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Avaliação Substitutiva de Filosofia 3º Período

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juliofabiano761
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COLÉGIO ARBOS

AVALIAÇÃO – 3º PERÍODO
SUBSTITUTIVA BIMESTRAL DE FILOSOFIA
(Valor 10,0)

Nome:_________________________________________________________ n.º ______


Turma: 2ª série ____ Professor: José Mantovani 03/10/2019
Professor(es) Aplicador(es): _______________________________________________

Ciente:
Nota: _______
FÁCIL MÉDIO DIFÍCIL

Instruções:

 Faça a leitura das questões com atenção.


 Verifique se sua avaliação tem 09 questões dissertativas.
 Não é permitido o empréstimo de qualquer tipo de material durante a avaliação.
 A avaliação deverá ser feita sem consulta.
 As respostas devem ser com caneta azul ou preta. Não rasure, apresentação e organização são importantes.
 Ortografia e acentuação: 0,1 por erro, chegando até 0,5 no total da avaliação.
 Observe as normas de redação: letra legível, sem rasuras, margens, clareza, coesão e coerência. Dê respostas
introduzidas, claras e objetivas.
 A não observância dessas normas acarretará perda de nota, com desconto de até metade do valor da questão.
 O professor aplicador tem total autonomia de retirar a avaliação do aluno que tentar comunicar-se ou utilizar-se de
recursos ilícitos durante a sua execução, atribuindo-lhe valor “zero”, sem direito à avaliação substitutiva.
 Não é permitido o uso de corretivo.
 Terá a avaliação anulada o aluno que estiver portando/manuseando telefone celular ou outros objetos durante a
sua realização. Os aparelhos deverão ser desligados e guardados antes do início da avaliação.

Objetivos de aprendizagem:

 Compreender a abordagem estética presente na filosofia;


 Compreender as distinções entre os contratualistas;
 Interpretar as principais características da sociedade do controle;
 Dominar os conceitos relacionados ao totalitarismo.

Conteúdo:

 Estética da filosofia; filosofia política, antropologia filosófica.

1
1) (1,0) “A doença da razão está no fato de que ela nasceu da necessidade humana de
dominar a natureza. Essa vontade de dominar a natureza, de compreender suas ‘leis’ para submetê-la,
exigiu a instauração de uma organização burocrática e impessoal, que, em nome do triunfo da razão
sobre a natureza, chegou a reduzir o homem a simples instrumento. Naturalmente, as possibilidades
atuais eram inimagináveis nos tempos passados: hoje o progresso tecnológico põe à disposição de
todos objetos e bens que antes só existiam nos sonhos dos utopistas. [...] O progresso dos recursos
técnicos, que poderia servir para ‘iluminar’ a mente do homem, se acompanha pelo processo da
desumanização, de tal modo que o progresso ameaça destruir precisamente o objetivo que deveria
realizar: a ideia do homem.”
(REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia. Trad. de
Álvaro Cunha. São Paulo: Paulinas, 1991. v. 3. p. 846.)

Considerando seus conhecimentos sobre indústria cultural, aponte no texto quais são as críticas
apresentadas por Reale e Antiseri.

2) (1,0) Para Hobbes,

[...] o poder soberano, quer resida num homem, como numa monarquia, quer numa assembleia,
como nos estados populares e aristocráticos, é o maior que é possível imaginar que os homens possam
criar. E, embora seja possível imaginar muitas más consequências de um poder tão ilimitado, apesar disso
as consequências da falta dele, isto é, a guerra perpétua de todos homens com os seus vizinhos, são muito
piores.
(HOBBES, T. Leviatã. Tradução de João Paulo Monteiro e Maria Beatriz
Nizza da Silva. São Paulo: Nova Cultural, 1988. capítulo XX, p. 127.)

Apresente as contribuições de Hobbes sobre a filosofia política.

2
3) (1,0) John Locke é conhecido pela frase “Não se revolta um povo inteiro senão quando a opressão é
geral”. Sua contribuição na filosofia política é significativa. Deste modo, aponte os principais elementos
que marcam a filosofia política de Locke.

4) (1,0) A verdade em tudo isso é que o poder da indústria cultural provém de sua
identificação com a necessidade produzida, não da simples oposição a ela, mesmo que se tratasse de
uma oposição entre a onipotência e a impotência. A diversão é o prolongamento do trabalho sob o
capitalismo tardio. Ela é procurada por quem quer escapar do processo de trabalho mecanizado, para se
pôr de novo em condições de enfrentá-lo. Mas, ao mesmo tempo, a mecanização atingiu um tal poderia
sobre a pessoa em seu lazer e sobre a sua felicidade que ela determina tão profundamente a fabricação
das mercadorias destinadas à diversão, que esta pessoa não pode mais perceber outra coisa senão as
cópias que reproduzem o próprio processo de trabalho. O pretenso conteúdo não passa de uma fachada
desbotada; o que fica gravado é a sequência automatizada de operações padronizadas. Ao processo de
trabalho na fábrica e no escritório só se pode escapar adaptando-se a ele durante o ócio. Eis aí a doença
incurável de toda diversão [...].
(ADORNO; HORKHEIMER. Dialética do esclarecimento).

Relacione a citação dos filósofos Frankfurtianos com as ideias da razão instrumental e da indústria
cultual.

3
5) (1,0) Segundo Michel Foucault, a sociedade contemporânea é marcada por um
controle que é visto de modo generalizado. Para o filósofo francês, o poder não pertence a uma pessoa
ou instituição, em vez disso, tem aspecto transitório, graças à microfísica do poder. Desta maneira,
explique o que é microfísica do poder e dê três exemplos em nosso cotidiano.

6) (1,0)

Os contratualistas foram importantes para a construção filosófica. Dentre eles, temos Rousseau.
Explique o que é contratualismo e a contribuição de Rousseau para a filosofia política.

4
7) (1,0) Leia a citação a seguir:

“A vontade nacional é uma dessas expressões de que os intrigantes de todos os tempos e os déspotas de
todas as épocas mais amplamente abusaram. Uns viram sua expressão nos sufrágios comprados de alguns
agentes do poder; outros nos votos de uma minoria interessada ou temerosa; há mesmo quem a descobriu
inteiramente formulada no silêncio dos povos e pensou assim que, do fato da obediência, nascesse para
eles o direito de comando”
(Tocqueville)
Apresente quais as contribuições deste filósofo francês ao que se refere à opinião pública.

8) (1,0)

Enquanto o isolamento se refere apenas ao terreno político da vida, a solidão refere-se à vida humana como
um todo. O governo totalitário, como todas as tiranias, certamente não poderia existir sem destruir, através
do isolamento dos homens, as suas capacidades políticas. Mas o domínio totalitário como forma de governo
é novo no sentido de que não se contenta com esse isolamento e destrói também a vida privada. Baseia-se

5
na solidão, na experiência de não pertencer ao mundo, que é uma das mais radicais e desesperadas
experiências que o homem poder ter”.
(ARENDT. Origens do totalitarismo).

A filósofa alemã Hannah Arendt é conhecida por sua filosofia de resistência ao sistema totalitário.
Apresente quais são as características do totalitarismo para a filósofa alemã.

9) (2,0) Leia a citação a seguir:

“Quando a busca do dinheiro, quando a paixão pelo bem-estar e pela propriedade implica status e
prestígio social, o ponto de honra e a sustentabilidade agressiva se suavizam, a vida se torna o valor
supremo e enfraquece o imperativo de passar vergonha. Vai deixando de ser vergonhoso não revidar a
ofensa ou a injúria: a moral da honra, origem de duelos e de belicosidade permanente e sangrenta, foi
substituída por uma moral de utilidade própria, pela prudência, na qual o encontro do homem com o homem
se faz essencialmente sob o signo da indiferença.”
(LIPOVETSKY. A era do vazio).

Veja a imagem:

6
Elabore uma breve dissertação filosófica que relacione a ideia central da citação e da imagem com o
tema:

Era dos excessos. Era das faltas.

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