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Cultura Egípcia e Política em Kush

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REVISIONAL PISM 1 – COLÉGIO LOSANGO UBÁ

Texto
1. ÁFRICA ANTIGA E ANTIGUIDADE CLÁSSICA
1.

Texto

Em relação à cultura egípcia, é possível afirmar que


a) Os egípcios acreditavam na vida pós-morte. Sua religião era politeísta e antropozoomórfica --
a presença, na imagem, das divindades Anubis e Thot é exemplo disso. Seus rituais produziram
muitos registros iconográficos e escritos, tal como a imagem acima, em que está representado
um julgamento.
b) Os egípcios eram um povo de religião politeísta. Como acreditavam na vida após a morte,
investiam dinheiro para produzir registros como o da imagem acima afim de mostrar sua
proximidade com os deuses, de maneira a convencer a todos de sua passagem para o reino dos
céus. A imagem reproduz um dos rituais de culto aos deuses, teatralizado em cerimônias
funerárias.
c) Os egípcios eram comerciantes, e conquistaram seu apogeu com a comercialização de sua
produção agrícola, conforme mostra a imagem. A balança representada no registro iconográfico
refere-se as trocas comerciais, e a fartura era associada à proximidade desses comerciantes
com os deuses.
d) Para os egípcios, a religião era fundamental. Professavam a religião politeísta e
antropozoomórfica, centrada na crença de que todos eram filhos dos deuses, portanto, todos
eram iguais na vida terrena. Por esse motivo, a balança presente na imagem representa esse
equilíbrio social.
e) A imagem, retirada do Livro dos Mortos, refere-se aos rituais de proteção contra os demônios,
representados como seres antropozoomórficos, amplamente presentes na religião monoteísta e
exibidos na ilustração. Os egípcios acreditavam que esses seres apareciam durante o
julgamento realizado após a morte.

2. (UFJF-PISM 1/2024) Leia o texto a seguir:

O sistema de realeza que se desenvolveu em Kush tinha algumas vantagens em relação ao


sistema rígido de sucessão direta, pois eliminava o perigo de um sucessor indesejável, quer se
tratasse de um rei na minoridade, quer de uma personalidade impopular. A incorporação de
novos membros à família real era assegurada pelo sistema de adoção, enquanto os vários
contrapesos e controles inerentes, bem como a proeminência da rainha-mãe e a importância
atribuída à legitimidade da descendência, garantiam a sua continuidade no poder.
Fonte: A.M. ALI HAKEM. A civilização de Napata e Méroe. In: MOKHTAR, G. (coord.). História Geral da África. v. 2: A
África Antiga. São Paulo - Paris: Ática – UNESCO, 1983
A rainha-mãe, na sociedade Kush na Antiguidade, era chamada de Candace. Seu papel político
se associava a:
a) Promover a distribuição do poder político, religioso e econômico nas mãos de mulheres
guerreiras.
b) Legitimar o poder real por meio do exercício de sua autoridade religiosa concedida diretamente
por deuses.
c) Garantir o funcionamento da realeza na função de conselheira do rei por meio do sistema de
adoção.
d) Liderar o exército constituído por mulheres na luta contra invasores do território ocupado pelo
Império Kush. e) Convencer as mulheres da sociedade a serem insubmissas aos seus esposos,
contestando o patriarcalismo.

3. (UFJF-PISM 1/2023) Leia o trecho abaixo.


A democracia de tipo eleitoral-representativo está ofegante, e eu penso que suas importantes
limitações fazem dela uma forma política desde já inadaptada ao mundo atual, e totalmente
incapaz de nos satisfazer no mundo de amanhã. [...] Alguns observadores apostam unicamente
numa reforma, com manutenção, em grandes linhas, no estado atual, da democracia
representativa. [...] Outros analistas apostam num crescimento forte dos contrapoderes de todo
tipo, que acabarão mudando a democracia do interior, atingindo um novo equilíbrio num patamar
superior de satisfação e de eficiência. Podemos também considerar a democracia participativa,
que conheceu vários esboços, várias tentativas de aplicação setorial, quase sempre a nível local.
[...] Ora, a cidade grega antiga foi um modelo de participação direta, e a democracia ateniense
uma experiência de democracia direta. Uma democracia que, é verdade, não foi para todos (mas
as nossas não foram e continuam não sendo, na realidade concreta, para todos), mas que foi
infinitamente mais intensa nas suas práticas.
Fonte: TRABULSI, José Antonio Dabdab. A democracia ateniense e nós. e-hum Revista Científica das áreas de
História, Letras, Educação e Serviço Social do Centro Universitário de Belo Horizonte, vol. 9, nº. 2, Agosto/Dezembro
de 2016.

a) Como alternativas a atual crise da democracia eleitoral-representativa, o autor apresenta três


opções: uma reforma desse sistema; o crescimento de contra poderes; a democracia
participativa. Qual dessas opções mais se aproxima da democracia ateniense?
b) Mesmo a democracia ateniense sendo considerada um modelo para o mundo ocidental, ela
não contemplava a todos. Cite um grupo que não fazia parte da democracia ateniense e explique
sua exclusão.

4. (UFJF-PISM 1/2020) Ao analisar o conceito de “república”, o filósofo Renato Janine Ribeiro


afirma que:
“República é um conceito romano, como democracia é um termo grego. Vem de res publica,
coisa pública. Surgiu em Roma substituindo a monarquia, mas monarquia e república não se
definem pelo mesmo critério. Monarquia se define por quem manda: significa o poder (arquia) de
um (mono) só. Já a palavra república não indica quem manda, e sim para que manda. O poder
aqui está a serviço do bem comum, da coisa coletiva ou pública. Ao contrário de outros regimes,
e em especial da monarquia, na república não se busca vantagem de um ou de poucos, mas a
do coletivo.”
RIBEIRO, Renato Janine. A república. São Paulo: Publifolha, 2001, p. 18.

Sobre o conceito de república romana e o legado para o Brasil, assinale a alternativa CORRETA:
a) A base e estrutura do Direito Civil Brasileiro republicano, com seus modelos, métodos e
conceitos são heranças eminentemente romanas.
b) Assim como na república brasileira, o poder político em Roma era controlado
democraticamente por um presidente.
c) As causas das reformas políticas são as mesmas desde a época do Império Romano e
estabeleceram as bases da monarquia brasileira.
d) A república romana abriu espaço para uma nova forma de organização política, assim como
no Brasil, que viveu a passagem para a monarquia.
e) A mão de obra escravista deixou de ser aplicada, assim como na república brasileira, que
utilizou o trabalho assalariado dos plebeus.

2. FORMAÇÃO, CONSOLIDAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO DO MUNDO


MEDIEVAL.
5. (UFJF-PISM 1 2019) Ao longo da história humana é possível observar diversos conflitos entre
grupos sociais derivados de modos de qualificar quem é o “Outro” – o estranho, o estrangeiro –
em cada tempo. Sobre esse tema, observe as imagens abaixo e leias os seguintes fragmentos
de textos. crise império romano:
invasões bárbaras

Imagem 1: Foto atual das ruínas da Muralha Imagem 2: Foto atual pelo governo
de Adriano, construída na Inglaterra no ano americano, do muro entre o México e a
120 da Era Cristã para tentar conter as Califórnia, nos Estados Unidos, de 2017.
chamadas “invasões bárbaras”.

(PELLEGRINI, Marco et alii. Coleão Vontade


de saber. 6º ano. São Paulo: Editora FTD,
2009, p. 236.)

“Por toda parte nós só vemos luto, só “Estamos expulsando pessoas do país. Não
escutamos suspiros. Roma, outrora senhora se pode acreditar em quão más são estas
do mundo, curva-se sob indizível dor, sob o pesoas. Não são pessoas, são animais… Por
assalto dos bárbaros, sob a ruína de seus causa das leis fracas, eles voltam rápido, nós
monumentos. Onde está o Senado? Onde os detivemos, os libertamos, os
está o povo? As glórias do mundo foram interceptamos de novo, depois os
aniquiladas; resta apenas uma multidão deportamos de novo. É uma loucura, temos
miserável, exposta, todos os dias, ao gládio as leis de imigração mais burras do mundo e
dos bárbaros.” nós vamos cuidar disso.”

(Papa Gregório, Homilias. Século VI.) (Discurso de Donald Trump, presidente dos
EUA, em maio de 02018. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 31 jul.
2018.)

O período das chamadas “invasões bárbaras” é um dos diversos recortes históricos em que a
problemática da relação com o “Outro” se apresenta para interpretação. Sobre esse tema:
a) O que a Imagem 1 e a Carta Papal, que tratam da construção da Muralha de Adriano, podem
revelar sobre quem eram os bárbaros para os ingleses?
A imagem 1 e a Carta Papal revelam para os ingleses,que foram dominados pelo império romano, o bárbaro é o estrangeiro, por não
compartilhar a religião, falar a língua de Roma é visto como selvagem

b) Analise UMA semelhança que pode ser percebida, a partir das fontes, entre os dois contextos
Uma semelhança que pode ser percebida, a partir das fontes, entre os dois contextos históricos indicados, é a rejeição aquele que é estranho
históricos indicados? ao meio convivido, no império romano os bárbaros, e no discurso de trump os mexicanos. ocorrendo um umm preconceito ao estranho, ao
relacionar eles a selvagens, responsabilizando-nos por instabilidade o contexto
6. (UFJF PISM 1/2017) O texto a seguir trata da sociedade medieval. Leia-o com atenção e, em
seguida, responda ao que se pede.

“Os defensores são um dos três grupos porque Deus quis que se mantivesse o mundo: e assim
como aqueles que rogam a Deus pelo povo são chamados oradores e os que lavram a terra e
fazem aquelas coisas que permitem aos homens viver e manter-se, são chamados lavradores,
assim, os que tem de defender a todos são chamados defensores”.
Afonso X, o Sábio. Las Siete Partidas. In: PEDRERO-SANCHEZ, Maria Guadalupe. História da Idade
Média: textos e testemunhas. São Paulo: UNESP, 2000. p. 99-100.

Analise DOIS aspectos POLÍTICOS do feudalismo, destacando o papel exercido pelos senhores
na sociedade feudal.

7. (UFJF-PISM 1/2021) Observe as imagens abaixo:

A partir das imagens acima, marque a opção CORRETA sobre as representações referentes ao
período medieval:
a) As imagens buscam desconstruir representações estereotipadas da Idade Média, que a
associam a um período marcado pelo teocentrismo e pelo obscurantismo na ciência.
b) As imagens reforçam as representações iluministas sobre a Idade Média, construídas no
século XVIII e ainda presentes no senso comum.
c) O nome da página do Facebook, Repensando a Idade Média, sugere que as controvérsias em
torno do período medieval foram superadas na atualidade.
d) As imagens usam da ironia para afirmar a tese de que o terraplanismo e a crença no
curandeirismo predominaram no imaginário social do homem culto medieval.
e) As imagens sugerem que as representações estereotipadas sobre o período medieval foram
criadas na atualidade, através das redes sociais.
8. (UFJF-PISM 1/2020) Nos últimos anos o conceito islamofobia ganhou força no cenário
mundial. O termo pode ser designado pela:“estigmatização de todos os muçulmanos, e que se
define como uma atitude generalizada e um discurso do medo através do qual as pessoas
julgam, sem conhecimento de causa, o Islão como sendo o inimigo, o “outro”, um bloco monolítico
perigoso e imutável que é o objeto natural da justa hostilidade dos ocidentais.”

ZÚQUETE, José Pedro. A Europa, a extrema-direita e o Islão. Locus, v. 18, p. 209-240, 2012, p. 212.

Assinale a alternativa CORRETA:


a) Uma das causas da islamofobia está no fato do islamismo não possuir qualquer tipo de
relações com o judaísmo ou com o cristianismo.
b) Como o preconceito normalmente é consequência de generalizações, a islamofobia tem
causado intolerância e hostilidades.
c) As causas da islamofobia podem ser explicadas pelo histórico diálogo e ausência de guerras
entre cristãos e mulçumanos.
d) No decorrer dos séculos não é possível identificar um crescimento do islamismo, causando
choques religiosos através da islamofobia com o Estado Islâmico.
e) O islamismo surgiu na Arábia, portanto, pode-se afirmar que todos os árabes são muçulmanos,
justificando a islamofobia.

3. A CONSTRUÇÃO DO MUNDO MODERNO

9. (UFJF-PISM 1/ 2022) Observe a imagem.


Entre os séculos XV e XVIII, especialmente na Europa Ocidental, esteve em curso o processo
de formação dos Estados modernos, que contribuiu para o surgimento das chamadas
sociedades de Antigo Regime, sendo a França um dos exemplos mais notáveis.
Sobre a representação do rei no Antigo Regime francês, é CORRETO afirmar:
a) A representação do rei remete a uma ligação entre os mundos carnal e o divino na execução
de seu poder na monarquia.
b) A representação do rei estava alinhada a uma concepção de poder marcada pela ostentação
em festas na Corte francesa.
c) O rei foi representado como um jovem cavalheiro pouco preocupado com os rumos de seu
reino.
d) A figura pública do rei transmitia a insegurança e seu afastamento das questões públicas,
deixadas a cargo de oficiais.
e) As ações da monarquia francesa pressupunham a construção de imagens que associavam o
governo ao demônio, influenciada pelos ditames da Igreja Católica.

10. (UFJF-PISM 1 /2020) Em 1517, a Reforma liderada por Martinho Lutero contestou dogmas
da Igreja Católica, abriu caminho para a fragmentação da Cristandade entre católicos e
protestantes e gerou a disseminação de outras religiões cristãs, tais como calvinismo,
anglicanismo, anabatistas, etc. Sobre esse assunto leia os fragmentos de textos:

Texto 1

Carta acerca da tolerância


Desde que pergunta minha opinião acerca da mútua tolerância entre os cristãos, respondo-lhe,
com brevidade, que a considero como o sinal principal e distintivo de uma verdadeira igreja.
Porquanto, seja o que for que certas pessoas alardeiem da antiguidade de lugares e de nomes,
ou do esplendor de seu ritual; outras, da reforma de sua doutrina, e todas da ortodoxia de sua fé
(pois toda a gente é ortodoxa para si mesma); tais alegações, e outras semelhantes, revelam
mais propriamente a luta de homens para alcançar o poder e o domínio do que sinais da igreja
de Cristo. Se um homem possui todas aquelas coisas, mas se lhe faltar caridade, brandura e boa
vontade para com todos os homens, mesmo para com os que não forem cristãos, ele não
corresponde ao que é um cristão.
John Locke. Carta acerca da tolerância, São Paulo: Abril Cultural, 1973, Coleção Os Pensadores, vol. XVIII, p. 3.

2
Nota do jornal Estado de Minas
As perseguições contra cristãos aumentaram em 2018 no mundo pelo sexto ano consecutivo, de
acordo com a ONG Portas Abertas, que publicou nesta quarta-feira (16) o seu índice anual. Esta
organização protestante analisa a situação dos cristãos que são vítimas de opressão,
discriminação e até assassinatos em 50 países do mundo. No total, 245 milhões de cristãos -
católicos, ortodoxos, protestantes, batistas, evangélicos, pentecostais, cristãos expatriados,
convertidos - são perseguidos, o que equivale a "um a cada nove cristãos", em comparação com
um em cada doze no ano passado, de acordo com a organização. O número de cristãos mortos
aumentou de 3.066 para 4.305 entre novembro de 2017 e outubro de 2018, um aumento de 40%.

Notícia do Jornal Estado de Minas. Postado em 16/01/2019 09h47 - [Link], 27º 14º - Belo Horizonte
Disponível em
[Link]
[Link]

Mortes e perseguições marcaram a propagação de religiões cristãs pela Europa após a Reforma
protestante, tendo como consequências conflitos políticos e sociais. Sobre esse tema:
a) Com base no texto 1, identifique um aspecto das guerras religiosas no contexto da Reforma
protestante.

b) Destaque uma semelhança entre os contextos históricos indicados a partir dos textos 1 e 2.

4. COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS

11. (UFJF-PISM 1 /2023) Leia o trecho abaixo:


“Quando se trata do tema da conquista e colonização do continente americano, inevitavelmente
surge o assunto da imposição de novas pautas culturais a população indígena e sua consequente
aculturação, que se tem apresentado tradicionalmente como o resultado de um processo brutal
e coercitivo. [...] o impacto da conquista militar e espiritual foi dando passo a um lento e profundo
processo de reacomodação por parte da população indígena [...]”.

Fonte: ALBERRO, Solange. A aculturação dos espanhóis na América colonial. In: BERNAND, Carmen
(org.). Descobrimento, conquista e colonização da América a quinhentos anos. Espanha: Fundo de
Cultura Econômica, 1994, p. 249. Tradução livre.

Sobre as populações indígenas mediante o processo de colonização:


a) Cite DUAS formas de resistência indígena ao colonizador espanhol.

b) Explique o impacto da conquista espanhola para as populações indígenas do ponto de vista


cultural.

12. (UFJF-PISM 1/ 2022) Leia o texto.


“Torna-se claro na leitura do Mayflower Compact (acordo firmado pelos colonos a bordo do navio
Mayflower, em 1620, que se tornaria base para a constituição do primeiro sistema de governo
em solo norte-americano), que a viagem ao Novo Mundo, bem como o estabelecimento de um
arranjo político para administrar o empreendimento, era tarefa subordinada primeiramente a
Deus e à fé cristã, e apenas subsidiariamente ao poder secular do rei da Inglaterra. Segundo o
texto do acordo, a colônia seria fundada ‘para a glória de Deus e o avanço da fé cristã, e a honra
de nosso rei e nosso país’. Um sistema religioso (e um propósito espiritual) precedia a ordem
política.”
FONSECA, Carlos da. Deus está do nosso lado: excepcionalismo e religião nos EUA. Rio de Janeiro.
Contexto Int. v. 29, n. 1, jun. 2007. p. 161.

Sobre a colonização da América Inglesa é CORRETO afirmar que:


a) O sistema religioso e o propósito espiritual que orientaram a formação das 13 Colônias no
território que hoje faz parte dos Estados Unidos eram, respectivamente, o puritanismo e a
missão de criar a nação mais excepcional do mundo.
b) A despeito dos interesses expressos no Mayflower Compact, o que vigorou nas 13 Colônias
e mesmo após a expansão para o Oeste foi uma colonização por exploração semelhante às
implementadas na América Portuguesa e na América Espanhola.
c) As ideias expressas no Mayflower Compact não produziram efeitos sobre os projetos
expansionistas verificados na expansão para o Oeste e na doutrina do Destino Manifesto,
ficando restritas à formação inicial das 13 Colônias.
d) A adoção do sistema de plantation no conjunto das 13 Colônias foi orientada pelo acordo
entre as monarquias absolutistas europeias e a Igreja Católica com vistas ao desenvolvimento
de uma grande nação agrário-exportadora e católica.
e) As ideias expressas no Mayflower Compact fizeram com que nas 13 Colônias apenas a
mão de obra livre e assalariada fosse adotada, sendo a escravização de africanos restrita aos
contextos da América Portuguesa e da América Espanhola.
13. (UFJF-PISM 1 2022) Leia o texto.
“... o entendimento das histórias e cosmologias das elites dirigentes mesoamericanas e
andinas produzidas nesses séculos [XIV-XVI] é altamente relevante porque suas concepções
foram amplamente usadas como fundamentos ideológicos na constituição e expansão das
mencionadas redes políticas de aliança e/ou de domínio. Além disso, tais concepções e seus
respectivos usos, ao lado de uma série de outros fatores de natureza econômica ou política,
foram também componentes bastante ativos da constituição da ordem sociopolítica que se
erigiu no primeiro século do período colonial.”
SANTOS, Eduardo Natalino dos. Textos e imagens, histórias e cosmologias indígenas da
Mesoamérica e Andes Centrais. São Paulo: Intermeios, 2020, p. 11.

Sobre as cosmologias dos povos maias, incas e astecas que viviam no continente americano
antes da chegada de Cristóvão Colombo (1492), assinale a alternativa CORRETA:
a) As concepções de mundo das populações maias, incas e astecas se identificavam com as
dos povos do Oriente no comércio das especiarias.
b) Maias, incas e astecas viviam na América com estruturas de poder e instituições
semelhantes aos modelos estabelecidos por monarcas europeus de fins do século XIV.
c) Os povos pré-colombianos do Novo Mundo possuíam formas de organização política,
econômica e cultural que foram transformadas no contexto do contato com os europeus.
d) O entendimento das cosmologias dos povos pré-colombianos teve pouco impacto sobre os
contatos destes grupos com os europeus.
e) Os povos pré-colombianos possuíam vantagem frente aos europeus graças ao
desconhecimento dos últimos sobre as relações estabelecidas entre os primeiros.

14. (UFJF-PISM 1 /2020) Analise a imagem:

[Link]
Com um passado colonial marcado pela apropriação de terras, escravidão e extermínio de
populações indígenas, como a imagem acima demonstra, o Brasil só conseguiu eleger uma
mulher indígena para o cargo de deputada federal em 2019. Joêmia Batista de Carvalho (Rede-
RR) conhecida como Joêmia Wapichana foi eleita com mais de 8 mil votos. Neste mesmo ano,
o governo federal ameaçou destituir a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) da função de
demarcar as terras indígenas, prometendo ainda reverter algumas terras já demarcadas,
argumentando que a manutenção delas nas mãos dos povos indígenas atrapalha a exploração
de minério. Em resposta, a deputada federal Joêmia Wapichana, esclareceu:
“Para os povos indígenas, a riqueza é quando você tem saúde, terra para viver sem ameaças,
estar num clima tranquilo, ter alimentação saudável para a família, ter terra demarcada, uma
cultura preservada, uma coletividade respeitada. Os valores que ele tem são o da cobiça, que
vem justamente trazer esse choque da exploração. Ele preza tanto o valor da família, deveria ver
o lado indígena também. O valor espiritual é uma riqueza também. Todo mundo só vê a
exploração mineral como a riqueza que pode trazer, nunca vê o prejuízo: a divisão, a violência,
a influência externa do alcoolismo, a perda da cultura”.
[Link]

a) Com base na imagem e na fala da deputada, identifique duas características que definem o
contato entre indígenas e portugueses no início da colonização.

b) A partir da fala da deputada, diferencie as posições políticas em relação à posse da terra


atualmente.

15. (UFJF-PISM 1 /2023) Leia o trecho a seguir:

“[...] Desde o início da colonização brasileira, a questão indígena ocupou um espaço importante
na legislação portuguesa, centrada, predominantemente, no tema da liberdade. A necessidade
premente de organizar uma produção voltada para o mercado e acelerar o povoamento das
terras recém-descobertas levou os colonos portugueses a dispor dos habitantes nativos como
mão de obra para o cultivo da terra e para a defesa dos ataques e tentativas de invasão de outros
países europeus. Em razão disso, em 1570, foi publicada a primeira lei determinando a liberdade
dos indígenas, que previu também os casos em que seriam permitidos o aprisionamento e o uso
do trabalho compulsório, justificados pela guerra justa e pelo resgate. [...]. ”

Fonte: Diretores/Diretório dos índios. In: MAPA, Memória da Administração Pública Brasileira. Disponível em:
[Link] Acesso em: 22 ago. 2022.

Sobre a escravidão indígena no Brasil colonial, é CORRETO afirmar que:


a) Um dos motivos para o exercício da escravidão indígena estava associado à sua agilidade
para o trabalho em comparação aos povos africanos recém-chegados à América portuguesa.
b) A escravidão indígena foi considerada ilegal desde o século XVI, porém isso não impediu a
continuidade de ações escravizadoras contra esses grupos, especialmente em relação aos não
convertidos ao catolicismo.
c) A aquisição da liberdade indígena estava ligada a prática dos bons serviços prestados aos
seus senhores nas terras do Brasil na extração da madeira de pau-brasil e no cultivo do açúcar.
d) A escravidão indígena foi, durante muito tempo, relacionada a prática da doutrina protestante,
visto que a proibição de cultos católicos no Brasil colonial perdurou até fins do século XVIII.
e) A escravidão indígena foi considerada ilegal no século XVIII graças ao aumento de compras
de alforria pelos cativos com o crescimento das atividades mineradoras no Centro-Sul da colônia.

16. (UFJF-PISM 1/ 2016) Esta é a imagem atribuída a Zumbi dos Palmares

O dia 20 de novembro, dia da morte de Zumbi dos Palmares, é considerado em muitas cidades
brasileiras, o dia da Consciência Negra. A figura de Zumbi dos Palmares é especialmente
reivindicada pelos movimentos sociais como símbolo de resistência e de luta contra a opressão
sofrida pelos negros. Acerca desta questão responda ao que se pede:
a) O que foi o Quilombo dos Palmares?

b) Cite e analise DUAS OUTRAS formas de resistência à escravidão.

17. 1. (UFJF-PISM 1 2023 - ADAPTADA) Leia os trechos a seguir:


Trecho I

Sou as Minas, a que me estranhas.


Pois com tanta riqueza nas entranhas;
Dei o peito indigesto ao movimento;
Na gigante máquina a poder de braços
Soltei da vida os hálitos escassos;
Abateram dos montes a estatura
Que eram membros fatais desta figura
Os soberbos outeiros.
Dando os últimos ais, e derradeiros;
Caiu já das serras a grandeza
Envolta na mortalha da tristeza
Ficando assim vencida de outro Império
Para ser de mim mesma cemitério (...)”
Fonte: Carta que veio das minas, dizendo por figura o estado em que se achavam: que veio no ano de 1727 a um
amigo. Academia das Ciências de Lisboa, Série Vermelha de Manuscritos, [1727?]. In: CAPANEMA, 2013. p. 61.

Trecho II
“[...] O Brasil vivenciou dois grandes desastres ambientais associados à atividade mineradora
nos últimos anos. O primeiro, na cidade de Mariana, em Minas Gerais, em 2015, e o segundo,
em Brumadinho, também nesse estado, em 2019. Nessas duas cidades, barragens de rejeitos
foram rompidas, deixando as cidades sob a lama, provocando dezenas de mortes e afetando
toda a biodiversidade da área. Rios e solo foram contaminados, animais perderam-se em meio
à lama, famílias perderam suas casas, meios de sustento”.
Mineração. Disponível em: [Link] Acesso em: 21 ago. 2022.

A respeito da mineração no Brasil, é CORRETO afirmar que:


a) Em ambos os períodos históricos a atividade mineradora preocupou-se com a segurança dos
trabalhadores nas minas.
b) Em ambos os períodos históricos a atividade mineradora não se preocupou com a qualificação
e especialização da mão de obra utilizada.
c) Em ambos os períodos históricos a atividade mineradora assumiu papel pouco relevante no
conjunto das atividades econômicas do Brasil.
d) Em ambos os períodos históricos a mineração provocou prejuízos ao meio ambiente, a partir
de ações humanas.
e) Em ambos os períodos históricos a atividade mineradora teve como consequência a redução
de desigualdades socioeconômicas.

18. (UFJF-PISM 1 /2023) Leia o trecho abaixo:


“[...] Além da homossexualidade e da bestialidade, a bigamia, o adultério, o concubinato e o
assédio dos padres às mulheres eram condenados como atos e pensamentos impuros. A ênfase
doutrinária sobre a castidade pré-nupcial, a fidelidade no casamento e as relações sexuais como
obrigação conjugal com vistas à reprodução e não ao prazer enfrentava uma resistente
permissividade da população, documentada no sexo antes do casamento, no nascimento de
filhos ilegítimos, na aceitação de uniões consensuais e na prostituição [...]”.
Fonte: SCHWARTZ, Stuart. Cada um na sua lei. Tolerância religiosa e salvação no mundo atlântico ibérico. São
Paulo/Bauru: Com Letras/Edusc, 2009, p. 50.

Sobre o tribunal da Inquisição no Brasil colonial, é CORRETO afirmar que:


a) A Inquisição foi criada com a intenção de reduzir a reprodução da sociedade luso-brasileira
através do casamento.
b) A Inquisição enfraqueceu os valores europeus na América portuguesa ao incentivar o
racionalismo do Renascimento em consonância com a fé cristã.
c) A Inquisição objetivava controlar o comportamento da sociedade luso-brasileira, ainda que
ocorressem no cotidiano práticas consideradas pecaminosas.
d) A Inquisição fortaleceu as religiões de culto protestante no Brasil e, por consequência,
desmobilizou as instâncias católicas no conjunto do Império Português.
e) A Inquisição tinha por objetivo congregar a comunidade judaica no Brasil, especialmente no
Nordeste invadindo pelos holandeses no século XVII.
GABARITO
1. A

2. C

3. a) A democracia participativa. A democracia ateniense era exercida de forma direta por


aqueles considerados cidadãos em Atenas.

b) A cidadania, em Atenas, não abrangia mulheres, estrangeiros e escravos. A exclusão cidadã


impedia o exercício da democracia.

4. A

5. a) O termo bárbaro foi criado pelos gregos na Antiguidade para fazer referência aos que não
conheciam a cultura grega, ao “outro”, o termo possuía um caráter pejorativo. A ideia de
“bárbaro” foi também utilizada pelos romanos fazendo referência aos povos germânicos que
não habitavam o Império Romano, tais como, godos, visigodos, ostrogodos, francos, entre
outros. A Carta Papal escrita no século VI mostra que o Império Romano do Ocidente já havia
caído, em larga medida, pelas invasões bárbaras.

b) Ao observar o discurso do presidente Donald Trump fazendo referência ao muro entre o


México e a Califórnia e comparando com a primeira imagem podemos observar que há um
preconceito e desprezo com o “outro”, além de considerar que o “outro” é inferior e bárbaro
enquanto o “eu” é civilizado.

6. Poder político descentralizado prevalecendo o poder local dos nobres que eram os senhores
feudais. Com o enfraquecimento da esfera de atuação do Estado, as relações pessoais tornavam-
se mais fortes. Essas relações, conhecidas como “feudo-vassálicas” ou de suserania e de
vassalagem, originaram-se das tradições romanas e germânicas e consistiam no ato de um
senhor doar bens, sobretudo terras e direitos a outro senhor em troca de alguns favores e
obrigações.

7. A

8. B

9. A

10. a) Podemos citar a Noite de São Bartolomeu, nos Países Baixos, as Guerras de Camponeses,
na Alemanha, a Guerra dos Trinta Anos, envolvendo diferentes países europeus e a Revolução
Puritana, na Inglaterra.
b) Podemos citar a intolerância religiosa como contexto em comum.

11. a) Podemos citar as tentativas de fuga e os ataques aos colonos.


b) O impacto cultural foi brutal e negativo. A partir da escravização e da catequese, as
populações indígenas foram obrigadas a se afastar da própria cultura, o que levou a um
acentuado processo de aculturação.
12. A
13. C
14. a) Podemos citar o choque cultural, que levou a um processo de aculturação e dizimação dos
indígenas, e o intercâmbio cultural, que modificou ambas as culturas a partir de um processo de
assimilação cultural.
b) Existe a posição política de defesa do índio e do seu direito à posse da terra e a posição política
de defesa do Estado e do seu direito à exploração de riquezas minerais e vegetais.

15. B
16. a) O Quilombo dos Palmares foi o maior foco de resistência à escravidão no Brasil colonial.
Os quilombos eram comunidades de resistência criados por negros fugitivos em meio às matas
brasileiras.
Zumbi era a designação dada ao líder de um quilombo. Então, Zumbi dos Palmares era o líder
do Quilombo dos Palmares, fundado no interior do atual estado de Alagoas para abrigar negros
fugitivos e protegê-los dos seus senhores.
Nos quilombos, a vida era comunitária e a preocupação era evitar a descoberta dos negros pelos
senhores de escravos.
b) Poderiam ser citados: suicídios, abortos, fugas, atos violentos contra feitores e senhores,
práticas religiosas africanas, o desrespeito às ordens senhoriais e a prática da capoeira, entre
outras.
17. D
18. C

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