INSTITUTO TÉCNICO PRIVADO DE SAÚDE SANTA
ÚRSULA DO SABER
PARASITOLOGIA
TRICHURIASE
DOCENTE
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JOSIVALDO CASTRO
LUANDA, OUTUBRO DE 2023
PARASITOLOGIA
TRICHURIASE
GRUPO Nº 1
SALA: 07
CLASSE: 11ª
TURNO: MANHÃ
CURSO: ANÁLISE CLÍNICA
INTEGRANTE DO GRUPO
1. ANTÓNIA FULA
2. ANTÓNICA DOMINGOS
3. ENZO DORES
4. GEORGINA FAMA
5. JANETH PRADO
6. ORTEGA ALBINO
7. SAENY DIOGO
8. SEBASTIÃO KAYAMENWA
ÍNDICE GERAL PÁGINAS
INTRODUÇÃO-----------------------------------------------------------------------------------------01
1. TRICURÍASE.....................................................................................................................02
2.TRANSMISSÃO DO TRICHURIS TRICHIURA..................................................................03
3.SINTOMAS.............................................................................................................................04
4. DIAGNÓSTICO.....................................................................................................................04
5.TRATAMENTO......................................................................................................................05
6.AGENTE ETIOLÓGICO........................................................................................................06
CONCLUSÃO--------------------------------------------------------------------------------------------06
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS---------------------------------------------------------------07
INTRODUÇÃO
Um nematelminto de importância médica é o Trichuris trichiura , causador da tricuríase. Ele
tem a forma de um chicote e quando adulto seu comprimento varia de três a cinco centímetros.
Estima-se que 902 milhões de pessoas no mundo estejam infectadas por T.trichiura.
Enquanto A. lumbricoides habita o intestino delgado, Trichuris trichiura vive no intestino
grosso do homem. Os ovos são ingeridos juntamente com os alimentos sólidos e líquidos,
liberando as larvas no intestino delgado. Essas larvas migrarão para o intestino grosso, onde
penetrarão nas células epiteliais formando túneis sinuosos na superfície da mucosa. Durante
esse período, elas tornam-se vermes adultos capazes de produzir novos ovos.
Existem indivíduos assintomáticos na tricuríase e estes podem atuar como fontes de
contaminação ao manusear alimentos, por exemplo. Os indivíduos sintomáticos sofrem com
dores abdominais, disenteria, anemia, má nutrição e retardo no desenvolvimento. Apresentam
também sangramento e fezes com presença de muco e sangue.
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1. TRICURÍASE
A Tricocefalíase ou Tricuríase é uma doença causada pelo verme Trichocephalus trichiurus ou
Trichuris trichiura. Este parasita, também conhecido como tricuro ou tricocéfalo vive no
intestino grosso de seu hospedeiro com sua extremidade anterior mergulhada na mucosa do
ceco. É encontrado também no apêndice, cólon, e ás vezes, no íleo.
Esta enfermidade possui maior prevalência no litoral e na Amazônia, uma vez que o clima mais
quente e úmido favorece o embrionamento dos ovos do verme e maior sobrevivência dos
mesmos. O acentuado aglomerado humano, bem como as precárias condições sociais e de
higiene facilitam muito a propagação do parasita.
Os ovos do Trichocephalus trichiurus possuem aspecto muito típico, sua forma assemelha-se a
um pequeno barril, arrolhado nas duas extremidades por uma massa mucoide transparente
(estrutura semelhante a bolhas de ar). A casca é formada por duas membranas que envolvem a
massa de células germinativas.
Os vermes adultos são cilíndricos, de cor esbranquiçada ou ligeiramente rósea. Possuem a
extremidade anterior afilada (onde encontramos a boca e o esôfago) e a extremidade posterior
dilatada (onde encontramos o intestino e o aparelho reprodutor). Apresentam dimorfismo
sexual, onde o macho é menor (cerca de 3 cm) e possui extremidade posterior encurvada
ventralmente, apresentando uma espícula protegida por bainha. Já a fêmea é maior (cerca de 4
cm) e possui extremidade posterior romba e reta.
A principal forma de transmissão desta verminose é através da ingestão de ovos embrionados
em alimentos ou bebidas contaminadas. Ao ingerir ovos do verme, o indivíduo apresentará
sintomas discretos, sendo que a maioria dos casos são assintomáticos no início. Quando o
quadro da doença evolui, devido ao aumento do número de helmintos, os sintomas são mais
marcantes. Os vermes secretam uma substância lítica que causam lesões nas células podendo
levar a formação de úlceras e abscessos. Além disto, pode ocorrer infecção bacteriana
secundária, anemia (devido à grande queda de hemoglobina), diarreias, náuseas, vômitos e
prolapso retal.
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Para evitar a contaminação por este tipo de verme é extremamente importante a higiene pessoal,
como lavar as mãos ao usar os sanitários, antes de consumir ou preparar qualquer alimento.
Evitar beber água que não seja filtrada também é uma forma de prevenir a doença.
O diagnóstico laboratorial da tricuríase é feito por qualquer método de exame de fezes,
preferencialmente pelo HPJ que é mais barato e de fácil execução. Os ovos são facilmente
visualizados por este método (fêmea produz grande quantidade de ovos - média de 200 por
grama de fezes). Para tratar a doença, os fármacos mebendazol e oxantel são eficazes para matar
as formas adultas do verme. Porém, em caso de suspeita desta verminose é aconselhável
procurar um médico para maiores orientações.
2. TRANSMISSÃO DO TRICHURIS TRICHIURA
A tricuríase é uma doença de transmissão fecal-oral. Um indivíduo se contamina com o
Trichuris trichiura quando ingere acidentalmente ovos do parasito contidos em alimentos, água
ou no solo.
O ciclo de vida do Trichuris trichiura pode ser resumido da seguinte forma: um indivíduo
infectado libera milhares de ovos do parasito a cada evacuação. Se as fezes entrarem em contato
com o solo, os ovos encontram um local propício para amadurecer. Após cerca de 2 ou 3
semanas, os ovos passam a conter um embrião do verme capaz de infectar quem o consumir.
A ingestão de ovos que foram eliminados recentemente nas fezes não é capaz de contaminar
outras pessoas, pois o embrião no seu interior precisa deste tempo de 2 semanas de
amadurecimento no solo para poder completar o seu ciclo de vida.
Em ambientes úmidos e com pouca exposição solar direta, os ovos do Trichuris trichiura podem
permanecer viáveis por vários meses. Por outro lado, em locais secos, muito quentes ou com
exposição solar direta, o ovo sofre desidratação e o embrião em seu interior morre rapidamente.
As duas formas mais comuns de contaminação são através do contato da boca com mãos que
manipularam solo infectado ou por consumo de alimentos plantados em terra adubada com
fezes humana.
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Uma vez ingeridos, os ovos do parasito conseguem atravessar incólumes o estômago e eclodem
ao chegar ao intestino delgado, liberando as larvas do verme.
Após cerca de 3 meses, as larvas se tornam vermes adultos e migram para o intestino grosso,
onde irão habitar definitivamente.
No intestino grosso, o Trichuris trichiura pode viver por até 5 anos. A fêmea do parasito é capaz
de colocar mais de 20 mil ovos por dia, que serão eliminados pelas fezes, dando início a um
novo ciclo.
3. SINTOMAS
A imensa maioria dos pacientes contaminados com o Trichuris trichiura não apresenta
sintomas.
Em geral, somente os indivíduos com os intestinos infestados com centenas de parasitos é que
desenvolvem sintomas de tricuríase.
Nestes casos, o quadro clínico mais comum é de diarreia crônica, que pode ou não vir
acompanhada de muco ou sangue misturado às fezes. Distensão abdominal, enjoos, perda de
peso, flatulência e anemia são outros sinais e sintomas possíveis.
Um sinal físico comum é o baqueteamento digital, que é um alargamento da ponta dos dedos e
da unha.
Outro sinal típico, geralmente presente em crianças com contaminação maciça, é o prolapso
retal, uma protusão de parte do reto através do ânus. Nestes casos, é comum conseguirmos ver
vermes aderidos à mucosa do reto que está exteriorizada.
4. DIAGNÓSTICO
O diagnóstico da tricuríase é feito habitualmente pelo exame parasitológico de fezes, no qual é
possível identificar a presença de ovos do Trichuris trichiura. Em alguns casos, o diagnóstico
pode ser feito durante a realização de uma colonoscopia, pois os vermes são facilmente
encontrados aderidos à mucosa do intestino grosso.
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5. TRATAMENTO
As opções de tratamento para tricuríase são:
Mebendazol 100 mg, 2 vezes por dia por 3 dias.
Albendazol 400 mg, 1 vez por dia por 3 dias.
Nitazoxanida, 500 mg 2 vezes ao dia, por 3 dias, por via oral.
Em pacientes com infecção maciça, o tratamento pode ser prolongado por 5 a 7 dias. A taxa de
cura com estes esquemas costuma ser acima de 90%.
Três ou quatro semanas após o tratamento, o médico pode solicitar novo exame parasitológico
de fezes para confirmar a cura. Se ainda houver ovos, sugere-se a repetição do tratamento.
Deve-se evitar o uso de albendazol ou mebendazol nas grávidas. Em geral, nas gestantes
infectadas, o tratamento é adiado até depois do parto, para diminuir o risco de toxicidade para
o feto.
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6. AGENTE ETIOLÓGICO
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CONCLUSÃO
Este parasita, também conhecido como tricuro ou tricocéfalo vive no intestino grosso de seu
hospedeiro com sua extremidade anterior mergulhada na mucosa do ceco. É encontrado
também no apêndice, cólon, e ás vezes, no íleo.
A principal forma de transmissão desta verminose é através da ingestão de ovos embrionados
em alimentos ou bebidas contaminadas.
Quando o quadro da doença evolui, devido ao aumento do número de helmintos, os sintomas
são mais marcantes.
Além disto, pode ocorrer infecção bacteriana secundária, anemia (devido à grande queda de
hemoglobina), diarreias, náuseas, vômitos e prolapso retal.
Em geral, somente os indivíduos com os intestinos infestados com centenas de parasitos é que
desenvolvem sintomas de tricuríase.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
https://www2.ibb.unesp.br/departamentos/Educacao/Trabalhos/obichoquemedeu/helminto_tri
curiase.htm
https://www.infoescola.com/doencas/tricuriase/
https://www.mdsaude.com/doencas-infecciosas/parasitoses/tricuriase/
https://www.msdmanuals.com/pt-pt/profissional/doen%C3%A7as-
infecciosas/nemat%C3%B3deos-vermes-filiformes/tricur%C3%ADase