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Egun e Troca de Cabeça

O documento descreve os conceitos de Ori na cosmologia iorubá. Ori é a cabeça espiritual de cada pessoa, responsável por seu destino e realizações. Explica que Ori é dividido em partes física e espiritual, e como cada parte influencia o caráter e sorte da pessoa. Também discute como manter Ori positivo através de rituais.

Enviado por

Ermerson Silva
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Egun e Troca de Cabeça

O documento descreve os conceitos de Ori na cosmologia iorubá. Ori é a cabeça espiritual de cada pessoa, responsável por seu destino e realizações. Explica que Ori é dividido em partes física e espiritual, e como cada parte influencia o caráter e sorte da pessoa. Também discute como manter Ori positivo através de rituais.

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APOSTILA BABA EGUN E TROCA

DE CABEÇA
ORI

“ KO SI ORISA TÍ DÁ NIGBÉ LÉYIN ORÍ

ENÍ

“ NÃO EXISTE ORIXÁ QUE APOIE MAIS O

HOMEM QUE SEU PRÓPRIO ORI”

O CONCEITO DE ORÍ ESTÁ

INTIMAMENTE LIGADO AO CONCEITO

DE DESTINO PESSOAL ,ORI É O

INSTRUMENTO DO SER HUMANO PARA

REALIZAÇÃO DESSE DESTINO. ALGUNS


ITÃS DO ODU OGUNDA-MEJI NOS

MOSTRA EXATAMENTE A LIGAÇÃO

ENTRE ORI

,O SER HUMANO E SEU DESTINO

,EXEMPLO :

“ ORÍ EU TE SAÚDO!

AQUELE QUE É SÁBIO , FOI FEITO SÁBIO

PELO PRÓPRIO ORÍ. AQUELE QUE É

TOLO ,FOI FEITO MAIS TOLO QUE UM

PEDAÇO DE INHAME,PELO PRÓPRIO ORÍ


“ ORÍ E ODU (SIGNO REGENTE )

DETERMINA A SORTE OU INFORTÚNIO

DO SER HUMANO . PARA OS

YORUBANOS O SER HUMANO É

CONSTITUÍDO DOS SEGUINTES

ELEMENTOS:

? ÁRÁ : CORPO FÍSICO

? OJÍJÍ : A SOMBRA , O BÀÁRÁ ( CALOR

DO CORPO)
? OKAN: CORAÇÃO ,ONDE PARA OS

YORUBANOS SÃO TOMADAS TODAS

DECISÕES .

? EMÍ : O SOPRO DA VIDA ( RESPIRAÇÃO

E ALMA)

? ORÍ : QUE SE DIVIDE EM DUAS PARTES

,FÍSICA E ESPIRITUAL DIVISÃO DE ORI

? PARTE FÍSICA : ORI ODE, O CRÂNIO

HUMANO, ORÍ SE ASSENTA NO

CÉREBRO (APOLO)
? E A PARTE ESPIRITUAL : QUE SE

DIVIDE EM DUAS PARTES APARI INÚ E

ORÍ ÁPÉRÉ

DIVISÃO DA PARTE ESPIRITUAL DE ORÍ

? APARI INÚ : APARI INÚ OU ORI INÚ É

O ENCÉFALO DA PESSOA ,É ONDE FICA

O CARATÉR (ÌWÁ) DA PESSOA

,QUANDO ORI INÚ ESTÁ BEM TUDO VAI

BEM. ÌWÁ PÈLÉ É O CARATER ÍNTEGRO

,RETO ,PURO.
? ORÍ ÀPÉRÉ : É O DESTINO ESCOLHIDO

PELA PESSOA NOS DOMÍNIOS DE ÀJÀLÁ

(ÁJÀLAMO ) , DESCRITO COMO ‘ IPIN

ORÍ’ ,ONDE ELERÍ- IPIN É O SENHOR DO

DESTINO LIGADO A ORUNMILÁ , E ORÍ

ÀPÉRÉ SE DIVIDE EM ÀKÚLÈYAN ,

ÀKÚNLÈGBÁ E ÀYÁNMÓ

DIVISÃO DE ORÍ ÀPÉRÉ

? ÀYÁNMÓ : ESSA PALAVRA QUER

DIZER DESTINO ,MAS ESSA PARTE DO


DESTINO ESCOLHIDO PELA PESSOA QUE

NÃO PODE SER MUDADA ,POR

EXEMPLO : A ESCOLHA DOS PAIS

(FILIAÇÃO) ,O SEXO ,KARMA ,ETC...

? ÀKÚNLÉYAN : E O PEDIDO QUE A

PESSOA FAZ NOS DOMÍNIOS DE ÀJÀLÁ (

ÀJÀLAMO ), NESSE PEDIDO VOCÊ

DETERMINA ESPECÍFICAMENTE O QUE

GOSTARIA DE PASSAR E OBTER NA

TERRA ,POR EXEMPLO : QUANTOS

ANOS DE VIDA QUER VIVER , OS BENS


MATERIAIS QUE QUER ADQUIRIR ,

QUANTAS VEZES QUER CASAR

,NÚMERO DE FILHOS

,ETC...

? ÁKÚNLÉGBÁ : SÃO COISAS DADAS A

UMA PESSOA PARA AJUDAR A REALIZAR

SEUS DESEJOS DIFERENTE DE ÀYÁNMÓ ,

ÀKÚULÉYAN E ÀKÚNLÉGBÁ PODEM SER

MELHORADOS ATRÁVES DE RITOS

COMO BÓORÍ ,IGBÓSSÉ E OUTROS


RITOS QUE FALAREMOS MAIS A FRENTE

AINDA FALANDO SOBRE DIVISÃO DA

CABEÇA ,TEMOS ELÉNINÌÍ

ELÉNINI SE ASSENTA EM BAIXO DE ORÍ

INÚ ,NO CEREBELO ( IPAKÓ ) E É

RESPONSÁVEL EM FAZER A PESSOA

ESQUECER O QUE VEIO FAZER NA

TERRA ,ESQUECER SEU ‘TRATO’ COM

OLODÚNMARÉ , É CONSIDERADO O
OPOSITOR DE ORÍ ( INIMIGO ) ,PODE

TRAZER MUITO SOFRIMENTO A PESSOA

POR ELA NÃO ENTENDER O PORQUE DE

PASSAR CERTAS COISAS NA VIDA.

PARA AJUDAR A PESSOA NÃO

ESQUECER DE SUA MISSÃO NA TERRA

,EXISTE AINDA UM GÊMEO DE NOSSO

ORÍ CHAMADO ENÍKEJI ESCOLHA DO

ORÍ

PODEMOS PERCEBER QUE A

COMPREENSÃO SOBRE O PODER QUE


ORÍ DESEMPENHA NA VIDA DE CADA

PESSOA ESTÁ RELACIONADO A

‘KADARÁ’ ,O PRÉ DESTINO ,POIS O

SUCESSO OU INSUCESSO DE CADA

PESSOA ESTÁ LIGADO AO DESTINO

QUE A PESSOA TRÁZ DO ORUN PARA O

AIYE.

PARA ENTENDERMOS MELHOR

,VAMOS AS ESCOLHAS DE ‘ORÍSÈÉKÚ’

,ORÍÈÉMERÉ E AFÙWÀPÉ.
FOI FEITO UM JOGO ADIVINHATÓRIO

PARA OS TRÊS ,E FOI SOLICITADO QUE

ANTES DE IREM ESCOLHER SEUS ORÍS

NOS DOMÍNIOS DE AJALÁ ,QUE ELES

REALIZASSEM ALGUNS RITOS E

SACRIFÍCIOS PARA UMA BOA ESCOLHA.

SOMENTE AFÙWÀPÉ REALIZOU O

SOLICITADO.
OS TRÊS VIERAM PARA A TERRA E

SOMENTE AFÙWÀPÉ FOI

AFORTUNADO,OS OUTROS NÃO

TIVERAM A MESMA SORTE ,E ASSIM SE

LAMENTARAM , DISSERAM QUE SE

SOUBESSEM ONDE AFÙWÀPÉ

ESCOLHEU SEU ORÍ ,TERIAM

ESCOLHIDO IGUAL.. , MAS AFÙWÁPÉ

RESPONDEU QUE EMBORA SEUS ORIS


FOSSEM ESCOLHIDOS NO MESMO

LUGAR ,SEUS DESTINOS QUE DIFERIAM.

BEM,MORAL DA HISTÓRIA , APESAR

DOS ORIS SEREM IGUAIS EM ESCOLHA ,

SOMENTE AFÙWÀPÉ TEVE BOM

CARÁTER ,RESPEITANDO SUA CRENÇA E

REALIZANDO OS RITOS SOLICITADOS,

POIS O CARÁTER PODE MUDAR PARA

MELHOR OU PIOR O DESTINO DE CADA

UM.
“ VOCÊ DISSE QUE FOI APANHAR SEU

ORÍ ?

VOCÊ SABE ONDE AFÙWÀPÉ APANHOU

SEU ORÍ ? VOCÊ PODERIA TER IDO LÁ

APANHAR SEU ORÍ

NÓS PEGAMOS NOSSOS ORIS NOS

DOMÍNIOS DE AJALA ASSIM SOMENTE

NOSSOS DESTINOS DIFEREM “

( VERSO DE IFÁ ) DIZEM OS YORUBANOS


,CULTUADORES DE ORÍ , QUE AJALÁ

EMBORA NOTÁVEL EM SUAS

HABILIDADES ,DE CRIAR OS ORIS

,MUITAS VESES MODELA CABEÇAS

DEFEITUOSAS ( ORÍ BAJÉ ,ORÍ ALEBU

,ORI BURUKU,....) QUE SERIAM

CABEÇAS QUE FICARAM MUITO TEMPO

NO FORMO OU QUE NÃO FORAM

COZIDAS. ESSAS CABEÇAS TORNAN SE

FRACAS , E UMA PESSOA QUE


ESCOLHER ESSAS CABEÇAS ESTARÁ

DESTINADO A FRACASSAR NA VIDA , AO

PASSO QUE UMA BOA ESCOLHA FARÁ

DESTA PESSOA MUITO AFORTUNADA.

MESMO UM ORÍ BEM ESCOLHIDO ( ORI

RERE OU IRE ) SOFRERÁ MUDANÇAS

ATRAVÉS DO CARÁTER E MÁ CONDUTA

DA PESSOA , E TAMBÉM FORÇAS

CONTRÁRIAS E
INIMIGOS CONHECIDOS COMO ELENINI

( PESSOAS INVEJOSAS) ,AJÉS

, E OSO ( FEITICEIROS ) ,TORNANDO

ESSE ORI NEGATIVO (OSOBO) .

“ IWÁ RE LAYE YII NÍ YOO DÁ O LEJO” “

SEU CARÁTER NA TERRA

,PROFERIRÁ SENTENÇA CONTRA VOCÊ”

ORÍ

“ ORÍ MI AGBÁ BÓ KI A TÓ BÓ ORISÁ” ”

MEU ORÍ É O MAIS VELHO , TEM QUE

SER CULTUADO ANTES QUE O ORIXÁ “


PARA OS YORUBANOS ORÍ É A

DIVINDADE MAIS IMPORTANTE NA

FORMAÇÃO DE UM SER HUMANO.

ORDÊM DE IMPORTÂNCIA :

? ORÍ

? MÃE

? PAI

? IFÁ ( ORUNMILÁ ,ODU )

? ORIXÁ
MINHA VISÃO SOBRE ORÍ

PELA PARTE FÍSICA ,SABEMOS QUE

ATRAVÉS DO CÉREBRO ,NOSSA CABEÇA

QUEM COMANDA O CORPO

,PELA PARTE ESPIRITUAL ,ORÍ

COMANDA NOSSO VIDA PESSOAL

,TANTO O DESTINO COMO AS

REALIZAÇÕES ATUAIS.

MUITAS VEZES PERCEBEMOS QUE UMA

PESSOA PASSA POR EBÓS ,FAZ

AGRADOS A ESÚ ,RITOS AO ORIXÁ E


NADA ACONTECE , E VAMOS OUVIR

DESSE CLIENTE OU FILHO DA CASA

INÚMERAS RECLAMAÇÔES .

ISSO ACONTECE .GERALMENTE

,PORQUE A CABEÇA ESTÁ NO

NEGATIVO (OSOBO) ,E ASSIM SENDO

NENHUMA AJUDA É BEM VINDA

,POIS A PESSOA SE TORNA NEGATIVA

,MUITAS VEZES ATÉ MESMO

ENTRANDO EM DEPRESSÃO.
VEMOS TAMBÉM ,MUITOS CASOS DE

SUICÍDIO ,MUITAS PESSOAS PERDENDO

SEU EIXO ,TUDO ISSO RELACIONADO A

CAUSAS DE ORÍ NEGATIVO.

TEMOS VÁRIOS FATORES QUE PODEM

TORNAR ESSE ORÍ

NEGATIVO,TAIS COMO FEITIÇOS

,EBÓS NÃO REALIZADOS

CORRETAMENTES ,INVEJA , BORI COM

ELEMENTOS QUE ESSA CABEÇA NÃO


COMPORTA , INICIAÇÃO DE

ANCESTRAIS NÃO COMPATÍVEIS

,ENTRE OUTRAS CAUSAS. MESMO

QUANDO NÃO HÁ UMA

AÇÃO EXTERNA PARA PREJUDICAR A

CABEÇA , OBSERVAMOS QUE COM O

PASSAR DO TEMPO A CABEÇA VAI

FICANDO FRACA POR FALTA DE

ALIMENTO , PODEMOS COMPARAR A

UM CELULAR QUE GARREGAMOS A

BATERIA E VAMOS USANDO FAZENDO


COM QUE ESSA ENERGIA SE ESGOTE ,

NESSE MOMENTO

ORIXÁ ORÍ PRECISA SE FORTALECER

,PRECISA SER ALIMENTADO . ALGUNS

SINAIS DESSE ENFRAQUECIMENTO

SERIAM : PERDA DE MEMÓRIA ,

DEPRESSÃO , ADOECIMENTO ,DOR DE

CABEÇA , MESMO QUE O PROBLEMA

SEJA DE FÁCIL RESOLUÇÃO A PESSOA

NÃO CONSEGUE VER UMA SOLUÇÃO E


TAMBÉM A PESSOA DEIXA DE SER

PROTAGONISTA EM SUA VIDA E FICA

APENAS VENDO O TEMPO PASSAR SEM

FORÇAS PARA REAGIR ,POIS SABE QUE

O PROBLEMA EXISTE MAS NADA FAZ.

NOSSO ORÍ É UMA GRANDE BÚSSOLA A

NOS GUIAR E QUANDO HÁ ESSE

DESEQUILÍBRIO FICAMOS REALMENTE

‘DESNORTEADOS ‘.
NESSA SITUAÇÃO , TEMOS FORMAS DE

AMENIZAR E FAZER QUE ORÍ FIQUE

POSITIVO , ATRAVÉS DE BOORI

,IGBOSSÉ E OUTROS RITOS QUE

FALAREMOS ADIANTE.

ESSES RITOS SERÃO DETERMINADOS

ATRAVÉS DE JOGOS ADIVINHATÓRIOS

,LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO SEMPRE

A PARTE ANCESTRAL DA PESSOA A

QUAL QUEREMOS POSITIVAR ESTA

CABEÇA.
AJALA MOPIN E IYÁ ORÍ

NOSSO ORÍ É CRIADO EM DUAS PARTES

“ ORI ODÊ” E “ORI INÚ “

? ORÍ ODÊ : É A PARTE DE FORA DA

CABEÇA ,OU O CRÂNIO ,QUE PROTEGE

NOSSO ENCÉFALO ,E É MODELADO POR

ÀJÀLÁ.

? ORÍ INÚ : PARTE INTERNA DA CABEÇA

QUE FICARIA A CARGO DE IYÁ ORÍ

ÀJÁLÁ
ÀJÀLÁ É O OLEIRO OFICIAL QUE

RECEBEU DE OLODÚNMARÈ A

INCUMBÊNCIA DE ‘MODELAR’ AS

CABEÇAS.

CONTA O ITÃ QUE OBATALÁ CRIOU O

HOMEM E A MULHER EM TODA SUA

PERFEIÇÃO ,MAS ESQUECEU DE

POR A CABEÇA NAS PESSOAS ,ENTÃO

OLODÚNMARÈ SOPROU A VIDA

MESMO ASSIM E DEIXANDO A CARGO


DA PESSOA DE IR AOS DOMÍNIOS DE

ÀJÀLÁ ESCOLHER SUA CABEÇA.

ÀJÀLÁ POR MUITOS É TIDO COMO UMA

QUALIDADE DE OXALÁ , ISSO

ACONTECE PELO SINCRETÍSMO

AFRICANO .

O SINCRETISMO AFRICANO FOI A

FORMA DE ORGANIZAR O CANDOMBLÉ

EM TERRAS BRASILEIRAS ,TINHA COMO


BASE SE AGRUPAR DIVINDADES

SEMELHANTES ,NOMEAR O CLÂ E

ASSIM OS MEMBROS DESTE CLÃ

ACABARAM VIRANDO QUALIDADES .

NESTE CONTEXTO BABÁ ÀJÀLÁ ( BABÁ

POR SER PAI DAS CABEÇAS ) ACABOU

CAINDO NO CLÃ DE OXALÁ

,EM PARTES TAMBÉM POR SER UMA

DIVINDADE FUNFUN E ESTAR

RELACIONADO A CRIAÇÃO DOS SERES


HUMANOS , ISTO É NA MODELAGEM

DAS CABEÇAS . ENTÃO EM RESUMO

ÀJÀLÁ NÃO É OXALÁ , E SIM UMA

DIVINDADE FUNFUN ,O “ MODELADOR

DE CABEÇAS”

IYÁ ORÍ

A PALAVRA ‘ IYÁ ORÍ’ É UM TÍTULO , E

COMO TÍTULO É OUTORGADO A

UMA PESSOA , MESMA COISA SERIA

COMO A PALAVRA PREFEITO OU


GOVERNADOR ,ALGUÉM RECEBE ESSE

TÍTULO.

O TÍTULO DE IYÁ ORÍ ( MÃE DAS

CABEÇAS ) ,FOI CONFERIDO A “OSY

MOLÈ “ IYÁ OSY MOLE ,MUITAS VEZES

TAMBÉM ERRONEAMENTE

CONFUNDIDA COM IYÁ MASSE .

A IYÁ OSY MOLÉ FICOU A

INCUMBÊNCIA DE ORÍ INÙ . COMO

ACONTECE A RESPEITO DE ÀJÀLÁ , IYÁ


ORÍ TAMBÉM SOFREU UMA CERTA

MUTAÇÃO EM SEU

CULTO ,ATRAVÉS DO SINCRETISMO

AFRICANO FOI AGRUPADA A UM CLÂ

AQUI NO BRASIL ,SENDO CULTUADA

ERRONEAMENTE COMO IYEMONJÁ.

TEMOS QUE OBSERVAR QUE O CULTO A

ORÍ É UM DOS MAIS ANTIGOS CULTOS

PRATICADO PELOS YORUBANOS ,MAIS


ANTIGO ATÉ MESMO QUE O CULTO A

IYEMONJÁ

,POR MAIS RESPEITO E AMOR QUE

TENHAMOS A NOSSA DEUSA IYEMONJÁ

NÃO PODEMOS CONFERIR A ELA O

CULTO A ORÍ

COM ESSE AGRUPAMENTO AO CLÃ DE

IYEMONJA ,E MÃE IYEMONJÁ TAMBÉM

AQUI NO BRASIL RETORNANDO AO


REINO DE OKUN (OCEANO,MESMO

TODOS SABENDO

QUE ELA É UM ORIXÁ ODÔ) , O CULTO A

ORÍ SOFRE ESSA MUTAÇÃO

,PASSANDO EM SEUS RITOS CONTER

ELEMENTOS DO MAR ,TAL COMO

CONCHAS ,ESTRELAS DO MAR E ATÉ

MESMO FAVAS LIGADAS A IYEMONJÁ.


BORÍ E SUAS VERTENTES

COMO VIMOS NA INTRODUÇÃO ORÍ É

ÚNICO ,E O BORI ATENDE AS

NECESSIDADES DESTE ORÍ ,QUE COM

CERTEZA NÃO SERÁ A NECESSIDADE

DO ORÍ DE OUTRA PESSOA ,ENTÃO

BORÍ TAMBÉM É ÚNICO .


PARA SABERMOS A NECESSIDADE

DESTE ORÍ TEMOS QUE FAZER UM

JOGO ADIVINHATÓRIO QUE IRÁ

RELACIONAR OS ELEMENTOS PARA

ESTE BORÍ.

ALÉM DOS ELEMENTOS ESCOLHIDOS

POR ORÍ ,EXISTEM BORIS ESPECÍFICOS

PARA CADA TIPO DE PROBLEMA TAIS

COMO, BORÍ PARA SAÚDE

,CAMINHO,PROSPERIDADE

,ETC.
BORI AJAPÁ : PARA ENTENDERMOS

ESSE BORÍ PRIMEIRO TEMOS QUE

ENTENDER SOBRE O AJAPÁ , ESSE

ANIMAL MUITAS PESSOAS

RELACIONAM ELE AO ORIXÁ XANGÔ OU

ATÉ MESMO DIZENDO QUE ESTE

ANIMAL PERTENÇA A XANGÕ . A

QUESTÃO É QUE O AJAPÁ ESTÁ LIGADO


A LONGEVIDADE ,E XANGÔ POR TEMER

A MORTE (IKÚ ,E NÃO TEMER A EGUN )

TERIA ESCOLHIDO ESSE ANIMAL PARA SÍ

. ESTE BORÍ ERA UMA PRÁTICA USADA

POR NOSSOS AGBAS PARA GARANTIR A

PESSOA UMA VIDA LONGA E ATÉ

MESMO TENTAR ENGANAR IKÚ

,PARA QUE A PESSOA VIVESSE MAIS

ALGUNS ANOS ,ERA COMUM OS

BABALORIXÁS E IYALORIXAS PASSAR


POR ESSE BORI UMA VEZ POR ANO EM

SEU ÀJODUN.

BORÍ ISU EJÁ : BORI QUE É

BÁSICAMENTE MONTADO Á PARTIR DE

CABEÇAS DE PEIXE ENVOLTOS NUMA

MASSA DE INHAME CARÁ ( ISU OKÁ )

COM OBÍ RALADO,ENTRE OUTROS

ELEMENTOS . BORI ESSE MUITO USADO


PARA PESSOAS QUE PRECISAM DE

RESTABELECER O EQUELÍBRIO DE ORÍ

COM MUITA URGÊNCIA ,PESSOAS QUE

TENTARAM SUICÍDIO ,EM DESESPERO

,BEIRANDO AS RAIS DA

LOUCURA ,PESSOAS QUE SE

ENTREGARAM AO MUNDO DAS

DROGAS ,RECEM SEPARADOS QUE

QUEREM A PESSOA DE VOLTA,ENFIM

CASOS MAIS EXTREMOS.


BORÍ EJÉ EWE : MUITO USADO PARA

QUANDO A PESSOA PASSA POR RITOS

FÚNEBRE COMO O ORÍ OKÚ ( TIRAR

MÃO FRIA ) OU MESMO UM IGBOSSÉ

,POR NÃO SER RECOMENDADO O USO

DO EJÉ DIRETO NO ORÍ ,E TAMBÉM

PARA RESTAURAR ESSE ORÍ EM TODA

SUA COMPOSIÇÃO. ESSE BORI É

BASICAMENTE FEITO À PARTIR DE


UM SUMO DE FOLHAS ( FOLHAS

INDICADAS PARA ESSE ATO) E

SACRIFÍCIO ANIMAIS ,E SOMENTE

DEPOIS OFERECIDO AO ORÍ.

IGBÓSÉ

A PALAVRA IGBÓSÉ ( IGBÓÓSÉ) VEM DA

JUNÇÃO DAS PALAVRAS ‘IGBÓ’ ( MATA

SAGRADA ) E ‘ÒSÉ ) SABÃO OU


LIMPEZA) E QUER DIZER ENTRAR NA

MATA E SE LIMPAR ,DEIXAR NA MATA O

QUE NÃO É BOM .

ESSE MESMO RITUAL É FEITO NP ORI

OKÚ ( ORO OWO).

IGBÓSÉ É A TROCA DE CABEÇA

? TROCA DE CABEÇA FEITA COM O

ANIMAL ,UM QUADRÚPEDE QUE

GERALMENTE É USADO NA INICIAÇÃO


OU OBRIGAÇÔES COMPLEMENTARES ,

OU ATÉ MESMO USADO SOMENTE

COM ESSE PROPÓSITO.

IGBÓSÉ APENAS COM ANIMAIS VAMOS

PRIMEIRO AO IGBÓSÉ FEITO COM O

ANIMAL ,QUE GERALMENTE É FEITO NO

ORÔ DE INICIAÇÃO ,POR SE ENTENDER

QUE ESSE INICIANTE ESTÁ ‘MORRENDO

‘ E RENASCENDO PARA UMA NOVA

VIDA ,TENDO A OPORTUNIDADE DE


TROCAR ALI SUA SORTE (RIRE) ,SAÚDE

,COM O

ANIMAL QUE ESTÁ PARTINDO , SENDO

QUE ESSA PRÁTICA SÓ PODE SER FEITA

COM QUADRÚPEDE,TEM A FOLHA

PRÓPRIA E CANTIGAS PRÓPRIAS

TAMBÉM.

EXISTEM OUTROS TIPOS DE IGBÓSÉ

FEITOS APARTIR DE ANIMAIS QUE


OFERECEMOS EM SACRIFÍCIOS PARA

SALVAR A VIDA DE UM CONSULENTE

OU FILHO DE SANTO .ESSES RITOS SÃO

UTILIZADOS QUANDO A PESSOA NÃO

ESTÁ EM OBRIGAÇÃO ,MAS ESTÁ

PASSANDO POR PROBLEMAS SÉRIOS

QUE PODEM ESTAR COLOCANDO ATÉ

MESMO A VIDA DA PESSOA EM RISCO

IGBÓSÉ COM ANIMAIS E PESSOAS


PRIMEIRO EBO

? 1 CABAÇA

? 1PREÁ

? 1 FRANGA BRANCA

? 1 POMBO

? 1 QUARTINHA DE BARRO

? 5OBIS

? 2 TIRAS GRANDE DE ALGODÃO

? 2 LEKELEKE
? PALHA DA COSTA

? NAVALHA

? TESOURA

? FACA

? LIMO DA COSTA

? IYEIYE OSUN

? IYESUN

? 1 PEIXE ( DE PREFERÊNCIA DE ÁGUA

DOCE)
? EFUN ,OSUN , OAJY E SABÃO DA

COSTA ( OU SABÃO DE COCO)

? ÁGUA DE CANGICA E SUMO DE

FOLHAS FRIAS ( MÓDULO EWE)

? 1 FOLHA DE GBE AYE RERE (PANACÉIA

,GOMPHRENA ARBORESCENS) VER NO

MÓDULO DE EWE

? FOLHAS : ALECRIM (EWÉRE)

,ALGODÃO ( EWE ÒWÚ`),CANA DO

BREJO ( TÈTÈRÈGUN ) ,QUEBRA –

PEDRA ( EWE BIYEMI ) ,SAIÃO


(ÒDÚNDÚN ) ,TANSAGEM (EWE ÒPÁ

) E MELÃO DE SÃO CAETANO ( EJÌNRÍN )

2 EBÓ

ESSAS BOLAS SÃO TODAS EM NÚMERO

DE 4 E ENROLADAS EM ALGODÃO :

BOLAS DE ARROZ BOLAS DE ACAÇA

BOLA DE CANGICA BOLAS DE INHAME


BOLAS DE INHAME CARA BOLAS DE

FARINHA COM EFUN RALADO

BOLAS DE FARINHA COM CEBOLA

RALADA

BOLAS DE TAPIOCA 4 QUIABOS DUROS

4 OVOS INTEIROS

1 POMBO BRANCO

1 LENÇOL BRANCO EFUN RALADO

3 EBO
1 PADE DE ÁGUA

9 BOLAS DE ÁGUA

FEIJÃO FRADINHO FERVIDO FEIJÃO

BRANCO FERVIDO ARROZ COZIDO

9 TALOS DE BANANEIRA

9 EKURU

9 VELAS

9 AKASAS CANJICA COZIDA

ÁGUA DE CANJICA] PIPOCA

TNT BRANCO 1 ALGUIDA


1 QUARTINHA DE BARRO

1 LIGORNA

DESPACHAR NA ÁGUA OU NA PORTA

DE UM CEMITÉRIO

4 EBO
1 CRUZ DE TNT BRANCO 1 POTE DE

BARRO FRANJAS DE MARIWO

1 PADE DE AGUA

9 BOLAS DE AGUA

FEIJÃO BRANCO FERVIDO FEIJÃO

FRADINHO FERVIDO ARROZ COZIDO 9

EKURUS

9 TALOS DE BANANEIRA CANJICA

COZIDA

ÁGUA DE CANJICA PIPOCA


9 AKASAS

9 VELAS

9 ABANOS

2 LIGORNAS

PROCEDIMENTO
LEVE A PESSOA PARA UMA CACHOEIRA

EM ORDEM MONTE OS EBÓS E PASSE

NA PESSOA E JOGUE NA AGUA

DEIXE OS BICHOS PARA O FINAL.PEGUE

OS BICHOS CORTE PASSANDO NA TESTA

NAS MAOS E NOS PES DA PESSOA

SEMPRE REZANDO PARA EGUN E

PEDINDO PARA QUE LEVE EMBORA

ESSE CARREGO DE MORTE,QUANDO


CHEGAR. A VEZ DO ULTIMO ANIMAL A

SER SACRIFICADO

ENCOSTAR O ORI DO ANIMAL COM. O

ORI DA PESSOA E REZAR ASSIM:

Egúngún kiki egúngún

Egún ikú ranran fe awo ku opipi O da so

bo fun le wo

Egún ikú bata bango egún de. Bi aba f

'atori na le egún se de.


REPETIR A REZA 4 VEZES

E IMOLAR O BICHO NO MESMO LUGAR

VIRE A PESSOA DE COSTAS E COLOQUE

O BICHO NA AGUA DEIXANDO A AGUA

LEVAR.

APÓS ISSO RASGUE AS ROUPAS DA

PESSOA QUE TOMOU O EBÓ E MANDE


A TOMAR UM BANHO DE SABAO DA

COSTA E SABAO DE COCO ENROLEA EM

UM LENÇOL BRANCO E A LEVE DE

VOLTA PARA O BARRACAO LA VOCE IRA

DAR INICIO AO BORI.

REZAS PARA PASSAR AS COMIDAS SÃO

AS MESMAS DE TODO EBÓ

PARA COPAR OS BICHOS REZE:


(Reza de Egun) Ìkú són a lè

Níbi Bàbá Alápáàlà. Ìkú don ohun bàbá

Ó kí s’àlà ojú wa

Ní ìfé agà to ní gbè Osó Ìkú a fó a wé to

Ìkú á lè, ìkú á lè, Ìkú àjò!

BORI

COMIDAS BÁSICAS PARA BORÍ

• EGBÔ
• EGBÔ –IYÁ

• OMO EJÁ

• ADJAORÍ

• ORI IYÁ

• ISU OKÁ

• ISU IYAN

• ISU IYÁ,

• ISU WÀRÁ

• ILÁ

• EJÁ

• AJEBÓ
• EKÒ

• ABEREN IYÁ

• OYINBÓ

• ENTRE OUTRAS...

ALÉM DAS COMIDAS TEMOS ALGUNS

ELEMENTOS QUE NÃO PODEM FALTAR

NO BORI :

• IBÁ ORÍ

• OMI TUTU

• ATARÉ
• FOLHAS DE ORÍ

• LEKE LEKE

• OJÁ E OJÁ ORÍ

• QUARTINHA

• INHÃ

• OBÍEOROGBÔ

• EYIN

• OWU
• ENTRE OUTROS ELEMENTOS ,MAS

SEMPRE SEGUINDO O SEU AXÉ.

O PROCESSO DO BORI E O MESMO DE

UM BORI COMUM,A ÚNICA DIFERENCA

E QUE NO FINAL DE TUDO QUANDO

FOR ERGUER A PESSOA REZE:

Ìkú ònòn Ìkú lé èhin, Hei! Hei! Hei! Bábá

l’èsè awo ìfé


Pèlé-pèlé ó dára A wò sílé, a dúpé, Omo

ni won dára

A wé Olúwa ìkú ó bàbá

A wúre, a wúre, Bàbá Olúkòtún. A wúre,

a wúre, Bàbá Alápáàlà.

A wúre, a wúre, A wúre, a wúre, A

wúre, a wúre, A wúre, a wúre, A wúre, a

wúre, A wúre, a wúre, A wúre ré èrin. A

wúre rìn rere. Àse! Bàbá Igi.

Bàbá Igi-S’àwórò Bàbá Alápoyò.


Bàbá Erin rin.

Bàbá Omo Orò ó mi tótóo. Bàbá Isota

isso.

AGRADECENDO A EGUN POR TER

LIVRADO ESSA PESSOA DA MORTE

LOUVAÇÃO ANCESTRAL
AJALÁ ORI

ORI LEWÁ LEWÁ LEWÁ

MÓ PÉ YN ELEDUMARÊ EWÁ KUN É

KUN Ô

EKUN OLORUM EKUN OXUPÁ EKUN

OLOJÓ OJOBÓ NILÉ

MÓ PÉ YN ELEDUMARÊ EWÁ KUN É

KUN Ô

EJA EJÁ EJÁ IRÊ

YEMANJÁ OGUNTÉ YÁ OMIM EJÁ IRÊ

EJÁ EJÁ
EJÁ IRÊ

YEMANJÁ YÁ LOJÁ YA OMIM EJÁ IRÊ

CANTIGA PARA LOUVAR A CABEÇA


ORI KÊ MIM XÓ TÁ UM ENIM ORI KÊ

MIM XÓ TÁ UM IÃ

ORI OLORÊ LORI BÉ Ô

AXAKÓ EQÜÊ YÁ UM SÓ ROKÔ AMI SIM

SIM EBOME BÉ ATARÁ UM BORI ORI Ô.

YEMANJA NIXÊ TÊ MIM YEMANJA NIXÊ

TÊ MIM ORIÔ YEMANJA NIXÊ TÊ MIM

ORI OMÃ

ORI OMÃ ABÊ INXÊ ORI OMÃ


ORI MÁ DÉ SÓ INXÊ ORI MÁ DÉ SÓ INXÊ

ORIÔ ORI MÁ DÉ SÓ INXÊ ORI AXEM

XÉRIO MÃ

ORI AXEM XÉRIO MÃ

ORIÔ, ORI AXEM XÉRIO MÃ ORI Ô SOLÔ

IOMÃ

ORI Ô SOLÔ IOMÃ

ORIÔ, ORI Ô SOLÔ IOMÃ ORI KÁKÁ MA

JÔJÔ

ORI KÁKÁ MA JÔJÔ


ORIÔ, ORI KÁKÁ MA JÔJÔ ORI XIM XÉ

OLOROKÔ OLORÔ KÊ DÁ BORÔ

ORI MI Ô

Ô XERERÊ FÔ MIM ORI OKÁ NI XANU

OKÁ

ORI EJÔ NI XANÚ EJÔ AFOMO GUÊ NI

XANÚ OGUÊ ORI MI Ô

Ô XERERÊ FÔ MIM

ORI Ô Ô ORI Ê Ê
XINXÉ SIKÔ DIDÊ RÊ APERÊ ORI Ô Ô Ô

ORI Ô Ê Ê

NI JÉ SIKÔ DIDÊ

APERÊ ORI Ô ORI AGBIÊ

NI JÉ SIKÔ DIDÊ LESSE ORIXÁ LÁ OMOM

LÁ RETÊ

APERÊ JÊ LÁ OMOM LÁ RETÊ DÉ

NIJÉ OBI LAYÊ Ê BORÓ OBÓ AJÔ UNLÁ

APÊRE Ô NI JÉ OBI LAIÊ Ê


MÓ RÓ UMBÓ AJÔ UM LAYÊ ORI ORI

ORI SACO JÉ

ORI ORI BÔBÔ ORIXÁ

ORI ORI ORI SACO JÉ BABÁ ORI ORI

BÔBÔ ORIXÁ

ORI KA FÉ JÁ BORI Ô ORI KÁ FÉ JÁ BÓ

ORI KÁ FE JÁ ORUMILA OBÓKOTÓ AXÉ

DIRÊ KÊ RÊ KÊ

AXÉ DIRÊ KÊ RÊ KÊ ORI JÃ JÃ


YN YÁ, YN YÁ ,YN YÁ Ô ORUMILÁ ORI

XIM XÉ OLOROKÔ

OLORÔ KÊ DÁ BORÔ

MI FÁ EKUN ADÁ EKÔ ORUMILA MI FÁ

EKUN ADÁ EKÔ ORUMILA OMI XÓ FÉ

OMOM NIRÊ

OMI XÓ FÉ OMOM NIRÊ ORUMILÁ MI

FÁ EKUN ADÁ EKÔ ORUMILA IFÁ

WOWO, IFÁ OMÃ, IFÁ WJÊ OBI LÓ LÁ

IRÊ
IFÁ WOWO, IFÁ OMÃ, IFÁ WJÊ BABÁ XÉ

XÉ MIÔ

BABÁ XÉ XÉ MIÔ

ORI Ô, BABÁ XÉ XÉ MIÔ ORI LORAM AÔ

BALÉ LORAM TE MIM APERÊ LORAM AÔ

BALÉ LORAM TENIBÓ LORUM FÉ

ODALÁFIWÁ ORIXÁ BOBÔ XIRÊ MALÊ

ODALAFIWÁ

IBÔYA XIRÊ MALÊ ODALAFIWÁ


ODALAFIWÁ EJÁ XIRÊ MALÊ

ODALAFIWÁ

ILÁ XIRÊ MALÊ ODALAFIWÁ

ODALAFIWÁ ISUN XIRÊ MALÊ

ODALAFIWÁ ...

ORIÔ XERERÊ FUM MI ORIÔ XERERÊ

FUM MI

ORI OKÁ NI SANUM OKÁ ORI EJÔ NI

SANU EJÔ
AFÓ MO BÊ NI SANÚ MO BÊ ORI MI Ô

XÊRÊRÊ FUM MI

AXEXÊ,EGUNGUN

CURIOSIDADES

A pessoas que quiserem conversar com

os Babas egun ou com os eguns devem

ir a um local descampado, acender 1 7,9


ou 21 velas ao lado de um acaçá, e

conversar, então, o que pretenderem

...

No ritual de cerimonia fúnebres as

filhas de lansä dem colocar na boca

pedaços de canela em pau, embebidos

em vinho moscatel,
Os Eguns de lanså sào nove, sendo oito

surdo-mu- dos, e um que fala

A palha de cana espanta Egum.

...

As pessoas devotas das almas e que

costumam acender velas para elas,


devem também oferecer tres tipos de

mingaus: um de maisena, um de farinha

de trigo e um de creme de arroz ralo.

Todos cobertos com algodão.

...

Ao terminar qualquer cerimónia com

Eguns deve-se descarregar com ovos.


OIA

Oiá & considerada deusa pelos Eguns.

Por isso, demonstram grande respeito

por ela. Neste

sentido, todas as lansås são parte do

Balé e fazem os Eguns se sentirem

seguros com ela.


Embaixo, tipos e qualidades de lansäs:

Oi Caram

Oiá Mabo Oiá Coluna

Oiá Dede Oiá Gambule Oiá Onira Oiá

Topé

Oiá Fula

Oiá Vundujó
Oiá Bamburecena

Oiá Balé

Oia Foru Balé Oiá Abedosseu

LENDAS DOS ORIXÁS

Oxosse
Há muitos anos, uma preta sentada

num tronco de árvore contava que

todos os dias pela manha.

Oxosse conduzia o gado para o pasto A

caminho do pasto, des locando-se por

uma estrada poeirenta passavam

obrigatoriamente. pela porta de um

balé Ao chegarem ao pasto Oxosse

contava o gado e por duas vezes deu

pela falta de uma cabeça. Oxosse

procurou saber o que havia acon tecido.


sem. no entanto. descobrir como se

dera o desaparecimento dos dois

animais. Naquele dia, ele vinha can

sado, e o gado também, e, por isso,

resolveu parar no balé. Meteu a mão

numa tina, encheu de água e defronte à

porta, viu uns babas eguns, todos em

cima do muro, ten. tando atacar o gado.

Só ai é que percebeu a causa da falta

dos
animais. Ao mesmo tempo, também

verificou que à medida que o gado

acabava de beber a água, punha a

lingua para fora. mugia e balançava o

rabo e que, com isso, os animais faziam

medo aos babas eguns. pois eles

corriam todas as vezes que os rabos

balançavam e a lingua era posta para

fora.
Oxosse passou, dai em diante, a trazer

sempre na mão um eroxim, que é, nada

mais, nada menos. que um rabo de boi,

para espantar eguns. Logo em seguida,

houve uma festa, na qual os Orixás

trocaram prendas e oferendas, quando

Oxosse deu o eroxim a lansa, porque

ela era uma das pessoas que cuidavam

dos babas eguns. E até hoje, nos

terreiros. o eroxim é considerado um

espanta eguns, e como tal faz parte das


ferramentas de Oia. e é ferramenta de

Oxosse, que foi quem a descobriu.

Vejam, uma pequena lenda, contada

pelos antigos, que aclara

maravilhosamente a

finalidade de uma coisa que tem tanto

fundamento numa casa de Santo.

Iansã
Contavam os africanos, nas senzalas,

lendas como esta, que de boca em boca

cumpriu longa trajetória, para chegar

até nós. Na cidade de Oió, em que

Xangô reinava, resolveu

ele promover uma festa, no palácio

real. Em virtude dis so, Oxumaré

apanhava água para limpar os salões do

palácio. Todos os deuses foram

convidados para a festividade, e foram


chegando, com suas vestes de gala,

impressionando pela beleza e bom

gosto da indumentária. Oxum, como

desejasse conquistar Xangô, fez tudo no

sentido de vir a ser considerada a mais

bonita deusa. Mandou fazer uma coroa

com lágrimas penduradas, hoje

conhecida como adê e filá, e trazia na

mão um leque, com um espelho,

confeccionado em metal, que


conhecemos pelo nome de abebé. A

roupa era dourada, com umas tranças

amarelas. Oxum dizia, de si para

consigo: desta vez vou conquistar

Xangô. Iansã, inocentemente, foi

aconselhar-se com Oxum sobre como

deveria apresentar se na festa. E Oxum

mandou que ela apanhasse uma chi ta

estampada de vermelho, fizesse uma

saia bem comprida, e lhe disse que

"antes de você ir, venha cá, que eu a


vou arrumar". E Iansã, sabendo que

Oxum era vai dosa, supôs que tudo

saísse bem. Quando Iansã chegou,

Oxum mandou-a vestir-se, depois do

que, disse:

- Que vamos pôr na cabeça? Correu de

um lado para o outro, e decidiu:

apanhou uma galinha- d'angola e a

colocou na cabeça de Iansã, re


comendando-lhe que, ao chegar ao

palácio, pusesse

as mãos para o alto e gritasse: cho cho

ecuiu Iansã do bae ecuiu.

Ate esta frase era maliciosa pois Oxum

sabia que Xango tinha problema com

egun logo todos os dados começaram a


rir e estalar os dedos para que Oia

saísse dali

Aconteceu entretanto , fato que

explodiu uma bomba a todos

surpreendeu Xangô pos se de pé e

Convidou iansa a sentar-se ao seu lado

Os alafins depois, soaram anunciando a

chegada de mais um in dado Era Oxum


Oxum, entre surpresa e chocada, pois

Xangô já se encontrava acompanhado

Constatou que seus Sonhos haviam

desmoronado

Ouviu-se, a seguir, um barulho na

senzala eram e escravos que escutavam


a história preparando se para repousar,

para um novo dia de trabalho

Curiosidade da História

Ao entrar no palácio, iansa for criticada

por todos mas nesse momento, porém,

que Xango começou a observá-la la e

ela a chamar lhe a atenção E acabou

apaixonando-se por ela


Obaluaé

Diz antiga lenda que Obaluaê era filho

de Naus que, devido à doença de que

era portador, quase nào parava em

casa. Empreendia longas e demoradas

andan- ças pelas estradas e caminhos,

durante as
quais aconteciam coisas com sua família

que ele não tomava abso- lutamente,

conhecimento

Num desses afastamentos encontrou

iemanjá que compadecendo-se de seu

estado, começou a curar

!h as feridas. Resolvendo dar uma

passada em casa onde já não ia há

muito tempo, viu, ao se aproximar dela

uma pequena multidão formada em sua


porta, não ligando porém,

aparentemente, para o que estava

vendo Acontece que aquilo decorria do

fato de haver falecido sua. mãe, coisa

que a distância percebeu. não

deixando, no entanto, transparecer.

quando se aproximou, o que ja dentro

de si. De repente, um vizinho,

acercando-se dele. disse-lhe: "Obaluaê,

sua mãe morreu." E ele, com os olhos

cheios de lágrimas, retrucou:


Bé ló lero

ruá ló, yá-fibô Bé ló lero ruá, ló, yá-fibô.

A cantiga por ele colocada como

resposta à comuni cação do vizinho é

própria para despachar os mais fortes

carregos na seita do Candomblé, mas só

deve, exatamente por isso, ser cantada

por quem de fato sabe, pois quem não


sabe pode pôr em risco a vida alheia, já

que esta cantiga quer dizer o seguinte:

"Se ela morreu, que vá para o espaço;

quem morreu, que se dane". E assim ele

despachou o espírito de sua mãe. A se

guir, Obaluaê saiu e, triste, fez uma

roupa preta, verme Iha e branca, em

sinal de luto pela morte de sua mãe.


Este o motivo por que são estas as

cores

que firmam o orixá Obaluaê, inclusive

de suas contas. Depois disso.

novamente retirou-se, agora com a

intenção de encon trar Iemanjá, a quem

disse:

"Já que me curavas e que me entendias,

quero, uma vez que minha mãe se foi,


pedir-te que sejas para mim a mãe que

já não tenho e que soubeste ser quando

me curaste as feridas.

Por isso é que se diz, com base na

lenda, que Ieman- já criou Obaluae.


ACAÇA

(Massa preparada rom canes que é

envolvida em folha der har en que serve

para todos os ntos do AFRO)

CERIMONIA DA MORTE DOS ESPÍRITAS,

DO LADO DA UMBANDA (DAS ALMAS)


É bastante conhecido, em terreiros de

Umbanda, um rito, o do Cruzeiro das

Almas. Logo na frente do ter reiro

encontra-se uma cruz branca, que leva

o nome de Cruzeiro das Almas. Quando

falece um membro do ter reiro,

defronte a esse Cruzeiro é colocado

durante sete dias, o nome do falecido

com um mingau de farinha de mesa,

denominado Mingau das Almas".

Durante sete dias são feitas rezas de


encomendação da alma, que leva junto

com o mingau um copo de café sem

açúcar. vinho. ågua. velas e flores

brancas. um pouco de pipoca e

um pano branco. Esta cerimônia

começa ao entardecer e de. pois de

terminadas as velas. a Babá do terreiro

leva-os para o campo. quando se

completarem sete dias que os trabalhos

se encerraram.
Completados os sete dias. é feito o rito

de nhamento da alma do falecido

encami

Antigamente, quando morria um

"ganga", chefe de terreiro na Linha das

Almas faziam-se oferendas de mingau

de fubá de arroz, sem sal. Comiam um

pouco de mingau, sentados a sua volta,


de branco, com velas acesas. Depois,

despachavam a comida predileta do fa

lecido e a sua roupa, em um campo.

Cada um dos presentes ia aos cantos da

casa e em cada um deles gritava o

nome do falecido, acrescentando que

os seus pertences iam para o campo e

que eles. acompanhasse, e ao mingau,

que pertenciam a sua alma. Ao

voltarem do campo, cada qual enchia


um copo de água, bebia um pouco e

jogava o resto para trás. Ser viam uma

garrafa de vinho verde (Sangue de

Cristo )

é a comida predileta do falecido, em

intenção de sua alma

Hoje, esse costume. que veio do Congo

está desa. parecendo, no Rio de


Janeiro. Duas observações a serEm

seguidas:

Ao chegarem da missa de sétimo dia.

levam-se 2: guias à beira da praia e,

uma vez lá, quebrando-se

as guias, diz-se uma vida" Conforme as

guias se partem, partiu-se


No caixão, é colocado, na cabeça do

falecido um pouco de pemba ralada,

pondo-se também um pouco de canjica,

simbolo de Oxalá. O falecido deverá

levar, oor gatoriamente, um crucifixo na

mão.

VELA BRANCA

eternidade, usada em todos os ritos)


27

OS EGUNS

Egum é o nome dado ao espírito dos

mortos. Egun gum, em nago, significa

esqueleto.

Antigamente, na Africa, Nigéria

(Dahomey), pre dominava em loruba


Oyó a sociedade das Máscaras, ou

Egunguns (os caveiras). Atualmente os

eguns são difun didos em todo loruba,

onde os adeptos desta seita se reúnem

quatro vezes ao ano para chamar à

terra os seus ancestrais mortos, para

fazerem o festival de São Ibento (São

Bento), quando os eguns saem às ruas

para brin car e aconselhar. São mortos

que voltam à terra, para relembrar e

usufruir das delicias dos mortais.


Quando isto sucede, estão prontos e

preparados para usufruir e trabalhar,

porque as pessoas que vão a essas

cerimonias pedem e obtêm graças.

Saem trajando roupa de cores vivas,

alegres e bri Ihantes, com aplicação de

espelhos, búzios, couro e

con tas. Dançam, levando sobre a

cabeça um filá (capuz), feito de


inúmeras tiras de couro, panos, cordas

desfiadas e capim, usam um erexim

(chicote feito de crina de bur ro ou de

cavalo). As pessoas que saem vestidas

ness roupas de gala são os Babás Ojés.

E levam nas mãos uns atoris, para

manterem a obediência. Estes homens

também trazem na cintura um cinto,

com nove sacos de veludo vermelho,

trabalhados em búzios e palha-da-cos


ta, e na cabeça uma boina vermelha,

trabalhada da mes. ma forma.

Em Oxogam, a cidade de Ogum e

Xangô, os eguns são detestados. Os

eguns saem às ruas de máscaras, e

ninguém sabe como são esses cultos,

levados a efeito em locais secretos, de

máscaras.
Existem atualmente quatro casas de

culto dos eguns:

a primeira, na África, a segunda, em

Cuba, a terceira, no Haiti e a quarta fica

no Brasil, localizada na Ilha de Ita

parica, na Bahia. A sociedade de

Amoreira, o Yle Saim (casa de eguns), é

voltada mais para o culto dos

antepassados; o chefe do Candomblé

chama-se Alagba, cargo encon trado em


Ioruba, o mais alto posto. Em Amoreira,

no

Yle Aboula, a divindade, ou melhor, o

egum principal

da casa, chama-se Babá Baká Baká.

As pessoas que cuidam dos preceitos

dos eguns são chamadas Babá Ojés, o

zelador recebe o nome de Edum e o


cargo mais importante, o da direção, é

Majebajo. Os eguns dos famosos

babalaôs e ialorixás são cultuados,

porém não incorporam, nem ocupam

lugar de um Orixá.

Esses eguns são chamados Babas,

levando junto o nome do principal Orixá

do morto. Então temos o egum de


Oxalafake, da finada mãe de santo Oke,

que era fi lha de Oxalá e passou a ser

cultuada como Babá de Oxalá.

Duas vezes no ano o velho Aligba reúne

toda a famí lia em Salvador e chama os

eguns. A casa é inteiramente pintada de

branco A CASA BRANCA --- todos se ves

tem de branco, que é a cor oficial do

luto Nagô, as ja nelas e portas são

pintadas com tinta aluminizada.


É um culto secreto e o ritual é vedado

às mulheres, isto é fundamental, pois é

privativo dos homens.

Eguns não gostam de mulher, pois

espíritos não têm forma. Só as filhas de

Iansã do Balé podem entrar, mas as ini

ciadas com preceitos de eguns, isto é,

Equedes, não têm acesso, nem as de

Iansã.
Eguns são os mortos. Existem dois tipos

de mortos: os mortos muito

importantes, como os heróis guerreiros,

os sábios reputados, os antigos reis,

babalaôs dotados de dons especiais,

que na maioria das vezes aparecem nos

terreiros encarnados nas mais diversas

possessões, e os mortos comuns. Os

que se suicidam só costumam encarnar

nas pessoas que em vida amavam.


Talvez seja esta a explicação para a

extraordinária serenidade dos

africanos diante da morte.

As casas de culto egungum herdaram

dos antigos terreiros não só a liturgia, a

doutrina, o conhecimento do mistério e

dos segredos do culto, mas também os

eguns ancestrais, que são ou já foram

objeto de adoração nos antigos


terreiros Com o tempo a esses eguns de

origem africana agregaram-se os eguns

de vários Ojés mortos na Bahia e que,

durante suas vidas, foram

suficientemente elevados para

merecerem a honra de serem os

guardiães da cultura Nago

O objeto primordial do culto egungum

consiste em tornar visiveis os espíritos

ancestrais, em manipular o poder que


emana deles e em atuar como veículo

entre os VIVos e os mortos. Ao mesmo

tempo que mantém a con tinuidade

entre a vida e a morte. O culto dos

egunguns também mantém estrito

controle das relações entre vi Vos e

mortos, estabelecendo uma distinção

muito clara entre os

dois mundos: o dos vivos e o dos

mortos (dois níveis de existència)


Os babas trazem para seus

descendentes e fiéis os beneficios de

sua bênção e de seus conselhos. Eles

não podem ser tocados e ficam sempre

isolados dos vivos. Sua presença é

rigorosamente controlada pelos Ojés e

ninguém pode aproximar-se dos eguns.

Os egunguns baba egum, ou

simplesmente baba, (espírito daqueles

mortos, do sexo masculino,


especialmente preparados para ser

invocados) aparecem de maneira

caracteristi ca, inteiramente recobertos

de panos coloridos, que per mitem aos

espectadores perceber vagamente

formas hu manas de diferentes alturas

e volumes.

Acredita-se que sob as tiras de panos

que cobrem essas formas se encontra o


egum de um morto, que às vezes sai,

dança e faz apresentação ao público.

Quando alguém ameaça chegar perto

ou se lançam dúvidas a res peito dele,

costuma se desarmar. São bons até

certo pon to, esses eguns, com os Ojés

que são preparados para ter um alto

domínio sobre eles. Vejam, existem

eguns com nomes estranhos, que são

conhecidos no mundo. Em cima são


citados vários países onde eles

convivem, temos como exemplo: o

egum de Babalaxaorô é um egum de

trabalho, dizem que é um egum de

Xangô e Omolu.

Babalapalapa egum de Iansã e Xangô,

Babalacurio egum de Oxosse, e assim

sucessivamente. Às vezes é até um

pouco chocante fazer-se um do.


cumentário a esse respeito, mas pode-

se afirmar que ha anos atrás, quando

morria um zelador, na África, tudo

quanto entrava nas cerimônias

fúnebres e o corpo eram enterrados na

própria

roça. Afirmam que no Brasil en

terravam também entrando em outro

campo. Sabemos que nas fazendas se


enterravam, antigamente, os que nela

viviam, por este motivo até admito.

Agora vejam, muitas pessoas não

sabem que é por este motivo que os

filhos-de-santo batem cabeça no chão

para os seus ancestrais, que

correspondem à hie rarquia familiar.

Por este motivo é que temos de admitir

O outro lado da vida.


BAMBUZAL

30 de 74

CERIMÔNIA DO AXEXÊ. DO

FALECIMENTO OU MORTE FÍSICA


Quando a morte física acontece de

modo inesperado, as providências são

tomadas inevitavelmente de impro viso.

Temos que encontrar o caminho a

seguir através do jogo de Ifá. Para se

arriar um Axexé temos que mon. tar o

Ibalé, Santo para carrego.

Quando a morte física é esperada,

quando se sabe por antecipação da

ocorrência do desenlace, devemos ar.


riar o Santo da cabeça do moribundo ou

enfermo em es. tado gravissimo, e

colocá-lo sob a água. Se for labá, põe.

se água dentro do Ibá. Se for Santo

Aboró, coloca-se o mesmo dentro de

uma outra bacia com água. E a bacia

sobre um acaçá.

Após o desenlace, ou morte fisica.

esperado e depois de tomadas as

providências do parágrafo anterior, des


pacha-se a água do Ibá, ou da bacia, no

caso de ser o Santo Aboró, na Casa de

Egum. Se não existe Casa de Egum,

despacha-se na rua. Em seguida, volta-

se ao local do Santo, para cobri-lo com

um ojá branco e o levar para um lugar

pré- determinado, dentro da Roça, a

fim de montar o Ibalé do falecido.

Materiais usados
Nesta primeira fase do Axexê, e com o

corpo já ar- rumado no caixão, o

Zelador procede à obrigação da ca.

beça, ou na cabeça, do falecido, e para

tanto é necessária a seguinte relação de

material: ojá branco, navalha, ecurum,

atins, obi ou orobó, folhas de egum,

abô, pom- bo branco, acaçás, ebó. Etc


Procedimento do Zelador

O Zelador responsável pela cerimônia

do Axexe faz uma incisão na cabeça do

morto, rapa um pouco e retira o que foi

colocado quando da feitura do Santo.

Em se- guida, passa os atins utilizando


algodão, e sacrifica o Ilé, amarrando em

seguida o ojá em seu ori.

Em cada canto do caixão coloca um

acaçá, um ecuru um pouco de ebó e,

embaixo da mesa em que permanece o

caixão durante o velório, coloca um ebó

de Oxalá, numa bacia de ágata; na

porta principal da entrada da rua, um

mirô de oriri, um atim, um ovo cru,


deburu e abó de egum. O que sobra da

obrigação da cabeça do morto é co

locado, em uin oberó, no meio das suas

pernas, bem co berto pelas flores, para

que nada seja percebido. Alertamos

que esta obrigação só pode ser

rigorosa. mente feita por Zelador ou

por pessoa gabaritada, longe de leigos e

curiosos.
Ritual da Saida do Corpo

Após a encomendação do corpo, os

Babalorixás e Ogās levantam-no três

vezes e levam o caixão a mãos.

revesando-se com outros em cada

encruzilhada, até atin. girem a porta do

Ibalé grande, quando se levanta o cai.

xão à altura dos ombros, continuando o

mesmo proces so até a chegada à

sepultura. (Vide cânticos)


Materiais usados para montagem do

Axexê

O Axexê tocado na nação Queto utiliza

duas caba ças, uma para fazer o

dobrado e outra para marcar o rit mo.

Uma se toca na mão e a outra, dentro

de um algui dar, com os atins e abò. Se

o Axexê for tocado em Jeje ou Angola,


usará um pote de barro e um alguidar

com cabaça.

Os apetrechos utilizados são: folhas de

Egum, pote, areia de praia, laquidavis,

dinheiro em moedas, para pa gar o

chamado pé de egum, danda-da- costa.

velas, cachaca Cinzano, atim fum-fum,

acaçás, acarajés, ecurus, deburus,

palha-da-costa, aloris, marivo, azeite,

quarti nha, ovo cru, mel, lençol branco


pimenta-da-costa, obi, orobó, criação

para Exu e para Rua.

Cabaça

Cabaça com alguidar para ritmo

Marcação com abano dobrado


Materiais usados para a montagem do

Balé
Para a montagem do Ibalé na Roça

"Casa de Egum" da pessoa falecida,

reúnem-se todas as roupas, tanto as

que foram de uso pessoal como as do

seu Santo, velas. conta, os Santos, que

vão no carrego, abôs, ecurus, acara jés,

acaçás, deburu, ebó, omolocum, atoris,

palha-da- costa, obi ou oboro, atins,

abô etc.
No Axexê de um Pai-de-Santo

(Babalorixá ) ou de uma Mãe-de-Santo

(lalorixá) que tinham um Barracão

funcionando, o Santo não é

despachado, pois se tal ocor. rer o

Barracão estará se encerrando. Quando

ocorre o Axexê neste grau de

hierarquia é feito um jogo com di

versos Zeladores, para saber-se quem

herdará o encargo de cuidar do Santo


do Pai ou Mãe que faleceu. Geral mente

é um filho da casa.

O ritual do Axexê tem variações que

dependem do grau hierárquico da

pessoa no Barracão. Por menos que

seja o grau, se o Santo for Xangô, este

não vai em car rego, devendo o jogo

escolher alguém para tratá-lo, mes mo

que seja outro irmão da casa.


Dentro do pote vai um ovo, areia do

mar, atim, otim. danda-da-costa, abô de

egum, obi ou oborô ralado etc.

Quartinha

Quartinha com bandeira Parati com

bandeira Nove varas de amoreira

Nove bolas de farinha (egun) Abano


MONTAGEM DO IBALE

1. Lençol -- 2. Marivô - 3.

Telha de Canal
4. Quartinha – 5. Varas de Amoreira - 6.

Bolas de Egum 7. Mingau de Egum 8.

Garrafa de Parati - 9.

Abano
Alimentação dos Participantes do Axexe

A alimentação que deve ser servida às

pessoas que estão trabalhando e

acompanhando o Axexê é peixe co zido


ou frito, durante todo o período, ou

bacalhau, cama rão em forma de

moqueca ou bobó.

Duração do Axexê

O tempo de duração do Axexê depende

do grau hie rárquico da pessoa falecida

e de seu conceito dentro do Barracão.

Se for Zelador, com casa aberta, o

tempo será sempre de sete dias


consecutivos. Os que participarem do

primeiro dia não poderão faltar a

nenhum outro, até o

encerramento total. Se for Iaô, serão

tantos dias quan tos os anos com

obrigação, logicamente até o limite de

sete dias. Se o Iaô não tiver dado

nenhuma obrigação, não tem, em

princípio, nenhum direito, ficando a

crité rio do Zelador fazer seu carrego,


ou até mesmo tocar o Axexê. Tudo

depende da consideração e do que o

Iaô re- presentou para o Zelador ou o

Barracão.

Ritual das danças

Todo ritual de Candomblé é dançado e

cantado. O Axexê é uma festa do Egum.

Por este ritual é ungido e

encomendado, através dos Vodus e


Babas Eguns e des sas danças, desses

cânticos e lamentos, ao seu lugar de

origem.

As danças obedecem a certos critérios

de participa ção, que estarão de acordo

com a ordem

hierárquica, co- meçando com a

participação dos mais graduados.


Ao iniciar a dança do Axexê, os

presentes que fo rem feitos no Santo

trocam dinheiro por moedas previa

mente reservadas para este fim e, em

seguida, começam a dançar “tirar o pé

de Egum", passando as moedas em seus

corpos e jogando-as dentro de uma cuia

reservada a tal fim. Este processo se

repete em todos os dias da cerimônia.


O dinheiro apurado durante os dias de

duração do Axexe é utilizado no

pagamento da missa de 7 dia, que

embora não seja do ritual negro, os

africanos, como sinal de reverência à

religião católica, sempre mandaram re

zar, desde o início da prática do

Candomblé no Brasil.

Indumentárias usadas
Como o branco representa a paz e o

luto, no ritual do Axexê a roupa branca

é a permitida e usada. As mu Iheres,

além de vestirem o branco, usam o ojá

de cabeça e o pano-da-costa cobrindo

todo o corpo.

Os participantes do ritual do Axexê,

antes do início, recebem do Zelador os

atins de olhos, cabeça, face, peito e

costas. Aos ogās responsáveis pelo


ritual os participan tes pedem que lhes

sejam amarrados os marivôs de pul so,

bem como a palha-da-costa, servindo

isto como pro teção contra

perturbações de espíritos que

porventura por ali estejam

perambulando.

O Orixá Xangô é muito importante no

Axexê. To dos devem usar uma conta

de Xangô como proteção


con tra a entrada de qualquer Egum

que por ali esteja em busca de luz.

Atenção: Iniciada a cerimônia do Axexê,

a pessoa que deseje afastar-se do

recinto somente poderá fazê-lo se

acompanhada por uma voduce feita de

Iansã. A vo- duce pega uma atori e sai

batendo em sua frente; caso não tenha

uma filha de Iansã, as pessoas só


poderão sair do ritual acompanhadas

de uma vara de atori.

Louvação dos Santos

No ritual do Axexê louvação dos Orixás

é feita na ordem inversa, a começar por

Oxum até Ogum. No terceiro dia do

ritual, os Orixás Iansă, Ogum, Obaluaê e

Nanã são chamados em seus filhos e


dá- se a eles uma folha de peregum,

para que fiquem de ronda.


Volta do Ibalé Grande

Na volta do Ibalé Grande (cemitério) o

Zelador de Santo se dirigirá à casa de

Egum da Roça, para preparar a limpeza


e, em seguida, armar o Ibalé do

falecido. Esta atividade consiste em

montar uma espécie de corpo com as

roupas, pertences e apetrechos do

morto.

Enquanto o Zelador prepara o Ibalé do

falecido, as filhas de Santo da Roça

preparam as comidas do Egum e, em

outra cozinha, separada, outras filhas

preparam a comida para as pessoas que


estarão prestigiando a ceri mônia do

Axexe

O Ibalé de Sala, composto de cabaças,

abôs, laqui davis, comidas especiais,

atoris, marivôs, velas, bebidas, panos

brancos, cigarros, cuia com areia, cuia

com moe das correntes, alguidares e


um lençol branco, para cobrir tudo, será

arriado dentro do Barracão.

Dos Pertences

Se o falecido, Zelador ou Zeladora, não

determinou em vida para quem deixaria

algum fetiche do seu Axé ou do seu

Eledá, será nesta ocasião, através do

jogo do Ifá, perguntado a ele quem

herdará isto ou aquilo.


Este jogo é feito por diversos Zeladores

da confiança da Casa, Zeladores de

comprovado saber

e de reputada idoneidade, e dele

deverá resultar a vontade suprema do

Egum, que será respeitada.

Quando o falecido é filho-de-Santo,

compete ao seu Zelador, e só a ele,


decidir quem herdará as coisas rela

tivas ao seu Santo. Chamamos a

atenção dos leitores para o fato de que

os bens materiais, ou seja, aqueles que

não são da Seita,

se regem pelo Direito das Sucessões e

têm como herdei


ros os juridicamente legítimos. Folhas

Usadas para os Alguidares

No ritual do Candomblé, nada se faz

sem o uso de
folhas. No Axexê as ensabas (folhas)

usadas são imbaú ba, cana do brejo,


coroana, amora, marivo, arruda e fo lha

de algodoeiro.

As folhas são maceradas com as mãos e

tempera das com azeite, mel e

misturadas com obi ou orobô e atim de

pemba ralada.

Tipos de Axexê
Os tipos de obrigação de Egum variam

de acordo com a Nação. Nosso ligeiro

informe é do lado Iorubo (Queto). A

rigor, o Egum não tem Nação. Ele é

chamado e louvado por todas e a todas

prestará

caridade, porque com caridade

prestada é que ele, Egum, vai atingir à

pu rificação.
Na Nação Jeje o Axexê toma nome de

Zerim e sua arriada é feita com o Pote

tocado com abanos, e no alguidar vai a

cabaça com as ervas e atins, e os

laquida vis para marcar o ritmo.

Na Nação Angola também é tocado em

Pote e cha ma-se vumbi Na boca das

quartinhas vão bandeiras brancas. A

dança é completamente diferente. É

muito mais alegre.


Sociedade das Gueledês

Na África, a sociedade das Gueledês,

grupo exclusi vamente feminino, criado

para manter o ritual da ferti lidade, era

dirigida pelos iorubanos. O culto a

Egum, lá, era matriarcal. Aqui no Brasil

não
encontramos estas so ciedades. Temos

a dos Eguns, em Itaparica, Bahia, exclu

sivamente patriarcal, isto é, masculina,

dirigida pelos Ojés.

As máscaras, cujos emblemas de

cerimônia apare cem com muito

segredo no Ilê Agboula, casa do culto a

Egum, dedicam-se à invocação dos

ancestrais.
Despacho do Santo e carrego

Santo de Zelador com casa aberta não

vai em carre. go. Neste caso, arranja-se

um outro Santo de sua linha gem e


despacha-se junto com o carrego geral

no último dia do Axexê.

Para se despachar um carrego de

Axexê, quebra-se tudo que for de louça

ou de barro, rasgam-se todas as roupas

que estão no Ibalé, arrebentam-se as

contas e de tudo aquilo faz-se uma

trouxa, que será levada ao mato ou ao


rio de acordo com o que o jogo

determinar

Xirê em Ritual de Axexê

Sendo a morte um processo que inverte

o da vida material, sendo ela um


nascimento na vida espiritual, o Xirê,

que no Candomblé normal começa com

Ogume termina com Oxum, no Axexê é

inverso, ou seja, começa com Oxum e

termina com Ogum.

A ordem dos Santos é, no Xiré, a

seguinte: Oxum, Iansă, Obá, Euá,


Iemanjá, Nanâ, Oxumaré, Obaluaé, Os-

såe, Oxosse e Ogum.

Xangô e Oxalá só serão louvados no

final, no sétimo dia do Axexê, quando

se encerram todos os trabalhos. Na

parte da tarde, já tendo todos voltado

da missa, quan do se está pondo o sol,

todos os Santos são chamados a dar

presença na Casa do Candomblé, a fim

de limparem toda a Roça, batendo as


folhas usadas para este tipo de

trabalho. São passados Atins do Axé em

todos, defuman do- se tudo.

Animais Sacrificados no Axexe

O animal ofertado ao Egum é sempre

de cor branca, saudável e sem nenhuma

espécie de defeito físico,


para que o Egum aceite e se sinta

satisfeito em receber sua matança para

o afastamento.

Se o Egum é de Pai ou de Mãe-de-

Santo, leva um bode branco, quatro

galinhas brancas, um pombo, uma

coquém. Se o Egum é de Iaô não leva

coquém, a não ser que

o Pai-de-Santo determine.
Existem muitas casas que usam o agutã

(carneiro) em lugar do bode branco. Na

Nação Jeje o carneiro é considerado

sagrado e, conseqüentemente,

intocável para qualquer ritual.

Quando a Roça não tem Ilé – Ibo - Akú,

a matança só pode ser feita com um

corte lateral no pescoço do ani mal a

ser sacrificado e não se tiram os Oris,


Batás e Axés. Quando a Roça tem tudo

certo, as

matanças são se guidas das retiradas

dos Oris, Batás e Axés.

.
No Axexé de um ano, tudo é cozido na

água e sal No Axexé do dia que a pessoa

morre, nada pode levar sal.

É preciso tomar muito cuidado com o

detalhe da uti. lização do sal. É

importante não esquecer que, entre ou

tras coisas, o llé -- Ibo - Akú tem que ter

na parede um morim branco e um

amarrado em cima deste de Morivo de

Ogum
Nas cozinhas do Santo são preparadas

as comidas para os Orixás que

pertencem ao Ibalé de Sala, que

não poderão ser temperadas, ou seja, o

mingau de Egum, pi pocas, ebos,

omolocum, preparados com apenas um

ovo, um amalá, feijão preto, feijão

branco etc. Não levam sal


Final do Axexe

Esta é uma etapa muito importante do

ritual do Axe xê. É a preparação do

chamado final do falecido.

Junta se tudo o que foi usado nos seis

dias de

toque, os assen tos, os objetos

pertencentes ao falecido etc. Traça-se

no chão uma circunferência com areia

do mar, cobrindo-a com as cores do


símbolo da Nação, para se invocar o

espírito do falecido. Parte-se o obi ou

orobô no meio des te ebó, consulta-se o

Oráculo, para saber-se se algum da

queles pertences vai ficar para alguém

do terreiro. Em seguida, o Pai-de-Santo

bate com o Isam, preparado com uma

tala grossa, de palmeira

ou bananeira, três vezes invocando o

Egum para que venha apanhar o seu


carrego e se separe para sempre do

Egbé e do terreiro. O Egum responde e,

aí, tudo é quebrado com o Isam,

rasgando se as roupas e arrebentando-

se as contas. Em seguida, procede-se ao

sacrifício dos animais. Coloca-se em

cima do carrego, besuntando tudo com

mel, azeite- doce, dendê, água, cachaça

e um pouco de terra.

Este grande carrego é chamado Eru. O

Eru, ao ser levado, será acompanhado


pelos Pais-de-Santo, Ogãs e Santos

virados, principal mente Iansã, Qbaluaê

e Nanã. Quem carrega este ebó é Exu

Eleru, e quando ele sai, todos os

presentes ficam de

pé e saúdam a saida do Eru Depois,

Viram-se e esperam o regresso de

costas para a rua, Neste momento,

canta-se
GBE RU LF MA LO

AFIBO

(0 carrego da casa está saindo cubram-

nos) Quando o pessoal volta do carrego

e após um des

canso, preparam-se para ir à missa. Ao

entardecer, canta-se o Pade de


encerramento, canta-se para o Santo e

eles sacudirão toda a Roça, to- dos os

presentes com folhas, abòs e atins. Este

toque ja é executado nos atabaques.

que permaneceram deitados durante o

ritual do Axexê.

É importante não esquecer que no

encerramento do Axexe, quando se

está limpando a Roça. todos os Assen


tamentos passam por Ossé de lavagem

de folhas com abôs frescos.

O Axexê é uma cerimônia fúnebre que

não se deve realizar apenas, como

supõem alguns, no dia do faleci mento,

mas também aos três meses da

ocorrência do óbi- to, um ano, três anos

etc., com a finalidade de ajudar na

elevação do Egum
Cânticos do Axexê

Orôs ou Inhãs são danças, cantigas e

lamentos para ungimento de

encomendação e purificação.

OIÁ COLUNA

É conhecida como a «Deusa do Fogo».

Representa o fogo e por este motivo a

cerimônia da festa de saida em que o


iniciado desta Santa diz o nome é toda

realizada do lado de fora do barracão. E

na hora do nome da lao é colocada uma

quartinha com omins em sua mão,

como na figura acima. Sendo a Deusa

do Fogo, naturalmente não poderá dar

o nome embaixo da cumeeira.


Obrigação de cabeça do corpo:

"O Muraceby labaquecebé O Mura

cebio labaquecebé

Oriacocum o ina coijo Oriamocună

labaqueindã Oriamocună ojaloxagun ô

Oriacocum labaqueindā" Usados na

saída do corpo do velório:


"O dorô Ykuo Aye

Arole o doloro yku aye Yku lopa lababa

ylopoma kekerê

O doro yku aye

Onie odoro yku aye"

...
"Axebyrelė roma xere xereomă Arole no

axebyló

Romã xere xereomā

Ykuo lomã xalarin larin Omó yku olomã

xalarin xalarin babá

Na entrada do Ibalé Grande (cemitério)

:
"Ybiribe lobiuá lobiuá gamorô Odearole

lobuiá lobilacoxé

Agamorô"

Egun balelé yo egun balelé Balemireð

egunta ni xoloró Akibeye beye koro

Babá egun atim a unló

...
Balé olorran awô balé Olorran awo Balé

olorran awô balé

Balé olorran awô balé Olorran awo Balé

olorran awô balé

Na hora do sepultamento:

Se for Babalorixá, Ialorixá, Ogā, Equede

ou Voduce com 7 anos, cantamos:


Yku ko keuawô é kikan olojarê

Babalorixá kubey balé ekikan olojaré

Se for filha ou filho-de-santo sem cargo,

ou seja, iaô:

"Adoxuno adoxun aunló manarokô

Adoxun ô adoxun a unló"

No despacho de carrego:
Ybero le maló é fibô Ybero le maló é

fibô No ritual para cabeça dos Abykus:

b) Abyku oriolele Omó abyku oriole le

Morele adja morewo (Bis)

c) Orimadafé orimadake Orimadafé

orimadake Só para pessoas que têm

mãe morta dançarem:

Ero agè massoykuoma Arole Massoku

Ero egè massokuomā


Mana roko mexigum Manaroko Mana

roko mexigum Manaroko

Cantiga que só pode ser dançada pelo

Zelador ou Zeladora responsável pelo

Axexê. Outros Zeladores pre sentes só

poderão dançar se convidados. Este

tipo de con vite só é feito a pessoa de

consideração:
Talabé olouwo ma keloxé pamoro

Araye okeloxê o palabe

Omi torodó ke u alè oke loxé o palabe

Ma kê loxê talabê olouwó ma ke loxė

pamoro

Araye oke loxe o palabe emi torodó ke

u ald Oke loxe o palabe


Yku arele xala yku arele xala Yku arele

xala na yku arele xala

coxebe

Louvação às Roças antigas, cidades Axés

em que foram plantadas as primeiras

cumeeiras de nossos ances

trais:
"Alankuere alankuere

Alankuere alankuere (bis 2 vezes) Moro

engenho velho alankuere

Moro da Bahia alankuere Moro de São

Paulo alankuere Moro de Cachoeira

alankuere

Moro de Rio de Janeiro alankuere


Moro do bogum alankuere Moro

Gantois alankuere

Moro Maranhão alankuere Alankuere

alankuere alankuere
Toque do Zerim do Jeje, tirado nos

intervalos de uma para outra cantiga.

Quem está dançando na frente do pote

tem que sair, imediatamente, da frente

do

mesmo

Galo canto maykuelo

Galo canto mayku Gayele mina jô jô


Galo canto maykuélo aye aye

Galo canto mayku

Quem dança o Axexê não roda, só se

dança para a

frente, pois quem roda tonteia, e o

espirito do falecido está ali presente e


ainda não está consciente de que não

pertence mais a este mundo, podendo

encostar em al guém que não siga as

normas do ritual, e isto não é con

veniente que aconteça.


GLOSSÁRIO

Abano - Ventarola de palha.

Abô – Amassi de ervas,


Aboró - Espécie de santo masculino

Abicus — Carrego de pessoa em cuja

cabeça não se deve

mexer, pessoa que não pode procriar,

não tem pes soas na família.

Acaçás - Bolos feitos com canjica.

Acarajé - Espécie de comida para lansă.

Feita com feijão fradinho.


Aguidavi Vara feita de galho de

goiabeira, marmeleiro

ou amoreira.

Aguta - Carneiro

Angola - Nação da África Portuguesa.

Assentamento - Ferramentas,

alguidares e louças em que


se põe o otá.

Atim - Pó sagrado.

Atim Fum-Fum --- Atim preto, feito de

madeira e raízes. Atori – Vara (de um

metro e dez) de amoreira.

Axé – Espécie de consagração que é

colocada no meio das Casas de Santo.


Axexe - Ritual fúnebre que se realiza na

oportunidade da morte - e em datas

posteriores - de fiéis do

Candomblé.
Baba Egum É um Egum feito no Axexé

(de Zelado res)

Babalorixá - Designação de um Zelador

de Orixá. Bagigã – Cargo de um Ogā.

Balé - Casa dos Eguns.

Batás - Sapatos, roupas, patas. Balé

Grande – Cemitério.
C

Cabaças – Espécie de coco oco. Cerrum

- Cerimônia fúnebre na Nação Jeje.

Congo - Espécie de nação (tribo).

Coquém - Galinha- d'angola.

D
Danda-da-costa – Raiz que serve para

fazer atins. Deburu – Pipoca

Ebó – Limpeza de corpo de todas as

espécies de traba lhos espirituais. Ebô -

Milho branco cozido.

Ecurus — Bolo que se faz com feijão

fradinho, enrolado em folha de

bananeira.
Egum - Espírito, alma.

Eledá Cabeça.

Eleri – Babas que são escravos e ao

mesmo tempo le vam os Eguns.

Ensabas - Folhas.
Equede – Mulher designada para ser

mãe e cuidar da Casa do Santo.

Eroxim - Rabo de boi que serve para

espantar os Eguns.

É apetrecho usado por Oxosse e Iansā.

Eru - Carrego do Axexê.

Euá Qualidade de uma santa que vive

no Rio Nigéria. Veste vermelho,


amarelo e branco: come banana frita,

frutas, ebô, omolocum, canjica.

Fundamento

com cinco cores do arco-íris; louvação:

ri ró. Exu - Mensageiro dos Orixás,

guardião da porta das ca sas de

Candomblé e qualquer cerimónia feita

na mes. ma. Exu come primeiro. Exu

pega tudo, Exu come a qualquer hora e

veste sete cores, inclusive preto, na


nação Jeje Exu veste cinza e na

Umbanda, preto e vermelho. Exu é

irmão de estrada de Ogum e cami

nha com Obaluaê e Iansā. Exu Eleru

Espécie de Exu mensageiro de Ogum e

Iansā.

Fetiche - Breve, ou amuleto.


Gueledés - Culto das máscaras usado na

África por mu Lheres

Iabá – Orixá feminino.


Ialorixá - Zeladora de Santo. Criatura

que cuida dos Orixás.

Ibalé - Qualidade de Santa (lansā) que

mexe com os eguns.

Ibalé Grande - Cemitério.

Iemanjá - Orixá feminino. Veste cor

verde, azul- claro e prata. Deusa do


mar, mãe de todos os Orixás. Co mida:

ebo e peixe.

Ifá Deus da adivinhação. É conhecido

pelos sacerdo tes como a Santíssima

Trindade, o Divino Espírito

Santo.

Pombo (ave). Ile - Casa.


Ilé

Inhās – Cânticos de lamento.

Isam - Tronco de palmeira ou de

bananeira.

J
Jeje -- Nação "situada na Nigéria". L

Laquidavis — Varas de amoreira,

marmeleiro ou de goia beira, com

aproximadamente sessenta

centímetros.

Marivo — Espécie de franja de folha de

palha. Marivô d'Ogum Espécie de franja

ou palha de coquei ro e de dendezeiro.


Mirô Qualquer espécie de erva

macerada.

Oba -- Deusa, Orixá feminino; a terceira

esposa de Xan

gô. Veste cor de telha; come amalá e

acarajé, ebô. Falta-lhe a orelha

esquerda e recobre o local em que ela


ficaria, se existisse, com crina de cavalo;

o seu metal é o cobre. Santa guerreira.

Obaluaê – Orixá da bexiga, da varíola,

protetor contra doenças. Santo de

grande poder; origem da Nação Jeje.

Veste preto; vermelho e branco são

suas cores. Traz coberto o rosto por um

filar de palha-da-costa. Pega búzios e

come bode, frango.

Cuidado: este san to pega tatu.


Oberó – Espécie de vasilha de barro

Obi – É conhecido no Brasil como noz

de cola; fruta africana.

– Cargo de confiança distribuído a

homens do Can

Ogā domblé. Ogum – Orixá do ferro e

da guerra; veste azul e usa


espada. - Designação do Orixá feminino

Iansă.

Ojá – Pano que cobre o ori. Ojés -

Homens que cuidam de Babas Eguns.

Olorum - Deus Supremo. Olumā - Erva

medicinal.
Omolocum - Comida feita com feijão

fradinho, cebola,

ovos e camarão Ori Cabeça.

Orixá – Divindade; Guia. Oriri - Erva

medicinal alusiva a Oxum.

Orobo - É uma fava parecida com noz

de Orôs - Cânticos dos Orixás ou rezas.

Orum Céu. cola.


Ossãe – Deus das folhas; Orixá

masculino; veste verde, pega fumo e

existe também Lossãe, Orixá feminino.

Ossé – Limpeza que se faz uma vez por

mês nos vodus (assentamentos)

Oxalá – É o Deus do candomblecista.

Veste branco; ebô é a sua comida

preferida.
Oxosse - Orixá masculino, dono da caça.

Veste azul claro e branco. Não come

mel. Pega milho.

Oxum - Deusa das águas doces. Veste

amarelo, azul, rosa e branco. E vaidosa,

dona do amor.

Oxumaré - Veste as cinco cores do arco-

íris. É Orixá feminino, também


conhecida como Orixá da cobra. Na

Nação Jeje é conhecida como Frequem

ou Gicum.

Quequeres --- Zeladoras de axés. Queto

– Nação do rito do Candomblé.

Voduce — Todo iniciado na Nação Jeje.

Vumbi Encargo do Egum, em Angola.


Xangô – Orixá do trovão, veste

vermelho e branco. Do no da justiça.

Come amalá; traz consigo doze mi

nistros, dependendo da qualidade veste

branco; foi rei da cidade de Oyó Nao


tem medo da morte Cantigas em ordem

dos Orixás São cantadas

no Barracão

Zerim -- Rito fünebre

Zeladores -- Pessoas que cuidam das

coisas do santo
Oríkí ègún (Para oferecer adimu)

Íbá se Oshe – Oyeku

(Nós respeitamos o sagrado Odu Oshe-

Oyeku que orienta nossa comunicação

com os ancestrais)

E nle oo rami oo

(Nós saudamos nossos amigos e

irmãos.)

Eiye dudu baro Babalawo la npe ri


(Nós saudamos o pássaro preto que deu

os nomes dos primeiros Babalawos.)

Igba keríndínlogun a daña igbo Oshe

(saudamos o décimo quinto odu ao qual

acende o fogo de Oshe)

O digba kerindínlogun a dana igbo Oshe

'na oo rami o

(Graças aos dezesseis fogos sagrados de

Odu, não nos machucaremos.)

O jo geregere si owoko otun

(Rangendo, o fogo queima à direita.)


O gba rere si tosi o

(Rangendo, o fogo queima para a

esquerda.)

Ora merindínlogun ni won ¡ma daña Ifa

si

(Eu amo a dezesseis lugares Odu fogo

forjar a sabedoria e a sabedoria de Ifá.)

Emi o mona kan eyi ti nba gba

r'elejogun o
(Eu sempre me lembro de quando eu

não sabia para que lado for eu deveria

seguir o destino.) Asé!

Trabalhos e magias para os ègúns

1. Olélé para ègún na

busca de evolução e prosperidade

Feijão branco Cebola

Tomate

Pimenta da Costa Cominho

Dois ovos Cesto de vime Nove velas


Modo de preparar

Pegar o feijão branco,

aproximadamente 1⁄2 kg, coloca-lo de

molho por três dias. Passado o tempo,

bater com o mínimo de água possível

no liquidificador, para que possa obter

uma massa consistente. Coloque os

temperos enumerados acima,

acrescentando no final os dois ovos. Os

enrole, de preferência, a pedaços de

folha da bananeira e põe na cuscuzeira


para que seja cozida no vapor. Coloque

o olélé em um cesto de vime e acenda

nove velas para que ègún dê a evolução

e prosperidade para a sua vida. O local

da oferenda será aos pés de uma árvore

bem frondosa.

2. Oguidi para ègún trazer prosperidade

1⁄2 de farinha de milho Mel de abelha

Melado

Canela
Açúcar Anil

Modo de preparar

Pegar a farinha de milho e coloque em

um recipiente com um pouco de água

de dois à três dias. Quando a solução

estiver fermentada, acrescentar o anil,

a canela e o açúcar. Enrole a massa em

folhas de bananeira e as coloque na

cuscuzeira para que fiquem cozidas no

vapor. Quando estiver pronto, pegue os

oguidis e os coloque em um cesto de


vime na quantidade de nove, com nove

moedas correntes e nove búzios.

Acenda nove velas e entregue a

oferenda no cruzeiro de dentro do

cemitério pedindo muito prosperidade.

3. Lamparina de

ègún para a prosperidade e evolução

Uma panela de barro média

Nove pimentas da Costa


Nove colheres da primeira chuva de

Maio Nove colheres de água benta

Nove colheres de água de poço

Nove colheres de água de rio

Três colheres de melado

Três colheres de mel

Três colheres de azeite de dendê

Uma lata pequena de azeite de oliva

Três colheres de banha de ori

Três colheres de óleo de coco

Pó de peixe defumado
Pó de preá defumado Pavio de vela

Modo de preparar

Misture todos os ingredientes dentro

da panela de barro e no final completar

com azeite de oliva a mesma. Coloque o

pavio e acenda a lamparina, no

cemitério.

4.Lamparina de ègún para trazer sorte e

espantar todo o mal

Uma cabaça grande


Nove ovos

Nove grãos de milhos tostados

Nove feijões brancos tostados

Nove folhas de comigo ninguém pode

Nove folhas de vence-demanda

Nove folhas de cana do brejo

Uma lata de azeite de oliva

Pó de preá Pó de peixe Pavio de vela

Modo de preparar

Coloque todos os ingredientes dentro

da cabaça e por ultimo o azeite de oliva,


ao final o pavio. Vá ao cemitério e

ofereça no cruzeiro para ègún, pedindo

toda sorte, e expulsando o mal que há

no seu caminho.

5. Lamparina para que peça a ègún que

tenha boa sorte

Uma tigela branca grossa

Nove colheres de vinho tinto Nove

colheres de vinho branco Nove colheres

de vinho suave Nove colheres de vinho


moscatel Nove pedaços de cocos secos

Nove pimentas da costa

Nove grãos de milho

Pó de preá

Pó de peixe

Osun

Efun

Waji

Areia de beira de Rio


Poeira do portão de sua residência Uma

lata de azeite de oliva

Nove pavios de vela

Modo de preparar

Misture todos os ingredientes na tigela

branca, e por ultimo o azeite de oliva.

Coloque nove pavios de vela. Vá ao

cemitério e o coloque em uma

sepultura de terra, peça a ègún que

tenha uma boa sorte.


6. Lamparina para causar mal a um

inimigo

Uma panela de barro média Osun

Waji

Pó de escorpião

Nove folhas de comigo ninguém pode

Nove pedaços de cacto

Nove colheres de banha de origem Um

pouco de terra de cemitério Um pouco


de terra de quatro dias 1⁄2 lts de azeite

de dendê

Nove grãos de feijões brancos Um Pavio

de vela

Modo de preparo

Escrever em um pedaço de papel com

lápis nove vezes e coloque no fundo da

panela. Coloque todos os ingredientes

na panela de barro, ao final o azeite de

dendê e depois o pavio. Acenda-o sobre

uma catacumba preta pedindo a ègún


para que o inimigo nunca tenha força

diante de ti, tomando conta de sua

vida.

7. Coco para ègún fazer mal a um

inimigo

Um coco seco grande

Osun

Pó de escorpião

Um pouco de terra de cemitério

Um pouco de terra de quatro esquinas


Um pouco de terra de formiga brava

Nove grãos de milho torrado

Nove pimentas da costa

Poeira da casa que se deseja prejudicar

Um pedaço de osso humano

Modo de preparar

Tire toda a água do coco e logo coloque

todos os ingredientes acima dentro

dele. Em seguida, com o nome da

pessoa dentro junto aos ingredientes,

tape o fruto e o enterre em uma


sepultura de terra acendendo nove

velas encima da mesma, pontualmente

às 12 horas do dia.

8. Para afastar ègún sem evolução

Um co

Efun r

Um pedaço de banha de origem

Modo de preparar

Unta-se todo o coco com a banha de ori

e pinte-o com o ègún ralado misturado


com água. Vá até um monte, o mais

alto que puder passe

todo o coco pelo corpo. Após o

procedimento, pegar o fruto e romper

no local onde foi feito a limpeza,

pedindo para que se rompa toda

energia e influência de qualquer ègún

que queria atrapalhar sua vida.

9. Pó para ègún dá-lhe boa sorte na

resolução de algum problema

Casca de nove ovos de pata


Casca de nove cascas de galinha de

Angola Nove folhas de desata nós

Nove sementes de melancia

Modo de preparar

Moer todos os ingredientes, de

preferência em um pilão. Se estiver um

Ilè Igbalé, coloque diante do ègún da

casa de Santo, se caso não tiver,

coloque em uma sepultura mais

arrumada do cemitério e deixe por três

dias. Após esses dias, utiliza apenas em


dificuldades reais para a resolução de

seus problemas

10. Para fazer mal a uma pessoa que lhe

persegue

1⁄2 kg de farinha de acaçá Nove vezes o

nome da pessoa Nove pimentas

malagueta Nove pimentas da costa

Um metro de morim branco

Modo de preparar

Pegue a farinha de acaçá, coloque em

uma panela e com um pouco de água,


mexa para fazer uma massa. Faça nove

bolinhos bem duros e coloque em cada

um o nome da pessoa, amasse- os com

cada pimenta e vá a uma igreja no dia

de segunda-feira com as mesmas

enroladas em um movimento branco de

aproximadamente um metro de

comprimento e deixe-os próximo ao

altar, pedindo a ègún que o seu inimigo

se afaste, que sua derrota seja feita e

que ele não tenha forças contra ti.


11. Para a destruição

Uma batata doce grande

Nome da pessoa que deseja destruir

Pimenta da costa

Pimenta malagueta

Uma fita negra de um metro

Modo de preparo

. Pegar a batata doce e tirar parte do

miolo. Colocar o nome da pessoa que se

deseja destruir dentro e logo se unem


as duas partes com a fita negra. Vá a

um mangue e enterrá-lo e acenda

encima as nove velas. Ofereça a ègún.

12. Para

afastar uma pessoa indesejada

Um galho de irôko de

aproximadamente 1 metro. Numa das

extremidades, faz-se, no sentido

longitudinal, uma abertura de uns 10

centímetros.
Um pedaço de papel com nove vezes o

nome da pessoa

Um metro de pano vermelho

Pelo de gato preto

Uma gota de azougue

Nove agulhas

Um metro de fita amarelo

Um metro de fita branca

Um metro de fita vermelha Um metro

de fita azul

Nove grãos de milho torrado Osun


Efun

Waji

Um pedacinho de osso humano Um

carretel de linha

Modo de preparar

Colocam-se todos os ingredientes

dentro do papel onde se escreveu o

nome das pessoas e faz- se um

embrulho enrolado, em forma de

charuto. Embrulha-se novamente, com

o pano vermelho e enrola-se com a


linha preta, usando toda a linha do

carretel. O embrulho é então, enfiado

na fenda aberta na ponta do galho de

irôko. Em seguida, prende-se bem,

enrolando, primeiro a fita branca,

depois a azul, depois a amarela e

finalmente, a vermelha, de forma que o

embrulhinho fique bem preso ao galho.

Isto feito

coloca-se o galho num prato branco

que será arriado diante de ègún.


Durante nove dias renova-se a vela. No

fim dos nove dias leva-se ao cemitério e

espeta-se o galho, com a ponta onde

está o embrulho, numa sepultura

fresca, pedindo ao ègún ali enterrado

que afaste a pessoa para bem distante.

13. Lamparina para derrotar um inimigo

Panela de barro média

Óleo queimado de soja

Pavio de vela
Nome da pessoa que deseja derrotar

em um pedaço de papel

Modo de preparar

Pegue a panela de barro e coloque o

nome da pessoa anotada em um papel

com o lápis. Enche de óleo queimado e

ponha o pavio. Vá até uma casa

abandonada e coloque a lamparina em

um local, logo acenda rogando por

ègún.
14. Para enlouquecer alguém

Um peixe fresco

Nove velas de sebo

Retrato, nome, apelido, sinal como fio

de cabelo, ou simplesmente um papel

com a inscrição do primeiro nome

escrito sete vezes

Pimenta da costa

Pimenta unha de moça

Modo de preparar
Você deve comprar um peixe fresco de

boa aparência, de preferência um peixe

que seja de sua região, ou mais comum

se for uma região que não tenha

produção ou criação em cativeiro, ele

deve estar com as vísceras intactas,

portanto tenha calma ao abri-lo. Após a

abertura que deve ser do tamanho

necessário para você colocar dentro

dele um sinal do seu desafeto, podendo

ser retrato, nome, apelido, sinal como


fio de cabelo, ou simplesmente um

papel com a inscrição fulano (a) escrito

nove vezes, e por cima do escrito

rabisque sete cruzes, sempre utilizando

lápis, grafiti. Coloque dentro da barriga

do peixe junto com dois tipos de

pimenta moída e uma pimenta fresca

preferencialmente unha de moça, que

você deve picar invocando ègún.

Despachar dentro de um rio, mas se

caso em sua cidade não houver ou for


de difícil acesso, execute durante nove

dias a oração e acenda as velas, no

final, ou seja, no sétimo dia após fazer

as orações espere as velas queimarem

até o final, embrulhe todos os restos de

vela dos sete dias, empacote junte com

o peixe e leve até o portão principal, de

um cemitério.

15. Para amarração

Dois pombos de cor (macho e fêmea)

Folha de dormideira
Dois bonecos de vudu

Pó de osso humano

Sândalo

Canela em pau

Melado

Anil

O nome do casal (de quem vai amarra

escrito encima de quem será amarrado)

Nove agulhas

Uma fita branca de um metro

Modo de preparar
Coloque em uma panela a folha de

dormideira, o sândalo, a canela em pau,

o melado, o mel e faça uma solução

fervendo todos os ingredientes com

água. Depois de frio, coloque o casal de

vudu dentro e banha-o rogando pela a

união do casal. Polvilhe o pó de osso

sobre os bonecos e una-os espetando

as agulhas, entre eles os nomes,

envolvendo a fita branca amarrando-a

nove vezes.
Vá a uma árvore no cemitério bem

frondosa e coloque os bonecos no alto,

escondido de preferência, embaixo,

acenda nove velas de sebo. Peça a ègún

a união do casal.

16. Para tirar ègún sem evolução de

dentro do seu lar

Um coco

Osun

Efun
Waji

Uma fita branca

Uma galinha velha

Modo de preparar

Fazer uma solução com água de efun

ralado, Osun ralado e Waji. Pinte o coco

todo em pintinhas, logo envolva com a

fita o mesmo. Durante nove dias,vá em

todos os cômodos da casa e passe o

coco nas paredes e deixa-o atrás da

porta de entrada. Passado esse tempo,


jogue o coco do portão de sua casa para

fora a fim de romper o fruto, pedindo

que se desprenda todo ègún que faça

mal em sua residência.

17. Ebó poderoso para que ègún clareia

o seu caminho

Um pombo branco Um igbi branco Um

obi branco Um orobô

Modo de preparar
Levar a pessoa para uma praia em noite

de lua cheia. Peça para que a pessoa

olhe para o mar com o oi na mão direita

e o orobô na mão esquerda. Apresente

o igbi e o pombo para a lua, assim solte

o primeiro no mar e o segundo no ar.

Peça a ègún nesse momento que clareie

toda a vida da pessoa, desimpedindo

tudo que possa atrapalhar sua vida.


18. Ebó poderoso para que seja retirado

todo o negativo de ègún da vida de uma

pessoa

Um inhame do norte cozido e

descascado Nove folhas de mamona

Nove ovos cozidos

Nove acaçás

Nove ekurús

Uma farofa de dendê

Um frango branco
Um metro de morim vermelho Azeite

de oliva

Azeite de dendê

Modo de preparar

Amassar bem o inhame, adicionar nela

os azeites, de oliva e de dendê, colocar

as nove folhas de mamona no chão.

Colocar em cada uma das folhas um

pouco de farofa, um ovo em cada uma,

um acaçá em cada uma, um ekurú em

cada uma. As folhas são colocadas no


chão em foram de ferradura, e a pessoa

fica dentro dela. Embrulha as folhas

com as coisas dentro e vai passando na

pessoa e vai acomodando-as depois de

passadas, no morim que está no chão

próximo. O frango é passado na pessoa

e posto de lado. Faça uma trouxa de

tudo no morim. Leve o ebó junto com o

frango (vivo) para o mato que tenha rio

de água limpa perto.

19.Para amarração
Um boneco de trapo (um boneco de

pano com roupas da pessoa para o qual

você está indo fazer o feitiço, não pode

ser lavado porque a roupa tem que ter

o suor e o cheiro dessa pessoa para

deseja a amarração).

Folhas de dormideira Papoula

Folhas de vence demanda

Vinho seco

Mel
Rum

Um papel com a escrita da pessoa Terra

de seus passos

Nome completo

Data de nascimento

Cabelo da pessoa que se deseja amarrar

Uma garrafa de vidro escuro

Modo de preparar

Coloque dentro do boneco de trapo

todos os ingredientes, o nome, a data

de nascimento, o cabelo da pessoa que


deseja amarra. Logo, coloque o boneco

dentro da garrafa com o vinho seco, o

rum e o mel, depois tampe a garrafa. Vá

a uma mata e enterre aos pés de uma

árvore frondosa, acenda a vela encima

e peça que ègún uma a pessoa a ti.

20. Para destruir os inimigos de seus

filhos

Boneco de pano representando cada

um dos inimigos de seus filhos

Terra de cemitério
Terra de nove sepulturas

Terra de nove fóruns

Terra de nove delegacias de polícia

Terra de nove hospitais

Terra de nove estradas

Fezes de cão

Fezes de gato

Bala de revolver

Pó de osso humano

Folha arrebenta cavalo


Vestígios de vícios de seu filho Uma

panela de barro grande

Modo de preparar

Coloque todos os ingredientes dentro

dos bonecos de pano. Logo, ponham na

panela os bonecos, preenchendo-a com

terra de cemitério. Depois disso, acenda

na própria terra que tampa a panela,

nove velas negras. Faça esse trabalho

nos pés de uma árvore seca.


21. Para conseguir ascensão no

trabalho

Terra do local do emprego

Os nomes dos líderes ou encarregado

de contratar os empregados se possível

fotos

Folhas de abre caminho

Folhas de comigo ninguém pode

Folhas de agoniada

Folhas de abranda fogo

Folhas de dormideira
Osun

Efun

Waji

Pimenta da costa

Terra fértil

Terra de cemitério

Azougue

Um cravo de trilho de trem

Pano branco

Nove velas de cera

Modo de preparar
Pegue o pano branco e coloque todos

os ingredientes, menos o cravo de trilho

do trem,

inclusive os nomes, as fotos. Logo

depois, esquente a ponta do cravo até

que fique vermelha. Pegue o pano com

os ingredientes, enrole no cravo ainda

com a ponta vermelha do fogo e vá a

uma árvore mais bonita dentro do

cemitério e deixe ali para ègún pedindo


ascensão profissional. Acenda as nove

velas aos pés da árvore.

22. Ebó poderoso para tirar todo e

qualquer carrego e ègún

Um prato de porcelana Uma vela

branca

Duas galinhas de Angola Um charuto

Mel

Modo de preparar

Passar o prato branco nove vez entorno

da pessoa em sentido horário e nove


anti-horário. Depois colocar o prato de

cabeça para baixo e repetir o

procedimento anterior. Coloque o prato

no chão sem olhar, sacrifique as

galinhas de Angola com o charuto

aceso. Enfeite com as penas do animal

o prato com éjé, logo depois pegue uma

pedra encontrada no monte onde você

terá que fazer o ebó e quebre o prato,

rompendo assim a influência de ègún

na vida da pessoa.
Lembrando que o sacrifício não pode

ser feito com nada cortante, mas com

as mãos.

23Grande Frasco de vidro Dois ímãs

Coisas pessoais de quem se deseja

Foto do casal

Madeixas de cabelo de ambos

O nome e a data de nascimento Açúcar

Limalha

Charuto
Diferentes doces

Mel

Canela

Folha de dormideira

Folha de jamao

Folha de vence demanda

Folha de botão de ouro

Pano vermelho

Modo de preparar

Amarre os cabelos e coloque-os no

meio dos ímãs. Junto com as mechas,


coloque a foto, os nomes com as datas.

Logo, coloque a limalha, o mel, as

folhas e o açúcar. Passe o pano nos

fluidos sexuais da pessoa que deseja

amarrar e no seu próprio. Coloque

então tudo no recipiente de vidro e

acenda em uma árvore frondosa,

enterre. Coloque os doces no chão, nos

pés da árvore, e envolto, acenda as

nove velas oferecendo à ègún que tal


pessoa nunca se separe de ti, que se

amarre a ti para todo sempre.

Para destruir um inimigo

Um

peixe bagre

Pó de escorpião

Terra de formiga brava

Terra de nove sepulturas

Terra de hospital

Folha assa fétida


Folha cana do brejo

Folha de cansanção

Lama de mangue

Vinagre

Azougue

Modo de preparar

Abra o peixe bagre e coloque o pó, as

terras, as folhas, a lama, o vinagre e o

azougue., vá a um rio poluído e enterre


o trabalho dizendo que foi a tal pessoa

que você deseja destruir entregou e

que ègún vá até ela para receber ainda

mais.

Pra obter uma graça com um

ègún

24.
Nove cravos brancos (flores) Nove

pedaços de fitas brancas Perfume de

almíscar

Água mineral

Um copo virgem Nove velas de cera

Modo de preparar

Pegue cada pedaço d falta branca e

escreva o que se deseja. Depois, amarre

cada uma a cada cravo. Coloque as

flores juntos e vá ao cruzeiro das almas,

coloque o copo com a água mineral e


acenda as nove velas. Peça ao ègún que

possa te ajudar no que você desejar.

Ebó poderoso para evitar perdas

financeiras com a ajuda de ègún

Um alguidar

21 moedas

Nove ovos (cru)

Nove acaçás

Nove ovos (cozidos e descascados)

Nove bolas de farinha de mandioca

Nove bonecos de pano


Nove espigas de milho

Modo de preparar

. Passar os acaçás, os ovos (cozidos e

crus), as bolas de farinhas, os bonecos

de pano. As espigas, após passadas,

abrem-lhes de forma que fique bem

vistosa, e depois passar as moedas e

jogar por cima dos outros ingredientes.

Passe também as velas acesas e quebra-

las e coloque também dentro. Faça esse

ebó em um bambuzal e peça a ègún


que afaste toda a miséria, que não faça

mais que a pessoa perca nada na vida.

COMIDAS PRA EGUN

MILHO COZIDO

ECURÚ

FEIJÃO FRADINHO

CARNE MOIDA CRUA

ACAÇÁ BRANCO

ACAÇÁ AMARELO

MINGAU DE CHOCOLATE
ARROZ COM GEGELIM, CEBOLA, DENDÊ

E CAMARÃO

SOPA

ÀDÚRÀ TI EGÚNGÚN

ILÈ MO PÈ O GBOGBO MÒNRÍWO

ILÈ MO PÈ O EGÚNGÚN O

ILÈ MO PÈ O GBOGBO MÒNRÍWO


ILÈ MO PÈ O EGÚNGÚN O EGÚNGÚN A

YÈ, KÍÌ SÉ BO ÒRUN

MO JÚBÀ RÈ EGÚNGÚN MÒNRÍWO

ILÈ MO PÈ O GBOGBO MÒNRÍWO

ILÈ MO PÈ O EGÚNGÚN O

A KÍÌ DÉ WA Ó, A KÍÌ É EGÚNGÚN

ILÈ MO PÈ O WON GBOGBO

ARÁ ASÍWÁJÚ AWO WON GBOGBO

ARÁALÉ ASÍWÁJÚ MI GBOGBO

MÒNRÍWO ILÈ MO PÈ O EGÚNGÚN O

MO PÈ GBOGBO ÈNYIN
SI FÚN MI ÀÀBÒ ÀTI ÌRÒNLÓWÓ AGÓ,

KÌÌ NGBÓ EKÚN OMO RÈ

ILÈ MO PÈ O GBOGBO MÒNRÍWO

ILÈ MO PÈ O EGÚNGÚN O

KI O MA TA ETÍ WERE

BÀBÁ AWA OMO RE NI A NPÈ O

ILÈ MO PÈ O GBOGBO MÒNRÍWO

ILÈ MO PÈ O EGÚNGÚN O

KI O SARE WÁ JÉ WA O KI O GBÓ ÌWÙRE

WÁ ILÈ MO PÈ O GBOGBO MÒNRÍWO

ILÈ MO PÈ O EGÚNGÚN O
MÁ JÈ A RÍKÚ ÌWÉ

MÁ JÈ A RÍJÀ ÈSÚ

MÁ JÈ A RÍJÀ ÒGÚN

MÁ JÈ A RIJA OMI

MÁ JÈ A RIJA SOPONNÁ

ILÈ MO PÈ O GBOGBO MÒNRÍWO

ILÈ MO PÈ O EGÚNGÚN O

MO TUMBA, BÀBÁ EGÚNGÚN

ILÈ MO PÈ O EGÚNGÚN O

Terra, eu vos chamo! Todos os espíritos

do mònriwo Terra, eu vos chamo! Ó


Egúngún! Terra, eu vos chamo! Todos

os espíritos do mònriwo Terra, eu vos

chamo! Ó Egúngún! Egúngún para nós

sobrevive, a ele saudamos e cultuamos

Apresento-vos meus respeitos, ó

espírito do maríwo Terra, eu vos

chamo! Todos os espíritos do mònriwo

Terra, eu vos chamo! Ó Egúngún! Nós

vos saudamos quando chegais até nós,

vos saudamos Egúngún A todos os

ancestrais do culto A todos os


ancestrais da minha família Terra, eu

vos chamo! Todos os espíritos do

mònriwo Terra, eu vos chamo! Ó

Egúngún! Todos os espíritos do maríwo

Eu chamo a todos vós para virem dar-

me proteção e ajuda Agó ao ouvir o

choro dos filhotes, Terra, eu vos chamo!

Todos os espíritos do mònriwo Terra,

eu vos chamo! Ó Egúngún! Responde

rapidamente Ó pai, somos teus filhos e

te chamamos Terra, eu vos chamo!


Todos os espíritos do mònriwo Terra,

eu vos chamo! Ó Egúngún! Vem logo

nos ouvir Ouve nossas rezas Terra, eu

vos chamo! Todos os espíritos do

mònriwo Terra, eu vos chamo! Ó

Egúngún! Livra-nos da mortalidade

“infantil” Proteja-nos da ira de Èsú

Proteja-nos da ira de Ògún Proteja-nos

da ira das águas Proteja-nos da ira de

Soponná Terra eu vos chamo! Todos os

espíritos do mònriwo Terra eu vos


chamo! Ó Egúngún Eu vos peço

abenção, Pais Espíritos Terra eu vos

chamo! Ó Egúngún

GBÀDÚRÀ TI ÉÉGUN

IKÚ AYÉ, A KÍ Ì BO ÒRUN!

MO JÚBÀ RE ÉÉGUN MÒNRÌWÒ. HEI!

HEI! HEI! BÀBÁ L’ÈSÈ AWO ÌFÉ. IKÚ

L’ONON, IKÚ L’ÈHIN,


IKÚ Ó, IKÚ O!

Salve Ikú, Nós o saudamos e cultuamos

no òrun! Meus respeitos a ti Éégun ao

ouvirmos o som de tua voz. Hei! Hei!

Hei! Pai que estás aos pés do culto do

amor. Ikú no caminho adiante, Ikú no

caminho atrás, Salve Ikú, Salve Ikú.

GBÀDÚRÀ SI EGÚNGÚN

ÌKÚ ÒNÒN ÌKÚ LÉ ÈHIN, HEI! HEI! HEI!

BÁBÁ L’ÈSÈ AWO ÌFÉ

PÈLÉ-PÈLÉ Ó DÁRA
A WÒ SÍLÉ, A DÚPÉ,

OMO NI WON DÁRA

A WÉ OLÚWA ÌKÚ Ó BÀBÁ

A WÚRE, A WÚRE, BÀBÁ OLÚKÒTÚN.

A WÚRE, A WÚRE, BÀBÁ ALÁPÁÀLÀ.

A WÚRE, A WÚRE, BÀBÁ IGI.

A WÚRE, A WÚRE, BÀBÁ IGI-S’ÀWÓRÒ

A WÚRE, A WÚRE, BÀBÁ ALÁPOYÒ.

A WÚRE, A WÚRE, BÀBÁ AGBOULÁ.

A WÚRE, A WÚRE, BÀBÁ ERIN RIN.


A WÚRE, A WÚRE, BÀBÁ OMO ORÒ Ó

MI TÓTÓO. A WÚRE, A WÚRE, BÀBÁ

ISOTA ISSO.

A WÚRE RÉ ÈRIN.

A WÚRE RÌN RERE.

ÀSE!

A Morte no caminho adiante, a Morte

no caminho atrás, Hei! Hei! Hei!

Pai, estamos aos seus pés do culto de

amor.

Gentilmente Eu vos saúdo, sois o bem.


Olhai para Nós e para nossa casa,

agradecemos.

Façai com que vosso filhos estejam

bem.

Envolvei-nos, Senhor da Morte e Pai.

Desejai-nos o bem, desejai-nos o bem,

Pai, Senhor do Lado Direito.

Desejai-nos o bem, desejai-nos o bem,

Pai, que tem o àlà ao seu lado.

Desejai-nos o bem, desejai-nos o bem,

Pai, Senhor das árvores.


Desejai-nos o bem, desejai-nos o bem,

Pai, Senhor das árvores a quem

fazemos culto tradicional. Desejai-nos o

bem, desejai-nos o bem, Pai, Senhor

que traz alegrias.

Desejai-nos o bem, desejai-nos o bem,

Pai que caminha como o elefante.

Desejai-nos o bem, desejai-nos o bem,

Pai, Filho de Orò, perdoai-nos Senhor.

Desejai-nos o bem, desejai-nos o bem,


Pai, Pedra resistente que frutifica.

Desejai-nos o bem e façai-nos sorrir.

Desejai-nos o bem para que

caminhemos no bem.

Assim seja!

NKÍ BÀBÁ OLÚKÒTÚN

(Saudando o Senhor do Lado Direito)

K’ÒTÚN BÁJÀ DÉ O K’ÒTÚN OBA


K’Ó SÌN NKON SE ÉÉGUN Ò PÀÀRÀKÁ

K’ÒTÚN NBO A’RE

GBÀ RÚ OLÚSEMÒN OLÚKÒTÚN OLÓRI

ÉÉGUN ÉÉGUN E KI TO LÉSÈ OLÓRUN E

OLÚKÒTÚN BÀBÁ ÉÉGUN N WON NÍLÉ

WA NÍ

N ARÁ ÀIYÉ TÀBÍ ARAALÉ

E OLÚKÒTÚN!

Saudamos o Senhor do Lado Direito,

que chegou e lutou. Saudamos o Rei do

Lado Direito.
Saúdo aquele a quem servirei e farei as

coisas.

Como um Éégun menos importante,

que segue o mais importante.

Saudamos o Senhor do Lado Direito,

cultuando-o estamos bem. Faremos

oferendas ao Senhor que tem a

Sabedoria. Senhor do Lado Direito,

Cabeça (chefe) dos Egúngún. Éégun,

saudamos aquele que está aos pés de


Deus. Senhor do Lado Direito, Pai

Éégun.

Que com os demais está em nossa casa,

Com os espíritos da Terra ou com os

Ancestrais da Família.

NKÍ BÁBÁ ÉÉGUN

(Saudando Bàbá Éégun)

ÉÉGUN A YÈ, A KÍÌ GB’ÒRUN, MO JÚBÀ

RE ÉÉGUN MÒNRÌWÒ Í DÉ MI Ó KÍ E

EGÚNGÚN ÌKÚ GBÁLÉ SÁLÈ

A SI ÌWÀ
ÌKÚ TU GON

ÀSE FÚN WA.

Salve Éégun, saudamos aqueles que

vivem no céu. Meus respeitos a ti Éégun

ao ouvirmos o som de tua voz. Chega-te

a mim, aquele que te saúda Egúngún.

Que a Morte seja varrida para a terra.

Que vejamos a existência.

Que a Morte seja acalmada (aplacada) e

cortada. Que assim seja, para nós!


GBÀDÚRÀ TI ÉÉGUN

(Reza de Éégun)

ÌKÚ SÓN A LÈ

NÍBI BÀBÁ ALÁPÁÀLÀ. ÌKÚ DON OHUN

BÀBÁ

Ó KÍ S’ÀLÀ OJÚ WA

NÍ ÌFÉ AGÀ TO NÍ GBÈ OSÓ ÌKÚ A FÓ A

WÉ TO ÌKÚ Á LÈ, ÌKÚ Á LÈ, ÌKÚ ÀJÒ!


Morte, fique amarrada na terra

Aqui, Pai que tem o àlà (o pano branco)

ao seu lado Contra feitiços, a Morte e

outras coisas.

Pai, ponha o àlà e o olhar sobre nós.

Tenha amor e que estejamos aptos à

proteção

Contra os feitiços da Morte, eleve-nos e

envolva-nos bastante. Morte na terra,

Morte na terra, Morte viaje (vá

embora)!
GBÀDÚRÀ TI EGÚNGÚN

(Reza de Egúngún)

BÀBÁLÁÀSE SE YÌN SE ÌKÚ OLÚWÀ

KÒTÚN K’ÒTÚN A SÁÀ NUN GÓ-N-GÓ

ÌKÚ A DÉ.

Pai detentor do axé, podeis quebrar

(abrandar) a Morte. Senhor da

existência, saudamos o Lado Direito.

Saudamos o Lado Direito certamente

ficaremos limpos. Que a Morte nos seja

branda.
ORÍKÌ EGÚN

Egúngún kiki egúngún

Egún ikú ranran fe awo ku opipi

O da so bo fun le wo

Egún ikú bata bango egún de.

Bi aba f 'atori na le egún se de. Asé.

Louvado seja nome dos meus

Antepassados,

??que preservaram os mistérios do voo

e das penas.
Você que cria as palavras de reverência

e poder,

para os tambores que anunciam a sua

chegada.

Você que espalha seu poder, os

antepassados ??estão aqui. Falokun

Fatunmbi (oriki Book Orunmila)

Gbàdúrà ti Éégun

Ikú ayé, a kí ì bo òrun!

Mo júbà re Éégun mònrìwò.


Hei! Hei! Hei! Bàbá l’èsè awo ìfé. Ikú

l’onon, Ikú l’èhin,

Ikú ó, Ikú o!

Salve Ikú, Nós o saudamos e cultuamos

no òrun!

Meus respeitos a ti Éégun ao ouvirmos

o som de tua voz. Hei! Hei! Hei! Pai que

estás aos pés do culto do amor. Ikú no

caminho adiante, Ikú no caminho atrás,

Salve Ikú, Salve Ikú.

Gbàdúrà si Egúngún
Ìkú ònòn Ìkú lé èhin, Hei! Hei! Hei! Bábá

l’èsè awo ìfé

Pèlé-pèlé ó dára

A wò sílé, a dúpé,

Omo ni won dára

A wé Olúwa ìkú ó bàbá

A wúre, a wúre, Bàbá Olúkòtún. A wúre,

a wúre, Bàbá Alápáàlà.


AGRADAR.

Para obter uma graça de Ègún ,ofereça

um galo vermelho com esporão bem

grande numa sexta-feira para Bará

Lodê, de preferência ás doze horas, e

no mesmo dia a pessoa tem que

oferecer flores amarelas para os Ègúns,

levando a um cemitério e colocando em

uma cova ou túmulo que esteje ao seu

ver muito tempo abandonado. Coloque


a situação do desprezo que os

familiares e amigos deixaram ele,a

pouca importância que lhe dedicam e

faça você a alegria de valoriza-lo .Após

faça seus pedidos.E ao sair do cemitério

vá até uma igreja católica e pague uma

missa para todos os sofredores,passe

por um mercado público com passos

lentos,vendo as bancas e vitrines mas

não compre nada e não atenda nenhum


chamado,mesmo que seja uma vóz

conhecida.

=AGRADAR.

Para agradar Ègún que seja familiar,

devemos comprar um tecido branco de

preferência de algodão.de maneira que

possa fazer dele uma toalha de 40 cm

por 30 cm, procurar um local alto de

campo ou um local onde tenha grama e

árvore danificada,seja pelo tempo ou

por ação do homem,mas que dê a


nítida impresão de estar quaze morta

ou já seca.

Ao pé desta árvore faça a mesa

contendo : ambrosia ,café , água

mineral sem gás ,flores , fumo em rolo ,

cigarros , 9 velas brancas .

Fazer este ebó nas primeiras horas da

manhã,se possivel em um domingo .

= ATRAPALHAR INIMIGOS.

Para atrapalhar e derrotar inimigo a

pessoa pega utensílios de vidro que


estejam lascados ou estalados , coloca-

os em uma esquina de encruzilhada

aberta ,ou seja em um dos cantos,e

rega-os com cachaça .Acenda 12 velas

de sebo.

=ATRAPALHANDO UMA MULHER.

Para livrar uma mulher de má influência

de um Ègún , principalmente que esteje

agindo contra a sua vontade , devemos

fazer o seguinte axé:


-Comprar dois pombos fêmeas brancos

e saudaveis.

-Prepara-se um pacote com

*deburu,embrulhando em papel de

seda preta.

-Faça com que a pessoa vista-se com

roupas o mais colorida possível.

-Cante para todos os orixás ,e

lentamente vá rasgando a roupa da

pessoa deixando-a sem suas roupa que

ficarão no chão.
-Passe o pacote com o deburu no seu

corpo.

Passa-se os dois pombos brancos no

corpo da mulher , dos seios até as

partes genitais . Sacrifica-se os pombos

sem retirar totalmente a cabeça ,sobre

suas roupas e embrulha-se as aves nas

roupas e enterra-se tudo na beira da

praia .

=BÀBÁ ÈGÚN.
Numa segunda-feira,no horário

compreendido entre 06 horas e 09

horas,faça esta oração,procedendo da

seguinte maneira:

Acenda uma vela de sebo ,ao lado

coloque um copo com água fresca.

“....O espírito para nós sobrevive

é a quem nós saudamos e cultuamos no

céu

Apresentamos nossos respeitos,


Ó espírito, ao ouvir o som de vossa voz

Nós vos saudamos quando chegas até

nós

Vos saudamos Espíritos

A todos os ancestrais da minha família

Eu chamo a todos vós

Para virem dar-me proteção e ajuda.

eu peço a benção

Pais Espíritos.”

(fazer seus pedidos,conversando,como

se você estivesse trocando


idéias,pedindo opinião a uma pessoa

mais velha e culta.)

E que assim seja!

....após esta oração despachar a água

na rua,ou seja ao meio fio,saudando

com as palavras MOJUBÁ,três vezes.

=BABA ÈGÚN NITÁ .

Para agradar Babá Ègún Nitá ,coloca-se

“ *saraekó “ aos pés de uma árvore

seca ou que possua um buraco no

tronco , acende-se nove velas e


oferece-se nove saraekó dentro de uma

tigela branca com a borda lascada.Este

axé deve ser feito sempre em uma

segunda-feira.

=DEMANDA.

Pegue dois pratos brancos ,quebre-os

nas pontas.

Faça com eles uma casinha em forma

de triângulo.Coloque embaixo

excremento de cavalo,com o nome do

feiticeiro ou do seu inimigo dentro.


Regue tudo com cachaça,mas deixe um

pouco de aguardente na garrafa e

coloque uma bandeirinha colorida no

gargalo.Acenda uma vela de sebo .

=DERROTAR INIMIGOS.

Quando você estiver sendo perseguido

quer por encarnado ou

desencarnado,como por exemplo

espíritos obsessores, ou deseja obter

algo que esteja difícil, coloca-se 13

*apetê de inhame com dendê para Bará


.Arreia-se 12 bolas de inhame com *ori

e *efum para Obatalá e da-se de comer

aos Ègún sobras de comida de suas

refeições em número de nove.Deve

despachar tudo ao pé de uma árvore

velha de preferência semi-morta ou

seca,que tenha grama a sua

volta.Acenda uma vela branca para

Bará,uma branca e outra preta para

Obatalá e nove brancas para os

Ègúns.Ao retornar a sua residência


coloque em local visível uma bandeira

de pano branco.

DESPACHAR ÈGÚN DE CONHECIDO.

Prepara-se água de *acaça durante 9

dias seguidos. Durante estes 9 dias ,

seus familiares de sangue bebem desta

água.O que sobra a cada dia é colocado

em uma vazilha e despachado na

sepultura do morto no último dia,no

qual deve ser rezada três missas em


memória do defunto em igrejas

diferentes.-

=DINHEIRO.

Para conseguir dinheiro com ajuda de

Ègún, colocar atrás da porta uma

quartinha com água e 9 pedacinhos de

coco. De nove em nove dias despacha-

se a porta e substui-se a água e o coco .

Ao colocar a água na rua deverá

fraciona-la em três partes e cada uma

jogada deverá ser pronunciada a


saudação : MOJUBÁ ,VOZ SAÚDO

SANTAS ALMAS VENHAM ABRIR MEUS

CAMINHOS. Oriento para que este axé

seje feito ás segunda,quarta ou sexta

feiras,claro se for necessário e você

tiver tempo disponível faça os três dias.

Se por ventura morar em

apartamento,vá até a porta e despeje

na rua ,de preferência que não seje

emediato na saida do seu prédio para

não intimidar e respeitar o direito dos


outros,evitando assim

constrangimento,e podendo você

exercer o seu direito de efetuar os

rituais de sua fé,sua religião.

Se estiver chovendo,não é necessário

colocar o copo com água e nem

despachar, lógicamente.

O melhor horário para este axé é dás

21hs ás 24 hs.Nos locais em que existe

mudança do horário no período de


verão deverá seguir o horário normal

do ano todo.

=DINHEIRO ,*MACAXEIRA COM

FRANGO . -1 litro de água.

-40 pedaços pequenos de macaxeira . -

1/2 cebola média roxa picada.

-4 dente de alho.

-1 peito de frango. -sal. -pimenta-do-

reino . -salsa picada. -azeite-de-dênde.


-Em uma panela cozinhe os cubinhos de

macaxeira e o frango .Por 20

minutos.Deixe a macaxeira com a água

e retire o frango,e deixe reservado.

-Frite a cebola e o alho com dendê,

coloque na panela onde estava a

macaxeira ,misture bem e amasse com

o socador de madeira.

-Desfie a galinha e misture com o purê

da macaxeira,bem como a salsa picada.


-Após tudo misturado coloque em tigela

branca, após enfeite com folhas inteira

de salsa.

Despachar numa segunda-feira próximo

a um rio,acender uma vela amarela e

seis velas de sebo.

=ENCRENCAS.

Se tem Ègún encomodando ,leve um

pouco de resto de sua comida a um

cemitério e ao pé de uma árvore faça o


oferecimento da comida com 9 velas de

sebo.

=ENLOUQUECER ALGUÉM.

Para enlouquecer uma pessoa usando a

vibração de Ègún,você deve comprar

um peixe fresco de boa aparência , de

preferência um peixe que seja de sua

região,ou mais comum se for uma

região que não tenha produção ou

criação em cativeiro,ele deve estar com

as víceras intactas,portanto tenha


calma ao abri-lo.Após a abertura que

deve ser do tamanho necessário para

você colocar dentro dele um sinal do

seu desafeto,podendo ser

retrato,nome,apelido,sinal como fio de

cabelo, ou simplesmente um papel com

a inscrição fulano(a) escrito sete vezes,e

por cima do escrito rabisque sete

cruzes, sempre utilizando

lápis,grafiti.Coloque dentro da barriga

do peixe junto com dois tipos de


pimenta moída e uma pimenta fresca

preferencialmente unha de moça,que

você deve picar rezando a prece

=*BÀBÁ ÈGÚN=, e fazer seu

pedido.Após fechar a barriga do

peixe,pegue nove velas de sebo e

acenda oferecendo as benditas santas

almas.

Despachar dentro de um rio ,mas se

caso em sua cidade não houver ou for

de difícil acesso,execute durante 7 dias


a oração e acenda as velas,no final,ou

seja no sétimo dia após fazer as orações

espere as velas queimarem até o final

,embrulhe todos os restos de vela dos

sete dias, empacote junte com o peixe e

leve até o portão principal, de um

cemitério.

=GUERRA ESPIRITUAL.

Se você esta em meio a uma demanda e

esta difícil vence-la ou ter sossego,faça

este axé com Nanã e os Ègún:


sacrifica-se um pombo branco pedindo

a Nanã o que deseja e outro preto aos

Ègún.

Nunca use faca para puchar para

Nanã,devendo seus axés de corte ser

feito com as mãos.

Coloque no alguidar o pombo da

Nanã,e enfeite com *deburu feita no

dendê.O pombo de ÈGÚN coloque no

alguidar e regue com cachaça.As


cabeças devem ser jogadas em uma

praça bem distante de sua casa.

Despache os pombos em um local em

que seja pantanoso,ou que tenha barro

,acenda uma vela vermelha para exu

Mulo,uma vela lilás para Nanã, e nove

velas de sebo para as Almas.

=LIVRAR-SE DE EGUN.

Banhar a pessoa com água de cangica

branca , fazer um pacote com os grãos


e passar na pessoa .Fazer um pacote

com milho torrado.

Passar um pombo do mesmo sexo da

pessoa doente , na pessoa e solta-lo

com vida .

Os pacotes são colocados num alguidar

e cobertos com outro alguidar

emborcado por cima. Colocar em sua

volta Formando um triângulo três

pratos brancos com pipoca e uma vela

acesa no centro do triângulo.


Despachar tudo próximo a um rio.

Preferencialmente numa quarta-feira.

=MOLHO BRANCO PARA ALMAS.

-2 COLHERES DE SOPA DE *ORI.

-1 CEBOLA MÉDIA BRANCA RALADA.

-4 COLHERES DE SOPA DE AMIDO DE

MILHO. -2 CHÍCARAS DE CHA DE LEITE

DE VACA.

-Leve o ori ao fogo e acrescente a

cebola e deixe dourar,não queimar. -

Dissolva o amido de milho no leite frio e


junte à cebola dourada. -Mexa até

engrossar e soltar do fundo da panela.-

=PERSEGUIÇÃO DE EGUN.

Para livrar-se da perseguição de um

Ègún que esteja lhe prejudicando mas

você não o que fazer mal,por se tratar

de um parente ou amigo faça o

seguinte:pegue três rosas branca,retire

suas pétalas , coloque em uma vasilha e

deixe por nove horas elas mergulhadas


em água limpa.Cubra o vasilhame com

uma toalha virgem branca.

Faça um pacote com as folhas e os

galhos da rosa,bote fora.

Acenda uma vela quando fizer sete

horas que você colocou as pétalas de

molho.

Após completar as nove horas lave o

rosto com a água das flores .Mantenha

sempre os olhos abertos.


Pegue as pétalas e a água e jogue no

meio fio da rua.Se a vela estiver

apagada jogue as sobras dela também.

Caminhos de BABAS EGUNS

BABÁ AKINBIY-Baba Egun ligado ao

Orixá Ogun.

BABÁ ALAPALÁ- Baba Egun ligado aos

Orixás Obaluayê,Xangô e Oyá.--------


BABÁ APÁRAKÁ- Babá Egun ligado aos

Orixás Oxum e Oyá.---------

BABÁ ARISOGI- Babá Egun ligado ao

Orixá Ogum.-----------

BABÁ ATÔ-Babá Egun ligado ao Orixá

Oxala-Oxalufã.-------

BABÁ BAKÁ BAKÁ-Baba Egun ligado ao

Orixá Obaluayê.--------

BABÁ BANBUXÉ-Original em Iorubá

Babá Banbuxê Adinimodó.---------


BABA JOTOLU-Babá egun ligado ao

Orixá Oyá.--------

BABÁ AGBOULÁ-Babá Egun ligado ao

Orixá Xangô.---------

BABÁ ODE LAYIELU-Babá Egun ligado a

Odudua e Igbo,e aos Orixás Oyá Lode

Egun.-------- BABÁ OJE LADE-Babá Egun

ligado ao orixá Oyá.------

BABÁ OKIN-Babá Egun ligado a Odé.-----

---
BABA OLOJÉ-Babá Egun ligado ao Orixá

Aribanije (tempo)

BABÁ OYÁBIYI-Babá Egun ligado ao

Orixá Oyá.-------

BABÁ TOLUGENAN-Babá Egun ligado ao

Orixá Oyá.---------

BABÁ XEMBÉ-Babá Egun ligado ao Orixá

Oxumarê.------

BABÁ OLOKOTUN-Babá Egun ligado ao

Orixá Xangô.--------
BABÁ ARASOJU-Babá Egun ligado ao

Orixá Xangô.--------

BABÁ OLOBOJO-Babá Egun ligado ao

Orixá Xangô.------

BABÁ ABE-Babá Egun ligado ao Orixá

Ogum.--------

BABÁ ADE ORUN- Babá Egun ligado ao

Orixá Ogum.-----

BABÁ LAJE ORUN-Babá Egun ligado ao

Orixá Ogum.
BABÁ AJIMUDA-Babá Egun ligado ao

Orixá Oyá.-------

BABÁ ABIKURE-Babá Egun ligado ao

Orixá Omolu.-----

BABÁ BEBA-Babá Egun ligado ao Orixá

Oxum.-------

BABÁ PÉ-Baba Egun ligado ao Orixá

Oxum.--------

BABÁ KELEBE-Babá Egun ligado ao Orixá

Oxálá.------
BABÁ LAPURIO-Babá Egum ligado ao

Orixá Oxálá.-------

BABÁ IBI ORUN-Baba Egun ligado ao

Orixá Oxumarê.-----

BABÁ OLOJOPIU-Babá Egun ligado ao

Orixá Oxumarê.-------

BABA AMOROMINTODO-Babá Egun

ligado ao Orixá Iemanjá.------- BABÁ

IYAWO-Babá Egun ligado a Caboclo.-----

BABÁ EKUNILE-Babá Egun ligado ao

Orixá Ogun.-----
BABÁ MORO-Babá Egun ligado ao Orixá

Iemanjá.

EBÒ PROPICIATÓRIO PARA OS

CAMINHOS DE EGUN DO ODU

EDILOBON

MATERIAL:

01 PADÊ DE DENDÊ

01 PADÊ DE CACHAÇA

01 PADÊ DE MEL

01 PADÊ DE ÁGUA
07 OVOS BRANCOS (ESTOURÁ-LOS

POR TRÁS DO CLIENTE)

07 EFURÁS COM OLHINHOS DE

CARVÃO

1/2K FEIJÃO PRETO AFERVENTADO

1/2K FEIJÃO ROXO

1/2K FEIJÃO BRANCO

1/2K ARROZ BRANCO

1/2K MILHO DE GALINHA

ALPISTE

PIPOCAS FEITAS NO DENDÊ


07 ACAÇÁS AMARELOS

07 PÃEZINHOS PEQUENOS

CANJICA BRANCA À VONTADE

LOCAL:

PORTA DO CEMITÉRIO

MODO DE FAZER:

NA PORTA DO IGBALE FORRAR COM 1M

DE MORIM PRETO, 1M DE MORIM

VERMELHO E 1M DE MORIM BRANCO.

COLOCAR O CLIENTE DE COSTAS PARA

O PORTÃO DO CEMITÉRIO, CRUZÁ-LO


COM PEMBA BRANCA E COBRI-LO COM

3M DE MORIM BRANCO. NA FRENTE

DO CLIENTE, NO CHÃO, EM SENTIDO

HORIZONTAL, COLOCAR 7 FOLHAS DE

MAMONA ROXA. PASSAR NO CLIENTE

OS MATERIAIS, DIVIDINDO- OS NAS 7

FOLHAS. SOLTAR 7 BUCHAS DE

PÓLVORA COM ENXOFRE EM PÓ E

PITADAS DE SAL E AÇÚCAR, DERRAMAR

7 GOTAS DE AZOUGUE NO CORPO DO

CLIENTE E FINALMENTE, BATER NO


CORPO DA PESSOA DA CABEÇA AOS PÉS

COM OS 7 TALOS DA MAMONA QUE

SERÃO QUEBRADOS E TAMBÉM

DISTRIBUÍDOS NAS 7 FOLHAS. 0

CLIENTE SERÁ RETIRADO PELO LADO DO

EBÓ, RODANDO RÁPIDO EM SENTIDO

HELICOIDAL A UMA BOA DISTÂNCIA DO

TRABALHO.

NA VOLTA, DAR BANHO DE AGBO.

CORTAR PRIMEIRO PARA OS EXUS DA

CASA, DEPOIS PARA OS EXUS DO


CLIENTE, ARRIANDO COMIDAS SECAS

PARA OS ORIXÁS DO CLIENTE, E PARA

OYA E 0GUN

EBÓ EGUN

Elementos utilizados:

1 Alguidar

1 Quartinha de Barro
Terra

Pano Morim Branco

Bola de Aguá

Bola de Mel

Ekuru

Acáça

Cachaça

Dende

Lista de nomes dos falecidos da

família da pessoa
Roupa usada pelo menos 2 dias

(dormir com a roupa) e depois será

rasgada

Pirão de Farinha de Mandioca quente

1 Frango branco

21 Moedas de pequeno valor

Buzios

Velas brancas
ÌBÀ

Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà

nle o

Venha rapidamente testemunhar, e

tornar consciência, Orixá venha escutar

meu louvor a ti.

Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà

nle o

Venha rapidamente testemunhar, e

tornar consciência, Orixá venha escutar

meu louvor a ti.


Ìbá è iyìn te layè

Deito-me sobre a terra para louvar-lhe

Iyìn

Escute meu louvor

Ìbá è iyìn sa lorun

Saudações aos ancestrais que estão no

céu Iyìn

Escute meu louvor

Mo jùbá Égún àiyé esiba orun

Meus respeitos a Égún da vida e aos

que estão no céu Iyìn


Escute meu louvor

Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà

nle o

Venha rapidamente testemunhar, e

tornar consciência, Orixá venha escutar

meu louvor a ti.

Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà

nle o

Venha rapidamente testemunhar, e

tornar consciência, Orixá venha escutar

meu louvor a ti.


Ìbá ati yo ojó ati wò òórun

Saudações a saída do dia e ao sol

poente, Iyìn

Escute meu louvor

Ìbá ìkóríta meta ipade orun

Saudações as encruzilhadas que levam

ao céu Iyìn

Escute meu louvor

Ìbá òsán gangan Obamakin

Saudações à tarde Obamakin


Iyìn Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà

mámà nle o

Venha rapidamente testemunhar, e

tornar consciência, Orixá venha escutar

meu louvor a ti.

Iyìn

Escute meu louvor

Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà

nle o
Venha rapidamente testemunhar, e

tornar consciência, Orixá venha escutar

meu louvor a ti.

Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà

nle o

Venha rapidamente testemunhar, e

tornar consciência, Orixá venha escutar

meu louvor a ti.

Ìbá kùtúkùtu Obayigbó

Saudações pela manhã Obayigbó

Iyìn
Escute meu louvor

Ìbá Okukudoru Òrisanlá Osere Magbo

Saudações Okukudoru Òsisanlá Osere

Magbo Iyìn

Escute meu louvor

Ìbá irun ìmònle ojúkòtun

Saudações aos 400 Orixás da direita Iyìn

Escute meu louvor

Ati igba ìmònle ojúkòsi

E aos 200 Orixás da esquerda Iyìn

Escute meu louvor


Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà

nle o

Venha rapidamente testemunhar, e

tornar consciência, Orixá venha escutar

meu louvor a ti.

Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà

nle o

Venha rapidamente testemunhar, e

tornar consciência, Orixá venha escutar

meu louvor a ti.

Iyìn
Escute meu louvor

Ìbá òtalenirinwo irun ìmònle

Saudações aos 401 Orixás

Iyìn

Escute meu louvor

To já tàri onà orun gbàngàn

Que vem do céu

Iyìn

Escute meu louvor

Ìbá olúgbo inún igbó

Saudações aos Orixás da floresta


Iyìn

Escute meu louvor

Ìbá olúgbohùn ile ódàn

Saudações aos Orixás da voz

Iyìn

Escute meu louvor

Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà

nle o

Venha rapidamente testemunhar, e

tornar consciência,

Orixá venha escutar meu louvor a ti.


Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà

nle o

Venha rapidamente testemunhar, e

tornar consciência, Orixá venha escutar

meu louvor a ti.

Ìbá ògéré àfòkoyérí

Saudações aos Orixás da terra

Iyìn

Escute meu louvor

Ìbá àtetèré-k’àiyé alópò-ìka

Saudações Àtetèré-K’àiyé Alópò-Ìka


Iyìn

Escute meu louvor

Ìbá Ìyámi Òsòròngá apani máà hágún

Saudações a minha mãe Òsòròngá

Apani Máà Hágùn Iyìn

Escute meu louvor

Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà

nle o

Venha rapidamente testemunhar, e

tornar consciência, Orixá venha escutar

meu louvor a ti.


Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà

nle o

Venha rapidamente testemunhar, e

tornar consciência, Orixá venha escutar

meu louvor a ti.

Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà

nle o

Venha rapidamente testemunhar, e

tornar consciência, Orixá venha escutar

meu louvor a ti.


Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà

nle o

Venha rapidamente testemunhar, e

tornar consciência, Orixá venha escutar

meu louvor a ti.

ÀDÚRÀ TI EGÚNGÚN

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Gbogbo mònríwo

Todos os espírito do mònriwo

Ilè mo pè o
Terra, eu vos chamo!

Egúngún o

Ó Egúngún!

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Gbogbo mònríwo

Todos os espírito do mònriwo

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Egúngún o

Ó Egúngún!
Egúngún a yè, kíì sé bo òrun

Egúngún para nós sobrevive, a ele

saudamos e cultuamos

Mo júbà rè Egúngún mònríwo

Apresento-vos meus respeitos, ó

espírito do maríwo

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Gbogbo mònríwo

Todos os espírito do mònriwo

Ilè mo pè o
Terra, eu vos chamo!

Egúngún o

Ó Egúngún!

A kíì dé wa ó, a kíì é Egúngún

Nós vos saudamos quando chegais até

nós, vos saudamos Egúngún Won

gbogbo ará asíwájú awo

A todos os ancestrais do culto

Won gbogbo aráalé asíwájú mi

A todos os ancestrais da minha família

Ilè mo pè o
Terra, eu vos chamo!

Gbogbo mònríwo

Todos os espíritos do mònriwo

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Egúngún o

Ó Egúngún!

Mo pè gbogbo ènyin

Todos os espírito do maríwo

Si fún mi ààbò àti ìrònlówó


Eu chamo a todos vós para virem dar-

me proteção e ajuda

Agó, kìì ngbó ekún omo rè

Agó ao ouvir o choro dos filhotes,

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Gbogbo mònríwo

Todos os espírito do mònriwo

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Egúngún o
Ó Egúngún!

Ki o ma ta etí wéré

Responde rapidamente

Bàbá awa omo re ni a npè o

Ó pai, somos teus filhos e te chamamos

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Gbogbo mònríwo

Todos os espírito do mònriwo

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!


Egúngún o

Ó Egúngún!

Ki o sare wá jé wa o

Vem logo nos ouvir

Ki o gbó ìwùre wá

Ouve nossas rezas

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Gbogbo mònríwo

Todos os espírito do mònriwo

Ilè mo pè o
Terra, eu vos chamo!

Egúngún o

Ó Egúngún!

Má jè a ríkú èwe

Livra-nos da mortalidade “infantil” Má

jè a ríjà Èsú

Proteja-nos da ira de Èsú

Má jè a ríjà Ògún

Proteja-nos da ira de Ògún

Má jè a rija omi

Proteja-nos da ira das águas


Má jè a rija Soponná

Proteja-nos da ira de Soponná

Ilè mo pè o

Terra eu vos chamo!

Gbogbo mònríwo

Todos os espírito do mònriwo

Ilè mo pè o

Terra eu vos chamo!

Egúngún o

Ó Egúngún

Mo juba, bàbá Egúngún


Eu vos peço abenção, Pais Espíritos Ilè

mo pè o

Terra eu vos chamo!

Egúngún o

Ó Egúngún

O Que É Cantado Na Hora Do Ebó

Ioruba Com Tradução:

Saara rè ebó kú ònòn,

Sacudo-lhe com ebó, para pôr a morte

no caminho (mandar embora)

Saara ré ebó kú ònòn ó


Sacudo-lhe com ebó, para pôr a morte

no caminho (mandar embora)

Cantiga Para Passar A Pipoca Na Hora

Do Ebó

Ó Ìyá gbálè lérí ó, ó ìyá gbálè

Ó mãe varra sobre a cabeça dele, ó

mãe varra.

Ó Ìyá gbálè lérí ó, ó ìyá gbálè

Ó mãe varra sobre a cabeça dele, ó

mãe varra.

Gbálè, Gbálè Kiní sórí ó,


Varra, varra o que estiver sobre a

cabeça dele,

Ikú Gbálè lérí ó, ikú gbálè ara nlo.

Varra Ikú de sobre a cabeça dele, varra

Ikú para que ela vá embora do seu

corpo.

Contra egun

Afinal o que são "Contra-Eguns"?


Ninguem está livre de energias ruins,

por isso até Zeladores, Ogan, Ekedjes e

Egbomís usam Contra-Eguns.

Segundo o Conhecimento aplicado

pelos antigos no candomblé, O Contra

Eguns é instrumento de Obaluayê (O

Rei da Terra), que espantaria as

energias negativas das pessoas, mas

alguns dizem que Ewá, Oyá e Ogun

também tem seu papel quanto a esse

traçado de palha da costa.


Algumas pessoas alegam que contra

egum pode ser utilizado nos braços, nas

pernas ou na cintura, mas isso é um

erro. O contra egum usado nos braços

tem o nome de Ikan e sua função é

neutralizar os eguns, pois acredita-se

que o egun para tomar o corpo do

iyawo entra pelas mãos ou pelos pés,

pois a cabeça(ori) é dominio do orisa, e

ao usa-lo o iyawo esta protegido, o Ikan

faz a divisão entre as mãos e o ori, e


quando é amarrado nos braços

dividindo o profano do sagrado(ori-

Aperô)pois ori encontra-se acima dos

ombros, aonde o Ikan faz a divisão.Os

ombros representam o aperê natural

onde ori esta assentado.

O que se usa nos tornozelos tem outro

nome,( o OPACHORÔ ou PACHAKORO

(que também pertence a Obaluayê) e

nesse utiliza-se um guizo preso, (pois

seu barulho espanta os eguns. ) é aonde


prendemos o xaorô do iyawo, que ao

fazer barulho espanta os eguns que

possam estar no caminho dele.Conta

uma lenda que vodun Possú era filho de

Obaluayê e que nascera com garras e

surdo e se perdia na mata por também

ter deficiência visual, Obaluayê

preocupado com tal situação amarrou o

Xaoro com um trançado de palha da

costa no tornozelo de Possú,pois

quando ele se perdia o barulho que os


xaoros faziam mostrava a Obaluayê

aonde encontra-lo e ainda afastava os

eguns de perto de Possu.

Já na cintura usa-se o cordão umbilical (

Umbigueira) que representa a ligação

direta do iniciado com seu Orixá e com

Osun.

Todo Iyawô é obrigado a usar contra-

egum, umbigueira, e mucam (Cordão de

palha da costa trançada cujos fechos

são duas “vassourinhas” de palha; este


cordão constitui um símbolo do Iaô e é,

geralmente, preservado por toda vida.

)pelo menos por um ano para manter a

proteção por estar o ori do iyawo ainda

novo demais,e somente após o Bori de

um ano, pode -se liberar o iyawo da

obrigatoriedade do contra-egum diário.

O contra-egum é uma defesa do Iaô. O

próprio nome já diz, é contra as forças

maléficas espirituais, contra fluxo

energético que possam influenciar a


cabeça do Iyaô. A umbigueira, na

realidade é uma ligação de Oxum,

Ligação ao útero . No jeje é uma ligação

de Bessém para com o Iyawô, ou seja, é

a cobra mordendo o próprio rabo. A

umbigueira não é para cortar o 'DESEJO

SEXUAL"como muitos dizem por aí. O

instinto sexual ele é pessoal, ele é

controlado por obediência, por fé e por

força de vontade também.A umbigueira

nada mais é do que uma representação


de Oxum e sua ligação com o Iyawo

sendo gerado dentro do "ÚTERO"

espiritual, que é o roncó ou rundeme,

mantendo a união entre o iyawo e seu

orisa. Quando estamos com a

umbigueira, o nosso cordão umbilical

ainda está preso no Orixá, preso a

Oxum. Devem ser usados como joias

espirituais de proteção para o Iyawo.

Isso é precioso e enaltece a nossa

cultura. Existe, rezas para colocar e tirar


os contra eguns, a umbiqueira e o

xaoro, tudo dentro do ritual do

candomblé, isso vem fortalecer o que

os antigos falavam que os "contra-

eguns somente devem ser usados por

pessoas iniciadas na religião, e não em

clientes.

Curiosidades

Xangô criador de Culto a Egungun


Traje da dança egungun no Brooklyn

Museum, em Nova Iorque

Xangô é o fundador do culto aos eguns,

somente ele tem o poder de controlá-

los, como diz um trecho de um Itã:

Em um dia muito importante, em que

os homens estavam prestando culto aos

ancestrais, com Xangô à frente, as Iyámi

Ajé fizeram roupas iguais às de

Egungun, vestiram-na e tentaram

assustar os homens que participavam


do culto. Todos correram menos Xangô,

que ficou e as enfrentou, desafiando os

supostos espíritos. As Iyámis ficaram

furiosas com Xangô e juraram vingança.

Em um certo momento em que Xangô

estava distraído atendendo seus

súditos, sua filha brincava alegremente:

subiu em um pé de obi, e foi aí que as

Iyámis Ajé atacaram e derrubaram a

Adubaiyani, filha de Xangô que ele mais

adorava. Xangô ficou desesperado, não


conseguia mais governar seu reino, que,

até então, era muito próspero. Foi até

Orunmilá, que lhe disse, então, que

Iyami era quem havia matado sua filha.

Xangô quis saber o que poderia fazer

para ver sua filha só mais uma vez, e

Orunmilá lhe disse para fazer oferendas

ao orixá Iku Oniborun), o guardião da

entrada do mundo dos mortos. Assim

Xangô fez, seguindo, à risca, os

preceitos de Orunmilá. Xangô


conseguiu rever sua filha e tomou para

si o controle absoluto dos mistérios de

egungum (ancestrais), estando agora

sob domínio dos homens este culto e as

vestimentas dos eguns, e se tornando

estritamente proibida a participação de

mulheres neste culto. Caso essa regra

seja desrespeitada, se provocará a ira

de Olorun, Xangô, Iku e dos próprios

eguns. Este foi o preço que as mulheres


tiveram que pagar pela maldade de

suas ancestrais no Brasil

Babá Abaolá por Carybé.

Egungum[2] é o espírito ancestral de

pessoa importante, homenageado no

culto aos egunguns. Esse culto é feito

em casas separadas das casas de orixá.

No Brasil, o culto principal a egungum é

praticado na ilha de Itaparica, no estado

da Bahia, mas existem casas em outros

estados. Normalmente, é chamado de


Babá (pai) Egun e Babá-Egun. Também

pode ser referido como Êssa, nome dos

ancestrais fundadores do Aramefá de

Oxóssi (conselho de Oxóssi, composto

de seis pessoas). Ou Esa, espírito dos

adoxu e dignitários do egbe (casa). Os

nagôs cultuam os espíritos dos mais

velhos de diversas formas, de acordo

com a hierarquia que tiveram dentro da

comunidade e com a sua atuação em

prol da preservação e da transmissão


dos valores culturais. E só os espíritos

especialmente preparados para serem

invocados e materializados é que

recebem os nomes egum, egungum,

Babá Egun ou simplesmente Babá (pai),

sendo objetos desse culto todo

especial.

Porque o objetivo principal do cultos

dos eguns é tornar visíveis os espíritos

dos ancestrais, agindo como uma

ponte, um veículo, um elo entre os


vivos e seus antepassados. E, ao mesmo

tempo que mantém a continuidade

entre a vida e a morte, o culto mantém

estrito controle das relações entre os

vivos e mortos, estabelecendo uma

distinção bem clara entre os dois

mundos: o dos vivos e o dos mortos (os

dois níveis da existência). Assim, os

babás trazem, para seus descendentes

e fiéis, suas bênçãos e seus conselhos

mas não podem ser tocados, e ficam


sempre isolados dos vivos. Suas

presença é rigorosamente controlada

pelos ojé (sacerdotes do culto) e

ninguém pode se aproximar deles.

Os egunguns se materializam,

aparecendo para os descendentes e

fiéis de uma forma espetacular, em

meio a grandes cerimônias e festas,

com vestes muito ricas e coloridas, com

símbolos característicos que permitem

estabelecer sua hierarquia. Os Babá


Egun ou Egun Agbá (os ancestrais mais

antigos) se destacam por estar cobertos

com uma roupa específica de egum,

chamada de eku na Nigéria ou "opá" na

Bahia: são enfeitadas com búzios,

espelhos e contas e por um conjunto de

tiras de pano bordadas e enfeitadas que

é chamado abalá, além de uma espécie

de avental chamado "bantê", e por

emitirem uma voz característica,

gutural ou muito fina.


Os Aparaká são eguns mais jovens: não

têm abalá nem bantê e nem uma forma

definida; e são ainda mudos e sem

identidade revelada, pois ainda não se

sabe quem foram em vida. Acredita- se,

então, que, sob as tiras de pano,

encontra-se um ancestral conhecido ou,

se ele não é

reconhecível, qualquer coisa associada

à morte. Neste último caso, o egungum

representa ancestrais coletivos que


simbolizam conceitos morais e são os

mais respeitados e temidos entre todos

os egunguns, guardiães que são da ética

e da disciplina moral do grupo. No

símbolo egungum, está expresso todo o

mistério da transformação de um ser

deste mundo num ser do além, de sua

convocação e de sua presença no Aiyê

(o mundo dos vivos). Esse mistério

(Awô) constitui o aspecto mais

importante do culto.
Segundo a tradição, o culto de Egungun

é originário da região de Oyò, na África.

É um culto exclusivo de homens, sendo

Alápini o cargo mais elevado dentro do

culto, tendo, como auxiliares, os Ojés.

Todo integrante do culto de egungun é

chamado de Mariwó. Xangô (Sòngó) é o

fundador do culto a egungum: somente

ele tem o poder de controlá-los, como

diz um trecho de um Itan:


Em um dia muito importante, em que

os homens estavam prestando culto aos

ancestrais, com Xangô à frente, as Yàmi

fizeram roupas iguais às de Egungum,

vestiram-na e tentaram assustar os

homens que participavam do culto.

Todos correram mas Xangô não o fez,

ficou e as enfrentou, desafiando os

supostos espíritos. As Yàmi ficaram

furiosas com Xangô e juraram vingança.

Em um certo momento em que Xangô


estava distraído atendendo a seus

súditos, sua filha brincava alegremente,

subiu em um pé de obi, e foi aí que as

Yàmi atacaram e derrubaram

Adubaiyni, a filha de Xangô que ele

mais adorava. Xangô ficou desesperado,

não conseguia mais governar seu reino,

que, até então, era muito próspero. Foi

até Orunmilà, que lhe disse que Yàmi é

que havia matado sua filha. Xangô quis

saber o que poderia fazer para ver sua


filha só mais uma vez, e Orunmilà lhe

disse para fazer oferendas ao orixá Ikù

(Oniborun), o guardião da entrada do

mundo dos mortos. Assim fez Xangô,

seguindo à risca os preceitos de

Orunmilà.

Xangô conseguiu rever sua filha e pegou

para si o controle absoluto dos

egunguns (ancestrais), estando agora

sob domínio dos homens este culto e as

vestimentas dos egunguns, e se


tornando terminantemente proibida a

participação de mulheres neste culto.

Por terem provocado a ira de Olorum,

Xangô, Ikú e dos próprios egunguns,

este foi o preço que as mulheres

tiveram que pagar pela maldade de

suas ancestrais, as Yami.

É o culto aos ancestrais masculinos,

originário de Oyo, capital do império

Nagô, que foi implantado no Brasil no

início do século XIX.


O culto principal aos egunguns é

praticado na ilha de Itaparica, no estado

da Bahia, mas existem casas em outros

estados.

Quanto ao aspecto físico, um terreiro

de egungum ou egum apresenta,

basicamente, as seguintes unidades:

um espaço público, que pode ser

frequentado por qualquer pessoa, e

que se localiza numa parte do barracão

de festas;
uma outra parte desse salão, onde só

podem ficar e transitar os iniciadores, e

para onde os eguns vêm quando são

chamados, para se mostrar

publicamente;

uma área aberta, situada entre o

barracão e o Ilê Igbalé (ou Ilê Awô - a

casa do segredo), onde também se

encontra um montículo de terra

preparado e consagrado, que é o

assentamento de Onilé;
um espaço privado ao qual só têm

acesso os iniciados da mais alta

hierarquia, onde fica o Ilê Awô, com os

assentamentos coletivos, e onde se

guardam todos os instrumentos e

paramentos rituais, como os Isan

(pronuncia-se "ixan"), longas varas com

as quais os Ojés invocam (batendo no

chão) e controlam os egunguns.

História
O culto a egum ou egungum veio da

África junto com os Orixás trazidos

pelos negros escravizados . Era um

culto muito fechado, secreto mesmo,

mais que o dos orixás, por cultuarem os

mortos.

A primeira referência do culto de egum

no Brasil, segundo Juana Elbein dos

Santos, foram duas linhas escritas por

Nina Rodrigues, referindo-se a 1896,

mas existem evidências de terreiros de


egum fundados por africanos no

começo do século XIX.

Os terreiros de egum mais famosos

foram:[3]

Terreiro de Vera Cruz: fundado por

volta de 1820 por um africano chamado

"Tio Serafim", em Vera Cruz, na Ilha de

Itaparica. Ele trouxe, da África, o egum

de seu pai, invocado até hoje como

Egun Okulelê. Faleceu com mais de cem

anos.
Terreiro de Mocambo: fundado por

volta de 1830 por um africano chamado

"Marcos-o-Velho" para distingui-lo do

seu filho, na plantação de Mocambo,

Ilha de Itaparica. Teria comprado sua

carta de alforria, anos mais tarde teria

voltado à África junto com seu filho

Marcos Teodoro Pimentel, conhecido

como "Tio Marcos", lá permanecendo

por muitos anos aperfeiçoando seus

conhecimentos litúrgicos, onde


também seu filho foi iniciado. Quando

voltaram, trouxeram, com eles, o

assento do Baba Olukotun, considerado

o Olori Egun, o ancestral primordial da

nação nagô.

Terreiro de Encarnação: fundado por

volta de 1840 por um filho do Tio

Serafim, chamado "João- Dois-Metros"

por causa de sua altura, no povoado de

Encarnação. Foi nesse terreiro que se

invocou, pela primeira vez no Brasil, o


egum Baba Agboula, um dos patriarcas

do povo Nagô.

Terreiro de Tuntun: fundado por volta

de 1850 pelo filho de Marcos-o-Velho,

chamado Tio Marcos, num velho

povoado de africanos denominado

Tuntun, na Ilha de Itaparica. Marcos

possuiu o título de Alapini, Ipekun Ojé,

Sacerdote Supremo do Culto aos

Egunguns. Na tradição histórica Nagô, o


Alapini representa os terreiros de egum

no afin, o palácio real.

Tio Marcos, Alapini, faleceu por volta de

1935, e, com sua morte, desapareceu o

terreiro do Tuntun, porém a tradição do

culto a Baba Olokotun continuou

através de seu sobrinho Arsênio

Ferreira dos Santos, que possuía o título

de Alagba. Este migrou para o Rio de

Janeiro levando o assento de Baba

Olokotun para o município de São


Gonçalo. Depois do falecimento de

Arsênio, os assentos dos Baba

retornaram para Bahia, através do atual

Alapini, Deoscoredes M. dos Santos,

conhecido como "Mestre Didi Axipá",

presidente da Sociedade Cultural e

Religiosa Ilê Axipá. Mestre Didi foi

iniciado na tradição do culto aos

egunguns por Marcos e Arsênio.

Terreiro do Corta-Braço: na Estrada das

Boiadas, ponto de reunião de


praticantes da capoeira, atualmente

bairro da Liberdade, cujo chefe era um

africano conhecido como Tio Opê. Um

dos Ojé, sacerdotes do culto aos

egunguns, conhecido como "João Boa

Fama", iniciou alguns jovens na Ilha de

Itaparica, que se juntariam com os

descendentes de Tio Serafim e Tio

Marcos para fundarem o Ilê Agboulá,

no bairro Vermelho, próximo à Ponta

de Areia.
Outros terreiros de egunguns foram

registrados no final do século XIX: um,

localizado em Quitandinha do Capim,

que cultuava os eguns Olu-Apelê e

Olojá Orum; o de Tio Agostinho, em

Matatu, que se tornou ponto de

concentração de vários Ojés de outras

casas, inclusive o alapini Tio Marcos; o

Terreiro da Preguiça, ao lado da Igreja

da Conceição da Praia.
Ilê Agboulá[4]: localizado em Ponta de

Areia, na Ilha de Itaparica, o Ilê Agboulá

é, hoje, no Brasil, um dos poucos

lugares dedicados exclusivamente ao

culto dos eguns. Sua fundação remonta

ao primeiro quarto do século XX por

Eduardo Daniel de Paula, Tio Opê, Tio

Serafim e Tio Marcos, mas a

comunidade que lhe deu origem e que

lhe mantém os fundamentos está

estabelecida na ilha desde o século XIX.


Ilê Olokotun, na Ilha de Itaparica

Ilê Axipá - Sociedade Cultural e Religiosa

Ilê Axipá.

Hierarquia

Nas casas de egunguns, a hierarquia é

patriarcal, só homens podem ser

iniciados no cargo de Ojé ou Babá Ojé,

como são chamados. Essa hierarquia é

muito rígida: apesar de existirem cargos

femininos para outras funções, uma


mulher jamais será iniciada para esse

cargo.

Masculinos: Alapini (Sacerdote

Supremo, Chefe dos alagbás), Alagbá

(Chefe de um terreiro), Atokun (guia de

Egum), Ojê agbá (ojê ancião), Ojê

(iniciado com ritos completos), Amuixan

(iniciado com ritos incompletos), Alagbê

(tocador de atabaque). Alguns oiê dos

ojê agbá: Baxorun, Ojê ladê, Exorun,


Faboun, Ojé labi, Alaran, Ojenira, Akere,

Ogogo, Olopondá.

Femininos: Iyalode (responde pelo

grupo feminino perante os homens), Iyá

egbé (cabeça de todas as mulheres), Iyá

monde (comanda as ató e fala com os

Babá), Iyá erelu (cabeça das

cantadoras), erelu (cantadora), Iyá agan

(recruta e ensina as ató), ató

(adoradora de egum). Outros oiê: Iyale


alabá, Iyá kekere, Iyá monyoyó, Iyá

elemaxó, Iyá moro.

Ritual

Tanto a tradição Nagô como a Jeje e a

Congo-Angola cultuam os ancestrais.

Para os Nagôs, existem, no Brasil três

formas de cultuar os ancestrais: os Esa,

os Egungun e as Iya-mi Agba.

Os terreiros de candomblé possuem um

local apropriado de adoração do

espírito de seus mortos ilustres, esse


local é denominado de Ilê ibo aku, casa

de adoração aos mortos, enfim todos

iniciados no culto aos Orixás.

Os Esa são considerados os ancestrais

coletivos dos afro-brasileiros. Seu culto

se refere à comunidade em geral. O que

destaca o Esa é o fato de ele ter-se

destacado em vida por servir a

comunidade e de continuar atuando em

outro plano, contribuindo para o bom

desenvolvimento do destino dos fiéis e


da casa. O Ilê ibo aku, onde são

assentados e cultuados os Esa, é

afastado do templo onde são cultuados

os orixás.

Os sacerdotes que são iniciados

especialmente para cuidar do Ilê ibo

aku não são adoxu, isso é, não

manifestam orixá. Os ancestrais

cultuados no Ilê ibo aku são diferentes

dos cultuados no culto aos egunguns:

no primeiro, são os espíritos dos


falecidos da casa de candomblé; no

segundo, são os ara-orun em geral e os

espíritos dos ojés africanos ou

brasileiros.

Os Esa são invocados e cultuados em

diversas situações, especialmente no

padê e no axexê, quando é constituído

o assentamento de um adoxu ou

dignitário ilustre falecido. O assento de

Esa se caracteriza pela representação

da existência genérica, e o do egungum


pela representação do espírito

individualizado. O egungum se

caracteriza pela aparição no aiyê. Os

Esa e os Egun são invocados no padê.

Calendário Litúrgico

Calendário Litúrgico do Ilê Agboulá

(obtido do Projeto Egungun):

As festas e obrigações obedecem, no Ilê

Agboulá, a um bem elaborado

calendário litúrgico. Durante essas

festas, podem ocorrer rituais não


periódicos e não obrigatoriamente

integrados no calendário, como

iniciação de novos Amuixan ou de

novos Ojé, ou mesmo obrigações e

oferendas de outros titulados da

comunidade. Mas o calendário, mesmo,

obedece o seguinte:

Janeiro - Em janeiro, por ocasião do

ano-novo, as obrigações transcorrem

até o dia nove. Esses rituais começam

com uma obrigação para Onilê, seguida


de outra para Babá Olukotun. Junto

com esta, são celebradas as cerimônias

anuais em homenagem a Babá Alapalá

e Babá Ologbojô.

Fevereiro - em fevereiro, começando no

dia 2 e se estendendo por duas

semanas, ocorre uma festa muito

especial, principalmente porque a

comunidade de Itaparica vive do mar e

para o mar. É a festa de Iemanjá e


Oxum, deusas das águas, e de Oxalá, o

deus da criação.

Junho - em junho, na época do São

João, realizam-se as festas de Babá Erin,

que é o egum de Eduardo Daniel de

Paula, fundador da casa. As festas se

realizam por ocasião do ciclo de Xangô,

que era o orixá de Eduardo. E atingem

grande brilhantismo porque, entre a

comunidade do Ilê Agboulá, que é


descendente do povo de Oyó, a

veneração a Xangô é muito forte.

Setembro - De 7 a 17 de setembro,

ocorrem as festas de Babá Agboulá. Por

essa época é que é feita a colheita dos

primeiros frutos na Ilha de Itaparica,

sob a proteção de Babá. E isto é muito

importante pelo fato de, até bem pouco

tempo atrás, a Ilha de Itaparica ter sido

o grande fornecedor de frutas para a

cidade de Salvador.
Egungun

Os seres veneráveis incluem divindades,

que personificam fenômenos da

natureza, e ancestrais, associados a

elementos estruturantes da sociedade.

O princípio de senioridade, um dos mais

estimados na África, determina que os

mais velhos ocupem postos

hierárquicos superiores e que os mais

jovens respeitem-nos por sua

experiência e sabedoria, desde que a


idade traga valores como um grande

número de descendentes e condições

materiais satisfatórias de vida e virtudes

como paciência. Na religião dos orixás

qualquer indivíduo notável, dotado de

uma existência plena e de uma morte

suave em idade avançada, pode

integrar o corpo dos ancestrais

veneráveis da humanidade, desde que

seus rituais fúnebres sejam realizados.

Os ancestrais masculinos têm sua


instituição em diversas sociedades,

como Egúngún, Ìgunnukó, Oro e

Agemo. Os ancestrais femininos, as Ìyá-

Agbà (Mães Anciãs ou Veneráveis Mães

Anciãs), também têm sua instituição em

diversas sociedades, entre as quais

Gèlèdé.

A palavra Egúngún designa, ao mesmo

tempo, um orixá, o conjunto dos

ancestrais masculinos da humanidade e

o conjunto dos ancestrais masculinos


de uma família; é derivada de egún, que

significa osso ou esqueleto. No entanto,

enquanto por egún se entende um

ancestral em particular, um

antepassado já-ido, habitante do orun,

que pode se manifestar no aiye, e que

pode não ser venerável, Egúngún ou

Babá-Égún designa toda uma

coletividade de seres veneráveis.

Nos cultos aos ancestrais masculinos,

Egungun ocupa o lugar central. Os


ancestrais permanecem junto a seus

descendentes e interferem em todos os

âmbitos da vida pessoal e familiar de

cada um deles, apaziguando ânimos,

atenuando discórdias, estimulando a

solidariedade, o espírito de unidade e a

harmonia, renovando a energia exigida

para o trabalho e interferindo em

questões de ameaça de desagregação

familiar, em casos de disputa e em

problemas de herança, entre tantas


possibilidades. Com voz rouca ou

utilizando tons agudos, trepidantes,

sibilantes ou nasais, previne e ordena, e

sua palavra é aceita e respeitada

A presença de Egungun na vida

cotidiana de seus devotos mantém viva

a relação de respeito e reverência aos

mais velhos: apenas esta razão justifica

o culto a este grande orixá. Mas o culto

a Egungun possui, entre outros, o

objetivo de corrigir efeitos de uma


herança de caráter espiritual que se

reflete em desequilíbrios de toda

ordem: física, emocional, espiritual.

Cada indivíduo recebe de seus

antepassados uma herança biológica,

emocional e espiritual, uma carga

genético-espiritual/emocional. O culto a

Egungun possibilita agir

retroativamente no sentido de eliminar

fatores desfavoráveis ocorridos ao

longo das sete gerações anteriores de


uma pessoa, dos quais decorreram

dificuldades, doenças e problemas de

toda ordem em sua vida. Esse culto

também possibilita resolver conflitos

familiares vividos por pessoas das

gerações passadas para restabelecer o

equilíbrio perturbado.

Missão

O Centro Cultural Oduduwa e o

Oduduwa Templo dos Orixás são duas

organizações parceiras com múltiplas


finalidades nos âmbitos da Educação,

da Cultura e da Religião. Atuando em

permanente cooperação, estas duas

organizações visam: (1) promover

intercâmbio religioso entre a África e

outros continentes, levando sacerdotes

africanos para o Brasil e outros países

onde devotos de orixás residem e

levando esses devotos para a África; (2)

promover cursos sobre a língua e a

cultura iorubá, e principalmente sobre a


Religião Tradicional Iorubá; (3) criar

espaços para o encontro de estudiosos

e devotos de religiões de matriz

africana; (4) propor e desenvolver

projetos de pesquisa e intervenção

social nas áreas educacional, social,

cultural, artística, promocional e psico-

sócio-profilática, dirigidos à

comunidade, em especial aos

segmentos de baixa renda, baseando-se

na filosofia do culto a Egbé; (6) divulgar


informações oriundas dessas iniciativas.

O ensino, a pesquisa e as publicações

têm lugar, prioritariamente, no Centro

Cultural Oduduwa, na capital de São

Paulo, enquanto as demais atividades –

práticas religiosas, promoção de

intercâmbio religioso em âmbito

nacional e internacional, apoio a

iniciativas de cunho religioso na África e

em países da Europa e das Américas e

prestação de serviços à comunidade –


são prioritariamente desenvolvidas no

Oduduwa Templo dos Orixás, no

município de Mongaguá, no litoral

paulista. Vale enfatizar o pioneirismo

que caracteriza essas duas organizações

parceiras no que diz respeito a todas as

suas iniciativas, assim como vale

enfatizar o fato de serem estas

atividades desenvolvidas sob uma

liderança fortemente marcada por uma


conduta ética irrepreensível e por uma

competência profissional irrefutável.

Porque o nome Oduduwa

Oduduwa é o patriarca mítico do povo

iorubá, considerado o “primeiro

ocupante de uma terra antes

desabitada”. Também chamado Oodua

ou Odudua, nome que significa O

Grandioso que criou a existência,

segundo a narrativa mítica ele e seu

séquito de desbravadores teriam sido


os sobreviventes de um dilúvio. Daí

serem chamados pelos antigos de ooye,

os que foram salvos. Narrativas orais

concordam ao afirmar que Oduduwa e

seus seguidores estabeleceram-se em

Ilê-Ifé, tornando-se ele o primeiro ooni

(rei) de Ilê-Ifé, cidade considerada a

pátria espiritual dos

iorubás e local onde teria ocorrido a

criação do mundo. Mesmo sendo

impossível precisar com exatidão a sua


origem ou separar seus feitos míticos

dos reais, todas as tradições iorubás o

apontam como o grande patriarca

desse povo. Os reis locais, que

governam subgrupos, consideram a si

mesmos como seus descendentes

diretos, o que por si só constitui e

legitima a razão de ser de sua realeza,

mantida através de um sistema de

sucessão imutável há vários séculos.


ÀDÚRÀ-ORIN ÈGÚN

Cantar esse Àdúrà-Orin para sacralizar

o Balè:

Onilù: Eégún o! Eégún ọ̀ na [ìsó o ré Ilè

wo] (ìso oọ̀ naare o!)

(Oh Egun! Egun protege o caminho para

ir embora e entrar na terra [chaã o])

Você é Eégún! Eégún o caminho está

amarrado. Adeus!
Dáhùn: Ègún o! Ègún onà ìsó o ré Ilè wo

(Oh Egun! Egun protege o caminho para

ir embora e entrar na terra [chaã o])

Onilù: Bè Ikú Bè Ikú Bè Ikú Bè Ikú, Bè

Ikú, Bè Ikú

Bèlè, Bèlè Sorò ró, Bè Ikú, Bè Ikú Bè Ikú!

E mù lo Òrìsà

(Suplicamos a morte, pedimos perdaã o

aà morte, suplicamos a morte

Suplicamos a morte, pedimos perdaã o

aà morte, suplicamos a morte


Suplicamos a terra, pedimos perdaão a

terra, para festa anual e espiritual,

suplicamos a morte, pedimos perdaã o

a morte;

Suplicamos a morte! Desapareça, indo

embora com Orixaá )

Dáhùn: Bè Ikú, Bè Ikú, Bè Ikú Bè Ikú, Bè

Ikú, Bè Ikú

Bèlè, Bèlè Sorò ró, Bè Ikú, Bè Ikú Bè Ikú!

E mù lo Òrìsà
(Suplicamos aà morte, pedimos perdaã

o aà morte, suplicamos aà morte

Suplicamos aà morte, pedimos perdaã o

aà morte, suplicamos aà morte

Suplicamos a terra, pedimos perdaão a

terra, para festa anual e espiritual,

Suplicamos aà morte, pedimos perdaão

aà morte;

Suplicamos aà morte! Desapareça indo

embora com Orixaá )


Onilù: Omo Nlo, omo Nlo K’ara o! Omo

Nlo, omo Nlo! Á bá Enyin o!

(Filho estaá indo, filho estaá deixando o

corpo! Filho estaá indo, Filho estaá

indo, Venha e encontre voceês!)

Dáhùn: Omo Nlo, omo Nlo K’ara o! Omo

Nlo, omo Nlo! Á bá Enyin o!

(Filho estaá indo, filho estaá deixando o

corpo! Filho estaá indo, Filho estaá

indo, Venha e encontre voceês!)


Cantar esse Àdúrà-Orin para sacrificar

para Ègún, tendo ou não corpo

presente:

Onilù: Ègún Á là bè l’áwo Á là Ègún bè

l’áwo

(Eguán venha, apareça, suplico que

apareça para o culto, venha, apareça

Eguá n, rogo que apareça para o culto)

Dáhùn: Wáiyé ilè bá nba Á là Ègún bè

l’áwo
(Vida aà terra, passe escondendo-se,

venha, apareça Eguá n, suplico que

apareça para o culto)

Cantar esse Àdúrà-Orin para despachar

os pertences do morto na água do rio:

Onilù:Nlo á o ri Nlo á o Sùn Nl'omi serò

Nl'omi nerò (Estamos indo ver, estamos

indo Buscar o sono, estamos indo a

aágua para soluçaã o, Estamos indo a aá

gua que tem a soluçaã o)


Onilù: Ègún Tuké... Ègún T’oyo... Ègún

Démi...

Dáhùn: K'ara ró

(Apresse-se e recolha o corpo)

Cantar esse Àdúrà-Orin para limpeza

espiritual antes do Oje sacrificar a ave

no saco “Erù”:

Onilù: Àbò ré ri ré ri ré ri àbò ré ri nlo

Ègún

(Vemos retornar embora, vemos ir

embora, vemos retornar embora, ir


embora com Eguá n)

Dáhùn: Àbò ré ri ré ri ré ri àbò ré ri nlo

Ègún

(Vemos retornar embora, vemos ir

embora, vemos retornar embora, ir

embora com Eguá n)

Onilù: Ègún èrù erù erò ègún erò nlo

Ègún

(Eguá n! Medo e cargas, com calma

Eguá n, com calma vaã o embora com

Eguá n)
Dáhùn: Ègún èrù erù erò ègún erò nlo

Ègún

(Eguá n! Medo e cargas, com calma

Eguá n, com calma vaã o embora com

Eguá n)

Cantar esse Àdúrà-Orin para quebar os

pertences da pessoa que estão dentro

do saco:

Onilù: E mù nlo E mù nlo E mù nlo Ajà re

o
(Voceê desaparece e vai embora, Voceê

desaparece e vai embora, Voceê

desaparece e vai embora, esforça-se,

abençoe)

Dáhùn: E mù nlo E mù nlo Ajà re o

(Voceê desaparece e vai embora, Voceê

desaparece e vai embora, esforça-se,

abençoe)

Onilù: Bá’ ra Ègúngún o! Bá’ ra Ègúngún

o! Mó dí bè ri Ègún kùn Lóde Mó dí bè ri

Ègún kùn Lóde


(Passe pelo corpo EÈ guá n, Passe pelo

corpo EÈ guá n! Limpe, amarre,

suplicamos para ver Eguán na

escuridaão, senhor da rua, Limpe,

amarre, suplicamos para ver Eguá n na

escuridaã o, senhor da rua)

Dáhùn: Bá’ ra Ègúngún o! Bá’ ra

Ègúngún o! Mó dí bè ri Ègún kùn Lóde

Mó dí bè ri Ègún kùn Lóde


(Passe pelo corpo EÈ guá n, Passe pelo

corpo EÈ guá n! Limpe, amarre,

suplicamos para ver Eguán na

escuridaão, senhor da rua, Limpe,

amarre, suplicamos para ver Eguá n na

escuridaã o, senhor da rua)

Onilù: Bá’ ra o ni bá’ ra ona bá’ ra Ègún

Omo nlo Òrìsà

(Passe pelo corpo, voceê tem que

passar pelo corpo no caminho, passe

pelo
corpo EÈ guá n, filho estaá indo embora

com Orixaá )

Dáhùn: Bá’ ra o ni bá’ ra ona bá’ ra Ègún

Omo nlo Òrìsà

(Passe pelo corpo, voceê tem que

passar pelo corpo no caminho, passe

pelo

corpo EÈ guá n, filho estaá indo embora

com Orixaá )

Onilù: Ègún T’ore o Ègún T’ ore o sà lè

bò sè Ègún D’ áwo
(Eguá n eá meu amigo, Eguá n eá meu

amigo, escolhe a terra para retornar,

trabalhe para o culto Eguá n)

Dáhùn: Ègún T’ore o Ègún T’ ore o (Eguá

n eá meu amigo, Eguá n eá meu amigo)

Onilù: Kò yà kò yà kò yà Ègún dó e á ko

yà kò yà

(Naã o se desvie, naã o se desvie, Eguá

n manifesta-se, venha e naã o desvie-

se)
Dáhùn: Kò yà kò yà kò yà Ègún dó e á ko

yà kò yà

(Naã o se desvie, naã o se desvie, Eguá

n manifesta-se, venha e naã o se

desvie)

Onilù: Ègún dó e! (Eguá n manifesta-se!)

Dáhùn: Kò yà kò yà

(Naã o se desvie, naã o se desvie) a

Onilù: Ègún kó n’só lè sè kó n’só lè sè

Ègún Sorò
(Eguán ensina, estaá protegendo, força,

trabalhe, ensine, estaá protegendo,

força, trabalhe Eguá n para festa anual

espiritual)

Dáhùn: Ègún kó n’só lè sè kó n’só lè sè

Ègún Sorò

(Eguán ensina, estaá protegendo, força,

trabalhe, ensine, estaá protegendo,

força,

trabalhe Eguá n para festa anual

espiritual)
Onilù: Ègún Sàngó bè l’òkè

(Eguá n suplica a Xangoê nas alturas)

Dáhùn: Bè’lú já Tò tò níre Bè’lú já

(Roga pelo povo e lute, segue, segue,

dono de bençoães, roga pelo povo e

lute)

Onilù: Wélé ka wélé ka wélé kó n’só lè

(lentamente corta, lentamente corta,

suavemente ensina, estaá protegendo,

força, trabalhe)
Dáhùn: Wélé ka wélé ka wélé kó n’só lè

(lentamente corta, lentamente corta,

suavemente ensina, estaá protegendo,

força, trabalhe)

Onilù: Óta pé o yà bè ótá pé o yà bè

(O inimigo desvia-se, voceê o desvia,

suplicamos que o inimigo se desvie,

voceê o desvia)

Dáhùn: Óta pé o yà bè ótá pé o yà bè


(O inimigo desvia-se, voceê o desvia,

suplicamos que o inimigo se desvie,

voceê o desvia)

Onilù:A bè á bori so á bè óta ni bòsé

(Noás suplicamos que venha vencer,

tire, venha, suplicamos que o inimigo

tenha trabalho no retorno)

Dáhùn: A bè á bori so á bè óta ni bòsé

(Noás suplicamos que venha vencer,

tire, venha, suplicamos que o inimigo

tenha
trabalho no retorno)

Onilù: Ààyè Ilé Ààyè Ilé Ààyè Ilè kó só’ lé

(Vida a casa, vida ao lar, vida a terra,

ensine, protege a casa, trabalhe)

Dáhùn: Ààyè Ilé Ààyè Ilé Ààyè Ilè kó só’

lé sè

(Vida a casa, vida ao lar, vida a terra,

ensine, protege a casa, trabalhe)

Onilù:Á bá siré re á bá siré re ódo kú nlo

Ègún t’orò wè á bá siré á níre


(Venha encontrar diversaão, abençoe, a

presença da morte estaá indo embora,

Eguán da festa anual espiritual limpa

[banho], venha encontrar festa, venha

dono de bençoã es)

Dáhùn: Á bá siré re á bá siré re ódo kú

nlo Ègún t’orò wè á bá siré á níre

(Venha encontrar diversaão, abençoe, a

presença da morte estaá indo embora,

Eguán da festa anual espiritual limpa


[banho], venha encontrar festa, venha

dono de bençoã es)

Onilù: Ègún tóra áwo Ègún tóra áwo dá

nisé Ègún tóra áwo

(Eguá n eá suficiente para o corpo no

culto, Eguá n eá suficiente para o corpo

no culto, cria, tem trabalho, Eguá n eá

suficiente para o corpo no culto)

Dáhùn: Ègún tóra áwo Ègún tóra áwo

dá nisé Ègún tóra áwo


(Eguá n eá suficiente para o corpo no

culto, Eguá n eá suficiente para o corpo

no culto, cria, tem trabalho, Eguá n eá

suficiente para o corpo no culto)

Onilù:Bá’ ra á dìde bè là áwo bá’ ra á

dìde bè là áwo

(Passe pelo corpo, venha levantar,

suplicamos que apareça para o culto,

passe pelo corpo, venha levantar,

suplicamos que apareça para o culto)


Dáhùn: Bá’ ra á dìde bè là áwo bá’ ra á

dìde bè là áwo (Passe pelo corpo, venha

levantar, suplicamos que apareça para

o culto, passe pelo corpo, venha

levantar, suplicamos que apareça para

o culto)

Onilù: Ègún o yà mã m’ará isé

(Eguá n, voceê desvia-se sempre, o

parente sempre tem trabalho)

Dáhùn: Ègún o yà mã m’ará isé


(Eguá n, voceê divide-se sempre, o

parente sempre tem trabalho)

Onilù: Ààyé yé ààyè (Vida, por favor,

vida)

Dáhùn: Ààyé yé ààyè o yà mã m’ará isé

(Vida, por favor, vida, divide-se sempre,

o parente sempre tem trabalho)

Onilù: Sá pa’tà kú ba lè Ègún Ègún

(Corre e mata o inimigo, mata,

reverenciamos a terra Eguá n, oh! Eguá

n)
Dáhùn: Sá pa’tà kú ba lè Ègún Ègún

(Corre e mata o inimigo, mata,

reverenciamos a terra Eguá n, oh! Eguá

n)

Onilù: Ká sí yé bá olomi’nà kò’do yà

(Guarde, abra, por favor, encontre o

dono do caminho da aá gua, naã o se

desvie no rio)

Dáhùn: Ká sí yé bá olomi’nà kò’do yà


(Guarde, abra, por favor, encontre o

dono do caminho da aá gua, naã o se

desvie no rio)

Onilù: Ké tu dí ló yà ké tu balè Ègún fì là

dí fi lò ké tu balè

(Grita, desamarra, torna-se, vai embora

se dividindo, grita, desamarra e

reverencia a terra [chaão], Eguán

balança e aparece, torna-se, usa e

explora [lugar], grita, desamarra e


reverencia a terra) Dáhùn: Ké tu dí ló yà

ké tu balè Ègún fì là dí fi lò ké tu balè

(Grita, desamarra, torna-se, vai embora

se dividindo, grita, desamarra e

reverencia a terra [chaão], Eguán

balança e aparece, torna-se, usa e

explora [lugar], grita, desamarra e

reverencia a terra)

Onilù: Ikú olóbè là áwo ikú olóbè là áwo


(Morte dona da faca, apareça para o

culto, morte dona da faca, apareça para

o culto)

Dáhùn: Ikú olóbè là áwo ikú olóbè là

áwo

(Morte dona da faca, apareça para o

culto, morte dona da faca, apareça para

o culto)

Onilù: Òkè ba n’ba L’oya L’òkè

(Do alto reverenciamos, estamos

reverenciando Oiaá nas alturas)


Dáhùn: AfunlélèájeunAfunlélèájeunwà

(Para vivermos na terra, venha comer,

para vivermos na terra, venha comer

com noá s)

Onilù:

A fun lélè á jeun A fun lélè á jeun wà

A fun lélè á jeun A fun lélè á jeun

wàÒkè ba n’ba L’oya L’òkè

(Para vivermos na terra, venha comer,

para vivermos na terra, venha comer

com noás, para vivermos na terra,


venha comer, para vivermos na terra,

venha comer com noá s, do alto

reverenciamos, estamos reverenciando

Oiaá nas alturas)

Dáhùn: AfunlélèájeunAfunlélèájeunwà

(Para vivermos na terra, venha comer,

para vivermos na terra, venha comer

com noá s)

Onilù:

Ádínàdírewànànàabèresenànàabèrese
(Venha desamarrar o caminho,

desamarre nossas bençoães, castigue,

estende-se, suplicamos bençoã es,

execute, castigue, estende-se,

suplicamos bençoã es, execute)

Dáhùn: Á dí nà dí rewà nànà a bè re se

nànà a bè re se

(Venha desamarrar o caminho,

desamarre nossas bençoães, castigue,

estende-se, suplicamos bençoã es,


execute, castigue, estende-se,

suplicamos bençoã es, execute)

Onilù: Á tete kò là áwo

(Venha, reencarne, naã o desapareça

para o culto)

Dáhùn: Fara f’ori lànà á tete kò là áwo

Fara foribalè

Faara f’orí làna wà tètè kò lá awo faara

foríbalẹ̀

Estaá proá ximo o balançar da cabeça

para fazer o caminho. Venha a tempo,


naã o sonhe segredos. Estaá s proá

ximo de ser reverenciado.

(Use o corpo, batemos cabeça no

caminho, venha, reencarne, naã o

desaparela para o culto, use o corpo,

batemos cabeça ao solo [reverenciar])


APOSTILA FEITA POR

BABALORIXÁ ANTÔNIO D’OGUN

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BOOK’S – APOSTILAS DE

CANDOMBLÉ

Common questions

Com tecnologia de IA

The ritual materials and processes of Egungum-related practices, such as coastal sands, specific seeds, and colors of animals, illustrate the syncretic nature of Afro-Brazilian religious practices that blend African spiritual traditions with locally available materials and influences . These choices reflect adaptability while maintaining underlying spiritual principles of purity, reverence, and the sacred . Such syncretism also highlights the creativity and resourcefulness in retaining cultural identity by integrating non-African religious elements when necessary, thereby reinforcing both cultural survival and transformation within the Afro-Brazilian context . This blending not only preserves the heritage but also adapts to new cultural and environmental landscapes .

The attire of Egungum spirits, including elements like eku (or "opá" in Bahia) decorated with cowries, mirrors, and beads, serves to symbolize the hierarchical status and identity of the spirits, making their presence known to the living community . These rich and colorful vestments uphold the spiritual and cultural link between the living and their ancestors, reinforcing societal norms and transmitting cultural values across generations . The attire also maintains the secrecy and sacredness of the spirits, only allowing glimpses of their form to establish mystery and reverence .

Egungum rituals facilitate the preservation and transmission of cultural values by enabling a controlled and ceremonial interaction between the living and ancestral spirits, thereby cementing the roles and hierarchies within the community . The rituals, governed by Ojés, reinforce values such as respect for ancestors, the importance of hierarchy, and continuity of cultural practices . The spiritual invocation and materialization of specific ancestors serve as a reminder of the community’s history and the responsibilities of its members, thus providing a framework for maintaining cultural identity and unity .

Spiritual leadership, particularly by the Ojés or priests, is paramount in managing the separation between the living and the dead by orchestrating and controlling rituals involving the Egungum . They ensure that the presence of the spirits is tightly regulated, maintaining a necessary distance that emphasizes the sacredness and authority of the ancestral spirits . This management not only ensures the rituals' integrity but also reinforces the cultural and spiritual hierarchy, serving as custodians of tradition and mediators of ancestral wisdom and blessings .

The incorporation of spiritual practices in Egungum rituals profoundly influences the social and moral structure of the associated communities by providing a framework for behavior and community interaction . These practices underscore respect for elders and ancestors, promoting a sense of responsibility and moral duty within the community . Furthermore, the rituals foster unity and a shared cultural identity, offering a system of governance through spiritual authority that influences decisions and moral judgments . They act as a social glue that sustains cultural continuity and moral orientation .

The inheritance of Egungum rituals within the Yoruba diaspora, as reflected through rituals and hierarchical positions, shows the adaptability and enduring nature of Yoruba cultural practices in different settings . These rituals highlight the importance placed on ancestral reverence, hierarchy, and community integrity, elements central to Yoruba culture that have been maintained across geographical and temporal shifts . The consistent use of symbolic dress, controlled rituals, and the role of spiritual leaders as cultural custodians demonstrates a commitment to preserving identity while adapting to new environmental contexts .

In Africa, societies such as the Gueledês involve female leadership over rituals, like those for fertility, and the cult of Egungum was matriarchal . However, in Brazil, especially in places like Itaparica, Bahia, the Egungum rituals are strictly patriarchal, prohibited to women due to historical instances where female ancestors' actions led to the transference of control to male figures like Xangô . This prohibition is maintained to avoid the wrath of spiritual figures such as Olorun and the Egungum themselves .

Animal offerings in Egungum rituals, such as white animals that are healthy and without defects, symbolize purity and acceptability for the spirits, ensuring the rituals' success . The color white is significant in conveying the intentions of peace and sincerity when making sacrifices to the Egungum . These offerings not only appease and satisfy the spirits but also reinforce the community's adherence to ritual purity and tradition, which are essential for gaining the spirits' favor and maintaining harmony between the spiritual and earthly realms .

Egungum rituals are centered around making the spirits of ancestors visible and establishing a clear distinction between the worlds of the living and the dead . The rituals serve as a medium or vehicle that enables the continuity of life after death by closely controlling interactions between the two states of being . The involvement of the Ojés in strictly controlling the appearance and proximity of the Egungum to the living ensures that the sanctity and separation are maintained .

Earthenware items in Egungum ceremonies, such as pots and figurines, serve several functions including the amplification of spiritual communication and the embodiment of ancestral energy . These items are believed to have a direct connection with the earth, providing a natural and sacred conduit for spiritual interaction . The materiality of such items, combined with their traditional crafting methods, enhances the authenticity and potency of the rituals by symbolically anchoring the spiritual world in the tangible realm, thereby facilitating the flow of blessings and communications from the Egungum .

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