000000FFP2024
000000FFP2024
Estrutura da Sílaba
Estrutura da Sílaba
Índice
I. Introdução ..............................................................................................................................................3
1.1. Objectivo geral ...................................................................................................................................3
1.1.2. Objectivos específicos ..........................................................................................................................3
1.2. Metodologia de Trabalho. ..................................................................................................................3
II. Fundamentação Teórica. ........................................................................................................................4
2.1. Conceito de Sílaba. .............................................................................................................................4
2.1.1. Representação da estrutura da sílaba ..............................................................................................4
2.1.2. Constituição da sílaba.....................................................................................................................5
2.1.3. Tipos de sílabas ..............................................................................................................................5
2.2. Propostas para Ensino da sílaba. ........................................................................................................6
III. Considerações finais. ..........................................................................................................................7
3.1. Referências bibliográficas ..................................................................................................................8
3
I. Introdução
Este tema é muito relevante nas primeiras classes iniciais e algumas vezes usado para
consolidação das dificuldades em que os alunos de todos subníveis do sistema de educação
enfrentam.
Segundo Chomsky & Halle (1968) citado por Mendonça (2010, p.2), primeiramente não
se conhecia sílabas, as palavras era vistas como sequências de consonantes e vogais, modelos de
sílaba na língua Portuguesa (Mendonça, 2010, p.3). Houve estudos da sílaba com trabalhos de
Pike e Pike 1942 e de Hockett 1955 citados por Blevins (1995)
Segundo Mendonça (2010, p.3), Cada língua segue um princípio de organização interna
da sílaba diferente por exemplo a sequência /s1/, que no português não forma sílaba, mas que no
inglês é perfeitamente viável, ex: /sleiv/ "escravo". Contudo, as línguas seguem um arranjo ou
sequência sonora em sílaba.
Segundo Mendonça (2010, p.4), foi adoptada a diagrama em forma de árvores com uma
sequencia de hierarquia semelhante em termos de arranjo, surge a fonologia não linear que âncora
traços supra-segmentais que as situa na estrutura prosódica.
Segundo Svartman (2010, p.1), Sílaba é movimento de força muscular que se intensifica
atingindo um limite máximo, após o qual ocorre a redução progressiva desta força. Portanto, a
sílaba é constituída por parte periférica de intensificação de forca, ápice ou núcleo e parte
periférica de relaxamento da forca.
Segundo Câmara (1973) citado por Svartman (2010, p.2), as duas partes periféricas são
preenchidas por glides, exemplo, (p a r). A parte periférica inicial ou ataque (A), em inglês onset
(O) “aclive”; núcleo (Nu) “ápice” e, a parte periférica final ou coda (Co) “declive”. Em resumo,
os constituintes imediatos da sílaba são, Ataque (A), Núcleo (Nu) e Coda (Co).
A R
/ \
Nu Co
Segundo Svartman Mendonça (2010, 2003, p.3), convencionou-se que a sílaba use os
termos seguintes: “Onset (0), Rima (R), Núcleo (N) e Coda (C), ligados à teoria e os princípios
que ela defendem, e sujeitos, em todas as línguas, a restrições quanto aos segmentos que podem
ocupar estes espaços”
Segundo Mendonça (2003, p.3) a sílaba integra dois ramos, que são: O primeiro Chamado Onset
ou ataque e segundo chamado de Rima. Rima é dividida em núcleo e coda. “O núcleo,no
português, é formado somente por vogais e se constitui no pico silábico e O coda pode ser
ocupado por consoante bastante reduzido” (Mendonça, 2003, p.4)
Todavia, Ataque pode não estar na constituição de uma sílaba ou pode estar constituído
por mais de um segmento, a que se designa de ataques complexos. O artigo de Svartman (2010),
descreve os grupos de ataques, oclusiva e fricativa (Svartman, 2010).
“Ataques Oclusivas + /l/: (pl, bl, tl, kl, gl) planta, blusa, atlas, claro, glorioso” e
“Oclusiva + /r/ (pr, br, tr, dr, kr, gr ) prato, braço, trato, drama, cravo, graça” (Svartman,
2010, p.3)
Os ataques complexos são menos frequentes do que ataques simples e adquiridos no final
do segundo ano de vida. Ataques simples, são qualquer segmento que não seja uma vogal plena.
Segundo Mendonça 2003 citado por Anderson et al (1969), no modelo de vogal plena não há
subconstituintes, somente s que simboliza a sílaba e depois ramificações para seus constituintes
directos.
Segundo Mendonça (2003, p.7), qualquer teoria fonológica que estuda a sílaba como
base, deve reconhecer as sequências de consoantes e vogais características de cada língua e
compara-las, a fim de identificar as semelhanças e diferenças da estrutura sílaba entre línguas
distintas.
Segundo Mattoso (2011) citado por Cardoso (p.108) Se “V” é o centro da sílaba e C um
elemento marginal, têm-se os tipos silábicos: V (sílaba simples), CV (sílaba complexa crescente),
VC (sílaba complexa crescente-decrescente). Conforme a ausência ou a presença (isto é, V e CV,
de um lado, e, de outro lado, VC e CVC), temos a sílaba aberta, ou melhor, livre, e a sílaba
fechada, ou melhor, travada.
Harris (1983 apud COLLISCHONN 1999:101), citado por Mendonça (2003, p.10),
propõe a criação da sílaba por meio de uma sequência de regras: primeiro forma-se o núcleo,o
onset e por último a coda. Seguindo os princípios de organização de uma sílaba é possível
proceder à silabação das palavras nas línguas. O processo, contudo, não é tão simples. Observem-
se os exemplos de palavras e suas respectivas divisões silábicas:
a. Tigolo Ti – jo – lo
b. Porta Por – ta
c. Noite Noi – te
d. Rubro ru – bro
e. Atlas a – tlas (Mendonça, 2003, p.10)
7
Segundo Mendonça (2003, p.7) e Svartman (2010, p.4), reparando para as sílabas acima
já formadas, é necessário que o professor comece a ensinar as sílabas mais simples, neste caso
CV (consoante e vogal, caso da Alínea a); CVC (consoante, vogal e consoante, caso da alínea b);
CVV (consoante, Vogal e Vogal, caso da Alínea c), assim sucessivamente depois de ensino dos
vogais. A leccionação das sílabas o professor deve levar em conta o movimento da língua para a
pronúncia da sílaba, como labiodentais, nasais, palatais, alveolar, etc.
Na pronúncia de algumas sílabas pode se ouvir três partes, duas periféricas onde há
intensificação da força e relaxamento e no meio o ápice ou então, a anunciação do tom. No
ensino da sílaba os professores devem começar a ensinar os vogais e consoantes para posterior
iniciarem a leccionarem sílabas simples, com a seguinte sequência “CV, CVC, CVV, etc”.
(Mendoça, 2003, p. 10)
8
Chomsky, N., & Halle, M. (1968). The Sound Pattern oFEngish. New York: Harper e Row.
Harris, J. (1983). Syllable Structure and Stress in Spanish. A non linear analysis. Cambridge:
MIT Press.
Pike, K., & Pike, E. (1947). Immediate constituents of Mazateco syllables. International of
Applied Linguistics,.