Dietas Hospitalares
✓ Indicação e prescrição médica
• Indicar a via de administração da dieta
• Indicar o tipo de dieta
✓ Prescrição Dietética
• Realizar o diagnóstico nutricional
• Calcular a quantidade de calorias e nutrientes
• Prescrever o plano alimentar e indicar suplementos
alimentares
✓ Papel do enfermeiro
• Conferir se a dieta entregue ao paciente é a prescrita.
• Instalar, desinstalar, controlar e acompanhar a Nutrição
Enteral e Parenteral.
• Acompanhar a aceitação ou não da dieta pelo paciente e
sintomas que podem estar envolvidos com alimentação
(vômitos, diarréia, distensão e/ou dor abdominal) papel do
Enfermeiro
• Informar a.o serviço de nutrição qualquer alteração de
dieta prescrita pelo médico, novas admissões e
transferências de pacientes.
• Respeitar o horário das refeições e não efetuar Dieta Hídrica
procedimentos. ✓ Características
• Orientar acompanhantes a não oferecer alimentos além do - Líquidos claros e coados
fornecido pelo hospital. - Hipoglicídica, hipoproteica, hipolipídica e sem fibras
✓ Vias de adm. da dieta - Utilizada por 2 a 3 dias
• Oral ✓ Alimentos: Chá, Caldo de legumes coado, Água.
- Dieta de rotina: Sem restrição de nutrientes e Modificações ✓ Indicações
de consistência. - infecções graves e diarréia aguda
- Dieta especiais: Com restrição de nutrientes e Modificações - pré e pós operatórios
de nutrientes - preparo para exames
• Enteral ✓ Objetivos
• Parenterais - saciar a sede
- evitar desidratação e acidose
- manter função renal
- repousar o TGI
Dieta Líquida
✓ Características : Líquidos e substâncias que se dissolvem.
✓ Alimentos: Café, Leite, Sopas/caldo de legumes coados,
Suco de frutas coados, Gelatinas.
✓ Indicações
- dificuldade de mastigação ou deglutição (disfagia)
- lesões obstrutivas do TGI
- anorexia
- pré e pós operatórios
- preparo para exames
✓ Objetivos
- excluir esforço da mastigação
- facilitar a deglutição, digestão e absorção
Dieta Leve Dieta Livre
✓ Características : ✓ Características : Consistência normal
- Líquidos e semi-sólidos ✓ Alimentos:
- Pobre em fibras. - Pães, cereais, arroz e massas leguminosas
✓ Alimentos: Sopas/caldo cremoso, Arroz papa, frutas - Hortaliças e frutas frescas
macias, Gelatinas/pudins. - Leite e iogurte
✓ Indicações - Queijo c/ pouca gordura e sal
- dificuldade de mastigação ou deglutição (disfagia) - Carnes, aves, peixes e ovos
- doenças infecciosas e gastrointestinais - Óleo e açúcar com moderação
- neuropatias, distúrbios neuromotores, retardo mental ✓ Indicações: mastigação e funções gastrointestinais
severo preservadas.
- pré e pós operatórios ✓ Objetivos
- preparo para exames. - manter o estado nutricional do paciente
✓ Objetivos - garantir uma oferta equilibrada de nutrientes
- facilitar a digestão e o esvaziamento
- repousar o TGI Dieta Enterais
Dieta Pastosa Alimento para fins especiais, com ingestão controlada de
✓ Características : Papas, purês e líquidos cremosos. nutrientes, na forma isolada ou combinada, de composição definida
✓ Alimentos: ou estimada, especialmente formulada e elaborada para uso por
sondas ou via oral, industrializada ou não, utilizada exclusiva ou
-Papas, purês, mingaus e canjica
- Leite e iogurtes parcialmente para substituir ou complementar a alimentação oral
- Frutas cozidas em pacientes desnutridos ou não, conforme suas necessidades
- Vitaminas e sucos de frutas nutricionais, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar,
- Geleias e gelatina visando a síntese ou manutenção dos tecidos, órgãos ou sistemas.
- Arroz papa
- Feijão liquidificado
✓ Indicação
• Quando a ingestão oral for insuficiente para atingir 60% das
- Ovo (cozido, mexido, omelete)
necessidades nutricionais diárias.
- Carne desfiada/moída/cremes
• Situações clínicas onde existam impossibilidades ou contra-
- Sopas cremosas
indicações de
- Pães macios e bolos
✓ Indicações
alimentação VO.
• Desnutrição
- dificuldade de mastigação ou deglutição
• Utilização de pelos menos 5 a 7 de TNE
- neuropatias, distúrbios neuromotores, retardo mental
• Previsão de jejum superior a 3 dias em
severo
pacientes críticos (ESPEN)
- pós-cirurgia
✓ Objetivos
• Ingestão inadequada por 7-14 dias
• Distúrbios neurológicos/psíquicos
- minimizar esforço da mastigação
• Obstrução mecânica
- facilitar a deglutição e digestão
• Pré e/ou pós-operatório
Dieta Branda • Deglutição comprometida
✓ Características : Alimentos macios, brandos por cocção ✓ Contraindicação
e/ou subdivisão . • Doença terminal
✓ Alimentos: • Síndrome do Intestino Curto (SIC)
-Folhas e legumes cozidos à vapor • Obstrução intestinal mecânica ou pseudo-obstrução
- Carnes cozidas, grelhadas e • Sangramento intestinal
assadas • Vômitos
- Frutas macias • Diarreia
- Pães macios • Fístulas intestinais
- Sopas • Isquemia gastrointestinal
✓ Indicações • Íleo paralítico intestinal
- dificuldade de mastigação ou digestão • Inflamação do TGI
- gastrite ou úlcera péptica • Hiperêmese gravídica
- ICC grau III a IV
- pós-operatório de esôfago ou estômago
✓ Objetivo: facilitar a mastigação
✓ Complicações • Trauma abdominal
• Diarreia • Íleo paralítico
• Distensão abdominal, náuseas, refluxo esofágico, • grande queimadura
regurgitação e vômitos • Fístulas enterocutâneas de alto débito
• Cólicas, empachamento e flatulências • Síndrome do Intestino Curto (SIC)
• Obstipação • Doenças Inflamatórias Intestinais (DII)
• Complicações relacionadas à sonda • Obstrução intestinal
• Aspiração pulmonar • Hemorragia gastrointestinal persistente
• Obstrução da sonda • Vômitos persistentes
• Pneumotórax • Diarreia e Mucosite grave
• Mediastinite • Desnutrição grave ou moderada em
• Perfuração esofágica pacientes internados
• Sangramento nasal • Pré-operatório em desnutrido grave
• Perfuração gástrica
• Lesão de dentes
• Lesão traqueobrônquica
✓Contraindicação
• Pacientes alérgicos a qualquer componente da dieta parenteral
• Arritmias • Pacientes hemodinamicamente instáveis
• Hipertrigliceridemia grave ( > 400 mg/dL)
✓ Cuidados em Enfermagem • Distúrbios de coagulação do sangue
- Antes da Instalação • Insuficiência cardíaca crônica com retenção hídrica
• Higienizar as mãos e realizar a paramentação adequada • Insuficiência renal crônica sem tratamento dialítico
• Armazenar o frasco em local refrigerado • Diabetes mellitus descompensada
• Suspender o frasco a 60 cm ou mais acima da cabeça do • Infarto agudo do miocárdio
paciente, permitindo que a dieta enteral flua corretamente. • Acidente vascular cerebral
- Durante a Instalação. • Embolia
• Controlar o gotejamento cuidadosamente • Choque agudo
• Após pendurar o frasco e conectar o equipo, deixe a dieta
percorrer pelo equipo a fim de remover o ar, em seguida, ✓ Complicações
conectar à sonda - Mecânicas (relacionadas ao cateter)
• Posicionar o paciente na posição sentada (90º) ou com a • Deslocamentos
parte superior do corpo elevada (45º) • Perfuração do vaso
• Interromper imediatamente a administração se o paciente • Pneumotórax e/ou hemotórax
apresentar náusea, tosse excessiva, dificuldade respiratória • Desconexão do cateter com perda sanguínea ou embolia gasosa
ou quaisquer alterações. - Metabólicas
- Após a Instalação • Sobrecarga hídrica
• Aguardar pelo menos 30 minutos após a conclusão da dieta • Hiperglicemia/Hipoglicemia
enteral antes de deitar o paciente • Hipertrigliceridemia
• Utilizar uma seringa de 20 ml para injetar 40 ml de água • Hipercapnia
filtrada ou água mineral pela sonda, efetuando a limpeza de • Deficiência de ácidos graxos essenciais
maneira adequada • Síndrome de retroalimentação
• Distúrbios eletrolíticos
Dietas Parenterais • Distúrbios hepatobiliares
Solução ou emulsão, composta basicamente de carboidratos, • Gastrite
aminoácidos, lipídios, vitaminas e minerais, estéril e - Infecciosas
apirogênica, acondicionada em recipiente de vidro ou plástico, • Sepse relacionada ao cateter, tendo como agentes etiológicos
destinada à administração intravenosa em pacientes mais freqüentes: Staphylococcus epidermidis, fungos, bacilos Gram
desnutridos ou não, em regime hospitalar, ambulatorial ou negativos (Escherichia coli, Serratia marcescens, Enterobacter
domiciliar, visando a síntese ou a manutenção dos tecidos, cloacae) e Staphylococcus aureus.
órgãos ou sistemas.
✓ Vias de acesso
✓ Indicação - Cateter Venoso Central (CVC)
• Pacientes que não conseguem ingerir/absorver mais de 60% • Administração na veia cava inferior ou superior e
das veia jugular interna
necessidades nutricionais por via oral ou enteral. • Soluções > 900 mOsm (hiperosmolares)
• Pancreatites graves • N° de lúmens: até 3
- Cateter Venoso Periférico (CVP)
• Administração em veias de pequeno calibre (braços)
• Soluções < 700 mOsm
• Trocar a cada 72 a 96h
• Tratamentos a curto prazo (< 7 a 10 dias)
• Tolera solução de glicose (15%) associada a AA e eventualmente
lipídeos
✓ Métodos de Administração
- Contínua
• Infusão contínua de nutrientes, em 12 a 24 h, com fluxo constante
e sem interrupção.
• Início com 30 a 40 mL/hora (cerca de 50% das necessidades
protéico-calóricas)
- Cíclica.
• Infusão em períodos pré-definidos.
• Início de forma escalonada com gotejamento lento, aumentando
a velocidade a cada 20 a 30 min até constância.
✓ Cuidados de Enfermagem
- Antes da Instalação
• Certificar-se do tipo de acesso adequado: periférico (até <700
mOsm/L) ou central (>700 mOsm/L)
• Garantir que a bolsa tenha sido recebida dentro do prazo para
administração>
• Realizar a aclimatação da bolsa no posto de enfermagem
• Inspecionar o local do cateter para detecção precoce de
complicações
- Durante a Instalação
• Realizar uma higienização adequada das mãos e utilizar a
paramentação apropriada
• Inspecionar a bolsa antes de prosseguir
• Criar um rótulo com as informações do paciente, volume total de
infusão, data e hora, taxa de gotejamento prescrita e nome do
profissional que instalou.
• Interromper qualquer infusão em andamento, se houver
• Conectar o equipo de forma asséptica e preenchê-lo com a
solução parenteral
• Programar a bomba de infusão e iniciar a infusão.
- Após a Instalação
• Acompanhar glicemia (meta glicêmica = 140 e 180 mg/dL)