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Trabalho Desastre

A atuação de psicólogos na Gestão Integral de Riscos, Emergências e Desastres é crucial para apoiar a saúde mental em situações de crise, como desastres naturais e emergências provocadas pelo homem. Os psicólogos desempenham funções em todas as fases dos desastres, desde a prevenção até a recuperação, ajudando comunidades a lidarem com o estresse e a perda. O documento destaca a importância de intervenções psicológicas em desastres e epidemias, enfatizando a necessidade de suporte emocional e estratégias de preparação e resposta adequadas.

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Misnara Freitas
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Trabalho Desastre

A atuação de psicólogos na Gestão Integral de Riscos, Emergências e Desastres é crucial para apoiar a saúde mental em situações de crise, como desastres naturais e emergências provocadas pelo homem. Os psicólogos desempenham funções em todas as fases dos desastres, desde a prevenção até a recuperação, ajudando comunidades a lidarem com o estresse e a perda. O documento destaca a importância de intervenções psicológicas em desastres e epidemias, enfatizando a necessidade de suporte emocional e estratégias de preparação e resposta adequadas.

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INTRODUÇÃO

A atuação de psicólogas e psicólogos na Gestão Integral de Riscos, Emergências e


Desastres é fundamental para ajudar as pessoas a lidarem com situações de crise. Desastres
naturais, como enchentes e terremotos, assim como emergências provocadas pelo homem,
podem causar não apenas danos físicos, mas também impactos emocionais significativos. No
Brasil, o Ministério da Integração Nacional, por meio da Instrução Normativa n. 02, de 20 de
dezembro de 2016, define desastre como resultado de eventos adversos, naturais, tecnológicos
ou de origem antrópica, sobre um cenário vulnerável exposto a ameaça, causando danos
humanos, materiais ou ambientais e consequentes prejuízos econômicos e sociais (BRASIL,
2016).
Para que ocorra um desastre, é necessária a combinação de um conjunto de fatores: a
presença de ameaças, a exposição das comunidades, as condições de vulnerabilidade e uma
gestão integral de riscos que seja insuficiente. A ameaça pode ser um fenômeno natural ou
uma atividade humana que coloca a vida e os bens em risco. A exposição refere-se ao quanto
uma comunidade está diretamente na trajetória desse fenômeno. As condições de
vulnerabilidade incluem aspectos sociais, econômicos e ambientais que tornam uma
população menos capaz de resistir e se recuperar. Por fim, a falta de uma gestão eficaz de
riscos agrava a situação, tornando as comunidades mais suscetíveis às consequências de um
desastre.
O papel do psicólogo vai além do cuidado individual. Ele envolve a prevenção, a
intervenção e a promoção da saúde mental em comunidades afetadas. Neste contexto, a
psicologia contribui para entender como as pessoas reagem ao estresse e à perda, oferecendo
suporte psicológico. Os profissionais da área devem estar preparados para atuar em diferentes
fases de um desastre, desde a preparação até a recuperação, trabalhando em equipe com
outros profissionais e instituições. Este trabalho tem como objetivo explorar a importância
dessa atuação, destacando as principais funções dos psicólogos dentro das fases dos desastres
e os desafios que enfrentam nesse campo, em análise sobre perspectivas psicológicas.
DESENVOLVIMENTO
A atuação de psicólogas e psicólogos na gestão de emergências e desastres tem se
fortalecido ao longo dos anos, com eventos e iniciativas que promovem a integração e o
desenvolvimento de práticas eficazes. Destacamos o primeiro Seminário Nacional de
Psicologia das Emergências e dos Desastres, realizado em Brasília-DF, no ano de 2006. Este
seminário foi um marco importante, trazendo uma perspectiva inovadora sobre a atuação
psicológica em situações de crise, e promovendo a troca de experiências entre profissionais da
área.
Em 2010, ocorreu a primeira Conferência Nacional de Defesa Civil e Assistência
Humanitária, em Florianópolis-SC, que reuniu especialistas e profissionais para discutir
políticas e estratégias em situações de emergência. A partir desse momento, o tema começou
a ganhar mais visibilidade, resultando na publicação da primeira nota técnica sobre psicologia
em desastres, em maio de 2013. Essa nota foi essencial para orientar as práticas dos
profissionais e estabelecer diretrizes para a atuação na área.
Em janeiro de 2015, foi implementada a Comissão de Emergências e Desastres do
Conselho Federal de Psicologia (CFP), composta por representantes das cinco regiões do
Brasil. Esta comissão tem colaborado ativamente com profissionais de diversas áreas,
promovendo a formação e capacitação de psicólogos para atuar em emergências e desastres.
O primeiro registro da inserção da psicologia na área de Riscos, Emergências e
Desastres data de 1987, quando aconteceu um acidente radioativo envolvendo uma cápsula de
césio-137, em Goiânia. O acidente ocorreu no dia 13 de setembro e foi considerado o maior
acidente radioativo no mundo fora de uma usina nuclear (ASSIS & FERREIRA, 2013; NETO
& BELO, 2015). Esse evento evidenciou a necessidade urgente de intervenções psicológicas
em situações de desastre, destacando a importância do suporte emocional para as vítimas e
suas famílias.
De maneira similar, as mudanças climáticas têm sido amplamente estudadas em
relação a desastres, e no Brasil, um dos fenômenos que afeta a maior parte dos municípios é a
seca. Embora a seca cause um grande impacto social e econômico, esse desastre é talvez o
mais silenciado das últimas décadas, resultando em uma produção limitada de estudos que
explorem suas consequências e estratégias de enfrentamento. Essa falta de atenção ressalta a
necessidade de uma abordagem mais integrada e multidisciplinar para compreender e atuar
sobre os efeitos da seca, especialmente no que diz respeito ao suporte psicológico às
populações afetadas.
FASES DOS DESASTRES
A atuação profissional dos psicólogos pode ser compreendida dentro das cinco fases
dos desastres: prevenção, preparação, mitigação, resposta e reconstrução.
1. Prevenção: Nesta fase, os psicólogos trabalham na identificação de
vulnerabilidades e na promoção de ações educativas que visem reduzir os riscos e preparar a
população para possíveis emergências. A conscientização sobre saúde mental e a construção
de resiliência são aspectos fundamentais dessa etapa.
2. Preparação: Aqui, os profissionais atuam no planejamento de intervenções,
capacitando equipes e preparando comunidades para situações de emergência. A formação de
grupos de apoio psicológico e a elaboração de protocolos são ações importantes nesta fase.
3. Mitigação: Os psicólogos ajudam a desenvolver estratégias que minimizem os
impactos emocionais e sociais de um desastre. Isso pode incluir a criação de redes de apoio e
a promoção de ações que fortaleçam a saúde mental da comunidade.
4. Resposta: Durante e imediatamente após um desastre, os psicólogos
desempenham um papel crucial no atendimento às vítimas, oferecendo suporte psicológico e
intervenções que ajudem a lidar com o trauma e o estresse. É um momento de atuação intensa,
onde a escuta ativa e a assistência emocional são essenciais.
5. Reconstrução: Após a emergência, os profissionais ajudam na recuperação
psicológica das pessoas e comunidades afetadas, contribuindo para a reconstrução não apenas
física, mas também emocional. Isso inclui o acompanhamento de grupos e indivíduos,
promovendo a reintegração e o fortalecimento da saúde mental a longo prazo.
Essas fases mostram a importância do trabalho dos psicólogos em todas as etapas do
ciclo de desastres, evidenciando que a saúde mental é um componente essencial para a
resiliência e a recuperação das comunidades afetadas.
Com base nos trabalhos da Comissão de Políticas Públicas e do Grupo de Trabalho
sobre Gestão do Risco Integral do Conselho Regional de Psicologia de Pernambuco (CRP-02)
e IASC (2007), são apresentadas contribuições específicas da Psicologia para prevenção,
mitigação e preparação.
 Integração aos programas existentes e inclusão da saúde mental nos
planos de contingência;
 Capacitação de equipes e treinamento de profissionais de socorro;
 Programas voltados para a população local e educação da população;
 Mobilização de
líderes e atores sociais e divulgação/sensibilização;
 Estudos e análises dos fatores de risco e atualização anual de serviços;
 Participação em simulados.
No contexto da resposta e reconstrução, as intervenções de saúde mental e atenção
psicossocial devem ser implementadas nas primeiras horas após um desastre, segundo o IASC
(2007). Essa abordagem é estruturada em quatro níveis de intervenção:

Nível 1: Serviços básicos e segurança


o Alimentação
o Água
o Abrigo
O profissional atuará:
 Participando do gerenciamento do abrigo, garantindo que grupos e
comunidades parecidos estejam próximos;
 Monitorando, prevenindo, identificando e respondendo a falhas na
proteção psicossocial garantindo um ambiente seguro a população.
 Fornecendo informações à população afetada sobre a situação.
 Promovendo ações para prevenção de violência e promoção da saúde
junto aos afetados.
Nível 2: Apoio à comunidade e famílias
o Auxílio no processo de luto
o Cerimônias comunitárias para recuperação
o Comunicação em massa
O profissional atuará:
 Elaborando estratégias de cuidado que destaquem as populações
vulneráveis, como crianças, mulheres, gestantes, idosos, pessoas com deficiência e
aquelas com transtornos mentais;
 Facilitando as condições para práticas culturais, espirituais e religiosas
da comunidade;
 Identificando e recrutando equipes e voluntários que entendam a cultura
local e que cumpram os códigos de conduta e diretrizes éticas;
 Prevenindo e manejando os problemas de saúde mental e bem-estar
psicossocial que podem ocorrer com a equipe e com os voluntários.
Nível 3: Apoios focados e não especializados
o Sofrimento mental de leve a moderado (15 a 20% da população)
o Apoio individual ou familiar por meio dos Primeiros Cuidados Psicológicos
O profissional atuará:
 Facilitando as condições para práticas culturais, espirituais e religiosas
de recuperação das comunidades;
 Construindo com estratégias de cuidados em colaboração com os
sistemas de saúde locais, indígenas e tradicionais;
 Oferecendo suporte e informações atualizados sobre o evento, serviços
disponíveis e sobre as reações psicológicas esperadas em situações de desastres;
 Apoiando a mobilização comunitária para fortalecimento dos vínculos e
busca por direitos;
 Incluir considerações psicológicas e sociais específicas na prestação de
cuidados gerais de saúde.
Nível 4: Serviços especializados
o Oferta de cuidados especializados de saúde mental
o Atendimento a quadros graves (3 a 4% da população) com sofrimento
intolerável. No Brasil este atendimento é ofertado nos Centros de Atenção Psicossocial,
Ambulatórios Especializados e por profissionais liberais: psiquiatras e psicólogas.
O profissional atuará:

 Articular linhas de cuidado de Saúde Mental e Atenção Psicossocial


(SMAPS) intersetoriais com definição de fluxos e responsabilidades;
 Readaptar agendas e processos de trabalho nos serviços de saúde,
assistência social e educação para atendimento a pessoas atingidas pelo desastre;
 Identificar e recrutar equipes e envolver voluntários que entendam a
cultural local e que cumpram os códigos de conduta e diretrizes éticas;
 Prevenir e manejar os problemas de saúde mental e bem-estar
psicossocial que
podem ocorrer com a equipe e com os voluntários.
Depois de um desastre, é comum que as pessoas tenham reações fortes nas primeiras
72 horas. Durante esse tempo, elas podem sentir medo, coração acelerado, suor e muita
agitação. É normal também ter crises emocionais, pânico e, em alguns casos, ficar paralisado,
sem saber como reagir.
Essas reações são geralmente melhores quando tratadas sem medicamentos. Em vez
disso, é importante oferecer apoio emocional e ajudar as pessoas a se sentirem seguras. Essa
forma de ajudar, conhecida como Primeiros Cuidados Psicológicos (OPAS, 2015b; WHO,
2003) é recomendada por organizações de saúde como a OPAS e a OMS. O foco é dar
suporte imediato e ajudar as pessoas a lidar com a situação de forma mais tranquila.

Traumatismo e Luto
Em contraste com as reações imediatas, o conceito de “traumatismo” se estende para
incluir os efeitos a longo prazo de situações traumáticas. A atuação dos psicólogos é
fundamental nas intervenções em desastres, pois eles ajudam a reconhecer o sofrimento que
as pessoas enfrentam após uma tragédia. Muitas vítimas não desenvolvem problemas
psicológicos que precisam de tratamento médico, e é importante que a experiência do trauma
seja entendida como uma forma de sofrimento, sem reduzi-la a apenas mais um transtorno ou
síndrome. Essa abordagem permite que os psicólogos ofereçam um suporte mais completo e
respeitem a complexidade das reações humanas diante do trauma.
Desastres, por serem eventos inesperados, podem trazer à tona formas de sofrimento
como o luto. O luto é um processo emocional que exige um trabalho mental complexo diante
de uma perda importante. Essa perda pode ser desde a morte de alguém ou uma separação até
algo mais abstrato, como a perda da pátria.
Durante esse processo, é comum que as pessoas sintam dor, percam o interesse em
interagir socialmente e tenham dificuldades para trabalhar ou amar, pois sua energia
emocional fica focada naquilo que foi perdido. Essa retração emocional é uma resposta
natural, levando a um fechamento em si mesmas e a um desinteresse pelo mundo ao redor. A
duração desse luto é única para cada pessoa, dependendo de suas experiências e do contexto
em que vivem, o que torna fundamental entender e oferecer apoio emocional para ajudar na
recuperação e na reintegração à vida após a perda.
Migração e Refúgio
A migração e o refúgio são situações de desastre e emergência que afetam muitas
pessoas em todo o mundo. As razões para migrar são diversas, como fatores religiosos,
culturais, ambientais, políticos e econômicos. Por isso, é muito importante que a Psicologia,
como ciência, se comprometa com os Direitos Humanos e com o direito das pessoas de
migrar. Em tempos de crise, precisamos criar ações para ajudar e proteger essas populações
vulneráveis. As intervenções psicológicas devem trabalhar em conjunto com outras áreas para
garantir que a saúde mental e o apoio psicossocial sejam oferecidos com base no respeito aos
direitos das pessoas.
Quem migra ou é forçado a se deslocar muitas vezes passa por grande sofrimento
emocional, o que aumenta o risco de problemas de saúde mental. O processo de migração e os
deslocamentos forçados trazem muitas perdas, como a separação da família e dos amigos, a
perda da língua e da cultura, além da casa e do contato com seu grupo étnico e religioso.
Essas perdas tornam ainda mais necessário um suporte psicológico adequado para ajudar
essas pessoas a lidarem com suas experiências e a reconstruírem suas vidas.
Epidemias
As epidemias trazem muitos desafios para a saúde das pessoas, principalmente para
aquelas que já estão em situações vulneráveis. Durante uma epidemia, os sistemas de saúde
podem ficar sobrecarregados, e as redes sociais, que ajudam a dar apoio, podem se
enfraquecer. Isso afeta a saúde mental da população. Durante epidemias, diversos fatores
afetam a saúde mental das populações. A sobrecarga dos sistemas de saúde pode dificultar o
acesso a cuidados essenciais, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade
social.
A Psicologia tem um papel importante nesse cenário. Ela pode trabalhar junto a
diferentes instituições e ajudar a criar planos que preparem a sociedade para lidar com
epidemias. Esses planos devem incluir etapas de prevenção, preparação, resposta e
recuperação. Algumas ações que podem ser feitas são:
 Comunicação de risco: Informar a população sobre os riscos de forma clara e
acessível.
 Apoio às equipes de saúde: Cuidar da saúde mental das pessoas que trabalham
nas frentes de resposta, garantindo que elas tenham o suporte necessário.
 Capacitação de profissionais: Treinar equipes de saúde mental e de atenção
primária para que saibam como agir durante epidemias.
 Grupos de apoio: Criar espaços onde as pessoas possam receber apoio
emocional e psicológico.
 Espírito solidário: Incentivar a participação da comunidade em ações de ajuda
mútua.
Um exemplo importante foi a epidemia de Zika em 2015, quando psicólogos e outros
profissionais trabalharam juntos para apoiar gestantes, bebês e suas famílias. Várias ações
foram realizadas, e debates sobre temas relevantes, como saúde da mulher e aborto, foram
promovidos. Essas iniciativas mostram como o cuidado psicológico é fundamental durante
crises de saúde pública.
Já no final de 2019, começou a maior pandemia de todos os tempos: COVID-19.
Durante a pandemia, as pessoas enfrentaram várias dificuldades, como distanciamento social,
quarentenas e o medo de se contaminarem. Muitas também lidaram com desemprego, a falta
da rotina escolar, menos contato social e aumento da violência doméstica. Essas situações
causaram muita instabilidade emocional e problemas psicológicos.
Os principais efeitos observados foram o aumento de sintomas de ansiedade e estresse,
que foram comuns em muitos estudos. Além disso, alertou-se para um possível aumento de
casos de depressão e do uso de substâncias. Por isso, a atuação da Psicologia se mostrou
muito importante durante a pandemia.
Foi fundamental divulgar informações nas redes sociais e na mídia sobre como cuidar
da saúde mental. Isso incluiu orientações para combater boatos, dicas para ajudar pessoas em
quarentena e suporte para os profissionais que estavam na linha de frente do combate à
pandemia. O uso de tecnologias também foi essencial para atender pacientes hospitalizados e
criar protocolos para hospitais de campanha.
Atualmente, muitos estudos estão tentando entender o que se chama de "COVID
longa" ou "COVID persistente". Esses estudos investigam como os problemas físicos e
psicológicos estão ligados. Além disso, as consequências sociais da COVID, como mortes,
desemprego e desesperança, afetam a recuperação dos pacientes e a saúde da população. Isso
cria muitas oportunidades para a pesquisa, permitindo que a psicologia conheça melhor esses
desafios e ajude de forma ética e com base científica.
Em conclusão, o trabalho de psicólogas e psicólogos na Gestão de Riscos,
Emergências e Desastres é essencial para o bem-estar das comunidades afetadas. Esses
profissionais ajudam as pessoas a lidarem com os sentimentos difíceis que surgem após
desastres naturais, guerras, epidemias e pandemias, crises de refugiados, desastres
tecnológicos, etc.
A psicologia atua não apenas no cuidado individual, mas também na prevenção e
promoção da saúde mental coletiva. É crucial que intervenções de saúde mental e atenção
psicossocial sejam implementadas nas primeiras horas após um desastre. Essa abordagem
inclui garantir serviços básicos, como alimentação e abrigo, além de oferecer apoio às
famílias e comunidades, promovendo cerimônias de luto e comunicação eficaz.
Os psicólogos também fornecem suporte a pessoas com sofrimento mental leve a
moderado, por meio de primeiros cuidados psicológicos e atendem casos mais graves em
centros especializados. Dessa forma, atuando em todas as fases dos desastres, desde a
preparação até a recuperação, os psicólogos conseguem oferecer suporte contínuo e colaborar
com outros profissionais, criando um ambiente mais seguro e resiliente.
Valorizar e fortalecer essa atuação é fundamental para preparar as comunidades,
cuidando não apenas da saúde física, mas também do bem-estar emocional das pessoas.
Assim, o papel do psicólogo se torna cada vez mais relevante na superação de crises e na
reconstrução de vidas.

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