certo tánpo (o óleo é aquecido
pela operação da hrunha), 011 pela instalação de um aquecedor na caixa do dis- )
positivo, tendo uma potência de alimentação elétrica independente. No inverno
pode ser feito uso de uma mistura de quero,;:rne e óleo (1 :1), com bai..:o ponto )
de congelamento.
)
. Análises das operações dos freios eletromagnéticos e eletro-hidráulicos con-
firmàrn, sem nenhuma dúvida, as inegáveis vant'l.gens oferecidas pelos dispo- )
sitivos eletro-hidráulicos em relação aos el;;tromsgnetos. Somente freios eletro-
hidráulicos tornam possível o desenvolvimento de projetos similares, para toda )
faixa dós torques reque:ridm,'" par<'. as operações e.e. e a.e. A única diferença )
reside na·instalação do motor elétrico apropriado no dispositivo eletro-hidráulico.
A Fig. 134 mostra um qispositivo eletro-hidráulico .. As principais carac- )
terísticas experimentais do lote de : dispositivos eletro-hidráulicos, desse tipo,
.estão relacionados na Tab. 25. · )
TABELA 26, )
Tipos do diBporitivo elelTo-hidráu!ico T-l T-II )
)
Força oomin.al ·em kgf ,60 160
Máximo cm:-so em mm
Duração da mtlxima elevação em s
55 , 75 551 85,
0,5 0,73 0,65 1,0 . 1,5
135" J
Trabalho nominal em kgf/m 3,3 4,8 9,6 14,4 22,4 Fig. 134. Dispositivo eletro-liifiláulieo. )
Velocidade do motor em rp.:n .2,8~ .
Potência nominal do mot-Or em kw 0,144 0,326
Pressã.o do óleo em kgf/em~ 0,306 0,303 Dispositivos eletro-hidráulicos são de tal modo projetados que dois tipos ·J
Área do pistão em em1.. 196,35 528,38 padelll: oferecer. freios com diâmetros de polias de 400 a 800 mm. Um projeto )
Diâmetro do pistão em -cm 170 270 de freto, operado por dispositivo eletro-hidráulico, é mostrado pela Fig. 135:
Vazão da bomba em 1/s 2,1€ 4,93
Peso do dispositivo eletro-hidráulico (sem óleo) em kgf 40;5- 70,3 No projeto dos dispositivos, tem sido dada. muita. atenção ao desenvolvi-- )
meJlt.o de uma construção corúiável, e.oro a máxima unificação dos elementos.
As barra,s do dispositivo são fechadas em envólucros telesc6picos; o fundo es- J
J
)
il 171
MECANISMOS DE RETENÇÃO E FR.EIOS CAP. ó 6. FREIOS CONTROLADOS
170

íi11:

}
~, 3~
l
);
1
Fig. 136. Bloco do freio opera.do por controlador de camo.
l
1· ' Freio de Sapatas Operado por um Controlador. Nas talhas elétricas, os freios
de sapatas são, freqüentemente,-iperados por um controlador. Um desses
l; projetos. é mostrado na Fig. 136. Duas alavancas, guarnecidas com ferodo,
Fig. 135. Dispositivo de frei·:> operado. abraçam quàse toda a polia de freio. Na parte superior, elas são providlll3 de
li' duas tagas, entre as quais é pre·so o pino A., na árvore B do controlador da tE.tlha.
l: ~ iérico do dispositivo é provido de uma bandeja, destacável com. '.-1-ma orelha,
que permite prendê-lo por vários métodos, dependen.do d.o~ reqms1tos de pro-
Quando o motor dá. a. partida, a árvore gira juntamente com o pino A B vence a
tensão da mola, soltando o freio. A fim de parar o motor, o controlador é girado
no sentido oposto e a mola trava. o freio.
",~~,,-=-:..... jeto. Em freios com polis~ d~ 600, 70~ e 8JO mm, o dispos1t1vo é mon~ado sobre
:_-~- ',i. orelha e, em freios com polias de 400 e 500 mm, sob_re _a part~ esférica. E...«i:e
último é completado por parafusos de ajuste, que evitam movimentos laterais 6. FREIOS CONTROLADOS

do dispositivo. Fl"eios eletromagnéticos operados por dispositivos eletro-h.id.râulicos, a.cio~


o curso nominal de cada tipo de dispositivo ele~ro-hidráulico p_ode ser mo- nados automaticamente quando a corrente é desliga.da, são projetados para fre-
difiéado mantendo a mesma forçá de tração, por meio de buchas aJustadas nas nagem · do mecanismo com uma earg_a nominal. Por essa razão, mecanismos
barras (~entro do corpo) que limitam o curso do pistão. .. ._ sem carga. ou com cargas ma.is leve param antes dos carrega.dos, o que acarreta
J o dispositivo eletro-hidráulico_ e o freio são _ajustados de tal m.a.ne1r~ JUe deformações adicionais sobre os elementos, causando rápido desgaste do me-
reserve cerca d e 113 de seu curso para compensaçao do desg~e_das gua.rruç~es. canismo. ·
Quando O curso do dispositivo, dur~nte o desgaste. da gu~çao, se. apr~'X!ma O operador do guindaste pode controlar o processo de frena.gero. somente
do valor nominal, 0 freio deve ser reaJustado e redu~1da a can:e1ra ?-? disp0S1t1vo; com a. ajuda. de freios controlados, que o capacitam a diminuir gradualménté a
Por outro lado 1 no caso dê excessivo desg01;te, o p~stão do dispos1t1vo encostara aceleração e chégar a uma parada. suave e precisa. Isso melhora a eficiência
nos ressaltos do corpo e evitará a. aplicação do freio. e condições de operação dos elementos no mecanismo.
o freio é aplicado pela força de duas molas. comprimidas, montadas verti- Fl"eios controlados encontram ampla aplicação nos mecanismos de trans-
i1 ca.lmente entre o dispositivo ·e a alavanca do freio. · _la.ção e rotação. Nos mecanismos de elevação, onde o torque de frenagem é
As barras do dispositivo são Hgadas ao freio por __meio de um.a alav2;11ca de necessário não sõ para parar a carga. mas também para mantê-la. suspensa., freios
j 1

ângulo. À medida que O pistão se movimenta. pafa cima, a ala".anca de ângulo controlados são empregados em guinchos de pequena capacidade somente para
gira, empurrando a barra do freio e comprimindo sua mola.. S1rnulta.nean:i.ente, controlar a descida da carga. Neste caso, podem ser usa.dos a.penas freios nor-
a. alavanca. do freio é retraída no outro lado da polia. A alav~ca _do fre10, no malmente aplicados, isto é, freios nos quais o torque nominal de frenagem é cria-
dispositivo eletro-hidráulico, começa a mover-~e quando · a. pr:rroerra. alavanca _do pelo peso da carga ou pela tensão de uma mola, e o controle manual serve
alcança o encosto, no membro da. base do freio. pàra soltar a polia do freio.

1
lF,,,q
J
í'.
172 MECANISMOS OI: RETENÇÃO E FREIOS CAP, 6 6. FREIOS CONTROLADOS 173 }

(ji Nos mecanismos de translação e rotação dos guindastes, além dos freios
J
")'
"'!"'
normalmente aplicados, são usa.dos freios normalmente soltos e combinados. J
Nos freios normalmente sÔltos, sem força aplicada ll-0 pedal ou alavanca de con- Seção A.d
1
trole, o freio está na posição solta. Uma força aplicada ao pedal produz uro )
1
efeito de freaagem. ~ )
:/ Comumente, o freio é solto por uma mola comprimida, cuja tensão deve ser ~ )
:/ suficiente para vencer a resistência. nos elementos do sistema de freio, quando
! este está solto.
)
Durante todo o período de operação do guindaste, os freios mantêm-se soltos
1 em virtude da força eletromagnética (projetado para. tarefa contínua). A frena- )
gem é efetuada por meio de um pedal; o valor do torque de frenagem, como nos Montagem da polia
1 ) .
/ freios normElmente soltos, é proporciónai à, compressão exercida sobre o pedal,
podendo, portanto, variar numa larga fai'Ql.
)
O uso de freios combinados é estipulado por regras de segurança, de acordo
com as quais mecanismos de translação de guindastes e carros devem ser pro- )
vidos com dispositivos de frenagem, aplicados automaticamente, quando o guin-
daste atinge a posição extrema e também no caso de falta temporária da corrente )
1 elétrica. A cinemática de um freio combínado é projetada para assegurar ações )
independentes do acionamento controlado e aplicação automática quando o
[ eletromagneto estiver desligado. ----·350 - )
Uma grande variedade de projetos de freios controlados são empregados 1
em máquinas de elevação e transporte. Eles diferem, princip:almente, nos seUB )
princípios de operação e tipo de controle. · )
1

i Em pontes rolantes, com cabina, o freio do mecanismo ele translação é con-


! 1: trolado por um pedal instalado no meio da ponte. A força é transmitida por )
meio de um cabo, alave,nc_a4iiU::c,sjs_tema hidráulico. )
. As Mmensoes. dos·. fl'ti~s ;•mtr~lados a pedal podem ser estabelecidas de
acordo coro a 8eguinte regra empírica: um operador deve parar um guíndaste )
carregado em translação, a uma velocidade normal, numa distância (em rn) igual
a 10% do valor dessa velocidade (em m/rnín), sem deslizamento das rodas. )
A Fig. 137 mostra um diagrama de um freio de sapata. controlado a pedal, )
1 •
com trans1,11issií.o de cabo. Um sistema idêntico de transmissão de cabo," para
uma ponte rolante, com uma cabina, movendo-se juntamente com o carrinho I--J00-+-100 )
ji
;1 da ponte, é il1J.st.ra.da pela Fig. 138. Vistil, ao longo da flecha B )
1 rJO'li


O sistema. de controle hidráulico do freio (Fig. 139a) compreende o cilindro
mestre 1, no qual é cria.p.a a pressão do fluido, cilindro hidráulico 2, atuando no ' -f +ifg~11---~ )
sistema de alavancas do freio de sapata e operando pela pressão criada no ci-
lindro mestre, tanque de alimentação 3, contendo uma quantidade suficiente
de fluido para preencher todo o sistema, tubulação de cobre 4, mangueira de f *: 1
1 )
)

Li
pressão, juntas e grampos.
Tanto o cilindro mestre como o cilindro hidráulico no freio são providos )
de um pistão. Ambos os pistões são equipa.dos com selos retentares, especiais, )
que evitam o vazamento do fluido e possibilitam reconstruir a pressão.
O pistão do cilindro mestre é controlado por um pedal de frenagem. O flui-
)
1
----!..... -.L..
do, forçado do cilindro mestre pelo pistão móvel, é dirigido ao longo da tubula- ~ I -· __j_ )
ção para o cilindro hidráulico, onde exerce pressão contra seu pistão e, atuando , , "· ,.,. ..;:-Curso 145
" 1
no sistema de alavancas, produz o efeito de frenagem. Aumentando-se a com- Fig. 137. Transmissão de e~bo de um freio controlado pm pedal. )
')
)
n1 1
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! 174 MECANISMOS DE RETENÇÃO E FREIOS CAP. 6 6. FRIIOS CONTROLADOS 175

...

(o)

Fig. 1.39. Sistema hidrá~co de um freio de sapatas controlado por pedal.

pressão no ped&l do cilindro mestre, concomitantemente aumenf.a_-se a .com-


pressão nas sape.tas do freio.
Quando nã.o se exerce força sobre o pedàl, as Ba.pe.tas do freio sã.o soltas por
meio de uma· mola, que também atua sobre o pistão do cilinâro hidráulico, for-
çando o re~rno do fluido, pela tubulação, ao cilindro mestre.
A Fig. 139b mostra uma unidade de cilindro mestre compreendendo um
resenratôrio de abastecimento, cilindro mestre E com pistãô L, alavanca interna
A, alavanca externa F com um pedal e uma árvore do freio. ·
O cilindro mestre E é instalado dentro do reservatório compensador B, o
qu_al acumula o fluido e armazena. seu excesso e também protege· o cilindro mestre
cont_ra poeira, ar e água.
As propriedades oompens&dora.s do reservatório B ~o destinadas a manter

u
um volume coDBtante de fluido, durs.nte todo o período de opera.~, indepen-
dente do reduzido volume de fluido, devido às variações de tempen.tura. Em
segundo lugar, contínua e imedia.tamente, ele prêenche o sistema, no caso de
·possíveis perdas de fluido.
O cilindro hidráulico (Fig. 139c) consiste em um co.rpo N .com o pistão móvel
P, copo do pistão e mola. espaçadora G.
.,,
J
176 MECANISMOS DE RETENÇÃO E FREIOS CAP. 6 6. f'REJOS CONTROLADOS )
)
O cilindro hidráulico é preenchido com óleo do reservatório de abasteci- No preenchimento de 1hili:lo do sistema hidráulico de controle, o ar deve
mento, através do furo superior B, enquanto que o vácuo formado pelo eurso ser completamente excluído, pois sua presença. em qtialquer parte do sistema.
)
do pistão é eliminado pelo ar que nele entra, através dos furos K. pode· acarretar falhas dos freios. · Ela é indicada por um percurso flexível do )
O pedal do freio volta.através de UJD.A mola de retorno. Neste ca.so, o pistão pedal (o pedal salta. para trás) ou aos sola.vincos (o pedal afunda). - O a.r pode
do cilindro hidráulico é empurra.do pela mola. do freio e o fluido de frenagem é penetrar no sistema quando o nível de fluido no reservatório de ebastecimento )
força.do a retornar ao ·sistema.. Ao mesmo tempo, a válvula de retenção (externa estiver muito baixo ou ati:avés de juntas defeituosas,
em válvulas dapla) abre sob a. pressão do fluido em retorno e admite o fluido
)
O ar é retirado do sistema por bombeamento. Para tanto, o cilindro mestre
no cilindro mestre. é pre~nchido de fluião de freio e o t"!l.mpão A (Fig. 139d) para sangria do ar é de- )
O fluxo de retorno do fluido é também facilitado pelo vácuo, que se esta- saparafusado do cilindro hidráulico e, em seu lugar, é aparafusada a conexão B,.
belece no cilindro mestre, quando o pistão retorna à sua posição inicial. com um tubo de borracha. A extremidade do tubo de _borracl:i.a. é mergulI:tada )
Se o pedal for rapidamente solto, o pistão do cilindr-o mestre pode mover-se num vaso com fluido de freio, de modo que fique abaixo do nível do mesmo. )
tão rapidamente que estabelece um vácuo· nos cilindros e tubulação, e o ar é for- Então, o sistema é completamente bombeado pela compressão vagarosa do pedal
çado por trás do copo do pistão do cilindro hidráulico e penetra. no sistema.. Isso do freio, durante todo o percurso de descida. Compressões e solturas repetidas )
pode interferir seriamente na operação. Para evitá..Io, a tensão na mola de do pedal forçarão o ar a sair do sistema, em forma de bolhas, juntamente com o
retorno do pistão do cilindro de pressão, qui;i é também a. mola da válvula de fluido de freio, pela extremidade do tubo de borracha. O bombeamento deve )
retenção, deve ser escolhida de tal modo que, quando a pressão do fluido cair continuar até que uma corrente uniforme, sem boihas, do fluido de freios, comece )
abaixo de 0,42 - 0,56 kgf/cm2, a válvula de retenção se feche e um certo excesso a. fluir do sistema .. Durante toda a. duração do bombeamento, o mvel do fluido
de pressão seja mantido no sistema hidní.ulico de controle. Isso repele o ar da. não deve descer abaixo da metade da altura -do reservatório. )
tubulação. O t.empo em que o exce&."'O de pressão é mantido no sistema depende A Fig. 140 ~ostra. o diagrama. do freio hidráulico de fita de um moderno
da. impermeabilidade das juntás ao ar. Após o fechiiiiênto da. válvula. de re- guindaste móvel, de louça.. A pressão no cilindro C é produzida pelo pedal A, J
tenção, o restabelecimento do vácuo no cilindro mestre é compensado pelo fluxo
de fluido do reservatório de abastecimento, através dos furos correspondentes.
o
camo D e pistãr, B. O fluido de freio escoa, ao longo de um túbo, para cilindro )
hidráulico F, cujo pistão G atua no braço de alavanca H da fita da polia do freio.
Quando o pedal A es~á solto, a mola J faz_ retornar a alavanca H à sua posição )
inicial. )
O fluido retornado ao cilindro mestre pelo pistão G atua no pistão B e
N pedal A. )
Quando o pedal é solt,o, a mola K retrai o pistãó B e abre o furo L, que provê )
comunicação do fluido no sistema com o fluido no re.':!ervatório M, a.través do

~-+-- '
80

70
tubo S. Desta. maneira, todas as perdas
de fluido no sistema, devido ao desgaste
dos copos N e T ou vazamento nas
juntas de tubulação, são automaticamente
preenchidos.
Sistemas hldráulicos de frenagem são
abastecidos com um fluido de freio de com-
)
)
)
_)
)
posição homogênea e ·,propriedades ffsicas
\ uniformes. Este deve possuir viscosidade _)
estável, ser pouco afetado pelas variações
\ de temperatur11. e não possuir efeito quí- )

o " ....... ~
! mico danoso sobre a borraeha e partes
metálicas.
Existe, no momento, mais de dez qua-
-.30 -20 -10 o 10 20 JO t tidades diferentes de fluído de freio, que
Tempera.tura 5e distinguem pela ausência de óleos mi-
)
)
)
Fig. Ul. Variação de. vfocóside.de do
nerais, querosene, gasolina, açúcar, glucose )
fluido de freio com variação da tem- e água., bem como impurezas minerais
Fig. 140. Dia.grama. de um freio de fita hidraulicamente control&do. peratura. sólidas. )
)
}
7. MÉTODO DE CÁLCULO ESTÁTICO 179
178 MECANISMOS OE RET!NÇÃO E FREIOS CAP. 6

. --~-- A compressão normal sobre a sapata. da alavanca esquerda, com a polia


Fluidos de freio são divididos em dois grupos: (a) fluidos contendo óleo
de rícino como base da viscosidade (principal grupo - de fluidos) e (b) fhúdo girando, como mostra a Fig. 142, é
contendo glicerina como viscosidade básica.. 1W.,. (li+ µb)
A Fig. 141 ilustra a variação do grau de viscosidade da qualidade de BC!f µD Ziry
de fluido de, freÍG soviético, em função da temperatura.
A pressão específica entre a 1lplia e a sapata da alavanca esquerda é
7. MÉTODO DE CÁLCULO ESTÁTICO APROXIMADO PARA PlWJETO DO
FREIO DE SAPATAS - N1
. - .-.·.•. P = F- < Padm•
Um tipo de /mio de sapatà aplicado por um pe;;o, aindâ. usado em guindastes
de antigos projet.os, é mostrada na Fig. 142. ·
A compressão normal na sapata da alavanca direita ·é

j: M1,,(l1 - µb)
µD liri
•l;
Como N~ < N,1, a pressão específica na sapata direita não é verificada.
1 No desenvolvimento das equações de equilíbrio, para alavancas de freio
J vc.rticalmente montadas, (ver Fig. 142) e determinação das forças que atuam
sobre a sapata, o momento do peso desbalanceado das alavancas não é levado
):: em conta pelas seguintes razões:
)1,'. (1) nos projetos comuns de freíos de sapata, este momento é extremamente

l,,' pequeno e não tem significado prático;


(2) o peso desbalanceado de uma alavanca é suspendido pelo tirante, acima
da polia, pelas outras alavancas de freio e pelas ações dos seus pesos, assim, mu-
11: tuamente compensadas.
Se as alavancas forem dispostas horizontalmente, seus pesos e os das sapatas
devem ser levado em consideração.
Exa.minando-~e o equ.ilíbrio das forças que atuam, durante a frenagem .
sobre a alavanca do freío com uma sapata, que oscila no pino da articulaçào,
d----- dua..,·fon;as de igual intensidade T, direta e mutuamente, são aplicadas no centro
J ; do pino da articulação.
Fig. 142. Di.1grnr[!a_J.e um freio de sapatas a.plicado por um peso. Drsta. maneira, as forças N L' T atuam sobre a alavanca e sobre a sapata
• oc-~ ...

um conjugado T, com braço igual à distância do centro do pino de articulação à


.
A força periférica total de frenagem produzida ~
por ambas as··sapatas nas "'··-~ superfície atritante da polia, no rnP-io da sapata. Em projetos comuns, ten-
dundo girar a sapata e mudar a distribuição uniforme da pressão específica sobre
superfícies atritantcs é
o comprimento da apata, é muito pequeno e pode ser desprezado nas equações
dr• P.quilílrrio.
i1 T _ 2M&,
- D Como as compressões normais 1V1 e N~ que atuam sobr a polia não são iguais,
\1 a árvore do freio está sujeita à ação de uma força de flexão
ri O peso necessário para a.plica.r o freio é AS= S1 - s~.
Expressando as for(;as S através das compressões normais e fazendo trans-
(102) formaçõe:; apropriadas, obtemos

l
- O valor µ 1 b1 é comumeute dcspre~(vel.
1

l
l
180 MECANISMOS DE R.ETENÇAP E FREIOS CAP. 6 7. MÉJODO DE CACULO EST,i;TICO 181 )
)
A. componente vertical da força de flexão é
... . )
8 _ T1 T _ 2M&, µb )
ll " - - 2 - Dli
)
A componente horizontal da força de flexão é
)
·)
)
Segue-se, portanto, que, com um dado torque de frenagem, a força de flexão
será determinada pelo comprimento do braço b. Em alavancas retas, quando )
b = !, o esforço da flexão é igual a zero. )
Para. eliminar completamente as forças de flexão nas árvores dos freios,
projeto dos freios de sapata. devem satisfazer aos s.eguintes requisitCJJ; . )
{1) os eixos das sapatas devem alinhar-se com o centro ciã p~lia; Fig. 143, ;!)ia.grama de um freio de sapu.ta, a.plicado .por um.a. mola.. .)
(2) as sapatas devem ser simétricas, em relação à linha que liga seus eixos.;
(3) as articulaç.ões das alavancas devem ser dispostas eqüidistantes do
)
;::J!i9'"'·.· centro da polia. Independente do tipo de acionador do freio (eletro-hidráulico), a. força re-
~- ' . sultante Pi das molas principais e auxiliares• que agem igualmente Pm ambas )
Í,:
~. As forças que atuam nas barras do sistema de freio são as ala.van~as, em um dado torque de irenagem M6.-, é encontrada pela equàçio )
li R = --- ;
P1
F = P1 - kl ; )
L cosa
)
H
l! Q = V Ri + Fi + 2RF sen a . onde µ - coeficiente de atrit-0; )
1J -rendimento do sistema de alavanca do freio, isto é, razão da com-
- As forças nas articulações dos suportes das alavancas de frenagem são pressão real exercida pelas sapatas, sobre a polia., pela tração tot&.l )
das molas que atuam nas barras do freio e relativamente ao centro
Y = T1 + P1 tg a; _)
r:. das sapatas; para um freio com articulações de boa qualidade e ade-
quada íubrificação, 1J = 0,9 a 0,95. )
X= N1 - P1; Z = N2 - Pi; A for~ da. mola auxiliar P 4 ,,,,, com finalidade única de inclinar para trás a
)
W = T2+ P1 (++ tga)._ alavanca. não magnética, varia entre 2 a 8 kgt, dependendo do tamanho do freio,
A força da. mola principal · )
O peso que aplica o freio G..,1 é P:pri,. = P1 - P,nu;• .)
la Quimdo se usa um eletromagneto a.e. de pequooo curso, (tipo MO-B ·o mo- )
P1 -;,f;= (Gd + G.,,.c)11 mento, devido ao peso da armadura. do magneto, deve ser leva.do em considera-
o... = d
)
ção (indicada no respectivo catálogo), o qual reduz a força de operação da mola
principal, e a força nominail. Pm~ deve ser devidamente corrigida. )
onde G1 - peso da alavanca de fren.agem; A compressão norma total entre a sapata e a polia é
)
Gar - peso da armadura. do magneto;
1J - rendimento do sistema de alavanca; com articulações de boa M,,,. )
N=--·
qualidade ele pode ser tomado de 0,9 a 0,95. µD
)
Análi.w de um frefu de sapata tipo TK, aplicado por mola, com um eletromao-
Mlo de pequeno GUTS-O (Fig. 143). " A. mola auxiliar não é usada nos freios operados pelo díspositivo e!etro-hidráulico. )
J
)
~' ...
li! 182 MECANISMOS DE RETENÇÃO E FltEIOS· ·CAJ';_'6
!11
•. ---~·:,'.:}?4_j/;7. M!TODo DE CALCULO ESTÃTICO 183

li:.'. O efeito do peso desba.la.ncea.do dQs életi-oroagnetos tipo MTI e J\10-B, m?n- -- 1
.. ) ta.dos sem alavancas, µode ser desprezado e:m:·relação ao valm.- normal exercido d - faàrr din!mico, levando-se em conta a natureza. da aplicação da
u; . pe a_ sapata sobre a poFa, porque a. variação da. compre.ssâo normal é insigni- força. quando se aplica o freio. ·
·,.;
ficante. . · . ~ Alavancas de frenagem são feitas de aço. As tensões admissíveis não devem
íl: ) A pre,,ão espeeifica mêdi& entre; ,apata .'. ~ yoli& ó . : .. : .· e ·"'. :C\t excede.r a 0,4~. ·Na verificação à resistência dos pinos das articulações a mar-
!J· 1 ·geni de segurançá, relativa ao ponto de escoamento e à carga dinAmica deve

11
P = y < Padr.u. ser no mínimo, 1,5.
~ - . · ·_ -::- --··- ;. _,.,.~-':'.. vii,_. . .,._ .:. A pr<1ssão específica nos pinos das articúla.ções não deve exc~er 30 kg/cm'.
Os pin9s são fabricados de aço 45, 50 ou 60, -endur.ecidos para Bhn = 300 a 350.
~ ...:.1l~d~"":'. ·jr---, ár~S:- de, ~Í.JOÍO d~ projeto· eI~tre a Sapata e a .polia qtl.e pode Ser en-
COD.1ira.da p.ela fórmula - 'Análise dos FJ:'eios de Sapatas, Combinados. Controlados. Como a força da.
mola princ pal dos fz:ei6s combinados, controlados, é completamente vencida pelo
- TD clctroffiâgneto, o sistema. de aplicação do freio, quando o mag1;1eto está desligado,
.. .- -·, ---~-:~·:· •-..;.~:,.;._·:)~--- 360 -1~· é projetado da mesma maneira que ·os freios não controlados, com um acionador
eletromagnético.
o_nd·l::;.B.::.:_ "largura ·dli"s@l!,ti;-a largurà. da. polia é comumente, tomada. como
. ..:. ,: • · · .. ":".:::.- -· 5 mm riiá.is· larga. do que a sapata, para assegurar pleno contato da Os projetos dos sisteml;ls de controle dos freios normalmente soltos e combi-
··· gua.rniçii,o de atrito) nados não diferem, em princípiQ, e exigem cálculos pará. determinar o esforço
nece~rio para desenvolver o torque de frenagem nominal Os c!i.l.culos · sã