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Rev.

Antônio Elias
11.05.1909 - 21.12.2007
Por Rev. Jeremias Pereira da Silva

Ele influenciou gerações de líderes e igrejas tanto presbiterianas como não presbiterianas, na direção da piedade,
santidade, busca do avivamento, dedicação pastoral e evangelização. Rev. Antônio Elias foi um pastor amigo e um
amigo pastor. Influenciou muito nossa igreja. Mentor e conselheiro nos momentos difíceis da minha vida pessoal, familiar
e ministerial. O conheci em 1977, em uma cruzada evangelística em Campinas. Em 1984 começamos a estreitar
vínculos e amizade, quando veio a Belo Horizonte pregar no 1º Celebrai que a Oitava realizou. Ele e D. Maria José me
hospedaram várias vezes em Niterói. Tornei-me também amigo de seus filhos: Pr. Teophanes, Lúcio, Paulo César –
Cecé e Lucília. Da sua vida, do seu ministério, desse relacionamento ficam muitos exemplos e ensinamentos. Selecionei
dez, que chamarei “o legado do Pr. Antônio Elias”.

O legado
1. A humildade. Procurou aprender e demonstrar o que Jesus disse: “aprendei de mim que sou manso e humilde de
coração”.

2. A vida de oração. Esta é talvez, a marca maior da vida do “mestre”, Antônio Elias. Seu amor pela oração e a busca do
avivamento pessoal e das igrejas.

3. O amor pela Palavra de Deus. Diariamente meditava na Palavra de Deus. Sempre dizia: “A vida cristã é simples: Bíblia
e oração, meu filho”.

4. A unção espiritual. Esta realidade transpirava a vida do santo varão em tudo. No seu lar, nas conversas particulares e
nas suas pregações.

5. A ênfase na Obra do Espírito Santo. “Sem o Espírito, nada acontece filho”.

6. O bom humor invencível. Já alquebrado pela enfermidade, no hospital, semanas antes do seu falecimento, soube pelo
pastor Josué Rodrigues – filho na fé- que o mesmo havia sido reeleito pastor por mais 5 anos, com 98% dos votos da
assembléia, mas que ele, o pastor Antônio Elias, tinha recebido um voto. Então o santo homem disse ao pastor Josué:
“Ainda tenho esperança com esta igreja, pelo menos um, ainda tem a cabeça no lugar”.

7. A atitude sempre positiva. Nunca o encontrei para baixo. Sempre via algo bom nas coisas ruins. Quando fiquei viúvo,
ele veio e pregou no culto de sepultamento de Ana Maria(2000). Quando se despediu me disse: “Chore sua dor. Viva seu
luto. Siga em frente. Há coisas maiores e melhores preparadas para você”. Esta era sua maneira de ver a vida. “Abra os
olhos. Há algo bom lhe esperando, filho. Siga em frente, seguro na mão do Senhor”.

8. A paixão por Jesus. “Tudo vem do Senhor e tudo é para o Senhor. Não há lugar para vaidades, soberba ou vanglória.
É o Senhor que opera em nós e por nós. Procure agradá-lo, meu filho”.

9. O amor pela igreja local. Uma vez um grupo de irmãos me fez uma proposta para deixar a igreja local e dedicar-me ao
ministério itinerante de pregação, revitalização de igrejas e cruzadas evangelísticas. Ele me disse: “Não deixe a igreja.
Durante anos tenho feito este trabalho de cruzadas e despertamento de igrejas. Mas volto para a igreja local. A igreja lhe
dá suporte, oração, encorajamento e lhe humilha muito. Em qualquer lugar que você vai há sempre multidões lhe
esperando. Você volta para igreja e vai para uma reunião de oração onde tem 3, 5, 10 pessoas. Sirva sua igreja com
alegria e paixão, independente do número de presentes”.

10. A paixão pela evangelização: Ganhar almas e plantar igrejas. Já pastor jubilado, fundou igrejas e viajava
semanalmente para conferências por todo país. Fundou e dirigiu junto com D. Maria José, a AESA – Associação
Evangélica Sarça Ardente, que funcionava no centro de Niterói, onde residiu até sua morte. Seu alvo: ganhar almas para
Cristo e faze-las dar frutos para o Reino de Deus.

Oro para que o Eterno nos dê a bênção de crescer nestas virtudes como indivíduos e como igreja. Se isso acontecer
2008 será exponencial.