UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
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PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
CURSO DE PSICOPEDAGOGIA
ALINE ROSALINO DA SILVA PEREIRA
Rio de Janeiro
2023
AVALIÇÃO 2 DA DISCIPLINA DE PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
Aline Rosalino da Silva Pereira
Avaliação apresentada ao Curso de
Psicopedagogia, da Universidade Veiga
de Almeida - Rio de Janeiro, como parte
dos requisitos necessários a aprovação na
disciplina de Psicologia da Educação.
Prof. Maria das Graças
Borges de Oliveira
O Desenvolvimento Emocional do Adolescente: Crises de
identidade
Procure lembrar de sua adolescência, destacando as principais
características pessoais que você tinha naquela época. Compare-as com as de
amigos seus que partilharam de experiências com você nesse período. Você
perceberá que, mesmo em contextos semelhantes havia muitas diferenças.
Só vive suspirando sonhando acordada
O pai leva ao doutô
A filha adoentada
Não come não estuda,
Não dorme, nem quer nada
Ela só quer, só pensa em Namorar
Ela só quer, só pensa em Namorar
Mas o doutô nem examina
Chamando o pai de lado lhe
diz lá na surdina
Que o mal é da idade
Que pra tal menina não há um só remédio
Em toda medicina
Xote das Meninas (Zé Dantas/ Luiz Gonzaga – Irmãos Vitale)
Apresente, na forma de uma dissertação, a relação da canção de Luiz
Gonzaga e Zé Dantas com o título proposto para esta atividade (O
Desenvolvimento Emocional do Adolescente: Crises de identidade).
Em seu texto, destaque:
Os conflitos e os processos da fase, os pré-requisitos de crescimento
fisiológico, maturidade mental e responsabilidade social.
A construção da identidade.
A adolescência é um período de amadurecimento físico e psicológico de
transição da infância para a vida adulta. Culturalmente, a adolescência é um
momento de preparação para que a pessoa possa se preparar para assumir o
papel de adulto. Ela é marcada pelo início da puberdade, no qual o corpo
humano adquire maturidade sexual e está pronto para reproduzir. Além de
mudanças no corpo, o jovem passa também por mudanças emocionais. A
família nem sempre está preparada para acompanhar essas mudanças
ocasionando conflitos entre as gerações. Os pais não estão preparados para
enfrentar as mudanças ocorridas com seus filhos e por vezes se sentem
angustiados por não compreender as mudanças dos adolescentes
relacionadas ao afeto e a escolha de sua própria identidade.
Essas crises impossibilitam o diálogo, pois por não compreender as
mudanças pelas quais o adolescente está enfrentando, os pais não se colocam
a disposição para ouvi-los ao para atender suas demandas. Rappaport
comenta que:
Os pais seguros de suas opções profissional, sexual
e ideológica sentir-se-ão menos ameaçados pelos
caminhos que seus filhos tomarem, porque é a
segurança do que somos e a coerência de nossas escolhas
que nos permitem aceitar o que o outro é, e a
escolha que faz. (1982, p. 14)
Os adultos muitas vezes se esquecem que já enfrentaram esse
momento e muitas vezes confundem os sentimentos vivenciados pelos jovens
com sendo algo patológico e buscam a todo custo um diagnóstico para aquilo
que eles consideram uma doença, mas na verdade é a penas um conjunto de
emoções condizentes com o período da adolescência.
A canção “Xote das meninas” de Luiz Gonzaga, trata de uma jovem que
está passando do período da infância para a juventude, a música faz uma
analogia desse período de transição com a flor do mandacaru, que desabrocha
pela manhã e murcha ao nascer do sol.
A menina sem seu amado (o sol) fica murcha, ‘... não come nem estuda,
não dorme nem quer nada”, o pai sem compreender o motivo de tal tristeza e
por que ela “...só quer, só pensa em namorar”, esquece que um dia já
vivenciou todas essas emoções e decide leva-la ao médico.
Nos versos que seguem:
“Mas o doutor nem examina
Chamando o pai de lado, lhe diz logo em surdina
Que o mal é da idade e que, pra tal menina
Não tem um só remédio em toda medicina”
O doutor, alguém com vasto conhecimento, também não sabe explicar
ao pai o que está acontecendo com ela, o que evidencia o quão é assustador
é esse momento da vida também para os adultos, que apresentam dificuldade
em compreender e auxiliar o adolescente nesse momento tão cheio de
emoções conflitantes.
Diz Dolto:
Um jovem sai da adolescência quando a ansiedade
dos pais não produz mais sobre ele nenhum efeito
inibidor. Os filhos atingem o estado adulto no momento
em que são capazes de libertar-se da influência
paterna, tendo o seguinte nível de julgamento:
“Meus pais são como são eu não os mudarei e não
procurarei mudá-los.” “Eles não me aceitam como
sou, pior para eles, eu os isolo.” E sem sentir-se culpado
por isso. Nesse momento de ruptura fecunda,
muitos pais gostariam que seus filhos se sentissem
culpados, porque sofrem e estão angustiados por
não poder mais vigiá-los. (1990, p. 27)
Apesar dessas mudanças serem tão assustadoras para todos, elas são,
portanto, de suma importância para a construção da identidade do adolescente,
assim como seus valores, sua identidade sexual e profissional, pois é nessa
fase da vida que ele vai adquirir autonomia e se preparar para desempenhar o
papel de adulto.
REFERÊNCIAS:
SANTOS, Penélope Duarte dos; NASSAR, Sergio Pessôa; Psicologia do
Desenvolvimento, 4a edição, Rio de Janeiro, UVA, 2016
Acesso em : <[Link]
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