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Contabilidade Geral: Ajuste a Valor Presente

Este documento resume uma aula sobre contabilidade geral e avançada para a Receita Federal. Os principais tópicos abordados incluem: 1) Ajuste a valor presente, operações financeiras como vendas a prazo e duplicatas descontadas, aplicações financeiras e instrumentos financeiros, arrendamentos e conciliação bancária. Exemplos e questões comentadas são fornecidos para cada tópico.

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Contabilidade Geral: Ajuste a Valor Presente

Este documento resume uma aula sobre contabilidade geral e avançada para a Receita Federal. Os principais tópicos abordados incluem: 1) Ajuste a valor presente, operações financeiras como vendas a prazo e duplicatas descontadas, aplicações financeiras e instrumentos financeiros, arrendamentos e conciliação bancária. Exemplos e questões comentadas são fornecidos para cada tópico.

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Aula 09

Contabilidade Geral e Avançada p/


Receita Federal (Auditor
Fiscal)2021Pré-Edital(Prof.Júlio Cardozo)

Autor:
Júlio Cardozo, Luciano Rosa

08 de Março de 2021

05262140661 - Amauri Moraes Coelho


Júlio Cardozo, Luciano Rosa
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Sumário

1. Ajuste a Valor Presente ............................................................................................................ 4

1.1 - Por que utilizar o Ajuste a Valor Presente? .......................................................................... 5

1.2 - Contabilização do Ajuste a Valor Presente. ......................................................................... 8

- Exemplo 1 – Contabilização do AVP – Venda a Prazo: .......................................................... 8

- Exemplo 2 – Compra a Prazo:.............................................................................................. 12

2. Operações Financeiras .......................................................................................................... 14

2.1 - Venda A Prazo, Emissão De Duplicata .............................................................................. 14

2.2 - Duplicatas Descontadas .................................................................................................... 16

2.3 - Operações Com Cheque .................................................................................................. 20

2.4 - Empréstimos e Financiamentos: Apropriação, Principal, Juros Transcorridos e a Transcorrer.


.................................................................................................................................................. 20

- Como Resolver Questões de Custos de Transação na Sua Prova ........................................ 24

2.5 - Variações Monetárias ........................................................................................................ 28

2.6 - Despesas E Receitas Financeiras ....................................................................................... 29

3. Juros Sobre Capital Próprio ................................................................................................... 31

4. Depósitos Judiciais ................................................................................................................ 33

5. Aplicações Financeiras ........................................................................................................... 34

6. Ativos Decorrentes De Aplicações Financeiras ...................................................................... 37

6.1 - Custo Amortizado ............................................................................................................. 40

6.2 - Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio De Outros Resultados Abrangentes.
.................................................................................................................................................. 42

6.3 - Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio Do Resultado ................................ 43

- Situação 1: Valor Justo Maior Que O Valor Do Título .......................................................... 45

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- Situação 2: Valor Justo Menor Do Que O Valor Do Título. .................................................. 47

7. Arrendamentos ...................................................................................................................... 53

7.1 - Introdução......................................................................................................................... 53

7.2 – Contabilização no Arrendatário ........................................................................................ 53

7.3 – Isenções de Reconhecimento ........................................................................................... 55

7.4 – Identificação de Arrendamento. ....................................................................................... 58

7.5 - Arrendatário - Reconhecimento ........................................................................................ 58

7.6 - Mensuração subsequente do ativo de direito de uso ....................................................... 60

8. Conciliação Bancária .............................................................................................................. 62

8.1 - Conciliação contábil e análise de contas: .......................................................................... 62

8.2 - Conciliação Bancária ......................................................................................................... 63

9. Questões Comentadas .......................................................................................................... 67

9.1 – CEBRASPE (CESPE) .......................................................................................................... 67

9.2 – FCC .................................................................................................................................. 92

9.3 - FGV ................................................................................................................................. 119

10. Lista de Questões ................................................................................................................ 131

10.1 – CEBRASPE (CESPE) ...................................................................................................... 131

10.2 – FCC .............................................................................................................................. 139

10.3 - FGV ............................................................................................................................... 149

11. Gabarito............................................................................................................................... 155

12. Resumo ................................................................................................................................ 156

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APRESENTAÇÃO
Olá, pessoal! Tudo bem?

Sejam bem-vindos a mais uma aula do nosso curso de Contabilidade.

É com uma grande alegria que estamos aqui para ministrar mais um pouquinho desta disciplina
que, no começo pode parecer difícil, mas depois passa a ser muito boa de se estudar!
Contabilidade é muito bom!

Hoje, falaremos sobre operações financeiras que são extremamente importantes: vendas a prazo,
duplicatas descontadas, operações com cheque. Ainda, veremos outros temas, por exemplo:
ajuste a valor presente, custo das transações, instrumentos financeiros, arrendamentos e
conciliação bancária.

Quaisquer dúvidas, estamos à disposição!

Vamos à aula?

Um abraço.

Luciano Rosa/ Silvio Sande/ Julio Cardozo

Dicas diárias de Contabilidade no Instagram: @contabilidadeconcurso @[Link] e


@profjuliocardozo

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1. AJUSTE A VALOR PRESENTE


Ajustar algo a valor presente significa trazer um valor que está previsto para se realizar em data
futura a termos monetários de hoje.

As vendas e as compras, quando feitas a prazo, inserem no valor da operação, juros e encargos
financeiros referentes à remuneração de um capital no futuro.

Assim, a contabilização pelo valor nominal faz com que essas operações sejam demonstradas de
forma superavaliada no Balanço Patrimonial. Fica difícil, também, diferenciar o resultado financeiro
do resultado realmente apurado com operações da atividade empresarial. O ajuste a valor
presente (AVP) veio para que possamos dirimir esse problema.

A Lei 11.638/07 incluiu o tema na Lei 6.404/76 da seguinte forma:

Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes


critérios:

VIII – os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão


ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito
relevante. (Incluído pela Lei nº 11.638, de 2007)

Art. 184. No balanço, os elementos do passivo serão avaliados de acordo com os


seguintes critérios:

III – as obrigações, os encargos e os riscos classificados no passivo não circulante


serão ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver
efeito relevante. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

Esquematizemos:

Elementos Período AVP?


Não circulante Ajustados a valor presente
Ativo
Circulante Se houver efeito relevante
Não circulante Ajustados a valor presente
Passivo
Circulante Se houver efeito relevante

Agora, dois quesitos:

(Auditor Fiscal/ISS SP/2012) As obrigações de curto prazo com fornecedores devem ser ajustadas
ao seu valor presente, quando houver efeito relevante.

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Comentários:
Conforme acabamos de salientar, o gabarito é certo.
(Contador/CADE/2014) Quando houver efeito relevante, os itens do ativo e do passivo
decorrentes de operações de curto prazo devem ser ajustados a valor presente.
Comentários:
Com base no que foi exposto, o gabarito é certo.

1.1 - Por que utilizar o Ajuste a Valor Presente?

As vendas e as compras, quando feitas a prazo, inserem no valor da operação, juros e encargos
financeiros referentes à remuneração de um capital no futuro.

Assim, a contabilização pelo valor nominal faz com que essas operações sejam demonstradas de
forma superavaliada no Balanço Patrimonial. Fica difícil, também, diferenciar o resultado financeiro
(de juros) do resultado realmente apurado com operações da atividade empresarial. O ajuste a
valor presente (AVP) veio para que possamos dirimir esse problema.

Assim, se determinada empresa compra mercadorias para pagar daqui a três anos, no montante
de R$ 150.000,00, com encargos de R$ 25.000,00, qual o seu valor presente, isto é, hoje?

Resposta: R$ 150.000,00 – R$ 25.000,00 = R$ 125.000,00.

Lógico que não é tão simples assim, mas segue esta linha.

Objetivos do ajuste a valor presente:

- Evitar que as demonstrações sejam superavaliadas.


- Diferenciar o resultado financeiro do resultado com as operações da atividade.

Vamos a um exemplo.

Uma empresa pode adquirir um equipamento pelo preço à vista de 100.000 ou em 12 prestações
de 10.000, no total de 120.000.

Sem o ajuste a valor presente (ou seja, segundo a contabilização anterior), teríamos a seguinte
contabilização:

Compra à vista:

D – Imobilizado (equipamento) 100.000


C – Caixa/bancos 100.000

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Razonetes:

Imobilizado Caixa
100000 100000

Compra a prazo:

D - Imobilizado (equipamento) 120.000


C – Fornecedores (passivo) 120.000

Razonetes:

Imobilizado Fornecedores
120000 120000

No segundo caso, a contabilização inclui uma parcela financeira, devido ao pagamento parcelado.
Com isso, o preço do equipamento ficou inflado por despesas financeiras.

Em diversos pronunciamentos do CPC (estoque, imobilizado, intangível), encontramos a seguinte


determinação:

No caso de venda a prazo, os juros e despesas financeiras não devem integrar o


custo do estoque (ou imobilizado, ou intangível). Devem ser apropriados como
despesas financeiras ao longo do prazo da operação, exceto no caso de
financiamento de ativos qualificáveis.

É isso o que conseguimos com o ajuste a valor presente. No exemplo acima, supondo que o ajuste
seja relevante, a contabilização seria a seguinte:

Compra a prazo (com ajuste a valor presente):

D - Imobilizado (equipamento) 100.000


D – Encargos a transcorrer (Retificadora do Passivo) 20.000
C – fornecedores (passivo) 120.000

Razonetes:

Imobilizado Fornecedores Encargos a transc.


100000 120000 20000

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Compare essa contabilização com a realizada para a compra à vista. O ativo fica registrado pelo
mesmo valor, nos dois casos, e a diferença é apropriada como despesa financeira, mês a mês
(supondo uma despesa financeira de 5.000, no primeiro mês):

D – Despesa financeira 5.000


C - Encargos a transcorrer (Retificadora do Passivo) 5.000

Razonetes:

Encargos a transc. Despesa finan.


20000 5000 5000

A mensuração contábil a valor presente deve ser aplicada no reconhecimento inicial de ativos e
passivos. Depois disso, não mais se altera, a não ser que haja alguma renegociação, modificando
as condições iniciais.

Faz-se necessário observar que a aplicação do conceito de ajuste a valor presente nem sempre
equipara o ativo ou o passivo a seu valor justo. Por isso, valor presente e valor justo não são
sinônimos.

Por exemplo, a compra financiada de um veículo por um cliente especial que, por causa dessa
situação, obtenha taxa não de mercado para esse financiamento, faz com que a aplicação do
conceito de valor presente com a taxa característica da transação e do risco desse cliente leve o
ativo, no comprador, a um valor inferior ao seu valor justo; nesse caso prevalece contabilmente o
valor calculado a valor presente, inferior ao valor justo, por representar melhor o efetivo custo de
aquisição para o comprador. Em contrapartida o vendedor reconhece a contrapartida do ajuste a
valor presente do seu recebível como redução da receita, evidenciando que, nesse caso, terá
obtido um valor de venda inferior ao praticado no mercado.

Lembramos que Valor justo é valor pelo qual um ativo pode ser negociado entre partes
interessadas, conhecedoras do negócio e independentes entre si, com ausência de fatores que
pressionem para a liquidação da transação ou que caracterizem uma transação compulsória.
(definição usada nos pronunciamentos do CPC)

Vamos ver como é feita a contabilização do AVP?

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1.2 - Contabilização do Ajuste a Valor Presente.

Aprenderemos a fazer essa contabilização e a entender esses itens através de um pequeno


exemplo. Vejamos:

- Exemplo 1 – Contabilização do AVP – Venda a Prazo:

A empresa KLS vendeu mercadorias para receber após 24 meses, no valor de 50.000,00.

Informações adicionais:

• Taxa de juros: 2% ao mês = 1,0224 = 1,6084


• Valor presente: 50.000/1,6084 = 31.086

Observação: 1,02^24 → leia-se “um virgula zero dois elevado à vigésima quarta
potência”.

Que operação é essa? É o chamado juros compostos!

E qual a fórmula da matemática financeira para calcular as variáveis?

Valor nominal = Valor presente x (1 + i) n

Onde:

• Valor nominal = Valor futuro • i = Taxa de juros


• Valor presente = Valor hoje • n = Prazo

Atenção! A regra é a utilização do método exponencial, composto. O mercado


dificilmente utilizará juros simples. Então, só o faça se a questão assim exigir.

Passo a passo para a resolução:

1) Encontrar o valor nominal (valor de venda), que conterá os juros.

2) Encontrar juros e prazo (que devem estar na mesma unidade).

3) Trazer a valor presente pela fórmula de juros compostos, da matemática financeira:

Valor nominal = Valor presente x (1 + i) n

4) Fazer os lançamentos:

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Contabilização:

• No momento inicial

D – Contas a Receber (RLP) 50.000


C – Ajuste a VP (ANC – Realizável a LP – conta retificadora) 18.914
C – Receita de Vendas (resultado) 31.086

Razonetes:

Contas a receber AVP ( Retificadora Ativo) Receita de vendas


50.000,00 18.914,00 31.086,00

• Mês a mês

Passado um mês, há a contabilização de uma receita financeira, apropriada por competência, e


seguindo o método exponencial:

D – Ajuste a VP (RLP) 622


C – Receita Financiamento de vendas (Resultado) 622

Razonetes:

AVP (Retificadora Ativo) Receita financeira


622,00 18.914,00 622,00

E assim mês a mês, até o recebimento.

Podemos calcular estes juros, para reconhecê-los mês a mês, da seguinte forma:

No mês 1: 31.086,00 x 0,02 = 622.

No mês 2: 31.708 x 0,02 = 634.

Esquematizemos:

Mês Principal Juros Total


1 R$ 31.086,00 R$ 622,00 R$ 31.708,00
2 R$ 31.708,00 R$ 634,00 R$ 32.342,00
3 R$ 32.342,00 R$ 647,00 R$ 32.989,00

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E assim por diante, até reconhecer toda a receita. Essa tabela, ou pelo menos os dados para seu
cálculo, tem que ser fornecida em prova, não se preocupem.

Vamos supor que, após um ano, as condições de mercado se alterem e a taxa de juros passe para
1% ao mês.

Nesse caso, devemos alterar a taxa de juros que será utilizado no restante desta operação? Não.
A taxa de juros é definida no início da operação, e não mais se altera, a não ser que haja uma
renegociação. Naturalmente, as novas operações serão calculadas pela taxa de juros mais
adequada na época do seu reconhecimento.

(Auditor Fiscal de Tributos Estaduais/ICMS-SC/Auditoria e Fiscalização/2018) No dia 30/11/2017,


a Cia. das Aves realizou as seguintes vendas de mercadorias:
− Vendas à vista no valor de R$ 1.500.000,00.
− Vendas a prazo no valor nominal de R$ 2.300.000,00 que será recebido integralmente em
30/04/2019.
Na data da venda a empresa praticava a taxa de juros de 0,83% ao mês, que corresponde a 15%
para o período das vendas a prazo. Em relação às vendas efetuadas em 30/11/2017, a Cia. das
Aves deveria reconhecer Receita de Vendas no valor de
(A) R$ 3.500.000,00 no resultado de 2017, apenas.
(B) R$ 3.500.000,00 e Receita Financeira no valor de R$ 300.000,00, ambos no resultado de 2017.
(C) R$ 3.500.000,00 e Receita Financeira no valor de R$ 16.600,00, ambos no resultado de 2017.
(D) R$ 3.455.000,00 e Receita Financeira no valor de R$ 16.226,50, ambos no resultado de 2017.
(E) R$ 3.800.000,00 no resultado de 2017, apenas.
Comentários:
Para responder esta questão, precisamos de conhecimento acerca do ajuste a valor presente. O
valor que foi recebido à vista já é um valor atual, presente, não precisa de ajuste. Agora, o valor
que será recebido a prazo apresenta um efeito financeiro “embutido”. Como queremos saber
apenas o que, efetivamente, receita de vendas, temos que fazer o ajuste a valor presente.
Relembrando um pouquinho da Matemática Financeira, para trazer determinado valor futuro a
valor atual, temos que fazer o seguinte:
Valor Futuro
Valor Presente=
(1+taxa)n

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Outra coisa: a venda foi efetuada em novembro e ele também quer saber o que afeta o resultado
do ano de 2017, o que pressupõe que o exercício já foi encerrado (31.12.2017), assim sendo, já
temos uma parcelinha de receita financeira de um mês para reconhecer. E como fazemos isso?
Basta multiplicarmos o valor presente pela taxa mensal de juros, fica assim: 2.000.000 x 0,83% =
R$ 16.600. Ficou assim:
Venda à vista R$ 1.500.000,00
Venda a prazo R$ 2.300.000,00
Valor presente (2.300.000/1,15) R$ 2.000.000,00
Ajuste a Valor Presente (diferença R$ 300.0000
Receitas do período
Venda à vista R$ 1.500.000,00
Venda a prazo R$ 2.000.000,00
Receita de vendas R$ 3.500.000,00
Receita financeira (2.000.000 x 0,83%) R$ 16.600,00
Portanto, o que é, efetivamente, receita de vendas dessa empresa do período?
O valor presente =1.500.000 + 2.000.000 = R$ 3.500.000,00.
Quanto foi a receita financeira reconhecida em 31/12/2017 (não foi no momento inicial)? = R$
16.600.
O gabarito é letra c.
Apenas para reforçamos o conteúdo, como ficaria a contabilização desses fatos:
Venda de Mercadorias:
D – Bancos (ativo) 1.500.000
D – Clientes (ativo) 2.300,00
C – Ajuste a valor presente a apropriar sobre clientes (red. ativo) 300.000
C – Receita de vendas (resultado) 3.500.000
Em 31/12, lançaremos para reconhecer a receita de juros:
D – Ajuste a valor presente a aproprias sobre clientes (red. ativo) 16.600
C – Receita financeira (resultado) 16.600

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- Exemplo 2 – Compra a Prazo:

A empresa KLS comprou mercadorias para pagar após 24 meses, no valor de R$ 50.000,00.

Informações adicionais:

• Taxa de juros: 2% ao mês = 1,0224 = 1,6084


• Valor presente: 50.000/1,6084 = 31.086

Contabilização:

• No momento inicial:

D – Mercadoria (AC) 31.086


D – Ajuste a valor presente sobre fornecedores (PNC - ELP) 18.914
C – Fornecedores (PNC - ELP) 50.000

Razonetes:

Mercadorias (AC) AVP - Fornecedores (Ret. P.) Fornecedores (Passivo)


31.086,00 18.914,00 50.000,00

• Mês a mês

Após um mês, apropriamos os encargos financeiros:

D – Despesa Financeira – financiamento de compras (resultado) 622


C - Ajuste a valor presente sobre fornecedores (PNC - ELP) 622

Razonetes:

AVP - Fornecedores (Ret. P.) Despesa Financeira


18.914,00 622,00 622,00

Ao final dos 24 meses, a conta “ajuste a valor presente sobre fornecedores” estará zerada, e todo
o seu valor terá sido transferido para resultado.

Notem que não podemos calcular 18.914/24 = R$ 788, e apropriar este valor para todos os meses.
Devemos usar o método exponencial, pois o mercado dificilmente utilizará juros simples para uma
operação de financiamento.

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Se alguma banca cobrar este assunto, deverá fornecer a tabela de controle, ou pedir uma
informação que possa ser calculada facilmente (por exemplo, qual o valor apropriado como receita
financeira no segundo mês? Segundo a tabela acima, será 634. Cálculo: 31.086 x 1,02 = 31.708;
31.708 x 0,02 = 634).

A seguir, uma questão:

(SEFAZ PI/Auditor/2015) A Cia. Vende & Recompra adquiriu, em 30/04/2014, mercadorias para
serem comercializadas. Em função de sua situação financeira, a Cia. fez essa aquisição a prazo,
para pagamento em 30/06/2016. O valor a ser pago na data do vencimento é R$ 380.000,00, mas
se a Cia. tivesse adquirido estas mercadorias à vista teria pagado R$ 330.000,00.
Em 20/05/2014, a Cia. Vende & Recompra vendeu 80% dessas mercadorias por R$ 820.000,00,
para serem recebidos integralmente em 15/07/2016. Se o cliente tivesse adquirido as mercadorias
à vista teria pagado R$ 730.000,00.
Com base nestas informações, é correto afirmar que o resultado bruto com vendas que a Cia.
Vende & Recompra reconheceu, na data da venda, foi, em reais,
A) 400.000,00.
B) 466.000,00.
C) 516.000,00.
D) 426.000,00.
E) 556.000,00.
Comentários:
No caso de compra e venda a prazo, com juros incluídos, temos que considerar o valor à vista.
A regra é a seguinte:
- Ativo não circulante e passivo não circulante = ajusta a valor presente
- Ativo circulante e passivo circulante = só ajusta se produzir efeito relevante.
Lançamento da compra:
D – Mercadorias 330.000,00
D – Ajuste a valor presente 50.000,00
C – Fornecedores 380.000,00
Lançamento da venda:
Pela venda:
D – Clientes 820.000,00
C – Receita de vendas 730.000,00
C – Ajuste a valor presente sobre clientes (red. Ativo) 90.000,00

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Pela baixa das mercadorias:


D – CMV (80% x 330.000,00) 264.000,00
C – Estoque 264.000,00
Demonstração do resultado
Receita de vendas 730.000,00
(-) CMV (264.000,00)
Lucro bruto 466.000,00
O gabarito é letra b.

2. OPERAÇÕES FINANCEIRAS
Comecemos a falar sobre as operações financeiras, como por exemplo, vendas a prazo com
emissão de duplicatas, desconto de duplicatas, aplicações financeiras e contabilização de
empréstimos.

2.1 - Venda A Prazo, Emissão De Duplicata

A duplicata é o título de crédito emitido com base em obrigação proveniente de compra e venda
comercial ou prestação de certos serviços. Rege-se pela Lei 5.474/1968.

É conhecida por ser um título causal, ou seja, encontra-se vinculada à relação jurídica que lhe dá
origem que é a compra e venda mercantil.

Na contabilidade, como trabalhamos com o regime de competência, a receita de venda deve ser
reconhecida na entrega da mercadoria, independentemente do recebimento, pois, neste
momento, há a transferência da titularidade (a chamada tradição).

Esquematizemos:

Tradição: Entrega da mercadoria


(Reconhece receita)

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Assim, quando realizamos uma venda a prazo (e entregamos as mercadorias), faremos alguns
lançamentos contábeis.

Por exemplo, venda por R$ 1.000,00 de mercadorias que custaram R$ 700,00, sem a incidência de
tributos, para recebimento em 30 dias.

• Pelo registro da venda:

D – Clientes/Duplicatas a receber (ativo) 1.000,00


C – Receita de vendas (resultado) 1.000,00

Razonetes:

Clientes Receita de vendas


1000 1000

• Pela baixa no estoque:

D – Custo da mercadoria vendida (resultado) 700,00


C – Estoque de mercadorias para revenda (ativo) 700,00

Razonetes:

CMV Estoque
700 700

• Quando do recebimento da venda:

D – Caixa/Bancos (ativo) 1.000,00


C – Clientes/Duplicatas a receber (ativo) 1.000,00

Razonetes:

Clientes Bancos
1000 1000 1000

Imagine-se agora que o cliente pagou a mercadoria, em 31.01.X1, no valor de R$ 1.000,00, para
recebimento em 31.03.X1, cujo custo é de R$ 700,00.

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• Quando do adiantamento:

D – Bancos/Caixa (ativo) 1.000,00


C - Adiantamento de clientes (passivo) 1.000,00

Razonetes:

Bancos Adian. Clientes


1000 1000

• Quando da entrega das mercadorias, em 31.03.X1:

D – Adiantamento de clientes (passivo) 1.000,00


C – Receita de vendas (resultado) 1.000,00

Razonetes:

Receita de vendas Adian. Clientes


1000 1000 1000

• Pela baixa no estoque:

D – Custo da mercadoria vendida (resultado) 700,00


C – Estoque de mercadorias para revenda (ativo) 700,00

Razonetes:

CMV Estoque
700 700

2.2 - Duplicatas Descontadas

Sabemos que as empresas dificilmente conseguem sobreviver sem que realizem operações a
prazo. Assim, ao realizar vendas a prazo, como já dissemos, a empresa pode emitir duplicatas.
Todavia, também pode acontecer de a empresa necessitar do recurso de maneira antecipada.
Contudo, ela não pode chegar ao cliente, antes do vencimento, e exigir a sua liquidação. Eis que
surge o desconto de duplicatas. A empresa portadora do título recorre ao banco e fala: olha,
preciso do dinheiro desta duplicata, todavia, o vencimento se dará somente lá na frente, na data
x.

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O banco então desconta essa duplicata, ou seja, entrega o valor à empresa, mediante a cobrança
de juros.

Descontar uma duplicata é, grosso modo, uma operação em que pegamos um adiantamento do
valor das duplicatas com o banco, deixando-as em garantia. Funciona assim:

• Operação de desconto de duplicata

- Descontamos o valor da duplicata. Recebemos o valor do principal menos os descontos relativos


à operação (juros e encargos).

- O banco fica com as duplicatas em sua carteira de clientes, para receber.

- Se o banco não receber, isto é, o cliente não quitar, o banco vai pegar o dinheiro de volta,
devolvendo a duplicata para a empresa, para que ela cobre com os meios legais.

Fique Atento!

A conta duplicatas descontadas hoje é uma conta do passivo exigível. Antigamente, o


entendimento é que ela fazia parte das contas retificadoras do ativo.

Os encargos financeiros, por seu turno, ficam retificando a conta duplicatas descontadas.

Esquematizemos:

Duplicatas Encargos
descontadas financeiros

Passivo Retificadora
exigível do passivo

O critério que vige (de acordo com o FIPECAFI – Manual de Contabilidade Societária) no registro
do desconto de duplicatas é o seguinte:

Primeira hipótese: Duplicatas com valor de R$ 1.000,00, descontadas com encargos de R$ 100,00,
com o Banco Alfa.

D - Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante) 900,00


D - Encargos Financeiros a Transcorrer (Ret. do Passivo Circulante) 100,00
C - Duplicatas Descontadas (Passivo Circulante) 1.000,00

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Razonetes:

Bancos Encargos a transc. Duplica. Descont.


900 100 1000

Portanto, repetimos: a conta duplicatas descontadas foi para o passivo exigível! A conta encargos
financeiros a transcorrer ficará retificando a conta duplicatas descontadas. É como se fosse um
empréstimo, deixando-se as duplicatas como garantia. Além disso, precisamos destacar que NO
MOMENTO INICIAL não reconhecemos NENHUMA DESPESA NO RESULTADO DO EXERCÍCIO.
Isso é fundamental. As despesas serão reconhecidas por competência, ao longo da operação.

Segunda hipótese: Passou o período de juros (suponha R$ 10,00 ao mês para simplificar).

Conforme o período da competência, lançaremos os juros:

D - Despesa de Juros (Resultado) 10,00


C - Encargos Financeiros a Transcorrer (Passivo exigível) 10,00

Razonetes:

Encargos a transc. Despesa de juros


100 10 10

Terceira hipótese: O cliente liquidou a obrigação.

Com o recebimento do cliente, o lançamento será:

D - Duplicatas Descontadas (Passivo exigível) 1.000,00


C - Duplicatas a Receber (Ativo circulante) 1.000,00

Razonetes:

Dupl. Descontadas Duplicatas a Receber


1000 1000 1000

Quarta hipótese: O cliente não liquidou a obrigação. O banco devolveu as duplicatas.

O banco vai devolver a duplicata para que o cliente se vire, e pegar o seu dinheiro de volta.

O lançamento, neste caso, será:

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D – Duplicatas Descontadas (Passivo exigível) 1.000,00


C – Caixa/Bancos (Diminuindo o caixa) 1.000,00

Razonetes:

Dupl. Descontadas Caixa


1000 1000

Observação: conta retificadora do passivo é uma conta que fica no passivo, mas
tem natureza devedora (tem saldo devedor). Lembra que o Passivo tem natureza
credora? Então, as contas retificadoras diminuem o passivo.

Do mesmo modo, as contas retificadoras do Ativo ficam no ativo, mas com


natureza credora. Por exemplo, a conta depreciação acumulada.

Vejamos uma questão:

Julgue o item subsequente, relativo à contabilização de operações contábeis diversas.


(SUFRAMA/Técnico Contabilidade/2014) O desconto de uma duplicata em banco, além de gerar
um débito em caixa ou equivalentes de caixa e um crédito em duplicatas descontadas, gera um
débito em despesas do período na demonstração do resultado do exercício (DRE) relativo aos
juros pagos na data da liberação do crédito.
Comentários:
A contabilização, no momento inicial, é a seguinte (supondo que uma duplicata de 1.000 foi
descontada por 900):
D – Caixa (Ativo) 900
D – Encargos a transcorrer (Retificadora do Passivo) 100
C – Duplicatas descontadas (Passivo) 1.000
Os encargos devem ser apropriados ao resultado por competência:
D – Despesas financeiras (Resultado) 100
C – Encargos a transcorrer (Retificadora do Passivo) 100
Assim, a questão está errada, pois não ocorre um débito em despesas do período na data da
liberação do crédito. A contabilização da despesa ocorre posteriormente, por competência,
conforme a passagem do tempo.

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2.3 - Operações Com Cheque

Assunto que é cobrado como pegadinha em provas é o tema recebimento e pagamento em


cheque.

O recebimento em cheque é realizado através da tesouraria, ou seja, da conta caixa.

Todavia, o pagamento em cheque é feito através de crédito na conta bancos conta movimento.

Esquematizemos:

Pagamento Sai do banco


Cheque
Recebimento Entra no caixa

2.4 - Empréstimos e Financiamentos: Apropriação, Principal,


Juros Transcorridos e a Transcorrer.

Agora, falaremos sobre os empréstimos obtidos de terceiros. O primeiro ponto a destacar é que
a contabilização se dá com o recebimento dos recursos pela empresa. Se a sociedade ALFA assina
um contrato de empréstimo em 01.01.X1, no montante de R$ 15.000,00, mas só recebe os
recursos efetivamente em 05.01.X1, deverá fazer a contabilização tão-somente nesta última data.

Porém, se em 01.01.X1, assina um contrato para receber R$ 5.000,00 em 01.02.X1, R$ 5.000,00


em 01.03.X1 e R$ 5.000,00 em 01.04.X1, deverá fazer a contabilização conforme o recebimento
da cada uma das prestações.

Suponhamos que a empresa receba uma quantia de R$ 10.000,00, para pagamento de R$


12.000,00 ao final. A diferença entre o valor total da obrigação a pagar e o que efetivamente
entra na conta da empresa (captação líquida do empréstimo) é o que chamamos de Encargos
Financeiros a Transcorrer.

Um dos temas mais exigidos em provas, quando falamos em Passivo, é a contabilização de


empréstimos. Vamos explicar a maneira como esse assunto provavelmente cairá na sua prova, para
que você não erre.

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Algumas definições são importantes, previstas no CPC 08 (R1) - Custos de Transação e Prêmios
na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários:

Custos de transação são somente aqueles incorridos e diretamente atribuíveis às atividades


necessárias exclusivamente à consecução das transações. São, por natureza, gastos incrementais,
já que não existiriam ou teriam sido evitados se essas transações não ocorressem.

Exemplos de custos de transação são:

i) gastos com elaboração de prospectos e relatórios;

ii) remuneração de serviços profissionais de terceiros (advogados, contadores,


auditores, consultores, profissionais de bancos de investimento, corretores etc.);

iii) gastos com publicidade (inclusive os incorridos nos processos de road-shows);

iv) taxas e comissões;

v) custos de transferência;

vi) custos de registro etc.

Custos de transação não incluem ágios ou deságios na emissão dos títulos e valores mobiliários,
despesas financeiras, custos internos administrativos ou custos de carregamento.

Vejamos como foi cobrado:

(Auditor/TCE PB/2018) O CPC definiu custo de transação como o gasto incorrido e diretamente
atribuível, entre outras, às atividades necessárias à distribuição primária de ações ou bônus de
subscrição. Ainda segundo o CPC, o referido custo, quanto à sua natureza, é um gasto:
A) fixo.
B) incremental.
C) operacional.
D) diferencial.
E) financeiro.
Comentários:
Vejam que os custos de transação são gastos incrementais, já que não existiriam caso nenhuma
transação fosse feita. O gabarito é, portanto, letra b.

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Despesas financeiras são os custos ou as despesas que representam o ônus pago ou a pagar como
remuneração direta do recurso tomado emprestado do financiador derivado dos fatores tempo,
risco, inflação, câmbio, índice específico de variação de preços e assemelhados.

Incluem: juros, atualização monetária, variação cambial.

Não incluem: taxas, descontos, prêmios, despesas administrativas, honorários.

Encargos financeiros são a soma das despesas financeiras, dos custos de transação, prêmios,
descontos, ágios, deságios e assemelhados, a qual representa a diferença entre os valores
recebidos e os valores pagos (ou a pagar) a terceiros.

No exemplo que apresentamos, os encargos financeiros a transcorrer da operação são:

12.000 – 10.000 = 2.000

Neste caso, vamos lançar, quando do recebimento do empréstimo:

Recebimento do principal

D – Bancos conta movimento (ativo) 10.000,00


D – Encargos financeiros a transcorrer (retificadora passivo) 2.000,00
C – Empréstimos a pagar (passivo) 12.000,00

Razonetes:

Bancos Encargos a trans. Emprés. a pagar


10000 2000 12000

Apropriação dos juros

Com o transcurso de um período, lançaremos:

D – Encargos financeiros (resultado) 200,00


C – Encargos financeiros a transcorrer (retificadora passivo) 200,00

Observação: ainda iremos apresentar como encontramos o valor exato dos


encargos financeiros do período.

Razonetes:

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Encargos financeiros Encargos a trans.


200 2000 200

Por fim, com o pagamento do principal (a conta encargos financeiros a transcorrer vai zerar com
o tempo), lançaremos:

D – Empréstimos a pagar (passivo) 12.000,00


C – Bancos conta movimento (ativo) 12.000,00

Razonetes:

Bancos Encargos a trans. Emprés. a pagar


10000 12000 2000 2000 12000 12000

Considere que há mais dinheiro no banco além desses 10.000,00 (estamos nos restringindo à
operação de empréstimo).

Atenção! Sempre que o valor total da carga de juros for conhecido quando da
apropriação do empréstimo, lançaremos como encargos financeiros a transcorrer.

A conta encargos financeiros a transcorrer registra não só o valor dos juros, mas
quaisquer despesas incorridas e diretamente relacionadas à captação dos
recursos, devendo ser apropriada pelo regime de competência.

Indo mais fundo! Os encargos financeiros têm como contrapartida conta de despesa, exceto no
caso de ativos qualificáveis.

Ativos qualificáveis são aqueles que demandam substancial tempo para ficarem prontos para o
uso que se pretende dar. Se, por exemplo, está sendo construído um grande navio, que necessita
de recursos de financiamento para a sua fabricação, tendo juros embutidos no valor de R$
50.000,00, lançaremos:

D – Ativos em construção – encargos financeiros (ANC – Imob.) 50.000,00


C – Financiamentos a pagar (PC ou PNC) 50.000,00

Portanto, os encargos financeiros para ativos qualificáveis, que são aqueles que demoram um
período de tempo substancial para ficarem pronto, devem ir para o custo do ativo e não para o
resultado, como é a regra.

Observemos uma questão:

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Acerca de endividamento das empresas, seus custos, itens do patrimônio líquido e demonstração
do resultado abrangente, julgue o item seguinte.
(SUFRAMA/Contador/2014) A conta de despesas financeiras a vencer, decorrentes de
empréstimos e financiamentos contraídos com correção pós-fixada, registra uma despesa a ser
levada para a de resultado do exercício do ano em que a empresa contraiu a dívida.
Comentários:
A despesa deve ser levada para o resultado por competência, conforme a passagem do tempo, e
não no ano em que a empresa contraiu a dívida. O item está, portanto, errado.

- Como Resolver Questões de Custos de Transação na Sua Prova

Vamos explicar a maneira como esse assunto provavelmente cairá na sua prova, para que você
não erre.

(DRE-RS/Analista Judiciário – Contabilidade/2017) Em 31/12/2015 uma empresa obteve um


empréstimo no valor de R$ 1.000.000,00 com as seguintes características:
− Prazo total: 6 anos
− Taxa de juros compostos: 10% ao ano
− Pagamentos: parcelas iguais e anuais de R$ 229.607,00
Para a obtenção do empréstimo a empresa incorreu em custos de transação no valor total de R$
30.000,00, pagos no ato da assinatura, fazendo com que a taxa de custo efetivo do empréstimo
fosse 11% ao ano. Sabendo que a empresa efetuou o pagamento da primeira parcela na data do
vencimento, o
a) saldo total apresentado para as contas de passivo (circulante e não circulante) no Balanço
Patrimonial de 31/12/2016 foi R$ 847.093,00.
b) valor dos encargos financeiros de 2016 foi R$ 100.000,00.
c) valor dos encargos financeiros de 2016 foi R$ 229.607,00.
d) impacto total no passivo, no momento da captação, foi R$ 1.000.000,00.
e) saldo total apresentado para as contas de passivo (circulante e não circulante) no Balanço
Patrimonial de 31/12/2016 foi R$ 870.393,00.

Comentários:

Passo 1: Quanto entrou no caixa relativo ao empréstimo?

O que importa aqui é o valor efetivamente recebido. Se a empresa esperava receber X, mas só
recebeu Y, o cálculo será em cima de Y.

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O empréstimo foi de R$ 1.000.000,00, com custos de transação, pagos no ato do empréstimo, no


valor de R$ 30.000,00.

Portanto, a captação líquida foi de R$ 970.000,00.

Passo 2: Qual o valor dos juros?

Serão 6 parcelas no valor de R$ 229.607,00 cada. Os juros devem ser registrados no resultado de
acordo com o período de competência.

Portanto, 6 x R$ 229.607 = R$ 1.377.642,00.

Os juros, portanto, serão de R$ 1.377.642,00 – 1.000.000,00 = R$ 377.642,00.

Esse valor também fica como encargo a transcorrer.

Passo 3: Fazer a contabilização inicial

Agora podemos fazer a contabilização inicial.

Lembrando que os encargos a transcorrer ficam os juros e os custos de transação

377.642 + 30.000 = 407.642.

No momento da contratação do empréstimo a empresa efetuou a seguinte contabilização:

D – Caixa (pela captação líquida) 970.000,00


D – Encargos Financeiros a amortizar (redutora do passivo) 407.642,00
C – Empréstimos e financiamentos (Passivo) 1.377.642,00

Vejamos como ficará no Balanço Patrimonial:

Passivo
Empréstimos e Financiamentos 970.000,00

Ou, analiticamente:
Passivo
Empréstimos e Financiamentos 1.377,642,00
(-) Custos a amortizar (redutora do passivo) 407.642,00

Ok! Tudo certo até aqui, não?

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Passo 4: Olhar o que ocorreu no transcurso do tempo.

Em 31.12.2016, isto é, após um ano após a contratação do empréstimo, temos que fazer:

1 - A apropriação dos encargos financeiros na DRE;

2 - Efetuar a contabilização do pagamento da primeira parcela dos empréstimos.

Correto.

Para encontrarmos o valor que será apropriado ao resultado (encargos a transcorrer – juros + custo
de transação) temos que multiplicar a taxa efetiva de juros pela captação líquida do empréstimo,
ou seja, valor do empréstimo menos custo de transação. Guardem isso: taxa efetiva!!!

Esquematizemos:

Ano Valor inicial Encargos 11% Subtotal Pagamento Saldo final


2016 970.000 106.700 1.076.700 - 229.607 847.093

Explicando!

Você pegou o valor líquido e multiplicou pela taxa efetiva da operação, que é a taxa considerando
os juros e o custo de transação! Tudo bem?

Ou seja, valor inicial x juros efetivos. Somando, encontraremos o valor devido atualizado da dívida,
que, no caso, deu R$ 1.076.700.

O valor que irá para o resultado será de R$ 106.700,00.

O pagamento foi informado na questão, que é de R$ 229.607,00.

Subtraindo, encontraremos o saldo final devido em 2016.

Esquematizemos:

Empréstimo 1.000.000,00
Custos de transação (30.000,00)
Empréstimo líquido 970.000,00
x Taxa efetiva 11%
Encargos Financeiros de 2016 106.700,00

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Passo 5: Pronto! Você já resolveu a sua questão!

Vamos ver as nossas alternativas?

a) saldo total apresentado para as contas de passivo (circulante e não circulante) no Balanço
Patrimonial de 31/12/2016 foi R$ 847.093,00.

Correto! Esse é o nosso gabarito. É o saldo final que encontramos naquela tabela acima.

b) valor dos encargos financeiros de 2016 foi R$ 100.000,00. Errado! Foi de R$ 106.700,00.

c) valor dos encargos financeiros de 2016 foi R$ 229.607,00. Errado. Foi de R$ 106.700,00.

d) impacto total no passivo, no momento da captação, foi R$ 1.000.000,00.

Errado. O passivo aumentou em R$ 1.377.642,00 pelo empréstimo a pagar e diminuiu R$


407.642,00 pelos encargos a transcorrer. Efeito no passivo = 1.377.642 – 407.642 = 970.000

De maneira alternativa, poderíamos pegar o valor do empréstimo e diminuir apenas do CUSTOS


DE TRANSAÇÃO, o saldo seria o mesmo:

Valor do Empréstimo = 1.000.000


Custos de Transação = 30.000
Efeito no Passivo = 970.000

e) saldo total apresentado para as contas de passivo (circulante e não circulante) no Balanço
Patrimonial de 31/12/2016 foi R$ 870.393,00. Errado também.

O gabarito é, portanto, letra a.

Passo 6: Agora, se quiser, pode fazer esse cálculo para os demais períodos.

Ano Valor inicial Encargos 11% Subtotal Pagamento Saldo final


2016 970.000,00 106.700,00 1.076.700,00 - 229.607,00 847.093,00
2017 847.093,00 93.180,23 940.273,23 - 229.607,00 710.666,23
2018 710.666,23 78.173,29 788.839,52 - 229.607,00 559.232,52
2019 559.232,52 61.515,58 620.748,09 - 229.607,00 391.141,09
2020 391.141,09 43.025,52 434.166,61 - 229.607,00 204.559,61
2021 204.559,61 22.501,56 227.061,17 - 229.607,00 - 2.545,83

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Algumas observações:

Valor Inicial do primeiro exercício dessa planilha = Captação Líquida do empréstimo

Encargos do Período = Valor Inicial x Taxa Efetiva

Saldo Final do período = Saldo Inicial + Encargos do Período – Pagamento Efetuado

Algumas questões pedem quanto foi a despesa financeira do período, mas acabam pedindo os
encargos financeiros do período (despesas financeiras + custos de transação)

Esse valor remanescente de R$ 2.545,83 (pago a maior), foi por uma impropriedade da questão.

Deveria estar zerado.

2.5 - Variações Monetárias

Os empréstimos representam obrigações da empresa. Contudo, sabemos lá da Matemática


Financeira que o dinheiro não é moeda constante no tempo, isto é, sofre variações.

Uma espécie desta variação é a atualização monetária. A variação monetária não deve ser tratada
como encargo financeiro. Enquanto dissemos que os encargos financeiros são compostos pelos
juros e demais despesas incorridas e diretamente relacionadas à captação de recursos, a variação
monetária se trata, tão-somente, de atualização da dívida, caso essa condição tenha sido
acordada.

O reconhecimento da variação monetária será tido através do seguinte lançamento contábil:

D – Variação monetária passiva (despesa no resultado)


C – Empréstimos/Financiamentos a pagar

Há que se ressaltar ainda que o registro é feito diretamente à conta que registra o valor do
empréstimo. Não há necessidade de se separar em subgrupos, tal como fazemos com os encargos

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2.6 - Despesas E Receitas Financeiras

Entre as receitas e despesas financeiras, destacam-se juros, descontos, atualizações monetárias,


entre outras.

As despesas ou receitas financeiras incluem os juros. Todavia, segundo o FIPECAFI a variação


monetária deve ser classificada separadamente, exceto se for uma atualização monetária
prefixada, hipótese em que será classificada como despesa ou receita financeira.

Curiosidade! Além disso, uma pegadinha recorrente em concursos é a conta juros


sobre capital próprio. Embora figure com o nome de juros, esta conta não é uma
despesa financeira, mas, sim, destinação do lucro, como forma de remuneração
do capital dos sócios.

As principais contas de receita financeira são:

1) Descontos obtidos: São aqueles provenientes de pagamentos antecipados de duplicatas. Por


exemplo, a empresa ALFA tem uma duplicata de R$ 1.000,00 a pagar, e, caso liquide com 30 dias
de antecedência, obterá um desconto de 10%.

Considerando que a empresa o fez, lançaremos:

D – Duplicatas a pagar (passivo) 1.000,0


C – Receitas financeiras (resultado) 100,00
C – Bancos conta movimento(ativo) 900,00

Razonetes:

Duplicatas a pagar Receitas fin. BCM


1000 100 900

2) Juros ativos, juros recebidos, juros auferidos: São os juros que a empresa obtém de seus
clientes, como remuneração de seu capital, que está sendo utilizado por terceiros ou atraso de
pagamentos nas obrigações com a empresa.

O cliente Z tem uma obrigação com a minha empresa no montante de R$ 5.000,00, para
pagamento em R$ 31.01.X1. Sabe-se que o cliente só efetuou o pagamento em 31.03.X1. Incidem
juros de 10% ao mês sobre o valor da venda.

Neste caso, como houve dois meses de mora, lançaremos:

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D – Bancos (ativo) 6.000,00


C – Duplicatas a receber (ativo) 5.000,00
C – Juros ativos (resultado) 1.000,00

Razonetes:

Bancos Duplic. a receber Juros Ativos


6000 5000 1000

3) Receitas sobre outros investimentos temporários: Registra as receitas obtidas em investimentos


como, por exemplo, letra de câmbio.

4) Aluguéis ativos: Representa os aluguéis devidos à empresa.

Já as principais contas de despesas financeiras são:

1) Juros passivos, juros de empréstimos: representam os juros devidos em operações com


terceiros.

2) Descontos concedidos, desconto financeiro, desconto condicional concedido:

Atenção! Não podemos confundir o desconto condicional com o incondicional.

3) Comissões passivas e despesas bancárias: São despesas cobradas pelos bancos e instituições
financeiras, sejam em operações de desconto, seja em concessões de crédito.

Além destas, temos as variações monetárias, que podem ser ativas ou passivas. O FIPECAFI manda
que sejam classificadas em grupo à parte, e não como despesa ou receita financeira. Todavia, as
bancas não o fazem.

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3. JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO


Sabe-se que os dividendos representam a forma principal de remuneração do capital dos sócios.
Ao término do exercício, a regra é que se distribua parcela do lucro aos acionistas, como forma
de compensação por empregarem seu capital em determinada atividade de risco.

Outra alternativa de remuneração às ações, como forma de atrair capital para a entidade, é o
pagamento de juros sobre capital próprio (JSCP).

De acordo com a Deliberação n. 207/96 da Comissão de Valores Mobiliários, inciso I, o JSCP deve
ser contabilizado como destinação do lucro, diretamente na conta lucros acumulado, sem transitar
pelo resultado do exercício. Essa é o critério mais importante.

Mas, o Fisco dá um tratamento diferenciado para ele e, para efeito do Imposto de Renda, o JSCP
deve ser contabilizado como despesa financeira, para que possa ser dedutível. Mas isso é um
ajuste efetuado na apuração do Imposto de Renda devido no período.

Para resolver esse impasse, a CVM, através da Deliberação 207/96, estabelecia que as empresas
que contabilizarem os JSCP como despesa financeira deviam realizar a reversão do seu valor, na
última linha da demonstração do resultado, antes do saldo da conta de lucro ou prejuízo do
exercício (Deliberação n. 207/96 da CVM, inciso VIII).

Ficava assim:

Lucro Bruto
Despesas
Receitas
Despesas Financeiras (incluindo os Juros Sobre Capital Próprio)
Resultado após o Imposto de Renda e antes das participações
(-) Participações estatutárias sobre o lucro
Debenturistas
Empregados
Administradores
Partes beneficiárias
Fundo de assistência/previdência a empregados
+ Reversão dos juros sobre capital próprio
Lucro ou prejuízo líquido do exercício

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Ocorre que a deliberação 207/96 CVM foi revogada pela Deliberação CVM 683/2012, que aprovou
a Interpretação Técnica ICPC 08 (R1), do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, que estabelece
o seguinte:

Juros sobre o capital próprio (JCP)

10. Os juros sobre o capital próprio – JCP são instituto criado pela legislação
tributária, incorporado ao ordenamento societário brasileiro por força da Lei
9.249/95. É prática usual das sociedades distribuírem-nos aos seus acionistas e
imputarem-nos ao dividendo obrigatório, nos termos da legislação vigente.

11. Assim, o tratamento contábil dado aos JCP deve, por analogia, seguir o
tratamento dado ao dividendo. (...)

Portanto, para o CPC, a história de tratar o JSCP como despesa financeira, com consequente
reversão, não vale mais para provas de contabilidade para concursos! Agora, os juros sobre capital
próprio têm o mesmo tratamento que possuem os dividendos.

(Contador/Caruaru/2015) Assinale a opção que indica a correta evidenciação nas Demonstrações


Contábeis do Valor dos Juros sobre Capital Próprio referentes a determinado exercício.
a) Despesas Operacionais na Demonstração do Resultado do Exercício.
b) Despesas Financeiras na Demonstração do Resultado do Exercício.
c) Dividendos na Demonstração do Resultado do Exercício.
d) Dividendos na Demonstração de Mutações do Patrimônio Líquido.
e) Outros Resultados Abrangentes na Demonstração de Mutações do Patrimônio Líquido.
Comentários:
Como dissemos, o gabarito é a letra D.
Os juros sobre capital próprio têm a mesma natureza dos dividendos. Ambos compõem a
remuneração de quem está investindo o capital na entidade.

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4. DEPÓSITOS JUDICIAIS
A conta depósitos judiciais é uma conta do ativo. Vez ou outra aparece em provas.

Conceitua-se esta conta como valores depositados por ordem judicial e que estejam subordinados
ou vinculados a uma causa ainda não transitada em julgado, ou seja, que esteja em pendência.

Suponha-se, assim, que a empresa ALFA seja devedora em determinada ação trabalhista. Como
garantia o magistrado resolve realizar o bloqueio de alguns de seus bens, através do BACEN-JUD,
no montante de R$ 15.000,00.

O lançamento de tal situação ficará do seguinte modo:

D – Bloqueio judicial/depósito judicial (AC ou ANC RLP) 15.000,00


C – Bancos conta movimento (ativo) 15.000,00

Outro exemplo é o caso clássico da discussão de tributos em juízo. Na disputa, pode ou não haver
o depósito do montante discutido. Suponha-se que a empresa ALFA foi autuada pelo fisco em R$
2.000.000,00, levando a lide ao Poder Judiciário. Tal fato deverá ser contabilizado do seguinte
modo:

D – Despesas com multa tributárias (resultado) 2.000.000,00


C – Obrigações tributárias a pagar(passivo) 2.000.000,00

Existindo o depósito (para se esquivar do pagamento de juros de mora), contabilizaremos pelo


seguinte lançamento:

D – Depósitos judiciais (AC ou ANC-RLP) 2.000.000,00


C – Bancos conta movimento 2.000.000,00

Com o julgamento do mérito, as decisões podem ser em dois sentidos.

• Favorável à empresa – nenhuma obrigação é devida

Lançamentos:

D – Bancos conta movimento 2.000.000,00


C – Depósitos judiciais 2.000.000,00
D – Obrigações tributárias a pagar 2.000.000,00
C – Reversão de despesas com multas tributárias 2.000.000,00

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• Desfavorável à empresa – a obrigação é devida

Lançamentos:

D – Obrigações tributárias a pagar 2.000.000,00


C – Depósitos judiciais 2.000.000,00

5. APLICAÇÕES FINANCEIRAS
Veremos, a seguir, dois aspectos que costumam levantar dúvidas. O primeiro refere-se à
contabilização dos rendimentos financeiros.

Quando o valor dos juros já é conhecido no momento da aplicação (juros pré-fixados), devemos
incluí-los na contabilização, como juros ativos a vencer (ou rendimentos a apropriar ou juros a
apropriar).

Exemplo: A empresa KLS efetuou uma aplicação financeira, no valor de 10.000, com prazo de 5
meses, e irá resgatar 11.000 ao final.

Efetue a contabilização:

• Na aplicação:

D – Aplicações financeiras (Ativo) 11.000


C – Juros Ativos a Transcorrer (retificadora do ativo) 1.000
C – Bancos (Ativo) 10.000

• Pela apropriação mensal dos rendimentos (vamos usar juros simples, para facilitar os cálculos.
Mas o correto é usar o método exponencial):

D - Juros Ativos a Transcorrer (retificadora do ativo) 200


C – Receitas Financeiras – Juros ativos (Resultado) 200

• Ao final dos cinco meses, a conta retificadora do ativo “Juros Ativos a apropriar” está zerada
(todo o seu valor foi transferido para Receita financeira).A contabilização, quando do
recebimento, fica assim:

D – Banco (Ativo) 11.000


C - Aplicações financeiras (Ativo) 11.000

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Observação 1: Essa forma de contabilização, com o uso da conta retificadora


“Juros a Transcorrer” é aplicada também no caso de empréstimos ou
financiamentos com juros pré-fixados.

Observação 2: Por que juros ativos a transcorrer não é conta de resultado?

- O que é receita é XXXXXX ativo.


- XXXXXX ativo a vencer não é receita.
- XXXXXX ativo a receber não é receita
- XXXXXX ativo qualquer outra coisa" não é receita.
- O que é receita é XXXXXX ativo (sem mais nada depois de ativo).

Juros pós–fixados: neste caso, não sabemos inicialmente qual será o valor dos rendimentos.
Portanto, não usamos a conta retificadora “juros a transcorrer”.

Exemplo: A empresa KLS efetuou uma aplicação financeira, no valor de 10.000, que irá render a
variação da taxa SELIC, no prazo de 5 meses.

Contabilização: No momento inicial, não sabemos qual será a taxa SELIC. Portanto, a
contabilização será a seguinte:

D – Aplicações financeiras (Ativo) 10.000


C – Bancos (Ativo) 10.000

Após um mês, digamos que a Taxa Selic tenha sido de 1%.

Cálculo dos juros: 10.000 x 1% = 100

Contabilização:

D – Aplicação Financeiras (Ativo) 100


C – Receitas financeiras (Resultado) 100

Este lançamento se repete mês após mês. Digamos que o valor dos juros, ao final dos 5 meses,
seja de 800. Assim, o valor da conta Aplicação Financeira seria de 10.800. O recebimento da
aplicação deve ser contabilizado assim:

D – Banco (Ativo) 10.800


C - Aplicações financeiras (Ativo) 10.800

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Ressaltamos que, no caso de passivo classificado e avaliado pelo valor justo, com contrapartida
diretamente no resultado, os encargos são amortizados na primeira avaliação ao valor justo, e não
ao longo do prazo da operação.

A seguir, um quesito:

(TRE AP/Analista Judiciário/Contabilidade) A empresa Financia Tudo S. A. é uma companhia de


capital aberto e, em 31/10/2010, realizou duas operações:
I. Aquisição de um caminhão, por meio de arrendamento financeiro, para ser pago em 36
prestações mensais de R$ 5.000,00 cada. No entanto, se a empresa pagasse o caminhão à vista
pagaria R$ 144.000,00.
II. Obtenção de empréstimo no valor de R$ 50.000,00 para ser pago em 18 meses, em parcelas
de R$ 3.335,11, com taxa de juros composta de 2% a. m. Para conceder o crédito, a instituição
financeira cobrou no ato da contratação R$ 1.500,00.
Com base nessas informações, as duas operações em conjunto provocaram um aumento de
A) R$ 48.500,00 no ativo.
B) R$ 192.500,00 no passivo.
C) R$ 194.000,00 no passivo.
D) R$ 228.500,00 no ativo.
E) R$ 230.000,00 no passivo.
Comentários:
I. Aquisição de um caminhão, por meio de arrendamento financeiro, para ser pago em 36
prestações mensais de R$ 5.000,00 cada. No entanto, se a empresa pagasse o caminhão à vista
pagaria R$ 144.000,00.
Contabilização no momento inicial:
D - Imobilizado – Caminhão 144.000
D - Encargos financeiros a transcorrer (retificadora passivo) 36.000
C - Arrendamento a pagar (passivo) 180.000
II. Obtenção de empréstimo no valor de R$ 50.000,00 para ser pago em 18 meses, em parcelas
de R$ 3.335,11, com taxa de juros composta de 2% a. m. Para conceder o crédito, a instituição
financeira cobrou no ato da contratação R$ 1.500,00.
Valor líquido recebido 48.500 (50.000 – 1.500)
Valor a pagar 60.031,98 (3.335,11 x 18)
Encargos a transcorrer 10.031,98 + 1.500,00

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Os 10.031,98 representam a diferença entre o valor dos juros e o valor captado de R$ 50.000,00.
Contabilização no início:
D – Caixa 48.500,00
D - Encargos financeiros a transcorrer (retificadora do passivo) 11.531,98
C - Empréstimos a pagar (Passivo) 60.031,98
Assim:
Ativo: +144.000 – 48.500 = 192.500
Passivo: -36.000 + 180.000 – 11531,98 + 60.031,98 = 192.500
Alertamos que, antes das alterações, o valor de $1.500,00, cobrado pela instituição financeira para
conceder o crédito seria contabilizado diretamente no Resultado, como despesa. Agora, fica
dentre de encargos financeiros a transcorrer, para ser apropriada pelo prazo do empréstimo.
O gabarito é, portanto, letra b.

[Link] DECORRENTES DE APLICAÇÕES FINANCEIRAS


Muitos alunos têm dúvidas sobre este tema, então, preste atenção.

Uma empresa pode investir em outras. Sem problema algum. Quando isso acontece, nós temos
de olhar para que tipo de aplicação ela está realizando. Se é uma aplicação de curto prazo, com
caráter especulativo, se é uma aplicação de longo prazo ou mesmo se é uma participação que não
se tem a intenção de alienar, uma participação permanente.

Essas aplicações podem ser através de ações (quando você compra uma fatia da companhia e
passa a se tornar sócio dela), debêntures, opções, títulos do Tesouro, enfim, uma série de
aplicações. A Lei 6.404 não fez uma restrição do que pode entrar neste rol.

Vamos dar uma varrida geral no assunto. De acordo com o artigo 183 da Lei das S/A:

Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes


critérios:

I – As aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos


e títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo
prazo:

Pelo seu valor justo, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou


disponíveis para a venda; e

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Pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme


disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando
este for inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito.

Mapa dos investimentos/aplicações financeiras:

SIM SIM
Método da
É uma Ativo não É coligada, controlada,
Aplicação equivalência
participação circulante - sociedade do mesmo grupo
financeira patrimonial
permanente? Investimentos ou sob controle comum?
(MEP)

NÃO NÃO

É de curto ou de
Valor Justo ou custo
longo prazo?

Longo prazo:
Curto prazo:
Ativo não
Ativo circulante
cirulante

Destinadas à negociação
imediata ou disponível para Valor justo
Demais casos:
venda futura?
Valor de
aquisição ou de
emissão (-)
Perda ao valor

Os instrumentos financeiros são classificados em quatro grandes grupos:

1) Empréstimos realizados e recebíveis normais de transações comuns: como contas a receber de


clientes, fornecedores, contas e impostos a pagar etc.

É o que lei cita como demais aplicações e direitos e títulos de crédito (artigo 183, I, b). Títulos de
crédito são, por exemplo, documentos como cheques, nota promissórias, cheques, duplicatas.

São registrados pelos seus valores originais, sujeitos às provisões para perdas e ajuste a valor
presente.

Não estão destinados à negociação e a entidade fica com eles até seu vencimento. A apropriação
de receita ou despesa para esses instrumentos se dá pela taxa efetiva de juros, ou seja, pelo valor
a receber de juros, geralmente através do cálculo de juros compostos.

Agora chegamos às alterações trazidas pelo CPC 48.

Ao reconhecer, pela primeira vez, um ativo financeiro ou um passivo financeiro, a entidade deve
classificá-lo e mensurá-lo em três categorias:

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2) Mensurados ao custo amortizado;

3) Ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes; ou

4) Ao valor justo por meio do resultado.

A classificação deve ser feita com base:

(a) no modelo de negócios da entidade para a gestão dos ativos financeiros; e

(b) nas características de fluxo de caixa contratual do ativo financeiro.

Esquematizemos:

Baseada no Modelo de negócios


Classificação dos ativos e
passivos financeiros
Características dos títulos

A classificação anterior era ativos mantidos até o vencimento, ativos destinados à venda imediata
e ativos disponíveis para venda futura. Repare que essa classificação era baseada na intenção da
administração da empresa com relação ao título.

Agora, a empresa deve se basear no modelo de negócios e nas características do ativo financeiro.

Esquematizemos:

Intenção em relação
Antes
ao título

Classificação dos IFs


Modelo de negócios

Agora

Características dos
títulos

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O modelo de negócios da entidade é determinado no nível que reflita como os grupos de ativos
financeiros são gerenciados em conjunto para atingir o objetivo comercial específico.

O modelo de negócios da entidade não depende das intenções da administração em relação ao


instrumento individual.

O modelo de negócios da entidade refere-se a como a entidade gerencia seus ativos financeiros
para gerar fluxos de caixa. Ou seja, o modelo de negócios da entidade determina se os fluxos de
caixa resultam do recebimento de fluxos de caixa contratuais, venda de ativos financeiros ou
ambos.

O modelo de negócios não é o que a empresa espera fazer com relação aos ativos financeiros; é
o que ela efetivamente faz com tais ativos.

Vejamos agora as classificações.

Custo amortizado

Ao valor justo por meio


Ativos Financeiros Mensurados ao de outros resul.
abrangentes (PL)

Ao valor justo por meio


de resultados (residual)

6.1 - Custo Amortizado

O ativo financeiro deve ser mensurado ao custo amortizado se ambas as seguintes condições
forem atendidas:

(a) o ativo financeiro for mantido dentro de modelo de negócios cujo objetivo seja manter ativos
financeiros com o fim de receber fluxos de caixa contratuais; e

(b) os termos contratuais do ativo financeiro derem origem, em datas especificadas, a fluxos de
caixa que constituam, exclusivamente, pagamentos de principal e juros sobre o valor do principal
em aberto.

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Esquematizemos:

os termos contratuais
Ativos Financeiros ativo financeiro mantido do ativo financeiro
mensurados ao custo para receber fluxos de derem origem a
amortizado caixa contratuais; e pagamentos de
principal e juros

Custo amortizado ou curva do papel é o valor principal do título mais os juros.

Para essa classificação, as duas condições devem ser atendidas, ou seja, o ativo é mantido para
receber fluxos de caixa contratuais que se referem exclusivamente ao pagamento de principal e
de juros.

Os ativos financeiros dessa classificação não são ajustados ao valor justo.

Exemplo: A empresa ABC adquiriu um título no valor de R$ 10.000, com juros de 1% ao mês, no
dia 31/11/2018. De acordo com o modelo de negócios da empresa, este título será mensurado ao
custo amortizado. Determine o valor do título em 31/12/2018.

Resposta:

Devemos considerar a apropriação dos juros de 1%:

R$10.000 x 1% = R$100

Valor em 31/12 = R$10.000 + R$100 = R$ 10.100

Contabilização inicial:

D – Título financeiro – custo amortizado (Ativo) 10.000


C – Caixa (Ativo) 10.000

Contabilização dos juros:

D - Título financeiro – custo amortizado (Ativo) 100


C – Receita financeira (Resultado) 100

Podemos relacionar essa classificação com a antiga categoria dos “títulos mantidos até o
vencimento”. A forma de mensuração e a contabilização são idênticas.

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Esquematizemos:

Nome hoje

•Mensurado ao Custo amortizado

Nome antigo

•Mantido até o vencimento

(Analista/EBSERH/2018) Para que um ativo financeiro seja mensurado ao custo amortizado, é


necessário que suas cláusulas contratuais prevejam fluxos de caixa exclusivamente de principal e
juros sobre esse principal, nas datas previamente acordadas, e que o modelo de negócio em que
o ativo esteja inserido tenha por objetivo receber esses fluxos de caixa contratuais.
Comentários:
Com base no que expusemos, o item está correto.

Vamos continuar. Vejamos mais uma categoria:

6.2 - Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio De


Outros Resultados Abrangentes.

O ativo financeiro deve ser mensurado ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes
se ambas as seguintes condições forem atendidas:

(a) o ativo financeiro for mantido dentro de modelo de negócios cujo objetivo seja atingido tanto
pelo recebimento de fluxos de caixa contratuais quanto pela venda de ativos financeiros; e

(b) os termos contratuais do ativo financeiro derem origem, em datas especificadas, a fluxos de
caixa que constituam exclusivamente pagamentos de principal e juros sobre o valor do principal
em aberto.

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Esquematizemos:

Os termos
Ativos finan. valor Mantido p/ receber
contratuais dão
justo outros res. fluxo de caixa OU
origem a pagamento
abangentes para venda
de juros e principal

Parecidíssimo com o anterior, não é? A diferença é a seguinte: no custo amortizado, a empresa


vai receber os rendimentos (vai segurar os títulos até o vencimento).

Neste segundo caso (valor justo por meio dos resultados abrangente), a entidade, em princípio,
pretende segurar os títulos para receber os juros, Mas pode negociar os títulos em algum
momento, se houver necessidade ou conveniência.

Podemos relacionar essa classificação com a antiga categoria dos “títulos disponíveis para venda
futura”.

Esquematizemos:

Nome hoje
•Valor justo por meio de outros resultados
abrangentes

Nome antigo
•Disponíveis para venda futura

Vale lembrar que principal é o valor justo do ativo financeiro no reconhecimento inicial.

6.3 - Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio Do


Resultado

Esta categoria é chamada de residual.

O ativo financeiro deve ser mensurado ao valor justo por meio do resultado, a menos que seja
mensurado ao custo amortizado ou ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes.

Em outras palavras: os ativos que não forem mensurados pelo custo amortizado ou pelo valor
justo por meio de outros resultados abrangentes devem ser mensurados pelo valor justo por meio
de resultado (classificação residual).

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Esquematizemos:

Empréstimos/Recebíveis normais
• Valor original - Ajuste perda - AVP
Ativos Financeiros Mensurados Ao Custo Amortizado
• Valor original + Encargos ou rendimentos
Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio De Outros Resultados Abrangentes.
• Juros: Resultado . Ajuste a Valor justo no Patrimônio Líquido
Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio Do Resultado (categoria residual)
• Encargos: resultado; Ajustes ao valor justo: Resultado

Entenderam?

Os instrumentos para receber fluxo de caixa e para venda e os instrumentos financeiros para
negociação (categoria residual) são registrados inicialmente pelo preço de aquisição e,
posteriormente, ficam a valor justo, que é o valor de mercado. Pode ser, por exemplo, o valor pelo
qual essa aplicação, uma ação, por exemplo, está cotada na bolsa.

(CONSULPLAN/Questão adaptada) “A companhia Solda S/A, que atua exclusivamente no ramo


de serviços de solda, quando do fechamento de seu balanço patrimonial do ano de 2016, ficou
com uma dúvida ao avaliar as aplicações em instrumentos financeiros e contratou uma consultoria
para ajudá‐la. A auditoria contratada verificou que estas se tratavam de aplicações destinadas a
receber fluxos de caixa e para vendas e instrumentos financeiros para negociação (categoria
residual). De acordo com a Lei nº 6.404/76 e alterações posteriores, estes ativos devem ser
avaliados pelo:
a) Valor justo.
b) Custo líquido.
c) Custo histórico.
d) Custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor.
Comentários:
Conforme acabamos de salientar, o gabarito é letra a.

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Vamos examinar a avaliação e a contabilização, através do seguinte exemplo:

Suponha que uma determinada empresa adquiriu 3 títulos do Governo, ao valor unitário de 10.000
cada um, com a seguinte finalidade:

• Título 1 – será avaliado ao custo amortizado.


• Título 2 – será avaliado a “valor justo por meio de outros resultados abrangentes” (no
Patrimônio Líquido – PL).
• Título 3 – será avaliado a “valor justo por meio de Resultado”.

Lembramos que os títulos também podem ser chamados assim:

• Título 1 – para receber fluxo de caixa


• Título 2 – para receber fluxo de caixa e venda
• Título 3 – para negociação (categoria residual)

Contabilização no momento da compra:

D – Instrumentos financeiros – ao custo amortizado 10.000


D – Instr. Finan. – valor justo – resultado 10.000
D – Instr. Finan. – valor justo – resultados abrangentes 10.000
C – Caixa 30.000

Razonetes:
IF - ao custo amortizado IF - valor justo - PL IF - v. justo - result
10.000,00 10.000,00 10.000,00

Caixa
30.000,00

- Situação 1: Valor Justo Maior Que O Valor Do Título

No final do ano, tais títulos apresentam um rendimento de juros de 600 reais, os quais serão pagos
no vencimento do título, e o seu valor justo (valor de mercado) é de 11.000 reais.

Contabilização:

1 – “Custo amortizado” ou “para receber fluxo de caixa”:

D – Instrumentos financeiros ao custo amortizado 600


C – Receita de juros (resultado) 600

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Razonetes:

IF - custo amortizado Rec. de juros


10.000,00 600,00
600,00

Neste caso, não há avaliação a valor justo. O título fica registrado “pela curva”, ou “pelo custo
amortizado”, ou seja, pelo valor pago mais os rendimentos apropriados por competência.

2 – Ao Valor Justo por meio de Resultado Abrangente (PL) ou “Para receber fluxo de caixa e
venda”.

• Pelo rendimento:

D – Instr. Finan. ao valor justo – result. Abrangente 600


C – Receita de juros (resultado) 600

Com este lançamento, o título fica registrado pelo valor de 10.600. Mas, como o valor justo é de
11.000, precisamos reconhecer uma receita de 400 reais, reconhecida em outros resultados
abrangentes (no Patrimônio Líquido – PL), na conta Ajuste de Avaliação Patrimonial (AAP):

• Pela avaliação a valor justo:

D – Instr. Finan. ao valor justo – result. Abrangente 400


C – Ajuste de Avaliação Patrimonial (PL) 400

Razonetes:

IF - valor justo - PL Rec. de juros Ajuste Aval. Pat. - PL


10.000,00 600,00 400,00
600,00
400,00

Vejam que nesta hipótese, a diferença vai para a conta ajuste de avaliação patrimonial no PL.

Portanto, você pegará o valor principal, somará com os encargos e rendimentos. Feito isso, se o
valor de mercado é maior do que o custo amortizado, você debita o título (aumentando o ativo) e
credita a conta ajuste de avaliação patrimonial, que pertence ao patrimônio líquido.

3 - Ao Valor Justo por meio de Resultado (DRE) ou “Para negociação” (também chamado de
“Categoria Residual”).

• Pelo rendimento:

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D – Instr. Finan. – valor justo – resultado 600


C – Receita de juros (resultado) 600

• Pela avaliação a valor justo:

D – Instr. Finan. – valor justo – resultado 400


C – Receita de juros (resultado) 400
Razonetes:
IF - v. justo - result Rec. de juros Valor justo (resut.)
10000 600 400
600
400

- Situação 2: Valor Justo Menor Do Que O Valor Do Título.

O valor justo pode ser menor que o valor do título. Por exemplo, vamos supor que o valor justo
do exemplo anterior seja 10.500.

1 – “Custo amortizado” ou “para receber fluxo de caixa”: Não há alteração, pois esta categoria
não é avaliada pelo valor justo.
2 - Ao Valor Justo por meio de Resultado Abrangente (PL) ou “Para receber fluxo de caixa e
venda”.

• Pelo rendimento:

D – Instr. Finan. ao valor justo – result. Abrangente 600


C – Receita de juros (resultado) 600

Com este lançamento, o título fica registrado pelo valor de 10.600. Mas, como o valor justo é de
10.500, precisamos reconhecer uma redução de 100 reais, na conta AAP (Ajuste de Avaliação
Patrimonial), no PL:

• Pela avaliação a valor justo:

D – Ajuste de Avaliação Patrimonial (PL) 100


C – Instr. Finan. ao valor justo – result. Abrangente 100

Razonetes:

IF -valor justo - PL Rec. de juros AAP - PL


10.000,00 100,00 600,00 100,00
600,00

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3 – Ao Valor Justo por meio de Resultado (DRE) ou “Para negociação” (também chamado de
“Categoria Residual”).

• Pelo rendimento:

D – Instr. Finan. – valor justo – resultado 600


C – Receita de juros (resultado) 600

• Pela avaliação a valor justo:

D – Ajuste a valor justo (desp. Financeira) Resultado 100


C – Instr. Finan. – valor justo – resultado 100

Razonetes:

IF - v. justo - result Rec. de juros Valor justo - result.


10.000,00 100,00 600,00 100,00
600,00

(TRE-SP/Analista Judiciário/Contabilidade/2017/Adaptada) A empresa Manequim Challenger S.A.


fez uma aplicação financeira em 30/11/2018, adquirindo um título no mercado financeiro no valor
de R$ 5.000,00, que remunera à taxa de 10% ao mês. Este título, conforme orientação da
controladoria da empresa, foi classificado na data da aquisição como “mantido para recebimento
de fluxo de caixa” e o seu valor de mercado 30 dias após a sua aquisição era R$ 5.450,00. De
acordo com estas informações, em 30/12/2018, a empresa reconheceu
a) receita financeira no valor de R$ 500,00.
b) receita financeira no valor de R$ 450,00.
c) receita financeira no valor de R$ 500,00 e ajustes de avaliação patrimonial, no patrimônio
líquido, no valor de R$ 50,00 (saldo devedor).
d) receita financeira no valor de R$ 450,00 e ajustes de avaliação patrimonial, no patrimônio
líquido, no valor de R$ 50,00 (saldo credor).
e) no patrimônio líquido, em ajustes de avaliação patrimonial, o valor de R$ 500,00.
Comentários:
Os títulos classificados como “mantidos para recebimento de fluxos de caixa” ficam avaliados pela
“curva do papel” ou “custo amortizado”, que corresponde ao valor do título mais os rendimentos
(juros). Os rendimentos são classificados como Receita Financeira, no Resultado do Exercício.

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Esses títulos não são ajustados pelo valor justo. Portanto, o valor de mercado está ai só para
confundir, pois não será usado.
Assim, temos:
Valor do título $5.000 x juros 10% = $500
Classificado como Receita financeira.
O gabarito é letra a.
(Atenção: alteramos as datas para 2018, pois o CPC 48 entrou em vigor em 01/01/2018).
(Analista de Controle Interno/Recife/2014-ADAPTADA) Determinada empresa possuía, em
31/12/2013, instrumentos financeiros avaliados em R$ 200.000,00 e classificados como mantidos
para receber fluxo de caixa e para venda. Na data, foi verificado que o valor justo destes era de
R$ 180.000,00.
A variação deve ser reconhecida, contabilmente, como
a) ajuste no patrimônio líquido.
b) receita financeira.
c) receita a apropriar.
d) variação monetária.
e) despesa.
Comentários:
A empresa comprou títulos e os classificou como “mantido para receber fluxo de caixa e para
venda”. Os títulos dessa categoria são atualizados pelos juros (“curva do papel”), os quais são
contabilizados no resultado.
Depois, sofrem o ajuste para o valor justo, e a diferença entre o valor justo e o valor atualizado
pelos juros (“curva do papel”) vai para o Patrimônio Líquido, na conta Ajuste de Avaliação
Patrimonial.
O gabarito é letra a.
(Julgador Administrativo Tributário/SEFAZ PE/2015 - ADAPTADA) Em 01/12/2018, a Cia. Bull &
Dog adquiriu 8 títulos no mercado financeiro para aplicar suas disponibilidades de caixa. O valor
pago foi R$ 2.000,00 por título e a Cia. os classificou do seguinte modo, de acordo com o seu
modelo de negócio: 3 títulos classificados em uma categoria residual e 5 títulos como ativo
financeiro mantido com o fim de receber fluxos de caixa contratuais. Sabendo-se que a taxa de
juros contratual de todos os títulos era 1% ao mês e que o valor justo de cada título, em
31/12/2018, era R$ 2.010,00, a Cia. Bull & Dog reconheceu, no mês de dezembro de 2014, receita
relativa aos 8 títulos no valor, em reais, de
(A) 160,00.
(B) 130,00.

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(C) 80,00.
(D) 110,00.
(E) 160,00 e ajustes de avaliação patrimonial no valor de 80,00 (saldo devedor).
Comentários:
- Classificação inicial:
D – Instrumentos financeiros – classificação residual - 6.000,00
D – Instrumentos financeiros mantidos para receber fluxos de caixa 10.000,00
C – Caixa 16.000,00
- Reconhecimento da receita de juros
D – Instrumentos financeiros – classificação residual 60,00
D – Instrumentos financeiros mantidos para receber fluxo de caixa 100,00
C – Receita de juros 160,00
As receitas reconhecidas, para ambos os títulos, portanto, são de R$ 160,00. Os títulos mantidos
para recebimento de fluxo de caixa não sofrem ajuste ao valor justo. Por seu turno, os instrumentos
financeiros com classificação residual terão um ajusto a valor justo de natureza devedora, já que é
menor que o valor justo é menor que o valor dos juros reconhecidos (2.020 – 2010 = 10 por título):
D – Despesa com ajuste a valor justo 30,00
C – Instrumentos financeiros – classificação residual 30,00
Portanto, 160 – 30 = 130,00.
O gabarito é letra b.
(Auditor Fiscal/SEFAZ/PE/2014 - ADAPTADA) Uma empresa aplicou R$ 120.000,00 em ativos
financeiros, sendo R$ 50.000,00 em títulos classificados como mantidos dentro de modelo de
negócios com o objetivo de manter ativos financeiros com o fim de receber fluxos de caixa
contratuais, e R$ 70.000,00 em títulos classificados dentro de modelo de negócios cujo objetivo
seja atingido tanto pelo recebimento de fluxos de caixa contratuais quanto pela venda de ativos
financeiros. As aplicações foram efetuadas no dia 31/12/2018 e todos os títulos remuneram a taxa
de juros compostos de 10% ao ano. Em 31/12/2019, os valores justos de negociação dos dois
títulos no mercado eram os seguintes:
Classificação dos títulos Valor Justo em 31/12/2019 (R$)
Receber fluxos de caixa contratuais 52.000
receber fluxos de caixa contratuais/venda de ativos financeiros 80.000
Os valores em reais que deveriam ser apresentados no Balanço Patrimonial, em 31/12/2019, para
os títulos que a empresa mantém para receber fluxos de caixa contratuais e para os títulos para
receber fluxos de caixa contratuais/venda de ativos financeiros, eram, respectivamente,

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a) 52.000,00 e 77.000,00.
b) 52.000,00 e 80.000,00.
c) 55.000,00 e 80.000,00.
d) 55.000,00 e 77.000,00.
e) 55.000,00 e 70.000,00.
Comentários
1 – Mantidos para receber fluxos de caixa contratuais:
Neste caso, não há avaliação a valor justo. O título fica registrado “pela curva”, ou “pelo custo
amortizado”, ou seja, pelo valor pago mais os rendimentos apropriados por competência.
Portanto, os mantidos até o vencimento serão avaliados por R$ 55.000,00 (50.000,00 + 10% de
juros)
3 – Mantidos para receber fluxos de caixa contratuais ou para venda do ativo:
Pelo rendimento:
D – Instrumentos financeiros para receber fluxos de caixa ou venda do ativo 7.000
C – Receita de juros (resultado) 7.000
Pela avaliação a valor justo:
D – Instrumentos financeiros para receber fluxos de caixa ou venda do ativo 3.000
C – Ajuste de Avaliação Patrimonial (PL) 3.000
Portanto,
Mantidos para receber fluxo de caixa: 55.000,00
Mantidos para receber fluxo de caixa ou para venda: 80.000,00
O gabarito é letra c.
(Contabilidade/SABESP/2018) As características das aplicações financeiras realizadas por uma
empresa no dia 01/12/2016 são apresentadas na tabela a seguir:

O valor total apresentado no Balanço Patrimonial da empresa, em 31/12/2016, e o efeito total na


Demonstração do Resultado de 2016, para as três aplicações em conjunto foram, respectivamente,
em reais,

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(A) 2.438.000,00 e 40.000,00.


(B) 2.438.000,00 e 35.000,00.
(C) 2.437.000,00 e 37.000,00.
(D) 2.442.000,00 e 42.000,00.
(E) 2.438.000,00 e 38.000,00.
Comentário:
Os Títulos mensurados ao custo amortizado são semelhantes aos antigos títulos mantidos até o
vencimento. O valor dos rendimentos (juros) vai para o resultado e não são ajustados ao valor
justo.
Para os títulos mensuração ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes, o valor dos
rendimentos (juros) vai para o resultado; o ajuste a valor justo vai para o PL, na conta Ajuste de
Avaliação Patrimonial.
Quanto aos títulos mensurados ao valor justo por meio do resultado, os rendimentos e o ajuste a
valor justo vão para o Resultado.
Vamos aos cálculos:
Título Valor Juros Ajuste a VJ Balanço Resultado PL
Mensurado ao Valor Justo -
600.000 6.000 -2.000 604.000 6.000 -2.000
Resultado abrangente
Mensurado da custo
800.000 16.000 816.000 16.000
amortizado
Mensurado ao Valor Justo -
1.000.000 15.000 3.000 1.018.000 18.000
Resultado
Total 2.438.000 40.000 -2.000

Portanto, o valor do Balanço é $2.438.000 e o efeito na Demonstração do Resultado do Exercício


é de $40.000.
O gabarito é letra a.

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7.1 - Introdução

Antes de falarmos sobre esse importante assunto, algumas definições:

• Arrendamento é o contrato, ou parte do contrato, que transfere o direito de usar um ativo


(ativo subjacente) por um período de tempo em troca de contraprestação.
• Ativo subjacente é o ativo que é o objeto de arrendamento.

Portanto, se assinamos um contrato que concede o direito de usar um ativo, por um período de
tempo, em troca de contraprestação, estamos diante de um contrato de arrendamento. Vocês
sabiam que grande parte das aeronaves utilizadas pelas empresas áreas são, na verdade, ativos
subjacentes, isto é, objeto de arrendamentos?

Os arrendamentos são divididos em arrendamentos financeiros e operacionais.

Arrendamento financeiro é o arrendamento que transfere substancialmente todos os riscos e


benefícios inerentes à propriedade do ativo subjacente.

Arrendamento operacional é o arrendamento que não transfere substancialmente todos os riscos


e benefícios inerentes à propriedade do ativo subjacente.

Vamos conhecer nesse momentos alguns aspectos desse conteúdo, incluindo a contabilização
para o arrendatário e o arrendador.

7.2 – Contabilização no Arrendatário

Arrendatário é a entidade que obtém o direito de usar o ativo subjacente por um período de
tempo em troca de contraprestação. As operações de arrendamento dividem-se em operacionais
e financeiras.

Esquematizemos:

Operacional Aluguel

Arrendamento
"Compra"
Financeiro
parcelada

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Conforme o CPC 06 – (R2), a separação entre arrendamento financeiro e operacional é importante


apenas para o Arrendador, isto é, a entidade que fornece o direito de usar o ativo subjacente por
um período de tempo em troca de contraprestação.

Para o arrendatário, todos os contratos que transferem o direito de usar um ativo por um período
de tempo em troca de contraprestação devem ser contabilizados reconhecendo o ativo, com
exceções dos contratos de curto prazo ou de pequeno valor.

Esquematizemos:

Direito de uso
Arrendatário (exceto curto prazo Contabiliza o ativo
ou pequeno valor)

Contabilização do
Arrendamento Arrendamento Arrendamento a
financeiro receber

Arrendador

Arrendamento Receita ao longo


operacional do tempo

Nas operações de arrendamento financeiro (também chamada de leasing financeiro), uma


empresa “aluga” um determinado bem, pagando várias prestações e com a opção de compra do
bem ao final do contrato, geralmente por um valor pequeno.

Por exemplo: Leasing de um veículo, a ser pago em 60 prestações de R$ 520, e com opção de
compra ao final do contrato por R$ 2.000. O valor presente das prestações é de $ 30.000,00.

Informações
Valor do veículo R$ 30.000,00
Prestações (60 x 520) R$ 31.200,00
Opção de compra R$ 2.000,00

Contabilização no Arrendatário:

D – Veículo (ativo) 30.000


D – Juros a transcorrer (retificadora do Passivo) 3.200
C – Leasing a pagar (passivo) 33.200 {(520 x 60) + 2000}

Repare que o contrato transfere o direito de usar um ativo por um período de tempo em troca de
contraprestação.

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Razonetes:

Veículos (Ativo) Juros a transc. (Ret. Passivo) Leas. a pagar (Passivo)


R$ 30.000,00 R$ 3.200,00 R$ 33.200,00

Agora, uma questão:

(Contador/Cariacica/2015 - adaptada) Marque a alternativa que apresenta como deve ser


contabilizado, no arrendatário, os encargos financeiros a incorrer, embutidos em um contrato de
arrendamento que transfere o direito de usar um ativo por um período de tempo em troca de
contraprestação, por ocasião do seu reconhecimento inicial.
a) Despesa antecipada
b) Diretamente no resultado
c) Redutora de passivo
d) Redutora de ativo
e) Receita antecipada
Comentários:
A conta encargos a transcorrer é redutora do passivo! O gabarito é letra c.

7.3 – Isenções de Reconhecimento

O pronunciamento permite duas exceções, para as quais o arrendatário pode decidir não aplicar
a nova contabilização para os arrendamentos operacionais:

(a) arrendamentos de curto prazo (até 12 meses); e

(b) arrendamentos para os quais o ativo subjacente é de baixo valor.

Arrendamento de curto prazo é o arrendamento que, na data de início, possui o prazo de 12


meses ou menos. O arrendamento que contém opção de compra não é arrendamento de curto
prazo.

Os arrendamentos de curto prazo serão considerados como novo arrendamento para as


finalidades deste pronunciamento se:

(a) houver modificação do arrendamento; ou

(b) houver qualquer alteração no prazo do arrendamento (por exemplo, o arrendatário exercer
uma opção não incluída anteriormente em sua determinação do prazo do arrendamento).

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A escolha de arrendamentos de curto prazo deve ser feita por classe de ativo subjacente ao qual
se refere o direito de uso. Uma classe de ativo subjacente é o agrupamento de ativos subjacentes
de natureza e uso similares nas operações da entidade.

Quanto ao arrendamento para ativos de baixo valor, o pronunciamento não estabelece qual seria
o “baixo valor”.

Mas determina que seja considerado o valor do ativo quando este é novo, independentemente
da idade do ativo que está sendo arrendado. Por exemplo, arrendamentos de veículos não são
incluídos, porque o veículo novo normalmente não é de baixo valor.

Se o arrendatário subarrenda o ativo, ou espera subarrendar o ativo, o arrendamento principal não


se qualifica como arredamento de ativo de baixo valor.

Exemplos de ativos subjacentes de baixo valor podem incluir computadores pessoais, tablets,
pequenos itens de mobiliário de escritório e telefones.

Se o arrendatário decidir não aplicar a nova contabilização aos arrendamentos de curto prazo ou
a arrendamentos de baixo valor, deve reconhecer os pagamentos como despesa em base linear
ao longo do prazo do arrendamento. O arrendatário deve aplicar outra base sistemática se essa
base representar melhor o padrão do benefício do arrendatário.

A escolha de arrendamentos para os quais o ativo subjacente é de baixo valor pode ser feita na
base de arrendamento por arrendamento.

Esquematizemos:

Até 12 meses e
Arrendamento de Escolha feita por
que não tem
curto prazo classe de ativos
O arrendatário opção de compra
pode não aplicar
o CPC 06 para
Arrendamento de Considera o valor Escolha feita a
pequeno valor do ativo "novo" cada contrato

A seguir, uma questão:

(Autores) Uma empresa tem os seguintes contratos de arrendamento:


1 – Uso de um veículo, com prazo de 10 meses, sem opção de compra;
2 – Uso de um computador com baixa capacidade de processamento e pequeno valor;
3 – Uso de um veículo, com prazo de 6 meses, com opção de compra;

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4 – Uso de um veículo usado.


Indique quais devem ser obrigatoriamente contabilizados como arrendamentos que transferem
direito de uso de um ativo.
A) Apenas 1 e 2
B) Apenas 2 e 3
C) Apenas 3 e 4
D) 1, 2 e 3
E) 1, 2 e 4
Comentários:
Para os arrendatários, os contratos de curto prazo (até 12 meses) e de pequeno valor não precisam
ser contabilizados como arrendamentos que transferem direitos de uso (similar à antiga
contabilização dos arrendamentos financeiros). Podem, à opção da empresa, ser contabilizado
como eram os arrendamentos operacionais, ou seja, só reconhecendo a despesa do mês.
Vamos analisar:
1 – Uso de um veículo, com prazo de 10 meses, sem opção de compra: é arrendamento de curto
prazo, a empresa tem a opção de contabilizar ou não.
2 – Uso de um computador com baixa capacidade de processamento e pequeno valor: Contratos
de baixo valor não precisam ser contabilizados, à opção da empresa. Deve ser considerado o valor
do bem quando novo, e não apenas o valor do contrato.
3 – Uso de um veículo, com prazo de 6 meses, com opção de compra: é contrato curto prazo
(menos que 12 meses), mas, como tem opção de compra, deve ser contabilizado como os
arrendamentos financeiros.
4 – Uso de um veículo usado: para a definição de contrato de pequeno valor, deve ser considerado
o preço do ativo quando novo. Assim, um veículo, mesmo usado, não pode ser considerado de
pequeno valor. Deve ser contabilizado obrigatoriamente como contrato de arrendamento
financeiro.
O gabarito é letra c.

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7.4 – Identificação de Arrendamento.

Na celebração de contrato, a entidade deve avaliar se o contrato é, ou contém, um arrendamento.


O contrato é um arrendamento se ele transmite o direito de controlar o uso de ativo identificado
por um período de tempo em troca de contraprestação.

Esquematizemos:

De um Ativo
identificado

Contrato de Por um período de


Controlar o uso
Arrendamento tempo

mediante
contraprestação
(pagamento)

O período de tempo pode ser descrito em termos da quantidade de uso do ativo identificado (por
exemplo, o número de unidades de produção que o item do equipamento será utilizado para
produzir).

A entidade deve reavaliar se o contrato é, ou contém, um arrendamento somente se os termos e


condições do contrato forem alterados.

7.5 - Arrendatário - Reconhecimento

Na data de início, o arrendatário deve reconhecer o ativo de direito de uso e o passivo de


arrendamento.

O ativo deve ser mensurado ao custo, que deve compreender:

(a) o valor da mensuração inicial do passivo de arrendamento;

(b) quaisquer pagamentos de arrendamento efetuados até a data de início, menos quaisquer
incentivos de arrendamento recebidos;

(c) quaisquer custos diretos iniciais incorridos pelo arrendatário; e

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(d) a estimativa de custos a serem incorridos pelo arrendatário na desmontagem e remoção do


ativo subjacente, restaurando o local em que está localizado ou restaurando o ativo subjacente à
condição requerida pelos termos e condições do arrendamento, salvo se esses custos forem
incorridos para produzir estoques. O arrendatário incorre na obrigação por esses custos seja na
data de início ou como consequência de ter usado o ativo subjacente durante um período
específico.

Esquematizemos:

Arrendatário reconhece Ativo inicialmente ao custo, que inclui


•Mensuração inicial do passivo de arrendamento (pagamentos trazidos a valor presente).
•Pagamentos de arrendamento efetuados até a data de início
•Custos diretos iniciais incorridos pelo arrendatário
•Estimativa de custos a serem incorridos pelo arrendatário na desmontagem e remoção do ativo
subjacente, restaurando o local em que está localizado ou restaurando o ativo subjacente à condição
requerida pelos termos e condições do arrendamento

A seguir, um quesito:

(Questão inédita) Considerando as informações abaixo, efetue a contabilização do arrendatário


no momento inicial.
--- Arrendamento de um veículo por 24 meses, com pagamento mensal de $ 2.000.
--- O valor presente dos pagamentos é de $ 42.487 e o valor justo do ativo é de $ 40.000.
--- A empresa já gastou $1.500, devido a uma revisão adicional preventiva que efetuou no veículo.
O pagamento à oficina já foi realizado.
--- A empresa estima que irá gastar $ 3.809 junto com o último pagamento, com valor presente
de $3.000, para efetuar a revisão final, prevista no contrato, antes de devolver o veículo.
--- A taxa de juros é de 1% ao mês.
Comentários:
Atenção: até 2018, a regra para mensuração inicial era valor presente das prestações ou o valor
justo, dos dois o menor. Agora isso mudou! A partir de 2019, usamos o valor presente.
Valor presente dos pagamentos: $42.487
+ gastos já efetuados $ 1500
+ estimativa de custos para restauração do ativo a valor presente $ 3.000
Arrendamento – Veículos (Ativo) = $46.987

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Total dos pagamentos = prestações + restauração


Prestações = $ 2.000 x 24 prestações = $ 48.000
Total dos pagamentos = $ 48.000 + $ 3.809 = $ 51.809
Encargos financeiros a transcorrer:
Contabilização:
D – Arrendamento – Veículos (Ativo) 46.987
D – Encargos a transcorrer (ret. Passivo) 6.322
C – Arrendamento a pagar (Passivo) 51.809
C – Caixa (Ativo) 1.500
Observação: usamos essa contabilização simplificada para fins didáticos, mas o correto é separar
o passivo entre Passivo Circulante e Passivo Não Circulante.

7.6 - Mensuração subsequente do ativo de direito de uso

Após a data de início, o arrendatário deve mensurar o ativo de direito de uso, utilizando o método
de custo.

Para aplicar o método de custo, o arrendatário deve mensurar o ativo de direito


de uso ao custo:

(a) menos qualquer depreciação acumulada e quaisquer perdas acumuladas por


redução ao valor recuperável; e

(b) corrigido por qualquer remensuração do passivo de arrendamento.

Se o arrendatário vai adquirir a propriedade do ativo, então deve depreciar pelo tempo da vida
útil do ativo.

Se não for adquirir o ativo, deve usar a vida útil ou o prazo do arrendamento, o que ocorrer
primeiro. Vamos esquematizar?

Deprecia pela vida


útil ou pelo prazo
NÃO
do arrendamento, o
Vai adquirir o ativo que for menor
Arrendatário
arrendado ?
Deprecia pela vida
SIM
útil

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O arrendatário deve efetuar o teste de recuperabilidade para os ativos arrendados.

Muito bem. O ativo arrendado fica mensurado pelo custo, menos a depreciação acumulada e
eventuais perdas de recuperabilidade.

Mas, se o ativo for uma Propriedade para Investimento, e a empresa usar o valor justo para as
propriedades para Investimentos, o ativo fica avaliado a valor justo.

O arrendamento origina duas despesas para o arrendatário: despesa de depreciação e despesa


financeira (juros).

Vamos calcular as duas despesas para o primeiro mês, usando o exemplo do arrendamento do
veículo, que detalhamos acima.

Depreciação: O prazo de arrendamento é de 2 anos e a vida útil do veículo é de, digamos, 5 anos.
Portanto, para a depreciação, vamos usar o prazo do arrendamento (é o menor).

Valor do ativo = $ 46.978 / 24 meses = $ 1958

Contabilização:

D – Despesa de depreciação (Resultado) 1.958


C – Depreciação acumulada – arrendamento (Ret. Ativo) 1.958

Vejamos agora a despesa de juros, incluindo o gasto com a revisão veículo:

Valor original do passivo: $ 42.487 + $ 3.000 = $ 45.487

Juros: $ 45.487 x 1% = $ 454,87

Contabilização:

D – Despesa de Juros (resultado) 454,87


C – Arrendamento a pagar (Passivo) 424,87
C - Restauração do ativo (Passivo) 30,00

O passivo poderia também ser indicado pelo total, ao invés de dividir em duas contas, como
fizemos (Arrendamento a pagar e Restauração do Ativo).

A forma de contabilização é semelhante ao arrendamento financeiro, na versão anterior do


pronunciamento.

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A diferença é que agora esta contabilização se aplica a todos os arrendamentos, financeiro ou


operacional.

A exceção são os “isentos” (arrendamento de curto prazo ou de pequeno valor), para os quais o
locatário decide se irá aplicar a contabilização acima ou não.

8. CONCILIAÇÃO BANCÁRIA

8.1 - Conciliação contábil e análise de contas:

A conciliação contábil consiste em apurar o que compõe determinada conta (o que está “dentro”
da conta).

A partir do balancete ou do balanço preliminar, a empresa deve relacionar os lançamentos da


conta, para verificar se o saldo (o que compõe a conta) está correto.

Se houver alguma divergência entre o saldo da conta e os relatórios auxiliares, é necessário efetuar
a análise da conta, que consiste em confrontar os registros contábeis com os documentos ou com
os registros auxiliares.

A conta está “conciliada” quando não apresenta erros e demonstra adequadamente a realidade
que pretende retratar.

Uma questão sobre o assunto:

Julgue o seguinte item quanto a análises e conciliações contábeis.


(CFO-DF/Contabilidade/2017) Uma diferença que se pode apontar entre conciliação e análise de
contas é que, no primeiro caso, identificam-se e(ou) compõem-se as divergências entre os saldos
e, no segundo, parte-se de cada divergência identificada e se a analisa desde sua origem até a
devida correção, se for o caso.
Comentários:
Conforme acabamos de salientar, o gabarito é certo.

Vejamos, por exemplo, a conta “Duplicatas a Receber”.

A empresa deve verificar se não há duplicatas já recebidas que não foram baixadas; deve também
verificar se há duplicatas a receber ainda não contabilizadas.

Para isso, o ideal é levantar todas as duplicatas em aberto e confrontar com a conta “Duplicatas a
Receber”, procedendo aos ajustes necessários.

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Se a empresa usar um relatório auxiliar de “Duplicatas a Receber”, deve primeiro certificar-se de


que tal relatório está correto. Depois, confere o saldo da conta com o relatório auxiliar.

8.2 - Conciliação Bancária

É conciliação entre o razão contábil (o saldo das contas contábeis) e o extrato bancário.

O objetivo é certificar que o saldo contábil está correto, ainda que não bata com o valor do extrato.
Mas os dois precisam estão conciliados.

As diferenças decorrem do seguinte:

Valores que constam no extrato e não aparecem no razão contábil:

1 – Despesas bancárias ainda não contabilizadas.


2 – Valores recebidos de clientes (depositados em conta corrente bancária) e ainda não
contabilizados.
3 – Cheques de terceiros devolvidos (a empresa deposita um cheque de um cliente e o cheque é
devolvido por falta de fundos).

Por outro lado, há também os valores que constam no razão contábil e não aparecem no extrato
bancário:

1 – cheque emitido e ainda não compensado: a empresa entrega o cheque para um fornecedor,
contabiliza e o cheque demora a ser apresentado ao banco. Nesse caso, a empresa não estorna o
cheque, pois o mesmo pode ser apresentado a qualquer momento. A divergência aparece apenas
na conciliação extracontábil.
2 – depósitos ainda não recebidos pelo banco (normalmente, a empresa deposita e o valor fica
disponível depois de alguns dias).

Estas são as ocorrências mais comuns, mas pode haver outras.

A conciliação bancária deve ser de preferência mensalmente, sendo um procedimento obrigatório.


Pode iniciar pelo razão ou pelo extrato bancário.

Uma questão do CESPE:

(TER-BA/Contabilidade/2017) A técnica da conciliação bancária é um procedimento


A) opcional, que deve ser efetuado por ocasião da apuração dos resultados do exercício e que
consiste em um cotejamento dos valores da conta banco conta movimento com o extrato da conta
bancária respectiva, sendo os registros do banco o ponto de partida para a conciliação.

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B) opcional, que, normalmente, deve ser efetuado por ocasião da apuração dos resultados do
exercício e que consiste em um cotejamento dos valores da conta banco conta movimento com o
extrato da conta bancária respectiva, podendo o ponto de partida para a conciliação ser os
registros da empresa ou os do banco.
C) obrigatório, que pode ser efetuado a qualquer tempo e consiste em um cotejamento dos
valores da conta banco conta movimento com o extrato da conta bancária respectiva, podendo o
ponto de partida para a conciliação ser os registros da empresa ou os do banco.
D) obrigatório, que deve ser efetuado por ocasião da apuração dos resultados do exercício e que
consiste em um cotejamento dos valores da conta banco conta movimento com o extrato da conta
bancária respectiva, sendo os registros do banco o ponto de partida para a conciliação.
E) opcional, que pode ser efetuado a qualquer tempo e que consiste em um cotejamento dos
valores da conta banco conta movimento com o extrato da conta bancária respectiva, sendo os
registros da empresa o ponto de partida para a conciliação.
Comentário:
É um procedimento obrigatório, pode ser efetuado a qualquer tempo e pode começar pelo
extrato ou pelo razão (já que, ao final, ambos devem apresentar o mesmo saldo conciliado).
O gabarito é letra c.

A conta Bancos, na contabilidade, aumenta através de lançamentos a débito e diminui com


lançamentos a crédito.

O extrato bancário representa uma conta do Passivo do banco. Por isso, aumenta com
lançamentos a crédito e diminui com lançamentos a débito.

Exemplo: um cliente deposita $10.000 reais. O banco contabiliza o seguinte:

D – Caixa (Ativo) 10.000


C – Conta corrente xxx fulano de tal ...10.000

A conta corrente é um passivo do banco. Ele deverá pagar os cheques apresentados, até o valor
do saldo da conta.

No extrato, aparece assim:

CC. 1234 Fulano de Tal

Data.......10.0000 C

Muito bem. Agora algumas questões:

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(ICMS SP/AFR/2006) O auditor, ao inspecionar a conta corrente que a companhia auditada


mantinha junto ao Banco União S/A, verificou que o valor constante no extrato bancário e o saldo
da respectiva conta no livro Razão eram divergentes.
Aprofundando seu exame, constatou:
I. Dois cheques emitidos pela entidade, no valor total de R$ 2.500,00, não haviam sido
descontados junto à instituição financeira.
II. O banco havia cobrado taxas e comissões sobre seus serviços no valor de R$ 980,00, fatos não
contabilizados na entidade.
III. O banco devolveu uma duplicata descontada de emissão da companhia no valor de R$
3.050,00, em virtude de não-pagamento, fato não contabilizado na entidade.
IV. O banco cobrou juros de R$ 2.020,00 sobre um empréstimo à companhia, ainda não-quitado,
sendo que esta não o contabilizou desrespeitando, portanto, o princípio da competência.
Se o extrato bancário, antes da reconciliação, indicava um saldo credor de R$ 3.200,00, o saldo
devedor da conta corrente no livro Razão, antes da reconciliação, correspondia, em reais, a
A) 8.200,00
B) 6.750,00
C) 6.050,00
D) 3.750,00
E) 700,00
Comentários:
Vejamos a conciliação bancária, iniciando pelo saldo do razão contábil e do extrato bancário.
I. Dois cheques emitidos pela entidade, no valor total de R$ 2.500,00, não haviam sido
descontados junto à instituição financeira.
--- Nesse caso, devemos diminuir o saldo do extrato bancário. Os cheques já foram contabilizados,
mas ainda não diminuíram o saldo do extrato.
II. O banco havia cobrado taxas e comissões sobre seus serviços no valor de R$ 980,00, fatos não
contabilizados na entidade.
--- Valor já considerado no extrato, mas não na contabilidade. Diminui o saldo do razão contábil.
III. O banco devolveu uma duplicata descontada de emissão da companhia no valor de R$
3.050,00, em virtude de não-pagamento, fato não contabilizado na entidade.
--- Valor já considerado no extrato, mas não na contabilidade. Diminui o saldo do razão contábil.
IV. O banco cobrou juros de R$ 2.020,00 sobre um empréstimo à companhia, ainda não-quitado,
sendo que esta não o contabilizou desrespeitando, portanto, o princípio da competência.

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--- Valor já considerado no extrato, mas não na contabilidade. Diminui o saldo do razão contábil.
Com base nestas informações, podemos montar a seguinte tabela:
Razão Contábil Extrato bancário
Saldo inicial 3.200,00
I - cheques não descontados -2.500,00
II - Taxas não contabilizadas -980
III - Duplicata descontada devolvida -3.050,00
IV - Juros não contabilizados -2.020,00
Saldo final

Agora, podemos calcular o saldo final do extrato, que deve bater com o saldo final do razão:
Razão Contábil Extrato bancário
Saldo inicial 3.200,00
I - cheques não descontados -2.500,00
II - Taxas não contabilizadas -980
III - Duplicata descontada devolvida -3.050,00
IV - Juros não contabilizados -2.020,00
Saldo final 700 700

E, finalmente, calcular o saldo inicial do razão contábil:


Saldo inicial – 980 – 3050 – 2020 = 700
Saldo inicial = 6.750,00
O gabarito é letra b.
(Receita Federal/ATRFB/2002) O Mercado de Artesanato Local mantém conta corrente no Banco
da Terra S/A. Em 31 de agosto recebeu o extrato do mês com saldo credor de R$ 38.800,00.
Como o livro razão apresentava na conta Bancos c/Movimento um saldo devedor de R$ 24.000,00,
a empresa mandou fazer uma conciliação. Os dados colhidos para conciliação constaram dos
seguintes fatos:
1. um cheque de R$ 600,00, recebido de clientes e depositado em 20.08, foi devolvido por
insuficiência de fundos;
2. três cheques de R$ 1.200,00, 5.500,00 e 2.000,00, emitidos para pagamentos a terceiros, não
foram apresentados;
3. um cheque de R$ 700,00 foi debitado ao Mercado, por engano do banco;
4. um depósito de R$ 200,00 foi erroneamente creditado a outro correntista;
5. uma cobrança de duplicatas, emitidas pelo Mercado, no valor de R$ 8.000,00 fora feita pelo
banco, mas não houve emissão de aviso a tempo;
6. no extrato aparecem despesas bancárias de R$ 400,00, ainda não contabilizadas pelo Mercado.
Após analisar todos esses fatos, o Contador comunicou à administração que a conta Bancos c/
Movimento deverá ir a balanço com o saldo de

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A) R$ 16.400,00
B) R$ 23.300,00
C) R$ 31.000,00
D) R$ 38.800,00
E) R$ 46.600,00
Comentários:
Vamos conciliar o extrato e o razão:
Razão Contábil Extrato bancário
Saldo inicial 24000 38800
1 - Cheque devolvido -600
2 - Cheques não compensados -8700
3 - Cheque debitado por engano no extrato 700
4 - Depósito creditado a outrem no extrato 200
5 - Cobrança não contabilizada no razão 8000
6 - Despesas bancárias não contabilizadas -400
Saldo final 31000 31000

O gabarito é letra c.

[Link]ÕES COMENTADAS

9.1 – CEBRASPE (CESPE)

1. (CEBRASPE/TCE RJ/Analista de Controle Externo/2021) Os critérios aplicáveis à mensuração de


um ativo financeiro após o seu reconhecimento inicial são custo amortizado, valor justo por meio
de outros resultados abrangentes e valor justo por meio do resultado.

Comentários:

Correto e, com a entrada em vigor do CPC 48, o modelo de negócios da entidade que será
determinante na classificação dos instrumentos financeiros.

Esse modelo refere-se a como a entidade gerencia seus ativos financeiros para gerar fluxos de
caixa. Ou seja, o modelo de negócios da entidade determina se os fluxos de caixa resultam do
recebimento de fluxos de caixa contratuais, venda de ativos financeiros ou ambos.

Não é o que a empresa espera fazer com relação aos ativos financeiros; é o que ela efetivamente
faz com tais ativos.

Vejamos agora as classificações.

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Custo amortizado

Ao valor justo por


meio de outros
Ativos Financeiros Mensurados ao
resul. abrangentes
(PL)

Ao valor justo por


meio de resultados
(residual)

O gabarito é certo.

2. (CEBRASPE/TCE RJ/Analista de Controle Externo/2021) Uma carteira de instrumentos


financeiros classificados como avaliados ao valor justo em outros resultados abrangentes, que
tenha variação positiva em seu valor justo de um período contábil a outro, ocasionará um
aumento no patrimônio líquido através do incremento no saldo da conta de ajuste de avaliação
patrimonial.

Comentários:

Item correto, A lei 6404/76 prescreve o seguinte:

Art. 183, § 3o Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto


não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de
competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídos a
elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo,
nos casos previstos nesta Lei ou, em normas expedidas pela Comissão de Valores
Mobiliários, com base na competência conferida pelo § 3o do art. 177.

Esquematizemos:
Ajuste de avaliação patrimonial
Enquanto não computado no resultado do exercício
Contrapartida de aumento ou redução do ativo ou passivo
Em decorrência da avaliação a valor justo

A contabilização apresentada na questão será:

D - Ativo - Instrumentos Financeiros


C - Ajuste de Avaliação Patrimonial - aumento do PL

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Portanto, item está correto.

3. (CEBRASPE/TCE RJ/Analista de Controle Externo/2021) O adiantamento em dinheiro destinado


ao recebimento futuro de um bem ou serviço dá origem a um ativo não monetário que estará
sujeito a ajuste a valor presente.

Comentários:

A contabilização do recebimento do adiantamento de um cliente será feita da seguinte forma:

D - Adiantamento a Fornecedores (Ativo)


C - Bancos

Agora, o CPC 12, item 9, afirma que nem todo ativo ou passivo não-monetário está sujeito ao
efeito do ajuste a valor presente; por exemplo, um item não monetário que, pela sua natureza,
não está sujeito ao ajuste a valor presente é o adiantamento em dinheiro para recebimento ou
pagamento em bens e serviços. Assim sendo, o item está errado, pois, na verdade, e esse
adiantamento NÃO está sujeito ao ajuste a valor presente.

4. (CEBRASPE/TJ-PA/Analista Judiciário - Ciências Contábeis/2020) Uma empresa adquiriu um


instrumento financeiro no valor de R$ 300.000,00, com remuneração estabelecida de R$
32.500,00 para o vencimento. No vencimento, esse título possuía valor justo de R$ 340.000,00.
Considerando essa situação e as normas acerca do reconhecimento, da mensuração e do registro
das operações contábeis dessa natureza, assinale a opção correta.
a) Se a empresa avaliar o título pelo custo amortizado na data do vencimento, ela deverá registrar
os valores de R$ 7.500,00 e R$ 32.500,00 como receita de juros.
b) Se a empresa avaliar o instrumento financeiro pelo valor justo por meio de outros resultados
abrangentes, ela deverá registrar um crédito de R$ 7.500,00 em conta de ajuste de avaliação
patrimonial em seu patrimônio líquido e um crédito de R$ 32.500,00 na conta receita de juros.
c) Se a empresa avaliar o instrumento financeiro pelo valor justo por meio de resultado, ela deverá
registrar apenas o crédito de R$ 40.000,00 em conta de ajuste de avaliação patrimonial em seu
patrimônio líquido.
d) Se a empresa avaliar o instrumento financeiro pelo valor justo por meio de outros resultados
abrangentes, ela deverá registrar um crédito de R$ 40.000,00 em conta de ajuste de avaliação
patrimonial.
e) Se a empresa avaliar o instrumento financeiro pelo custo amortizado, o registro proporcionará
um crédito de R$ 7.500,00 na conta de ajuste de avaliação patrimonial no patrimônio líquido da
empresa e R$ 32.500,00 correspondentes a receita de juros na demonstração do resultado do
exercício.

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Comentários:

a)Se a empresa avaliar o título pelo custo amortizado na data do vencimento, ela deverá registrar
os valores de R$ 7.500,00 e R$ 32.500,00 como receita de juros.

e) Se a empresa avaliar o instrumento financeiro pelo custo amortizado, o registro proporcionará


um crédito de R$ 7.500,00 na conta de ajuste de avaliação patrimonial no patrimônio líquido da
empresa e R$ 32.500,00 correspondentes a receita de juros na demonstração do resultado do
exercício.

Errados, os investimentos ao custo amortizado não são não são ajustados ao valor justo. Assim:

Contabilização inicial:

D – Instrumento financeiro – custo amortizado (Ativo) 300.000


C – Caixa (Ativo) 300.000

Contabilização dos juros:

D - Instrumento financeiro – custo amortizado (Ativo) 32.500


C – Receita financeira (Resultado) 32.500

Logo, reconheceremos 32,5 mil como receita de juros.

b) Se a empresa avaliar o instrumento financeiro pelo valor justo por meio de outros resultados
abrangentes, ela deverá registrar um crédito de R$ 7.500,00 em conta de ajuste de avaliação
patrimonial em seu patrimônio líquido e um crédito de R$ 32.500,00 na conta receita de juros.

Durante a aula falamos que os instrumento financeiro pelo valor justo por meio de outros
resultados abrangentes, possuem as seguintes características:

• Juros: Resultado.
• Ajuste a Valor justo no Patrimônio Líquido

Agora, analisemos essa alternativa:

Contabilização inicial:

D – Instr. Finan. ao valor justo – result. Abrangente 300.000


C – Caixa (Ativo) 300.000

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Contabilização dos juros:

D - Instr. Finan. ao valor justo – result. Abrangente 32.500


C – Receita financeira (Resultado) 32.500

Assim, é correto afirmar que a entidade lançou um crédito de R$ 32.500,00 na conta receita de
juros

Após esse lançamento, o título fica registrado pelo valor de R$ 332.500. Mas, como o valor justo
é de R$ 340.000, precisamos reconhecer uma receita de 7.500 reais, reconhecida em outros
resultados abrangentes (no Patrimônio Líquido – PL), na conta Ajuste de Avaliação Patrimonial
(AAP).

Contabilização Pela avaliação a valor justo:

D – Instr. Finan. ao valor justo – result. Abrangente 7.500


C – Ajuste de Avaliação Patrimonial (PL) 7.500

Logo, também está correto dizer que ela deverá registrar um crédito de R$ 7.500,00 em conta de
ajuste de avaliação patrimonial em seu patrimônio líquido.

Portanto, essa alternativa é o nosso gabarito.

Obs.: veremos a conta Ajuste de Avaliação Patrimonial, com maiores detalhes, em


aulas mais avançadas.

c) Se a empresa avaliar o instrumento financeiro pelo valor justo por meio de resultado, ela deverá
registrar apenas o crédito de R$ 40.000,00 em conta de ajuste de avaliação patrimonial em seu
patrimônio líquido.

Errado, falamos que esse tipo de instrumento tanto os juros quanto o ajuste ao valor justo são
lançados no resultado. Desse modo, o correto seria: [...] o crédito de R$ 40.000,00 no resultado.

d) Se a empresa avaliar o instrumento financeiro pelo valor justo por meio de outros resultados
abrangentes, ela deverá registrar um crédito de R$ 40.000,00 em conta de ajuste de avaliação
patrimonial.

Errado, verificamos na alternativa b que houve um crédito de R$ 7.500,00 nessa conta e não de
R$ 40.000.

O gabarito é letra b

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5. (CEBRASPE/TJ-PA/Analista Judiciário - Ciências Contábeis/2020) O adiantamento recebido de


um cliente por um serviço que será prestado após o término do exercício social seguinte gera,
para a empresa que irá prestar o serviço, uma disponibilidade de recursos cuja contrapartida é
uma conta do balanço patrimonial que deve ser
a) classificada no passivo não circulante e ajustada ao seu valor presente.
b) classificada no passivo circulante e ajustada ao seu valor presente somente se tal ajuste tiver
efeito relevante.
c) classificada no passivo não circulante e ajustada ao seu valor presente somente se tal ajuste tiver
efeito relevante.
d) classificada no passivo circulante e ajustada ao seu valor presente.
e) classificada no patrimônio líquido e ajustada ao seu valor presente.

Comentários:

Com base no regime de competência, quando o cliente efetua um adiantamento não podemos
reconhecer a receita de vendas. Assim, a empresa irá registrar a entrada de dinheiro no ativo, mas
também irá registrar um Passivo, pois ela agora possui a obrigação de entregar as mercadorias,
veja:

D – Disponibilidades (ativo) 10.000,00


C – Adiantamento de Clientes (passivo) 10.000,00

Falamos que para classificar em circulante e não circulante, a Lei 6.404/76 adota como marco
temporal a data do encerramento do exercício social. Contudo, se não estivermos falando dessa
data, devemos considerar o período de 12 meses.

A seguir, um esquema:

Passivo circulante Passivo não circulante


Exercício de X2 X3 em diante
31.12.X1 31.12.X2

Dado que serviço que será prestado após o término do exercício social seguinte, iremos classificar
esse adiantamento como passivo não circulante. Ainda, devemos ajustá-lo ao valor presente.

Tal afirmação está em conformidade a Lei 6.404/76:

Art. 184. No balanço, os elementos do passivo serão avaliados de acordo com os


seguintes critérios:

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III – as obrigações, os encargos e os riscos classificados no passivo não circulante


serão ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver
efeito relevante. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

O gabarito é letra a.

Obs.: para as contas do não circulante, realizamos o ajuste a valor presente


independe dele ser relevante ou não.

A empresa ABC S.A. figura como arrendatária em um contrato de arrendamento de um conjunto


de máquinas pelo valor futuro de R$ 1 milhão, com opção de compra ao final do contrato. Os
pagamentos do contrato serão feitos mensalmente durante o prazo de 10 anos. As máquinas são
de controle da ABC S.A. e foram confeccionadas conforme as solicitações dessa empresa, para
que as atividades comerciais da arrendatária pudessem ser realizadas.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir, de acordo com a legislação vigente.

6. (CEBRASPE/TJ-AM/Analista Judiciário - Contabilidade/2019) Os pagamentos das parcelas do


contrato gerarão, na ABC S.A., lançamentos a débito no passivo de arrendamento e a crédito
nas disponibilidades

Comentários:

Contabilização inicial no arrendatário:

D – Veículo (ativo)
D – Juros a transcorrer (retificadora do Passivo)
C – Arrendamento a pagar (passivo)

Posteriormente, mês a mês:

• Apropriação despesa com juros:

D - Despesa Financeira (resultado)


C – Juros a transcorrer (retificadora do Passivo)

• Pagamento da parcela:

D – Arrendamento a pagar (passivo)


C – Disponibilidades (ativo)

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O quesito solicitou o lançamento referente ao pagamento das parcelas, portanto, está correto
afirmar que “lançamentos a débito no passivo de arrendamento e a crédito nas disponibilidades”.

Julgue o próximo item, relativo a instrumentos financeiros.

7. (CEBRASPE/TJ-AM/Analista Judiciário - Contabilidade/2019) Uma das condições necessárias


para que um ativo financeiro seja mensurado ao custo amortizado é que esse ativo financeiro
esteja inserido em um modelo de negócios que tenha por objetivo a manutenção de ativos
financeiros em carteira, para receber os fluxos de caixa contratuais deles decorrentes.

Comentários:

Questão literal do CPC 48, vejamos:

4.1.2 O ativo financeiro deve ser mensurado ao custo amortizado se ambas as


seguintes condições forem atendidas: (a) o ativo financeiro for mantido dentro de
modelo de negócios cujo objetivo seja manter ativos financeiros com o fim de
receber fluxos de caixa contratuais; e

O gabarito é certo.

Julgue o próximo item, relativo a instrumentos financeiros.

8. (CEBRASPE/TJ-AM/Analista Judiciário - Contabilidade/2019) A opção por designar, no


reconhecimento inicial, um ativo financeiro como mensurado ao valor justo por meio do
resultado é uma decisão passível de revogação pela entidade optante quando o descasamento
contábil que motivou tal designação deixar de existir.

Comentários:

Item difícil. Errado, conforme o CPC 48:

Opção de designar ativo financeiro como ao valor justo por meio do resultado

4.1.5 Não obstante os itens 4.1.1 a 4.1.4, a entidade pode, no reconhecimento


inicial, designar de modo IRREVOGÁVEL o ativo financeiro como mensurado ao
valor justo por meio do resultado se, ao fazê-lo, puder eliminar ou reduzir
significativamente uma inconsistência de mensuração ou de reconhecimento
(algumas vezes referida como “descasamento contábil”) que, de outro modo,
pode resultar da mensuração de ativos ou passivos ou do reconhecimento de

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ganhos e perdas nesses ativos e passivos em bases diferentes (ver itens B4.1.29 a
B4.1.32).

Portanto, o item está errado, a ocorrência de descasamento contábil não é motivo para mudar a
classificação do ativo financeiro. Seria possível se a empresa alterasse seu modelo de negócios,
aplicando o CPC 23.

Acerca das contas e dos grupos patrimoniais de empresas comerciais, julgue o seguinte item.

9. (CEBRASPE/TJ-AM/Analista Judiciário - Contabilidade/2019) Uma obrigação de longo prazo


com fornecedores registrada no passivo da entidade deve ser ajustada pelo seu valor presente.

Comentários:

Correto, CPC 12 – Ajuste a Valor Presente, itens de longo prazo DEVEM ser ajustados a valor
presente e itens de curto prazo QUANDO O EFEITO FOR RELEVANTE.

A tabela a seguir mostra os saldos, em valores absolutos, de todas as contas que compõem o
balanço patrimonial de determinada empresa comercial.
contas contábeis saldo (R$)
amortização acumulada 20
bancos 30
capital social 150
contas a pagar 10
contas a receber 30
depreciação acumulada 30
despesas antecipadas 10
encargos a transcorrer de financiamento de longo prazo 10
estoques 50
financiamento de longo prazo 60
fornecedores 30
impostos a recolher 10
máquinas e equipamentos 100
marcas e patentes 80
prejuízo acumulado 10
provisão para contingências 10
Tendo como referência a tabela mostrada, julgue o item que se segue, a respeito das contas
patrimoniais e da análise econômico-financeira da referida empresa comercial.

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10. (CEBRASPE/TJ AM/Analista Judiciário - Contabilidade/2019) O valor presente líquido do


financiamento é igual a R$ 50.

Comentários:

Vimos que a conta Encargos Financeiros a Transcorrer é uma retificadora do passivo, sendo utilizar
para ajustar ao valor presente as contas desse grupo patrimonial. Então:

Financiamento de Longo Prazo = 60


(-) Encargos Financeiros a Transcorrer = 10
Valor Presente do Financiamento de Longo Prazo = 50

O gabarito é certo.

11. (CEBRASPE/SEFAZ RS/Auditor-Fiscal da Receita Estadual/2019) Ao estimar e registrar o valor


corrente dos fluxos de caixa futuros para suas obrigações, encargos e riscos classificados no
passivo não circulante, uma empresa que se encontre no curso normal de suas atividades aplica
o conceito de
a) ajuste de avaliação patrimonial.
b) evento subsequente.
c) moeda funcional.
d) regime de caixa.
e) valor presente.

Comentários:

Atenção as palavras chaves: “estimar”, “valor corrente”. “Fluxo futuro”. Tais afirmações
caracterizam o valor presente. Vejamos a definição feita pelo CPC n° 12:

Valor presente (present value) - é a ESTIMATIVA DO VALOR CORRENTE de um


fluxo de caixa futuro, no curso normal das operações da entidade.

O gabarito é letra e.

12. (CEBRASPE/COGE CE/Auditor de Controle Interno/2019) Um título público de longo prazo que
renderá juros nos termos do contrato foi adquirido por uma companhia que tem liquidez e
cotação no mercado.
Conforme o Pronunciamento Técnico CPC 48 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, assinale
a opção correta, a respeito do título mencionado na situação hipotética.

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a) Se esse título for mensurado pelo método do custo amortizado, os juros contratuais e a
diferença entre os juros contratuais e as variações decorrentes da marcação a mercado do título
deverão ser reconhecidos no resultado.
b) Se esse título for mensurado pelo método do valor justo por meio do resultado, deverá ser
reconhecida no resultado a diferença entre os juros contratuais e as variações decorrentes da
marcação a mercado do título, mas não os juros contratuais.
c) Se esse título for mensurado pelo método do valor justo por meio do resultado, os juros
contratuais deverão ser reconhecidos no resultado, mas não a diferença entre os juros contratuais
e as variações decorrentes da marcação a mercado do título.
d) Se esse título for mensurado pelo método do custo amortizado, deverão ser reconhecidos no
resultado os juros contratuais, mas não a diferença entre os juros contratuais e as variações
decorrentes da marcação a mercado do título.
e) Se esse título for mensurado pelo método do valor justo por meio dos outros resultados
abrangentes, deverá ser reconhecida no resultado a diferença entre os juros contratuais e as
variações decorrentes da marcação a mercado do título, mas não os juros contratuais.

Comentários:

Antes, vamos revisar as caracteristicas de casa tipo:

Empréstimos/Recebíveis normais
• Valor original - Ajuste perda - AVP
Ativos Financeiros Mensurados Ao Custo Amortizado
• Valor original + Encargos ou rendimentos
Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio De Outros Resultados Abrangentes.
• Juros: Resultado . Ajuste a Valor justo no Patrimônio Líquido
Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio Do Resultado (categoria residual)
• Encargos: resultado; Ajustes ao valor justo: Resultado

a) Se esse título for mensurado pelo método do custo amortizado, os juros contratuais e a
diferença entre os juros contratuais e as variações decorrentes da marcação a mercado do título
deverão ser reconhecidos no resultado.

Errado, os investimentos ao custo amortizado não são não são ajustados ao valor justo.

b) Se esse título for mensurado pelo método do valor justo por meio do resultado, deverá ser
reconhecida no resultado a diferença entre os juros contratuais e as variações decorrentes da
marcação a mercado do título, mas não os juros contratuais.

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c) Se esse título for mensurado pelo método do valor justo por meio do resultado, os juros
contratuais deverão ser reconhecidos no resultado, mas não a diferença entre os juros contratuais
e as variações decorrentes da marcação a mercado do título.

Errados, nesse tipo de instrumento tanto os juros quanto o ajuste ao valor justo são lançados no
resultado.

d) Se esse título for mensurado pelo método do custo amortizado, deverão ser reconhecidos no
resultado os juros contratuais, mas não a diferença entre os juros contratuais e as variações
decorrentes da marcação a mercado do título.

Esse é o nosso gabarito!

e) Se esse título for mensurado pelo método do valor justo por meio dos outros resultados
abrangentes, deverá ser reconhecida no resultado a diferença entre os juros contratuais e as
variações decorrentes da marcação a mercado do título, mas não os juros contratuais

Errado, o correto seria: [...] deverão ser reconhecida no resultado os juros contratuais, mas não a
diferença entre os juros contratuais e as variações decorrentes da marcação a mercado do título,
a qual deverá ser reconhecida em outros resultados abrangentes (no Patrimônio Líquido – PL), na
conta Ajuste de Avaliação Patrimonial (AAP).

O gabarito é letra d.

13. (CEBRASPE/COGE CE/Auditor de Controle Interno/2019) Texto 1A2-I As informações a seguir


representam os fatos considerados relevantes em uma operação de venda seguida de uma
operação de aquisição de imobilizado efetuadas por uma companhia.
dados relativos à venda
• valor – R$ 100.000
• forma de recebimento – pagamento único
• prazo: 10 meses
• valor presente do ativo a receber – R$ 86.000 (no momento da operação)
• valor presente do ativo a receber – R$ 87.000 (decorrido um mês)
dados relativos à aquisição
• valor – R$ 80.000
• forma de pagamento – em 10 prestações de R$ 8.000
• valor presente do fluxo das prestações – R$ 75.500

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Ainda de acordo com a Lei n.º 6.404/1976 e o Pronunciamento Técnico CPC 12 do Comitê de
Pronunciamentos Contábeis, é correto afirmar que, na companhia referida no texto 1A2-I, o
financiamento deve ser registrado pelo valor de
a) R$ 80.000, e o valor que deve ser apropriado, decorrido um mês da operação, é igual a R$ 450,
a ser contabilizado a débito da conta representativa do financiamento.
b) R$ 75.500, e o valor que deve ser apropriado, decorrido um mês da operação, é igual a R$ 450,
a ser contabilizado a débito da conta representativa do financiamento.
c) R$ 80.000, ajustado por encargos financeiros a transcorrer de R$ 4.500, e o valor que deve ser
apropriado, decorrido um mês da operação, é igual a R$ 450, a ser contabilizado a débito de uma
conta retificadora do financiamento.
d) R$ 80.000, ajustado por encargos financeiros a transcorrer de R$ 4.500, e o valor que deve ser
apropriado, decorrido um mês da operação, não é calculado de forma linear e deverá ser
contabilizado a crédito de uma conta retificadora do financiamento.
e) R$ 80.000, ajustado por encargos financeiros a transcorrer de R$ 4.500, e o valor que deve ser
apropriado, decorrido um mês da operação, não é calculado de forma linear e deverá ser
contabilizado a débito de uma conta retificadora do financiamento.

Comentários:

O quesito exige informações sobre o financiamento.

O lançamento inicial será:

D – Imobilizado (Ativo) 75.500


D- Encargos financeiros a transcorrer (Retificadora do Passivo) 4.500
C- Financiamentos a pagar (Passivo) 80.000

Posteriormente, apropriamos os juros mês a mês:

D - Despesa financeira (Resultado) xxxx


C - Encargos financeiros a transcorrer (Retificadora do Passivo) xxx

Devemos usar o método exponencial, pois o mercado dificilmente utilizará juros simples para uma
operação de financiamento. Logo, não é calculado de forma linear.

Portanto, é correto afirmar que o financiamento deve ser registrado pelo valor de R$ 80.000,
ajustado por encargos financeiros a transcorrer de R$ 4.500, e o valor que deve ser apropriado,
decorrido um mês da operação, não é calculado de forma linear e deverá ser contabilizado a
crédito de uma conta retificadora do financiamento.

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Risquemos os erros das outras alternativas:

a) R$ 80.000, e o valor que deve ser apropriado, decorrido um mês da operação, é igual a R$ 450,
a ser contabilizado a débito da conta representativa do financiamento.
b) R$ 75.500, e o valor que deve ser apropriado, decorrido um mês da operação, é igual a R$ 450,
a ser contabilizado a débito da conta representativa do financiamento.
c) R$ 80.000, ajustado por encargos financeiros a transcorrer de R$ 4.500, e o valor que deve ser
apropriado, decorrido um mês da operação, é igual a R$ 450, a ser contabilizado a débito de uma
conta retificadora do financiamento.
e) R$ 80.000, ajustado por encargos financeiros a transcorrer de R$ 4.500, e o valor que deve ser
apropriado, decorrido um mês da operação, não é calculado de forma linear e deverá ser
contabilizado a débito de uma conta retificadora do financiamento.

O gabarito é letra d.

14. (CESPE/Analista/EBSERH/2018) Para que um ativo financeiro seja mensurado ao custo


amortizado, é necessário que suas cláusulas contratuais prevejam fluxos de caixa exclusivamente
de principal e juros sobre esse principal, nas datas previamente acordadas, e que o modelo de
negócio em que o ativo esteja inserido tenha por objetivo receber esses fluxos de caixa
contratuais.

Comentários:

O CPC 48 entrou em vigor em 2018 e já está aparecendo em provas do Cespe. É um tema bem
complexo, mas de certa forma, esse novo CPC veio clarificar alguns conceitos que eram de difícil
entendimento e aplicação nas normas anteriores que tratavam do tema.

Segundo o CPC 48 – Instrumentos Financeiros:

4.1.1 A menos que o item 4.1.5 seja aplicável, a entidade deve classificar ativos
financeiros como subsequentemente mensurados ao custo amortizado, ao valor
justo por meio de outros resultados abrangentes ou ao valor justo por meio do
resultado com base tanto:

(a) no modelo de negócios da entidade para a gestão dos ativos financeiros;


quanto

(b) nas características de fluxo de caixa contratual do ativo financeiro.

4.1.2 O ativo financeiro deve ser mensurado ao custo amortizado se ambas as


seguintes condições forem atendidas:

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(a) o ativo financeiro for mantido dentro de modelo de negócios cujo objetivo seja
manter ativos financeiros com o fim de receber fluxos de caixa contratuais; e

(b) os termos contratuais do ativo financeiro derem origem, em datas


especificadas, a fluxos de caixa que constituam, exclusivamente, pagamentos de
principal e juros sobre o valor do principal em aberto.

Então, vamos esquematizar?

os termos contratuais do
Ativos Financeiros ativo financeiro mantido
ativo financeiro derem
mensurados ao custo para receber fluxos de
origem a pagamentos
amortizado caixa contratuais; e
de principal e juros

O gabarito é certo

A respeito de avaliação de itens patrimoniais diversos, julgue o item subsequente.

15. (CESPE/Analista/STM/2018) Os financiamentos obtidos no BNDES, com juros abaixo dos


padrões do mercado, têm de ser ajustados a valor presente com base na média das taxas do
mercado de dívidas de longo prazo.

Comentários:

Financiamentos obtidos junto ao BNDES são exceções ao ajuste a valor presente.

Resposta prevista no CPC 12:

10. No caso de empréstimos, financiamentos e mútuos com encargos financeiros


diferentes das atuais taxas de juros praticadas pelo mercado, deve ser feito o AVP?

(a) Financiamentos do BNDES, contratados com taxas de juros diferentes das taxas
praticadas pelo mercado em geral para outras modalidades de empréstimos,
estão sujeitos ao AVP?

Resposta - Não. Esses financiamentos reúnem características próprias e as


condições definidas nos contratos de financiamento do BNDES, entre partes
independentes, e refletem as condições para aqueles tipos de financiamentos. Em
alguns casos, os encargos financeiros são inferiores às taxas de juros aplicáveis
para empréstimos em geral e/ou para capital de giro, mas deve-se levar em
consideração que o BNDES financia projetos, com características próprias, em

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geral aplicando taxas que seriam aplicáveis a qualquer entidade, ajustadas apenas
pelo risco específico de crédito das entidades e projetos envolvidos. No Brasil,
não há um mercado consolidado de dívidas de longo prazo com as características
dos financiamentos do BNDES, com o que a oferta de crédito às entidades em
geral, com essa característica de longo prazo, normalmente está limitada ao
BNDES. Esse tratamento está alinhado às normas internacionais, mais
especificamente os IAS 20 e 37 e com este Pronunciamento.

Você conhece quais são as exceções ao Ajuste a Valor Presente?

Financiamentos
BNDES

Mútuo entre
Não se sujeitam
Partes
ao AVP
Relacionadas

Ativos e Passivos
Fiscais Diferidos

Obs.: veremos o ajuste a valor presente, com maiores detalhes, em aulas mais
avançadas.

O gabarito é errado.

16. (CEBRASPE/PF/Agente/2018) Determinada sociedade comercial realizou, no período corrente,


as transações apresentadas a seguir.
• Apropriou a terceira cota anual cheia de depreciação de um veículo, originalmente adquirido
por R$ 60.000, com vida útil estimada em 5 anos. A empresa tem como política considerar um
valor residual de 10% para todos os seus bens. O método de depreciação empregado é o da soma
dos dígitos dos anos.
• Descontou, no banco onde mantém conta, uma duplicata a vencer em 60 dias. O título, com
valor nominal de R$ 100.000, gerou um crédito de R$ 97.000 na conta-corrente da empresa.
• Vendeu mercadorias por R$ 10.000, líquido de tributos, realizando a baixa dos estoques
correspondentes, no valor de R$ 5.500.
Nessa situação hipotética, a empresa, no momento do desconto do título, contabilizou despesa
com encargos financeiros de R$ 3.000.

Comentários:

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Errado. Tem que considerar o regime de competência e não na hora do desconto.

A contabilização, no momento inicial, é a seguinte:

D – Caixa (Ativo) 97.000


D – Encargos a transcorrer (Retificadora do Passivo) 3.000
C – Duplicatas descontadas (Passivo) 100.000

Os encargos devem ser apropriados ao resultado por competência (suponha R$ 100,00 ao mês
para simplificar):

D – Despesas financeiras (Resultado) 100


D – Encargos a transcorrer (Retificadora do Passivo) 100

Assim, a questão está errada, pois não ocorre um débito em despesas do período na data da
liberação do crédito. A contabilização da despesa ocorre posteriormente, por competência,
conforme a passagem do tempo.

17. (CEBRASPE/SEFAZ RS/ Técnico Tributário da Receita Estadual/2018) Em muitos casos, a


colocação de debêntures no mercado demanda a contratação de instituições financeiras para
coordenar o processo, o que gera os chamados gastos com colocação de debêntures. Esses
gastos
a) integram os encargos financeiros e devem ser amortizados durante o prazo de vigência das
debêntures.
b) são reconhecidos como ativos financeiros e serão baixados à medida que as debêntures forem
quitadas.
c) integram o ativo intangível e são amortizados quando do pagamento das debêntures.
d) são reconhecidos como despesas do período em que tiver sido feita a emissão dos títulos.
e) são registrados como despesas antecipadas, apropriadas ao resultado proporcionalmente ao
prazo de vencimento das debêntures.

Comentários:

De acordo com o CPC 08, os custos de transação incorridos na captação de recursos por meio da
contratação de instrumento de dívida (empréstimos, financiamentos ou títulos de dívida tais como
debêntures, notas comerciais ou outros valores mobiliários) devem ser contabilizados como
redução do valor justo inicialmente reconhecido do instrumento financeiro emitido, para
evidenciação do valor líquido recebido!!! Portanto, não são despesas momento da emissão dos
títulos, mas são apropriados ao longo do prazo de resgate das debêntures! O gabarito é letra a.

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A respeito do método das partidas dobradas e de seus desdobramentos na ciência contábil, julgue
o item seguinte.

18. (CESPE/PC-MA/Perito Criminal/[Link]) Em uma venda de mercadoria, ocorre a baixa,


a crédito, da mercadoria vendida, em contrapartida à correspondente conta de receita por
venda de mercadorias.

Comentários:

Vamos efetuar a contabilização:

• Pelo registro da venda:

D – Caixa/Clientes/Duplicatas a receber (ativo)


C – Receita de vendas (resultado)

• Pela baixa no estoque:

D – Custo da mercadoria vendida (resultado)


C – Estoque de mercadorias para revenda (ativo)

Agora, comparemos com o lançamento proposto pelo quesito:

• Pela baixa no estoque:

D- Receita de vendas (resultado)


C – Estoque de mercadorias para revenda (ativo)

Percebam que o quesito erra ao afirmar que a contrapartida da baixa do estoque seria a Receita
por venda de mercadoria, quando o correto seria a conta custo da mercadoria vendida. O gabarito
é errado.

Julgue o item a seguir, referente a balanço patrimonial.

19. (CEBRASPE/FUB/Técnico Contabilidade/2018) A conta ajuste a valor presente, que registra


valores decorrentes de operações financeiras realizadas, não pode ser considerada como
retificadora de passivo.

Primeiramente, ressaltamos que o ajustes a valor presente, conforme o CPC 12, é requerido quer
se trate de passivos contratuais, quer se trate de passivos não contratuais. Ainda, conforme esse

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pronunciamento. a mensuração contábil a valor presente deve ser aplicada no reconhecimento


inicial de ativos e passivos.

Adicionalmente, lembramos que a conta retificadora do passivo é uma conta que fica no passivo,
mas tem natureza devedora (tem saldo devedor). Lembra que o Passivo tem natureza credora?
Então, as contas retificadoras diminuem o passivo.

Como o ajuste a valor presente também é utilizado para diminuir o saldo desse grupo. Logo, o
quesito está errado ao afirmar que ele não pode ser considerado como retificadora de passivo.

O gabarito é errado.

A tabela a seguir apresenta os dados, em reais, para a conciliação dos saldos contábil e bancário
da empresa X no banco Y.
saldo ao final do período, conforme livros contábeis da empresa 10.000
registros feitos pelo banco a débito da conta-corrente, ainda não
contabilizados na empresa
serviços de cobrança 500
cheques de clientes devolvidos 2.500
registros feitos pelo banco a crédito da conta-corrente, ainda
não contabilizados na empresa
valores relativos a boletos recebidos de clientes 3.000
juros recebidos de clientes 1.500
saldo ao final do período, conforme o extrato bancário 10.500
valores contabilizados na empresa e que ainda não foram
registrados pelo banco
depósitos realizados no caixa eletrônico ainda não processados 1.000
A partir dessa tabela, julgue o item subsequente, a respeito das conciliações contábeis.
20. (CEBRASPE/FUB/Técnico Contabilidade/2018) Após a conciliação realizada e os
correspondentes lançamentos de ajuste, o saldo da conta contábil representativa da conta-
corrente mantida no banco em questão será de R$ 10.500.

Comentários:

Avisamos que podemos começar a conciliação pelo extrato ou pelo razão (já que, ao final, ambos
devem apresentar o mesmo saldo conciliado). Professores, qual escolher? Pessoal, a dica é
escolher aquele com menos contas. Vejamos:

• Conciliação – começando pelo extrato bancário:

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saldo ao final do período, conforme o extrato bancário = 10.500


(+/-) valores contabilizados na empresa e que ainda não foram registrados pelo banco:
(+) depósitos realizados no caixa eletrônico ainda não processados = 1.000 .

Após conciliação. saldo da conta contábil representativa da conta-corrente mantida no banco será
de R$ 11.500. Portanto, o gabarito é errado. Rápido, né? Rsrsr

• Conciliação – começando pelos livros contábeis:

Atenção! A conta Bancos, na contabilidade, aumenta através de lançamentos a


débito e diminui com lançamentos a crédito. Já o extrato bancário representa uma
conta do Passivo do banco. Por isso, aumenta com lançamentos a crédito e diminui
com lançamentos a débito.

saldo ao final do período, conforme livros contábeis da empresa 10.000


(-) DÉBITO DA CONTA-CORRENTE, ainda NÃO CONTABILIZADOS:
(-) serviços de cobrança 500
(-) cheques de clientes devolvidos 2.500
(+) CRÉDITO DA CONTA-CORRENTE, ainda NÃO CONTABILIZADOS:
(+) valores relativos a boletos recebidos de clientes 3.000
(+) juros recebidos de clientes 1.500 ..

Após conciliação. saldo da conta contábil representativa da conta-corrente mantida no banco será
de R$ 11.500.

21. (CEBRASPE/FUB/Técnico Contabilidade/2018) O ponto de partida para a conciliação bancária


pode ser o saldo constante da contabilidade da empresa ou o saldo do extrato bancário.

Comentários:

Correto, falamos que a conciliação bancária pode iniciar pelo razão ou pelo extrato bancário, já
que, ao final, ambos devem apresentar o mesmo saldo conciliado.

22. (CEBRASPE/FUB/Técnico Contabilidade/2018) A conta contábil representativa de clientes


deverá ser acrescida de R$ 500.

Comentários:

Filtrando as informações relacionadas a conta clientes, temos que:

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• cheques de clientes devolvidos 2.500

D- Clientes 2.500
C- Bancos 2.500

• valores relativos a boletos recebidos de clientes 3.000

D- Bancos 3.000
C- Clientes 3.000

Para facilitar, montemos o razonete:

Clientes
Saldo inical Não informado
Cancelamento 2.500,00 3.000,00 recebimento de clientes
500,00 Variação após a conciliação

Por fim, podemos marcar o quesito como errado, pois a conta contábil representativa de clientes
deverá ser acrescida reduzida de R$ 500.

Obs.: juros recebidos de clientes: São os juros que a empresa obtém de seus
clientes, como remuneração de seu capital, que está sendo utilizado por terceiros
ou atraso de pagamentos nas obrigações com a empresa.

Como não houve contabilização anterior, deduz-se que são pôs-fixados:

D- Bancos

C- Receita financeira

Nota-se que o recebimento de juros não influenciará o saldo da conta clientes.

23. (CEBRASPE/TRE-BA/Técnico Judiciário/2017) A técnica da conciliação bancária é um


procedimento
a) opcional, que deve ser efetuado por ocasião da apuração dos resultados do exercício e que
consiste em um cotejamento dos valores da conta banco conta movimento com o extrato da conta
bancária respectiva, sendo os registros do banco o ponto de partida para a conciliação.
b) opcional, que, normalmente, deve ser efetuado por ocasião da apuração dos resultados do
exercício e que consiste em um cotejamento dos valores da conta banco conta movimento com o
extrato da conta bancária respectiva, podendo o ponto de partida para a conciliação ser os
registros da empresa ou os do banco.

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c) obrigatório, que pode ser efetuado a qualquer tempo e consiste em um cotejamento dos
valores da conta banco conta movimento com o extrato da conta bancária respectiva, podendo o
ponto de partida para a conciliação ser os registros da empresa ou os do banco.
d) obrigatório, que deve ser efetuado por ocasião da apuração dos resultados do exercício e que
consiste em um cotejamento dos valores da conta banco conta movimento com o extrato da conta
bancária respectiva, sendo os registros do banco o ponto de partida para a conciliação.
e) opcional, que pode ser efetuado a qualquer tempo e que consiste em um cotejamento dos
valores da conta banco conta movimento com o extrato da conta bancária respectiva, sendo os
registros da empresa o ponto de partida para a conciliação.

Comentários:

É um procedimento obrigatório, pode ser efetuado a qualquer tempo e pode começar pelo
extrato ou pelo razão (já que, ao final, ambos devem apresentar o mesmo saldo conciliado). O
gabarito é letra c.

Relativamente à avaliação e contabilização de itens do passivo e do patrimônio líquido, julgue o


próximo item.
Situação hipotética: Um fornecedor oferece determinada mercadoria a prazo por R$ 1.000, porém
em uma compra à vista, com vencimento em 30 dias, esse mesmo fornecedor oferece um desconto
de 5% sobre o valor a prazo.

24. (CESPE/SEDF/Analista de Gestão Educacional/Contabilidade/2017) Assertiva: Nesse caso, em


uma compra a prazo, a diferença entre o valor à vista e o valor a prazo deverá ser contabilizada,
no momento da compra, como despesa de juros.

Comentários:

A lei 6404/76 estabelece os seguintes critérios para a avaliação do Passivo:

Critérios de Avaliação do Passivo

Art. 184. No balanço, os elementos do passivo serão avaliados de acordo com os


seguintes critérios:

I - as obrigações, encargos e riscos, conhecidos ou calculáveis, inclusive Imposto


sobre a Renda a pagar com base no resultado do exercício, serão computados
pelo valor atualizado até a data do balanço;

II - as obrigações em moeda estrangeira, com cláusula de paridade cambial, serão


convertidas em moeda nacional à taxa de câmbio em vigor na data do balanço;

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III – as obrigações, os encargos e os riscos classificados no passivo não circulante


serão ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver
efeito relevante. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

As obrigações do passivo circulante, quando o efeito for relevante, também devem ser ajustadas
a valor presente.

A contabilização dessa compra será:

D – Estoque (pelo valor presente) 950


D – Encargos financeiros a transcorrer (retificadora do passivo) 50
C – Fornecedores (Passivo) 1.000

A conta Encargos a Transcorrer deve ser apropriada ao resultado, como despesa financeira, por
competência e não no momento da compra.

Ao final dos 30 dias, a empresa deverá fazer o seguinte lançamento:

D - Despesas Financeiras 50
C - Encargos financeiros a transcorrer (retificadora do passivo) 50

O gabarito é errado.

Julgue o item seguinte, referente aos fatos contábeis e às variações patrimoniais deles
decorrentes.

25. (Cespe/TCE-PA/Ciências Atuarias/2016) A obtenção de empréstimos junto a instituições


financeiras provoca, na data da liberação dos recursos, um aumento simultâneo do ativo e do
passivo das entidades beneficiárias desse tipo de operação de crédito.

Comentários:

Vamos imaginar uma operação de empréstimo com as seguintes condições: contratação de um


empréstimo no valor de R$ 100.000,00 que serão pagos em 12 prestações mensais de R$ 10.000,
isto é, o valor total a ser pago é de R$ 120.000,00.

A diferença entre o valor total a ser pago, R$ 120.000,00, e o valor contratado, R$ 100.000,
representam o que a Contabilidade chama de Encargos Financeiros a transcorrer. Essa conta é
classificada como retificadora do Passivo e seu funcionamento será apresentado em aulas
posteriores.

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A contabilização do empréstimo que efetuamos será:

D – Bancos R$ 100.000,00
D – Encargos Financeiros a transcorrer (Passivo) R$ 20.000,00
C – Empréstimos a pagar R$ 120.000,00.

Percebam que tivemos um aumento de R$ 100.000 no Ativo, pela entrada do valor do empréstimo
e aumento do Passivo de 120.000 – 20.000, isto é, também R$ 100.000,00. O gabarito é certo

26. CESPE/TCE-PR/Analista de Controle/Atuarial/2016) Considere que uma fábrica tenha realizado


a compra de matérias-primas por R$ 200.000, dividindo esse valor em quatro prestações
mensais, iguais e consecutivas, e tendo pagado a primeira prestação no ato da compra. Caso a
compra tivesse sido à vista, o valor desembolsado seria de R$ 190.000. Desconsiderando-se
eventual tributação, é correto afirmar que o evento em questão
a) aumentará o estoque em R$ 200.000.
b) gerará a contabilização imediata de uma despesa de juros.
c) é um fato contábil misto.
d) é um fato contábil permutativo.
e) é um fato contábil modificativo aumentativo.

Comentários:

As obrigações do passivo circulante, quando o efeito for relevante, também devem ser ajustadas
a valor presente. A contabilização dessa compra será:

D – Estoque (pelo valor presente) 190.000


D – Encargos financeiros a transcorrer (retificadora do passivo) 10.000
C – Fornecedores (Passivo) 150.000
C – Caixa 50.000

A conta Encargos a Transcorrer deve ser apropriada ao resultado, como despesa financeira, por
competência e não no momento da compra. Portanto, estamos diante de um fato permutativo.

O gabarito é letra d.

Com relação ao reconhecimento e à mensuração de itens patrimoniais e de resultado, julgue o


item subsecutivo.

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27. (CESPE/DPU/Contabilidade/[Link]) Um imóvel arrendado poderá ser reconhecido


como ativo contábil pela empresa arrendatária caso a entidade tenha o direito de usar o ativo
por um período de tempo em troca de contraprestação.

Comentários:

A partir de 2019, os arrendatários devem contabilizar no ativo todos os contratos de arrendamento


que transfiram o direito de usar um ativo por um período de tempo em troca de contraprestação
(com a exceção dos contratos de curto prazo ou de pequeno valor, que podem ou não ser
contabilizados no ativo). O gabarito é certo.

Julgue o item a seguir, relativos aos procedimentos contábeis e à forma correta de registro das
transações.

28. (CESPE/FUNPRESP-EXE/Contabilidade/[Link]) Ao adquirir um arrendamento de um


veículo, uma entidade não deverá registrar o lançamento a débito desse ativo no imobilizado,
haja vista ela não ter a propriedade do bem.

Comentários:

O arrendamento é o contrato, ou parte do contrato, que transfere o direito de usar um ativo (ativo
subjacente) por um período de tempo em troca de contraprestação.

Atualmente, para o arrendatário, todos os contratos de arrendamento devem ser contabilizados


no ativo, com exceção dos contratos de curto prazo ou de bens de pequeno valor, que podem ou
não ser contabilizados. Portanto, a questão está errada, pois o veículo deve ser contabilizado no
ativo desde o início do contrato.

29. (CESPE/TCE-SC/Auditor de Controle Externo/2016) Os bens que sejam objeto de


arrendamento financeiro integram o imobilizado da empresa arrendadora.

Comentários:

Pegadinha maldosa, a meu ver. Vejam:

Arrendamento financeiro é aquele em que há transferência substancial dos riscos e benefícios


inerentes à propriedade de um ativo. O título de propriedade pode ou não vir a ser transferido.

Aplicando o princípio da primazia da essência sobre a forma, os bens que sejam objeto de
arrendamento financeiro integram o imobilizado da empresa arrendatária, e não da arrendadora.

Na empresa arrendadora, o bem passar a ser classificado no grupo de Contas a Receber.

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Comentário de atualização:

para o arrendador, a contabilização leva em conta se o arrendamento é


operacional ou financeiro. Não houve alteração na contabilização do arrendador.

Para o arrendatário, um arrendamento deve ser contabilizado no ativo quando


transferir o direito de usar um ativo por um período de tempo em troca de
contraprestação, com duas isenções: contratos de curto prazo e bens de pequeno
valor.

O gabarito é errado.

9.2 – FCC

30. (FCC/Assembleia Legislativa do Amapá/Analista Legislativo/Contador/2020) A Cia. Endividada


obteve, em 30/11/2018, um empréstimo para financiar sua expansão. O valor do empréstimo
foi R$ 10.000.000,00 e o pagamento para sua liquidação integral (principal e juros) ocorrerá em
30/11/2020. A taxa de juros compostos negociada foi 12% a.a. e os custos incorridos e pagos
para a obtenção deste empréstimo foram de R$ 50.000,00. Se o empréstimo é mensurado pelo
método do custo amortizado, o seu reconhecimento no Balanço Patrimonial da Cia. Endividada,
em 30/11/2018, provocou um aumento líquido total de
(A) R$ 10.000.000,00 no passivo e uma redução no patrimônio líquido de R$ 50.000,00.
(B) R$ 10.000.000,00, no passivo.
(C) R$ 8.800.000,00, no passivo.
(D) R$ 9.950.000,00, no passivo.
(E) R$ 10.000.000,00, no ativo.

Comentários:

A questão está solicitando a contabilização inicial do empréstimo e devemos lembrar que NÃO
DEVEMOS RECONHECER NENHUMA DESPESA nesse momento. Apenas por competência, ao
longo da operação:

• Custos de Transação = 50.000


• Empréstimo a pagar = 10.000

Captação Líquida do Empréstimo = Empréstimo a pagar - Custos de Transação

Captação Líquida do Empréstimo = 10.000.000 - 50.000 = R$ 9.950.000

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Contabilização:

D - Bancos (aumento do ativo) R$ 9.950.000


D - Custos de Transação a apropriar (retificadora do passivo) R$ 50.000
C - Empréstimos a pagar R$ 10.000.000

Portanto, temos aumento no ativo de R$ 9.950.000 e aumento no passivo de 10.000.000 - 50.000


= R$ 9.950.000 (temos que considerar o efeito líquido, cuidado, não podemos marcar apenas
aumento de R$ 10.000.000). O gabarito é letra d.

31. (FCC/Metrô - SP/Contabilidade/2019) Em relação ao ajuste a valor presente, considere:


I. Para transações a curto prazo, quando o efeito não é relevante, é permitida a simplificação e
dispensa do cálculo do ajuste a valor presente.
II. Nas transações de longo prazo, com juros implícitos ou explícitos embutidos, deve-se fazer o
ajuste a valor presente.
III. O método a ser utilizado é o da taxa nominal de juros e a taxa aplicada deve ser líquida de
efeitos fiscais.
IV. Os conceitos de ajuste a valor presente e valor justo têm o mesmo significado.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) II e IV.
(B) III e IV.
(C) I e II.
(D) II, III e IV.
(E) III.

Comentários:

I. Para transações a curto prazo, quando o efeito não é relevante, é permitida a simplificação e
dispensa do cálculo do ajuste a valor presente.

Correto, para transações de curto prazo, o ajuste a valor presente só é feito se o efeito for
relevante.

II. Nas transações de longo prazo, com juros implícitos ou explícitos embutidos, deve-se fazer o
ajuste a valor presente.

Correto, como regra, as operações de longo prazo DEVEM ser ajustadas a valor presente.

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III. O método a ser utilizado é o da taxa nominal de juros e a taxa aplicada deve ser líquida de
efeitos fiscais.

Errado, o método a ser utilizado é o da taxa efetiva e não nominal.

IV. Os conceitos de ajuste a valor presente e valor justo têm o mesmo significado.

Errado, valor presente, resumidamente, é o valor atual de elementos do ativo ou passivo, isto é, o
valor descontado. O valor justo é valor justo como o preço que seria recebido pela venda de um
ativo ou que seria pago pela transferência de um passivo em uma transação não forçada entre
participantes do mercado na data de mensuração.

O gabarito é letra c.

32. (FCC/Prefeitura do Recife/Analista/2019) A tabela a seguir apresenta as aplicações financeiras


realizadas pela Cia. Investidora no dia 1/7/2018, onde são encontradas as características de cada
aplicação e a forma de mensuração definida pela empresa para cada uma delas:
Valor Data de Taxa de Valor Justo em
Mensuração definida pela empresa
Aplicado (R$) vencimento juros compostos 31/07/2018 (R$)
200.000,00 30/4/2020 Mensuração ao custo amortizado 1,5%a.m 202.000,00
Mensuração ao valor justo por meio
250.000,00 31/7/2021 2%a.m 257.000,00
de outros resultados abrangentes
Mensuração ao valor justo por meio
150.000,00 31/12/2022 1%a.m 154.000,00
do resultado

O valor total dessas aplicações apresentado no Balanço Patrimonial da Cia. Investidora, em


31/7/2018, foi, em reais,
(A) 611.000,00.
(B) 614.000,00.
(C) 613.000,00.
(D) 609.500,00.
(E) 612.000,00.

Comentários:

CPC 48 na área, tá caindo muito. A FCC adaptou o padrão antigo de questões com as novas
classificações. Como alertamos sempre, esse tipo de questão vai ser recorrente nas próximas
provas de Contabilidade.

Os Títulos mensurados ao custo amortizado são semelhantes aos antigos títulos mantidos até o
vencimento. O valor dos rendimentos (juros) vai para o resultado e não são ajustados ao valor
justo.

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Para os títulos mensuração ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes, o valor
dos rendimentos (juros) vai para o resultado; o ajuste a valor justo vai para o PL, na conta Ajuste
de Avaliação Patrimonial.

Quanto aos títulos mensurados ao valor justo por meio do resultado, os rendimentos e o ajuste a
valor justo vão para o Resultado.

A questão solicitou o valor apresentado no balanço patrimonial, portanto, os dois títulos que são
avaliados a valor justo, já temos os saldos: 257.000 + 154.000 = 411.000. Agora, quanto o título
mensurado pelo custo amortizado, temos que calcular o saldo pela “curva do papel”, ou seja,
valor de face + juros = 200.000 x (1 + 0,015) = 203.000

Valor Total apresentado no balanço = 411.000 + 203.000 = 614.000. O gabarito é letra b.

33. (FCC/Prefeitura do Recife/Analista/2019) Em 30/6/2017, a Cia. Só Recursos obteve um


empréstimo no valor de R$ 3.000.000,00 com as seguintes características:
− Prazo total: 4 anos.
− Taxa de juros compostos: 4,2 % ao semestre.
− Pagamentos: parcelas iguais e semestrais no valor de R$ 449.270,70 cada.
Para a obtenção do empréstimo a empresa incorreu em custos de transação no valor total de R$
100.000,00 e a taxa de custo efetivo foi 5,0% ao semestre. O valor total dos encargos financeiros
reconhecidos no resultado de 2017, decorrente do empréstimo obtido, foi, em reais,
(A) 226.000,00.
(B) 126.000,00.
(C) 121.800,00.
(D) 145.000,00.
(E) 150.000,00.

Comentários:

Para encontrarmos o valor dos encargos financeiros do período, basta pegarmos o saldo devedor
do empréstimo na data determinada e multiplicarmos pela taxa efetiva de juros, vejam:

• Saldo Devedor = 3.000.000 – 100.000 = 2.900.000


• Taxa Efetiva de Juros = 5,0%
• Encargos Financeiros = R$ 145.000

Esse valor representa a soma das despesas financeiras e dos custos de transação, vejam:

Encargos Financeiros = Saldo Devedor x (Taxa Efetiva)

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Encargos Financeiros = R$ 145.000

Despesas Financeiras = Saldo Devedor x (Taxa Nominal) = 2.900.000 x 4,2% = R$121.800,00

Custos de Transação = Saldo Devedor x (Taxa Efetiva - Taxa Nominal)

Custos de Transação = 2.900.000 x 0,8 % = R$23.200,00

O gabarito é letra d.

34. (FCC/Prefeitura de Manaus/Auditor Fiscal/2019) A Cia. Só Dívida obteve um empréstimo no


valor de R$ 30.000.000,00, em 01/12/2018. Tanto o principal quanto os juros serão pagos em
01/12/2025 e a taxa de juros compostos negociada foi 2% ao mês. Na data da obtenção do
empréstimo, a empresa pagou R$ 800.000,00 referentes aos custos de transação e a taxa de
custo efetivo da operação foi 2,033% ao mês.
É correto afirmar que a Cia. Só Dívida reconheceu
(A) despesa financeira de R$ 593.636,00 em dezembro de 2018.
(B) despesa financeira de R$ 584.000,00 em dezembro de 2018.
(C) despesa financeira de R$ 609.900,00 em dezembro de 2018.
(D) passivo total de R$ 30.600.000,00, em 31/12/2018.
(E) despesa financeira de R$ 1.400.000,00 em dezembro de 2018.

Comentários:

Dados:

• Empréstimo a pagar = 30.000.000


• Custos de Transação = 800.000

Captação Líquida do Empréstimo = 30.000.000 – 800.000 = R$29.200.000,00

Contabilização Inicial:

D – Bancos R$29.200.000,00
D – Custos de Transação a apropriar R$ 800.000
C – Empréstimos a pagar R$ 30.000.000

Encargos Financeiros em dezembro de 2018 = Saldo Devedor x Taxa Efetiva

Encargos Financeiros em dezembro de 2018 = R$ 29.200.000,00 x 2,033% = R$ 593.636,00

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O gabarito é letra a.

35. (FCC/SEFAZ BA/Auditor Fiscal/2019) No dia 01/12/2018, uma empresa aplicou R$ 1.800.000,00
em diversos ativos financeiros. As condições negociadas para cada instrumento financeiro
adquirido e a classificação feita pela empresa para cada instrumento foram as seguintes:
Valor Data de Valor Justo em
Critério de avaliação definido pela Taxa de
Aplicado vencimento 31/12/2018
empresa juros
(em reais) dos títulos (em reais)
300.000,00 31/12/2022 Custo amortizado 1,2%a.m. 307.000,00
Valor justo por meio de outros resultados
700.000,00 31/12/2023 1,0%a.m. 710.000,00
abrangentes
800.000,00 31/12/2021 Valor justo por meio do resultado 0,8%a.m. 805.000,00

O valor total registrado no resultado da empresa, em 2018, decorrente das três aplicações
apresentadas na tabela acima foi, em reais,
a) 15.600,00.
b) 20.400,00.
c) 22.000,00.
d) 17.000,00.
e) 18.600,00.

Comentários:

Nas aplicações ao Custo Amortizado e ao Valor Justo por meio de outros resultados abrangente,
apenas os juros vão para o Resultado. Assim:

Valor Aplicado Taxa de


Critério de avaliação definido pela empresa Resultado
(em reais) juros
Custo amortizado 300.000,00 1,2%a.m. 3.600
Valor justo por meio de outros resultados abrangentes 700.000,00 1,0%a.m. 7.000
TOTAL I 10.600

No caso da aplicação ao Valor justo por meio de resultado, o que vai para o resultado é a diferença
entre o valor justo e o valor original.

Também podemos calcular assim o valor dos títulos ao valor justo por meio do resultado:

Valor original x juros = 800.000 x 0,8% = R$ 6.400

Com isso, o valor atualizado do título fica em $806.400. Mas, como o valor justo é $805.000,
devemos diminuir o valor do título em $ 1.400.

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Valor
Critério de avaliação definido Taxa de Resultado VJ – V. atualizável Efeito Líquido
Aplicado
pela empresa juros (805.000-806.400) sobre o resultado
(em reais)
Valor justo por meio do resultado 800.000,00 0,8%a.m. 6.400 -1400 5.000
TOTAL II 5.000

O valor total registrado no resultado da empresa, em 2018, decorrente das três aplicações
apresentadas na tabela acima foi, em reais,15.600,00 (Total I + Total II). O gabarito é letra a.

36. (FCC/SEFAZ BA/Auditor Fiscal/2019) No dia 01/12/2018 a empresa Só no Sapatinho S.A.


realizou as seguintes vendas de mercadorias:
− Vendas à vista: R$ 500.000,00
− Vendas a prazo: R$ 660.000,00
As vendas a prazo serão recebidas integralmente em 01/12/2020 e a empresa estava praticando
para elas, na data da venda, a taxa de juros de 0,398% ao mês, equivalente a 4,88% ao ano e a
10% para o período de dois anos.
A empresa Só no Sapatinho S.A. reconheceu, na Demonstração do Resultado do ano de 2018,
exclusivamente em relação às vendas efetuadas em 01/12/2018, Receita de Vendas no valor de
a) R$ 1.160.000,00, apenas.
b) R$ 1.100.000,00, apenas.
c) R$ 1.094.000,00 e Receita Financeira no valor de R$ 2.364,12.
d) R$ 1.100.000,00 e Receita Financeira no valor de R$ 2.388,00.
e) R$ 1.160.000,00 e Receita Financeira no valor de R$ 4.616,80.

Comentários:

Venda a vista = $ 500.000

Venda a prazo = $ 660.000 / 1,1 = $ 600.000

Venda total = $ 500.000 + $ 600.000 = $ 1.100.000

Receita financeira = $ 600.000 x 0,396% = $ 2.388

O gabarito é letra d.

Atenção: Para responder às questões de números 37 e 38, considere as informações a seguir.


Para obter recursos com o objetivo de financiar sua expansão, a Cia. Enrolada emitiu um lote de
debêntures no valor total de R$ 12.000.000,00 com as seguintes características:

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− Data da emissão: 30/11/2017.


− Prazo total: 10 anos.
− Taxa de juros compostos: 1,1% ao mês.
− Pagamentos: parcelas anuais de R$ 2.303.132,61.
A Cia. incorreu em gastos no valor total de R$ 180.000,00 para a emissão e colocação das
debêntures no mercado. Como havia uma expectativa de que as taxas de juros sofreriam uma
queda nos próximos anos, houve uma grande demanda pelas debêntures emitidas e a empresa
conseguiu vendê-las por R$ 12.840.000,00 (valor superior ao desejado), o que fez com que a taxa
de custo efetivo da emissão fosse 1% ao mês.

37. (FCC/ICMS-SC/Auditoria e Fiscalização/2018) O saldo líquido que a Cia. Enrolada apresentou


no balanço patrimonial, em 30/11/2017, para as debêntures emitidas foi, em reais,
A) 12.840.000,00.
B) 12.180.000,00.
C) 12.000.000,00.
D) 11.820.000,00.
E) 12.660.000,00.

Comentários:

A empresa vendeu as debêntures por $ 12.840.000, com gastos de $ 180.000 para emissão e
colocação (custos de transação).

Valor inicial = $ 12.840.000 - $ 180.000 = $ 12.660.000. O gabarito é letra e.

38. (FCC/ICMS-SC/Auditoria e Fiscalização/2018) O valor dos encargos financeiros apropriado no


resultado de 2017 da Cia. Enrolada, referente às debêntures emitidas foi, em reais,
A) 128.400,00.
B) 126.600,00.
C) 132.000,00.
D) 312.000,00.
E) 118.200,00.

Comentários:

Para calcular os encargos financeiros, basta multiplicar o valor inicial pela taxa de juros efetiva.

Encargos financeiros = $ 12.660.000 x 1% = $126.600

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O gabarito é letra b.

39. (FCC/ICMS-SC/Auditoria e Fiscalização/2018) Em 31/12/2016, a Cia. Conta Certa obteve um


empréstimo no valor de R$ 5.000.000,00 com as seguintes características:
− Prazo total: 3 anos
− Taxa de juros compostos: 9% ao ano
− Pagamentos: parcelas iguais e anuais de R$ 1.975.273,79.
− Datas de vencimentos das parcelas: 31 de dezembro de cada ano.
Para a obtenção do empréstimo, a empresa incorreu em custos de transação no valor total de R$
90.000,00 e a taxa de custo efetivo da emissão foi 10% ao ano. O saldo líquido total apresentado
para o empréstimo no balanço patrimonial de 31/12/2017, após o pagamento da primeira parcela,
e o valor dos encargos financeiros reconhecidos no resultado de 2017 foram, respectivamente,
em reais,
(A) 3.376.626,21 e 441.900,00.
(B) 3.414.726,21 e 480.000,00.
(C) 3.425.726,21 e 491.000,00.
(D) 3.524.726,21 e 500.000,00.
(E) 3.474.726,21 e 450.000,00.

Comentários:

Temos de saber o valor da captação líquida:

Captação líquida = Empréstimo - Custo de transação

Captação líquida = 5.000.000,00 - 90.000,00 = R$ 4.910.000,00

Agora, em cima deste valor, calculamos os encargos financeiros:

Captação líquida R$ 4.910.000,00


(-) Encargos financeiros (10%) -R$ 491.000,00
= Valor atualizado do empréstimo R$ 5.401.000,00

Agora é só subtrair o valor do pagamento:

Valor atualizado do empréstimo R$ 5.401.000,00


(-) Pagamento da parcela -R$ 1.975.273,79
= Valor atualizado do empréstimo 2 R$ 3.425.726,21

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O gabarito é letra c.

A tabela a seguir apresenta as aplicações financeiras realizadas pela empresa Valoração S.A. no
dia 01/07/2017. Na tabela, são encontradas as características de cada aplicação, bem como a
forma de mensuração definida pela empresa para cada aplicação:
Valor Data de Taxa de Valor Justo em
Mensuração definida pela empresa
Aplicado (R$) vencimento juros 31/07/2017 (R$)
250.000 31/05/2023 Mensuração ao custo amortizado 1,5% a.m. 260.000
Mensuração ao valor justo por meio de
300.000 31/10/2022 1% a.m. 305.000
outros resultados abrangentes
Mensuração ao valor justo por meio do
225.000 31/03/2020 2% a.m. 220.000
resultado

40. (FCC/ICMS-SC/Auditoria e Fiscalização/2018) O valor total dessas aplicações apresentado no


Balanço Patrimonial da empresa Valoração S.A., em 31/07/2017, foi, em reais,
(A) 786.250,00.
(B) 776.750,00.
(C) 778.750,00.
(D) 785.000,00.
(E) 783.000,00.

Comentários:

CPC 48 na área. A FCC adaptou o padrão antigo de questões com as novas classificações.
Como alertamos sempre, esse tipo de questão vai ser recorrente nas próximas provas de
Contabilidade.

Os Títulos mensurados ao custo amortizado são semelhantes aos antigos títulos mantidos até
o vencimento. O valor dos rendimentos (juros) vai para o resultado e não são ajustados ao valor
justo.

Para os títulos mensuração ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes, o valor
dos rendimentos (juros) vai para o resultado; o ajuste a valor justo vai para o PL, na conta Ajuste
de Avaliação Patrimonial.

Quanto aos títulos mensurados ao valor justo por meio do resultado, os rendimentos e o ajuste
a valor justo vão para o Resultado.

Fica assim:

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Valor
Mensuração definida Valor Custo VJ em Avaliação a
Juros Apresentado
pela empresa Aplicado Amortizado 31.12.2017 VJ
no Balanço
Mensuração ao
250.000,00 3.750,00 253.750,00 260.000,00 Não 253.750,00
custo amortizado
Mensuração ao valor
justo por meio de
300.000,00 3.000,00 303.000,00 305.000,00 Sim 305.000,00
outros resultados
abrangentes
Mensuração ao valor
justo por meio do 225.000,00 4.500,00 229.500,00 220.000,00 Sim 220.000,00
resultado
Total Apresentado no Balanço 778.750,00

Descrição:

• Juros = Valor Aplicado x Taxa


• Custo Amortizado = Valor Aplicado + Juros
• VJ = Valor Justo

Com isso podemos garantir que o gabarito da nossa questão é “C”.

41. (FCC/ICMS-SC/Auditoria e Fiscalização/2018) O impacto reconhecido no resultado da empresa


Valoração S.A., referente às aplicações financeiras, no mês de julho de 2017, foi, em reais,
(A) 10.000,00.
(B) 1.750,00.
(C) 11.250,00.
(D) 13.250,00.
(E) 3.750,00.

Comentários:

Vamos analisar o efeito no resultado da empresa da apropriação da receita financeira e do ajuste


a valor justo:

Mensuração ao custo amortizado:

Receita Financeira = 250.000 x 1,5% = R$ 3.750,00 (esse valor vai para a DRE como receita
financeira).

• Custo Amortizado = R$253.750,00


• Valor Justo = 260.000,00

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Não há ajuste a valor justo.

Contabilização:

D – Instrumento Financeiro R$ 3.750,00


C – Receitas Financeiras (resultado) R$ 3.750,00

Mensuração ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes:

Receita Financeira = 300.000 x 1% = R$ 3.000,00 (esse valor vai para a DRE como receita
financeira).

• Custo Amortizado = 303.000,00


• Valor Justo = 305.000,00

A empresa teve um ganho por ajuste a valor ajuste a valor justo de 305.000 - 303.000 = 2.000

A contabilização desses fatos contábeis fica assim:

D – Instrumento Financeiro R$ 3.000


C – Receitas Financeiras R$ 3.000

Ajuste a Valor Justo

D – Instrumento Financeiro R$ 2.000


C – Ajuste de Avaliação Patrimonial (PL) R$ 2.000

Mensuração ao valor justo por meio do resultado:

Receita Financeira = 225.000 x 2% = R$ 4.500,00 (esse valor vai para a DRE como receita
financeira).

• Custo Amortizado = R$229.500,00


• Valor Justo = R$220.000,00

A empresa teve uma perda por ajuste a valor ajuste a valor justo de 220.000 - 229.500 = 9.500

Tivemos receita financeira de 4.500 e despesa de 9.500, portanto, resultado financeiro líquido de
5.000. (despesa)

Contabilização:

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D – Despesas Financeiras R$ 5.000


C – Instrumento Financeiro R$ 5.000

O total que foi apropriado ao resultado do exercício, referente aos três títulos, foi:

3.750 + 3.000 – 5.000 = 1.750,00.

O gabarito é letra b.

42. (FCC/ICMS-SC/Auditoria e Fiscalização/2018) A empresa Solaris possuía as seguintes contas


com os respectivos saldos em 31/12/2017:
Duplicatas a Receber de Clientes: R$ 600.000,00;
Estimativa de Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa: R$ 10.000,00;
Caixa e Equivalentes de Caixa: R$ 110.000,00;
Contas a Pagar: R$ 150.000,00 e Patrimônio Líquido: R$ 550.000,00.
No entanto, antes do encerramento do período, a empresa realizou as seguintes transações em
31/12/2017:
− Desconto de uma duplicata de R$ 150.000,00, 30 dias antes do vencimento, com taxa de
desconto comercial de 7% ao mês.
− Reconhecimento da estimativa de perdas com créditos de liquidação duvidosa. A empresa
possui conhecimento de que 5% dos seus clientes nunca pagam suas dívidas.
Ao elaborar o balanço patrimonial de 31/12/2017, o total do ativo e o valor do passivo (capital de
terceiros) da empresa Solaris eram, respectivamente, em reais,
(A) 809.500,00 e 289.500,00.
(B) 809.500,00 e 300.000,00.
(C) 819.500,00 e 289.500,00.
(D) 680.000,00 e 150.000,00.
(E) 819.500,00 e 269.500,00.

Comentários:

Vamos efetuar a contabilização dos fatos contábeis apresentados:

− Desconto de uma duplicata de R$ 150.000,00, 30 dias antes do vencimento, com taxa de


desconto comercial de 7% ao mês.

Desconto = 150.000 x 0,07 = 10.500

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Contabilização:

D – Bancos (ativo) R$ 139.500,00


D – Encargos Financeiros a Transcorrer (retificadora do passivo) R$ 10.500,00
C – Duplicatas Descontadas R$ 150.000,00

− Reconhecimento da estimativa de perdas com créditos de liquidação duvidosa. A empresa


possui conhecimento de que 5% dos seus clientes nunca pagam suas dívidas.

Duplicatas a Receber de Clientes = R$ 600.000,00


Assim, Estimativa de Perdas (5%) = 600.000 x 0,05 = R$ 30.000,00

Esse é o saldo final que deve aparecer no balanço patrimonial da empresa para o exercício
seguinte. Pessoal, aqui nós podemos proceder de duas formas: revertemos o saldo de 10.000
como receita e constituímos uma nova estimativa de perda de 30.000 (método da reversão) ou
complementamos o saldo que falta – 20.000. Faremos da segunda forma!

Contabilização:

D – Despesas com estimativa de perdas com créditos de liquidação duvidosa R$ 20.000,00


C – Estimativa de Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa R$ 20.000,00

Após as devidas contabilizações, teremos os seguintes saldos para ativos e passivos:

Duplicatas a Receber de Clientes = R$ 600.000,00;


Estimativa de Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa = R$ 30.000,00;
Caixa e Equivalentes de Caixa = R$ 249.500,00; ;
Total do Ativo = R$ 819.500,00

Por sua vez, o passivo exigível terá a seguinte configuração:

Contas a Pagar = R$ 150.000,00


Duplicatas Descontadas = R$ 150.000,00
(-) Encargos Financeiros a Transcorrer (retificadora do passivo) = (R$ 10.500,00)
Total do Passivo = R$ 289.500,00.

O gabarito é letra c.

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43. (FCC/Prefeitura de São Luís/Auditor Fiscal de Tributos Municipais/2018) Em 31/12/2016, uma


empresa realizou vendas totais no valor de R$ 1.075.000,00, sendo que R$ 500.000,00 foram
vendidos à vista e o saldo remanescente será recebido integralmente após 15 meses. A empresa
praticava a taxa de juros de 11,83% ao ano para as suas vendas a prazo, que equivale a uma
taxa de 15% no prazo de 15 meses.
Em relação às vendas efetuadas em 31/12/2016, a empresa reconheceu Receita de Vendas no
valor de
(A) R$ 1.075.000,00 no resultado do ano de 2016, apenas.
(B) R$ 500.000,00 no resultado do ano de 2016 e Receita de Vendas no valor de R$ 575.000,00 no
resultado do ano de 2017.
(C) R$ 1.000.000,00 no resultado do ano de 2016 e Receita Financeira no valor de R$ 59.150,00
no resultado do ano de 2017.
(D) R$ 537.500,00 no resultado do ano de 2016 e Receita de Vendas no valor de R$ 537.500,00
no resultado do ano de 2017.
(E) R$ 1.000.000,00 e Receita Financeira no valor de R$ 75.000,00, ambas no resultado do ano de
2016.

Comentários:

Questão que trata do ajuste a valor presente! A venda recebida à vista, R$ 500.000, não precisa
ser ajustada, apenas a venda a prazo: 1.075.000,00 - 500.000,00 = 575.000,00

Essa venda será recebida em 15 meses e a taxa de desconto para o período é de 15%:

Valor Futuro 575.000


Valor Presente = = = 500.000
1+taxa de desconto 1,15

A contabilização dessa venda será, de acordo com o CPC 12:

D – Bancos 500.000,00
D – Clientes 575.000,00
C – AVP de Clientes (retificadora do ativo) 75.000,00
C – Receita de Vendas 1.000.000,00

Como não temos uma alternativa que apresente essa opção, temos que analisar também o
reconhecimento da receita financeira no ano de 2017, vejam:

Receita Financeira = 500.000 x 11,83% = 59.150,00

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Portanto, temos R$ 1.000.000,00 no resultado do ano de 2016 e Receita Financeira no valor de R$


59.150,00 no resultado do ano de 2017. O gabarito é letra c.

44. (FCC/Sabesp/Contabilidade/2018) As características das aplicações financeiras realizadas por


uma empresa no dia 01/12/2016 são apresentadas na tabela a seguir:
Valor Aplicado Data de Mensuração definida Taxa de Valor Justo em
(R$) vencimento pela empresa juros 31/12/2016 (R$)
Mensuração ao valor justo por meio
600.000,00 31/05/2020 1%a.m. 604.000,00
de outros resultados abrangentes
800.000,00 30/06/2022 Mensuração ao custo amortizado 2%a.m. 820.000,00
Mensuração ao valor justo por meio
1.000.000,00 31/10/2019 1,5%a.m. 1.018.000,00
do resultado

O valor total apresentado no Balanço Patrimonial da empresa, em 31/12/2016, e o efeito total na


Demonstração do Resultado de 2016, para as três aplicações em conjunto foram, respectivamente,
em reais,
(A) 2.438.000,00 e 40.000,00.
(B) 2.438.000,00 e 35.000,00.
(C) 2.437.000,00 e 37.000,00.
(D) 2.442.000,00 e 42.000,00.
(E) 2.438.000,00 e 38.000,00.

Comentários:

Mais uma vez a FCC adaptou o padrão antigo de questões com as novas classificações. Temos
certeza que esse tipo de questão vai ser recorrente nas próximas provas de Contabilidade.

Os Títulos mensurados ao custo amortizado são semelhantes aos antigos títulos mantidos até o
vencimento. O valor dos rendimentos (juros) vai para o resultado e não são ajustados ao valor
justo.

Para os títulos mensuração ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes, o valor dos
rendimentos (juros) vai para o resultado; o ajuste a valor justo vai para o PL, na conta Ajuste de
Avaliação Patrimonial.

Quanto aos títulos mensurados ao valor justo por meio do resultado, os rendimentos e o ajuste a
valor justo vão para o Resultado.

Vamos aos cálculos:

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Título Valor Juros Ajuste a VJ Balanço Resultado PL


Mensurado ao VJ – Resultado
abrangente 600.000 6.000 - 2.000 604.000 6.000 - 2.000
Mensurado da custo amortizado 800.000 16.000 816.000 16.000
Mensurado ao VJ - Resultado 1.000.000 15.000 3.000 1.018.000 18.000
Total 2.438.000 40.000 - 2.000

Portanto, o valor do Balanço é $2.438.000 e o efeito na Demonstração do Resultado do Exercício


é de $40.000. O gabarito é letra a.

45. (FCC/Analista/DPE AM/2018) A Cia. Fantástica possuía em seu estoque um lote de mercadoria
e, em 01/12/2016, vendeu 60% desse lote por R$ 650.000,00 para ser recebido em 30/03/2018.
Sabe-se que se o cliente tivesse adquirido as mercadorias à vista teria pago R$ 554.333,00, que
não há incidência de qualquer tributo na compra nem na venda das mercadorias e que a taxa
de juros cobrada pela empresa foi 1% ao mês.
Com base nestas informações, a Cia. Fantástica reconheceu na Demonstração do Resultado de
2016, Receita de vendas no valor de
a) R$ 554.333,00 e Receita financeira no valor de R$ 95.667,00.
b) R$ 650.000,00 e Despesa financeira no valor de R$ 95.667,00.
c) R$ 554.333,00 e Receita financeira no valor de R$ 5.543,33.
d) R$ 650.000,00, apenas.
e) R$ 554.333,00, apenas.

Comentários:

A questão fala que a empresa efetuou uma venda para ser recebida no longo prazo, nesse caso,
devemos efetuar o ajuste a valor presente.

O valor futuro da venda é de R$ 650.000, mas o valor presente, que é o valor à vista, é de R$
554.333,00. A diferença representa os encargos a transcorrer da operação e que serão
apropriados como receita financeira ao longo da operação: R$ 95.667,00

Contabilização no momento da venda – 01.12.2016:

D – Clientes R$ 650.000,00
C – Ajuste a valor Presente – Clientes (retificadora Ativo) R$ 95.667,00
C – Receita de Vendas R$ 554.333,00

Agora, vem o grande detalhe da questão. A venda foi efetuada no dia 01.12.2016 e a questão
quer saber o efeito no resultado na demonstração do resultado do exercício de 2016.

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Qual é a data de referência da DRE de 2016?

Dia 31.12.2016, isto é, um mês após a compra!

Se não nos atentarmos a esse detalhe, vamos considerar que temos que reconhecer apenas a
receita de venda, mas, como passou-se um mês, já temos que reconhecer a receita financeira no
resultado.

Receita Financeira = Valor Presente x Taxa de Juros = 554.333,00 x 1% = 5.543,33

Bizu FCC: Questões de CPC 12 – Cuidado com datas!

O gabarito é letra c.

46. (FCC/Sabesp/Contador/2018) No dia 01/12/2015 uma empresa obteve empréstimo à taxa de


juros de 1,5% ao mês. O valor total do empréstimo foi R$ 10.000.000,00, o pagamento do
principal será feito em uma única parcela em 01/12/2026 e os juros serão pagos semestralmente,
com a primeira parcela vencendo em 01/06/2016.
O valor das parcelas semestrais de juros é R$ 934.432,64 e a empresa pagou, adicionalmente, na
data da obtenção do empréstimo, despesas relacionadas com o contrato no valor de R$
250.000,00. A taxa de custo efetivo da operação foi 1,5429% ao mês.
O valor contábil do empréstimo apresentado no balanço patrimonial de 31/12/2015 e o valor total
dos encargos financeiros evidenciados no resultado de 2015, relativo ao empréstimo obtido
foram, respectivamente, em reais,
(A) 10.155.738,75 e 405.738,77.
(B) 9.896.250,00 e 146.250,00.
(C) 10.150.000,00 e 400.000,00.
(D) 10.154.290,00 e 404.290,00.
(E) 9.900.432,75 e 150.432,75.

Comentários:

Passo 1: Quanto entrou no caixa relativo ao empréstimo?

10.000.000 – 250.000 = 9.750.000

Isso é o que chamamos de captação líquida dos empréstimos.

Passo 2: Qual o valor dos encargos na primeira parcela?

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Devemos utilizar a taxa efetiva. É só pegar o valor da captação líquida e multiplicar pela taxa de
juros efetiva. A taxa de juros efetiva é composta pelos juros + encargos financeiros e custos das
transações.

9.750.000 x 1,5429% = 150.432,75

Passo 3: O valor do empréstimo em 31.12.2015 é a soma da captação líquida + encargos devidos.

9.750.000 + 150.432,75 = 9.990.432,75

O gabarito é letra e.

47. (FCC/Sabesp/Contador/2018) No dia 01/12/2015, uma empresa obteve um empréstimo no


valor de R$ 20.000.000,00. O prazo do empréstimo se encerrará em 01/12/2025, data em que
a empresa deverá pagar integralmente o valor do principal. Os juros deverão ser pagos
semestralmente com a primeira parcela vencendo em 01/06/2016 e a taxa de juros compostos
negociada foi 1,5% ao mês. O valor das parcelas semestrais de juros é R$ 1.868.865,28 e a
empresa pagou, adicionalmente, na data da obtenção do empréstimo, despesas relacionadas
com o contrato no valor de R$ 500.000,00. A taxa de custo efetivo da operação foi 1,5442% ao
mês.
O valor contábil do empréstimo que foi apresentado no balanço patrimonial de 31/12/2015 e o
valor total dos encargos financeiros evidenciados no resultado de 2015, referentes ao empréstimo
obtido, foram, respectivamente, em reais,
(A) 20.300.000,00 e 800.000,00
(B) 20.083.840,00 e 808.840,00
(C) 17.932.253,72 e 301.119,00
(D) 20.311.477,55 e 811.477,55
(E) 19.801.119,00 e 301.119,00

Comentários:

Pessoal, essa questão pode assustar um pouco e você já entra em desespero achando que vai ter
que fazer uma tabela gigantes de amortização de empréstimos. Mas com o nosso passo a passo,
vamos resolver a questão mais rapidamente.

Passo 1: Quanto entrou no caixa relativo ao empréstimo?

20.000.000 – 500.000 = 19.500.000

Isso é o que chamamos de captação líquida dos empréstimos.

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Passo 2: Qual o valor dos encargos na primeira parcela?

Devemos utilizar a taxa efetiva. É só pegar o valor da captação líquida e multiplicar pela taxa de
juros efetiva. A taxa de juros efetiva é composta pelos juros + encargos financeiros e custos das
transações.

19.500.000 x 1,5442% = R$ 301.119,00

Passo 3: O valor do empréstimo em 31.12.2015 é a soma da captação líquida + encargos devidos.

19.500.000 + R$ 301.119,00 = R$ 19.801.119,00

O gabarito é letra e.

48. (FCC/Sabesp/Contador/2018) A empresa Não Compro Nada S.A. realizou um contrato de


arrendamento financeiro para a aquisição de um caminhão. O contrato será pago em 36 parcelas
mensais de R$ 16.067,50 e uma parcela adicional no valor de R$ 50.000,00 que deverá ser paga
juntamente com a 24a parcela mensal. As demais informações sobre o contrato são as seguintes:
− Data do contrato: 01/12/2016
− Taxa implícita de juros do contrato: 1,2% ao mês
− Valor presente das parcelas em 01/12/2016: R$ 500.000,00
− Valor justo do caminhão em 01/12/2016: R$ 550.000,00
− Vida útil do caminhão para a empresa: 7 anos
− Valor residual esperado de venda do caminhão: R$ 164.000,00
O valor total das despesas que afetaram o resultado de dezembro de 2016, decorrentes do
contrato de arrendamento financeiro citado foi, em reais,
(A) 64.600,00.
(B) 10.600,00.
(C) 16.067,50.
(D) 6.000,00.
(E) 10.000,00.
Comentários:

Temos duas despesas em dezembro: despesa de depreciação e despesa financeira.

Vamos calcular.

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Atualmente, no momento inicial, o ativo deve ser contabilizado pelo valor presente das
prestações. Assim, o valor inicial do caminhão é $500.000.

Valor depreciável = 500.000 – valor residual = 500.000 – 164.000 = 336.000

Depreciação mensal = 336.000 / 84 meses = 4.000

Vejamos agora a despesa financeira. É o valor inicial vezes a taxa de juros implícita.

Juros = 500.000 x 1,2% = 6.000

Total de despesas = 4.000 + 6.000 = 10.000

O gabarito é letra e.

Atenção: Para responder às questões de números 49 e 50, considere as informações abaixo.


A empresa Contadores S.A. fez uma aplicação financeira em 01/12/2016, adquirindo três títulos
no valor de R$ 7.000,00 cada, que remuneram à taxa de 1% ao mês (juros compostos). Na data da
aquisição, um título foi classificado como para “Mensuração a Valor Justo por meio do Resultado”,
outro foi classificado como ““Mensuração a Valor Justo por meio do Outros Resultados
Abrangentes” e o outro foi classificado como “Custo Amortizado”. O valor justo de cada título,
30 dias após a sua aquisição era R$ 6.950,00.

49. (ARTESP/Especialista em Regulação/2017/Adaptada) A empresa reconheceu na Demonstração


de Resultado de dezembro de 2016, referente aos títulos tomados em conjunto, um resultado
financeiro de, em reais,
(A) 90,00, positivo.
(B) 20,00, positivo.
(C) 210,00, positivo.
(D) 150,00, negativo.
(E) 30,00, negativo.

Comentários:

Antes, vamos revisar as caracteristicas de casa tipo:

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Empréstimos/Recebíveis normais
• Valor original - Ajuste perda - AVP
Ativos Financeiros Mensurados Ao Custo Amortizado
• Valor original + Encargos ou rendimentos
Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio De Outros Resultados Abrangentes.
• Juros: Resultado . Ajuste a Valor justo no Patrimônio Líquido
Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio Do Resultado (categoria residual)
• Encargos: resultado; Ajustes ao valor justo: Resultado

- Classificação inicial:

D - Instrumentos financeiros “Mensuração a Valor Justo por meio 7.000,00


do Resultado”
D – Instrumentos financeiros “Mensuração a Valor Justo por meio 7.000,00
do Outros Resultados Abrangentes”
D - Instrumentos financeiros - Custo Amortizado 7.000,00
C – Caixa 21.000,00

- Reconhecimento da receita de juros (7.000x1%=R$ 70,00 para cada título)

D - Instrumentos financeiros “Mensuração a Valor Justo 70,00


por meio do Resultado”
D – Instrumentos financeiros “Mensuração a Valor Justo 70,00
por meio do Outros Resultados Abrangentes”
D - Instrumentos financeiros - Custo Amortizado 70,00
C – Receita de Juros 210,00

Com este lançamento, os títulos ficam registrados pelo valor de R$ 7070,00. As receitas
reconhecidas, para os três os títulos, portanto, são de R$ 210,00, mas a questão solicitou o
“resultado financeiro”e não apenas as receitas.

Como o valor justo dos títulos passou a ser R$ 6950,00, houve uma perda de R$ 120,00 (7070-
6950) nos títulos que sofrem avaliação a valor justo. Os títulos avaliados pelo custo amortizado
não sofrem ajuste ao valor justo. Por seu turno, os demaos terão um ajuste a valor justo de natureza
devedora, já que o valor justo é menor que o valor dos juros reconhecidos.

Pela avaliação a valor justo:

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D – Despesa de ajuste a valor justo (resultado) 120,00


C - Instrumentos financeiros “Mensuração a Valor Justo 120,00
por meio do Resultado”
D – Ajuste de Avaliação Patrimonial (PL) 120,00
C – Instrumentos financeiros Instrumentos financeiros
“Mensuração a Valor Justo por meio do Outros Resultados Abrangentes” 120,00

Portanto, o resultado líquido das operações foi de 210 – 120 = 90. O gabarito é letra a.

50. (ARTESP/Especialista em Regulação/2017/Adaptada) Os valores apresentados no Balanço


Patrimonial nas contas Aplicações Financeiras e Ajustes de Avaliação Patrimonial, em
31/12/2016, considerando os três títulos, foram, respectivamente, em reais,
(A) 21.090,00 e 70,00 (saldo credor).
(B) 20.970,00 e 120,00 (saldo devedor).
(C) 21.090,00 e 120,00 (saldo credor).
(D) 20.850,00 e 50,00 (saldo devedor).
(E) 20.970,00 e 50,00 (saldo devedor).

Comentários:

O saldo da conta Aplicações Financeiras será de 21.000, soma dos valores dos títulos, mais 210
das receitas financeiras menos 240, referente ao ajuste a valor justo dos títulos que são avaliados
por esse critério: 21.000 + 210 – 240 = 20.970.

A conta Ajustes de Avaliação Patrimonial terá saldo devedor de 120, em virtude da avaliação do
Instrumentos financeiros Mensuração a Valor Justo por meio do Outros Resultados Abrangentes”
a valor justo. O gabarito é letra b.

51. (ARTESP/Especialista em Regulação/2017) A Cia. Rapidinha realizou as seguintes vendas de


mercadorias, em 01/12/2016:
− Vendas à vista: R$ 1.500.000,00.
− Vendas realizadas no longo prazo: R$ 1.608.437,25 (valor nominal).
A taxa de juros efetiva praticada pela Cia. nas vendas a prazo foi 2% ao mês e o valor presente da
venda realizada a prazo, na data da venda, era R$ 1.000.000,00.
Com base nestas informações, a Cia. Rapidinha reconheceu
(A) R$ 3.108.437,25 como Receita de Vendas, em 01/12/2016.

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(B) R$ 2.500.000,00 como Receita de Vendas, em 01/12/2016, e Receita Financeira de R$


608.437,25, em 31/12/2016.
(C) R$ 2.500.000,00 como Receita de Vendas, em 01/12/2016, e Receita Financeira de R$
50.000,00, em 31/12/2016.
(D) R$ 3.108.437,25 como Receita de Vendas e Receita Financeira a Apropriar de R$ 608.437,25,
em 01/12/2016.
(E) R$ 2.500.000,00 como Receita de Vendas, em 01/12/2016.

Comentários:

O Ajuste a Valor Presente, previsto no CPC 12, tem como objetivo separar o efeito meramente
financeiro das receitas de vendas. Na venda realizada à vista, podemos reconhecer como Receita
de Vendas o valor das Vendas, isto é, R$ 1.500.000.
==1cab22==

Por sua vez, no caso das vendas de longo prazo, o valor reconhecido como receita de vendas é o
valor presente, isto é, R$ 1.000.000. A diferença entre o valor a prazo e à vista, isto é, R$
608.437,25, será classificada em conta retificadora, Ajuste a valor presente de clientes, e a cada
período de apuração, a empresa irá reconhecer a receita financeira da operação, vejamos:

Contabilização no momento da venda:

D – Bancos R$ 1.500.000
D – Clientes R$ 1.608.437,25
C – AVP Clientes R$ 608.437,25
C – Receita de Vendas R$ 2.500.000,00

Agora, vem o grande detalhe da questão. A venda foi efetuada no dia 01.12.2016 e a questão
quer saber o efeito no resultado na demonstração do resultado do exercício de 2016.

Qual é a data de referência da DRE de 2016? Dia 31.12.2016, isto é, um mês após a venda!

Bizu FCC: Questões de CPC 12 – Cuidado com datas!

Se não nos atentarmos a esse detalhe, vamos considerar que temos que reconhecer apenas a
receita de venda, mas, como passou-se um mês, já temos que reconhecer a receita financeira no
resultado.

Receita Financeira = Valor Presente x Taxa de Juros

Receita Financeira = 1.000.000 x 2% = 20.000

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Atenção! Os juros incidirão somente sobre o valor presente das vendas realizadas
ao longo prazo e não sobre o total das vendas.

O lançamento, por competência, será o seguinte:

D – AVP Clientes (Redutora de Ativo) R$ 20.000,00


C – Receita Financeira (Conta de Resultado) R$ 20.000,00

Então, teremos R$ 2.500.000,00 como Receita de Vendas, em 01/12/2016, e Receita Financeira


de R$ 20.000,00, em 31/12/2016. Diante das alternativas, podemos marcar a letra E.

52. (FCC/Artesp/Especialista em Regulação/[Link]) Em 31/12/2019, a Cia. de Minérios


adquiriu um caminhão, por meio de arrendamento, para ser pago em 5 prestações anuais, iguais
e consecutivas, de R$ 80.000,00 cada, vencendo a primeira em 31/12/2020. Sabe-se que o valor
presente das prestações era R$ 303.000,00 e que se a Cia. de Minérios tivesse adquirido o
caminhão à vista, teria pagado R$ 310.000,00 (valor justo).
Com base nestas informações, a Cia. de Minérios reconheceu
(A) um passivo no valor de R$ 400.000,00 na data da aquisição.
(B) despesa financeira no valor de R$ 97.000,00 no ano de 2020.
(C) um ativo no valor de R$ 310.000,00 na data da aquisição.
(D) um ativo no valor de R$ 310.000,00 e um ganho no valor de R$ 7.000,00 na data da aquisição.
(E) um ativo no valor de R$ 303.000,00 na data da aquisição.

Comentários:

Questão que combina ensinamentos do CPC 06 – Arrendamentos e CPC 12 – Ajuste a Valor


Presente. Vale lembrar que essa questão é marca registrada da FCC, pois esse formato já foi
cobrado pela banca em diversos concursos.

Poderíamos resolver a questão rapidamente se lembrássemos do CPC 06 (R2), que afirma que o
bem objeto de arrendamento deverá ser registrado pelo valor presente das prestações a pagar.

A questão informa que o valor presente das prestações é de 303.000. Portanto, o bem será
registrado por 303.000, alternativa “E”.

Vamos fazer a contabilização completa e vamos analisar o erro de cada alternativa.

• Arrendamento a pagar = 5 x 80.000 = 400.000.


• Valor presente das prestações = 303.000.

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Portanto, temos encargos financeiros a transcorrer de 400.000 – 303.000 = 97.000.

Contabilização:

D – Ativo Imobilizado (Ativo) R$ 303.000


D – Encargos a Transcorrer (Passivo) R$ 97.000
C - Arrendamento a pagar R$ 400.000

Vamos analisar cada alternativa:

(A) um passivo no valor de R$ 400.000,00 na data da aquisição.

Errado, pois a empresa reconhecerá no passivo 400.000 de Arrendamento a pagar, mas também
reconhecerá 97.000 como Encargos Financeiros a Transcorrer, conta retificadora. O efeito líquido
no Passivo será de 400.000 – 97.000 =303.000. Cuidado, muitos acabam considerando apenas a
Contabilização do Arrendamento a Pagar e consideram esse item correto. Não caia nessa!!!

(B) despesa financeira no valor de R$ 97.000,00 no ano de 2020.

Errado, 97.000 é o valor dos encargos que serão apropriados ao resultado financeiro ao longo de
toda operação. Para sabermos o valor da despesa financeira reconhecida no ano de 2020
precisamos da taxa de juros da operação, que não foi fornecida, mas com certeza não será 97.000.

(C) um ativo no valor de R$ 310.000,00 na data da aquisição.

Errado, o reconhecimento no Ativo será de 303.000, pois é o menor valor entre o valor presente
da operação e seu valor justo.

(D) um ativo no valor de R$ 310.000,00 e um ganho no valor de R$ 7.000,00 na data da aquisição.

Errado, já vimos que o Ativo será reconhecido 303.000, portanto, não há o que se falar de ganho
de 7.000.

(E) um ativo no valor de R$ 303.000,00 na data da aquisição. Correto.

O gabarito é letra e.

53. (FCC/Artesp/Especialista em Regulação/2017) O valor dos encargos financeiros reconhecido no


resultado de 2016 e o saldo apresentado no balanço patrimonial referente à transação como
um todo, em 31/12/2016, foram, respectivamente, em reais,
(A) 915.721,70 e 10.072.938,70.
(B) 915.721,70 e 8.582.6443,81.

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(C) 732.577,36 e 9.889.794,36.


(D) 732.577,36 e 8.399.499,47.
(E) 1.000.000,00 e 9.509.705,11.

Comentários:

Para obtermos o valor dos encargos financeiros no ano de 2016 precisamos do saldo devedor e
da taxa EFETIVA de juros. Esse era o ponto principal da questão.

Como a questão solicitou os encargos financeiros apropriados ao resultado em 2016, temos que:

Encargos Financeiros de 2016 = 9.157.217,00.x 10% = 915.721,70.

A contabilização fica assim:

D – Despesa financeira (Resultado) 915.721,70


C - Encargos Financeiros a transcorrer (Passivo) 915.721,70

Há também o pagamento da parcela do empréstimo:

D - Empréstimos a pagar (Passivo) 1.490.294,89


C – Caixa/bancos (Ativo) 1.490.294,89

Em 31.12.2016, saldo apresentado no Balanço Patrimonial referente à operação será de:

Empréstimos a pagar→ 13.412.654,01


(-) Encargos Financeiros a transcorrer (4.830.010,20)
Saldo do Passivo = 8.582.643,81.

Fizemos a contabilização completa do empréstimo, ao longo dos 10 anos de operação. Não é


necessário para a resolução, mas nos ajuda a entender o como é a lógica dos lançamentos.

(+) Encargos
Ano Valor Inicial =Subtotal (-) Pagamento = Saldo Final
Financeiros (10%)
1 R$ 9.157.217,00 R$ 915.721,70 R$ 10.072.938,70 -R$ 1.490.294,89 R$ 8.582.643,81
2 R$ 8.582.643,81 R$ 858.264,38 R$ 9.440.908,19 -R$ 1.490.294,89 R$ 7.950.613,30
3 R$ 7.950.613,30 R$ 795.061,33 R$ 8.745.674,63 -R$ 1.490.294,89 R$ 7.255.379,74
4 R$ 7.255.379,74 R$ 725.537,97 R$ 7.980.917,72 -R$ 1.490.294,89 R$ 6.490.622,83
5 R$ 6.490.622,83 R$ 649.062,28 R$ 7.139.685,11 -R$ 1.490.294,89 R$ 5.649.390,22
6 R$ 5.649.390,22 R$ 564.939,02 R$ 6.214.329,24 -R$ 1.490.294,89 R$ 4.724.034,35
7 R$ 4.724.034,35 R$ 472.403,43 R$ 5.196.437,78 -R$ 1.490.294,89 R$ 3.706.142,89
8 R$ 3.706.142,89 R$ 370.614,29 R$ 4.076.757,18 -R$ 1.490.294,89 R$ 2.586.462,29
9 R$ 2.586.462,29 R$ 258.646,23 R$ 2.845.108,52 -R$ 1.490.294,89 R$ 1.354.813,63

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(+) Encargos
Ano Valor Inicial =Subtotal (-) Pagamento = Saldo Final
Financeiros (10%)
10 R$ 1.354.813,63 R$ 135.481,36 R$ 1.490.295,00 -R$ 1.490.294,89 R$ -
TOTAL DE ENCARGOS R$ 5.745.732,01 Total PGTO -R$ 14.902.948,90

O gabarito é letra b.

9.3 - FGV

54. (FGV/ALE-RO/Assistente Legislativo - Técnico em Contabilidade/2018) Algumas contas


classificadas como “Contas a receber” devem ter seu montante ajustado a valor presente.
Assinale a opção que indica o(s) critério(s) para ajuste a valor presente.
a) O ativo deve ser de curto prazo.
b) O ativo deve ser de longo prazo.
c) O ativo deve causar efeito relevante.
d) O ativo deve ser de longo prazo com efeito relevante ou de curto prazo.
e) O ativo deve ser de curto prazo com efeito relevante ou de longo prazo.

Comentários:

Vimos que os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo devem ser ajustados
a valor presente independente do efeito relevante. Por outro lado, os ativos resultantes de
transações de curto prazo somente serão ajustados a valor presente quando forem relevantes.

Consoante a lei 6.404/76:

Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes


critérios:

VIII – os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão


ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito
relevante. (Incluído pela Lei nº 11.638, de 2007)

O gabarito é letra e.

55. (FGV/ALE-RO/Analista Legislativo/Contabilidade/[Link]) Em 30/12/2017, uma


entidade efetuou um contrato de arrendamento de uma máquina no valor de R$ 120.000, pelo
prazo de dez anos. De acordo com o contrato, a máquina deverá ser transferida para a entidade
ao final dos dez anos. O valor foi pago à vista.

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Com base no CPC (R2), assinale a opção que indica a correta contabilização do fato nas
demonstrações contábeis da entidade, em 31/12/2017.
a) Despesa operacional de R$ 120.000.
b) Despesa financeira de R$ 120.000.
c) Despesa antecipada de R$ 120.000 no ativo realizável a longo prazo.
d) Despesa antecipada de R$ 12.000 no ativo circulante e despesa antecipada de R$ 108.000 no
ativo realizável a longo prazo.
e) R$ 120.000 no ativo imobilizado.

Comentários:

Falamos que os ativos decorrentes de arrendamento devem ser contabilizados pelo valor presente
das prestações. Como o pagamento foi a vista, teremos o seguinte lançamento:

D- Máquinas (Ativo Imobilizado) 120.000


C – Caixa ( Ativo Circulante) 120.000

O gabarito é letra e.

56. (FGV/ALE-RO/Analista Legislativo/Contabilidade/[Link]) Uma entidade efetuou um


contrato de arrendamento de um caminhão. O valor justo do caminhão é de R$ 180.000. A
entidade deverá pagar 60 parcelas mensais de R$ 4.000. O valor presente das parcelas é de R$
165.000.
Com base no CPC (R2), assinale a opção que indica o valor que deve ser reconhecido pela entidade
no momento da aquisição.
a) Zero.
b) R$ 4.000.
c) R$ 165.000.
d) R$ 180.000.
e) R$ 240.000.

Comentários:

No momento inicial, conforme o CPC 06 (R2), o ativo deve ser contabilizado pelo valor presente
das prestações. Assim, o caminhão será registrado pela arrendatária por R$ 165.000.

A diferença entre o valor total da obrigação, R$ 240.000,00 (60 x 4.000) e o valor presente, R$
165.000,00, representam os encargos financeiros a transcorrer da operação:

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Encargos financeiros a transcorrer = 240.000 – 165.000 = R$ 75.000

O lançamento será:

D – Veículos (Ativo) 165.000


D – Encargos financeiros a transcorrer (Retificadora do Passivo) 75.000
C – Arrendamento a pagar (Passivo) 240.000

O gabarito é letra c.

57. (FGV/SEFIN RO/Contador/2018) Uma sociedade empresária varejista vende um produto por
R$ 100.000, emitindo uma duplicata com prazo de 30 dias.
Por necessitar de recursos, a empresa desconta a duplicata em uma instituição financeira,
recebendo R$ 98.000.
Assinale a opção que indica o procedimento correto da empresa em relação ao desconto da
duplicata.
a) Baixar a duplicata de seu ativo por R$ 100.000.
b) Baixar a duplicata de seu ativo por R$ 98.000 e reconhecer uma despesa de R$2.000.
c) Baixar a duplicata de seu ativo por R$ 98.000 e reconhecer uma perda de R$2.000.
d) Manter a duplicata em seu ativo por R$ 100.000.
e) Manter a duplicata em seu ativo por R$ 98.000 e reconhecer uma despesa de R$ 2.000.

Comentários:

Na nossa questão, a contabilização fica assim:

D - Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante) 98.000,00


D - Encargos Financeiros a Transcorrer (Ret. do Passivo Circulante) 2.000,00
C - Duplicatas Descontadas (Passivo Circulante) 100.000,00

Percebam que as duplicatas ainda permanecem no ativo e não reconhecemos despesas no


momento da operação de desconto, somente ao longo da operação, por Competência.

O gabarito é letra d.

58. (FGV/SEFIN RO/Contador/[Link]) Em 01/01/2019, uma sociedade empresária efetuou


um contrato de arrendamento de um trator, que deverá ser pago em 120 parcelas mensais de
R$ 500. O valor presente das parcelas é de R$ 26.800, enquanto o valor justo do trator, na data
do contrato, é de R$ 25.000.

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A sociedade empresária arrendatária tem a intenção de adquirir o trator ao final dos 120 meses.
Assinale a opção que indica a contabilização correta do trator, em 01/01/2019.
a) Ativo de R$ 25.000, no balanço patrimonial da empresa arrendatária.
b) Ativo de R$ 26.800, no balanço patrimonial da empresa arrendatária.
c) Receita financeira de R$ 25.000, no balanço patrimonial da empresa arrendatária.
d) Receita financeira de R$ 26.800, no balanço patrimonial da empresa arrendadora.
e) Não há reconhecimento, uma vez que ainda não houve fato gerador.

Comentários:

Inicialmente, o ativo deve ser contabilizado pelo valor presente das prestações. Assim, o trator
será registrado pela arrendatária por R$ 26.800.

A diferença entre o valor total da obrigação, R$ 60.000,00 e o valor presente, R$ 26.800,00,


representam os encargos financeiros a transcorrer da operação:

Encargos financeiros a transcorrer = 60.000 – 26.800 = R$ 33.200

O lançamento será:

D – Veículos (Ativo) 26.200


D – Encargos financeiros a transcorrer (Retificadora do Passivo) 33.200
C – Arrendamento a pagar (Passivo) 60.000

O gabarito é letra b.

59. (FGV/SEFIN-RO/Contador/2018) Em 01/10/2017, uma sociedade empresária adquiriu R$


20.000 em estoque, com prazo de 14 meses.
Na análise da transação foi verificada a existência de encargos financeiros embutidos de R$ 2.000.
Assinale a opção que indica os lançamentos contábeis corretos gerados pela transação.
a) D- Estoques: 20.000.
C- Fornecedores 20.000.
b) D- Estoques: 18.000
D- Despesas financeiras: 2.000
C- Fornecedores: 20.000

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c) D- Estoques: 18.000
D- Despesas financeiras a apropriar: 2.000
C- Fornecedores: 20.000
d) D- Estoques: 18.000
D- Despesas financeiras: 2.000
C- Fornecedores: 18.000
C-Despesas a pagar: 2.000
e) D- Estoques: 20.000
C- Fornecedores: 18.000
C- Despesas a pagar: 2.000

Comentários:

O CPC 16 – Estoque afirma que a entidade geralmente compra estoques com condição para
pagamento a prazo. A negociação pode efetivamente conter um elemento de financiamento,
como, por exemplo, uma diferença entre o preço de aquisição em condição normal de pagamento
e o valor pago; essa diferença deve ser reconhecida como despesa de juros durante o período do
financiamento.

A questão afirma que o valor da mercadoria a prazo é de R$ 20.000, mas há encargos financeiros
embutidos nessa operação de R$ 2.000. No momento da aquisição, essa quantia é registrada na
conta de Despesas Financeiras a apropriar, retificadora do Passivo, e, ao longo do prazo da
operação, serão apropriados como despesas financeiras.

Destacamos que esses encargos financeiros não devem fazer parte do custo dos estoques.

Contabilização:

D – Estoques R$ 18.000,00
D – Despesas Financeiras a apropriar R$ 2.000,00
C – Fornecedores R$ 20.000,00

Obs.: aqui a banca utilizou a conta Despesas Financeiras a apropriar, mas também
poderia ser Encargos financeiros a apropriar

O gabarito é letra c.

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60. (FGV/MPE AL/Contador/2018) Em 10/01/2018, uma entidade realizou uma venda por R$ 120,
para recebimento em 60 dias. Na data, a entidade efetuou a operação de desconto bancário
por R$ 100.
Assinale a opção que indica a correta contabilização da operação na data do desconto.
a) D – Caixa: 100;
D - Despesa operacional: 20;
C - Duplicatas descontadas: 120.
b) D – Caixa: 100;
D - Despesa financeira: 20;
C - Duplicatas descontadas: 120.
c) D – Caixa: 100;
D - Despesa financeira a apropriar: 20;
C - Duplicatas descontadas: 120.
d) D – Clientes: 100;
D - Redutora da Receita: 20;
C – Receita: 120.
e) D – Clientes: 100;
C – Receita: 100.

Comentários:

Vejamos a contabilização completa:

• No momento da venda:

D- Clientes 120
C – Receita de Vendas 120

• No momento do desconto:

D- Caixa 100
D- Despesa financeira a apropriar 20 (120 – 100)
C- Duplicatas descontadas 120

• Apropriação despesa financeira mês a mês (suponha R$ 5,00 ao mês para simplificar):

D - Despesa financeira 5
C - Despesa financeira a apropriar 5

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• Se o cliente liquidou a obrigação.

D - Duplicatas Descontadas 120


C - Clientes 120

• Caso o cliente não liquide a obrigação. O banco devolveria as duplicatas.

D – Duplicatas Descontadas 120


C – Caixa/Bancos 120

Como o quesito queria apenas o momento do desconto, o gabarito é letra c.

61. (FGV/MPE AL/Contador/[Link]) Uma entidade efetuou um contrato de arrendamento


de uma sala comercial pelo prazo de 50 anos, sendo que a propriedade da sala comercial será
transferida ao arrendatário ao final do contrato.
Com base no CPC 06 (R2), assinale a opção que indica a contabilização para o arrendatário, no
momento da assinatura do contrato.
a) Ativo Realizável a Longo Prazo.
b) Investimento.
c) Despesa Antecipada.
d) Ativo Intangível
e) Ativo Imobilizado.

Comentários:

Lembramos que arrendatário é a entidade que obtém o direito de usar o ativo subjacente por um
período de tempo em troca de contraprestação.

Na data de início, o arrendatário deve reconhecer o ativo de direito de uso e o passivo de


arrendamento.

É importante recordar também que são incluídos no ativo imobilizado os bens corpóreos, por
exemplo uma sala comercial, decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios,
riscos e controle desses bens.

Diante do exposto, o nosso gabarito é letra e.

62. (FGV/MPE AL/Contador/[Link]) Uma entidade efetuou um contrato de arrendamento


de uma sala comercial pelo prazo de 50 anos, sendo que a propriedade da sala comercial será
transferida ao arrendatário ao final do contrato.

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Com base no CPC 06 (R2), assinale a opção que indica o tipo de arrendamento e a contabilização
para o arrendador, no momento da assinatura do contrato.
a) Operacional / Arrendamento a receber.
b) Operacional / Receita ao longo do tempo.
c) Operacional / Despesa com aluguel.
d) Financeiro / Imobilizado.
e) Financeiro / Arrendamento a receber.

Comentários:

Conforme o CPC 06 – (R2), a separação entre arrendamento financeiro e operacional é importante


apenas para o Arrendador, isto é, a entidade que fornece o direito de usar o ativo subjacente por
um período de tempo em troca de contraprestação. Vamos rever o nosso esquema:

Direito de uso
Arrendatário (exceto curto prazo Contabiliza o ativo
ou pequeno valor)

Contabilização do
Arrendamento Arrendamento Arrendamento a
financeiro receber

Arrendador

Arrendamento Receita ao longo


operacional do tempo

Como a propriedade da sala será transferida ao arrendatário ao final do contrato, ele será do tipo
arrendamento financeiro. Consequentemente, será contabilizado como Arrendamento a receber,
pelo arrendador, no momento da assinatura do contrato. O gabarito é letra e.

63. (FGV/Paulínia/Contador/[Link]) Em 01/01/2019, uma entidade efetuou o contrato de


arrendamento de um ativo com pagamento em 60 parcelas mensais de R$ 5.000. Na data, o
valor presente das parcelas era de R$ 240.000. Já o valor justo do ativo era de R$ 210.000.
De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 06 (R2) – Arrendamentos, assinale a opção que
indica por quanto deve ser reconhecido o ativo, em 01/01/2019.
a) Zero.
b) R$ 210.000.
c) R$ 235.000.
d) R$ 240.000.

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e) R$ 300.000.

Comentários:

Nesse tipo de questão, devemos fazer a seguinte pergunta: qual é o Valor presente?

O quesito diz ser de 240.000. Então, esse ativo será reconhecido pela entidade, em 01/01/2019,
por R$ 240.000. O gabarito é letra d.

64. (FGV/CODEBA/Analista Portuário - Contador/2016) Assinale a opção que apresenta um evento


em que não se deve baixar a conta de duplicatas a receber.
a) Devolução de mercadorias.
b) Descontos comerciais concedidos.
c) Abatimentos concedidos.
d) Reconhecimento de perdas.
e) Desconto de duplicatas.

Comentários:

Vimos que o lançamento de desconto de duplicatas é o seguinte:

D - Bancos Conta Movimento ou Caixa


D - Encargos Financeiros a Transcorrer
C - Duplicatas Descontadas

Nota-se que nele não demos baixa na conta de duplicatas a receber. Logo, o gabarito é letra e.

65. (FGV/COMPESA/Contador/[Link]) A Cia. Beta investiu em um título de dívida emitido


pela Cia. Alfa. A Cia. Beta tem a intenção de manter o título por um longo período, mas não irá
mantê-lo até o vencimento.
Assinale a opção que indica a correta contabilização da contrapartida do reconhecimento deste
ativo a valor justo:
a) Receita operacional.
b) Receita financeira.
c) Reserva de lucros.
d) Ajustes de avaliação patrimonial.
e) Ajuste de exercícios anteriores.

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Comentários:

Estamos diante de um instrumento financeiro mensurado ao valor justo por meio de outros
resultados abrangentes, já que ele possui as seguintes característica:

• Mantido para receber fluxo de caixa → “manter o título por um longo período”
• Mantido Para venda → “não irá não irá mantê-lo até o vencimento”

Para os títulos mensuração ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes, o valor dos
rendimentos (juros) vai para o resultado; o ajuste a valor justo vai para o PL, na conta Ajuste de
Avaliação Patrimonial. Portanto, o gabarito é letra d.

66. (FGV/Analista de Controle Interno/Recife/2014-ADAPTADA) Determinada empresa possuía, em


31/12/2013, instrumentos financeiros avaliados em R$ 200.000,00 e classificados como mantidos
para receber fluxo de caixa e para venda. Na data, foi verificado que o valor justo destes era de
R$ 180.000,00.
A variação deve ser reconhecida, contabilmente, como
a) ajuste no patrimônio líquido.
b) receita financeira.
c) receita a apropriar.
d) variação monetária.
e) despesa.

Comentários:

A empresa comprou títulos e os classificou como “mantido para receber fluxo de caixa e para
venda”). Os títulos dessa categoria são atualizados pelos juros (“curva do papel”), os quais são
contabilizados no resultado. Depois, sofrem o ajuste para o valor justo, e a diferença entre o valor
justo e o valor atualizado pelos juros (“curva do papel”) vai para o Patrimônio Líquido, na conta
Ajuste de Avaliação Patrimonial. O gabarito é letra a.

Obs.: atualmente é denominado como “instrumento financeiro mensurado ao


valor justo por meio de outros resultados abrangentes”

67. (FGV/Contador/INEA/RJ/2013) Assinale a alternativa que indica a forma como uma empresa
escritura o fato “débito na conta bancária de uma pessoa jurídica em razão do pagamento de
empréstimos bancários acrescidos de juros da competência mensal não provisionados
anteriormente”.
(A) D = Empréstimos Bancários; D = Juros Passivos; C = Banco conta movimento.

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(B) D = Empréstimos Bancários; D = Juros a Pagar; C = Banco conta movimento.


(C) D = Banco conta movimento; C = Empréstimos Bancários; C = Juros Passivos.
(D) D = Banco conta movimento; C = Empréstimos Bancários; C = Juros a Pagar.
(E) D = Banco conta movimento; C = Empréstimos Bancários;

Comentários:

Imagine que a entidade ALFA tenha um valor de R$ 1.000,00 a pagar. Os juros estipulados não
são conhecidos quando da efetivação do empréstimo.

Quando efetuamos o empréstimo, supondo que os juros não eram conhecidos quando da
contratação, vamos lançar:

D – Bancos conta movimento (ativo) 1.000,00


C – Empréstimos bancários (passivo) 1.000,00

Ora, por que estamos fazendo este lançamento? Pois estamos contraindo uma obrigação, a de
pagar o empréstimo na data estipulada, e, ao mesmo tempo, está entrando dinheiro na nossa
conta bancária.

Na data do pagamento, sabemos que os juros serão de R$ 100,00, por exemplo. Contudo, os
juros não estavam provisionados anteriormente (significa dizer que não haviam sido lançados).

O lançamento apropriado, na quitação, será:

D – Empréstimos bancários (Passivo – Reduz) 1.000,00


D – Despesa de juros (Resultado – Despesa) 100,00
C – Bancos conta movimento (Ativo circulante – Reduz) 1.100,00

O gabarito é letra a.

68. (FGV/Auditor Fiscal da Receita Estadual/SEFAZ/AP/2010) Segundo a Lei nº 6404/76, os direitos


que têm por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou
da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que
transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens estão classificados no:
a) ativo circulante.
b) ativo realizável.
c) ativo investido.
d) ativo intangível.

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e) ativo imobilizado.

Comentários:

A resposta para este questionamento está na Lei 6.404/76, que propõe:

Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:

IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos


destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou
exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que
transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens; (Redação
dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

O gabarito é letra e.

69. (FGV/Auditor da Receita Estadual/SEFAZ/AP/2010) As regras contábeis e societárias vigentes


determinam que os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão:
a) ajustados a valor custo.
b) ajustados a valor futuro.
c) ajustados aos parâmetros da moeda.
d) ajustados a juros de mercado.
e) ajustados a valor presente.

Comentários:

Segundo a Lei 6.404/76:

Art. 183. VIII – os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo


serão ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito
relevante. (Incluído pela Lei nº 11.638, de 2007)

O gabarito é letra e.

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10. LISTA DE QUESTÕES

10.1 – CEBRASPE (CESPE)

1. (CEBRASPE/TCE RJ/Analista de Controle Externo/2021) Os critérios aplicáveis à mensuração de


um ativo financeiro após o seu reconhecimento inicial são custo amortizado, valor justo por meio
de outros resultados abrangentes e valor justo por meio do resultado.

2. (CEBRASPE/TCE RJ/Analista de Controle Externo/2021) Uma carteira de instrumentos


financeiros classificados como avaliados ao valor justo em outros resultados abrangentes, que
tenha variação positiva em seu valor justo de um período contábil a outro, ocasionará um
aumento no patrimônio líquido através do incremento no saldo da conta de ajuste de avaliação
patrimonial.

3. (CEBRASPE/TCE RJ/Analista de Controle Externo/2021) O adiantamento em dinheiro destinado


ao recebimento futuro de um bem ou serviço dá origem a um ativo não monetário que estará
sujeito a ajuste a valor presente.

4. (CEBRASPE/TJ-PA/Analista Judiciário - Ciências Contábeis/2020) Uma empresa adquiriu um


instrumento financeiro no valor de R$ 300.000,00, com remuneração estabelecida de R$
32.500,00 para o vencimento. No vencimento, esse título possuía valor justo de R$ 340.000,00.
Considerando essa situação e as normas acerca do reconhecimento, da mensuração e do registro
das operações contábeis dessa natureza, assinale a opção correta.
a) Se a empresa avaliar o título pelo custo amortizado na data do vencimento, ela deverá registrar
os valores de R$ 7.500,00 e R$ 32.500,00 como receita de juros.
b) Se a empresa avaliar o instrumento financeiro pelo valor justo por meio de outros resultados
abrangentes, ela deverá registrar um crédito de R$ 7.500,00 em conta de ajuste de avaliação
patrimonial em seu patrimônio líquido e um crédito de R$ 32.500,00 na conta receita de juros.
c) Se a empresa avaliar o instrumento financeiro pelo valor justo por meio de resultado, ela deverá
registrar apenas o crédito de R$ 40.000,00 em conta de ajuste de avaliação patrimonial em seu
patrimônio líquido.
d) Se a empresa avaliar o instrumento financeiro pelo valor justo por meio de outros resultados
abrangentes, ela deverá registrar um crédito de R$ 40.000,00 em conta de ajuste de avaliação
patrimonial.
e) Se a empresa avaliar o instrumento financeiro pelo custo amortizado, o registro proporcionará
um crédito de R$ 7.500,00 na conta de ajuste de avaliação patrimonial no patrimônio líquido da
empresa e R$ 32.500,00 correspondentes a receita de juros na demonstração do resultado do
exercício.

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5. (CEBRASPE/TJ-PA/Analista Judiciário - Ciências Contábeis/2020) O adiantamento recebido de


um cliente por um serviço que será prestado após o término do exercício social seguinte gera,
para a empresa que irá prestar o serviço, uma disponibilidade de recursos cuja contrapartida é
uma conta do balanço patrimonial que deve ser
a) classificada no passivo não circulante e ajustada ao seu valor presente.
b) classificada no passivo circulante e ajustada ao seu valor presente somente se tal ajuste tiver
efeito relevante.
c) classificada no passivo não circulante e ajustada ao seu valor presente somente se tal ajuste tiver
efeito relevante.
d) classificada no passivo circulante e ajustada ao seu valor presente.
e) classificada no patrimônio líquido e ajustada ao seu valor presente.

A empresa ABC S.A. figura como arrendatária em um contrato de arrendamento de um conjunto


de máquinas pelo valor futuro de R$ 1 milhão, com opção de compra ao final do contrato. Os
pagamentos do contrato serão feitos mensalmente durante o prazo de 10 anos. As máquinas são
de controle da ABC S.A. e foram confeccionadas conforme as solicitações dessa empresa, para
que as atividades comerciais da arrendatária pudessem ser realizadas.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir, de acordo com a legislação vigente.

6. (CEBRASPE/TJ-AM/Analista Judiciário - Contabilidade/2019) Os pagamentos das parcelas do


contrato gerarão, na ABC S.A., lançamentos a débito no passivo de arrendamento e a crédito
nas disponibilidades

Julgue o próximo item, relativo a instrumentos financeiros.


7. (CEBRASPE/TJ-AM/Analista Judiciário - Contabilidade/2019) Uma das condições necessárias
para que um ativo financeiro seja mensurado ao custo amortizado é que esse ativo financeiro
esteja inserido em um modelo de negócios que tenha por objetivo a manutenção de ativos
financeiros em carteira, para receber os fluxos de caixa contratuais deles decorrentes.

Julgue o próximo item, relativo a instrumentos financeiros.

8. (CEBRASPE/TJ-AM/Analista Judiciário - Contabilidade/2019) A opção por designar, no


reconhecimento inicial, um ativo financeiro como mensurado ao valor justo por meio do
resultado é uma decisão passível de revogação pela entidade optante quando o descasamento
contábil que motivou tal designação deixar de existir.

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Acerca das contas e dos grupos patrimoniais de empresas comerciais, julgue o seguinte item.

9. (CEBRASPE/TJ-AM/Analista Judiciário - Contabilidade/2019) Uma obrigação de longo prazo


com fornecedores registrada no passivo da entidade deve ser ajustada pelo seu valor presente.

A tabela a seguir mostra os saldos, em valores absolutos, de todas as contas que compõem o
balanço patrimonial de determinada empresa comercial.
contas contábeis saldo (R$)
amortização acumulada 20
bancos 30
capital social 150
contas a pagar 10
contas a receber 30
depreciação acumulada 30
despesas antecipadas 10
encargos a transcorrer de financiamento de longo prazo 10
estoques 50
financiamento de longo prazo 60
fornecedores 30
impostos a recolher 10
máquinas e equipamentos 100
marcas e patentes 80
prejuízo acumulado 10
provisão para contingências 10
Tendo como referência a tabela mostrada, julgue o item que se segue, a respeito das contas
patrimoniais e da análise econômico-financeira da referida empresa comercial.

10. (CEBRASPE/TJ AM/Analista Judiciário - Contabilidade/2019) O valor presente líquido do


financiamento é igual a R$ 50.

11. (CEBRASPE/SEFAZ RS/Auditor-Fiscal da Receita Estadual/2019) Ao estimar e registrar o valor


corrente dos fluxos de caixa futuros para suas obrigações, encargos e riscos classificados no
passivo não circulante, uma empresa que se encontre no curso normal de suas atividades aplica
o conceito de
a) ajuste de avaliação patrimonial.
b) evento subsequente.
c) moeda funcional.
d) regime de caixa.

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e) valor presente.

12. (CEBRASPE/COGE CE/Auditor de Controle Interno/2019) Um título público de longo prazo que
renderá juros nos termos do contrato foi adquirido por uma companhia que tem liquidez e
cotação no mercado.
Conforme o Pronunciamento Técnico CPC 48 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, assinale
a opção correta, a respeito do título mencionado na situação hipotética.
a) Se esse título for mensurado pelo método do custo amortizado, os juros contratuais e a
diferença entre os juros contratuais e as variações decorrentes da marcação a mercado do título
deverão ser reconhecidos no resultado.
b) Se esse título for mensurado pelo método do valor justo por meio do resultado, deverá ser
reconhecida no resultado a diferença entre os juros contratuais e as variações decorrentes da
marcação a mercado do título, mas não os juros contratuais.
c) Se esse título for mensurado pelo método do valor justo por meio do resultado, os juros
contratuais deverão ser reconhecidos no resultado, mas não a diferença entre os juros contratuais
e as variações decorrentes da marcação a mercado do título.
d) Se esse título for mensurado pelo método do custo amortizado, deverão ser reconhecidos no
resultado os juros contratuais, mas não a diferença entre os juros contratuais e as variações
decorrentes da marcação a mercado do título.
e) Se esse título for mensurado pelo método do valor justo por meio dos outros resultados
abrangentes, deverá ser reconhecida no resultado a diferença entre os juros contratuais e as
variações decorrentes da marcação a mercado do título, mas não os juros contratuais.

13. (CEBRASPE/COGE CE/Auditor de Controle Interno/2019) Texto 1A2-I As informações a seguir


representam os fatos considerados relevantes em uma operação de venda seguida de uma
operação de aquisição de imobilizado efetuadas por uma companhia.
dados relativos à venda
• valor – R$ 100.000
• forma de recebimento – pagamento único
• prazo: 10 meses
• valor presente do ativo a receber – R$ 86.000 (no momento da operação)
• valor presente do ativo a receber – R$ 87.000 (decorrido um mês)
dados relativos à aquisição
• valor – R$ 80.000
• forma de pagamento – em 10 prestações de R$ 8.000
• valor presente do fluxo das prestações – R$ 75.500

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Ainda de acordo com a Lei n.º 6.404/1976 e o Pronunciamento Técnico CPC 12 do Comitê de
Pronunciamentos Contábeis, é correto afirmar que, na companhia referida no texto 1A2-I, o
financiamento deve ser registrado pelo valor de
a) R$ 80.000, e o valor que deve ser apropriado, decorrido um mês da operação, é igual a R$ 450,
a ser contabilizado a débito da conta representativa do financiamento.
b) R$ 75.500, e o valor que deve ser apropriado, decorrido um mês da operação, é igual a R$ 450,
a ser contabilizado a débito da conta representativa do financiamento.
c) R$ 80.000, ajustado por encargos financeiros a transcorrer de R$ 4.500, e o valor que deve ser
apropriado, decorrido um mês da operação, é igual a R$ 450, a ser contabilizado a débito de uma
conta retificadora do financiamento.
d) R$ 80.000, ajustado por encargos financeiros a transcorrer de R$ 4.500, e o valor que deve ser
apropriado, decorrido um mês da operação, não é calculado de forma linear e deverá ser
contabilizado a crédito de uma conta retificadora do financiamento.
e) R$ 80.000, ajustado por encargos financeiros a transcorrer de R$ 4.500, e o valor que deve ser
apropriado, decorrido um mês da operação, não é calculado de forma linear e deverá ser
contabilizado a débito de uma conta retificadora do financiamento.

14. (CESPE/Analista/EBSERH/2018) Para que um ativo financeiro seja mensurado ao custo


amortizado, é necessário que suas cláusulas contratuais prevejam fluxos de caixa exclusivamente
de principal e juros sobre esse principal, nas datas previamente acordadas, e que o modelo de
negócio em que o ativo esteja inserido tenha por objetivo receber esses fluxos de caixa
contratuais.

A respeito de avaliação de itens patrimoniais diversos, julgue o item subsequente.

15. (CESPE/Analista/STM/2018) Os financiamentos obtidos no BNDES, com juros abaixo dos


padrões do mercado, têm de ser ajustados a valor presente com base na média das taxas do
mercado de dívidas de longo prazo.

16. (CEBRASPE/PF/Agente/2018) Determinada sociedade comercial realizou, no período corrente,


as transações apresentadas a seguir.
• Apropriou a terceira cota anual cheia de depreciação de um veículo, originalmente adquirido
por R$ 60.000, com vida útil estimada em 5 anos. A empresa tem como política considerar um
valor residual de 10% para todos os seus bens. O método de depreciação empregado é o da soma
dos dígitos dos anos.
• Descontou, no banco onde mantém conta, uma duplicata a vencer em 60 dias. O título, com
valor nominal de R$ 100.000, gerou um crédito de R$ 97.000 na conta-corrente da empresa.
• Vendeu mercadorias por R$ 10.000, líquido de tributos, realizando a baixa dos estoques
correspondentes, no valor de R$ 5.500.

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Nessa situação hipotética, a empresa, no momento do desconto do título, contabilizou despesa


com encargos financeiros de R$ 3.000.

17. (CEBRASPE/SEFAZ RS/ Técnico Tributário da Receita Estadual/2018) Em muitos casos, a


colocação de debêntures no mercado demanda a contratação de instituições financeiras para
coordenar o processo, o que gera os chamados gastos com colocação de debêntures. Esses
gastos
a) integram os encargos financeiros e devem ser amortizados durante o prazo de vigência das
debêntures.
b) são reconhecidos como ativos financeiros e serão baixados à medida que as debêntures forem
quitadas.
c) integram o ativo intangível e são amortizados quando do pagamento das debêntures.
d) são reconhecidos como despesas do período em que tiver sido feita a emissão dos títulos.
e) são registrados como despesas antecipadas, apropriadas ao resultado proporcionalmente ao
prazo de vencimento das debêntures.

A respeito do método das partidas dobradas e de seus desdobramentos na ciência contábil, julgue
o item seguinte.

18. (CESPE/PC-MA/Perito Criminal/[Link]) Em uma venda de mercadoria, ocorre a baixa,


a crédito, da mercadoria vendida, em contrapartida à correspondente conta de receita por
venda de mercadorias.

Julgue o item a seguir, referente a balanço patrimonial.


19. (CEBRASPE/FUB/Técnico Contabilidade/2018) A conta ajuste a valor presente, que registra
valores decorrentes de operações financeiras realizadas, não pode ser considerada como
retificadora de passivo.

A tabela a seguir apresenta os dados, em reais, para a conciliação dos saldos contábil e bancário
da empresa X no banco Y.
saldo ao final do período, conforme livros contábeis da empresa 10.000
registros feitos pelo banco a débito da conta-corrente, ainda não
contabilizados na empresa
serviços de cobrança 500
cheques de clientes devolvidos 2.500
registros feitos pelo banco a crédito da conta-corrente, ainda
não contabilizados na empresa

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valores relativos a boletos recebidos de clientes 3.000


juros recebidos de clientes 1.500
saldo ao final do período, conforme o extrato bancário 10.500
valores contabilizados na empresa e que ainda não foram
registrados pelo banco
depósitos realizados no caixa eletrônico ainda não processados 1.000
A partir dessa tabela, julgue o item subsequente, a respeito das conciliações contábeis.

20. (CEBRASPE/FUB/Técnico Contabilidade/2018) Após a conciliação realizada e os


correspondentes lançamentos de ajuste, o saldo da conta contábil representativa da conta-
corrente mantida no banco em questão será de R$ 10.500.

21. (CEBRASPE/FUB/Técnico Contabilidade/2018) O ponto de partida para a conciliação bancária


pode ser o saldo constante da contabilidade da empresa ou o saldo do extrato bancário.

22. (CEBRASPE/FUB/Técnico Contabilidade/2018) A conta contábil representativa de clientes


deverá ser acrescida de R$ 500.

23. (CEBRASPE/TRE-BA/Técnico Judiciário/2017) A técnica da conciliação bancária é um


procedimento
a) opcional, que deve ser efetuado por ocasião da apuração dos resultados do exercício e que
consiste em um cotejamento dos valores da conta banco conta movimento com o extrato da conta
bancária respectiva, sendo os registros do banco o ponto de partida para a conciliação.
b) opcional, que, normalmente, deve ser efetuado por ocasião da apuração dos resultados do
exercício e que consiste em um cotejamento dos valores da conta banco conta movimento com o
extrato da conta bancária respectiva, podendo o ponto de partida para a conciliação ser os
registros da empresa ou os do banco.
c) obrigatório, que pode ser efetuado a qualquer tempo e consiste em um cotejamento dos
valores da conta banco conta movimento com o extrato da conta bancária respectiva, podendo o
ponto de partida para a conciliação ser os registros da empresa ou os do banco.
d) obrigatório, que deve ser efetuado por ocasião da apuração dos resultados do exercício e que
consiste em um cotejamento dos valores da conta banco conta movimento com o extrato da conta
bancária respectiva, sendo os registros do banco o ponto de partida para a conciliação.
e) opcional, que pode ser efetuado a qualquer tempo e que consiste em um cotejamento dos
valores da conta banco conta movimento com o extrato da conta bancária respectiva, sendo os
registros da empresa o ponto de partida para a conciliação.

Relativamente à avaliação e contabilização de itens do passivo e do patrimônio líquido, julgue o


próximo item.

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Situação hipotética: Um fornecedor oferece determinada mercadoria a prazo por R$ 1.000, porém
em uma compra à vista, com vencimento em 30 dias, esse mesmo fornecedor oferece um desconto
de 5% sobre o valor a prazo.

24. (CESPE/SEDF/Analista de Gestão Educacional/Contabilidade/2017) Assertiva: Nesse caso, em


uma compra a prazo, a diferença entre o valor à vista e o valor a prazo deverá ser contabilizada,
no momento da compra, como despesa de juros.

Julgue o item seguinte, referente aos fatos contábeis e às variações patrimoniais deles
decorrentes.

25. (Cespe/TCE-PA/Ciências Atuarias/2016) A obtenção de empréstimos junto a instituições


financeiras provoca, na data da liberação dos recursos, um aumento simultâneo do ativo e do
passivo das entidades beneficiárias desse tipo de operação de crédito.

26. CESPE/TCE-PR/Analista de Controle/Atuarial/2016) Considere que uma fábrica tenha realizado


a compra de matérias-primas por R$ 200.000, dividindo esse valor em quatro prestações
mensais, iguais e consecutivas, e tendo pagado a primeira prestação no ato da compra. Caso a
compra tivesse sido à vista, o valor desembolsado seria de R$ 190.000. Desconsiderando-se
eventual tributação, é correto afirmar que o evento em questão
a) aumentará o estoque em R$ 200.000.
b) gerará a contabilização imediata de uma despesa de juros.
c) é um fato contábil misto.
d) é um fato contábil permutativo.
e) é um fato contábil modificativo aumentativo.

Com relação ao reconhecimento e à mensuração de itens patrimoniais e de resultado, julgue o


item subsecutivo.
27. (CESPE/DPU/Contabilidade/[Link]) Um imóvel arrendado poderá ser reconhecido
como ativo contábil pela empresa arrendatária caso a entidade tenha o direito de usar o ativo
por um período de tempo em troca de contraprestação.

Julgue o item a seguir, relativos aos procedimentos contábeis e à forma correta de registro das
transações.

28. (CESPE/FUNPRESP-EXE/Contabilidade/[Link]) Ao adquirir um arrendamento de um


veículo, uma entidade não deverá registrar o lançamento a débito desse ativo no imobilizado,
haja vista ela não ter a propriedade do bem.

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29. (CESPE/TCE-SC/Auditor de Controle Externo/2016) Os bens que sejam objeto de


arrendamento financeiro integram o imobilizado da empresa arrendadora.

10.2 – FCC

30. (FCC/Assembleia Legislativa do Amapá/Analista Legislativo/Contador/2020) A Cia. Endividada


obteve, em 30/11/2018, um empréstimo para financiar sua expansão. O valor do empréstimo
foi R$ 10.000.000,00 e o pagamento para sua liquidação integral (principal e juros) ocorrerá em
30/11/2020. A taxa de juros compostos negociada foi 12% a.a. e os custos incorridos e pagos
para a obtenção deste empréstimo foram de R$ 50.000,00. Se o empréstimo é mensurado pelo
método do custo amortizado, o seu reconhecimento no Balanço Patrimonial da Cia. Endividada,
em 30/11/2018, provocou um aumento líquido total de
(A) R$ 10.000.000,00 no passivo e uma redução no patrimônio líquido de R$ 50.000,00.
(B) R$ 10.000.000,00, no passivo.
(C) R$ 8.800.000,00, no passivo.
(D) R$ 9.950.000,00, no passivo.
(E) R$ 10.000.000,00, no ativo.

31. (FCC/Metrô - SP/Contabilidade/2019) Em relação ao ajuste a valor presente, considere:


I. Para transações a curto prazo, quando o efeito não é relevante, é permitida a simplificação e
dispensa do cálculo do ajuste a valor presente.
II. Nas transações de longo prazo, com juros implícitos ou explícitos embutidos, deve-se fazer o
ajuste a valor presente.
III. O método a ser utilizado é o da taxa nominal de juros e a taxa aplicada deve ser líquida de
efeitos fiscais.
IV. Os conceitos de ajuste a valor presente e valor justo têm o mesmo significado.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) II e IV.
(B) III e IV.
(C) I e II.
(D) II, III e IV.
(E) III.

32. (FCC/Prefeitura do Recife/Analista/2019) A tabela a seguir apresenta as aplicações financeiras


realizadas pela Cia. Investidora no dia 1/7/2018, onde são encontradas as características de cada
aplicação e a forma de mensuração definida pela empresa para cada uma delas:

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Valor Data de Taxa de Valor Justo em


Mensuração definida pela empresa
Aplicado (R$) vencimento juros compostos 31/07/2018 (R$)
200.000,00 30/4/2020 Mensuração ao custo amortizado 1,5%a.m 202.000,00
Mensuração ao valor justo por meio
250.000,00 31/7/2021 2%a.m 257.000,00
de outros resultados abrangentes
Mensuração ao valor justo por meio
150.000,00 31/12/2022 1%a.m 154.000,00
do resultado

O valor total dessas aplicações apresentado no Balanço Patrimonial da Cia. Investidora, em


31/7/2018, foi, em reais,
(A) 611.000,00.
(B) 614.000,00.
(C) 613.000,00.
(D) 609.500,00.
(E) 612.000,00.

33. (FCC/Prefeitura do Recife/Analista/2019) Em 30/6/2017, a Cia. Só Recursos obteve um


empréstimo no valor de R$ 3.000.000,00 com as seguintes características:
− Prazo total: 4 anos.
− Taxa de juros compostos: 4,2 % ao semestre.
− Pagamentos: parcelas iguais e semestrais no valor de R$ 449.270,70 cada.
Para a obtenção do empréstimo a empresa incorreu em custos de transação no valor total de R$
100.000,00 e a taxa de custo efetivo foi 5,0% ao semestre. O valor total dos encargos financeiros
reconhecidos no resultado de 2017, decorrente do empréstimo obtido, foi, em reais,
(A) 226.000,00.
(B) 126.000,00.
(C) 121.800,00.
(D) 145.000,00.
(E) 150.000,00.

34. (FCC/Prefeitura de Manaus/Auditor Fiscal/2019) A Cia. Só Dívida obteve um empréstimo no


valor de R$ 30.000.000,00, em 01/12/2018. Tanto o principal quanto os juros serão pagos em
01/12/2025 e a taxa de juros compostos negociada foi 2% ao mês. Na data da obtenção do
empréstimo, a empresa pagou R$ 800.000,00 referentes aos custos de transação e a taxa de
custo efetivo da operação foi 2,033% ao mês.
É correto afirmar que a Cia. Só Dívida reconheceu
(A) despesa financeira de R$ 593.636,00 em dezembro de 2018.

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(B) despesa financeira de R$ 584.000,00 em dezembro de 2018.


(C) despesa financeira de R$ 609.900,00 em dezembro de 2018.
(D) passivo total de R$ 30.600.000,00, em 31/12/2018.
(E) despesa financeira de R$ 1.400.000,00 em dezembro de 2018.

35. (FCC/SEFAZ BA/Auditor Fiscal/2019) No dia 01/12/2018, uma empresa aplicou R$ 1.800.000,00
em diversos ativos financeiros. As condições negociadas para cada instrumento financeiro
adquirido e a classificação feita pela empresa para cada instrumento foram as seguintes:
Valor Data de Valor Justo em
Critério de avaliação definido pela Taxa de
Aplicado vencimento 31/12/2018
empresa juros
(em reais) dos títulos (em reais)
300.000,00 31/12/2022 Custo amortizado 1,2%a.m. 307.000,00
Valor justo por meio de outros resultados
700.000,00 31/12/2023 1,0%a.m. 710.000,00
abrangentes
800.000,00 31/12/2021 Valor justo por meio do resultado 0,8%a.m. 805.000,00

O valor total registrado no resultado da empresa, em 2018, decorrente das três aplicações
apresentadas na tabela acima foi, em reais,
a) 15.600,00.
b) 20.400,00.
c) 22.000,00.
d) 17.000,00.
e) 18.600,00.

36. (FCC/SEFAZ BA/Auditor Fiscal/2019) No dia 01/12/2018 a empresa Só no Sapatinho S.A.


realizou as seguintes vendas de mercadorias:
− Vendas à vista: R$ 500.000,00
− Vendas a prazo: R$ 660.000,00
As vendas a prazo serão recebidas integralmente em 01/12/2020 e a empresa estava praticando
para elas, na data da venda, a taxa de juros de 0,398% ao mês, equivalente a 4,88% ao ano e a
10% para o período de dois anos.
A empresa Só no Sapatinho S.A. reconheceu, na Demonstração do Resultado do ano de 2018,
exclusivamente em relação às vendas efetuadas em 01/12/2018, Receita de Vendas no valor de
a) R$ 1.160.000,00, apenas.
b) R$ 1.100.000,00, apenas.
c) R$ 1.094.000,00 e Receita Financeira no valor de R$ 2.364,12.
d) R$ 1.100.000,00 e Receita Financeira no valor de R$ 2.388,00.

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e) R$ 1.160.000,00 e Receita Financeira no valor de R$ 4.616,80.

Atenção: Para responder às questões de números 37 e 38, considere as informações a seguir.


Para obter recursos com o objetivo de financiar sua expansão, a Cia. Enrolada emitiu um lote de
debêntures no valor total de R$ 12.000.000,00 com as seguintes características:
− Data da emissão: 30/11/2017.
− Prazo total: 10 anos.
− Taxa de juros compostos: 1,1% ao mês.
− Pagamentos: parcelas anuais de R$ 2.303.132,61.
A Cia. incorreu em gastos no valor total de R$ 180.000,00 para a emissão e colocação das
debêntures no mercado. Como havia uma expectativa de que as taxas de juros sofreriam uma
queda nos próximos anos, houve uma grande demanda pelas debêntures emitidas e a empresa
conseguiu vendê-las por R$ 12.840.000,00 (valor superior ao desejado), o que fez com que a taxa
de custo efetivo da emissão fosse 1% ao mês.

37. (FCC/ICMS-SC/Auditoria e Fiscalização/2018) O saldo líquido que a Cia. Enrolada apresentou


no balanço patrimonial, em 30/11/2017, para as debêntures emitidas foi, em reais,
A) 12.840.000,00.
B) 12.180.000,00.
C) 12.000.000,00.
D) 11.820.000,00.
E) 12.660.000,00.

38. (FCC/ICMS-SC/Auditoria e Fiscalização/2018) O valor dos encargos financeiros apropriado no


resultado de 2017 da Cia. Enrolada, referente às debêntures emitidas foi, em reais,
A) 128.400,00.
B) 126.600,00.
C) 132.000,00.
D) 312.000,00.
E) 118.200,00.

39. (FCC/ICMS-SC/Auditoria e Fiscalização/2018) Em 31/12/2016, a Cia. Conta Certa obteve um


empréstimo no valor de R$ 5.000.000,00 com as seguintes características:
− Prazo total: 3 anos
− Taxa de juros compostos: 9% ao ano

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− Pagamentos: parcelas iguais e anuais de R$ 1.975.273,79.


− Datas de vencimentos das parcelas: 31 de dezembro de cada ano.
Para a obtenção do empréstimo, a empresa incorreu em custos de transação no valor total de R$
90.000,00 e a taxa de custo efetivo da emissão foi 10% ao ano. O saldo líquido total apresentado
para o empréstimo no balanço patrimonial de 31/12/2017, após o pagamento da primeira parcela,
e o valor dos encargos financeiros reconhecidos no resultado de 2017 foram, respectivamente,
em reais,
(A) 3.376.626,21 e 441.900,00.
(B) 3.414.726,21 e 480.000,00.
(C) 3.425.726,21 e 491.000,00.
(D) 3.524.726,21 e 500.000,00.
(E) 3.474.726,21 e 450.000,00.

A tabela a seguir apresenta as aplicações financeiras realizadas pela empresa Valoração S.A. no
dia 01/07/2017. Na tabela, são encontradas as características de cada aplicação, bem como a
forma de mensuração definida pela empresa para cada aplicação:
Valor Data de Taxa de Valor Justo em
Mensuração definida pela empresa
Aplicado (R$) vencimento juros 31/07/2017 (R$)
250.000 31/05/2023 Mensuração ao custo amortizado 1,5% a.m. 260.000
Mensuração ao valor justo por meio de
300.000 31/10/2022 1% a.m. 305.000
outros resultados abrangentes
Mensuração ao valor justo por meio do
225.000 31/03/2020 2% a.m. 220.000
resultado

40. (FCC/ICMS-SC/Auditoria e Fiscalização/2018) O valor total dessas aplicações apresentado no


Balanço Patrimonial da empresa Valoração S.A., em 31/07/2017, foi, em reais,
(A) 786.250,00.
(B) 776.750,00.
(C) 778.750,00.
(D) 785.000,00.
(E) 783.000,00.

41. (FCC/ICMS-SC/Auditoria e Fiscalização/2018) O impacto reconhecido no resultado da empresa


Valoração S.A., referente às aplicações financeiras, no mês de julho de 2017, foi, em reais,
(A) 10.000,00.
(B) 1.750,00.

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(C) 11.250,00.
(D) 13.250,00.
(E) 3.750,00.

42. (FCC/ICMS-SC/Auditoria e Fiscalização/2018) A empresa Solaris possuía as seguintes contas


com os respectivos saldos em 31/12/2017:
Duplicatas a Receber de Clientes: R$ 600.000,00;
Estimativa de Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa: R$ 10.000,00;
Caixa e Equivalentes de Caixa: R$ 110.000,00;
Contas a Pagar: R$ 150.000,00 e Patrimônio Líquido: R$ 550.000,00.
No entanto, antes do encerramento do período, a empresa realizou as seguintes transações em
31/12/2017:
− Desconto de uma duplicata de R$ 150.000,00, 30 dias antes do vencimento, com taxa de
desconto comercial de 7% ao mês.
− Reconhecimento da estimativa de perdas com créditos de liquidação duvidosa. A empresa
possui conhecimento de que 5% dos seus clientes nunca pagam suas dívidas.
Ao elaborar o balanço patrimonial de 31/12/2017, o total do ativo e o valor do passivo (capital de
terceiros) da empresa Solaris eram, respectivamente, em reais,
(A) 809.500,00 e 289.500,00.
(B) 809.500,00 e 300.000,00.
(C) 819.500,00 e 289.500,00.
(D) 680.000,00 e 150.000,00.
(E) 819.500,00 e 269.500,00.

43. (FCC/Prefeitura de São Luís/Auditor Fiscal de Tributos Municipais/2018) Em 31/12/2016, uma


empresa realizou vendas totais no valor de R$ 1.075.000,00, sendo que R$ 500.000,00 foram
vendidos à vista e o saldo remanescente será recebido integralmente após 15 meses. A empresa
praticava a taxa de juros de 11,83% ao ano para as suas vendas a prazo, que equivale a uma
taxa de 15% no prazo de 15 meses.
Em relação às vendas efetuadas em 31/12/2016, a empresa reconheceu Receita de Vendas no
valor de
(A) R$ 1.075.000,00 no resultado do ano de 2016, apenas.
(B) R$ 500.000,00 no resultado do ano de 2016 e Receita de Vendas no valor de R$ 575.000,00 no
resultado do ano de 2017.

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(C) R$ 1.000.000,00 no resultado do ano de 2016 e Receita Financeira no valor de R$ 59.150,00


no resultado do ano de 2017.
(D) R$ 537.500,00 no resultado do ano de 2016 e Receita de Vendas no valor de R$ 537.500,00
no resultado do ano de 2017.
(E) R$ 1.000.000,00 e Receita Financeira no valor de R$ 75.000,00, ambas no resultado do ano de
2016.

44. (FCC/Sabesp/Contabilidade/2018) As características das aplicações financeiras realizadas por


uma empresa no dia 01/12/2016 são apresentadas na tabela a seguir:
Valor Aplicado Data de Mensuração definida Taxa de Valor Justo em
(R$) vencimento pela empresa juros 31/12/2016 (R$)
Mensuração ao valor justo por meio
600.000,00 31/05/2020 1%a.m. 604.000,00
de outros resultados abrangentes
800.000,00 30/06/2022 Mensuração ao custo amortizado 2%a.m. 820.000,00
Mensuração ao valor justo por meio
1.000.000,00 31/10/2019 1,5%a.m. 1.018.000,00
do resultado

O valor total apresentado no Balanço Patrimonial da empresa, em 31/12/2016, e o efeito total na


Demonstração do Resultado de 2016, para as três aplicações em conjunto foram, respectivamente,
em reais,
(A) 2.438.000,00 e 40.000,00.
(B) 2.438.000,00 e 35.000,00.
(C) 2.437.000,00 e 37.000,00.
(D) 2.442.000,00 e 42.000,00.
(E) 2.438.000,00 e 38.000,00.

45. (FCC/Analista/DPE AM/2018) A Cia. Fantástica possuía em seu estoque um lote de mercadoria
e, em 01/12/2016, vendeu 60% desse lote por R$ 650.000,00 para ser recebido em 30/03/2018.
Sabe-se que se o cliente tivesse adquirido as mercadorias à vista teria pago R$ 554.333,00, que
não há incidência de qualquer tributo na compra nem na venda das mercadorias e que a taxa
de juros cobrada pela empresa foi 1% ao mês.
Com base nestas informações, a Cia. Fantástica reconheceu na Demonstração do Resultado de
2016, Receita de vendas no valor de
a) R$ 554.333,00 e Receita financeira no valor de R$ 95.667,00.
b) R$ 650.000,00 e Despesa financeira no valor de R$ 95.667,00.
c) R$ 554.333,00 e Receita financeira no valor de R$ 5.543,33.
d) R$ 650.000,00, apenas.
e) R$ 554.333,00, apenas.

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46. (FCC/Sabesp/Contador/2018) No dia 01/12/2015 uma empresa obteve empréstimo à taxa de


juros de 1,5% ao mês. O valor total do empréstimo foi R$ 10.000.000,00, o pagamento do
principal será feito em uma única parcela em 01/12/2026 e os juros serão pagos semestralmente,
com a primeira parcela vencendo em 01/06/2016.
O valor das parcelas semestrais de juros é R$ 934.432,64 e a empresa pagou, adicionalmente, na
data da obtenção do empréstimo, despesas relacionadas com o contrato no valor de R$
250.000,00. A taxa de custo efetivo da operação foi 1,5429% ao mês.
O valor contábil do empréstimo apresentado no balanço patrimonial de 31/12/2015 e o valor total
dos encargos financeiros evidenciados no resultado de 2015, relativo ao empréstimo obtido
foram, respectivamente, em reais,
(A) 10.155.738,75 e 405.738,77.
(B) 9.896.250,00 e 146.250,00.
(C) 10.150.000,00 e 400.000,00.
(D) 10.154.290,00 e 404.290,00.
(E) 9.900.432,75 e 150.432,75.

47. (FCC/Sabesp/Contador/2018) No dia 01/12/2015, uma empresa obteve um empréstimo no


valor de R$ 20.000.000,00. O prazo do empréstimo se encerrará em 01/12/2025, data em que
a empresa deverá pagar integralmente o valor do principal. Os juros deverão ser pagos
semestralmente com a primeira parcela vencendo em 01/06/2016 e a taxa de juros compostos
negociada foi 1,5% ao mês. O valor das parcelas semestrais de juros é R$ 1.868.865,28 e a
empresa pagou, adicionalmente, na data da obtenção do empréstimo, despesas relacionadas
com o contrato no valor de R$ 500.000,00. A taxa de custo efetivo da operação foi 1,5442% ao
mês.
O valor contábil do empréstimo que foi apresentado no balanço patrimonial de 31/12/2015 e o
valor total dos encargos financeiros evidenciados no resultado de 2015, referentes ao empréstimo
obtido, foram, respectivamente, em reais,
(A) 20.300.000,00 e 800.000,00
(B) 20.083.840,00 e 808.840,00
(C) 17.932.253,72 e 301.119,00
(D) 20.311.477,55 e 811.477,55
(E) 19.801.119,00 e 301.119,00

48. (FCC/Sabesp/Contador/2018) A empresa Não Compro Nada S.A. realizou um contrato de


arrendamento financeiro para a aquisição de um caminhão. O contrato será pago em 36 parcelas
mensais de R$ 16.067,50 e uma parcela adicional no valor de R$ 50.000,00 que deverá ser paga
juntamente com a 24a parcela mensal. As demais informações sobre o contrato são as seguintes:

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− Data do contrato: 01/12/2016


− Taxa implícita de juros do contrato: 1,2% ao mês
− Valor presente das parcelas em 01/12/2016: R$ 500.000,00
− Valor justo do caminhão em 01/12/2016: R$ 550.000,00
− Vida útil do caminhão para a empresa: 7 anos
− Valor residual esperado de venda do caminhão: R$ 164.000,00
O valor total das despesas que afetaram o resultado de dezembro de 2016, decorrentes do
contrato de arrendamento financeiro citado foi, em reais,
(A) 64.600,00.
(B) 10.600,00.
(C) 16.067,50.
(D) 6.000,00.
(E) 10.000,00.

Atenção: Para responder às questões de números 49 e 50, considere as informações abaixo.


A empresa Contadores S.A. fez uma aplicação financeira em 01/12/2016, adquirindo três títulos
no valor de R$ 7.000,00 cada, que remuneram à taxa de 1% ao mês (juros compostos). Na data da
aquisição, um título foi classificado como para “Mensuração a Valor Justo por meio do Resultado”,
outro foi classificado como ““Mensuração a Valor Justo por meio do Outros Resultados
Abrangentes” e o outro foi classificado como “Custo Amortizado”. O valor justo de cada título,
30 dias após a sua aquisição era R$ 6.950,00.

49. (ARTESP/Especialista em Regulação/2017/Adaptada) A empresa reconheceu na Demonstração


de Resultado de dezembro de 2016, referente aos títulos tomados em conjunto, um resultado
financeiro de, em reais,
(A) 90,00, positivo.
(B) 20,00, positivo.
(C) 210,00, positivo.
(D) 150,00, negativo.
(E) 30,00, negativo.

50. (ARTESP/Especialista em Regulação/2017/Adaptada) Os valores apresentados no Balanço


Patrimonial nas contas Aplicações Financeiras e Ajustes de Avaliação Patrimonial, em
31/12/2016, considerando os três títulos, foram, respectivamente, em reais,
(A) 21.090,00 e 70,00 (saldo credor).

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(B) 20.970,00 e 120,00 (saldo devedor).


(C) 21.090,00 e 120,00 (saldo credor).
(D) 20.850,00 e 50,00 (saldo devedor).
(E) 20.970,00 e 50,00 (saldo devedor).

51. (ARTESP/Especialista em Regulação/2017) A Cia. Rapidinha realizou as seguintes vendas de


mercadorias, em 01/12/2016:
− Vendas à vista: R$ 1.500.000,00.
− Vendas realizadas no longo prazo: R$ 1.608.437,25 (valor nominal).
A taxa de juros efetiva praticada pela Cia. nas vendas a prazo foi 2% ao mês e o valor presente da
venda realizada a prazo, na data da venda, era R$ 1.000.000,00.
Com base nestas informações, a Cia. Rapidinha reconheceu
(A) R$ 3.108.437,25 como Receita de Vendas, em 01/12/2016.
(B) R$ 2.500.000,00 como Receita de Vendas, em 01/12/2016, e Receita Financeira de R$
608.437,25, em 31/12/2016.
(C) R$ 2.500.000,00 como Receita de Vendas, em 01/12/2016, e Receita Financeira de R$
50.000,00, em 31/12/2016.
(D) R$ 3.108.437,25 como Receita de Vendas e Receita Financeira a Apropriar de R$ 608.437,25,
em 01/12/2016.
(E) R$ 2.500.000,00 como Receita de Vendas, em 01/12/2016.

52. (FCC/Artesp/Especialista em Regulação/[Link]) Em 31/12/2019, a Cia. de Minérios


adquiriu um caminhão, por meio de arrendamento, para ser pago em 5 prestações anuais, iguais
e consecutivas, de R$ 80.000,00 cada, vencendo a primeira em 31/12/2020. Sabe-se que o valor
presente das prestações era R$ 303.000,00 e que se a Cia. de Minérios tivesse adquirido o
caminhão à vista, teria pagado R$ 310.000,00 (valor justo).
Com base nestas informações, a Cia. de Minérios reconheceu
(A) um passivo no valor de R$ 400.000,00 na data da aquisição.
(B) despesa financeira no valor de R$ 97.000,00 no ano de 2020.
(C) um ativo no valor de R$ 310.000,00 na data da aquisição.
(D) um ativo no valor de R$ 310.000,00 e um ganho no valor de R$ 7.000,00 na data da aquisição.
(E) um ativo no valor de R$ 303.000,00 na data da aquisição.

53. (FCC/Artesp/Especialista em Regulação/2017) O valor dos encargos financeiros reconhecido no


resultado de 2016 e o saldo apresentado no balanço patrimonial referente à transação como
um todo, em 31/12/2016, foram, respectivamente, em reais,

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(A) 915.721,70 e 10.072.938,70.


(B) 915.721,70 e 8.582.6443,81.
(C) 732.577,36 e 9.889.794,36.
(D) 732.577,36 e 8.399.499,47.
(E) 1.000.000,00 e 9.509.705,11.

10.3 - FGV

54. (FGV/ALE-RO/Assistente Legislativo - Técnico em Contabilidade/2018) Algumas contas


classificadas como “Contas a receber” devem ter seu montante ajustado a valor presente.
Assinale a opção que indica o(s) critério(s) para ajuste a valor presente.
a) O ativo deve ser de curto prazo.
b) O ativo deve ser de longo prazo.
c) O ativo deve causar efeito relevante.
d) O ativo deve ser de longo prazo com efeito relevante ou de curto prazo.
e) O ativo deve ser de curto prazo com efeito relevante ou de longo prazo.

55. (FGV/ALE-RO/Analista Legislativo/Contabilidade/[Link]) Em 30/12/2017, uma


entidade efetuou um contrato de arrendamento de uma máquina no valor de R$ 120.000, pelo
prazo de dez anos. De acordo com o contrato, a máquina deverá ser transferida para a entidade
ao final dos dez anos. O valor foi pago à vista.
Com base no CPC (R2), assinale a opção que indica a correta contabilização do fato nas
demonstrações contábeis da entidade, em 31/12/2017.
a) Despesa operacional de R$ 120.000.
b) Despesa financeira de R$ 120.000.
c) Despesa antecipada de R$ 120.000 no ativo realizável a longo prazo.
d) Despesa antecipada de R$ 12.000 no ativo circulante e despesa antecipada de R$ 108.000 no
ativo realizável a longo prazo.
e) R$ 120.000 no ativo imobilizado.

56. Legislativo/Contabilidade/[Link]) Uma entidade efetuou um contrato de arrendamento


de um caminhão. O valor justo do caminhão é de R$ 180.000. A entidade deverá pagar 60
parcelas mensais de R$ 4.000. O valor presente das parcelas é de R$ 165.000.
Com base no CPC (R2), assinale a opção que indica o valor que deve ser reconhecido pela entidade
no momento da aquisição.

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a) Zero.
b) R$ 4.000.
c) R$ 165.000.
d) R$ 180.000.
e) R$ 240.000.

57. (FGV/SEFIN RO/Contador/2018) Uma sociedade empresária varejista vende um produto por R$
100.000, emitindo uma duplicata com prazo de 30 dias.
Por necessitar de recursos, a empresa desconta a duplicata em uma instituição financeira,
recebendo R$ 98.000.
Assinale a opção que indica o procedimento correto da empresa em relação ao desconto da
duplicata.
a) Baixar a duplicata de seu ativo por R$ 100.000.
b) Baixar a duplicata de seu ativo por R$ 98.000 e reconhecer uma despesa de R$2.000.
c) Baixar a duplicata de seu ativo por R$ 98.000 e reconhecer uma perda de R$2.000.
d) Manter a duplicata em seu ativo por R$ 100.000.
e) Manter a duplicata em seu ativo por R$ 98.000 e reconhecer uma despesa de R$ 2.000.

58. (FGV/SEFIN RO/Contador/[Link]) Em 01/01/2019, uma sociedade empresária efetuou


um contrato de arrendamento de um trator, que deverá ser pago em 120 parcelas mensais de
R$ 500. O valor presente das parcelas é de R$ 26.800, enquanto o valor justo do trator, na data
do contrato, é de R$ 25.000.
A sociedade empresária arrendatária tem a intenção de adquirir o trator ao final dos 120 meses.
Assinale a opção que indica a contabilização correta do trator, em 01/01/2019.
a) Ativo de R$ 25.000, no balanço patrimonial da empresa arrendatária.
b) Ativo de R$ 26.800, no balanço patrimonial da empresa arrendatária.
c) Receita financeira de R$ 25.000, no balanço patrimonial da empresa arrendatária.
d) Receita financeira de R$ 26.800, no balanço patrimonial da empresa arrendadora.
e) Não há reconhecimento, uma vez que ainda não houve fato gerador.

59. (FGV/SEFIN-RO/Contador/2018) Em 01/10/2017, uma sociedade empresária adquiriu R$ 20.000


em estoque, com prazo de 14 meses.
Na análise da transação foi verificada a existência de encargos financeiros embutidos de R$ 2.000.
Assinale a opção que indica os lançamentos contábeis corretos gerados pela transação.

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a) D- Estoques: 20.000.
C- Fornecedores 20.000.
b) D- Estoques: 18.000
D- Despesas financeiras: 2.000
C- Fornecedores: 20.000
c) D- Estoques: 18.000
D- Despesas financeiras a apropriar: 2.000
C- Fornecedores: 20.000
d) D- Estoques: 18.000
D- Despesas financeiras: 2.000
C- Fornecedores: 18.000
C-Despesas a pagar: 2.000
e) D- Estoques: 20.000
C- Fornecedores: 18.000
C- Despesas a pagar: 2.000

60. (FGV/MPE AL/Contador/2018) Em 10/01/2018, uma entidade realizou uma venda por R$ 120,
para recebimento em 60 dias. Na data, a entidade efetuou a operação de desconto bancário
por R$ 100.
Assinale a opção que indica a correta contabilização da operação na data do desconto.
a) D – Caixa: 100;
D - Despesa operacional: 20;
C - Duplicatas descontadas: 120.
b) D – Caixa: 100;
D - Despesa financeira: 20;
C - Duplicatas descontadas: 120.
c) D – Caixa: 100;
D - Despesa financeira a apropriar: 20;
C - Duplicatas descontadas: 120.
d) D – Clientes: 100;
D - Redutora da Receita: 20;
C – Receita: 120.
e) D – Clientes: 100;
C – Receita: 100.

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61. (FGV/MPE AL/Contador/[Link]) Uma entidade efetuou um contrato de arrendamento


de uma sala comercial pelo prazo de 50 anos, sendo que a propriedade da sala comercial será
transferida ao arrendatário ao final do contrato.
Com base no CPC 06 (R2), assinale a opção que indica a contabilização para o arrendatário, no
momento da assinatura do contrato.
a) Ativo Realizável a Longo Prazo.
b) Investimento.
c) Despesa Antecipada.
d) Ativo Intangível
e) Ativo Imobilizado.

62. (FGV/MPE AL/Contador/[Link]) Uma entidade efetuou um contrato de arrendamento


de uma sala comercial pelo prazo de 50 anos, sendo que a propriedade da sala comercial será
transferida ao arrendatário ao final do contrato.
Com base no CPC 06 (R2), assinale a opção que indica o tipo de arrendamento e a contabilização
para o arrendador, no momento da assinatura do contrato.
a) Operacional / Arrendamento a receber.
b) Operacional / Receita ao longo do tempo.
c) Operacional / Despesa com aluguel.
d) Financeiro / Imobilizado.
e) Financeiro / Arrendamento a receber.

63. (FGV/Paulínia/Contador/[Link]) Em 01/01/2019, uma entidade efetuou o contrato de


arrendamento de um ativo com pagamento em 60 parcelas mensais de R$ 5.000. Na data, o
valor presente das parcelas era de R$ 240.000. Já o valor justo do ativo era de R$ 210.000.
De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 06 (R2) – Arrendamentos, assinale a opção que
indica por quanto deve ser reconhecido o ativo, em 01/01/2019.
a) Zero.
b) R$ 210.000.
c) R$ 235.000.
d) R$ 240.000.
e) R$ 300.000.

64. (FGV/CODEBA/Analista Portuário - Contador/2016) Assinale a opção que apresenta um evento


em que não se deve baixar a conta de duplicatas a receber.
a) Devolução de mercadorias.

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b) Descontos comerciais concedidos.


c) Abatimentos concedidos.
d) Reconhecimento de perdas.
e) Desconto de duplicatas.

65. (FGV/COMPESA/Contador/[Link]) A Cia. Beta investiu em um título de dívida emitido


pela Cia. Alfa. A Cia. Beta tem a intenção de manter o título por um longo período, mas não irá
mantê-lo até o vencimento.
Assinale a opção que indica a correta contabilização da contrapartida do reconhecimento deste
ativo a valor justo:
a) Receita operacional.
b) Receita financeira.
c) Reserva de lucros.
d) Ajustes de avaliação patrimonial.
e) Ajuste de exercícios anteriores.

66. (FGV/Analista de Controle Interno/Recife/2014-ADAPTADA) Determinada empresa possuía, em


31/12/2013, instrumentos financeiros avaliados em R$ 200.000,00 e classificados como mantidos
para receber fluxo de caixa e para venda. Na data, foi verificado que o valor justo destes era de
R$ 180.000,00.
A variação deve ser reconhecida, contabilmente, como
a) ajuste no patrimônio líquido.
b) receita financeira.
c) receita a apropriar.
d) variação monetária.
e) despesa.

67. (FGV/Contador/INEA/RJ/2013) Assinale a alternativa que indica a forma como uma empresa
escritura o fato “débito na conta bancária de uma pessoa jurídica em razão do pagamento de
empréstimos bancários acrescidos de juros da competência mensal não provisionados
anteriormente”.
(A) D = Empréstimos Bancários; D = Juros Passivos; C = Banco conta movimento.
(B) D = Empréstimos Bancários; D = Juros a Pagar; C = Banco conta movimento.
(C) D = Banco conta movimento; C = Empréstimos Bancários; C = Juros Passivos.
(D) D = Banco conta movimento; C = Empréstimos Bancários; C = Juros a Pagar.

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(E) D = Banco conta movimento; C = Empréstimos Bancários;

68. (FGV/Auditor Fiscal da Receita Estadual/SEFAZ/AP/2010) Segundo a Lei nº 6404/76, os direitos


que têm por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou
da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que
transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens estão classificados no:
a) ativo circulante.
b) ativo realizável.
c) ativo investido.
d) ativo intangível.
e) ativo imobilizado.

69. (FGV/Auditor da Receita Estadual/SEFAZ/AP/2010) As regras contábeis e societárias vigentes


determinam que os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão:
a) ajustados a valor custo.
b) ajustados a valor futuro.
c) ajustados aos parâmetros da moeda.
d) ajustados a juros de mercado.
e) ajustados a valor presente.

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11. GABARITO

1 CERTO 24 ERRADO 47 E
2 CERTO 25 CERTO 48 E
3 ERRADO 26 D 49 A
4 B 27 CERTO 50 B
5 A 28 ERRADO 51 E
6 CERTO 29 ERRADO 52 E
7 CERTO 30 D 53 B
8 ERRADO 31 C 54 E
9 CERTO 32 B 55 E
10 CERTO 33 D 56 C
11 E 34 A 57 D
12 D 35 A 58 B
13 D 36 D 59 C
14 CERTO 37 E 60 C
15 ERRADO 38 B 61 E
16 ERRADO 39 C 62 E
17 A 40 C 63 D
18 ERRADO 41 B 64 E
19 ERRADO 42 C 65 D
20 ERRADO 43 C 66 A
21 CERTO 44 A 67 A
22 ERRADO 45 C 68 E
23 C 46 E 69 E

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12. RESUMO

1 - Ajuste a valor presente:

Elementos Período AVP?


Não circulante Ajustados a valor presente
Ativo
Circulante Se houver efeito relevante
Não circulante Ajustados a valor presente
Passivo
Circulante Se houver efeito relevante

2 - Na contabilidade, como trabalhamos com o regime de competência, a receita de venda


deve ser reconhecida na entrega da mercadoria, independentemente do recebimento, pois,
neste momento, há a transferência da titularidade (a chamada tradição).

3 - A conta duplicatas descontadas hoje é uma conta do passivo exigível. Antigamente, o


entendimento é que ela fazia parte das contas retificadoras do ativo. Os encargos financeiros,
por seu turno, ficam retificando a conta duplicatas descontadas.

4 - O recebimento em cheque é realizado através da tesouraria, ou seja, da conta caixa.


Todavia, o pagamento em cheque é feito através de crédito na conta bancos conta
movimento.

5 - Sempre que o valor total da carga de juros for conhecido quando da apropriação do
empréstimo, lançaremos como encargos financeiros a transcorrer.

6 - A conta encargos financeiros a transcorrer registra não só o valor dos juros, mas quaisquer
despesas incorridas e diretamente relacionadas à captação dos recursos, devendo ser
apropriada pelo regime de competência.

7 - Os encargos financeiros têm como contrapartida conta de despesa, exceto no caso de


ativos qualificáveis.

8 - Agora, os juros sobre capital próprio têm o mesmo tratamento que possuem os
dividendos.

9 - A conta depósitos judiciais é uma conta do ativo.

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10 - Instrumentos financeiros, direitos e títulos de crédito:

Baseada no Modelo de negócios


Classificação dos ativos
e passivos financeiros
Características dos
títulos

Custo amortizado

Ao valor justo por


meio de outros
Ativos Financeiros Mensurados ao
resul. abrangentes
(PL)

Ao valor justo por


meio de resultados
(residual)

Empréstimos/Recebíveis normais
•Valor original - Ajuste perda - AVP
Ativos Financeiros Mensurados Ao Custo Amortizado
•Valor original + Encargos ou rendimentos
Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio De Outros Resultados Abrangentes.
•Juros: Resultado . Ajuste a Valor justo no Patrimônio Líquido
Ativo Financeiro Mensurado Ao Valor Justo Por Meio Do Resultado (categoria residual)
•Encargos: resultado; Ajustes ao valor justo: Resultado

11 – Arrendamento:

Operacional Aluguel

Arrendamento
"Compra"
Financeiro
parcelada

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Direito de uso
(exceto curto Contabiliza o
Arrendatário
prazo ou pequeno ativo
valor)
Contabilização do
Arrendamento Arrendamento Arrendamento a
financeiro receber
Arrendador
Arrendamento Receita ao longo
operacional do tempo

Até 12 meses e
Arrendamento de Escolha feita por
que não tem
curto prazo classe de ativos
O arrendatário opção de compra
pode não aplicar
o CPC 06 para
Arrendamento de Considera o valor Escolha feita a
pequeno valor do ativo "novo" cada contrato

Arrendatário reconhece Ativo inicialmente ao custo, que inclui


•Mensuração inicial do passivo de arrendamento (pagamentos trazidos a valor presente).
•Pagamentos de arrendamento efetuados até a data de início
•Custos diretos iniciais incorridos pelo arrendatário
•Estimativa de custos a serem incorridos pelo arrendatário na desmontagem e remoção do
ativo subjacente, restaurando o local em que está localizado ou restaurando o ativo
subjacente à condição requerida pelos termos e condições do arrendamento

Deprecia pela vida


útil ou pelo prazo do
NÃO
arrendamento, o que
Vai adquirir o ativo for menor
Arrendatário
arrendado ?
Deprecia pela vida
SIM
útil

12 - Conciliação Bancária: é conciliação entre o razão contábil (o saldo das contas contábeis)
e o extrato bancário.

É um procedimento obrigatório, pode ser efetuado a qualquer tempo e pode começar pelo
extrato ou pelo razão (já que, ao final, ambos devem apresentar o mesmo saldo conciliado).

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Valores que constam no extrato e não aparecem no razão contábil:

1 – Despesas bancárias ainda não contabilizadas.


2 – Valores recebidos de clientes (depositados em conta corrente bancária) e ainda não
contabilizados.
3 – Cheques de terceiros devolvidos (a empresa deposita um cheque de um cliente e o
cheque é devolvido por falta de fundos).

Por outro lado, há também os valores que constam no razão contábil e não aparecem no
extrato bancário:

1 – cheque emitido e ainda não compensado: a empresa entrega o cheque para um


fornecedor, contabiliza e o cheque demora a ser apresentado ao banco. Nesse caso, a
empresa não estorna o cheque, pois o mesmo pode ser apresentado a qualquer momento.
A divergência aparece apenas na conciliação extracontábil.
2 – depósitos ainda não recebidos pelo banco (normalmente, a empresa deposita e o valor
fica disponível depois de alguns dias).

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