Universidade Federal de Itajubá - Campus Itabira
Prática 5: Capacitor de Placas Paralelas
Professor: D r . Fábio Nakagomi
Disciplina: FISI06– Laboratório de Física B
Aluno(a): Eduardo Miguel Perotti Oliveira – 2019001276
10.
Setando o sistema com 100 𝑚𝑚2 de área de placa de 2 mm de separação, podemos
analisar os valores da capacitância ao alterar a separação das placas. Ao alterarmos os valores,
observa-se que quanto maior for o valor de separação, menor será o valor da Capacitância, o que
implica em uma relação de proporcionalidade inversa (separação aumenta capacitância diminui).
11.
Capacitância(pF) Carga Superior(pC) Energia Armazenada(pJ) Separação(mm)
0.44 0.66 0.5 2
0.3 0.44 0.33 3
0.22 0.33 0.25 4
0.18 0.27 0.2 5
0.15 0.22 0.17 6
0.13 0.19 0.14 7
0.11 0.17 0.12 8
0.1 0.15 0.11 9
0.09 0.13 0.1 10
Fonte: Autor do Trabalho. Tabela feita no Excel
12.
Fonte: Autor do Trabalho. Gráfico plotado no Excel
𝜖0 ∗ 𝐴
𝐶= (𝐼)
𝑑
Sendo:
C = Capacitância em Farad (F)
𝜖0 = Permissividade Elétrica do Vácuo (≅ 8.85 ∗ 1012 𝐹/𝑚)
A = Área das placas paralelas (𝑚2 )
d = Distância entre as placas (m)
𝑄 = 𝐶 ∗ 𝑈 ( 𝐼𝐼 )
Sendo:
Q = Carga elétrica (C)
C = Capacitância (F)
U= Potencial Elétrico ou d.d.p (V)
Pode-se analisar a fórmula I e o funcionamento de um capacitor para se compreender o
porquê do gráfico plotado ter esse comportamento exponencial. É sabido que tanto a área quanto
a permissividade do ar são diretamente proporcionais ao valor da capacitância, enquanto a
distância entre as placas é inversamente proporcional. Dessa forma, ao fixarmos um valor para
𝜖0 𝑒 𝐴,variando somente d, teremos uma capacitância em queda, para valores de separação cada
vez maiores.
Sabendo-se que o capacitor é um dispositivo que armazena energia para descarregar em
um certo tempo t, tem-se um decaimento da carga(Q) em função do tempo, com a carga máxima
quando o capacitor está carregado e decaindo exponencialmente até a completa descarga, em
uma fração extremamente rápida de tempo.
13.
Capacitância(pF) Carga Superior(pC) Energia Armazenada(pJ) Área(mm*mm)
0.44 0.66 0.5 100
0.66 1 0.75 150
0.89 1.33 1 200
1.11 1.66 1.25 250
1.33 1.99 1.49 300
1.55 2.32 1.74 350
1.77 2.66 1.99 400
Fonte: Autor do Trabalho. Tabela feita no Excel
14.
Fonte: Autor do Trabalho. Gráfico plotado no Excel
Utilizando-se a fórmula I para compreender o gráfico, tem-se 𝜖0 e d fixados, com a
variação de A, lembrando que a área será diretamente proporcional ao aumento ou diminuição
dos valores de capacitância. Dessa forma, uma reta crescente, pois estamos aumentando os
valores de A e, portanto de C, é um gráfico pertinente com a fórmula teórica utilizada,
corroborando para a veracidade das aferições.
15.
A tensão não irá influenciar nos valores de capacitância, mas sim na polarização das
placas e na quantidade de cargas distribuídas (quanto maior for a d.d.p. utilizada maior será a
concentração de cargas elétricas positivas e/ou negativas).
Ao analisarmos a equação II, vê-se que não há uma dependência entre Capacitância e
Tensão, mas sim entre Carga e Tensão, que é exatamente o que está acontecendo ao setarmos um
valor na pilha.
Variando a d.d.p. da pilha, podemos fazer com que o capacitor armazene mais energia
e/ou possua mais cargas na placa superior, mas a sua capacitância permanecerá inalterada, visto
que, diferentemente da fórmula I, ao variarmos a tensão não iremos causar modificação a área
das placas ou a separação entre elas (variáveis que afetam diretamente o valor de C).
Seguem abaixo alguns prints que comprovam o aferido acima por meio da análise dos
valores de Capacitância, Carga na Placa Superior e Energia Armazenada, bem como a
polarização das placas e distribuição das cargas elétricas.
Pilha com uma Tensão de 0V
Fonte: Printscreen do PHET. [Link]
Pilha com uma Tensão Positiva de 1.5V
Fonte: Printscreen do PHET. [Link]
Pilha com uma Tensão Negativa de -1.5 V
Fonte: Printscreen do PHET. [Link]
Pilha com uma Tensão Negativa(<0V)
Fonte: Printscreen do PHET. [Link]
Nota-se que ao compararmos as cargas presentes nas placas (superiores e inferiores) para
-1.5 V e para < 0V, temos um acúmulo maior de cargas nas placas com a presença de tensões
mais elevadas, em módulo.
Ademais, nos quatro gráficados printados nota-se que há a mesma capacitância, de
0.30pC, para diferentes valores de tensão, existindo capacitância mesmo na ausência total de
d.d.p. Tal fato corrobora o fato de que a tensão não influencia no valor da capacitância, expresso
também pelas equações I e II.
16.
a)
Quando utilizamos o capacitor com a maior área possível (400𝑚𝑚2 ) e menor separação
entre as placas (2mm) teremos uma Capacitância de 1.77pF, Cargas de 2.66pC e Energia de
1.99pJ. Ao fecharmos curto com a lâmpada, observa-se que haverá uma descarga gradual da
energia armazenada, mantendo a lâmpada acesa por um período de tempo prolongado.
Fonte: Printscreen do PHET. [Link]
Dessa forma, temos uma lâmpada acesa por um período considerável de tempo, visto que
o capacitor está descarregando “lentamente” a tensão acumulada.
b)
Ao utilizar-se o capacitor com a menor área possível (100𝑚𝑚2 ) e maior separação entre
as placas (10mm), obtemos uma Capacitância de 0.09pF, Cargas de 0.13pC e Energia de 0.10pJ.
Com o fechamento do sistema pilha, capacitor, lâmpada, teremos uma descarga intensa e rápida
da energia armazenada, fazendo com que a lâmpada brilhe por pouco tempo até esgotar a energia
armazenada do capacitor.
Fonte: Printscreen do PHET. [Link]
Logo, a lâmpada irá brilhar brevemente, com o capacitor descarregando
“instantaneamente” a pequena energia acumulada.
REFERÊNCIAS
LABORATÓRIO DO CAPACITOR PARALELO. In: Phet Interactive
Simulations. University of Colorado Boulder. Disponível em:
[Link]
basics_pt_BR.html. Acesso em 24 de junho de 2021.
HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos da física:
volume 4, Óptica e Física Moderna. v.4 9ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2012.