EBOOK
REABSORÇÃ0
CERVICAL INVASIVA
RADIOLOGIA E ENDODONTIA
ISADORA CARNEIRO PEREIRA MACHADO*
ADRIANA LUSTOSA PEREIRA BICALHO
MARIANA QUIRINO SILVEIRA SOARES
PATRÍCIA RIBEIRO PIZZOL
ISBN Nº 978-65-86718-95-9
SOBRE AS AUTORAS
Dra. Isadora Carneiro Dra. Adriana Lustosa Dra. Mariana Dra. Patricia
Pereira Machado* Pereira Bicalho Quirino Silveira Ribeiro Pizzol
Graduada em Odontologia pela Especialista em Endodontia pela Especialista em Radiologia Graduada em Odontologia
Faculdade de Odontologia da Associação Brasileira de Odontológica e Imaginologia - pela Universidade Federal
Universidade Federal de Goiás Odontologia (Goiás) SL Mandic Fluminense (UFF - RJ)
(UFG)
Especialista em Radiologia Mestre em Odontologia -
Odontológica e Imaginologia pela Especialista em
FO/UFG
Especialista em Radiologia Universidade Paulista (Goiânia) Endodontia pela ABO-
Odontológica e Imaginologia pela Doutora Estomatologia e Niterói/RJ
ABO-GO Mestre em Odontologia pela Biologia Oral - USP/ Doutorado
Universidade de São Paulo sanduíche na KU Leuven - Especialista em
(Bauru) Bélgica Radiologia Odontológica e
Mestre em Radiologia Imaginologia pelo INCO
Odontológica Doutora em Odontologia pela Pós-doutorado no departamento 25 - Copacabana/RJ
e Imaginologia -SL Mandic Universidade de São Paulo de Cirurgia, Estomatologia,
(Bauru) Patologia e Radiologia (USP)
BEM -VINDO AO NOSSO EBOOK!
Este E-Book foi pensado especialmente para você que busca aprofundar seus conhecimentos sobre
Reabsorção Cervical Invasiva (RCI).
O material foi desenvolvido sem fins lucrativos, com a intenção de compartilhar o nosso conhecimento a
cerca do assunto.
A RCI se destaca por sua riqueza de detalhes, que podem ser vistos através das imagens
tridimensionais, capazes de fornecer informações chaves para o cirurgião dentista sobre o prognóstico
dos casos.
Ao final do E-Book, queremos que você compreenda a importância de um estudo tomográfico minusioso,
para uma tomada de decisão clínica adequada.
Obrigado por nos permitir fazer parte da sua jornada de aprendizado. Vamos começar?
SUMÁRIO INTRODUÇÃO 01
ASPECTOS CLÍNICOS DA RCI 03
CLASSIFICAÇÃO DE HEITHERSAY 05
CLASSIFICAÇÃO DE PATEL 07
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA 11
REABSORÇÃO CERVICAL INVASIVA
COMO DESCREVER A RCI NA TOMOGRAFIA 19
EXEMPLOS DE DESCRIÇÃO DE CASOS DE RCI 22
REFERÊNCIAS BLIBLIOGRÁFICAS 34
CAPÍTULO 1
INTRODUÇÃO
A Reabsorção Cervical Invasiva (RCI) ou também Para que este processo reabsortivo se inicie é necessário que
conhecida por Reabsorção Externa Cervical (REC) haja perda ou dano das camadas protetoras do dente (cemento e
é um processo patológico de reabsorção dentária, ligamento periodontal), o que resultará na exposição da dentina,
relativamente incomum, insidioso, que se inicia na deixando-a vulnerável às células imunológicas circulantes (3). As
superfície externa da raiz, na região cervical, e células osteoclásticas que circulam na área do tecido conjuntivo
resulta na perda progressiva de estrutura dentária subepitelial irão se fixar ao ponto onde a raiz está exposta
mineralizada. A etiologia não é muito clara, mas (denominado porta de entrada), e iniciar o processo de
acredita-se que fatores físicos e químicos, substituição dos tecidos mineralizados por tecido fibrovascular
incluindo tratamentos ortodônticos, periodontais, granulomatoso (fase progressiva/evolutiva), e tecido fibro ósseo
clareamento, e trauma dentário contribuam para o (fase reparativa) (1). É importante ressaltar que a RCI é um
início do processo. (1)(2) processo dinâmico, e os dois eventos podem estar presentes ao
mesmo tempo.
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CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO
Geralmente, a progressão da RCI é
limitada à área extracanal, e a polpa
permanece preservada, devido à
presença de uma camada protetora de
dentina e pré dentina, referida como
camada pericanalar (pericanalar
resorption resistant sheet - PRRS).
A resistência à reabsorção dessa
camada protetora pode ser atribuída ao
seu menor conteúdo mineral que inibe
a fixação das células clásticas e à alta
tensão de oxigênio do suprimento
sanguíneo no tecido pulpar que atenua
as atividades clásticas (4). Nos estágios
mais avançados a reabsorção pode
perfurar essa camada pericanalar e
avançar para o espaço do
canal radicular. (5) FIGURA 1
PÁGINA 2
CAPÍTULO 2
ASPECTOS CLÍNICOS
Clinicamente, os dentes com RCI podem apresentar mancha rósea, cavitação, e alteração do contorno gengival. Esta
descoloração é resultado da reabsorção da dentina e da presença do tecido de granulação vascular, tornando-se
visível através da camada translúcida do esmalte. Se não houver nenhum desses aspectos que indicam a RCI, a
condição pode passar despercebida e a detecção da RCI ocorrerá, por uma radiografia de rotina como achado
incidental, como na maioria dos casos, ou até que haja lesão pulpar e/ou periodontal. (1)
Dentes com RCI responderão positivamente ao teste de sensibilidade pulpar, porque a polpa só é envolvida em casos
muito avançados. É importante diferenciar a RCI da cárie subgengival, está é mais amolecida à sondagem. Sondar o
defeito da RCI ou a bolsa periodontal associada, causará sangramento profuso do tecido de granulação, altamente
vascular. (7)
PÁGINA 3
CAPÍTULO 2 ASPECTOS CLÍNICOS
FIGURA 3
ASPECTO MICROSCÓPICA DO DENTE 21,
APÓS ABERTURA CORONÁRIA, PARA REMOÇÃO DO TECIDO REABSORTIVO.
FIGURA 2
IMAGEM INTRA ORAL DO DENTE 13 COM MACHA RÓSEA NA COROA,
DEVIDO A REABSORÇÃO CERVICAL INVASIVA.
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CAPÍTULO 3
CLASSIFICAÇÃO
DE HEITHERSAY
As reabsorções cervicais externas ou RCI foram classificadas pela primeira vez por Heithersay (1999), através
das radiografias periapicais, levando em consideração a extensão da lesão (grau de destruição dentinária) e sua
proximidade com o canal radicular. Esta classificação ainda hoje é amplamente utilizada, e divide os dentes com
reabsorção cervical invasiva nas seguintes classes:
PÁGINA 5
CAPÍTULO 3 CLASSIFICAÇÃO DE HEITHERSAY
CLASSE 1 CLASSE 2 CLASSE 3 CLASSE 4
Uma pequena lesão de Uma lesão que penetra Uma lesão de reabsorção Uma extensa lesão de
reabsorção na região em direção a polpa mais profunda na dentina, reabsorção estendendo-
cervical com área de coronária com pouco ou não envolvendo apenas a se para além do terço
penetração superficial nenhum envolvimento da dentina coronal, mas coronal radicular,
na dentina. dentina radicular. também com extensão podendo envolver toda a
até o terço coronal da raiz. raiz.
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CAPÍTULO 4
CLASSIFICAÇÃO
DE PATEL
Uma classificação tridimensional foi proposta por Patel et al. (2018), com o auxílio da tomografia
computadorizada de feixe cônico, considerando três parâmetros: a extensão longitudinal do processo
reabsortivo (usando a junção cemento esmalte e o ápice radicular como referências fixas), propagação
circunferencial na raiz e a proximidade da lesão ao canal radicular.(9)
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CAPÍTULO 4 CLASSIFICAÇÃO DE PATEL ET AL
A altura das lesões é pontuada como:
1 2 3 4
Ao nível da junção Abaixo da crista óssea
Estende-se para o terço Estende-se até o terço
cemento-esmalte ou (subcrestal), estendendo-
médio da raiz; apical da raiz.
acima da crista óssea se para o terço cervical;
(supracrestal);
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CAPÍTULO 4 CLASSIFICAÇÃO DE PATEL ET AL
A disseminação circunferencial das lesões na raiz é classificada de acordo com o quadrante atingido:
A B C D
menor ou igual a 90°; entre 90° e 180°; entre 180° e 270°; maior que 270°.
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CAPÍTULO 4 CLASSIFICAÇÃO DE PATEL ET AL
A proximidade da RCI ao canal radicular é graduada como:
Os três parâmetros citados são combinados para
descrever tridimensionalmente a RCI.
Exemplo: 2Bp.
D P
Confinada a dentina Com provável
envolvimento pulpar.
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CAPÍTULO 5
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
DA REABSORÇÃO CERVICAL INVASIVA
Um correto planejamento do tratamento depende de um diagnóstico preciso, o que inclui a interpretação acurada das
imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC). Ela permite que a RCI seja visualizada em qualquer
plano sem sobreposição de estruturas e distorção geométrica. Através da navegação dinâmica dos cortes tomográficos é
possível determinar o tamanho real da lesão, tanto no sentido longitudinal quanto circunferencial; a proximidade da lesão
ao canal radicular; a localização da porta de entrada e sua acessibilidade. Estas informação são cruciais para determinar
se a RCI é passível de tratamento e formular um planejamento adequado (9).
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CAPÍTULO 5 DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA REABSORÇÃO CERVICAL INVASIVA
A detecção do estágio evolutivo por meio da TCFC deve ser o primeiro aspecto a ser observado para o planejamento do
tratamento. O estágio da RCI foi definido por Mavridou et. al (2016) em 1-inicial, 2-progressivo e 3-reparativo, com base
em observações histológicas (4). Nos exames por imagem consideramos apenas os estágios progressivo e reparativo.
No estágio progressivo observa-se uma imagem hipodensa/radiolúcida, irregular ou assimétrica, pela deposição de tecido
granulomatoso. No estágio reparativo, quando há deposição de tecido mineralizado, a aparência é mosqueada ou turva
com áreas mais hiperdensas/radiopacas. Os casos em estágio reparativos devem ser monitorados e a intervenção é
indicada em estágios progressivos (10). Figura 4
É importante lembrar que a reabsorção e o reparo podem ocorrer simultaneamente em diferentes áreas da mesma lesão,
uma vez que a RCI é um processo dinâmico(4). Nestes casos, serão observadas tanto áreas hipodensas como
hiperdensas na TCFC, e estas lesões poderão ser descritas com o estágio que está predominando, tendo atenção para
identificar a localização da porta de entrada (posição crestal), e como ela se apresenta : hipodensa (progressiva) ou
hiperdensa (reparativa).
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CAPÍTULO 5 DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA REABSORÇÃO CERVICAL INVASIVA
FIGURA 4
NAS FIGURAS A, B, C -
REABSORÇÃO CERVICAL INVASIVA
NO ESTÁGIO EM PROGRESSÃO NO
DENTE 45; D, E, F- REABSORÇÃO
CERVICAL INVASIVA NO ESTÁGIO
REPARATIVO NO DENTE 21.
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CAPÍTULO 5 DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA REABSORÇÃO CERVICAL INVASIVA
Depois de estabelecido o estágio, deve-se avaliar a quantidade de estrutura dentária saudável remanescente. Quando a RCI se
estende ao terço apical radicular ou acomete grandes dimensões circunferências (classificação 4D de Patel), torna-se difícil
remover todo o tecido de granulação sem que ocorra grande perda de grande quantidade de tecido dentário saudável,
comprometendo a estabilidade periodontal do dente e deixando-o suscetível à fratura, podendo-se optar pela manutenção até
que algum sintoma ocorra, ou exodontia se o prognóstico para o tratamento não for positivo (11).
Considerando que o tratamento deve abordar a origem do processo para evitar a recorrência, a porta de entrada deve ser
identificada na TCFC e caracterizada segundo a sua localização, a sua posição em relação a crista óssea e o seu tamanho
(Figura 5), uma vez que estes fatores irão definir o tipo de abordagem a lesão.(12)
Para as reabsorções cervicais invasivas tratáveis, em casos que apresentem portas de entrada supra óssea, localizadas por
vestibular e/ou lingual/palatal, ou que sejam de maiores amplitudes, uma abordagem externa deve ser considerada. Do
contrário, em casos com uma porta de entrada infra óssea, localizadas nas faces proximais e de amplitudes menores, a melhor
opção é a abordagem interna por meio do acesso endodôntico.(12)
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CAPÍTULO 5 DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA REABSORÇÃO CERVICAL INVASIVA
FIGURA 5-EXEMPLOS DE PORTAS DE ENTRADAS:
Localizada por mesial, Localizada por palatina, Duas portas de entradas, Localizada por distal,
supracrestal e > 1mm subcrestal e ≦ 1 mm sendo uma por vestibular, ≦ subcrestal e >1 mm (dente
(dente 23). (dente 13). 1 mm e supracrestal e outra 12).
por lingual, supracrestal e >
1mm (dente 44).
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CAPÍTULO 5 DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA REABSORÇÃO CERVICAL INVASIVA
Na abordagem externa a lesão é acessada cirurgicamente via extra canal com abertura de retalho, visando a remoção
química e mecânica do tecido reabsortivo e o preenchimento da cavidade para regeneração da estrutura dentária perdida
e/ou proteção do material preenchedor à ação da saliva. Na abordagem interna as lesões são acessadas não
cirurgicamente e o tecido reabsortivo é removido por meio do acesso endodôntico (13).
No que diz respeito ao planejamento do tratamento, outro ponto a ser considerado é que mesmo sendo classificada como
confinada à dentina, em locais onde o defeito está muito próximo à polpa, a fina camada remanescente de dentina
apresenta-se suscetível à perfuração durante a remoção do tecido de granulação. Essa proximidade ao conduto radicular
justifica a associação do tratamento endodôntico às abordagens internas ou externas, ou ainda, a realização de
capeamento pulpar direto ou pulpotomia.(12)
No estudo de Machado et al. (2023) pequenos pontos de comunicação do processo reabsortivo com o conduto foram
observados em 57,5% dos casos avaliados, mesmo com a presença da camada de dentina pericanalar . Dessa forma, a
visualização da camada de dentina pericanalar não assegura que o processo não tenha nenhum contato com os tecidos
pulpares, tornando essencial a navegação dinâmica da tomografia para detecção desses pequenos pontos de
comunicação. Isso reforça, a necessidade de utilização da TCFC em parâmetros de alta resolução.(12)(Figura 6)
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CAPÍTULO 5 DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA REABSORÇÃO CERVICAL INVASIVA
No mesmo estudo em 32,5% dos casos a porta de entrada não foi identificada, mesmo sendo utilizada a alta resolução.
Isto pode ser justificado pela deposição de tecido ósseo através da porta de entrada nos estágios reparativos, levando à
fusão do osso alveolar adjacente com a dentina, dificultando a identificação da mesma. Já nos estágios progressivos, as
dimensões reduzidas da porta de entrada podem dificultar a sua visualização. O terceiro e último motivo pode-se aplicar
aos casos em que o processo reabsortivo está muito avançado, e toca as margens dentinárias em vários pontos,
impedindo a diferenciação da porta de entrada. (12)
FIGURA 6
NAS FIGURAS A, B- CAMADA DE
DENTINA PERICANALAR (PPRS)
INDICADA PELA SETA.
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CAPÍTULO 5 DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA REABSORÇÃO CERVICAL INVASIVA
ESTÁGIO DA RCI
ESTÁGIO REPARATIVO ESTÁGIO PROGRESSIVO
EXTRAÇÃO
(PREDOMINÂNCIA DA HIPERDENSIDADE) (PREDOMINÂNCIA DA HIPORDENSIDADE)
CONTROLE INTERVENÇÃO
(CLÍNICO E TOMOGRÁFICO ATÉ QUE
O PACIENTE APRESENTE SINTOMAS)
PORTA DE ENTRADA
AVALIAÇÃO DA PORTA DE ENTRADA:
POSIÇÃO CRESTAL
LOCALIZACÃO
ABORDAGEM INTERNA ABORDAGEM EXTERNA
TAMANHO
PORTA DE ENTRADA PEQUENA, SUBCRESTAL, NAS FACES
PROXIMAIS, LINGUAL E PALATINA - ABORDAGEM INTERNA
PORTA DE ENTRADA GRANDE, SUPRACRESTAL, NA FACE
TRATAMENTO ENDODÔNTICO
VESTIBULAR - ABORDAGEM EXTERNA
PÁGINA 18
CAPÍTULO 6
COMO DESCREVER A RCI
NA TOMOGRAFIA
Navegue no volume de forma dinâmica na janela dos cortes
multiplanares, utilizando o princípio da paralaxe, e faça ajuste
adequado de brilho e contraste. Em seguida, anote os seguintes
aspectos observados no volume:
PÁGINA 19
CAPÍTULO 6 COMO DESCREVER RCI NA TOMOGRAFIA
1.5 QUANTIDADE DE PORTAS DE ENTRADA
1.1 ESTÁGIO EVOLUTIVO DA LESÃO
segundo Mavridou et al.
(Progressiva; reparativa; ou predominio de uma das fases); 1.6 LOCALIZAÇÃO DA PORTA DE ENTRADA
(mesial, distal, vestibular, lingual/palatal);
1.2 EXTENSÃO LONGITUDINAL
segundo Patel et al. 1.7 DIMENSÃO DA PORTA DE ENTRADA
(1, 2 3, 4);
(menor ou igual a 1mm, maior ou igual a 1mm);
1.3 PROGRESSÃO CIRCUNFERENCIAL
1.8 POSIÇÃO CRESTAL DA PORTA DE ENTRADA
segundo Patel et al.
Supra ou infra crestal;
(A, B, C, D);
1.4 PROXIMIDADE COM O CANAL RADICULAR 1.9 CLASSIFICAÇÃO DE HEITHERSAY (1999)
segundo Patel et al. (Estágio 1, 2, 3, 4).
(d, p);
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CAPÍTULO 6 COMO DESCREVER RCI NA TOMOGRAFIA
DENTE....
apresenta imagem de aspecto irregular compatível com Reabsorção Cervical Invasiva,
HIPODENSA/ HIPERDENSA/ MISTA
em estágio .
PROGRESSIVO E/ OU REPARATIVO
Note extensão longitudinal ao terço ( de Patel et al, 2016), com envolvimento circunferencial de
CERVICAL, MÉDIO OU APICAL 1, 2, 3, 4
da raiz ( de Patel et al, 2016), sem relação de contato com o condutor radicular ou apresentando
90º, 180º, 270º, 360º A, B, C OU D
contato com o condutor radicular ( Patel et al, 2016).
D OU P
Este processo reabsortivo se inicia por porta(s) de entrada(s) , localizada(s) em face ,
1,2,3 DISTAL/MESIAL/ LINGUAL/ PALAT./ VESTI.
MAIOR/ MENOR QUE 1mm
,
ou não foi possível identificar a porta de entrada.
SUPRA CRESTAL/ INFRA CRESTAL SUBGENGIVAL/ SUPRAGENGIVAL
Classificação 1,2,3,4 de Heithersay(1999); 1,2,3,4 / A,B,C,D / d,p, segundo Patel et al. (2018)
PÁGINA 21
CAPÍTULO 7
EXEMPLOS DE
DESCRIÇÃO
DA RCI
PÁGINA 22
CAPÍTULO 7 EXEMPLOS DE DESCRIÇÃO DA RCI
CASO 1_ DENTE 46
Apresenta imagem HIPODENSA , de aspecto irregular compatível
com Reabsorção Cervical Invasiva, em estágio
predominantemente PROGRESSIVO , com áreas de reparação.
Note extensão longitudinal limitada ao terço CERVICAL RADICULAR (2),
com envolvimento circunferencial de180º (B) da raiz, em contato
com a câmara pulpar(P) .
Não foi identificada a porta de entrada.
CLASSIFICAÇÃO 2 DE HEITHERSAY (1999);
FIGURA 7
2Bd, segundo Patel et al. (2016)
PÁGINA 23
CAPÍTULO 7 EXEMPLOS DE DESCRIÇÃO DA RCI
CASO 2_ DENTE 13
Apresenta imagem HIPERDENSA , de aspecto irregular compatível
com Reabsorção Cervical Invasiva, em estágio REPARATIVO .
Note extensão longitudinal limitada ao terço CERVICAL RADICULAR (2) ,
com envolvimento circunferencial de 90º(A) da raiz, em contato
com a câmara pulpar (d).
Este processo reabsortivo se inicia por uma porta de entrada em
face MESIAL, SUPRA CRESTAL, MAIOR QUE 1mm.
CLASSIFICAÇÃO 2 DE HEITHERSAY (1999);
FIGURA 8
2Ad, segundo Patel et al. (2016)
PÁGINA 24
CAPÍTULO 7 EXEMPLOS DE DESCRIÇÃO DA RCI
CASO 3_ DENTE 16
Apresenta imagem HIPODENSA , de aspecto irregular compatível
com Reabsorção Cervical Invasiva, em estágio PROGRESSIVO
na região da porta de entrada, com áreas de reparação em
curso, nas regiões adjacentes.
Note extensão longitudinal limitada ao terço CERVICAL RADICULAR (2)
, com envolvimento circunferencial de180º (B) da raiz, em contato
com a câmara pulpar (p) .
Este processo reabsortivo se inicia por uma porta de entrada
em face MESIAL, SUPRACRESTAL, SUBGENGIVAL,
. MAIOR QUE 1mm.
CLASSIFICAÇÃO 2 DE HEITHERSAY (1999);
FIGURA 9
2Bp, SEGUNDO PATEL ET AL. (2016)
PÁGINA 25
CAPÍTULO 7 EXEMPLOS DE DESCRIÇÃO DA RCI
CASO 4_ DENTE 41
Apresenta imagem MISTA , de aspecto irregular compatível
com Reabsorção Cervical Invasiva, em estágio
predominantemente REPARATIVO .
Note extensão longitudinal até o terço APICAL RADICULAR (4) ,
com envolvimento circunferencial de 360º (D) da raiz, em
contato com o conduto radicular (p) .
Este processo reabsortivo se inicia por uma porta de
entrada em face VESTIBULAR, INFRA CRISTAL, MENOR QUE 1mm.
CLASSIFICAÇÃO 4 DE HEITHERSAY (1999);
4Dp, segundo Patel et al. (2016) FIGURA 10
PÁGINA 26
CAPÍTULO 7 EXEMPLOS DE DESCRIÇÃO DA RCI
CASO 5_ DENTE 31
Apresenta imagem MISTA , de aspecto irregular compatível
com Reabsorção Cervical Invasiva, em estágio REPARATIVO .
Note extensão longitudinal até o terço CERVICAL RADICULAR (2),
com envolvimento circunferencial de 360º (D)da raiz, em
contato com o conduto radicular (p).
Este processo reabsortivo, se inicia por uma porta de
entrada, localizada em face VESTIBULAR, MENOR QUE 1mm,
SUPRACRISTAL , e a outra em face LINGUAL, INFRA CRISTAL.
CLASSIFICAÇÃO 2 DE HEITHERSAY (1999);
2Dp segundo Patel et al. (2018) FIGURA 11
PÁGINA 27
CAPÍTULO 7 EXEMPLOS DE DESCRIÇÃO DA RCI
CASO 6_ DENTE 13
Apresenta imagem HIPODENSA , de aspecto irregular
compatível com Reabsorção Cervical Invasiva, em estágio
predominantemente PROGRESSIVO , com a porta de entrada
indicando processo REPARATIVO em curso.
Note extensão longitudinal até o terço CERVICAL RADICULAR(2),
com envolvimento circunferencial de 270º (C) da raiz, em
contato com o conduto radicular (p).
Este processo reabsortivo se inicia por uma porta de
entrada em face DISTAL, INFRACRISTAL, MAIOR QUE 1mm.
CLASSIFICAÇÃO 2 DE HEITHERSAY (1999);
2Cp SEGUNDO PATEL ET AL. (2018) FIGURA 12
PÁGINA 28
CAPÍTULO 7 EXEMPLOS DE DESCRIÇÃO DA RCI
CASO 7_ DENTE 16
Apresenta imagem MISTA , de aspecto irregular compatível
com Reabsorção Cervical Invasiva, em estágio REPARATIVO .
Note extensão longitudinal até o terço CERVICAL da raiz
distovestibular (2), com envolvimento circunferencial de 180º
dessa raiz (B), sem contato com a câmara pulpar (D).
Este processo reabsortivo se inicia por uma porta de
entrada em face DISTAL, SUPRA CRISTAL, SUBGENGIVAL,
MENOR QUE 1MM.
CLASSIFICAÇÃO 2 DE HEITHERSAY (1999);
2Bd SEGUNDO PATEL ET AL. (2018) FIGURA 13
PÁGINA 29
CAPÍTULO 7 EXEMPLOS DE DESCRIÇÃO DA RCI
CASO 8_ DENTE 33
Apresenta imagem MISTA , de aspecto irregular compatível
com Reabsorção Cervical Invasiva, em estágio
predominantemente REPARATIVO.
Note extensão longitudinal até o terço MÉDIO RADICULAR (3) ,
com envolvimento circunferencial de 360º(D) da raiz, em
contato com o conduto radicular (p) .
Este processo reabsortivo se incia por uma porta de
entrada em face VESTIBULAR, INFRA CRESTAL, MENOR QUE 1mm.
CLASSIFICAÇÃO 3 DE HEITHERSAY (1999);
3Dp SEGUNDO PATEL ET AL. (2018) FIGURA 14
PÁGINA 30
CAPÍTULO 7 EXEMPLOS DE DESCRIÇÃO DA RCI
CASO 9_ DENTE 13
Apresenta imagem HIPERDENSA , de aspecto irregular
compatível com Reabsorção Cervical Invasiva, em estágio
REPARATIVO.
Note extensão longitudinal limitada ao terço CERVICAL RADICULAR
da raiz , com envolvimento circunferencial de 270º (C) da raiz
em contato com o conduto radicular (p).
Este processo reabsortivo se inicia por uma porta de
entrada em face PALATINA, INFRACRESTAL, MAIOR QUE 1mm.
CLASSIFICAÇÃO 2 DE HEITHERSAY (1999);
2Bp SEGUNDO PATEL ET AL. (2018) FIGURA 15
PÁGINA 31
CAPÍTULO 7 EXEMPLOS DE DESCRIÇÃO DA RCI
CASO 10_ DENTE 41
Apresenta imagem MISTA , de aspecto irregular compatível
com Reabsorção Cervical Invasiva, em estágio
predominantemente REPARATIVO.
Note extensão longitudinal ao terço APICAL RADICULAR(4) com
envolvimento circunferencial de 360º(D) da raiz, em contato
com o condutor radicular (p).
Este processo reabsortivose inicia por uma porta de
entrada em face LINGUAL, SUPRACRESTAL, MENOR QUE 1mm.
CLASSIFICAÇÃO 4 DE HEITHERSAY (1999);
FIGURA 16
4Dp SEGUNDO PATEL ET AL. (2018)
PÁGINA 32
CAPÍTULO 7 EXEMPLOS DE DESCRIÇÃO DA RCI
CASO 11_ DENTE 43
Apresenta imagem HIPERDENSA , de aspecto irregular
compatível com Reabsorção Cervical Invasiva, em estágio
REPARATIVO.
Note extensão longitudinal limitada ao terço CERVICAL RADICULAR(2)
com 360º (D) de envolvimento circunferencial da raiz, em
contato com o condutor radicular (p) .
Este processo reabsortivo se inicia por uma porta de
entrada em face LINGUAL, INFRACRESTAL, MENOR QUE 1mm.
CLASSIFICAÇÃO 2 DE HEITHERSAY (1999);
FIGURA 17
2Dp SEGUNDO PATEL ET AL. (2018)
PÁGINA 33
REFERÊNCIAS
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CONTATO DOS AUTORES
Dra. Isadora Carneiro Dra. Adriana Lustosa Dra. Mariana Dra. Patricia
Pereira Machado* Pereira Bicalho Quirino Silveira Ribeiro Pizzol
@isadoramradiologista @draadrianalustosa @mari_quirino @drapatriciarpizzol
isadoramradiologista@ adrianalustosa@ mariana.soares@ patriciarpizzol@
gmail.com hotmail.com slmandic.edu.br gmail.com
ILUSTRAÇÕES E PROJETO GRÁFICO
ROGÉRIO SOARES
ISBN Nº 978-65-86718-95-9