APOSTILA BABA EGUN E TROCA
DE CABEÇA
ORI
“ KO SI ORISA TÍ DÁ NIGBÉ LÉYIN ORÍ
ENÍ
“ NÃO EXISTE ORIXÁ QUE APOIE MAIS O
HOMEM QUE SEU PRÓPRIO ORI”
O CONCEITO DE ORÍ ESTÁ
INTIMAMENTE LIGADO AO CONCEITO
DE DESTINO PESSOAL ,ORI É O
INSTRUMENTO DO SER HUMANO PARA
REALIZAÇÃO DESSE DESTINO. ALGUNS
ITÃS DO ODU OGUNDA-MEJI NOS
MOSTRA EXATAMENTE A LIGAÇÃO
ENTRE ORI
,O SER HUMANO E SEU DESTINO
,EXEMPLO :
“ ORÍ EU TE SAÚDO!
AQUELE QUE É SÁBIO , FOI FEITO SÁBIO
PELO PRÓPRIO ORÍ. AQUELE QUE É
TOLO ,FOI FEITO MAIS TOLO QUE UM
PEDAÇO DE INHAME,PELO PRÓPRIO ORÍ
“ ORÍ E ODU (SIGNO REGENTE )
DETERMINA A SORTE OU INFORTÚNIO
DO SER HUMANO . PARA OS
YORUBANOS O SER HUMANO É
CONSTITUÍDO DOS SEGUINTES
ELEMENTOS:
? ÁRÁ : CORPO FÍSICO
? OJÍJÍ : A SOMBRA , O BÀÁRÁ ( CALOR
DO CORPO)
? OKAN: CORAÇÃO ,ONDE PARA OS
YORUBANOS SÃO TOMADAS TODAS
DECISÕES .
? EMÍ : O SOPRO DA VIDA ( RESPIRAÇÃO
E ALMA)
? ORÍ : QUE SE DIVIDE EM DUAS PARTES
,FÍSICA E ESPIRITUAL DIVISÃO DE ORI
? PARTE FÍSICA : ORI ODE, O CRÂNIO
HUMANO, ORÍ SE ASSENTA NO
CÉREBRO (APOLO)
? E A PARTE ESPIRITUAL : QUE SE
DIVIDE EM DUAS PARTES APARI INÚ E
ORÍ ÁPÉRÉ
DIVISÃO DA PARTE ESPIRITUAL DE ORÍ
? APARI INÚ : APARI INÚ OU ORI INÚ É
O ENCÉFALO DA PESSOA ,É ONDE FICA
O CARATÉR (ÌWÁ) DA PESSOA
,QUANDO ORI INÚ ESTÁ BEM TUDO VAI
BEM. ÌWÁ PÈLÉ É O CARATER ÍNTEGRO
,RETO ,PURO.
? ORÍ ÀPÉRÉ : É O DESTINO ESCOLHIDO
PELA PESSOA NOS DOMÍNIOS DE ÀJÀLÁ
(ÁJÀLAMO ) , DESCRITO COMO ‘ IPIN
ORÍ’ ,ONDE ELERÍ- IPIN É O SENHOR DO
DESTINO LIGADO A ORUNMILÁ , E ORÍ
ÀPÉRÉ SE DIVIDE EM ÀKÚLÈYAN ,
ÀKÚNLÈGBÁ E ÀYÁNMÓ
DIVISÃO DE ORÍ ÀPÉRÉ
? ÀYÁNMÓ : ESSA PALAVRA QUER
DIZER DESTINO ,MAS ESSA PARTE DO
DESTINO ESCOLHIDO PELA PESSOA QUE
NÃO PODE SER MUDADA ,POR
EXEMPLO : A ESCOLHA DOS PAIS
(FILIAÇÃO) ,O SEXO ,KARMA ,ETC...
? ÀKÚNLÉYAN : E O PEDIDO QUE A
PESSOA FAZ NOS DOMÍNIOS DE ÀJÀLÁ (
ÀJÀLAMO ), NESSE PEDIDO VOCÊ
DETERMINA ESPECÍFICAMENTE O QUE
GOSTARIA DE PASSAR E OBTER NA
TERRA ,POR EXEMPLO : QUANTOS
ANOS DE VIDA QUER VIVER , OS BENS
MATERIAIS QUE QUER ADQUIRIR ,
QUANTAS VEZES QUER CASAR
,NÚMERO DE FILHOS
,ETC...
? ÁKÚNLÉGBÁ : SÃO COISAS DADAS A
UMA PESSOA PARA AJUDAR A REALIZAR
SEUS DESEJOS DIFERENTE DE ÀYÁNMÓ ,
ÀKÚULÉYAN E ÀKÚNLÉGBÁ PODEM SER
MELHORADOS ATRÁVES DE RITOS
COMO BÓORÍ ,IGBÓSSÉ E OUTROS
RITOS QUE FALAREMOS MAIS A FRENTE
AINDA FALANDO SOBRE DIVISÃO DA
CABEÇA ,TEMOS ELÉNINÌÍ
ELÉNINI SE ASSENTA EM BAIXO DE ORÍ
INÚ ,NO CEREBELO ( IPAKÓ ) E É
RESPONSÁVEL EM FAZER A PESSOA
ESQUECER O QUE VEIO FAZER NA
TERRA ,ESQUECER SEU ‘TRATO’ COM
OLODÚNMARÉ , É CONSIDERADO O
OPOSITOR DE ORÍ ( INIMIGO ) ,PODE
TRAZER MUITO SOFRIMENTO A PESSOA
POR ELA NÃO ENTENDER O PORQUE DE
PASSAR CERTAS COISAS NA VIDA.
PARA AJUDAR A PESSOA NÃO
ESQUECER DE SUA MISSÃO NA TERRA
,EXISTE AINDA UM GÊMEO DE NOSSO
ORÍ CHAMADO ENÍKEJI ESCOLHA DO
ORÍ
PODEMOS PERCEBER QUE A
COMPREENSÃO SOBRE O PODER QUE
ORÍ DESEMPENHA NA VIDA DE CADA
PESSOA ESTÁ RELACIONADO A
‘KADARÁ’ ,O PRÉ DESTINO ,POIS O
SUCESSO OU INSUCESSO DE CADA
PESSOA ESTÁ LIGADO AO DESTINO
QUE A PESSOA TRÁZ DO ORUN PARA O
AIYE.
PARA ENTENDERMOS MELHOR
,VAMOS AS ESCOLHAS DE ‘ORÍSÈÉKÚ’
,ORÍÈÉMERÉ E AFÙWÀPÉ.
FOI FEITO UM JOGO ADIVINHATÓRIO
PARA OS TRÊS ,E FOI SOLICITADO QUE
ANTES DE IREM ESCOLHER SEUS ORÍS
NOS DOMÍNIOS DE AJALÁ ,QUE ELES
REALIZASSEM ALGUNS RITOS E
SACRIFÍCIOS PARA UMA BOA ESCOLHA.
SOMENTE AFÙWÀPÉ REALIZOU O
SOLICITADO.
OS TRÊS VIERAM PARA A TERRA E
SOMENTE AFÙWÀPÉ FOI
AFORTUNADO,OS OUTROS NÃO
TIVERAM A MESMA SORTE ,E ASSIM SE
LAMENTARAM , DISSERAM QUE SE
SOUBESSEM ONDE AFÙWÀPÉ
ESCOLHEU SEU ORÍ ,TERIAM
ESCOLHIDO IGUAL.. , MAS AFÙWÁPÉ
RESPONDEU QUE EMBORA SEUS ORIS
FOSSEM ESCOLHIDOS NO MESMO
LUGAR ,SEUS DESTINOS QUE DIFERIAM.
BEM,MORAL DA HISTÓRIA , APESAR
DOS ORIS SEREM IGUAIS EM ESCOLHA ,
SOMENTE AFÙWÀPÉ TEVE BOM
CARÁTER ,RESPEITANDO SUA CRENÇA E
REALIZANDO OS RITOS SOLICITADOS,
POIS O CARÁTER PODE MUDAR PARA
MELHOR OU PIOR O DESTINO DE CADA
UM.
“ VOCÊ DISSE QUE FOI APANHAR SEU
ORÍ ?
VOCÊ SABE ONDE AFÙWÀPÉ APANHOU
SEU ORÍ ? VOCÊ PODERIA TER IDO LÁ
APANHAR SEU ORÍ
NÓS PEGAMOS NOSSOS ORIS NOS
DOMÍNIOS DE AJALA ASSIM SOMENTE
NOSSOS DESTINOS DIFEREM “
( VERSO DE IFÁ ) DIZEM OS YORUBANOS
,CULTUADORES DE ORÍ , QUE AJALÁ
EMBORA NOTÁVEL EM SUAS
HABILIDADES ,DE CRIAR OS ORIS
,MUITAS VESES MODELA CABEÇAS
DEFEITUOSAS ( ORÍ BAJÉ ,ORÍ ALEBU
,ORI BURUKU,....) QUE SERIAM
CABEÇAS QUE FICARAM MUITO TEMPO
NO FORMO OU QUE NÃO FORAM
COZIDAS. ESSAS CABEÇAS TORNAN SE
FRACAS , E UMA PESSOA QUE
ESCOLHER ESSAS CABEÇAS ESTARÁ
DESTINADO A FRACASSAR NA VIDA , AO
PASSO QUE UMA BOA ESCOLHA FARÁ
DESTA PESSOA MUITO AFORTUNADA.
MESMO UM ORÍ BEM ESCOLHIDO ( ORI
RERE OU IRE ) SOFRERÁ MUDANÇAS
ATRAVÉS DO CARÁTER E MÁ CONDUTA
DA PESSOA , E TAMBÉM FORÇAS
CONTRÁRIAS E
INIMIGOS CONHECIDOS COMO ELENINI
( PESSOAS INVEJOSAS) ,AJÉS
, E OSO ( FEITICEIROS ) ,TORNANDO
ESSE ORI NEGATIVO (OSOBO) .
“ IWÁ RE LAYE YII NÍ YOO DÁ O LEJO” “
SEU CARÁTER NA TERRA
,PROFERIRÁ SENTENÇA CONTRA VOCÊ”
ORÍ
“ ORÍ MI AGBÁ BÓ KI A TÓ BÓ ORISÁ” ”
MEU ORÍ É O MAIS VELHO , TEM QUE
SER CULTUADO ANTES QUE O ORIXÁ “
PARA OS YORUBANOS ORÍ É A
DIVINDADE MAIS IMPORTANTE NA
FORMAÇÃO DE UM SER HUMANO.
ORDÊM DE IMPORTÂNCIA :
? ORÍ
? MÃE
? PAI
? IFÁ ( ORUNMILÁ ,ODU )
? ORIXÁ
MINHA VISÃO SOBRE ORÍ
PELA PARTE FÍSICA ,SABEMOS QUE
ATRAVÉS DO CÉREBRO ,NOSSA CABEÇA
QUEM COMANDA O CORPO
,PELA PARTE ESPIRITUAL ,ORÍ
COMANDA NOSSO VIDA PESSOAL
,TANTO O DESTINO COMO AS
REALIZAÇÕES ATUAIS.
MUITAS VEZES PERCEBEMOS QUE UMA
PESSOA PASSA POR EBÓS ,FAZ
AGRADOS A ESÚ ,RITOS AO ORIXÁ E
NADA ACONTECE , E VAMOS OUVIR
DESSE CLIENTE OU FILHO DA CASA
INÚMERAS RECLAMAÇÔES .
ISSO ACONTECE .GERALMENTE
,PORQUE A CABEÇA ESTÁ NO
NEGATIVO (OSOBO) ,E ASSIM SENDO
NENHUMA AJUDA É BEM VINDA
,POIS A PESSOA SE TORNA NEGATIVA
,MUITAS VEZES ATÉ MESMO
ENTRANDO EM DEPRESSÃO.
VEMOS TAMBÉM ,MUITOS CASOS DE
SUICÍDIO ,MUITAS PESSOAS PERDENDO
SEU EIXO ,TUDO ISSO RELACIONADO A
CAUSAS DE ORÍ NEGATIVO.
TEMOS VÁRIOS FATORES QUE PODEM
TORNAR ESSE ORÍ
NEGATIVO,TAIS COMO FEITIÇOS
,EBÓS NÃO REALIZADOS
CORRETAMENTES ,INVEJA , BORI COM
ELEMENTOS QUE ESSA CABEÇA NÃO
COMPORTA , INICIAÇÃO DE
ANCESTRAIS NÃO COMPATÍVEIS
,ENTRE OUTRAS CAUSAS. MESMO
QUANDO NÃO HÁ UMA
AÇÃO EXTERNA PARA PREJUDICAR A
CABEÇA , OBSERVAMOS QUE COM O
PASSAR DO TEMPO A CABEÇA VAI
FICANDO FRACA POR FALTA DE
ALIMENTO , PODEMOS COMPARAR A
UM CELULAR QUE GARREGAMOS A
BATERIA E VAMOS USANDO FAZENDO
COM QUE ESSA ENERGIA SE ESGOTE ,
NESSE MOMENTO
ORIXÁ ORÍ PRECISA SE FORTALECER
,PRECISA SER ALIMENTADO . ALGUNS
SINAIS DESSE ENFRAQUECIMENTO
SERIAM : PERDA DE MEMÓRIA ,
DEPRESSÃO , ADOECIMENTO ,DOR DE
CABEÇA , MESMO QUE O PROBLEMA
SEJA DE FÁCIL RESOLUÇÃO A PESSOA
NÃO CONSEGUE VER UMA SOLUÇÃO E
TAMBÉM A PESSOA DEIXA DE SER
PROTAGONISTA EM SUA VIDA E FICA
APENAS VENDO O TEMPO PASSAR SEM
FORÇAS PARA REAGIR ,POIS SABE QUE
O PROBLEMA EXISTE MAS NADA FAZ.
NOSSO ORÍ É UMA GRANDE BÚSSOLA A
NOS GUIAR E QUANDO HÁ ESSE
DESEQUILÍBRIO FICAMOS REALMENTE
‘DESNORTEADOS ‘.
NESSA SITUAÇÃO , TEMOS FORMAS DE
AMENIZAR E FAZER QUE ORÍ FIQUE
POSITIVO , ATRAVÉS DE BOORI
,IGBOSSÉ E OUTROS RITOS QUE
FALAREMOS ADIANTE.
ESSES RITOS SERÃO DETERMINADOS
ATRAVÉS DE JOGOS ADIVINHATÓRIOS
,LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO SEMPRE
A PARTE ANCESTRAL DA PESSOA A
QUAL QUEREMOS POSITIVAR ESTA
CABEÇA.
AJALA MOPIN E IYÁ ORÍ
NOSSO ORÍ É CRIADO EM DUAS PARTES
“ ORI ODÊ” E “ORI INÚ “
? ORÍ ODÊ : É A PARTE DE FORA DA
CABEÇA ,OU O CRÂNIO ,QUE PROTEGE
NOSSO ENCÉFALO ,E É MODELADO POR
ÀJÀLÁ.
? ORÍ INÚ : PARTE INTERNA DA CABEÇA
QUE FICARIA A CARGO DE IYÁ ORÍ
ÀJÁLÁ
ÀJÀLÁ É O OLEIRO OFICIAL QUE
RECEBEU DE OLODÚNMARÈ A
INCUMBÊNCIA DE ‘MODELAR’ AS
CABEÇAS.
CONTA O ITÃ QUE OBATALÁ CRIOU O
HOMEM E A MULHER EM TODA SUA
PERFEIÇÃO ,MAS ESQUECEU DE
POR A CABEÇA NAS PESSOAS ,ENTÃO
OLODÚNMARÈ SOPROU A VIDA
MESMO ASSIM E DEIXANDO A CARGO
DA PESSOA DE IR AOS DOMÍNIOS DE
ÀJÀLÁ ESCOLHER SUA CABEÇA.
ÀJÀLÁ POR MUITOS É TIDO COMO UMA
QUALIDADE DE OXALÁ , ISSO
ACONTECE PELO SINCRETÍSMO
AFRICANO .
O SINCRETISMO AFRICANO FOI A
FORMA DE ORGANIZAR O CANDOMBLÉ
EM TERRAS BRASILEIRAS ,TINHA COMO
BASE SE AGRUPAR DIVINDADES
SEMELHANTES ,NOMEAR O CLÂ E
ASSIM OS MEMBROS DESTE CLÃ
ACABARAM VIRANDO QUALIDADES .
NESTE CONTEXTO BABÁ ÀJÀLÁ ( BABÁ
POR SER PAI DAS CABEÇAS ) ACABOU
CAINDO NO CLÃ DE OXALÁ
,EM PARTES TAMBÉM POR SER UMA
DIVINDADE FUNFUN E ESTAR
RELACIONADO A CRIAÇÃO DOS SERES
HUMANOS , ISTO É NA MODELAGEM
DAS CABEÇAS . ENTÃO EM RESUMO
ÀJÀLÁ NÃO É OXALÁ , E SIM UMA
DIVINDADE FUNFUN ,O “ MODELADOR
DE CABEÇAS”
IYÁ ORÍ
A PALAVRA ‘ IYÁ ORÍ’ É UM TÍTULO , E
COMO TÍTULO É OUTORGADO A
UMA PESSOA , MESMA COISA SERIA
COMO A PALAVRA PREFEITO OU
GOVERNADOR ,ALGUÉM RECEBE ESSE
TÍTULO.
O TÍTULO DE IYÁ ORÍ ( MÃE DAS
CABEÇAS ) ,FOI CONFERIDO A “OSY
MOLÈ “ IYÁ OSY MOLE ,MUITAS VEZES
TAMBÉM ERRONEAMENTE
CONFUNDIDA COM IYÁ MASSE .
A IYÁ OSY MOLÉ FICOU A
INCUMBÊNCIA DE ORÍ INÙ . COMO
ACONTECE A RESPEITO DE ÀJÀLÁ , IYÁ
ORÍ TAMBÉM SOFREU UMA CERTA
MUTAÇÃO EM SEU
CULTO ,ATRAVÉS DO SINCRETISMO
AFRICANO FOI AGRUPADA A UM CLÂ
AQUI NO BRASIL ,SENDO CULTUADA
ERRONEAMENTE COMO IYEMONJÁ.
TEMOS QUE OBSERVAR QUE O CULTO A
ORÍ É UM DOS MAIS ANTIGOS CULTOS
PRATICADO PELOS YORUBANOS ,MAIS
ANTIGO ATÉ MESMO QUE O CULTO A
IYEMONJÁ
,POR MAIS RESPEITO E AMOR QUE
TENHAMOS A NOSSA DEUSA IYEMONJÁ
NÃO PODEMOS CONFERIR A ELA O
CULTO A ORÍ
COM ESSE AGRUPAMENTO AO CLÃ DE
IYEMONJA ,E MÃE IYEMONJÁ TAMBÉM
AQUI NO BRASIL RETORNANDO AO
REINO DE OKUN (OCEANO,MESMO
TODOS SABENDO
QUE ELA É UM ORIXÁ ODÔ) , O CULTO A
ORÍ SOFRE ESSA MUTAÇÃO
,PASSANDO EM SEUS RITOS CONTER
ELEMENTOS DO MAR ,TAL COMO
CONCHAS ,ESTRELAS DO MAR E ATÉ
MESMO FAVAS LIGADAS A IYEMONJÁ.
BORÍ E SUAS VERTENTES
COMO VIMOS NA INTRODUÇÃO ORÍ É
ÚNICO ,E O BORI ATENDE AS
NECESSIDADES DESTE ORÍ ,QUE COM
CERTEZA NÃO SERÁ A NECESSIDADE
DO ORÍ DE OUTRA PESSOA ,ENTÃO
BORÍ TAMBÉM É ÚNICO .
PARA SABERMOS A NECESSIDADE
DESTE ORÍ TEMOS QUE FAZER UM
JOGO ADIVINHATÓRIO QUE IRÁ
RELACIONAR OS ELEMENTOS PARA
ESTE BORÍ.
ALÉM DOS ELEMENTOS ESCOLHIDOS
POR ORÍ ,EXISTEM BORIS ESPECÍFICOS
PARA CADA TIPO DE PROBLEMA TAIS
COMO, BORÍ PARA SAÚDE
,CAMINHO,PROSPERIDADE
,ETC.
BORI AJAPÁ : PARA ENTENDERMOS
ESSE BORÍ PRIMEIRO TEMOS QUE
ENTENDER SOBRE O AJAPÁ , ESSE
ANIMAL MUITAS PESSOAS
RELACIONAM ELE AO ORIXÁ XANGÔ OU
ATÉ MESMO DIZENDO QUE ESTE
ANIMAL PERTENÇA A XANGÕ . A
QUESTÃO É QUE O AJAPÁ ESTÁ LIGADO
A LONGEVIDADE ,E XANGÔ POR TEMER
A MORTE (IKÚ ,E NÃO TEMER A EGUN )
TERIA ESCOLHIDO ESSE ANIMAL PARA SÍ
. ESTE BORÍ ERA UMA PRÁTICA USADA
POR NOSSOS AGBAS PARA GARANTIR A
PESSOA UMA VIDA LONGA E ATÉ
MESMO TENTAR ENGANAR IKÚ
,PARA QUE A PESSOA VIVESSE MAIS
ALGUNS ANOS ,ERA COMUM OS
BABALORIXÁS E IYALORIXAS PASSAR
POR ESSE BORI UMA VEZ POR ANO EM
SEU ÀJODUN.
BORÍ ISU EJÁ : BORI QUE É
BÁSICAMENTE MONTADO Á PARTIR DE
CABEÇAS DE PEIXE ENVOLTOS NUMA
MASSA DE INHAME CARÁ ( ISU OKÁ )
COM OBÍ RALADO,ENTRE OUTROS
ELEMENTOS . BORI ESSE MUITO USADO
PARA PESSOAS QUE PRECISAM DE
RESTABELECER O EQUELÍBRIO DE ORÍ
COM MUITA URGÊNCIA ,PESSOAS QUE
TENTARAM SUICÍDIO ,EM DESESPERO
,BEIRANDO AS RAIS DA
LOUCURA ,PESSOAS QUE SE
ENTREGARAM AO MUNDO DAS
DROGAS ,RECEM SEPARADOS QUE
QUEREM A PESSOA DE VOLTA,ENFIM
CASOS MAIS EXTREMOS.
BORÍ EJÉ EWE : MUITO USADO PARA
QUANDO A PESSOA PASSA POR RITOS
FÚNEBRE COMO O ORÍ OKÚ ( TIRAR
MÃO FRIA ) OU MESMO UM IGBOSSÉ
,POR NÃO SER RECOMENDADO O USO
DO EJÉ DIRETO NO ORÍ ,E TAMBÉM
PARA RESTAURAR ESSE ORÍ EM TODA
SUA COMPOSIÇÃO. ESSE BORI É
BASICAMENTE FEITO À PARTIR DE
UM SUMO DE FOLHAS ( FOLHAS
INDICADAS PARA ESSE ATO) E
SACRIFÍCIO ANIMAIS ,E SOMENTE
DEPOIS OFERECIDO AO ORÍ.
IGBÓSÉ
A PALAVRA IGBÓSÉ ( IGBÓÓSÉ) VEM DA
JUNÇÃO DAS PALAVRAS ‘IGBÓ’ ( MATA
SAGRADA ) E ‘ÒSÉ ) SABÃO OU
LIMPEZA) E QUER DIZER ENTRAR NA
MATA E SE LIMPAR ,DEIXAR NA MATA O
QUE NÃO É BOM .
ESSE MESMO RITUAL É FEITO NP ORI
OKÚ ( ORO OWO).
IGBÓSÉ É A TROCA DE CABEÇA
? TROCA DE CABEÇA FEITA COM O
ANIMAL ,UM QUADRÚPEDE QUE
GERALMENTE É USADO NA INICIAÇÃO
OU OBRIGAÇÔES COMPLEMENTARES ,
OU ATÉ MESMO USADO SOMENTE
COM ESSE PROPÓSITO.
IGBÓSÉ APENAS COM ANIMAIS VAMOS
PRIMEIRO AO IGBÓSÉ FEITO COM O
ANIMAL ,QUE GERALMENTE É FEITO NO
ORÔ DE INICIAÇÃO ,POR SE ENTENDER
QUE ESSE INICIANTE ESTÁ ‘MORRENDO
‘ E RENASCENDO PARA UMA NOVA
VIDA ,TENDO A OPORTUNIDADE DE
TROCAR ALI SUA SORTE (RIRE) ,SAÚDE
,COM O
ANIMAL QUE ESTÁ PARTINDO , SENDO
QUE ESSA PRÁTICA SÓ PODE SER FEITA
COM QUADRÚPEDE,TEM A FOLHA
PRÓPRIA E CANTIGAS PRÓPRIAS
TAMBÉM.
EXISTEM OUTROS TIPOS DE IGBÓSÉ
FEITOS APARTIR DE ANIMAIS QUE
OFERECEMOS EM SACRIFÍCIOS PARA
SALVAR A VIDA DE UM CONSULENTE
OU FILHO DE SANTO .ESSES RITOS SÃO
UTILIZADOS QUANDO A PESSOA NÃO
ESTÁ EM OBRIGAÇÃO ,MAS ESTÁ
PASSANDO POR PROBLEMAS SÉRIOS
QUE PODEM ESTAR COLOCANDO ATÉ
MESMO A VIDA DA PESSOA EM RISCO
IGBÓSÉ COM ANIMAIS E PESSOAS
PRIMEIRO EBO
? 1 CABAÇA
? 1PREÁ
? 1 FRANGA BRANCA
? 1 POMBO
? 1 QUARTINHA DE BARRO
? 5OBIS
? 2 TIRAS GRANDE DE ALGODÃO
? 2 LEKELEKE
? PALHA DA COSTA
? NAVALHA
? TESOURA
? FACA
? LIMO DA COSTA
? IYEIYE OSUN
? IYESUN
? 1 PEIXE ( DE PREFERÊNCIA DE ÁGUA
DOCE)
? EFUN ,OSUN , OAJY E SABÃO DA
COSTA ( OU SABÃO DE COCO)
? ÁGUA DE CANGICA E SUMO DE
FOLHAS FRIAS ( MÓDULO EWE)
? 1 FOLHA DE GBE AYE RERE (PANACÉIA
,GOMPHRENA ARBORESCENS) VER NO
MÓDULO DE EWE
? FOLHAS : ALECRIM (EWÉRE)
,ALGODÃO ( EWE ÒWÚ`),CANA DO
BREJO ( TÈTÈRÈGUN ) ,QUEBRA –
PEDRA ( EWE BIYEMI ) ,SAIÃO
(ÒDÚNDÚN ) ,TANSAGEM (EWE ÒPÁ
) E MELÃO DE SÃO CAETANO ( EJÌNRÍN )
2 EBÓ
ESSAS BOLAS SÃO TODAS EM NÚMERO
DE 4 E ENROLADAS EM ALGODÃO :
BOLAS DE ARROZ BOLAS DE ACAÇA
BOLA DE CANGICA BOLAS DE INHAME
BOLAS DE INHAME CARA BOLAS DE
FARINHA COM EFUN RALADO
BOLAS DE FARINHA COM CEBOLA
RALADA
BOLAS DE TAPIOCA 4 QUIABOS DUROS
4 OVOS INTEIROS
1 POMBO BRANCO
1 LENÇOL BRANCO EFUN RALADO
3 EBO
1 PADE DE ÁGUA
9 BOLAS DE ÁGUA
FEIJÃO FRADINHO FERVIDO FEIJÃO
BRANCO FERVIDO ARROZ COZIDO
9 TALOS DE BANANEIRA
9 EKURU
9 VELAS
9 AKASAS CANJICA COZIDA
ÁGUA DE CANJICA] PIPOCA
TNT BRANCO 1 ALGUIDA
1 QUARTINHA DE BARRO
1 LIGORNA
DESPACHAR NA ÁGUA OU NA PORTA
DE UM CEMITÉRIO
4 EBO
1 CRUZ DE TNT BRANCO 1 POTE DE
BARRO FRANJAS DE MARIWO
1 PADE DE AGUA
9 BOLAS DE AGUA
FEIJÃO BRANCO FERVIDO FEIJÃO
FRADINHO FERVIDO ARROZ COZIDO 9
EKURUS
9 TALOS DE BANANEIRA CANJICA
COZIDA
ÁGUA DE CANJICA PIPOCA
9 AKASAS
9 VELAS
9 ABANOS
2 LIGORNAS
PROCEDIMENTO
LEVE A PESSOA PARA UMA CACHOEIRA
EM ORDEM MONTE OS EBÓS E PASSE
NA PESSOA E JOGUE NA AGUA
DEIXE OS BICHOS PARA O FINAL.PEGUE
OS BICHOS CORTE PASSANDO NA TESTA
NAS MAOS E NOS PES DA PESSOA
SEMPRE REZANDO PARA EGUN E
PEDINDO PARA QUE LEVE EMBORA
ESSE CARREGO DE MORTE,QUANDO
CHEGAR. A VEZ DO ULTIMO ANIMAL A
SER SACRIFICADO
ENCOSTAR O ORI DO ANIMAL COM. O
ORI DA PESSOA E REZAR ASSIM:
Egúngún kiki egúngún
Egún ikú ranran fe awo ku opipi O da so
bo fun le wo
Egún ikú bata bango egún de. Bi aba f
'atori na le egún se de.
REPETIR A REZA 4 VEZES
E IMOLAR O BICHO NO MESMO LUGAR
VIRE A PESSOA DE COSTAS E COLOQUE
O BICHO NA AGUA DEIXANDO A AGUA
LEVAR.
APÓS ISSO RASGUE AS ROUPAS DA
PESSOA QUE TOMOU O EBÓ E MANDE
A TOMAR UM BANHO DE SABAO DA
COSTA E SABAO DE COCO ENROLEA EM
UM LENÇOL BRANCO E A LEVE DE
VOLTA PARA O BARRACAO LA VOCE IRA
DAR INICIO AO BORI.
REZAS PARA PASSAR AS COMIDAS SÃO
AS MESMAS DE TODO EBÓ
PARA COPAR OS BICHOS REZE:
(Reza de Egun) Ìkú són a lè
Níbi Bàbá Alápáàlà. Ìkú don ohun bàbá
Ó kí s’àlà ojú wa
Ní ìfé agà to ní gbè Osó Ìkú a fó a wé to
Ìkú á lè, ìkú á lè, Ìkú àjò!
BORI
COMIDAS BÁSICAS PARA BORÍ
• EGBÔ
• EGBÔ –IYÁ
• OMO EJÁ
• ADJAORÍ
• ORI IYÁ
• ISU OKÁ
• ISU IYAN
• ISU IYÁ,
• ISU WÀRÁ
• ILÁ
• EJÁ
• AJEBÓ
• EKÒ
• ABEREN IYÁ
• OYINBÓ
• ENTRE OUTRAS...
ALÉM DAS COMIDAS TEMOS ALGUNS
ELEMENTOS QUE NÃO PODEM FALTAR
NO BORI :
• IBÁ ORÍ
• OMI TUTU
• ATARÉ
• FOLHAS DE ORÍ
• LEKE LEKE
• OJÁ E OJÁ ORÍ
• QUARTINHA
• INHÃ
• OBÍEOROGBÔ
• EYIN
• OWU
• ENTRE OUTROS ELEMENTOS ,MAS
SEMPRE SEGUINDO O SEU AXÉ.
O PROCESSO DO BORI E O MESMO DE
UM BORI COMUM,A ÚNICA DIFERENCA
E QUE NO FINAL DE TUDO QUANDO
FOR ERGUER A PESSOA REZE:
Ìkú ònòn Ìkú lé èhin, Hei! Hei! Hei! Bábá
l’èsè awo ìfé
Pèlé-pèlé ó dára A wò sílé, a dúpé, Omo
ni won dára
A wé Olúwa ìkú ó bàbá
A wúre, a wúre, Bàbá Olúkòtún. A wúre,
a wúre, Bàbá Alápáàlà.
A wúre, a wúre, A wúre, a wúre, A
wúre, a wúre, A wúre, a wúre, A wúre, a
wúre, A wúre, a wúre, A wúre ré èrin. A
wúre rìn rere. Àse! Bàbá Igi.
Bàbá Igi-S’àwórò Bàbá Alápoyò.
Bàbá Erin rin.
Bàbá Omo Orò ó mi tótóo. Bàbá Isota
isso.
AGRADECENDO A EGUN POR TER
LIVRADO ESSA PESSOA DA MORTE
LOUVAÇÃO ANCESTRAL
AJALÁ ORI
ORI LEWÁ LEWÁ LEWÁ
MÓ PÉ YN ELEDUMARÊ EWÁ KUN É
KUN Ô
EKUN OLORUM EKUN OXUPÁ EKUN
OLOJÓ OJOBÓ NILÉ
MÓ PÉ YN ELEDUMARÊ EWÁ KUN É
KUN Ô
EJA EJÁ EJÁ IRÊ
YEMANJÁ OGUNTÉ YÁ OMIM EJÁ IRÊ
EJÁ EJÁ
EJÁ IRÊ
YEMANJÁ YÁ LOJÁ YA OMIM EJÁ IRÊ
CANTIGA PARA LOUVAR A CABEÇA
ORI KÊ MIM XÓ TÁ UM ENIM ORI KÊ
MIM XÓ TÁ UM IÃ
ORI OLORÊ LORI BÉ Ô
AXAKÓ EQÜÊ YÁ UM SÓ ROKÔ AMI SIM
SIM EBOME BÉ ATARÁ UM BORI ORI Ô.
YEMANJA NIXÊ TÊ MIM YEMANJA NIXÊ
TÊ MIM ORIÔ YEMANJA NIXÊ TÊ MIM
ORI OMÃ
ORI OMÃ ABÊ INXÊ ORI OMÃ
ORI MÁ DÉ SÓ INXÊ ORI MÁ DÉ SÓ INXÊ
ORIÔ ORI MÁ DÉ SÓ INXÊ ORI AXEM
XÉRIO MÃ
ORI AXEM XÉRIO MÃ
ORIÔ, ORI AXEM XÉRIO MÃ ORI Ô SOLÔ
IOMÃ
ORI Ô SOLÔ IOMÃ
ORIÔ, ORI Ô SOLÔ IOMÃ ORI KÁKÁ MA
JÔJÔ
ORI KÁKÁ MA JÔJÔ
ORIÔ, ORI KÁKÁ MA JÔJÔ ORI XIM XÉ
OLOROKÔ OLORÔ KÊ DÁ BORÔ
ORI MI Ô
Ô XERERÊ FÔ MIM ORI OKÁ NI XANU
OKÁ
ORI EJÔ NI XANÚ EJÔ AFOMO GUÊ NI
XANÚ OGUÊ ORI MI Ô
Ô XERERÊ FÔ MIM
ORI Ô Ô ORI Ê Ê
XINXÉ SIKÔ DIDÊ RÊ APERÊ ORI Ô Ô Ô
ORI Ô Ê Ê
NI JÉ SIKÔ DIDÊ
APERÊ ORI Ô ORI AGBIÊ
NI JÉ SIKÔ DIDÊ LESSE ORIXÁ LÁ OMOM
LÁ RETÊ
APERÊ JÊ LÁ OMOM LÁ RETÊ DÉ
NIJÉ OBI LAYÊ Ê BORÓ OBÓ AJÔ UNLÁ
APÊRE Ô NI JÉ OBI LAIÊ Ê
MÓ RÓ UMBÓ AJÔ UM LAYÊ ORI ORI
ORI SACO JÉ
ORI ORI BÔBÔ ORIXÁ
ORI ORI ORI SACO JÉ BABÁ ORI ORI
BÔBÔ ORIXÁ
ORI KA FÉ JÁ BORI Ô ORI KÁ FÉ JÁ BÓ
ORI KÁ FE JÁ ORUMILA OBÓKOTÓ AXÉ
DIRÊ KÊ RÊ KÊ
AXÉ DIRÊ KÊ RÊ KÊ ORI JÃ JÃ
YN YÁ, YN YÁ ,YN YÁ Ô ORUMILÁ ORI
XIM XÉ OLOROKÔ
OLORÔ KÊ DÁ BORÔ
MI FÁ EKUN ADÁ EKÔ ORUMILA MI FÁ
EKUN ADÁ EKÔ ORUMILA OMI XÓ FÉ
OMOM NIRÊ
OMI XÓ FÉ OMOM NIRÊ ORUMILÁ MI
FÁ EKUN ADÁ EKÔ ORUMILA IFÁ
WOWO, IFÁ OMÃ, IFÁ WJÊ OBI LÓ LÁ
IRÊ
IFÁ WOWO, IFÁ OMÃ, IFÁ WJÊ BABÁ XÉ
XÉ MIÔ
BABÁ XÉ XÉ MIÔ
ORI Ô, BABÁ XÉ XÉ MIÔ ORI LORAM AÔ
BALÉ LORAM TE MIM APERÊ LORAM AÔ
BALÉ LORAM TENIBÓ LORUM FÉ
ODALÁFIWÁ ORIXÁ BOBÔ XIRÊ MALÊ
ODALAFIWÁ
IBÔYA XIRÊ MALÊ ODALAFIWÁ
ODALAFIWÁ EJÁ XIRÊ MALÊ
ODALAFIWÁ
ILÁ XIRÊ MALÊ ODALAFIWÁ
ODALAFIWÁ ISUN XIRÊ MALÊ
ODALAFIWÁ ...
ORIÔ XERERÊ FUM MI ORIÔ XERERÊ
FUM MI
ORI OKÁ NI SANUM OKÁ ORI EJÔ NI
SANU EJÔ
AFÓ MO BÊ NI SANÚ MO BÊ ORI MI Ô
XÊRÊRÊ FUM MI
AXEXÊ,EGUNGUN
CURIOSIDADES
A pessoas que quiserem conversar com
os Babas egun ou com os eguns devem
ir a um local descampado, acender 1 7,9
ou 21 velas ao lado de um acaçá, e
conversar, então, o que pretenderem
...
No ritual de cerimonia fúnebres as
filhas de lansä dem colocar na boca
pedaços de canela em pau, embebidos
em vinho moscatel,
Os Eguns de lanså sào nove, sendo oito
surdo-mu- dos, e um que fala
A palha de cana espanta Egum.
...
As pessoas devotas das almas e que
costumam acender velas para elas,
devem também oferecer tres tipos de
mingaus: um de maisena, um de farinha
de trigo e um de creme de arroz ralo.
Todos cobertos com algodão.
...
Ao terminar qualquer cerimónia com
Eguns deve-se descarregar com ovos.
OIA
Oiá & considerada deusa pelos Eguns.
Por isso, demonstram grande respeito
por ela. Neste
sentido, todas as lansås são parte do
Balé e fazem os Eguns se sentirem
seguros com ela.
Embaixo, tipos e qualidades de lansäs:
Oi Caram
Oiá Mabo Oiá Coluna
Oiá Dede Oiá Gambule Oiá Onira Oiá
Topé
Oiá Fula
Oiá Vundujó
Oiá Bamburecena
Oiá Balé
Oia Foru Balé Oiá Abedosseu
LENDAS DOS ORIXÁS
Oxosse
Há muitos anos, uma preta sentada
num tronco de árvore contava que
todos os dias pela manha.
Oxosse conduzia o gado para o pasto A
caminho do pasto, des locando-se por
uma estrada poeirenta passavam
obrigatoriamente. pela porta de um
balé Ao chegarem ao pasto Oxosse
contava o gado e por duas vezes deu
pela falta de uma cabeça. Oxosse
procurou saber o que havia acon tecido.
sem. no entanto. descobrir como se
dera o desaparecimento dos dois
animais. Naquele dia, ele vinha can
sado, e o gado também, e, por isso,
resolveu parar no balé. Meteu a mão
numa tina, encheu de água e defronte à
porta, viu uns babas eguns, todos em
cima do muro, ten. tando atacar o gado.
Só ai é que percebeu a causa da falta
dos
animais. Ao mesmo tempo, também
verificou que à medida que o gado
acabava de beber a água, punha a
lingua para fora. mugia e balançava o
rabo e que, com isso, os animais faziam
medo aos babas eguns. pois eles
corriam todas as vezes que os rabos
balançavam e a lingua era posta para
fora.
Oxosse passou, dai em diante, a trazer
sempre na mão um eroxim, que é, nada
mais, nada menos. que um rabo de boi,
para espantar eguns. Logo em seguida,
houve uma festa, na qual os Orixás
trocaram prendas e oferendas, quando
Oxosse deu o eroxim a lansa, porque
ela era uma das pessoas que cuidavam
dos babas eguns. E até hoje, nos
terreiros. o eroxim é considerado um
espanta eguns, e como tal faz parte das
ferramentas de Oia. e é ferramenta de
Oxosse, que foi quem a descobriu.
Vejam, uma pequena lenda, contada
pelos antigos, que aclara
maravilhosamente a
finalidade de uma coisa que tem tanto
fundamento numa casa de Santo.
Iansã
Contavam os africanos, nas senzalas,
lendas como esta, que de boca em boca
cumpriu longa trajetória, para chegar
até nós. Na cidade de Oió, em que
Xangô reinava, resolveu
ele promover uma festa, no palácio
real. Em virtude dis so, Oxumaré
apanhava água para limpar os salões do
palácio. Todos os deuses foram
convidados para a festividade, e foram
chegando, com suas vestes de gala,
impressionando pela beleza e bom
gosto da indumentária. Oxum, como
desejasse conquistar Xangô, fez tudo no
sentido de vir a ser considerada a mais
bonita deusa. Mandou fazer uma coroa
com lágrimas penduradas, hoje
conhecida como adê e filá, e trazia na
mão um leque, com um espelho,
confeccionado em metal, que
conhecemos pelo nome de abebé. A
roupa era dourada, com umas tranças
amarelas. Oxum dizia, de si para
consigo: desta vez vou conquistar
Xangô. Iansã, inocentemente, foi
aconselhar-se com Oxum sobre como
deveria apresentar se na festa. E Oxum
mandou que ela apanhasse uma chi ta
estampada de vermelho, fizesse uma
saia bem comprida, e lhe disse que
"antes de você ir, venha cá, que eu a
vou arrumar". E Iansã, sabendo que
Oxum era vai dosa, supôs que tudo
saísse bem. Quando Iansã chegou,
Oxum mandou-a vestir-se, depois do
que, disse:
- Que vamos pôr na cabeça? Correu de
um lado para o outro, e decidiu:
apanhou uma galinha- d'angola e a
colocou na cabeça de Iansã, re
comendando-lhe que, ao chegar ao
palácio, pusesse
as mãos para o alto e gritasse: cho cho
ecuiu Iansã do bae ecuiu.
Ate esta frase era maliciosa pois Oxum
sabia que Xango tinha problema com
egun logo todos os dados começaram a
rir e estalar os dedos para que Oia
saísse dali
Aconteceu entretanto , fato que
explodiu uma bomba a todos
surpreendeu Xangô pos se de pé e
Convidou iansa a sentar-se ao seu lado
Os alafins depois, soaram anunciando a
chegada de mais um in dado Era Oxum
Oxum, entre surpresa e chocada, pois
Xangô já se encontrava acompanhado
Constatou que seus Sonhos haviam
desmoronado
Ouviu-se, a seguir, um barulho na
senzala eram e escravos que escutavam
a história preparando se para repousar,
para um novo dia de trabalho
Curiosidade da História
Ao entrar no palácio, iansa for criticada
por todos mas nesse momento, porém,
que Xango começou a observá-la la e
ela a chamar lhe a atenção E acabou
apaixonando-se por ela
Obaluaé
Diz antiga lenda que Obaluaê era filho
de Naus que, devido à doença de que
era portador, quase nào parava em
casa. Empreendia longas e demoradas
andan- ças pelas estradas e caminhos,
durante as
quais aconteciam coisas com sua família
que ele não tomava abso- lutamente,
conhecimento
Num desses afastamentos encontrou
iemanjá que compadecendo-se de seu
estado, começou a curar
!h as feridas. Resolvendo dar uma
passada em casa onde já não ia há
muito tempo, viu, ao se aproximar dela
uma pequena multidão formada em sua
porta, não ligando porém,
aparentemente, para o que estava
vendo Acontece que aquilo decorria do
fato de haver falecido sua. mãe, coisa
que a distância percebeu. não
deixando, no entanto, transparecer.
quando se aproximou, o que ja dentro
de si. De repente, um vizinho,
acercando-se dele. disse-lhe: "Obaluaê,
sua mãe morreu." E ele, com os olhos
cheios de lágrimas, retrucou:
Bé ló lero
ruá ló, yá-fibô Bé ló lero ruá, ló, yá-fibô.
A cantiga por ele colocada como
resposta à comuni cação do vizinho é
própria para despachar os mais fortes
carregos na seita do Candomblé, mas só
deve, exatamente por isso, ser cantada
por quem de fato sabe, pois quem não
sabe pode pôr em risco a vida alheia, já
que esta cantiga quer dizer o seguinte:
"Se ela morreu, que vá para o espaço;
quem morreu, que se dane". E assim ele
despachou o espírito de sua mãe. A se
guir, Obaluaê saiu e, triste, fez uma
roupa preta, verme Iha e branca, em
sinal de luto pela morte de sua mãe.
Este o motivo por que são estas as
cores
que firmam o orixá Obaluaê, inclusive
de suas contas. Depois disso.
novamente retirou-se, agora com a
intenção de encon trar Iemanjá, a quem
disse:
"Já que me curavas e que me entendias,
quero, uma vez que minha mãe se foi,
pedir-te que sejas para mim a mãe que
já não tenho e que soubeste ser quando
me curaste as feridas.
Por isso é que se diz, com base na
lenda, que Ieman- já criou Obaluae.
ACAÇA
(Massa preparada rom canes que é
envolvida em folha der har en que serve
para todos os ntos do AFRO)
CERIMONIA DA MORTE DOS ESPÍRITAS,
DO LADO DA UMBANDA (DAS ALMAS)
É bastante conhecido, em terreiros de
Umbanda, um rito, o do Cruzeiro das
Almas. Logo na frente do ter reiro
encontra-se uma cruz branca, que leva
o nome de Cruzeiro das Almas. Quando
falece um membro do ter reiro,
defronte a esse Cruzeiro é colocado
durante sete dias, o nome do falecido
com um mingau de farinha de mesa,
denominado Mingau das Almas".
Durante sete dias são feitas rezas de
encomendação da alma, que leva junto
com o mingau um copo de café sem
açúcar. vinho. ågua. velas e flores
brancas. um pouco de pipoca e
um pano branco. Esta cerimônia
começa ao entardecer e de. pois de
terminadas as velas. a Babá do terreiro
leva-os para o campo. quando se
completarem sete dias que os trabalhos
se encerraram.
Completados os sete dias. é feito o rito
de nhamento da alma do falecido
encami
Antigamente, quando morria um
"ganga", chefe de terreiro na Linha das
Almas faziam-se oferendas de mingau
de fubá de arroz, sem sal. Comiam um
pouco de mingau, sentados a sua volta,
de branco, com velas acesas. Depois,
despachavam a comida predileta do fa
lecido e a sua roupa, em um campo.
Cada um dos presentes ia aos cantos da
casa e em cada um deles gritava o
nome do falecido, acrescentando que
os seus pertences iam para o campo e
que eles. acompanhasse, e ao mingau,
que pertenciam a sua alma. Ao
voltarem do campo, cada qual enchia
um copo de água, bebia um pouco e
jogava o resto para trás. Ser viam uma
garrafa de vinho verde (Sangue de
Cristo )
é a comida predileta do falecido, em
intenção de sua alma
Hoje, esse costume. que veio do Congo
está desa. parecendo, no Rio de
Janeiro. Duas observações a serEm
seguidas:
Ao chegarem da missa de sétimo dia.
levam-se 2: guias à beira da praia e,
uma vez lá, quebrando-se
as guias, diz-se uma vida" Conforme as
guias se partem, partiu-se
No caixão, é colocado, na cabeça do
falecido um pouco de pemba ralada,
pondo-se também um pouco de canjica,
simbolo de Oxalá. O falecido deverá
levar, oor gatoriamente, um crucifixo na
mão.
VELA BRANCA
eternidade, usada em todos os ritos)
27
OS EGUNS
Egum é o nome dado ao espírito dos
mortos. Egun gum, em nago, significa
esqueleto.
Antigamente, na Africa, Nigéria
(Dahomey), pre dominava em loruba
Oyó a sociedade das Máscaras, ou
Egunguns (os caveiras). Atualmente os
eguns são difun didos em todo loruba,
onde os adeptos desta seita se reúnem
quatro vezes ao ano para chamar à
terra os seus ancestrais mortos, para
fazerem o festival de São Ibento (São
Bento), quando os eguns saem às ruas
para brin car e aconselhar. São mortos
que voltam à terra, para relembrar e
usufruir das delicias dos mortais.
Quando isto sucede, estão prontos e
preparados para usufruir e trabalhar,
porque as pessoas que vão a essas
cerimonias pedem e obtêm graças.
Saem trajando roupa de cores vivas,
alegres e bri Ihantes, com aplicação de
espelhos, búzios, couro e
con tas. Dançam, levando sobre a
cabeça um filá (capuz), feito de
inúmeras tiras de couro, panos, cordas
desfiadas e capim, usam um erexim
(chicote feito de crina de bur ro ou de
cavalo). As pessoas que saem vestidas
ness roupas de gala são os Babás Ojés.
E levam nas mãos uns atoris, para
manterem a obediência. Estes homens
também trazem na cintura um cinto,
com nove sacos de veludo vermelho,
trabalhados em búzios e palha-da-cos
ta, e na cabeça uma boina vermelha,
trabalhada da mes. ma forma.
Em Oxogam, a cidade de Ogum e
Xangô, os eguns são detestados. Os
eguns saem às ruas de máscaras, e
ninguém sabe como são esses cultos,
levados a efeito em locais secretos, de
máscaras.
Existem atualmente quatro casas de
culto dos eguns:
a primeira, na África, a segunda, em
Cuba, a terceira, no Haiti e a quarta fica
no Brasil, localizada na Ilha de Ita
parica, na Bahia. A sociedade de
Amoreira, o Yle Saim (casa de eguns), é
voltada mais para o culto dos
antepassados; o chefe do Candomblé
chama-se Alagba, cargo encon trado em
Ioruba, o mais alto posto. Em Amoreira,
no
Yle Aboula, a divindade, ou melhor, o
egum principal
da casa, chama-se Babá Baká Baká.
As pessoas que cuidam dos preceitos
dos eguns são chamadas Babá Ojés, o
zelador recebe o nome de Edum e o
cargo mais importante, o da direção, é
Majebajo. Os eguns dos famosos
babalaôs e ialorixás são cultuados,
porém não incorporam, nem ocupam
lugar de um Orixá.
Esses eguns são chamados Babas,
levando junto o nome do principal Orixá
do morto. Então temos o egum de
Oxalafake, da finada mãe de santo Oke,
que era fi lha de Oxalá e passou a ser
cultuada como Babá de Oxalá.
Duas vezes no ano o velho Aligba reúne
toda a famí lia em Salvador e chama os
eguns. A casa é inteiramente pintada de
branco A CASA BRANCA --- todos se ves
tem de branco, que é a cor oficial do
luto Nagô, as ja nelas e portas são
pintadas com tinta aluminizada.
É um culto secreto e o ritual é vedado
às mulheres, isto é fundamental, pois é
privativo dos homens.
Eguns não gostam de mulher, pois
espíritos não têm forma. Só as filhas de
Iansã do Balé podem entrar, mas as ini
ciadas com preceitos de eguns, isto é,
Equedes, não têm acesso, nem as de
Iansã.
Eguns são os mortos. Existem dois tipos
de mortos: os mortos muito
importantes, como os heróis guerreiros,
os sábios reputados, os antigos reis,
babalaôs dotados de dons especiais,
que na maioria das vezes aparecem nos
terreiros encarnados nas mais diversas
possessões, e os mortos comuns. Os
que se suicidam só costumam encarnar
nas pessoas que em vida amavam.
Talvez seja esta a explicação para a
extraordinária serenidade dos
africanos diante da morte.
As casas de culto egungum herdaram
dos antigos terreiros não só a liturgia, a
doutrina, o conhecimento do mistério e
dos segredos do culto, mas também os
eguns ancestrais, que são ou já foram
objeto de adoração nos antigos
terreiros Com o tempo a esses eguns de
origem africana agregaram-se os eguns
de vários Ojés mortos na Bahia e que,
durante suas vidas, foram
suficientemente elevados para
merecerem a honra de serem os
guardiães da cultura Nago
O objeto primordial do culto egungum
consiste em tornar visiveis os espíritos
ancestrais, em manipular o poder que
emana deles e em atuar como veículo
entre os VIVos e os mortos. Ao mesmo
tempo que mantém a con tinuidade
entre a vida e a morte. O culto dos
egunguns também mantém estrito
controle das relações entre vi Vos e
mortos, estabelecendo uma distinção
muito clara entre os
dois mundos: o dos vivos e o dos
mortos (dois níveis de existència)
Os babas trazem para seus
descendentes e fiéis os beneficios de
sua bênção e de seus conselhos. Eles
não podem ser tocados e ficam sempre
isolados dos vivos. Sua presença é
rigorosamente controlada pelos Ojés e
ninguém pode aproximar-se dos eguns.
Os egunguns baba egum, ou
simplesmente baba, (espírito daqueles
mortos, do sexo masculino,
especialmente preparados para ser
invocados) aparecem de maneira
caracteristi ca, inteiramente recobertos
de panos coloridos, que per mitem aos
espectadores perceber vagamente
formas hu manas de diferentes alturas
e volumes.
Acredita-se que sob as tiras de panos
que cobrem essas formas se encontra o
egum de um morto, que às vezes sai,
dança e faz apresentação ao público.
Quando alguém ameaça chegar perto
ou se lançam dúvidas a res peito dele,
costuma se desarmar. São bons até
certo pon to, esses eguns, com os Ojés
que são preparados para ter um alto
domínio sobre eles. Vejam, existem
eguns com nomes estranhos, que são
conhecidos no mundo. Em cima são
citados vários países onde eles
convivem, temos como exemplo: o
egum de Babalaxaorô é um egum de
trabalho, dizem que é um egum de
Xangô e Omolu.
Babalapalapa egum de Iansã e Xangô,
Babalacurio egum de Oxosse, e assim
sucessivamente. Às vezes é até um
pouco chocante fazer-se um do.
cumentário a esse respeito, mas pode-
se afirmar que ha anos atrás, quando
morria um zelador, na África, tudo
quanto entrava nas cerimônias
fúnebres e o corpo eram enterrados na
própria
roça. Afirmam que no Brasil en
terravam também entrando em outro
campo. Sabemos que nas fazendas se
enterravam, antigamente, os que nela
viviam, por este motivo até admito.
Agora vejam, muitas pessoas não
sabem que é por este motivo que os
filhos-de-santo batem cabeça no chão
para os seus ancestrais, que
correspondem à hie rarquia familiar.
Por este motivo é que temos de admitir
O outro lado da vida.
BAMBUZAL
30 de 74
CERIMÔNIA DO AXEXÊ. DO
FALECIMENTO OU MORTE FÍSICA
Quando a morte física acontece de
modo inesperado, as providências são
tomadas inevitavelmente de impro viso.
Temos que encontrar o caminho a
seguir através do jogo de Ifá. Para se
arriar um Axexé temos que mon. tar o
Ibalé, Santo para carrego.
Quando a morte física é esperada,
quando se sabe por antecipação da
ocorrência do desenlace, devemos ar.
riar o Santo da cabeça do moribundo ou
enfermo em es. tado gravissimo, e
colocá-lo sob a água. Se for labá, põe.
se água dentro do Ibá. Se for Santo
Aboró, coloca-se o mesmo dentro de
uma outra bacia com água. E a bacia
sobre um acaçá.
Após o desenlace, ou morte fisica.
esperado e depois de tomadas as
providências do parágrafo anterior, des
pacha-se a água do Ibá, ou da bacia, no
caso de ser o Santo Aboró, na Casa de
Egum. Se não existe Casa de Egum,
despacha-se na rua. Em seguida, volta-
se ao local do Santo, para cobri-lo com
um ojá branco e o levar para um lugar
pré- determinado, dentro da Roça, a
fim de montar o Ibalé do falecido.
Materiais usados
Nesta primeira fase do Axexê, e com o
corpo já ar- rumado no caixão, o
Zelador procede à obrigação da ca.
beça, ou na cabeça, do falecido, e para
tanto é necessária a seguinte relação de
material: ojá branco, navalha, ecurum,
atins, obi ou orobó, folhas de egum,
abô, pom- bo branco, acaçás, ebó. Etc
Procedimento do Zelador
O Zelador responsável pela cerimônia
do Axexe faz uma incisão na cabeça do
morto, rapa um pouco e retira o que foi
colocado quando da feitura do Santo.
Em se- guida, passa os atins utilizando
algodão, e sacrifica o Ilé, amarrando em
seguida o ojá em seu ori.
Em cada canto do caixão coloca um
acaçá, um ecuru um pouco de ebó e,
embaixo da mesa em que permanece o
caixão durante o velório, coloca um ebó
de Oxalá, numa bacia de ágata; na
porta principal da entrada da rua, um
mirô de oriri, um atim, um ovo cru,
deburu e abó de egum. O que sobra da
obrigação da cabeça do morto é co
locado, em uin oberó, no meio das suas
pernas, bem co berto pelas flores, para
que nada seja percebido. Alertamos
que esta obrigação só pode ser
rigorosa. mente feita por Zelador ou
por pessoa gabaritada, longe de leigos e
curiosos.
Ritual da Saida do Corpo
Após a encomendação do corpo, os
Babalorixás e Ogās levantam-no três
vezes e levam o caixão a mãos.
revesando-se com outros em cada
encruzilhada, até atin. girem a porta do
Ibalé grande, quando se levanta o cai.
xão à altura dos ombros, continuando o
mesmo proces so até a chegada à
sepultura. (Vide cânticos)
Materiais usados para montagem do
Axexê
O Axexê tocado na nação Queto utiliza
duas caba ças, uma para fazer o
dobrado e outra para marcar o rit mo.
Uma se toca na mão e a outra, dentro
de um algui dar, com os atins e abò. Se
o Axexê for tocado em Jeje ou Angola,
usará um pote de barro e um alguidar
com cabaça.
Os apetrechos utilizados são: folhas de
Egum, pote, areia de praia, laquidavis,
dinheiro em moedas, para pa gar o
chamado pé de egum, danda-da- costa.
velas, cachaca Cinzano, atim fum-fum,
acaçás, acarajés, ecurus, deburus,
palha-da-costa, aloris, marivo, azeite,
quarti nha, ovo cru, mel, lençol branco
pimenta-da-costa, obi, orobó, criação
para Exu e para Rua.
Cabaça
Cabaça com alguidar para ritmo
Marcação com abano dobrado
Materiais usados para a montagem do
Balé
Para a montagem do Ibalé na Roça
"Casa de Egum" da pessoa falecida,
reúnem-se todas as roupas, tanto as
que foram de uso pessoal como as do
seu Santo, velas. conta, os Santos, que
vão no carrego, abôs, ecurus, acara jés,
acaçás, deburu, ebó, omolocum, atoris,
palha-da- costa, obi ou oboro, atins,
abô etc.
No Axexê de um Pai-de-Santo
(Babalorixá ) ou de uma Mãe-de-Santo
(lalorixá) que tinham um Barracão
funcionando, o Santo não é
despachado, pois se tal ocor. rer o
Barracão estará se encerrando. Quando
ocorre o Axexê neste grau de
hierarquia é feito um jogo com di
versos Zeladores, para saber-se quem
herdará o encargo de cuidar do Santo
do Pai ou Mãe que faleceu. Geral mente
é um filho da casa.
O ritual do Axexê tem variações que
dependem do grau hierárquico da
pessoa no Barracão. Por menos que
seja o grau, se o Santo for Xangô, este
não vai em car rego, devendo o jogo
escolher alguém para tratá-lo, mes mo
que seja outro irmão da casa.
Dentro do pote vai um ovo, areia do
mar, atim, otim. danda-da-costa, abô de
egum, obi ou oborô ralado etc.
Quartinha
Quartinha com bandeira Parati com
bandeira Nove varas de amoreira
Nove bolas de farinha (egun) Abano
MONTAGEM DO IBALE
1. Lençol -- 2. Marivô - 3.
Telha de Canal
4. Quartinha – 5. Varas de Amoreira - 6.
Bolas de Egum 7. Mingau de Egum 8.
Garrafa de Parati - 9.
Abano
Alimentação dos Participantes do Axexe
A alimentação que deve ser servida às
pessoas que estão trabalhando e
acompanhando o Axexê é peixe co zido
ou frito, durante todo o período, ou
bacalhau, cama rão em forma de
moqueca ou bobó.
Duração do Axexê
O tempo de duração do Axexê depende
do grau hie rárquico da pessoa falecida
e de seu conceito dentro do Barracão.
Se for Zelador, com casa aberta, o
tempo será sempre de sete dias
consecutivos. Os que participarem do
primeiro dia não poderão faltar a
nenhum outro, até o
encerramento total. Se for Iaô, serão
tantos dias quan tos os anos com
obrigação, logicamente até o limite de
sete dias. Se o Iaô não tiver dado
nenhuma obrigação, não tem, em
princípio, nenhum direito, ficando a
crité rio do Zelador fazer seu carrego,
ou até mesmo tocar o Axexê. Tudo
depende da consideração e do que o
Iaô re- presentou para o Zelador ou o
Barracão.
Ritual das danças
Todo ritual de Candomblé é dançado e
cantado. O Axexê é uma festa do Egum.
Por este ritual é ungido e
encomendado, através dos Vodus e
Babas Eguns e des sas danças, desses
cânticos e lamentos, ao seu lugar de
origem.
As danças obedecem a certos critérios
de participa ção, que estarão de acordo
com a ordem
hierárquica, co- meçando com a
participação dos mais graduados.
Ao iniciar a dança do Axexê, os
presentes que fo rem feitos no Santo
trocam dinheiro por moedas previa
mente reservadas para este fim e, em
seguida, começam a dançar “tirar o pé
de Egum", passando as moedas em seus
corpos e jogando-as dentro de uma cuia
reservada a tal fim. Este processo se
repete em todos os dias da cerimônia.
O dinheiro apurado durante os dias de
duração do Axexe é utilizado no
pagamento da missa de 7 dia, que
embora não seja do ritual negro, os
africanos, como sinal de reverência à
religião católica, sempre mandaram re
zar, desde o início da prática do
Candomblé no Brasil.
Indumentárias usadas
Como o branco representa a paz e o
luto, no ritual do Axexê a roupa branca
é a permitida e usada. As mu Iheres,
além de vestirem o branco, usam o ojá
de cabeça e o pano-da-costa cobrindo
todo o corpo.
Os participantes do ritual do Axexê,
antes do início, recebem do Zelador os
atins de olhos, cabeça, face, peito e
costas. Aos ogās responsáveis pelo
ritual os participan tes pedem que lhes
sejam amarrados os marivôs de pul so,
bem como a palha-da-costa, servindo
isto como pro teção contra
perturbações de espíritos que
porventura por ali estejam
perambulando.
O Orixá Xangô é muito importante no
Axexê. To dos devem usar uma conta
de Xangô como proteção
con tra a entrada de qualquer Egum
que por ali esteja em busca de luz.
Atenção: Iniciada a cerimônia do Axexê,
a pessoa que deseje afastar-se do
recinto somente poderá fazê-lo se
acompanhada por uma voduce feita de
Iansã. A vo- duce pega uma atori e sai
batendo em sua frente; caso não tenha
uma filha de Iansã, as pessoas só
poderão sair do ritual acompanhadas
de uma vara de atori.
Louvação dos Santos
No ritual do Axexê louvação dos Orixás
é feita na ordem inversa, a começar por
Oxum até Ogum. No terceiro dia do
ritual, os Orixás Iansă, Ogum, Obaluaê e
Nanã são chamados em seus filhos e
dá- se a eles uma folha de peregum,
para que fiquem de ronda.
Volta do Ibalé Grande
Na volta do Ibalé Grande (cemitério) o
Zelador de Santo se dirigirá à casa de
Egum da Roça, para preparar a limpeza
e, em seguida, armar o Ibalé do
falecido. Esta atividade consiste em
montar uma espécie de corpo com as
roupas, pertences e apetrechos do
morto.
Enquanto o Zelador prepara o Ibalé do
falecido, as filhas de Santo da Roça
preparam as comidas do Egum e, em
outra cozinha, separada, outras filhas
preparam a comida para as pessoas que
estarão prestigiando a ceri mônia do
Axexe
O Ibalé de Sala, composto de cabaças,
abôs, laqui davis, comidas especiais,
atoris, marivôs, velas, bebidas, panos
brancos, cigarros, cuia com areia, cuia
com moe das correntes, alguidares e
um lençol branco, para cobrir tudo, será
arriado dentro do Barracão.
Dos Pertences
Se o falecido, Zelador ou Zeladora, não
determinou em vida para quem deixaria
algum fetiche do seu Axé ou do seu
Eledá, será nesta ocasião, através do
jogo do Ifá, perguntado a ele quem
herdará isto ou aquilo.
Este jogo é feito por diversos Zeladores
da confiança da Casa, Zeladores de
comprovado saber
e de reputada idoneidade, e dele
deverá resultar a vontade suprema do
Egum, que será respeitada.
Quando o falecido é filho-de-Santo,
compete ao seu Zelador, e só a ele,
decidir quem herdará as coisas rela
tivas ao seu Santo. Chamamos a
atenção dos leitores para o fato de que
os bens materiais, ou seja, aqueles que
não são da Seita,
se regem pelo Direito das Sucessões e
têm como herdei
ros os juridicamente legítimos. Folhas
Usadas para os Alguidares
No ritual do Candomblé, nada se faz
sem o uso de
folhas. No Axexê as ensabas (folhas)
usadas são imbaú ba, cana do brejo,
coroana, amora, marivo, arruda e fo lha
de algodoeiro.
As folhas são maceradas com as mãos e
tempera das com azeite, mel e
misturadas com obi ou orobô e atim de
pemba ralada.
Tipos de Axexê
Os tipos de obrigação de Egum variam
de acordo com a Nação. Nosso ligeiro
informe é do lado Iorubo (Queto). A
rigor, o Egum não tem Nação. Ele é
chamado e louvado por todas e a todas
prestará
caridade, porque com caridade
prestada é que ele, Egum, vai atingir à
pu rificação.
Na Nação Jeje o Axexê toma nome de
Zerim e sua arriada é feita com o Pote
tocado com abanos, e no alguidar vai a
cabaça com as ervas e atins, e os
laquida vis para marcar o ritmo.
Na Nação Angola também é tocado em
Pote e cha ma-se vumbi Na boca das
quartinhas vão bandeiras brancas. A
dança é completamente diferente. É
muito mais alegre.
Sociedade das Gueledês
Na África, a sociedade das Gueledês,
grupo exclusi vamente feminino, criado
para manter o ritual da ferti lidade, era
dirigida pelos iorubanos. O culto a
Egum, lá, era matriarcal. Aqui no Brasil
não
encontramos estas so ciedades. Temos
a dos Eguns, em Itaparica, Bahia, exclu
sivamente patriarcal, isto é, masculina,
dirigida pelos Ojés.
As máscaras, cujos emblemas de
cerimônia apare cem com muito
segredo no Ilê Agboula, casa do culto a
Egum, dedicam-se à invocação dos
ancestrais.
Despacho do Santo e carrego
Santo de Zelador com casa aberta não
vai em carre. go. Neste caso, arranja-se
um outro Santo de sua linha gem e
despacha-se junto com o carrego geral
no último dia do Axexê.
Para se despachar um carrego de
Axexê, quebra-se tudo que for de louça
ou de barro, rasgam-se todas as roupas
que estão no Ibalé, arrebentam-se as
contas e de tudo aquilo faz-se uma
trouxa, que será levada ao mato ou ao
rio de acordo com o que o jogo
determinar
Xirê em Ritual de Axexê
Sendo a morte um processo que inverte
o da vida material, sendo ela um
nascimento na vida espiritual, o Xirê,
que no Candomblé normal começa com
Ogume termina com Oxum, no Axexê é
inverso, ou seja, começa com Oxum e
termina com Ogum.
A ordem dos Santos é, no Xiré, a
seguinte: Oxum, Iansă, Obá, Euá,
Iemanjá, Nanâ, Oxumaré, Obaluaé, Os-
såe, Oxosse e Ogum.
Xangô e Oxalá só serão louvados no
final, no sétimo dia do Axexê, quando
se encerram todos os trabalhos. Na
parte da tarde, já tendo todos voltado
da missa, quan do se está pondo o sol,
todos os Santos são chamados a dar
presença na Casa do Candomblé, a fim
de limparem toda a Roça, batendo as
folhas usadas para este tipo de
trabalho. São passados Atins do Axé em
todos, defuman do- se tudo.
Animais Sacrificados no Axexe
O animal ofertado ao Egum é sempre
de cor branca, saudável e sem nenhuma
espécie de defeito físico,
para que o Egum aceite e se sinta
satisfeito em receber sua matança para
o afastamento.
Se o Egum é de Pai ou de Mãe-de-
Santo, leva um bode branco, quatro
galinhas brancas, um pombo, uma
coquém. Se o Egum é de Iaô não leva
coquém, a não ser que
o Pai-de-Santo determine.
Existem muitas casas que usam o agutã
(carneiro) em lugar do bode branco. Na
Nação Jeje o carneiro é considerado
sagrado e, conseqüentemente,
intocável para qualquer ritual.
Quando a Roça não tem Ilé – Ibo - Akú,
a matança só pode ser feita com um
corte lateral no pescoço do ani mal a
ser sacrificado e não se tiram os Oris,
Batás e Axés. Quando a Roça tem tudo
certo, as
matanças são se guidas das retiradas
dos Oris, Batás e Axés.
.
No Axexé de um ano, tudo é cozido na
água e sal No Axexé do dia que a pessoa
morre, nada pode levar sal.
É preciso tomar muito cuidado com o
detalhe da uti. lização do sal. É
importante não esquecer que, entre ou
tras coisas, o llé -- Ibo - Akú tem que ter
na parede um morim branco e um
amarrado em cima deste de Morivo de
Ogum
Nas cozinhas do Santo são preparadas
as comidas para os Orixás que
pertencem ao Ibalé de Sala, que
não poderão ser temperadas, ou seja, o
mingau de Egum, pi pocas, ebos,
omolocum, preparados com apenas um
ovo, um amalá, feijão preto, feijão
branco etc. Não levam sal
Final do Axexe
Esta é uma etapa muito importante do
ritual do Axe xê. É a preparação do
chamado final do falecido.
Junta se tudo o que foi usado nos seis
dias de
toque, os assen tos, os objetos
pertencentes ao falecido etc. Traça-se
no chão uma circunferência com areia
do mar, cobrindo-a com as cores do
símbolo da Nação, para se invocar o
espírito do falecido. Parte-se o obi ou
orobô no meio des te ebó, consulta-se o
Oráculo, para saber-se se algum da
queles pertences vai ficar para alguém
do terreiro. Em seguida, o Pai-de-Santo
bate com o Isam, preparado com uma
tala grossa, de palmeira
ou bananeira, três vezes invocando o
Egum para que venha apanhar o seu
carrego e se separe para sempre do
Egbé e do terreiro. O Egum responde e,
aí, tudo é quebrado com o Isam,
rasgando se as roupas e arrebentando-
se as contas. Em seguida, procede-se ao
sacrifício dos animais. Coloca-se em
cima do carrego, besuntando tudo com
mel, azeite- doce, dendê, água, cachaça
e um pouco de terra.
Este grande carrego é chamado Eru. O
Eru, ao ser levado, será acompanhado
pelos Pais-de-Santo, Ogãs e Santos
virados, principal mente Iansã, Qbaluaê
e Nanã. Quem carrega este ebó é Exu
Eleru, e quando ele sai, todos os
presentes ficam de
pé e saúdam a saida do Eru Depois,
Viram-se e esperam o regresso de
costas para a rua, Neste momento,
canta-se
GBE RU LF MA LO
AFIBO
(0 carrego da casa está saindo cubram-
nos) Quando o pessoal volta do carrego
e após um des
canso, preparam-se para ir à missa. Ao
entardecer, canta-se o Pade de
encerramento, canta-se para o Santo e
eles sacudirão toda a Roça, to- dos os
presentes com folhas, abòs e atins. Este
toque ja é executado nos atabaques.
que permaneceram deitados durante o
ritual do Axexê.
É importante não esquecer que no
encerramento do Axexe, quando se
está limpando a Roça. todos os Assen
tamentos passam por Ossé de lavagem
de folhas com abôs frescos.
O Axexê é uma cerimônia fúnebre que
não se deve realizar apenas, como
supõem alguns, no dia do faleci mento,
mas também aos três meses da
ocorrência do óbi- to, um ano, três anos
etc., com a finalidade de ajudar na
elevação do Egum
Cânticos do Axexê
Orôs ou Inhãs são danças, cantigas e
lamentos para ungimento de
encomendação e purificação.
OIÁ COLUNA
É conhecida como a «Deusa do Fogo».
Representa o fogo e por este motivo a
cerimônia da festa de saida em que o
iniciado desta Santa diz o nome é toda
realizada do lado de fora do barracão. E
na hora do nome da lao é colocada uma
quartinha com omins em sua mão,
como na figura acima. Sendo a Deusa
do Fogo, naturalmente não poderá dar
o nome embaixo da cumeeira.
Obrigação de cabeça do corpo:
"O Muraceby labaquecebé O Mura
cebio labaquecebé
Oriacocum o ina coijo Oriamocună
labaqueindã Oriamocună ojaloxagun ô
Oriacocum labaqueindā" Usados na
saída do corpo do velório:
"O dorô Ykuo Aye
Arole o doloro yku aye Yku lopa lababa
ylopoma kekerê
O doro yku aye
Onie odoro yku aye"
...
"Axebyrelė roma xere xereomă Arole no
axebyló
Romã xere xereomā
Ykuo lomã xalarin larin Omó yku olomã
xalarin xalarin babá
Na entrada do Ibalé Grande (cemitério)
:
"Ybiribe lobiuá lobiuá gamorô Odearole
lobuiá lobilacoxé
Agamorô"
Egun balelé yo egun balelé Balemireð
egunta ni xoloró Akibeye beye koro
Babá egun atim a unló
...
Balé olorran awô balé Olorran awo Balé
olorran awô balé
Balé olorran awô balé Olorran awo Balé
olorran awô balé
Na hora do sepultamento:
Se for Babalorixá, Ialorixá, Ogā, Equede
ou Voduce com 7 anos, cantamos:
Yku ko keuawô é kikan olojarê
Babalorixá kubey balé ekikan olojaré
Se for filha ou filho-de-santo sem cargo,
ou seja, iaô:
"Adoxuno adoxun aunló manarokô
Adoxun ô adoxun a unló"
No despacho de carrego:
Ybero le maló é fibô Ybero le maló é
fibô No ritual para cabeça dos Abykus:
b) Abyku oriolele Omó abyku oriole le
Morele adja morewo (Bis)
c) Orimadafé orimadake Orimadafé
orimadake Só para pessoas que têm
mãe morta dançarem:
Ero agè massoykuoma Arole Massoku
Ero egè massokuomā
Mana roko mexigum Manaroko Mana
roko mexigum Manaroko
Cantiga que só pode ser dançada pelo
Zelador ou Zeladora responsável pelo
Axexê. Outros Zeladores pre sentes só
poderão dançar se convidados. Este
tipo de con vite só é feito a pessoa de
consideração:
Talabé olouwo ma keloxé pamoro
Araye okeloxê o palabe
Omi torodó ke u alè oke loxé o palabe
Ma kê loxê talabê olouwó ma ke loxė
pamoro
Araye oke loxe o palabe emi torodó ke
u ald Oke loxe o palabe
Yku arele xala yku arele xala Yku arele
xala na yku arele xala
coxebe
Louvação às Roças antigas, cidades Axés
em que foram plantadas as primeiras
cumeeiras de nossos ances
trais:
"Alankuere alankuere
Alankuere alankuere (bis 2 vezes) Moro
engenho velho alankuere
Moro da Bahia alankuere Moro de São
Paulo alankuere Moro de Cachoeira
alankuere
Moro de Rio de Janeiro alankuere
Moro do bogum alankuere Moro
Gantois alankuere
Moro Maranhão alankuere Alankuere
alankuere alankuere
Toque do Zerim do Jeje, tirado nos
intervalos de uma para outra cantiga.
Quem está dançando na frente do pote
tem que sair, imediatamente, da frente
do
mesmo
Galo canto maykuelo
Galo canto mayku Gayele mina jô jô
Galo canto maykuélo aye aye
Galo canto mayku
Quem dança o Axexê não roda, só se
dança para a
frente, pois quem roda tonteia, e o
espirito do falecido está ali presente e
ainda não está consciente de que não
pertence mais a este mundo, podendo
encostar em al guém que não siga as
normas do ritual, e isto não é con
veniente que aconteça.
GLOSSÁRIO
Abano - Ventarola de palha.
Abô – Amassi de ervas,
Aboró - Espécie de santo masculino
Abicus — Carrego de pessoa em cuja
cabeça não se deve
mexer, pessoa que não pode procriar,
não tem pes soas na família.
Acaçás - Bolos feitos com canjica.
Acarajé - Espécie de comida para lansă.
Feita com feijão fradinho.
Aguidavi Vara feita de galho de
goiabeira, marmeleiro
ou amoreira.
Aguta - Carneiro
Angola - Nação da África Portuguesa.
Assentamento - Ferramentas,
alguidares e louças em que
se põe o otá.
Atim - Pó sagrado.
Atim Fum-Fum --- Atim preto, feito de
madeira e raízes. Atori – Vara (de um
metro e dez) de amoreira.
Axé – Espécie de consagração que é
colocada no meio das Casas de Santo.
Axexe - Ritual fúnebre que se realiza na
oportunidade da morte - e em datas
posteriores - de fiéis do
Candomblé.
Baba Egum É um Egum feito no Axexé
(de Zelado res)
Babalorixá - Designação de um Zelador
de Orixá. Bagigã – Cargo de um Ogā.
Balé - Casa dos Eguns.
Batás - Sapatos, roupas, patas. Balé
Grande – Cemitério.
C
Cabaças – Espécie de coco oco. Cerrum
- Cerimônia fúnebre na Nação Jeje.
Congo - Espécie de nação (tribo).
Coquém - Galinha- d'angola.
D
Danda-da-costa – Raiz que serve para
fazer atins. Deburu – Pipoca
Ebó – Limpeza de corpo de todas as
espécies de traba lhos espirituais. Ebô -
Milho branco cozido.
Ecurus — Bolo que se faz com feijão
fradinho, enrolado em folha de
bananeira.
Egum - Espírito, alma.
Eledá Cabeça.
Eleri – Babas que são escravos e ao
mesmo tempo le vam os Eguns.
Ensabas - Folhas.
Equede – Mulher designada para ser
mãe e cuidar da Casa do Santo.
Eroxim - Rabo de boi que serve para
espantar os Eguns.
É apetrecho usado por Oxosse e Iansā.
Eru - Carrego do Axexê.
Euá Qualidade de uma santa que vive
no Rio Nigéria. Veste vermelho,
amarelo e branco: come banana frita,
frutas, ebô, omolocum, canjica.
Fundamento
com cinco cores do arco-íris; louvação:
ri ró. Exu - Mensageiro dos Orixás,
guardião da porta das ca sas de
Candomblé e qualquer cerimónia feita
na mes. ma. Exu come primeiro. Exu
pega tudo, Exu come a qualquer hora e
veste sete cores, inclusive preto, na
nação Jeje Exu veste cinza e na
Umbanda, preto e vermelho. Exu é
irmão de estrada de Ogum e cami
nha com Obaluaê e Iansā. Exu Eleru
Espécie de Exu mensageiro de Ogum e
Iansā.
Fetiche - Breve, ou amuleto.
Gueledés - Culto das máscaras usado na
África por mu Lheres
Iabá – Orixá feminino.
Ialorixá - Zeladora de Santo. Criatura
que cuida dos Orixás.
Ibalé - Qualidade de Santa (lansā) que
mexe com os eguns.
Ibalé Grande - Cemitério.
Iemanjá - Orixá feminino. Veste cor
verde, azul- claro e prata. Deusa do
mar, mãe de todos os Orixás. Co mida:
ebo e peixe.
Ifá Deus da adivinhação. É conhecido
pelos sacerdo tes como a Santíssima
Trindade, o Divino Espírito
Santo.
Pombo (ave). Ile - Casa.
Ilé
Inhās – Cânticos de lamento.
Isam - Tronco de palmeira ou de
bananeira.
J
Jeje -- Nação "situada na Nigéria". L
Laquidavis — Varas de amoreira,
marmeleiro ou de goia beira, com
aproximadamente sessenta
centímetros.
Marivo — Espécie de franja de folha de
palha. Marivô d'Ogum Espécie de franja
ou palha de coquei ro e de dendezeiro.
Mirô Qualquer espécie de erva
macerada.
Oba -- Deusa, Orixá feminino; a terceira
esposa de Xan
gô. Veste cor de telha; come amalá e
acarajé, ebô. Falta-lhe a orelha
esquerda e recobre o local em que ela
ficaria, se existisse, com crina de cavalo;
o seu metal é o cobre. Santa guerreira.
Obaluaê – Orixá da bexiga, da varíola,
protetor contra doenças. Santo de
grande poder; origem da Nação Jeje.
Veste preto; vermelho e branco são
suas cores. Traz coberto o rosto por um
filar de palha-da-costa. Pega búzios e
come bode, frango.
Cuidado: este san to pega tatu.
Oberó – Espécie de vasilha de barro
Obi – É conhecido no Brasil como noz
de cola; fruta africana.
– Cargo de confiança distribuído a
homens do Can
Ogā domblé. Ogum – Orixá do ferro e
da guerra; veste azul e usa
espada. - Designação do Orixá feminino
Iansă.
Ojá – Pano que cobre o ori. Ojés -
Homens que cuidam de Babas Eguns.
Olorum - Deus Supremo. Olumā - Erva
medicinal.
Omolocum - Comida feita com feijão
fradinho, cebola,
ovos e camarão Ori Cabeça.
Orixá – Divindade; Guia. Oriri - Erva
medicinal alusiva a Oxum.
Orobo - É uma fava parecida com noz
de Orôs - Cânticos dos Orixás ou rezas.
Orum Céu. cola.
Ossãe – Deus das folhas; Orixá
masculino; veste verde, pega fumo e
existe também Lossãe, Orixá feminino.
Ossé – Limpeza que se faz uma vez por
mês nos vodus (assentamentos)
Oxalá – É o Deus do candomblecista.
Veste branco; ebô é a sua comida
preferida.
Oxosse - Orixá masculino, dono da caça.
Veste azul claro e branco. Não come
mel. Pega milho.
Oxum - Deusa das águas doces. Veste
amarelo, azul, rosa e branco. E vaidosa,
dona do amor.
Oxumaré - Veste as cinco cores do arco-
íris. É Orixá feminino, também
conhecida como Orixá da cobra. Na
Nação Jeje é conhecida como Frequem
ou Gicum.
Quequeres --- Zeladoras de axés. Queto
– Nação do rito do Candomblé.
Voduce — Todo iniciado na Nação Jeje.
Vumbi Encargo do Egum, em Angola.
Xangô – Orixá do trovão, veste
vermelho e branco. Do no da justiça.
Come amalá; traz consigo doze mi
nistros, dependendo da qualidade veste
branco; foi rei da cidade de Oyó Nao
tem medo da morte Cantigas em ordem
dos Orixás São cantadas
no Barracão
Zerim -- Rito fünebre
Zeladores -- Pessoas que cuidam das
coisas do santo
Oríkí ègún (Para oferecer adimu)
Íbá se Oshe – Oyeku
(Nós respeitamos o sagrado Odu Oshe-
Oyeku que orienta nossa comunicação
com os ancestrais)
E nle oo rami oo
(Nós saudamos nossos amigos e
irmãos.)
Eiye dudu baro Babalawo la npe ri
(Nós saudamos o pássaro preto que deu
os nomes dos primeiros Babalawos.)
Igba keríndínlogun a daña igbo Oshe
(saudamos o décimo quinto odu ao qual
acende o fogo de Oshe)
O digba kerindínlogun a dana igbo Oshe
'na oo rami o
(Graças aos dezesseis fogos sagrados de
Odu, não nos machucaremos.)
O jo geregere si owoko otun
(Rangendo, o fogo queima à direita.)
O gba rere si tosi o
(Rangendo, o fogo queima para a
esquerda.)
Ora merindínlogun ni won ¡ma daña Ifa
si
(Eu amo a dezesseis lugares Odu fogo
forjar a sabedoria e a sabedoria de Ifá.)
Emi o mona kan eyi ti nba gba
r'elejogun o
(Eu sempre me lembro de quando eu
não sabia para que lado for eu deveria
seguir o destino.) Asé!
Trabalhos e magias para os ègúns
1. Olélé para ègún na
busca de evolução e prosperidade
Feijão branco Cebola
Tomate
Pimenta da Costa Cominho
Dois ovos Cesto de vime Nove velas
Modo de preparar
Pegar o feijão branco,
aproximadamente 1⁄2 kg, coloca-lo de
molho por três dias. Passado o tempo,
bater com o mínimo de água possível
no liquidificador, para que possa obter
uma massa consistente. Coloque os
temperos enumerados acima,
acrescentando no final os dois ovos. Os
enrole, de preferência, a pedaços de
folha da bananeira e põe na cuscuzeira
para que seja cozida no vapor. Coloque
o olélé em um cesto de vime e acenda
nove velas para que ègún dê a evolução
e prosperidade para a sua vida. O local
da oferenda será aos pés de uma árvore
bem frondosa.
2. Oguidi para ègún trazer prosperidade
1⁄2 de farinha de milho Mel de abelha
Melado
Canela
Açúcar Anil
Modo de preparar
Pegar a farinha de milho e coloque em
um recipiente com um pouco de água
de dois à três dias. Quando a solução
estiver fermentada, acrescentar o anil,
a canela e o açúcar. Enrole a massa em
folhas de bananeira e as coloque na
cuscuzeira para que fiquem cozidas no
vapor. Quando estiver pronto, pegue os
oguidis e os coloque em um cesto de
vime na quantidade de nove, com nove
moedas correntes e nove búzios.
Acenda nove velas e entregue a
oferenda no cruzeiro de dentro do
cemitério pedindo muito prosperidade.
3. Lamparina de
ègún para a prosperidade e evolução
Uma panela de barro média
Nove pimentas da Costa
Nove colheres da primeira chuva de
Maio Nove colheres de água benta
Nove colheres de água de poço
Nove colheres de água de rio
Três colheres de melado
Três colheres de mel
Três colheres de azeite de dendê
Uma lata pequena de azeite de oliva
Três colheres de banha de ori
Três colheres de óleo de coco
Pó de peixe defumado
Pó de preá defumado Pavio de vela
Modo de preparar
Misture todos os ingredientes dentro
da panela de barro e no final completar
com azeite de oliva a mesma. Coloque o
pavio e acenda a lamparina, no
cemitério.
4.Lamparina de ègún para trazer sorte e
espantar todo o mal
Uma cabaça grande
Nove ovos
Nove grãos de milhos tostados
Nove feijões brancos tostados
Nove folhas de comigo ninguém pode
Nove folhas de vence-demanda
Nove folhas de cana do brejo
Uma lata de azeite de oliva
Pó de preá Pó de peixe Pavio de vela
Modo de preparar
Coloque todos os ingredientes dentro
da cabaça e por ultimo o azeite de oliva,
ao final o pavio. Vá ao cemitério e
ofereça no cruzeiro para ègún, pedindo
toda sorte, e expulsando o mal que há
no seu caminho.
5. Lamparina para que peça a ègún que
tenha boa sorte
Uma tigela branca grossa
Nove colheres de vinho tinto Nove
colheres de vinho branco Nove colheres
de vinho suave Nove colheres de vinho
moscatel Nove pedaços de cocos secos
Nove pimentas da costa
Nove grãos de milho
Pó de preá
Pó de peixe
Osun
Efun
Waji
Areia de beira de Rio
Poeira do portão de sua residência Uma
lata de azeite de oliva
Nove pavios de vela
Modo de preparar
Misture todos os ingredientes na tigela
branca, e por ultimo o azeite de oliva.
Coloque nove pavios de vela. Vá ao
cemitério e o coloque em uma
sepultura de terra, peça a ègún que
tenha uma boa sorte.
6. Lamparina para causar mal a um
inimigo
Uma panela de barro média Osun
Waji
Pó de escorpião
Nove folhas de comigo ninguém pode
Nove pedaços de cacto
Nove colheres de banha de origem Um
pouco de terra de cemitério Um pouco
de terra de quatro dias 1⁄2 lts de azeite
de dendê
Nove grãos de feijões brancos Um Pavio
de vela
Modo de preparo
Escrever em um pedaço de papel com
lápis nove vezes e coloque no fundo da
panela. Coloque todos os ingredientes
na panela de barro, ao final o azeite de
dendê e depois o pavio. Acenda-o sobre
uma catacumba preta pedindo a ègún
para que o inimigo nunca tenha força
diante de ti, tomando conta de sua
vida.
7. Coco para ègún fazer mal a um
inimigo
Um coco seco grande
Osun
Pó de escorpião
Um pouco de terra de cemitério
Um pouco de terra de quatro esquinas
Um pouco de terra de formiga brava
Nove grãos de milho torrado
Nove pimentas da costa
Poeira da casa que se deseja prejudicar
Um pedaço de osso humano
Modo de preparar
Tire toda a água do coco e logo coloque
todos os ingredientes acima dentro
dele. Em seguida, com o nome da
pessoa dentro junto aos ingredientes,
tape o fruto e o enterre em uma
sepultura de terra acendendo nove
velas encima da mesma, pontualmente
às 12 horas do dia.
8. Para afastar ègún sem evolução
Um co
Efun r
Um pedaço de banha de origem
Modo de preparar
Unta-se todo o coco com a banha de ori
e pinte-o com o ègún ralado misturado
com água. Vá até um monte, o mais
alto que puder passe
todo o coco pelo corpo. Após o
procedimento, pegar o fruto e romper
no local onde foi feito a limpeza,
pedindo para que se rompa toda
energia e influência de qualquer ègún
que queria atrapalhar sua vida.
9. Pó para ègún dá-lhe boa sorte na
resolução de algum problema
Casca de nove ovos de pata
Casca de nove cascas de galinha de
Angola Nove folhas de desata nós
Nove sementes de melancia
Modo de preparar
Moer todos os ingredientes, de
preferência em um pilão. Se estiver um
Ilè Igbalé, coloque diante do ègún da
casa de Santo, se caso não tiver,
coloque em uma sepultura mais
arrumada do cemitério e deixe por três
dias. Após esses dias, utiliza apenas em
dificuldades reais para a resolução de
seus problemas
10. Para fazer mal a uma pessoa que lhe
persegue
1⁄2 kg de farinha de acaçá Nove vezes o
nome da pessoa Nove pimentas
malagueta Nove pimentas da costa
Um metro de morim branco
Modo de preparar
Pegue a farinha de acaçá, coloque em
uma panela e com um pouco de água,
mexa para fazer uma massa. Faça nove
bolinhos bem duros e coloque em cada
um o nome da pessoa, amasse- os com
cada pimenta e vá a uma igreja no dia
de segunda-feira com as mesmas
enroladas em um movimento branco de
aproximadamente um metro de
comprimento e deixe-os próximo ao
altar, pedindo a ègún que o seu inimigo
se afaste, que sua derrota seja feita e
que ele não tenha forças contra ti.
11. Para a destruição
Uma batata doce grande
Nome da pessoa que deseja destruir
Pimenta da costa
Pimenta malagueta
Uma fita negra de um metro
Modo de preparo
. Pegar a batata doce e tirar parte do
miolo. Colocar o nome da pessoa que se
deseja destruir dentro e logo se unem
as duas partes com a fita negra. Vá a
um mangue e enterrá-lo e acenda
encima as nove velas. Ofereça a ègún.
12. Para
afastar uma pessoa indesejada
Um galho de irôko de
aproximadamente 1 metro. Numa das
extremidades, faz-se, no sentido
longitudinal, uma abertura de uns 10
centímetros.
Um pedaço de papel com nove vezes o
nome da pessoa
Um metro de pano vermelho
Pelo de gato preto
Uma gota de azougue
Nove agulhas
Um metro de fita amarelo
Um metro de fita branca
Um metro de fita vermelha Um metro
de fita azul
Nove grãos de milho torrado Osun
Efun
Waji
Um pedacinho de osso humano Um
carretel de linha
Modo de preparar
Colocam-se todos os ingredientes
dentro do papel onde se escreveu o
nome das pessoas e faz- se um
embrulho enrolado, em forma de
charuto. Embrulha-se novamente, com
o pano vermelho e enrola-se com a
linha preta, usando toda a linha do
carretel. O embrulho é então, enfiado
na fenda aberta na ponta do galho de
irôko. Em seguida, prende-se bem,
enrolando, primeiro a fita branca,
depois a azul, depois a amarela e
finalmente, a vermelha, de forma que o
embrulhinho fique bem preso ao galho.
Isto feito
coloca-se o galho num prato branco
que será arriado diante de ègún.
Durante nove dias renova-se a vela. No
fim dos nove dias leva-se ao cemitério e
espeta-se o galho, com a ponta onde
está o embrulho, numa sepultura
fresca, pedindo ao ègún ali enterrado
que afaste a pessoa para bem distante.
13. Lamparina para derrotar um inimigo
Panela de barro média
Óleo queimado de soja
Pavio de vela
Nome da pessoa que deseja derrotar
em um pedaço de papel
Modo de preparar
Pegue a panela de barro e coloque o
nome da pessoa anotada em um papel
com o lápis. Enche de óleo queimado e
ponha o pavio. Vá até uma casa
abandonada e coloque a lamparina em
um local, logo acenda rogando por
ègún.
14. Para enlouquecer alguém
Um peixe fresco
Nove velas de sebo
Retrato, nome, apelido, sinal como fio
de cabelo, ou simplesmente um papel
com a inscrição do primeiro nome
escrito sete vezes
Pimenta da costa
Pimenta unha de moça
Modo de preparar
Você deve comprar um peixe fresco de
boa aparência, de preferência um peixe
que seja de sua região, ou mais comum
se for uma região que não tenha
produção ou criação em cativeiro, ele
deve estar com as vísceras intactas,
portanto tenha calma ao abri-lo. Após a
abertura que deve ser do tamanho
necessário para você colocar dentro
dele um sinal do seu desafeto, podendo
ser retrato, nome, apelido, sinal como
fio de cabelo, ou simplesmente um
papel com a inscrição fulano (a) escrito
nove vezes, e por cima do escrito
rabisque sete cruzes, sempre utilizando
lápis, grafiti. Coloque dentro da barriga
do peixe junto com dois tipos de
pimenta moída e uma pimenta fresca
preferencialmente unha de moça, que
você deve picar invocando ègún.
Despachar dentro de um rio, mas se
caso em sua cidade não houver ou for
de difícil acesso, execute durante nove
dias a oração e acenda as velas, no
final, ou seja, no sétimo dia após fazer
as orações espere as velas queimarem
até o final, embrulhe todos os restos de
vela dos sete dias, empacote junte com
o peixe e leve até o portão principal, de
um cemitério.
15. Para amarração
Dois pombos de cor (macho e fêmea)
Folha de dormideira
Dois bonecos de vudu
Pó de osso humano
Sândalo
Canela em pau
Melado
Anil
O nome do casal (de quem vai amarra
escrito encima de quem será amarrado)
Nove agulhas
Uma fita branca de um metro
Modo de preparar
Coloque em uma panela a folha de
dormideira, o sândalo, a canela em pau,
o melado, o mel e faça uma solução
fervendo todos os ingredientes com
água. Depois de frio, coloque o casal de
vudu dentro e banha-o rogando pela a
união do casal. Polvilhe o pó de osso
sobre os bonecos e una-os espetando
as agulhas, entre eles os nomes,
envolvendo a fita branca amarrando-a
nove vezes.
Vá a uma árvore no cemitério bem
frondosa e coloque os bonecos no alto,
escondido de preferência, embaixo,
acenda nove velas de sebo. Peça a ègún
a união do casal.
16. Para tirar ègún sem evolução de
dentro do seu lar
Um coco
Osun
Efun
Waji
Uma fita branca
Uma galinha velha
Modo de preparar
Fazer uma solução com água de efun
ralado, Osun ralado e Waji. Pinte o coco
todo em pintinhas, logo envolva com a
fita o mesmo. Durante nove dias,vá em
todos os cômodos da casa e passe o
coco nas paredes e deixa-o atrás da
porta de entrada. Passado esse tempo,
jogue o coco do portão de sua casa para
fora a fim de romper o fruto, pedindo
que se desprenda todo ègún que faça
mal em sua residência.
17. Ebó poderoso para que ègún clareia
o seu caminho
Um pombo branco Um igbi branco Um
obi branco Um orobô
Modo de preparar
Levar a pessoa para uma praia em noite
de lua cheia. Peça para que a pessoa
olhe para o mar com o oi na mão direita
e o orobô na mão esquerda. Apresente
o igbi e o pombo para a lua, assim solte
o primeiro no mar e o segundo no ar.
Peça a ègún nesse momento que clareie
toda a vida da pessoa, desimpedindo
tudo que possa atrapalhar sua vida.
18. Ebó poderoso para que seja retirado
todo o negativo de ègún da vida de uma
pessoa
Um inhame do norte cozido e
descascado Nove folhas de mamona
Nove ovos cozidos
Nove acaçás
Nove ekurús
Uma farofa de dendê
Um frango branco
Um metro de morim vermelho Azeite
de oliva
Azeite de dendê
Modo de preparar
Amassar bem o inhame, adicionar nela
os azeites, de oliva e de dendê, colocar
as nove folhas de mamona no chão.
Colocar em cada uma das folhas um
pouco de farofa, um ovo em cada uma,
um acaçá em cada uma, um ekurú em
cada uma. As folhas são colocadas no
chão em foram de ferradura, e a pessoa
fica dentro dela. Embrulha as folhas
com as coisas dentro e vai passando na
pessoa e vai acomodando-as depois de
passadas, no morim que está no chão
próximo. O frango é passado na pessoa
e posto de lado. Faça uma trouxa de
tudo no morim. Leve o ebó junto com o
frango (vivo) para o mato que tenha rio
de água limpa perto.
19.Para amarração
Um boneco de trapo (um boneco de
pano com roupas da pessoa para o qual
você está indo fazer o feitiço, não pode
ser lavado porque a roupa tem que ter
o suor e o cheiro dessa pessoa para
deseja a amarração).
Folhas de dormideira Papoula
Folhas de vence demanda
Vinho seco
Mel
Rum
Um papel com a escrita da pessoa Terra
de seus passos
Nome completo
Data de nascimento
Cabelo da pessoa que se deseja amarrar
Uma garrafa de vidro escuro
Modo de preparar
Coloque dentro do boneco de trapo
todos os ingredientes, o nome, a data
de nascimento, o cabelo da pessoa que
deseja amarra. Logo, coloque o boneco
dentro da garrafa com o vinho seco, o
rum e o mel, depois tampe a garrafa. Vá
a uma mata e enterre aos pés de uma
árvore frondosa, acenda a vela encima
e peça que ègún uma a pessoa a ti.
20. Para destruir os inimigos de seus
filhos
Boneco de pano representando cada
um dos inimigos de seus filhos
Terra de cemitério
Terra de nove sepulturas
Terra de nove fóruns
Terra de nove delegacias de polícia
Terra de nove hospitais
Terra de nove estradas
Fezes de cão
Fezes de gato
Bala de revolver
Pó de osso humano
Folha arrebenta cavalo
Vestígios de vícios de seu filho Uma
panela de barro grande
Modo de preparar
Coloque todos os ingredientes dentro
dos bonecos de pano. Logo, ponham na
panela os bonecos, preenchendo-a com
terra de cemitério. Depois disso, acenda
na própria terra que tampa a panela,
nove velas negras. Faça esse trabalho
nos pés de uma árvore seca.
21. Para conseguir ascensão no
trabalho
Terra do local do emprego
Os nomes dos líderes ou encarregado
de contratar os empregados se possível
fotos
Folhas de abre caminho
Folhas de comigo ninguém pode
Folhas de agoniada
Folhas de abranda fogo
Folhas de dormideira
Osun
Efun
Waji
Pimenta da costa
Terra fértil
Terra de cemitério
Azougue
Um cravo de trilho de trem
Pano branco
Nove velas de cera
Modo de preparar
Pegue o pano branco e coloque todos
os ingredientes, menos o cravo de trilho
do trem,
inclusive os nomes, as fotos. Logo
depois, esquente a ponta do cravo até
que fique vermelha. Pegue o pano com
os ingredientes, enrole no cravo ainda
com a ponta vermelha do fogo e vá a
uma árvore mais bonita dentro do
cemitério e deixe ali para ègún pedindo
ascensão profissional. Acenda as nove
velas aos pés da árvore.
22. Ebó poderoso para tirar todo e
qualquer carrego e ègún
Um prato de porcelana Uma vela
branca
Duas galinhas de Angola Um charuto
Mel
Modo de preparar
Passar o prato branco nove vez entorno
da pessoa em sentido horário e nove
anti-horário. Depois colocar o prato de
cabeça para baixo e repetir o
procedimento anterior. Coloque o prato
no chão sem olhar, sacrifique as
galinhas de Angola com o charuto
aceso. Enfeite com as penas do animal
o prato com éjé, logo depois pegue uma
pedra encontrada no monte onde você
terá que fazer o ebó e quebre o prato,
rompendo assim a influência de ègún
na vida da pessoa.
Lembrando que o sacrifício não pode
ser feito com nada cortante, mas com
as mãos.
23Grande Frasco de vidro Dois ímãs
Coisas pessoais de quem se deseja
Foto do casal
Madeixas de cabelo de ambos
O nome e a data de nascimento Açúcar
Limalha
Charuto
Diferentes doces
Mel
Canela
Folha de dormideira
Folha de jamao
Folha de vence demanda
Folha de botão de ouro
Pano vermelho
Modo de preparar
Amarre os cabelos e coloque-os no
meio dos ímãs. Junto com as mechas,
coloque a foto, os nomes com as datas.
Logo, coloque a limalha, o mel, as
folhas e o açúcar. Passe o pano nos
fluidos sexuais da pessoa que deseja
amarrar e no seu próprio. Coloque
então tudo no recipiente de vidro e
acenda em uma árvore frondosa,
enterre. Coloque os doces no chão, nos
pés da árvore, e envolto, acenda as
nove velas oferecendo à ègún que tal
pessoa nunca se separe de ti, que se
amarre a ti para todo sempre.
Para destruir um inimigo
Um
peixe bagre
Pó de escorpião
Terra de formiga brava
Terra de nove sepulturas
Terra de hospital
Folha assa fétida
Folha cana do brejo
Folha de cansanção
Lama de mangue
Vinagre
Azougue
Modo de preparar
Abra o peixe bagre e coloque o pó, as
terras, as folhas, a lama, o vinagre e o
azougue., vá a um rio poluído e enterre
o trabalho dizendo que foi a tal pessoa
que você deseja destruir entregou e
que ègún vá até ela para receber ainda
mais.
Pra obter uma graça com um
ègún
24.
Nove cravos brancos (flores) Nove
pedaços de fitas brancas Perfume de
almíscar
Água mineral
Um copo virgem Nove velas de cera
Modo de preparar
Pegue cada pedaço d falta branca e
escreva o que se deseja. Depois, amarre
cada uma a cada cravo. Coloque as
flores juntos e vá ao cruzeiro das almas,
coloque o copo com a água mineral e
acenda as nove velas. Peça ao ègún que
possa te ajudar no que você desejar.
Ebó poderoso para evitar perdas
financeiras com a ajuda de ègún
Um alguidar
21 moedas
Nove ovos (cru)
Nove acaçás
Nove ovos (cozidos e descascados)
Nove bolas de farinha de mandioca
Nove bonecos de pano
Nove espigas de milho
Modo de preparar
. Passar os acaçás, os ovos (cozidos e
crus), as bolas de farinhas, os bonecos
de pano. As espigas, após passadas,
abrem-lhes de forma que fique bem
vistosa, e depois passar as moedas e
jogar por cima dos outros ingredientes.
Passe também as velas acesas e quebra-
las e coloque também dentro. Faça esse
ebó em um bambuzal e peça a ègún
que afaste toda a miséria, que não faça
mais que a pessoa perca nada na vida.
COMIDAS PRA EGUN
MILHO COZIDO
ECURÚ
FEIJÃO FRADINHO
CARNE MOIDA CRUA
ACAÇÁ BRANCO
ACAÇÁ AMARELO
MINGAU DE CHOCOLATE
ARROZ COM GEGELIM, CEBOLA, DENDÊ
E CAMARÃO
SOPA
ÀDÚRÀ TI EGÚNGÚN
ILÈ MO PÈ O GBOGBO MÒNRÍWO
ILÈ MO PÈ O EGÚNGÚN O
ILÈ MO PÈ O GBOGBO MÒNRÍWO
ILÈ MO PÈ O EGÚNGÚN O EGÚNGÚN A
YÈ, KÍÌ SÉ BO ÒRUN
MO JÚBÀ RÈ EGÚNGÚN MÒNRÍWO
ILÈ MO PÈ O GBOGBO MÒNRÍWO
ILÈ MO PÈ O EGÚNGÚN O
A KÍÌ DÉ WA Ó, A KÍÌ É EGÚNGÚN
ILÈ MO PÈ O WON GBOGBO
ARÁ ASÍWÁJÚ AWO WON GBOGBO
ARÁALÉ ASÍWÁJÚ MI GBOGBO
MÒNRÍWO ILÈ MO PÈ O EGÚNGÚN O
MO PÈ GBOGBO ÈNYIN
SI FÚN MI ÀÀBÒ ÀTI ÌRÒNLÓWÓ AGÓ,
KÌÌ NGBÓ EKÚN OMO RÈ
ILÈ MO PÈ O GBOGBO MÒNRÍWO
ILÈ MO PÈ O EGÚNGÚN O
KI O MA TA ETÍ WERE
BÀBÁ AWA OMO RE NI A NPÈ O
ILÈ MO PÈ O GBOGBO MÒNRÍWO
ILÈ MO PÈ O EGÚNGÚN O
KI O SARE WÁ JÉ WA O KI O GBÓ ÌWÙRE
WÁ ILÈ MO PÈ O GBOGBO MÒNRÍWO
ILÈ MO PÈ O EGÚNGÚN O
MÁ JÈ A RÍKÚ ÌWÉ
MÁ JÈ A RÍJÀ ÈSÚ
MÁ JÈ A RÍJÀ ÒGÚN
MÁ JÈ A RIJA OMI
MÁ JÈ A RIJA SOPONNÁ
ILÈ MO PÈ O GBOGBO MÒNRÍWO
ILÈ MO PÈ O EGÚNGÚN O
MO TUMBA, BÀBÁ EGÚNGÚN
ILÈ MO PÈ O EGÚNGÚN O
Terra, eu vos chamo! Todos os espíritos
do mònriwo Terra, eu vos chamo! Ó
Egúngún! Terra, eu vos chamo! Todos
os espíritos do mònriwo Terra, eu vos
chamo! Ó Egúngún! Egúngún para nós
sobrevive, a ele saudamos e cultuamos
Apresento-vos meus respeitos, ó
espírito do maríwo Terra, eu vos
chamo! Todos os espíritos do mònriwo
Terra, eu vos chamo! Ó Egúngún! Nós
vos saudamos quando chegais até nós,
vos saudamos Egúngún A todos os
ancestrais do culto A todos os
ancestrais da minha família Terra, eu
vos chamo! Todos os espíritos do
mònriwo Terra, eu vos chamo! Ó
Egúngún! Todos os espíritos do maríwo
Eu chamo a todos vós para virem dar-
me proteção e ajuda Agó ao ouvir o
choro dos filhotes, Terra, eu vos chamo!
Todos os espíritos do mònriwo Terra,
eu vos chamo! Ó Egúngún! Responde
rapidamente Ó pai, somos teus filhos e
te chamamos Terra, eu vos chamo!
Todos os espíritos do mònriwo Terra,
eu vos chamo! Ó Egúngún! Vem logo
nos ouvir Ouve nossas rezas Terra, eu
vos chamo! Todos os espíritos do
mònriwo Terra, eu vos chamo! Ó
Egúngún! Livra-nos da mortalidade
“infantil” Proteja-nos da ira de Èsú
Proteja-nos da ira de Ògún Proteja-nos
da ira das águas Proteja-nos da ira de
Soponná Terra eu vos chamo! Todos os
espíritos do mònriwo Terra eu vos
chamo! Ó Egúngún Eu vos peço
abenção, Pais Espíritos Terra eu vos
chamo! Ó Egúngún
GBÀDÚRÀ TI ÉÉGUN
IKÚ AYÉ, A KÍ Ì BO ÒRUN!
MO JÚBÀ RE ÉÉGUN MÒNRÌWÒ. HEI!
HEI! HEI! BÀBÁ L’ÈSÈ AWO ÌFÉ. IKÚ
L’ONON, IKÚ L’ÈHIN,
IKÚ Ó, IKÚ O!
Salve Ikú, Nós o saudamos e cultuamos
no òrun! Meus respeitos a ti Éégun ao
ouvirmos o som de tua voz. Hei! Hei!
Hei! Pai que estás aos pés do culto do
amor. Ikú no caminho adiante, Ikú no
caminho atrás, Salve Ikú, Salve Ikú.
GBÀDÚRÀ SI EGÚNGÚN
ÌKÚ ÒNÒN ÌKÚ LÉ ÈHIN, HEI! HEI! HEI!
BÁBÁ L’ÈSÈ AWO ÌFÉ
PÈLÉ-PÈLÉ Ó DÁRA
A WÒ SÍLÉ, A DÚPÉ,
OMO NI WON DÁRA
A WÉ OLÚWA ÌKÚ Ó BÀBÁ
A WÚRE, A WÚRE, BÀBÁ OLÚKÒTÚN.
A WÚRE, A WÚRE, BÀBÁ ALÁPÁÀLÀ.
A WÚRE, A WÚRE, BÀBÁ IGI.
A WÚRE, A WÚRE, BÀBÁ IGI-S’ÀWÓRÒ
A WÚRE, A WÚRE, BÀBÁ ALÁPOYÒ.
A WÚRE, A WÚRE, BÀBÁ AGBOULÁ.
A WÚRE, A WÚRE, BÀBÁ ERIN RIN.
A WÚRE, A WÚRE, BÀBÁ OMO ORÒ Ó
MI TÓTÓO. A WÚRE, A WÚRE, BÀBÁ
ISOTA ISSO.
A WÚRE RÉ ÈRIN.
A WÚRE RÌN RERE.
ÀSE!
A Morte no caminho adiante, a Morte
no caminho atrás, Hei! Hei! Hei!
Pai, estamos aos seus pés do culto de
amor.
Gentilmente Eu vos saúdo, sois o bem.
Olhai para Nós e para nossa casa,
agradecemos.
Façai com que vosso filhos estejam
bem.
Envolvei-nos, Senhor da Morte e Pai.
Desejai-nos o bem, desejai-nos o bem,
Pai, Senhor do Lado Direito.
Desejai-nos o bem, desejai-nos o bem,
Pai, que tem o àlà ao seu lado.
Desejai-nos o bem, desejai-nos o bem,
Pai, Senhor das árvores.
Desejai-nos o bem, desejai-nos o bem,
Pai, Senhor das árvores a quem
fazemos culto tradicional. Desejai-nos o
bem, desejai-nos o bem, Pai, Senhor
que traz alegrias.
Desejai-nos o bem, desejai-nos o bem,
Pai que caminha como o elefante.
Desejai-nos o bem, desejai-nos o bem,
Pai, Filho de Orò, perdoai-nos Senhor.
Desejai-nos o bem, desejai-nos o bem,
Pai, Pedra resistente que frutifica.
Desejai-nos o bem e façai-nos sorrir.
Desejai-nos o bem para que
caminhemos no bem.
Assim seja!
NKÍ BÀBÁ OLÚKÒTÚN
(Saudando o Senhor do Lado Direito)
K’ÒTÚN BÁJÀ DÉ O K’ÒTÚN OBA
K’Ó SÌN NKON SE ÉÉGUN Ò PÀÀRÀKÁ
K’ÒTÚN NBO A’RE
GBÀ RÚ OLÚSEMÒN OLÚKÒTÚN OLÓRI
ÉÉGUN ÉÉGUN E KI TO LÉSÈ OLÓRUN E
OLÚKÒTÚN BÀBÁ ÉÉGUN N WON NÍLÉ
WA NÍ
N ARÁ ÀIYÉ TÀBÍ ARAALÉ
E OLÚKÒTÚN!
Saudamos o Senhor do Lado Direito,
que chegou e lutou. Saudamos o Rei do
Lado Direito.
Saúdo aquele a quem servirei e farei as
coisas.
Como um Éégun menos importante,
que segue o mais importante.
Saudamos o Senhor do Lado Direito,
cultuando-o estamos bem. Faremos
oferendas ao Senhor que tem a
Sabedoria. Senhor do Lado Direito,
Cabeça (chefe) dos Egúngún. Éégun,
saudamos aquele que está aos pés de
Deus. Senhor do Lado Direito, Pai
Éégun.
Que com os demais está em nossa casa,
Com os espíritos da Terra ou com os
Ancestrais da Família.
NKÍ BÁBÁ ÉÉGUN
(Saudando Bàbá Éégun)
ÉÉGUN A YÈ, A KÍÌ GB’ÒRUN, MO JÚBÀ
RE ÉÉGUN MÒNRÌWÒ Í DÉ MI Ó KÍ E
EGÚNGÚN ÌKÚ GBÁLÉ SÁLÈ
A SI ÌWÀ
ÌKÚ TU GON
ÀSE FÚN WA.
Salve Éégun, saudamos aqueles que
vivem no céu. Meus respeitos a ti Éégun
ao ouvirmos o som de tua voz. Chega-te
a mim, aquele que te saúda Egúngún.
Que a Morte seja varrida para a terra.
Que vejamos a existência.
Que a Morte seja acalmada (aplacada) e
cortada. Que assim seja, para nós!
GBÀDÚRÀ TI ÉÉGUN
(Reza de Éégun)
ÌKÚ SÓN A LÈ
NÍBI BÀBÁ ALÁPÁÀLÀ. ÌKÚ DON OHUN
BÀBÁ
Ó KÍ S’ÀLÀ OJÚ WA
NÍ ÌFÉ AGÀ TO NÍ GBÈ OSÓ ÌKÚ A FÓ A
WÉ TO ÌKÚ Á LÈ, ÌKÚ Á LÈ, ÌKÚ ÀJÒ!
Morte, fique amarrada na terra
Aqui, Pai que tem o àlà (o pano branco)
ao seu lado Contra feitiços, a Morte e
outras coisas.
Pai, ponha o àlà e o olhar sobre nós.
Tenha amor e que estejamos aptos à
proteção
Contra os feitiços da Morte, eleve-nos e
envolva-nos bastante. Morte na terra,
Morte na terra, Morte viaje (vá
embora)!
GBÀDÚRÀ TI EGÚNGÚN
(Reza de Egúngún)
BÀBÁLÁÀSE SE YÌN SE ÌKÚ OLÚWÀ
KÒTÚN K’ÒTÚN A SÁÀ NUN GÓ-N-GÓ
ÌKÚ A DÉ.
Pai detentor do axé, podeis quebrar
(abrandar) a Morte. Senhor da
existência, saudamos o Lado Direito.
Saudamos o Lado Direito certamente
ficaremos limpos. Que a Morte nos seja
branda.
ORÍKÌ EGÚN
Egúngún kiki egúngún
Egún ikú ranran fe awo ku opipi
O da so bo fun le wo
Egún ikú bata bango egún de.
Bi aba f 'atori na le egún se de. Asé.
Louvado seja nome dos meus
Antepassados,
??que preservaram os mistérios do voo
e das penas.
Você que cria as palavras de reverência
e poder,
para os tambores que anunciam a sua
chegada.
Você que espalha seu poder, os
antepassados ??estão aqui. Falokun
Fatunmbi (oriki Book Orunmila)
Gbàdúrà ti Éégun
Ikú ayé, a kí ì bo òrun!
Mo júbà re Éégun mònrìwò.
Hei! Hei! Hei! Bàbá l’èsè awo ìfé. Ikú
l’onon, Ikú l’èhin,
Ikú ó, Ikú o!
Salve Ikú, Nós o saudamos e cultuamos
no òrun!
Meus respeitos a ti Éégun ao ouvirmos
o som de tua voz. Hei! Hei! Hei! Pai que
estás aos pés do culto do amor. Ikú no
caminho adiante, Ikú no caminho atrás,
Salve Ikú, Salve Ikú.
Gbàdúrà si Egúngún
Ìkú ònòn Ìkú lé èhin, Hei! Hei! Hei! Bábá
l’èsè awo ìfé
Pèlé-pèlé ó dára
A wò sílé, a dúpé,
Omo ni won dára
A wé Olúwa ìkú ó bàbá
A wúre, a wúre, Bàbá Olúkòtún. A wúre,
a wúre, Bàbá Alápáàlà.
AGRADAR.
Para obter uma graça de Ègún ,ofereça
um galo vermelho com esporão bem
grande numa sexta-feira para Bará
Lodê, de preferência ás doze horas, e
no mesmo dia a pessoa tem que
oferecer flores amarelas para os Ègúns,
levando a um cemitério e colocando em
uma cova ou túmulo que esteje ao seu
ver muito tempo abandonado. Coloque
a situação do desprezo que os
familiares e amigos deixaram ele,a
pouca importância que lhe dedicam e
faça você a alegria de valoriza-lo .Após
faça seus pedidos.E ao sair do cemitério
vá até uma igreja católica e pague uma
missa para todos os sofredores,passe
por um mercado público com passos
lentos,vendo as bancas e vitrines mas
não compre nada e não atenda nenhum
chamado,mesmo que seja uma vóz
conhecida.
=AGRADAR.
Para agradar Ègún que seja familiar,
devemos comprar um tecido branco de
preferência de algodão.de maneira que
possa fazer dele uma toalha de 40 cm
por 30 cm, procurar um local alto de
campo ou um local onde tenha grama e
árvore danificada,seja pelo tempo ou
por ação do homem,mas que dê a
nítida impresão de estar quaze morta
ou já seca.
Ao pé desta árvore faça a mesa
contendo : ambrosia ,café , água
mineral sem gás ,flores , fumo em rolo ,
cigarros , 9 velas brancas .
Fazer este ebó nas primeiras horas da
manhã,se possivel em um domingo .
= ATRAPALHAR INIMIGOS.
Para atrapalhar e derrotar inimigo a
pessoa pega utensílios de vidro que
estejam lascados ou estalados , coloca-
os em uma esquina de encruzilhada
aberta ,ou seja em um dos cantos,e
rega-os com cachaça .Acenda 12 velas
de sebo.
=ATRAPALHANDO UMA MULHER.
Para livrar uma mulher de má influência
de um Ègún , principalmente que esteje
agindo contra a sua vontade , devemos
fazer o seguinte axé:
-Comprar dois pombos fêmeas brancos
e saudaveis.
-Prepara-se um pacote com
*deburu,embrulhando em papel de
seda preta.
-Faça com que a pessoa vista-se com
roupas o mais colorida possível.
-Cante para todos os orixás ,e
lentamente vá rasgando a roupa da
pessoa deixando-a sem suas roupa que
ficarão no chão.
-Passe o pacote com o deburu no seu
corpo.
Passa-se os dois pombos brancos no
corpo da mulher , dos seios até as
partes genitais . Sacrifica-se os pombos
sem retirar totalmente a cabeça ,sobre
suas roupas e embrulha-se as aves nas
roupas e enterra-se tudo na beira da
praia .
=BÀBÁ ÈGÚN.
Numa segunda-feira,no horário
compreendido entre 06 horas e 09
horas,faça esta oração,procedendo da
seguinte maneira:
Acenda uma vela de sebo ,ao lado
coloque um copo com água fresca.
“....O espírito para nós sobrevive
é a quem nós saudamos e cultuamos no
céu
Apresentamos nossos respeitos,
Ó espírito, ao ouvir o som de vossa voz
Nós vos saudamos quando chegas até
nós
Vos saudamos Espíritos
A todos os ancestrais da minha família
Eu chamo a todos vós
Para virem dar-me proteção e ajuda.
eu peço a benção
Pais Espíritos.”
(fazer seus pedidos,conversando,como
se você estivesse trocando
idéias,pedindo opinião a uma pessoa
mais velha e culta.)
E que assim seja!
....após esta oração despachar a água
na rua,ou seja ao meio fio,saudando
com as palavras MOJUBÁ,três vezes.
=BABA ÈGÚN NITÁ .
Para agradar Babá Ègún Nitá ,coloca-se
“ *saraekó “ aos pés de uma árvore
seca ou que possua um buraco no
tronco , acende-se nove velas e
oferece-se nove saraekó dentro de uma
tigela branca com a borda lascada.Este
axé deve ser feito sempre em uma
segunda-feira.
=DEMANDA.
Pegue dois pratos brancos ,quebre-os
nas pontas.
Faça com eles uma casinha em forma
de triângulo.Coloque embaixo
excremento de cavalo,com o nome do
feiticeiro ou do seu inimigo dentro.
Regue tudo com cachaça,mas deixe um
pouco de aguardente na garrafa e
coloque uma bandeirinha colorida no
gargalo.Acenda uma vela de sebo .
=DERROTAR INIMIGOS.
Quando você estiver sendo perseguido
quer por encarnado ou
desencarnado,como por exemplo
espíritos obsessores, ou deseja obter
algo que esteja difícil, coloca-se 13
*apetê de inhame com dendê para Bará
.Arreia-se 12 bolas de inhame com *ori
e *efum para Obatalá e da-se de comer
aos Ègún sobras de comida de suas
refeições em número de nove.Deve
despachar tudo ao pé de uma árvore
velha de preferência semi-morta ou
seca,que tenha grama a sua
volta.Acenda uma vela branca para
Bará,uma branca e outra preta para
Obatalá e nove brancas para os
Ègúns.Ao retornar a sua residência
coloque em local visível uma bandeira
de pano branco.
DESPACHAR ÈGÚN DE CONHECIDO.
Prepara-se água de *acaça durante 9
dias seguidos. Durante estes 9 dias ,
seus familiares de sangue bebem desta
água.O que sobra a cada dia é colocado
em uma vazilha e despachado na
sepultura do morto no último dia,no
qual deve ser rezada três missas em
memória do defunto em igrejas
diferentes.-
=DINHEIRO.
Para conseguir dinheiro com ajuda de
Ègún, colocar atrás da porta uma
quartinha com água e 9 pedacinhos de
coco. De nove em nove dias despacha-
se a porta e substui-se a água e o coco .
Ao colocar a água na rua deverá
fraciona-la em três partes e cada uma
jogada deverá ser pronunciada a
saudação : MOJUBÁ ,VOZ SAÚDO
SANTAS ALMAS VENHAM ABRIR MEUS
CAMINHOS. Oriento para que este axé
seje feito ás segunda,quarta ou sexta
feiras,claro se for necessário e você
tiver tempo disponível faça os três dias.
Se por ventura morar em
apartamento,vá até a porta e despeje
na rua ,de preferência que não seje
emediato na saida do seu prédio para
não intimidar e respeitar o direito dos
outros,evitando assim
constrangimento,e podendo você
exercer o seu direito de efetuar os
rituais de sua fé,sua religião.
Se estiver chovendo,não é necessário
colocar o copo com água e nem
despachar, lógicamente.
O melhor horário para este axé é dás
21hs ás 24 hs.Nos locais em que existe
mudança do horário no período de
verão deverá seguir o horário normal
do ano todo.
=DINHEIRO ,*MACAXEIRA COM
FRANGO . -1 litro de água.
-40 pedaços pequenos de macaxeira . -
1/2 cebola média roxa picada.
-4 dente de alho.
-1 peito de frango. -sal. -pimenta-do-
reino . -salsa picada. -azeite-de-dênde.
-Em uma panela cozinhe os cubinhos de
macaxeira e o frango .Por 20
minutos.Deixe a macaxeira com a água
e retire o frango,e deixe reservado.
-Frite a cebola e o alho com dendê,
coloque na panela onde estava a
macaxeira ,misture bem e amasse com
o socador de madeira.
-Desfie a galinha e misture com o purê
da macaxeira,bem como a salsa picada.
-Após tudo misturado coloque em tigela
branca, após enfeite com folhas inteira
de salsa.
Despachar numa segunda-feira próximo
a um rio,acender uma vela amarela e
seis velas de sebo.
=ENCRENCAS.
Se tem Ègún encomodando ,leve um
pouco de resto de sua comida a um
cemitério e ao pé de uma árvore faça o
oferecimento da comida com 9 velas de
sebo.
=ENLOUQUECER ALGUÉM.
Para enlouquecer uma pessoa usando a
vibração de Ègún,você deve comprar
um peixe fresco de boa aparência , de
preferência um peixe que seja de sua
região,ou mais comum se for uma
região que não tenha produção ou
criação em cativeiro,ele deve estar com
as víceras intactas,portanto tenha
calma ao abri-lo.Após a abertura que
deve ser do tamanho necessário para
você colocar dentro dele um sinal do
seu desafeto,podendo ser
retrato,nome,apelido,sinal como fio de
cabelo, ou simplesmente um papel com
a inscrição fulano(a) escrito sete vezes,e
por cima do escrito rabisque sete
cruzes, sempre utilizando
lápis,grafiti.Coloque dentro da barriga
do peixe junto com dois tipos de
pimenta moída e uma pimenta fresca
preferencialmente unha de moça,que
você deve picar rezando a prece
=*BÀBÁ ÈGÚN=, e fazer seu
pedido.Após fechar a barriga do
peixe,pegue nove velas de sebo e
acenda oferecendo as benditas santas
almas.
Despachar dentro de um rio ,mas se
caso em sua cidade não houver ou for
de difícil acesso,execute durante 7 dias
a oração e acenda as velas,no final,ou
seja no sétimo dia após fazer as orações
espere as velas queimarem até o final
,embrulhe todos os restos de vela dos
sete dias, empacote junte com o peixe e
leve até o portão principal, de um
cemitério.
=GUERRA ESPIRITUAL.
Se você esta em meio a uma demanda e
esta difícil vence-la ou ter sossego,faça
este axé com Nanã e os Ègún:
sacrifica-se um pombo branco pedindo
a Nanã o que deseja e outro preto aos
Ègún.
Nunca use faca para puchar para
Nanã,devendo seus axés de corte ser
feito com as mãos.
Coloque no alguidar o pombo da
Nanã,e enfeite com *deburu feita no
dendê.O pombo de ÈGÚN coloque no
alguidar e regue com cachaça.As
cabeças devem ser jogadas em uma
praça bem distante de sua casa.
Despache os pombos em um local em
que seja pantanoso,ou que tenha barro
,acenda uma vela vermelha para exu
Mulo,uma vela lilás para Nanã, e nove
velas de sebo para as Almas.
=LIVRAR-SE DE EGUN.
Banhar a pessoa com água de cangica
branca , fazer um pacote com os grãos
e passar na pessoa .Fazer um pacote
com milho torrado.
Passar um pombo do mesmo sexo da
pessoa doente , na pessoa e solta-lo
com vida .
Os pacotes são colocados num alguidar
e cobertos com outro alguidar
emborcado por cima. Colocar em sua
volta Formando um triângulo três
pratos brancos com pipoca e uma vela
acesa no centro do triângulo.
Despachar tudo próximo a um rio.
Preferencialmente numa quarta-feira.
=MOLHO BRANCO PARA ALMAS.
-2 COLHERES DE SOPA DE *ORI.
-1 CEBOLA MÉDIA BRANCA RALADA.
-4 COLHERES DE SOPA DE AMIDO DE
MILHO. -2 CHÍCARAS DE CHA DE LEITE
DE VACA.
-Leve o ori ao fogo e acrescente a
cebola e deixe dourar,não queimar. -
Dissolva o amido de milho no leite frio e
junte à cebola dourada. -Mexa até
engrossar e soltar do fundo da panela.-
=PERSEGUIÇÃO DE EGUN.
Para livrar-se da perseguição de um
Ègún que esteja lhe prejudicando mas
você não o que fazer mal,por se tratar
de um parente ou amigo faça o
seguinte:pegue três rosas branca,retire
suas pétalas , coloque em uma vasilha e
deixe por nove horas elas mergulhadas
em água limpa.Cubra o vasilhame com
uma toalha virgem branca.
Faça um pacote com as folhas e os
galhos da rosa,bote fora.
Acenda uma vela quando fizer sete
horas que você colocou as pétalas de
molho.
Após completar as nove horas lave o
rosto com a água das flores .Mantenha
sempre os olhos abertos.
Pegue as pétalas e a água e jogue no
meio fio da rua.Se a vela estiver
apagada jogue as sobras dela também.
Caminhos de BABAS EGUNS
BABÁ AKINBIY-Baba Egun ligado ao
Orixá Ogun.
BABÁ ALAPALÁ- Baba Egun ligado aos
Orixás Obaluayê,Xangô e Oyá.--------
BABÁ APÁRAKÁ- Babá Egun ligado aos
Orixás Oxum e Oyá.---------
BABÁ ARISOGI- Babá Egun ligado ao
Orixá Ogum.-----------
BABÁ ATÔ-Babá Egun ligado ao Orixá
Oxala-Oxalufã.-------
BABÁ BAKÁ BAKÁ-Baba Egun ligado ao
Orixá Obaluayê.--------
BABÁ BANBUXÉ-Original em Iorubá
Babá Banbuxê Adinimodó.---------
BABA JOTOLU-Babá egun ligado ao
Orixá Oyá.--------
BABÁ AGBOULÁ-Babá Egun ligado ao
Orixá Xangô.---------
BABÁ ODE LAYIELU-Babá Egun ligado a
Odudua e Igbo,e aos Orixás Oyá Lode
Egun.-------- BABÁ OJE LADE-Babá Egun
ligado ao orixá Oyá.------
BABÁ OKIN-Babá Egun ligado a Odé.-----
---
BABA OLOJÉ-Babá Egun ligado ao Orixá
Aribanije (tempo)
BABÁ OYÁBIYI-Babá Egun ligado ao
Orixá Oyá.-------
BABÁ TOLUGENAN-Babá Egun ligado ao
Orixá Oyá.---------
BABÁ XEMBÉ-Babá Egun ligado ao Orixá
Oxumarê.------
BABÁ OLOKOTUN-Babá Egun ligado ao
Orixá Xangô.--------
BABÁ ARASOJU-Babá Egun ligado ao
Orixá Xangô.--------
BABÁ OLOBOJO-Babá Egun ligado ao
Orixá Xangô.------
BABÁ ABE-Babá Egun ligado ao Orixá
Ogum.--------
BABÁ ADE ORUN- Babá Egun ligado ao
Orixá Ogum.-----
BABÁ LAJE ORUN-Babá Egun ligado ao
Orixá Ogum.
BABÁ AJIMUDA-Babá Egun ligado ao
Orixá Oyá.-------
BABÁ ABIKURE-Babá Egun ligado ao
Orixá Omolu.-----
BABÁ BEBA-Babá Egun ligado ao Orixá
Oxum.-------
BABÁ PÉ-Baba Egun ligado ao Orixá
Oxum.--------
BABÁ KELEBE-Babá Egun ligado ao Orixá
Oxálá.------
BABÁ LAPURIO-Babá Egum ligado ao
Orixá Oxálá.-------
BABÁ IBI ORUN-Baba Egun ligado ao
Orixá Oxumarê.-----
BABÁ OLOJOPIU-Babá Egun ligado ao
Orixá Oxumarê.-------
BABA AMOROMINTODO-Babá Egun
ligado ao Orixá Iemanjá.------- BABÁ
IYAWO-Babá Egun ligado a Caboclo.-----
BABÁ EKUNILE-Babá Egun ligado ao
Orixá Ogun.-----
BABÁ MORO-Babá Egun ligado ao Orixá
Iemanjá.
EBÒ PROPICIATÓRIO PARA OS
CAMINHOS DE EGUN DO ODU
EDILOBON
MATERIAL:
01 PADÊ DE DENDÊ
01 PADÊ DE CACHAÇA
01 PADÊ DE MEL
01 PADÊ DE ÁGUA
07 OVOS BRANCOS (ESTOURÁ-LOS
POR TRÁS DO CLIENTE)
07 EFURÁS COM OLHINHOS DE
CARVÃO
1/2K FEIJÃO PRETO AFERVENTADO
1/2K FEIJÃO ROXO
1/2K FEIJÃO BRANCO
1/2K ARROZ BRANCO
1/2K MILHO DE GALINHA
ALPISTE
PIPOCAS FEITAS NO DENDÊ
07 ACAÇÁS AMARELOS
07 PÃEZINHOS PEQUENOS
CANJICA BRANCA À VONTADE
LOCAL:
PORTA DO CEMITÉRIO
MODO DE FAZER:
NA PORTA DO IGBALE FORRAR COM 1M
DE MORIM PRETO, 1M DE MORIM
VERMELHO E 1M DE MORIM BRANCO.
COLOCAR O CLIENTE DE COSTAS PARA
O PORTÃO DO CEMITÉRIO, CRUZÁ-LO
COM PEMBA BRANCA E COBRI-LO COM
3M DE MORIM BRANCO. NA FRENTE
DO CLIENTE, NO CHÃO, EM SENTIDO
HORIZONTAL, COLOCAR 7 FOLHAS DE
MAMONA ROXA. PASSAR NO CLIENTE
OS MATERIAIS, DIVIDINDO- OS NAS 7
FOLHAS. SOLTAR 7 BUCHAS DE
PÓLVORA COM ENXOFRE EM PÓ E
PITADAS DE SAL E AÇÚCAR, DERRAMAR
7 GOTAS DE AZOUGUE NO CORPO DO
CLIENTE E FINALMENTE, BATER NO
CORPO DA PESSOA DA CABEÇA AOS PÉS
COM OS 7 TALOS DA MAMONA QUE
SERÃO QUEBRADOS E TAMBÉM
DISTRIBUÍDOS NAS 7 FOLHAS. 0
CLIENTE SERÁ RETIRADO PELO LADO DO
EBÓ, RODANDO RÁPIDO EM SENTIDO
HELICOIDAL A UMA BOA DISTÂNCIA DO
TRABALHO.
NA VOLTA, DAR BANHO DE AGBO.
CORTAR PRIMEIRO PARA OS EXUS DA
CASA, DEPOIS PARA OS EXUS DO
CLIENTE, ARRIANDO COMIDAS SECAS
PARA OS ORIXÁS DO CLIENTE, E PARA
OYA E 0GUN
EBÓ EGUN
Elementos utilizados:
1 Alguidar
1 Quartinha de Barro
Terra
Pano Morim Branco
Bola de Aguá
Bola de Mel
Ekuru
Acáça
Cachaça
Dende
Lista de nomes dos falecidos da
família da pessoa
Roupa usada pelo menos 2 dias
(dormir com a roupa) e depois será
rasgada
Pirão de Farinha de Mandioca quente
1 Frango branco
21 Moedas de pequeno valor
Buzios
Velas brancas
ÌBÀ
Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà
nle o
Venha rapidamente testemunhar, e
tornar consciência, Orixá venha escutar
meu louvor a ti.
Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà
nle o
Venha rapidamente testemunhar, e
tornar consciência, Orixá venha escutar
meu louvor a ti.
Ìbá è iyìn te layè
Deito-me sobre a terra para louvar-lhe
Iyìn
Escute meu louvor
Ìbá è iyìn sa lorun
Saudações aos ancestrais que estão no
céu Iyìn
Escute meu louvor
Mo jùbá Égún àiyé esiba orun
Meus respeitos a Égún da vida e aos
que estão no céu Iyìn
Escute meu louvor
Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà
nle o
Venha rapidamente testemunhar, e
tornar consciência, Orixá venha escutar
meu louvor a ti.
Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà
nle o
Venha rapidamente testemunhar, e
tornar consciência, Orixá venha escutar
meu louvor a ti.
Ìbá ati yo ojó ati wò òórun
Saudações a saída do dia e ao sol
poente, Iyìn
Escute meu louvor
Ìbá ìkóríta meta ipade orun
Saudações as encruzilhadas que levam
ao céu Iyìn
Escute meu louvor
Ìbá òsán gangan Obamakin
Saudações à tarde Obamakin
Iyìn Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà
mámà nle o
Venha rapidamente testemunhar, e
tornar consciência, Orixá venha escutar
meu louvor a ti.
Iyìn
Escute meu louvor
Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà
nle o
Venha rapidamente testemunhar, e
tornar consciência, Orixá venha escutar
meu louvor a ti.
Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà
nle o
Venha rapidamente testemunhar, e
tornar consciência, Orixá venha escutar
meu louvor a ti.
Ìbá kùtúkùtu Obayigbó
Saudações pela manhã Obayigbó
Iyìn
Escute meu louvor
Ìbá Okukudoru Òrisanlá Osere Magbo
Saudações Okukudoru Òsisanlá Osere
Magbo Iyìn
Escute meu louvor
Ìbá irun ìmònle ojúkòtun
Saudações aos 400 Orixás da direita Iyìn
Escute meu louvor
Ati igba ìmònle ojúkòsi
E aos 200 Orixás da esquerda Iyìn
Escute meu louvor
Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà
nle o
Venha rapidamente testemunhar, e
tornar consciência, Orixá venha escutar
meu louvor a ti.
Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà
nle o
Venha rapidamente testemunhar, e
tornar consciência, Orixá venha escutar
meu louvor a ti.
Iyìn
Escute meu louvor
Ìbá òtalenirinwo irun ìmònle
Saudações aos 401 Orixás
Iyìn
Escute meu louvor
To já tàri onà orun gbàngàn
Que vem do céu
Iyìn
Escute meu louvor
Ìbá olúgbo inún igbó
Saudações aos Orixás da floresta
Iyìn
Escute meu louvor
Ìbá olúgbohùn ile ódàn
Saudações aos Orixás da voz
Iyìn
Escute meu louvor
Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà
nle o
Venha rapidamente testemunhar, e
tornar consciência,
Orixá venha escutar meu louvor a ti.
Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà
nle o
Venha rapidamente testemunhar, e
tornar consciência, Orixá venha escutar
meu louvor a ti.
Ìbá ògéré àfòkoyérí
Saudações aos Orixás da terra
Iyìn
Escute meu louvor
Ìbá àtetèré-k’àiyé alópò-ìka
Saudações Àtetèré-K’àiyé Alópò-Ìka
Iyìn
Escute meu louvor
Ìbá Ìyámi Òsòròngá apani máà hágún
Saudações a minha mãe Òsòròngá
Apani Máà Hágùn Iyìn
Escute meu louvor
Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà
nle o
Venha rapidamente testemunhar, e
tornar consciência, Orixá venha escutar
meu louvor a ti.
Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà
nle o
Venha rapidamente testemunhar, e
tornar consciência, Orixá venha escutar
meu louvor a ti.
Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà
nle o
Venha rapidamente testemunhar, e
tornar consciência, Orixá venha escutar
meu louvor a ti.
Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà
nle o
Venha rapidamente testemunhar, e
tornar consciência, Orixá venha escutar
meu louvor a ti.
ÀDÚRÀ TI EGÚNGÚN
Ilè mo pè o
Terra, eu vos chamo!
Gbogbo mònríwo
Todos os espírito do mònriwo
Ilè mo pè o
Terra, eu vos chamo!
Egúngún o
Ó Egúngún!
Ilè mo pè o
Terra, eu vos chamo!
Gbogbo mònríwo
Todos os espírito do mònriwo
Ilè mo pè o
Terra, eu vos chamo!
Egúngún o
Ó Egúngún!
Egúngún a yè, kíì sé bo òrun
Egúngún para nós sobrevive, a ele
saudamos e cultuamos
Mo júbà rè Egúngún mònríwo
Apresento-vos meus respeitos, ó
espírito do maríwo
Ilè mo pè o
Terra, eu vos chamo!
Gbogbo mònríwo
Todos os espírito do mònriwo
Ilè mo pè o
Terra, eu vos chamo!
Egúngún o
Ó Egúngún!
A kíì dé wa ó, a kíì é Egúngún
Nós vos saudamos quando chegais até
nós, vos saudamos Egúngún Won
gbogbo ará asíwájú awo
A todos os ancestrais do culto
Won gbogbo aráalé asíwájú mi
A todos os ancestrais da minha família
Ilè mo pè o
Terra, eu vos chamo!
Gbogbo mònríwo
Todos os espíritos do mònriwo
Ilè mo pè o
Terra, eu vos chamo!
Egúngún o
Ó Egúngún!
Mo pè gbogbo ènyin
Todos os espírito do maríwo
Si fún mi ààbò àti ìrònlówó
Eu chamo a todos vós para virem dar-
me proteção e ajuda
Agó, kìì ngbó ekún omo rè
Agó ao ouvir o choro dos filhotes,
Ilè mo pè o
Terra, eu vos chamo!
Gbogbo mònríwo
Todos os espírito do mònriwo
Ilè mo pè o
Terra, eu vos chamo!
Egúngún o
Ó Egúngún!
Ki o ma ta etí wéré
Responde rapidamente
Bàbá awa omo re ni a npè o
Ó pai, somos teus filhos e te chamamos
Ilè mo pè o
Terra, eu vos chamo!
Gbogbo mònríwo
Todos os espírito do mònriwo
Ilè mo pè o
Terra, eu vos chamo!
Egúngún o
Ó Egúngún!
Ki o sare wá jé wa o
Vem logo nos ouvir
Ki o gbó ìwùre wá
Ouve nossas rezas
Ilè mo pè o
Terra, eu vos chamo!
Gbogbo mònríwo
Todos os espírito do mònriwo
Ilè mo pè o
Terra, eu vos chamo!
Egúngún o
Ó Egúngún!
Má jè a ríkú èwe
Livra-nos da mortalidade “infantil” Má
jè a ríjà Èsú
Proteja-nos da ira de Èsú
Má jè a ríjà Ògún
Proteja-nos da ira de Ògún
Má jè a rija omi
Proteja-nos da ira das águas
Má jè a rija Soponná
Proteja-nos da ira de Soponná
Ilè mo pè o
Terra eu vos chamo!
Gbogbo mònríwo
Todos os espírito do mònriwo
Ilè mo pè o
Terra eu vos chamo!
Egúngún o
Ó Egúngún
Mo juba, bàbá Egúngún
Eu vos peço abenção, Pais Espíritos Ilè
mo pè o
Terra eu vos chamo!
Egúngún o
Ó Egúngún
O Que É Cantado Na Hora Do Ebó
Ioruba Com Tradução:
Saara rè ebó kú ònòn,
Sacudo-lhe com ebó, para pôr a morte
no caminho (mandar embora)
Saara ré ebó kú ònòn ó
Sacudo-lhe com ebó, para pôr a morte
no caminho (mandar embora)
Cantiga Para Passar A Pipoca Na Hora
Do Ebó
Ó Ìyá gbálè lérí ó, ó ìyá gbálè
Ó mãe varra sobre a cabeça dele, ó
mãe varra.
Ó Ìyá gbálè lérí ó, ó ìyá gbálè
Ó mãe varra sobre a cabeça dele, ó
mãe varra.
Gbálè, Gbálè Kiní sórí ó,
Varra, varra o que estiver sobre a
cabeça dele,
Ikú Gbálè lérí ó, ikú gbálè ara nlo.
Varra Ikú de sobre a cabeça dele, varra
Ikú para que ela vá embora do seu
corpo.
Contra egun
Afinal o que são "Contra-Eguns"?
Ninguem está livre de energias ruins,
por isso até Zeladores, Ogan, Ekedjes e
Egbomís usam Contra-Eguns.
Segundo o Conhecimento aplicado
pelos antigos no candomblé, O Contra
Eguns é instrumento de Obaluayê (O
Rei da Terra), que espantaria as
energias negativas das pessoas, mas
alguns dizem que Ewá, Oyá e Ogun
também tem seu papel quanto a esse
traçado de palha da costa.
Algumas pessoas alegam que contra
egum pode ser utilizado nos braços, nas
pernas ou na cintura, mas isso é um
erro. O contra egum usado nos braços
tem o nome de Ikan e sua função é
neutralizar os eguns, pois acredita-se
que o egun para tomar o corpo do
iyawo entra pelas mãos ou pelos pés,
pois a cabeça(ori) é dominio do orisa, e
ao usa-lo o iyawo esta protegido, o Ikan
faz a divisão entre as mãos e o ori, e
quando é amarrado nos braços
dividindo o profano do sagrado(ori-
Aperô)pois ori encontra-se acima dos
ombros, aonde o Ikan faz a divisão.Os
ombros representam o aperê natural
onde ori esta assentado.
O que se usa nos tornozelos tem outro
nome,( o OPACHORÔ ou PACHAKORO
(que também pertence a Obaluayê) e
nesse utiliza-se um guizo preso, (pois
seu barulho espanta os eguns. ) é aonde
prendemos o xaorô do iyawo, que ao
fazer barulho espanta os eguns que
possam estar no caminho dele.Conta
uma lenda que vodun Possú era filho de
Obaluayê e que nascera com garras e
surdo e se perdia na mata por também
ter deficiência visual, Obaluayê
preocupado com tal situação amarrou o
Xaoro com um trançado de palha da
costa no tornozelo de Possú,pois
quando ele se perdia o barulho que os
xaoros faziam mostrava a Obaluayê
aonde encontra-lo e ainda afastava os
eguns de perto de Possu.
Já na cintura usa-se o cordão umbilical (
Umbigueira) que representa a ligação
direta do iniciado com seu Orixá e com
Osun.
Todo Iyawô é obrigado a usar contra-
egum, umbigueira, e mucam (Cordão de
palha da costa trançada cujos fechos
são duas “vassourinhas” de palha; este
cordão constitui um símbolo do Iaô e é,
geralmente, preservado por toda vida.
)pelo menos por um ano para manter a
proteção por estar o ori do iyawo ainda
novo demais,e somente após o Bori de
um ano, pode -se liberar o iyawo da
obrigatoriedade do contra-egum diário.
O contra-egum é uma defesa do Iaô. O
próprio nome já diz, é contra as forças
maléficas espirituais, contra fluxo
energético que possam influenciar a
cabeça do Iyaô. A umbigueira, na
realidade é uma ligação de Oxum,
Ligação ao útero . No jeje é uma ligação
de Bessém para com o Iyawô, ou seja, é
a cobra mordendo o próprio rabo. A
umbigueira não é para cortar o 'DESEJO
SEXUAL"como muitos dizem por aí. O
instinto sexual ele é pessoal, ele é
controlado por obediência, por fé e por
força de vontade também.A umbigueira
nada mais é do que uma representação
de Oxum e sua ligação com o Iyawo
sendo gerado dentro do "ÚTERO"
espiritual, que é o roncó ou rundeme,
mantendo a união entre o iyawo e seu
orisa. Quando estamos com a
umbigueira, o nosso cordão umbilical
ainda está preso no Orixá, preso a
Oxum. Devem ser usados como joias
espirituais de proteção para o Iyawo.
Isso é precioso e enaltece a nossa
cultura. Existe, rezas para colocar e tirar
os contra eguns, a umbiqueira e o
xaoro, tudo dentro do ritual do
candomblé, isso vem fortalecer o que
os antigos falavam que os "contra-
eguns somente devem ser usados por
pessoas iniciadas na religião, e não em
clientes.
Curiosidades
Xangô criador de Culto a Egungun
Traje da dança egungun no Brooklyn
Museum, em Nova Iorque
Xangô é o fundador do culto aos eguns,
somente ele tem o poder de controlá-
los, como diz um trecho de um Itã:
Em um dia muito importante, em que
os homens estavam prestando culto aos
ancestrais, com Xangô à frente, as Iyámi
Ajé fizeram roupas iguais às de
Egungun, vestiram-na e tentaram
assustar os homens que participavam
do culto. Todos correram menos Xangô,
que ficou e as enfrentou, desafiando os
supostos espíritos. As Iyámis ficaram
furiosas com Xangô e juraram vingança.
Em um certo momento em que Xangô
estava distraído atendendo seus
súditos, sua filha brincava alegremente:
subiu em um pé de obi, e foi aí que as
Iyámis Ajé atacaram e derrubaram a
Adubaiyani, filha de Xangô que ele mais
adorava. Xangô ficou desesperado, não
conseguia mais governar seu reino, que,
até então, era muito próspero. Foi até
Orunmilá, que lhe disse, então, que
Iyami era quem havia matado sua filha.
Xangô quis saber o que poderia fazer
para ver sua filha só mais uma vez, e
Orunmilá lhe disse para fazer oferendas
ao orixá Iku Oniborun), o guardião da
entrada do mundo dos mortos. Assim
Xangô fez, seguindo, à risca, os
preceitos de Orunmilá. Xangô
conseguiu rever sua filha e tomou para
si o controle absoluto dos mistérios de
egungum (ancestrais), estando agora
sob domínio dos homens este culto e as
vestimentas dos eguns, e se tornando
estritamente proibida a participação de
mulheres neste culto. Caso essa regra
seja desrespeitada, se provocará a ira
de Olorun, Xangô, Iku e dos próprios
eguns. Este foi o preço que as mulheres
tiveram que pagar pela maldade de
suas ancestrais no Brasil
Babá Abaolá por Carybé.
Egungum[2] é o espírito ancestral de
pessoa importante, homenageado no
culto aos egunguns. Esse culto é feito
em casas separadas das casas de orixá.
No Brasil, o culto principal a egungum é
praticado na ilha de Itaparica, no estado
da Bahia, mas existem casas em outros
estados. Normalmente, é chamado de
Babá (pai) Egun e Babá-Egun. Também
pode ser referido como Êssa, nome dos
ancestrais fundadores do Aramefá de
Oxóssi (conselho de Oxóssi, composto
de seis pessoas). Ou Esa, espírito dos
adoxu e dignitários do egbe (casa). Os
nagôs cultuam os espíritos dos mais
velhos de diversas formas, de acordo
com a hierarquia que tiveram dentro da
comunidade e com a sua atuação em
prol da preservação e da transmissão
dos valores culturais. E só os espíritos
especialmente preparados para serem
invocados e materializados é que
recebem os nomes egum, egungum,
Babá Egun ou simplesmente Babá (pai),
sendo objetos desse culto todo
especial.
Porque o objetivo principal do cultos
dos eguns é tornar visíveis os espíritos
dos ancestrais, agindo como uma
ponte, um veículo, um elo entre os
vivos e seus antepassados. E, ao mesmo
tempo que mantém a continuidade
entre a vida e a morte, o culto mantém
estrito controle das relações entre os
vivos e mortos, estabelecendo uma
distinção bem clara entre os dois
mundos: o dos vivos e o dos mortos (os
dois níveis da existência). Assim, os
babás trazem, para seus descendentes
e fiéis, suas bênçãos e seus conselhos
mas não podem ser tocados, e ficam
sempre isolados dos vivos. Suas
presença é rigorosamente controlada
pelos ojé (sacerdotes do culto) e
ninguém pode se aproximar deles.
Os egunguns se materializam,
aparecendo para os descendentes e
fiéis de uma forma espetacular, em
meio a grandes cerimônias e festas,
com vestes muito ricas e coloridas, com
símbolos característicos que permitem
estabelecer sua hierarquia. Os Babá
Egun ou Egun Agbá (os ancestrais mais
antigos) se destacam por estar cobertos
com uma roupa específica de egum,
chamada de eku na Nigéria ou "opá" na
Bahia: são enfeitadas com búzios,
espelhos e contas e por um conjunto de
tiras de pano bordadas e enfeitadas que
é chamado abalá, além de uma espécie
de avental chamado "bantê", e por
emitirem uma voz característica,
gutural ou muito fina.
Os Aparaká são eguns mais jovens: não
têm abalá nem bantê e nem uma forma
definida; e são ainda mudos e sem
identidade revelada, pois ainda não se
sabe quem foram em vida. Acredita- se,
então, que, sob as tiras de pano,
encontra-se um ancestral conhecido ou,
se ele não é
reconhecível, qualquer coisa associada
à morte. Neste último caso, o egungum
representa ancestrais coletivos que
simbolizam conceitos morais e são os
mais respeitados e temidos entre todos
os egunguns, guardiães que são da ética
e da disciplina moral do grupo. No
símbolo egungum, está expresso todo o
mistério da transformação de um ser
deste mundo num ser do além, de sua
convocação e de sua presença no Aiyê
(o mundo dos vivos). Esse mistério
(Awô) constitui o aspecto mais
importante do culto.
Segundo a tradição, o culto de Egungun
é originário da região de Oyò, na África.
É um culto exclusivo de homens, sendo
Alápini o cargo mais elevado dentro do
culto, tendo, como auxiliares, os Ojés.
Todo integrante do culto de egungun é
chamado de Mariwó. Xangô (Sòngó) é o
fundador do culto a egungum: somente
ele tem o poder de controlá-los, como
diz um trecho de um Itan:
Em um dia muito importante, em que
os homens estavam prestando culto aos
ancestrais, com Xangô à frente, as Yàmi
fizeram roupas iguais às de Egungum,
vestiram-na e tentaram assustar os
homens que participavam do culto.
Todos correram mas Xangô não o fez,
ficou e as enfrentou, desafiando os
supostos espíritos. As Yàmi ficaram
furiosas com Xangô e juraram vingança.
Em um certo momento em que Xangô
estava distraído atendendo a seus
súditos, sua filha brincava alegremente,
subiu em um pé de obi, e foi aí que as
Yàmi atacaram e derrubaram
Adubaiyni, a filha de Xangô que ele
mais adorava. Xangô ficou desesperado,
não conseguia mais governar seu reino,
que, até então, era muito próspero. Foi
até Orunmilà, que lhe disse que Yàmi é
que havia matado sua filha. Xangô quis
saber o que poderia fazer para ver sua
filha só mais uma vez, e Orunmilà lhe
disse para fazer oferendas ao orixá Ikù
(Oniborun), o guardião da entrada do
mundo dos mortos. Assim fez Xangô,
seguindo à risca os preceitos de
Orunmilà.
Xangô conseguiu rever sua filha e pegou
para si o controle absoluto dos
egunguns (ancestrais), estando agora
sob domínio dos homens este culto e as
vestimentas dos egunguns, e se
tornando terminantemente proibida a
participação de mulheres neste culto.
Por terem provocado a ira de Olorum,
Xangô, Ikú e dos próprios egunguns,
este foi o preço que as mulheres
tiveram que pagar pela maldade de
suas ancestrais, as Yami.
É o culto aos ancestrais masculinos,
originário de Oyo, capital do império
Nagô, que foi implantado no Brasil no
início do século XIX.
O culto principal aos egunguns é
praticado na ilha de Itaparica, no estado
da Bahia, mas existem casas em outros
estados.
Quanto ao aspecto físico, um terreiro
de egungum ou egum apresenta,
basicamente, as seguintes unidades:
um espaço público, que pode ser
frequentado por qualquer pessoa, e
que se localiza numa parte do barracão
de festas;
uma outra parte desse salão, onde só
podem ficar e transitar os iniciadores, e
para onde os eguns vêm quando são
chamados, para se mostrar
publicamente;
uma área aberta, situada entre o
barracão e o Ilê Igbalé (ou Ilê Awô - a
casa do segredo), onde também se
encontra um montículo de terra
preparado e consagrado, que é o
assentamento de Onilé;
um espaço privado ao qual só têm
acesso os iniciados da mais alta
hierarquia, onde fica o Ilê Awô, com os
assentamentos coletivos, e onde se
guardam todos os instrumentos e
paramentos rituais, como os Isan
(pronuncia-se "ixan"), longas varas com
as quais os Ojés invocam (batendo no
chão) e controlam os egunguns.
História
O culto a egum ou egungum veio da
África junto com os Orixás trazidos
pelos negros escravizados . Era um
culto muito fechado, secreto mesmo,
mais que o dos orixás, por cultuarem os
mortos.
A primeira referência do culto de egum
no Brasil, segundo Juana Elbein dos
Santos, foram duas linhas escritas por
Nina Rodrigues, referindo-se a 1896,
mas existem evidências de terreiros de
egum fundados por africanos no
começo do século XIX.
Os terreiros de egum mais famosos
foram:[3]
Terreiro de Vera Cruz: fundado por
volta de 1820 por um africano chamado
"Tio Serafim", em Vera Cruz, na Ilha de
Itaparica. Ele trouxe, da África, o egum
de seu pai, invocado até hoje como
Egun Okulelê. Faleceu com mais de cem
anos.
Terreiro de Mocambo: fundado por
volta de 1830 por um africano chamado
"Marcos-o-Velho" para distingui-lo do
seu filho, na plantação de Mocambo,
Ilha de Itaparica. Teria comprado sua
carta de alforria, anos mais tarde teria
voltado à África junto com seu filho
Marcos Teodoro Pimentel, conhecido
como "Tio Marcos", lá permanecendo
por muitos anos aperfeiçoando seus
conhecimentos litúrgicos, onde
também seu filho foi iniciado. Quando
voltaram, trouxeram, com eles, o
assento do Baba Olukotun, considerado
o Olori Egun, o ancestral primordial da
nação nagô.
Terreiro de Encarnação: fundado por
volta de 1840 por um filho do Tio
Serafim, chamado "João- Dois-Metros"
por causa de sua altura, no povoado de
Encarnação. Foi nesse terreiro que se
invocou, pela primeira vez no Brasil, o
egum Baba Agboula, um dos patriarcas
do povo Nagô.
Terreiro de Tuntun: fundado por volta
de 1850 pelo filho de Marcos-o-Velho,
chamado Tio Marcos, num velho
povoado de africanos denominado
Tuntun, na Ilha de Itaparica. Marcos
possuiu o título de Alapini, Ipekun Ojé,
Sacerdote Supremo do Culto aos
Egunguns. Na tradição histórica Nagô, o
Alapini representa os terreiros de egum
no afin, o palácio real.
Tio Marcos, Alapini, faleceu por volta de
1935, e, com sua morte, desapareceu o
terreiro do Tuntun, porém a tradição do
culto a Baba Olokotun continuou
através de seu sobrinho Arsênio
Ferreira dos Santos, que possuía o título
de Alagba. Este migrou para o Rio de
Janeiro levando o assento de Baba
Olokotun para o município de São
Gonçalo. Depois do falecimento de
Arsênio, os assentos dos Baba
retornaram para Bahia, através do atual
Alapini, Deoscoredes M. dos Santos,
conhecido como "Mestre Didi Axipá",
presidente da Sociedade Cultural e
Religiosa Ilê Axipá. Mestre Didi foi
iniciado na tradição do culto aos
egunguns por Marcos e Arsênio.
Terreiro do Corta-Braço: na Estrada das
Boiadas, ponto de reunião de
praticantes da capoeira, atualmente
bairro da Liberdade, cujo chefe era um
africano conhecido como Tio Opê. Um
dos Ojé, sacerdotes do culto aos
egunguns, conhecido como "João Boa
Fama", iniciou alguns jovens na Ilha de
Itaparica, que se juntariam com os
descendentes de Tio Serafim e Tio
Marcos para fundarem o Ilê Agboulá,
no bairro Vermelho, próximo à Ponta
de Areia.
Outros terreiros de egunguns foram
registrados no final do século XIX: um,
localizado em Quitandinha do Capim,
que cultuava os eguns Olu-Apelê e
Olojá Orum; o de Tio Agostinho, em
Matatu, que se tornou ponto de
concentração de vários Ojés de outras
casas, inclusive o alapini Tio Marcos; o
Terreiro da Preguiça, ao lado da Igreja
da Conceição da Praia.
Ilê Agboulá[4]: localizado em Ponta de
Areia, na Ilha de Itaparica, o Ilê Agboulá
é, hoje, no Brasil, um dos poucos
lugares dedicados exclusivamente ao
culto dos eguns. Sua fundação remonta
ao primeiro quarto do século XX por
Eduardo Daniel de Paula, Tio Opê, Tio
Serafim e Tio Marcos, mas a
comunidade que lhe deu origem e que
lhe mantém os fundamentos está
estabelecida na ilha desde o século XIX.
Ilê Olokotun, na Ilha de Itaparica
Ilê Axipá - Sociedade Cultural e Religiosa
Ilê Axipá.
Hierarquia
Nas casas de egunguns, a hierarquia é
patriarcal, só homens podem ser
iniciados no cargo de Ojé ou Babá Ojé,
como são chamados. Essa hierarquia é
muito rígida: apesar de existirem cargos
femininos para outras funções, uma
mulher jamais será iniciada para esse
cargo.
Masculinos: Alapini (Sacerdote
Supremo, Chefe dos alagbás), Alagbá
(Chefe de um terreiro), Atokun (guia de
Egum), Ojê agbá (ojê ancião), Ojê
(iniciado com ritos completos), Amuixan
(iniciado com ritos incompletos), Alagbê
(tocador de atabaque). Alguns oiê dos
ojê agbá: Baxorun, Ojê ladê, Exorun,
Faboun, Ojé labi, Alaran, Ojenira, Akere,
Ogogo, Olopondá.
Femininos: Iyalode (responde pelo
grupo feminino perante os homens), Iyá
egbé (cabeça de todas as mulheres), Iyá
monde (comanda as ató e fala com os
Babá), Iyá erelu (cabeça das
cantadoras), erelu (cantadora), Iyá agan
(recruta e ensina as ató), ató
(adoradora de egum). Outros oiê: Iyale
alabá, Iyá kekere, Iyá monyoyó, Iyá
elemaxó, Iyá moro.
Ritual
Tanto a tradição Nagô como a Jeje e a
Congo-Angola cultuam os ancestrais.
Para os Nagôs, existem, no Brasil três
formas de cultuar os ancestrais: os Esa,
os Egungun e as Iya-mi Agba.
Os terreiros de candomblé possuem um
local apropriado de adoração do
espírito de seus mortos ilustres, esse
local é denominado de Ilê ibo aku, casa
de adoração aos mortos, enfim todos
iniciados no culto aos Orixás.
Os Esa são considerados os ancestrais
coletivos dos afro-brasileiros. Seu culto
se refere à comunidade em geral. O que
destaca o Esa é o fato de ele ter-se
destacado em vida por servir a
comunidade e de continuar atuando em
outro plano, contribuindo para o bom
desenvolvimento do destino dos fiéis e
da casa. O Ilê ibo aku, onde são
assentados e cultuados os Esa, é
afastado do templo onde são cultuados
os orixás.
Os sacerdotes que são iniciados
especialmente para cuidar do Ilê ibo
aku não são adoxu, isso é, não
manifestam orixá. Os ancestrais
cultuados no Ilê ibo aku são diferentes
dos cultuados no culto aos egunguns:
no primeiro, são os espíritos dos
falecidos da casa de candomblé; no
segundo, são os ara-orun em geral e os
espíritos dos ojés africanos ou
brasileiros.
Os Esa são invocados e cultuados em
diversas situações, especialmente no
padê e no axexê, quando é constituído
o assentamento de um adoxu ou
dignitário ilustre falecido. O assento de
Esa se caracteriza pela representação
da existência genérica, e o do egungum
pela representação do espírito
individualizado. O egungum se
caracteriza pela aparição no aiyê. Os
Esa e os Egun são invocados no padê.
Calendário Litúrgico
Calendário Litúrgico do Ilê Agboulá
(obtido do Projeto Egungun):
As festas e obrigações obedecem, no Ilê
Agboulá, a um bem elaborado
calendário litúrgico. Durante essas
festas, podem ocorrer rituais não
periódicos e não obrigatoriamente
integrados no calendário, como
iniciação de novos Amuixan ou de
novos Ojé, ou mesmo obrigações e
oferendas de outros titulados da
comunidade. Mas o calendário, mesmo,
obedece o seguinte:
Janeiro - Em janeiro, por ocasião do
ano-novo, as obrigações transcorrem
até o dia nove. Esses rituais começam
com uma obrigação para Onilê, seguida
de outra para Babá Olukotun. Junto
com esta, são celebradas as cerimônias
anuais em homenagem a Babá Alapalá
e Babá Ologbojô.
Fevereiro - em fevereiro, começando no
dia 2 e se estendendo por duas
semanas, ocorre uma festa muito
especial, principalmente porque a
comunidade de Itaparica vive do mar e
para o mar. É a festa de Iemanjá e
Oxum, deusas das águas, e de Oxalá, o
deus da criação.
Junho - em junho, na época do São
João, realizam-se as festas de Babá Erin,
que é o egum de Eduardo Daniel de
Paula, fundador da casa. As festas se
realizam por ocasião do ciclo de Xangô,
que era o orixá de Eduardo. E atingem
grande brilhantismo porque, entre a
comunidade do Ilê Agboulá, que é
descendente do povo de Oyó, a
veneração a Xangô é muito forte.
Setembro - De 7 a 17 de setembro,
ocorrem as festas de Babá Agboulá. Por
essa época é que é feita a colheita dos
primeiros frutos na Ilha de Itaparica,
sob a proteção de Babá. E isto é muito
importante pelo fato de, até bem pouco
tempo atrás, a Ilha de Itaparica ter sido
o grande fornecedor de frutas para a
cidade de Salvador.
Egungun
Os seres veneráveis incluem divindades,
que personificam fenômenos da
natureza, e ancestrais, associados a
elementos estruturantes da sociedade.
O princípio de senioridade, um dos mais
estimados na África, determina que os
mais velhos ocupem postos
hierárquicos superiores e que os mais
jovens respeitem-nos por sua
experiência e sabedoria, desde que a
idade traga valores como um grande
número de descendentes e condições
materiais satisfatórias de vida e virtudes
como paciência. Na religião dos orixás
qualquer indivíduo notável, dotado de
uma existência plena e de uma morte
suave em idade avançada, pode
integrar o corpo dos ancestrais
veneráveis da humanidade, desde que
seus rituais fúnebres sejam realizados.
Os ancestrais masculinos têm sua
instituição em diversas sociedades,
como Egúngún, Ìgunnukó, Oro e
Agemo. Os ancestrais femininos, as Ìyá-
Agbà (Mães Anciãs ou Veneráveis Mães
Anciãs), também têm sua instituição em
diversas sociedades, entre as quais
Gèlèdé.
A palavra Egúngún designa, ao mesmo
tempo, um orixá, o conjunto dos
ancestrais masculinos da humanidade e
o conjunto dos ancestrais masculinos
de uma família; é derivada de egún, que
significa osso ou esqueleto. No entanto,
enquanto por egún se entende um
ancestral em particular, um
antepassado já-ido, habitante do orun,
que pode se manifestar no aiye, e que
pode não ser venerável, Egúngún ou
Babá-Égún designa toda uma
coletividade de seres veneráveis.
Nos cultos aos ancestrais masculinos,
Egungun ocupa o lugar central. Os
ancestrais permanecem junto a seus
descendentes e interferem em todos os
âmbitos da vida pessoal e familiar de
cada um deles, apaziguando ânimos,
atenuando discórdias, estimulando a
solidariedade, o espírito de unidade e a
harmonia, renovando a energia exigida
para o trabalho e interferindo em
questões de ameaça de desagregação
familiar, em casos de disputa e em
problemas de herança, entre tantas
possibilidades. Com voz rouca ou
utilizando tons agudos, trepidantes,
sibilantes ou nasais, previne e ordena, e
sua palavra é aceita e respeitada
A presença de Egungun na vida
cotidiana de seus devotos mantém viva
a relação de respeito e reverência aos
mais velhos: apenas esta razão justifica
o culto a este grande orixá. Mas o culto
a Egungun possui, entre outros, o
objetivo de corrigir efeitos de uma
herança de caráter espiritual que se
reflete em desequilíbrios de toda
ordem: física, emocional, espiritual.
Cada indivíduo recebe de seus
antepassados uma herança biológica,
emocional e espiritual, uma carga
genético-espiritual/emocional. O culto a
Egungun possibilita agir
retroativamente no sentido de eliminar
fatores desfavoráveis ocorridos ao
longo das sete gerações anteriores de
uma pessoa, dos quais decorreram
dificuldades, doenças e problemas de
toda ordem em sua vida. Esse culto
também possibilita resolver conflitos
familiares vividos por pessoas das
gerações passadas para restabelecer o
equilíbrio perturbado.
Missão
O Centro Cultural Oduduwa e o
Oduduwa Templo dos Orixás são duas
organizações parceiras com múltiplas
finalidades nos âmbitos da Educação,
da Cultura e da Religião. Atuando em
permanente cooperação, estas duas
organizações visam: (1) promover
intercâmbio religioso entre a África e
outros continentes, levando sacerdotes
africanos para o Brasil e outros países
onde devotos de orixás residem e
levando esses devotos para a África; (2)
promover cursos sobre a língua e a
cultura iorubá, e principalmente sobre a
Religião Tradicional Iorubá; (3) criar
espaços para o encontro de estudiosos
e devotos de religiões de matriz
africana; (4) propor e desenvolver
projetos de pesquisa e intervenção
social nas áreas educacional, social,
cultural, artística, promocional e psico-
sócio-profilática, dirigidos à
comunidade, em especial aos
segmentos de baixa renda, baseando-se
na filosofia do culto a Egbé; (6) divulgar
informações oriundas dessas iniciativas.
O ensino, a pesquisa e as publicações
têm lugar, prioritariamente, no Centro
Cultural Oduduwa, na capital de São
Paulo, enquanto as demais atividades –
práticas religiosas, promoção de
intercâmbio religioso em âmbito
nacional e internacional, apoio a
iniciativas de cunho religioso na África e
em países da Europa e das Américas e
prestação de serviços à comunidade –
são prioritariamente desenvolvidas no
Oduduwa Templo dos Orixás, no
município de Mongaguá, no litoral
paulista. Vale enfatizar o pioneirismo
que caracteriza essas duas organizações
parceiras no que diz respeito a todas as
suas iniciativas, assim como vale
enfatizar o fato de serem estas
atividades desenvolvidas sob uma
liderança fortemente marcada por uma
conduta ética irrepreensível e por uma
competência profissional irrefutável.
Porque o nome Oduduwa
Oduduwa é o patriarca mítico do povo
iorubá, considerado o “primeiro
ocupante de uma terra antes
desabitada”. Também chamado Oodua
ou Odudua, nome que significa O
Grandioso que criou a existência,
segundo a narrativa mítica ele e seu
séquito de desbravadores teriam sido
os sobreviventes de um dilúvio. Daí
serem chamados pelos antigos de ooye,
os que foram salvos. Narrativas orais
concordam ao afirmar que Oduduwa e
seus seguidores estabeleceram-se em
Ilê-Ifé, tornando-se ele o primeiro ooni
(rei) de Ilê-Ifé, cidade considerada a
pátria espiritual dos
iorubás e local onde teria ocorrido a
criação do mundo. Mesmo sendo
impossível precisar com exatidão a sua
origem ou separar seus feitos míticos
dos reais, todas as tradições iorubás o
apontam como o grande patriarca
desse povo. Os reis locais, que
governam subgrupos, consideram a si
mesmos como seus descendentes
diretos, o que por si só constitui e
legitima a razão de ser de sua realeza,
mantida através de um sistema de
sucessão imutável há vários séculos.
ÀDÚRÀ-ORIN ÈGÚN
Cantar esse Àdúrà-Orin para sacralizar
o Balè:
Onilù: Eégún o! Eégún ọ̀ na [ìsó o ré Ilè
wo] (ìso oọ̀ naare o!)
(Oh Egun! Egun protege o caminho para
ir embora e entrar na terra [chaã o])
Você é Eégún! Eégún o caminho está
amarrado. Adeus!
Dáhùn: Ègún o! Ègún onà ìsó o ré Ilè wo
(Oh Egun! Egun protege o caminho para
ir embora e entrar na terra [chaã o])
Onilù: Bè Ikú Bè Ikú Bè Ikú Bè Ikú, Bè
Ikú, Bè Ikú
Bèlè, Bèlè Sorò ró, Bè Ikú, Bè Ikú Bè Ikú!
E mù lo Òrìsà
(Suplicamos a morte, pedimos perdaã o
aà morte, suplicamos a morte
Suplicamos a morte, pedimos perdaã o
aà morte, suplicamos a morte
Suplicamos a terra, pedimos perdaão a
terra, para festa anual e espiritual,
suplicamos a morte, pedimos perdaã o
a morte;
Suplicamos a morte! Desapareça, indo
embora com Orixaá )
Dáhùn: Bè Ikú, Bè Ikú, Bè Ikú Bè Ikú, Bè
Ikú, Bè Ikú
Bèlè, Bèlè Sorò ró, Bè Ikú, Bè Ikú Bè Ikú!
E mù lo Òrìsà
(Suplicamos aà morte, pedimos perdaã
o aà morte, suplicamos aà morte
Suplicamos aà morte, pedimos perdaã o
aà morte, suplicamos aà morte
Suplicamos a terra, pedimos perdaão a
terra, para festa anual e espiritual,
Suplicamos aà morte, pedimos perdaão
aà morte;
Suplicamos aà morte! Desapareça indo
embora com Orixaá )
Onilù: Omo Nlo, omo Nlo K’ara o! Omo
Nlo, omo Nlo! Á bá Enyin o!
(Filho estaá indo, filho estaá deixando o
corpo! Filho estaá indo, Filho estaá
indo, Venha e encontre voceês!)
Dáhùn: Omo Nlo, omo Nlo K’ara o! Omo
Nlo, omo Nlo! Á bá Enyin o!
(Filho estaá indo, filho estaá deixando o
corpo! Filho estaá indo, Filho estaá
indo, Venha e encontre voceês!)
Cantar esse Àdúrà-Orin para sacrificar
para Ègún, tendo ou não corpo
presente:
Onilù: Ègún Á là bè l’áwo Á là Ègún bè
l’áwo
(Eguán venha, apareça, suplico que
apareça para o culto, venha, apareça
Eguá n, rogo que apareça para o culto)
Dáhùn: Wáiyé ilè bá nba Á là Ègún bè
l’áwo
(Vida aà terra, passe escondendo-se,
venha, apareça Eguá n, suplico que
apareça para o culto)
Cantar esse Àdúrà-Orin para despachar
os pertences do morto na água do rio:
Onilù:Nlo á o ri Nlo á o Sùn Nl'omi serò
Nl'omi nerò (Estamos indo ver, estamos
indo Buscar o sono, estamos indo a
aágua para soluçaã o, Estamos indo a aá
gua que tem a soluçaã o)
Onilù: Ègún Tuké... Ègún T’oyo... Ègún
Démi...
Dáhùn: K'ara ró
(Apresse-se e recolha o corpo)
Cantar esse Àdúrà-Orin para limpeza
espiritual antes do Oje sacrificar a ave
no saco “Erù”:
Onilù: Àbò ré ri ré ri ré ri àbò ré ri nlo
Ègún
(Vemos retornar embora, vemos ir
embora, vemos retornar embora, ir
embora com Eguá n)
Dáhùn: Àbò ré ri ré ri ré ri àbò ré ri nlo
Ègún
(Vemos retornar embora, vemos ir
embora, vemos retornar embora, ir
embora com Eguá n)
Onilù: Ègún èrù erù erò ègún erò nlo
Ègún
(Eguá n! Medo e cargas, com calma
Eguá n, com calma vaã o embora com
Eguá n)
Dáhùn: Ègún èrù erù erò ègún erò nlo
Ègún
(Eguá n! Medo e cargas, com calma
Eguá n, com calma vaã o embora com
Eguá n)
Cantar esse Àdúrà-Orin para quebar os
pertences da pessoa que estão dentro
do saco:
Onilù: E mù nlo E mù nlo E mù nlo Ajà re
o
(Voceê desaparece e vai embora, Voceê
desaparece e vai embora, Voceê
desaparece e vai embora, esforça-se,
abençoe)
Dáhùn: E mù nlo E mù nlo Ajà re o
(Voceê desaparece e vai embora, Voceê
desaparece e vai embora, esforça-se,
abençoe)
Onilù: Bá’ ra Ègúngún o! Bá’ ra Ègúngún
o! Mó dí bè ri Ègún kùn Lóde Mó dí bè ri
Ègún kùn Lóde
(Passe pelo corpo EÈ guá n, Passe pelo
corpo EÈ guá n! Limpe, amarre,
suplicamos para ver Eguán na
escuridaão, senhor da rua, Limpe,
amarre, suplicamos para ver Eguá n na
escuridaã o, senhor da rua)
Dáhùn: Bá’ ra Ègúngún o! Bá’ ra
Ègúngún o! Mó dí bè ri Ègún kùn Lóde
Mó dí bè ri Ègún kùn Lóde
(Passe pelo corpo EÈ guá n, Passe pelo
corpo EÈ guá n! Limpe, amarre,
suplicamos para ver Eguán na
escuridaão, senhor da rua, Limpe,
amarre, suplicamos para ver Eguá n na
escuridaã o, senhor da rua)
Onilù: Bá’ ra o ni bá’ ra ona bá’ ra Ègún
Omo nlo Òrìsà
(Passe pelo corpo, voceê tem que
passar pelo corpo no caminho, passe
pelo
corpo EÈ guá n, filho estaá indo embora
com Orixaá )
Dáhùn: Bá’ ra o ni bá’ ra ona bá’ ra Ègún
Omo nlo Òrìsà
(Passe pelo corpo, voceê tem que
passar pelo corpo no caminho, passe
pelo
corpo EÈ guá n, filho estaá indo embora
com Orixaá )
Onilù: Ègún T’ore o Ègún T’ ore o sà lè
bò sè Ègún D’ áwo
(Eguá n eá meu amigo, Eguá n eá meu
amigo, escolhe a terra para retornar,
trabalhe para o culto Eguá n)
Dáhùn: Ègún T’ore o Ègún T’ ore o (Eguá
n eá meu amigo, Eguá n eá meu amigo)
Onilù: Kò yà kò yà kò yà Ègún dó e á ko
yà kò yà
(Naã o se desvie, naã o se desvie, Eguá
n manifesta-se, venha e naã o desvie-
se)
Dáhùn: Kò yà kò yà kò yà Ègún dó e á ko
yà kò yà
(Naã o se desvie, naã o se desvie, Eguá
n manifesta-se, venha e naã o se
desvie)
Onilù: Ègún dó e! (Eguá n manifesta-se!)
Dáhùn: Kò yà kò yà
(Naã o se desvie, naã o se desvie) a
Onilù: Ègún kó n’só lè sè kó n’só lè sè
Ègún Sorò
(Eguán ensina, estaá protegendo, força,
trabalhe, ensine, estaá protegendo,
força, trabalhe Eguá n para festa anual
espiritual)
Dáhùn: Ègún kó n’só lè sè kó n’só lè sè
Ègún Sorò
(Eguán ensina, estaá protegendo, força,
trabalhe, ensine, estaá protegendo,
força,
trabalhe Eguá n para festa anual
espiritual)
Onilù: Ègún Sàngó bè l’òkè
(Eguá n suplica a Xangoê nas alturas)
Dáhùn: Bè’lú já Tò tò níre Bè’lú já
(Roga pelo povo e lute, segue, segue,
dono de bençoães, roga pelo povo e
lute)
Onilù: Wélé ka wélé ka wélé kó n’só lè
sè
(lentamente corta, lentamente corta,
suavemente ensina, estaá protegendo,
força, trabalhe)
Dáhùn: Wélé ka wélé ka wélé kó n’só lè
sè
(lentamente corta, lentamente corta,
suavemente ensina, estaá protegendo,
força, trabalhe)
Onilù: Óta pé o yà bè ótá pé o yà bè
(O inimigo desvia-se, voceê o desvia,
suplicamos que o inimigo se desvie,
voceê o desvia)
Dáhùn: Óta pé o yà bè ótá pé o yà bè
(O inimigo desvia-se, voceê o desvia,
suplicamos que o inimigo se desvie,
voceê o desvia)
Onilù:A bè á bori so á bè óta ni bòsé
(Noás suplicamos que venha vencer,
tire, venha, suplicamos que o inimigo
tenha trabalho no retorno)
Dáhùn: A bè á bori so á bè óta ni bòsé
(Noás suplicamos que venha vencer,
tire, venha, suplicamos que o inimigo
tenha
trabalho no retorno)
Onilù: Ààyè Ilé Ààyè Ilé Ààyè Ilè kó só’ lé
sè
(Vida a casa, vida ao lar, vida a terra,
ensine, protege a casa, trabalhe)
Dáhùn: Ààyè Ilé Ààyè Ilé Ààyè Ilè kó só’
lé sè
(Vida a casa, vida ao lar, vida a terra,
ensine, protege a casa, trabalhe)
Onilù:Á bá siré re á bá siré re ódo kú nlo
Ègún t’orò wè á bá siré á níre
(Venha encontrar diversaão, abençoe, a
presença da morte estaá indo embora,
Eguán da festa anual espiritual limpa
[banho], venha encontrar festa, venha
dono de bençoã es)
Dáhùn: Á bá siré re á bá siré re ódo kú
nlo Ègún t’orò wè á bá siré á níre
(Venha encontrar diversaão, abençoe, a
presença da morte estaá indo embora,
Eguán da festa anual espiritual limpa
[banho], venha encontrar festa, venha
dono de bençoã es)
Onilù: Ègún tóra áwo Ègún tóra áwo dá
nisé Ègún tóra áwo
(Eguá n eá suficiente para o corpo no
culto, Eguá n eá suficiente para o corpo
no culto, cria, tem trabalho, Eguá n eá
suficiente para o corpo no culto)
Dáhùn: Ègún tóra áwo Ègún tóra áwo
dá nisé Ègún tóra áwo
(Eguá n eá suficiente para o corpo no
culto, Eguá n eá suficiente para o corpo
no culto, cria, tem trabalho, Eguá n eá
suficiente para o corpo no culto)
Onilù:Bá’ ra á dìde bè là áwo bá’ ra á
dìde bè là áwo
(Passe pelo corpo, venha levantar,
suplicamos que apareça para o culto,
passe pelo corpo, venha levantar,
suplicamos que apareça para o culto)
Dáhùn: Bá’ ra á dìde bè là áwo bá’ ra á
dìde bè là áwo (Passe pelo corpo, venha
levantar, suplicamos que apareça para
o culto, passe pelo corpo, venha
levantar, suplicamos que apareça para
o culto)
Onilù: Ègún o yà mã m’ará isé
(Eguá n, voceê desvia-se sempre, o
parente sempre tem trabalho)
Dáhùn: Ègún o yà mã m’ará isé
(Eguá n, voceê divide-se sempre, o
parente sempre tem trabalho)
Onilù: Ààyé yé ààyè (Vida, por favor,
vida)
Dáhùn: Ààyé yé ààyè o yà mã m’ará isé
(Vida, por favor, vida, divide-se sempre,
o parente sempre tem trabalho)
Onilù: Sá pa’tà kú ba lè Ègún Ègún
(Corre e mata o inimigo, mata,
reverenciamos a terra Eguá n, oh! Eguá
n)
Dáhùn: Sá pa’tà kú ba lè Ègún Ègún
(Corre e mata o inimigo, mata,
reverenciamos a terra Eguá n, oh! Eguá
n)
Onilù: Ká sí yé bá olomi’nà kò’do yà
(Guarde, abra, por favor, encontre o
dono do caminho da aá gua, naã o se
desvie no rio)
Dáhùn: Ká sí yé bá olomi’nà kò’do yà
(Guarde, abra, por favor, encontre o
dono do caminho da aá gua, naã o se
desvie no rio)
Onilù: Ké tu dí ló yà ké tu balè Ègún fì là
dí fi lò ké tu balè
(Grita, desamarra, torna-se, vai embora
se dividindo, grita, desamarra e
reverencia a terra [chaão], Eguán
balança e aparece, torna-se, usa e
explora [lugar], grita, desamarra e
reverencia a terra) Dáhùn: Ké tu dí ló yà
ké tu balè Ègún fì là dí fi lò ké tu balè
(Grita, desamarra, torna-se, vai embora
se dividindo, grita, desamarra e
reverencia a terra [chaão], Eguán
balança e aparece, torna-se, usa e
explora [lugar], grita, desamarra e
reverencia a terra)
Onilù: Ikú olóbè là áwo ikú olóbè là áwo
(Morte dona da faca, apareça para o
culto, morte dona da faca, apareça para
o culto)
Dáhùn: Ikú olóbè là áwo ikú olóbè là
áwo
(Morte dona da faca, apareça para o
culto, morte dona da faca, apareça para
o culto)
Onilù: Òkè ba n’ba L’oya L’òkè
(Do alto reverenciamos, estamos
reverenciando Oiaá nas alturas)
Dáhùn: AfunlélèájeunAfunlélèájeunwà
(Para vivermos na terra, venha comer,
para vivermos na terra, venha comer
com noá s)
Onilù:
A fun lélè á jeun A fun lélè á jeun wà
A fun lélè á jeun A fun lélè á jeun
wàÒkè ba n’ba L’oya L’òkè
(Para vivermos na terra, venha comer,
para vivermos na terra, venha comer
com noás, para vivermos na terra,
venha comer, para vivermos na terra,
venha comer com noá s, do alto
reverenciamos, estamos reverenciando
Oiaá nas alturas)
Dáhùn: AfunlélèájeunAfunlélèájeunwà
(Para vivermos na terra, venha comer,
para vivermos na terra, venha comer
com noá s)
Onilù:
Ádínàdírewànànàabèresenànàabèrese
(Venha desamarrar o caminho,
desamarre nossas bençoães, castigue,
estende-se, suplicamos bençoã es,
execute, castigue, estende-se,
suplicamos bençoã es, execute)
Dáhùn: Á dí nà dí rewà nànà a bè re se
nànà a bè re se
(Venha desamarrar o caminho,
desamarre nossas bençoães, castigue,
estende-se, suplicamos bençoã es,
execute, castigue, estende-se,
suplicamos bençoã es, execute)
Onilù: Á tete kò là áwo
(Venha, reencarne, naã o desapareça
para o culto)
Dáhùn: Fara f’ori lànà á tete kò là áwo
Fara foribalè
Faara f’orí làna wà tètè kò lá awo faara
foríbalẹ̀
Estaá proá ximo o balançar da cabeça
para fazer o caminho. Venha a tempo,
naã o sonhe segredos. Estaá s proá
ximo de ser reverenciado.
(Use o corpo, batemos cabeça no
caminho, venha, reencarne, naã o
desaparela para o culto, use o corpo,
batemos cabeça ao solo [reverenciar])
APOSTILA FEITA POR
BABALORIXÁ ANTÔNIO D’OGUN
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