ATLS - Resumo
ATLS - Resumo
CAPITULO 1
ATENDIMENTO INICIAL A0
POLITRAUMATIZADO
Trimodal Distribution of Death
Atendimento inicial ao politraumatizado m u y 00 Tmma Ss Am 3 2 2 1 2 9
50
307 2% biOod ie
sendo que pelo menos uma dessas lesões, ou
a combinação delas, colocam em risco de vida 20
IMEDIATO esse paciente. Todo paciente que che-
gue ao pronto socorro mesmo que ele tenha só
um ferimento abdominal aparente, ele deve ser
Mis Hours Days Weeks
considerado um politraumatizado, porque, por
exemplo, a lesão de coluna cervical pode não ser Fonte: Distribuição trimodal do trauma. https://
aparente.
traumaresus.com/index.php?option=com_guru&
view=gurutasks&catid=1&module=95=-&cid-
Distribuiço Trimodal do Trauma 683-trauma-related-deaths&tmpl=component&/te
mid=199
Atenção: Qual a primeira medida ao iniciar a abor- Quando pegar um acesso DEFINITIVOà via aérea?
dagem a vítima? PRIMEIRO, A SEGURANÇA DO sO-
CORRISTA PRIMEIRO, verificando a cena do ocorri- 1) Apneia
do. Exp. Sinalizar uma via de tráfego. 2) TCE grave (Glasgow« ou = 8)
Como saber que o TOT está bem colocado? Vi que o paciente apresentará como sinal a "CORNA-
sualização direta + Exame fisico+ CAPNOGRAFIA. GEM". Nesses casos, ou em situações de SUFOCO,
faremos a "Crico por punção", enquanto prepara
Quais drogas para realizar a Intubação de Se- outra via, como a traqueostomia.
quência Rápida? Etomidato (0,3mg/kg) +Succinil
colina (1-2mg/kg). .Fratura de cartilagem laríngea: no quadro
clinico, o paciente apresentará fratura à palpação,
Tenta intubar atéquantas vezes? 3 vezes, com o enfisema subcutâneo local rouquidão. Essa é
TEMPO DE UMA APNEIA para conseguir. a INDICAÇÃO CLÁSSICA DE TRAQUEOSTOMIA.
Entretanto, cuidado, pois a fratura de laringe NÃO É
Podefazer a "Manobra de Sellick" para diminuir contraindicação absoluta de IOT. Ou seja, primeiro
risco de broncoaspiração. tenta a 10T, e se não conseguir, TRAQUEOSTOMIA!
Quando utilizar a "Cricotireoidostomia por pun-
Qualaindicaçãode "INTUBAÇÃO NASOTRAQUEAL"
(INT)? Casos onde o acesso pela via oral é difí-
ção"? Pode ser realizada como via TEMPOR
em situações de SUFOCQ que tem indicaço de
cil, ou mesmo impossível (restrição de abertu- acesso cirúrgico, mas não é possível ser feito nesse
ra da boca ou imobilidade cervical). Entretanto, um momento. Com ela, ganha-se tempo para pensar
dos requisitos é que o paciente DEVEESTARcONS em qual via aérea colocar, por exemplo, enquanto
CIENTE. Além disso, possui CONTRAINDICAÇOES: prepara uma cricotireoidostomia ou traqueosto-
Apneia, Trauma facial extenso e ratura de base de mia. Essa pode ser utilizada em crianças < 12 anos,
cränio. diferente da cricotireoidostomia cirúrgica. Qual o
problema dessa via? Nesse modo ventilatório, a
Em alguns casos nä será possível realizar IOT retenção de 02 é alta, pois a fase de expiraçãoé
INT, por NÃO PODER ou NÃO CONSEGUIR. Exem- curta. Por isso, só podemos utilizá-la NO MAXIMO
plos? Trauma maxilo-facial extenso, distorção POR 30-45 MINUTOS, por risco de CARBONARCO
anatômica do pescoço e via aérea não visualiza- SE.
da. Como proceder nesses casos? De acordo com
o novo ATLS, se não posso ou não consigo fazer a
OT, utilizaremos os DISPOSITIVOS SUPRAGLÓTI HOSPITAL ONOFRE LOPES-2017
COS (COMBITUBE ou MÁSCARA LARÍNGEA), que
são vias aéreas TEMPOR pois não têm ba- Paciente, 57 anos, masculino, chega ao PS tra-
lonete no interior da traqueia. Apesar de aparen- zido pelo SAMU em prancha, com imobilizador
tarem ser mais fáceis de manuseio, e poderem ser cervical, talas móveis em membros superior e
passados com colar cervical, AMBOS PRECISAM DE inferior direito e com 2 acessos venosos periféri
TREINAMENTO ESPECÍFICO. cos calibrosos com solução de ringer. Ao exame:
escala de coma de Glasgow = 6, saturação = 88%
Se NÃO POsso ou N cONSIGO ou NÃO TENHO em máscara de venturi 50%, pressão arterial =
supraglóticos, o que fazer? Nesse caso faremos os 110x 60 mmHg, frequ¿ncia cardíaca 138bpm,
"ACESSOS CIRURGICOS" (Cricotireoidostomia ou escoriações em tórax, com crepitações em arcos
Traqueostomia), em que por ser rápida e causar costais à direita, fraturas de úmero e de fêmur à
menos complicações, a CRICOTIREOIDOSTOMIA direita. História de ejeção do veículo após colisão.
CIRURGICA É o acesso cirúrgico de ELEIÇÃO. A tra- A primeira medida a ser tomada pelo médico,
queostomia é pouco utilizada na urgência, pois ela após avaliação inicial desse doente, é realizar
é um acesso cirúrgico DEMORADO (ELETIVO), com
uma exceção, dita abaixo. A) intubação orotraqueal.
B) imobilizoção de fratura do fêmur.
Contraindicações da cricotireoidostomia cirúrgi- C)acesso venoso central em veia subclávia direita.
ca? D) retirada de colar cervical
Questão simples sobre Trauma. Seguindo o AB Qual a fonte mais comum de choque hipovolêmi-
CDE do Trauma, encontramos um paciente com co no politraumatizado? ABDOME.
Glasgow 6 ( 8): indicação formal para uma via
aérea definitiva. No caso da questão, a Intubação
orotraqueal. Resposta: letra A.
Diante de um paciente hipovolêmico, devemos
tão procurar ostensivamenteo local de sangramen-
en
to para justificar essa hipovolemia e este sangra
FMABC-2014 mento DEVE SER CONTROLADO da maneira que for.
Portanto, a REPOSIÇ VOLÊMICA NÃO SUBSTITUI
A prioridade durante o atendimento primário de o CONTROLE CIRÚRGICo da hemorragia.
um paciente politraumatizado que apresenta-se
hipotenso éÉ Como fazer o controle de sangramentos no APH?
Compressão local da ferida (primeira medida) ou
A) Estabelecer acesso venoso Torniquete (voltou a ser utilizado, em alguns ca-
B) Pesquisa imediata de focos de sangramento sos).
ocultos
C) Permeabilidade das vias S Podemos classificar a hemorragia em quatro
D) Realizar exame neurológico rápido "Classes de Choque", útil para estimar a perda vo-
lèmica em percentuais:
No paciente politraumatizado sempre devemos
pensar no ABCDE ea estabilização da coluna .Grau I: PA, FC, FR e Diurese NORMAIS (Perdeu<
cervical e permeabilidade das vias aéreas é o pri- 15% do volume- até 750 ml)
meiro passo na avaliação inicial desse paciente, Grau ll: PA normal +FC, Diurese ou FRALTERADA
mesmo que hipotenso, respeitando a ordem do (Perdeu 15 a 30%- até 1500 mL)
atendimento. Correta: letra C. .Grau l : PA diminuída + FC> 120 a 140, FR au-
mentada e Diurese diminuída (Perdeu 40% - até
2000 mL)
B) BREATHING (RESPIRAÇÃO EVENTILAÇÃO) Grau IV: PA diminuída +FC 140, FR aumentada
e Diurese desprezível (Perdeu>40%->2.000 mL)
A permeabilidade da via aérea (A) não garante a
ventilação, ou seja, não garante que o ar vai chegar Nos Grauslou ll só precisamos repor Cristaloides
até o alvéolo pulmonar. inicialmente. Entretanto, se Graus ll ou IV, inicia-
remosjá com CRISTALOIDE +SANGUE.
Nessa fase, faremos o EXAME DO TÓRAX (inspeção,
palpação, percussão e ausculta), OFERECER OXE
GENIQ eQXIMETRIA DE PULSO DICAS
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CAPITULO 3
TRAUMA TORÁCICO
Primeiramente, devemos saber quais são as INDI- O que acontece? O segmento fraturado em dois
CAÇOES DE TORACOTOMIA DE URGENCIA, aquela pontos perde a continuidade com a caixa torácica.
realizadas no CENTRO CIRÚRGICO, logo após ava- Então quando o indivíduo INSPIRA, aquele seg-
liação inicial do trauma: mento COLABA. E quando o paciente EXPIRA, ele
ABAULA. Determinando a chamada "RESPIRAÇÃO
Tamponamento cardíaco (apesar da pericardio-
centese, todas precisarão de Toracotomia)
PARADOXAL
Hemotórax Maciço
Perfuração esofágica
Lesões traqueobrônquicas ("brônquio-fonte")
Feridas de grandes vasos torácicos com instabili-
Insplration Expiration
dade hemodinâmica
Grandes ferimentos abertos da cavidade torácica
Flall
segment
Toracotomia de Reanimação
E indicada APENAS nesses casos: POREM, Ocomponente que tem MAIOR PESO para
levar o indivíduo com tórax instável a insuficiência
respiratória N É apenas a respiração paradoxal
Lesãotorácica penetrante+Evolução para PCR em em
AESPna sala de emergência+Algum sinalde vida
(pupilas reativas /movimentos espontaneos)
A DOR causada por essas múltiplas fraturas é
GRANDE, devendo ser feito uma ANALGESIA in-
Atenção: enhuma medida de reanimação deve travenosa, epidural ou através de bloqueio inter
ser feita em vítimas de lesões penetrantes toráci- costal com Opiáceos (PILAR TERAPÉUTICO). Além
cas que foram submetidas no APHamanobras de disso, pode-se ofertar 02 SOBPRESSÃQ. A melho-
RCP e que agora se apresentam na sala de emer ra da dor vai permitir maior expansibilidade torá
gência sem pulsos palpóveis. cica, o que PREVINE ATELECTASIAS e PNEUMONIA
POS-TRAUMA/EMPIEMA POS-TRAUMÁTICO, leva ao
alinhamento das fraturas e evita acúmulo de se-
Tórax Instável creções pulmonares. A realização de FISIOTERAPIA
RESPIRATÓRIA também previne atelectasias.
E determinado quando FRATURA DE D0IS
temos
.Para ter causado esse estrago, o trauma deve ter
OU MAIS ARCOS COSTAIS CONSECUTIVOS, sendo sido bastante forte, sendo comum acontecer de
que CADA ARCO está fraturado em no mínimo DOIS
forma associada a CONTUSÃO PULMONAR (PRIN
PONTOS.
CIPAL FATOR), onde acumula sangue no parênqui-
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UNICAMP-2018
TODO PNEUMOTÓRAXQUE NÃOÉHIPERTENS
VO.
Homem, 270, previamente hígido, procura o Pron-
Atenção: Paciente jovem com dor torácica súbita to Socorro com queixa de dor torácica súbita há
uma hora, em pontada, que piora com a respira
+Dispneia+Murmúrio vesicular diminuído +Tórax
timpânico? É o "PNEUMOTÓRAX ESPONTÄNEO", ção e acompanhada de leve dispneia. Exame físi-
que quando ocorre, é mais comum em jovens altos co: afebril, normotensoe com perfusão periférica
e magros.
normal. Tórax: inspeço estática: sem alterações,
inspeção dinâmica: diminuição da expansibilida-
Qual deve ser a conduta? de à direita; percusso: som timpânico e murmú-
rio vesicular diminuído d direita. O DIAGNÓSTICO
Se PEOUENO («1/3 do pulmão), podemos ape
nas OBSERVAR. Exceções? Paciente que vai pegar
A) Pneumonia.
aeronave ou que vai ser intubado, deve ser drena-
do de qualquer forma, pois pode piorar e evoluir B) Derrame pleural.
para um Pneumotórax Hipertensivo. C)Embolia de pulmão.
.Se GRANDE ( 1/3 do pulmão), é D) Pneumotórax.
igual o trata
mento de qualquer pneumotórax, com DRENAGEM
INTERCOSTAL SOB SELO D'ÁGUA. Questão clássica! Paciente jovem com dor torá
cica súbita, em pontada, que piora com a respi-
Quando retirar o dreno de tórax? Se tiver todos ração (Pleurítica? Pericárdica?) e leve dispneia
esses critérios presentes. (provavelmente ventilatório-dependente). No
exame fisico notamos uma diminuição da expan
1) Melhora cl a
sibilidade à direita e murmúrio vesicular diminu-
2) Melhora radiológica: pulmões TOTALMENTE ex- ido. Será que é um derrame pleural? Não sei, vo
mos percutirl Apercussão, apresenta-se com som
pandidos TIMPANICO. Matamos a questão! Estamos diante
3) Melhora do débito: 100 ml/24h (Derrames pleu-
rais) ou Ausência de fuga aérea por mais de 24h de um provável PNEUMOTÓRAX. Juntando agora
as peças do quadro, temos um quadro tipico de
(Pneumotórax). PNEUMOTÓRAX ESPONTÄNEO, que quando ocor
re, é mais comum em jovens altos e magros. Re-
posta: letra D.
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Pneumotórax Hipertensivo (PH) Qual a conduta?
Lembrar que o pulmo não se retrai na caixa toráci- A medida EMERGENCIAL é transformá-lo em um
pneumotórax sem desvio de mediastino, ou seja,
ca porque existem as pleuras. Quando inspiramos,
sem hipertensão, através de uma TORACOCENTE
a pleura parietal é puxada junta com a caixa toráci-
ca, diminuindo a pressão negativa entre as pleuras, SE DEALIVIO. Antes feito no SEGUNDO ESPAÇO IN-
consequentemente puxando junto a visceral junto
TERCOSTAL, agora, no ACLS 2018, érecomendado
realizá-la no QUINTO ESPAÇO INTERCOSTAL, en-
do pulmão, expandindo o pulmão. No pneumotó-
tre a linha axilar média e a anterior. Detalhes: em
rax, há uma entrada de ar na pleura, UNIDIRECIO-
NALe CONTINUA (0 ar entra e não sai) entrando ar pacientes PEDIATRICOS continua como era antes,
sendo no sEGUNDO ESPAÇO.
entre as duas, e acabando esse espaço entre elas,
colabando esse segmento do pulmão.
.POREM,o tratamento DEFINITIVO é o tratamento
0 "PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO" é quando esse de qualquer outro pneumotórax: a "DRENAGEM
ar vai entrando, empurrando o pulmão colapsado SOBSELO D'ÁGUA" (drenagem fechada), em que
fazemos no QUINTO ESPAÇO INTERCOSTAL, entre
contra o mediastino (DESVIO CONTRALATERAL DO a linha axilar anterior e a linha axilar média. O dre-
MEDIASTINO), e consequentemente para cima do
pulmão saudável. Então o paciente começa a ficar no é posicionado próximo à BORDA SUPERIOR DO
taquipneico e hipotenso (por compressão da cava ARCO INFERIOR, pois o feixe neurovascular passa
superior). Ou seja, no PH, teremos DESCONFORTO pela borda inferior.
RESPIRATÓRIO, e principalmente, INSTABILIDADE
Após 72h o pulmão não reexpande e dreno con-
HEMODINAMICA. Além disso, notaremos turgência
jugular, por angulação dos vasos da base, dificul- tinua borbulhando? Vamos pensar em "LESÃO
tando o retorno venoso. Ou seja, é um quadro gra- IRAQUEOBRONQUICA, ou seja, via aérea proxi-
mal, a chamada "LESÃO DE BRPNQUIO FONTE",
ve, que pode chocare matar o paciente.
que se comunica com a cavidade pleural e o dre-
no não consegue esvaziar suficientemente. Me-
O mais mecanismo mais comum do Pneumotórax
Hipertensivo (PH) é o contuso, sendo chamado dida temporária? Bota um segundo dreno ou faz
de "lesão em saco de papel". Porém, A CAUSA MAIS uma 10T SELETIVA no lado so! Como diagnosti-
COMUM de PH é de um indivíduo que tinha um car? BRONCOSCOPIA! Como tratar? TORACOTO-
MIA!
pequeno pneumotórax não hipertensivo não n0
tado, que foi ventilado mecanicamente e faz um
grande pneumotórax. Pneumotórax Aberto
O exame fisico clássico do PH será:
Indivíduo possui uma lesão aberta no tórax,
Hipotensão (choque OBSTRUTIV0) modo que o ar vai entrar livremente, determinan-
Turgência jugular à inspeção do um pneumotórax. Entretanto, QUAND0 0 ORLE
Desvio contralateral da traqueia
.Enfisemas subcutâneos (eventualmente) à pal-
FICIO E22/3 DA TRAQUEIA, o ar vai preferir entrar
pelo orifício do que por ela, aumentando o pneu-
pação motórax, e sem oxigenar o doente, levando rapida-
MV abolido à ausculta mente à insuficiência respiratória.
.FTVabolido
Hipertimpanismo à percussão Oque nãofazer? Não pode suturar essa lesão dire
to, pois pode levar a um PH.
DIAGNÓSTICO CLÍNICO, de modo que É ERRA
DO solicitar exames como RAIO-X na suspeita de Qual a conduta imediata e salvadora? É o "CURA
PH para tomar conduta. SUSPEITOu, TEM QUE IN- TIVOEM TRES PONTAS". Quandoo paciente encher
TERVIR. o peito de ar, o curativo gruda no tórax e no entra
ar. E quando ele expira, o curativo permite a saí-
da do ar. Assim, vocë estabiliza temporariamente
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Adolescente após trauma torácico, apresenta-se O exame fisico clássico do Tamponamento Car
com
quadro sugestivo de PNEUMOTÓRAX SIM díaco será:
PLES, já que está hemodinamicamente estável,
sem desvio de traqueia, ou outro sinal suge vo Turgência jugular + Hipotensão + Hipofonese de
de Pneumotórax Hipertensivo. A questão diz que bulhas ("IRIADE DE BECK")
o pneumotórax foi constatado no RX, e que é de ."Pulso Paradoxal": ao término da INSPIRA-
pequeno/moderado, o que à princípio poderia ÇAO profunda, ocorre uma QuEDA MAIOR QUE
nos deixar em düvida sobre fazer um tratamen 10mmHg na PRESSAO SISTÓLICA. Isso acontece
to conservador. Entretanto, o enunciado também por que quando inspiramos, aumentamos o retor
falou em OBLITERAÇÃO DO SEIO COSTOFRÊNICO, no venoso nas cavidades direitas. No paciente com
e lembre-se que: derame pleural num contexto tamponamento, esse sangue a mais vai abaular o
de trauma, até segunda ordem trata-se de um septo interventricular da direita para a esquerda,
HEMOTÓRAX. Todo hemotórax deve ser drenado! diminuindo a cavidade do ventrículo esquerdo,
Resposta: letra A. menor volume diastólico final, e consequentemen-
te diminuindo o débito sistólico, e assim a pressão
arterial sistólica.
Contusão Miocárdica ."Sinal de Kussmaul": piora da turgência jugular
durante a inspiração pelo aumento do retorno ve-
Determinado geralmente por traumatismo torá- noso.
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RA
Fonte: Alargamento de mediastino em paciente víti-
ma de trauma, sugerindo trauma de aorta. https://
radiopaedia.org/cases/aortic-transection
Diagnóstico? TC HELICOIDAL DE TÓRAX
Fonte: Ecocardiograma denotando derrame peri CONTRASTADA ("Angio-TC") ou com o padrão-ou-
cárdico com tamponamento cardiaco.https://www. ro para diagnóstico, que é a AORTOGRAFIA, pouco
cardiaochealth.org/chestpain/cardiac-tamponade utilizada.
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Ruptura Diafragmática
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Nas lesões penetrantes o envolvimento do mús-
culo diafragma pode passar despercebido e o
diagnóstico feito tardiamente com o achado de
hénias traumáticas. Todo paciente com LESÃO
PENETRANTE ABAIXO DOS MAMILOS E ACIMA DA
MARGEM CoSTAL deve ser investigado para com-
prometimento diafragmático.
Porém, estatisticamente é mais comum nos trau-
mas CONTUSOS
Quadro clinico?
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CAPITULO4
TRAUMA ABDOMINAL 17
Qualavíscera mais acometida no trauma abdo- e primeiramente ASPIRA. Se nesse aspirado tiver>
minal FECHADO (CONTUSO)? BAÇ0. ou = 10 ml de sangue ou resto alimentar = POSITI
Qualavíscera mais acometida no trauma abdo- Vo. Se não, instila 1L de CRISTALOIDE AQUECIDA,
minal ABERTO (PERFURANTE) por ARMA BRAN- aguarda 5 min e coleta o efluente e manda para
CA? FIGADo. o laboratório. Se hemácias > 100.000, leucócitos
Qual a víscera mais acometida no trauma abdo- 500/mm3, amilase> 175, bactérias, bile = POoSI
minal ABERTO (PERFURANTE) por PAF? DELGADO. TIVO. A única contraindicação absoluta do LPD é
.Qual o órgão mais comumente lesado no "sinal a laparotomia exploradora já indicada. As demais
do cinto de segurança"? DELGAD0. contraindicações são todas relativas: obesidade
mórbida, gravidez, cirurgias abdominais prévias,
coagulopatia pré-existente e a cirrose avançada.
Se qualquer uma dessas situações anteriores, está Pacientes com REBAIXAMENTo DE NÍVEL DE
indicada LAPAROTOMIA, não sendo necessário pe- CONSCIENCIA, seja ESTÁVEL ou INST em
dir exames como TC/LPD/FAST. que o exame fisico não é confiável para dizer se
houve lesão abdominal? Faz o FAST ou LPD. Se 18
E se NÃO TEM NENHUM DESSES? Daí seguiremos vier POSITIVO EM PACIENTEESTÁVEL, vai para a TC
fluxogramas de acordo com o tipo do trauma. ABDOMINAL. Se for POSITIVO NO PACIENTE INST
VEL, LAPAROTOMIA!
Traumas Penetrantes
HOSPITAL ONOFRE LOPES -2017
Traumas Fechados
Ao exame fisico, abdome aparentemente flácido,
não se percebendo qualquer alteração; pelve es
tóvel. Radiografias de tórax e bacia, feitas na sala
Hemodinamicamente estável com suspeita de de trauma, normais.
trauma abdominal? IC ABDOMINAL COM CON Além de repor a volemia, a próxima conduta deve
TRASTE. Atenção, pois se o paciente estava instá- ser realizar
vel, mas recuperou-se do choque após ressuscita
ção volêmica, ele entra aqui. A) TC de abdome e loparotomia, se positivo.
B) avaliação da neurocirurgia e TC de crânio.
Hemodinamicamente instável com sinais cla- C) FAST ou lavado peritoneal e laparotomia, se
ros do exame físico de que SÓ PODE SER DA BAR- positivo.
RIGA? LAPAROTOMIA. D) drenagem bilateral de tórax.
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BAÇO
EoORGÃO MAIS ACOMETIDO EM TRAUMAS CON
TUSOS.
Achados clínicostípicos? "Sinal de Kehr" (dor Fonte: Trauma hepático. http://www.svuhradiolo
referida em ombro/escápula ESQUERDA) ou Fratu- gy.ie/case-study/liver-laceration/
ra de arcos costais à esquerda (10 ao 12).
Diante de um sangramento hepático difuso, como
Quando o tratamento não pode ser mais conser- saber de onde vem o sangramento? Eventual
mente teremos que fazer a "Manobra de Pringle",
vador? Abdome cirúrgico QU Instabilidade hemo-
em que faremos o CLAMPEAMENTO DO HILQ HE
dinâmica OU Lesões grau 4 (desvascularização>
25%) e 5 ("baço pulverizado"). Ou seja, até grau 3 PÁTICO ("LIGAMENTO HEPATODUODENAL"), onde
pode ser conservador. Dica: "BAÇo" tem 4 LETRAS, passa COLÉDOCO, A. HEPÁTICA e VEIAPORTA. Pa-
portanto, a partir do GRAU 4, CIRURGIA. rou de sangrar após isso? Então o sangramento
vem desses últimos dois ramos, sendo mais fácil
de conter o sangramento. Continua a sangrar? En-
tão o sangramento ou vem da CAVA INFERIOR (seg-
mento RETRO-HEPÁTICO) OU VEIAS HEPÁTICAS,
em que torna-se dificil para conter o sangramento,
devendo apenas aplicar compressas e fazer con-
trole de dano.
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FMABC-2014
Lembrar que o pâncreas é RETROPERITONEAL, por Nasuspeita detrauma duodenal,em que há cON-
isso é mais dificil de ser acometido. TUSÃO DE DUODEN0, o quadro clínico também é
clássico: OBSTRUÇÃO ALTA ("COME E VOMITA")
Quanto mais próximo à cabeça, maior a gravidade, +Radiografia baritada mostrando imagem em
e MAIOR o grau da lesão. "MOLA EM ESPIRAL" ou "EMPILHAMENTO DE MOE
DAS". Conduta? DIETA ZERO POR 2 SEMANAS+
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RINS
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Fraturas Pélvicas
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FMABC-2014 ZONE
y
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Sindrome Compartimental Abdominal (SCA) Conduta na SCA Grau IV? LAPAROTOMIA DESCOM
PRESSIVA, diretamente.
Conjunto de sinais e sintomas pelo aumento da
Pressão Intra-abdominal (PIA). Normalmente Esse procedimento de descompressão consiste na
ocorre nas vitimas de politrauma, onde o abdome abertura dos pontos, com exteriorização da cavi-
foi acometido de forma grave. dade, que deve ser recoberta com bolsas plástica
(BOLSA DE BOGOT - "PERITONIoSTOMIA").
24
Qual o valor normal da Presso intra-abdominal
(PIA)? varia entre 5-7 mmHg, podendo medi-la
através de uma SONDA VESICAL. USP RIBEIRÃO PRETO - 2015
Fatores que promovem elevação da PIA? Repo Mulher, 55 anos, com diagnóstico de pancreati
sição volêmica importante durante reanimação, te aguda grave, internada em leito intensivo há
levando a edema de alças; Ascite; Hematomas vo- sete dias com via aérea definitiva estabelecido,
lumosos; Presença de COMPRESSAS DE TAMPONA- recebeu 15 litros e cristaloides, apresenta hipóxia
MENTO. e retenção de CO2, hipotensão, oligúria, abdome
tenso e distendido: O ultrassom de abdôme não
O que caracteriza "Hipertensão intra-abdominal" evidenciou líquido livre na cavidade abdominal.
(HIA)? definida quando PIA>ou=12mmHg. Mensurada pressão intra-abdominal (PIA)
14 mmHg. Qual o diognóstico e conduta mais
Classificação da HIA:
Grau-12a 15 mmHg
adequoda?
GraulI-16 a 20 mmHg A) Hipertensão intra-abdominal, evacuação do
Grau Ill-21 a 25 mmHg conteúdo gastrointestinal, melhora da sedação/
Grau IV- mais de 25 mmHg analgesia, otimização da administração de flui-
dos e uso de droga vasoativa.
O que define a "Síndrome Compartimental" B) Sindrome compartimental abdominal, uso de
(SCA)? ASCA só é definida quando HlCAPARTIRDE droga vasoativa, melhora da perfusão tecidual,
GRAUII (21mmHg) + DISFUNÇÃODE UM OU MAIS e encaminhar doente para descompressão
ORGÃOS. abdo
minal com manutenção temporária da cavidade
abdominal aberta.
Quais são os sinais e sintomas da SCA?
C) Hipertensão intra-abdominal, monitorização
de PIA de 4 em 4 horas, e na manutenção dos seus
Elevação do diafragma (alterações RESPIRATÓ: valores= 14 mmHg encaminhardoente para des-
RIAS). compressão abdominal com manutenção tempo
.Veia cavainferior é comprimida, provocando di- rária de cavidade abdominal aberta.
minuição do retorno venoso, levando a HPOTEN- D) Sindrome compatimental abdominal, corre
SAO. Por isso também a PVC alta. ção do balanço hidrico positivo com uso de diu-
Compressão direta de ambos os rins dificulta réticos, lavagem intestinal e restrição de fluidos.
drenagem venosa, levando a QUEDA NA TFG E OLLE
GURIA Questão que envolve conceitos sobre Hipertensão
Aumento da PVC dificulta drenagem venosa CE- Intra-abdominale Síndrome compartimental ab
REBRAL, ocasionando HIPERTENSÃO INTRACRA: dominal. Você não pode ir para a prova sem saber
NIANA, podendo agravar vítimas de TCE. esses conceitos!A "Sindrome CompartimentalAb-
Conduta na HIAl e l? CONSERVADOR (Analgesia, dominal"(SCA) Éum conjunto de sinais e sintomas
relaxamento da parede abdominal) pelo aumento da Pressão Intra-abdominal (PIA).
Normalmente ocorre nas vítimas de politrauma,
Conduta na SCA Grau l1? Inicialmente CONSER onde o abdome foi acometido de forma grave.
VADORA (Posição supina Reposição volêmica Qual o valor normal da Pressão intra-abdominal
cuidadosa+ Drenagem de coleções intra- (PIA)? varia entre 5-7 mmHg. Fatores que promo
abdominais. Não resolveu? LAPAROTOMIA DES vem elevação da PIA? Reposição volêmica impor-
COMPRESSIVA.
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CAPÍTULO 5
TRAUMA CRANIOENCEFALICO
E RAQUIMEDULAR
TCE leve: 13 a 15 pontos 26
TCE moderado: 9 a 12 pontos
.TCE grave: < ou =8 pontos.
Trauma cranioencefálico
(ATLS novo) A nova ECG acrescentou o "Não
Ochoque hipovolêmico nos pacientescom TCE não testado" (NT) em cada um dos quesitos. Além
é decorrente de sangramento intracraniano. Via de disso, näo mais causa dor ao paciente, mas sim
regra, esta perda sanguínea NÃO é volumosa, eo "pressão" Na avaliação motora, onde tinha "Retira
o membro à dor", agora fala-se numa "Flexão
choque, quando presente, é ocasionado por he-
morragia em outro compartimento corporal.
normal" (ou "inespecífica").
ensíveis
Escala de coma de Glasgow Nehuma Ausente
Não
NT
Atenção: E CONTADA SEMPRE A MELHOR testável
RESPOSTA. Exemplo: Se está localizando o estímu-
lo doloroso, mas tem decorticação, a pontuação
motora é 5!
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Retirada ao estímulo
comandos Resposta 4
Localiza Localiza motora
doloroso
5 Postura de flexão
dor dora 3
Movi- (decorticação) 27
Flexão Postura de extensão
mento de 2
normal
retirada (descerebração)
Decortica- Flexão
3
Nenhuma
ção anormal Trauma
Trauma moderado
Trauma
Descere- leve grave
Extensão 2
bração 13-15 9-12 3-8
Nenhuma Ausente
Não
NT Fratura da Base do Crânio
testável
Resultam de fratura da LÂMINA.CRIVOSA.
Glasgow na Criança <l ano
Quais são os sinais clássicos?
OcULAR: IGUAL AO ADULTO
VERBAL: DIFERE D0 ADULTO Hematoma retroauricular (Sinal de Battle)
MOTOR: IGUAL AO ADULTO Hematoma periorbitário bilateral (Sinal do
guaxinim)
Rinorreia/Otorreia (LCR)
ESCALA DE COMO DE GLASGOW MODIFICADA Hemotimpano (sangramento no ouvido médio)
(1-4anos) Disfunçaão do VIl (paralisia facial) ou VIll (perda
auditiva)
Resposta
Parametros observada Pontuação
Espontânea
Abertura Aoestímulo verbal
ocular Ao estímulo doloroso
Nenhuma
Sons apropriados,
5
sorriso social
Choro consolável
Resposta Choro inconsolável,
verbal Raccoon s eyes C Baie s sign
irritado
Inquieto,agitado
Nenhuma Qual conduta está contraindicada nesses casos?
Passar SONDA NASOG Ou INTUBAÇÃO NA-
SOTRAQUEAL.
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