Você está na página 1de 3

Durante muitas e muitas décadas ouvimos falar sobre quatro

tipos de lideranças que reinavam nas organizações:

AUTOCRÁTICO: Aquele que concentra o poder de decisão. Não


promove lideranças. Não estimula nem incentiva. Mata o
entusiasmo, manda, proíbe, ameaça, exige e castiga.

PATERNALISTA: Superprotetor. Geralmente não valoriza a


iniciativa da equipe. Tende a criar individualidades, suas ações
facilitam posturas inseguras e indecisas da equipe. Todos
recorrem a ele para a busca e encontro de soluções.

LAISSEZ-FAIRE (Deixai-fazer): Geralmente é inseguro, não


assume nem coordena. As coisas ficam indefinidas. A
tendência é criar desinteresse na equipe e fomentar conflitos
e desintegração.

DEMOCRÁTICO: Neste estilo de liderança a tendência é a


valorização das idéias e iniciativas da equipe. O líder
possuidor dessa característica demonstra, através de suas
ações, posturas maduras, promovendo assim a participação,
cooperação e envolvimento dos membros da equipe, fazendo
com que ela se sinta fortalecida, segura, confiante e
integrada.

Já, Daniel Goleman, em seu livro “O Poder da Inteligência


Emocional” nos apresenta os conceitos de liderança baseado
em seus estudos e pesquisas sobre a inteligência emocional,
focado no papel das lideranças dentro das organizações.
Goleman classifica as lideranças da seguinte forma:

RESSONANTES: Entram em sintonia com a equipe, comunicam-


se com franqueza e clareza. Os liderados se sentem seguros e
isso gera compartilhamento de idéias entre as pessoas e
decisões são tomadas por elas de maneira entusiasta e
colaborativa.

DISSONANTES: Neste perfil não há empatia entre liderança e


liderados. Não há compreensão das emoções. Sua presença na
equipe gera desconforto e incômodo. Normalmente criam-se
ambientes de frustração, irritabilidade, o que vem prejudicar o
desempenho das atividades e o desenvolvimento da equipe.

VISIONÁRIOS (Ressonantes): Líderes com este perfil guiam


os membros da equipe com pulso firme, porém com doçura.
São como rapadura, muito firme, porém doce. Nos ambientes
onde há essa liderança há diálogo, descobertas e estímulos
para que as pessoas busquem dentro de si as respostas.
CONSELHEIROS (Ressonantes): Neste estilo de liderança há
sempre o exercício do feedback para a equipe, pois esses
líderes conseguem conduzir conversas profundas, conseguem
explorar a vida pessoal, os objetivos de vida dos membros da
equipe, orientando-os. Este estilo contribui muito no
surgimento de resultados, gera confiança e simpatia.

AGREGADORES (Ressonantes): Estes são construtores de


relacionamentos. Promovem harmonia, estimulam as
amizades dentro da equipe, são extremamente hábeis na
solução de conflitos e tendem a criar ambientes positivos e
amistosos.

DEMOCRÁTICOS (Ressonantes): Líderes que se enquadram


nesta categoria possuem a qualidade do “saber ouvir”. Os
problemas são tratados de maneira madura. Promovem
confiança e respeito. A equipe se sente à vontade, pois se
sente em um ambiente de acolhimento e disponibilidade.

AGRESSIVOS (Dissonantes): Geralmente provocam pressão


gerando na equipe estresse, tensão e desequilíbrios.
Normalmente partem do princípio que as pessoas já sabem o
que fazer. Sendo assim, não são claros no estabelecimento de
objetivos e metas. São impacientes com os mais lentos,
possuem dificuldades para delegar por não confiar nos outros.

DESPÓTICOS (Dissonantes): É o estilo “manda quem pode,


obedece quem tem juízo”. A ameaça e intimidação são suas
armas preferidas. São pobres em elogios e milionários em
críticas. Destroem o entusiasmo da equipe e
consequentemente a alienação e a falta de comprometimento
das pessoas são os resultados que surgem.

Mais recentemente fomos brindados por James Hunter com


sua abordagem sobre a Liderança Servidora e hoje se fala
muito da Liderança Empreendedora. Independentemente de
estilos temos que pensar a liderança de forma global. O que
somos como indivíduos, nossos atos, posturas e atitudes
perante nós mesmos, nossa família, escola e lazer, pois tudo
isso irá refletir nos ambientes corporativos. O aparecimento
das características da liderança acontece de acordo com a
situação. Fica difícil imaginar um líder da corporação dos
bombeiros num resgate de vítimas de acidente trágico agir
com democracia. A situação muitas vezes exige o surgimento
de uma característica mais próxima do despótico. Ele dá uma
ordem e os demais obedecem e cumprem imediatamente sem
questionamentos.
O que jamais podemos deixar de lado é: o aprendizado
contínuo, o estudo e o aprimoramento através de leituras,
cursos e trocas de experiências com outros líderes.