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Revelação progressiva do Messias

Pr Airton Evangelista da Costa

São muitas as passagens messiânicas no Antigo Testamento cumpridas totalmente em JESUS,


nome que, de forma direta ou indireta, permeia toda a Bíblia. É formidável vermos o perfil do Messias
sendo paulatinamente traçado de livro em livro, de versículo em versículo. Com pinceladas seguras, e
sem pressa, o Pai se revela aos poucos na Pessoa do Filho.

Deus falou de forma inequívoca pelos profetas sobre o Seu enviado. Somente Ele poderia fazer tais
previsões: “Quem há, como eu? Que o declare e o exponha na minha presença! Quem anunciou
desde os tempos antigos as coisas vindouras? Que nos anuncie as que ainda há de vir” (Is 44.7). Em
outras palavras, Deus está dizendo: Se existir alguém que faça como eu, que anuncio o que há de vir,
então se apresente.

Como num quadro gigantesco, a figura do Salvador vai despontando a cada pincelada. No começo,
é apenas um descendente de Eva; depois, é um descendente de Abraão, de Isaque, de Jacó; e, por
fim, será “um rebento do tronco de Jessé”. Mais adiante, Ele é o crucificado, humilhado, traído por
trinta moedas de prata, e “por suas feridas somos sarados”. A época e a cidade do seu nascimento,
sua condição de Filho de Deus, sua missão, tudo predito centenas de anos antes.

Assim, passo a passo toma corpo, ao longo da Bíblia, a exata dimensão do ministério terreno do
Verbo, que era Deus, que estava no princípio com Deus, e que se fez carne e habitou entre nós.

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn 1.26).

O Deus trino, composto, porém único, está manifesto no plural “façamos”. O Verbo que se fez carne
(Jo 1.1,14) esteve presente na Criação. Em verdade, o versículo nada revela sobre o Messias, mas é
uma introdução ao grande mistério da Trindade.

O apóstolo Paulo disse que “homens santos falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo”
(2 Pe 1. 20-21). E São Lucas, no Livro de Atos, confirma: “Mas Deus assim cumpriu o que já dantes
pela boca de todos os profetas havia anunciado que o Cristo havia de padecer... Dele todos os
profetas dão testemunho de que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu
nome” (At 3.18; 10.43). Vejamos as profecias:

Nascido de mulher

Profecia: Deus falando à serpente: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a
sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15 - Ed. Revista e Corrigida).

Sem dúvida, o perfil do Messias começa a ser esboçado a partir desse versículo. Jesus é revelado
como a semente da mulher, um descendente de Eva. Ele ferirá mortalmente a serpente, que é o
diabo (Ap 12.9 e 20.2). Deus está falando a uma pessoa, Satanás, já que não pode haver inimizade
entre um animal e um ser humano. Os anjos decaídos, seguidores do diabo (“tua semente”) também
seriam inimigos de Deus.

Cumprimento: Jesus foi o único em toda a História da humanidade a declarar que destruiria as obras
do diabo. Vejam: “Agora é o tempo do juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste
mundo” (Jo 12.31); “... porque o príncipe deste mundo está julgado” (Jo 16.11); “Para isto o Filho de
Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo” (1 Jo 3.8). A vitória na cruz: “Tendo despojado
os principados e as potestades, os expôs publicamente ao desprezo, e deles triunfou na cruz”
(Cl 2.15). Jesus veio para nos resgatar das mãos do diabo (Is 61.1; Mt 20.28; Lc 4.18; Jo
8.32,36).

Descendente de Abraão

Profecia: Deus falando a Abraão: “E em tua semente serão benditas todas as nações da
terra, porque obedeceste à minha voz” (Gn 22.18; v.Gn 12.3).

Cumprimento: Em Gálatas 3.16, o apóstolo Paulo explica: “Ora, as promessas foram feitas
a Abraão e à sua posteridade. A Escritura não diz: E às posteridades [descendentes] como
se fossem muitas, mas como de uma só: E à tua posteridade, que é Cristo”. Um pouco antes,
em Gálatas 3.8-9, lê-se: “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé
os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Em ti serão benditas todas as
nações. De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão”.

No Evangelho de São Mateus, Jesus é mencionado como “filho de Davi, filho de Abraão”
(Mt 1.1), confirmando a genealogia do Messias.

A promessa é renovada em Isaque e em Jacó, conforme Gênesis 26.2-4 e 28.13-14.

O Profeta de Deus

Profecia: Deus falando a Moisés: “Eis que suscitarei um profeta do meio de seus irmãos,
como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar”
(Dt 18.18). Moisés ao povo: “O Senhor, teu Deus, levantará um profeta do meio de ti, de teus
irmãos, semelhante a mim; a ele ouvireis” (Dt 18.15).

Cumprimento: Note-se que Deus não fala de vários profetas, mas de um profeta a ser
levantado no futuro. Os judeus aguardavam esse profeta especial. Quando surgiu João
Batista, perguntaram-no: “Es tu o profeta?” (Jo 1.21). Jesus é o único que cumpre essa
profecia: “Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é,
verdadeiramente, o profeta que devia vir ao mundo” (Jo 6.14). “Verdadeiramente este é o
profeta” (Jo 7.40); “Filipe encontrou Natanael e disse: “Achamos aquele de quem Moisés
escreveu na lei e de quem escreveram os Profetas: Jesus de Nazaré, filho de José” (Jo 1.45);
[Samaritana] “Eu sei que o Messias virá”. Quando ele vier, nos explicará tudo. Disse-lhe
Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo” (Jo 4.25-26). Vemos que o próprio Jesus declarou ser o
profeta de há muito aguardado.

Como vimos, Deus disse a Moisés: “Porei as minhas palavras na sua boca”. Jesus deu
autenticidade a essa profecia, dizendo: “Esta palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que
me enviou” (Jo 14.24); “As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo. Antes, é o
Pai que está em mim quem faz as obras” (Jo 14.10).

Da linhagem de Jessé

Profecia: “Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo
frutificará” (Is 11.1).
Davi, filho de Jessé, foi ungido pelo profeta Samuel e substituiu Saul no reinado de Israel (1
Sm 16.10-13). Os demais filhos de Jessé ficaram excluídos da linhagem da qual Jesus seria
descendente, assim como ficou excluído Esaú, irmão gêmeo de Jacó, filho de Isaque.

Cumprimento: O Messias seria da linhagem de Davi, tal como registrado na genealogia de


Lucas 3.31-32. “E toda a multidão se admirava e dizia: Não é este o filho de Davi?” (Mt
12.23). José, marido de Maria, era da “casa de Davi”, e o anjo Gabriel revelou que Jesus
receberia o “trono de Davi, seu pai” (Lc 1.27,32). Por eliminação, estamos chegando ao
Messias. Aos poucos, Ele vai surgindo nas Escrituras, numa revelação gradual. Sua filiação,
o lugar do seu nascimento, seu caráter, sua santidade, seu sofrimento e muitos outros
detalhes de sua vida.

O Filho de Deus

Profecia: “Tu és meu Filho, eu hoje te gerei”; “beijai o Filho... Bem-aventurados todos
aqueles que nele se refugiam” (Sl 2.7, 12).

Cumprimento: No Seu batismo, junto ao Jordão, ouviu-se uma voz dos céus: “Este é o meu
Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17). Declaração semelhante fez Simão Pedro,
quando disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo”, revelação plenamente aceita por Jesus
(Mt 16.16-17), e também confirmada pelo anjo Gabriel (Lc 1.32). Outras referências: João
6.40; 8.36; 11.4; 14.13; 17.1. Na Transfiguração, o Pai confirma a filiação divina de Jesus e a
sua condição de “o profeta”: “Este é o meu amado Filho; a ele ouvi” (Lc 9.35).

Sua ressurreição

Profecia: “Porque não deixarás a minha alma no inferno [sepultura], nem permitirás que o
teu Santo veja corrupção (Sl 16.10)”. “Desde então, começou Jesus a mostrar aos seus
discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muito dos anciãos, e dos principais dos
sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia” (Mt 16.21; 17.9; 20.17-
19; Lc 18.33).

Cumprimento: “De repente Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas,
chegando, abraçaram os seus pés, e o adoraram” (Mt 28.9; cf. Lc 24.36-48). Pedro disse no
seu discurso, no dia de Pentecostes: “Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós
somos testemunhas” (At 2.32).

O Crucificado

O Salmo 22 descreve detalhes da crucificação do Messias. Vejamos:

“Deus, Deus meu, por que me desamparaste?” (Sl 22.1). Cumprimento - As mesmas
palavras foram usadas por Jesus na cruz, conforme Mateus 27.46.

“Os que me vêem zombam de mim e balançam a cabeça” (v.7). Cumprimento - “Os que
passavam, blasfemavam dele, meneando a cabeça” (Mt 27.39).

“Confiou no Senhor, que o livre” (v.8). Cumprimento- ”Confiou em Deus. Livre-o agora, se de
fato o ama, pois {Jesus} disse “Sou Filho de Deus” (Mt 27.43).
“Traspassaram-me as mãos e os pés” (v.16). Cumprimento - “Se eu não vir o sinal dos
cravos em suas mãos, e não puser ali o dedo, e não puser a mão no seu lado, de maneira
nenhuma o crerei” (Jo 20.24-29).

“Repartem entre si as minhas vestes e lançam sorte sobre a minha túnica” (v.18).
Cumprimento - “Depois de o crucificarem, repartiram entre si as vestes dele, lançando sortes
para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta...” (Mc 15.24).

Seus ossos não seriam quebrados

Profecia: “Ele lhe guarda todos os seus ossos; nem sequer um deles se quebra” (Sl 34.20).

Cumprimento: “Os judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz...
rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados. Foram, pois, os
soldados e, na verdade quebraram as pernas ao primeiro e ao outro que com ele fora
crucificado. Mas, vindo a Jesus e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas” (Jo 19.32-
33). Os corpos deveriam ser retirados da cruz antes das 18 horas daquela sexta-feira,
quando se iniciava a contagem do dia seguinte, o sábado sagrado.

Fel e vinagre para beber

Profecia: “Deram-me fel por alimento, e na minha sede me deram a beber vinagre” (Sl
69.21).

Cumprimento: “E, chegando ao lugar chamado Gólgota, que significa Lugar da Caveira,
deram-lhe a beber vinho misturado com fel; mas ele, provando-o, não o quis beber” (Mt
27.33-34; Mc 22-23).

Nasceria virginal

Profecia: “Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: A virgem conceberá, e dará à luz
um filho, e será o seu nome Emanuel” (Is 7.14).

Cumprimento: “No sexto mês foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia,
chamada Nazaré, a uma virgem desposada... entrando disse: ...conceberás e darás à luz um
filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus” (Lc 1.26-35; cf. Mt 1.18-25). “Tudo isto aconteceu para
que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta [Isaías]: A virgem conceberá
e dará à luz um filho, e o chamarão pelo nome de Emanuel, que quer dizer Deus conosco”. O
Verbo se fez carne e habitou conosco.

Pai da Eternidade

Profecia: “Porque um menino nos nasceu; um filho se nos deu; o principado está sobre os
seus ombros, e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade,
Príncipe da Paz” (Is 9.6).

A divindade de Jesus está expressa de forma muito clara nesse versículo. O próprio Jesus
se declarou eterno como veremos a seguir.
Cumprimento: “Antes que Abraão nascesse, eu sou. Então pegaram em pedras para lhe
atirarem, mas Jesus se ocultou e saiu do templo (Jo 8.58,59). “Se não crerdes que EU SOU,
morrereis em vossos pecados” (Jo 8.24).

Deus falando a Moisés - “Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós” (Êx
3.14).

Jesus usou o mesmo nome pronunciado por Deus quando falou a Moisés. Com relação a
Êxodo 3.14, a Bíblia de Estudo Pentecostal faz o seguinte comentário: “O Senhor deu a si
mesmo o nome pessoal: “Eu sou o que sou” (de onde deriva o hb. Iavé), uma expressão que
expressa ação. Deus estava efetivamente dizendo a Moisés: “Quero ser conhecido como o
Deus que está presente e ativo”. Inerente no nome Iavé está a promessa da presença viva do
próprio Deus, dia após dia com o seu povo... O Senhor declara que esse será o seu nome
para sempre. É digno de nota que quando Jesus nasceu, foi chamado Emanuel, que significa
“Deus conosco” (Mt 1.23); Jesus também se chamava a si mesmo pelo nome “Eu sou” (Jo
8.58)”.

Os títulos de “Conselheiro” e de “Príncipe da Paz” somente podem ser aplicados a Jesus


Cristo, que realmente enche de paz os corações e nos transmite palavras de vida eterna (Jo
12.47; 14.27; 16.33; 18.37). A Eternidade de Jesus, e, em conseqüência, Sua divindade, está
formulada, também, de forma irrecusável, nos versículos 1 e 14 do capítulo primeiro, do
Evangelho de São João: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo
era Deus. O Verbo se fez carne e habitou entre nós. Vimos a sua glória, a glória como do
unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. Dezenas de outras passagens da Bíblia
falam da divindade de Jesus.

Cheio de sabedoria e graça

Profecia: “Do tronco de Jessé brotará um rebento, e das suas raízes um renovo frutificará.
Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de inteligência, o
Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is
11.1-2).

Cumprimento: “Tendo ele [Jesus] doze anos, subiram a Jerusalém... Passados três dias,
acharam-no no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os.
Todos os que o ouviam admiraram-se da sua inteligência e respostas. E crescia Jesus em
sabedoria, em estatura e em graça para com Deus e os homens” (Lc 2.42-52).

O Servo sofredor

Profecia: “Vede, o meu servo procederá com prudência [cumprirá a vontade do Pai]; será
engrandecido, e elevado, e muito sublime” (Is 52.13).

Cumprimento: “Jesus disse: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e
realizar a sua obra” (Jo 4.34); “De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido
do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis” (At 2.33);
“Pelo que Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome” (Fp
2.9; cf. At 4.12; Cl 3.1; Hb 1.3; 8.1).

“O seu parecer [seu semblante, seu rosto] estava tão desfigurado, mais do que o de outro
qualquer, e a sua aparência mais do que a dos outros filhos dos homens” (Is 52.14).
Cumprimento: Jesus foi muito torturado antes da crucificação: “Mas, tendo mandado açoitar
a Jesus, entregou-o para ser crucificado” (Mt 27.26; Mc 15.15; Jo 19.1-3); “Então uns
cuspiram-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam” (Mt 26.67): “E, tecendo
uma coroa de espinhos, puseram-na na sua cabeça. E, cuspindo nele, tiraram-lhe o caniço, e
batiam-lhe com ele na cabeça” (Mt 27.29-31). John Davis relata no seu Dicionário da Bíblia:
“Eram muito comuns as crueldades que precediam o ato da crucifixão. Açoitavam o paciente,
e depois de lacerado o corpo, obrigavam-no a carregar a cruz”. Assim, podemos entender o
que diz o salmista sobre a “aparência tão desfigurada” de Jesus.

Traspassado por nossas transgressões

No capítulo 53 do livro de Isaías, lemos o relato de profecias escritas há cerca de 700 anos.
O “mais ilustre dos profetas”, como é conhecido, descreve não só o sofrimento de Jesus na
cruz; ele, numa linguagem forte que é quase um lamento, diz da finalidade maior da morte de
cruz do Cordeiro de Deus. Examinemos a profecia e seu cumprimento:

Profecia: “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões” (Is 53.5).

Cumprimento: “Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram” (Lc


23.33).

Profecia: “Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidades; o
castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is 53.5).

Cumprimento: “Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para
que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; pelas suas feridas fostes
sarados” (1 Pe 2.24).

Profecia: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo
seu caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós” (Is 53.7).

Cumprimento: “Deus estava com Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos
homens os seus pecados, e nos confiou a palavra da reconciliação” (2 Co 5.19). Pedro disse:
“Pois estáveis desgarrados como ovelhas, mas agora voltastes ao Pastor e Bispo das vossas
almas” (1 Pe 2.25).

Profecia: “Pois foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo foi ele
atingido” (Is 53.8).

Cumprimento: “Disse-lhes Jesus: Saístes com espadas e cacetes para prender-me, como a
um salteador? Todos os dias eu estava convosco ensinando no templo, e não me
prendestes. Contudo, é para que se cumpram as Escrituras... Os principais sacerdotes e todo
o Sinédrio buscavam algum testemunho contra Jesus para matá-lo, mas não achavam.
Muitos testificavam falsamente contra ele, mas os testemunhos não eram coerentes. Todos o
consideraram réu de morte” (Mc 14.48,49, 55, 56,64).
Como ovelha muda

Profecia: “Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao
matadouro, e como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a sua boca” (Is
53.7).

Cumprimento: “E, sendo acusado pelos principais sacerdotes e pelos anciãos, nada
respondeu. Perguntou-lhe então Pilatos: Não ouves quantas acusações te fazem? Jesus nem
uma palavra lhe respondeu, de sorte que o governador estava muito admirado” (Mt 27.12-
14).

Com assaltantes na crucificação

Profecia: “Deram-lhe sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte, embora nunca
tivesse cometido injustiça, nem houvesse engano na sua boca” (Is 53.9).

Cumprimento: “E foram crucificados com ele dois assaltantes, um à direita e outro à


esquerda”; chegada a tarde, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que também
era discípulo de Jesus. Este foi ter com Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus... E José,
tomando o corpo, envolveu-o num pano limpo de linho, e o depositou no seu sepulcro novo,
que havia aberto na rocha; rolou uma grande pedra para a entrada do sepulcro, e se retirou”
(Mt 27.38,57, 58, 59,60).

Padecimentos sem conta

Profecia: “Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar, quando a sua alma se
puser por expiação do pecado...” (Is 53.10).

Cumprimento: “Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus
profetas havia anunciado que o Cristo havia de padecer” (At 3.18).

Profecia: “Ele verá o trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o
meu servo, o justo, justificará a muitos, e as iniqüidades deles levará sobre si” (Is 53.11).

Cumprimento: “Pois primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu
por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressurgiu ao terceiro
dia, segundo as Escrituras. E que foi visto por Cefas, e depois pelos Doze. Depois foi visto
por Tiago, depois por todos os apóstolos, e por último de todos apareceu também a mim,
como a um abortivo” (1 Co15. 3-8); “Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de
Deus, e são justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo
Jesus” (Rm 3.23-24); ”Pois se pela ofensa de um só, a morte reinou sobre todos os homens,
para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os
homens, para justificação e vida” (Rm 5.18).

Intercessão

Profecia: “Pois ele levou sobre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu”
(Is 53.12c).

Cumprimento: “Jesus disse: Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem” (Mt 27.38; Lc
23.34); ”Ele foi entregue por nossos pecados” (Rm 4.25).
O libertador

Profecia: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para
pregar as boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a
proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos” (Is 61.1).

Cumprimento: “E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado,
segundo o seu costume, na sinagoga e levantou-se para ler. E foi-lhe dado o livro do profeta
Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito...” Jesus leu Isaías 61.1,
como acima, e revelou que aquela profecia estava se cumprindo naquele momento (Lc 4.18-
21). Mais tarde, Ele afirmaria que “se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo
8.32,36). O apóstolo Paulo disse que “Cristo nos libertou para que sejamos de fato livres” (Gl
5.1a).

Belém, cidade natal.

Profecia: “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o
que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).

Efrata é o antigo nome da cidade de Belém, conforme Gênesis 35.16.19; 48.7; Rute 1.2;
4.11. A profecia de Miquéias define qual seria a cidade natal do Messias, distinguindo-a de
outras cidades com o mesmo nome, para que não pairasse dúvida. Por exemplo, havia uma
cidade chamada Belém, dentro do território da tribo de Zabulom (Js 19.15).

Cumprimento: “Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes...” (Mt
2.1; Lc 2.4-7). O nome atual da cidade onde nasceu Jesus é Beit-Lahm, situada à distância
de 10 quilômetros ao sul de Jerusalém. Belém Efrata era também conhecida como a “cidade
de Davi” (Lc 2.11).

Entrada triunfal em Jerusalém, num jumentinho.

Profecia: “Alegra-te muito, ó filha de Sião! Exulta, ó filha de Jerusalém! Vê! O teu rei virá a
ti, justo e Salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta” (Zc 9.9).

Cumprimento: “E Jesus, tendo conseguido um jumentinho, montou-o, segundo está


escrito...” “No dia seguinte a grande multidão que viera à festa ouviu que Jesus estava a
caminho de Jerusalém. Tomaram ramos de palmeiras, e saíram ao seu encontro, gritando:
Hosana! Bendito é aquele que vem em nome do Senhor! Bendito é o rei de Israel!” (Jo 12.12-
16; cf. Mt 21.1-11; Lc 19.28-38).

O arrependimento dos rebeldes

Profecia: “Sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o Espírito


de graça e de súplicas. Olharão para mim, a quem traspassaram, e o prantearão como quem
pranteia por seu filho único, e chorarão amargamente por ele, como se chora pelo
primogênito” (Zc 12.10).

Cumprimento: “Contudo, um dos soldados traspassou-lhe o lado com uma lança, e


imediatamente saiu sangue e água” (Jo 19.34). Eis que os israelitas reconhecerão o grave
erro, chorarão arrependidos por haverem rejeitado o verdadeiro Messias, e serão atendidos
em suas orações. Estas palavras serão cumpridas na volta de Jesus.

Pastor ferido e ovelhas dispersas

Profecia: “Ó espada, ergue-te contra o meu Pastor e contra o varão que é o meu
companheiro, diz o Senhor dos Exércitos; fere o Pastor, e espalhar-se-ão as ovelhas, mas
volverei a minha mão para os pequenos” (Zc 13.7). A profecia fala de um semelhante a Deus
(“meu companheiro”), um Messias divino, um Pastor-Messias, que seria crucificado e
abandonado pelos discípulos.

Cumprimento: Dando autenticidade às palavras de Zacarias, Jesus disse: “Todos vós esta
noite vos escandalizareis por minha causa, pois está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do
rebanho se dispersarão” (Mt 26.31; Mc 14.27). Realmente, quando Jesus foi preso, todos
fugiram de sua presença (Mt 26.56; Mc 14.49-50; Jo 18.8).

Traído por um amigo e vendido por 30 moedas de prata

Profecia: “Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão,
levantou contra mim o seu calcanhar” (Sl 41.9). “Pesaram, pois, o meu salário, trinta moedas
de prata. E o Senhor me disse: Arroja isso ao oleiro, esse belo preço em que fui avaliado por
eles. Tomei as trinta moedas de prata, e as arrojei ao oleiro na casa do Senhor” (Zc 11.12-
13).

Cumprimento: “Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os principais
sacerdotes, e disse: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei. E pagaram-lhe trinta moedas
de prata” (Mt 26.14-15). A Bíblia diz que Judas trouxe as trinta moedas e as atirou aos pés
dos sacerdotes, que resolveram comprar com esse dinheiro “o campo do oleiro, para
sepultura dos estrangeiros” (Mt 27.1-7).

ELE VOLTARÁ

Esse mesmo Jesus que predisse sua própria morte, e ressurreição ao terceiro dia,
prometeu retornar para buscar a Sua igreja. Por tudo o que lemos, há alguma dúvida de que
a profecia sobre o Seu retorno se cumprirá? Vejamos o que Ele prometeu:

“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todos os povos da terra se lamentarão
e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele
enviará os seus anjos, com grande clangor de trombetas, os quais ajuntarão os seus
escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus” (Mt 24.30-31).

“E quando eu me for, e vos tiver preparado um lugar, virei novamente, e vos levarei comigo, a
fim de que, onde eu estiver, estejais vós também” (Jo 14.3 - A Bíblia de Jerusalém).

“Venho logo! Segura com firmeza o que tens para que ninguém tome a sua coroa” (Ap 3.11 –
ABJ).

“Eis que cedo venho! Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro”
(Ap 22.7).
“Eis que eu venho em breve, e trago comigo o salário para retribuir a cada um conforme o
seu trabalho” (Ap 22.12- ABJ).

“Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente cedo venho” (Ap 22.20).

Vem, Senhor Jesus!

25.01.05
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