UNEB – UNIÃO EDUCACIONAL DE BRASILIA COPEX – COORDENAÇÃO DE ESTUDOS, PESQUISAS, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO REDES DE COMPUTADORES - TURMA B

DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO TEIXEIRA ANDRADE MARIA DO SOCORRO B. HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Brasília – DF 2001

UNEB – UNIÃO EDUCACIONAL DE BRASILIA COPEX – COORDENAÇÃO DE ESTUDOS, PESQUISAS, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO REDES DE COMPUTADORES - TURMA B

DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO ANDRADE MARIA DO SOCORRO HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Projeto apresentado à COPEX – Coordenação de Estudos, Pesquisas, Pós-Graduação e Extensão da UNEB – União Educacional de Brasília, parte dos requisitos para obtenção do título de Pós-Graduado em Redes de Computadores Orientador: Prof. César de Souza Machado

Brasília – DF 2001

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DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO ANDRADE MARIA DO SOCORRO HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Este projeto foi julgado adequado para obtenção do título de Pós-Graduado em Redes de Computadores e aprovado em sua forma final pela COPEX – Coordenação de Estudos, Pesquisas, Pós-Graduação e Extensão da UNEB – União Educacional de Brasília.

___________________________________ Prof. ……………………. Coordenador

Banca Examinadora: ___________________________________ Prof. César de Souza Machado. Orientador

___________________________________ Prof. Joaquim Gomide

___________________________________ Prof. Alex Delgado Casañas

Agradecemos a todos de coração.iii Aos nossos familiares e companheiros. que durante todo o curso de pós graduação e elaboração do projeto final entenderam nossas faltas e ausências nos incentivando com palavras e atos. estamos neste momento concluindo mais uma importante etapa em nossa jornada profissional. . Graças a estas pessoas tão especiais.

.29 3.........................................................................1.......................................................................1.33 3.............................................6.......3..............................................9................... Criptografia ................45 3.............................. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA...... Premissas Básicas.................................... PROJETO DE SEGURANÇA .......... OBJETIVOS ESPECÍFICOS:..................8............................9........................9......................................................................9.....................................27 3..........7...22 3..................5.............6......... NORMA DE SEGURANÇA ...........45 3..............1.........5............................................6.........................9... Identificação dos Recursos ................................................... Auditoria ..................... ARQUITETURA DE SEGURANÇA .......................................................................................................................................17 3................................................................................. HISTÓRICO DAS NORMAS DE PADRONIZAÇÃO DE SEGURANÇA ..............10..........................9.........10...........................10................ Classificação das Informações .................................................... Algoritmos Criptográficos.............iv SUMÁRIO PÁGINA LISTA DE ILUSTRAÇÕES ...... Riscos Externos ...................29 3................................ Principais Atores ..............................................9...............12........................ Flexibilidade ......................1... Análise de Ameaças .10.......21 3...................................................................................10........9.....................4........................17 3...... Criptografia Assimétrica .......1...........................31 3.......... MODELO DE SEGURANÇA ..35 3......... Algoritmos de Chave Assimétrica.............. INTRODUÇÃO ...........9..............................................................................................15 2.............................. IX 1...........................................30 3.............................................9............................12 2................19 3..... Análise de Riscos ................... Plano de Contingência........9..............................4................39 3..................1.....39 3.3.........5................. VIII LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ..................18 3..................................47 3.. Riscos Internos .............. OBJETIVO GERAL ..........17 3................................31 3.....10..... POLÍTICA DE SEGURANÇA.20 3.2.......7................................15 3..................................................................................9.....9...................... PKI (Public Key Infrastructure) .............................................................46 3.......................... OBJETIVOS ........10..8.....................................................2...........1............................................2...49 ...........11......45 3...............9....1...48 3....2................3.......................................... Algoritmos para Geração de Assinatura Digital.......... FERRAMENTAS DE SEGURANÇA .............................VII LISTA DE TABELAS ........... Algoritmos de Chave Simétrica............................................................................................1................................1................... PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA ......................................................................................36 3....46 3..................... PLANO DE SEGURANÇA .....................15 2... Visão Geral de uma Política de Segurança............ Conteúdo Essencial............................................................1........ Criptografia Simétrica ............26 3..........................41 3................10..........................10.............4.....34 3......9.49 3.........................9..........2..........42 3. Considerações Importantes .........................9.19 3.................1..................10...................... SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO..............................................2..2....

.......... Coordenação de Administração .69 4......................................... Firewall....................................... Call Back................4...91 5......4........... Vulnerabilidades Referentes a Correio Eletrônico ........................................................................8..................3.........................10.....60 3........................58 3................ RADIUS (Remote Authentication Dial In User Service) ...8.....53 3.....................1............9..........................v 3........ PERFIL DO USUÁRIO ..........................................................................................................6......10........................ Outras Vulnerabilidades ....... ANÁLISE DE RISCOS ...........................10....1..............94 5........................................6...................9................... Departamento de Fiscalização ..............10. Departamento de Tributação......5......................4....... Token Card.....................10.....................................................6...............72 4........................... Requisitos Básicos de um Antivírus........................95 5.................1...................................................... POLÍTICA DE SEGURANÇA APLICADA A PESSOAS EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000......... Vulnerabilidades Externas...................1...........................................................1.....................9........................... Departamento de Atendimento ao Contribuinte .............89 5.......5......................................................4............. Biometria.. COMPETÊNCIAS GENÉRICAS ...10................................................................................68 4...............78 5..87 5..........................4....10..... Anti-Vírus.......81 5.......................................... Softwares de Detecção ....95 5.................................................................. MATRIZ DE USO DE DADOS ..................................................10.......................................................... IDS (Intrusion Detection System ) ...................... Vulnerabilidades Internas......97 ................................3..... Vulnerabilidades Referentes a Aplicações ......7..................5....................... Software de Identificação ........................85 5..........5..1..... INTERAÇÃO COM OUTRAS ORGANIZAÇÕES ..........70 4....................2...51 3...... Backup.............1.....1............................1..........53 3............61 3..1 Plano de Ação para Emergências ....10............. PLANO DE CONTINGÊNCIA ........................................................2.......................... POLÍTICA DE SEGURANÇA FÍSICA E DO AMBIENTE EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 ........................................54 3........1..1...62 4................................................3...............................................59 3............................................................72 4..................1.......3.......................10..............8........................................................2.........4........2.....4..................4..........................2.......81 5..4........ POLÍTICA DE SEGURANÇA...........................4.............2 Contagem dos Recursos e Avaliação de Criticidade......3......................................................72 4.......................1............10................10................86 5.................................................7...4....9..........................1....84 5........73 4.....73 4........7................. Coordenação de Informática ...............1.........................................71 4.94 5............................................... Softwares de Prevenção......... Departamento de Arrecadação.................................. Vulnerabilidades ........... SANÇÕES .............3 Identificação de Ameaças e Contramedidas...........70 4.57 3.................... OBJETIVOS ESPECÍFICOS .......................................................1...... VPN (Virtual Private Network)....................................85 5.......................................6..........................5..4................................................................. RESPONSABILIDADE ........ OBJETIVO GERAL DAS ORGANIZAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA ..............................................................................1...........83 5...........71 4.........3..........................10........................................ POLÍTICA DE SEGURANÇA LÓGICA ......54 3......................10............................................. IPSec.................9..62 3.........10.4.94 5....5..............1........4.54 3..........4....... NORMAS DE SEGURANÇA .........................96 5...........................4. PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO .......................................73 4..........................................83 5................................1..86 5..................55 3...................................68 4................................................... ORGANOGRAMA PADRÃO ......................11....1......... APLICABILIDADE ............

.............................. Como Auditar...............100 5................... CONCLUSÃO.........109 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................115 ANEXO III .......1...................10...................3 Plano de Recuperação de Desastre .4.....10...........................2 Procedimento de Resposta Imediata............................................................ Tipos de Auditoria Propostos .............................................116 ........3............................... Quando Devem ser Feitas as Auditorias ...106 6.................................10.......................................................................9..................................10.............. Metodologia ......................101 5..................................................................................................................................................5.....................................10......100 5.........................9...114 ANEXO II................102 5.........................................................................................104 5...........................................10....................... Recomendações ISO/IEC 17799:2000..99 5........vi 5.................2..............111 ANEXO I ..................................................................................... AUDITORIA ...................................................103 5.........................................

..................... 22 Figura 2 – Processo de uma Política de Segurança .. 108 ............................................................................... 77 Figura 12 – Modelo de organograma observado como tendência para as Secretarias de Receita a ser implantado nos próximos anos......................Estrutura Básica das Secretarias de Receita ..... 74 Figura 9 – Modelo observado na primeira metade da década de 1990 ....................... 76 Figura 11 – Modelo tendência para implantação ainda na década de 2000.................................................................................................. 70 Figura 8 – Modelo observado no final da década de 1980 na maioria das Secretarias de Receita.....Metodologia CobiT...........................vii LISTA DE ILUSTRAÇÕES PÁGINA Figura 1 – Requisitos do Modelo de Segurança................................................... 78 Figura 13 ........................................ 64 Figura 7 .. ........ ....................................................................................... 75 Figura 10 – Modelo implantado a partir da segunda metade da década de 1990 e observado até hoje num grande número Secretarias de Receita........................ ........ 27 Figura 3 .................................................Funcionamento do Processo Real-time Online Certificate Status Checking:...................... 42 Figura 4 ........................................................................................Formação da Cultura de Segurança ............ 63 Figura 6 – Autenticação com Sincronismo.................................................... 101 Figura 14 – Estrutura da Metodologia COBIT............... 50 Figura 5 – Autenticação desafio/resposta com ficha ........................

......................................Matriz de Uso de dados ........ 99 .................................................................... 97 Tabela 4 – Identificação de Ameaças ......................... 98 Tabela 5 – Ameaças e Contramedidas.......................................................... 82 Tabela 3 – Contagem de Recursos ................................................................................ 80 Tabela 2 – Análise de Ameaças................................................................................viii LISTA DE TABELAS PÁGINA Tabela 1 ...................................................

IP IPSec IPVA ISO/IEC IT ITSEC LAN MB MD5 MS-Office Asynchronous Transfer Mode Acknowledgement Advanced Encryption Standard Authentication Header British Standard Certificate Authorities Common Criteria Common Criteria for Information Technology Security Evaluation Centro Comercial de Segurança na Computação Compact Disc-Read Only Memory Challenge Handshake Authentication Protocol Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica Gás Carbônico Control Objectives for Information and Related Technology Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission Centro de Processamento de Dados Cadastro de Pessoa Física Central Process Unit Lista de Certificados Revogados Computer Crime and Security Survey/Federal Bureau of Investigation Canadian Trusted Computer Product Evaluation Criteria Código Tributário Nacional Comissão de Valores Mobiliários Data Encryption Standard Departamento de Comércio Britânico Encapsulating Security Payload Floppy Disk File Transfer Protocol Gigabyte Hard Disk Hewlett Packard Hypertext Transfer Protocol International Business Machines Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços Identification International Data Encryption Algorithm Intrusion Detective System Internet Engineering Task Force Internet Key Exchange Incorporated Internet Protocol Internet Protocol Security Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores International Organization for Standardization/International Engineer Committee Information Technology Information Technology Security Evaluation Criteria Local Area Networks Megabyte Message Digest 5 Microsoft Office .ix LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ATM ACK AES AH BS CA CC CCITSE CCSC CD-Rom CHAP CNPJ CO2 CobiT COSO CPD CPF CPU CRL CSI/FBI CTCPEC CTN CVM DES DTI ESP FD FTP GB HD HP HTTP IBM ICMS ID IDEA IDS IETF IKE INC.

Adleman Rivest. Shamir. Shamir. W3) Network Access Server National Bureau of Standards National Computing Center Network Interface Card National Institute of Standards in Technology National Security Agency Open System Interconnect Password Authentication Protocol Public Key Infrastructure Programa Nacional de Apoio à Administração dos Estados e Municípios Post Office Protocol versão 3 Point to Point Point to Point Tunneling Protocol Registration Authorities Remote Access Dial In User Service Random Access Memory Remote Access Server Rivest Cipher Request for Comments Routing Information Protocol Rivest. Adleman Data Security Inc.x NAS NBS NCC NIC NIST NSA OSI PAP PKI PNAFEM POP3 PPP PPTP RA RADIUS RAM RAS RC2. Systems Auditability and Control Statements on Auditing Standards Simple Mail Transfer Protocol Service Pack Secure Sockets Layer Transport Control Protocol Trusted Computer System Evaluation Criteria Trivial File Transfer Protocol Tecnologia da Informação User Datagrama Protocol União Educacional de Brasília Uninterruptable Power System Visual Basic Virtual Private Network Wide Area Networks World Wide Web . RC4 RFC RIP RSA RSA/DSI SAC SAS SMTP SP SSL TCP TCSEC TFTP TI UDP UNEB UPS VB VPN WAN Web ( WWW.

qualificando um ex funcionário de sua empresa que divulgou para a imprensa esquemas das redes de grandes clientes para os quais prestava consultoria Maio/2001 “.” Altair Lemos Moura Diretor de administração do Ministério da Fazenda em São Paulo justificando as fraudes no sistema de pagamento de pensionistas do Ministério ....xi Abril/2001 “. nunca imaginamos que um servidor de nossa carreira pudesse cometer um crime destes . “ Regina Peres Teles Borges Ex Diretora do PRODASEN tentando explicar a violação do painel de votações do Senado Federal Junho/2001 “. é atitude de um desequilibrado.... nós sempre nos preocupamos com possíveis invasões externas.....” Fernando Néri Presidente da Módulo Security.. não imaginamos que alguém da casa pudesse cometer tal desatino ..

Recentes fatos noticiados na imprensa coincidiram com a conclusão do curso de Redes de Computadores 2000/2001 – UNEB. já que. a prestação de serviços com qualidade pode se tornar inviável. Tal preocupação decorreu do fato destas instituições terem passado recentemente por grandes revoluções no campo da informática aplicada quando decidiram caminhar na direção da autonomia e se libertar das Companhias Estaduais/Municipais de Processamento de Dados. A distribuição da massa informacional. a preocupação em relação à proteção destas contra o acesso não autorizado e possível destruição cresceu de forma acentuada. além do direito à consulta sobre os dados disponibilizados nos sistemas governamentais. Logo depois que as organizações começaram a utilizar intensamente os ambientes de computação em rede para aprimorar sua capacidade de criar. levando-nos a propor uma discussão sobre a formulação de uma política de segurança da informação aplicada às instituições governamentais de administração tributária. turma B. é uma diretriz que se materializa gradativamente. Paralelamente. a indústria de segurança de rede inicialmente concentrou seus . Com a chegada dos computadores pessoais e das redes de computadores que se conectam ao mundo inteiro. tem se manifestado no sentido de assegurar a proteção da informação sob sua guarda e aquelas de interesse do cidadão. comunicar e usar informações vitais. previsto na Constituição. que doravante chamaremos de Secretarias de Receita. os sistemas de informação também adquiriram uma importância vital para a sobrevivência da maioria das organizações modernas.12 1. garantida através de mecanismos de segurança para as diversas linhas de aplicação e suporte às atividades dentro e fora do governo. os aspectos de segurança atingiram tamanha complexidade que há a necessidade do desenvolvimento de equipes cada vez mais especializadas para sua implementação e gerência. Os sites de Internet devem comprometer-se em garantir a confiabilidade das informações de caráter pessoal que são armazenadas em suas bases de dados. É fundamental garantir o direito dos cidadãos à privacidade. sem computadores e redes de comunicação. O Governo Federal. INTRODUÇÃO No âmbito do Governo existem perdas que podem causar danos irreparáveis. Como ocorreu na evolução de vários outros produtos. sejam elas relativas aos usuários ou às pessoas que compõem a Administração Pública. armazenar. em diversas oportunidades.

partindo. disponibilidade da rede 24 horas dos 7 dias da semana. que permite tomar decisões de segurança de forma racional. o conceito de verificação e teste surgiu em produtos direcionados ao mercado de invasores potenciais e. para identificar outras áreas vulneráveis que necessitavam de atenção. testes e análises. Embora a maioria dos produtos comerciais de verificação fizessem um trabalho confiável de identificação das vulnerabilidades e das medidas de segurança que podiam ser utilizadas para solucioná-las. Diante da nova situação surgiu uma nova categoria de produtos que consistia em sistemas de “verificação e teste”. Em um primeiro momento. seus mecanismos de classificação não iam muito além de graduações relativamente grosseiras. orientado para gerenciamento. estes sistemas de segunda geração também raramente incluíam recursos para simular diferentes cenários de proteção e/ou realizar uma análise de custo/benefício das medidas de segurança propostas. por fim. como o tradicional sistema de prioridades: Alta. um gerenciamento de segurança realmente eficaz deve ser capaz de fornecer um contexto amplo para a aplicação mais apropriada de métodos de verificação. as organizações reguladoras e padronizadoras do setor de segurança têm dado ênfase à definição e à implantação de sistemas de gerenciamento de risco abrangentes. Nos últimos anos. simulando invasões em vários pontos diferentes. deram origem a vários produtos comerciais. proteções e outras medidas de segurança. . Para oferecer suporte à decisão.13 esforços em proteger os pontos fracos mais óbvios. Em vez de ser uma atividade de escopo limitado ou um evento periódico. levando em consideração a missão geral. O principal objetivo da verificação era identificar o maior número possível de vulnerabilidades no sistema. A variedade e a complexidade das redes levaram ao desenvolvimento de mecanismos mais sofisticados para identificar áreas vulneráveis que exigiam atenção constante. em seguida. O grande mérito das soluções de segurança de rede de terceira geração é reunir todos os recursos já existentes em um único recurso abrangente. compatível com as suas metas estratégicas. Média e Baixa. Estes produtos tinham como principal objetivo identificar pontos fracos na rede através da aplicação de uma variedade de cenários de invasão. as metas e os objetivos comerciais da empresa. Sua principal meta é tornar o gerenciamento de risco de segurança da rede parte integrante do conjunto de ferramentas básicas da organização para um gerenciamento “24 X 7” ou seja.

perceberam que se tornaram vulneráveis. mas que não retirasse do usuário a agilidade necessária ao bom funcionamento do negócio. tanto públicas quanto privadas. devem-se adotar políticas de segurança que determinem quais itens devem merecer atenção e com quais custos. sendo o grande desafio desta questão a criação de um ambiente controlado e confiável. o gerenciamento estruturado dos riscos deve invariavelmente começar com a compreensão da importância e do valor relativos de todas as informações. A tendência de negligência quanto aos procedimentos de segurança até que ocorra algum problema grave é muito comum nos ambientes denominados “cliente-servidor”. Para evitar que isto ocorra. Apenas através da identificação.14 Considerando a organização como um todo. da catalogação e análise iniciais dos ativos de informação será possível avaliar os impactos de sua possível destruição ou comprometimento. . Como as organizações. O inventário de informações (ativos) oferece um contexto apropriado para julgar os riscos reais decorrentes das possíveis vulnerabilidades e ameaças a estes ativos. procuraram implementar metodologias e ferramentas de segurança.

. autenticidade. OBJETIVO GERAL Este trabalho tem por objetivo apresentar uma proposta de política de segurança baseada na norma ISO/IEC 17799:2000 às Secretarias de Receita. lógicos e pessoais. espionagem. A excessiva demanda da comunidade por acesso às informações residentes e tratadas nestas instituições levou seus administradores a buscarem novos meios para dar vazão a esta demanda. lógica e pessoal.1. Desenvolver controles de segurança física. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • • • • Levantar as necessidades das Secretarias de Receita quanto à segurança das informações em seu poder. incluindo fraudes eletrônicas. OBJETIVOS 2.2. fogo e inundação. seus sistemas de informação e redes de computadores são colocados a prova por diversos tipos de ameaças à segurança da informação. que garante o sigilo fiscal. vandalismo. confidencialidade. Cada vez mais estas organizações. apresentando controles físicos. Considerando que os dados e informações residentes nas Secretarias de Receita podem refletir a vida financeira e contábil de pessoas e empresas e são legalmente protegidas pelo Código Tributário Nacional .CTN. 2. as grandes organizações e instituições estão cada vez mais dependentes de novas tecnologias. disponibilidade da informação e não repúdio dos dados. sendo quase impossível manter seus negócios sem o auxílio do computador. Apresentar os riscos.15 2. Atualmente. ameaças e vulnerabilidades que podem afetar a segurança da informação e as contramedidas pare prevenir ataques. surge a necessidade de se implementarem mecanismos eficientes que possam garantir a integridade. A realidade das Secretarias de Receita ainda baseia-se em Sistemas Corporativos voltados para ambientes fechados (mainframe). Conscientizar os funcionários e prestadores de serviço quanto à segurança das informações. sabotagem.

Elaborar um plano de contingência visando garantir a continuidade do negócio das Secretarias de Receita. Propor uma metodologia de auditoria como elemento de apoio à administração de segurança da informação. .16 • • • Apresentar uma proposta de política de segurança à alta administração das Secretarias de Receita buscando comprometimento e apoio para implementação da mesma.

garantia da identidade da origem e do destinatário de uma informação. (FRASER. além disso. OPPENHEIMER. 1997. . Conforme o caso.garantia de que as informações e métodos de processamento somente sejam alterados através de ações planejadas e autorizadas. PROJETO DE SEGURANÇA A estratégia de segurança da informação de uma empresa exige a elaboração de um projeto de segurança que descreva todos os aspectos da segurança da informação na empresa. 1999). FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A fim de facilitar o entendimento geral.1. também podem ser fundamentais para garantir a segurança da informação: • • Autenticação . Não repúdio . Um desses aspectos consiste na elaboração de um plano de segurança.2. Integridade .garantia de que a informação é acessível somente por pessoas autorizadas. 3. consideram-se as ferramentas de hardware e software utilizadas e o domínio da aplicabilidade das mesmas pela organização. A segurança da informação consiste na preservação dos seguintes atributos: • • • Confidencialidade . Disponibilidade .garantia de que o emissor não negará um procedimento por ele realizado.garantia de que os usuários autorizados tenham acesso à informação e aos ativos correspondentes quando necessário (ISO/IEC 17799:2000). serão descritos a seguir alguns conceitos básicos importantes para a discussão do tema. 3.17 3. SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO A segurança da informação de uma instituição passa primeiramente por uma relação considerável de normas que regem os comportamentos de seu público interno e suas próprias atitudes em relação aos clientes externos.

3. gerenciamento e auditoria dos procedimentos de segurança. Um dos aspectos mais importantes do plano de segurança é uma especificação das pessoas que devem estar envolvidas na implementação da segurança de rede: • • • Serão contratados administradores de segurança especializados? Como os usuários finais e seus gerentes estarão envolvidos? Como os usuários finais. PLANO DE SEGURANÇA Plano de Segurança é um documento de alto nível que propõe o que uma organização deve fazer para satisfazer os requisitos de segurança. um plano de segurança precisa ter o apoio de todos os níveis de funcionários dentro da organização. quais áreas da empresa disponibilizam os serviços. a descrição detalhada de sua implementação. FTP. Definição de uma norma de segurança. O plano especifica o tempo. o modo como o acesso será fornecido e quem irá administrar os serviços. e Implementação. Web. Desenvolvimento de procedimentos para implantar a norma e uma estratégia de implementação. incidentes e contingências. as pessoas e outros recursos que serão necessários para desenvolver uma norma de segurança e alcançar a implementação técnica da norma. Análise dos riscos de segurança. correio eletrônico e outros. contendo a relação dos serviços de TI disponibilizados. O plano deve estar baseado na análise de ativos de redes e riscos. Esta lista deve especificar quem fornecerá os serviços. Desenvolvimento de um plano de segurança. como por exemplo. dos procedimentos de controle dos ambientes.18 O projeto de segurança. quem terá acesso aos serviços. segundo Oppenheimer (1999).3. Deve fazer referência à topologia de rede e incluir uma lista de serviços de rede que serão fornecidos. envolve várias etapas de trabalho: • • • • • • • Identificação dos ativos da empresa em termos de informações. quem terá acesso aos serviços. Análise dos requisitos de segurança e compromissos. gerentes e pessoal técnico serão treinados sobre normas e procedimentos de segurança? Para ser útil. É muito importante que a administração corporativa .

1999). 3. as normas de segurança devem ser atualizadas com regularidade a fim de refletirem novas orientações comerciais e mudanças tecnológicas (Oppenheimer. auditoria e configuração. Pelo fato de as organizações mudarem continuamente. PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA Os procedimentos de segurança implementam normas de segurança. A norma deve especificar os mecanismos pelos quais estas obrigações podem ser cumpridas. O desenvolvimento de uma norma de segurança é trabalho dos administradores de redes.5. NORMA DE SEGURANÇA Norma de segurança é uma declaração formal das regras às quais as pessoas que têm um determinado acesso à tecnologia e aos ativos de informações de uma organização devem obedecer. entre o nível estratégico e o de descrição de procedimentos. gerentes. da mesma forma que os usuários finais (Oppenheimer. A norma de segurança informa aos usuários. ou seja. norma de segurança como sendo um estatuto no qual estão transcritas regras de nível intermediário. 1999).4. Uma vez desenvolvida. A norma de segurança é um documento vivo. Muitas empresas exigem que o pessoal assine uma declaração indicando que leu. executivos e pessoal técnico. (RFC 2196. Da mesma forma que o plano. The Site Security Handbook). dentro de um segmento particular do ambiente desta corporação. a norma de segurança deve ter o comprometimento de funcionários. O pessoal técnico da rede e de locais remotos deve se envolver no plano. Podem-se definir procedimentos de segurança como sendo um estatuto no qual estão transcritas regras de nível operacional. definem processos de configuração. 3. cujo cumprimento visa garantir a segurança das informações e recursos de uma instituição. compreendeu e concorda em cumprir as normas. ou seja. gerentes e ao pessoal técnico de suas obrigações para proteger os ativos de tecnologia e informações. Pode-se definir ainda. login. a norma de segurança deve ser explicada a todos pela gerência superior.19 apoie plenamente o plano de segurança. a nível de descrição de execução de .

3. fazer auditoria e desenvolver o plano de contingência com objetivo de manter o negócio da Secretaria de Receita sempre ativo. ARQUITETURA DE SEGURANÇA Com base na norma de segurança. a arquitetura de segurança recomendada deve fornecer as bases para os aspectos de segurança dos seguintes elementos: aplicações.20 ações.6. Para tanto. são criados o plano de contingência e o processo de auditoria. comunicação de dados e gerência de sistemas e rede. lógicos. Devem ser escritos procedimentos de segurança para usuários finais. Os procedimentos de segurança devem especificar como controlar incidentes (quer dizer. Em um ambiente como o da Secretaria de Receita. o que fazer e quem contatar se uma intromissão for detectada). o modelo de segurança e a junção de padrões e tecnologias. Com base nessa arquitetura. Uma arquitetura de segurança deve levar em consideração três elementos básicos: pessoas. deve existir uma arquitetura de segurança com potencial necessário para atingir todas as metas e objetivos de segurança desejáveis sem comprometer a capacidade de adaptabilidade e a independência dos recursos de TI (Tecnologia da Informação). Uma arquitetura de segurança representa um elenco de recomendações que define os princípios e fundamentos que devem ser observados na implementação de um ambiente considerado seguro em relação aos riscos. técnicos e administrativos necessários para a garantia da segurança da informação (ROBERTI. cujo cumprimento visa garantir a segurança das informações de uma instituição. Os procedimentos de segurança podem ser comunicados aos usuários e administradores em turmas de treinamento lideradas por instrutores qualificados. é criado um documento denominado política de segurança para ser divulgado em toda empresa. 2001). baseado na arquitetura clienteservidor. impactos e custos ao qual ele está submetido. Para implementar a política de segurança deve ser criada uma arquitetura de segurança que consiste na aplicação de todos os controles físicos. . administradores de redes e administradores de segurança. dentro de um segmento particular do ambiente da corporação. dados. A divulgação deve ser restrita aos funcionários diretamente envolvidos.

3. funcionários. Ambientes de TI como os da Secretaria de Receita geralmente são dinâmicos e sujeitos a muitas pressões da sociedade.7. Definir relacionamentos entre os componentes de segurança: autenticação e permissão de acesso. MODELO DE SEGURANÇA O conjunto de todos os controles. a arquitetura deve possuir as seguintes qualidades: • • • • • • • Ser independente de plataforma operacional. como por exemplo a norma ISO/IEC 17799:2000 e CobiT. Um modelo de segurança endereça os requisitos técnicos de segurança exigidos conforme figura a seguir. Possuir um modo consistente de gerenciamento. pode reduzir o custo do desenvolvimento e do gerenciamento da segurança. se corretamente implementado. procedimentos e mecanismos de segurança. Um modelo de segurança deve prover a habilidade de proteger adequadamente a informação. por exemplo: criptografias e cartão inteligente. antes de qualquer entidade (usuários. padrões e tecnologias usadas em um Modelo de Segurança. e Obter a conscientização de usuários finais. é necessário saber quais recursos podem ser utilizados com segurança e quais informações são confidenciais. Para tanto. Em um ambiente confiável. aplicação de rede. Uma arquitetura de segurança eficiente e eficaz deve levar em conta o trinômio: pessoas. denomina-se modelo de segurança que. .21 É importante salientar que a arquitetura de segurança proposta deve conduzir a implementações que sejam financeiramente possíveis para a organização. Ter performance e disponibilidade dos mecanismos de segurança. programas) confiar em um sistema. Estar em conformidade com padrões infacto. por exemplo. Ser alavancada por tecnologias de segurança amadurecidas.

Fonte: Arquitetura de Segurança desenvolvido pela HP para o Tribunal Superior Eleitoral A fundação consiste de declarações claras e concisas. HISTÓRICO DAS NORMAS DE PADRONIZAÇÃO DE SEGURANÇA Nas últimas duas décadas. Os princípios indicam itens como identificação. É através dos princípios que a Arquitetura de Segurança será definida. recuperação e para assegurar conformidade às leis e regulamentos aplicáveis à arquitetura de segurança. França. proteção de dados e recursos.8. 3. Os controles referem-se a gerência e mensuração das operações sobre sistemas e dados no ambiente. países como Estados Unidos. performance e disponibilidade dentro dos limites aceitáveis e definidos nos princípios e na política de segurança. políticas e procedimentos de segurança da instituição que servirão como guia para a gerência de riscos. Os princípios de segurança são declarações particulares que definem o que a segurança significa para a organização e como será administrada. requisitos de autenticação e os controles. Entende-se por ambiente confiável a combinação de segurança.22 MODELO DE SEGURANÇA AMBIENTE CONFIÁVEL SEGURANÇA INTEGRIDADE AUTORIZAÇÃO CONFIDENCIALIDADE AUTENTICAÇÃO PERFORMANC DISPONIBILIDADE CONTROLES ACESSO FÍSICO ACESSO À REDE GERÊNCIA MONITORAÇÃO E DETECÇÃO RECUPERAÇÃO CONTINUIDADE DURABILIDADE CONSISTÊNCIA GERÊNCIA DE MUDANÇAS NÃO REPÚDIO AUDITORIA FUNDAÇÃO POLÍTICAS DE SEGURANÇA PRINCÍPIOS DE SEGURANÇA PADRÕES E CRITÉRIOS DE SEGURANÇA EDUCAÇÃO Figura 1 – Requisitos do Modelo de Segurança. Alemanha. Reino Unido e Canadá têm se empenhado no desenvolvimento de Padrões de . Holanda.

lançado em junho de 1991. a confidencialidade. Os critérios divididos anteriormente em funcionalidade e confiabilidade passam a serem divididos na CTCPEC. Vol. alarga o horizonte para incluir sistemas monolíticos. bancos de dados. e permite a seleção arbitrária da segurança funcional a níveis de graus de garantia. sistemas de rede. elaborado pela França. O Federal Criteria for Information Technology Security foi elaborado em conjunto pelo National Institute of Standards and Technology (NIST) e o National Security Agency (NSA) dos Estados Unidos. 1 em dezembro de 1992 e vol. A norma canadense. manuais. a disponibilidade e a legitimidade. em quatro critérios: da garantia em TI. conhecido como o Orange Book. Este último descreve o tipo. a integridade. O ITSEC faz a primeira tentativa de desenvolver critérios padronizados para a Comunidade Européia. garantia e documentação. sistemas distribuídos. cuja versão final saiu em 1985. tornou-se necessária uma normatização e posteriormente uma harmonização. passou a ser o critério de normatização do Canadá (janeiro de 1993. a evidência escrita na forma de guias de usuário. Alemanha. última edição). Holanda e Reino Unido e adotado pelos países membros do Mercado Comum Europeu. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos lançou em 1983 o Trusted Computer System Evaluation Criteria .(ITSEC). e modelo de documentação requerido a cada tipo de evento. sistemas multi-processados. CTCPEC. a Canadian Trusted Computer Product Evaluation Criteria (CTCPEC). A primeira tentativa de desenvolver um critério padrão foi o Information Technology Security Evaluation Criteria . A canadense. Os sistemas de administração de redes. Esta norma européia introduz o conceito de separar as exigências funcionais e as exigências de garantia. O Orange Book (TCSEC) define a Política de Segurança e conceitos de responsabilidade. estes critérios são definidos como critérios . subsistemas. Como o comércio não poderia dispor e avaliar produtos em múltiplos países com múltiplos padrões.23 Segurança para Tecnologia da Informação. e outros. banco de dados e periféricos não foram suficientemente conceituados por esta norma.(TCSEC). 2 em janeiro de 1993. testes. A enorme disponibilidade de produtos no mercado internacional gerou a necessidade de padrões que pudessem ter ampla aceitação e aplicabilidade no mercado.

O modelo básico foi ao longo do tempo sendo complementado com adição de outros documentos. e para determinar suas responsabilidades em apoiar e avaliar seus produtos. Canadá e Holanda publicaram uma avaliação de padrões desenvolvida em conjunto para um mercado multinacional. O CC também serve para auxiliar os avaliadores a julgar se um produto preenche ou não os requisitos de segurança e para fornecer dados quando estiver formando métodos específicos de avaliação. 1. A arquitetura de segurança ISO estabelece. orientações e restrições para o aperfeiçoamento dos padrões existentes além de guiar o desenvolvimento de novos padrões. O CC pode ser útil para os desenvolvedores auxiliando na escolha de quais requisitos de segurança vão incluir em seus produtos. dentre eles o ISO/IEC 7498-2 que trata dos aspectos relativos à segurança e sua forma de aplicação em circunstâncias onde é necessário proteger os dados. a versão 2.24 O Federal Criteria tem como característica a especificação. Em Janeiro de 1996. O modelo de referência OSI/ISO/IEC inicialmente foi elaborado para permitir a interconexão entre sistemas baseados em diferentes plataformas. e também para publicar suas exigências de segurança de forma que os vendedores possam desenvolver produtos que estejam de acordo com as mesmas. em conjunto com o esquema básico definido no modelo de referência. os Estados Unidos. O Common Criteria pode ser usado por consumidores para ajudá-los a decidir quais produtos de segurança comprar baseados nas classificações do CC. Reino Unido. a comunicação.0) foi publicada em Janeiro de 1996. Este padrão é conhecido como Common Criteria for Information Technology Security Evaluation . visando permitir comunicações cada vez mais seguras e prover uma abordagem consistente para segurança em ambiente ISO. . Uma versão inicial (v. para desenvolver e criar produtos de forma a provar aos avaliadores que tais produtos preenchem os requisitos. geralmente referido apenas como “Common Criteria” (CC). França.0 em maio de 1998 e a última versão em agosto de 1999. que combina os melhores aspectos de ambos. A chave deste esforço é o avanço do estado da arte da segurança em TI e a harmonização de esforços internacionais. os recursos e os usuários do ambiente. Alemanha. o desenvolvimento e a avaliação de produtos de segurança para TI.CCITSE (Critério Comum para Avaliação de Segurança da Tecnologia da Informação). O Common Criteria é um esforço multinacional de escrever um sucessor para o TCSEC e ITSEC.

bem como um esquema associado de avaliação e certificação. foi publicada em abril de 1999. como um documento de orientação dos Padrões Britânicos. A origem da ISO/IEC 17799:2000 remonta aos dias do Centro Comercial de Segurança na Computação (CCSC) do Departamento de Comércio Britânico (DTI). a BS 7799-2:1998 foi adicionada em fevereiro de 1998. deram continuidade ao seu desenvolvimento para garantir que o Código era tanto significativo quanto prático do ponto de vista dos usuários. Consistia em um código de práticas para gerenciamento de segurança da informação. O National Computing Center (NCC) e posteriormente um consórcio de usuários. Após um período de extensivas revisões e consultas públicas que iniciou em novembro de 1997. oito pequenas modificações ao texto da BS foram aprovadas e o padrão foi publicado como ISO/IEC 17799:2000 em 1 de dezembro de 2000. o PD 0003. a segunda tarefa era ajudar os usuários a produzirem um código de boas práticas de segurança que resultou em um “Código de Práticas para Usuários”. Seguindo um período de mais consultas públicas. Fundado em maio de 1987. Uma segunda parte. . Neste ínterim. a primeira revisão do padrão. o comitê responsável pelo desenvolvimento da BS 7799 está se preparando para atualizar a parte 2 de forma a ser proposta como padrão ISO.25 A arquitetura de segurança apresentada no modelo ISO/IEC 7498-2 possui os seguintes objetivos: • • Descrever os serviços de segurança e os mecanismos a eles relacionados e Definir a posição dos serviços de segurança e dos mecanismos associados no modelo de referência. A ISO/IEC 17799:2000 tem como objetivo permitir que companhias que cumprem a norma demostrem publicamente que podem resguardar a confidencialidade. integridade a disponibilidade das informações de seus clientes. publicado em 1989. a princípio. a BS7799:1999. A parte 1 do padrão foi proposta como um padrão ISO em outubro de 1999 e aprovada por maioria em votação internacional em agosto de 2000. principalmente da Indústria Britânica. O resultado final foi publicado. A arquitetura ISO trata exclusivamente dos aspectos de segurança relacionados à comunicação entre os sistemas finais não abrangendo medidas de segurança que devem ser adotadas nos sistemas complementares necessárias para garantir a proteção completa dos recursos e dados do sistema. o CCSC tinha duas principais tarefas: a primeira era auxiliar os vendedores de produtos de segurança de TI a estabelecer um conjunto de critérios de avaliação de segurança reconhecido internacionalmente. foi posteriormente relançado como a British Standard BS7799:1995. Em outubro de 2000.

A política deve especificar os mecanismos através dos quais estes requisitos podem ser alcançados. a ISO/IEC 17799:2000 dá orientações sobre políticas de segurança. Outro propósito é oferecer um ponto de referência a partir do qual se possa adquirir. é necessário que a sua elaboração. Uma política de segurança é a expressão formal das regras pelas quais é fornecido acesso aos recursos tecnológicos da empresa. onde as responsabilidades recaem. 3.9. plano de continuidade dos negócios e requisitos legais. O caráter estratégico de uma política de segurança deve garantir que a mesma aborde questões que são essenciais para a corporação como um todo. configurar e auditar sistemas computacionais e redes. Além de fornecer controles detalhados de segurança para computadores e redes. A administração deve estabelecer uma política clara e demonstrar apoio e comprometimento com a segurança da informação através da emissão e manutenção de uma política de segurança da informação para toda a organização (ISO/IEC 17799:2000). as suas obrigações para a proteção da tecnologia e do acesso à informação. e qual o comprometimento da organização com a segurança. Com o intuito de tornar a política de segurança um instrumento que viabilize a aplicação prática e a manutenção de uma infra-estrutura de segurança para a instituição. Portanto. equipe e gerentes. A política deve especificar as metas de segurança da organização. uma tentativa de utilizar um conjunto de ferramentas de segurança na ausência de pelo menos uma política de segurança implícita não faz sentido (RFC 2196). O principal propósito de uma política de segurança é informar aos usuários. conscientização sobre segurança para os funcionários. Uma vez que a política é um estatuto. aprovação e aplicação sigam os ritos internos da instituição na qual será aplicada. é . Cada regra da política serve como referência básica para a elaboração do conjunto de regras particulares e detalhadas que compõem as normas e os procedimentos de segurança. para que sejam adequados aos requisitos propostos.26 A ISO/IEC 17799:2000 fornece mais de 127 orientações de segurança estruturadas em 10 títulos principais para possibilitar aos leitores identificarem os controles de segurança apropriados para sua organização ou áreas de responsabilidade. POLÍTICA DE SEGURANÇA A política de segurança tem por objetivo prover à administração uma direção e apoio para a segurança da informação.

quanto mais baixo o nível hierárquico de um documento de segurança em relação à política.27 necessário que a política seja desdobrada em estatutos mais detalhados. uma política só apresentará efetividade ao longo do tempo se sofrer constantes reavaliações e atualizações conforme o ciclo de etapas mostrado a seguir. Considerando a mutabilidade de tais elementos e dos próprios objetivos e metas da organização. mais detalhado e de caráter operacional será.1. Outros níveis podem existir. sendo que o limite será ditado pelas necessidades e conveniências da instituição para a qual são elaborados as regras de segurança. Implementação Auditoria Administração Figura 2 – Processo de uma Política de Segurança Diretrizes e normas 3. tal qual numa hierarquia. normas. ou controles. Cabe ressaltar que. mas um meio para se chegar a um objetivo maior. A segurança não é um fim em si mesma.9. Estes estatutos podem ser referidos como políticas específicas. A política de segurança como um elemento institucional da organização possui um ciclo de vida indefinido e deve prever todos os mecanismos de defesa contra qualquer ameaça conforme estabelecido no estudo de custos x benefícios. Visão Geral de uma Política de Segurança A elaboração de um programa sistematizado de segurança de informações parte da análise das seguintes indagações: . regras complementares. É importante lembrar que toda regra aplicada a uma instituição deve estar em consonância com os objetivos fins da mesma.

existe muita publicidade sobre intrusos externos em sistemas de computadores. Como por exemplo. Disponibilidade – garantia de que os serviços e os dados estejam disponíveis no momento em que são requisitados por pessoa ou entidade autorizada. e como proteger. para a maioria das organizações. Custo neste contexto significa incluir perdas expressas em moeda corrente real. É preciso conhecer os riscos. Uma das razões mais importantes de criar uma política de segurança da informação é assegurar que esforços despendidos em segurança renderão benefícios efetivos. Embora isto possa parecer óbvio. deve-se atentar para os seguintes princípios que norteiam um bom programa de segurança de informação: • • • Confidencialidade – garantia contra o acesso de qualquer pessoa/entidade não explicitamente autorizada. Este é o processo de examinar todos os riscos e ordenar esses . do que se deve proteger. a maior perda ocorre com intrusos internos. O primeiro passo para isto é avaliar o valor do bem ou recurso a ser protegido e sua importância para a organização.28 • • • • • • • • O que se deseja proteger? Contra que ou quem? Quais são as ameaças mais prováveis? Qual a importância de cada recurso? Qual o grau de proteção desejado? Quanto tempo. mas a grande parte das pesquisas sobre segurança mostram que. Integridade – garantia de que os dados não sejam apagados ou de alguma forma alterados sem a permissão competente.. é possível se enganar sobre onde os esforços são necessários. o que ajuda a definir quanto vale a pena gastar com proteção. identificar os pontos vulneráveis e determinar uma solução adequada para a organização. reputação. saber quais as conseqüências da falta de segurança. A análise de risco envolve determinar o que se deve proteger. confiança e outras medidas menos óbvias. recursos financeiros e humanos se pretendem gastar para atingir os objetivos de segurança desejados? Qual a expectativa dos usuários e clientes em relação à segurança das informações? Quais as conseqüências no caso dos recursos serem corrompidos ou roubados? Obtidas as respostas às indagações acima.

programas. sistemas operacionais e programas de comunicação. estações de trabalho. local. e Materiais: papel.9. Considerações Importantes O domínio das ferramentas de proteção disponíveis no mercado aliado a uma consistente análise dos riscos constituem a base para a formação de um sólido programa destinado à segurança institucional dos dados de uma organização e irá determinar quão segura é a rede de comunicação e os dados nela residentes. tal como as pessoas que de fato usam os sistemas.3. sem antes determinar quais são as suas metas de segurança. propriedade intelectual e todos os vários componentes de hardware. bancos de dados e mídia de comunicação.9. servidores de terminais. • • • • • Software: programas fonte. Uma política de segurança não deve prejudicar os processos de produção da organização. 3. teclados. Dados: durante execução. programas objeto. Este processo envolve a tomada de decisão sobre o custo benefício do que se deve proteger. hardware.29 riscos por nível de severidade. Pessoas: usuários. . Alguns são óbvios. mas. deve preocupar-se com as funcionalidades que irá manter e qual será a facilidade de utilizá-las. não é possível tomar boas decisões sobre segurança. tais como informações proprietárias. sendo assim. O ponto de partida é a lista de todos as partes que podem ser afetadas por um problema de segurança. linhas de comunicação. utilitários. armazenados on-line. fitas e mídia magnéticas. 1989). arquivados off-line. formulários. backups. drives. sistemas. administradores e suporte de hardware. Conforme sugerido por Pfleeger (Pfleeger. alguns são negligenciados. roteadores. a seguir está uma lista de categorias: • Hardware: CPUs. discos.2. procedimentos 3. computadores pessoais. impressoras. boards. terminais. Documentação: administrativos. programas de diagnóstico. logs de auditoria. No entanto. Identificação dos Recursos O primeiro passo de uma análise de risco é a identificação de todos os elementos que necessitam de proteção.

o risco é superior ao benefício do mesmo. Definir responsabilidades para implementação e manutenção de cada proteção. e o administrador deve optar por eliminar o serviço ao invés de tentar torná-lo menos inseguro. perda de dados (corrupção ou deleção de informações). metas e regras devem ser comunicados indistintamente a todos os usuários. e • Custo da segurança versus o risco da perda . Premissas Básicas Uma política de segurança deve ser elaborada visando toda a organização a que se prestará e suas concepções institucionais. e a perda de serviços (ocupar todo o espaço disponível em disco. mas mais seguro. e gerentes através de um conjunto de regras de segurança. Cada tipo de custo deve ser contrabalançado ao tipo de perda. Solicitar senhas torna o sistema um pouco menos conveniente. Descrever o programa geral de segurança da rede. desta forma. Requerer senhas one-time geradas por dispositivos. chamado de Política de Segurança. Os objetivos. . pessoal operacional. 3.Há muitos custos diferentes para segurança: monetário (o custo da aquisição de hardware e software como Firewalls. performance (tempo de cifragem e decifragem). torna o sistema ainda mais difícil de utilizar. • Facilidade de uso versus segurança . Demonstrar os riscos e ameaças que está combatendo e as proteções propostas. Para alguns serviços.O sistema mais fácil de usar deveria permitir acesso a qualquer usuário e não exigir senha. não haveria segurança.30 Uma política de segurança deve nortear seus objetivos a partir das seguintes considerações: • Serviços oferecidos versus segurança fornecida . impossibilidade de acesso à rede). Há também muitos níveis de risco: perda de privacidade (a leitura de uma informação por indivíduos não autorizados). necessita observar alguns princípios elementares elencados a seguir: • • • • Apoiar-se sempre nos objetivos da organização e nunca em ferramentas e plataformas. dados.9.4. isto é. mas bastante mais seguro. e geradores de senha one-time). ambientes e pessoas. e facilidade de uso.Cada serviço oferecido para os usuários carrega seu próprio risco de segurança.

A seguinte lista de indivíduos deve estar envolvida na criação e revisão dos documentos da política de segurança: • • • Representante da administração superior da organização. informação de violação de segurança. Administrador de segurança do site. 3. 3. ela deve ter a aceitação e o suporte de todos os níveis de empregados dentro da organização. e quem é afetado pelas orientações. quem detém privilégios e determina autorizações.6. Determinação da gerência específica e responsabilidades dos envolvidos no controle e manuseio do ambiente operacional. e Descrição dos procedimentos para os casos de exceção. • Identificação precisa de quem desenvolveu as orientações. . Conteúdo Essencial Como instrumento de caráter institucional. caso contrário haverá pouca chance que ela tenha o impacto desejado. e Definir sanções e penalidades.31 • • Definir normas e padrões comportamentais para usuários.9. Principais Atores Para que uma política de segurança se torne apropriada e efetiva. uma política de segurança deve apresentar em seu contexto.5. Suporte técnico. para que o documento seja utilizado como prova se ocorrer alguma violação. no mínimo. quem as aprovou.9. É especialmente importante que a gerência corporativa suporte de forma completa o processo da política de segurança. • • • • Descrição dos procedimentos para fornecimento e revogação de privilégios. Identificação dos recursos que se quer proteger e que software são permitidos em quais locais. os seguintes elementos: • Justificativa da importância da adoção dos procedimentos de segurança explicando-os junto aos usuários para que o entendimento dos mesmos leve ao comprometimento com todas as ações de segurança.

Possuir guias para a compra de tecnologia computacional que especifiquem os requisitos ou características que os produtos devem possuir. pessoal e gerentes. entre outros. adição de novos softwares. e oferecer a conduta no caso de incidentes (por exemplo. Ser implementada por meio de ferramentas de segurança quando apropriado. logs de atividades. e não simplesmente welcome). dentre outros. através da especificação de linhas de conduta dos usuários. Vários fatores podem trazer efetividade para uma política de segurança. • Discriminar uma política de acesso que defina os direitos e os privilégios para proteger a organização de danos. administradores e gerentes. Possuir regras de uso aceitáveis. Deve especificar a capacidade de auditoria. . e aplicar sanções onde a prevenção efetiva não for tecnicamente possível. comunicação de dados. Também deve especificar quaisquer mensagens de notificação requeridas (por exemplo. Conter a indicação de uma política de privacidade que defina expectativas razoáveis de privacidade relacionadas a aspectos como a monitoração de correio eletrônico. Administradores de grandes grupos de usuários dentro da organização. destacam-se: • • • • • • Ser implementável por meio de procedimentos administrativos anteriormente instituídos. conexão de dispositivos a uma rede. • Definir uma política de contabilidade que indique as responsabilidades dos usuários. mensagens de conexão devem oferecer aviso sobre o uso autorizado e monitoração de linha. e Help-Desk. Ela deve oferecer linhas de condutas para conexões externas. Possuir definições claras das áreas de responsabilidade para os usuários.32 • • • • Desenvolvedores de softwares. o que fazer e a quem contatar se for detectada uma possível intromissão). e acesso aos arquivos dos usuários. Representantes de todos os grupos de usuários afetados pela política de segurança.

Um tópico importante a ser tratado aqui é como a manutenção remota é permitida e como tal acesso é controlado. a política deve ser revisada por um conselho legalmente instituído para tal fim. Uma vez estabelecida. 3. Uma atmosfera de não ameaça e a possibilidade de denúncias anônimas irá resultar em uma grande probabilidade de uma violação ser relatada. Os criadores da política devem considerar a busca de assistência legal na criação da mesma. pessoal e gerentes.7.33 • Viabilizar uma política de autenticação que estabeleça confiança por meio de uma política efetiva de senhas. Deve-se criar um documento que os usuários assinem. • Definir um relatório de violações que indique quais os tipos de violações devem ser relatados e a quem estes relatos devem ser feitos. entenderam e concordaram com a política estabelecida (vide Anexo II). Esta é uma parte importante do processo. a política deve ser claramente comunicada aos usuários. Outra área para considerar é a terceirização e como ela é gerenciada. através da linha de conduta para autenticação de acessos remotos e o uso de dispositivos de autenticação. Pode haver requisitos regulatórios que afetem alguns aspectos de uma política de segurança tal como a monitoração. afirmando que leram. Flexibilidade No intuito de tornar a política viável a longo prazo. • Definir uma tecnologia de informação e política de manutenção de rede que descreva como. Finalmente sua política deve ser revisada regularmente para verificar se está suportando com sucesso suas necessidades de segurança.9. Uma política deve ser . devem manipular e acessar a tecnologia. • Possuir um documento de disponibilidade que defina as expectativas dos usuários para a disponibilidade de recursos. Ele deve endereçar aspectos como redundância e recuperação. No mínimo. é necessária bastante flexibilidade baseada no conceito de segurança arquitetural. e • Oferecer aos usuários informações sobre como agir na ocorrência de qualquer tipo de violação. Ele também deve incluir informações para contato para relatar falhas de sistema e de rede. tanto o pessoal de manutenção interno como externo. bem como especificar horários de operação e de manutenção.

isto é. 3) Confidenciais: informações e sistemas tratados como confidenciais dentro da instituição e protegidos contra o acesso externo. em sistemas com um usuário root. Isto inclui o processo e as pessoas envolvidas. sob que condições um administrador de sistema tem direito a pesquisar nos arquivos do usuário. escolhendo mecanismos de segurança mais adequados. Porém. Também é importante reconhecer que há expectativas para cada regra. os usuários só podem acessá-los se estes forem fundamentais para o desempenho satisfatório de suas funções na instituição. senhas. Exemplo: Dados pessoais de clientes e funcionários. Também pode haver casos em que múltiplos usuários terão acesso à mesma userid. Os mecanismos para a atualização da política devem estar claros. Sempre que possível a política deve expressar quais expectativas foram determinadas para a sua existência. múltiplos administradores de sistema talvez conheçam a senha e utilizem a conta. O acesso a estes sistemas e informações é feito de acordo com sua estrita necessidade.34 largamente independente de hardware e software específicos. se isto ocorrer. Exemplo: Serviços de informação interna ou documentos de trabalho corriqueiros que só interessam aos funcionários. causar danos financeiros ou perdas de fatias do mercado para o concorrente.9. contratos . informações divulgadas à imprensa ou pela internet 2) Internas ou de uso interno: as informações e os sistemas assim classificados não devem sair do âmbito da instituição. 2000). Por exemplo. a política pode definir como tratá-la de acordo com sua classe. A classificação mais comum de informações é aquela que as divide em 04 níveis: 1) Públicas ou de uso irrestrito: as informações e os sistemas assim classificados podem ser divulgados a qualquer pessoa sem que haja implicações para a instituição. 3. Classificação das Informações Segundo Claudia Dias (Dias. Por isso a classificação das informações é um dos primeiros passos para o estabelecimento de uma política de segurança de informações. informações sobre vulnerabilidades de segurança dos sistemas institucionais. as conseqüências não serão críticas. balanços entre outros. Por exemplo. Um vez classificada a informação. Exemplo: serviços de informação ao público em geral. diferentes tipos de informação devem ser protegidos de diferentes maneiras. .8. O acesso não autorizado a esses dados e sistemas pode comprometer o funcionamento da instituição.

determinar a probabilidade de uma ameaça se concretizar e entender os riscos potenciais. risco é uma combinação de componentes. Muitas vezes o termo risco é utilizado como sinônimo de ameaça ou da probabilidade de uma ameaça ocorrer.9. É imprescindível que o número de pessoas autorizadas seja muito restrito e o controle sobre o uso dessas informações seja total.9. Para tomar as devidas precauções.35 4) Secretas: o acesso interno ou externo de pessoas não autorizadas a este tipo de informação é extremamente crítico para a instituição. Conhecer com antecedência as ameaças aos recursos informacionais e seus impactos pode resultar em medidas efetivas para reduzir as ameaças. Exemplo: Informações dos contribuintes. Análise de Riscos Análise de riscos é a análise das ameaças. . a qual identifica os componentes críticos e o custo potencial aos usuários do sistema. nível de proteção e facilidade de uso. levando em consideração justificativas de custos. já que é impossível eliminar todos. de forma a proporcionar a adoção de medidas apropriadas tanto às necessidades de negócio da instituição ao proteger seus recursos de informação. as vulnerabilidades e conseqüentemente os impactos. O gerenciamento de risco é o processo de identificação. Na verdade. A quebra de segurança sempre poderá ocorrer. Os riscos podem apenas ser reduzidos. controle e minimização ou eliminação dos riscos de segurança que podem afetar os sistemas de informação a um custo aceitável (ISO/IEC 17799:2000). classificando-os por nível de importância e severidade da perda. vulnerabilidades e impactos em um determinado ambiente. é preciso inicialmente identificar as ameaças e os impactos. declarações de imposto de renda. como aos usuários que precisam utilizar esses recursos. impactos e vulnerabilidades das informações e das instituições de processamento das mesmas e da probabilidade de sua ocorrência. tais como ameaças. talvez não seja aconselhável tomar quaisquer medidas preventivas neste sentido. 3. e os custos envolvidos na sua prevenção ou recuperação. Se combater uma ameaça for mais caro do que seu dano potencial. A análise de risco é o ponto chave da política de segurança englobando tanto a análise de ameaças e vulnerabilidades quanto a análise de impactos.

Worms e Trojans Segundo o CSI/FBI Computer Crime and Security Survey. Quando um arquivo de programa está infectado com vírus é executado e o vírus imediatamente assume o comando.36 3. Precisa de um programa “hospedeiro” portador’. Podem ser inseridos por hackers que entram no sistema e plantam o vírus. os vírus estão em primeiro lugar entre as principais ameaças à segurança da informação no ano de 2001.1. É ativado por uma ação externa. • • • • Eles se replicam. algumas das quais os diferenciam dos vírus. assim como os vírus. e Sua habilidade de replicação é limitada aos sistema virtual. .9. que são programas projetados para replicação e possuem as seguintes características. através de e-mails ou disquetes contaminados. A seguir estão algumas características de um vírus: • • • • Consegue se replicar. encontrando e infectando outros programas e arquivos. ao contrário dos vírus. ou nocivos apagando ou modificando arquivos do computador. a replicação ocorre através dos links de comunicação. Na mesma categoria dos vírus. Ele infecta o arquivo colocando nele parte de um código. São entidades autônomas. circulam e se multiplicam em sistemas multi-tarefa. Riscos Externos Relacionados a seguir estão alguns tipos de riscos externos aos quais freqüentemente as organizações estão sujeitas: Vírus. Os vírus podem ser inofensivos (apenas mostram uma mensagem ou tocam uma música). Residem.9. programas executáveis sobre os quais os usuários têm direito de escrita. não necessitam se atracar a um programa ou arquivo “hospedeiro”. Os códigos de vírus procuram entre os arquivos dos usuários. Para worms de rede. estão os warms.

Esta forma de looping torna muito difícil a sua identificação.São intercessões de pacotes no tráfego para leitura por programas de usuários não legítimos. ou ainda outros de forma que oculte sua identidade. interceptando e-mails e outros tipos de informações. e outros tipos de bancos de dados. Entre os programas mais comuns estão o Back Orifice e o NetBus. Com um software instalado em um sistema o atacante modifica ou apaga arquivos. Entre as vítimas estão bancos. A base desta atuação é tomar posse do logins e senhas das vítimas. bem como em roteadores ou gateways. Quando o programa é rodado. Snoofing e Downloading . Na Web há inúmeros exemplos de home pages invadidas para colocação de slogans ou marcas de presença. mas possui efeitos escondidos. danificando ou alterando informações por trás. que são camuflados com esta finalidade Spoofing .São intercessões do mesmo tipo do sniffer sem modificação do conteúdo dos pacotes embora a ação seja diferente. números de cartões de crédito e direcionamento das trocas de e-mails estabelecendo as relações entre indivíduos e organizações. parece funcionar como o usuário esperava. É um programa em si mesmo e não requer um “hospedeiro” para carregá-lo. Uma das formas pode ser o envio de e-mail falso em nome da vítima. autarquias fiscais. escolas. invasão de outros computadores ou até um terceiro. O sniffer pode ser colocado na estação de trabalho conectada à rede.37 O Trojan (Cavalos de Tróia) é um código escondido em um programa. fazendo download para a sua própria máquina. mas na verdade está destruindo. . tal como um jogo ou uma tabela que tem a aparência de seguro.Esta técnica consiste em atuar em nome de usuário legítimo para realizar tarefas de tampering ou snoofing. Este método é utilizado para intercessão de logins e senhas de usuários. Geralmente são espalhados por e-mails. Modificação e Fabricação Tampering ou Data Diddling. Esta categoria trata da modificação não autorizada de dados. Intercessão Eavesdropping e Packet Sniffing . pois o atacante se apossa de documentos que trafegam na rede. A utilização de cavalos de Tróia está dentro desta categoria para tomar controle remoto dos sistemas vítimas.

dizendo ser um novo funcionário de um determinado setor e dizer que precisa de um username e senha para acesso ao sistema. Bombas Lógicas . A melhor defesa contra este ataque é o treinamento dos funcionários e usuários de redes e computadores. O atacante satura o sistema com mensagens de que querem estabelecer conexão através de vários computadores com a vítima e ao invés de indicar a direção do IP dos emissores estas direções são falsas.O ataque consiste em programas sabotadores introduzidos nas máquinas das vítimas com intuito de destruir as informações ou paralisá-las. Claro que desta forma. pode ser espaço de um disco ou envio de pacotes até a saturação do tráfego da rede vítima impossibilitando-a de receber os pacotes legítimos. o username e a senha necessários para o início de seu ataque. Um bom exemplo de ataque de engenharia social é o de ligar para um setor de informática de uma corporação. Outros ataques comuns são “ping da morte” e a saturação de e-mails. e gostaria que a senha fosse trocada. Muitas vezes o hacker. O sistema responde as mensagens. mas como não recebe as respostas acumula o buffer com informações em aberto. Engenharia Social Este mecanismo de recolhimento de informações é uma das formas mais perigosas e eficientes utilizada pelos hackers.38 Interrupção Jamming ou Flooding. . Uma forma mais fácil ainda é de ligar para o setor de informática dizendo ser “o fulano de tal” que esqueceu a senha. São interrupções do funcionamento do sistema através da saturação de dados. Variando muito de organização para organização. consegue através deste telefonema. o hacker tem que conhecer o nome de um usuário do sistema que esteja há muito tempo sem utilizá-lo. não dando lugar às conexões legítimas. a obtenção de informações através de engenharia social ainda é utilizada com muito sucesso em diversas organizações e seu sucesso depende exclusivamente do conhecimento do pessoal em assuntos de redes e computadores.

raios.39 3. lugar: Penetração externa no sistema. Contudo. Destruindo os equipamentos ou instalações. é necessário implementar defesas contra eles. lugar: Uso interno indevido do acesso à rede 3o. Os empregados insatisfeitos podem tentar sabotar o sistema de informação. Derrubando os sistemas. que podem causar sérios danos aos sistemas de computação. as principais ameaças à segurança da informação no ano de 2001 foram: 1o. Destruindo dados ou programas com bombas lógicas. Segundo o 2001 CSI/FBI Computer Crime and Security Survey. 3. das seguintes formas: • • • • • Modificando ou apagando dados. e Inserindo dados incorretamente. estragar um computador pelo mal uso.10. desastres naturais e pessoas.9. Riscos Internos Os riscos internos são decorrentes de duas fontes principais.2. lugar: Roubos de notebooks 4o.9. lugar: Acesso interno não autorizado 5o. acessar informações indevidas e entrar informações incorretas no sistema. mas podem apagar arquivos importantes. .2. Análise de Ameaças Antes de decidir como proteger um sistema é necessário saber contra o que ele será protegido. Os empregados descuidados geralmente não tem intenção de causar nenhum dano ao sistema. ou incêndios. Os riscos pessoais podem ser causados por empregados insatisfeitos ou apenas descuidados. lugar: Vírus de computador 2o. Não se podem prever ou evitar os desastres naturais tais como enchentes. A melhor ação a ser tomada é ter em vigor um plano de recuperação de desastres.

hardware ou informação.impedimento deliberado de acesso aos recursos computacionais por usuários não autorizados. Risco: medida de exposição a qual o sistema computacional está sujeito. software. entre outros). erros de programação. Ataque: ameaça concretizada.40 Segundo Claudia Dias (Dias. . espionagem. erros do usuário. invasão de hackers. Pode ser associada à probabilidade da ameaça ocorrer. Depende da probabilidade de uma ameaça atacar o sistema e do impacto resultante deste ataque. sabotagem. Impacto: conseqüência de uma vulnerabilidade do sistema ter sido explorada por uma ameaça. 2000) a análise das ameaças e vulnerabilidades do ambiente de informática deve levar em consideração todos os eventos adversos que podem explorar as fragilidades de segurança desse ambiente e acarretar danos. desastres naturais. Iindependentemente do tipo.comprometimento da consistência de dados. Probabilidade: chance de uma ameaça atacar com sucesso o sistema computacional. bugs de software) ou deliberada (roubos. Indisponibilidade de serviços de informática . • • • • • Ameaça é tudo aquilo que pode comprometer a segurança de um sistema. as ameaças consideradas mais comuns em um ambiente informatizado são: • • • • Vazamento de informações (voluntário ou involuntário) – informações desprotegidas ou reveladas a pessoas não autorizados. e Acesso e uso não autorizado . Violação de integridade .um recurso computacional é utilizado por pessoa não autorizada ou de forma não autorizada. podendo ser acidental (falha de hardware. É o resultado da concretização de uma ameaça. podendo ser recurso físico. Alguns conceitos importantes para se realizar uma análise de ameaças são: • Recurso: componente de um sistema computacional. fraude. Vulnerabilidade: fraqueza ou deficiência que pode ser explorada por uma ameaça.

Isto a faz a principal auxiliar na administração de um sistema de dados. o recurso e a informação. 2000). dados.41 3. interagem entre si. como meio de desenvolver este conceito. dando-lhe suporte na monitoração. o próprio processo se transforma antes mesmo de se ter um conhecimento profundo de suas etapas. A metodologia de auditoria para que as Secretarias de Receita desenvolvam uma Governança de TI. A informação é o conteúdo que estabelece os critérios de qualidade para o negócio das Secretarias de Receita. . na aquisição e implementação e na distribuição e suporte (CobiT. Auditoria A auditoria envolve o exame de recursos: lógicos. no planejamento e organização. a confidencialidade. A prática da auditoria é o meio fundamental para acompanhar este dinamismo e reduzir os riscos nas etapas atuais e futuras. a efetividade. físicos e humanos em uma entidade a fim de garantir na informação: a eficiência. a confiabilidade e o cumprimento dos objetivos estabelecidos.9. O recurso são os instrumentos disponíveis à governabilidade de TI. No atual estágio do desenvolvimento da tecnologia de informação composta por pessoas. A Governança de TI se alicerça em três pilastras: o domínio. O domínio é a metodologia empregada. máquinas e ambiente que além de complexos. aumentado assim sua vulnerabilidade. será baseado na tecnologia de auditoria CobiT. a integridade. a disponibilidade. a fim de alcançar os objetivos de receber e distribuir pecúlio às outras secretarias. tecnológicos.11. pois a eficácia administrativa está no domínio destes conhecimentos continuamente adquiridos. sistemas de aplicativos.

42 Figura 3 . e consequentemente as missões críticas e funções dos negócios. é geralmente chamado de desastre. Tais eventos podem ser uma queda de energia. de continuidade das operações. as organizações podem tomar medidas de precaução para controlar o evento. e Desastres relacionados a seres humanos (comportamento). de continuidade do negócio. De forma geral. x* y* z= Governança de TI (figura baseada na metodologia CobiT de Auditoria) 3.12. Plano de Contingência Contingência de segurança computacional é um evento com potencial para interromper operações computacionais. três categorias de desastres podem afetar as organizações: • • • Desastres naturais (eventos). z=Recursos de Tecnologia da Informação.Metodologia CobiT Dimensionamento da Auditoria: x=Domínio. Se um evento for muito destrutivo. Geralmente chamada de Plano de Contingência (também conhecido como plano de recuperação de desastre. y=Informação. t= Objetivo do negócio. ou de . incêndio ou tempestade.9. Desastres técnicos (panes). falha de hardware. Para evitar possíveis contingências e desastres ou minimizar os danos que eles causam.

f) Evitar um ponto único de falha para que o sucesso ou falha do plano inteiro não deve ficar sob a responsabilidade de uma única pessoa. b) Identificar os recursos que dão suporte às funções críticas. e) Definir claramente as responsabilidades de todos os envolvidos estabelecendo antecipadamente quem é o responsável por cada tarefa de recuperação e exatamente o que essa responsabilidade significa. um bom plano deve ser atualizado anualmente ou conforme a necessidade da empresa/organização. que primeiramente trata ameaças técnicas maliciosas tais como hackers e vírus. Os planos de contingência devem ser desenvolvidos e implementados para garantir que os processos do negócio possam ser recuperados no tempo devido.43 retomada do negócio). e f) Testar e revisar a estratégia. ou seja. Para a elaboração de um plano de contingência eficaz. Tais planos devem ser mantidos e testados de forma a se tornarem parte integrante de todos os outros processos gerenciais (ISO/IEC 17799:2000). esta atividade está intimamente ligada ao manejo de incidentes. e) Implementar as estratégias de contingência. . b) Possuir um objetivo claro que defina exatamento o que o plano vai realizar. O objetivo do Plano de Contingência é não permitir a interrupção das atividades do negócio e proteger os processos críticos contra efeitos de grandes falhas ou desastres (ISO/IEC 17799:2000). descrevendo quem assume o controle por alguém se um funcionário morrer ou tornar-se inapto para desempenhar suas tarefas. c) Antecipar potenciais contingências ou desastres. é crucial que se observem os seguintes elementos-chave: a) Obter o apoio da alta diretoria. e g) Ter flexibilidade. Os seguintes passos devem ser seguidos no processo de elaboração de um plano de contingência: a) Identificar as funções críticas da organização. d) Selecionar as estratégias do plano de contingência. c) Priorizar as funções críticas para manter a empresa em funcionamento. Deve haver uma cadeia de comando. d) Verificar quais recursos financeiros estão disponíveis para o realizar o plano que for necessário.

fria. tal como usar um hot site como backup caso uma instalação redundante seja destruída por uma outra contingência. b) Implementação dos procedimentos de emergência que viabilizem a recuperação e restauração nos prazos necessários. o processo de planejamento da continuidade do negócio deve considerar os seguintes itens: a) Definição e reconhecimento de todas as responsabilidades e procedimentos de emergência. ou híbrida a equipe de suporte precisa estar apta a preencher as seguintes funções: . d) Treinamento adequado da equipe nos procedimentos e processos de emergências definidos. c) Documentação dos processos e procedimentos definidos. incluindo a gerência de crise. Seja qual for o tipo de instalação. Acordo de reciprocidade – Um acordo que permite que duas organizações apoiem uma a outra. Especial atenção deve ser dada à análise de dependência de recursos e serviços externos aos negócios e aos contratos existentes. Cold site (instalações frias) – Um prédio para abrigar processadores que podem ser facilmente adaptados para uso. A estratégia utilizada para possibilitar a capacidade de processamento está agrupada nas seguintes categorias: • • • • • Hot site (instalações quentes) – Um prédio equipado de antemão com capacidade de processamento e outros serviços. Retomada é o retorno às operações normais.44 De acordo com a ISO/IEC 17799:2000. A resposta de emergência aborda as ações iniciais tomadas para proteger vidas e limitar danos. De acordo com o NIST Handbook a estratégia de um plano de contingência consiste de três partes: resposta de emergência. recuperação e retomada. Recuperação refere-se aos passos tomados para continuar o suporte às funções críticas. quente. e) Teste de atualização dos planos. Site redundante – Um local equipado e configurado exatamente como o primeiro. Híbridas – Qualquer combinação acima.

Criptografia A criptografia tem como objetivo. 3. Estes algoritmos. 3. somente depois da Segunda Guerra Mundial. Algoritmos Criptográficos Existem dois tipos básicos de algoritmos criptográficos que podem ser utilizados tanto sozinhos como em combinação.1. 3. Técnicas e sistemas criptográficos devem ser usados para a proteção das informações que são consideradas de risco e para aquelas que os outros controles não fornecem proteção adequada.1. ameaças e vulnerabilidades que podem afetar a segurança das informações. apresentamos a seguir algumas das ferramentas de segurança mais freqüentemente utilizadas. Estas chaves devem ser . Para que uma mensagem seja cifrada utilizam-se uma ou mais chaves (seqüência de caracteres) que serão embaralhadas com a mensagem original. são usados para diferentes aplicações e deve-se analisar qual é o melhor para cada caso. Permitir que sua empresa funcione tanto como uma unidade administrativa. A criptografia é tão antiga quanto a própria escrita. com a invenção do computador. Baseado na análise de risco.10. e Armazenar backups de dados e a biblioteca de software. Os romanos utilizavam códigos secretos para comunicar planos de batalha. FERRAMENTAS DE SEGURANÇA Com base no levantamento dos riscos.10. o uso da criptografia tomou maior impulso em seu desenvolvimento.1. O trabalho criptográfico formou a base para a ciência da computação moderna.45 • • • Armazenar cópias do plano contra desastres da empresa. proteger a confidencialidade. Contudo. o nível apropriado de proteção deve ser identificado levando-se em conta o tipo e a qualidade do algoritmo criptográfico usado e o tamanho das chaves a serem utilizadas (ISO/IEC 17799:2000).10. quanto como uma unidade operacional. autenticidade e integridade das informações. chave única e chave pública e privada.

produzido por dois Belgas.1. .3.2. o algoritmo de criptografia Rijndael.em um texto ilegível (informação criptografada) – y – O texto y é transmitido para o destino onde y é decriptografado pelo algoritmo inverso f –1 (y) obtendo-se o texto legível – x – se e só se o destinatário conhece a chave K. Vistos os anúncios da possibilidade do cálculo da chave secreta do DES por força bruta estarem sendo cada vez mais viáveis economicamente em função inclusive do tamanho desta chave (56 bits). sendo que das cinco finalistas foi escolhido. Projetado para ser implementado em componentes de hardware.10. chamado AES – Advanced Encryption Standard. Nesta competição foram apresentadas 18 propostas. e esta deve ser mantida em segredo. Neste. se for seguro. 3. O primeiro tipo de algoritmo que surgiu foi o de chave única.O DES triplo é uma evolução do DES. O DES é usado em muitas aplicações mais seguras da Internet.46 mantidas em segredo. o sistema usa a mesma chave tanto para a cifragem como para a decifragem dos dados. um texto legível (informação aberta) – x . isto é. a qual deve ser utilizada no algoritmo inverso f –1 (y). Algoritmos de Chave Simétrica DES (Data Encryption Standard) . também chamado de algoritmo de chave simétrica. entre duzentos. DES Triplo (Triple DES) .National Bureau of Standards) lançou em 1997 uma competição aberta para o sucessor do DES.Uma cifra de bloco criada pela IBM e endossada pelo governo dos Estados Unidos em 1977. utilizando-se uma chave K e uma função y=f(x). 3. Criptografia Simétrica A Criptografia Simétrica consiste em transformar. ele é relativamente rápido e é usado com freqüência para criptografar grandes volumes de dados de uma só vez. no qual um bloco de dados é criptografado três vezes com diferentes chaves. incluindo a SSL (Secure Sockets Layer) e a maioria das alternativas mais seguras do IP. O DES utiliza uma chave de 56 bits e opera em blocos de 64 bits. a NIST (National Institute of Standards in Technology antiga NBS . Para quem desconhece a chave K é computacionalmente difícil obter-se y a partir do conhecimento de x se o algoritmo for bem projetado.1.10. pois somente com o conhecimento delas é que se poderá decifrar a mensagem.

pois ambos são cifras de bloco. Opera com blocos de textos em claro no tamanho de 64 bits e possui uma chave de 128 bits. Esta solução é composta basicamente de um algoritmo de criptografia e de decriptografia (o qual pode ser ou não de conhecimento público. O IDEA (International Data Encryption Algorithm) foi criado em 1991. o RC2 é aproximadamente 2 vezes mais rápido do que o DES. Como solução para tal situação temos o algoritmo de chaves assimétricas. Os S-boxes são tabelas não-lineares que determinam como o algoritmo de criptografia substitui bytes por outros. mas deve ser conhecido pelas partes de uma comunicação) e um par de chaves (conhecidas como chave privada e chave pública) e que tem. RC2 e RC4 .) projetou essas cifras com tamanho de chave variável para proporcionar uma criptografia em alto volume que fosse muito rápida. sendo que o mesmo algoritmo é usado para cifrar e decifrar os textos.10. as seguintes premissas: . enquanto o DES foi projetado principalmente para hardware Outro problema do DES foram as mudanças propostas pela NSA nas S-Boxes do algoritmo original (Lucifer).1. que deve ser divulgada entre as partes de forma sigilosa. É bastante forte e resistente a várias formas de criptoanálise. 192 e 256 bits ou maiores e ser executado eficazmente em um grande número de ambientes. sendo projetado para ser facilmente calculado em softwares.4. Criptografia Assimétrica O problema da criptografia simétrica é que as partes na comunicação devem conhecer a mesma chave.Ron Rivest da RSA DSI (Data Security Inc. visto que alguns observadores temiam que essa mudança poderia introduzir uma armadilha e poderia permitir que um atacante decifrasse mensagens criptografadas pelo DES sem testar todas possíveis chaves.47 Algumas das vantagens do AES são: poder usar chaves de 128. basicamente. 3. pois se um terceiro elemento não autorizado tiver acesso à chave poderá comprometer a segurança atribuída pela criptografia. Pode ser usado como substituto do DES. cartões inteligentes. Em softwares. ao passo que o RC4 é 10 vezes mais rápido que o DES. softwares de computador e browsers.

e • A chave pública de uma entidade é amplamente divulgada sendo que a chave privada só é de conhecimento da mesma. algoritmos assimétricos são utilizados apenas para estabelecer sessão e a troca. como por exemplo A e B. Por isso. é feita como se segue: • • • • Tanto A quanto B possuem. visto que pode ser “quebrado” por um intruso que capta toda a troca de informações.48 • • A informação criptografada por uma chave só pode ser decriptografada pela outra. maior a resistência do algoritmo contra ataques. cada um. de uma chave simétrica. de forma confiável. e modificado posteriormente. 3.10.1. Algoritmos de Chave Assimétrica Dentre os diversos algoritmos de chave assimétrica destacam-se: Diffie-Hellman – Protocolo para troca de chaves. o que torna muito lenta a cifragem e decifragem de uma grande quantidade de dados. Dessa forma a comunicação entre duas partes. . um par de chaves (pública e privada). Se A deseja enviar a B. A criptografa a informação com essa chave e envia a B. e A mensagem criptografada com a chave pública de B só pode ser decriptografada pela chave privada de B.5. criado antes do RSA. Uma chave não pode ser descoberta a partir da outra (mesmo conhecendo o algoritmo de criptografia e de decriptografia e tendo a informação criptografada). De pose da chave pública de B. geralmente. Quanto maior o número de bits das chaves. Um dos parâmetros para se medir a resistência de um algoritmo é o tamanho de suas chaves. Algoritmos assimétricos (ou de chave pública e privada) são muito complexos sendo que as chaves utilizadas são números primos entre si e de valores muito grandes. entre as partes envolvidas na comunicação. maior o número de possíveis combinações e. teoricamente. ele solicita a chave pública de B.

procedência e conteúdo das informações. A segurança do RSA está baseada no problema de fatorar números grandes.É um algoritmo criado e patenteado pela RSA Data Security Inc. porém com uso liberado para quaisquer aplicações. PKI (Public Key Infrastructure) É o processo de certificação digital que possibilita a identificação inequívoca da identidade. porém tem uma performance em média 50% inferior. Similar ao RSA mas é um algoritmo probabilístico.10. A segurança do RSA está baseada no problema de fatorar números grandes. a partir de um texto legível de tamanho m. Tal função em um algoritmo assimétrico é conhecida como função de Hash ou de Espalhamento. É considerado mais seguro que o MD5.2 – PKI). 3. computador. O RSA é um algoritmo que gera assinaturas digitais de 160 bits para mensagens de qualquer tamanho. Miller e Rabin – Outro algoritmo de criptografia assimétrica muito usado.49 RSA . gerar uma informação criptografada de tamanho n onde n é muito menor que m. Algoritmos para Geração de Assinatura Digital. Uma PKI é utilizada para prover a identificação de uma entidade eletrônica (usuário. Consiste de algoritmos que utilizam chaves privada e pública para. Um dos fatores que determinam a popularidade do RSA é o fato de ele também poder ser usado para assinatura digital (ver 3. Os algoritmos mais conhecidos são o MD5 (Message Digest 5). baseado na troca de chaves criptografadas.6. e o RSA.10. Baseado na dificuldade computacional de se fatorar um número inteiro muito longo (por exemplo 512 bytes de tamanho) em dois números primos. que é um aprimoramento do MD4. mas é considerado um algoritmo bastante rápido além de seguro. 3.10. etc. também usado para gerar assinaturas digitais de 128 bits para mensagens de qualquer tamanho.) na Internet. no sentido de que se pode concluir falsamente que o número inteiro é primo mas com baixa probabilidade.2.1. ..

Validação: verificação se o certificado está ou não expirado e se as informações nele são verdadeiras. Podemos citar ainda outros conceitos utilizados em PKI: • • • Certificação: é o processo de associação de uma chave pública a um usuário. chave pública (ver criptografia assimétrica) e outros dados de um usuário.(Certificate Authorities – Autoridade Certificadora) : Responsável por criar. RA . É usado para validar uma assinatura digital que pode ser anexada a um e-mail ou formatos eletrônicos. Os usuários da PKI podem descobrir o status atual de um certificado digital utilizando o processo Real-time Online Certificate Status Checking. As chaves privadas são armazenadas em um hard disk ou em um Token. Uma PKI é composta dos seguintes componentes: • • CA .br Figura 4 . Neste caso a chave somente pode ser utilizada quando o token for inserido no computador (um exemplo é o smart card).Autoridade Registradora): Registra novos usuários.gov.df. CA 3 – Checando e Validando 1 – Certificado Emitido Usuário 2 – Certificado Enviado www.sef. o qual possui o nome.(Registration Authorities . Quando o mesmo não é mais válido é marcado pela CA como revogado. distribuir e revogar certificados digitais.Funcionamento do Processo Real-time Online Certificate Status Checking: .50 A identificação digital de um usuário é chamada de Certificado Digital. Revogação: um certificado não pode ser apagado ou reutilizado.

O firewall oferece um ponto de segurança que pode ser monitorado e.10. uma combinação de elementos. 3. a qual é enviada. que cria a assinatura digital utilizando a chave pública do remetente e compara com a assinatura recebida. garantindo assim que uma mensagem não foi falsificada por terceiros. impedindo acessos indevidos e ataques.3. caso apareça alguma atividade suspeita. Assinatura Digital As assinaturas digitais fornecem os meios para proteção da autenticidade e integridade de documentos eletrônicos (ISO/IEC 17799:2000).10. junto com a mensagem de e-mail e o certificado digital do remetente para o destinatário. de estar confiando em um certificado que acabou de ser revogado. Para criar uma assinatura digital para uma mensagem de e-mail.51 Outro modo.2. menos confiável. por exemplo. pelo fato de possuir uma CRL desatualizada. de checar o status de um certificado requer que os usuários da PKI façam um download de uma lista de certificados revogados (CRL) pela CA.1. O firewall de uma rede não é apenas um roteador ou servidor para defesa. Uma empresa pode correr risco. Um dos maiores benefícios do firewall é o de facilitar o trabalho do administrador da rede que consolida a segurança no sistema de firewall evitando distribuir todo um esquema de segurança por cada um dos servidores que integram a rede privativa. gera um alarme antes que ocorra efetivamente um ataque ou suceda algum problema no trânsito dos dados. seja ela uma intranet ou internet. É na verdade. O maior problema das CRLs é o fato de que muitos certificados são revogados por dia. . uma cópia da mensagem é criptografada (algoritmo Hash) usando a chave privada (assinatura digital). 3. A assinatura digital somente pode ser decriptografada e verificada usando-se a chave pública embutida no certificado digital do remetente. com o objetivo de oferecer segurança às informações que trafegam na rede. Firewall Firewall é um sistema baseado em software ou hardware capaz de controlar o acesso entre duas redes ou sistemas. É um dos elementos utilizados para segmentar a rede e criar um perímetro de defesa definido em uma política de segurança.

52 A preocupação principal de um administrador de rede são os múltiplos acessos à Internet que podem ser controlados através do firewall. e direção do fluxo de pacotes. As premissas do sistema de firewall que descrevem a filosofia fundamental da segurança da organização são as seguintes: • • Tudo que não é especificamente permitido. por exemplo. estado do bit ACK no pacote TCP.modem conectado à rede interna e à Internet via telefônica. Um firewall típico se compõe de uma ou mais combinações dos seguintes obstáculos: • • • Roteador filtra-pacotes. é proibido. O roteador toma decisões de recusar ou permitir a entrada de cada um dos pacotes que são recebidos. os seguintes critérios devem ser observados: endereços de IP origem e destino. Quando se avalia um roteador para ser usado para filtragem de pacotes. De engenharia social. mas não é capaz de compreender o contexto todo deste serviço. Cada um destes pontos de acesso significa um ponto potencial de ataque à rede interna. . Vírus passados internamente através de arquivos e softwares. os quais devem ser monitorados regularmente. Gateways a nível de aplicação. O roteador examina cada datagrama para determinar se este corresponde a um dos seus pacotes filtrados e se foi aprovado por suas regras de filtro. Ele pode permitir ou negar um serviço em particular. O problema do filtro de pacotes IP é que não pode prover um controle eficiente sobre o tráfego. Um firewall não pode proteger a rede contra os seguintes ataques: • • • • Backdoors (portas dos fundos) . números de porta TCP origem e destino. números de porta UDP origem e destino. Tudo que não é especificamente proibido é permitido. Isto ocorre quando aparentemente dados inofensivos são enviados e copiados em um servidor interno e executados despachando um ataque. e Gateways a nível de circuito. e Possíveis ataques em transferência de dados.

quando o software antivírus nem foi carregado para a memória. Servidores de segurança fazem a verificação do conteúdo de acordo com a definição do usuário. 3. Anti-Vírus Anti-vírus é um software capaz de detectar e eliminar viroses de computador.4.4.53 O gateway de aplicação pode ser configurado para suportar unicamente as características específicas de uma aplicação que o administrador considere relevantes. Conhece os estados de cada comunicação que passa pela máquina do firewall. O gateway de aplicação pode também exercer a função de um servidor proxy o qual é utilizado para concentrar serviços de aplicação através de uma única máquina. Eles não podem proteger seu site contra todos os tipos de ataques. Permite uma verificação a nível de camada de aplicação sem requerer um proxy para cada tipo de serviço segurado. 3. incluindo pacote. assegurando integridade e disponibilidade das informações.1. Eles acompanham todos os processos do sistema. após a . atentos para sinais de contaminação ou reprodução do vírus. A finalidade do roteador interno é bloquear todo tráfego exceto para o servidor proxy. A razão é simples: a contaminação do segmento de boot acontece durante a inicialização da máquina. conexão e informação de aplicação. O Statefull Inspection é um firewall composto por um filtro de pacotes mais inteligente. enquanto permite ao servidor proxy tratar potenciais furos de segurança nos protocolos das camadas superiores. Esses programas filtram os acessos a arquivos feitos por outros programas. Softwares de Prevenção Os programas de prevenção permanecem residentes em memória durante todo o período de uso do computador. Os firewalls podem ser uma grande ajuda quando se está implementando segurança em um site e protegem contra uma variedade de ataques.10. O maior esforço atual em técnicas de firewall é encontrar uma combinação de um par de roteadores de filtragem com um ou mais servidores proxy na rede entre dois roteadores. Apesar disso. Mas são apenas uma parte da solução. Esta configuração permite ao roteador externo bloquear qualquer tentativa de usar a camada IP subjacente para quebrar a segurança. Um dos maiores defeitos dos softwares de prevenção é que a maioria deles não consegue evitar a contaminação do segmento de boot.10. negando todas as outras.

10. 3.10. 3. a área do disco será identificada e o usuário.4. o programa efetua uma alteração no arquivo contaminado.3. Os softwares antivírus que usam essa técnica têm sido muito bem sucedidos na identificação de uma grande variedade de vírus digitais. Os programas detectam o vírus por meio das pistas deixadas por eles durante a invasão do sistema. Softwares de Detecção Os programas de detecção baseiam-se no princípio de que uma contaminação pode ser localizada e contida imediatamente após ter ocorrido. . alertado. Se traços de contaminação forem detectados.54 inicialização do computador conseguem identificar a contaminação e indicam o procedimento para a remoção do vírus. 3. A forma mais eficaz de proteção disponível atualmente é alcançada por produtos que usam a técnica que cria uma imagem do disco. Software de Identificação Esse tipo de programa antivírus somente funciona nos casos em que o vírus que contaminou o sistema é conhecido. Depois disso. memória e interrupções do computador). isto é.4. uma verificação rotineira é executada para comparar as informações cadastradas com as atuais. Esse tipo de programa de detecção cadastra todas as informações críticas do sistema na hora da instalação inicial de cada pacote de software.4. comparar a imagem do disco original contra a atual.2. O vírus será identificado pelo programa que pesquisa no disco rígido a procura de características internas e específicas de cada tipo de vírus nele cadastrado.4.10. Uma vez localizado o vírus. tentando restaurar seu formato original. incluindo o sistema operacional e o segmento de boot. Os programas de detecção são mais eficazes que os de prevenção e detectam qualquer tipo de vírus. Requisitos Básicos de um Antivírus A seguir estão alguns requisitos básicos que um software antivírus deve possuir: • Capacidade de monitorar todo o tráfego de arquivos e informações e o sistema computacional (programas/processos em execução.

através de links dedicados ou discados. conectar-se a algum provedor de acesso local e interligar-se a outras LANs. tornar inacessível o arquivo contaminado ou apenas avisar sobre arquivo infectado. FTP. Links dedicados podem ser substituídos pela Internet. para os formatos PKZIP. • • • Detectar e tomar medidas de prevenção em arquivos compactados. e Opção inteligente para atualização via internet (HTTP e FTP). “Cavalos de Tróia”. possibilitando o fluxo de dados através da Internet. sobretudo nos casos em que enlaces internacionais ou nacionais de longa distância estão envolvidos. ZIP2EXE. Uma VPN garante a segurança (modificação e interceptação) de dados transmitidos pela Internet e a redução de custos com comunicação corporativa. vírus de programa. SMTP ou POP3) e para arquivos e informações provenientes da rede de computadores a qual o equipamento está conectada. Tomar medidas de prevenção com as seguintes opções de configuração: limpar. controles Active X. Esta solução pode ser muito interessante sob o ponto de vista econômico.55 • • Capacidade de detectar vírus quando o arquivo estiver sendo executado. Ser ativado/inicializado toda vez que o computador for ligado. VPN (Virtual Private Network) Sistema implementado por software ou hardware capaz de assegurar uma conexão de dados segura em meios públicos (como a internet) através de mecanismos de autenticação e criptografia. renomeado ou aberto. • Detectar e tomar medidas de prevenção para todos os tipos de vírus (vírus de inicialização. arquivo local de rede e executável. Oferecer em tempo real para downloads da Internet (via HTTP. As LANs podem. • • Detectar e tomar medidas de prevenção contra vírus desconhecidos pela ferramenta antivírus ofertada. por outro programa. VB Script e outros códigos). ARJ.10. RAR e CAB. movido.5. 3. applets Java. ZIP. copiado. vírus de macros para arquivos produzidos pelos produtos/softwares do MS-Office. excluir. no mínimo. vírus polimorfos. .

A informação enviada entre as redes passa por um gateway VPN que forma o túnel. o pacote criptografado é roteado e enviado via internet. por exemplo. como um datagrama IP normal. .56 O acesso remoto a redes corporativas utilizando a Internet pode ser viabilizado com a tecnologia VPN através da ligação local a um provedor de acesso. encapsula e criptografa a informação a nível de rede (padrão atual é IPSEC).25) deve-se utilizar em cada uma um gateway VPN (que inclusive pode ser um software de comunicação ou até o próprio sistema operacional que utiliza protocolo de comunicação que suporta VPN em um notebook por exemplo). Para a implementação de uma VPN é necessário o uso de Gateway ou roteador VPN (alguns roteadores de borda fazem este papel) que crie o túnel de comunicação segura. Depois. sendo que o primeiro é o mais usado. Para se implementar uma VPN entre duas redes (ou até mesmo um notebook ou um computador de casa e uma rede LAN) interconectadas através de uma terceira rede (esta pública como a internet ou até mesmo frame-relay. que é a extensão do PPP usado em conexões dial-up tradicionais. As VPNs possibilitam a conexão física entre redes locais. toda comunicação ao longo da VPN pode ser criptografada assegurando a confidencialidade das informações. Adicionalmente. Um cliente VPN é requerido no equipamento do usuário móvel (alguns sistemas operacionais como o Windows 2000 suportam o protocolo PPTP). Na comunicação remota o protocolo de comunicação para transmissão segura é o PPTP (Point-to-Point Tunneling Protocol). restringindo acessos indesejados através da inserção de um servidor VPN entre elas. Uma VPN pode ser implementada de dois modos: tunelamento e por pacote. conectando-se à Internet e o software de VPN cria uma rede virtual privada entre o usuário remoto e o servidor de VPN corporativo através da Internet. A estação remota disca para o provedor de acesso. O servidor VPN não irá atuar como um roteador entre a rede departamental e o resto da rede corporativa uma vez que o roteador permitiria a conexão entre as duas redes autorizando o acesso de qualquer usuário à rede departamental sensitiva. ATM ou X.

o payload agora é autenticado com algoritmos de hash (assinatura digital). Desta forma. e Manter estes requisitos durante a conversação. A autenticação do AH difere do ESP porque a autenticação do AH não protege as informações que estão no cabeçalho do pacote IPSec. Troca de chaves de um modo eficiente. é que são específicas para um ou outro serviço/aplicação. AH (Authentication Header) – Depois de criado o novo header. para garantir a segurança. algoritmos de criptografia e chaves a serem utilizadas na sessão. este deve ser autenticado. O padrão IPSec provê segurança a nível de autenticação. onde o header e o payload do datagrama IP são encapsulados e criptografados (utilizando algoritmo simétrico) no novo payload do IPSec. . mesmo porque alguns campos são alterados à medida em que atravessam a rede em função do roteamento. IKE (Internet Key Exchange) – Para as parte envolvidas em uma transmissão de dados segura se comunicarem é preciso serem concluídas três etapas importantes: • • • Negociação entre as partes sobre protocolos. o IPSec criptografa o pacote IP. um subgrupo do IETF (Internet Engineering Task Force) desenvolveu um padrão para comunicação TCP/IP de forma genérica. A autenticação deve suportar algoritmos de hash específicos e que estejam dentro do padrão IPSec.10. então ele adiciona um novo header contendo o IP destino do gateway VPN. a nível de camada de aplicação. Toda a comunicação LAN. Esta solução é chamada de IPSec (IP Security Suite).5. Como parte final da operação. IPSec O problema das soluções de segurança. De forma geral. Como resposta a isto. Os procedimentos utilizados são os seguintes: ESP (Encapsulating Security Payload) – O ESP possibilita a construção de túneis (tunelamento) criptografados. o IPSec oferece a vantagem de esconder da Internet os endereços IP originais. impedindo a leitura por ataques de monitoração de tráfego. WAN e Internet utiliza o controle de roteamento baseado na camada de rede. O IPSec funciona como uma subcamada logo acima da camada IP. confiabilidade e confidencialidade.1.57 3.

Diferentes IDSs têm diferentes classificações de intrusão. Desta forma. Para que o IDS seja útil.6. é crucial que o IDS funcione conforme a expectativa da organização que o está implementando. Independente do tipo. como também uma perigosa falsa sensação de segurança. Dadas as implicações de falhas em um componente do IDS. os IDSs compartilham uma definição geral de intrusão. A detecção de intrusos é um componente importante de um sistema de segurança e complementa outras tecnologias. enquanto que um sistema que se proponha a monitorar protocolos dinâmicos de roteamento pode considerar apenas RIP spoofing. . Sistemas com falhas não só fornecem menos informações.10. Ao fornecer informações ao administrador do site. o administrador do site precisa poder confiar na informação fornecida pelo sistema. e até certo ponto. os IDSs tentam fazer com que os “atacantes” se tornem responsáveis por suas ações. Um intruso mais esperto que perceba que um IDS foi implementando em uma rede que ele está atacando irá muito provavelmente atacar primeiro o IDS tentando desabilitá-lo ou forçando-o a dar informações falsas (distraindo o pessoal de segurança do verdadeiro ataque). como também tentativas de notificação de novos ataques não previstos por outros componentes. 3. Um sistema tentando detectar ataques contra servidores Web pode considerar apenas pedidos maliciosos HTTP. Devido a sua importância dentro de um sistema de segurança. é correto presumir que os IDSs em si são alvos óbvios para ataques.58 O IKE funciona basicamente em duas fases: a primeira é o estabelecimento de uma sessão segura (utilizando-se chaves assimétricas) e a segunda é a negociação da troca das chaves. que é o uso não autorizado ou inadequado de um sistema de computação. Os IDSs também fornecem informação que potencialmente permitem às organizações descobrirem as origens de um ataque. IDS (Intrusion Detection System ) A detecção de intrusos é uma tecnologia de segurança capaz de identificar e isolar intrusões contra um sistema de computação e iniciar procedimentos de alerta e contraataque. servem para desestimular futuros ataques. o IDS permite não apenas a detecção de ataques explicitamente endereçados por outros componentes de segurança (tais como firewalls).

3) As mídias utilizadas para backup devem ser periodicamente testadas. de modo a garantir a sua confiabilidade de uso quando for necessário em caso de emergência. Os seguintes controles devem ser considerados: 1) Um nível mínimo de cópias de segurança. contudo pode ser facilmente negligenciado quando tudo parece estar funcionando bem. Backup dos dados essenciais do negócio e de arquivos de programa devem ser feitos regularmente. Fazer backup dos dados e programas de uma rede é uma das ferramentas de segurança mais fáceis e baratas de serem implementadas em uma organização. e 4) Os procedimentos de recuperação devem ser verificados e testados periodicamente para garantia de sua efetividade e de que podem ser completados dentro do prazo determinado nos procedimentos operacionais para recuperação. juntamente com o registro completo e atualizado destas cópias e com a documentação dos procedimentos de recuperação.7. ele precisa ser projetado e implementado com um entendimento claro sobre os meios específicos pelos quais ele pode ser atacado. Infelizmente. Os controles adotados para as mídias e para o ambiente principal devem ser estendidos para o ambiente alternativo. devem ser mantidos em local remoto a uma distância suficiente para livrá-los de qualquer dano que possa ocorrer na instalação principal. 2) Os backups devem ser objeto de proteção física e ambiental compatíveis com os padrões utilizados no ambiente principal. 3. Backup Sistema que possibilita a reprodução e a posterior restauração de informações a partir de meios magnéticos. várias empresas só descobrem a importância da implementação de um bom . Procedimentos alternativos para sistemas independentes devem ser regularmente testados para a garantia de que eles satisfaçam os requisitos dos planos de continuidade de negócios.10. Recursos e instalações alternativos devem ser disponibilizados de forma a garantir que todos os dados e sistemas aplicativos essenciais ao negócio possam ser recuperados após um desastre ou problemas em mídias.59 Para que um componente de software possa resistir a ataques. ópticos e outros. (ISO/IEC 17799:2000). sempre que possível.

60 plano de backup quando perdem seus dados por um acidente na sala do servidor. as quais são analisadas pelo RADIUS. Um servidor RAS (ou qualquer servidor NAS . a senha segue criptografada entre o RAS e o RADIUS por uma chave conhecida por ambos os servidores. senha. Neste caso é enviado pela rede um desafio. . sobre o protocolo PPP. através do Algoritmo RSA – MD5 utilizando a senha do usuário. O servidor RAS encaminha ao proxy RADIUS um pedido de acesso contendo as credenciais do usuário (access-request). O RADIUS valida o usuário e retorna ao RAS as permissões e configurações do usuário (access-accept) ou rejeição de acesso (access-reject). e outras quando necessário). RADIUS (Remote Authentication Dial In User Service) O RADIUS é um padrão utilizado para autenticação remota. Este desafio consiste em criar um Message Digest. Neste caso. 3. O RADIUS opera tanto com mecanismos de autenticação do Unix e Windows quanto com protocolos de autenticação. As funções primárias do servidor RADIUS são autenticação e autorização de usuários remotos (dial-up) para conexão a uma rede.8.Network Access Server) passa a ser um cliente do servidor RADIUS (também conhecido como proxy RADIUS). CHAP (Challenge Handshake Authentication Protocol) – O mais utilizado em autenticação RADIUS. A segurança da confidencialidade da senha está no fato do RSA ser um algoritmo de Hash (a mensagem original não pode ser obtida através do conhecimento da chave e da mensagem criptografada).10.o usuário envia a sua senha aberta na rede e o servidor retorna as permissões do usuário. deve informar as suas credencias (nome. ou por um descuido de algum usuário apagando todos os seus arquivos. PAP (Protocolo de Autenticação de Senha) . O servidor RAS envia o Message recebido ao servidor RADIUS que conhece a senha do usuário e que a utiliza para criar um Message Digest e comparar com o recebido. ao conectar-se a um servidor RAS. como o PAP e o CHAP. A negociação entre o usuário e o RADIUS se dá basicamente da seguinte forma: Todo usuário.

Um scanner de impressão digital é um dispositivo de dimensões reduzidas com as mesmas funcionalidades de scanner de mesa. retina. neste caso o sistema confirma a identidade do usuário. Este mecanismo está sujeito à ocorrência de três situações: identificação com sucesso. No entanto. A impressão digital. Cada tecnologia de identificação possui seu próprio mecanismo de captura de dados. Quando ocorre uma troca na identificação do interlocutor estamos diante de um fato denominado falso-positivo. O primeiro aplica-se às senhas. ou seja. quando se atende o telefone há grandes chances de se identificar o interlocutor pela voz e em algumas vezes errar no reconhecimento. onde o usuário se identifica por meio de um código alfanumérico e apresenta sua identificação biométrica. restando ao sistema . neste caso temos uma identificação com sucesso. especializado na captura de digitais humanas. O mesmo acontece com a captura da imagem do olho para o reconhecimento da íris que é realizado por uma câmera de vídeo especialmente projetada para trabalhar com maior sensibilidade capaz de registrar todos os detalhes de um olho. voz. quando o interlocutor já é conhecido mas não é prontamente identificado estamos diante de um fato denominado falso-negativo. Por fim. o que permite o reconhecimento ao longo da vida. Quando ocorre o acerto. cujo índice de similaridade vai determinar o sucesso da identificação. porém. se as características biométricas apresentadas são muito parecidas com as armazenadas. O reconhecimento das pessoas é realizado por meio da comparação das características biométricas. Exemplificando. Biometria A biometria é o estudo das características mensuráveis do ser humano que possibilitam o reconhecimento de um indivíduo. Na observação de uma carteira de identidade é possível identificar rapidamente seu proprietário pela foto mas não pela impressão digital que requer um complexo processo de análise comparativa que a mente humana não está acostumada a fazer. A identificação biométrica procura trabalhar como a mente humana. rápido e economicamente viável. Existem atualmente dois métodos de reconhecimento: reconhecimento 1:1 e reconhecimento 1:N. Esta abordagem confirma a unicidade e estabilidade destas características. um processo automatizado de reconhecimento biométrico dos traços digitais pode ser altamente confiável. íris. face e velocidade de digitação são características que permitem a identificação de usuários.9.61 3. o falso-positivo e o falso-negativo. este advém do fato da voz do interlocutor possuir muitas características em comum com a correspondente já memorizada.10. geometria da mão.

62 comparar as características desta com aquelas já armazenadas. é pouco utilizado devido a sua alta complexidade pois o usuário deverá ser identificado apenas por suas características biométricas (impressão digital.10. É um mecanismo utilizado pelo servidor RAS para garantir a autenticidade do ponto remoto que deseja acessar a rede. No procedimento call back. A identificação biométrica leva em conta características dos seres na presença de vida. este processo pode ocorrer da seguinte forma: o usuário através de sua linha telefônica solicita conexão ao servidor RAS. etc.10. e Autenticação por sincronismo. íris. O mesmo.10.11. Token Card Dentre um variado número de protocolos para verificação da autenticidade de usuários encontramos um modelo baseado em Cartões de Identificação comumente conhecidos por token card ou smart card. Exemplificando. efetua nova chamada ao ponto remoto utilizando o número telefônico anteriormente informado como sendo do usuário. a extração de partes do corpo humano para forjar uma presença inexistente não obterá êxito numa possível fraude. voz. . Após a troca de informação de identificação o equipamento do usuário derruba a chamada e aguarda a solicitação de conexão do servidor RAS. 3. O método de reconhecimento 1:N. o host desconecta a ligação logo após a chamada e a seguir liga para o número de telefone autorizado do terminal remoto para restabelecer a conexão. portanto esta tecnologia pode ser aplicada para permitir ou negar acesso físico a ambientes protegidos além de controlar acessos lógicos a sites de serviços eletrônicos. Desta forma.) a partir de inúmeras comparações que resultam na escolha de um conjunto já armazenado e que mais se aproxima daquele capturado. 3. Tais mecanismos baseiam-se em dois métodos diferentes: • • Desafio e Resposta. Call Back É o procedimento para identificar um terminal remoto. com a identificação do ponto discado.

denominado desafio. que aparece em sua tela. b) O usuário informa um número de identificação pessoal (PIN) a seu token card e obtém como resultado um número representando sua senha para ser usada uma única vez no servidor. Figura 5 – Autenticação desafio/resposta com ficha Na autenticação por sincronismo ocorrem os seguintes passos: a) O usuário efetua seu login de acesso no servidor que emite um prompt para receber um código de acesso.63 O esquema baseado em desafios e respostas pressupõe a pré liberação controlada de um semi identificador do usuário que irá compor sua identificação completa no ato da entrada no sistema. O esquema a seguir demonstra o funcionamento do mecanismo de desafio/resposta. funciona da seguinte forma: a) b) c) O usuário aciona o servidor de autenticação. e este emite um prompt para que o mesmo efetue seu login. e c) O token card transmite ao servidor a senha obtida e este a compara com outra gerada em seu ambiente. que o autentica ou não caso essa resposta esteja de conformidade com informações de sua base de dados. o mesmo é cifrado junto com a chave do usuário contida no cartão transformando-se numa resposta que é enviada para o servidor. resumidamente. Este método. O usuário informa seu ID pessoal para o servidor e este retorna-lhe um número aleatório. e O usuário então insere este número em seu token card. caso as mesmas sejam equivalentes o acesso do usuário à rede é permitido. .

64 O esquema a seguir ilustra o mecanismo de autenticação com token card realizado por sincronismo. para providenciar suas credenciais de autenticação. . Figura 6 – Autenticação com Sincronismo A utilização de um dos dois sistemas faz com que o usuário tenha que carregar um dispositivo tal qual um cartão de crédito.

• • A transparência ou amplas facilidades de acesso à informação pública pelo cidadão. por quase todas as unidades da federação. são criados na Internet cerca de 10 novos vírus por dia. com vistas a apreciação do Programa Nacional de Apoio à Administração Fazendária dos Estados e Municípios – PNAFEM. além de aproximadamente 50 publicações especializadas. Contudo. As ameaças à segurança das comunicações eletrônicas provocam uma perda estimada de cerca de US$ 84.65 4. dentro de uma nova concepção que pode ser sintetizada na simbologia “24x7”. A comunidade dos hackers atualmente é estimada em cerca de 3.4 bilhões anuais decorrentes de ataques aos sistemas de transações eletrônicas (dados do The Management Advice Group). A busca da mais ampla capilaridade. segundo dados de pesquisas do Gartner Group. a formação de uma clara agenda de questões a serem enfrentadas pelo citado segmento do setor público. A segurança aparece hoje como responsável por 81% das intenções de investimento. CONTEXTUALIZAÇÃO As conseqüências da expansão das comunicações eletrônicas sobre os serviços ofertados pelos Governos à sociedade são objeto de prognósticos que destacam a velocidade e amplitude surpreendentes dos impactos esperados. impondo o desafio da elaboração de respostas com idêntica agilidade. e . O surgimento dos hackers tem assustado. 800 bulletinboards contendo o que poderia ser qualificado como “receitas” de assalto aos sistemas. porque também inclui a ocorrência de acidentes ou de falhas não intencionais. onde aparecem com freqüência os seguintes temas: • A busca de meios para suprir uma oferta continuada de serviços demandados pela população. especificamente daquelas responsáveis pela administração tributária. a questão da segurança não pode se limitar ao problema dos ataques a sistemas. constatamos junto às cartas consultas encaminhadas ao Ministério da Fazenda desde 1997.500 sites na Internet. Não haveria como realmente estimar os custos envolvidos na expansão da área de segurança em virtude de rápida evolução tecnológica no setor. Tratando das organizações governamentais brasileiras. criatividade e flexibilidade. Segundo a Network Associates.

a manutenção da segurança depende da adequada formulação e implementação de políticas corporativas.66 • A busca de meios para a materialização do “governo dentro de casa”. por meio do contato direto com o cidadão. na medida em que a decisão pela aquisição de uma ferramenta para tal fim deve considerar os riscos e sua gradação. Aspecto importante é o indício de que os dados a respeito da criminalidade eletrônica são subestimados. Há uma relação de implicação evidente entre segurança e custos. Para o Estado além da preocupação com a melhor forma de aplicação interna das novas tecnologias em consonância com seus aspectos organizacionais e demandas da sociedade. cyber-crimes. a partir de um diagnóstico preciso e da opção dentre um amplo leque de tecnologias. A adoção de políticas de segurança. porque precisa igualmente contemplar a prevenção. associados com a divulgação de ocorrências dessa natureza. compreendendo em particular os seguintes assuntos: • • • • • assinatura eletrônica. A construção de sistemas sólidos de identificação e de autenticação. e A implementação de forma efetiva da política de segurança. metodologias e instrumentos. considerando os riscos de imagem para as instituições que realizam transações com clientes em meio eletrônico. Desenvolvimento de uma cultura de segurança. Dessa forma. 53% dos ataques contra organizações brasileiras tem como autores funcionários insatisfeitos das organizações atingidas. No âmbito de qualquer organização. o que deverá ensejar não somente a expansão e redesenho da prestação de serviços mas também a criação de novos mecanismos de interação entre governo e sociedade. moeda eletrônica. Conforme aponta a sétima pesquisa Módulo Security. a detecção e a reação a ataques ou a falhas. em especial: • • • • • Conhecimento das ameaças que rondam seus negócios. e direitos autorais sobre multimídias. segurança não é simples proteção. marcas e nomes de domínio na Internet. Os custos envolvidos são componentes cada vez mais indissociáveis no esquema de modernização. . Em síntese os desafios da segurança impõem às organizações. coloca-se a discussão de sua prévia e necessária intervenção regulatória.

tais instituições se viram obrigadas a desenvolver soluções caseiras na busca do atendimento das demandas da comunidade. O anonimato. crimes que já eram objeto de tipificação legal podem ser praticados com o auxílio de equipamentos de computação. Limitadas pela legislação que lhes impõem inúmeras regras e contando com orçamentos restritos destinados a novos investimentos.716/96 da Constituição Federal –CF). só podem ser tipificados a partir de evidências materiais (o registro da informação) e não por meio de testemunhos. porque têm lugar. Tratando expressamente das Secretarias de Receita. O aumento da demanda com o aparecimento constante de novos contribuintes. a pornografia infantil (objeto da Lei n. no espaço virtual da Internet. São crimes que extrapolam a territorialidade convencional.069/91 da CF) e a interceptação telemática. Os cyber crimes estão levando a uma revisão de conceitos na área jurídica em virtude de suas características inovadoras. a discriminação racial (objeto de legislação específica: a Lei n.296/96 da CF). conhecida como “grampo” (Lei n. Por outro lado. a obtenção de segredos.º 8. o rol de práticas criminosas em meio eletrônico desafia os limites das abordagens convencionais na sua investigação e demanda soluções criativas. a velocidade e facilidade de movimentação.º 9. verificados junto a um grande número de Secretarias de Receita: . tais como o acesso indevido e a violação de sistemas. Entretanto. Além desses. acompanhado de exemplos significativos de excelentes serviços prestados pela rede mundial. a extrema dispersão territorial. a cópia não autorizada de programas. Relacionamos a seguir uma série de problemas mais comuns na área das tecnologias de informática aplicadas. tem pressionado os gestores responsáveis pelas funções de Estado de administração tributária a se desdobrarem em soluções imediatistas que por vezes não têm observado os princípios básicos da segurança necessária. a falsificação de documentos em meio eletrônico. são características que dificultam a investigação convencional. por exemplo. a espionagem e a violação de bancos de dados. tais como o estelionato (por meio da transferência eletrônica de fundos).67 O aperfeiçoamento da legislação brasileira já possibilita a criminalização de condutas que anteriormente eram de difícil enquadramento legal.º 7. constatamos que a maioria delas apresentam situações similares quanto ao desenvolvimento de seus sistemas de computação.

Falta de clareza de produtos contratados com terceiros. OBJETIVO GERAL DAS ORGANIZAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Como em qualquer organização. além da capacidade. a disposição da sociedade em participar como coautora das ações do Governo. Cabe às entidades de administração tributária a missão de definir a capacidade contributiva de cada um de seus membros. daquelas de natureza finalística onde os resultados são ofertados diretamente à comunidade. Proposição dos modelos de tributação. No elenco de agentes e atribuições governamentais verificamos um segmento responsável pela administração tributária cuja missão principal é suprir as necessidades financeiras para suporte das ações desenvolvidas pelo Estado. e Ausência de um sistema de segurança e controle de acessos. 4. principalmente.1. As principais atividades de uma instituição de administração tributária estão resumidas a seguir: • • Elaboração de estudos demonstrativos da viabilidade econômico/tributária. OBJETIVOS ESPECÍFICOS A missão de captar recursos junto à sociedade resulta de uma variedade de sub funções que precedem o ato de recolhimento e vão muito além deste. o Governo funciona baseado em uma divisão clara das tarefas a serem desenvolvidas no plano de sustentação interna e.2. Ferramentas tecnologicamente desatualizadas. . Sistemas corporativos com baixa integração. Estudos preliminares devem apontar. propor a forma de participação destes e implementar os mecanismos de captação dos citados recursos. Grande dependência de serviços de terceiros. Má alocação de equipamentos de informática. 4. A captação dos citados recursos origina-se de um conceito onde os bens comuns devem ser providos por toda a sociedade mediante uma participação proporcional de cada um de seus membros conforme suas disponibilidades e posses.68 • • • • • • • Falta de um plano diretor de tecnologia visando maximizar os investimentos na aquisição e manutenção de hardwares e softwares.

O aparecimento dos crimes cibernéticos mostrou grandes vulnerabilidades e o aparecimento de novas atividades internas. Atender aos contribuintes. Devemos ressaltar que nos últimos tempos dois fatores vêm causando uma verdadeira revolução no âmbito da administração tributária agregando-lhes novas atribuições internas. Cobrar inadimplências. não aparece definida uma entidade cuja missão principal seja a formulação e gestão de políticas destinadas proteger os ativos de tecnologia e informações existentes.3. Controlar pagamentos. 4. Julgamentos da instância administrativa. ORGANOGRAMA PADRÃO Após um longo período de observação das estruturas organizacionais existentes nos estados e municípios destinadas ao suporte das atividades tributárias. e • As novas ferramentas de processamento eletrônico de dados foram adotadas em larga escala sem grandes preocupações com a segurança dos mesmos. Fiscalização.69 • Arrecadação de impostos e taxas. Administrar de declarações. Controlar repasses bancários. comumente. Gerenciar contencioso fiscal. onde. . Este fato especializou as demandas dos cidadãos que ainda revestidos de direitos passaram a cobrar com veemência as respectivas contrapartidas. obrigando tais instituições a buscarem rapidamente qualidade nas suas funções de atendimento aos contribuintes. • • • • • • • • • Realizar lançamentos. a saber: • O vertiginoso desenvolvimento dos meios de comunicação disseminou conceitos de cidadania participativa até então restritos a uma pequena parte da sociedade. constatou-se a predominância absoluta de uma estrutura clássica conforme apresentada a seguir.

e de serviços gerais da Secretaria. Prestar apoio operacional a todos os órgãos subordinados à secretaria. executar as atividades de administração financeira.FIS Departamento de Atendimento aos contribuintes ATE Figura 7 .JRF Departamento de Tributação .1. de material. as seguintes atividades básicas: • Coordenar e.TRI Departamento de Arrecadação ARR Departamento de Fiscalização . de pessoal ativo. diretamente subordinada ao Secretário de Receita. inativo e pensionista. Elaborar a programação e supervisionar a execução dos trabalhos dos órgãos que lhe são diretamente subordinados. respeitada a orientação definida pelos órgãos centrais. Coordenar a gestão orçamentária da secretaria. • • • • • • Elaborar as normas internas relativas à administração geral. . Coordenação de Administração Compete à Coordenação de Administração.4.Estrutura Básica das Secretarias de Receita 4.70 SECRETÁRIO DE RECEITA Coordenação de Administração Coordenação de Informática .4. COMPETÊNCIAS GENÉRICAS 4. por intermédio dos órgãos a ele subordinados. procedendo ao registro e ao controle dos bens móveis e imóveis. Coordenar as atividades referentes às operações patrimoniais internas. de administração financeira e de material e de apoio logístico. Coordenar e controlar a execução dos trabalhos das gerências de recursos humanos.INF Junta de Recursos Fiscais .

Desenvolver e administrar os sistemas internos da Secretaria de Receita. Acompanhar junto à Procuradoria Geral do Estado as ações judiciais contra a Secretaria de Receita. Analisar e relatar. Realizar auditorias em softwares e hardwares. Registrar e controlar as ocorrências de defeitos técnicos. Analisar solicitações de benefícios fiscais. Departamento de Tributação Compete ao Departamento de Tributação. órgão de direção executiva. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades: • • • • • • Propor alterações na legislação tributária estadual. Elaborar a programação financeira mensal da secretaria. Prestar esclarecimentos sobre a aplicação da legislação tributária. e Coordenar e controlar a execução financeira da secretaria. coordenar. . Prestar assistência técnica preventiva aos equipamentos de informática. 4. o contencioso administrativo fiscal.4.71 • • • Propor normas e procedimentos para registro e controle dos bens patrimoniais próprios.2. Treinar usuários na utilização dos sistemas. 4. Coordenação de Informática Compete à Coordenação de Tecnologia e Informação as seguintes atividades básicas: • • • • • • • Planejar. e Executar de forma sistêmica as rotinas estabelecidas para a proteção dos dados (backups).4.3. em primeira instância. supervisionar e orientar as atividades de informatização da Secretaria de Receita. e Atender a diligências do Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais.

órgão de direção executiva. 4. Departamento de Arrecadação Compete ao Departamento de Arrecadação.5. Operar os sistemas de registro de consultas técnicas (call center).4. controlar e baixar os débitos em dívida ativa. e Administrar os postos fiscais e depósitos de mercadorias apreendidas. diretamente subordinado à Secretário de Receita. e . Processar e controlar os documentos de arrecadação e de acompanhamento da receita.4.72 4. 4. órgão de direção executiva.4. Departamento de Atendimento ao Contribuinte Compete ao Departamento de Atendimento ao Contribuinte. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades básicas: • • • Propor normas para sistematizar o atendimento aos contribuintes. notificar. Controlar a arrecadação de tributos e a execução dos convênios celebrados com os agentes arrecadadores. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades: • • • • • • • Realizar estudos com o objetivo de estabelecer as metas de arrecadação e fornecer subsídios para a elaboração dos planos anual e plurianual. comerciais e prestadores de serviços.6. órgão de direção executiva. Acompanhar e controlar o parcelamento de débitos fiscais. Realizar o atendimento remoto ao contribuinte. Inscrever.4. Administrar e manter os cadastros de contribuintes. Monitorar e auditar estabelecimentos industriais. Realizar fiscalizações itinerantes. as seguintes atividades: • • • • Estabelecer o programa de ação fiscal e realizar o seu acompanhamento. Departamento de Fiscalização Compete ao Departamento de Fiscalização Tributária. e Acompanhar os registros de informações de cadastro de veículos automotores.

os governos salvavam-se dos débitos orçamentários elevando a carga tributária por meio de um sem número de manobras legais. tanto no desenvolvimento de sistemas quanto na produção dos mesmos. normalmente ligados às atividades de processamento de dados. contavam ainda com as manobras financeiras decorrentes da espiral inflacionária.7. tais como aumento de alíquotas e criação de novas taxas e contribuições sem o devido estudo de viabilidade econômica. . 4. prestadores de serviços. Aliados a estas facilidades. Banco Central CVM 4. sendo este composto por Auditores Fiscais e Técnicos Tributários. Anteriormente à Constituição Federal de 1998.5. PERFIL DO USUÁRIO As Secretarias de Receita aparecem em todos os estados como uma das unidades do Governo que opera baseada num quadro de funcionários de carreira detentores das maiores qualificações técnicas.6. 4. PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO As unidades de administração das Secretarias de Receita sofreram um grande impacto decorrente da especialização das demandas por informações gerenciais resultantes do tratamento de um volume cada vez maior de dados relativos a declarações e recolhimentos de tributos. as Secretarias de Receita necessitam de uma constante interação com as seguintes entidades: • • • • • • Contribuintes Procuradoria Poder judiciário Imprensa Assembléias legislativas Institutos de pesquisas Contabilistas Bancos Entidades de Classe Tribunais de Contas Ministério Público Fiscos Estaduais Fornecedores diversos Ministério da Fazenda Receita Federal. Além dos servidores pertencentes aos quadros permanentes é comum serem identificados alguns funcionários externos. INTERAÇÃO COM OUTRAS ORGANIZAÇÕES Devido à natureza das atividades que exercem.73 • Promover o atendimento direto aos contribuintes.

Defeitos nos sistemas aplicativos. A simples geração de relatórios operacionais passou a não atender a especialização ocorrida nas demandas ao enorme volume de dados que se apresentava para tratamento. invariavelmente. unidades de armazenamento. e Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. principalmente. facilitaram o surgimento de uma nova fase na administração tributária onde a mesma eliminou sua digitação interna e passou a captar seus dados declaratórios diretamente de dispositivos . conforme ilustrado a seguir. A popularização de novos meios de armazenamento.74 Até o início da década de 90 observou-se uma estrutura onde os contribuintes de uma forma geral e a rede bancária enviavam enormes quantidades de papel às Secretarias de Receita que se desdobravam num oneroso processo de captação gerando. como os discos magnéticos portáteis e sistemas destinados à automação de pequenos e médios escritórios. Devemos ressaltar que outros fatores contribuíram para uma mudança de forma de trabalho. tendo como principais ameaças: • • • • Invasão interna. outros relatórios pouco operacionais. CONTRIBUINTES BANCOS PAGAMENTOS DE IMPOSTOS DE CAPTAÇÃO EMISSÃO PA RESUMO DE DECLARAÇÕES DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS OPERACIONAIS RELATÓRIOS OPERACIONAIS Figura 8 – Modelo observado no final da década de 1980 na maioria das Secretarias de Receita. e. tais como processadores. dentre eles o barateamento dos componentes de informática. Falha em equipamentos.

Falhas nos equipamentos. apresentando suas informações mas não tendo acesso a elas. Incompatibilidades nas tecnologias de armazenamento. os dados resultantes de pagamentos passaram a ser recebidos diretamente em meio magnético da rede bancária. ainda mantinham-se passivos no processo. CONTRIBUINTES PAGAMENTOS DE IMPOSTOS BANCOS CAPTAÇÃO E EMISSÃO DECLARAÇÕES DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS OPERACIONAIS RELATÓRIOS GERENCIAIS Figura 9 – Modelo observado na primeira metade da década de 1990 . verdadeiros donos dos dados armazenados nas suas respectivas organizações de administração tributária. e Vírus. trouxe uma nova forma de ambiente com um visível aumento no volume de dados processados e o aumento dos seguintes riscos: • • • • • • • Invasões internas. Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. Defeitos nos sistemas aplicativos. Neste modelo os contribuintes. Esta conformação. mostrada na Figura 9. Além destes.75 enviados pelos contribuintes. Armazenamento inadequado.

Armazenamento inadequado. Falhas nos equipamentos. Defeitos nos sistemas aplicativos.F. Vírus especialistas. Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. Além dos riscos existentes nos modelos anteriores. CAPTAÇÃO E PROCESSAMENTO PAG DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS GERENCIAIS Figura 10 – Modelo implantado a partir da segunda metade da década de 1990 e observado até hoje num grande número Secretarias de Receita . esta modalidade. e Defeitos nos sistemas aplicativos.76 Com a especialização das redes e principalmente a disseminação e estabilidade da Internet ocorreu uma nova mudança a partir da qual os agentes que interagem com as organizações de administração tributária passaram a obter os serviços desejados diretamente a partir dos cadastros básicos residentes naqueles órgãos e previamente processados por eles. ilustrada a seguir. agregou novos riscos considerados de difícil controle conforme a relação abaixo: • • • • • • • Invasões externas. CONTRIBUINTES BANCOS INTERNET REDES PRIVADAS DEC E N.

. Nesta direção existem conjecturas no sentido de buscar meios técnicos para operacionalizar um sistema onde os dados históricos fiquem armazenados nos sites dos próprios contribuintes e estejam permanentemente disponíveis às Secretarias de Receita conforme o modelo a seguir: CONTRIBUINTES BANCOS DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS (ANALÍTICO) INTERNET DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS (SINTÉTICO) DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO Figura 11 – Modelo tendência para implantação ainda na década de 2000. Além disso. ou seja.77 Novos modelos de administração tributária pressupõem atendimentos especializados e com a maior comodidade possível aos contribuintes. Outro fator que exigirá uma revolução nos padrões atuais reside no fato de que todas as operações comerciais que representem entradas ou saídas de mercadorias e serviços realizadas por qualquer contribuinte deverão ser informadas à sua circunscrição fiscal. O sistema deverá operar em modo distribuído. Esta premissa é fundamental para que os novos sistemas de fiscalização sejam eficazes. na sua unidade de origem e as demais tenham acesso irrestrito a eles. pressupõem extrema interligação entre todas as unidades da federação de modo que tenha seus dados cadastrais residentes em um único local.

78 A operacionalização com base no esquema demonstrado anteriormente é uma realidade dependente exclusivamente do tempo. 4.INF Departamento de Tributação .FIS Departamento de Atendimento aos Contribuintes Junta de Recursos Fiscais . Internamente há um elenco de discussões sobre as atualizações necessárias e suas formas de implementação. As estruturas organizacionais tendem a se complementar com a especialização das já existentes unidades operacionais de informática e o acréscimo de outra sub-unidade de natureza colegiada responsável pela elaboração e manutenção de uma política de segurança dos recursos e informações conforme mostra a figura a seguir: RECEITA TRIBUTÁRIA Coordenação de Administração Coordenação de Informática . MATRIZ DE USO DE DADOS A seguir apresentamos o modelo de uma matriz de uso de dados utilizada pela Secretaria de Receita de Brasília.JRF Conselho de gestão da política de segurança da informação Figura 12 – Modelo de organograma observado como tendência para as Secretarias de Receita a ser implantado nos próximos anos. representada pelos contribuintes.8. No campo externo ocupado pela sociedade em geral. . ocorre uma visível movimentação exigindo maior transparência e efetividade no trato dos recursos públicos.TRI Departamento de Arrecadação ARR Departamento de Fiscalização .

C I.C C C C C C A.C A.C A.A.A.C I.A.C A.A.A.C A.C C A.A.C A.C A.C I.C A.A.A.C A.C C I.C A.C I.C C C I.C C A.C A.C C C C I.C C C A.C A.A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C .C C C C C C A.A.C I.C C I.C A.C C C C C A.A.A.C C C I.C A.C C C C C C C C I.C C A.A.A.A.A.C A.C C I.C A.A.A.A.C C C C C I.C I.C I.C I.A.A.A.C C C C C C C C C C C C C C C USUÁRIOS EXTERNOS INF C C C C C C C C C C I.C I.C C C C I.A.C I.A.C I.A.C C C C C C I.C A.C C A.C I.A.C C A.C A.C I.C C A.C C C C C C C C C C C C C C C C I.C C C A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.A.C I.C C A.C C C C C C C C I.C C C C C I.A.C A.C C I.C C C C C C C C C C C C I.A.A.C C C C I.C A.A.A.C C C C C C A.A.C C C C C C I.A.C C I.C I.A.C C C C C C C C C I.C C C C C I.C C I.C C C C C C C C I.C A.C C C C A.A.C C C C C I.C A.C C I.C I.C I.C C C C C C JRF C C C C C C C C C C I.C C C I.C I.C I.A.C A.C C A.A.C C C C C C C C C C C C C C C CTB OUTROS C C C C C C C C C C C C C C I.A.A.C I.C A.C I.C C C C I.A.C C C C C C I.C C C C C A.A.C I.C A.C C C C I.A.C I.A.A.A.A.A.79 CADASTROS Abrangência da coletoria Acionista x capital Aditamento de contrato Aditamento do convênio Agência bancária Alíquotas Atividade econômica Atribuição de cargo Atribuição de função Auto de infração Requisições Autorização de impressão de documento Fiscal Autorização de uso de documento fiscal Autorização para uso de documento fiscal eletrônico Categoria de estabelecimentos Categoria de veículos Classificação contábil da receita Classificação tributária da receita Classificação de produtos – NCM Código fiscal de operações Códigos de receita Conhecimentos de transporte Contratos Datas de vencimentos Denúncias Documento de inscrição em dívida ativa Documentos de arrecadação Declaração mensal de serviços prestados Declaração mensal de empresas de pequeno Porte Declaração mensal de micro empresas Equipamentos emissores de cupom fiscal Escalas de plantão Ficha cadastral de contribuinte Grupo financeiro Guia de informação mensal de ICMS Guia de Informação sobre valor agregado Guia nacional de informação de ICMS Histórico de instituição Histórico de processos Indicador de desempenho Indicadores demográficos Indicadores econômicos Índices de depreciação Índices de participação Item de produto Legislação e atos legais Leilão Log de auditoria Logradouros Marcas de veículos Modelos de veículos Moedas Nota fiscal USUÁRIOS INTERNOS TRI ARR FIS ATE ADM C C C C C I.C A.A.A.A.A.A.C A.C I.C C C A.C C C I.C C A.C C C C A.A.A.C I.A.C I.A.C C C C C C C C C C C C C C C C I.A.C A.A.C I.A.A.A.A.C I.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.A.C C C C C C I.C C C I.C I.A.A.C C C I.C I.A.

C A.A.C I.A.C C C C C I.C A.A.C A. .C A.C I.C C C C I.A.C A.C A.C C I.C C A.80 Notificações Ordem de serviço Pauta de valor de IPVA Portarias de citação Processos Recibos Regiões demográficas Termo de fiscalização Termo de responsabilidade Tipo de documento Tipo de documento fiscal Tipo de ordem de serviço Tipo de participação Tipo de processo Transferência de crédito fiscal Transportadoras Unidade de medida Usuários de sistemas Valor de produto por município Vigências C I.C C C C C C C C C A.C A.A.A.C I.C I.A.A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.A.C I.A.A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C Tabela 1 .C I.C I.C A.A.C A.A.C A.A.C C C I.C A.C C C I.C C C I.C A.A.Matriz de Uso de dados Legenda : TRI – Departamento de tributação ARR – Departamento de Arrecadação FIS – Departamento de Fiscalização ATE – Atendimento aos Contribuintes ADM – Coordenação de Administração INF – Coordenação de Informática JRF – Junta de Recursos Fiscais.C I.C A.C C I.C C C C C C I.A.C C C C A.C C C I.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C I.C I.A.A.A.A.Outras entidades I – Inclusão A – Alteração C – Consulta Obs: A opção “E” para exclusão não foi utilizada pois em sistemas de administração tributária não ocorre a remoção de registros.C C C A.C C I.A.C A.A.A.A.C C C I.C I.C A.A.C C I.C A.A.C I.A.C C C A.C I. apenas sua desativação.A.C C I.C A.C A.C C A.C I. CTB – Contribuintes OUTROS .A.C I.C I.A.

1. ou a fonte da ameaça não é motivada para concretizar estas vulnerabilidades ou é apenas parcialmente capaz de fazê-lo Baixa: a fonte da ameaça não possui motivação ou capacidade ou então.81 5. POLÍTICA DE SEGURANÇA 5. De acordo com o Risk Management Guide do NIST (Junho/2001) podem-se classificar as probabilidades de ocorrência de ameaças em 3 categorias: Alta: a fonte da ameaça é altamente motivada e suficientemente capaz e as contramedidas para evitar que as vulnerabilidades se concretizem são ineficazes. Na tabela apresentada a seguir relacionamos as ameaças às quais as Secretarias de Receita estão expostas. a probabilidade de ocorrências e os possíveis impactos. ANÁLISE DE RISCOS Em ambientes das Secretarias de Receita onde são depositadas informações capazes de espelhar toda a vida financeira das empresas da circunscrição. Média: a fonte da ameaça é motivada e suficientemente capaz mas as contramedidas já estão implementadas para impedir que as vulnerabilidades sejam concretizadas com sucesso. não importando seu porte ou atividade econômica. com maior ou menor grau de probabilidade. ocorrerão invasões dos mais variados tipos capazes de causar algum impacto. os controles para prevenir ou ao menos impedir que as vulnerabilidades se concretizem foram implementados com sucesso. é lícito prever que. .

Perda de receita. Fraude.82 Ameaça Destruição acidental Configuração incorreta de sistemas Probabilidade de ocorrência Média Média Impactos • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis Fraude Possibilidade de processo legal contra o órgão Perda de credibilidade Fraude Fraude Sistema vitais não disponíveis Destruição de informações Sistemas vitais não disponíveis Sistema vitais não disponíveis Destruição de informações Divulgação de informações sigilosas Perda de credibilidade Destruição de informações Divulgação de informações sigilosas Perda de credibilidade Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis. Perda de Credibilidade Fraude Fraude Interceptação de informação Perda de credibilidade Destruição de informação Fornecimento inconsciente de informações Média sigilosas Instalação de hardware não autorizado Instalação de software não autorizado Vírus Problemas nos sistemas operacionais Cavalos de Tróia Alta Alta Alta Alta Alta Invasores disfarçados Média Desastres naturais Conflitos (guerras) Sabotagem Roubo Grampos telefônicos Monitoramento não autorizado do tráfego na rede Modificação criminosa dos dados armazenados Acesso ao arquivo de senhas Baixa Baixa Média Média Média Baixa Média Média Uso de senhas frágeis Alta Acesso físico não autorizado Alta Não cumprimento de normas Alta Repúdio Backdoor Média Alta Tabela 2 – Análise de Ameaças . Possibilidade de processo legal Divulgação de informações sigilosas. Possibilidade de processo legal. Fraude. Possibilidade de processo legal. Possibilidade de processo legal. Divulgação de informações sigilosas. e Perda de arrecadação. Possibilidade de processo legal. Divulgação de informações sigilosas. Perda de credibilidade Divulgação de informações sigilosas. Divulgação de informações sigilosas. Possibilidade de processo legal Perda de credibilidade. Fraude. Divulgação de informações sigilosas. Perda de credibilidade Perda de credibilidade. Sistema vitais não disponíveis. Fraude.

83 Neste trabalho constatamos as principais vulnerabilidades com alta probabilidade de ocorrência, sobre as quais discorremos a seguir: • Divulgação de informações sigilosas ou com restrições de divulgação, que ocorre quando o funcionário ou prestador de serviço das Secretarias de Receita, que tem acesso às informações classificadas como sigilosas, divulga-as indevidamente para outros não autorizados; • Inserção de informação, programas danosos ou vírus de computador sem controle de recebimento ou tratamento adequado para evitar danos, que ocorre quando funcionários ou prestadores de serviço com acesso às informações das Secretarias de Receita inserem, sem autorização da Gerência de Segurança, arquivo ou programa que provoque danos na base de informação; • • Possibilidade de acesso/modificação da informação realizada por usuários não autorizados; Possibilidade de modificação, divulgação ou destruição de informação por aplicações em teste ou operadas por usuários sem conhecimento do uso correto do programa; e • Utilização de endereço eletrônico de qualquer funcionário para disponibilização ou divulgação de informação sem o conhecimento do dono da conta. 5.1.1. Vulnerabilidades As vulnerabilidades são os pontos fracos de uma instituição que permitem ataques e são uma fonte de riscos. O levantamento das vulnerabilidades existentes é fundamental para se mensurar de forma clara e enxuta quais ações, metodologias, práticas e ferramentas devem-se aplicar para garantir a integridade, confidencialidade, autenticidade e disponibilidade da informação. 5.1.1.1. Vulnerabilidades Externas • • Controle de acesso (visualização, adição, alteração ou exclusão da informação) sem utilização de autenticação confiável. Falta de procedimentos de anuência hierárquica e documentação da disponibilização de informações;

84 • • • • • Falta de uma política e regras claras quanto à disponibilização da informação por outros meios (exemplo, informações por telefone); Falta de controle do volume de acessos ao site e informações disponibilizadas para acesso externo; Existência de diretório de FTP anônimo; Utilização de TFTP (uma versão simplificada do FTP que não usa senha para autenticação de usuários); e Falta de sistema de detecção de intrusos.

5.1.1.2. Vulnerabilidades Internas • • • Falta de controle, por autenticação, das estações; Existência de contas padrão – muitos programas e pacotes de terceiros vêm com contas padrão com senhas padrão. Contas como guest ou de Administrador; Uso de senhas fracas – podem ser de contas padrão com senhas padrão, contas de convidados, contas compartilhadas, contas sem senha ou com senha facilmente identificável. Utilização, nos sistemas com autenticação, de usuários e senhas comuns (divulgação de senhas); • • • • • • • • Falta de política de troca e bloqueio de contas e senhas; Falta de controle de permissão de uso das estações (policies); Falta de gerenciamento e controle de privilégios de usuários com definição clara dos perfis e permissões das contas de cada usuário; Não há uma revisão periódica dos critérios, permissões dos usuários; Não há definição de procedimentos e autoridades para conceber criação de contas e permissões de concessões de privilégios; Falta de controle de log quanto a acessos de usuários incluindo data e hora. Existência de pontos de rede ociosos habilitados; Qualquer notebook, estação ou equipamento, com interface ethernet pode ser conectado a um ponto da rede e funcionar (controle de acesso ao meio físico da LAN); • Usuários não esclarecidos sobre as conseqüências do uso incorreto de informação da instituição;

85 • Qualquer pessoa que tenha acesso físico à estação pode utilizá-la e pode também instalar ou desinstalar qualquer aplicativo (inclusive programas danosos ou modems – portas dos fundos); • • • • Ferramenta antivírus sem procedimentos para atualização periódica e possível de ser desativada por qualquer usuário; Terminais e Workstations sem controle de tempo de conexão; Falta de controle do acesso físico às estações; e Falta de gerenciamento de processamento de informação sobre responsabilidade de terceirizados. 5.1.1.3. Vulnerabilidades Referentes a Correio Eletrônico • • • • Informações não públicas circulam dentro e fora da rede através de e-mail sem controle/certificação do usuário remetente; Não há garantia da entrega da informação; Qualquer usuário com acesso à rede interna pode enviar e-mail informando o endereço eletrônico de outro; e Arquivos anexados só são verificados contra vírus na estação.

5.1.1.4. Vulnerabilidades Referentes a Aplicações • Em muitos casos apenas um usuário é responsável pela informação sem haver, portanto, controle de log ou outro usuário para confirmar a operação (permitindo o uso danoso da informação por funcionários insatisfeitos, por exemplo); • • • • • Não há controle de atualização e uso de versões anteriores de aplicações; Ambiente de produção, desenvolvimento e teste único; Falta de documentação dos procedimentos de produção; Código fonte de aplicações distribuídas sem controle; e Falta de regras de segurança para orientação dos desenvolvedores quanto à segurança de acesso e divulgação de informação pelos programas.

1. Backups não testados ou sem controle. e níveis de sensibilidade: confidencial. e Falta de ferramenta de inventário automatizado da rede (hardware e software em servidores e estações). NORMAS DE SEGURANÇA 1 .Toda e qualquer informação da Secretaria de Receita armazenada e disponibilizada por meio de recursos de informática deve ser protegida contra acesso.2. destruição.A proteção da informação deve ser preventiva viabilizando o processo de recuperação de dados. com base na legislação vigente e qualquer obrigação contratual. .O critério de classificação das informações deverá ser designado de forma a garantir que as mesmas sejam avaliadas em duas escalas: • • níveis de importância: crítica. • • Não é aplicada a regra: Tudo deve ser proibido a menos que expressamente permitido (ISO/IEC 17799:2000). Facilidade para o roubo e furto de equipamentos e programas. uso interno e uso público. divulgação de cópias não autorizadas. Falta de revisão do controle de falhas. 4 – Todo acesso à informação deve ser registrado de forma a viabilizar auditoria quando necessário.1. quer seja acidental ou intencional. Falta de procedimentos para atualização de patches e SP (Service Pack). 5. a segurança de dados e serviço.5. Outras Vulnerabilidades • • • • • • • • Acessos e troca de informações via RAS sem criptografia (VPN) ou autenticação segura (PKI por exemplo). Não há controle de software pirata ou não homologado. essencial e não essencial. Falta de monitoração de uso (garantir disponibilidade). alteração.86 5. 3 . 2 . Não é utilizada. a inclusão de cláusula no contrato de funcionários e prestadores de serviço que especifiquem sanções em caso de tentativa de acesso não autorizado (ISO/IEC 17799:2000).

uso de recursos e inspecionando arquivos. em preservar o sigilo das informações. 6 .O acesso à rede das Secretarias de Receita através de equipamentos de usuários remotos ou de equipamento para teste deverá ter aprovação da autoridade competente. devem constar cláusulas que garantam a observância da política de segurança da mesma.3. 2.O cumprimento das normas estabelecidas pela Política de Segurança da Informação é obrigatório a todos os usuários com direito de acesso à rede. Funcionários e prestadores de serviços eventuais que acessam as instalações de processamento da informação da Secretaria de Receita devem se comprometer. Prestadores de serviços eventuais que não tenham contrato assinado deverão assinar documento garantindo a segurança das informações das bases de dados antes de terem . folders e outros. 8 . prestadores de serviços e estagiários autorizados a usar os recursos da rede devem ser treinados em segurança da informação através de seminários. e não à própria pessoa. sanções. 9 .87 5 . fraude ou uso indevido de instalações. 1.Um plano de contingência deverá ser elaborado e mantido a fim de possibilitar a restauração imediata dos serviços em caso de sinistro. palestras. roubo. 5.O direito de acesso à informação está ligado à posição ocupada pela pessoa dentro das Secretarias de Receita ou fora dela. acessos. 11 .Todos os empregados. acompanhando rotineiramente. 12 – Estas normas segurança deverão ser documentadas e disponibilizadas a todas as partes interessadas. 10 . através de um documento escrito. 7 . POLÍTICA DE SEGURANÇA APLICADA A PESSOAS EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 Objetivo: Reduzir os riscos de erro humano.O Departamento Geral de Informática das Secretarias de Receita tem o dever de monitorar as informações disponíveis em todos os servidores e estações. bem como monitorar toda a informação que trafega na rede.Nos contratos que impliquem o manuseio de informações das Secretarias de Receita por parte de terceiros. material explicativo. conforme necessário.

Todos os usuários deverão ser treinados nos procedimentos de segurança e no uso correto das instalações de processamento da informação de forma a garantir a integridade das informações minimizando possíveis riscos de ataques e alterações em sua base de dados. Todos os usuários do sistema de informação devem estar conscientes dos procedimentos para notificação dos incidentes como violação de segurança. 8. Todas as regras e responsabilidades de segurança da Secretaria de Receita devem ser documentadas e divulgadas a todos que possuam acesso ao sistema em concordância com a Política de Segurança da mesma. O gerente de cada área deverá constantemente supervisionar a atuação de sua equipe de trabalho certificando-se do uso e implementação das regras básicas de segurança da informação. colaborador. prestador de serviço ou colaborador será responsável pela segurança das informações contidas na base de dados durante um período de tempo definido mesmo após o termino do contrato de trabalho ou de prestação de serviços na Secretaria de Receita. Todo usuário do sistema deverá notificar o mal funcionamento de software à Gerência de Segurança. Será definido um processo disciplinar formal para tratar com os usuários que tenham violado as políticas e procedimentos de segurança estabelecidas e implementadas pela Gerência de Segurança. prestadores de serviços e fornecedores (serviços e equipamentos) deverão ter seus dados de apresentação (identidade. A Gerência de Segurança da Secretaria de Receita supervisionará a atuação de colaboradores novos e inexperientes com relação aos acessos a sistemas considerados de maior importância. Todo funcionário. Todo funcionário. como remoção e software suspeito sem a devida autorização da mesma. não devendo executar nenhum tipo de ação. 4. 3. CPF . 10. Será proibida a instalação de quaisquer programas pelos usuários visando proteger a base de dados contra vírus ou instalação de softwares piratas. ameaças.88 acesso as instalações nas quais ocorrem os processamentos visando garantir e proteger a integridade das informações armazenadas. 9. 12. 7. CNPJ entre outros) e qualificação técnica e profissional confirmados e verificados. 5. 11. falhas ou mal funcionamento que possam ter impactos na segurança dos ativos organizacionais. 6. .

A conta do usuário será bloqueada após três tentativas erradas de logon e somente será desbloqueada mediante autorização do Gerente de Segurança. 8. não poderá ser repassada adiante. POLÍTICA DE SEGURANÇA LÓGICA Objetivo: Reduzir os riscos relacionados às configurações lógicas dos sistemas e acessos. . 7. bat. por falta de uso. As últimas 5 senhas deverão ser registradas na base de dados e não poderão ser repetidas pelos usuários do sistema de informação. caracteres especiais e números inviabilizando o uso de nomes de familiares ou datas que poderiam ser facilmente descobertas. Deverá ser remetida para o Conselho de Segurança que analisará o conteúdo e remeterá notas esclarecedoras ao interessado. além do sistema de defesa nos servidores. .exe. A atualização do antivírus será feita de forma automatizada em todos os computadores da rede. recebidos por e-mail para impedir que estes arquivos transfiram para a rede algum tipo de vírus que possa prejudicar o sistema de informação. 2. . Qualquer notícia recebida sobre vírus através do correio eletrônico. 6. em 10 dias. Será proibida a abertura de arquivos executáveis.89 13. que não for do comitê antivírus. com terminação . 1.4. As senhas dos usuários do sistema de informações deverão ser trocadas a cada 30 dias e serão canceladas. 5. protegendo a base de dados de ataques de novos vírus. e outros. ou palestras.com. . Deverá existir um procedimento de orientação a todos os usuários do sistema de informação da Secretaria de Receita quanto ao acesso de recursos e serviços oferecidos na Internet quando os mesmos forem de procedência duvidosa ou desconhecida. 4. 3. As senhas deverão conter no mínimo oito caracteres entre letras maiúsculas e minúsculas. A política antivírus será feita de modo sistemático através de e-mails semanais em forma de notícias. notas de esclarecimentos. 5.pif. visando manter a integridade da base de informações da Secretaria de Receita . isto é.

cartuchos e formulários impressos . 16. A utilização de sistemas ou de permissão de uso de microcomputadores deverá ser solicitada formalmente ao Departamento Geral de Informática. Deverá ser implementada uma lista de procedimentos para o gerenciamento e controle do uso de mídias removíveis como fitas. Deverá ser elaborado um plano de contingência para recuperação de informações da base de dados da Secretaria de Receita em caso de ataques diversos. Deverá ser instalado na rede um software para detecção de intrusos (IDS) para identificação de qualquer tipo de intrusão que possa prejudicar o sistema de informações da Secretaria de Receita. O suporte a equipamentos de informática só poderá ser prestado por técnicos do Departamento Geral de Informática ou com o acompanhamento deste. 18. diretórios e outros recursos só será efetuado por técnicos do Departamento Geral de Informática e de forma a não comprometer os requisitos mínimos de segurança. 15. 19. Os microcomputadores em rede deverão possuir senha no setup e devem estar configurados de forma a não permitir o boot por unidade de discos flexíveis ou Cdrom. 11. 12. Deverá ser garantida e protegida toda infra-estrutura das redes físicas da Secretaria de Receita com intuito de proteger consequentemente as informações da rede lógica. discos. Os controles de falhas devem ser constantemente revisados e atualizados de modo a garantir a não ocorrência de falhas por repetidas vezes. Deverão ser estabelecidos procedimentos de rotina para execução das cópias de arquivos e disponibilização dos recursos de reserva. O compartilhamento de arquivos. ou desastres. O usuário será automaticamente desconectado se ficar sem usar o sistema por mais de 15 minutos (time-out) para evitar o uso do mesmo por outro usuário que poderá estar mal intencionado quanto ao acesso e consulta das informações . 17. 13. As senhas não deverão ser compartilhadas ou anotadas visando proteger as informações do acesso de pessoas não autorizadas. 14. após registro no sistema de controles de help desk. 20.90 9. 10.

21. Apenas pessoal autorizado poderá ter acesso às instalações de processamento de informações sensíveis. POLÍTICA DE SEGURANÇA FÍSICA E DO AMBIENTE EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 Objetivo: Prevenir o acesso não autorizado. As redes de computadores deverão ser protegidas por um firewall que seja um produto bem conceituado no mercado. 3. interligado a um sistema de IDS para reforçar a segurança. 1. . 5. O perímetro de segurança deve estar claramente definido e ser fisicamente consistente inviabilizando invasões por algum tipo de brecha ou falha . dano e interferência às instalações físicas da organização e à sua informação. 5. Todos os funcionários ou prestadores de serviço deverão utilizar alguma forma visível de identificação e informar à segurança sobre a presença de qualquer pessoa não identificada ou de qualquer estranho não acompanhado. Deverá existir uma supervisão/vigilância constante aos visitantes das áreas de segurança através de registro em livro específico no qual serão indicadas as horas de entrada e saída e a identificação do local (departamento/gerência) para onde se dirigiu o visitante em questão. 22. As portas de incêndio no perímetro de segurança devem possuir sensores de alarmes e mola para fechamento automático. sigilosas ou críticas. Deverá existir um servidor RADIUS para autenticação de usuários visando oferecer maior segurança nos acessos remotos.5. 4. 7. O acesso remoto deverá ser protegido por VPN e certificação digital (PKI). 23. devidamente configurado e permanentemente atualizado.91 visando impedir a divulgação e exposição classificadas como sigilosas ou de acesso restrito. Deverão ser utilizados controles de autenticação para autorizar e validar qualquer acesso. 6. As Secretarias de Receita devem usar perímetros de segurança para proteger as áreas que contemplam as instalações de processamento de informações criticas ou sensíveis. 2.

11. Equipamentos conectados à rede local não poderão possuir placas ou hardware do tipo fax modem uma vez que a mesma pode servir como porta de entrada para possíveis ataques à base de informações da Secretaria de Receita. 13. 18.92 8. 15. 17. Todo o material de entrada deve ser inspecionado contra potenciais perigos antes de ser transportado para a área na qual será utilizado. seja fotografia. Equipamentos de contingência e meios magnéticos de reserva devem ser guardados a uma distância segura para evitar danos que podem se originar em um desastre da instalação principal. só deve ser utilizado a partir de autorização da alta administração. Qualquer equipamento de gravação. Equipamentos como fotocopiadoras e máquinas de fax. . vídeo. 10. 19. 16. Os arquivos e as listas de telefones internas que identificam os locais de processamento das informações sensíveis não devem ser acessados pelo público. As instalações de processamento da informação gerenciadas pela Secretaria de Receita devem ficar fisicamente separadas daquelas gerenciadas por terceiros ou contratados eventuais. sendo instaladas proteções externas principalmente quando essas portas e janelas se localizarem em andar térreo. devem ser instalados de forma apropriada dentro de áreas de segurança para evitar acesso do público de modo a não comprometer a segurança da informação. Materiais combustíveis ou perigosos devem ser guardados de forma segura a uma distância apropriada de uma área de segurança. Os equipamentos devem ser protegidos contra falhas de energia e outras anomalias na alimentação elétrica utilizando-se sempre UPS (no-breaks). 14. sendo o mesmo registrado conforme orientação da Gerência de Segurança. Todo trabalho desenvolvido em área de segurança deverá ser supervisionado por um funcionário da Gerência de Segurança. As portas e janelas deverão ser mantidas fechadas quando não utilizadas. 12. som ou outro tipo de equipamento. geradores e no-breaks visando a continuidade da operabilidade de acesso às informações da base de dados. 9. Somente pessoal autorizado previamente pelas áreas de segurança da rede e das informações poderão ter acesso a área de manipulação e suporte (carga e descarga) externa ao prédio da Secretaria de Receita . 20. O sistema de energia elétrica deverá incluir além de alimentação múltipla.

Todo equipamento deverá ter sua manutenção revista de tempos em tempos. O cabeamento da rede deverá ser protegido contra interceptações não autorizadas ou danos. informações ou software não devem ser retirados da instituição sem autorização. devem ser retiradas da impressora rapidamente. terminais de computador e impressoras não devem ser deixados ligados quando não assistidos e devem ser protegidos com senhas. Papéis e meios magnéticos de computadores devem ser guardados em gavetas adequadas com fechaduras ou em outros itens de mobiliários seguros quando não estiverem sendo utilizados. Os cabeamentos elétricos e de telecomunicação que transmitem dados ou suportam serviços de informação devem ser protegidos contra interceptação ou dano. 22. 30. A sala do CPD deverá permanecer trancada com acesso livre apenas ao pessoal autorizado da Gerência de Segurança. evitando que a ocorrência de falhas possa prejudicar o acesso à base de informações. o acesso por pessoa não autorizada ao interior do equipamento. portanto. por exemplo pelo uso de conduítes ou evitando a sua instalação através de áreas públicas. quando impressas. segundo a orientação do fabricante do mesmo. Os cabos elétricos devem ficar separados dos cabos de comunicação para prevenir interferências. 25. 24. 23. O uso de qualquer equipamento para o processamento das informações fora dos limites da Secretaria de Receita deverá ser autorizado pela alta administração da mesma. Todos os microcomputadores em rede deverão possuir chave de segurança para travamento da CPU. ou serem submetidas a proteção alternativa adequada. 29. Equipamentos. 33. . 27.93 21. Informações sensíveis e classificadas. onde possível. Os equipamentos servidores e dispositivos que caracterizam o CPD deverão estar em uma sala devidamente climatizada com controle de acesso. chaves ou outros controles quando não estiverem em uso. 32. não permitindo. 28. Deve-se usar uma cobertura adequada de seguro para proteger os equipamentos existentes fora das instalações da Secretaria de Receita. Computadores pessoais. As linhas elétricas e de telecomunicações dos recursos de processamento da informação devem possuir aterramento. 34. 31. 26. especialmente fora do horário normal de trabalho.

5. de forma intencional ou não.94 35. desrespeitarem as normas estabelecidas pelo Conselho de Segurança das Secretarias de Receita serão aplicadas as seguintes sanções: • • • Advertência verbal. Todas as saídas de emergência deverão estar claramente identificadas e desimpedidas visando facilitar a fuga. 39. . APLICABILIDADE A Política de Segurança das Secretarias de Receita será aplicável a todo funcionário ou prestador de serviço que tenha acesso às dependências da mesma. SANÇÕES Aos usuários que. O CPD deverá possuir um sistema de detecção/alarme e combate automático para caso de incêndio. As mídias de backup deverão ser acondicionadas em cofre com características especiais para suportar incêndios e outros tipos de intempéries. Deverá existir um sistema de iluminação alternativa para o CPD e áreas de fuga. O backup dos dados deverá ser feito diariamente de forma incremental e semanalmente de forma completa. 36. 37.7. cabe aos gerentes de cada departamento o controle e o acompanhamento do cumprimento das mesmas.8. contudo. 5. 5.6. 38. RESPONSABILIDADE Todo funcionário ou prestador de serviço das Secretarias de Receita será responsável pelo cumprimento das orientações estabelecidas na Política de Segurança. e 40. caso necessário. Advertência escrita. Todas as salas internas do CPD deverão possuir extintores para combate de incêndio elétrico (CO2/Pó químico). Suspensão do direito de uso de serviço da intranet.

de extravio. Observação: A aplicação destas sanções não isenta o usuário da base de dados das Secretarias de Receita de sofrer outras penalidades previstas em Regulamentos Internos da Secretaria. 5.1. e • A terceira seção é o procedimento de resposta imediata documentando ações remediais a serem tomadas após a identificação das ameaças. Ambos os planos ajudarão as Secretarias de Receita a proteger sua capacidade de processar dados.9. O propósito do Plano de Recuperação é restaurar de maneira segura as operações após a contenção dos danos. PLANO DE CONTINGÊNCIA O Plano de Contingência da Secretaria de Receita será formado por dois componentes distintos. e Demissão. ou mesmo de sofrer processos penais por crimes de peculato. que são o Plano de Ação para Emergências e o Plano de Recuperação de Desastres. O propósito do Plano de Ação para Emergências é prevenir e/ou limitar os danos aos recursos de informação. 5. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem realizar um inventário dos recursos e. O desenvolvimento e manutenção do plano de ação deve ser feito da seguinte forma: • O Gerente da Rede/Especialista em TI.1 Plano de Ação para Emergências O plano de ação é composto do seguintes itens: • • A primeira seção é um inventário completo de todos os recursos de informação e uma avaliação de sua criticidade. .95 • • Suspensão do direito de uso de serviços oferecidos pela rede Secretarias de Receita por tempo determinado. sonegação e inutilização de livro ou documento.9. de violação de sigilo funcional entre outros estabelecidos no código penal. A segunda seção é a identificação de possíveis ameaças às operações do site das Secretarias de Receita e as contramedidas existentes/propostas para cada ameaça. de condescendência criminosa.

documentação e pessoal. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem formular um Procedimento Imediato de Resposta usando a informação fornecida neste documento. sistemas de controle climático.a Secretaria pode funcionar até duas semanas sem este recurso 3 . o Plano de Ação deve ser atualizado para refletir tais mudanças.a Secretaria pode funcionar até uma semana sem este recurso 4 .9. armazenagem de mídia. • • Sempre que houver uma compra significativa de novos recursos de informação.2. Recursos também incluem serviços tais como telefonia. 5. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem em seguida identificar as possíveis ameaças a estes recursos e as devidas contramedidas existentes ou propostas. periféricos. Os recursos identificados devem incluir hardware e software.96 subseqüentemente. Para fins de uniformidade uma escala de 0 a 5 deve ser usada e definida da seguinte forma: 0 – a Secretaria pode funcionar indefinidamente sem este recurso 1 – a Secretaria pode funcionar até um mês sem este recurso 2 . e O Gerente da Rede/Especialista em TI e o encarregado da segurança devem rever anualmente o conteúdo deste plano e fazer as devidas mudanças sempre que necessário.2 Contagem dos Recursos e Avaliação de Criticidade A contagem dos recursos e avaliação de criticidade identificam todos os recursos de informação e depois documentam a criticidade dos mesmos.a Secretaria pode funcionar até um dia sem este recurso 5 . usando o formato fornecido neste documento. • O Gerente da Rede/Especialista em TI. eletricidade e internet. A criticidade destes recursos deve ser determinada em termos de quanto tempo as Secretarias podem funcionar sem eles. máquinas de fax.a Secretaria pode funcionar até quatro horas sem este recurso . determinar a criticidade de cada recurso identificado usando o formato fornecido mais adiante. • O Gerente da Rede/Especialista em TI. modems.

2. 9GB HD. . 1. Ameaças são vistas como sendo de natureza física. Há várias outras possíveis ameaças particulares a cada unidade das Secretarias de Receita. Monitor CD-ROM 10BASE-T Transceiver HP Laserjet 4500 32 bit NIC card (extra) MS Office 97 Serviço de telefonia Eletricidade Pessoal operacional Extintores de incêndio (água) Tabela 3 – Contagem de Recursos 5. Identificação de Ameaças e Contramedidas Ameaça é qualquer circunstância ou evento com potencial para comprometer e/ou interromper as operações diárias de uma instituição. 14GB HD. A seguir encontra-se uma lista abrangente de ameaças divididas em três categorias distintas. 1. Os sites da Secretaria de Receita tornam-se vulneráveis quando contramedidas não forem implementadas para impedir ou diminuir o impactos de todas as ameaças identificadas. ambiental. e relacionadas a suporte. Esta lista não tem a pretensão de ser exaustiva. Esta lista tem como objetivo servir de base para a identificação das ameaças existentes nas Secretaria de Receita em geral. Ameaças são concretizadas quando uma ou mais vulnerabilidades são exploradas.44MB FD.9.97 O quadro é um exemplo de como pode ser feita a contagem e classificação de recursos: CRITI 4 3 2 4 4 1 4 5 5 4 3 QUANT 1 1 5 3 5 2 10 1 1 2 4 DESCRIÇÃO DO RECURSO Pentium/800 server: 128MB RAM. Monitor Pentium/800 server: 128MB RAM.44MB FD.

Fogo .Transporte inadequado de equipamentos . .Poeira . uma solução provisória deve ser identificada.Vandalismo .Montagem/Armazenamento incorreto . a Secretaria de Receita deve avaliá-las e delinear todas as contramedidas existentes ou propostas para cada ameaça aos recursos.Manutenção imprópria .Extorsão .98 AMBIENTAIS .Enchente .Condições climáticas adversas .Vapores químicos .Ruído elétrico/aterramento inadequado .Descarga Eletrostática .Vazamento de água FÍSICAS .Raios .Derramamento/queda .Sabotagem . Caso as contramedidas propostas não possam ser implementadas em tempo. Após a identificação de todas as possíveis ameaças.Riscos de acidentes de viagem .Acesso não autorizado às instalações .Supressão Inadequada de Incêndio RELATIVAS A SUPORTE .Falha no sistema de telefonia Tabela 4 – Identificação de Ameaças Cada Secretaria de Receita deve escolher a lista de ameaças que diz respeito a qualquer recurso de informação em sua localidade.Fumaça .Umidade excessiva .Terrorismo/ameaça de bomba .Interferência eletromagnética .Ativação de sprinklers .Roubo .Roedores . independente das contramedidas.Queda de energia . As Secretarias de Receita devem fazer uma distinção entre as contramedidas existentes e as propostas.Explosões .Temperaturas instáveis .Indisponibilidade de pessoal .Insetos .

Possuir um gerador para suportar todo o prédio. Pára-raios instalados no teto. Fazer limpeza completa do prédio. A área de armazenagem deve ser fora da sala do computador com acesso e temperatura controlados. Explosão 3. Queda de energia elétrica 8. Manutenção preventiva com limpeza de todo o equipamento.2 Procedimento de Resposta Imediata O propósito do Procedimento de Resposta Imediata é limitar os danos no caso de uma ameaça contra um recurso de informação se concretizar ou ser iminente. Ter todos os equipamentos instalados corretamente para reduzir a possibilidade de pancada ou queda. Detetores de fumaça em todo o prédio. Todos os equipamentos devem ser posicionados longe de áreas com muito movimento. Montagem/ Armazenamento Incorreto 14. Roubo 16. Este procedimento deve documentar ações corretivas em ordem de execução e indivíduos e/ou organizações especificas a serem contatadas. Acesso não autorizado 11. Fazer uma lista com os números de telefone do pessoal de operações e suporte para os casos de emergência. Poeira 6. Ter um acordo com outra organização onde uma apóie a outra em caso de explosão. Ativar alarmes fora do horário de expediente.9. Extintores de incêndio disponíveis em locais de fácil acesso em todo o prédio. **Propõe-se a instalação de equipamento de identificação e combate a incêndio na sala do servidor. Colisão 15. Insetos 7. Colocar telas em todas as portas e janelas. Aterramento inadequado 9. 2.** Solução provisória – instalação de extintores de dióxido de carbono na sala do servidor.99 Mostramos a seguir o exemplo de uma relação das ameaças e suas contramedidas: AMEAÇA 1. Manter trancadas as áreas de acesso. Fumaça 5. ***Propõem-se que eletricistas e o pessoal de manutenção dos computadores revisem e consertem todo o aterramento. **Propõe-se a instalação de UPS para os servidores. Colocação de trancas em todas as áreas de acesso. Indisponibilidade de pessoal 10. Todos os extintores de incêndio com água devem ser removidos da sala do servidor. Supressão Incorreta de Incêndio Tabela 5 – Ameaças e Contramedidas 5. . Filtros de ar instalados na sala do servidor e trocados mensalmente. Fogo CONTRAMEDIDA Ter um sistema de sprinklers espalhados por todo o prédio. Raio 4.

O propósito deste plano é reduzir o impacto de um desastre através de uma rápida recuperação. 5. AUDITORIA Auditar e ouvir são sinônimos. Este plano prevê uma resposta regional ou global a desastres através de esforços combinados entre as Secretarias de Receita. pois vêm do verbo latino auditare. e 3) Número de telefone da polícia. A eficácia da auditoria dependerá de sua continuidade e de seu dinamismo em acompanhar um processo em seu desenvolvimento.3 Plano de Recuperação de Desastre Este é um plano que facilita a segura restauração das operações do sistema após a concretização de uma ameaça e a contenção dos danos. portanto auditoria é ouvir as informações sobre um processo. A recuperação é efetuada por meio de coordenação e efetiva utilização de todos os recursos de informação disponíveis. a fim de transformá-las em correções ou melhorias deste processo.100 No mínimo as seguintes informações devem ser incluídas no procedimento de resposta imediata e verificadas a cada três meses: 1) Instruções detalhadas das ações corretivas para as ameaças existentes (tais como fogo.9. entre outros). . É a principal auxiliar na administração de um sistema de dados. Este conceito incentiva o apoio mútuo entre as unidades sem incorrer em custos adicionas substanciais. bombeiros e hospitais locais. números de telefones de emergência do encarregado de ativar o plano de contingência. do encarregado da segurança de sistemas. do pessoal operacional.10. vazamento de água. Esta resposta deve adotar o conceito de compartilhamento e/ou redirecionamento de recursos sobressalentes de informação entre as diversas unidades das Secretarias de Receita. e do pessoal de manutenção dos sistemas. 5. 2) Os nomes. queda de energia. é gerar conhecimento de suas várias etapas. Auditar um processo. pois a eficácia administrativa está na aplicação dos conhecimentos continuamente adquiridos. A auditoria tem o papel de colher informações e transformá-las em conhecimento. do gerente da rede.

pois nos garante a aplicação limpa e didática da ação auditora. Para adequação da auditoria de sistemas de dados a uma política correta de segurança.10. aplicados à área de segurança de rede no ambiente de uma instituição tributária. Devem existir controles para salvaguardar os sistemas operacionais e ferramentas durante as auditorias de sistemas. como a forma mais eficaz de conhecer o processo e os seus procedimentos. 5. Recomendações ISO/IEC 17799:2000 A auditoria tem com objetivo: Maximizar a eficácia e minimizar interferência no processo de auditoria de sistemas. . dados. Estas três primeiras diretrizes são as máximas que devem reger toda ação de aplicação de auditoria em qualquer tipo instituição.Formação da Cultura de Segurança Para um processo de auditoria em uma instituição pública.101 Figura 13 . auditá-los. equipamentos e ambiente. este trabalho tem como base as recomendações ISO/IEC 17799:2000 para auditorias e apresenta em sua metodologia sugestões de diversos autores citados no decorrer do desenvolvimento. ou melhor.1. Proteção também é necessária para salvaguardar a integridade e prevenir o uso impróprio das ferramentas de auditoria. é necessário obter informações sobre o sistema com usuários.

Requisitos de auditorias devem ser acordados com a administração apropriada. Outros acessos diferentes de apenas leitura devem somente ser permitidos a cópias isoladas de artigos do sistema. A melhor maneira de se colherem informações de um sistema é com as pessoas que estão vivenciando o processo atual do sistema de dados e também com aquelas que têm . respondendo dinamicamente às ameaças e riscos que futuramente poderão surgir. ampliando a troca de informação e conhecimento sobre o modus operare do processo.10. em sua maioria da área de informática. A verificação deve ser limitada para acesso ao software e aos dados somente paraleitura. As normas ISO/IEC 17799:2000 citadas anteriormente harmonizam a ação auditora ao ambiente operacional auditado. 5. facilitando os ajustes e correções de falhas.2.102 As auditorias requerem atividades. Todo o acesso deve ser monitorado e registrado de modo a produzir uma trilha de referência. envolvendo verificações nos sistemas operacionais que devem ser cuidadosamente planejadas e acordadas para minimizar riscos de interrupção dos processos do negócio. Auditorias externas são formadas por firmas especializadas em auditoria de sistemas. Tipos de Auditoria Propostos Aplicação de Auditoria Interna e Externa tem sido empregada com bastante êxito em várias empresas privadas ou públicas. que disponibilizam os seus serviços a empresas contratantes. que devem ser apagadas quando a auditoria for finalizada. Todos os procedimentos. requerimentos e responsabilidades devem ser documentados (ISO/IEC 17799:2000). As auditorias internas são mantidas com recursos e funcionários da própria empresa. Requisitos adicionais ou especiais devem ser identificados e acordados. Estas últimas normas a partir de seus registros e documentos darão o subsídio para debates e discussões que irão aprimorar as diretrizes e normas da política de segurança no decorrer do tempo. dada apropriada cumplicidade adquirida no processo auditado. Escopo da verificação deve ser acordado e controlado. Os recursos de tecnologia para execução da verificação devem ser identificados explicitamente e tornados disponíveis.

5. que trabalham em firmas de auditoria. Isto dependerá de muitos fatores.10. tais como grau de conscientização e aprendizado de usuários e administradores e da conceituação da política . como condição sine qua non à continuidade do negócio. são as guardiãs dos vários planos de segurança estabelecidos pela organização. Esta constitui a auditoria de melhor proveito para colher informações e adquirir conhecimentos sobre sistema de informação de dados. Podem somar conhecimento adquirido por experiências em outras empresas e através de altos graus de especialização e de renovação constante do conhecimento. Quando Devem ser Feitas as Auditorias A auditoria advém da necessidade de que um sistema de dados seja seguro agora e continue sendo seguro no futuro.103 muita experiência neste tipo de processo e que vivam profissionalmente de organismos especializados em auditorias que capturam estes tipos de informação nas diversas empresas auditadas e se atualizam constantemente com as inovações do mercado. principalmente em se tratando de áreas de maior risco. na sua maioria do setor de informática. mas comumente podem ter um ou outro funcionário ligado às áreas em questão. são fortes fontes de consulta atualizada. As auditorias internas têm algumas vantagens importantes: não são tão perceptíveis aos funcionários quanto as auditorias externas. o qual poderá convocá-las ou dissolvê-las. Seus relatórios e documentos são de uso exclusivo deste comitê. é chamado de auditoria articulada. Nas auditorias externas a equipe é formada por funcionários com dedicação exclusiva. com especialização em sistemas. As equipes auditoras internas são compostas por funcionários. O emprego das duas auditorias. Comumente se espera uma maior objetividade por partes destas empresas. devido à superposição de responsabilidades e uso comum de recursos. têm como atuar periodicamente realizando revisões globais. são mais econômicas pois seus recursos são menos onerosos. interna e externa. uma vez que se dedicam com exclusividade a este ramo de negócio.3. ponto de apoio e base para as auditorias externas. principalmente nos sistemas muito especializados. por isso a necessidade de correção freqüente e continuada de seu sistema de segurança. As auditorias interna e externa devem estar ligadas hierarquicamente ao Comitê de Segurança. atuam muito rapidamente nos casos de emergência. É evidente que não poderá haver regra de periodicidade muito rígida para que sejam feitas estas auditorias.

de Na auditoria antes do funcionamento deve-se fazer uma análise do grau politicamente e fisicamente a rede para a redução dos riscos de quebra de segurança. As auditorias emergenciais devem ocorrer logo após o incidente de segurança. já adequando As auditorias agendadas devem ser continuadas de acordo com as necessidades e padrões de segurança assegurados a uma redução de riscos de incidentes de segurança na rede. O estado crítico. através da verificação de integridade do sistema antes do acidente. e as pequenas: 12 meses. conscientização e vulnerabilidade. Alguns programas de integridade podem ajudar na identificação de mudanças ocorridas. Agendadas de manutenção. como seu objetivo em contexto aos objetivos estratégicos e dos negócios da Secretaria de Receita como um todo. dos sistemas lógicos. e Firewall: a cada 6 meses ou menos. e riscos internos e externos. . a complexidade e o corpo administrativo devem ser considerados para a decisão de periodicidade para auditorias agendadas. O comprometimento é expresso em documento onde constam as principais diretrizes da política de segurança. ameaças. 5. devendo-se fazer primeiro uma análise dos estragos. físicos e ambientas das unidades de informação. no qual devemos desenvolver o comprometimento da alta gerência à sua implantação como premissa para êxito do empreendimento. Serão usadas algumas recomendações de Wietse Venema & Dan Farmer (1996) para distribuir as Auditorias em relação ao tempo: • • • Antes do funcionamento da rede. Como Auditar A preparação da auditoria passa pela criação de um ambiente propício à sua implementação.10. Também nas gerências imediatas e subalternas deve haver comprometimento como reforço adicional. Redes grandes: 24 meses. • • • Estações de trabalhos: entre 12 a 24 meses.104 de segurança empregada. e Auditoria Emergencial.4.

. A habilidade do entrevistador é de suma importância para este clima. rotinas e sistemas. A remessa de carta via correio não pode ser considerada uma entrevista. contato telefônico e contato direto. Durante a entrevista deve incentivar a oportunidade ao entrevistado de dar sugestões a problemas específicos. É essencial o desenvolvimento da habilidade em entrevistas. As modalidades de entrevistas podem ser: contato pelo correio. em decorrência dos serviços que está prestando. mas perde a observação do entrevistador das reações não verbais do entrevistado e também o calor humano que é muito importante para estabelecimento de um ambiente de cooperação mútua entre auditor e auditado. resumindo as observações e recomendações. discutindo os achados. pois o tempo deve variar entre 30 a 15 minutos sendo o ideal apenas 15 minutos. pois haverá novos encontros em outras ocasiões. onde se desenvolve um ambiente propício à confiança e cooperação. em cada uma das etapas do processo em abordagem. pois há uma redução considerável de custo nestes casos. debates ou outras formas didáticas a fim de proporcionar o desenvolvimento de uma cultura da necessidade de auditoria permanente e atuante como fonte de alimentação da política de segurança. Comumente é usada quando o universo é muito grande e disperso geograficamente. mas é um contato onde não é necessária a presença do entrevistado. A cada término de entrevista devem-se recapitular perguntas respondidas e as informações obtidas que serão devidamente registradas e mostradas ao entrevistado como sua contribuição à auditoria. mas o número de respostas é muito baixo dificultando a análise dos resultados obtidos. O contato telefônico atinge um grande número de pessoas em um tempo de trabalho curto. Na apresentação o entrevistador deve atenuar a natural ansiedade do auditado.105 O engajamento dos funcionários é premissa complementar de uma boa auditoria. passa a maior parte do tempo falando com pessoas sobre procedimentos. Deve ser feito através de conferências explicativas. estudo dirigido. já que auditorias são instrumentos contínuos de melhoria do sistema e aperfeiçoamento da política de segurança. Nas entrevistas de contato direto pode-se estabelecer de maneira mais fácil um contado amistoso com o auditado. Na despedida deve lembrar que não estão encerrados os contatos. A equipe de auditoria. que proporcionará as trocas de informação sobre os procedimentos. rotinas e sistemas.

práticas e estruturas organizacionais são orientadas para prover uma razoável garantia. o Consideration of the Internal Control Structure in a Financial Statement Audit (SAS 55. A definição conceitual CobiT adapta o controle do COSO: As políticas.5. o do Institute of Internal Auditors Research Foundation. como o do Information Systems Audit and Control Foundation.1988). É composta pela liderança da estrutura organizacional e o processo que garante que a TI da organização se apóie e se expanda às estratégias e aos objetivos da organização.2000). revisada em 1994).106 5. de modo que o objetivo dos negócios seja alcançado. o Systems Auditability and Control (SAC 1991. Os objetivos de controle se relacionam de maneira clara e distinta com os objetivos do negócio. No primeiro ponto estão as metas das Secretarias de Receita que são a sua arrecadação e a distribuição do erário público nas diversas secretarias. mostraremos o quadro comparativo de suas diferenças no Anexo I. procedimentos. adicionando valor enquanto balanceia risco verso retorno em TI e seus processos (CobiT. É uma parte integrante de governo da empresa. Metodologia Nesta última década várias metodologias de auditoria foram criadas dada a necessidade de desenvolvimento da política segurança em TI. Internal ControlIntegrated Framework (COSO 1992). que por sua vez absorveram os conceitos de controle interno do SAS 55/78. a Governança de TI: Uma estrutura de relações e processos para dirigir e controlar a empresa a fim de alcançar as metas do negócio. Governança de TI é da responsabilidade da alta direção e da administração executiva. o do American Institute of Certified Public Accountant. 1998. Pelo menos cinco documentos foram publicados por instituições diferentes com o intuito de definir acessos. determina um início de reengenharia nos negócios se necessário.10. o do Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission. o Control Objectives for Information and related Technology (CobiT 1996. 1995). O segundo ponto. relatos e melhorias no controle interno em TI. e que eventos não desejados sejam evitados ou detectados e corrigidos. 3ª edição em julho de 2000). e a sua emenda (SAS 55/78. A metodologia empregada pela auditoria CobiT incorpora várias fontes conceituais de outras metodologias como a SAC e a COSO. A metodologia CobiT é orientada em dois pontos de apoio: Objetivos ou Metas do Negócio e a Governança em TI. . que definidos com uma orientação aos processos.

assegurando um exame detalhado dos processos de TI. num total de 318. A metodologia CobiT identifica os processos de TI a cada domínio. Aquisição e implementação. . que cobrem toda a estrutura no aspecto de informação e seu suporte tecnológico. os chamados de objetivos de controles de alto nível. Os objetivos detalhados. um total de 34 objetivos. Ainda foi desenvolvido um instrumento guia de auditoria para cada um dos 34 objetivos de controles. e Monitoração. Suporte e distribuição.107 A metodologia CobiT identifica uma ferramenta que chama de Marco Diferencial de quatro domínios que está dentro da Governança de TI que são: • • • • Planejamento e organização. proporcionam à administração da empresa um panorama de real cumprimento das normas e regras ou recomendações e aprendizados para desenvolvimento de uma cultura forte em TI.

108 Figura 14 – Estrutura da Metodologia COBIT Fonte: Implementation Tool Set CobiT. CobiT Steering Committee and the IT governance Institute . 3rd Edition Boston July 2000.

109 6. procedimentos de usuários. pois muitos detalhes técnicos. Mecanismos e ferramentas de defesa tais como os apresentados neste trabalho foram apresentados com o intuito de garantir a proteção das informações consideradas sigilosas ou de acesso restrito. É importante ressaltar que tivemos algumas limitações para a realização deste trabalho. baseando-nos no levantamento dos riscos. CONCLUSÃO Com base no que foi apresentado e desenvolvido neste trabalho constatamos que a implementação de uma política de segurança de informação nas organizações como as Secretarias de Receita tornou-se fundamental. Constatamos que a prática constante de auditorias internas e externas é o modo mais eficaz de ouvir e responder ao dinamismo de um processo de TI. O CobiT é bastante novo e pouco conhecido. tomamos como base o sistema CobiT. para cada Secretaria. procurou-se sugerir às Secretarias de Receitas recursos de proteção das informações. ameaças e vulnerabilidades a que este tipo de organização esta sujeita. distribuída por todo território nacional. características próprias e situações encontradas durante o processo de levantamento de informações não puderam ser divulgados para garantir e resguardar o funcionamento e segurança das próprias Secretarias de Receita. elaborado e inspirado na norma ISO/IEC 17799:2000. Para apresentação deste tema. faz-se necessário que. Neste trabalho. não sendo encontrado muito material a seu respeito. seja implementada uma política de segurança adaptada à sua realidade. A preocupação com a integridade. confidencialidade e autenticidade das informações exige das organizações uma meticulosa análise de vulnerabilidades e riscos que ameaçam suas bases de dados. a . Assim. A ISO/IEC 17799:2000 serviu como principal fonte de referência e base para o trabalho no que se refere aos conceitos envolvidos na implementação de uma Política de de planos de ação emergenciais e recuperação de informação em caso de desastres reforçando ainda. Nossa base de estudo para coleta de dados foi a Secretaria de Receita de BrasíliaDF. métodos de controle através de auditorias e um plano de contingência que viabilizasse a continuidade dos negócios em caso de desastres ou qualquer tipo de infortúnio. Enfatizamos a necessidade de criação e implementação importância de que todo este processo seja constantemente auditado.

anti-vírus. Diversas outras fontes bibliográficas contribuíram para a consolidação do trabalho. 80% dos mesmos foram modificados e adaptados ao contexto do trabalho. atualmente. Com relação a parte de segurança lógica. análises de riscos e vulnerabilidades de uma base de dados e principalmente na parte de controles de segurança física e pessoal. Cerca de 30% dos mesmos foram adaptados. englobando os três elementos chaves da segurança: pessoas. Apesar da necessidade de complementações. dados e ambiente físico.110 Segurança de informação. proporcione a criação de um ambiente de informações resguardadas e protegidas. o que de certa forma limitou nosso âmbito de pesquisa. softwares especializados. juntamente com o estabelecimento de controles baseados na norma ISO/IEC 17799:2000. . pioneiro na área de segurança de informações para instituições governamentais que tratem de tributação e arrecadação. Não há um detalhamento dos procedimentos de segurança referentes à parte de software e acesso lógico à rede. Os controles referentes às partes de segurança física e aplicada a pessoas foram. a proposição de uma política de segurança para as Secretarias de Receita. enfim. ou seja. não tendo sido ainda bastante divulgada para as organizações. em sua maioria. a norma ISO/IEC 17799:2000 apresenta o tema de forma distribuída em sua maior parte. a mais completa base de orientação para formação e consolidação de um programa de Política de Segurança. A apresentação das ferramentas de segurança como métodos de criptografia. Em virtude desta distribuição. Com relação aos controles lógicos. a ISO/IEC 17799:2000 é. Acreditamos que o uso contínuo de auditorias bem estruturadas e com metodologias adequadamente empregadas. Apesar de ter sido primordial para a realização deste trabalho. retirados da ISO/IEC 17799:2000. uso de firewall. que este trabalho. abordando separadamente os aspectos de segurança de senhas e processos criptográficos. a responsabilização dos usuários do sistema possibilitaram que o objetivo principal do trabalho fosse alcançado. a sugestão de uma política de segurança eficaz para as Secretarias de Receita . Existem poucos trabalhos para a consulta no aspecto da segurança de informação. sirva de base e fonte de consulta para outros. Esperamos. não poderia ser exclusivamente baseada na ISO/IEC 17799:2000. a norma ISO/IEC 17799:2000 é uma fonte de informações recente.

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113

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30th,1996. Santa Clara (CA). Disponível em http://www.porcupine.org/auditing. Acesso

114 ANEXO I

Comparação de Conceitos de Controle em Auditoria1
Instituições
Audiência primária

COBIT (1996)

SAC(1991)
Auditores internos

COSO(1992)
Administração

SAS 55(1988) /78(1995)
Auditores externos

Administração, usuários e auditores de sistema informação Controle Interno Conjunto dos visto como processos, inclusive Políticas, Procedimentos, Práticas, e as Estruturas de Organização Objetivos da Operações Efetivas Organizacional em & Eficiente, Controle Internos Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes ou Domínios: Domínios Planejamento e Organização, Aquisição e Implementação, Suporte e Distribuição, e Monitoramento Focos Tecnologia da Informação Por um período tempo Administração

Conjunto de Processos, Subsistema e pessoas

Processo

Processo

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Sistemas Manuais & Automatizados, Procedimentos de Controle Tecnologia da Informação Por um período tempo Administração

Efetividade de Controle Interna Responsabilidade para Sistema de CI Formato 187 páginas em 1193 páginas em quatro documentos 12 módulos
1

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Avaliação de Risco Atividades de Controle, Informação & Comunicação, e Monitoramento Sobre toda a Entidade Por um tempo pontual Administração 353 páginas em quatro volumes

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Avaliação de Risco Atividades de Controle, Informação & Comunicação, e Monitoramento Balanço Financeiro Por um período tempo Administração 63 páginas em dois documentos

A Comparison Internal Controls: CobitT®, SAC, COSO and SAS 55/78; By: Janet L. Colbert, Ph.D., CPA, CIA;and Paul L. Bowen, Ph.D., CPA, year 2001(http://www.isaca.org/bkr_cbt3.htm)

115

ANEXO II REQUERIMENTO Pelo presente requerimento, eu, (fulano de tal), solicito acesso aos Sistemas da Secretaria da Receita, declarando que utilizarei o mesmo somente no estrito cumprimento de minhas atividades profissionais estando de pleno acordo com as seguintes determinações: 1) Devo cumprir fielmente as normas, políticas, procedimentos e diretrizes da Secretaria de Receita destinadas à proteção de seus sistemas automatizados contra mal uso, abuso, perda ou acesso não autorizado. Compreendo que qualquer violação destes regulamentos podem resultar em ação administrativa, civil ou processo criminal, ou em demissão; 2) Devo proteger incondicionalmente o sigilo de minha senha. em caso de suspeita de comprometimento de seu segredo devo reportar o fato a meu supervisor ao administrador da rede; 3) Não devo compartilhar meu identificador de acesso (id) e senha com nenhum outro indivíduo; 4) Nunca devo transcrever minha senha em dispositivos ou locais que possam ser facilmente encontrados por outrem; 5) Devo criar e usar senhas com no mínimo 08 caracteres compostas de letras maiúsculas, minúsculas, caracteres especiais e números, devendo ainda, trocá-la no intervalo de tempo determinado pelo sistema; 6) Devo desconectar-me do sistema (logoff) sempre que necessitar de um afastamento de minha estação de trabalho por um tempo superior a 10 minutos; 7) Independente do motivo, devo notificar imediatamente ao administrador da rede quando não necessitar mais de acesso aos recursos do sistema; 8) Devo acessar somente os aplicativos aos quais tenho permissão autorizada pelo gerente da rede e utilizar os computadores da Secretaria de Receita somente para fins lícitos; 9) Estou proibido de usar a informação obtida através do acesso aos sistemas de computação da Secretaria para realização de ganho pessoal, lucro financeiro, ou publicação sem aprovação formal de meu superior; 10) Estou proibido utilizar os computadores da Secretaria para atividades ofensivas a meus colegas de trabalho ou ao público em geral, tais atividades incluem, mas não se limitam a: discursos sobre ódio, artigos que ridicularizem outras pessoas com base em raça, credo, religião, cor, sexo, deficiência física ou mental, nacionalidade, ou orientação sexual; 11) Estou proibido de acessar, criar, visualizar, guardar, copiar, ou transmitir por meio da rede da Secretaria de Receita, materiais contendo pornografia, apologia ao uso de drogas e armas, divulgação de jogos ilegais, atividades terroristas ou qualquer outra de natureza ilegal ou proibida.

_________________________ NOME

________________________ ASSINATURA

__________________ DATA

116 ANEXO III ISO/IEC 17799:2000. e 7 . Paragrafo 6. First edition 10/12/2000.

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