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#Aula de RETINA Completa UEM

O documento resume as principais informações sobre a anatomia e patologia da retina. Em 3 frases ou menos: A retina cobre a parede posterior do olho e é composta por 9 camadas de tecido nervoso. Várias patologias podem afetar a retina, incluindo oclusão arterial e venosa, retinopatia diabética e hipertensiva, deslocamento da retina e tumores como o retinoblastoma. O exame do fundo de olho é essencial para avaliar a retina e diagnosticar possíveis alterações.

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#Aula de RETINA Completa UEM

O documento resume as principais informações sobre a anatomia e patologia da retina. Em 3 frases ou menos: A retina cobre a parede posterior do olho e é composta por 9 camadas de tecido nervoso. Várias patologias podem afetar a retina, incluindo oclusão arterial e venosa, retinopatia diabética e hipertensiva, deslocamento da retina e tumores como o retinoblastoma. O exame do fundo de olho é essencial para avaliar a retina e diagnosticar possíveis alterações.

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RETINA

-Anatomia
-Patologia
Retina: conteúdo
Aula I Aula II
• Anatomia • Retinopatia Diabética
• Semiologia • Descolamento da retina
• Oclusão da artéria central • Retinoblastoma
da retina
• Trombose da veia central da
retina
• Retinopatia Hipertensiva
Anatomia da retina
• A retina cobre a parede posterior do globo
ocular
• É composta por 9 camadas tecido nervoso em
bloco separadas virtualmente de 1 camada de
epitélio pigmentar ( esta última em contacto
com a coróide, que contém pigmento)
• Tem 2 tipos de células nervosas
Cones - responsáveis pela visão de cores,
diurna e central
Bastonetes – responsáveis pela visão
nocturna
• A Circulação é de tipo terminal i.e. não
contém anastomoses
• É nutrida pela coróide e capilares da artéria
central da retina que é ramo da artéria
oftálmica que por sua vez provém da artéria
carótida interna
• A observação do fundo do olho faz-se com o
oftalmoscópio. Avalia-se:
Retina
Veias e artérias
Mácula
Nervo óptico ( papila ou disco
óptico)
Vasos retina

Mácula disco
óptico
Fundo ocular
• A retina é fina e de tom mais rosado

• A papila óptica ou disco óptico corresponde à


projecção topográfica do nervo óptico. Situa-
se mais para o lado nasal do olho. Tem
tonalidade rosa pálido

• A mácula tem localização temporal, observa-


se como um ponto vermelho brilhante
• Os vasos têm disposição semicircular e são
chamadas arcadas vasculares, emergem da
papila do nervo óptico, a artéria e a veia
seguem o mesmo trajecto. As artérias têm um
tom mais alaranjado e são de calibre maior
em relação às veias. Estas têm coloração mais
avermelhada.

• O calibre dos vasos é maior na proximidade do


disco óptico e à medida que se distanciam do
mesmo, diminuem de calibre. No seu trajecto
não estabelecem anastomoses
Fundo ocular normal OE
Fundo ocular
OD OE
Fundo do olho patológico
 Hemorragias retinianas
 Edema da retina ou da papila óptica
 Exsudatos
 Cicatrizes
 Alterações vasculares:
. no trajecto
. na cor
. nos cruzamentos arteriovenosos, a nível do bordo dos
vasos e papila óptica
. formação de aneurismas ( dilatações saculares nas paredes
dos vasos)
. neovasos
A semiologia da patologia da retina
caracteriza-se por:

1. Diminuição da acuidade visual


2. Alteração do campo visual
3. Defeitos de adaptação ao escuro
4. Alteração da visão das cores
Classificação da patologia da retina
• Vascular
Obstrução arterial
Trombose venosa
Hipertensão arterial
Diabete Mellitus
Classificação da patologia da retina
continuação
• Descolamento da retina
• Tumoral - Retinoblastoma
• Inflamatória – retinite, vitrite, maculopatia e
outras
Patologia vascular da retina
Oclusão da artéria central da retina
(OACR)
É mais frequente no idoso, dá anóxia da retina p.i. exige
tratamento urgente, tem mau prognóstico e leva à
cegueira

Causas
• Trombos
• Endocardite obliterante
• Factor espasmódico - em trauma, intoxicação e
variação da Tensão Arterial
• Embolias por colesterol, fibrinoplaquetárias e cálcio
OACR
Sintomas
• Indolor
• Ao acordar nota que não vê bem

Sinais
• Projecção luminosa ou Acuidade Visual quase
nula no olho afectado
OACR
Sinais – continuação
• Olho calmo ( sem hiperémia)
• Midríase ( pupila dilatada) sem reflexos pupilares
( não reage à luz)
• Meios transparentes do olho ( córnea, humor
aquoso, cristalino e vítreo) sem alterações
• Fundo Ocular: papila óptica pálida, edema da
retina com palidez marcada na área afectada,
artérias filiformes e pálidas e mácula vermelho
vivo ou “mácula em cereja”
OACR tratamento
• É URGÊNCIA
• O tratamento consiste na administração de Oxigénio
• Massagem ocular com o doente em Decúbito dorsal
durante 15 minutos ( pressão na córnea com os dedos
em movimentos circulares)
• Interconsulta urgentíssima com Cardiologia ou
Internista:
Vasodilatadores centrais
Vasodilatadores periféricos
Antiespasmódicos
Fundo ocular de OACR- oclusão da
artéria central da retina
Fundo ocular normal do Olho Direito
visto com o oftalmoscópio
Trombose da veia central da retina
(TVCR)

Consiste na paragem da circulação retiniana


venosa – de retorno
É mais frequente e menos dramática que a
Oclusão da Artéria Central da Retina
TVCR
É comum na idade avançada mas também pode surgir
em idade jovem

Causas
• Diabete Mellitus
• Hipertensão Arterial
• Aterosclerose
• Infecção por êmbolo séptico
• Hemopatias ( leucemia crónica, policitémia, alterações
de proteínas plamáticas, hipercoagulabilidade , etc)
TVCR
Sintomas
• Perturbação súbita da visão com Acuidade
Visual entre 1/10 a 2/10
• nebulosidade
TVCR
Sinais
• Olho calmo
• Pupila normal e reactiva à luz
• Meios transparentes do olho sem alterações
• Fundo Ocular: papila óptica de bordos mal
delimitados, veias dilatadas, tortuosas e
fragmentadas, manchas hemorrágicas extensas
ou não na retina
• Campo visual retraído
Trombose da veia central da retina

área de
hemorragia
retiniana
TVCR
Complicação
• Hemorragia vítrea
• Glaucoma hemorrágico

Evolução
• Reabsorção
• Cicatrizes retinianas
TVCR
Tratamento varia consoante a idade e a causa. É feito em
conjunto com outras especialidades de medicina interna,
cardiologia e hematologia:

No Idoso
• Vasodilatadores
• Antiespasmódicos
• Protectores vasculares

No Jovem
• Antibióticos
• Anticoagulantes
Retinopatia hipertensiva (RH)

• Desenvolve-se em 20% da população


afectada por HTA
• Quando os valores de TA são superiores a
160/90mmHg de forma persistente
• Pode ser bilateral mas nem sempre simétrica
RH- etiologia
• HTA essencialAumento do tecido fibroso da
camada íntima + hipertrofia das fibras
musculares da camada médiaespessamento
arteriolar

• HTA mantida necrose do músculo liso


vascular replecção da parede do vaso com
plasma
RH Classificação 1
• Grau I = aumento da pressão na artéria oftálmica + estreitamento artérias
e veias

• Grau II = Grau I + sinais de cruzamento arteriovenoso

• Grau III = GrauI + Grau II + hemorragias retinianas com formato de


chama de vela +
- exsudatos duros
- manchas algodonosas
- artérias em fio de cobre

• Grau IV = todos os graus anteriores + edema papilar (=papiledema)

NB: o aparecimento das lesões são consecutivas. Não há grau III sem os
achados do dos graus anteriores
RH classificação 2
Benigna
Grau I + II+ III da classificação 1
Grau I - aumento da pressão na artéria oftálmica
- estreitamento vascular
Grau II - sinais de cruzamento arteriovenoso
Grau III - hemorragias retinianas em chama de vela
- exsudatos duros
- manchas algodonosas
- artérias em fio de cobre

Maligna
Grau IV da classificação 1 - edema papila + estrela macular
RH sinal de cruzamento arteriovenoso
por pressão arteial aumentada sobre a
veia
RH vasos finos, exsudatos hemorragias
retiniana imagem à E e exsudatos
radiados maculares(estrela macular D)
Retinopatia Diabética (RD)
• Doença vascular- microangiopatia - que afecta
arteriolas pré-capilares, capilares e vénulas da
retina
• Atinge 70% dos diabéticos com mais de 15
anos de evolução da diabete
• Causa de cegueira
• Evolui com Diabete mal compensada, quando
os níveis de glicémia oscilam bastante acima
do valor normal
RD classificação I
• Grau I- microaneurismas+ veias dilatadas e tortuosas

• Grau II- hemorragias retinianas pontuadas + exsudatos

• Grau III- retinite proliferante - formação de membranas


fibróticas na superfície da retina com projecção para o vítreo+
neovasos retinianos em forma de “novelo de lã” ou em
emaranhado de vasos, têm a parede frágil e são susceptíveis à
rotura com extravasamento de sangue para o vítreo

• Grau IV- desorganização das membranas e de toda a


estrutura anatómica da retina
RD classificação II
• de base ( Grau I+ II )

• Pré proliferativa (Grau I+II+ vasos em rosário ou


terço com segmentação no trajecto, exsudatos
algodonosos similar a algodão desfeito,
anomalias microvasculares intraretinianas
( hemorragias subretinianas)

• Proliferativa ( Grau III+IV+ neovascularização da


papila óptica, hemorragia vítrea )
RD tratamento
• Control da Diabete na consulta de
Endocrinologia ou Medicina

• Fotocoagulação retiniana com laser


Retinopatia Diabética Pré Proliferativa

• Cirurgia da Retina e Vitrectomia


Retinopatia Diabética Proliferativa
RD tortuosidade vascular
RD
RD
RD tortuosidade venosa,
rosário,exudatos algodonosos
RD hemorragia retiniana por neovasos
RDproliferativa - neovasos em leque,
membranas e hemorragia vítrea
Patologia NÃO Vascular
Descolamento da retina (DR)
É a separação entre a camada de epitélio pigmentar e as
9 camadas de tecido nervoso (estas constituem um bloco)
DR
Causas
• Idiopática
• Secundário a outras afecções oculares
• inflamação - uveíte
• Tumor- retinoblastoma
• Trauma ocular
• Alterações vasculares- Retinopatia Diabética
proliferativa com tracção dos vasos pelas membranas
neoformadas
• Pós cirúrgico – ex: catarata ou outras cirurgias oculares
DR
Sintomas
• Clarão luminoso súbito, intenso e único
(faísca ou relâmpago) que desaparece,
corresponde à altura em que a retina se
descola e deixa de ter irrigação

• Visão de corpos flutuantes como se fosse


chuva de fuligem , corresponde à hemorragia
retiniana no local do descolamento da retina
DR
• Horas depois surge uma mancha no campo
visual que melhora com o repouso ( altura em
que a retina reassenta) e piora
progressivamente com a gravidade quando de

• A afecção depende da área da retina afectada


DR
Sinais
• Acuidade visual diminuida

• Alteração do Campo Visual

• Hipotonia ocular ( pressão ocular diminuida)

• Fundoscopia: zona abaulada e acinzentada no


local correspondente à retina descolada
DR
DR tratamento
Curativo
• Repouso absoluto até à cirurgia, para evitar que aumente a
área do descolamento
• Cirurgia para reaplicação da retina
• Fotocoagulação com laser na retina

Todos têm o objectivo de criar aderência da retina para que se


retome a irrigação sanguínea de modo a evitar-se a cegueira

Profilático – fotocoagulação com laser no olho contralateral ,


se fôr de origem heredofamiliar
DR
Prognóstico
• Depende de :

 Tempo decorrido entre o descolamento da retina e o


tratamento

 Local afectado na retina:


. mácula : prognóstico muito mau, visto que é
responsável pela acuidade visual e cores.
. periferia da retina: o campo visual ou visão periférica
afectados
Retinoblastoma
• Tumor maligno da retina, embrionário
• Inicia nos retinoblastos, células percursoras dos
fotoreceptores da retina mais comum na infância
• Mutação no gene supressor RB1 13q14.
• Em 75% dos casos afecta crianças 1-4 anos de
idade
• Uni ou bilateral
• Exporádico ou heredofamiliar
• Metastiza rapidamente
Retinoblastoma
Sinais e sintomas
• Reflexo pupilar branco rosado ( por elevação da
retina pelo tumor ) = leucocória
• Midríase relativa
• Estrabismo convergente unilateral (do olho
afectado, devido à perda da visão )
• Hipertonia ocular ( pressão intraocular
aumentada por massa tumoral ocupando espaço
e que se projecta no vítreo)
• Hifema expontâneo ( sangue na câmara anterior
por neoformação de vasos na íris que rompem)
Retinoblastoma
O tumor evolui no olho e dessimina-se para:
• Nervo óptico caixa craneana
• Órbita
• Via sanguínea coróide, cérebro, meninges e
ossos

Mau prognóstico
Retinoblastoma: tratamento
• Enucleação (extracção do olho afectado com a maior
brevidade possível, para evitar a dessiminação de
metástases e aumentar a sobrevida do doente)
• Interconsulta com Oncologia Pediátrica
• Radioterapia
• Quimioterapia

• Vigiar o outro olho


• Sob anestesia geral, fazer fundoscopia dos 2 olhos , nos
casos suspeitos
Retinoblastoma
Retinoblastoma avançado com
metástase na órbita
Outras patologias retinianas
• Retinopatia do prematuro: RN antes das 37
semanas de gestação, < 1500g. Oxigenoterapia
excessiva, anestesia geral antes das 42 semanas
de gestação. Retina com porção avascular, linha
de demarcação com proliferação fibrovascular
extraretiniana com descolamento da retina

• Retinose pigmentar: ligado ao cromossoma X


Hereditária ou não,disfunção dos bastonetes ,
cegueira nocturna, perda progressiva da função
dos cones e perda do CV

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