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Mimesis e Imaginação na Cultura Global

O livro discute os processos miméticos e a imaginação no aprendizado cultural, argumentando que eles são formas produtivas de imitação que levam à assimilação e mudança cultural entre gerações através da criação de novas representações.

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Mimesis e Imaginação na Cultura Global

O livro discute os processos miméticos e a imaginação no aprendizado cultural, argumentando que eles são formas produtivas de imitação que levam à assimilação e mudança cultural entre gerações através da criação de novas representações.

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Homo Pictor: Imaginação, ritual e aprendizado mimético no mundo globalizado.

Autor: Christoph Wulf


Editora: Hedra
Ano: 2013

O significado da imaginação, dos processos miméticos e especialmente do caráter da


natureza humana (Parte I);
O caráter performático dos rituais, gestos e jogos (Parte II);
O corpo como fundamento do patrimônio cultural intangível (Parte III);
Os processos transculturais de educação para a sustentabilidade (Parte IV).

Processos miméticos são formas produtivas de imitação, nos quais se alcança a


assimilação de um oposto, do qual o homem quer ser semelhante. O impulso mimético
conduz para algo semelhante, como uma “impressão” que retém mimeticamente as
pessoas com as quais se quer parecer. Na infância esses processos são particularmente
importantes. O aprendizado cultural é em grande parte um aprendizado mimético (p.
14).
Patrimônio cultural intangível
(ter domínio do que significa e aplicar aos estudos) LER a convenção da UNESCO,
adotada em 2003, estão reunidos exemplos para a salvaguarda do patrimônio cultural
intangível em todo o mundo. No Brasil as diversas formas de “cultura viva” que
desempenham um papel central na formação de uma identidade cultural brasileira (p.16-
17).

A imaginação é parte integrante da condição humana (...), uma potência que faz o
mundo aparecer ao homem (...). Duas facetas dessa conceitualização precisam ser
distinguidas. Por um lado, “fazer aparecer” implica que o mundo aparece ao homem e é
percebido de maneira circunscrita pelas condições do ser humano. Por outro lado, “fazer
aparecer” significa conceber o mundo através de imagens mentais e criá-lo em
conformidade formal. Imaginação, portanto, é a energia que liga o homem ao mundo e
vice-versa. Ela age como uma ponte entre exterior e interior, é de caráter quiástico e
desdobra seu significado exercitando sua função (p.22-23).

O que vemos como uma imagem se refere a um exterior que está relacionado com o que
é representado. Algumas vezes essa relação é mágica, algumas vezes é de semelhança,
outras de causalidade. Essa sobreposição de diferentes imagens em nossa percepção é a
consequência do poder da imaginação. Somente o poder da imaginação torna o nosso
olhar sobre as imagens possível e permite que as imagens retornem para esse olhar (p.
25).
Pintura e literatura não são meramente representações artísticas de coisas, mas a
representação artística de como essas coisas parecem. O objetivo não é a representação
da realidade ou da verdade, mas a representação artística de como essas coisas se
parecem (...) O objetivo não é representar verdadeiramente ou similarmente, mas a
aparência daquilo que aparece, A arte e a estética constituem seu próprio campo, onde o
artista ou o poeta são soberanos (p. 47).
Os processos miméticos levam a imitação e a mudança (p. 48).
Mudanças, omissões, ornamentos etc. ocorrerão, o que significa que somente uma
semelhança limitada está presente na obra. (...) No centro do processo artístico está a
imagem, que pode ter uma relação com a imagem original ou pode simplesmente ser
convertida em uma obra de arte através do processo artístico. Em ambos os casos, a
criação de imagens envolve a transformação da imagem original (p. 49).
A experiência estética torna-se um fator central no comportamento mimético. O
trabalho de arte compreende certos conteúdos, formas, conotações e afirmações, que,
entretanto, tornam-se vivos somente na “experiência estética” (p. 50).
Como processos miméticos não são somente métodos de copiar mundos que foram
interpretados simbolicamente, mas também consistem em nossa ação de incorporar
“impressões” desses mundos, essas relações miméticas sempre contêm aspectos
criativos que modificam seus mundos originais. Isso cria um dinamismo cultural entre
gerações e culturas que constantemente dão origem a coisas novas (p. 54).

Agir mimeticamente não significa somente “imitar”, mas também “tornar-se


semelhante”, “realizar uma representação”, “exprimir”, “antecipar mimeticamente”.
Conceitos afins ou vizinhos ao de mimesis são “mímica”, representação, imitação,
reprodução, simulação e autopoiesis. Enquanto conceito antropológico, mimesis
contribuiu para a compreensão e esclarecimento dos processos educativos e dos
processos sociais do agir e da produção cultural (p. 77).

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