PAPER DE ESTÁGIO OBRIGATÓRIO I
A CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Autor: Meires lene Lopes de lima.
Tutor externo: Carolaine Silva da Silva.
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Pedagogia (PED8290) – Estágio Curricular Obrigatório I
26/05/2024
RESUMO
Este trabalho relata a vivência do Estágio Curricular Obrigatório I -Estágio I– Na
Educação Infantil tendo em vista as Metodologias e as didáticas utilizadas em sala de
aula, as experiências vividas o contato direto com os alunos onde se pode vivenciar e
aplicar atividades sobre o tema que teve como base A Contação de Histórias na
educação Infantis: Promovendo a Imaginação e o Lúdico. A Contação de histórias é
uma estratégica pedagógica que pode favorecer de maneira significativa a prática
docente na educação infantil. A escuta de histórias estimula a imaginação, educa,
instrui, desenvolve habilidades cognitivas, dinamiza o processo de leitura e escrita,
além de ser uma atividade interativa que potencializa a linguagem infantil. A ludicidade
com jogos, danças, brincadeiras e Contação de histórias no processo de ensino e
aprendizagem desenvolvem a responsabilidade e a auto expressão, assim a criança
sente-se estimulada e, sem perceber desenvolve e constrói seu conhecimento sobre o
mundo. Em meio ao prazer, à maravilha e ao divertimento que as narrativas criam,
vários tipos de aprendizagem acontecem..
Palavras-chave: Educação Infantil, História, criança.
1 INTRODUÇÃO
A contação de história na educação infantil tem grande utilidade no
desenvolvimento das crianças. Sendo assim, é muito importante que os
educadores busquem utilizar a contação de história em sala de aula, criando
momentos agradáveis e confortáveis para o bom desenvolvimento de todos na
educação infantil.
A aproximação da criança com a Literatura Infantil é algo mágico e
transformador, pois esta é um universo artístico incomensurável, capaz de
conduzir os pequenos para um mundo mágico e fantástico, mas sem deixar de
vinculá-los com a realidade. As histórias oferecem curiosidade, estimula a
criatividade, o desejo pelo novo, pelos mistérios e fantasias... Todo este mundo
deve ser apresentado à criança em pequenas doses, cuidadosamente para que
estas percebam como a leitura pode lhes oferecer prazer.
Os contadores de história provocam em seus ouvintes um processo de
construção de suas identidades sociais e culturais que contribuem para o
desenvolvimento da linguagem já que aumentam o universo de significados
das crianças e do hábito da leitura, de vital importância na educação infantil.
Segundo Cardoso (2016), a contação de histórias abre portas para
novos mundos, novos conhecimentos e aprendizagens; ela é um estimulo para
que a criança desenvolva o gosto pela leitura, estimula a escrita e o senso
crítico, e aguça a criatividade. E cabe aos contadores de histórias serem
mediadores nesse processo, envolvendo a criança na história e despertando
emoções e sonhos.
As histórias oferecem curiosidade, estimula a criatividade, o desejo pelo
novo, pelos mistérios e fantasias... Todo este mundo deve ser apresentado à
criança em pequenas doses, cuidadosamente para que estas percebam como
a leitura pode lhes oferecer prazer.
Embasado na pesquisa bibliográfica, o artigo trouxe a seguinte
problemática: como os contos infantis podem contribuir no Processo de Leitura
dos Estudantes de Educação Infantil?
O referido trabalho tem como objetivo geral: evidenciar a importância da
contribuição da contação dos contos infantis para o desenvolvimento da leitura
na Educação Infantil, bem como compreender como o mundo literário participa
de nossas vidas transvestido de diferentes formas.
2 ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: FUNDAMENTAÇÃO TÉORICA
A contação de histórias é um ato que atrai tanto o público infantil como o
adulto, pois ao se narrar um conto, mexe-se com a função psíquica natural e
prazerosa em propiciar momentos de resgate de cultura, produção do
imaginário, encantamento e curiosidade, que formam uma ligação emocional,
ideológica e afetiva entre o contador e seus ouvintes, prendendo a atenção e
assim surtindo efeitos como expectativa, risos, sustos e angústias.
A história na educação infantil oferece estruturas para encarar os
problemas de modo proveitoso e criativo, conduzindo a criança ao um mundo
magnífico onde os métodos vivenciados pelos personagens e suas aventuras
são cheias de significados. A criança sente isso, ela embarca no mundo do
conto, um mundo de expectativa, escolhas e possibilidades: alternativas sobre
o que fazer diante de uma ampla limitação, possibilidades e recursos criativos
para a superação dos problemas e como lidar com os sentimentos.
A arte de contar histórias depende, comumente, do poder de atração do
contador, poder procedente dos vínculos que ele, ao contar, faz com a vida dos
seus ouvintes e da forma como trabalha o objeto, o texto narrado, nem sempre
de sua autoria, que forneceu apoio para a sua ação.
Por que lemos para crianças? Por que gastamos uma grande energia.
Humana e económica em torno do ato de ler? Não lemos textos para
as crianças a fim de que se convertam em grandes leitores, e sim
porque sabemos que essas leituras permitem que elas determinem
algo fundamental para si a descoberta de que os textos são coisas
que têm um sentido, uma pluralidade de sentidos, e que cada sujeito
deve trabalhar um pouco para chegar a construir o sentido em seu
espirito. (PARRA apud REYES, 2010, p.17).
Quando a criança ouve uma história, viaja em sua imaginação, percebe
que o mal está tão presente quanto o bem. Existem várias barreiras a serem
ultrapassadas, surgindo decisões de solução que permitem que a vitória
aconteça.Todos esses aspectos são itens da vida psíquica da criança,
formalizando o método de assimilação.
As crianças necessitam reviver a fantasia, pois esta propicia ao imaginar
um mundo com outras possibilidades. Criar situações criativas e utilizar
instrumentos certos tornará o momento de contação de história agradável e
satisfatório.
A educadora deve preparar um cantinho na sala de aula e bem criativo,
harmonioso e confortável, analisar a iluminação, a posição das cadeiras, a
posição em que os alunos estão sentados na roda de leitura. Evitar rodas de
leituras em lugares abertos como quadra, pátio ou praças. Tantos cuidados
devem ser tomados, pois as crianças despertam facilmente e dispensam a
atenção. Assim o momento de contação se tornará mais agradável para que o
professor tenha êxito em sua contação. (BUSATTO, 2006)
É no ato de contar uma historia em voz alta que o mediador pode
possibilitar que o ouvinte firme vínculos com os colegas. Mesmo tendo
conhecimento que incentivos para o aspecto intelectual possui relação mútua
ao êxito da aprendizagem, no caso da leitura, não se deve direcionar os olhos
unicamente para esses resultados cognitivos. De acordo com Morais (1996,
p.172): “ao ler para a criança não nos tornemos seu instrutor, quer sejamos
pais ou professor. Nada melhor do que ter como meta seu prazer [...]”.
A contação de história deve exposta ás(sic) crianças em uma
linguagem que as mesmas entendam que seja bem clara e de forma
dinâmica para uma compreensão satisfatória. De nada adianta contar
uma história utilizando uma linguagem fora da faixa etária das
crianças da educação infantil. (SANTOS, 2014, p. 11).
Tradicionalmente, histórias contadas de geração em geração, ou em um
âmbito sociocultural em comum, transmitem realidades de acontecimentos de
fatos e sentimentos que tornam a contação um legado para seus próximos.
Legados de histórias vividas e ouvidas, realizadas por sentimentos,
experiências e desejos, que tornam esses contos estimulantes e eternos.
Os contos de fadas exercem importante papel: eles são uma
expressão cristalina e simples de nosso mundo psicológico profundo.
De estruturas mais simples que os mitos e as lendas, mas de
conteúdo muito mais rico do que o teor moral encontrado na maioria
das fábulas, são os contos de fadas a fórmula mágica capaz de
envolver a atenção das crianças e despertar-lhes sentimentos e
valores intuitivos que clamam por um desenvolvimento justo, tão
pleno quanto possa vir a ser o do prestigiado intelecto cotidianamente
(ZILBERMAN, 1995, p.32).
Para a Contação de histórias, o contador deve tomar alguns cuidados,
pois as histórias devem ser escolhidas dentro de um tema. No planejamento
didático do professor, a Contação deve ser pensada dentro de um contexto
para que ela seja uma atividade prazerosa e que também suscite o
desenvolvimento da competência de ler e interpretar. Não basta apenas contar
a história: é preciso, a partir da Contação, propor atividades, instigar a
imaginação, incitar o raciocínio crítico da criança, atividades que à escola cabe
desenvolver, embora muito antes da experiência escolar através do estímulo
da família essa prática deva ser usual. A Contação de história não pode ser
vista apenas como um passatempo. Deve ser compreendida como uma
possibilidade de se ampliar a competência de ler e interpretar.
3 VIVÊNCIA DO ESTÁGIO
O estágio foi realizado na creche Márlucia Dantas da Silva, está
localizada na zona urbana de Manacapuru, situando na rua: Itacoatiara, S/N,
Bairro da União. Trabalhei com a turma (creche II) com as crianças de 2 anos.
No primeiro dia de observação, conhecendo os espaços da escola
e como são utilizados, no segundo dia de observação comecei a
observar a turma na qual fui designada (na creche II) sendo apresentada
aos alunos e a professora regente (Fabiana), onde pude observar como são,
como brincam, do que gostam, além de me inteirar da rotina da turma.
No terceiro dia de observação, tive um momento de conversa e uma
troca de ideias, com a professora responsável, onde consegui entender a
metodologia utilizada por ela , e as atividades e projetos que estão sendo
desenvolvidos na turma, assim em conversa com a mesma, consegui definir o
que seria trabalhado em minha regência. No quarto dia de observação
consegui ler o PPP da escola o que me facilitou conhecer a identidade da
escola, como ela funciona, quais os objetivos enquanto escola estadual de
formação de cidadãos conscientes, responsáveis e críticos, que atuarão
individual e coletivamente na sociedade. No quinto dia de observação tive uma
breve conversa com a direção.
Após, as observações, me preparei para as regências. Assim, os planos
de aula foram desenvolvidos com o auxílio das informações da professora
regente da sala, dando sequência ao seu conteúdo já trabalhado, sendo
realizadas a regência com um total de 20 horas/aulas, durante 5 dias com
duração de 4hs cada dia, respeitando a rotina da sala.
Trabalhei a alimentação saudável, nos campos de experiência e
conhecimento: Mundo Social e Natural; O eu, O outro e o Nos; Traços, Sons,
Cores e Formas; e Escuta, Fala, Escrita. Na atividade realizada neste dia, as
crianças puderam despertar o interesse das crianças para ter uma Boa
alimentação e se conscientizarem da importância de estar saboreando um
alimento saudável e nutritivo.
Assim, seguindo a rotina da professora, neste dia em sala de aula, em
roda de conversa, coloquei a música O que tem na sopa do neném, para as
crianças ouvirem e após, falei sobre a importância de consumirmos alimentos
saudáveis. Tudo foi feito de forma lúdica, no qual eu mostrava por meio de
fotos alimentos não saudáveis e saudáveis, dizendo a eles o que podiam
comer ou não. Foi um momento maravilhoso, mesmo com algumas
dificuldades, pois são crianças muito pequena, pude compreender que se deve
inserir hábitos saudáveis desde pequenas.
No dia da minha regência, nos campos de experiências e
conhecimentos: Escuta, fala, escrita, pensamentos e imaginação; e O eu, O
outro e o Nos, despertou-se na criança raciocínio de pensamentos e
imaginação de cada uma; estimulando o faz de conta por meio da brincadeira
com a caixinha musical. Assim, cada criança escolheu um CD com a música
que mais gostou (algumas crianças apenas acompanharam e dançaram).
Cantamos e dançamos cada música escolhida. Ainda ao som de músicas,
ofereci as crianças brinquedos e fantasias para que estimulem a criatividade e
sua imaginação em sua brincadeira. Este dia foi muito divertido, pois as
crianças adoram músicas e participaram ativamente da atividade.
4 IMPRESSÕES DO ESTÁGIO (CONSIDERAÇÕES FINAIS)
As impressões do Estágio foram muito positivas, acredito não ter tido
nenhuma impressão ruim. Conseguiu-se alcançar todos os objetivos propostos,
de forma tranquila e prazerosa.
As crianças, sem exceções, realizaram todas as atividades que foram
elaboradas, e realizavam com alegria. Em relação aos contos e histórias da
literatura infantil as impressões foram surpreendentes. E o que fez com que
tudo isso fosse possível e colaboram para que o estagio acontecesse de forma
livre em relação aos conteúdos, onde pode-se trabalhar examente os temas
pensados e propostos, foram a professora, supervisora e direção da escola.
Entendeu-se através da exploração dos livros infantis, bem como a partir
da oportunidade de contar e recontar histórias, que as crianças desenvolveram
a capacidade de construção de narrativas, e passaram a compreender o
mundo, o tempo, os relacionamentos, assim como os papéis que
desempenham nessas relações. Outras situações como imitação, imaginação,
resolução de conflitos, criam e recriam falas do dia a dia, coordenam papéis,
desenvolvem a empatia, o respeito aos momentos de ouvir e de falar, entre
outros fatores.
Este I estágio na Educação Infantil , com certeza, deixou muitas
contribuições em relação as vivências e práticas pedagógicas. É na Educação
Infantil que se desperta as curiosidades, as vontades, os bons hábitos.É nessa
idade que as opiniões e as ideias começar a fazer sentido. E aqui é o momento
de se aproveitar o máximo e descobrir as múltiplas inteligências.
A construção da linguagem por meio da experiência de contação, é
resultado da interação entre a criança, o contexto social, físico e cultural. Varia
também em razão da diversidade existente no contexto educativo. Em razão
dessa diversidade, a metodologia precisa instigar a curiosidade e estimular o
interesse, como uma fantasia, um teatrinho, o conto da história com entonação,
pausas, ênfases e repetições, além de outras estratégias importantes para o
processo.
REFERÊNCIAS
BUSATO, Cléo. A Arte de Contar Histórias no século XXI. Petrópolis, RJ:
2006.
CARDOSO, Ana Lúcia Sanches, A Contação de Histórias no
Desenvolvimento da Educação Infantil. 2016. 10f. Trabalho acadêmico
Faculdade de Administração e Ciências Contábeis, São Roque, 2016.
Disponível em: http://docs.uninove.br/arte/fac/publicacoes/pdf/v6-2016/artigo-
ana-lucia-sanches.pdf. Acesso em 22.05.2024.
MORAIS, J. A arte de ler. São Paulo: UNESP, 1996.
REYES, Yolanda. A casa imaginária: leitura e literatura na primeira infância.
1. Ed. São Paulo: Global, 2010.
SANTOS, Marcia Raquel Eleutério dos. A contação de história na educação
infantil na escola. 2014. 40f. Monografia (graduação em Pedagogia
modalidade a distância). Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2014.
Disponível em:
https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/4280/1/MRES06022015.pd
f> Acesso em: 22.05.2024.
ZILBERMAN, Regina. A literatura infantil na escola. São Paulo: Global, 1995.