GESTÃO FINANCERIA
PROF. ROBSON SOARES
Mestre em Economia Empresarial. MBA em Gestão em Finanças pela UFRJ. MBA em
Gestão de Pessoas. Especialista em Marketing pelo COPPEAD-UFRJ. Especialista em
Gestão de Investimentos. Bacharel em Administração. Tecnólogo em Marketing.
Bacharel em Ciências Contábeis. Bacharel em Ciências Econômicas. Graduando em
Engenharia de Produção. Atua como professor da UCAM, FEUC e Faculdade São Judas
Tadeu. Analista de investimentos certificado pela APIMEC (CNPI), com certificação CEA
pela ANBIMA. Atua como Contador, Consultor de Investimentos e Analista de Mercado
de Capitais.
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INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS
• Basicamente, podem-se entender as finanças como área de conhecimento e
subdividi-la em três grandes segmentos: mercado financeiro, finanças
corporativas e finanças pessoais, conforme se observa no diagrama:
INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS
O que são Finanças Corporativas?
• Quais investimentos de longo prazo você deve fazer?
• Onde você conseguirá o financiamento de longo prazo para pagar o
investimento?
• Como administrará suas atividades financeiras diárias, tais como cobrança dos
clientes e pagamento dos fornecedores?
INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS
• As novas responsabilidades da administração financeira
• A administração financeira é um campo de estudo teórico e prático que objetiva,
essencialmente, assegurar um melhor e mais eficiente processo empresarial
de captação (financiamento) e alocação (investimento) de recursos de capital.
• Criar valor está geralmente focado no acionista. O conceito resume-se em obter
um ganho dos investimentos (alocação de capital) superior ao custo do
financiamento. Em outras palavras, uma empresa cria valor quando for capaz de
apurar um ganho em seus ativos maior que o custo total de seus passivos e
patrimônio líquido.
INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS
A dinâmica das decisões financeiras
Dentro do ambiente empresarial, a administração financeira volta-se basicamente
para as seguintes funções:
A. planejamento financeiro – o qual procura evidenciar as necessidades de
crescimento da empresa, assim como identificar eventuais dificuldades e
desajustes futuros.
B. controle financeiro – o qual se dedica a acompanhar e avaliar todo o
desempenho financeiro da empresa, como custos e despesas, margens de
ganhos, volume de vendas, liquidez de caixa, endividamento etc.
INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS
A dinâmica das decisões financeiras
Dentro do ambiente empresarial, a administração financeira volta-se basicamente
para as seguintes funções:
C. administração de ativos – que deve perseguir a melhor estrutura, em termos de
risco e retorno, dos investimentos (ativos) empresariais e proceder a um
gerenciamento eficiente de seus valores.
D. administração de passivos – que se volta para a aquisição de fundos
(financiamentos) e o gerenciamento de sua composição (proporção entre capital
próprio e capital de terceiros), procurando definir a estrutura de capital mais
adequada em termos de liquidez, redução de seus custos e risco financeiro.
INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS
• A dinâmica das decisões financeiras
As decisões financeiras:
• As decisões de investimento têm por objetivo criar valor. Todo investimento
mostra-se economicamente atraente quando o seu retorno esperado exceder a
taxa de retorno exigida pelos proprietários de capital
• As decisões de financiamento, por outro lado, preocupam-se principalmente com
a escolha das melhores fontes de financiamento e a melhor proporção a ser
mantida entre capital de terceiros (dívidas) e capital próprio.
INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS
A administração financeira e o objetivo da empresa
• No processo de seleção das decisões financeiras, a empresa deve delinear seu
objetivo a perseguir, de maneira que essas decisões sejam tomadas segundo
critério mais racional.
• Fundamentalmente, a administração financeira está voltada para a criação de
riqueza, e a orientação básica das decisões financeiras das empresas segue o
objetivo principal de maximização da riqueza de seus proprietários.
INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS
Objetivos da Administração Financeira
• Sobreviver
• Evitar problemas financeiros e falência
• Superar a concorrência
• Maximizar os lucros
• Minimizar os custos
• Manter o crescimento constante do lucro
O objetivo da administração financeira é maximizar o valor unitário corrente das ações existentes.
EXERCÍCIOS
1. A administração financeira de uma empresa é vital para a sua sobrevivência e
sustentabilidade no mercado, sendo importante também para viabilizar a frequente
busca pela ampliação de sua competitividade.
MARQUE V ou F.
( ) O principal objetivo da administração financeira é captar recursos financeiros no
mercado para viabilizar as atividades de compra de suprimentos e equipamentos para a
empresa.
( ) O principal objetivo da administração financeira é aumentar o lucro e a rentabilidade
da empresa, visto que todas as atividades por ela desenvolvidas envolvem recursos
financeiros.
( ) É objetivo da administração financeira equilibrar o volume de recursos financeiros
necessários para custear a folha de pagamento e a receita gerada pelo processo
produtivo.
( ) Administração Financeira é um campo de estudo teórico e prático que objetiva,
essencialmente, assegurar um melhor e mais eficiente processo empresarial de captação
e alocação de recursos de capital.
EXERCÍCIOS
2. A administração financeira de uma empresa é vital para a sua sobrevivência e
sustentabilidade no mercado, sendo importante também para viabilizar a
frequente busca pela ampliação de sua competitividade.
O principal objetivo da administração financeira é
a) captar recursos financeiros no mercado para viabilizar as atividades de compra
de suprimentos e equipamentos para a empresa.
b) aumentar o lucro e a rentabilidade da empresa, visto que todas as atividades
por ela desenvolvidas envolvem recursos financeiros.
c) equilibrar o volume de recursos financeiros necessários para custear a folha de
pagamento e a receita gerada pelo processo produtivo.
d) estabelecer contato com as instituições financeiras para ampliar o
relacionamento com o mercado.
e) manter os prazos de pagamento da área de contas a pagar sempre anterior aos
prazos dos recebimentos da área de contas a receber.
EXERCÍCIOS
3. Dentro do ambiente empresarial, a administração financeira volta-se
basicamente para as funções de planejamento e controle financeiro e
administração de ativos e passivos. Com base nessas funções, quais são as
grandes decisões financeiras tomadas por uma empresa?
A. Decisões de planejamento e de administração.
B. Decisões de recursos de curto e longo prazos.
C. Decisões de ativos e passivos circulantes.
D. Decisões de investimentos e de financiamentos.
E. Decisões de receitas e gastos operacionais.
EXERCÍCIOS
4. Assinale a alternativa que apresenta as funções típicas do gestor financeiro de
uma empresa.
A. Análise, planejamento e controle financeiro e tomadas de decisões de
investimentos e de financiamentos.
B. Análise de planejamento para a realização do controle dos gastos estratégicos e
operacionais.
C. Análise do quantitativo financeiro aplicado nas ações econômicas, sociais e
políticas.
D. Análise do quadro de remuneração ao pessoal e decisões de alterações dos
ganhos.
E. Análise, coordenação e determinação dos valores das compras de suprimentos.
EXERCÍCIOS
5. O objetivo econômico e financeiro de uma empresa é a maximização de seu
valor de mercado. Nesse sentido, é correto afirmar que a empresa alcança esse
objetivo
A. por meio de recebimentos e pagamentos de suas obrigações em dia.
B. por meio de ajustes e adaptações frequentes ao seu mercado.
C. por meio de geração contínua de lucro e caixa no longo prazo.
D. por meio de planejamento formulado a curto e longo prazo.
E. por meio de desenvolvimento permanente de seu pessoal.
EXERCÍCIOS
6. A administração financeira está relacionada com as finanças da empresa. Com base
no exposto, assinale a alternativa que apresenta a função do planejamento financeiro
dentro do ambiente empresarial.
A. O planejamento financeiro tem o foco no mercado, identifica os clientes em potencial
e, principalmente, deve servir de base para o desenvolvimento de produtos.
B. No planejamento financeiro, é possível ao administrador financeiro selecionar, com
maior margem de segurança, os ativos mais rentáveis e condizentes com os negócios
da empresa, de forma a estabelecer uma rentabilidade mais satisfatória sobre os
investimentos.
C. O planejamento financeiro tem o foco em desenvolver produtos em larga escala que
podem ser facilmente encontrados a preços baixos.
D. O planejamento financeiro tem o foco em identificar investimentos a curto prazo,
gerindo permanentemente o capital de giro.
FLUXO DE CAIXA
INTRODUÇÃO
Quando uma empresa encontra-se em fase de expansão, necessita de
investimentos adicionais em capital de giro, resultante do aumento em estoques
e contas a receber.
Novos investimentos precisam ser financiados, gerando novas obrigações relativas
aos recursos utilizados, sejam próprios ou de terceiros. Esse processo pode
resultar em problemas de fluxo de caixa
INTRODUÇÃO
Por esse motivo, a administração da liquidez, ou seja, da capacidade da empresa
em fazer frente aos compromissos assumidos, é uma das atividades mais
importantes do administrador financeiro. Para desempenhar essa função, o
profissional de finanças utiliza um dos principais instrumentos de análise e
controle financeiro: o fluxo de caixa.
O fluxo de caixa é um dos instrumentos mais importantes para a administração
eficaz do binômio rentabilidade versus liquidez, refletido nos níveis das
disponibilidades financeiras
INTRODUÇÃO
O fluxo de caixa tem por objetivo primordial a projeção das entradas e das saídas
dos recursos financeiros da empresa, em um determinado período de tempo.
Lembrando sempre que os recursos que já entraram no caixa da empresa, e
aqueles que já foram utilizados para fazer frente a compromissos assumidos,
fazem parte do livro caixa e não do fluxo de caixa, ou seja, só existe fluxo de caixa
do futuro.
Um conceito importante, quando falamos em fluxo de caixa, diz respeito à
diferença entre os lançamentos realizados nesse importante instrumento de
gestão financeira da empresa e os lançamentos realizados nos livros contábeis.
Por ser uma projeção, somente os valores financeiros futuros impactarão o fluxo
de caixa, nas datas previstas e não na data em que ocorrem.
INTRODUÇÃO
OBJETIVOS DO FLUXO DE CAIXA
• prognosticar as necessidades de captação de recursos;
• aplicar os excedentes de caixa nas alternativas mais rentáveis para a empresa,
sem comprometer a liquidez.
• proporcionar o levantamento das necessidades de recursos financeiros, para a
realização das transações definidas no planejamento da empresa;
• empregar da forma mais eficaz os recursos disponíveis, evitando que fiquem sem
remuneração;
• planejar e controlar os recursos financeiros em termos das entradas e saídas,
através da análise e controle das atividades de planejamento de vendas e
despesas, índices de atividades, prazos médios e necessidades de capital de giro;
Etapas para a elaboração do fluxo de caixa
Na elaboração do fluxo de caixa, para qualquer tipo de empresa, existem três
etapas distintas.
• Obtenção de informações quantitativas, e principalmente qualitativas,
necessárias à elaboração do fluxo.
• Escolha da Metodologia (forma de elaboração) do Fluxo de Caixa.
• Análise dos resultados obtidos (motivos que levaram à geração prevista de
superávits ou deficits).
Essas três etapas, embora andem em paralelo, são totalmente dependentes uma
das outras.
Etapas para a elaboração do fluxo de caixa
As três etapas mencionadas anteriormente são a seguir detalhadas.
1.ª Etapa: obtenção das informações
Tradicionalmente, quando se estuda fluxo de caixa, toda a importância que o
assunto com certeza merece fica condicionada, quase que exclusiva mente, à
análise do modelo de elaboração a ser utilizado.
Etapas para a elaboração do fluxo de caixa
2.ª Etapa: escolha da metodologia de elaboração
• O fluxo de caixa é considerado um dos principais instrumentos de análise e
avaliação de uma empresa.
• A projeção do fluxo de caixa permite avaliar a capacidade de uma empresa em
gerar recursos para suprir o aumento das necessidades de capital de giro
• A projeção pode ser realizada dia a dia, mês a mês, trimestre a trimestre, ano a
ano.
• Existem várias formas de apresentação e elaboração do fluxo de caixa. As
metodologias mais utilizadas na prática das empresas são os métodos direto e
indireto.
2ª Etapa: Escolha da Metodologia de Elaboração
EXEMPLO
2ª Etapa: Escolha da Metodologia de Elaboração
2ª Etapa: Escolha da Metodologia de Elaboração
2ª Etapa: Escolha da Metodologia de Elaboração
2ª Etapa: Escolha da Metodologia de Elaboração
2ª Etapa: Escolha da Metodologia de Elaboração
Método de lucro ajustado paro o Método Indireto
EXEMPLO
Atividades de aplicação
1. Marque com um X, dentre os itens abaixo, aqueles que representam os
objetivos para a elaboração do fluxo de caixa.
( ) Prognosticar as necessidades de captação de recursos.
( ) Aplicar os excedentes de caixa nas alternativas mais rentáveis para a empresa,
sem comprometer a liquidez.
( ) Proporcionar o levantamento das necessidades de recursos financeiros para a
realização das transações definidas no planejamento da empresa.
( ) Empregar da forma mais eficaz os recursos disponíveis, evitando que fiquem
sem remuneração (a remuneração líquida obtida tem que ser necessariamente
maior do que o custo de capital).
( ) Planejar e controlar os recursos financeiros, em termos das entradas e saídas,
através da análise e controle das atividades de planejamento de vendas e
despesas, índices de atividades, prazos médios e necessidades de capital de giro.
Atividades de aplicação
1. Marque com um X, dentre os itens abaixo, aqueles que representam os
objetivos para a elaboração do fluxo de caixa.
( ) Estabelecer parâmetros de desempenho financeiro para a empresa, como o
resultado das métricas estabelecidas para as áreas, departamentos e, para algumas
empresas, para cada funcionário.
( ) Saldar as obrigações incorridas pela empresa tempestivamente, de forma a
aumentar cada vez mais a capacidade de contrair crédito.
( ) Buscar o equilíbrio financeiro entre os fluxos de entradas e saídas de recursos.
( ) Analisar as fontes de crédito onerosas, de forma a minimizar o custo de
utilização das mesmas.
( ) Prever desembolsos de caixa em volumes elevados, em épocas de encaixe baixo
(questão fundamental para alguns segmentos, principalmente no final do ano).
Atividades de aplicação
2. Dos elementos abaixo, indique aqueles que não deveriam ser encontrados na
gestão financeira das empresas.
( ) Administração do fluxo de caixa realizado de forma completamente dissociada das
demais áreas da empresa.
( ) Fluxo de caixa reflete unicamente o resultado das ações das demais áreas da
empresa.
( ) O objetivo do fluxo de caixa é apenas efetuar os pagamentos, receber e cobrar os
clientes e buscar recursos financeiros, apontados pelo fluxo.
( ) A quantificação de todas as ações, e respectivo impacto nos resultados financeiros
e econômicos, é de fundamental importância.
( ) Análise das consequências financeiras de todas as decisões, sejam elas operacionais
ou estratégicas.
( ) Fluxo de Caixa não precisa ser integrado nem proativo no sentido de atingir os
resultados planejados.
( ) Fluxo de caixa é um instrumento apenas da área financeira, o que elimina o
comprometimento das demais áreas na geração de recursos necessários à realização
dos objetivos da organização.
CICLO DE CAIXA
CICLO DE CAIXA
Fluxo de produção na empresa
• Do ponto de vista econômico, o custo de produção tem seu início com a
transferência da “propriedade” das matérias-primas para os departamentos de
produção, localizados dentro do processo produtivo.
• A manutenção de um fluxo contínuo de produção como forma de reduzir os
custos operacionais, requer o emprego de quantidades crescentes de matérias-
primas e pessoas, gerando, a partir daí, quantidades crescentes de estoque de
matérias-primas, produtos em processo e produtos acabados.
CICLO DE CAIXA
• Uma forma extremamente eficaz para quantificarmos o prazo necessário ao
financiamento das necessidades de recursos passivos, resultantes das aplicações
nos ativos operacionais, é através do conceito dos ciclos existentes na estrutura
da empresa.
• Esse conceito é utilizado, também, para que possamos entender a relação entre o
conceito da Necessidade de Capital de Giro (NCG) ou Investimento Operacional
em Giro (IOG) e o fluxo de obtenção e aplicação de recursos numa empresa,
demonstrando como os ciclos, operacional, econômico e financeiro, descritos a
seguir, são relacionados ao ciclo físico de produção.
CICLO DE CAIXA
CICLO DE CAIXA
Prazo Médio de Estoques
CICLO DE CAIXA
CICLO DE CAIXA
Prazo Médio de Recebimento
O prazo médio de recebimento compreende o tempo que decorre entre
o momento em que a venda ocorre e o seu efetivo recebimento.
CICLO DE CAIXA
CICLO DE CAIXA
CICLO DE CAIXA
Prazo Médio de Compras
Esse indicador reflete o tempo decorrido entre a data de emissão da
nota fiscal de compra, pelo fornecedor, e a data do efetivo
pagamento, pelo comprador.
CICLO DE CAIXA
CICLO DE CAIXA
CICLO DE CAIXA
CICLO DE CAIXA
CICLO DE CAIXA
CICLO DE CAIXA
Atividades de aplicação
1. Com base nos dados da empresa apresentada abaixo, calcule o prazo médio
de estoques, prazo médio de recebimento e prazo médio de pagamento.
Atividades de aplicação
2. Ainda com base nos dados da empresa acima, determine o valor do ciclo de produção,
ciclo econômico, ciclo operacional e ciclo de conversão do caixa ou ciclo de caixa.
Atividades de aplicação
3. Para as empresas demonstradas a seguir, indique a que apresenta o maior
ciclo de caixa, considerando que o estoque inicial é igual ao estoque final. O que
você acredita que poderá acontecer, se o volume de vendas no próximo exercício
crescer de forma bastante acentuada?
Atividades de aplicação
4. Dados extraídos dos demonstrativos contábeis da empresa Beta, referente ao
último balancete trimestral, são reproduzidos abaixo. Sabendo que o estoque
inicial é igual ao estoque final, calcule o ciclo de caixa.
Contas a receber 25.000
Estoques 28.000
Contas a pagar 20.000
Vendas 95.000
Custo produtos vendidos 55.000
CAPITAL DE GIRO
CAPITAL DE GIRO
CAPITAL DE GIRO
Entendendo o Balanço Patrimonial
CAPITAL DE GIRO
CAPITAL DE GIRO
Capital de Giro Positivo
CAPITAL DE GIRO
Capital de Giro Negativo
CAPITAL DE GIRO
CAPITAL DE GIRO
O capital de giro representa a diferença entre o valor dos fundos
captados a longo prazo, junto aos proprietários da empresa e aos
financiadores de longo prazo, e o total das aplicações realizadas nesse
mesmo intervalo de tempo.
CAPITAL DE GIRO
CAPITAL DE GIRO
Interpretação do resultado
CAPITAL DE GIRO
CAPITAL DE GIRO
CAPITAL DE GIRO
CAPITAL DE GIRO
CAPITAL DE GIRO
CAPITAL DE GIRO
CAPITAL DE GIRO
CAPITAL DE GIRO
CAPITAL DE GIRO
IMPORTANTE
• Aumentando o capital de giro, cresce também o custo financeiro.
• Aumentando o capital de giro reduz o risco, aumenta a liquidez e
reduz a lucratividade.
Atividades de aplicação
1. Na administração do capital de giro inclui-se os ativos e passivos circulantes. É
considerado um passivo circulante as(os):
A. duplicatas a pagar.
B. títulos negociáveis.
C. estoques.
D. duplicatas a receber.
E. aplicações financeiras.
Atividades de aplicação
2. A administração do capital de giro trata dos ativos e passivos correntes a partir de um
conjunto de regras que tem por objetivo a preservação da saúde financeira da empresa.
Sobre a natureza e as definições da administração do capital de giro, é INCORRETO
afirmar que:
A. os elementos de giro são identificados no ativo circulante e passivo circulante, ou
seja, no curto prazo.
B. o capital de giro líquido (CCL) reflete a folga financeira da empresa e representa o
volume de recursos de longo prazo que financia os ativos correntes.
C. uma boa administração do capital de giro envolve imprimir alta rotação (giro) ao
circulante, tornando mais dinâmico seu fluxo de operações.
D. o ciclo operacional representa o intervalo de tempo em que não ocorrem ingressos
de recursos financeiros na empresa, demandando-se capital para financiá-lo.
E. quanto menor a participação de recursos de longo prazo, menos arriscada se
apresenta a política de capital de giro da empresa.
Atividades de aplicação
3. Quanto às decisões referentes ao planejamento e gestão do capital de giro, é
correto afirmar:
A. decisões de capital de giro estão relacionadas ao financiamento do ciclo
operacional de uma entidade.
B. não são relevantes comparativamente às decisões a respeito de compra de
máquinas e equipamentos.
C. não envolvem o aspecto de prazos de recebimento dos clientes.
D. consideradas estáticas todas as outras variáveis, a duração do ciclo operacional
não tem relação com o resultado da entidade e com o capital de giro
necessário.
E. consideradas estáticas todas as outras variáveis, quanto maior a duração do
ciclo operacional, menor o volume de capital de giro necessário.
Atividades de aplicação
4. O capital de giro é o recurso necessário à sustentação das atividades
operacionais da empresa. Todas as vezes que as empresas criam uma saída de
caixa mais rápido do que de entrada, será necessário investimento em capital de
giro. É composto por contas do ativo circulante, portanto não rendem. Por que é
importante a mensuração do capital de giro para a empresa?
A. Para determinar o quanto será investido no ciclo operacional da empresa.
B. Para que ela tenha recursos suficientes para dar suporte às necessidades
operacionais da empresa.
C. Para minimizar o custo de oportunidade.
D. Para evitar problemas de insuficiência técnica.
E. Para investimentos em ativos não operacionais.
Atividades de aplicação
5. Uma empresa comercial apresenta os seguintes saldos em suas demonstrações:
Ativo Circulante = $ 75.000; Ativo Não Circulante = $ 120.000; Passivo Circulante =
$ 60.000; Passivo Não Circulante = $ 20.000; Patrimônio Líquido = $ 115.000; e,
Lucro Líquido do Exercício = $ 30.000. Diante dos dados apresentados, conclui-se
que o Capital de Giro disponível na empresa é de:
A. $ 15.000.
B. $ 30.000.
C. $ 35.000.
D. $ 75.000.
Atividades de aplicação
6. Com base nos dados contábeis da empresa abaixo, calcule o valor do capital de
giro, analisando o resultado obtido.
Atividades de aplicação
7. Considere o Balanço Patrimonial apresentado abaixo, para responder à questão.
O Capital de Giro Líquido em 2015, foi, em reais, de
A. 11.134,00.
B. 65.401,50.
C. 40.584,00.
D. 109.002,50.
E. 69.000,00.
Atividades de aplicação
8. De acordo com Ross (2008:42-43), a fórmula que define o Capital de Giro
Líquido de uma empresa é igual:
A. Ativo circulante × Passivo circulante
B. Ativo circulante + Passivo circulante.
C. Ativo Total + Passivo Total
D. Ativo Total – Passivo Total.
E. Ativo circulante – Passivo circulante.
GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER
GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER
GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER
GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER
GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER
GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER
GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER
IMPORTANTE
GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER
IMPORTANTE
GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER
GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER
GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER
GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER
GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER
GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER
GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER
GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER
CONTROLE E ACOMPANHAMENTO DAS CONTAS A RECEBER
GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER
GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER
GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER
POLÍTICA DE COBRANÇA
A Política de Cobrança define os procedimentos básicos a serem
seguidos por todos os funcionários da área, a partir do atraso no
recebimento das vendas a prazo, praticado por qualquer cliente, seja
pessoa física ou jurídica.
GESTÃO DAS CONTAS A RECEBER
Atividades de aplicação
1. Uma empresa oferece aos clientes a seguinte condição de pagamento para suas
vendas:
a) desconto de 3% para pagamentos com 10 dias;
b) 30 dias de prazo, sem desconto.
Sabendo que as vendas totais estão orçadas em R$800.000 e que 45% dos clientes
optam pela condição (a), e o restante prefere pagar sem desconto – porém com
atraso de 10 dias –, determine o prazo médio de recebimento.
Atividades de aplicação
2. Ainda com base nos dados da empresa acima, calcule o valor médio dos
recebíveis.
Atividades de aplicação
3. Preocupados com os custos dos recursos empregados para o financiamento dos
valores a receber, a empresa resolveu adotar uma política mais agressiva de
cobrança, estabelecendo como meta eliminar os atrasos. Supondo que essa
política tenha pleno êxito, calcule o novo valor das contas a receber da empresa.
Atividades de aplicação
4. Estudos conduzidos pelas áreas de Marketing e Financeiro, indicam que,
mantendo o prazo concedido nas vendas a prazo em 30 dias, as vendas da Finance
alcançariam o patamar de R$2,5 milhões por ano e o saldo dos valores a receber
para 30 dias de venda. A margem de contribuição atual é de R$1 milhão. Com base
nessas informações, determine o valor das contas a receber.
Atividades de aplicação
5. Preocupado com a crescente demanda por seus produtos, mas também com o
volume de recursos necessários ao financiamento do capital de giro, a Finance está
analisando alterar os prazos médios de vendas, passando do atual patamar de 30
para 50 dias. Caso essa política seja implantada, as vendas, segundo estudos
realizados pela área de Marketing, passariam para R$3 milhões por ano e a
empresa apresentaria contas a receber equivalentes a 60 dias de venda. Com base
nessas informações, determine o novo valor das contas a receber.
GESTÃO DOS ESTOQUES
GESTÃO DOS ESTOQUES
GESTÃO DOS ESTOQUES
GESTÃO DOS ESTOQUES
TIPOS DE ESTOQUES
• Matérias-primas
• Produto em fabricação, em elaboração ou em processo
• Produtos acabados
GESTÃO DOS ESTOQUES
GESTÃO DOS ESTOQUES
GESTÃO DOS ESTOQUES
GESTÃO DOS ESTOQUES
GESTÃO DOS ESTOQUES
GESTÃO DOS ESTOQUES
GESTÃO DOS ESTOQUES
O valor do custo de manutenção é igual ao custo unitário de
manutenção, multiplicado pelo estoque médio (o estoque médio
no período vai depender do tamanho do pedido realizado).
Custo de manutenção = C . ( Q / 2 )
Onde: C = custo unitário de manutenção do estoque
Q = quantidade comprada (lote econômico de compra)
Lembrando que a expressão (Q / 2) representa o estoque médio.
GESTÃO DOS ESTOQUES
GESTÃO DOS ESTOQUES
O custo do pedido é representado pela seguinte equação:
Custo do pedido = P . ( S / Q )
onde: P = custo unitário do pedido
S = consumo em unidades por período
Q = quantidade comprada (lote econômico de compra)
Importante: o resultado da expressão (S / Q) representa o número
de pedidos efetivados.
GESTÃO DOS ESTOQUES
GESTÃO DOS ESTOQUES
O custo total dos estoques é representado pela seguinte equação:
Custo total = [ C . ( Q / 2 )] + [ P . ( S / Q)]
onde: C = custo unitário de manutenção do estoque
P = custo unitário do pedido
S = consumo em unidades por período
Q = quantidade comprada (lote econômico de compra)
GESTÃO DOS ESTOQUES
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA
O cálculo do lote econômico é utilizado para determinar a quantidade do pedido,
capaz de minimizar o custo total do estoque. O modelo reconhece que alguns
custos crescem, à medida que os estoques aumentam, enquanto outros custos são
reduzidos e, portanto, existe um tamanho ótimo para a quantidade comprada que
possa minimizar o custo total do estoque.
O cálculo do lote econômico de compra é baseado em três premissas básicas.
• A empresa é capaz de determinar com precisão a demanda anual, para um
determinado item do estoque.
• A demanda por um determinado item é constante.
• Os pedidos colocados são recebidos exatamente no momento em que os
estoques chegam a zero.
GESTÃO DOS ESTOQUES
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA
Apesar de serem suposições bastante rígidas, elas não inviabilizam a utilização do
modelo. O lote econômico de compra é definido pela seguinte equação:
onde: Q = quantidade comprada (lote econômico de compra)
S = consumo em unidades por período
P = custo unitário do pedido
C = custo unitário de manutenção do estoque
GESTÃO DOS ESTOQUES
ESTOQUE DE SEGURANÇA
A definição de estoques de segurança é uma das formas utilizadas, pela maioria
das empresas, para evitar problemas de falta de estoque, causados por atrasos de
entrega – principalmente quando os custos de falta de estoque são elevados
devido à perda de vendas, problemas de produção e perdas de clientes (uma das
premissas do modelo do lote econômico é que os estoques chegam a zero no
momento em que o novo pedido é recebido).
O estoque de segurança representa uma quantidade adicional, mantida junto aos
demais itens do estoque, utilizada como uma espécie de seguro contra mudanças
na velocidade das vendas (nesse caso, maior do que esperado) ou atrasos na
produção ou embarque de compras realizadas, junto aos fornecedores.
Atividades de aplicação
1. A empresa Beta projeta vendas de 26.000 unidades por ano. Estudos conduzidos
pela empresa indicam que o custo de manutenção do estoque é de 25% do preço
de compra do estoque. O custo de cada pedido é de R$1.000 e o preço de compra
é R$5,77, por unidade. Com base nessas informações, determine o lote econômico
de compra.
Atividades de aplicação
2. A empresa Alfa consome 200.000 toneladas de matéria-prima por ano. A
matéria-prima pode ser comprada e recebida dentro de 9 dias. A empresa analisou
os custos relacionados com as operações de manter e pedir estoques e calculou o
custo de pedir em R$2.000 por pedido, enquanto o custo de manter estoque é de
R$50 por tonelada, ao ano. Com base nessas informações, determine o lote
econômico de compra.
Atividades de aplicação
3. Com base nas informações da empresa Alfa, determine o custo total do plano
sugerido pelo lote econômico.
Atividades de aplicação
4. A partir do lote econômico de compra calculado para a empresa Alfa, determine
o número de pedidos a serem realizados para atender à demanda projetada.
Necessidade de Capital de Giro
Necessidade de capital de giro
INTRODUÇÃO
• Para atuar em qualquer tipo de mercado, empresas de qualquer tamanho e
segmento de atuação precisam realizar operações, cujo único objetivo é fornecer
suporte ao giro da atividade. Essas aplicações, totalmente vinculadas à atividade
fim da empresa e, portanto, de natureza puramente operacional, estão
completamente vinculadas ao ritmo de sua atividade fim. Principais exemplos
dessas aplicações são as contas a receber e os estoques.
Necessidade de capital de giro
• Da mesma forma que as aplicações realizadas na atividade fim da empresa,
existem também fontes de financiamento de recursos com as mesmas
características, ou seja, estão também totalmente vinculadas às atividades
operacionais dos negócios. Principais exemplos dessas fontes de recursos são os
financiamentos concedidos pelos fornecedores, pelos governos em seus vários
níveis, federal, estadual e municipal, refletido no prazo concedido para o
recolhimento dos tributos e os financiamentos concedidos pelos funcionários,
consequência do prazo existente para o pagamento dos salários e encargos
sociais.
• Para podermos entender de forma adequada esse conceito, vamos
primeiramente reclassificar, do ponto de vista estritamente gerencial, as contas
do balanço pertencentes ao Ativo Circulante e ao Passivo Circulante, base para o
correto entendimento do que significa a Necessidade de Capital de Giro.
Necessidade de capital de giro
A reclassificação das contas consiste em separar, dentro do ativo circulante e do
passivo circulante, as contas da seguinte maneira:
Dentro do Ativo Circulante
• Contas que já são disponibilidades de recursos (caixa, bancos e aplicações de
curto prazo), definidas como disponível. Essas contas não estão diretamente
ligadas às operações da empresa, possuindo características estritamente
financeiras, consequência das transações de captação de recursos realizados e de
aplicação para o crescimento sustentado dos negócios.
• Contas que serão transformadas em disponibilidade no futuro (contas a receber
quando forem recebidas e estoques, após a venda e respectivo recebimento),
definidas como circulante. As contas classificadas neste item refletem de forma
direta a atividade fim da empresa, aumentando ou diminuindo em decorrência
do nível de atividades.
Necessidade de capital de giro
Dentro do Passivo Circulante
• Contas que representam dívidas a curto prazo, contraídas com instituições
financeiras através de operações de financiamentos e desconto de duplicatas,
definidas como circulante financeiro. Essas contas não estão diretamente ligadas
à atividade da empresa, devendo, do ponto de vista da boa gestão financeira, ser
utilizadas apenas para suprir deficiências temporais de suprimento de caixa.
• Contas representativas de quaisquer dívidas a curto prazo, que não foram
contraídas com instituições financeiras, como, por exemplo, fornecedores,
obrigações sociais (salários, 13.º etc.) e obrigações fiscais (dívidas com impostos),
definidas como circulante não financeiro. Da mesma forma que as contas dessa
categoria do ativo, esses itens são totalmente vinculados à atividade fim,
variando em função do nível de atividade da empresa.
Necessidade de capital de giro
Do ponto de vista gerencial, podemos reclassificar as contas do Balanço da
seguinte forma:
Necessidade de capital de giro
Necessidade de capital de giro
• A reclassificação do Balanço permite ao gestor entender que os ativos e passivos
cíclicos refletem as contas ligadas diretamente à atividade operacional da
empresa, sofrendo uma renovação constante em seus valores, como
consequência da constante movimentação dos negócios. No caso do ativo cíclico,
os valores existentes em seus componentes representam as aplicações
operacionais de recursos, necessários à operação da empresa; enquanto o
passivo cíclico é constituído das fontes de valores operacionais, colocados à
disposição pelos fornecedores, funcionários e governo.
Necessidade de capital de giro
Ponto de vista gerencial temos:
• as contas Cíclicas são de natureza operacional, refletindo o aumento e a redução
no nível de negócios das empresas;
• as contas Erráticas estão vinculadas à gestão financeira tática do fluxo de caixa,
notadamente o pagamento das aplicações realizadas e a captação de recursos,
para suprir necessidades temporais de fluxo de caixa;
• as contas Não Cíclicas refletem as decisões estratégicas da empresa, voltadas
para a captação de recursos de longo prazo junto aos sócios (aumento de capital
e reinvestimento de lucros) e terceiros (novos financiamentos) e o respectivo
investimento em ativos permanentes.
Necessidade de capital de giro
Os valores relativos às contas cíclicas somente apresentarão saldo zero se ocorrerem os
seguintes eventos:
• Contas a Receber – a empresa passar a vender apenas a vista e/ou encerrar suas
atividades;
• Estoques – a empresa passar a utilizar estoques consignados e/ou encerrar atividades;
• Contas a Pagar a Fornecedores – a empresa decidir comprar apenas a vista e/ou
encerrar suas atividades;
• Impostos – a empresa decidir pagar os impostos sobre a emissão de notas fiscais e os
impostos sobre o lucro auferido na venda de produtos e/ou serviços, na mesma data
em que a nota fiscal de venda é emitida, ou decida encerrar suas atividades;
• Salários e Encargos Sociais – a empresa decidir pagar os salários ao final de cada dia de
trabalho e, ao mesmo tempo, recolher os respectivos encargos sociais e/ou decidir
encerrar suas atividades.
Necessidade de capital de giro
Endividamento zero, junto aos terceiros, somente ocorreria nas seguintes
situações:
• a empresa não captasse financiamentos bancários a curto ou a longo prazo;
• todas as compras fossem pagas a vista;
• os salários fossem pagos todos os dias, ao final do horário de trabalho;
• os impostos sobre o faturamento e o lucro fossem pagos na data em que as notas
fiscais fossem emitidas.
Necessidade de capital de giro
• Como financiar as contas do Ativo Cíclico que, por sua característica, existem o
tempo todo e, por isso mesmo, adquirem uma característica de permanência?
• O financiamento para as contas do Ativo Cíclico deve ser obtido com recursos
obtidos a curto ou a longo prazo?
Da resposta a essas duas perguntas, surge o conceito da Necessidade de Capital
de Giro (NCG), também denominada, por alguns autores, como Investimento
Operacional em Giro (IOG).
Necessidade de capital de giro
A partir dos conceitos formulados, podemos definir a Necessidade de Capital de
Giro da seguinte forma:
Necessidade de capital de giro
Ao analisarmos as diferenças entre as contas do Ativo Cíclico e do Passivo Cíclico,
duas situações podem ocorrer.
• As aplicações realizadas no Ativo Cíclico são superiores às fontes de recursos
captadas junto ao Passivo Cíclico.
• As aplicações realizadas no Ativo Cíclico são inferiores às fontes de recursos
captadas junto ao Passivo Cíclico.
Necessidade de capital de giro
• Do ponto de vista unicamente do prazo de financiamento, e levando em
consideração que as contas cíclicas existem todo o tempo – apresentando, a
partir daí, uma característica de permanência –, seu financiamento somente
deveria ser realizado com recursos de longo prazo, de forma a adequar os prazos
passivos e ativos.
• Ao buscar recursos no passivo, compatíveis com as características da aplicação
realizada nas contas cíclicas do ativo, podemos utilizar as seguintes opções:
Necessidade de capital de giro
Necessidade de capital de giro
O exemplo a seguir ilustra a importância do financiamento concedido pelos
fornecedores, mesmo reconhecendo a existência de diferenças entre o preço a
vista e o preço a prazo.
Necessidade de capital de giro
• Supondo agora que a empresa não deseje pagar um preço mais caro pela compra
a prazo junto ao fornecedor.
Necessidade de capital de giro
• O conceito de Capital de Giro difere do conceito da Necessidade de Capital de
Giro. O primeiro apresenta uma situação de fato, como a empresa atendeu suas
necessidades, resultando numa estrutura onde foram investidos recursos
próprios ou de terceiros, adequados ou não. A Necessidade de Capital de Giro
define, para um determinado ciclo financeiro e volume de atividades, qual o total
de recursos necessários para manter a empresa funcionando.
• A necessidade de capital de giro é extremamente sensível a quaisquer
modificações ocorridas no macroambiente econômico em que a empresa atua.
Alterações relativas no prazo concedido pelos fornecedores, aumento nos
estoques, aumentos nos prazos de venda, aumento no nível de inadimplência,
alteram a necessidade de capital de giro a curto prazo.
Necessidade de capital de giro
Quanto mais negativo for o saldo da necessidade de capital de giro, mais recursos
sobrando, a custo financeiro zero, existem para a empresa aplicar, visando
aumentar o retorno de seus proprietários. Além disso, um saldo negativo na NCG
significa que os recursos entram no caixa da empresa antes de sair, ou seja, a
empresa apresenta ciclo de caixa ou financeiro negativo, representando a situação
ideal da gestão financeira, ou seja, primeiro a empresa recebe e depois paga.
Toda empresa que apresenta necessidade de capital de giro negativa
tem ciclo de caixa negativo.
Necessidade de capital de giro
SALDO DE TESOURARIA
Para o gestor, a Necessidade de Capital de Giro indica, quando positiva, o volume
de recursos necessários ao financiamento do giro da atividade, a serem captados
idealmente junto a fontes de longo prazo.
O valor positivo ou negativo, decorrente da diferença entre o capital de giro e a
necessidade de capital de giro, representa um conceito denominado Saldo de
Tesouraria e pode ser calculado da seguinte forma:
ST = CG – NCG
ou
ST = Ativo Errático – Passivo Errático
Necessidade de capital de giro
A ilustração a seguir demonstra as possibilidades mais comuns para o Saldo de
Tesouraria.
Algumas situações práticas que podem ocorrer no dia a dia das empresas, são
representadas a seguir.
Necessidade de capital de giro
EFEITO TESOURA
O conceito do Efeito Tesoura é consequência do descontrole no crescimento da
dependência de empréstimos de curto prazo, captados para financiar a
Necessidade de Capital de Giro. A excessiva dependência de empréstimos de curto
prazo torna a liquidez da empresa um fator crítico para a continuidade de suas
operações. Qualquer redução no limite de crédito da empresa, como consequência
da redução do crescimento econômico, por exemplo, pode levar a empresa a uma
situação de insolvência, pelo atraso no pagamento de suas contas.
Necessidade de capital de giro
EFEITO TESOURA
O Efeito Tesoura, segundo Brasil e Fleuriet (1980), é consequência de um Saldo de
Tesouraria, crescentemente negativo, ou seja, a empresa está operando com
Capital de Giro insuficiente para financiar a Necessidade de Capital de Giro. Por
esse motivo, tem que financiar essa diferença com empréstimos de curto prazo.
Sempre que uma empresa apresentar Capital de Giro menor do que a Necessidade
de Capital de Giro, com o crescimento das atividades, a tendência é aumentar essa
diferença. Para reduzir o risco de insolvência da empresa, é necessário evitar a
dependência de empréstimos de curto prazo para financiar a Necessidade de
Capital de Giro.
Necessidade de capital de giro
Graficamente, o efeito tesoura pode ser representado da seguinte forma:
Atividades de aplicação
1. A empresa Alfa está iniciando seu processo de planejamento financeiro para o
próximo exercício, procurando nessa fase determinar suas necessidades de capital
de giro para o primeiro trimestre do ano. Com base nas informações já projetadas,
refletidas abaixo, e sabendo que o estoque final projetado será igual ao estoque
inicial, determine o saldo das duplicatas a receber da empresa.
Atividades de aplicação
2. Com base nos dados da empresa Alfa, determine também o saldo dos estoques,
de fornecedores e de pagamento de mão de obra.
Atividades de aplicação
3. Utilizando as informações dos itens 1 e 2, calcule a necessidade de capital de
giro (NCG).
Atividades de aplicação
4. Iniciando o processo de análise da empresa Beta, foram coletadas as
informações abaixo, com base no último balanço publicado.
Com base nas informações acima, determine, em 31/12/X1, o prazo médio e o giro
da conta de fornecedores.
Atividades de aplicação
5. Determine também o valor da necessidade de capital de giro (NCG).
Atividades de aplicação
6. A partir dos dados da empresa Beta, calcule o valor do capital de giro (CG).
Atividades de aplicação
7. Utilizando ainda os valores calculados para a empresa Beta, relativos ao capital
de giro e à necessidade de capital de giro, calcule o saldo de tesouraria.