Mecânica Analítica
2021-2022
Série 6
Responsáveis: Hugo Terças, Pedro Cosme
Nesta série, começamos por ilustrar alguns aspectos do formalismo de Hamilton-Jacobi. Na
segunda parte da série resolvemos alguns exemplos de teoria de campo clássica.
?? Problema 1. Equação de Hamilton-Jacobi. Como vimos, a equação de Hamilton-Jacobi
obtém-se requerendo que S seja uma função do tipo F2 (qi , Pi , t), gerando uma transformação
canónica tal que K(Qi , Pi ) = 0. Em termos das coordenadas Qi e Pi , as equações do movimento
são triviais. Uma vez determinada a função principal de Hamilton S, a solução para o problema
original na base qi , pi decorre simplesmente das relações de transformação. O formalismo de
Hamilton-Jacobi surge, portanto, como uma forma elegante e sofisticada de resolver problemas
mecânicos (mas não necessariamente mais simples!).
Z
a) Parta da definição S = Ldt para obter a equação de Hamilton-Jacobi.
b) A solução desta equação é formalmente escrita na forma
S = S(qi , . . . , qn ; α1 , . . . , αn+1 , t),
onde as (n + 1) constantes αi resultam das integrações nas n coordenadas qi e no tempo.
Obtenha a equação de Hamilton-Jacobi em termos da função característica W = W (qi , αi )
caso o Hamiltoniano seja independente do tempo.
c) Obtenha um significado físico para a função característica de Hamilton, W .
?? Problema 2. A partícula livre. Para avançarmos na compreensão do significado físico de
S, consideremos uma partícula livre dada pelo Hamiltoniano
p2
H(x, p) = .
2m
a) Obtenha a equação de Hamilton-Jacobi correspondente.
b) Obtenha a solução para a função característica W (x, α).
c) Expresse S na forma de uma função geradora do tipo F2 (x, P, t).
d) Obtenha as equações do movimento e perceba, mais uma vez, que a evolução temporal é uma
transformação canónica no formalismo de Hamilton-Jacobi.
1
? ? ? Problema 3. O oscilador harmónico amortecido. Considere um oscilador amortecido
cuja equação do movimento é
q̈ + ω02 q + γ q̇ = 0.
a) Obtenha um Lagrangeano dependente do tempo que descreva este movimento.
b) Obtenha o Hamiltoniano correspondente.
c) Mostre que existe uma transformação canónica que torna o problema independente do tempo.
d) Mostre que a transformação é canónica sem recorrer aos parênteses de Poisson.
e) Obtenha o novo Hamiltoniano K(Q, P ) recorrendo a uma transformação do tipo F2 (q, P, t).
f) Obtenha uma quantidade conservada no sistema original partindo da observação que K(Q, P )
é conservado.
g) Obtenha a equação de Hamilton-Jacobi associada ao novo Hamiltoniano K(Q, P ) e resolva o
movimento.
?? Problema 4. Um determinado sistema é descrito pelo Lagrangeano
I 2 2 2
L= θ̇ + φ̇ cos θ
2
a) Determine e resolva a equação de Hamilton-Jacobi.
?? Problema 5. Considere o seguinte hamiltoniano
p21 q12 2 2
H= + p2 + q22
2 8
a) Desenhe o espaço de fases nos planos (p1 , q1 ) e (p2 , q2 )
b) Determine e resolva a equação de Hamilton-Jacobi em termos de integrais unidimensionais (não
precisa de reolver os integrais).
2
?? Problema 6. A corda vibrante. Considere uma corda de comprimento L e densidade de
massa µ, sujeita a uma tensão constante τ . Seja ainda ψ(x, t) a deformação local da corda no
ponto x e no instante t.
a) Comece por mostrar, pela maneira que lhe for mais conveniente, que os infinitésimos de energia
cinética e potencial podem ser escritos na seguinte forma
s
2 2
1 ∂ψ ∂ψ
dT = µ dx, dV = τ 1+ − 1 dx.
2 ∂t ∂x
b) Expanda o termo de energia potencial em primeira ordem na derivada parcial em x e obtenha
a densidade Lagrangeana
2 2
1 ∂ψ 1 ∂ψ
L= µ − τ ,
2 ∂t 2 ∂x
Z
que satisfaz a relação L = L[ψ(x, t), x, t] dx.
c) Parta do princípio de d’Alembert para mostrar que a estacionariedade da acção implica
∂L d ∂L d ∂L
− − = 0.
∂ψ dt ∂ (∂t ψ) dx ∂ (∂x ψ)
d) Escreva a equação do movimento e obtenha a famosa equação das ondas
∂2ψ 2
2∂ ψ
− cs = 0.
∂t2 ∂x2
Qual o significado físico de cs ?
e) Efectue uma mudança de coordenadas (η = x + cs t e ξ = x − cs t) para obter a solução de
d’Alembert para a equação das ondas, i.e. para mostrar que
ψ(x, t) = f (x + cs t) + g(x − cs t),
com f e g arbitrários, satisfaz a equação do movimento. Qual o significado físico desta solução?
f) Considere que a corda está fixa nos seus extremos, ψ(0, t) = ψ(L, t) = 0. Use o método da
separação de variáveis para mostrar que a relação de dispersão é quantizada,
nπ
ωn = cs .
L
g) Determine as leis de conservação que achar relevantes e calcule os elementos do tensor energia-
momento.
?? Problema 7. Teoria de Kirchoff-Love. Em teoria de campo, é possível que a densidade
Lagrangeana contenha derivadas do campo ψ de ordem superior à primeira 1 . Este é o caso da
1
No caso discreto, se o Lagrangeano depender da aceleração generalizada, L = L(q, q̇, q̈, t), o espaço de fases
fica sobredeterminado como consequência das transformações canónicas, conduzindo à famosa instabilidade de
Ostrogradsky (para uma pequena introdução sobre o assunto, ver [Link] Isto justifica
porque é que uma teoria física só depende das posições e das velocidades generalizadas.
3
teoria de elasticidade, em que a dinâmica do sistema depende não só da deformação ψ mas também
da curvatura local, i.e. ∇2 ψ.
a) Mostre que para uma teoria da forma L = L(ψ, ∂µ ψ, ψ, x, t), a equação de Euler-Lagrange se
escreve como
∂L ∂L ∂L
− ∂µ + = 0,
∂ψ ∂ (∂µ ψ) ∂ (ψ)
onde = ∂µ ∂ µ .
b) Considere a seguinte densidade lagrangeana, descrevendo uma membrana (ex. um tambor)
presa nas suas extremidades,
1h 2 2 i
L= ρψ̇ − γ|∇ψ|2 − D ∇2 ψ ,
2
onde ρ é a massa por unidade de área, γ é a tensão aplicada e D (que depende dos módulos
de Poisson e de Young) é a rigidez da membrana. Utilize o resultado da alínea anterior para
obter a equação de Kirchoff-Love,
∂2ψ
− c2s ∇2 ψ + β 2 ∇4 ψ = 0,
∂t2
p p
onde cs = γ/ρ e β = D/ρ.
c) Verifique se a teoria é simétrica para as transformações discretas P, T e PT .
d) Tente soluções do tipo onda plana para obter a relação de dispersão
p
ω= c2s k 2 + β 2 k 4 .
À luz do que já conhece sobre a teoria das ondas, comente o resultado encontrado.
? ? ? Problema 8. A Equação de Schrödinger. Em Mecânica Quântica, os sistemas físicos
são descritos por uma função de onda ψ(x, t), que é um campo complexo. A uma dimensão, para
uma partícula sob a acção de um potencial V (x), o Lagrangeano é dado por
~2 ∂ 2
∗ ∂
L = ψ i~ + ψ − V (x)ψ ∗ ψ = 0,
∂t 2m ∂x2
onde ~ = h/2π e h é a constante de Planck.
a) Obtenha a equação do movimento para o campo ψ partindo da equação de Euler-Lagrange
para ψ ∗ .
b) Obtenha a equação de Schrödinger independente do tempo fazendo
ψ(x, t) = ψ(x)e−iωt .
c) Mostre que o Lagrangeano é simétrico para o grupo U(1), i.e. para transformações da forma
ψ → ψλ = eiλ ψ.
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d) Como ψ(x, t) é um número complexo, podemos escrevê-lo na forma de Moivre,
ψ(x, t) = A(x, t)e−iS(x,t)/~ .
Mostre que, no limite clássico, ~ → 0, S(x, t) satisfaz a equação de Hamilton−Jacobi
2
∂S 1 ∂S
+ + V = 0.
∂t 2m ∂x
Compare a forma geral da equação de Hamilton−Jacobi Ṡ + H = 0 com a equação de
Schrödinger para concluir que, em mecânica quântica, p → i~∂x , ou seja, que o momento
linear passa a ser um operador.
?? Problema 9. Teorema de Noether. Considere um determinado fenómeno físico descrito
por um campo real ϕ(xµ ) no espaço-tempo de Minkowskii (g µν = diag(1, −1, −1, −1)), cujo
Lagrangeano é do tipo
L(ϕ, ∂ϕ) = ∂µ ϕ∂ µ ϕ − V (ϕ),
onde V (ϕ) é um potencial e
∂ 1∂ 1∂
∂µ = = , −∇ , ∂ µ = g µν ∂ν = ,∇ .
∂xµ c ∂t c ∂t
a) Demonstre o teorema de Noether, i.e. que caso a teoria seja simétrica para uma transformação
contínua ϕ → ϕλ , então existe uma corrente conservada dada por
∂ϕλ
jµ = ∂µϕ .
∂λ λ=0
b) Considere a transformação ϕ → ϕλ = ϕ + λf , onde f (xµ ) é um campo real arbitrário. Que
condições V (ϕ) deve satisfazer por forma à teoria ser simétrica para esta transformação? De-
termine a corrente de Noether correspondente.
c) Observe que a equação do movimento se escreve na forma
∂V
∂µ j µ = .
∂ϕ
Observamos, mais uma vez, que a corrente se conserva se V = constante. Para que família de
simetrias esta corrente j µ é uma corrente de Noether?
d) Mostre que o tensor de energia-momento é dado por
T µν = ∂ µ ϕ∂ ν ϕ − Lg µν .
5
?? Problema 10. Formalismo hamiltoniano em fluidos. Até agora vimos apenas densidades
lagrangeanas. Como deve imaginar pode também resolver-se os problemas de campos clássico com
formalismo de densidade Hamiltoniana, definida a partir da transformação de Legendre
∂L
H = ϕ̇i πi − L com πi = .
∂ ϕ̇
Vamos explorar um pouco este formalismo no contexto da física dos fluidos. Suponha que pretende
estudar um fluido invíscido a uma dimensão. Uma abordagem naïve (porém correcta) dita que
1
a densidade lagrangeana se escreva L = ρu2 − e(ρ), em que ρ é a densidade do fluido, u a sua
2
velocidade e e(ρ) a densidade de energia interna, função da densidade.
a) Comece por mostrar que as equações de Hamilton para campos se escrevem:
δH
ϕ̇ =
δπ
δH
π̇ = −
δϕ
δ ∂ ∂
onde ≡ − ∂µ
δψ ∂ψ ∂(∂µ ψ)
∂ρ ∂ρu
b) Esperamos que o fluido obedeça à equação da continuidade2 + = 0. Verifique que
∂t ∂x
esta condição é automáticamente satisfeita com a introdução de um campo escalar ϕ tal que
∂ϕ ∂ϕ
ρ=− e ρu = . Reescreva a densidade lagrangeana em termos deste novo campo e suas
∂x ∂t
derivadas e obtenha o tensor energia momento Tµν comentando as suas componentes.
1
c) Mostre que a densidade hamiltoniana se escreve H = − π 2 ∂x ϕ+e(−∂x ϕ) e obtenha as equações
2
do movimento correspondentes.
p ∂e
=
d) Lembrando que a densidade de energia interna e a pressão (p) se relacionam segundo
ρ ∂ρ
mostre que, das equações do movimento se obtem a equação de Euler (caso particular da
equação do momento de Cauchy)
∂v ∂v ∂ p
+v + =0
∂t ∂x ∂x ρ
? ? ? Problema 11. Equação de Kortweg-de Vries. Em 1834, John Scott Russel deparou-se
com um fenómeno curioso: a formação de uma onda que se propagava num canal de águas rasas.
Russel seguiu esta onda (cuja velocidade de propagação era relativamente baixa) e observou que se
poderia propagar durante várias dezenas de metros sem sofrer qualquer tipo de deformação. Por
essa razão, essa onde recebeu o nome de onda solitária ou solitão. A famosa teoria de Kortweg-de
Vries, obtida a partir de um limite da equação que governa a mecânica dos fluidos (equação de
Navier-Stokes), surgiu como uma primeira descrição matemática do fenómeno.
2
Na verdade, num tratamento mais detalhado da teoria hamiltoniana de fluidos não é necessário impor a con-
tinuidade e esta surgiria naturalmente das equações, mas por simplicidade iremos neste exercício impô-la a priori
6
a) Considere o Lagrangeano de Kortweg-de Vries para o campo que descreve a elevação do fluido
ϕ(x, t) = ∂x ψ(x, t) em relação à altura de referência h, dado por
3 2
∂2ψ
1 ∂ψ ∂ψ α ∂ψ β
L= + − ,
2 ∂t ∂x 12 ∂x 4 ∂x2
onde α = α(h) e β = β(h) são constantes que dependem das propriedades do fluido e de h.
Obtenha a equação do movimento
∂ϕ 2α ∂ϕ ∂3ϕ
+ ϕ + β 3 = 0.
∂t 3 ∂x ∂x
b) Teste soluções do tipo onda solitária, i.e. ϕ(x, t) = Φ(x − vt) ≡ Φ(ξ) e mostre que
∂
Φ00 (ξ) = − V (Φ).
∂Φ
c) Estude o comportamento assimptótico da função Φ(ξ) e mostre que a solução de solitão é
√
1 v
ϕ(x, t) = − v sech (x − vt) .
2 2
7
? ? ? Problema 12. Equações do Telégrafo. Como sabe, o formalismo lagrangeano pode
ser aplicado a uma míriade de situações físicas, de entre as quais os circuitos eléctricos. Neste
problema iremos desenvolver um modelo para a propagação de sinais electromagnéticos numa linha
de transmissão (por exemplo, um cabo coaxial).
Comecemos por aproximar a linha de transmis-
são, por enquanto sem perdas, por uma sequência ∆x
de indutores e condensadores como indicado no
circuito equivalente apresentado ao lado. Con- Lk−1 ik Lk vk Lk+1
sidere que cada elemento é caracterizado pela sua ... ...
impedância distribuída ao longo da linha, isto é, Ck−1 Ck Ck+1
L = l∆x e C = c∆x, e que ik são as correntes que
percorrem as bobines e vk as tensões em cada
nodo relativamente à terra.
Como coordenadas generalizadas para este problema iremos utilizar a cargas Qk nos indutores, de
∂Qk ∂Pk
tal forma que ik = e os fluxos Pk tal que vk = .
∂t ∂t
a) Derive uma densidade lagrangeana que descreva o limite contínuo da linha de transmissão.
(i) Mostre que podemos escrever a energia armazenada no sistema discreto como
X1 X1
lQ̇2k ∆x + cṖk2 ∆x.
2 2
k k
(ii) Justifique que a energia transferida para os condensadores k é dada por
X1 X1
Ṗk (Qk+1 − Qk ) − Pk Q̇k+1 − Q̇k .
2 2
k k
[Sugestão: note que a carga em cada condensador k é igual a Qk+1 − Qk e que a corrente
que o percorre Q̇k − Q̇k+1 ]
(iii) Por fim, tome o limite contínuo e portanto obtenha a densidade lagrangeana deste sistema
em termos dos campos Q e P , justificando cada um dos termos e a sua relação com o
modelo discreto
2 2
1 ∂P ∂Q 1 ∂ 2 Q
Z Z
1 ∂Q 1 ∂P
L= Ldx = l + c + − P dx
2 ∂t 2 ∂t 2 ∂t ∂x 2 ∂x∂t
b) Mostre que, para densidades lagrangeanas L(ψ, ∂µ ψ, ∂µν ψ), que dependem de derivadas de
segunda ordem nos campos, as equações de Euler-Lagrange se escrevem:
∂L ∂L ∂L
− ∂µ + ∂µν = 0, ν≥µ
∂ψ ∂(∂µ ψ) ∂(∂µν ψ)
Utilize este resultado e a densidade lagrangeana determinado anteriormente para obter as
equações de evolução dos campos Q e P .
c) Verifique que a densidade lagrangeana
2 2
1 ∂Q 1 ∂P ∂P ∂Q
L= l + c +
2 ∂t 2 ∂t ∂t ∂x
8
também reproduz a mesma evolução dos campos Q e P . De seguida, utilize-a para determinar
o tensor energia–momento Tµν , para o campo Q, discutindo o seu significado físico e de cada
uma das suas componentes. (Sugestão: Para a sua análise deverá ser proveitoso escrever o
tensor em termos da corrente i = Q̇ e tensão v = Ṗ e notar ainda que ∂x Q = −cv)
d) Iremos agora considerar perdas ao longo da linha. Paras as modelizar introduz-se uma resistên-
cia em série (com resistência rdx ) e outra em paralelo (com conductância gdx) ao longo da
linha, tal como esquematizado.
rdx ldx
gdx cdx
(i) Argumente que a função de dissipação de Rayleigh que descreve este tipo de perdas se
pode escrever
∂Q 2 1 ∂P 2
Z
1
F= r + g dx
2 ∂t 2 ∂t
(ii) Obtenha as novas equações para os campos Q e P agora com perdas e mostre que estas
se podem reescrever, em termos da corrente i e tensão v ao longo da linha, como:
∂i ∂v
l + = −ri
∂t ∂x
∂v ∂i
c + = −gv,
∂t ∂x
conhecidas como equações do telegrafo precisamente por modelizarem a propagação de
um sinal num cabo de telegrafo. Por fim, combine-as para obter apenas a evolução da
tensão
∂2v ∂2v ∂v
2
− lc 2
= (rc + gl) + grv.
∂x ∂t ∂t
(iii) Partindo do resultado anterior determine a relação de dispersão para a propagação de
ondas planas de tensão na linha de transmissão. Comente fisicamente o valor de ={ω(k)}
? ? ?? Problema 13. O átomo de Bohr. Recorrendo às variáveis acção–ângulo podemos
chegzr a um importante resultado do dealbar da mecânica quântica e da compreensão do átomo
de hidrogénio.
Comecemos por considerar o hamiltoniano a que está sujeito o electrão no átomo, num sistema
de coordenadas esférico !
1 2 p2θ p2ϕ k
H= pr + 2 + 2 2 −
2m r r sin θ r
I
a) Mostre que as variáveis acção J = pi dqi para este problema se escrevem:
Jϕ = 2παϕ
s
I
αϕ2
Jθ = αθ2 − dθ
sin2 θ
s
k α2
I
Jr = 2mE + 2m − 2θ dr
r r
9
b) Integrando as expressões da alínea anterior chegue ao hamiltoniano
−2π 2 mk 2
H(Jr , Jϕ , Jθ ) =
(Jr + Jϕ + Jθ )2
c) Proceda agora a uma transformação canónica (Ji , wi ) → (J¯i , w̄i ), obtendo o Hamiltoniano
nestas novas coordenadas, através da função geradora
F2 (J¯i , wi ) = (wϕ − wθ )J¯1 + (wθ − wr )J¯2 + wr J¯3
d) Hipótese quântica – Admita agora que a acção J¯3 se encontra quantizada, i.e. pode apenas
tomar valores discretos, J¯3 = nh n ∈ N em que h é a constante de Planck. Mostre que, a
energia do electrão no átomo de Bohr, também ela quantizada, se torna
E0 2π 2 me4
E=− E0 =
n2 (4πε0 h)2
10