Dulcia António
Farido Uburamo Andane
Fernando Sebastião
Filita Raul Armando
Florbela Camilo
Issa Andassul
Joana Bugudade Massequece Bacar Abdala
Passule Almeida Passule
Rita Arlindo
Martinho Francisco Murane
Contas de Custos, de Proveito e de Resultados, tipos e contabilização, etc. e Trabalho de
Fim de Exercício
Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
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Dulcia António
Farido Uburamo Andane
Fernando Sebastião
Filita Raul Armando
Florbela Camilo
Issa Andassul
Joana Bugudade Massequece Bacar Abdala
Passule Almeida Passule
Rita Arlindo
Martinho Francisco Murane
Contas de Custos, de Proveito e de Resultados, tipos e contabilização, etc. e Trabalho de Fim
de Exercício
Licenciatura em Contabilidade e Auditória
Trabalho de carácter avaliativo, a ser
apresentado ao Departamento de Ciências
Económicas e Empresariais,
recomendado no âmbito da cadeira de
Contabilidade Financeira I, leccionada no
curso de Contabilidade e Auditoria 1º ano
Docente: MCO. Rosalina Paulo Raul
Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
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Índice
Introdução ......................................................................................................................... 3
1. Contas de Custos .......................................................................................................... 4
1.1. Tipos de Contas Custos ............................................................................................. 4
2. Contas de Proveitos ...................................................................................................... 5
2.1. Tipos de Contas de Proveitos .................................................................................... 6
2.2. Regras de Movimentação das Contas ........................................................................ 6
3. Contas de Resultados .................................................................................................... 7
3.1. Tipos de Contas de Resultados .................................................................................. 7
4. Trabalho de Fim de Exercício ...................................................................................... 8
4.1. Elementos a considerar no trabalho de fim de exercício ........................................... 9
4.1.1. Inventário Anual ..................................................................................................... 9
4.1.2. Regularização de Contas ........................................................................................ 9
4.1.3. Balancete Retificado ............................................................................................. 10
4.1.4. Apuramento De Resultados .................................................................................. 10
4.1.5. Representação esquemática das etapas de determinação dos resultados .............. 10
4.1.6. Apuramento do imposto Sobre o Rendimento ..................................................... 11
4.1.7. Apuramento do resultado líquido ......................................................................... 12
4.1.8. Esquema da sequência das operações de Fim de Exercício ................................. 12
Conclusão ....................................................................................................................... 13
Referências bibliográficas .............................................................................................. 14
2
Introdução
O presente trabalho, recomendado no âmbito da cadeira de Contabilidade Financeira I
subordina-se ao tema referente às Contas de Custos, de Proveito e de Resultados,
evidenciando os tipos e contabilização e finalmente Trabalho de Fim de Exercício.
Neste sentido importa destacar que os Custos, os Proveitos e os Resultados são os três
elementos fundamentais que constituem a Demonstração de Resultados, razão pela qual
estes conceitos da contabilidade são tratados com alguma ênfase neste trabalho. A
Demonstração de Resultados é um documento contabilístico que fornece um resumo
financeiro dos resultados das operações financeiras da empresa durante um determinado
período específico, o qual pretende retratar os proveitos e custos desse mesmo período de
exercício. Em suma, trata-se de um mapa financeiro que permite a avaliação do
desempenho da empresa no ano e face ao ano anterior.
Importa referir que a contabilidade é uma actividade que proporciona informação,
geralmente quantitativa, para tomadas de decisões, planeamento, controlo das fontes e
operações, avaliações do desempenho e relato financeiro a investidores, credores,
autoridades reguladores e ao público em geral.
Por outro lado as demonstrações financeiras são instrumentos contabilísticos que
reflectem a situação económico-financeira da empresa, evidenciando quantitativamente
os respectivos pontos fortes e fracos, permitindo ainda estabelecer comparações claras
relativamente ao passado, aos competidores mais directos e a objectivos pré-definidos.
Deste modo, para a realização do trabalho utilizou-se a metodologia de consulta
bibliográfica cujos autores encontram-se devidamente citados ao longo do trabalho e as
respectivas obras nas referências bibliográfica. A estrutura do trabalho obedece os
seguintes elementos: Capa, folha de rosto, índice, introdução, desenvolvimento dos
tópicos supracitados, conclusão e referências bibliográficas.
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1. Contas de Custos
Na óptica de Wischneski (2003), a contabilidade de custos tem por finalidade última a
prestação de informações de custos para auxiliar os gerentes a administrar as parcelas da
actividade empresarial que estarão a seu cargo (pp. 21-39).
Para o autor, a contabilidade de custos tem duas funções relevantes:
No auxílio ao Controle; e
Na ajuda às tomadas de decisões.
Neste âmbito de ideias, percebe-se que os custos que uma organização tem que suportar
são factores chaves quanto a uma boa gestão interna e por isso são elementos que
compõem a Demonstração de Resultados.
No contexto da Contabilidade Financeira os custos são diminuições nos benefícios
económicos futuros, durante o período contabilístico, na forma de efluxos ou de reduções
de activos, ou na incorrência de passivos que resultam em diminuição do capital próprio,
que não seja as relacionadas com as distribuições aos sócios. O Plano Oficial de
Contabilidade (POC) não faz distinção nítida entre custos e perdas, agrupando-os pela
sua idêntica natureza, na classe 6.
A definição de custos engloba quer as perdas, quer os custos que resultam da actividade
normal da empresa, tais como:
O custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas, os salários e as
amortizações.
Nas perdas incluem-se as situações resultantes de tragédias naturais (incêndios e
inundações, bem como as que resultam da alienação de activos não correntes).
[Link] de Contas Custos
Para Borges (1998), em Elementos de Contabilidade Geral, consideram-se custos e
perdas, os que comprovadamente forem indispensáveis para a realização dos proveitos ou
ganhos sujeitos a imposto, ou para a manutenção da fonte produtora, nomeadamente os
seguintes:
Encargos relativos à produção ou aquisição de quaisquer bens ou serviços, tais
como matérias utilizadas, mão-de-obra, energia e outros gastos gerais de
fabricação, conservação e reparação;
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Encargos de distribuição e venda, abrangendo os transportes, publicidade e
colocação de mercadorias;
Encargos de natureza financeira, como juros de capitais alheios aplicados na
exploração, descontos, ágios, transferências, diferenças de câmbio, gastos com
operações de crédito, cobrança de dívidas e emissão de acções, obrigações e
outros títulos e prémios de reembolso;
Encargos de natureza administrativa, tais como remunerações, ajudas de custos,
pensões ou complementos de reforma, material de consumo corrente, transportes
e comunicações, rendas, contencioso e seguros incluindo de vida e operações do
ramo “vida”, contribuições para fundos de poupança reforma, contribuições para
fundos de pensões e para quaisquer regimes complementares da Segurança Social;
Encargos com análise, racionalização e consulta, encargos fiscais e parafiscais,
reintegração e amortizações, provisões, menos valias realizadas e indemnizações
resultantes de eventos cujo risco não seja segurável.
Portanto, na optica de Borges (1998), resumidamente podemos classificar o custo como
sendo a diminuição de capital próprio resultante do desenvolvimento da actividade
produtiva da organização (pp. 614-743).
2. Contas de Proveitos
Para Costa e Alves (2001), os Proveitos são outros elementos que compõe a
Demonstração de Resultados, sendo que estes, à partida, apresentam a parte mais
agradável de todo exercício de uma organização.
Para estes autores em Contabilidade Financeira descreve-se proveitos como sendo os
aumentos nos benefícios económicos durante o período contabilístico na forma de
influxos ou aumento de activos ou diminuições de passivos, que resultem em aumentos
do capital próprio, que não sejam os relacionados com as contribuições dos sócios.
À semelhança que acontece no tópico anterior, o Plano Oficial de Contabilidade (POC)
agrupa na mesma categoria (classe 7) os Proveitos e Ganhos. Nesta categoria apresentam-
se nas Demonstrações de Resultados todos os proveitos e ganhos resultantes do exercício
da organização.
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Lerner e Cashin (2001) subsidiam que a definição de proveitos engloba quer os réditos
(resultam da actividade normal da empresa), quer os ganhos (podem ou não provir de tal
actividade).
Para Lerner e Cashin (2001), um proveito é reconhecido como tal na Demonstração de
Resultados, quando tenha surgido um aumento dos benefícios económicos futuros,
relacionados com um aumento no activo ou com uma diminuição no passivo, e que posa
ser mensurado com fiabilidade. Por outras palavras, o reconhecimento de um proveito
ocorre em simultâneo com o reconhecimento de aumentos de activos ou com o
reconhecimento de diminuição de passivos.
2.1. Tipos de Contas de Proveitos
De acordo Costa e Alves (2001) nos Elementos de Contabilidade Geral os proveitos e
ganhos são considerados “ os derivados de operações de qualquer natureza em
consequência de uma acção normal ou ocasional, básica ou meramente acessório, e
designadamente os resultantes de:
Vendas ou Prestações de Serviços, descontos, Bónus e Abatimentos, comissões e
Corretagens, assim como Rendimentos de Imóveis;
Rendimentos de Carácter Financeiro, tais como juros, dividendos, descontos,
ágios, transferências, diferenças de câmbio e prémios de emissões de obrigações,
assim como rendimentos da Propriedade Industrial ou outros análogos;
Prestações de serviços de Carácter Científico ou Técnico, mais-valias realizadas;
Indemnizações auferidas, seja a que título for e Subsídios ou Subvenções de
exploração;
2.2. Regras de Movimentação das Contas
As contas de Custos debitam-se pelos aumentos e creditam pelas diminuições.
As contas de Proveitos Creditam-se pelos aumentos e debitam-se pelas
diminuições.
Débitos: em Contabilidade representa um aumento ou entrada de um valor
patrimonial, excepto nas contas de resultados;
Crédito: contabilisticamente representa a redução ou a saída de um valor
patrimonial, excepto nas contas de resultados.
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3. Contas de Resultados
Para Borges (1998), a obtenção de Resultados é o objectivo final e principal na
Demonstração de Resultados para que se possa ter uma imagem global quanto ao
desempenho operativo durante um período de actividade de uma organização.
A aquisição de resultados consiste numa simples operação de subtracção dos custos aos
proveitos. Diz-se lucro líquido quando estamos perante um aumento de capital próprio
subsequente a um bom desempenho operativo por parte da organização. Consiste no
excesso das receitas em relação às despesas no período contabilístico em causa.
No entanto torna-se importante familiarizar-se com os vários tipos de resultados
existentes que apuram, em etapas sucessivas, os diversos tipos de resultados da empresa
e que podem aparecer tanto nas Demonstrações de resultados por natureza como na
Demonstração de Resultados por funções.
[Link] de Contas de Resultados
Costa e Alves (2001), de seguida apresenta-se sinteticamente os vários tipos de
resultados:
Resultados Operacionais: reflecte os ganhos ou as perdas resultantes da
actividade principal da empresa. Trata-se dum conceito muito importante para a
análise económico-financeira da empresa na medida em que ele representa a
capacidade do negócio principal da empresa para gerar excedentes. Diz-se
frequentemente que os resultados operacionais são uma consequência das
decisões dos “operacionais” da empresa (comerciais, produção, etc.);
Resultados Financeiros: visa apurar os ganhos ou perdas resultantes das decisões
financeiras da empresa, englobando todos os custos suportados pela utilização de
recursos financeiros e os proveitos resultantes de aplicações financeiras, quer de
curto, quer de médio e longo prazo;
Resultados Correntes: este resultado consiste na soma dos dois anteriores e
traduz os resultados da actividade normal da empresa, ou seja, das decisões
relacionadas com a exploração corrente. Contabilisticamente poderemos dizer que
traduzem o resultado dos factores patrimoniais normais, os quais se contrapões
aos factos ocasionais ou acidentais;
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Resultados Extraordinários: são os resultantes de factos ocasionais ou
acidentais, que traduzem os ganhos ou perdas alheios à exploração, logo, com
carácter de eventualidade. Este resultado torna-se interessante para efeitos de
avaliação económico-financeira da empresa, na medida em que nunca se deve
esquecer da sua eventualidade e, como tal, não constituir um elemento normativo
da análise;
Resultados antes de Impostos: este resultado tem a finalidade de evidenciar os
resultados globais, antes de deduzida a estimativa para impostos sobre o
rendimento (IRC). A sua utilização é facultativa, na medida em que aquela
informação será obtida pela leitura das demonstrações financeiras;
Resultados Líquidos do Exercício: é o apuramento do resultado líquido de cada
exercício económico, ou seja, é o valor que ficou depois de termos abatidos os
custos necessários e os impostos sobre os lucros. Este valor será depois distribuído
de acordo com a decisão dos sócios/accionistas;
Resultados Brutos: é o apuramento do resultado bruto de cada exercício
económico, ou seja, é o valor que apenas engloba as vendas e prestações de
serviços às quais são subtraídas os custos directos das vendas e das prestações de
serviços tendo em consideração os impostos inerentes;
Resultados por Acção: este resultado segue-se, normalmente, ao resultado
líquido do exercício e é obtido dividindo os resultados líquidos do período
(deduzidos dos correspondentes às acções preferenciais) pelo número médio
pondera de acções ordinárias em circulação durante o período.
4. Trabalho de Fim de Exercício
Consideram-se operações de fim exercício todos os registos contabilísticos não correntes
com vista ao apuramento de resultados, elaboração do balanço, demonstração de
resultados e demais peças contabilísticas ou extra- contabilísticas.
Neste sentido as operações de fim de exercício deverão ser elaboradas segundo duas
ópticas distintas:
A primeira respeitante a sequência das operações a registar ou a efectuar;
A segunda relativa aos mapas a elaborar: demonstrações de resultados, balanço e
anexos.
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No que se refere à primeira óptica, as operações de fim do exercício tem como ponto de
partida os elementos fornecidos pelo Balancete de Verificação do Razão de 31 de
Dezembro de cada exercício e pela inventariação do património da empresa.
Relativamente aos mapas das demonstrações financeiras e económicas, a sua elaboração
é processada a partir dos elementos pelos razoes auxiliares e nalguns casos pelos razoes
gerais - de contas de 2˚ grau, recorrendo, quando possível as contas do 3˚ grau.
[Link] a considerar no trabalho de fim de exercício
4.1.1. Inventário Anual
A inventariação patrimonial tem em vista apurar (determinar) se o valor contabilístico
exibido pelas contas coincide com o valor real dos bens, dos direitos e das obrigações da
empresa inventário geral.
Em regra, o inventário geral é obtido pela reunião de diversos inventários parciais
(inventário das disponibilidades, dos débitos, dos créditos, das existências, das
imobilizações, etc.).
4.1.2. Regularização de Contas
Os registos de regularização têm o objectivo de restituir às contas, os saldos
contabilísticos correctos, em obediência aos sãos princípios da contabilidade. Os
elementos de partida são os constantes do balancete de verificação de 31 de Dezembro.
Os lançamentos de regularização mais comuns são os resultantes de:
Ocorrência de falhas na conta Caixa; diferenças nas contas bancárias, quebras ou
sobras de stocks, etc.
Registo de despesas ou receitas ocorridas no exercício, mas que são custos ou
proveitos imputáveis ao exercício seguinte (ex: juros antecipados, prémios de
seguro pagos antecipadamente, etc.). Serviços e fornecimentos (água,
electricidade, telefones, telex, etc.), imputáveis ao exercício, mas que ainda não
foram pagos.
Movimento de provisões (constituição, reforço ou reposição).
Amortizações e reintegrações do exercício.
Rectificação das existências quando a empresa utiliza o sistema de inventário
intermitente.
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Estimativa para imposto sobre o rendimento (IRPC).
Constatadas as diferenças entre os dados fornecidos pelo inventário e pelo balancete de
verificação e efectuados os lançamentos de regularização no Diário e no Razão, elabora-
se um novo balancete o chamado balancete Rectificado, a partir do qual far-se-á os
lançamentos de apuramento de resultados.
4.1.3. Balancete Retificado
Após a regularização das contas é necessário elaborar um balancete para verificar se os
registos efectuados no razão estão em conformidade.
Este balancete designa-se por Rectificado ou de Inventário, em virtude dos valores que
as contas apresentam, coincidirem com os de inventário.
4.1.4. Apuramento De Resultados
Apuramento de resultados correntes Obtido o balancete rectificado procede-se a
transferência dos saldos das contas de custos e proveitos (contas das classes 6 e 7) para a
conta de resultados do exercício (com objectivo de apurar o resultado obtido nas
operações correntes).
O lançamento de apuramento de resultados tem por finalidade transferir para as contas
principais os saldos evidenciados pelas contas subsidiárias (designadamente contas de
perdas e de ganhos), com vista à determinação dos resultados líquidos da empresa. Pode-
se dizer que os lançamentos de resultados permitem atingir simultaneamente dois
objectivos, a saber:
Agrupar nas contas principais os factores positivos e negativos do rédito,
resultando daí o seu valor;
Fechar as contas de custos e proveitos, visto que ficarão com saldo nulo após a
transferência dos seus saldos para a conta principal.
4.1.5. Representação esquemática das etapas de determinação dos resultados
Apuramento do resultado operacional
8.1 Resultados Operacionais
Contas 6.1 a 6.8 Contas 7.1 a 7.6
Sd prejuízo operacional
Ou Sc Lucro10
operacional
Apuramento do resultado financeiro
8.2 Resultados financeiros
6.9 7.8
Sd (1) (2)
Sd Prejuízo financeiro
Ou Sc Lucro financeiro
Legenda
(1) Transferência das perdas financeiras (saldo devedor das conta 6.9)
(2) Transferência dos ganhos financeiros (saldo credores da conta 7.8)
Apuramento do resultado corrente
Trata-se de uma conta opcional, na medida em que o PGC prevê a não utilização da conta
8.3 Resultados correntes, deixando essa utilização ao critério da empresa. Ao optar pelo
seu uso teremos:
8.3 Resultados correntes
8.1 8.1
Sd (1) (3) Sc
8.2 8.2
Sd (2) (4) Sc
Sd Prejuízo corrente
Ou Sc Lucro corrente
Legenda
(1) Transferência do prejuízo operacional (quando a conta 8.1 tiver saldo devedor)
(2) Transferência do lucro operacional (quando a conta 8.1 tiver saldo credor)
(3) Transferência do prejuízo financeiro (quando a conta 8.2 tiver saldo devedor)
(4) Transferência do lucro financeiro (quando a conta 8.2 tiver saldo credor)
4.1.6. Apuramento do imposto Sobre o Rendimento
Trata-se de uma fase em que são deduzidos os impostos sobre os resultados correntes
casos sejam tributáveis, ou representem um lucro.
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Assim o montante do imposto que se espera que venha a incidir sobre os resultados
obtidos, será contabilizado por debito da conta 8.5 Imposto Sobre o Rendimento em
contrapartida do credito da conta 4.4.1 Estimativa do imposto Sobre o Rendimento.
8.5 Imposto sobre o Rendimento [Link] Estimativa do IRPC
1) IRPC IRPC 1)
4.1.7. Apuramento do resultado líquido
Na prática corresponde ao agrupamento na conta 8.8 – Resultado líquido do período, dos
saldos das contas de resultados anteriormente apresentados.
Ou seja esta conta transfere os saldos das contas anteriores, de 8.1 a 8.5. o saldo desta
conta representa o resultado líquido do exercício.
Balancete Final ou de Encerramento Este é elaborado após os lançamentos de apuramento
de resultados no Diário e correspondente passagem ao Razão. O balancete final ou de
encerramento difere-se os anteriores, pelo seguinte:
Possuir todas as contas subsidiárias, quer de resultados quer de existências em
virtude da transferência para as respectivas contas principais.
As contas que evidenciam os saldos são as do balanço, sendo as do activo com
saldo devedor e o passivo com saldo credor.
A partir do balancete final ou de encerramento, elaboram-se os Balanços finais.
4.1.8. Esquema da sequência das operações de Fim de Exercício
Balancete de Balancete Balancete de Fim do trabalho
verificação retificado encerramento de exercício
Inventário Balanço
anual Demostração
de resultados
Mapa de apuramento dos
resultados
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Conclusão
Chegados a este ponto percebeu-se que as Demonstração de Resultados por natureza é
obrigatória a qualquer tipo de organização e que opcionalmente se pode também
apresentar a Demonstração de Resultados por funções com a vantagem de este divulgar
de forma específica os componentes do resultado líquido que sejam significativos para
uma avaliação.
Adiante, os custos, proveitos e resultados são conceitos com os quais estamos
familiarizados e que constituem as três componentes principais na Demonstração de
Resultados. Uma empresa suporta custos com vista à obtenção de proveitos, que por sua
vez concorrem para a formação de resultados, esta frase demonstra bem aquilo que a
Demonstração de Resultados traduz.
Sendo assim, no lado dos custos e perdas aparecem aqueles que estão relacionados com
os custos operacionais, sucessivamente: Custos das mercadorias vendidas e das matérias
consumidas, Fornecimentos e serviços externos, Custos com pessoal Amortizações do
imobilizado corpóreo e incorpóreo, Provisões, Impostos, Outros custos e perdas
operacionais.
Finalmente, no lado dos proveitos e ganhos aparecem em primeiro lugar todos os
relacionados com proveitos e ganhos operacionais, sucessivamente: Vendas, Prestações
de serviços, Variação da produção, Trabalhos para a própria empresa, Proveito
suplementares, Subsídios à exploração, Outros proveitos e ganhos operacionais.
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Referências bibliográficas
Borges, A. et al. (1998). Estudo de Contas. Elementos de Contabilidade Geral. Áreas
Editora, 16ª Edição, Lisboa, pp. 614-743 e pp. 803-816.
Wischneski, J. (2003). Gestão De Custos E Orçamentos Por Actividade. O caso de uma
cooperativa do oeste do Paraná, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis,
pp. 21-39.
Costa, C. e Alves, G. (2001). Demonstrações Financeiras. Contabilidade Financeira.
Editora Rei dos Livros, 3ª Edição, Lisboa, pp. 105-143.
Lerner, J.L. e Cashin, J.A. (2001). Demonstrações Financeiras - Contabilidade. Editora
McGraw-Hill Portugal, Lisboa, pp. 3-14.
14