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AULA 00- DEMONSTRATIVA

Sumário
CRIMINOLOGIA ....................................................................................................................... 5
METODOLOGIA DO CURSO ................................................................................................. 6
CRONOGRAMA DO CURSO .................................................................................................. 7
1. CONSIDERAÇÕES PREMILINARES ACERCA DA CRIMINOLOGIA. 8
1.1 O conceito de criminologia .................................................................................... 19
1.2 O objeto de estudo da criminologia................................................................... 23
1.2.1 O crime ................................................................................................................. 23
1.2.2 O Criminoso ........................................................................................................ 34
1.2.3 A vítima ................................................................................................................ 37
1.2.4 O controle social................................................................................................ 42
2. RESUMO .............................................................................................................................. 44
3. Exercícios de Sala de Aula ........................................................................................... 53

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Caro estudante, inicialmente gostaria de externar minha


felicidade em poder colaborar, na tão sonhada aprovação, em um
concurso público, seja ele qual for!

Estamos a um passo da realização de seu sonho! Agora falta


pouco, mas nem por isso vamos diminuir o ritmo de estudo, empenho
e concentração, ao contrário, é hora de reforçarmos o conhecimento
e nos prepararmos para essa nova etapa com mais afinco!

Este texto inicial tem por finalidade, demonstrar a você de


forma detalhada e didática como deve ser seu estudo no que tange
ao Estudo da criminologia, para os mais diversos concursos em nosso
país. Eu Prof. Fernando Marques vou lhe auxiliar com esse material
completo, passo a passo, por meio de nosso livro digital e de nossas
vídeo-aulas complementares, para trilhar e elucidar eventuais
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dúvidas, consolidando seu conhecimento e melhorando seu


desempenho durante a sua trajetória até a tão sonhada APROVAÇÃO!

Partindo dos estudos desenvolvidos ao longo dos últimos 10


anos, na preparação dos alunos para uma diversidade de concursos,
e após uma análise minuciosa das provas anteriores, abordaremos de
forma eficiente, a melhor técnica para que você otimize seu tempo de
estudo. Assim, estudaremos os pontos mais relevantes, apontando
para os conteúdos mais cobrados, dando orientações acerca da
resolução das questões.

Você deve estar se perguntando: Qual a importância da


criminologia para a minha aprovação, em um concurso
público?

Pergunta fácil, galera!

A criminologia está presente em uma diversidade de concursos


públicos de nosso país. Seja tal concurso de nível médio ou superior,
como demonstração deixo para vocês alguns cargos que em seus
concursos abordam questões de criminologia.

 PERITO CRIMINAL
 DEFENSOR PÚBLICO
 DELEGADO DE POLÍCIA
 ESCRIVÃO DE POLÍCIA
 TÉCNICO DE LABORATÓRIO
 PAPILOSCOPITA POLICIAL
 AGENTE DE POLÍCIA
 INVESTIGADOR DE POLÍCIA
 DESENHISTA TÉCNICO PERICIAL
 TÉCNICO JUDICIÁRIO
 PROMOTOR DE JUSTIÇA

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 ATENDENTE DE NECROTÉRIO POLICIAL


 MÉDICO LEGISTA
 AUXILIAR PERICIAL
 FOTÓGRAFO TÉCNICO PERICIAL
 AUXILIAR DE NECROPSIA
 PROCURADOR
 AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL
 DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL
 ANALISTA LEGISLATIVO
 AUXILIAR DE PAPILOSCOPATIA
 DESENHISTA TÉCNICO-PROFISSIONAL
 PROCURADOR DA REPÚBLICA

Galera, em alguns concursos a Criminologia se faz presente


com maior intensidade: Um exemplo é o Concurso para Delegado de
Polícia.

Como consta no Blog do Estratégia Concursos, o edital do


concurso da Polícia Civil de Sergipe para o cargo de Delegado de
Polícia foi publicado! Com organização da banca Cebraspe, o certame
oferecerá inicialmente 10 vagas para provimento imediato, além de
formar cadastro de reserva.

A remuneração inicial do cargo de Delegado de Polícia


Substituto, classe inicial da carreira, é de R$ 11 mil.

As inscrições poderão ser realizadas através do site do


Cebraspe entre os dias 19 de julho e 06 de agosto, no valor de R$
249,00.

Requisitos do cargo

Diploma de Curso Superior em Direito, devidamente registrado,


em instituição reconhecida pelo MEC.
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Remuneração

Abaixo você pode conferir a remuneração do cargo, que pode


chegar a R$ 25 mil no final da carreira.

Delegado de Polícia de Classe Especial: R$ 25.000,00

Delegado de Polícia de 1ª Classe: R$ 22.500,00

Delegado de Polícia de 2ª Classe: R$ 19.500,00

Delegado de Polícia de 3ª Classe: R$ 16.500,00

APRESENTAÇÃO E CRONOGRAMA
DE AULAS
CRIMINOLOGIA

Aproveito a oportunidade, antes de iniciarmos os nossos


trabalhos, para me apresentar a você:

Meu nome é Fernando Tadeu Marques, sou doutorando e


mestre pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, pós-
graduado pela Escola Paulista de Direito em Direito Público, e
também pela Faculdade Anchieta em Docência no Ensino Superior.
Sou bacharel em Direito pela Universidade Paulista. Leciono em
cursos de graduação em direito e na pós-graduação da Escola
Paulista de Direito (EPD) na disciplina Direito Penal Médico no curso
Direito Médico e Hospitalar. Sou membro avaliador de artigos
científicos na Universidade Central do Chile, na Universidade Federal
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de Santa Maria e do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais. Integro


como pesquisador na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) o
Grupo de Pesquisa Conflitos armados, massacres e genocídios na era
contemporânea. Desenvolvo ainda, a atividade de coordenador
adjunto no IBCCRIM. Mas, o que me move, é o fato de poder
contribuir com cada estudante, por meio do ensino e incentivo, para a
sua aprovação em concursos públicos e no Exame de ordem,
atividade que desenvolvo como professor há mais de 07 anos.

www.facebook.com/fernandotadeumarques

www.instagram.com/fernandotadeumarques/

Fórum de Dúvidas do Portal do Aluno

METODOLOGIA DO CURSO

Caro aluno, quando adquirir esse curso, terá a possibilidade


de estudar adotando a seguinte dinâmica:

 Terá acesso ao Curso Teórico: que é composto do Livro


Digital que está aula integra e acesso as Vídeo-Aulas. Neste
material você terá acesso as noções de criminologia de forma
que possa com tranquilidade identificar o que a banca pede.
 Acessar o Fórum de dúvidas: poderemos conversar acerca
do conteúdo do qual você não tenha entendido, ou queira
compreender de maneira mais detalhada.
 Ter acesso a uma diversidade de questões
comentadas.

“Professor Fernando Marques será seu parceiro nessa etapa”.


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Posso assegurar que neste curso o Estratégia tem um


compromisso com você levar o melhor conteúdo por meio dos livros
digitais e das aulas on line, e você pode conferir a qualidade
gratuitamente por meio desta aula DEMONSTRATIVA, a fim de que
você possa conhecer o material, e ver se ele atende às suas
expectativas.

VAMOS A LUTA, PESSOAL:

“Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de


não ter lutado!”

Rui Barbosa

CRONOGRAMA DO CURSO

AULA CONTEÚDO DATA


00 Aula Demonstrativa 20/07
01 1 Criminologia. 1.1 Conceito. 1.2 Métodos: empirismo 27/07
e interdisciplinaridade. 1.3 Objetos da criminologia:
delito, delinquente, vítima, controle social.
02 2 Funções da criminologia. 2.1 Criminologia e política 05/08
criminal. 2.2 Direito penal.
03 3 Modelos teóricos da criminologia. 3.1 Teorias 12/08
sociológicas.

04 3.2 Prevenção da infração penal no Estado 19/08


democrático de direito. 3.3 Prevenção primária. 3.4
Prevenção secundária. 3.5 Prevenção terciária. 3.6
Modelos de reação ao crime.

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05 Resumos e Mapas mentais 26/08


06 Simulado 30/08

Como vocês podem perceber as aulas são distribuídas


para que possamos tratar cada um dos assuntos com
tranquilidade, transmitindo segurança a vocês para um
excelente desempenho em prova.

Eventuais ajustes de cronograma poderão ser realizados


por questões didáticas e serão sempre informados com
antecedência.

VAMOS ESTUDAR TURMA!

1. CONSIDERAÇÕES PREMILINARES ACERCA DA


CRIMINOLOGIA

Antes de iniciarmos nossos estudos vamos analisar a evolução


história dos estudos criminológicos. Temos uma diversidade de
pensadores, todavia analisaremos os principais.

ANTIGUIDADE

O fato da criminologia ter ganhado terminologia apenas no


século XIX, não impede que desde a antiguidade grandes
pensadores opinassem e fornecessem diversos conceitos
sobre assuntos relacionados ao estudo criminológico, como os
delitos e as respectivas sanções.

Isocrátes (436-338 a. C)

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 Enfatizava para a problemática da ocultação do crime,


segundo o pensador ocultar o crime é tomar parte nele1.

Protágoras (485-415 a. C)

 Compreendia a pena como meio de evitar a prática de novas


infrações pelo exemplo que deveria dar a todos os membros
de um corpo social. O pensador estuda a pena, e a finalidade
desta (prevenção geral negativa). Importante sabermos
que o pensador entra na história da Penalogia como o
primeiro defensor da teoria da exemplaridade da
pena, ou seja, defendia a função preventiva da pena, e
não a vislumbrava como um simples castigo (fato
defendido pela teoria da expiação).

1
SOARES, Orlando. Criminologia. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1986. p. 61
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Sócrates (470-399 a. C)

 Destaca a importância da ressocialização na medida em que


pregava a necessidade de ensinar os delinquentes e não
reiterar a conduta delitiva. Estudo da pena e sua finalidade.
Não deixou qualquer escrito, o principal percursor de
seus ideais foi Platão.

Hipócrates (460-355)

 Grande crítico da concepção religiosa acerca das doenças


mentais. Hipócrates contribui de modo efetivo para a separação
da Medicina, da religião, da Filosofia e da magia2.

Platão (427-347 a. C)

 Sustentava que a ganância, a cobiça ou cupidez geram a


criminalidade. Estudo da etiologia do crime, análise das causas
da criminalidade.

Aristóteles (388-322 a. C)

 Considerado o fundador da corrente psicológica do crime,


seguia a mesma linha de pensamento de Platão.

IDADE MÉDIA

Século III e IV- Neste período vigora na Europa o sistema


feudalista, cuja ideologia religiosa predominante era o cristianismo.
Forte influência da igreja sobre o direito. Os doutores da Igreja e os
Escolásticos não se preocupavam com a problemática da
criminalidade.

2
SOARES, Orlando. Criminologia. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1986. p. 61
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Principais estudiosos da época- São Tomás de Aquino: elenca


que a pobreza é que dá causa a criminalidade.

Santo Agostinho (354-430)

 A pena deveria assumir um papel de defesa social, com a


finalidade de promover a ressocialização do delinquente,
evitando a reincidência. Para o monge, a pena de talião é a
justiça dos injustos, devendo ser a pena uma ameaça e um
exemplo, uma medida de defesa social e principalmente um
meio de contribuição para a regeneração do culpado3.

Durante a Idade Média a filosofia esteve ligada fortemente com a


Religião. Neste período as ciências ocultas tiveram grande influência
sobre as concepções criminológicas. Tais pseudociências, buscavam
entender a personalidade e o destino do homem.

 Quiromancia: Por meio do estudo das linhas e protuberâncias


das mãos acredita-se na possibilidade de desvendar o caráter
da pessoa. Essa arte teve início no oriente, tendo seus
primeiros indícios na Índia, China e Egito. Forte influência no
período medieval.

 Astrologia: O movimento dos astros é capaz de influenciar a


conduta delituosa humana.

 Demonologia: Preocupou-se com o estudo da natureza e


qualidade dos demônios, buscando estabelecer uma relação
entre corpo e alma humana. Estudava os loucos, sujeitos a
ataques de uma diversidade de ordens, e assimilava a loucura
dos indivíduos com uma possessão demoníaca, fato que
permite na época uma diversidade de atrocidades, como a
tortura.

3
SOARES, Orlando. Criminologia. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1986. p. 63
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 Fisiognomia: Estuda a aparência externa do indivíduo,


relacionado esta a existência íntima deste, averiguando suas
condições psicológicas, sua sinceridade ou hipocrisia. Na
atualidade a Fisiognomonia é estudada por monges,
acupunturistas, e por toda uma legião de leigos e profissionais
que reconhecem seu valor e importância como diagnóstico.
Além de permitir que o especialista conheça certas
particularidades do caráter da pessoa, a Fisiognomonia fornece
outras informações através dos traços faciais, relacionando-os à
sua saúde física, emocional e mental. A causa pura está na
sensibilidade do especialista perceber, no rosto do paciente, o
diagnóstico que se manifesta, quando os detalhes são
reforçados e as pequenas mudanças são tratadas como grandes
mudanças, e averiguadas as mazelas que não se manifestam
(pseudo-saúde) .

 Frenologia: Busca explicar a o caráter, características da


personalidade, e grau de criminalidade pela forma da cabeça
(lendo "caroços ou protuberâncias"). Sustenta que através do
estudo do crânio é possível identificar as qualidades e o caráter
do examinado, bem como, suas tendências criminosas.

RENASCIMENTO

O Renascimento consistiu em um movimento cultural que


marcou a fase de transição dos valores e das tradições medievais
para um mundo totalmente novo. É uma fase de renascimento
cultural, a volta das Letras, das Artes e dos estudos clássicos.

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No que tange ao pensamento criminológico, nesse período


destacam se alguns autores, em ênfase a Thomas Morus (1478-
1535).

 Thomas Morus:

 Por meio de sua obra intitulada Utopia, o autor aborda o


problema da criminalidade que se fazia presente intensamente
na Inglaterra. A lei inglesa era dotada de severidade, e tinha
por penal principal a pena de morte, onde se punia
indistintamente o ladrão, o vagabundo e o assassino.

 Morus defendia que a desigualdade entre os povos oportuniza


maiores índices de criminalidade.

 “O delito é produzido por fatores econômicos e pela guerra, ou


seja, a onde de criminalidade que deixa a situação de pós-
guerra; o delito resulta também da ociosidade, do ambiente
social e dos horrores da má educação. Portanto, não há apenas
o fator criminógeno de natureza econômica, mas vários
outros4.”

Outros dois nomes de importância da época foi de Erasmo de


Roterdam e Martinho Lutero. O primeiro autor defendeu que, o
problema do crime se relaciona com a pobreza, ou seja, esta leva
ao crime. Já Martinho Lutero fez uma distinção entre a
criminalidade urbana e a criminalidade rural.

4
SOARES, Orlando. Criminologia. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1986. p.66
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ILUMINISMO

O Iluminismo deita suas raízes na liberdade de expressão,


consistiu em um grande movimento cultural filosófico datado nos fins
do século XVII na Europa. Neste período, diversas são as
contribuições dadas por grandes pensadores, para a criminologia.
Podemos destacar o pensamento de Beccaria, Jeremy Bentham,
Montesquieu, Rousseau, Charles Darwin dentre outros.

Beccaria

 Defendia que a maior parte das leis penais privilegiavam um


pequeno número de senhores em detrimento do tributo imposto
à massa da nação;

 Os benefícios da sociedade deveriam ser distribuídos de modo


uniforme entre os seus membros, pois grande parcela da nação
(multidão) está submetida a miséria e fraqueza, em face do
privilégio, felicidade e poder destinado a uma pequena parcela
da sociedade.

 A prevenção do crime ocorre quando as leis são claras e


quando tais não favorecem determinada classe da sociedade. A
lei deve proteger todos os seus membros e a liberdade deve
andar acompanhada da luz, difundindo-se a cultura;

 É mais benéfico prevenir o crime do que castiga-lo. Em relação


à lei o autor defende que a boa legislação é aquela que garante
aos homens o maior bem estar possível, não havendo
necessidade de clemência e perdão, se as penas forem
moderadas e estabelecidas com a finalidade de permitir um
julgamento pronto e regular.

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 A pena de morte não se funda em qualquer direito. Tal método


de punição não é somente ineficaz, mas também prejudicial ao
corpo social. Beccaria defende que tal ineficácia e prejuízo é
provada por meio da repulsa que provoca o verdugo, na
indignação e no desprezo que inspira a simples vista dos
ministros das crueldades das Justiças.

 As penas devem ser moderadas e adequadas ao mal social


causado pelo crime. Assim, a pena não deve recair sobre o
inocente, que comete o delito em face de sua necessidade e
desespero. A pena deve ainda, ser aplicada ao plebeu e
também ao nobre.

John Howard (1726-1790)

 Se preocupou com os problemas do sistema penitenciário. Foi


quem inspirou uma corrente penitenciarista preocupada em
construir estabelecimentos apropriados para o cumprimento da
pena privativa de liberdade. Suas ideias tiveram uma
importância extraordinária, considerando-se o conceito
predominantemente vindicativo e retributivo que se tinha, em
seu tempo sobre a pena e seu fundamento.

 Howard teve especial importância no longo processo de


humanização e racionalização das penas

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Jeremy Betham (1748-1832)

 Defendeu suas ideias sobre o famoso “Panótico”, foi o primeiro


a apontar para a importância da arquitetura penitenciária,
exercendo sobre essa uma inegável influência. Embora ele
desse muita importância à prevenção especial, considerava que
esta finalidade devia situar-se em segundo plano, com o
objetivo de cumprir o propósito exemplificante da pena5.

Montesquieu (1689-1755)

 Há quatro tipos de crimes segundo tal pensador, sendo eles


aqueles que ofendem a religião, os costumes, a tranquilidade e
a segurança dos cidadãos.

Voltaire (1694-1778)

 Também lutou pela reforma do sistema carcerário e pela


limitação da pena de morte, defendendo que tal método de
punição é inútil. A pena deve ser útil, não se deve pensar em
qual pena é mais branda.

Rousseau (1712-1778)

 Também criticou a pena de morte. Segundo o autor a


propriedade privada é a fonte de toda problemática social.

Somente no século XIX que a criminologia passa por uma


sistematização científica

5
BITENCOURT, Cesar. Roberto. Tratado de direito penal: parte geral. 22. ed. São
Paulo: Saraiva, 2016. p. 86.
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PERÍODO DA ANTROPOLOGIA CRIMINAL

Este período é marcado pelo embate do livro arbítrio e do


determinismo biológico no que tange as relações delituosas. O livre
arbítrio é defendido pela Escola Clássica e refutado pela Escola
Positivista.

A antropologia criminal é marcada pela contribuição das obras


de Lombroso, Garofalo e Ferri. (Veremos na Escola Positivista
detalhadamente a contribuição de cada autor).

PERÍODO DA SOCIOLOGIA CRIMINAL

Neste período refuta-se as concepções de Lombroso. Valora-se


aqui mais os fatores exógenos do que endógenos. Várias são as
teorias que fizeram parte desse período. Tais podem ser classificadas
em três grandes grupos.

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Galera atenção!!! O último concurso de


Delegado da Polícia Federal trouxe uma questão de bastante
complexidade! Vejamos:
O surgimento das teorias sociológicas em criminologia marca o
fim da pesquisa etiológica, própria da escola ou do modelo
positivista?
Há um equívoco no enunciado da questão. O surgimento das teorias
sociológicas não marca o fim das pesquisas etiológicas. Somente com o
surgimento da criminologia crítica ou neo-criminologia, que se tem um
declínio do estudo etiológico do crime, este passa a ser compreendido
como criação da própria organização social e não mais como um ente
preexistente, fato que foi defendido até então pela Escola Positivista.
As teorias antropossociais que como vimos fazem parte das teorias e
período sociológico, de certa forma relacionaram os princípios de
Lombroso com os sociais.

PERÍODO DA POLÍTICA CRIMINAL OU FASE ECLÉTICA

Criação das Escolas Criminológicas que deram trégua ao embate


entre as teorias francesas e italianas, em face das teorias
lombrosianas6 : Terza Scuola, Escola Espiritualista e Escola de Política
Criminal.

6
SOARES, Orlando. Criminologia. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1986. p. 76
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1.1 O conceito de criminologia


Inicialmente é essencial diferenciarmos três conceitos! O que é
Direito Penal, Criminologia e Política Criminal!

Galera, devemos ter em mente a


distinção desses conceitos:

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Direito Penal: Analisa os fatos humanos indesejados, define


quais devem ser rotulados como crime ou contravenções anunciando
as respectivas penas. Ocupa-se do crime enquanto norma. Ocupa-se
do crime enquanto norma. O CRIME é considerado como o fato típico,
antijurídico e culpável. Aplicando-se pena aos imputáveis e medida de
segurança aos inimputáveis.

Exemplo: define como crime lesão no ambiente doméstico e


familiar.

Criminologia: Ciência empírica que estuda o crime, o


criminoso, a vítima e o comportamento da sociedade. Ocupa-se do
crime enquanto fato. Ocupa-se do crime enquanto fato. É um
conjunto de conhecimentos que objetiva a ressocialização do
delinquente, por meio de um estudo que busca compreender o
fenômeno da criminalidade, as causas, a personalidade do agente e
sua conduta delituosa.

Exemplo: quais fatores contribuem para a incidência de


determinada pessoa na criminalidade. Fatores externos, endógenos

Politica Criminal: Trabalha as estratégias e meios de controle


social da criminalidade. Ocupa-se do crime enquanto valor.

Exemplo: Determinada prefeitura analisando a frequência de


furtos em uma rua escura, toma a iniciativa de iluminar o local, a fim
de diminuir a incidência de crimes.

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O conceito de criminologia:

Não se sabe ao certo a origem da palavra criminologia, uma vez


que alguns atribuem a Raffaele Garofalo (Itália, 1851-1934), e outros
defendem a tese de que tal vocábulo já tinha sido utilizado na França
por Topinard desde 1830. O que se tem por exato é que:

A criminologia é um conjunto de conhecimentos que


objetiva a ressocialização do delinquente, por meio de um
estudo que busca compreender o fenômeno da criminalidade,
as causas, a personalidade do agente e sua conduta delituosa.

Para acrescer nosso conhecimento, vejamos alguns


conceitos fornecidos por grandes juristas:

ORLANDO SOARES: “Criminologia é uma ciência penal que


tem por objeto o estudo do crime, do delinqüente, da pena e da
vítima, do ponto de vista causal-explicativo e com fins essenciais
preventivos, no sentido de estabelecimento de estratégias ou
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modelos operacionais, para o combate da criminalidade e


conseqüente redução dos índices desta.”

GARCIA-PABLOS DE MOLINA: “Criminologia é a ciência


empírica e interdisciplinar, que se ocupa do estudo do crime, da
pessoa do infrator, da vítima e do controle social do comportamento
delitivo, e que trata de subministrar uma informação válida,
contrastada, sobre a gênese, dinâmica e variáveis principais do crime
– contemplando este como problema individual e como problema
social – assim como sobre os programas de prevenção eficaz do
mesmo e técnicas de intervenção positiva do delinquente 7.”

Em suma, a criminologia se preocupa


com o estudo do CRIME e do CRIMINOSO, e também das
interações sociais, psíquicas, biológicas, comportamentais e
ambientais como fatores da criminogênese. Preocupa-se também
com a VÍTIMA e com o CONTROLE SOCIAL da criminalidade.
Sendo uma ciência empírica e interdisciplinar.

7
MOLINA, Antonio García-Pablos de. Criminologia: Uma introdução a seus
fundamentos teóricos. Trad. Luiz Flávio Gomes. São Paulo: Revista dos Tribunais,
1992. P.20
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1.2 O objeto de estudo da criminologia

OBJETO DE ESTUDO
DA CRIMINOLOGIA

AUTOR DO
CRIME VÍTIMA CONTROLE SOCIAL
CRIME/CRIMINOSO

A criminologia moderna tem por objeto de estudo o crime


(delito), suas circunstâncias, o autor do delito (delinquente) , a
vítima deste, e consequentemente o controle social.

1.2.1 O crime
O CRIME quando estudado na criminologia ganha um
panorama diferente de observação, uma vez que nesta enfatiza-se
para o crime como um problema social e comunitário. Aborda-se
neste sentido uma diversidade de elementos para entender o
fenômeno social, como o aumento populacional.

A criminologia deve contemplar o delito não só como um


comportamento individual, senão, sobretudo como problema social e
comunitário. Dizemos que o crime é um problema social, pois afeta
toda a sociedade, não só os órgãos e instâncias oficiais do sistema
legal. Também é um problema comunitário, pois nasce da
comunidade, e o delinquente é um sujeito ativo desta8.

8
MOLINA, Antonio García-Pablos de. Criminologia: Uma introdução a seus
fundamentos teóricos. Trad. Flávio Gomes. Revista dos Tribunais, 1992. p. 37
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Na criminologia moderna, busca-se entender a dinâmica do


crime, de modo que, objetiva-se intervir neste processo, a fim de
fazer com que o agente desista de praticar o crime. No direito penal,
a atenção volta-se ao agente, somente após a consumação do delito9.

Lembrem-se: no Direito Penal, o crime é entendido como o


fato típico, antijurídico e culpável. Este é o conceito analítico,
predominante em todo o Direito Penal.

No que se refere ao crime, uma das principais


preocupações da criminologia moderna é a prevenção deste.

A Moderna Criminologia, nas


palavras de Pablos de Molina, “ tem uma ideia mais complexa do
delito. Atribui um papel ativo e dinâmico aos protagonistas do delito
(delinqüente, vítima e comunidade). Vários fatores convergem e
interagem no “cenário criminal”10.

9
CALHAU, Lélio Braga. Resumo de Criminologia. 3 ed. Niterói, RJ: Impetus, 2008.
p. 35.
10
MOLINA, Antonio García-Pablos de. Criminologia: Uma introdução a seus
fundamentos teóricos. Trad. Luiz Flávio Gomes. São Paulo: Revista dos Tribunais,
1992. P. 251
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Seus objetivos são: ressocializar o delinqüente, reparar o dano


e prevenir o crime.

Elencam-se três tipos de prevenções: “primária”, “secundária” e


“terciária”, onde a distinção de tais se baseia:

a) na maior ou menor relevância etiológica dos respectivos


programas;

b) nos destinatários aos quais se dirigem;

c) nos instrumentos e mecanismos que utilizam; e

d) nos seus âmbitos e fins perseguidos.

Dos tipos Da maior Destinatários Instrumentos e Âmbito


de ou menor mecanismos e fins
prevenção relevância perseguidos
etiológica
dos
programas
Prevenção Operam a Todos os Opera na base
Primária longo e cidadãos Dota os cidadãos do problema
médio de capacidade criminógeno.
prazo social para Procura
superar de forma resolver as
produtiva situações
eventuais carenciais
conflitos. criminógenas.
Atua na área
da educação,
emprego,
saúde e

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moradia.
Prevenção Opera a Os grupos e Se manifesta Atua quando e
Secundária curto e subgrupos da através de onde se
médio sociedade que programas de manifesta ou
prazos. ostentam prevenção se exterioriza
maior risco de policial, de o conflito
padecer ou controle dos criminal
protagonizar o meios de
problema comunicação, de
criminal ordenação
urbana e
utilização do
desenho
arquitetônico
como
instrumento de
auto-proteção,
desenvolvidos
em bairros de
classes menos
favorecidas.
Prevenção Opera de O condenado Se manifesta por Operam no
Terciária modo preso. meio dos âmbito
tardio. programas penitenciário11.
ressocializadores.

11
Vide todas as formas de prevenção em: MOLINA, Antonio García-Pablos de.
Criminologia: Uma introdução a seus fundamentos teóricos. Trad. Luiz Flávio
Gomes. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1992. P.253
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Galera, Criminalização primária e


prevenção primária são termos distintos na terminologia da
criminologia. A CESPE já trouxe esse conteúdo em uma de
suas questões.
Criminalização primária e prevenção primária são termos distintos
que não se confundem na terminologia criminológica. A
criminalização primária, é realizada pelos legisladores, é o ato e o
efeito de sancionar uma lei. O legislador cria um rol de crimes,
estabelecendo as determinadas condutas criminosas. Já a prevenção
primária, não tem por finalidade a punição ou a criação de novos
tipos penais, esta almeja a prevenção do crime por meio de
programas que operam a longo e médio prazo. A prevenção primária
opera na base do problema criminógeno. Procura resolver as
situações carenciais criminógenas. Atua na área da educação,
emprego, saúde e moradia. Dota os cidadãos de capacidade social
para superar de forma produtiva eventuais conflitos.

Conteúdo de extrema importância, cobrado reiteradas


vezes em vários Concursos Públicos:

Ano: 2017 Banca: CESPE Órgão: PC-GO- Delegado de Polícia

Considerando que, para a criminologia, o delito é um grave


problema social, que deve ser enfrentado por meio de medidas

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preventivas, assinale a opção correta acerca da prevenção do


delito sob o aspecto criminológico.

a) A transferência da administração das escolas públicas para


organizações sociais sem fins lucrativos, com a finalidade de
melhorar o ensino público do Estado, é uma das formas de
prevenção terciária do delito.

b) O aumento do desemprego no Brasil incrementa o risco das


atividades delitivas, uma vez que o trabalho, como prevenção
secundária do crime, é um elemento dissuasório, que opera no
processo motivacional do infrator.

c) A prevenção primária do delito é a menos eficaz no combate


à criminalidade, uma vez que opera, etiologicamente, sobre
pessoas determinadas por meio de medidas dissuasórias e a
curto prazo, dispensando prestações sociais.

d) Em caso de a Força Nacional de Segurança Pública apoiar e


supervisionar as atividades policiais de investigação de
determinado estado, devido ao grande número de homicídios
não solucionados na capital do referido estado, essa iniciativa
consistirá diretamente na prevenção terciária do delito.

e) A prevenção terciária do crime consiste no conjunto de


ações reabilitadoras e dissuasórias atuantes sobre o apenado
encarcerado, na tentativa de se evitar a reincidência.

COMENTÁRIOS: Vamos analisar alternativa por alternativa:

Alternativa A. Item errado. A prevenção terciária opera por meio


de seus programas de modo tardio. Seu âmbito de atuação se
delimita ao âmbito prisional e sua principal função é evitar que o
condenado delinque novamente, seus programas são voltados a

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ressocialização do preso. A melhora no ensino público, ou seja, a


atuação na educação, estaria ligado a prevenção primária.

Alternativa B. Item errado. O trabalho é uma forma de prevenção


primária do crime, e não secundária. A prevenção secundária consiste
em programas de curto e médio prazo, atuando nos grupos e
subgrupos da sociedade que ostentam maior risco de padecer ou
protagonizar o problema criminal.

Alternativa C. Item errado. Alternativa totalmente equivocada, a


prevenção primária consiste em programas de médio e longo prazo,
atuando na base do problema criminógeno. Procura resolver as
situações carenciais criminógenas. Se destinando a todas pessoas, e
fornecendo educação, emprego, saúde e moradia.

Alternativa D. Item errado. Não se trata da prevenção terciária.


Como vimos tal prevenção se destina ao encarcerado/apenado,
objetivando sua ressocialização.

Alternativa E. Item certo. A prevenção terciária do crime consiste


no conjunto de ações reabilitadoras e dissuasórias atuantes sobre o
apenado encarcerado, na tentativa de se evitar a reincidência. Os
programas de prevenção se destinam ao encarcerado, objetivando a
sua ressocialização, e consequentemente evitando sua reincidência
na criminalidade.

DESSE MODO, A ALTERNATIVA CORRETA é a letra E.

Ano: 2014 Banca: VUNESP Órgão: PC-SP- Delegado de Polícia

A prevenção criminal que está voltada à segurança e


qualidade de vida, atuando na área da educação, emprego,
saúde e moradia, conhecida universalmente como direitos

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sociais e que se manifesta a médio e longo prazos, é chamada


pela Criminologia de prevenção

a) primária.

b) individual.

c) secundária.

d) estrutural.

e) terciária.

COMENTÁRIOS: A única alternativa que condiz com o enunciado da


questão, é a alternativa “a”. A prevenção primária, está voltada à
segurança e qualidade de vida, atuando na área da educação,
emprego, saúde e moradia, conhecida universalmente como direitos
sociais e que se manifesta a médio e longo prazos, é chamada pela
Criminologia de prevenção. As ações da prevenção primária opera a
longo e médio prazo, se destinado a todos os cidadãos. Opera na
base do problema criminógeno. Procura resolver as situações
carenciais criminógenas. Atuando na área da educação, emprego,
saúde e moradia.

DESSE MODO, A ALTERNATIVA CORRETA é a letra A

Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: PC-PE- Delegado de Polícia.

A criminologia reconhece que não basta reprimir o crime,


deve-se atuar de forma imperiosa na prevenção dos fatores
criminais. Considerando essa informação, assinale a opção
correta acerca de prevenção de infração penal.

A) Para a moderna criminologia, a alteração do cenário do


crime não previne o delito: a falta das estruturas físicas
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sociais não obstaculiza a execução do plano criminal do


delinquente.

B) A prevenção terciária do crime implica na implementação


efetiva de medidas que evitam o delito, com a instalação, por
exemplo, de programas de policiamento ostensivo em locais
de maior concentração de criminalidade.

C) No estado democrático de direito, a prevenção secundária


do delito atua diretamente na sociedade, de maneira difusa, a
fim de implementar a qualidade dos direitos sociais, que são
considerados pela criminologia fatores de desenvolvimento
sadio da sociedade que mitiga a criminalidade.

D) Trabalho, saúde, lazer, educação, saneamento básico e


iluminação pública, quando oferecidos à sociedade de maneira
satisfatória, são considerados forma de prevenção primária do
delito, capaz de abrandar os fenômenos criminais.

E) A doutrina da criminologia moderna reconhece a eficiência


da prevenção primária do delito, uma vez que ela atua
diretamente na pessoa do recluso, buscando evitar a
reincidência penal e promover meios de ressocialização do
apenado.

COMENTÁRIOS: Vamos analisar, alternativa por alternativa:

Alternativa A: Item errado. Ao contrário a criminologia moderna,


reconhece a eficiência da prevenção primária que consiste no
fornecimento de estruturas físicas sociais, como educação, moradia,
saúde, emprego, dentre outras, capazes de prevenir a criminalidade.

Alternativa B: Item errado. Na verdade a implementação efetiva


de medidas que evitam o delito, com a instalação, por exemplo, de

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programas de policiamento ostensivo em locais de maior


concentração de criminalidade, consiste nas ações da prevenção
secundária e não terciária.

Alternativa C: Item errado. A alternativa remete as ações da


prevenção primária e não secundária. A prevenção secundária atua
quando e onde se manifesta ou se exterioriza o conflito criminal.

Alternativa D: Item certo. A prevenção primária consiste no


fornecimento e prestação de direitos sociais, que são capazes de
prevenir o crime. Desse modo, trabalho, saúde, lazer, educação,
saneamento básico e iluminação pública, quando oferecidos à
sociedade de maneira satisfatória, são considerados forma de
prevenção primária do delito, capaz de abrandar os fenômenos
criminais.

Alternativa E: Item errado. Embora a doutrina da criminologia


reconheça a eficiência da prevenção primária do delito, tal prevenção
Opera na base do problema criminógeno, se destinado a todos os
indivíduos. É a prevenção terciária que atua diretamente na pessoa
do recluso buscando evitar a reincidência penal e promover meios de
ressocialização do apenado.

DESSE MODO, A ALTERNATIVA CORRETA é a letra D.

GALERA NA ÚLTIMA PROVA DE


DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL, ESSE CONTEÚDO FOI
AMPLAMENTE COBRADO.

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CESPE- 2013- UnB- MJ/DPF/2013- DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL

Ações como controle dos meios de comunicação e ordenação


urbana, orientadas a determinados grupos ou sub grupos
sociais, estão inseridas no âmbito da chamada prevenção
secundária do delito.

( ) Certo ( ) Errado

COMENTÁRIOS: As ações ou programas da prevenção secundária


operam a curto e médio prazos. Tais ações se destinam aos grupos e
subgrupos da sociedade que ostentam maior risco de padecer ou
protagonizar o problema criminal. A prevenção secundária se
manifesta através de programas de prevenção policial, de controle
dos meios de comunicação, de ordenação urbana e utilização do
desenho arquitetônico como instrumento de auto-proteção,
desenvolvidos em bairros de classes menos favorecidas. Atuando
quando e onde se manifesta ou se exterioriza o conflito criminal.

Portanto, a alternativa está correta.

CESPE- 2013- UnB- MJ/DPF/2013- DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL

As modalidades preventivas nas quais se inserem os


programas de policiamento orientado à solução de
problemas e de policiamento comunitário, assim como outros
programas de aproximação entre polícia e comunidade, podem
ser incluídas na categoria de prevenção primária.

( ) Certo ( ) Errado

COMENTÁRIOS: A prevenção primária consiste em programas de


médio e longo prazo, atuando na base do problema criminógeno.
Procura resolver as situações carenciais criminógenas. Se destinando
a todas pessoas, e fornecendo educação, emprego, saúde e moradia.
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A prevenção descrita no enunciado está voltada mais para a


prevenção secundária.

Portanto, a alternativa está errada.

1.2.2 O Criminoso
O AUTOR do delito é intitulado como criminoso, no Direito
Penal é o agente que incide no comando proibitivo da norma, não se
submetendo ao imperativo desta, é aquele que atinge o verbo nuclear
do tipo, agindo em descompasso com o ordenamento jurídico . A
criminologia estuda o criminoso, pautada na realidade em que este se
encontra, questionando o porquê da não submissão deste a lei. O
meio em que o agente se encontra é capaz de influenciar este a
cometer a ação delitiva?

Importante sabermos acerca do


delinquente as 04 concepções que buscam explicar a relação
entre o delinquente e o crime.

 Concepção Clássica: Nesta concepção, o indivíduo criminoso é


visto como um pecador que optou pelo mal, embora devesse
respeitar a lei. Importante sabermos que aqui, não se faz uma
distinção entre o homem delinquente e não delinquente, o
homem é livre, sendo todos iguais.
 Concepção Positivista: Diferentemente aqui, o homem não
tem liberdade e escolha, o homem não tem controle de seus
atos. Na concepção positivista criminológica, o homem

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criminoso é prisioneiro de sua própria patologia, sendo escravo


de sua carga hereditária, um animal selvagem e perigoso12.
 Concepção Correcionalista: Com uma concepção mais
piedosa do criminoso, a escola correcionalista vislumbra o
infrator como um ser inferior que carece de capacidade, sendo
incapaz de conduzir seus atos. o Estado deve intervir nessa
situação dando tutela ao indivíduo.
 Concepção Marxista: O marxismo por sua vez vislumbra o
criminoso como uma vítima do sistema econômico. A culpa aqui
recai sobre a sociedade.

Devemos ter em mente que ao longo dos tempos, a


concepção que se tinha do criminoso, foi se modificando:

A concepção de
criminoso ao
longo dos tempos

Perspectiva Perspectiva Perspectiva Perspectiva


clássica Positivista correlacionista Marxista

Grande O Estado deve


contribuição de dirigir a vida do
Lombroso. criminoso, uma
O criminoso devia Inexisência do livre vez que tal não é
respeitar as leis, O criminoso na
arbítrio. O capaz de conduzir verdade é vítima
embora fosse um criminoso sua vida
pecador que optou das estruturas de
incindiria na livremente. É um poder
pelo mal criminalidade, em ser deficiente, que
face de suas carece de
características capacidade
biológicas mental.

12
MOLINA, Antonio García-Pablos de. Criminologia: Uma introdução a seus
fundamentos teóricos. Trad. Luiz Flávio Gomes. São Paulo: Revista dos Tribunais,
1992. P. 39
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GALERA OBSERVEM A IMPORTÂNCIA DE ESTUDARMOS TAIS


PERSPECTIVAS/CONCEPÇÕES. Esse assunto já foi abordado no
Concurso para Delegado de Polícia, recentemente:

Aplicada em: 2016 Banca: CESPE Órgão: PC-PE Prova: Delegado de


Polícia

Os objetos de investigação da criminologia incluem o delito, o


infrator, a vítima e o controle social. Acerca do delito e do
delinquente, assinale a opção correta.

A) Para a criminologia positivista, infrator é mera vítima


inocente do sistema econômico; culpável é a sociedade
capitalista.

B) Para o marxismo, delinquente é o indivíduo pecador que


optou pelo mal, embora pudesse escolher pela observância e
pelo respeito à lei.

C) Para os correcionalistas, criminoso é um ser inferior,


incapaz de dirigir livremente os seus atos: ele necessita ser
compreendido e direcionado, por meio de medidas educativas.

D) Para a criminologia clássica, criminoso é um ser atávico,


escravo de sua carga hereditária, nascido criminoso e
prisioneiro de sua própria patologia.

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E) A criminologia e o direito penal utilizam os mesmos


elementos para conceituar crime: ação típica, ilícita e culpável.

COMENTÁRIOS: Analisaremos essa questão, alternativa por


alternativa:

Alternativa A- Item errado. A discussão acerca de o infrator ser


vítima do modelo econômico pertence a concepção marxista. A
criminologia positivista se baseia no determinismo biológico, o ato de
delinquir é um fenômeno patológico.

Alternativa B- Item errado. O marxismo defende a tese que o


infrator é mera vítima inocente do sistema econômico; culpável é a
sociedade capitalista. O criminoso na verdade é vítima das estruturas
de poder. Essa concepção de pecado atrelado ao crime e ao infrator é
uma concepção clássica.

Alternativa C- Item correto. Para os correcionalistas O Estado


deve dirigir a vida do criminoso, uma vez que tal não é capaz de
conduzir sua vida livremente. É um ser deficiente, que carece de
capacidade mental.

Alternativa D. Item errado. Tal pensamento elucidado na


alternativa pertence a criminologia positivista.

Alternativa E. Item errado. A criminologia não se delimita ao


conceito analítico de crime, ela vai além, buscando entender o
fenômeno da criminalidade, as causas e concausas, se utilizando dos
mais diversos meios.

1.2.3 A vítima

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A VÍTIMA no estudo das ciências criminais por muito tempo foi


considerada insignificante para a ocorrência do crime, ou seja, o
estudo se delimitava ao autor do crime. Todavia a criminologia/
vitimologia permite o estudo da influência da vítima para a ocorrência
do delito.

A vitimologia tem como escopo estudar a vítima, seu


comportamento, sua participação no delito sofrido, suas tipologias,
bem como a possível reparação de danos por elas sofridos.

Galera, como disse o estudo da vítima, tem ganhado


notoriedade para a criminologia, tanto que, a doutrina tem estudado
os processos de vitimização, apresentando tais processos em 03
dimensões, considerando os danos que a vítima sofre em face da
criminalidade e da repressão estatal, danos estes, que podem ser
psicológicos, físicos, econômicos dentre outros:

 Vitimização primária: Consiste no dano à vitima


decorrente do próprio crime, podendo tal dano ser
psicológico (susto, medo), físico (caso a vítima seja
agredida, exemplo em um crime de estupro), material
(pela lesão ou perda do bem). É o primeiro efeito que o
crime traz a vítima, o prejuízo decorrente da conduta
delituosa.
 Vitimização secundária: Consiste no prejuízo da
intervenção estatal, dado seu descaso com a vítima.
Desse modo, a vítima sofre o descaso do aparelho estatal,
logo na fase inicial da persecução penal (fase
investigativa), sendo tratada com desconfiança. Atrelada
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a esta vitimização, está o que conhecemos de cifra negra,


que consiste em um conjunto de crimes que não chegam
ao conhecimento do Estado, ou quando chegam, não
recebem a tutela adequada13.
 Vitimização terciária: Consiste no preconceito da
sociedade em face da vítima, o próprio grupo social por
vezes incentiva a vítima a calar-se diante do crime.
Majoritariamente esse processo de vitimização se faz
presente nos crimes sexuais, que ofendem a dignidade da
vítima.

Galera, esse assunto já foi cobrado em alguns concursos


públicos, de alta concorrência:

Ano: 2012 Banca: FCC Órgão: DPE-PR- DEFENSOR PÚBLICO

Considere os acontecimentos abaixo.

I. No dia 16 de outubro, após um dia exaustivo de trabalho,


quando chegava em sua casa, às 23:00 horas, em um bairro
afastado da cidade, Maria foi estuprada. Naquela mesma data,
fora acionada a polícia, quando então foi lavrado boletim de
ocorrência e tomadas as providências médico-legais, que
constatou as lesões sofridas.

13
CALHAU, Lélio Braga. Resumo de Criminologia. 3 ed. Rio de Janeiro: Impetus,
2008. P. 41.
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II. Após o fato, Maria passou a perceber que seus vizinhos,


que já sabiam do ocorrido, a olhavam de forma sarcástica,
como se ela tivesse dado causa ao fato e até tomou
conhecimento de comentários maldosos, tais como: “também
com as roupas que usa (...)”, “também como anda, rebolando
para cima e para baixo” e etc., o que a deixou profundamente
magoada, humilhada e indignada.

III. Em novembro, fora à Delegacia de Polícia prestar


informações, quando relatou o ocorrido, relembrando todo o
drama vivido. Em dezembro fora ao fórum da Comarca, onde
mais uma vez, Maria foi questionada sobre os fatos, revivendo
mais uma vez o trauma do ocorrido.

Os acontecimentos I, II e III relatam, respectivamente


processos de vitimização:

a) primária, secundária e terciária.

b) primária, terciária e secundária.

c) secundária, primária e terciária.

d) terciária, primária e secundária.

e) secundária, terciária e primária.

COMENTÁRIOS: O primeiro acontecimento narra, a primeira


consequência do crime para a vítima, o prejuízo por ela sofrido, no
caso lesões corporais, trata-se da vitimização primária. O segundo
acontecimento consiste na vitimização terciária, dado o preconceito
da sociedade em face de Maria, os vizinhos a olhavam de forma
sarcástica, como se ela tivesse dado causa para a ocorrência do
delito. O terceiro acontecimento, retrata a vitimização secundária,
que consiste no prejuízo da intervenção estatal, dado seu descaso
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com a vítima, Maria, sofre o descaso do aparelho estatal, logo na fase


inicial da persecução penal (fase investigativa), sendo tratada com
desconfiança.

DESSE MODO, a ALTERNATIVA CORRETA é a letra B

Ano: 2017 Banca: FAPE MS Órgão: PC-MS- Delegado de Polícia

Dentro da criminologia, tem-se a vertente da vitimologia, que


estuda de forma ampla os aspectos da vítima na
criminalidade, e é dividida em primária, segundária e terciária.
Da análise dessa divisão, pode-se afirmar que a vitimização
terciária ocorre, quando

a) a vítima tem três ou mais antecedentes.

b) a vítima é parente em terceiro grau do ofensor.

c) um terceiro participa da ação criminosa.

d) a vítima é abandonada pelo estado e estigmatizada pela


sociedade.

e) duas ou mais pessoas cometem o crime.

COMENTÁRIOS: A única alternativa que apresenta a ocorrência da


vitimização terciária é a letra D, uma vez que tal vitimização Consiste
no preconceito da sociedade em face da vítima, o próprio grupo social
por vezes incentiva a vítima a calar-se diante do crime. Não importa
para o estudo da vitimização o grau de parentesco com o agressor, o
número de pessoas que praticam a conduta criminosa, ou se a vítima
possui antecedentes criminais.

DESSE MODO, a ALTERNATIVA CORRETA é a letra D.

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Dando continuidade...Na lição de (ALVES, 1993) torna-se


possível vislumbrar uma diversidade de tipo de vítimas, segue
alguns:

 Vítimas natas; são aquelas que já nascem para ser


vítimas, tudo fazendo consciente ou inconscientemente
para produzir o crime, como se fossem tipos humanos
vitimológicos predestinados ou tendentes a ser tornarem
vítimas causadoras dos delitos de que elas próprias se
tornam vítimas. (o agente vulnerável que se encontra
em situação de extrema pobreza, escasso de
recursos para a sua sobrevivência, sem nenhum
tipo de educação, formação familiar).
 Vítimas potenciais; os de personalidades insuportáveis,
criadoras de casos e que levam ao desespero aqueles
com quem convivem. (a vítima é a principal
responsável pelo delito).
 Vítimas inocentes; são as verdadeiras ou realmente
vítimas, que são aquelas que podem ser definidas como
vítimas de si próprias. Não dão causa e nem fator, não
tendo culpa alguma na realização do delito.
 Vítimas voluntárias: Concretamente existem, como nas
hipóteses do denominado homicídio eutanásico e no par
suicida ou suicídio a dois. (percebe-se que não há um
criminoso, que comete delito em face de terceiros,
seria a vítima voluntária, a própria autora).

1.2.4 O controle social

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Por fim o último meio de estudo da criminologia é o CONTROLE


SOCIAL, neste busca se estudar e compreender os meios de controle
da criminalidade, por meio da prevenção de comportamentos
desviantes e a punição, quando do resultado da falha do primeiro. É o
conjunto de instituições, estratégias e sanções sociais que pretendem
promover e garantir a submissão do indivíduo aos modelos e normas
comunitários. De modo bem sintético, o controle social pode ser
conceituado como o conjunto de normas e sanções que almeja
submeter os indivíduos aos modelos e normas comunitários14.
==0==

 Controle social formal: mecanismos de controle


oficiais, oriundos do Estado, é a própria atuação do
aparelho político do Estado (polícia, a justiça, a
Administração Penitenciária, o Ministério Público, o
Exército dentre outros). Estudo voltado à eficácia do
sistema de penas, por meio da análise da ressocialização,
da prevenção, e da distribuição. Este controle é
subsidiário, atuando em última ratio. Sanções
extrapenais: administrativas, civis.
 Controle social informal: mecanismos de controle
casuais. Tem como agentes a família, a escola, a
profissão, a religião, dentre outros grupos. Sanções
sociais.

Ainda podemos falar do controle


social formal drástico, que é dotado de sanções penais. Sendo
utilizado quando da falha dos dois anteriores.

14
SHECAIRA, Sérgio Salomão. Criminologia . 6 ed. São Paulo: Revista dos
Tribunais, 2014. p. 55
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Mecanismos de
Formal controle vindos do
Estado

Mecanismo casual,
Controle social Informal vindo de fonte
diversa do Estado

Exercido por meio


Formal Drástico
da coercibilidade.

2. RESUMO
A CRIMINOLOGIA NA ANTIGUIDADE

Isocrátes (436-338 a. C)

Enfatizava para a problemática da ocultação do crime, segundo o


pensador ocultar o crime é tomar parte nele .

Protágoras (485-415 a. C)

Primeiro defensor da teoria da exemplaridade da pena, ou seja,


defendia a função preventiva da pena, e não a vislumbrava como um
simples castigo (fato defendido pela teoria da expiação).
Compreendia a pena como meio de evitar a prática de novas

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infrações pelo exemplo que deveria dar a todos os membros de um


corpo social

Sócrates (470-399 a. C)

Destaca a importância da ressocialização na medida em que pregava


a necessidade de ensinar os delinquentes e não reiterar a conduta
delitiva. Estudo da pena e sua finalidade. Não deixou qualquer
escrito, o principal percursor de seus ideais foi Platão.

Hipócrates (460-355)

Grande crítico da concepção religiosa acerca das doenças mentais.


Hipócrates contribui de modo efetivo para a separação da Medicina,
da religião, da Filosofia e da magia.

Platão (427-347 a. C)

Sustentava que a ganância, a cobiça ou cupidez geram a


criminalidade. Estudo da etiologia do crime, análise das causas da
criminalidade.

Aristóteles (388-322 a. C)

Considerado o fundador da corrente psicológica do crime, seguia a


mesma linha de pensamento de Platão.

IDADE MÉDIA

Principais estudiosos da época- São Tomás de Aquino: elenca que a


pobreza é que dá causa a criminalidade.

Santo Agostinho (354-430)

A pena deveria assumir um papel de defesa social, com a finalidade


de promover a ressocialização do delinquente, evitando a
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reincidência. Para o monge, a pena de talião é a justiça dos injustos,


devendo ser a pena uma ameaça e um exemplo, uma medida de
defesa social e principalmente um meio de contribuição para a
regeneração do culpado .

RENASCIMENTO

No que tange ao pensamento criminológico, nesse período destacam


se alguns autores, em ênfase a Thomas Morus (1478-1535).

Thomas Morus:

Por meio de sua obra intitulada Utopia, o autor aborda o problema da


criminalidade que se fazia presente intensamente na Inglaterra.
Morus defendia que a desigualdade entre os povos oportuniza
maiores índices de criminalidade. O delito é produzido por fatores
econômicos e pela guerra

Outros dois nomes de importância da época foi de Erasmo de


Roterdam e Martinho Lutero. O primeiro autor defendeu que, o
problema do crime se relaciona com a pobreza, ou seja, esta leva ao
crime. Já Martinho Lutero fez uma distinção entre a criminalidade
urbana e a criminalidade rural.

ILUMINISMO

Beccaria

A prevenção do crime ocorre quando as leis são claras e quando tais


não favorecem determinada classe da sociedade. A lei deve proteger
todos os seus membros e a liberdade deve andar acompanhada da
luz, difundindo-se a cultura. As penas devem ser moderadas e
adequadas ao mal social causado pelo crime. Assim, a pena não deve
recair sobre o inocente, que comete o delito em face de sua
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necessidade e desespero. A pena deve ainda, ser aplicada ao plebeu


e também ao nobre.

John Howard (1726-1790)

Suas ideias tiveram uma importância extraordinária, considerando-se


o conceito predominantemente vindicativo e retributivo que se tinha,
em seu tempo sobre a pena e seu fundamento.

Jeremy Betham (1748-1832)

Defendeu suas ideias sobre o famoso “Panótico”, foi o primeiro a


apontar para a importância da arquitetura penitenciária, exercendo
sobre essa uma inegável influência. Embora ele desse muita
importância à prevenção especial, considerava que esta finalidade
devia situar-se em segundo plano, com o objetivo de cumprir o
propósito exemplificante da pena .

Montesquieu (1689-1755)

Há quatro tipos de crimes segundo tal pensador, sendo eles aqueles


que ofendem a religião, os costumes, a tranquilidade e a segurança
dos cidadãos.

Voltaire (1694-1778)

Também lutou pela reforma do sistema carcerário e pela limitação da


pena de morte, defendendo que tal método de punição é inútil. A
pena deve ser útil, não se deve pensar em qual pena é mais branda.

Rousseau (1712-1778)

Também criticou a pena de morte. Segundo o autor a propriedade


privada é a fonte de toda problemática social.

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PERÍODO DA ANTROPOLOGIA CRIMINAL

Este período é marcado pelo embate do livro arbítrio e do


determinismo biológico no que tange as relações delituosas. O livre
arbítrio é defendido pela Escola Clássica e refutado pela Escola
Positivista.

PERÍODO DA SOCIOLOGIA CRIMINAL

Neste período refuta-se as concepções de Lombroso. Valora-se aqui


mais os fatores exógenos do que endógenos. Várias são as teorias
que fizeram parte desse período. Tais podem ser classificadas em três
grandes grupos.

Teorias Antropossociais: O meio social influencia sobre o criminoso


antropologicamente nato.

Teorias Sociais Propriamente ditas: Valoração somente dos


fatores exógenos, total exclusão dos fatores endógenos.

Teorias Socialistas: O fator econômico é preponderante sobre todos


os fatores sociais.

CONCEITO DE CRIMINOLOGIA

A criminologia se preocupa com o estudo do CRIME e do CRIMINOSO,


e também das interações sociais, psíquicas, biológicas,
comportamentais e ambientais como fatores da criminogênese. Se
preocupa também com a VÍTIMA e com o CONTROLE SOCIAL da
criminalidade. Sendo uma ciência empírica e interdisciplinar.

Direito Penal: Analisa os fatos humanos indesejados, define quais


devem ser rotulados como crime ou contravenções anunciando as
respectivas penas. Ocupa-se do crime enquanto norma.

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Criminologia: Ciência empírica que estuda o crime, o criminoso, a


vítima e o comportamento da sociedade. Ocupa-se do crime
enquanto fato.

Politica Criminal: Trabalha as estratégias e meios de controle social


da criminalidade. Ocupa-se do crime enquanto valor.

OBJETO DE ESTUDO DA CRIMINOLOGIA

A criminologia moderna tem por objeto de estudo o crime (delito),


suas circunstâncias, o autor do delito (delinquente) , a vítima deste, e
consequentemente o controle social.

O CRIME quando estudado na criminologia ganha um panorama


diferente de observação, uma vez que nesta enfatiza-se para o crime
como um problema social e comunitário. Aborda-se neste sentido
uma diversidade de elementos para entender o fenômeno social,
como o aumento populacional.

No que se refere ao crime, uma das principais preocupações da


criminologia moderna é a prevenção deste.

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Dos tipos Da maior Destinatários Instrumentos e Âmbito


de ou menor mecanismos e fins
prevenção relevância perseguidos
etiológica
dos
programas
Prevenção Operam a Todos os Opera na base
Primária longo e cidadãos Dota os cidadãos do problema
médio de capacidade criminógeno.
prazo social para Procura
superar de forma resolver as
produtiva situações
eventuais carenciais
conflitos. criminógenas.
Atua na área
da educação,
emprego,
saúde e
moradia.
Prevenção Opera a Os grupos e Se manifesta Atua quando e
Secundária curto e subgrupos da através de onde se
médio sociedade que programas de manifesta ou
prazos. ostentam prevenção se exterioriza
maior risco de policial, de o conflito
padecer ou controle dos criminal
protagonizar o meios de
problema comunicação, de
criminal ordenação
urbana e
utilização do

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desenho
arquitetônico
como
instrumento de
auto-proteção,
desenvolvidos
em bairros de
classes menos
favorecidas.
Prevenção Opera de O condenado Se manifesta por Operam no
Terciária modo preso. meio dos âmbito
tardio. programas penitenciário15.
ressocializadores.

Ponto importante: Criminalização primária e prevenção primária


são termos distintos que não se confundem na terminologia
criminológica. A criminalização primária, é realizada pelos
legisladores, é o ato e o efeito de sancionar uma lei. O legislador cria
um rol de crimes, estabelecendo as determinadas condutas
criminosas. Já a prevenção primária, não tem por finalidade a
punição ou a criação de novos tipos penais, esta almeja a prevenção
do crime por meio de programas que operam a longo e médio prazo

CRIMINOSO

A criminologia estuda o criminoso, pautada na realidade em que


este se encontra, questionando o porquê da não submissão deste a

15
Vide todas as formas de prevenção em: MOLINA, Antonio García-Pablos de.
Criminologia: Uma introdução a seus fundamentos teóricos. Trad. Luiz Flávio
Gomes. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1992. P.253
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lei. O meio em que o agente se encontra é capaz de influenciar este a


cometer a ação delitiva?

Devemos ter em mente que ao longo dos tempos, a concepção


que se tinha do criminoso, foi se modificando, vejamos de forma
esquematizada:

VÍTIMA

Vitimização primária: Consiste no dano à vitima decorrente do


próprio crime. É o primeiro efeito que o crime traz a vítima, o
prejuízo decorrente da conduta delituosa.

Vitimização secundária: Consiste no prejuízo da intervenção


estatal, dado seu descaso com a vítima. Desse modo, a vítima sofre o
descaso do aparelho estatal, logo na fase inicial da persecução penal
(fase investigativa), sendo tratada com desconfiança.

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Vitimização terciária: Consiste no preconceito da sociedade em


face da vítima, o próprio grupo social por vezes incentiva a vítima a
calar-se diante do crime.

CONTROLE SOCIAL

Busca se estudar e compreender os meios de controle da


criminalidade, por meio da prevenção de comportamentos desviantes
e a punição, quando do resultado da falha do primeiro. É o conjunto
de instituições, estratégias e sanções sociais que pretendem
promover e garantir a submissão do indivíduo aos modelos e normas
comunitários.

O controle social pode ser formal e informal:

Controle social formal: mecanismos de controle oficiais, oriundos


do Estado, é a própria atuação do aparelho político do Estado (polícia,
a justiça, a Administração Penitenciária, o Ministério Público, o
Exército dentre outros).

Controle social informal: mecanismos de controle casuais. Tem


como agentes a família, a escola, a profissão, a religião, dentre
outros grupos. Sanções sociais.

3. Exercícios de Sala de Aula


Questão 01.

Ano: 2012 Banca: FCC Órgão: DPE-PR- DEFENSOR PÚBLICO

Considere os acontecimentos abaixo.

I. No dia 16 de outubro, após um dia exaustivo de trabalho,


quando chegava em sua casa, às 23:00 horas, em um bairro
afastado da cidade, Maria foi estuprada. Naquela mesma data,
fora acionada a polícia, quando então foi lavrado boletim de
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ocorrência e tomadas as providências médico-legais, que


constatou as lesões sofridas.

II. Após o fato, Maria passou a perceber que seus vizinhos,


que já sabiam do ocorrido, a olhavam de forma sarcástica,
como se ela tivesse dado causa ao fato e até tomou
conhecimento de comentários maldosos, tais como: “também
com as roupas que usa (...)”, “também como anda, rebolando
para cima e para baixo” e etc., o que a deixou profundamente
magoada, humilhada e indignada.

III. Em novembro, fora à Delegacia de Polícia prestar


informações, quando relatou o ocorrido, relembrando todo o
drama vivido. Em dezembro fora ao fórum da Comarca, onde
mais uma vez, Maria foi questionada sobre os fatos, revivendo
mais uma vez o trauma do ocorrido.

Os acontecimentos I, II e III relatam, respectivamente


processos de vitimização:

a) primária, secundária e terciária.

b) primária, terciária e secundária.

c) secundária, primária e terciária.

d) terciária, primária e secundária.

e) secundária, terciária e primária.

Questão 02.

Ano: 2017 Banca: FAPE MS Órgão: PC-MS- Delegado de Polícia

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Dentro da criminologia, tem-se a vertente da vitimologia, que


estuda de forma ampla os aspectos da vítima na
criminalidade, e é dividida em primária, segundária e terciária.
Da análise dessa divisão, pode-se afirmar que a vitimização
terciária ocorre, quando

a) a vítima tem três ou mais antecedentes.

b) a vítima é parente em terceiro grau do ofensor.

c) um terceiro participa da ação criminosa.

d) a vítima é abandonada pelo estado e estigmatizada pela


sociedade.

e) duas ou mais pessoas cometem o crime.

Questão 03.

Ano: 2014 Banca: VUNESP Órgão: PC-SP

Assinale a alternativa que completa, correta e


respectivamente, a frase: A Criminologia__________ ; o
Direito Penal __________.

a) não é considerada uma ciência, por tratar do “dever ser” …


é uma ciência empírica e interdisciplinar, fática do “ser”

b) é uma ciência normativa e multidisciplinar, do “dever ser”


… é uma ciência empírica e fática, do “ser”

c) não é considerada uma ciência, por tratar do “ser” … é uma


ciência jurídica, pois encara o delito como um fenômeno real,
do “dever ser”

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d) é uma ciência empírica e interdisciplinar, fática do “ser” …


é uma ciência jurídica, cultural e normativa, do “dever ser”

e) é considerada uma ciência jurídica, por tratar o delito como


um conceito formal, normativo, do “dever ser” … não é
considerado uma ciência, pois encara o delito como um
fenômeno social, do “ser”

Questão 04.

Ano: 2013 Banca: CESPE Órgão: DPF- Delegado de Polícia

Julgue o item a seguir, relacionados aos modelos teóricos da


criminologia.

O positivismo criminológico caracteriza-se, entre outros


aspectos, pela negação do livre arbítrio, pela crença no
determinismo e pela adoção do método empírico-indutivo, ou
indutivo-experimental, também apresentado como indutivo-
quantitativo, embasado na observação dos fatos e dos dados,
independentemente do conteúdo antropológico, psicológico ou
sociológico, como também a neutralidade axiológica da
ciência.

( ) Certo ( ) Errado

Questão 05

Ano: 2008 Banca: CEFET-BA Órgão: PC-BA- Delegado de Polícia

Na concepção positivista, o crime é entendido como

a) uma realidade culturalmente definida.

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b) uma construção social.

c) uma conduta violenta.

d) uma realidade ontológica.

e) um fato social problemático.

Questão 06

Aplicada em: 2016 Banca: CESPE Órgão: PC-PE Prova: Delegado de


Polícia

Os objetos de investigação da criminologia incluem o delito, o


infrator, a vítima e o controle social. Acerca do delito e do
delinquente, assinale a opção correta.

A) Para a criminologia positivista, infrator é mera vítima


inocente do sistema econômico; culpável é a sociedade
capitalista.

B) Para o marxismo, delinquente é o indivíduo pecador que


optou pelo mal, embora pudesse escolher pela observância e
pelo respeito à lei.

C) Para os correcionalistas, criminoso é um ser inferior,


incapaz de dirigir livremente os seus atos: ele necessita ser
compreendido e direcionado, por meio de medidas educativas.

D) Para a criminologia clássica, criminoso é um ser atávico,


escravo de sua carga hereditária, nascido criminoso e
prisioneiro de sua própria patologia.

E) A criminologia e o direito penal utilizam os mesmos


elementos para conceituar crime: ação típica, ilícita e culpável.

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QUESTÃO 07

Ano: 2017 Banca: CESPE Órgão: PC-GO- Delegado de Polícia

Considerando que, para a criminologia, o delito é um grave


problema social, que deve ser enfrentado por meio de medidas
preventivas, assinale a opção correta acerca da prevenção do
delito sob o aspecto criminológico.

a) A transferência da administração das escolas públicas para


organizações sociais sem fins lucrativos, com a finalidade de
melhorar o ensino público do Estado, é uma das formas de
prevenção terciária do delito.

b) O aumento do desemprego no Brasil incrementa o risco das


atividades delitivas, uma vez que o trabalho, como prevenção
secundária do crime, é um elemento dissuasório, que opera no
processo motivacional do infrator.

c) A prevenção primária do delito é a menos eficaz no combate


à criminalidade, uma vez que opera, etiologicamente, sobre
pessoas determinadas por meio de medidas dissuasórias e a
curto prazo, dispensando prestações sociais.

d) Em caso de a Força Nacional de Segurança Pública apoiar e


supervisionar as atividades policiais de investigação de
determinado estado, devido ao grande número de homicídios
não solucionados na capital do referido estado, essa iniciativa
consistirá diretamente na prevenção terciária do delito.

e) A prevenção terciária do crime consiste no conjunto de


ações reabilitadoras e dissuasórias atuantes sobre o apenado
encarcerado, na tentativa de se evitar a reincidência.
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QUESTÃO 08

Ano: 2014 Banca: VUNESP Órgão: PC-SP- Delegado de Polícia

A prevenção criminal que está voltada à segurança e


qualidade de vida, atuando na área da educação, emprego,
saúde e moradia, conhecida universalmente como direitos
sociais e que se manifesta a médio e longo prazos, é chamada
pela Criminologia de prevenção

a) primária.

b) individual.

c) secundária.

d) estrutural.

e) terciária.

QUESTÃO 09

Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: PC-PE- Delegado de Polícia.

A criminologia reconhece que não basta reprimir o crime,


deve-se atuar de forma imperiosa na prevenção dos fatores
criminais. Considerando essa informação, assinale a opção
correta acerca de prevenção de infração penal.

A) Para a moderna criminologia, a alteração do cenário do


crime não previne o delito: a falta das estruturas físicas
sociais não obstaculiza a execução do plano criminal do
delinquente.

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B) A prevenção terciária do crime implica na implementação


efetiva de medidas que evitam o delito, com a instalação, por
exemplo, de programas de policiamento ostensivo em locais
de maior concentração de criminalidade.

C) No estado democrático de direito, a prevenção secundária


do delito atua diretamente na sociedade, de maneira difusa, a
fim de implementar a qualidade dos direitos sociais, que são
considerados pela criminologia fatores de desenvolvimento
sadio da sociedade que mitiga a criminalidade.

D) Trabalho, saúde, lazer, educação, saneamento básico e


iluminação pública, quando oferecidos à sociedade de maneira
satisfatória, são considerados forma de prevenção primária do
delito, capaz de abrandar os fenômenos criminais.

E) A doutrina da criminologia moderna reconhece a eficiência


da prevenção primária do delito, uma vez que ela atua
diretamente na pessoa do recluso, buscando evitar a
reincidência penal e promover meios de ressocialização do
apenado

QUESTÃO 10

Aplicada em: 2015 Banca: FCC Órgão: DPE-MA Prova: Defensor


Público

As escolas penais são as diversas correntes filosófico-jurídicas


sobre crimes e punições surgidas no período moderno. Na
compreensão da filosofia e dos princípios que regem o direito
penal contemporâneo é preciso que se tenha uma visão do

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processo histórico que os precedeu. Considere as assertivas


abaixo:

I. A Escola Clássica propugna uma restauração da dignidade


humana e o direito do cidadão perante o Estado,
fundamentando-se no individualismo. Destaca-se pela
aproximação do jusnaturalismo e contratualismo.

II. A Escola Positiva é uma reação à Escola Clássica e


reorienta estudos criminológicos. Opondo-se ao
individualismo da Escola Clássica, defende o corpo social
contra a ação do agente criminoso, priorizando os interesses
sociais em relação aos individuais.

III. A Escola Correlacionista harmoniza as teorias classicista e


positivista. Propugna uma metodologia simplificada do estudo
do fenômeno delito e introduz o conceito de humanização da
pena.

IV. A Escola Alemã destaca-se pelo estudo do delito como um


fenômeno humano-social e fato jurídico. A pena para esta
teoria é finalística, coexistindo o caráter retributivo e
preventivo.

Está correto o que se afirma APENAS em

A) III e IV.

B) I, II e III.

C) I, III e IV.

D) I, II e IV.

E) II.

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QUESTÃO 11

CESPE- 2013- UnB- MJ/DPF/2013- DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL

Ações como controle dos meios de comunicação e ordenação


urbana, orientadas a determinados grupos ou sub grupos
sociais, estão inseridas no âmbito da chamada prevenção
secundária do delito.

( ) Certo ( ) Errado

QUESTÃO 12

CESPE- 2013- UnB- MJ/DPF/2013- DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL

As modalidades preventivas nas quais se inserem os


programas de policiamento orientado à solução de
problemas e de policiamento comunitário, assim como outros
programas de aproximação entre polícia e comunidade, podem
ser incluídas na categoria de prevenção primária.

( ) Certo ( ) Errado

QUESTÃO 13

CESPE- 2013- UnB- MJ/DPF/2013- DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL

O positivismo criminológico caracteriza-se, entre outros


aspectos, pela negação do livre arbítrio, pela crença no
determinismo e pela adoção do método empírico-indutivo, ou
indutivo-experimental, também apresentado como indutivo-
quantitativo, embasado na observação dos fatos e dos dados,
independentemente do conteúdo antropológico, psicológico

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ou sociológico, como também a neutralidade axiológica da


ciência.

( ) Certo ( ) Errado

QUESTÃO 14

CESPE- 2013- UnB- MJ/DPF/2013- DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL

Na terminologia criminológica, criminalização primária


equivale à chamada prevenção primária.

( ) Certo ( ) Errado

QUESTÃO 15

CESPE- 2013- UnB- MJ/DPF/2013- DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL

O surgimento das teorias sociológicas em criminologia marca


o fim da pesquisa etiológica, própria da escola ou do modelo
positivista.

( ) Certo ( ) Errado

Questão 01. Alternativa B

Questão 02: Alternativa D

Questão 03: Alternativa D

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Questão 04: Item certo

Questão 05: Alternativa D

Questão 06: Alternativa C

Questão 07: Alternativa E

Questão 08: Alternativa A

Questão 09: Alternativa D

Questão 10: Alternativa D

Questão 11: Item certo

Questão 12: Item errado

Questão 13: Item certo

Questão 14: Item errado

Questão 15: Item errado

Galera, paramos por aqui! Espero que tenham gostado


dessa aula demonstrativa!

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