Preparação para a gramática
1. Funções Sintáticas
- Predicado: verbo e tudo o que está à direita do verbo.
Quem? – Sujeito
O que? -Complemento direto
A quem? – Complemento indireto
- Complemento oblíquo:
Não se pode tirar da frase;
É habitualmente introduzido por preposições;
Dá informação de lugar, tempo e modo;
Não pode substituir-se por -lhe.
*NOTA: todos os verbos de movimento pedem complemento
oblíquo.
**NOTA: os verbos sentir-se, portar-se e verbos que traduzem
peso, medida ou custo pedem complemento oblíquo.
- Complemento do nome:
Completa e clarifica o sentido do nome;
Não se pode tirar da frase;
Nomes que indicam graus de parentesco, relações socias ou
profissionais;
Nomes derivados de verbos (deverbais);
Nomes que exprimem acontecimentos ou aspetos artísticos;
Nomes que indicam partes do todo.
- Complemento do adjetivo:
Completa o sentido do adjetivo;
- Complemento agente da passiva:
Só ocorre na forma passiva da frase;
É introduzido pela preposição -por/-pelo.
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1. Funções Sintáticas
- Predicativo do Sujeito:
Dá qualidades ao nome/sujeito;
É pedido pelos verbos copulativos.
- Predicativo do complemento direto:
Dá qualidades ao complemento direto;
É pedido pelos verbos transitivos predicativos.
*NOTA: verbos que pedem predicativo do complemento direto
(considerar, declarar, julgar, chamar, eleger, nomear, ter, tornar,
fazer, etc...).
- Modificador:
Pode tirar-se ou mover-se na frase;
Do grupo verbal: dá informações de lugar, tempo e modo
Do nome:
- Restritivo: restringe e delimita o sentido do nome;
- Apositivo: apenas e acrescenta informação sobre o nome e
surge sempre entre vírgulas.
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2. Orações
Relembra:
- Frase simples: uma ideia, um verbo.
-Frase complexa: dois verbos, duas ideias, duas ou mais orações.
De modo a ter uma visualização geral, temos tal esquema:
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3. Orações coordenadas
- As orações coordenadas são independentes entre si;
- São classificadas em cinco tipos:
Adversativas- oposição (ex: mas)
Copulativas- adição (ex: e; nem; não só... mas também)
Conclusivas- conclusão (ex: logo; portanto)
Disjuntivas- alternância (ex: ou; ora...ora)
Explicativas- explicação (ex: pois)
4. Orações subordinadas
- As orações subordinadas são dependentes entre si (oração
subordinante e oração subordinada);
- Se subdividem em três grandes grupos:
Substantivas:
- Completivas: conjunções (que; se; para; com)
- Relativas: advérbios relativos (quem; onde; quanto)
Adjetiva relativa – dá qualidades, modificando o nome (que;
onde; cujo)
- Restritivas: restringe e delimita o sentido do nome
- Explicativa: adiciona informação ao nome/ surge entre vírgulas
Adverbiais: advérbios ou locuções adverbiais
- Temporal (ex: quando)
- Final (ex: a fim de)
- Causal (ex: porque; visto que)
- Condicional (ex: se)
- Comparativa (ex: como)
- Concessiva (ex: embora; ainda que)
- Consecutiva (ex: TTT - tanto... que; tal... que; tão... que)
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5. Coesão textual
- A coesão é uma categoria que remete para os mecanismos que
estruturam o texto, que integram e articulam a informação de forma
sequenciada e organizada;
- A coesão textual subdivide-se em dois grandes grupos: lexical e
gramatical.
Sobre a coesão lexical:
- Por reiteração (repetição);
- Por substituição:
Sinonímia;
Antonímia;
Hiperonímia/Hiponímia (relação de hierarquia, ex: flor- cravo,
rosa, tulipa);
Holonímia/Meronímia (relação todo/parte, ex: flor- caule,
raízes, folhas).
Sobre a coesão gramatical:
Referencial- remete para os mecanismos que impedem a
repetição dos referentes: pronomes pessoais e pronomes
possessivos;
Anafórica- quando o referente surge primeiro que o pronome;
Ex: O Pedro é muito perspicaz, ele compreende a mensagem.
Catafórica- o referente surge depois do pronome;
Ex: Ela sabia o que fazia, a Rita organizou-se de forma a vencer
o concurso.
Elíptica- não há necessidade de substituir o referente
(subentendido);
Ex: A Ana comprou alguns livros e ofereceu alguns.
Correferência não anafórica- o referente é designado por
outros vocábulos que o identificam;
Ex: Saramago alcançou notoriedade, o Nobel sobre ler a
humanidade.
Interfrásica- ocorre entre orações ou entre parágrafos. Os
mecanismos são as conjunções e locuções conjuncionais, os
conectores e os articuladores do discurso;
Ex: A Rita chegou cedo, contudo não conseguiu bons lugares.
Frásica- ocorre dentro de uma frase simples. Os mecanismos
são as concordâncias em género e número, as preposições e a
organização sintática;
Ex: ir ao encontro de—ir de encontro a.
Temporal- refere-se aos tempos e modos verbais que conferem
sequência e organização temporal aos textos. Os mecanismos
são os advérbios de tempo e expressões temporais de tempo e
tempos e modos verbais.
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6. Modalidade
- É uma categoria gramatical que evidencia a relação do locutor com
o enunciado que produz e o efeito do seu enunciado a quem se dirige;
- A modalidade pode ser:
Epistémica- remete para a relação do locutor com o seu
enunciado
- de certeza;
- de probabilidade.
Deôntica- remete para a ação que o locutor quer exercer sobre
o interlocutor com o seu enunciado
- de obrigação;
- de permissão;
Apreciativa- evidencia emoções, juízos de valor ou opiniões do
locutor.
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7. Atos ilocutórios/de fala
- É a categoria gramatical que traduz a intencionalidade comunicativa
do discurso. Expressões, textos que procuram agir sobre o
interlocutor;
- Os atos ilocutórios podem ser:
Assertivo: traduz uma oposição, verdade assumida por quem
fala;
Ex: O Pedro está convicto de que o espetáculo vale a pena.
Declarativo: exprime uma realidade destinada a um público ou
grupo coletivo com caráter informativo;
Ex: Declaro a sessão encerrada.
Expressivo: traduz emoções, sentimentos ou estado de
espírito de quem fala;
Ex: Agradeço a tua atenção.
Diretivo: pretende levar o interlocutor a realizar uma ação
(frases interrogativas e imperativas);
Ex: Podes trazer-me o caderno?
Compromissivo: exprimem um compromisso assumido pela
pessoa que fala;
Ex: Trago-te o livro amanhã.
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8. Valor aspectual
- É uma categoria gramatical que exprime o momento temporal ou a
perspetiva temporal do enunciado.
- Existem 5 tipos de valor aspetual:
Valor perfetivo: a ação está concluída (tempos verbais no
pretérito perfeito);
Ex: A Ana acabou de sair de casa.
Valor imperfetivo: a ação ainda não terminou ou alongou-se
ao longo do tempo (pretérito imperfeito do indicativo);
Ex: O Nuno estava a ver televisão.
Valor genérico: a ação é apresentada como atemporal e
verdadeira em qualquer situação (presente do indicativo,
provérbios ou aforismos).
Ex: A vacinação previne doenças.
Valor habitual: quando o enunciado descreve uma ação que
decorre num período ilimitado (presente do indicativo,
advérbios de tempo ou modo e expressões temporais)
Ex: Ela costuma correr todos os dias de manhã.
Valor iterativo: quando o enunciado descreve uma ação que
se repete ao longo de um tempo limitado (tempos compostos e
pretérito perfeitos acompanhados de expressões temporais);
Ex: Ultimamente temos ido ao cinema; Durante infância, passei
férias na aldeia.