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[Modelo] Agravo de Instrumento em

Ação de Alimentos. Novo CPC


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Publicado por Cavalcanti Advocacia

há 2 anos

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR


DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO

Agravante: Joselito Quantum Invest

Agravada: Jinbaba Jururuba Jijuan

Proc. De origem nº.: 499999-99.2099.10.07.0001 – 00ª Vara de


Família da Cidade/PE
Ação de Alimentos

Joselito Quantum Invest, solteiro, empresário, residente e


domiciliado na Rua Y, nº. 0000, em Recife (PE) – CEP 51010-010,
inscrito no CPF (MF) sob o nº. 000.000.000-00, não se
conformando, venia permissa maxima, com a r. Decisão
interlocutória que concedeu alimentos provisórios contra legem,
essa proferida nos autos de Ação de Alimentos nº. 499999-
99.2099.10.07.0001, originário da 00ª Vara de Família da Cidade
(PE), razão qual vem, com o devido respeito à presença de Vossa
Excelência, interpor o presente recurso de

AGRAVO DE INSTRUMENTO C/C PEDIDO


DE EFEITO SUSPENSIVO,
com guarida no art. 995, parágrafo único, do CPC c/c CPC, art.
1.015, inc. I, em razão das justificativas abaixo evidenciadas.

NOMES E ENDEREÇOS DOS ADVOGADOS


O Agravante informa o (s) nome (s) e endereço (s) dos advogados
habilitados nos autos, aptos a serem intimados dos atos processuais
(CPC, art. 1.016, inc. IV):
DO AGRAVANTE: Joselito Quantum Invest, inscrito na Ordem dos
Advogados do Brasil, Seção de Pernambuco, sob o nº. 112233, com
escritório profissional sito Rua das Laranjeiras, nº. 0171 – Cidade
(PE);

DOS AGRAVADOS: DJinbaba Jururuba Jijuan;

DA TEMPESTIVIDADE DESTE RECURSO


O recurso deve ser considerado como tempestivo. O patrono da
parte Agravante fora intimado da decisão atacada na data de 00 de
março de 0000, consoante se vê da certidão ora acostada. (CPC, art.
1.017, inc. I).

Dessarte, o patrono do Recorrente fora intimado em 00 de março


de 0000, por meio do Diário da Justiça nº. 0000 (CPC, art. 231, inc.
VII c/c 1.003, § 2º). Igualmente, o prazo do recurso em espécie é
quinzenal (CPC, art. 1.003, § 5º) e, por isso, o prazo processual fora
devidamente obedecido.

FORMAÇÃO DO INSTRUMENTO
a) Preparo (CPC, art. 1.007, caput c/c
CPC, art. 1.017, § 1º)
O Recorrente acosta o comprovante de recolhimento do preparo,
cuja guia, correspondente ao valor de R$ 00,00 (. X. X. X.), atende
à tabela de custas deste Tribunal.

b) Peças obrigatórias e facultativas (CPC,


art. 1.017, inc. I e III)
· Procurações outorgadas aos advogados das partes (CPC, art. 1.017,
inc. I);

· Petição exordial da Ação de Alimentos (CPC, art. 1.017, inc. I);

· Decisão interlocutória recorrida (CPC, art. 1.017, inc. I);

· Contestação do Agravante na Ação de Alimentos (CPC, art. 1.017,


inc. I);

· Certidão narrativa de intimação do patrono do Recorrente (CPC,


art. 1.017, inc. I);

· Certidões de registro de imóveis, contrato social de empresa em


nome da Recorrida (CPC, art. 1.017, inc. III);
· Carteira de motorista da Agravada com a prova da data de
nascimento (CPC, art. 1.017, inc. III);

· Prova de locação de imóveis de propriedade da Agravada (CPC,


art. 1.017, inc. III);

· Cópia integral do processo (CPC, art. 1.017, inc. III).

Diante disso, pleiteia-se o processamento do presente recurso,


sendo o mesmo distribuído a uma das Câmaras Cíveis deste Egrégio
Tribunal de Justiça (CPC, art. 1.016, caput), para que seja,
inicialmente, e com urgência, submetido para análise do pedido de
efeito suspensivo ao recurso (CPC, art. 1.019, inc. I).

Respeitosamente, pede deferimento.

Cidade, 00 de abril de 0000.

Amanda Cavalcanti

Advogada – OAB (PE) 000123

RAZÕES DE AGRAVO DE INSTRUMENTO


Agravante: Joselito Quantum Invest

Agravada: Jinbaba Jururuba Jijuan

EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE


PERNAMBUCO

COLENDA CÂMARA CÍVEL

PRECLAROS DESEMBARGADORES

DOS FATOS E DO DIREITO (CPC, art. 1.016, inc. II)

Os ora litigantes foram casados sob o regime de comunhão parcial


de bens, tendo a união principiada em 00 de maio de 0000. Do
enlace não há filhos.

Os mesmos, na data de março de 0000, romperam o


relacionamento e, em razão disso, houvera a separação de corpos.

Passado um mês da ruptura do relacionamento, a Recorrida


ingressou com Ação de Alimentos em desfavor do Agravante.
Pedira, a título de verba alimentar, o equivalente a cinco (5) salários
mínimos.

Nesse compasso, vê-se que a Agravante não necessita dos alimentos


invocados, máxime do exorbitante valor.
Entrementes, o pleito fora deferido a título de alimentos
provisórios, razão qual motivou a interposição deste recurso de
Agravo de Instrumento.

(2) – A DECISÃO RECORRIDA


De bom alvitre que evidenciemos, em síntese, a decisão
interlocutória hostilizada, in verbis:

“Para que o encargo alimentar provisório seja concedido, mesmo


que provisoriamente, deve haver prova segura da efetiva
necessidade de quem recebe e, igualmente, da fortuna de quem
paga. Ademais, essa prova, mesmo que sumariamente, deve ser
produzida com a exordial.

Por esse norte, a prova documental colacionada com a peça


vestibular foi capaz de, por si só, indicar seguramente a
necessidade dos alimentos pleiteados pela autora.

Diante disso, acolho parcialmente o pedido de alimentos


provisórios de sorte a arbitrá-los no valor correspondente a três
salários mínimos.”

Eis, pois, a decisão interlocutória guerreada, a qual, sem sombra de


dúvidas, concessa venia, deve ser reformada.
3 – ERROR IN JUDICANDO (CPC, art.
1.016, inc. II)
3.1. A situação econômica da Agravada não aponta para necessidade
de alimentos

Seguramente a Recorrida distorceu a realidade dos fatos, com o


nítido objetivo de levar o julgado de piso a erro.

A Agravada, jovem, com aproximadamente 25 anos de idade,


atualmente exerce atividade remunerada, na qualidade de
proprietária e cabeleireira no Salão X, percebendo recursos próprios
capazes de manter-se. Sabe-se ainda que a mesma é proprietária de
alguns imóveis e, com esses, percebe rendimentos de aluguéis.

Além disso, cursa faculdade de veterinária no período noturno, o


que só comprova sua disposição para trabalho.

Nesse compasso, vê-se que, na verdade, a Recorrida de longe


necessita de alimentos.

De outro contexto, o simples fato de a mesma cursar faculdade, por


si só, não lhe garante o pensionamento. Nos dias atuais, registre-se,
é extremamente comum indivíduos que estudam e trabalham, o
que, a propósito, é um dever de toda e qualquer pessoa, maiormente
quando a mesma é jovem, sadia e apta ao trabalho. Ademais, essa
cursa universidade no período noturno, o que lhe facilita o seu
trabalho como cabeleireira. Inexiste, destarte, qualquer
incompatibilidade entre a frequência ao curso e o desenvolvimento
de alguma atividade remunerada, que, a propósito, já a exerce.

Impõe-se, segundo os ditames da lei, a comprovação da real


necessidade de percebê-la, sob pena, ao revés disso, do
pensionamento servir tão somente como “prêmio à ociosidade”.

A Agravada, por esse ângulo, pode concorrer para a própria


subsistência com o produto de seu esforço.

Nessa esteira de raciocínio, aduz Yussef Said Cahali que:

“Nessa linha, ‘desonera-se o devedor de prestação alimentícia,


verificando-se que a alimentada, sua ex esposa, veio a ter renda
própria e permanente suficiente para a sua manutenção; ‘
admissível e exoneração do encargo alimentar convencionado em
processo de separação, em prol da ex-mulher, se esta trabalha,
provendo o próprio sustento, ainda mais se o casal não tem filhos
e não possui o ex-marido alimentante emprego que lhe garanta
uma boa remuneração por aplicação do princípio constitucional
da igualdade e do princípio da condicionalidade estabelecido no
art. 399do CC[1916; art. 1.696, CC/2002]; como também se
justifica a exoneração do marido de prestar alimentos a que se
obrigara se perdeu o emprego e se encontra em estado de
insolvência, podendo o Juiz declará-lo o que tem fundamento ta,
bem no art. 401 do CC[1916; art. 1699, CC/2002], que admite até a
exoneração do encargo.” (In, DOS ALIMENTOS. 6ª edição. São
Paulo: Ed. RT, 2009. Pág. 316-317)

Urge asseverar, ainda, o magistério de Maria Helena Diniz, quando


leciona que:

Cessa a obrigação de prestar alimentos:

(... )

2) Pelo desaparecimento de um dos pressupostos do art. 1.695 do


Código Civil, ou seja, da necessidade do alimentário ou da
capacidade econômico-financeira do alimentante. “ (DINIZ, Maria
Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro. 27ª Ed. São Paulo:
Saraiva, 2012, Vol. 5. Págs. 670-671)

De igual modo assevera Washington de Barros Monteiro que:

“ Verifica-se, por esse artigo, que não pode requerer alimentos


nem viver a expensas de outro quem possui bens, ou está em
condições de subsistir com o próprio trabalho. Consequentemente,
só pode reclamá-los aquele que não possuir recursos próprios e
esteja impossibilitado de obtê-los por menoridade, doença, idade
avançada, calamidade pública ou falta de trabalho. “(MONTEIRO,
Washington de Barros; TAVARES DA SILVA, Regina Beatriz.
Curso de Direito Civil. 40ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2010, vol. 2.
Pág. 531)

Nesse rumo, ainda, o Agravante pede vênia para transcrever as


lúcidas lições de Arnaldo Rizzardo:

“ Se a pessoa tem capacidade para desempenhar uma atividade


rendosa, e não a exerce, não recebe amparo da lei. Obviamente, os
alimentos não podem estimular as pessoas a se manterem
desocupadas, ou a não terem a iniciativa de buscar o exercício de
um trabalho. O art. 1.695 (art. 399 do Código anterior) é expresso
a respeito, como se vê da transcrição feita, estando inserida a
condição básica para postular alimentos: aquele que não tem
bens, nem pode, pelo seu trabalho, prover a própria mantença.
Daí ser a capacidade laborativa razão para afastar o pedido.
“(RIZZARDO, Arnaldo. Direito de Família: Lei nº. 10.406, de
10.01.2002. 7ª Ed. Rio de Janeiro: Forense, 2009. Págs. 753-754)

A propósito dispõe a Lei 5.478/68 (Lei de Alimentos), que

Art. 15 – a decisão judicial sobre alimentos não transita em


julgado e pode a qualquer tempo ser revista, em face da
modificação da situação financeira dos interessados.
Nesse compasso, é altamente ilustrativo transcrever os seguintes
arestos:

APELAÇÃO. DIREITO CIVIL. FAMÍLIA. AÇÃO DE


RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL.
PARTILHA. DANO MORAL. ALIMENTOS. EX-COMPANHEIRA.

1. Reconhecida a união estável, cabível à partilha de todos os bens


adquiridos ao longo da vida conjugal. E os bens adquiridos na
constância da vida em comum devem ser partilhados
igualitariamente, pouco importando quem deu causa à separação
e qual a colaboração prestada individualmente pelos conviventes,
nos termos dos arts. 5º, § 1º, da Lei nº 9.278/96 e 1.725 do CCB. 2.
No âmbito do direito de família, não há a possibilidade de
averiguação de responsabilidades patrimoniais nas relações
familiares. Indeferido o pedido de indenização por dano moral. 3.
Cabível a exoneração dos alimentos em relação à ex-companheira,
já que trabalha e consegue prover o próprio sustento aliado ao
fato de o alimentante já pagar outras duas pensões alimentícias.
4. Para obtenção do benefício (Lei nº 1.060/50), a parte deve
demonstrar, de pronto, para o juiz, que não possui condições
financeiras suficientes para preparar a demanda sem prejuízo do
sustento próprio ou da sua família. Não é o caso. Negaram
provimento ao apelo da autora, e deram parcial provimento ao do
réu. (TJRS; AC 0469457-25.2015.8.21.7000; Porto Alegre; Sétima
Câmara Cível; Relª Desª Liselena Schifino Robles Ribeiro; Julg.
24/02/2016; DJERS 07/03/2016)
AGRAVO LEGAL. CIVIL E PROCESSO CIVIL. ALIMENTOS
DEVIDOS AO EX-COMPANHEIRO. PEDIDO DE EXONERAÇÃO.
TEMPORARIEDADE. ANÁLISE DO BINÔMIO NECESSIDADE/
POSSIBILIDADE, ALÉM DE OUTROS FATORES COMO
CAPACIDADE POTENCIAL DA ALIMENTANDA PARA O
TRABALHO E O TEMPO DECORRIDO ENTRE O INÍCIO DA
PRESTAÇÃO ALIMENTÍCIA. RÉ QUE RECEBIA ALIMENTOS DO
AUTOR MESMO AUFERINDO RENDA PROVENIENTE DE SUA
ATIVIDADE LABORATIVA. EXONERAÇÃO DEVIDA. AGRAVO
NÃO PROVIDO. DECISÃO UNÂNIME.

1. Como se sabe, os encargos alimentícios podem ser alterados


quando evidenciada mudança na necessidade de quem os recebe e
nos recursos de quem os presta. Não bastasse isso, o fator
econômico não se revela como único parâmetro à exoneração,
redução ou agravação do encargo. Isso porque o Superior
Tribunal de justiça tem adotado o entendimento de que a pensão
entre ex-cônjuges não está limitada somente à prova da alteração
do binômio necessidade-possibilidade, devendo ser consideradas
outras circunstâncias, como a capacidade potencial do alimentado
para o trabalho e o tempo decorrido entre o início da prestação
alimentícia e a data do pedido de desoneração. Precedentes STJ e
TJPE. 2. O intuito da fixação de alimentos para o ex-cônjuge ou
ex-companheiro é proporcionar àquele que precisa o tempo
necessário a sua (re) inserção no mercado de trabalho, à
organização de suas finanças e de sua vida, para que, assim, de
forma autônoma, possa arcar com o custeio de suas necessidades
vitais. 3. Na espécie, verifica-se que a ré, ora agravante, recebeu
alimentos de seu ex-companheiro desde 2011, ou seja, por um
período de aproximadamente mais de 4 (quatro) anos até a data
da prolação da sentença ora vergastada, tempo que entendo ser
hábil à sua reorganização financeira, a qual, do conjunto
probatório dos autos, vê-se que já foi alcançada. 4. Vê-se que, em
que pese a parte agravante alegar não possuir condições de
exercer atividades laborativas em razão de doenças
incapacitantes, quais sejam, depressão e fibromialgia, restou
cabalmente comprovado nos autos que aquela as exerce de fato,
auferindo renda capaz de lhe sustentar, ainda que se tratem de
quantias módicas. Dessa forma, não é justo impor ao alimentante
a obrigação do sustento da alimentanda, quando esta possui
condições de inserir-se no mercado de trabalho, o que, inclusive, já
foi feito. 5. No que tange ao pedido de perícia judicial, uma vez
exonerado o alimentante da obrigação de prestar alimentos em
razão do efetivo exercício, pela parte alimentanda, de atividades
laborativas capazes de sustentá-la, restou prejudicado o pedido
alternativo, qual seja, o de realização de perícia com o fito de
detectar suposta doença incapacitante. 4. Agravo não provido.
Decisão unânime. (TJPE; Rec. 0055827-28.2012.8.17.0001;
Quarta Câmara Cível; Rel. Des. Jones Figueirêdo Alves; Julg.
11/02/2016; DJEPE 29/02/2016)

De bom alvitre a inteligência do quanto estabelecido na Legislação


Substantiva Civil, ad litteram:

CÓDIGO CIVIL

Art. 1.696 – O direito à prestação de alimentos quando quem os


pretende não tem bens suficientes, nem pode prover, pelo seu
trabalho, à própria mantença, de quem se reclamam, pode
fornecê-los, sem desfalque do necessário ao seu sustento.

Ex positis, é imperiosa que a decisão hostilizada tenha seus efeitos


suspensos.

DA NECESSIDADE DE PROVER-SE EFEITO SUSPENSIVO


AO RECURSO

PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DE QUE TRATA O


ART. 1.019, inc. I, do CPC

As questões destacadas no presente recurso de Agravo de


Instrumento são de gravidade extremada e reclama, sem sombra de
dúvidas, a concessão da tutela recursal (CPC, art. 1.019, inc. I).
Demonstrado, pois, o preenchimento do requisito do “risco de lesão
grave e de difícil reparação” e da “fundamentação relevante”, há de
ser concedido efeito ao recurso em liça.

Nesse compasso, a parte Agravante demonstrou o requisito da


“fundamentação relevante”. É irrefutável que ficou comprovado a
situação de desequilíbrio da possibilidade-necessidade quanto ao
pagamento da verba alimentar.

Ademais, além da “fundamentação relevante”, devidamente fixada


anteriormente, a peça recursal preenche o requisito do “risco de
lesão grave e difícil reparação”. Há possibilidade da prisão civil do
Recorrente, em que pese, ao nosso sentir, tenha razão escusável.
Desse modo, para o Agravante, como para qualquer outro, é medida
drástica que afetará significativamente na sua ordem social e
psicológica. De outro passo, é consabido que os alimentos não
podem ser repetidos ao devedor. Surge daí um grave problema: a
continuidade do processo com o pagamento, indevidos, de
alimentos, que, ao fim, não serão devolvidos ao devedor alimentar.

Como consequência, pede-se, tutela de maneira a suspender os


efeitos da decisão interlocutória guerreada (CPC, art. 1.019, inc. I),
conferindo-se efeito suspensivo presente recurso, determinando-se:
a) alicerçado no art. 8º, do Código de Processo Civil, seja
suspenso, provisoriamente, o pagamento de alimentos à
Agravada;
b) subsidiariamente (CPC, 326), solicita a redução do mesmo para
o importe de R$ 300,00 (trezentos reais), a serem pagos nos
mesmos modos e datas anteriormente definidas, até ulterior
determinação desta relatoria;
c) ainda subsidiariamente, pleiteia-se a suspensão dos efeitos da
decisão guerreada até a análise do pleito alimentar por ocasião da
oitiva das partes. (CPC, art. 300, § 2º c/c CC, art. 1.585).

RAZÕES DO PEDIDO DA REFORMA (CPC,


art. 1.016, inc. III)
Por tais fundamentos, é inescusável que a decisão deva ser
reformada, posto que:

a) há elementos probatórios suficientes a comprovar a


desnecessidade de pagamento de alimentos à Recorrida;

b) a decisão hostilizada fere o binômio necessidade-possibilidade.

DOSPEDIDOS
Em suma, tem-se que a decisão guerreada, na parte citada em
linhas anteriores, com o devido respeito, merece ser agravada.

Por todas as considerações relevadas, pede-se, como questão de


fundo, a nulidade do ato decisório atacado, o qual atrelado ao
processo nº. 333.11.2016.4.55.0001/00, por este combatido,
objetivando, em consequência, seja confirmado o efeito suspensivo
dado ao Agravo de Instrumento, e, mais, acolhendo-se este recurso
para:

1) anular o ato decisório que concedeu alimentos provisórios à


Recorrida, tendo em vista o que rege o Código Civil no que tange ao
binômio necessidade-possibilidade;

2) pleiteia, igualmente, a intimação da Agravada, por seu patrono


regularmente constituído nos autos, para, querendo, responder em
15 (quinze) dias (CPC, art. 1.019, inc. II).

Respeitosamente, pede deferimento.

Cidade, 00 de abril de 0000.

Amanda Cavalcanti

Advogado – OAB (PE) 000123


Fonte: Cavalcanti Advocacia
Agravo de Instrumento em Ação de
Alimentos
Agravo de instrumento provido para minorar alimentos
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Publicado por Fabio dos Santos Eismann

há 2 anos

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR


DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE
DO SUL

Agravante: E...

Advogado: Dr. F..., OAB/RS...,

com endereço sito à Rua..., nº..., CEP... – Canoas RS;


Agravada: N...

Advogado: Dr..., OAB/RS..., com endereço na

Rua...;

Proc. De origem nº.: ... Vara de Família de Canoas RS

Ação de Alimentos

E... , brasileira, solteira,..., Carteira de Identidade nº..., residente e


domiciliado na Rua..., não se conformando, com a r. Decisão
interlocutória que concedeu alimentos provisórios, vem, com o
devido respeito à presença de Vossa Excelência, interpor:

AGRAVO DE INSTRUMENTO

com

PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO,

requerendo, desde logo, a suspensão do cumprimento da r. Decisão


recorrida, de forma que os alimentos possam continuar a ser
prestados na forma atual, sendo certo que a concessão provisória,
como arbitrada, trará dano irreparável à Agravante, não só em razão
da impossibilidade de suportar tal pensionamento e das graves
consequências que daí resultarão, mas também, em face do
princípio da irrepetibilidade da prestação alimentar.

Para tanto, apresenta as razões em anexo e requer a juntada das


inclusas peças necessárias à formação do instrumento, bem como o
regular processamento e provimento do presente Agravo.

Respeitosamente, pede deferimento.

Canoas, 19 de agosto de 2016.

Fábio dos Santos Eismann

Advogado – OAB/RS 104.514

jurídico.fabio@outlook.com

fone/whats 51 96149986

RAZÕES DE AGRAVO DE INSTRUMENTO

Agravante: E...

Advogado: Dr..., OAB/RS...,

com endereço sito à Rua..., nº..., CEP... – Canoas RS;


Agravada: N...

Advogado: Dr..., OAB/RS..., com endereço na

Rua...;

EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO


GRANDE DO SUL

COLENDA CÂMARA CÍVEL

DA TEMPESTIVIDADE E CABIMENTO DO AGRAVO DE


INSTRUMENTO

O presente recurso é tempestivo, eis que o mandado cumprido foi


juntado aos autos em 04 de agosto de 2016, consoante se vê da
certidão ora acostada, logo o término do prazo se dará em 25 de
agosto de 2016, nos termos do artigo218 e seguintes e art. 231, inc.
II c/c art. 1.017, inc. I do CPC.

Na forma da lei processual, cabe agravo de instrumento contra as


decisões interlocutórias que versarem sobre tutelas provisórias (art.
1.015, I, do CPC)

DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA


A situação econômica da Recorrente não lhe permite arcar com as
custas processuais e honorários advocatícios sem que isso culmine
em prejuízo ao seu sustento e ao de sua família. E, por este recurso
ser contra medida liminar deferida antes da abertura do prazo para
contestação, o pedido de AJG não pode ainda ser apreciado pelo
Juiz de primeira instância.

Assim, requer a este Juízo que lhe seja deferida o benefício da


assistência judiciária gratuita, na forma da lei 1.060/1950 c/c art.
98 e seguintes da Lei 13.105/2015, requerendo, desde já, que o
benefício abranja a todos os atos do processo.

IV - DOS FATOS E DO DIREITO

A Recorrida, por seu representante legal, ingressou com ação de


alimentos com pedido de concessão liminar de alimentos
provisórios. O pedido foi atendido pelo Excelentíssimo Juiz de
primeiro grau, deferindo alimentos provisórios em 25% do salário
da Recorrente, motivo pelo qual esta interpõe recurso de Agravo de
Instrumento.

Convém evidenciarmos a decisão interlocutória na parte hostilizada,


in verbis:

“Vistos (...) Presente a prova da paternidade, fl. 12, sendo


presumidas as necessidades do menor e considerando que, por
ora, não há elementos que possibilitem melhor aferição das
possibilidades atuais da parte requerida, FIXO ALIMENTOS
PROVISÓRIOS a infante N..., no valor equivalente a 25% dos
rendimentos brutos da requerida, excetuados os descontos
obrigatórios e terço de férias, incindindo sobre o 13º salário,
sempre que formalmente empregado ou em benefício
previdenciário, não incidindo sobre FGTS. Na rescisão, somente
incidirá sobre verbas de natureza salarial e não indenizatórias.
Em caso de emprego informal ou desemprego, fixo, desde logo, em
30% do salário mínimo nacional, a ser depositada na conta
corrente do genitor até o 10º dia útil de cada mês...”

Os alimentos provisoriamente fixados estão muito acima da


capacidade financeira da Recorrente. Basta apenas uma análise
superficial dos documentos que ora se anexam para concluir quanto
à impossibilidade desta proporcionar uma pensão alimentícia na
base de 25% (vinte e cinco por cento) dos seus rendimentos.

Com um salário bruto de R$..., e descontos legais em torno de R$..,


00, a Requerida contribui com um aluguel mensal, rateado com
outra inquilina, de R$.., contas de luz em torno de R$... E telefone
de R$... Somam-se a essas despesas o desconto de seguro de vida e
plano de saúde que a Ré paga para incluir a Autora como
dependente. Para ter convívio com a filha a Requerida ainda
despende em torno de R$..., 00 de transporte, mais o sustento da
menor quando em sua companhia. Só estas despesas já consomem
quase a totalidade dos rendimentos da Recorrente. Mas, como
agravante, Esta ainda tem seu nome negativado por dívidas
contraídas em seu nome pelo ex companheiro, representante legal
da Autora, que ora integra o polo passivo da lide.

$... Salário

-$... Descontos legais

-$... Aluguel

-$... Luz e telefone

-$... Transporte

$...

-$... Alimentos provisórios em 25%

$ -100,20

*todos valores aproximados e variáveis

*não estão incluídas despesas com alimentação, saúde, higiene etc.


O cálculo acima, mesmo muito simplificado, mostra que a
Requerida não tem condições de manter sequer seu próprio
sustento e, com o arbitramento de obrigação alimentícia se tornará,
inevitavelmente, uma devedora de alimentos sujeita as graves penas
da lei civil. Observe-se que no cálculo não foram incluídas despesas
com alimentação, vestuário e higiene, indispensáveis a dignidade da
vida humana.

Nos termos do artigo 1695 do Código Civil, abaixo transcrito, na


prestação de alimentos deve ser avaliado o binômio
necessidade/possibilidade:

"Art. 1695. São devidos os alimentos quando quem os pretende não


tem bens suficientes, nem pode prover, pelo seu trabalho, à própria
mantença, e aquele, de quem se reclamam, pode fornecê-los, sem
desfalque do necessário ao seu sustento."

A Recorrida tem boa parte de suas necessidades supridas pela


própria Recorrente que paga por plano de saúde/odontológico,
seguro de vida e roupas, além de transporte e alimentos in natura
quando filha está em sua companhia. Mas não mais poderá fazê-lo
se tiver que alcançar ao ex-companheiro a quantia ora arbitrada.

O desconto de pensão alimentícia nos pagamentos da Requerida


obrigará esta a solicitar o cancelamento do plano de saúde e
odontológico que paga para poder incluir a filha como dependente.
Mais importante, proceder com o desconto em folha de pagamento
da Ré para transferir dinheiro às mãos do representante legal da
Autora é fomentar uma já agravada alienação parental. Entenda-se,
a Ré tem sua renda comprometida com contas de aluguel, água, luz,
além das despesas no custeio do convívio com a filha, restando
quase nenhum recurso para seu próprio sustento. Por outro lado, o
Autor está de posse da casa, do carro e de todos os bens adquiridos
na constância da união do casal, além de contar com o apoio dos
avós paternos que proveem alimentos de forma espontânea.

Com esse desequilíbrio entre as condições financeiras dos pais, que


já existe e agora se agrava pela concessão da medida liminar, a filha
passa a ter, de um lado, um pai que lhe dá o conforto de uma boa
casa, inclusive na companhia dos avós, e de outro uma mãe que não
tem sequer um lugar descente para que a filha possa dormir em sua
companhia. De um lado um pai, que agora com o dinheiro
descontado da mãe, pode lhe dar roupas e brinquedos e de outro
lado uma mãe que não pode sequer buscar a filha para ter em sua
companhia.

Como dito, a inicial não aponta objetivamente quais seriam as


necessidades da menor, que estuda em escola pública e tem o plano
de saúde/odontológico e vestuário custeados pela mãe, ora
Recorrente. Além disso, para não ficar em creche aos cuidados de
estranhos, a alimentanda sempre ficou com os avós paternos após a
escola, os quais são aposentados e voluntariamente sempre
ajudaram para que a mãe pudesse trabalhar.

É sabido que a fixação da verba alimentar não pode superar a


capacidade de um dos pais a ponto de impor-lhe sacrifício
excessivo, devendo haver, por isso, uma proporcional distribuição
dos encargos – entre o pai e a mãe – na medida da disponibilidade
do alimentante. Preleciona MARIA HELENA DINIZ, em seu
"Código Civil Anotado", 4ª ed., editora Saraiva, p. 361, que:

"Imprescindível será que haja proporcionalidade na fixação dos


alimentos entre as necessidades do alimentando e os recursos
econômico-financeiros do alimentante, sendo que a equação desses
dois fatores deverá ser feita, em cada caso concreto, levando-se em
conta que a pensão alimentícia será concedida sempre 'ad
necessitatem'.”

A Recorrente concorda que é dever dos responsáveis, na proporção


de suas condições financeiras, o provimento dos filhos. Esse dever é
comum aos genitores e, neste momento, apenas o pai, com auxílio
dos avós paternos, têm condições financeiras para custear a filha.

Evidentemente, não tem cabimento se exigir que uma mulher


desprovida de seus bens pague pensão para o ex companheiro e a
filha, os quais estão bem amparados pelos avós que possuem uma
renda considerável, na casa que a Recorrente ajudou a construir e
mobiliar pensando no conforto da filha.

A Recorrente não se escusa de sua responsabilidade de mãe. Apenas


quer que este Juízo perceba a disparidade e o desequilíbrio que o
arbitramento de obrigação alimentícia contra si causa quando tira
da mãe, que nada tem, para dar à família paterna que, além de
possuir uma condição financeira confortável, também ficou na
posse de todos os bens da Requerida.

O representante legal da Recorrida falta com a verdade quando diz


que passa por dificuldades financeiras por ter recém saído de um
período de desemprego. O documento CNH trazido com a inicial
mostra que o representante legal da Recorrida exerce atividade
remunerada como motorista profissional, inclusive com habilitação
para transporte de cargas perigosas e habilitação para transporte de
passageiros coletivos. O Autor, representante legal, além do
emprego formal como frentista, também presta serviços como
motorista junto a empresa Transportes..., o que faz com que sua
renda mensal seja de, no mínimo, o dobro daquela alegada na
exordial.

Além disso, o representante legal da Autora conta com o apoio de


seus pais no cuidado da Filha. São os avós de N..., ambos
aposentados, quem ajudam no cuidado da menina desde que esta
tinha seis meses de idade, isto é, desde o fim da licença maternidade
da Recorrente. O avô da Autora, A..., é funcionário público
aposentado pelo Município de..., A avó, J..., também recebe
benefício previdenciário.

A Autora reside próxima da escola pública gratuita onde estuda pela


manhã, que inclusive fornece uniforme aos estudantes. Após a
escola almoça, faz lanche e janta com os avós. A mãe sempre
trabalhou das 13 as 22 horas e os ajudou com tudo que pode para
que a filha não precisasse ficar ao cuidado de estranhos.

Desta forma, o Autor..., para pleitear pensão alimentícia, deveria


trazer com a inicial um mínimo de indícios das alegadas despesas
que tem com o sustento da filha, o que não o fez.

Vale repetir, o Autor não traz nenhuma prova das alegadas despesas
com a filha. Limita-se a juntar um atestado de frequência e
matrícula em escola pública, que nada diz sobre os fatos narrados.

Apesar de presumíveis as necessidades em razão da idade


da Autora, esta presunção não é absoluta e os alimentos
devem ser fixados observando o binômio necessidade-
possibilidade, visando à satisfação das necessidades
básicas da filha sem onerar, excessivamente, apenas um
dos genitores. Se atendida a demanda da forma como pleiteada, o
Recorrido J... Ficará totalmente isento de despesas enquanto a
Recorrente passará a ser devedora de alimentos, sujeita as
gravíssimas consequências da lei civil.

A Ré sempre trabalhou para ajudar o representante legal da Autora


na construção da casa e na aquisição da mobília e do carro da
família, tudo pensando no conforto da filha. Hoje, é para
reconstruir sua vida e manter o plano de saúde, seguro de vida,
vestuário, alimentação e bem-estar da filha que a Ré trabalha das
13:00 às 22:00 horas de segunda a sexta feira, com plantões em
sábados alternados. No entanto, apesar de todo o esforço
despendido nos últimos meses, a Ré ainda não foi capaz de
recuperar-se da destituição de seus bens. Vendo-se obrigada a
sair de casa apenas com suas roupas e desamparada pelo
ex-companheiro, a Ré sequer tem condições para manter
o próprio sustento, que dirá, alcançar valores para o
representante legal da Autora.

PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DE QUE TRATA O


ART. 1.019, inc. I, do CPC

Os fatos acima narrados são de extrema gravidade e reclamam a


concessão da tutela recursal. Ficamdemonstrados os requisitos
da fundamentação relevante com a comprovaçãoda
situação de desequilíbrio entrepossibilidade e
necessidadequanto ao pagamento da verba alimentar.
Ademais, a peça recursal preenche o requisito do risco de lesão
grave e difícil reparação com a possibilidade da prisão
civil daAgravante, em que pese, ao nosso sentir, tenha esta razão
escusável. Desse modo, a medida liminar é drástica e afetará
significativamente a sobrevivência da Recorrente.

Ainda outro problema: alimentos não podem ser repetidos ao


devedor. Sem a intervenção deste Tribunal, haverá a continuidade
do processo com o pagamento indevido de alimentos que, ao fim,
não serão devolvidos à Recorrente.

Como dito, o desconto de pensão alimentícia nos pagamentos da


Recorrente obrigará esta a solicitar o cancelamento do plano de
saúde e odontológico que paga para poder incluir a filha como
dependente.

Mais importante, proceder com o desconto em folha de pagamento


da Recorrente para transferir dinheiro às mãos do representante
legal da Autora é fomentar uma já agravada alienação parental.
Entenda-se, a Recorrente tem sua renda comprometida com contas
de aluguel, água, luz, além das despesas no custeio do convívio com
a filha, restando quase nenhum recurso para seu próprio sustento.
Por outro lado, o Autor está de posse da casa, do carro e de todos os
bens adquiridos na constância da união do casal, além de contar
com o apoio dos avós paternos que proveem alimentos de forma
espontânea.
Com esse desequilíbrio entre as condições financeiras dos pais, que
já existe e agora se agrava pela concessão da medida liminar, a filha
passa a ter, de um lado, um pai que lhe dá o conforto de uma boa
casa, inclusive na companhia dos avós, e de outro uma mãe que não
tem sequer um lugar descente para que a filha possa dormir em sua
companhia. De um lado um pai, que agora com o dinheiro
descontado da mãe, pode lhe dar roupas e brinquedos e de outro
lado uma mãe que não pode sequer buscar a filha para ter em sua
companhia.

Demonstrados, pois, o risco de lesão grave e de difícil reparação e a


fundamentação relevante, há de ser concedido efeito suspensivo ao
presente recurso. A decisão liminar deve ser reformada, posto que
há elementos probatórios suficientes a comprovar a desnecessidade
de pagamento de alimentos à Recorrida e a decisão liminar fere o
binômio necessidade-possibilidade.

Por fim, pede-se, tutela de maneira a suspender os efeitos da


decisão interlocutória atacada (CPC, art. 1.019, inc. I), conferindo-se
efeito suspensivo presente recurso, determinando-se:

a) seja suspenso, provisoriamente, o pagamento de alimentos à


Agravada;
b) subsidiariamente, pleiteia-se a suspensão dos efeitos da decisão
guerreada até a análise do pleito alimentar por ocasião da oitiva das
partes. (CPC, art. 300, § 2º c/c CC, art. 1.585).

c) ainda subsidiariamente, a redução do mesmo para 15% do salário


mínimo nacional ou o importe de R$ 130,00 (cento e trinta reais), a
serem pagos nos mesmos modos e datas anteriormente definidas,
até ulterior determinação desta relatoria;

V– DOS PEDIDOS

Por todo o exposto, requer a Agravante que seja cassada a liminar


deferida, objetivando, em consequência, seja confirmado o efeito
suspensivo dado ao Agravo de Instrumento, e, mais, acolhendo-se
este recurso para que:

a) seja suspenso, provisoriamente, o pagamento de alimentos à


Agravada;

b) subsidiariamente, os alimentos provisórios sejam reduzidos para


15% do salário mínimo nacional ou o importe de R$ 130,00 (cento e
trinta reais), a serem pagos nos mesmos modos anteriormente
definidas pelas partes, até ulterior determinação desta relatoria;
c) ainda subsidiariamente, pleiteia-se a suspensão dos efeitos da
decisão guerreada até a análise do pleito alimentar por ocasião da
oitiva das partes. (CPC, art. 300, § 2º c/c CC, art. 1.585).

d) anular o ato decisório que concedeu alimentos provisórios à


Recorrida, tendo em vista o que rege o Código Civil quanto ao
binômio necessidade-possibilidade;

e) pleiteia, igualmente, a intimação da Agravada, por seu patrono


regularmente constituído nos autos, para, querendo, responder em
15 (quinze) dias (CPC, art. 1.019, inc. II).

f) seja concedido o benefício da assistência judiciária gratuita, tendo


em vista que a Recorrente não tem condições de arcar com as custas
deste processo sem prejuízo do seu sustento;

Respeitosamente, pede deferimento.

Canoas, 19 de agosto de 2016

Fábio dos Santos Eismann

Advogado – OAB/RS 104.514

jurídico.fabio@outlook.com

fone/whats 51 96149986
FORMAÇÃO DO INSTRUMENTO

a) Declaração de Hipossuficiência;

b) Peças obrigatórias e facultativas;

· Procurações outorgadas aos advogados das partes;

· Petição exordial da Ação de Alimentos;

· Decisão interlocutória recorrida;

· Contestação do Agravante na Ação de Alimentos;

· Certidão narrativa de intimação do patrono do Recorrente;

· Cópia integral do processo;


[Modelo] Recurso de agravo de
instrumento conforme o Novo CPC
Com breve comentário acerca das mudanças no agravo
de instrumento com o Novo CPC.
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40

Publicado por Flávia Teixeira Ortega

ano passado

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Primeiramente, é importante destacar algumas observações acerca


de mudanças importantes no agravo de instrumento com o Novo
Código de Processo Civil.
No Novo CPC, a sentença é sujeita a apelação. Já a decisão
interlocutória é impugnável por AGRAVO DE
INSTRUMENTO ou por APELAÇÃO, ou seja, o NCPC mudou a
noção de que apelação é recurso exclusivamente contra sentença.

Resumindo:

● CPC/73
1. A sentença era sujeita a apelação.
2. A decisão interlocutória era impugnável por agravo de
instrumento, somente.
● CPC/15
1. A sentença é sujeita a apelação.
2. Já a decisão interlocutória é impugnável por:

a) Agravo de instrumento;

b) Apelação.

Ademais, o CPC/2015 extinguiu o AGRAVO RETIDO, que era


recurso contra decisão interlocutória.

● CPC/73: havia agravo retido e agravo de instrumento.


● CPC/15: só há agravo de instrumento.
No lugar dele houve a inclusão do sistema de "não preclusão".
Através deste sistema, se não couber o recurso de Agravo de
Instrumento (rol taxativodo artigo 1015 do NCPC), a parte suscitará
em apelação, não precluindo a alegação.

Confira o dispositivo legal:

Art. 1009. § 1. As questões resolvidas na fase de conhecimento, se a


decisão a seu respeito não comportar agravo de instrumento, não
são cobertas pela preclusão e devem ser suscitadas em preliminar
de apelação, eventualmente interposta contra a decisão final, ou
nas contrarrazões.

Após breve comentário, vejamos um modelo do Agravo de


Instrumentos conforme o Novo CPC:

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR


PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO...

(pular 5 linhas)

NOME DA PARTE, brasileira, solteira, profissão, portadora do


RG sob o nº.., inscrita no CPF sob o nº..., residente e domiciliada na
(Endereço completo com o CEP), vem, por seu advogado, nos autos
da Ação... Em trâmite na..., processo nº... Que move em
face de... brasileiro, solteiro, profissão, portador do RG..., inscrito
no CPF sob o nº... Residente na (Endereço completo com o CEP),
vem respeitosamente perante Vossa Excelência, não se
conformando com a r. Decisão de fll. E com fundamento nos artigos
1.015 e seguintes do Código de Processo Civil de 2015, interpor o

AGRAVO DE INSTRUMENTO
Pelas razões de fato e de direito a seguir expostas.

I – Do Preparo

A Agravante deixa de efetuar o preparo, uma vez que já foi


concedido o benefício da Justiça Gratuita pelo Juízo de 1º grau,
conforme fls..

II – Da Tempestividade

O presente Agravo de Instrumento é tempestivo, visto que a


publicação de intimação ocorreu em …./…./2016. Assim o prazo de
15 dias úteis para interposição do recurso termina no dia
…./…../2016.

III – Do Nome e endereço completo do advogado


O advogado que funciona no processo é apenas o advogado da
Agravante, já que o Agravado não possui advogados constituídos
nos autos até o presente momento. (Caso a Agravado já tenham
constituído advogado deverá ser informado também)

Advogado do Agravante: Nome, inscrito na OAB/RJ sob o nº


……., com escritório profissional estabelecido à (Endereço completo
com o CEP).

IV – Da Juntada das peças obrigatórias e facultativas

A Agravante junta cópia integral dos autos, declarada autêntica pelo


advogado nos termos do artigo 425, IV do Código de Processo Civil,
e, entre elas, encontram-se as seguintes peças obrigatórias:

a) Cópia da r. Decisão agravada (fl. )

b) Cópia da certidão da intimação da r. Decisão agravada ( fl. )

c) Cópia da procuração outorgada aos advogados (fl.).

Termos em que,

Pede deferimento.

Local, data.
ADVOGADO

OAB/….

RAZÕES DO RECURSO

EGRÉGIO TRIBUNAL,

COLENDA CÂMARA

A Respeitável decisão interlocutória agravada merece ser


reformada, visto que proferida em franco confronto com os
interesses da Agravada, já que o mantém em situação de risco pela
irresponsabilidade do Agravado.

Autos do processo nº: ……………………………….

Comarca de ……………….. – 1aVara Cível

Agravante:

Agravado:

I- DO RESUMO DOS FATOS

(Aqui deverá ser feito um pequeno resumo do que aconteceu no


processo, quando já deverá ser demonstrado os fatos e razões,
sucintamente é claro, que motivaram a interposição do Agravo de
Instrumento.)

II- A ANTECIPAÇÃO DA PRETENSÃO RECURSAL

(Neste tópico deve ser demonstrada a urgência do direito pleiteado


e a necessidade de atribuir efeito suspensivo ao recurso para
suspender a decisão agravada ou deferir a antecipação da tutela.)

Assim, necessária se faz a concessão liminar da tutela antecipada


pleiteada no sentido de suspender o direito do Agravado de
pernoitar com o menor fora da comarca de Rio Bonito, como
autoriza o art. 1.019, I do CPC/2015.

III- DO DIREITO E RAZÕES DO PEDIDO DE REFORMA

(Este é o tópico em que deve ser desenvolvida as razões do pedido


de reforma, quando se demonstrará de forma detalhada os fatos que
possam demonstrar o erro da decisão agravada e a violação do
direito do agravante. Também deverão serem expostas as razões
jurídicas que fundamentam e permitem a interposição,
conhecimento e deferimento do Agravo de Instrumento, podendo
inclusive indicar disposições legais para reforçar a clareza do
direito.)

IV- DO PEDIDO
1- Requer a Vossa Excelência, o conhecimento do presente recurso e
o deferimento liminar da tutela antecipada, como autoriza o art.
1.019, I do CPC/2015, no sentido de …………………...

2- Requer o conhecimento e o consequente provimento do presente


recurso para reformar a decisão atacada e determinar a
……………………….

Termos em que,

Pede deferimento.

Local, data.

Advogado

OAB/…

Colega advogado (a), esse e mais 119 modelos encontram-se na 3a


edição doManual Prático do Novo CPC, revisto, atualizado e
ampliado (São 120 petições cíveis, com comentários doutrinários e
jurisprudenciais + bônus). Aproveite, o preço de lançamento é
somente até dia 19!
[Modelo] Agravo de Instrumento -
Novo CPC
Revisional de alimentos com pedido de tutela
antecipada.

RECOMENDAR5COMENTAR

Publicado por Cezar Calife

há 10 meses

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR


DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS.

AGRAVANTE, brasileiro, solteiro, engenheiro agrônomo, portador


do RG nº XXXXXX, inscrito no CPF/MF sob o nº XXXXXX,
residente e domiciliado na cidade de _______, Capital, à
ENDEREÇO, nos autos da AÇÃO REVISIONAL DE ALIMENTOS,
em trâmite na ____ª Vara Cível da Comarca de _________,
processo nº XXXXXXX, que move em face de JOÃO, brasileiro,
menor impúbere, neste ato representado por sua mãe
AGRAVADO, brasileira, solteira, administradora, portadora do RG
nº XXXXXX, inscrita no CPF/MF XXXXXX, residente e
domiciliada à Rua ______, vem respeitosamente perante Vossa
Excelência, por intermédio do seu advogado que a esta subscreve,
não se conformando com a r. decisão de fl. e com fundamento nos
artigos 1.015 e seguintes do Código de Processo Civil de 2015,
interpor o presente AGRAVO DE INSTRUMENTO pelas razões
de fato e de direito a seguir expostas.

I – DO PREPARO

O Agravante deixa de efetuar o preparo, uma vez que já foi


concedido o benefício da Justiça Gratuita pelo Juízo de 1º grau,
conforme decisão de fl..

II – DA TEMPESTIVIDADE

O presente Agravo de Instrumento é tempestivo, visto que a


publicação de intimação ocorreu em 04/09/2017. Assim, o prazo
de 15 dias úteis para interposição do recurso terminaria no dia
27/09/2017 (inclusão do Feriado de 7 de setembro).

III – DOS DADOS DO ADVOGADO


O advogado que tutela no processo atualmente é apenas o do
Agravante, já que o Agravado não possui advogados constituídos
nos autos até o presente momento.

Advogado do Agravante: .

IV – DA JUNTADA DAS PEÇAS OBRIGATÓRIAS E


FACULTATIVAS

O Agravante junta cópia integral dos autos, através do próprio


sistema do PJe, declarada autêntica pelo advogado nos termos do
artigo 425, IV do Código de Processo Civil, e, entre elas, encontram-
se as seguintes peças obrigatórias:

a) Decisão agravada (ID 28333561)

b) Certidão da intimação da r. Decisão agravada (ID 29301887)

c) Procuração outorgada aos advogados (ID 25673116).

Termos em que,

Pede e espera deferimento.

Cidade, 5 de setembro de 2017.

ADVOGADO
OAB/MG XXXXXX

RAZÕES DE RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO

Processo nº

___ª Vara Cível da Comarca de _______

Apelante:

Apelado:

EGRÉGIO TRIBUNAL,

COLENDA CÂMARA

EMÉRITOS JULGADORES!

A respeitável decisão interlocutória agravada merece ser reformada,


visto que proferida em nítido confronto com a legislação brasileira,
com a jurisprudência deste Egrégio Tribunal Mineiro e com os
direitos do Agravante, como será demonstrado a seguir.

I- DO RESUMO DOS FATOS

O Agravante ingressou com Ação Revisional de Alimentos por não


mais suportar arcar com o valor de 240% (duzentos e quarenta por
cento) do salário mínimo, tendo em vista a sua realidade financeira
ter diminuído drasticamente, bem como pelo valor ser superior às
necessidades do filho.

À época da homologação do acordo, o qual fixou pensão de 240%


(duzentos e quarenta por cento) do salário mínimo, o Agravante era
funcionário público federal (temporário) e recebia salário em torno
de R$ 6.000,00 (seis mil reais) mensais.

Ocorre que o trabalho temporário do Agravante junto ao Ministério


da Agricultura findou-se (comprovante anexo à Exordial) e,
desde então, o Agravante vem sem sucesso diminuir o valor da
pensão, visto não ter mais condições de pagar referido valor.

Verdade é que por 2 (duas) vezes o Agravante teve sua


prisão civil decretada, por falta de pagamento dos alimentos, e
teve de pedir dinheiro emprestado, aumentando ainda mais sua
dívida! (documentos anexos à Inicial)

Ou seja, o Agravante não se exime de continuar a arcar com os


alimentos de direito e necessários ao filho, mas caso não seja
diminuído, será preso e, aí sim, NÃO TERÁ MAIS COMO ARCAR
COM OS ALIMENTOS!!

Nesta esteia, requereu em 1ª instância pedido de Tutela Antecipada


para diminuição dos alimentos, os quais seriam arbitrados à
quantia de 1 (um) salário mínimo. Valor este dentro das
POSSIBILIDADES do Agravante e que atende às NECESSIDADES
do Agravado.

Entretanto, em que pese a urgência do pedido e a fumaça no bom


direito, data maxima venia, o pedido fora injustamente
INDEFERIDO pela MM. Juíza a quo.

II- A ANTECIPAÇÃO DA PRETENSÃO RECURSAL

O fumus boni juris está presente, visto que os fatos e a


documentação anexada à Inicial demonstram a alteração da sua
situação financeira do Agravante daquela à época da pactuação dos
alimentos em Juízo. Bem como, necessário mencionar, que o valor
de 1 (um) salário mínimo seria suficiente para suprir as
necessidades essenciais do Agravado, principalmente tendo em
vista a mãe do menor também trabalhar!

Já o periculum in mora pode ser observado pela ineficácia da


medida, em caso uma possível prisão civil do Autor, tanto na
ação de execução de alimentos em curso, quanto nas futuras ações
que poderão ser ajuizadas.

Por 2 (duas) vezes o Autor teve de pedir dinheiro


emprestado para saldar alimentos em atraso e não se ver
preso (documentos anexos à Exordial).
Dessa maneira, requer digne-se Vossa Excelência em antecipar,
liminarmente, a tutela pretendida, com fundamento no artigo 300,
do novo Código de Processo Civil, decretando-se a redução da
pensão alimentícia devida pelo Agravante ao menor, ora Agravado,
para o valor corresponde a 1 (um) salário mínimo nacional,
atualmente o valor de R$ 937,00 (novecentos e trinta e sete
reais).

Assim, necessária se faz a concessão liminar da tutela antecipada no


sentido de reduzir a pensão alimentícia devida pelo Agravante ao
Agravado, para o valor corresponde a 1 (um) salário mínimo
nacional, atualmente o valor de R$ 937,00 (novecentos e trinta
e sete reais), como autoriza o artigo 1.019, inciso I do Código de
Processo Civil de 2015.

III- DO DIREITO E RAZÕES DO PEDIDO DE REFORMA

O Agravante, em virtude da drástica diminuição dos seus


rendimentos, devidamente comprovado, bem como, considerando
que a diminuição da pensão não prejudicará as necessidades do
filho, está respaldado juridicamente quanto ao seu pedido e direito
na presente demanda, respeitando o ordenamento jurídico
brasileiro.

O Código Civil brasileiro, em seu artigo 1.699, autoriza ao


interessado ingressar com ação revisional de alimentos, quando
“sobrevier mudança na situação financeira de quem os supre, ou
na de quem os recebe”.

O artigo 15 da Lei nº 5.478/68, dispõe ainda que os alimentos


fixados ou homologados, não transita em julgado, e pode a qualquer
tempo ser revista para atender à verdadeira situação das partes.

Neste sentindo, o Egrégio Tribunal de Justiça mineiro:

AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALIMENTOS

PROVISÓRIOS. BINÔMIO NECESSIDADE/


POSSIBILIDADE. REDUÇÃO DO VALOR. Consoante
disposição do art. 1.694, § 1º, do Código Civil de 2002, os alimentos
devem ser fixados considerando o binômio necessidade e
possibilidade o que significa conceber, assim, a necessidade do
alimentado e a possibilidade do alimentante. A demonstração da
incapacidade de prover alimentos na forma provisoriamente
arbitrada autoriza a readequação da pensão fixada. Na fase
processual em que o feito se encontra é prudente reduzir a verba
alimentar até que seja realizada a dilação probatória nos autos para
se afirmar com mais propriedade qual o valor real devido ao
alimentado.[1]

AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO REVISIONAL DE


ALIMENTOS - ALTERAÇÃO DA SITUAÇÃO DO
ALIMENTANTE - COMPROVAÇÃO - DECISÃO
REFORMADA. 1. O art. 1.699 do Código Civil de 2002 dispõe
acerca da possibilidade de redução do valor dos alimentos quando
houver demonstração da mudança na situação financeira de quem
os supre.[2]

AGRAVO DE INSTRUMENTO - DIREITO DE FAMÍLIA -


REVISIONAL DE ALIMENTOS - REDUÇÃO DA
CAPACIDADE ECONÔMICA DO ALIMENTANTE -
EXONERAÇÃO DA FUNÇÃO DE CONFIANÇA - FILHAS
MENORES - PRESUNÇÃO DE NECESSIDADE - REVISÃO
CONCEDIDA EM MOLDES EQUÂNIMES - RECURSO
PARCIALMENTE PROVIDO.

- Na fixação da verba alimentar, há que se levar em consideração a


proporcionalidade entre as necessidades do alimentando e a
possibilidade do alimentante, nos termos dos artigos 1.694 e 1.695,
ambos do Código Civil.

- Em ação revisional de alimentos, devem ser aquilatados


os critérios estabelecidos no artigo 1.699, do Código Civil.
- Comprovada nos autos a redução da capacidade
financeira do alimentante, resta configurada a alteração
da variável "possibilidade", a ser considerada no
estabelecimento da verba alimentar. (...)[3] (destaques
nossos)
Por todo o exposto, estão presentes todos os fundamentos que
permitem a redução da pensão do Agravante ao Agravando, bem
como a concessão da antecipação pretendida.

IV- DOS PEDIDOS

1- Requer a Vossa Excelência, o conhecimento do presente recurso e


o deferimento liminar da tutela antecipada, como autoriza o art.
1.019, inciso I do Código de Processo Civil, no sentido de reduzir os
alimentos, do Agravante ao Agravado, dos atuais 240% do salário
mínimo para o valor correspondente a 1 (um) salário mínimo
nacional, atualmente o valor de R$ 937,00 (novecentos e trinta
e sete reais);

2- Requer seja o presente Agravo de Instrumento julgado


presencialmente, possibilitando, assim, a oportunidade de
sustentação oral;

3- Requer o conhecimento e o consequente provimento do presente


recurso para reformar a decisão atacada e determinar a
redução dos alimentos devidos do Agravante ao Agravado
para 1 (um) salário mínimo mensais.

Termos em que,

Pede e espera deferimento.


CIdade, 05 de setembro de 2017.

ADVOGADO

OAB/MG XXXXX

[1] AI 0777678-57.2016.8.13.0000 – TJMG - 8ª Cam. Cível – Rel.


Ângela de Lourdes Rodrigue – j. 13/07/17.

[2] AI 0958432-91.2016.8.13.0000 – TJMG - 2ª Cam. Cível – Rel.


Afrânio Vilela – j. 12/07/17.

[3] AI 0190922-05.2016.8.13.0000 – TJMG - 6ª Cam. Cível – Rel.


Corrêa Junior – j. 30/08/16.