MINISTÉRIO EVANGELHO EM ACÇÃO
DEPARTAMENTO DA ESCOLA DOMINICAL
Turma: Josuítas
Temas:
A Tentação e Queda do Homem
Esta ficha de apoio tem como base o manual de integração da Escola Dominical.
Ficha de apoio:
Elaborada por: Edson Mujovu.
Capítulo III
A Tentação
1. Tentação e queda do homem.
O homem foi criado por Deus, com capacidade de pensar e entender. Por isso, Deus deu
ao homem tarefas para executar, pois sabia que o homem raciocina e seria capaz de executar
aquelas tarefas (cultivar o jardim, nomear as espécies de animais, etc.). Entre os vários
mandamentos, Deus também cuidou de chamar a atenção do homem de que devia alimentar-se:
De toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do
mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás (Gn 2:16-17).
Deus colocou a disposição do homem a liberdade de escolher, entre o que Deus autorizou
a comer e o que Deus proibiu o homem de comer. Esta liberdade de escolha (livre arbítrio), foi
concedida ao homem por Deus (isto é que faz o homem diferente de uma máquina ou rôbo, a
máquina apenas executa a tarefa para a qual foi programada, não tem opinião, não decide quando
fazer, apenas faz quando comandada. O homem tem um proceder diferente, escolhe se faz ou
não).
Ainda que a Eva tenha ouvido o engano da serpente, estava ainda em sua mão decidir a
quem escutar (obedecer), se a serpente ou se a Deus. Infelizmente, a Eva, e depois o Adão,
decidiram dar ouvidos a serpente, violando o mandamento de Deus, seu criador, comendo do
fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 3:1-6). Assim pecou o homem contra Deus.
2. Que tipo de “árvore” era a árvore proibida.
A árvore da qual Deus proibiu o homem de comer era a árvore do conhecimento do bem e do
mal (Gn 2:17). Pelo que, a decisão de comer do fruto da árvore proibida significa, para Deus, d-e-
s-o-b-e-d-i-ê-n-c-i-a. Deus estava a fazer passar o homem pelo teste da obediência, ao qual o
homem falhou.
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Elaborada por: Edson Mujovu.
Não está em causa o tipo de fruta (se maça, se banana, se laranja ou qualquer outra), mas sim o
facto de que diante do que Deus ordenou, Adão e Eva decidiram desobedecer (Rm 5:12-19),
cometendo pecado da desobediência (não o pecado do sexo). Logo,
É falso que a proibição de Deus, de forma não clara, significasse que a Adão e Eva não
deveriam manter relações sexuais, pois o próprio Deus os abençoou e disse: frutificai e
multiplicai-vos, e enchei a face da terra (Gn 1:28). E a forma natural de multiplicar o homem
na face da terra é através da relação sexual. Deste modo, o argumento segundo o qual a
maçã representa o fruto proibido, não constitui nenhuma verdade;
O homem é o único responsável pela sua queda, e não Deus (Rm 5:12). Pergunta-se se Deus
sabia que o homem pecaria. A resposta é sim, pois Deus sabe todas as coisas (omnisciente,
Sl 146:5). Todavia, era preciso que o homem usasse da sua liberdade de escolha para ser
responsável pela obediência ou desobediência, pois Deus nada obriga a ninguém. Cabia ao
homem dar ouvidos ou não a mentira do Diabo.
3. Consequências da Queda
Deus cuidou de advertir ao homem, de forma clara, que se comesse do fruto da árvore do
conhecimento do bem e do mal, certamente morreria (Gn 2:17). E Deus é justo e fiel, cumpre a
sua palavra como a profere (Mt 24:35; Sl 119:137, 138; Ez 12:25). Se Deus não cumprisse o que
disse, e Adão e Eva não morressem por causa da desobediência, Deus seria mentiroso, e Deus não
pode mentir (Nm 19:23; Sl 119:163).
Pelo que, a queda do homem consumou-se, causada pelo pecado do homem (separou-se o
homem de Deus, Is 59:2). A primeira atitude que Adão e Eva tomaram, foi caracterizada pela fuga
e medo (Gn 3:10). Isto denuncia que eles, logo após o pecado, os seus olhos se abriram e
aperceberam-se do mal que cometeram.
Deus castigou o homem por causa da desobediência:
O maior, dentre os castigos, é a morte (Gn 2:17). Esta é principal consequência da queda do
homem. Vide que a morte referida em Génesis 2:17 não é apenas a morte física (Gn 3:19)
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Elaborada por: Edson Mujovu.
mas também a morte espiritual que significa a separação do homem com Deus (Rm 3:23;
6:23);
A mulher foi aumentada as dores de parto e o seu desejo foi sujeito ao seu marido (Gn 3:16);
Ao homem foi-lhe sentenciado sofrimento para poder sobreviver e responsabilidade por
uma série de devassidão que hoje se assiste (Gn 3:19);
Ambos foram lançados fora do jardim do Éden (Gn 3:23);
A serpente foi amaldiçoada a rastejar sobre o ventre, mais grave ainda, condenada a ter a
cabeça esmagada (Gn 3:15).
Para melhor estudo, as consequências da queda serão dividas em dois grupos, a saber:
a) Consequências espirituais
Como referido anteriormente, a queda do homem pelo pecado resultou na separação entre o
homem e Deus, pelo que a comunicação passou a ter que ser intermediada (pelos sacerdotes)
sendo necessário sacrifícios para legitimar a relação (Rm 5:12). Esta condição miserável do homem
foi apenas alterada pela vinda e morte de Jesus Cristo na cruz, sendo necessário aceitar a Jesus
para passar da morte para a vida.
Com a queda do homem, veio também espiritualmente a incompatibilidade entre a vontade do
homem e a vontade de Deus, pois o homem passou a estar inclinada para o mal (carne) para além
a estar sujeito a escravidão do pecado e ao Diabo (Ef 2:3; Jo 8:34-44; Rm 8:7-8).
b) Consequências físicas
Com a queda, o homem passou também a conhecer consequências de natureza física, dentre elas:
A sujeição a morte (Gn3:19; 6:3; Ec 12:7);
Corrupção dos poderes do homem (Gn 1:26)
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Elaborada por: Edson Mujovu.
4. A Lei e os sacrifícios
Viu-se que como consequência da desobediência do homem, o pecado entrou no mundo e,
automaticamente, a morte como Deus havia cuidado de advertir o homem (Rm 6:23). Ainda assim,
por sua misericórdia não matou o homem, que foi quem violou o seu mandamento, antes,
derrama a sua ira num animal inocente (Gn 3:21).
Uma vez expulso do jardim do Éden, e diante da dura realidade a qual o homem estava sujeito
(dores no parto, homicídio, inimizades, Gn 4:1-9), o homem sentiu o quão longe de Deus estava,
diante das dificuldades que vivia. Demonstrou-se a falta que Deus fazia na vida do homem.
Mais uma vez, pela sua misericórdia, Deus fez conhecer ao homem normas e regras de resgate do
homem consigo mesmo – a Lei. Isto é, um conjunto de procedimentos a serem observados para
que a relação/comunicação entre Deus e o homem fosse possível. Várias foram as normas, mas
destacam-se os “Os Dez Mandamentos” (Ex 20:1-17). Todavia, estes mandamentos, eram de
execução difícil e exigiam do homem muitos gastos (sacrificar animais pelos pecados, entre outras
obrigações).
Quando se lê o livro de Levítico compreende-se facilmente que esta solução, leis e sacrifícios, era
penosa para o homem, para além de precária, pois não era uma solução definitiva, antes era uma
solução para o caso concreto. (Lv 13:45; Nm 19:11, 13; Dt 19:1-5).
Desta feita, só a mediação de Cristo na cruz trouxe a solução definitiva, uma vez derramado o
sangue de Cristo na cruz pelo homem, é para sempre, não precisará mais repetir o sacrifício (Hb
9:15; Gl 3:20; Is 53:5).
5. O Crente e a Tentação
Enquanto o crente continuar na face da terra, cumprindo a jornada que Deus o confiara será
tentado, isto é, existirá sempre uma fonte através da qual o homem será induzido ao pecado. Esta
é a condição do homem na terra.
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Elaborada por: Edson Mujovu.
Veja que a tentação é apenas ser induzido a cometer pecado, ela em si ainda não é pecado. Pelo
que o homem, diante da tentação ainda tem ferramentas para vencer a mesma. Todos os homens
foram tentados, inclusive Jesus Cristo (Mt 4:1), e continuarão a ser tentados até que se chegue ao
fim.
Mas Deus não permite que ninguém seja tentado acima das suas capacidades de resistir a
tentação (1 Co 10:13). Assim, sempre que o crente é tentado ele deve saber de antemão que ele
pode ultrapassar a tentação.
a) De onde vem a tentação?
Os desejos do homem, são uma fonte da tentação (Tg 1:14);
a acção tentadora do Diabo (Mt 4:1; 1 Ts 3:5; 1 Cr 21:1).
Nota: como acima referiu-se, que a tentação é a indução do homem para o pecado, isto é,
constrange-lo a violar a vontade de Deus. Em outras palavras, quando tentado, o homem está a
ser induzido a fazer o que Deus não gosta. Logo, Deus não tenta o homem, pois Deus não pode
induzir o homem a fazer aquilo que o mesmo Deus não quer. Nunca diga o crente que foi tentado
por Deus (Tg 1:13). Sempre que o crente é tentado, Deus reserva um escape, uma saída (Ap 3:10;
Gn 39:13).
Deus submete o homem a uma provação, para testar o nível de fé e maturidades do crente (Pe
1:6,7: Tg 1:2,3).
Se não confiarmos em Deus e dele não dependermos, a tentação poderá terminar em pecado e
perdição. Como se referiu, a tentação não é pecado, mas quando consumada ela gera pecado (1
Tm 6:9; Tg1:15).
Os crentes devem vigiar contra a tentação (1 Pe 5:8; Ef 6:13, 16);
Os crentes não devem induzir os outros a serem tentados (Rm 14:13).
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Elaborada por: Edson Mujovu.
b) Como vencer a tentação
Sujeitando-se a Deus (Tg 4:7) – sujeitar-se a Deus é depender dele Deus, em tudo e a todo
momento. Buscar sempre fazer a vontade de Deus (Tg 4:7). Quando o crente se sujeita a
Deus, automaticamente resiste ao Diabo, não fazendo a vontade do Diabo; e, resistindo ao
Diabo ou aos seus desejos, vence a tentação (1 Pe 5:8-9);
Examinar a tentação - perguntar-se porquê razão está a ser tentado é uma questão
inteligente. Apenas sabendo a razão da tentação poder-se-á combater a mesma com eficácia
(2 Co 13:5). O meio em que o crente frequenta pode ser propício para ser tentado; as
amizades do crente podem ser uma fonte de tentação; os hábitos do crente podem ser uma
fonte para tentação (ver filme e novelas que não glorificam a Deus; etc). Ignorar uma fonte
de tentação ou julgar que poderá dominar a tentação é brincar com o fogo. Ao menor sinal
da tentação, fuja, como José (Gn 39:11).
Usando a armadura de Deus – a armadura de Deus são os meios que Deus disponibiliza para
vencermos a tentação. São vários esses meios, dentre eles:
-a espada do Espírito, que é a palavra de Deus (Lc 4:3-12; Ef 6:13) – veja como Jesus usou a
palavra para vencer a tentação do Diabo;
- a oração (Ef 6:18).
NUNCA USE SOLUCOES FÁCEIS, NEM DESCULPAS
- Argumentos como “Deus entende” e expressões como “a carne é fraca” não desculpam o
pecado. Deus não entende pecado, senão teria entendido o pecado de Adão e Eva ou o de
Davi;
- Não use conselhos antibíblicos (2 Sm 11:15; 12:9-12);
- Não viva tapando buracos, abrindo outro. Vença a tentação (Rm 8:37).
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Elaborada por: Edson Mujovu.