Contabilidade Geral: Ajuste a Valor Presente
Contabilidade Geral: Ajuste a Valor Presente
Autor:
Júlio Cardozo, Luciano Rosa
08 de Março de 2021
Sumário
6.2 - Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio De Outros Resultados Abrangentes.
.................................................................................................................................................. 42
6.3 - Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio Do Resultado ................................ 43
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7. Arrendamentos ...................................................................................................................... 53
7.1 - Introdução......................................................................................................................... 53
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APRESENTAÇÃO
Olá, pessoal! Tudo bem?
É com uma grande alegria que estamos aqui para ministrar mais um pouquinho desta disciplina
que, no começo pode parecer difícil, mas depois passa a ser muito boa de se estudar!
Contabilidade é muito bom!
Hoje, falaremos sobre operações financeiras que são extremamente importantes: vendas a prazo,
duplicatas descontadas, operações com cheque. Ainda, veremos outros temas, por exemplo:
ajuste a valor presente, custo das transações, instrumentos financeiros, arrendamentos e
conciliação bancária.
Vamos à aula?
Um abraço.
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As vendas e as compras, quando feitas a prazo, inserem no valor da operação, juros e encargos
financeiros referentes à remuneração de um capital no futuro.
Assim, a contabilização pelo valor nominal faz com que essas operações sejam demonstradas de
forma superavaliada no Balanço Patrimonial. Fica difícil, também, diferenciar o resultado financeiro
do resultado realmente apurado com operações da atividade empresarial. O ajuste a valor
presente (AVP) veio para que possamos dirimir esse problema.
Esquematizemos:
(Auditor Fiscal/ISS SP/2012) As obrigações de curto prazo com fornecedores devem ser ajustadas
ao seu valor presente, quando houver efeito relevante.
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Comentários:
Conforme acabamos de salientar, o gabarito é certo.
(Contador/CADE/2014) Quando houver efeito relevante, os itens do ativo e do passivo
decorrentes de operações de curto prazo devem ser ajustados a valor presente.
Comentários:
Com base no que foi exposto, o gabarito é certo.
As vendas e as compras, quando feitas a prazo, inserem no valor da operação, juros e encargos
financeiros referentes à remuneração de um capital no futuro.
Assim, a contabilização pelo valor nominal faz com que essas operações sejam demonstradas de
forma superavaliada no Balanço Patrimonial. Fica difícil, também, diferenciar o resultado financeiro
(de juros) do resultado realmente apurado com operações da atividade empresarial. O ajuste a
valor presente (AVP) veio para que possamos dirimir esse problema.
Assim, se determinada empresa compra mercadorias para pagar daqui a três anos, no montante
de R$ 150.000,00, com encargos de R$ 25.000,00, qual o seu valor presente, isto é, hoje?
Lógico que não é tão simples assim, mas segue esta linha.
Vamos a um exemplo.
Uma empresa pode adquirir um equipamento pelo preço à vista de 100.000 ou em 12 prestações
de 10.000, no total de 120.000.
Sem o ajuste a valor presente (ou seja, segundo a contabilização anterior), teríamos a seguinte
contabilização:
Compra à vista:
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Razonetes:
Imobilizado Caixa
100000 100000
Compra a prazo:
Razonetes:
Imobilizado Fornecedores
120000 120000
No segundo caso, a contabilização inclui uma parcela financeira, devido ao pagamento parcelado.
Com isso, o preço do equipamento ficou inflado por despesas financeiras.
É isso o que conseguimos com o ajuste a valor presente. No exemplo acima, supondo que o ajuste
seja relevante, a contabilização seria a seguinte:
Razonetes:
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Compare essa contabilização com a realizada para a compra à vista. O ativo fica registrado pelo
mesmo valor, nos dois casos, e a diferença é apropriada como despesa financeira, mês a mês
(supondo uma despesa financeira de 5.000, no primeiro mês):
Razonetes:
A mensuração contábil a valor presente deve ser aplicada no reconhecimento inicial de ativos e
passivos. Depois disso, não mais se altera, a não ser que haja alguma renegociação, modificando
as condições iniciais.
Faz-se necessário observar que a aplicação do conceito de ajuste a valor presente nem sempre
equipara o ativo ou o passivo a seu valor justo. Por isso, valor presente e valor justo não são
sinônimos.
Por exemplo, a compra financiada de um veículo por um cliente especial que, por causa dessa
situação, obtenha taxa não de mercado para esse financiamento, faz com que a aplicação do
conceito de valor presente com a taxa característica da transação e do risco desse cliente leve o
ativo, no comprador, a um valor inferior ao seu valor justo; nesse caso prevalece contabilmente o
valor calculado a valor presente, inferior ao valor justo, por representar melhor o efetivo custo de
aquisição para o comprador. Em contrapartida o vendedor reconhece a contrapartida do ajuste a
valor presente do seu recebível como redução da receita, evidenciando que, nesse caso, terá
obtido um valor de venda inferior ao praticado no mercado.
Lembramos que Valor justo é valor pelo qual um ativo pode ser negociado entre partes
interessadas, conhecedoras do negócio e independentes entre si, com ausência de fatores que
pressionem para a liquidação da transação ou que caracterizem uma transação compulsória.
(definição usada nos pronunciamentos do CPC)
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A empresa KLS vendeu mercadorias para receber após 24 meses, no valor de 50.000,00.
Informações adicionais:
Observação: 1,02^24 → leia-se “um virgula zero dois elevado à vigésima quarta
potência”.
Onde:
4) Fazer os lançamentos:
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Contabilização:
• No momento inicial
Razonetes:
• Mês a mês
Razonetes:
Podemos calcular estes juros, para reconhecê-los mês a mês, da seguinte forma:
Esquematizemos:
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E assim por diante, até reconhecer toda a receita. Essa tabela, ou pelo menos os dados para seu
cálculo, tem que ser fornecida em prova, não se preocupem.
Vamos supor que, após um ano, as condições de mercado se alterem e a taxa de juros passe para
1% ao mês.
Nesse caso, devemos alterar a taxa de juros que será utilizado no restante desta operação? Não.
A taxa de juros é definida no início da operação, e não mais se altera, a não ser que haja uma
renegociação. Naturalmente, as novas operações serão calculadas pela taxa de juros mais
adequada na época do seu reconhecimento.
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Outra coisa: a venda foi efetuada em novembro e ele também quer saber o que afeta o resultado
do ano de 2017, o que pressupõe que o exercício já foi encerrado (31.12.2017), assim sendo, já
temos uma parcelinha de receita financeira de um mês para reconhecer. E como fazemos isso?
Basta multiplicarmos o valor presente pela taxa mensal de juros, fica assim: 2.000.000 x 0,83% =
R$ 16.600. Ficou assim:
Venda à vista R$ 1.500.000,00
Venda a prazo R$ 2.300.000,00
Valor presente (2.300.000/1,15) R$ 2.000.000,00
Ajuste a Valor Presente (diferença R$ 300.0000
Receitas do período
Venda à vista R$ 1.500.000,00
Venda a prazo R$ 2.000.000,00
Receita de vendas R$ 3.500.000,00
Receita financeira (2.000.000 x 0,83%) R$ 16.600,00
Portanto, o que é, efetivamente, receita de vendas dessa empresa do período?
O valor presente =1.500.000 + 2.000.000 = R$ 3.500.000,00.
Quanto foi a receita financeira reconhecida em 31/12/2017 (não foi no momento inicial)? = R$
16.600.
O gabarito é letra c.
Apenas para reforçamos o conteúdo, como ficaria a contabilização desses fatos:
Venda de Mercadorias:
D – Bancos (ativo) 1.500.000
D – Clientes (ativo) 2.300,00
C – Ajuste a valor presente a apropriar sobre clientes (red. ativo) 300.000
C – Receita de vendas (resultado) 3.500.000
Em 31/12, lançaremos para reconhecer a receita de juros:
D – Ajuste a valor presente a aproprias sobre clientes (red. ativo) 16.600
C – Receita financeira (resultado) 16.600
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A empresa KLS comprou mercadorias para pagar após 24 meses, no valor de R$ 50.000,00.
Informações adicionais:
Contabilização:
• No momento inicial:
Razonetes:
• Mês a mês
Razonetes:
Ao final dos 24 meses, a conta “ajuste a valor presente sobre fornecedores” estará zerada, e todo
o seu valor terá sido transferido para resultado.
Notem que não podemos calcular 18.914/24 = R$ 788, e apropriar este valor para todos os meses.
Devemos usar o método exponencial, pois o mercado dificilmente utilizará juros simples para uma
operação de financiamento.
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Se alguma banca cobrar este assunto, deverá fornecer a tabela de controle, ou pedir uma
informação que possa ser calculada facilmente (por exemplo, qual o valor apropriado como receita
financeira no segundo mês? Segundo a tabela acima, será 634. Cálculo: 31.086 x 1,02 = 31.708;
31.708 x 0,02 = 634).
(SEFAZ PI/Auditor/2015) A Cia. Vende & Recompra adquiriu, em 30/04/2014, mercadorias para
serem comercializadas. Em função de sua situação financeira, a Cia. fez essa aquisição a prazo,
para pagamento em 30/06/2016. O valor a ser pago na data do vencimento é R$ 380.000,00, mas
se a Cia. tivesse adquirido estas mercadorias à vista teria pagado R$ 330.000,00.
Em 20/05/2014, a Cia. Vende & Recompra vendeu 80% dessas mercadorias por R$ 820.000,00,
para serem recebidos integralmente em 15/07/2016. Se o cliente tivesse adquirido as mercadorias
à vista teria pagado R$ 730.000,00.
Com base nestas informações, é correto afirmar que o resultado bruto com vendas que a Cia.
Vende & Recompra reconheceu, na data da venda, foi, em reais,
A) 400.000,00.
B) 466.000,00.
C) 516.000,00.
D) 426.000,00.
E) 556.000,00.
Comentários:
No caso de compra e venda a prazo, com juros incluídos, temos que considerar o valor à vista.
A regra é a seguinte:
- Ativo não circulante e passivo não circulante = ajusta a valor presente
- Ativo circulante e passivo circulante = só ajusta se produzir efeito relevante.
Lançamento da compra:
D – Mercadorias 330.000,00
D – Ajuste a valor presente 50.000,00
C – Fornecedores 380.000,00
Lançamento da venda:
Pela venda:
D – Clientes 820.000,00
C – Receita de vendas 730.000,00
C – Ajuste a valor presente sobre clientes (red. Ativo) 90.000,00
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2. OPERAÇÕES FINANCEIRAS
Comecemos a falar sobre as operações financeiras, como por exemplo, vendas a prazo com
emissão de duplicatas, desconto de duplicatas, aplicações financeiras e contabilização de
empréstimos.
A duplicata é o título de crédito emitido com base em obrigação proveniente de compra e venda
comercial ou prestação de certos serviços. Rege-se pela Lei 5.474/1968.
É conhecida por ser um título causal, ou seja, encontra-se vinculada à relação jurídica que lhe dá
origem que é a compra e venda mercantil.
Na contabilidade, como trabalhamos com o regime de competência, a receita de venda deve ser
reconhecida na entrega da mercadoria, independentemente do recebimento, pois, neste
momento, há a transferência da titularidade (a chamada tradição).
Esquematizemos:
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Assim, quando realizamos uma venda a prazo (e entregamos as mercadorias), faremos alguns
lançamentos contábeis.
Por exemplo, venda por R$ 1.000,00 de mercadorias que custaram R$ 700,00, sem a incidência de
tributos, para recebimento em 30 dias.
Razonetes:
Razonetes:
CMV Estoque
700 700
Razonetes:
Clientes Bancos
1000 1000 1000
Imagine-se agora que o cliente pagou a mercadoria, em 31.01.X1, no valor de R$ 1.000,00, para
recebimento em 31.03.X1, cujo custo é de R$ 700,00.
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• Quando do adiantamento:
Razonetes:
Razonetes:
Razonetes:
CMV Estoque
700 700
Sabemos que as empresas dificilmente conseguem sobreviver sem que realizem operações a
prazo. Assim, ao realizar vendas a prazo, como já dissemos, a empresa pode emitir duplicatas.
Todavia, também pode acontecer de a empresa necessitar do recurso de maneira antecipada.
Contudo, ela não pode chegar ao cliente, antes do vencimento, e exigir a sua liquidação. Eis que
surge o desconto de duplicatas. A empresa portadora do título recorre ao banco e fala: olha,
preciso do dinheiro desta duplicata, todavia, o vencimento se dará somente lá na frente, na data
x.
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O banco então desconta essa duplicata, ou seja, entrega o valor à empresa, mediante a cobrança
de juros.
Descontar uma duplicata é, grosso modo, uma operação em que pegamos um adiantamento do
valor das duplicatas com o banco, deixando-as em garantia. Funciona assim:
- Se o banco não receber, isto é, o cliente não quitar, o banco vai pegar o dinheiro de volta,
devolvendo a duplicata para a empresa, para que ela cobre com os meios legais.
Fique Atento!
Os encargos financeiros, por seu turno, ficam retificando a conta duplicatas descontadas.
Esquematizemos:
Duplicatas Encargos
descontadas financeiros
Passivo Retificadora
exigível do passivo
O critério que vige (de acordo com o FIPECAFI – Manual de Contabilidade Societária) no registro
do desconto de duplicatas é o seguinte:
Primeira hipótese: Duplicatas com valor de R$ 1.000,00, descontadas com encargos de R$ 100,00,
com o Banco Alfa.
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Razonetes:
Portanto, repetimos: a conta duplicatas descontadas foi para o passivo exigível! A conta encargos
financeiros a transcorrer ficará retificando a conta duplicatas descontadas. É como se fosse um
empréstimo, deixando-se as duplicatas como garantia. Além disso, precisamos destacar que NO
MOMENTO INICIAL não reconhecemos NENHUMA DESPESA NO RESULTADO DO EXERCÍCIO.
Isso é fundamental. As despesas serão reconhecidas por competência, ao longo da operação.
Segunda hipótese: Passou o período de juros (suponha R$ 10,00 ao mês para simplificar).
Razonetes:
Razonetes:
O banco vai devolver a duplicata para que o cliente se vire, e pegar o seu dinheiro de volta.
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Razonetes:
Observação: conta retificadora do passivo é uma conta que fica no passivo, mas
tem natureza devedora (tem saldo devedor). Lembra que o Passivo tem natureza
credora? Então, as contas retificadoras diminuem o passivo.
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Todavia, o pagamento em cheque é feito através de crédito na conta bancos conta movimento.
Esquematizemos:
Agora, falaremos sobre os empréstimos obtidos de terceiros. O primeiro ponto a destacar é que
a contabilização se dá com o recebimento dos recursos pela empresa. Se a sociedade ALFA assina
um contrato de empréstimo em 01.01.X1, no montante de R$ 15.000,00, mas só recebe os
recursos efetivamente em 05.01.X1, deverá fazer a contabilização tão-somente nesta última data.
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Algumas definições são importantes, previstas no CPC 08 (R1) - Custos de Transação e Prêmios
na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários:
v) custos de transferência;
Custos de transação não incluem ágios ou deságios na emissão dos títulos e valores mobiliários,
despesas financeiras, custos internos administrativos ou custos de carregamento.
(Auditor/TCE PB/2018) O CPC definiu custo de transação como o gasto incorrido e diretamente
atribuível, entre outras, às atividades necessárias à distribuição primária de ações ou bônus de
subscrição. Ainda segundo o CPC, o referido custo, quanto à sua natureza, é um gasto:
A) fixo.
B) incremental.
C) operacional.
D) diferencial.
E) financeiro.
Comentários:
Vejam que os custos de transação são gastos incrementais, já que não existiriam caso nenhuma
transação fosse feita. O gabarito é, portanto, letra b.
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Despesas financeiras são os custos ou as despesas que representam o ônus pago ou a pagar como
remuneração direta do recurso tomado emprestado do financiador derivado dos fatores tempo,
risco, inflação, câmbio, índice específico de variação de preços e assemelhados.
Encargos financeiros são a soma das despesas financeiras, dos custos de transação, prêmios,
descontos, ágios, deságios e assemelhados, a qual representa a diferença entre os valores
recebidos e os valores pagos (ou a pagar) a terceiros.
Recebimento do principal
Razonetes:
Razonetes:
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Por fim, com o pagamento do principal (a conta encargos financeiros a transcorrer vai zerar com
o tempo), lançaremos:
Razonetes:
Considere que há mais dinheiro no banco além desses 10.000,00 (estamos nos restringindo à
operação de empréstimo).
Atenção! Sempre que o valor total da carga de juros for conhecido quando da
apropriação do empréstimo, lançaremos como encargos financeiros a transcorrer.
A conta encargos financeiros a transcorrer registra não só o valor dos juros, mas
quaisquer despesas incorridas e diretamente relacionadas à captação dos
recursos, devendo ser apropriada pelo regime de competência.
Indo mais fundo! Os encargos financeiros têm como contrapartida conta de despesa, exceto no
caso de ativos qualificáveis.
Ativos qualificáveis são aqueles que demandam substancial tempo para ficarem prontos para o
uso que se pretende dar. Se, por exemplo, está sendo construído um grande navio, que necessita
de recursos de financiamento para a sua fabricação, tendo juros embutidos no valor de R$
50.000,00, lançaremos:
Portanto, os encargos financeiros para ativos qualificáveis, que são aqueles que demoram um
período de tempo substancial para ficarem pronto, devem ir para o custo do ativo e não para o
resultado, como é a regra.
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Acerca de endividamento das empresas, seus custos, itens do patrimônio líquido e demonstração
do resultado abrangente, julgue o item seguinte.
(SUFRAMA/Contador/2014) A conta de despesas financeiras a vencer, decorrentes de
empréstimos e financiamentos contraídos com correção pós-fixada, registra uma despesa a ser
levada para a de resultado do exercício do ano em que a empresa contraiu a dívida.
Comentários:
A despesa deve ser levada para o resultado por competência, conforme a passagem do tempo, e
não no ano em que a empresa contraiu a dívida. O item está, portanto, errado.
Vamos explicar a maneira como esse assunto provavelmente cairá na sua prova, para que você
não erre.
Comentários:
O que importa aqui é o valor efetivamente recebido. Se a empresa esperava receber X, mas só
recebeu Y, o cálculo será em cima de Y.
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Serão 6 parcelas no valor de R$ 229.607,00 cada. Os juros devem ser registrados no resultado de
acordo com o período de competência.
Passivo
Empréstimos e Financiamentos 970.000,00
Ou, analiticamente:
Passivo
Empréstimos e Financiamentos 1.377,642,00
(-) Custos a amortizar (redutora do passivo) 407.642,00
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Em 31.12.2016, isto é, após um ano após a contratação do empréstimo, temos que fazer:
Correto.
Para encontrarmos o valor que será apropriado ao resultado (encargos a transcorrer – juros + custo
de transação) temos que multiplicar a taxa efetiva de juros pela captação líquida do empréstimo,
ou seja, valor do empréstimo menos custo de transação. Guardem isso: taxa efetiva!!!
Esquematizemos:
Explicando!
Você pegou o valor líquido e multiplicou pela taxa efetiva da operação, que é a taxa considerando
os juros e o custo de transação! Tudo bem?
Ou seja, valor inicial x juros efetivos. Somando, encontraremos o valor devido atualizado da dívida,
que, no caso, deu R$ 1.076.700.
Esquematizemos:
Empréstimo 1.000.000,00
Custos de transação (30.000,00)
Empréstimo líquido 970.000,00
x Taxa efetiva 11%
Encargos Financeiros de 2016 106.700,00
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a) saldo total apresentado para as contas de passivo (circulante e não circulante) no Balanço
Patrimonial de 31/12/2016 foi R$ 847.093,00.
Correto! Esse é o nosso gabarito. É o saldo final que encontramos naquela tabela acima.
b) valor dos encargos financeiros de 2016 foi R$ 100.000,00. Errado! Foi de R$ 106.700,00.
c) valor dos encargos financeiros de 2016 foi R$ 229.607,00. Errado. Foi de R$ 106.700,00.
e) saldo total apresentado para as contas de passivo (circulante e não circulante) no Balanço
Patrimonial de 31/12/2016 foi R$ 870.393,00. Errado também.
Passo 6: Agora, se quiser, pode fazer esse cálculo para os demais períodos.
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Algumas observações:
Algumas questões pedem quanto foi a despesa financeira do período, mas acabam pedindo os
encargos financeiros do período (despesas financeiras + custos de transação)
Esse valor remanescente de R$ 2.545,83 (pago a maior), foi por uma impropriedade da questão.
Uma espécie desta variação é a atualização monetária. A variação monetária não deve ser tratada
como encargo financeiro. Enquanto dissemos que os encargos financeiros são compostos pelos
juros e demais despesas incorridas e diretamente relacionadas à captação de recursos, a variação
monetária se trata, tão-somente, de atualização da dívida, caso essa condição tenha sido
acordada.
Há que se ressaltar ainda que o registro é feito diretamente à conta que registra o valor do
empréstimo. Não há necessidade de se separar em subgrupos, tal como fazemos com os encargos
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Razonetes:
2) Juros ativos, juros recebidos, juros auferidos: São os juros que a empresa obtém de seus
clientes, como remuneração de seu capital, que está sendo utilizado por terceiros ou atraso de
pagamentos nas obrigações com a empresa.
O cliente Z tem uma obrigação com a minha empresa no montante de R$ 5.000,00, para
pagamento em R$ 31.01.X1. Sabe-se que o cliente só efetuou o pagamento em 31.03.X1. Incidem
juros de 10% ao mês sobre o valor da venda.
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Razonetes:
3) Comissões passivas e despesas bancárias: São despesas cobradas pelos bancos e instituições
financeiras, sejam em operações de desconto, seja em concessões de crédito.
Além destas, temos as variações monetárias, que podem ser ativas ou passivas. O FIPECAFI manda
que sejam classificadas em grupo à parte, e não como despesa ou receita financeira. Todavia, as
bancas não o fazem.
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Outra alternativa de remuneração às ações, como forma de atrair capital para a entidade, é o
pagamento de juros sobre capital próprio (JSCP).
De acordo com a Deliberação n. 207/96 da Comissão de Valores Mobiliários, inciso I, o JSCP deve
ser contabilizado como destinação do lucro, diretamente na conta lucros acumulado, sem transitar
pelo resultado do exercício. Essa é o critério mais importante.
Mas, o Fisco dá um tratamento diferenciado para ele e, para efeito do Imposto de Renda, o JSCP
deve ser contabilizado como despesa financeira, para que possa ser dedutível. Mas isso é um
ajuste efetuado na apuração do Imposto de Renda devido no período.
Para resolver esse impasse, a CVM, através da Deliberação 207/96, estabelecia que as empresas
que contabilizarem os JSCP como despesa financeira deviam realizar a reversão do seu valor, na
última linha da demonstração do resultado, antes do saldo da conta de lucro ou prejuízo do
exercício (Deliberação n. 207/96 da CVM, inciso VIII).
Ficava assim:
Lucro Bruto
Despesas
Receitas
Despesas Financeiras (incluindo os Juros Sobre Capital Próprio)
Resultado após o Imposto de Renda e antes das participações
(-) Participações estatutárias sobre o lucro
Debenturistas
Empregados
Administradores
Partes beneficiárias
Fundo de assistência/previdência a empregados
+ Reversão dos juros sobre capital próprio
Lucro ou prejuízo líquido do exercício
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Ocorre que a deliberação 207/96 CVM foi revogada pela Deliberação CVM 683/2012, que aprovou
a Interpretação Técnica ICPC 08 (R1), do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, que estabelece
o seguinte:
10. Os juros sobre o capital próprio – JCP são instituto criado pela legislação
tributária, incorporado ao ordenamento societário brasileiro por força da Lei
9.249/95. É prática usual das sociedades distribuírem-nos aos seus acionistas e
imputarem-nos ao dividendo obrigatório, nos termos da legislação vigente.
11. Assim, o tratamento contábil dado aos JCP deve, por analogia, seguir o
tratamento dado ao dividendo. (...)
Portanto, para o CPC, a história de tratar o JSCP como despesa financeira, com consequente
reversão, não vale mais para provas de contabilidade para concursos! Agora, os juros sobre capital
próprio têm o mesmo tratamento que possuem os dividendos.
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4. DEPÓSITOS JUDICIAIS
A conta depósitos judiciais é uma conta do ativo. Vez ou outra aparece em provas.
Conceitua-se esta conta como valores depositados por ordem judicial e que estejam subordinados
ou vinculados a uma causa ainda não transitada em julgado, ou seja, que esteja em pendência.
Suponha-se, assim, que a empresa ALFA seja devedora em determinada ação trabalhista. Como
garantia o magistrado resolve realizar o bloqueio de alguns de seus bens, através do BACEN-JUD,
no montante de R$ 15.000,00.
Outro exemplo é o caso clássico da discussão de tributos em juízo. Na disputa, pode ou não haver
o depósito do montante discutido. Suponha-se que a empresa ALFA foi autuada pelo fisco em R$
2.000.000,00, levando a lide ao Poder Judiciário. Tal fato deverá ser contabilizado do seguinte
modo:
Lançamentos:
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Lançamentos:
5. APLICAÇÕES FINANCEIRAS
Veremos, a seguir, dois aspectos que costumam levantar dúvidas. O primeiro refere-se à
contabilização dos rendimentos financeiros.
Quando o valor dos juros já é conhecido no momento da aplicação (juros pré-fixados), devemos
incluí-los na contabilização, como juros ativos a vencer (ou rendimentos a apropriar ou juros a
apropriar).
Exemplo: A empresa KLS efetuou uma aplicação financeira, no valor de 10.000, com prazo de 5
meses, e irá resgatar 11.000 ao final.
Efetue a contabilização:
• Na aplicação:
• Pela apropriação mensal dos rendimentos (vamos usar juros simples, para facilitar os cálculos.
Mas o correto é usar o método exponencial):
• Ao final dos cinco meses, a conta retificadora do ativo “Juros Ativos a apropriar” está zerada
(todo o seu valor foi transferido para Receita financeira).A contabilização, quando do
recebimento, fica assim:
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Juros pós–fixados: neste caso, não sabemos inicialmente qual será o valor dos rendimentos.
Portanto, não usamos a conta retificadora “juros a transcorrer”.
Exemplo: A empresa KLS efetuou uma aplicação financeira, no valor de 10.000, que irá render a
variação da taxa SELIC, no prazo de 5 meses.
Contabilização: No momento inicial, não sabemos qual será a taxa SELIC. Portanto, a
contabilização será a seguinte:
Contabilização:
Este lançamento se repete mês após mês. Digamos que o valor dos juros, ao final dos 5 meses,
seja de 800. Assim, o valor da conta Aplicação Financeira seria de 10.800. O recebimento da
aplicação deve ser contabilizado assim:
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Ressaltamos que, no caso de passivo classificado e avaliado pelo valor justo, com contrapartida
diretamente no resultado, os encargos são amortizados na primeira avaliação ao valor justo, e não
ao longo do prazo da operação.
A seguir, um quesito:
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Os 10.031,98 representam a diferença entre o valor dos juros e o valor captado de R$ 50.000,00.
Contabilização no início:
D – Caixa 48.500,00
D - Encargos financeiros a transcorrer (retificadora do passivo) 11.531,98
C - Empréstimos a pagar (Passivo) 60.031,98
Assim:
Ativo: +144.000 – 48.500 = 192.500
Passivo: -36.000 + 180.000 – 11531,98 + 60.031,98 = 192.500
Alertamos que, antes das alterações, o valor de $1.500,00, cobrado pela instituição financeira para
conceder o crédito seria contabilizado diretamente no Resultado, como despesa. Agora, fica
dentre de encargos financeiros a transcorrer, para ser apropriada pelo prazo do empréstimo.
O gabarito é, portanto, letra b.
Uma empresa pode investir em outras. Sem problema algum. Quando isso acontece, nós temos
de olhar para que tipo de aplicação ela está realizando. Se é uma aplicação de curto prazo, com
caráter especulativo, se é uma aplicação de longo prazo ou mesmo se é uma participação que não
se tem a intenção de alienar, uma participação permanente.
Essas aplicações podem ser através de ações (quando você compra uma fatia da companhia e
passa a se tornar sócio dela), debêntures, opções, títulos do Tesouro, enfim, uma série de
aplicações. A Lei 6.404 não fez uma restrição do que pode entrar neste rol.
Vamos dar uma varrida geral no assunto. De acordo com o artigo 183 da Lei das S/A:
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SIM SIM
Método da
É uma Ativo não É coligada, controlada,
Aplicação equivalência
participação circulante - sociedade do mesmo grupo
financeira patrimonial
permanente? Investimentos ou sob controle comum?
(MEP)
NÃO NÃO
É de curto ou de
Valor Justo ou custo
longo prazo?
Longo prazo:
Curto prazo:
Ativo não
Ativo circulante
cirulante
Destinadas à negociação
imediata ou disponível para Valor justo
Demais casos:
venda futura?
Valor de
aquisição ou de
emissão (-)
Perda ao valor
É o que lei cita como demais aplicações e direitos e títulos de crédito (artigo 183, I, b). Títulos de
crédito são, por exemplo, documentos como cheques, nota promissórias, cheques, duplicatas.
São registrados pelos seus valores originais, sujeitos às provisões para perdas e ajuste a valor
presente.
Não estão destinados à negociação e a entidade fica com eles até seu vencimento. A apropriação
de receita ou despesa para esses instrumentos se dá pela taxa efetiva de juros, ou seja, pelo valor
a receber de juros, geralmente através do cálculo de juros compostos.
Ao reconhecer, pela primeira vez, um ativo financeiro ou um passivo financeiro, a entidade deve
classificá-lo e mensurá-lo em três categorias:
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Esquematizemos:
A classificação anterior era ativos mantidos até o vencimento, ativos destinados à venda imediata
e ativos disponíveis para venda futura. Repare que essa classificação era baseada na intenção da
administração da empresa com relação ao título.
Agora, a empresa deve se basear no modelo de negócios e nas características do ativo financeiro.
Esquematizemos:
Intenção em relação
Antes
ao título
Agora
Características dos
títulos
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O modelo de negócios da entidade é determinado no nível que reflita como os grupos de ativos
financeiros são gerenciados em conjunto para atingir o objetivo comercial específico.
O modelo de negócios da entidade refere-se a como a entidade gerencia seus ativos financeiros
para gerar fluxos de caixa. Ou seja, o modelo de negócios da entidade determina se os fluxos de
caixa resultam do recebimento de fluxos de caixa contratuais, venda de ativos financeiros ou
ambos.
O modelo de negócios não é o que a empresa espera fazer com relação aos ativos financeiros; é
o que ela efetivamente faz com tais ativos.
Custo amortizado
O ativo financeiro deve ser mensurado ao custo amortizado se ambas as seguintes condições
forem atendidas:
(a) o ativo financeiro for mantido dentro de modelo de negócios cujo objetivo seja manter ativos
financeiros com o fim de receber fluxos de caixa contratuais; e
(b) os termos contratuais do ativo financeiro derem origem, em datas especificadas, a fluxos de
caixa que constituam, exclusivamente, pagamentos de principal e juros sobre o valor do principal
em aberto.
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Esquematizemos:
os termos contratuais
Ativos Financeiros ativo financeiro mantido do ativo financeiro
mensurados ao custo para receber fluxos de derem origem a
amortizado caixa contratuais; e pagamentos de
principal e juros
Para essa classificação, as duas condições devem ser atendidas, ou seja, o ativo é mantido para
receber fluxos de caixa contratuais que se referem exclusivamente ao pagamento de principal e
de juros.
Exemplo: A empresa ABC adquiriu um título no valor de R$ 10.000, com juros de 1% ao mês, no
dia 31/11/2018. De acordo com o modelo de negócios da empresa, este título será mensurado ao
custo amortizado. Determine o valor do título em 31/12/2018.
Resposta:
R$10.000 x 1% = R$100
Contabilização inicial:
Podemos relacionar essa classificação com a antiga categoria dos “títulos mantidos até o
vencimento”. A forma de mensuração e a contabilização são idênticas.
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Esquematizemos:
Nome hoje
Nome antigo
O ativo financeiro deve ser mensurado ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes
se ambas as seguintes condições forem atendidas:
(a) o ativo financeiro for mantido dentro de modelo de negócios cujo objetivo seja atingido tanto
pelo recebimento de fluxos de caixa contratuais quanto pela venda de ativos financeiros; e
(b) os termos contratuais do ativo financeiro derem origem, em datas especificadas, a fluxos de
caixa que constituam exclusivamente pagamentos de principal e juros sobre o valor do principal
em aberto.
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Esquematizemos:
Os termos
Ativos finan. valor Mantido p/ receber
contratuais dão
justo outros res. fluxo de caixa OU
origem a pagamento
abangentes para venda
de juros e principal
Neste segundo caso (valor justo por meio dos resultados abrangente), a entidade, em princípio,
pretende segurar os títulos para receber os juros, Mas pode negociar os títulos em algum
momento, se houver necessidade ou conveniência.
Podemos relacionar essa classificação com a antiga categoria dos “títulos disponíveis para venda
futura”.
Esquematizemos:
Nome hoje
•Valor justo por meio de outros resultados
abrangentes
Nome antigo
•Disponíveis para venda futura
Vale lembrar que principal é o valor justo do ativo financeiro no reconhecimento inicial.
O ativo financeiro deve ser mensurado ao valor justo por meio do resultado, a menos que seja
mensurado ao custo amortizado ou ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes.
Em outras palavras: os ativos que não forem mensurados pelo custo amortizado ou pelo valor
justo por meio de outros resultados abrangentes devem ser mensurados pelo valor justo por meio
de resultado (classificação residual).
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Esquematizemos:
Empréstimos/Recebíveis normais
• Valor original - Ajuste perda - AVP
Ativos Financeiros Mensurados Ao Custo Amortizado
• Valor original + Encargos ou rendimentos
Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio De Outros Resultados Abrangentes.
• Juros: Resultado . Ajuste a Valor justo no Patrimônio Líquido
Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio Do Resultado (categoria residual)
• Encargos: resultado; Ajustes ao valor justo: Resultado
Entenderam?
Os instrumentos para receber fluxo de caixa e para venda e os instrumentos financeiros para
negociação (categoria residual) são registrados inicialmente pelo preço de aquisição e,
posteriormente, ficam a valor justo, que é o valor de mercado. Pode ser, por exemplo, o valor pelo
qual essa aplicação, uma ação, por exemplo, está cotada na bolsa.
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Suponha que uma determinada empresa adquiriu 3 títulos do Governo, ao valor unitário de 10.000
cada um, com a seguinte finalidade:
Razonetes:
IF - ao custo amortizado IF - valor justo - PL IF - v. justo - result
10.000,00 10.000,00 10.000,00
Caixa
30.000,00
No final do ano, tais títulos apresentam um rendimento de juros de 600 reais, os quais serão pagos
no vencimento do título, e o seu valor justo (valor de mercado) é de 11.000 reais.
Contabilização:
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Razonetes:
Neste caso, não há avaliação a valor justo. O título fica registrado “pela curva”, ou “pelo custo
amortizado”, ou seja, pelo valor pago mais os rendimentos apropriados por competência.
2 – Ao Valor Justo por meio de Resultado Abrangente (PL) ou “Para receber fluxo de caixa e
venda”.
• Pelo rendimento:
Com este lançamento, o título fica registrado pelo valor de 10.600. Mas, como o valor justo é de
11.000, precisamos reconhecer uma receita de 400 reais, reconhecida em outros resultados
abrangentes (no Patrimônio Líquido – PL), na conta Ajuste de Avaliação Patrimonial (AAP):
Razonetes:
Vejam que nesta hipótese, a diferença vai para a conta ajuste de avaliação patrimonial no PL.
Portanto, você pegará o valor principal, somará com os encargos e rendimentos. Feito isso, se o
valor de mercado é maior do que o custo amortizado, você debita o título (aumentando o ativo) e
credita a conta ajuste de avaliação patrimonial, que pertence ao patrimônio líquido.
3 - Ao Valor Justo por meio de Resultado (DRE) ou “Para negociação” (também chamado de
“Categoria Residual”).
• Pelo rendimento:
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O valor justo pode ser menor que o valor do título. Por exemplo, vamos supor que o valor justo
do exemplo anterior seja 10.500.
1 – “Custo amortizado” ou “para receber fluxo de caixa”: Não há alteração, pois esta categoria
não é avaliada pelo valor justo.
2 - Ao Valor Justo por meio de Resultado Abrangente (PL) ou “Para receber fluxo de caixa e
venda”.
• Pelo rendimento:
Com este lançamento, o título fica registrado pelo valor de 10.600. Mas, como o valor justo é de
10.500, precisamos reconhecer uma redução de 100 reais, na conta AAP (Ajuste de Avaliação
Patrimonial), no PL:
Razonetes:
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3 – Ao Valor Justo por meio de Resultado (DRE) ou “Para negociação” (também chamado de
“Categoria Residual”).
• Pelo rendimento:
Razonetes:
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Esses títulos não são ajustados pelo valor justo. Portanto, o valor de mercado está ai só para
confundir, pois não será usado.
Assim, temos:
Valor do título $5.000 x juros 10% = $500
Classificado como Receita financeira.
O gabarito é letra a.
(Atenção: alteramos as datas para 2018, pois o CPC 48 entrou em vigor em 01/01/2018).
(Analista de Controle Interno/Recife/2014-ADAPTADA) Determinada empresa possuía, em
31/12/2013, instrumentos financeiros avaliados em R$ 200.000,00 e classificados como mantidos
para receber fluxo de caixa e para venda. Na data, foi verificado que o valor justo destes era de
R$ 180.000,00.
A variação deve ser reconhecida, contabilmente, como
a) ajuste no patrimônio líquido.
b) receita financeira.
c) receita a apropriar.
d) variação monetária.
e) despesa.
Comentários:
A empresa comprou títulos e os classificou como “mantido para receber fluxo de caixa e para
venda”. Os títulos dessa categoria são atualizados pelos juros (“curva do papel”), os quais são
contabilizados no resultado.
Depois, sofrem o ajuste para o valor justo, e a diferença entre o valor justo e o valor atualizado
pelos juros (“curva do papel”) vai para o Patrimônio Líquido, na conta Ajuste de Avaliação
Patrimonial.
O gabarito é letra a.
(Julgador Administrativo Tributário/SEFAZ PE/2015 - ADAPTADA) Em 01/12/2018, a Cia. Bull &
Dog adquiriu 8 títulos no mercado financeiro para aplicar suas disponibilidades de caixa. O valor
pago foi R$ 2.000,00 por título e a Cia. os classificou do seguinte modo, de acordo com o seu
modelo de negócio: 3 títulos classificados em uma categoria residual e 5 títulos como ativo
financeiro mantido com o fim de receber fluxos de caixa contratuais. Sabendo-se que a taxa de
juros contratual de todos os títulos era 1% ao mês e que o valor justo de cada título, em
31/12/2018, era R$ 2.010,00, a Cia. Bull & Dog reconheceu, no mês de dezembro de 2014, receita
relativa aos 8 títulos no valor, em reais, de
(A) 160,00.
(B) 130,00.
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(C) 80,00.
(D) 110,00.
(E) 160,00 e ajustes de avaliação patrimonial no valor de 80,00 (saldo devedor).
Comentários:
- Classificação inicial:
D – Instrumentos financeiros – classificação residual - 6.000,00
D – Instrumentos financeiros mantidos para receber fluxos de caixa 10.000,00
C – Caixa 16.000,00
- Reconhecimento da receita de juros
D – Instrumentos financeiros – classificação residual 60,00
D – Instrumentos financeiros mantidos para receber fluxo de caixa 100,00
C – Receita de juros 160,00
As receitas reconhecidas, para ambos os títulos, portanto, são de R$ 160,00. Os títulos mantidos
para recebimento de fluxo de caixa não sofrem ajuste ao valor justo. Por seu turno, os instrumentos
financeiros com classificação residual terão um ajusto a valor justo de natureza devedora, já que é
menor que o valor justo é menor que o valor dos juros reconhecidos (2.020 – 2010 = 10 por título):
D – Despesa com ajuste a valor justo 30,00
C – Instrumentos financeiros – classificação residual 30,00
Portanto, 160 – 30 = 130,00.
O gabarito é letra b.
(Auditor Fiscal/SEFAZ/PE/2014 - ADAPTADA) Uma empresa aplicou R$ 120.000,00 em ativos
financeiros, sendo R$ 50.000,00 em títulos classificados como mantidos dentro de modelo de
negócios com o objetivo de manter ativos financeiros com o fim de receber fluxos de caixa
contratuais, e R$ 70.000,00 em títulos classificados dentro de modelo de negócios cujo objetivo
seja atingido tanto pelo recebimento de fluxos de caixa contratuais quanto pela venda de ativos
financeiros. As aplicações foram efetuadas no dia 31/12/2018 e todos os títulos remuneram a taxa
de juros compostos de 10% ao ano. Em 31/12/2019, os valores justos de negociação dos dois
títulos no mercado eram os seguintes:
Classificação dos títulos Valor Justo em 31/12/2019 (R$)
Receber fluxos de caixa contratuais 52.000
receber fluxos de caixa contratuais/venda de ativos financeiros 80.000
Os valores em reais que deveriam ser apresentados no Balanço Patrimonial, em 31/12/2019, para
os títulos que a empresa mantém para receber fluxos de caixa contratuais e para os títulos para
receber fluxos de caixa contratuais/venda de ativos financeiros, eram, respectivamente,
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a) 52.000,00 e 77.000,00.
b) 52.000,00 e 80.000,00.
c) 55.000,00 e 80.000,00.
d) 55.000,00 e 77.000,00.
e) 55.000,00 e 70.000,00.
Comentários
1 – Mantidos para receber fluxos de caixa contratuais:
Neste caso, não há avaliação a valor justo. O título fica registrado “pela curva”, ou “pelo custo
amortizado”, ou seja, pelo valor pago mais os rendimentos apropriados por competência.
Portanto, os mantidos até o vencimento serão avaliados por R$ 55.000,00 (50.000,00 + 10% de
juros)
3 – Mantidos para receber fluxos de caixa contratuais ou para venda do ativo:
Pelo rendimento:
D – Instrumentos financeiros para receber fluxos de caixa ou venda do ativo 7.000
C – Receita de juros (resultado) 7.000
Pela avaliação a valor justo:
D – Instrumentos financeiros para receber fluxos de caixa ou venda do ativo 3.000
C – Ajuste de Avaliação Patrimonial (PL) 3.000
Portanto,
Mantidos para receber fluxo de caixa: 55.000,00
Mantidos para receber fluxo de caixa ou para venda: 80.000,00
O gabarito é letra c.
(Contabilidade/SABESP/2018) As características das aplicações financeiras realizadas por uma
empresa no dia 01/12/2016 são apresentadas na tabela a seguir:
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[Link]
7.1 - Introdução
Portanto, se assinamos um contrato que concede o direito de usar um ativo, por um período de
tempo, em troca de contraprestação, estamos diante de um contrato de arrendamento. Vocês
sabiam que grande parte das aeronaves utilizadas pelas empresas áreas são, na verdade, ativos
subjacentes, isto é, objeto de arrendamentos?
Vamos conhecer nesse momentos alguns aspectos desse conteúdo, incluindo a contabilização
para o arrendatário e o arrendador.
Arrendatário é a entidade que obtém o direito de usar o ativo subjacente por um período de
tempo em troca de contraprestação. As operações de arrendamento dividem-se em operacionais
e financeiras.
Esquematizemos:
Operacional Aluguel
Arrendamento
"Compra"
Financeiro
parcelada
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Para o arrendatário, todos os contratos que transferem o direito de usar um ativo por um período
de tempo em troca de contraprestação devem ser contabilizados reconhecendo o ativo, com
exceções dos contratos de curto prazo ou de pequeno valor.
Esquematizemos:
Direito de uso
Arrendatário (exceto curto prazo Contabiliza o ativo
ou pequeno valor)
Contabilização do
Arrendamento Arrendamento Arrendamento a
financeiro receber
Arrendador
Por exemplo: Leasing de um veículo, a ser pago em 60 prestações de R$ 520, e com opção de
compra ao final do contrato por R$ 2.000. O valor presente das prestações é de $ 30.000,00.
Informações
Valor do veículo R$ 30.000,00
Prestações (60 x 520) R$ 31.200,00
Opção de compra R$ 2.000,00
Contabilização no Arrendatário:
Repare que o contrato transfere o direito de usar um ativo por um período de tempo em troca de
contraprestação.
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Razonetes:
O pronunciamento permite duas exceções, para as quais o arrendatário pode decidir não aplicar
a nova contabilização para os arrendamentos operacionais:
(b) houver qualquer alteração no prazo do arrendamento (por exemplo, o arrendatário exercer
uma opção não incluída anteriormente em sua determinação do prazo do arrendamento).
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A escolha de arrendamentos de curto prazo deve ser feita por classe de ativo subjacente ao qual
se refere o direito de uso. Uma classe de ativo subjacente é o agrupamento de ativos subjacentes
de natureza e uso similares nas operações da entidade.
Quanto ao arrendamento para ativos de baixo valor, o pronunciamento não estabelece qual seria
o “baixo valor”.
Mas determina que seja considerado o valor do ativo quando este é novo, independentemente
da idade do ativo que está sendo arrendado. Por exemplo, arrendamentos de veículos não são
incluídos, porque o veículo novo normalmente não é de baixo valor.
Exemplos de ativos subjacentes de baixo valor podem incluir computadores pessoais, tablets,
pequenos itens de mobiliário de escritório e telefones.
Se o arrendatário decidir não aplicar a nova contabilização aos arrendamentos de curto prazo ou
a arrendamentos de baixo valor, deve reconhecer os pagamentos como despesa em base linear
ao longo do prazo do arrendamento. O arrendatário deve aplicar outra base sistemática se essa
base representar melhor o padrão do benefício do arrendatário.
A escolha de arrendamentos para os quais o ativo subjacente é de baixo valor pode ser feita na
base de arrendamento por arrendamento.
Esquematizemos:
Até 12 meses e
Arrendamento de Escolha feita por
que não tem
curto prazo classe de ativos
O arrendatário opção de compra
pode não aplicar
o CPC 06 para
Arrendamento de Considera o valor Escolha feita a
pequeno valor do ativo "novo" cada contrato
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Esquematizemos:
De um Ativo
identificado
mediante
contraprestação
(pagamento)
O período de tempo pode ser descrito em termos da quantidade de uso do ativo identificado (por
exemplo, o número de unidades de produção que o item do equipamento será utilizado para
produzir).
(b) quaisquer pagamentos de arrendamento efetuados até a data de início, menos quaisquer
incentivos de arrendamento recebidos;
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Esquematizemos:
A seguir, um quesito:
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Após a data de início, o arrendatário deve mensurar o ativo de direito de uso, utilizando o método
de custo.
Se o arrendatário vai adquirir a propriedade do ativo, então deve depreciar pelo tempo da vida
útil do ativo.
Se não for adquirir o ativo, deve usar a vida útil ou o prazo do arrendamento, o que ocorrer
primeiro. Vamos esquematizar?
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Muito bem. O ativo arrendado fica mensurado pelo custo, menos a depreciação acumulada e
eventuais perdas de recuperabilidade.
Mas, se o ativo for uma Propriedade para Investimento, e a empresa usar o valor justo para as
propriedades para Investimentos, o ativo fica avaliado a valor justo.
Vamos calcular as duas despesas para o primeiro mês, usando o exemplo do arrendamento do
veículo, que detalhamos acima.
Depreciação: O prazo de arrendamento é de 2 anos e a vida útil do veículo é de, digamos, 5 anos.
Portanto, para a depreciação, vamos usar o prazo do arrendamento (é o menor).
Contabilização:
Contabilização:
O passivo poderia também ser indicado pelo total, ao invés de dividir em duas contas, como
fizemos (Arrendamento a pagar e Restauração do Ativo).
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A exceção são os “isentos” (arrendamento de curto prazo ou de pequeno valor), para os quais o
locatário decide se irá aplicar a contabilização acima ou não.
8. CONCILIAÇÃO BANCÁRIA
A conciliação contábil consiste em apurar o que compõe determinada conta (o que está “dentro”
da conta).
Se houver alguma divergência entre o saldo da conta e os relatórios auxiliares, é necessário efetuar
a análise da conta, que consiste em confrontar os registros contábeis com os documentos ou com
os registros auxiliares.
A conta está “conciliada” quando não apresenta erros e demonstra adequadamente a realidade
que pretende retratar.
A empresa deve verificar se não há duplicatas já recebidas que não foram baixadas; deve também
verificar se há duplicatas a receber ainda não contabilizadas.
Para isso, o ideal é levantar todas as duplicatas em aberto e confrontar com a conta “Duplicatas a
Receber”, procedendo aos ajustes necessários.
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É conciliação entre o razão contábil (o saldo das contas contábeis) e o extrato bancário.
O objetivo é certificar que o saldo contábil está correto, ainda que não bata com o valor do extrato.
Mas os dois precisam estão conciliados.
Por outro lado, há também os valores que constam no razão contábil e não aparecem no extrato
bancário:
1 – cheque emitido e ainda não compensado: a empresa entrega o cheque para um fornecedor,
contabiliza e o cheque demora a ser apresentado ao banco. Nesse caso, a empresa não estorna o
cheque, pois o mesmo pode ser apresentado a qualquer momento. A divergência aparece apenas
na conciliação extracontábil.
2 – depósitos ainda não recebidos pelo banco (normalmente, a empresa deposita e o valor fica
disponível depois de alguns dias).
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B) opcional, que, normalmente, deve ser efetuado por ocasião da apuração dos resultados do
exercício e que consiste em um cotejamento dos valores da conta banco conta movimento com o
extrato da conta bancária respectiva, podendo o ponto de partida para a conciliação ser os
registros da empresa ou os do banco.
C) obrigatório, que pode ser efetuado a qualquer tempo e consiste em um cotejamento dos
valores da conta banco conta movimento com o extrato da conta bancária respectiva, podendo o
ponto de partida para a conciliação ser os registros da empresa ou os do banco.
D) obrigatório, que deve ser efetuado por ocasião da apuração dos resultados do exercício e que
consiste em um cotejamento dos valores da conta banco conta movimento com o extrato da conta
bancária respectiva, sendo os registros do banco o ponto de partida para a conciliação.
E) opcional, que pode ser efetuado a qualquer tempo e que consiste em um cotejamento dos
valores da conta banco conta movimento com o extrato da conta bancária respectiva, sendo os
registros da empresa o ponto de partida para a conciliação.
Comentário:
É um procedimento obrigatório, pode ser efetuado a qualquer tempo e pode começar pelo
extrato ou pelo razão (já que, ao final, ambos devem apresentar o mesmo saldo conciliado).
O gabarito é letra c.
O extrato bancário representa uma conta do Passivo do banco. Por isso, aumenta com
lançamentos a crédito e diminui com lançamentos a débito.
A conta corrente é um passivo do banco. Ele deverá pagar os cheques apresentados, até o valor
do saldo da conta.
Data.......10.0000 C
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--- Valor já considerado no extrato, mas não na contabilidade. Diminui o saldo do razão contábil.
Com base nestas informações, podemos montar a seguinte tabela:
Razão Contábil Extrato bancário
Saldo inicial 3.200,00
I - cheques não descontados -2.500,00
II - Taxas não contabilizadas -980
III - Duplicata descontada devolvida -3.050,00
IV - Juros não contabilizados -2.020,00
Saldo final
Agora, podemos calcular o saldo final do extrato, que deve bater com o saldo final do razão:
Razão Contábil Extrato bancário
Saldo inicial 3.200,00
I - cheques não descontados -2.500,00
II - Taxas não contabilizadas -980
III - Duplicata descontada devolvida -3.050,00
IV - Juros não contabilizados -2.020,00
Saldo final 700 700
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A) R$ 16.400,00
B) R$ 23.300,00
C) R$ 31.000,00
D) R$ 38.800,00
E) R$ 46.600,00
Comentários:
Vamos conciliar o extrato e o razão:
Razão Contábil Extrato bancário
Saldo inicial 24000 38800
1 - Cheque devolvido -600
2 - Cheques não compensados -8700
3 - Cheque debitado por engano no extrato 700
4 - Depósito creditado a outrem no extrato 200
5 - Cobrança não contabilizada no razão 8000
6 - Despesas bancárias não contabilizadas -400
Saldo final 31000 31000
O gabarito é letra c.
[Link]ÕES COMENTADAS
Comentários:
Correto e, com a entrada em vigor do CPC 48, o modelo de negócios da entidade que será
determinante na classificação dos instrumentos financeiros.
Esse modelo refere-se a como a entidade gerencia seus ativos financeiros para gerar fluxos de
caixa. Ou seja, o modelo de negócios da entidade determina se os fluxos de caixa resultam do
recebimento de fluxos de caixa contratuais, venda de ativos financeiros ou ambos.
Não é o que a empresa espera fazer com relação aos ativos financeiros; é o que ela efetivamente
faz com tais ativos.
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Custo amortizado
O gabarito é certo.
Comentários:
Esquematizemos:
Ajuste de avaliação patrimonial
Enquanto não computado no resultado do exercício
Contrapartida de aumento ou redução do ativo ou passivo
Em decorrência da avaliação a valor justo
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Comentários:
Agora, o CPC 12, item 9, afirma que nem todo ativo ou passivo não-monetário está sujeito ao
efeito do ajuste a valor presente; por exemplo, um item não monetário que, pela sua natureza,
não está sujeito ao ajuste a valor presente é o adiantamento em dinheiro para recebimento ou
pagamento em bens e serviços. Assim sendo, o item está errado, pois, na verdade, e esse
adiantamento NÃO está sujeito ao ajuste a valor presente.
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Comentários:
a)Se a empresa avaliar o título pelo custo amortizado na data do vencimento, ela deverá registrar
os valores de R$ 7.500,00 e R$ 32.500,00 como receita de juros.
Errados, os investimentos ao custo amortizado não são não são ajustados ao valor justo. Assim:
Contabilização inicial:
b) Se a empresa avaliar o instrumento financeiro pelo valor justo por meio de outros resultados
abrangentes, ela deverá registrar um crédito de R$ 7.500,00 em conta de ajuste de avaliação
patrimonial em seu patrimônio líquido e um crédito de R$ 32.500,00 na conta receita de juros.
Durante a aula falamos que os instrumento financeiro pelo valor justo por meio de outros
resultados abrangentes, possuem as seguintes características:
• Juros: Resultado.
• Ajuste a Valor justo no Patrimônio Líquido
Contabilização inicial:
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Assim, é correto afirmar que a entidade lançou um crédito de R$ 32.500,00 na conta receita de
juros
Após esse lançamento, o título fica registrado pelo valor de R$ 332.500. Mas, como o valor justo
é de R$ 340.000, precisamos reconhecer uma receita de 7.500 reais, reconhecida em outros
resultados abrangentes (no Patrimônio Líquido – PL), na conta Ajuste de Avaliação Patrimonial
(AAP).
Logo, também está correto dizer que ela deverá registrar um crédito de R$ 7.500,00 em conta de
ajuste de avaliação patrimonial em seu patrimônio líquido.
c) Se a empresa avaliar o instrumento financeiro pelo valor justo por meio de resultado, ela deverá
registrar apenas o crédito de R$ 40.000,00 em conta de ajuste de avaliação patrimonial em seu
patrimônio líquido.
Errado, falamos que esse tipo de instrumento tanto os juros quanto o ajuste ao valor justo são
lançados no resultado. Desse modo, o correto seria: [...] o crédito de R$ 40.000,00 no resultado.
d) Se a empresa avaliar o instrumento financeiro pelo valor justo por meio de outros resultados
abrangentes, ela deverá registrar um crédito de R$ 40.000,00 em conta de ajuste de avaliação
patrimonial.
Errado, verificamos na alternativa b que houve um crédito de R$ 7.500,00 nessa conta e não de
R$ 40.000.
O gabarito é letra b
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Comentários:
Com base no regime de competência, quando o cliente efetua um adiantamento não podemos
reconhecer a receita de vendas. Assim, a empresa irá registrar a entrada de dinheiro no ativo, mas
também irá registrar um Passivo, pois ela agora possui a obrigação de entregar as mercadorias,
veja:
Falamos que para classificar em circulante e não circulante, a Lei 6.404/76 adota como marco
temporal a data do encerramento do exercício social. Contudo, se não estivermos falando dessa
data, devemos considerar o período de 12 meses.
A seguir, um esquema:
Dado que serviço que será prestado após o término do exercício social seguinte, iremos classificar
esse adiantamento como passivo não circulante. Ainda, devemos ajustá-lo ao valor presente.
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O gabarito é letra a.
Comentários:
D – Veículo (ativo)
D – Juros a transcorrer (retificadora do Passivo)
C – Arrendamento a pagar (passivo)
• Pagamento da parcela:
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O quesito solicitou o lançamento referente ao pagamento das parcelas, portanto, está correto
afirmar que “lançamentos a débito no passivo de arrendamento e a crédito nas disponibilidades”.
Comentários:
O gabarito é certo.
Comentários:
Opção de designar ativo financeiro como ao valor justo por meio do resultado
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ganhos e perdas nesses ativos e passivos em bases diferentes (ver itens B4.1.29 a
B4.1.32).
Portanto, o item está errado, a ocorrência de descasamento contábil não é motivo para mudar a
classificação do ativo financeiro. Seria possível se a empresa alterasse seu modelo de negócios,
aplicando o CPC 23.
Acerca das contas e dos grupos patrimoniais de empresas comerciais, julgue o seguinte item.
Comentários:
Correto, CPC 12 – Ajuste a Valor Presente, itens de longo prazo DEVEM ser ajustados a valor
presente e itens de curto prazo QUANDO O EFEITO FOR RELEVANTE.
A tabela a seguir mostra os saldos, em valores absolutos, de todas as contas que compõem o
balanço patrimonial de determinada empresa comercial.
contas contábeis saldo (R$)
amortização acumulada 20
bancos 30
capital social 150
contas a pagar 10
contas a receber 30
depreciação acumulada 30
despesas antecipadas 10
encargos a transcorrer de financiamento de longo prazo 10
estoques 50
financiamento de longo prazo 60
fornecedores 30
impostos a recolher 10
máquinas e equipamentos 100
marcas e patentes 80
prejuízo acumulado 10
provisão para contingências 10
Tendo como referência a tabela mostrada, julgue o item que se segue, a respeito das contas
patrimoniais e da análise econômico-financeira da referida empresa comercial.
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Comentários:
Vimos que a conta Encargos Financeiros a Transcorrer é uma retificadora do passivo, sendo utilizar
para ajustar ao valor presente as contas desse grupo patrimonial. Então:
O gabarito é certo.
Comentários:
Atenção as palavras chaves: “estimar”, “valor corrente”. “Fluxo futuro”. Tais afirmações
caracterizam o valor presente. Vejamos a definição feita pelo CPC n° 12:
O gabarito é letra e.
12. (CEBRASPE/COGE CE/Auditor de Controle Interno/2019) Um título público de longo prazo que
renderá juros nos termos do contrato foi adquirido por uma companhia que tem liquidez e
cotação no mercado.
Conforme o Pronunciamento Técnico CPC 48 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, assinale
a opção correta, a respeito do título mencionado na situação hipotética.
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a) Se esse título for mensurado pelo método do custo amortizado, os juros contratuais e a
diferença entre os juros contratuais e as variações decorrentes da marcação a mercado do título
deverão ser reconhecidos no resultado.
b) Se esse título for mensurado pelo método do valor justo por meio do resultado, deverá ser
reconhecida no resultado a diferença entre os juros contratuais e as variações decorrentes da
marcação a mercado do título, mas não os juros contratuais.
c) Se esse título for mensurado pelo método do valor justo por meio do resultado, os juros
contratuais deverão ser reconhecidos no resultado, mas não a diferença entre os juros contratuais
e as variações decorrentes da marcação a mercado do título.
d) Se esse título for mensurado pelo método do custo amortizado, deverão ser reconhecidos no
resultado os juros contratuais, mas não a diferença entre os juros contratuais e as variações
decorrentes da marcação a mercado do título.
e) Se esse título for mensurado pelo método do valor justo por meio dos outros resultados
abrangentes, deverá ser reconhecida no resultado a diferença entre os juros contratuais e as
variações decorrentes da marcação a mercado do título, mas não os juros contratuais.
Comentários:
Empréstimos/Recebíveis normais
• Valor original - Ajuste perda - AVP
Ativos Financeiros Mensurados Ao Custo Amortizado
• Valor original + Encargos ou rendimentos
Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio De Outros Resultados Abrangentes.
• Juros: Resultado . Ajuste a Valor justo no Patrimônio Líquido
Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio Do Resultado (categoria residual)
• Encargos: resultado; Ajustes ao valor justo: Resultado
a) Se esse título for mensurado pelo método do custo amortizado, os juros contratuais e a
diferença entre os juros contratuais e as variações decorrentes da marcação a mercado do título
deverão ser reconhecidos no resultado.
Errado, os investimentos ao custo amortizado não são não são ajustados ao valor justo.
b) Se esse título for mensurado pelo método do valor justo por meio do resultado, deverá ser
reconhecida no resultado a diferença entre os juros contratuais e as variações decorrentes da
marcação a mercado do título, mas não os juros contratuais.
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c) Se esse título for mensurado pelo método do valor justo por meio do resultado, os juros
contratuais deverão ser reconhecidos no resultado, mas não a diferença entre os juros contratuais
e as variações decorrentes da marcação a mercado do título.
Errados, nesse tipo de instrumento tanto os juros quanto o ajuste ao valor justo são lançados no
resultado.
d) Se esse título for mensurado pelo método do custo amortizado, deverão ser reconhecidos no
resultado os juros contratuais, mas não a diferença entre os juros contratuais e as variações
decorrentes da marcação a mercado do título.
e) Se esse título for mensurado pelo método do valor justo por meio dos outros resultados
abrangentes, deverá ser reconhecida no resultado a diferença entre os juros contratuais e as
variações decorrentes da marcação a mercado do título, mas não os juros contratuais
Errado, o correto seria: [...] deverão ser reconhecida no resultado os juros contratuais, mas não a
diferença entre os juros contratuais e as variações decorrentes da marcação a mercado do título,
a qual deverá ser reconhecida em outros resultados abrangentes (no Patrimônio Líquido – PL), na
conta Ajuste de Avaliação Patrimonial (AAP).
O gabarito é letra d.
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Ainda de acordo com a Lei n.º 6.404/1976 e o Pronunciamento Técnico CPC 12 do Comitê de
Pronunciamentos Contábeis, é correto afirmar que, na companhia referida no texto 1A2-I, o
financiamento deve ser registrado pelo valor de
a) R$ 80.000, e o valor que deve ser apropriado, decorrido um mês da operação, é igual a R$ 450,
a ser contabilizado a débito da conta representativa do financiamento.
b) R$ 75.500, e o valor que deve ser apropriado, decorrido um mês da operação, é igual a R$ 450,
a ser contabilizado a débito da conta representativa do financiamento.
c) R$ 80.000, ajustado por encargos financeiros a transcorrer de R$ 4.500, e o valor que deve ser
apropriado, decorrido um mês da operação, é igual a R$ 450, a ser contabilizado a débito de uma
conta retificadora do financiamento.
d) R$ 80.000, ajustado por encargos financeiros a transcorrer de R$ 4.500, e o valor que deve ser
apropriado, decorrido um mês da operação, não é calculado de forma linear e deverá ser
contabilizado a crédito de uma conta retificadora do financiamento.
e) R$ 80.000, ajustado por encargos financeiros a transcorrer de R$ 4.500, e o valor que deve ser
apropriado, decorrido um mês da operação, não é calculado de forma linear e deverá ser
contabilizado a débito de uma conta retificadora do financiamento.
Comentários:
Devemos usar o método exponencial, pois o mercado dificilmente utilizará juros simples para uma
operação de financiamento. Logo, não é calculado de forma linear.
Portanto, é correto afirmar que o financiamento deve ser registrado pelo valor de R$ 80.000,
ajustado por encargos financeiros a transcorrer de R$ 4.500, e o valor que deve ser apropriado,
decorrido um mês da operação, não é calculado de forma linear e deverá ser contabilizado a
crédito de uma conta retificadora do financiamento.
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a) R$ 80.000, e o valor que deve ser apropriado, decorrido um mês da operação, é igual a R$ 450,
a ser contabilizado a débito da conta representativa do financiamento.
b) R$ 75.500, e o valor que deve ser apropriado, decorrido um mês da operação, é igual a R$ 450,
a ser contabilizado a débito da conta representativa do financiamento.
c) R$ 80.000, ajustado por encargos financeiros a transcorrer de R$ 4.500, e o valor que deve ser
apropriado, decorrido um mês da operação, é igual a R$ 450, a ser contabilizado a débito de uma
conta retificadora do financiamento.
e) R$ 80.000, ajustado por encargos financeiros a transcorrer de R$ 4.500, e o valor que deve ser
apropriado, decorrido um mês da operação, não é calculado de forma linear e deverá ser
contabilizado a débito de uma conta retificadora do financiamento.
O gabarito é letra d.
Comentários:
O CPC 48 entrou em vigor em 2018 e já está aparecendo em provas do Cespe. É um tema bem
complexo, mas de certa forma, esse novo CPC veio clarificar alguns conceitos que eram de difícil
entendimento e aplicação nas normas anteriores que tratavam do tema.
4.1.1 A menos que o item 4.1.5 seja aplicável, a entidade deve classificar ativos
financeiros como subsequentemente mensurados ao custo amortizado, ao valor
justo por meio de outros resultados abrangentes ou ao valor justo por meio do
resultado com base tanto:
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(a) o ativo financeiro for mantido dentro de modelo de negócios cujo objetivo seja
manter ativos financeiros com o fim de receber fluxos de caixa contratuais; e
os termos contratuais do
Ativos Financeiros ativo financeiro mantido
ativo financeiro derem
mensurados ao custo para receber fluxos de
origem a pagamentos
amortizado caixa contratuais; e
de principal e juros
O gabarito é certo
Comentários:
(a) Financiamentos do BNDES, contratados com taxas de juros diferentes das taxas
praticadas pelo mercado em geral para outras modalidades de empréstimos,
estão sujeitos ao AVP?
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geral aplicando taxas que seriam aplicáveis a qualquer entidade, ajustadas apenas
pelo risco específico de crédito das entidades e projetos envolvidos. No Brasil,
não há um mercado consolidado de dívidas de longo prazo com as características
dos financiamentos do BNDES, com o que a oferta de crédito às entidades em
geral, com essa característica de longo prazo, normalmente está limitada ao
BNDES. Esse tratamento está alinhado às normas internacionais, mais
especificamente os IAS 20 e 37 e com este Pronunciamento.
Financiamentos
BNDES
Mútuo entre
Não se sujeitam
Partes
ao AVP
Relacionadas
Ativos e Passivos
Fiscais Diferidos
Obs.: veremos o ajuste a valor presente, com maiores detalhes, em aulas mais
avançadas.
O gabarito é errado.
Comentários:
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Os encargos devem ser apropriados ao resultado por competência (suponha R$ 100,00 ao mês
para simplificar):
Assim, a questão está errada, pois não ocorre um débito em despesas do período na data da
liberação do crédito. A contabilização da despesa ocorre posteriormente, por competência,
conforme a passagem do tempo.
Comentários:
De acordo com o CPC 08, os custos de transação incorridos na captação de recursos por meio da
contratação de instrumento de dívida (empréstimos, financiamentos ou títulos de dívida tais como
debêntures, notas comerciais ou outros valores mobiliários) devem ser contabilizados como
redução do valor justo inicialmente reconhecido do instrumento financeiro emitido, para
evidenciação do valor líquido recebido!!! Portanto, não são despesas momento da emissão dos
títulos, mas são apropriados ao longo do prazo de resgate das debêntures! O gabarito é letra a.
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A respeito do método das partidas dobradas e de seus desdobramentos na ciência contábil, julgue
o item seguinte.
Comentários:
Percebam que o quesito erra ao afirmar que a contrapartida da baixa do estoque seria a Receita
por venda de mercadoria, quando o correto seria a conta custo da mercadoria vendida. O gabarito
é errado.
Primeiramente, ressaltamos que o ajustes a valor presente, conforme o CPC 12, é requerido quer
se trate de passivos contratuais, quer se trate de passivos não contratuais. Ainda, conforme esse
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Adicionalmente, lembramos que a conta retificadora do passivo é uma conta que fica no passivo,
mas tem natureza devedora (tem saldo devedor). Lembra que o Passivo tem natureza credora?
Então, as contas retificadoras diminuem o passivo.
Como o ajuste a valor presente também é utilizado para diminuir o saldo desse grupo. Logo, o
quesito está errado ao afirmar que ele não pode ser considerado como retificadora de passivo.
O gabarito é errado.
A tabela a seguir apresenta os dados, em reais, para a conciliação dos saldos contábil e bancário
da empresa X no banco Y.
saldo ao final do período, conforme livros contábeis da empresa 10.000
registros feitos pelo banco a débito da conta-corrente, ainda não
contabilizados na empresa
serviços de cobrança 500
cheques de clientes devolvidos 2.500
registros feitos pelo banco a crédito da conta-corrente, ainda
não contabilizados na empresa
valores relativos a boletos recebidos de clientes 3.000
juros recebidos de clientes 1.500
saldo ao final do período, conforme o extrato bancário 10.500
valores contabilizados na empresa e que ainda não foram
registrados pelo banco
depósitos realizados no caixa eletrônico ainda não processados 1.000
A partir dessa tabela, julgue o item subsequente, a respeito das conciliações contábeis.
20. (CEBRASPE/FUB/Técnico Contabilidade/2018) Após a conciliação realizada e os
correspondentes lançamentos de ajuste, o saldo da conta contábil representativa da conta-
corrente mantida no banco em questão será de R$ 10.500.
Comentários:
Avisamos que podemos começar a conciliação pelo extrato ou pelo razão (já que, ao final, ambos
devem apresentar o mesmo saldo conciliado). Professores, qual escolher? Pessoal, a dica é
escolher aquele com menos contas. Vejamos:
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Após conciliação. saldo da conta contábil representativa da conta-corrente mantida no banco será
de R$ 11.500. Portanto, o gabarito é errado. Rápido, né? Rsrsr
Após conciliação. saldo da conta contábil representativa da conta-corrente mantida no banco será
de R$ 11.500.
Comentários:
Correto, falamos que a conciliação bancária pode iniciar pelo razão ou pelo extrato bancário, já
que, ao final, ambos devem apresentar o mesmo saldo conciliado.
Comentários:
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D- Clientes 2.500
C- Bancos 2.500
D- Bancos 3.000
C- Clientes 3.000
Clientes
Saldo inical Não informado
Cancelamento 2.500,00 3.000,00 recebimento de clientes
500,00 Variação após a conciliação
Por fim, podemos marcar o quesito como errado, pois a conta contábil representativa de clientes
deverá ser acrescida reduzida de R$ 500.
Obs.: juros recebidos de clientes: São os juros que a empresa obtém de seus
clientes, como remuneração de seu capital, que está sendo utilizado por terceiros
ou atraso de pagamentos nas obrigações com a empresa.
D- Bancos
C- Receita financeira
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c) obrigatório, que pode ser efetuado a qualquer tempo e consiste em um cotejamento dos
valores da conta banco conta movimento com o extrato da conta bancária respectiva, podendo o
ponto de partida para a conciliação ser os registros da empresa ou os do banco.
d) obrigatório, que deve ser efetuado por ocasião da apuração dos resultados do exercício e que
consiste em um cotejamento dos valores da conta banco conta movimento com o extrato da conta
bancária respectiva, sendo os registros do banco o ponto de partida para a conciliação.
e) opcional, que pode ser efetuado a qualquer tempo e que consiste em um cotejamento dos
valores da conta banco conta movimento com o extrato da conta bancária respectiva, sendo os
registros da empresa o ponto de partida para a conciliação.
Comentários:
É um procedimento obrigatório, pode ser efetuado a qualquer tempo e pode começar pelo
extrato ou pelo razão (já que, ao final, ambos devem apresentar o mesmo saldo conciliado). O
gabarito é letra c.
Comentários:
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As obrigações do passivo circulante, quando o efeito for relevante, também devem ser ajustadas
a valor presente.
A conta Encargos a Transcorrer deve ser apropriada ao resultado, como despesa financeira, por
competência e não no momento da compra.
D - Despesas Financeiras 50
C - Encargos financeiros a transcorrer (retificadora do passivo) 50
O gabarito é errado.
Julgue o item seguinte, referente aos fatos contábeis e às variações patrimoniais deles
decorrentes.
Comentários:
A diferença entre o valor total a ser pago, R$ 120.000,00, e o valor contratado, R$ 100.000,
representam o que a Contabilidade chama de Encargos Financeiros a transcorrer. Essa conta é
classificada como retificadora do Passivo e seu funcionamento será apresentado em aulas
posteriores.
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D – Bancos R$ 100.000,00
D – Encargos Financeiros a transcorrer (Passivo) R$ 20.000,00
C – Empréstimos a pagar R$ 120.000,00.
Percebam que tivemos um aumento de R$ 100.000 no Ativo, pela entrada do valor do empréstimo
e aumento do Passivo de 120.000 – 20.000, isto é, também R$ 100.000,00. O gabarito é certo
Comentários:
As obrigações do passivo circulante, quando o efeito for relevante, também devem ser ajustadas
a valor presente. A contabilização dessa compra será:
A conta Encargos a Transcorrer deve ser apropriada ao resultado, como despesa financeira, por
competência e não no momento da compra. Portanto, estamos diante de um fato permutativo.
O gabarito é letra d.
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Comentários:
Julgue o item a seguir, relativos aos procedimentos contábeis e à forma correta de registro das
transações.
Comentários:
O arrendamento é o contrato, ou parte do contrato, que transfere o direito de usar um ativo (ativo
subjacente) por um período de tempo em troca de contraprestação.
Comentários:
Aplicando o princípio da primazia da essência sobre a forma, os bens que sejam objeto de
arrendamento financeiro integram o imobilizado da empresa arrendatária, e não da arrendadora.
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Comentário de atualização:
O gabarito é errado.
9.2 – FCC
Comentários:
A questão está solicitando a contabilização inicial do empréstimo e devemos lembrar que NÃO
DEVEMOS RECONHECER NENHUMA DESPESA nesse momento. Apenas por competência, ao
longo da operação:
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Contabilização:
Comentários:
I. Para transações a curto prazo, quando o efeito não é relevante, é permitida a simplificação e
dispensa do cálculo do ajuste a valor presente.
Correto, para transações de curto prazo, o ajuste a valor presente só é feito se o efeito for
relevante.
II. Nas transações de longo prazo, com juros implícitos ou explícitos embutidos, deve-se fazer o
ajuste a valor presente.
Correto, como regra, as operações de longo prazo DEVEM ser ajustadas a valor presente.
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III. O método a ser utilizado é o da taxa nominal de juros e a taxa aplicada deve ser líquida de
efeitos fiscais.
IV. Os conceitos de ajuste a valor presente e valor justo têm o mesmo significado.
Errado, valor presente, resumidamente, é o valor atual de elementos do ativo ou passivo, isto é, o
valor descontado. O valor justo é valor justo como o preço que seria recebido pela venda de um
ativo ou que seria pago pela transferência de um passivo em uma transação não forçada entre
participantes do mercado na data de mensuração.
O gabarito é letra c.
Comentários:
CPC 48 na área, tá caindo muito. A FCC adaptou o padrão antigo de questões com as novas
classificações. Como alertamos sempre, esse tipo de questão vai ser recorrente nas próximas
provas de Contabilidade.
Os Títulos mensurados ao custo amortizado são semelhantes aos antigos títulos mantidos até o
vencimento. O valor dos rendimentos (juros) vai para o resultado e não são ajustados ao valor
justo.
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Para os títulos mensuração ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes, o valor
dos rendimentos (juros) vai para o resultado; o ajuste a valor justo vai para o PL, na conta Ajuste
de Avaliação Patrimonial.
Quanto aos títulos mensurados ao valor justo por meio do resultado, os rendimentos e o ajuste a
valor justo vão para o Resultado.
A questão solicitou o valor apresentado no balanço patrimonial, portanto, os dois títulos que são
avaliados a valor justo, já temos os saldos: 257.000 + 154.000 = 411.000. Agora, quanto o título
mensurado pelo custo amortizado, temos que calcular o saldo pela “curva do papel”, ou seja,
valor de face + juros = 200.000 x (1 + 0,015) = 203.000
Comentários:
Para encontrarmos o valor dos encargos financeiros do período, basta pegarmos o saldo devedor
do empréstimo na data determinada e multiplicarmos pela taxa efetiva de juros, vejam:
Esse valor representa a soma das despesas financeiras e dos custos de transação, vejam:
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O gabarito é letra d.
Comentários:
Dados:
Contabilização Inicial:
D – Bancos R$29.200.000,00
D – Custos de Transação a apropriar R$ 800.000
C – Empréstimos a pagar R$ 30.000.000
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O gabarito é letra a.
35. (FCC/SEFAZ BA/Auditor Fiscal/2019) No dia 01/12/2018, uma empresa aplicou R$ 1.800.000,00
em diversos ativos financeiros. As condições negociadas para cada instrumento financeiro
adquirido e a classificação feita pela empresa para cada instrumento foram as seguintes:
Valor Data de Valor Justo em
Critério de avaliação definido pela Taxa de
Aplicado vencimento 31/12/2018
empresa juros
(em reais) dos títulos (em reais)
300.000,00 31/12/2022 Custo amortizado 1,2%a.m. 307.000,00
Valor justo por meio de outros resultados
700.000,00 31/12/2023 1,0%a.m. 710.000,00
abrangentes
800.000,00 31/12/2021 Valor justo por meio do resultado 0,8%a.m. 805.000,00
O valor total registrado no resultado da empresa, em 2018, decorrente das três aplicações
apresentadas na tabela acima foi, em reais,
a) 15.600,00.
b) 20.400,00.
c) 22.000,00.
d) 17.000,00.
e) 18.600,00.
Comentários:
Nas aplicações ao Custo Amortizado e ao Valor Justo por meio de outros resultados abrangente,
apenas os juros vão para o Resultado. Assim:
No caso da aplicação ao Valor justo por meio de resultado, o que vai para o resultado é a diferença
entre o valor justo e o valor original.
Também podemos calcular assim o valor dos títulos ao valor justo por meio do resultado:
Com isso, o valor atualizado do título fica em $806.400. Mas, como o valor justo é $805.000,
devemos diminuir o valor do título em $ 1.400.
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Valor
Critério de avaliação definido Taxa de Resultado VJ – V. atualizável Efeito Líquido
Aplicado
pela empresa juros (805.000-806.400) sobre o resultado
(em reais)
Valor justo por meio do resultado 800.000,00 0,8%a.m. 6.400 -1400 5.000
TOTAL II 5.000
O valor total registrado no resultado da empresa, em 2018, decorrente das três aplicações
apresentadas na tabela acima foi, em reais,15.600,00 (Total I + Total II). O gabarito é letra a.
Comentários:
O gabarito é letra d.
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Comentários:
A empresa vendeu as debêntures por $ 12.840.000, com gastos de $ 180.000 para emissão e
colocação (custos de transação).
Comentários:
Para calcular os encargos financeiros, basta multiplicar o valor inicial pela taxa de juros efetiva.
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O gabarito é letra b.
Comentários:
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O gabarito é letra c.
A tabela a seguir apresenta as aplicações financeiras realizadas pela empresa Valoração S.A. no
dia 01/07/2017. Na tabela, são encontradas as características de cada aplicação, bem como a
forma de mensuração definida pela empresa para cada aplicação:
Valor Data de Taxa de Valor Justo em
Mensuração definida pela empresa
Aplicado (R$) vencimento juros 31/07/2017 (R$)
250.000 31/05/2023 Mensuração ao custo amortizado 1,5% a.m. 260.000
Mensuração ao valor justo por meio de
300.000 31/10/2022 1% a.m. 305.000
outros resultados abrangentes
Mensuração ao valor justo por meio do
225.000 31/03/2020 2% a.m. 220.000
resultado
Comentários:
CPC 48 na área. A FCC adaptou o padrão antigo de questões com as novas classificações.
Como alertamos sempre, esse tipo de questão vai ser recorrente nas próximas provas de
Contabilidade.
Os Títulos mensurados ao custo amortizado são semelhantes aos antigos títulos mantidos até
o vencimento. O valor dos rendimentos (juros) vai para o resultado e não são ajustados ao valor
justo.
Para os títulos mensuração ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes, o valor
dos rendimentos (juros) vai para o resultado; o ajuste a valor justo vai para o PL, na conta Ajuste
de Avaliação Patrimonial.
Quanto aos títulos mensurados ao valor justo por meio do resultado, os rendimentos e o ajuste
a valor justo vão para o Resultado.
Fica assim:
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Valor
Mensuração definida Valor Custo VJ em Avaliação a
Juros Apresentado
pela empresa Aplicado Amortizado 31.12.2017 VJ
no Balanço
Mensuração ao
250.000,00 3.750,00 253.750,00 260.000,00 Não 253.750,00
custo amortizado
Mensuração ao valor
justo por meio de
300.000,00 3.000,00 303.000,00 305.000,00 Sim 305.000,00
outros resultados
abrangentes
Mensuração ao valor
justo por meio do 225.000,00 4.500,00 229.500,00 220.000,00 Sim 220.000,00
resultado
Total Apresentado no Balanço 778.750,00
Descrição:
Comentários:
Receita Financeira = 250.000 x 1,5% = R$ 3.750,00 (esse valor vai para a DRE como receita
financeira).
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Contabilização:
Receita Financeira = 300.000 x 1% = R$ 3.000,00 (esse valor vai para a DRE como receita
financeira).
A empresa teve um ganho por ajuste a valor ajuste a valor justo de 305.000 - 303.000 = 2.000
Receita Financeira = 225.000 x 2% = R$ 4.500,00 (esse valor vai para a DRE como receita
financeira).
A empresa teve uma perda por ajuste a valor ajuste a valor justo de 220.000 - 229.500 = 9.500
Tivemos receita financeira de 4.500 e despesa de 9.500, portanto, resultado financeiro líquido de
5.000. (despesa)
Contabilização:
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O total que foi apropriado ao resultado do exercício, referente aos três títulos, foi:
O gabarito é letra b.
Comentários:
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Contabilização:
Esse é o saldo final que deve aparecer no balanço patrimonial da empresa para o exercício
seguinte. Pessoal, aqui nós podemos proceder de duas formas: revertemos o saldo de 10.000
como receita e constituímos uma nova estimativa de perda de 30.000 (método da reversão) ou
complementamos o saldo que falta – 20.000. Faremos da segunda forma!
Contabilização:
O gabarito é letra c.
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Comentários:
Questão que trata do ajuste a valor presente! A venda recebida à vista, R$ 500.000, não precisa
ser ajustada, apenas a venda a prazo: 1.075.000,00 - 500.000,00 = 575.000,00
Essa venda será recebida em 15 meses e a taxa de desconto para o período é de 15%:
D – Bancos 500.000,00
D – Clientes 575.000,00
C – AVP de Clientes (retificadora do ativo) 75.000,00
C – Receita de Vendas 1.000.000,00
Como não temos uma alternativa que apresente essa opção, temos que analisar também o
reconhecimento da receita financeira no ano de 2017, vejam:
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Comentários:
Mais uma vez a FCC adaptou o padrão antigo de questões com as novas classificações. Temos
certeza que esse tipo de questão vai ser recorrente nas próximas provas de Contabilidade.
Os Títulos mensurados ao custo amortizado são semelhantes aos antigos títulos mantidos até o
vencimento. O valor dos rendimentos (juros) vai para o resultado e não são ajustados ao valor
justo.
Para os títulos mensuração ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes, o valor dos
rendimentos (juros) vai para o resultado; o ajuste a valor justo vai para o PL, na conta Ajuste de
Avaliação Patrimonial.
Quanto aos títulos mensurados ao valor justo por meio do resultado, os rendimentos e o ajuste a
valor justo vão para o Resultado.
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45. (FCC/Analista/DPE AM/2018) A Cia. Fantástica possuía em seu estoque um lote de mercadoria
e, em 01/12/2016, vendeu 60% desse lote por R$ 650.000,00 para ser recebido em 30/03/2018.
Sabe-se que se o cliente tivesse adquirido as mercadorias à vista teria pago R$ 554.333,00, que
não há incidência de qualquer tributo na compra nem na venda das mercadorias e que a taxa
de juros cobrada pela empresa foi 1% ao mês.
Com base nestas informações, a Cia. Fantástica reconheceu na Demonstração do Resultado de
2016, Receita de vendas no valor de
a) R$ 554.333,00 e Receita financeira no valor de R$ 95.667,00.
b) R$ 650.000,00 e Despesa financeira no valor de R$ 95.667,00.
c) R$ 554.333,00 e Receita financeira no valor de R$ 5.543,33.
d) R$ 650.000,00, apenas.
e) R$ 554.333,00, apenas.
Comentários:
A questão fala que a empresa efetuou uma venda para ser recebida no longo prazo, nesse caso,
devemos efetuar o ajuste a valor presente.
O valor futuro da venda é de R$ 650.000, mas o valor presente, que é o valor à vista, é de R$
554.333,00. A diferença representa os encargos a transcorrer da operação e que serão
apropriados como receita financeira ao longo da operação: R$ 95.667,00
D – Clientes R$ 650.000,00
C – Ajuste a valor Presente – Clientes (retificadora Ativo) R$ 95.667,00
C – Receita de Vendas R$ 554.333,00
Agora, vem o grande detalhe da questão. A venda foi efetuada no dia 01.12.2016 e a questão
quer saber o efeito no resultado na demonstração do resultado do exercício de 2016.
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Se não nos atentarmos a esse detalhe, vamos considerar que temos que reconhecer apenas a
receita de venda, mas, como passou-se um mês, já temos que reconhecer a receita financeira no
resultado.
O gabarito é letra c.
Comentários:
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Devemos utilizar a taxa efetiva. É só pegar o valor da captação líquida e multiplicar pela taxa de
juros efetiva. A taxa de juros efetiva é composta pelos juros + encargos financeiros e custos das
transações.
O gabarito é letra e.
Comentários:
Pessoal, essa questão pode assustar um pouco e você já entra em desespero achando que vai ter
que fazer uma tabela gigantes de amortização de empréstimos. Mas com o nosso passo a passo,
vamos resolver a questão mais rapidamente.
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Devemos utilizar a taxa efetiva. É só pegar o valor da captação líquida e multiplicar pela taxa de
juros efetiva. A taxa de juros efetiva é composta pelos juros + encargos financeiros e custos das
transações.
O gabarito é letra e.
Vamos calcular.
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Atualmente, no momento inicial, o ativo deve ser contabilizado pelo valor presente das
prestações. Assim, o valor inicial do caminhão é $500.000.
Vejamos agora a despesa financeira. É o valor inicial vezes a taxa de juros implícita.
O gabarito é letra e.
Comentários:
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Empréstimos/Recebíveis normais
• Valor original - Ajuste perda - AVP
Ativos Financeiros Mensurados Ao Custo Amortizado
• Valor original + Encargos ou rendimentos
Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio De Outros Resultados Abrangentes.
• Juros: Resultado . Ajuste a Valor justo no Patrimônio Líquido
Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio Do Resultado (categoria residual)
• Encargos: resultado; Ajustes ao valor justo: Resultado
- Classificação inicial:
Com este lançamento, os títulos ficam registrados pelo valor de R$ 7070,00. As receitas
reconhecidas, para os três os títulos, portanto, são de R$ 210,00, mas a questão solicitou o
“resultado financeiro”e não apenas as receitas.
Como o valor justo dos títulos passou a ser R$ 6950,00, houve uma perda de R$ 120,00 (7070-
6950) nos títulos que sofrem avaliação a valor justo. Os títulos avaliados pelo custo amortizado
não sofrem ajuste ao valor justo. Por seu turno, os demaos terão um ajuste a valor justo de natureza
devedora, já que o valor justo é menor que o valor dos juros reconhecidos.
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Portanto, o resultado líquido das operações foi de 210 – 120 = 90. O gabarito é letra a.
Comentários:
O saldo da conta Aplicações Financeiras será de 21.000, soma dos valores dos títulos, mais 210
das receitas financeiras menos 240, referente ao ajuste a valor justo dos títulos que são avaliados
por esse critério: 21.000 + 210 – 240 = 20.970.
A conta Ajustes de Avaliação Patrimonial terá saldo devedor de 120, em virtude da avaliação do
Instrumentos financeiros Mensuração a Valor Justo por meio do Outros Resultados Abrangentes”
a valor justo. O gabarito é letra b.
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Comentários:
O Ajuste a Valor Presente, previsto no CPC 12, tem como objetivo separar o efeito meramente
financeiro das receitas de vendas. Na venda realizada à vista, podemos reconhecer como Receita
de Vendas o valor das Vendas, isto é, R$ 1.500.000.
==1cab22==
Por sua vez, no caso das vendas de longo prazo, o valor reconhecido como receita de vendas é o
valor presente, isto é, R$ 1.000.000. A diferença entre o valor a prazo e à vista, isto é, R$
608.437,25, será classificada em conta retificadora, Ajuste a valor presente de clientes, e a cada
período de apuração, a empresa irá reconhecer a receita financeira da operação, vejamos:
D – Bancos R$ 1.500.000
D – Clientes R$ 1.608.437,25
C – AVP Clientes R$ 608.437,25
C – Receita de Vendas R$ 2.500.000,00
Agora, vem o grande detalhe da questão. A venda foi efetuada no dia 01.12.2016 e a questão
quer saber o efeito no resultado na demonstração do resultado do exercício de 2016.
Qual é a data de referência da DRE de 2016? Dia 31.12.2016, isto é, um mês após a venda!
Se não nos atentarmos a esse detalhe, vamos considerar que temos que reconhecer apenas a
receita de venda, mas, como passou-se um mês, já temos que reconhecer a receita financeira no
resultado.
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Atenção! Os juros incidirão somente sobre o valor presente das vendas realizadas
ao longo prazo e não sobre o total das vendas.
Comentários:
Poderíamos resolver a questão rapidamente se lembrássemos do CPC 06 (R2), que afirma que o
bem objeto de arrendamento deverá ser registrado pelo valor presente das prestações a pagar.
A questão informa que o valor presente das prestações é de 303.000. Portanto, o bem será
registrado por 303.000, alternativa “E”.
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Contabilização:
Errado, pois a empresa reconhecerá no passivo 400.000 de Arrendamento a pagar, mas também
reconhecerá 97.000 como Encargos Financeiros a Transcorrer, conta retificadora. O efeito líquido
no Passivo será de 400.000 – 97.000 =303.000. Cuidado, muitos acabam considerando apenas a
Contabilização do Arrendamento a Pagar e consideram esse item correto. Não caia nessa!!!
Errado, 97.000 é o valor dos encargos que serão apropriados ao resultado financeiro ao longo de
toda operação. Para sabermos o valor da despesa financeira reconhecida no ano de 2020
precisamos da taxa de juros da operação, que não foi fornecida, mas com certeza não será 97.000.
Errado, o reconhecimento no Ativo será de 303.000, pois é o menor valor entre o valor presente
da operação e seu valor justo.
Errado, já vimos que o Ativo será reconhecido 303.000, portanto, não há o que se falar de ganho
de 7.000.
O gabarito é letra e.
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Comentários:
Para obtermos o valor dos encargos financeiros no ano de 2016 precisamos do saldo devedor e
da taxa EFETIVA de juros. Esse era o ponto principal da questão.
Como a questão solicitou os encargos financeiros apropriados ao resultado em 2016, temos que:
(+) Encargos
Ano Valor Inicial =Subtotal (-) Pagamento = Saldo Final
Financeiros (10%)
1 R$ 9.157.217,00 R$ 915.721,70 R$ 10.072.938,70 -R$ 1.490.294,89 R$ 8.582.643,81
2 R$ 8.582.643,81 R$ 858.264,38 R$ 9.440.908,19 -R$ 1.490.294,89 R$ 7.950.613,30
3 R$ 7.950.613,30 R$ 795.061,33 R$ 8.745.674,63 -R$ 1.490.294,89 R$ 7.255.379,74
4 R$ 7.255.379,74 R$ 725.537,97 R$ 7.980.917,72 -R$ 1.490.294,89 R$ 6.490.622,83
5 R$ 6.490.622,83 R$ 649.062,28 R$ 7.139.685,11 -R$ 1.490.294,89 R$ 5.649.390,22
6 R$ 5.649.390,22 R$ 564.939,02 R$ 6.214.329,24 -R$ 1.490.294,89 R$ 4.724.034,35
7 R$ 4.724.034,35 R$ 472.403,43 R$ 5.196.437,78 -R$ 1.490.294,89 R$ 3.706.142,89
8 R$ 3.706.142,89 R$ 370.614,29 R$ 4.076.757,18 -R$ 1.490.294,89 R$ 2.586.462,29
9 R$ 2.586.462,29 R$ 258.646,23 R$ 2.845.108,52 -R$ 1.490.294,89 R$ 1.354.813,63
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(+) Encargos
Ano Valor Inicial =Subtotal (-) Pagamento = Saldo Final
Financeiros (10%)
10 R$ 1.354.813,63 R$ 135.481,36 R$ 1.490.295,00 -R$ 1.490.294,89 R$ -
TOTAL DE ENCARGOS R$ 5.745.732,01 Total PGTO -R$ 14.902.948,90
O gabarito é letra b.
9.3 - FGV
Comentários:
Vimos que os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo devem ser ajustados
a valor presente independente do efeito relevante. Por outro lado, os ativos resultantes de
transações de curto prazo somente serão ajustados a valor presente quando forem relevantes.
O gabarito é letra e.
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Com base no CPC (R2), assinale a opção que indica a correta contabilização do fato nas
demonstrações contábeis da entidade, em 31/12/2017.
a) Despesa operacional de R$ 120.000.
b) Despesa financeira de R$ 120.000.
c) Despesa antecipada de R$ 120.000 no ativo realizável a longo prazo.
d) Despesa antecipada de R$ 12.000 no ativo circulante e despesa antecipada de R$ 108.000 no
ativo realizável a longo prazo.
e) R$ 120.000 no ativo imobilizado.
Comentários:
Falamos que os ativos decorrentes de arrendamento devem ser contabilizados pelo valor presente
das prestações. Como o pagamento foi a vista, teremos o seguinte lançamento:
O gabarito é letra e.
Comentários:
No momento inicial, conforme o CPC 06 (R2), o ativo deve ser contabilizado pelo valor presente
das prestações. Assim, o caminhão será registrado pela arrendatária por R$ 165.000.
A diferença entre o valor total da obrigação, R$ 240.000,00 (60 x 4.000) e o valor presente, R$
165.000,00, representam os encargos financeiros a transcorrer da operação:
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O lançamento será:
O gabarito é letra c.
57. (FGV/SEFIN RO/Contador/2018) Uma sociedade empresária varejista vende um produto por
R$ 100.000, emitindo uma duplicata com prazo de 30 dias.
Por necessitar de recursos, a empresa desconta a duplicata em uma instituição financeira,
recebendo R$ 98.000.
Assinale a opção que indica o procedimento correto da empresa em relação ao desconto da
duplicata.
a) Baixar a duplicata de seu ativo por R$ 100.000.
b) Baixar a duplicata de seu ativo por R$ 98.000 e reconhecer uma despesa de R$2.000.
c) Baixar a duplicata de seu ativo por R$ 98.000 e reconhecer uma perda de R$2.000.
d) Manter a duplicata em seu ativo por R$ 100.000.
e) Manter a duplicata em seu ativo por R$ 98.000 e reconhecer uma despesa de R$ 2.000.
Comentários:
O gabarito é letra d.
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A sociedade empresária arrendatária tem a intenção de adquirir o trator ao final dos 120 meses.
Assinale a opção que indica a contabilização correta do trator, em 01/01/2019.
a) Ativo de R$ 25.000, no balanço patrimonial da empresa arrendatária.
b) Ativo de R$ 26.800, no balanço patrimonial da empresa arrendatária.
c) Receita financeira de R$ 25.000, no balanço patrimonial da empresa arrendatária.
d) Receita financeira de R$ 26.800, no balanço patrimonial da empresa arrendadora.
e) Não há reconhecimento, uma vez que ainda não houve fato gerador.
Comentários:
Inicialmente, o ativo deve ser contabilizado pelo valor presente das prestações. Assim, o trator
será registrado pela arrendatária por R$ 26.800.
O lançamento será:
O gabarito é letra b.
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c) D- Estoques: 18.000
D- Despesas financeiras a apropriar: 2.000
C- Fornecedores: 20.000
d) D- Estoques: 18.000
D- Despesas financeiras: 2.000
C- Fornecedores: 18.000
C-Despesas a pagar: 2.000
e) D- Estoques: 20.000
C- Fornecedores: 18.000
C- Despesas a pagar: 2.000
Comentários:
O CPC 16 – Estoque afirma que a entidade geralmente compra estoques com condição para
pagamento a prazo. A negociação pode efetivamente conter um elemento de financiamento,
como, por exemplo, uma diferença entre o preço de aquisição em condição normal de pagamento
e o valor pago; essa diferença deve ser reconhecida como despesa de juros durante o período do
financiamento.
A questão afirma que o valor da mercadoria a prazo é de R$ 20.000, mas há encargos financeiros
embutidos nessa operação de R$ 2.000. No momento da aquisição, essa quantia é registrada na
conta de Despesas Financeiras a apropriar, retificadora do Passivo, e, ao longo do prazo da
operação, serão apropriados como despesas financeiras.
Destacamos que esses encargos financeiros não devem fazer parte do custo dos estoques.
Contabilização:
D – Estoques R$ 18.000,00
D – Despesas Financeiras a apropriar R$ 2.000,00
C – Fornecedores R$ 20.000,00
Obs.: aqui a banca utilizou a conta Despesas Financeiras a apropriar, mas também
poderia ser Encargos financeiros a apropriar
O gabarito é letra c.
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60. (FGV/MPE AL/Contador/2018) Em 10/01/2018, uma entidade realizou uma venda por R$ 120,
para recebimento em 60 dias. Na data, a entidade efetuou a operação de desconto bancário
por R$ 100.
Assinale a opção que indica a correta contabilização da operação na data do desconto.
a) D – Caixa: 100;
D - Despesa operacional: 20;
C - Duplicatas descontadas: 120.
b) D – Caixa: 100;
D - Despesa financeira: 20;
C - Duplicatas descontadas: 120.
c) D – Caixa: 100;
D - Despesa financeira a apropriar: 20;
C - Duplicatas descontadas: 120.
d) D – Clientes: 100;
D - Redutora da Receita: 20;
C – Receita: 120.
e) D – Clientes: 100;
C – Receita: 100.
Comentários:
• No momento da venda:
D- Clientes 120
C – Receita de Vendas 120
• No momento do desconto:
D- Caixa 100
D- Despesa financeira a apropriar 20 (120 – 100)
C- Duplicatas descontadas 120
• Apropriação despesa financeira mês a mês (suponha R$ 5,00 ao mês para simplificar):
D - Despesa financeira 5
C - Despesa financeira a apropriar 5
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Comentários:
Lembramos que arrendatário é a entidade que obtém o direito de usar o ativo subjacente por um
período de tempo em troca de contraprestação.
É importante recordar também que são incluídos no ativo imobilizado os bens corpóreos, por
exemplo uma sala comercial, decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios,
riscos e controle desses bens.
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Com base no CPC 06 (R2), assinale a opção que indica o tipo de arrendamento e a contabilização
para o arrendador, no momento da assinatura do contrato.
a) Operacional / Arrendamento a receber.
b) Operacional / Receita ao longo do tempo.
c) Operacional / Despesa com aluguel.
d) Financeiro / Imobilizado.
e) Financeiro / Arrendamento a receber.
Comentários:
Direito de uso
Arrendatário (exceto curto prazo Contabiliza o ativo
ou pequeno valor)
Contabilização do
Arrendamento Arrendamento Arrendamento a
financeiro receber
Arrendador
Como a propriedade da sala será transferida ao arrendatário ao final do contrato, ele será do tipo
arrendamento financeiro. Consequentemente, será contabilizado como Arrendamento a receber,
pelo arrendador, no momento da assinatura do contrato. O gabarito é letra e.
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e) R$ 300.000.
Comentários:
Nesse tipo de questão, devemos fazer a seguinte pergunta: qual é o Valor presente?
O quesito diz ser de 240.000. Então, esse ativo será reconhecido pela entidade, em 01/01/2019,
por R$ 240.000. O gabarito é letra d.
Comentários:
Nota-se que nele não demos baixa na conta de duplicatas a receber. Logo, o gabarito é letra e.
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Comentários:
Estamos diante de um instrumento financeiro mensurado ao valor justo por meio de outros
resultados abrangentes, já que ele possui as seguintes característica:
• Mantido para receber fluxo de caixa → “manter o título por um longo período”
• Mantido Para venda → “não irá não irá mantê-lo até o vencimento”
Para os títulos mensuração ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes, o valor dos
rendimentos (juros) vai para o resultado; o ajuste a valor justo vai para o PL, na conta Ajuste de
Avaliação Patrimonial. Portanto, o gabarito é letra d.
Comentários:
A empresa comprou títulos e os classificou como “mantido para receber fluxo de caixa e para
venda”). Os títulos dessa categoria são atualizados pelos juros (“curva do papel”), os quais são
contabilizados no resultado. Depois, sofrem o ajuste para o valor justo, e a diferença entre o valor
justo e o valor atualizado pelos juros (“curva do papel”) vai para o Patrimônio Líquido, na conta
Ajuste de Avaliação Patrimonial. O gabarito é letra a.
67. (FGV/Contador/INEA/RJ/2013) Assinale a alternativa que indica a forma como uma empresa
escritura o fato “débito na conta bancária de uma pessoa jurídica em razão do pagamento de
empréstimos bancários acrescidos de juros da competência mensal não provisionados
anteriormente”.
(A) D = Empréstimos Bancários; D = Juros Passivos; C = Banco conta movimento.
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Comentários:
Imagine que a entidade ALFA tenha um valor de R$ 1.000,00 a pagar. Os juros estipulados não
são conhecidos quando da efetivação do empréstimo.
Quando efetuamos o empréstimo, supondo que os juros não eram conhecidos quando da
contratação, vamos lançar:
Ora, por que estamos fazendo este lançamento? Pois estamos contraindo uma obrigação, a de
pagar o empréstimo na data estipulada, e, ao mesmo tempo, está entrando dinheiro na nossa
conta bancária.
Na data do pagamento, sabemos que os juros serão de R$ 100,00, por exemplo. Contudo, os
juros não estavam provisionados anteriormente (significa dizer que não haviam sido lançados).
O gabarito é letra a.
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e) ativo imobilizado.
Comentários:
O gabarito é letra e.
Comentários:
O gabarito é letra e.
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Acerca das contas e dos grupos patrimoniais de empresas comerciais, julgue o seguinte item.
A tabela a seguir mostra os saldos, em valores absolutos, de todas as contas que compõem o
balanço patrimonial de determinada empresa comercial.
contas contábeis saldo (R$)
amortização acumulada 20
bancos 30
capital social 150
contas a pagar 10
contas a receber 30
depreciação acumulada 30
despesas antecipadas 10
encargos a transcorrer de financiamento de longo prazo 10
estoques 50
financiamento de longo prazo 60
fornecedores 30
impostos a recolher 10
máquinas e equipamentos 100
marcas e patentes 80
prejuízo acumulado 10
provisão para contingências 10
Tendo como referência a tabela mostrada, julgue o item que se segue, a respeito das contas
patrimoniais e da análise econômico-financeira da referida empresa comercial.
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e) valor presente.
12. (CEBRASPE/COGE CE/Auditor de Controle Interno/2019) Um título público de longo prazo que
renderá juros nos termos do contrato foi adquirido por uma companhia que tem liquidez e
cotação no mercado.
Conforme o Pronunciamento Técnico CPC 48 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, assinale
a opção correta, a respeito do título mencionado na situação hipotética.
a) Se esse título for mensurado pelo método do custo amortizado, os juros contratuais e a
diferença entre os juros contratuais e as variações decorrentes da marcação a mercado do título
deverão ser reconhecidos no resultado.
b) Se esse título for mensurado pelo método do valor justo por meio do resultado, deverá ser
reconhecida no resultado a diferença entre os juros contratuais e as variações decorrentes da
marcação a mercado do título, mas não os juros contratuais.
c) Se esse título for mensurado pelo método do valor justo por meio do resultado, os juros
contratuais deverão ser reconhecidos no resultado, mas não a diferença entre os juros contratuais
e as variações decorrentes da marcação a mercado do título.
d) Se esse título for mensurado pelo método do custo amortizado, deverão ser reconhecidos no
resultado os juros contratuais, mas não a diferença entre os juros contratuais e as variações
decorrentes da marcação a mercado do título.
e) Se esse título for mensurado pelo método do valor justo por meio dos outros resultados
abrangentes, deverá ser reconhecida no resultado a diferença entre os juros contratuais e as
variações decorrentes da marcação a mercado do título, mas não os juros contratuais.
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Ainda de acordo com a Lei n.º 6.404/1976 e o Pronunciamento Técnico CPC 12 do Comitê de
Pronunciamentos Contábeis, é correto afirmar que, na companhia referida no texto 1A2-I, o
financiamento deve ser registrado pelo valor de
a) R$ 80.000, e o valor que deve ser apropriado, decorrido um mês da operação, é igual a R$ 450,
a ser contabilizado a débito da conta representativa do financiamento.
b) R$ 75.500, e o valor que deve ser apropriado, decorrido um mês da operação, é igual a R$ 450,
a ser contabilizado a débito da conta representativa do financiamento.
c) R$ 80.000, ajustado por encargos financeiros a transcorrer de R$ 4.500, e o valor que deve ser
apropriado, decorrido um mês da operação, é igual a R$ 450, a ser contabilizado a débito de uma
conta retificadora do financiamento.
d) R$ 80.000, ajustado por encargos financeiros a transcorrer de R$ 4.500, e o valor que deve ser
apropriado, decorrido um mês da operação, não é calculado de forma linear e deverá ser
contabilizado a crédito de uma conta retificadora do financiamento.
e) R$ 80.000, ajustado por encargos financeiros a transcorrer de R$ 4.500, e o valor que deve ser
apropriado, decorrido um mês da operação, não é calculado de forma linear e deverá ser
contabilizado a débito de uma conta retificadora do financiamento.
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A respeito do método das partidas dobradas e de seus desdobramentos na ciência contábil, julgue
o item seguinte.
A tabela a seguir apresenta os dados, em reais, para a conciliação dos saldos contábil e bancário
da empresa X no banco Y.
saldo ao final do período, conforme livros contábeis da empresa 10.000
registros feitos pelo banco a débito da conta-corrente, ainda não
contabilizados na empresa
serviços de cobrança 500
cheques de clientes devolvidos 2.500
registros feitos pelo banco a crédito da conta-corrente, ainda
não contabilizados na empresa
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Situação hipotética: Um fornecedor oferece determinada mercadoria a prazo por R$ 1.000, porém
em uma compra à vista, com vencimento em 30 dias, esse mesmo fornecedor oferece um desconto
de 5% sobre o valor a prazo.
Julgue o item seguinte, referente aos fatos contábeis e às variações patrimoniais deles
decorrentes.
Julgue o item a seguir, relativos aos procedimentos contábeis e à forma correta de registro das
transações.
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10.2 – FCC
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35. (FCC/SEFAZ BA/Auditor Fiscal/2019) No dia 01/12/2018, uma empresa aplicou R$ 1.800.000,00
em diversos ativos financeiros. As condições negociadas para cada instrumento financeiro
adquirido e a classificação feita pela empresa para cada instrumento foram as seguintes:
Valor Data de Valor Justo em
Critério de avaliação definido pela Taxa de
Aplicado vencimento 31/12/2018
empresa juros
(em reais) dos títulos (em reais)
300.000,00 31/12/2022 Custo amortizado 1,2%a.m. 307.000,00
Valor justo por meio de outros resultados
700.000,00 31/12/2023 1,0%a.m. 710.000,00
abrangentes
800.000,00 31/12/2021 Valor justo por meio do resultado 0,8%a.m. 805.000,00
O valor total registrado no resultado da empresa, em 2018, decorrente das três aplicações
apresentadas na tabela acima foi, em reais,
a) 15.600,00.
b) 20.400,00.
c) 22.000,00.
d) 17.000,00.
e) 18.600,00.
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A tabela a seguir apresenta as aplicações financeiras realizadas pela empresa Valoração S.A. no
dia 01/07/2017. Na tabela, são encontradas as características de cada aplicação, bem como a
forma de mensuração definida pela empresa para cada aplicação:
Valor Data de Taxa de Valor Justo em
Mensuração definida pela empresa
Aplicado (R$) vencimento juros 31/07/2017 (R$)
250.000 31/05/2023 Mensuração ao custo amortizado 1,5% a.m. 260.000
Mensuração ao valor justo por meio de
300.000 31/10/2022 1% a.m. 305.000
outros resultados abrangentes
Mensuração ao valor justo por meio do
225.000 31/03/2020 2% a.m. 220.000
resultado
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(C) 11.250,00.
(D) 13.250,00.
(E) 3.750,00.
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45. (FCC/Analista/DPE AM/2018) A Cia. Fantástica possuía em seu estoque um lote de mercadoria
e, em 01/12/2016, vendeu 60% desse lote por R$ 650.000,00 para ser recebido em 30/03/2018.
Sabe-se que se o cliente tivesse adquirido as mercadorias à vista teria pago R$ 554.333,00, que
não há incidência de qualquer tributo na compra nem na venda das mercadorias e que a taxa
de juros cobrada pela empresa foi 1% ao mês.
Com base nestas informações, a Cia. Fantástica reconheceu na Demonstração do Resultado de
2016, Receita de vendas no valor de
a) R$ 554.333,00 e Receita financeira no valor de R$ 95.667,00.
b) R$ 650.000,00 e Despesa financeira no valor de R$ 95.667,00.
c) R$ 554.333,00 e Receita financeira no valor de R$ 5.543,33.
d) R$ 650.000,00, apenas.
e) R$ 554.333,00, apenas.
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10.3 - FGV
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a) Zero.
b) R$ 4.000.
c) R$ 165.000.
d) R$ 180.000.
e) R$ 240.000.
57. (FGV/SEFIN RO/Contador/2018) Uma sociedade empresária varejista vende um produto por R$
100.000, emitindo uma duplicata com prazo de 30 dias.
Por necessitar de recursos, a empresa desconta a duplicata em uma instituição financeira,
recebendo R$ 98.000.
Assinale a opção que indica o procedimento correto da empresa em relação ao desconto da
duplicata.
a) Baixar a duplicata de seu ativo por R$ 100.000.
b) Baixar a duplicata de seu ativo por R$ 98.000 e reconhecer uma despesa de R$2.000.
c) Baixar a duplicata de seu ativo por R$ 98.000 e reconhecer uma perda de R$2.000.
d) Manter a duplicata em seu ativo por R$ 100.000.
e) Manter a duplicata em seu ativo por R$ 98.000 e reconhecer uma despesa de R$ 2.000.
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a) D- Estoques: 20.000.
C- Fornecedores 20.000.
b) D- Estoques: 18.000
D- Despesas financeiras: 2.000
C- Fornecedores: 20.000
c) D- Estoques: 18.000
D- Despesas financeiras a apropriar: 2.000
C- Fornecedores: 20.000
d) D- Estoques: 18.000
D- Despesas financeiras: 2.000
C- Fornecedores: 18.000
C-Despesas a pagar: 2.000
e) D- Estoques: 20.000
C- Fornecedores: 18.000
C- Despesas a pagar: 2.000
60. (FGV/MPE AL/Contador/2018) Em 10/01/2018, uma entidade realizou uma venda por R$ 120,
para recebimento em 60 dias. Na data, a entidade efetuou a operação de desconto bancário
por R$ 100.
Assinale a opção que indica a correta contabilização da operação na data do desconto.
a) D – Caixa: 100;
D - Despesa operacional: 20;
C - Duplicatas descontadas: 120.
b) D – Caixa: 100;
D - Despesa financeira: 20;
C - Duplicatas descontadas: 120.
c) D – Caixa: 100;
D - Despesa financeira a apropriar: 20;
C - Duplicatas descontadas: 120.
d) D – Clientes: 100;
D - Redutora da Receita: 20;
C – Receita: 120.
e) D – Clientes: 100;
C – Receita: 100.
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Amauri Moraes Coelho
Júlio Cardozo, Luciano Rosa
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67. (FGV/Contador/INEA/RJ/2013) Assinale a alternativa que indica a forma como uma empresa
escritura o fato “débito na conta bancária de uma pessoa jurídica em razão do pagamento de
empréstimos bancários acrescidos de juros da competência mensal não provisionados
anteriormente”.
(A) D = Empréstimos Bancários; D = Juros Passivos; C = Banco conta movimento.
(B) D = Empréstimos Bancários; D = Juros a Pagar; C = Banco conta movimento.
(C) D = Banco conta movimento; C = Empréstimos Bancários; C = Juros Passivos.
(D) D = Banco conta movimento; C = Empréstimos Bancários; C = Juros a Pagar.
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11. GABARITO
1 CERTO 24 ERRADO 47 E
2 CERTO 25 CERTO 48 E
3 ERRADO 26 D 49 A
4 B 27 CERTO 50 B
5 A 28 ERRADO 51 E
6 CERTO 29 ERRADO 52 E
7 CERTO 30 D 53 B
8 ERRADO 31 C 54 E
9 CERTO 32 B 55 E
10 CERTO 33 D 56 C
11 E 34 A 57 D
12 D 35 A 58 B
13 D 36 D 59 C
14 CERTO 37 E 60 C
15 ERRADO 38 B 61 E
16 ERRADO 39 C 62 E
17 A 40 C 63 D
18 ERRADO 41 B 64 E
19 ERRADO 42 C 65 D
20 ERRADO 43 C 66 A
21 CERTO 44 A 67 A
22 ERRADO 45 C 68 E
23 C 46 E 69 E
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12. RESUMO
5 - Sempre que o valor total da carga de juros for conhecido quando da apropriação do
empréstimo, lançaremos como encargos financeiros a transcorrer.
6 - A conta encargos financeiros a transcorrer registra não só o valor dos juros, mas quaisquer
despesas incorridas e diretamente relacionadas à captação dos recursos, devendo ser
apropriada pelo regime de competência.
8 - Agora, os juros sobre capital próprio têm o mesmo tratamento que possuem os
dividendos.
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Custo amortizado
Empréstimos/Recebíveis normais
•Valor original - Ajuste perda - AVP
Ativos Financeiros Mensurados Ao Custo Amortizado
•Valor original + Encargos ou rendimentos
Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio De Outros Resultados Abrangentes.
•Juros: Resultado . Ajuste a Valor justo no Patrimônio Líquido
Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio Do Resultado (categoria residual)
•Encargos: resultado; Ajustes ao valor justo: Resultado
11 – Arrendamento:
Operacional Aluguel
Arrendamento
"Compra"
Financeiro
parcelada
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Direito de uso
(exceto curto Contabiliza o
Arrendatário
prazo ou pequeno ativo
valor)
Contabilização do
Arrendamento Arrendamento Arrendamento a
financeiro receber
Arrendador
Arrendamento Receita ao longo
operacional do tempo
Até 12 meses e
Arrendamento de Escolha feita por
que não tem
curto prazo classe de ativos
O arrendatário opção de compra
pode não aplicar
o CPC 06 para
Arrendamento de Considera o valor Escolha feita a
pequeno valor do ativo "novo" cada contrato
12 - Conciliação Bancária: é conciliação entre o razão contábil (o saldo das contas contábeis)
e o extrato bancário.
É um procedimento obrigatório, pode ser efetuado a qualquer tempo e pode começar pelo
extrato ou pelo razão (já que, ao final, ambos devem apresentar o mesmo saldo conciliado).
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Por outro lado, há também os valores que constam no razão contábil e não aparecem no
extrato bancário:
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