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Psicologia em Emergências

Formas de lidar com o estresse e ansiedade em emergências

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Você sabe o que é Psicologia em

Emergências e Desastres?

Prof° Juliana Pires Lima


Atualmente denominada Psicologia da Gestão Integral de Risco e
Desastre, essa é uma área ainda em construção na Psicologia e
com pouquíssimos profissionais capacitados para atuar em
situações de crise. Profissionais com esse conhecimento estão
aptos para trabalhar em qualquer situação crítica desde grandes
desastres até incidentes que parecem menores, mas que incluem
perdas violentas, abruptas e inesperadas.
Os atendimentos ocorrem de forma totalmente diferente das nossas
referências profissionais. Pode acontecer na calçada de uma rua
qualquer, em banco de praça, em uma sala de aeroporto, em um
cantinho de um colchão no chão de uma quadra esportiva, num leito
de hospital, na sala de espera do IML ou do serviço funerário, no
Pronto Socorro, dentro de uma escola ou empresa. Nunca sabemos
quem, quando e onde será nosso próximo atendimento.
Na maioria das vezes nossos encontros são
únicos ou de alguns dias e ficamos com as
histórias daquelas pessoas sem saber o que
aconteceu com elas depois da tragédia. Por
outro lado, pode haver uma convivência
muito próxima e prolongada durante um
desastre de grandes proporções e maior
exposição ao estresse e suas
consequências. Trata-se de um trabalho
fascinante, pelo qual nós, psicólogos,
rapidamente nos apaixonamos, porém, é
preciso ter consciência e responsabilidade
de se cuidar e se preparar.
A Psicologia nessa área começou com atendimentos aos familiares
de pessoas mortas em desastres e aos sobreviventes. Mais tarde a
atenção psicológica passou a acontecer imediatamente após o
desastre ou acidentes com grande número de vítimas. Desde 2016,
com a nova denominação, amplia nossas ações para a Gestão
Integral de Riscos e considera as cinco fases do desastre:
prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação.
Para trabalhar nessa área os profissionais devem ter
conhecimentos sobre: O que são desastres e tipos; Possibilidades
de intervenções psicológicas nas cinco fases do desastre;
Intervenções psicológicas em perdas, morte e luto; Estresse,
trauma, transtorno do estresse pós-traumático e distúrbios de
ansiedade; Mapa dos desastres no Brasil e os principais setores
envolvidos; Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, Mudanças
climáticas e degradação ambiental; Políticas públicas; Emergências
humanitárias; Gestão Integral de Riscos; Aspectos éticos e
metodológicos nos fornecimentos aos desastres entre outros.
Para a Psicologia, desastre depende da perspectiva daquele que o
nomeia e do lugar que ele ocupa nessa interação com o evento.
Trata-se da ruptura do funcionamento habitual de um sistema ou
comunidade devido aos impactos ao bem-estar físico, social,
psíquico, econômico e ambiental de uma determinada localidade.
Assim, nós, psicólogos, trabalhamos, acolhemos e cuidamos daquela
pessoa que sofre e de como ela convive com seu sofrimento. Lembro
sempre que não existe dor maior, nem dor menor. Existe dor e ela é
do tamanho que aquela pessoa diz que é!
A psicologia precisa conhecer levantar
necessidades, mapeá-las, planejar, propor
e colocar em prática ações de prevenção,
resposta e reconstrução não só para
familiares de pessoas mortas e
sobreviventes, mas também para
profissionais de resgate, profissionais da
mídia e outros que trabalharem no
desastre. São necessárias ações
específicas para ser colocadas em prática
em abrigos, bem como para comunidades
em risco. Enfim, ainda há muito a se fazer
em Psicologia e emergências e desastres.
Nessa área também se trabalha com empresas, escolas e outras
instâncias em casos de suicídios, doenças graves, incidentes
críticos e outras fatalidades. É preciso estar preparado para lidar
com o auge do sofrimento humano, não para não sofrer junto, mas
para saber como identificar e lidar com o sofrimento do outro e o
seu e, principalmente, para não tentar estancar o sofrimento
rapidamente, como se fosse sangue.
Enfim, com as mudanças climáticas, o aumento da violência urbana,
o aumento da migração e imigração e consequentemente da
pobreza, o rápido avanço tecnológico e o retorno de epidemias, os
desastres são iminentes. A questão não é “se”, mas “quando” o
desastre acontecer, estaremos preparados para acolher? para
atender? para agir?

Se a resposta for “não”, então, quando estaremos?

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