DISCIPLINA: Psicologia Social Data de entrega: 25/10
COORDENADOR DE DISCIPLINA: Rogério Felipe Santos Teixeira
Identificação das acadêmicas: Karlla Raphaella Soares Viana
Reportagem - Psicólogos(as) em situações de emergência e desastres
Fonte:
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O papel dos psicólogos em situações de emergência e desastres torna-se cada vez mais importante
para reduzir o impacto emocional e social destes desastres. Um exemplo recente é o atendimento
prestado por psicólogos no estado do Rio Grande do Sul após as enchentes que devastaram diversas
partes do estado, segundo a CNN Brasil. Nestas situações, a presença de um psicólogo não só
proporciona apoio imediato à vítima, como pode desempenhar um papel importante na prevenção de
danos emocionais a longo prazo. Desastres como inundações, terremotos e surtos de doenças causam
muitos problemas psicológicos e sociais que são mais do que físicos. As consequências para as
pessoas afetadas pela doença são graves, como a morte de familiares, a destruição de casas e a
perturbação da vida cotidiana. Esses eventos podem causar complicações graves que podem levar a
condições como transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), ansiedade, depressão e outras doenças
mentais. Nessas situações, os psicólogos devem agir de forma rápida e eficaz para fornecer apoio que
não seja apenas ajuda, mas também orientação prática para ajudar as pessoas a ajustarem as suas
vidas. Existem muitas oportunidades para psicólogos sociais trabalharem em tempos de emergência
e desastre. Além do atendimento individual às vítimas, existem também intervenções comunitárias
que visam reconstruir redes de apoio social e aumentar o poder das pessoas afetadas. Um dos
principais benefícios deste tipo de intervenção em saúde mental é que evita que a dor dure. Agindo
rapidamente e trabalhando em conjunto com outras áreas da saúde, é possível evitar que sentimentos
de desesperança e depressão se transformem em doenças mentais graves.
Outro ponto relevante é a colaboração interdisciplinar. Os psicólogos têm a oportunidade de trabalhar
em rede com outros profissionais, como médicos, assistentes sociais, equipes de resgate e gestores
públicos. Essa atuação integrada é fundamental para que as intervenções sejam mais completas e
eficazes, levando em conta tanto os aspectos físicos quanto emocionais da recuperação de uma
comunidade após um desastre.
No entanto, o campo de atuação também impõe desafios consideráveis. O primeiro é o desgaste
emocional dos próprios profissionais. Atuar em contextos de catástrofe exige uma força mental
considerável, uma vez que esses profissionais estão constantemente lidando com dor, luto e situações
de vulnerabilidade extrema. Essa sobrecarga emocional pode afetar sua própria saúde mental, sendo
necessário um suporte adequado para os psicólogos que se voluntariam ou são designados para esse
tipo de atendimento.
Outro desafio significativo é a limitação de recursos. Muitas regiões afetadas por desastres carecem de
uma infraestrutura adequada para a prestação contínua de cuidados de saúde mental. Falta de locais
apropriados para atendimento, dificuldade de acesso às áreas atingidas e a escassez de equipes são
obstáculos frequentes para os psicólogos. Além disso, o estigma relacionado à saúde mental pode
dificultar a adesão de algumas pessoas ao atendimento psicológico. Em determinadas comunidades, a
psicologia ainda é vista com desconfiança, e muitas vezes as vítimas não reconhecem a necessidade
de apoio emocional.
Assim, para os psicólogos sociais, essas situações representam não apenas um desafio técnico e
emocional, mas também uma oportunidade de ampliar sua atuação, trazendo a dimensão coletiva e
comunitária para o centro das intervenções. O apoio psicológico em emergências deve ser entendido
não apenas como um atendimento clínico individualizado, mas como uma ferramenta de
fortalecimento de vínculos sociais e reconstrução de laços comunitários. Essa abordagem permite que
as pessoas afetadas por desastres encontrem meios de reorganizar suas vidas, tanto emocional quanto
socialmente.
Diante disso, o papel do psicólogo social em desastres e emergências é vital. Ele vai além do
atendimento clínico, adentrando as esferas de apoio coletivo e construção de resiliência comunitária,
onde cada intervenção pode significar um passo importante na reconstrução da vida das pessoas
afetadas.