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Manual de Campanha: Comando de Operações Especiais

O Manual de Campanha EB70-MC-10.305, aprovado pela Portaria nº 142-COTER em 2019, apresenta a estrutura, funções e operações do Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro. O documento orienta as Organizações Militares na constituição de Forças de Operações Especiais e detalha as capacidades operativas e as atividades a serem realizadas. Além disso, estabelece diretrizes para o planejamento e execução de operações especiais em contextos variados.

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Manual de Campanha: Comando de Operações Especiais

O Manual de Campanha EB70-MC-10.305, aprovado pela Portaria nº 142-COTER em 2019, apresenta a estrutura, funções e operações do Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro. O documento orienta as Organizações Militares na constituição de Forças de Operações Especiais e detalha as capacidades operativas e as atividades a serem realizadas. Além disso, estabelece diretrizes para o planejamento e execução de operações especiais em contextos variados.

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EB70-MC-10.

305

MINISTÉRIO DA DEFESA

EXÉRCITO BRASILEIRO

COMANDO DE OPERAÇÕES TERRESTRES

Manual de Campanha

O COMANDO DE OPERAÇÕES
ESPECIAIS

1a Edição
2019
EB70-MC-10.305

MINISTÉRIO DA DEFESA

EXÉRCITO BRASILEIRO

COMANDO DE OPERAÇÕES TERRESTRES

Manual de Campanha

O COMANDO DE OPERAÇÕES
ESPECIAIS

1a Edição
2019
PORTARIA Nº 142-COTER, DE 06 DE AGOSTO DE 2019

Aprova o Manual de Campanha EB70-MC-


10.305 – O Comando de Operações Especiais,
a
1 Edição, 2019, e dá outras providências.

O COMANDANTE DE OPERAÇÕES TERRESTRES, no uso da


atribuição que lhe confere o inciso III do art. 16 das INSTRUÇÕES GERAIS
PARA O SISTEMA DE DOUTRINA MILITAR TERRESTRE – SIDOMT (EB10-
a
IG-01.005), 5 Edição, aprovadas pela Portaria do Comandante do Exército nº
1.550, de 8 de novembro de 2017, resolve:
o
Art. 1 Aprovar o Manual de Campanha EB70-MC-10.305 O Comando
a
de Operações Especiais, 1 Edição, 2019, que com esta baixa.
o
Art. 2 Determinar que esta Portaria entre em vigor na data de sua
publicação.

Gen Ex JOSÉ LUIZ DIAS FREITAS


Comandante de Operações Terrestres

(Publicado no Boletim do Exército nº 33, de 16 de agosto de 2019)


As sugestões para o aperfeiçoamento desta publicação, relacionadas aos
conceitos e/ou à forma, devem ser remetidas para o e-mail
[Link]@[Link] ou registradas no site do Centro de Doutrina do
Exército [Link]

A tabela a seguir apresenta uma forma de relatar as sugestões dos leitores.

Redação Redação Observação/Comentário


Manual Item
Atual Sugerida
FOLHA REGISTRO DE MODIFICAÇÕES (FRM)

NÚMERO ATO DE PÁGINAS


DATA
DE ORDEM APROVAÇÃO AFETADAS
ÍNDICE DE ASSUNTOS

Pag
CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO
1.1 Finalidade..............HHHH....HHHHHHHHHHHHH.....HH... 1-1
1.2 Considerações Iniciais...HHH.....[Link].... 1-1
1.3 Definições BásicasHHHHHHHHHHHHHHHHH..H....HH.. 1-2
CAPÍTULO II – O COMANDO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
2.1 Considerações [Link].....HHHHHHHHHHHHHH. 2-1
2.2 Def in iç ão ..HHHHHH.....................HHHHHHHHHHHHH. 2-1
2.3 Capacidades Operativas ...[Link]...........HHHHHH...HHH.. 2-1
2.4 Atividades e Tarefas....HHHHHH.............................HHHHHH.. 2-2
2.5 Estrutura Organizacional...................................................................... 2-3
CAPÍTULO III – O COMANDO DO COMANDO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
3.1 Considerações Gerais......................................................................... 3-1
3.2 Atribuições.......................................................................................... 3-1
CAPÍTULO IV – A COMPOSIÇÃO DOS MEIOS DO COMANDO DE
OPERAÇÕES ESPECIAIS
4.1 Considerações Gerais.......................................................................... 4-1
4.2 Elementos de Emprego........................................................................ 4-1
4.3 Elementos de Apoio Administrativo e de Ensino.................................. 4-7
CAPÍTULO V – O EMPREGO DO COMANDO DE OPERAÇÕES
ESPECIAIS
5.1 Considerações Gerais.......................................................................... 5-1
5.2 Comando Enquadrante........................................................................ 5-1
5.3 Concepção de Emprego....................................................................... 5-2
5.4 Formas de Emprego............................................................................. 5-3
5.5 Inteligência........................................................................................ 5-7
5.6 Logística.......................................................................................... 5-9
5.7 Comando e Controle....................................................................... 5-10
GLOSSÁRIO
REFERÊNCIAS
EB70-MC-10.305

CAPÍTULO I

INTRODUÇÃO

1.1 FINALIDADE

1.1.1 Este Manual de Campanha (MC) apresenta o Comando de Operações


Especiais (C Op Esp) do Exército Brasileiro (EB), sua estrutura organizacional,
sua concepção de emprego, no contexto das operações militares, e os
conceitos a ele relacionados.

1.1.2 Destina-se, ainda, a orientar suas Organizações Militares (OM) na


constituição de uma Força de Operações Especiais (F Op Esp) ou na
participação como elemento integrante desta.

1.2 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

1.2.1 Alinhado com o Planejamento Baseado em Capacidades (PBC) adotado


pelo EB, o C Op Esp contribui na geração de forças por meio do
1
desenvolvimento de Capacidades Operativas (CO) . Nesse sentido, orienta-
se pelos diplomas legais brasileiros e pela análise da conjuntura e dos cenários
prospectivos, atuando contra as ameaças concretas e potenciais ao Estado e
interesses nacionais.

1.2.2 A sua estrutura organizacional é composta por Elementos de Emprego,


de Apoio Administrativo e de Ensino. Essa estrutura é capaz de agregar
módulos operativos externos, proporcionando-lhe flexibilidade e otimização dos
recursos.

1
Capacidades Operativas (CO) são as capacidades de uma OM para realizar
determinado tipo de operação ou, ainda, são as aptidões requeridas a uma força ou
organização militar, para que possam obter um efeito estratégico, operacional ou tático.
São obtidas a partir de um conjunto de sete fatores determinantes, inter-relacionados e
indissociáveis: Doutrina, Organização (e/ou processos), Adestramento, Material,
Educação, Pessoal e Infraestrutura - que formam o acrônimo DOAMEPI.
1-1
EB70-MC-10.305

1.3 DEFINIÇÕES BÁSICAS

1.3.1 As abreviaturas, siglas, termos e definições utilizados neste MC estão


inseridos nos glossários do Ministério da Defesa (MD), do Exército Brasileiro
(EB) e no MC Operações Especiais - EB70-MC-10.212.

1.3.2 No contexto deste manual, são considerados determinados conceitos


básicos, apresentados a seguir.

[Link] Operações Especiais (Op Esp): são operações conduzidas por forças
militares especialmente organizadas, treinadas e equipadas, em ambientes
hostis, negados ou politicamente sensíveis, visando a atingir objetivos militares,
políticos, psicossociais e/ou econômicos, empregando capacitações militares
específicas não encontradas nas forças convencionais. Podem ser conduzidas
de forma singular, conjunta ou combinada, normalmente em ambiente
interagências, em qualquer parte do espectro dos conflitos.

[Link] Força(s) de Operações Especiais (F Op Esp): são forças destinadas


à execução das Operações Especiais - frações de Forças Especiais,
Comandos e os seus apoios que possuem habilitações e especializações para
operar em ambientes hostis, negados ou politicamente sensíveis. As F Op Esp,
em termos gerais, podem ser caracterizadas por serem tropas de altíssimo
desempenho que realizam missões especiais baseadas em suas capacidades
específicas. Também são consideradas F Op Esp as tropas especiais análogas
das demais Forças Singulares.

[Link] Forças Convencionais (F Convl): são aquelas destinadas à execução


das operações militares convencionais (singulares, conjuntas ou combinadas).
Compreendem, de modo geral, as frações, as subunidades (SU) e as unidades
(U) das Armas, Quadro e Serviço, assim como as grandes unidades (GU) e os
grandes comandos operativos (G Cmdo Op) da F Ter.

[Link] Ações Diretas: são ações ofensivas de pequena envergadura e de


curta duração, realizadas por tropa capacitada, de valor e constituição
variáveis, por meio de uma infiltração terrestre, aérea e/ou aquática, contra
alvos de valor significativo, localizados em ambientes hostis, negados ou
politicamente sensíveis. São operações cumpridas exclusivamente por F Op
Esp, particularmente tropas de Comandos. Podem ser conduzidas de forma
autônoma ou em apoio a operações militares convencionais.

[Link] Ações Indiretas: consistem na organização, desenvolvimento,


equipagem, instrução, direção e/ou assessoramento de forças irregulares,
regulares, auxiliares e de atores estatais e não estatais, para a consecução de
objetivos políticos, econômicos, psicossociais e/ou militares em situação de
guerra e de não guerra. As ações indiretas são realizadas por integrantes das
Forças Especiais.

1-2
EB70-MC-10.305

[Link] Reconhecimento Especial: é a operação realizada por Forças de


Operações Especiais, em áreas hostis, negadas ou politicamente sensíveis,
com o propósito de obter, confirmar ou atualizar dados e conhecimentos de
importância estratégica, operacional ou, eventualmente, tática, fundamentais
para o planejamento e para a condução de operações militares, empregando
capacidades normalmente não encontradas em forças convencionais.

1-3
EB70-MC-10.305

CAPÍTULO II

O COMANDO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

2.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS

2.1.1 No amplo espectro dos conflitos atuais, o C Op Esp reúne capacidades


para a condução dos diferentes tipos de operações especiais (Ações Diretas,
Ações Indiretas e Reconhecimento Especial), além das operações psicológicas
e de defesa química, biológica, radiológica e nuclear (DQBRN).

2.1.2 Além disso, o C Op Esp pode participar de outros tipos de operações, nas
quais suas capacidades específicas sejam requeridas, obedecidos os critérios
2
para emprego de seus elementos operativos, observadas as características
3 4
das operações especiais , bem como seguidos os seus princípios .

2.1.3 Atualmente, é o único comando operativo de Operações Especiais


permanentemente ativado, regular e capaz de integrar, planejar e empregar Op
Esp, no âmbito das Forças Armadas brasileiras.

2.2 DEFINIÇÃO

2.2.1 O C Op Esp é responsável por orientar, planejar e executar as operações


especiais do EB. Nesse sentido, possui CO específicas que permitem a
realização de suas atividades e tarefas, contando com estrutura organizacional,
pessoal e materiais especializados.

2.3 CAPACIDADES OPERATIVAS

2.3.1 Dentre as CO preconizadas pelo Catálogo de Capacidades, o C Op Esp


possui, sobretudo, as seguintes capacidades:
a) operações especiais;
b) operações psicológicas; e

2
Os critérios para emprego das Op Esp estão descritos no Capítulo IV do Manual
Operações Especiais.
3
São características das operações especiais: o alto risco, a baixa visibilidade, o
elevado grau de precisão e a dificuldade de coordenação e apoio.
4
Os princípios das operações especiais são: a adaptabilidade, a flexibilidade, a
integração, a modularidade, o objetivo, a restrição e a seletividade.

2-1
EB70-MC-10.305

c) proteção ao pessoal e proteção física.

2.3.2 O C Op Esp utilizará outras CO preconizadas no Catálogo de


5
Capacidades do Exército (2015-2035) , para desenvolver a CO de operações
especiais.

2.4 ATIVIDADES E TAREFAS

2.4.1 O C Op Esp, para cada missão que lhe é atribuída, identifica as


6 7
Atividades e as Tarefas a serem cumpridas para que as ações sejam
realizadas com eficácia pelos seus elementos operativos. São elas:

[Link] Planejar e conduzir as operações especiais.

[Link] Organizar e integrar uma força (tarefa) conjunta, combinada e/ou


interagências de operações especiais.

[Link] Planejar e conduzir operações psicológicas.

[Link] Integrar as capacidades e os recursos relacionados à informação.

[Link] Contribuir para a obtenção da consciência situacional.

[Link] Contribuir para a obtenção da superioridade de informações.

[Link] Planejar e conduzir a prevenção e o combate ao terrorismo.

[Link] Planejar e conduzir o apoio ao combate de seus elementos de


operações especiais.

5
O Catálogo de Capacidades do Exército (2015-2035) apresenta as capacidades
militares terrestres e capacidades operativas que visam à manutenção de um
permanente estado de prontidão para o atendimento das demandas de segurança e
defesa do País.
6
Conjunto de tarefas afins, reunidas segundo critérios de relacionamento,
interdependência ou de similaridade, cujos resultados concorrem para o
desenvolvimento de uma determinada função de combate.
7
Trabalho ou conjunto de ações, cujo propósito é contribuir para alcançar o objetivo
geral da operação. É um trabalho específico e limitado no tempo que agrupa passos,
atos ou movimentos integrados, segundo uma determinada sequência e destinado à
obtenção de um resultado determinado. As tarefas constituem ações a serem
executadas pelos diversos sistemas e elementos operativos.

2-2
EB70-MC-10.305

[Link] Planejar e conduzir as ações de Inteligência, Reconhecimento,


Vigilância e Aquisição de Alvos (IRVA), no contexto das operações especiais
ou em apoio a outras operações.

[Link] Planejar e conduzir as ações de DQBRN.

[Link] Planejar e conduzir as ações de recuperação de pessoal e/ou material


em ambientes hostis, negados ou politicamente sensíveis.

2.5 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

2.5.1 O C Op Esp está diretamente subordinado ao Comando Militar do


Planalto (CMP) e vinculado ao Comando de Operações Terrestres (CO Ter)
para fins de preparo e emprego.
8 9
2.5.2 Na sua estrutura organizacional , o C Op Esp possui OM operativas e
não operativas, as quais, integrando suas capacidades e especificidades,
contribuem para que este Grande Comando cumpra suas missões.

2.5.3 Salienta-se que a 3ª Companhia de Forças Especiais (3ª Cia FEsp) é


uma OM subordinada ao Comando Militar da Amazônia (CMA) e está vinculada
ao C Op Esp para fins de orientação doutrinária e de preparo.

Fig 2-1 Estrutura Organizacional do C Op Esp

8
A estrutura organizacional é o esquema que apresenta o comando e seus elementos
subordinados/integrantes.
9
OM operativas são aquelas organizadas, equipadas e adestradas para emprego em
operações militares.

2-3
EB70-MC-10.305

CAPÍTULO III

O COMANDO DO COMANDO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

3.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS

3.1.1 O Cmdo do C Op Esp é a organização militar responsável por planejar e


coordenar as atividades de Operações Especiais do C Op Esp, integrando e
coordenando as Operações Especiais da Força Terrestre com outras Forças
Armadas e agências. Pode, ainda, enquadrar todos os meios de Operações
Especiais adjudicados, não alocados às outras forças componentes.

3.1.2 O Cmdo do C Op Esp, haja vista a amplitude das operações especiais,


realiza o planejamento e a condução das operações, levando em conta
determinados aspectos, tais como as peculiaridades das diversas tarefas
atribuídas e a doutrina de Operações Especiais da Força Terrestre e das
demais Forças Armadas, no caso das operações conjuntas.

3.2 ATRIBUIÇÕES

3.2.1 O Cmdo do C Op Esp possui uma organização fixa, podendo ser


estruturado numa organização específica para atender às demandas do
planejamento da Força Terrestre. Nesse sentido, os meios que integram a
estrutura estabelecida para as demandas podem ser das suas Organizações
Militares Diretamente Subordinadas.

3.2.2 Conforme decisão de autoridade competente, outros meios podem ser


disponibilizados ou adjudicados ao Cmdo do C Op Esp.

3.2.3 O Comandante de Operações Especiais (Cmt Op Esp) é um oficial-


general, indicado pelo Comandante do Exército, possuidor dos Cursos de
Comandos e Forças Especiais.

[Link] Além das responsabilidades e prerrogativas inerentes à sua função, tem


como atribuições:
a) assessorar tecnicamente, por intermédio do Comando de Operações
Terrestres, o Comando do Exército, seu ODG e demais ODS, quanto à
especialização de recursos humanos, preparo, emprego e a logística das
operações especiais;
b) cumprir as diretrizes do Comando de Operações Terrestres quanto ao
preparo e emprego; e
c) contribuir para a manutenção da consciência situacional da Força Terrestre,
referente ao emprego das Operações Especiais.

3-1
EB70-MC-10.305

3.2.4 O Subcomandante de Operações Especiais (S Cmt Op Esp) é um coronel


do Quadro de Estado-Maior da Ativa, possuidor do Curso de Política e Alta
Administração do Exército, ou equivalente, e dos Cursos de Comandos e
Forças Especiais, indicado pelo Cmt Op Esp.

[Link] A principal atribuição do S Cmt Op Esp é secundar o Cmt Op Esp no


desempenho da sua função, bem como assessorar o Cmt Op Esp em todos os
aspectos relacionados ao C Op Esp.

3.2.5 O Chefe de Estado-Maior (Ch EM) Op Esp é um coronel possuidor dos


Cursos de Comandos e Forças Especiais, indicado pelo Cmt Op Esp.

[Link] As funções do EM do C Op Esp são estabelecidas em Quadro de


Cargos (QC) e possuem estrutura fixa. Eventualmente, para a composição do
Estado-Maior em células funcionais, no planejamento e execução de suas
tarefas, o Cmt Op Esp poderá estabelecer estruturas flexíveis, de acordo com a
missão recebida.

[Link] O EM C Op Esp é constituído, em princípio, pelas seguintes seções:


a) E1 – 1ª Seção – Pessoal;
b) E2 – 2ª Seção – Inteligência;
c) E3 – 3ª Seção – Operações;
d) E4 – 4ª Seção – Logística;
e) E5 – 5ª Seção – Planejamento;
f) E6 – 6ª Seção – Comando e Controle;
g) E7 – 7ª Seção – Comunicação Social;
h) E8 – 8ª Seção – Operações de Informação;
i) E9 – 9ª Seção – Assuntos Civis;
j) E10 – 10ª Seção – Administração Financeira;
k) Seção de Doutrina e Lições Aprendidas;
l) Ajudância Geral;
m) Seção Administrativa; e
n) Assessoria Jurídica.

3.2.6 O EM do Cmdo C Op Esp, em conformidade com as diretrizes do


Exército, no Brasil e/ou no exterior, deve orientar e coordenar as atividades
relacionadas ao planejamento, ao preparo e ao emprego das OM
subordinadas. Deve, ainda:

[Link] Garantir prontidão às OM subordinadas, atribuindo prioridade às F Op


Esp alocadas para emprego imediato.

[Link] Desenvolver táticas, técnicas e procedimentos (TTP) peculiares às F


Op Esp.

[Link] Conduzir cursos e estágios especializados de instrução.

3-2
EB70-MC-10.305

[Link] Consolidar, integrar, formular e manter atualizados os documentos que


compõem o preparo e o emprego do C Op Esp, integrados à administração do
pessoal, à logística e ao patrimônio.

[Link] Planejar e executar exercícios de adestramento, integrando suas OM


subordinadas aos diferentes ambientes operacionais do país e no exterior.

[Link] Participar de Operações de Adestramento Conjunto, com as demais


Forças Singulares, a cargo do Ministério da Defesa (MD), compondo uma
Força Conjunta de Operações Especiais (F Cj Op Esp) com capacidade de
acompanhamento das ações planejadas, sustentação logística adequada e
interoperabilidade entre as forças empregadas.

[Link] Participar de operações e/ou exercícios combinados com países


regionais e extracontinentais, compondo uma Força Combinada de Operações
Especiais, na estrutura de Força Expedicionária, com capacidade de
acompanhamento das ações planejadas, sustentação logística adequada e
interoperabilidade entre as forças empregadas.

[Link] Participar de missões de paz, compondo frações e/ou exercendo


funções específicas de Op Esp em contingentes selecionados para o
cumprimento de tarefas no componente militar da Força de Paz.

[Link] Gerenciar o seu orçamento e programa de recursos destinados.

[Link] Contribuir com a formulação e atualização da Doutrina Militar Terrestre


(DMT) relacionada às operações especiais.

[Link] Apoiar o estudo de projetos e necessidades para o início do Processo


Relativo à Obtenção de Produtos de Defesa (PRODE) e Materiais de Emprego
Militar (MEM) específicos para as operações especiais.

[Link] Cooperar com o Estado-Maior do Exército (EME) nos estudos para


fixação de políticas, estratégias e doutrinas militares relacionadas às operações
especiais.

[Link] Propor, em função das necessidades e prioridades operacionais, a


distribuição de MEM no âmbito do C Op Esp e da 3ª Cia FEsp.

[Link] Monitorar o desenvolvimento profissional de todo o pessoal das F Op


Esp.

3-3
EB70-MC-10.305

CAPÍTULO IV

A COMPOSIÇÃO DOS MEIOS DO COMANDO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

4.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS

4.1.1 O Comando de Operações Especiais possui constituição e organização


permanentes, sendo constituído por organizações militares subordinadas,
dentre as quais estão elementos operativos, de apoio, administrativos e de
ensino.

4.1.2 A organização para o combate do C Op Esp é flexível, de acordo com a


análise dos fatores da decisão, integrando as capacidades operativas de seus
elementos subordinados, devendo apoiar a campanha do maior escalão em
presença, observando-se suas peculiares formas de emprego.

4.2 ELEMENTOS DE EMPREGO

4.2.1 BATALHÃO DE FORÇAS ESPECIAIS

[Link] O Batalhão de Forças Especiais (B F Esp) é uma organização militar


especializada da Força Terrestre, orgânico do Comando de Operações
Especiais, que enquadra elementos de Forças Especiais, com capacidade de
planejar, conduzir e/ou realizar operações especiais (ações diretas, indiretas e
reconhecimento especial), bem como pode executar atividades e tarefas em
operações psicológicas, de inteligência e de informação.

[Link] Pela versatilidade que lhe conferem a estrutura, o grau de instrução e o


número de especialistas orgânicos, o B F Esp pode, ainda, ser empregado em
grande variedade de missões, tais como guerra de guerrilhas, subversão,
sabotagem, apoio à fuga e evasão, operações contra forças irregulares e
operações de prevenção e combate ao terrorismo.

[Link] Composição
a) Comando;
b) Estado-Maior;
c) 01 (uma) Companhia de Comando e Apoio;
d) 02 (duas) Companhias de Forças Especiais, a 04 (quatro) Destacamentos
Operativos de Forças Especiais cada; e
e) 01 (um) Destacamento Contraterrorismo, valor subunidade.

4-1
EB70-MC-10.305

Fig 4-1 Estrutura organizacional do B F Esp

4.2.2 BATALHÃO DE AÇÕES DE COMANDOS

[Link] O Batalhão de Ações de Comandos (BAC) é uma unidade


especialmente organizada, equipada e adestrada para o planejamento,
condução e execução de Ações Diretas. Com meios adjudicados, possui
mobilidade tática e estratégica, com a capacidade de realizar infiltração por
meios aéreos, terrestres ou aquáticos, a fim de realizar Ações de Comandos.

[Link] Composição
a) Comando;
b) Estado-Maior;
c) 01 (uma) Companhia de Comando e Apoio;
d) 03 (três) Companhias de Ações de Comandos, a 03 (três) Destacamentos
de Ações de Comandos; e
e) 01 (um) Destacamento de Reconhecimento e Caçadores.

4-2
EB70-MC-10.305

Fig 4-2 Estrutura organizacional do BAC

4.2.3 BATALHÃO DE APOIO ÀS OPERAÇÕES ESPECIAIS

[Link] O Batalhão de Apoio às Operações Especiais (B Ap Op Esp) tem por


missão realizar o apoio ao combate e apoio logístico ao C Op Esp e às suas
organizações militares subordinadas, particularmente em pessoal e material,
além de desdobrar a Base de Operações Especiais. Nesse sentido, realiza o
apoio à infiltração e exfiltração dos elementos operativos.

[Link] Composição
a) Comando;
b) Estado-Maior;
c) 01 (uma) Companhia de Comando e Apoio;
d) 01 (uma) Companhia de Suprimento;
e) 01 (uma) Companhia de Transporte;
f) 01 (uma) Companhia de Manutenção; e
g) 01 (uma) Companhia de Comando e Controle.

4-3
EB70-MC-10.305

Fig 4-3 Estrutura organizacional do B Ap Op Esp

4.2.4 BATALHÃO DE OPERAÇÕES PSICOLÓGICAS

[Link] O Batalhão de Operações Psicológicas (B Op Psc) tem por missão


planejar e conduzir as Operações Psicológicas em proveito do maior escalão
em presença ou mesmo das Forças de Operações Especiais.

[Link] Composição
a) Comando;
b) Estado-Maior;
c) Centro de Operações Psicológicas;
d) 01 (uma) Companhia de Comando e Apoio; e
e) 02 (duas) Companhias de Operações Psicológicas.

Fig 4-4 Estrutura organizacional do B Op Psc

4-4
EB70-MC-10.305

4.2.5 3ª COMPANHIA DE FORÇAS ESPECIAIS

[Link] A 3ª Companhia de Forças Especiais (3ª Cia FEsp) constitui a F Op Esp


avançada do C Op Esp na região amazônica, proporcionando significativo
incremento operacional ao Comando Militar da Amazônia, bem como
otimizando o emprego dos elementos orgânicos do C Op Esp que venham a
ser desdobrados nessa região.

[Link] Composição
a) Comando;
b) Estado-Maior;
c) 04 (quatro) Destacamentos Operativos de Forças Especiais;
d) 01 (um) Destacamento de Coordenação e Controle;
e) 01 (um) Pelotão de Comando e Apoio;
f) 01 (um) Pelotão de Guardas; e
g) 01 (uma) Seção de Apoio Administrativo Tipo I.

Fig 4-5 Estrutura organizacional da 3a Cia FEsp

4.2.6 COMPANHIA DE DEFESA QUÍMICA, BIOLÓGICA, RADIOLÓGICA E


NUCLEAR

[Link] A Companhia de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (Cia


DQBRN) tem por missão analisar riscos decorrentes em ambientes
contaminados por agentes químicos, biológicos, radiológicos ou nucleares,
enunciando o nível de vulnerabilidade das tropas e do pessoal civil nas áreas
de operações, definindo procedimentos de proteção e descontaminação contra
agentes QBRN.

4-5
EB70-MC-10.305

[Link] Composição
a) Comando;
b) Estado-Maior;
c) Centro de Operações DQBRN;
d) 01 (um) Pelotão de Comando e Apoio;
e) 01 (um) Pelotão de Reconhecimento e Vigilância;
f) 01 (um) Pelotão de Descontaminação; e
g) 01 (um) Pelotão de Desativação de Artefatos Explosivos QBRN.

Fig 4-6 Estrutura organizacional da Cia DQBRN

4.2.7 PELOTÃO DE POLÍCIA DO EXÉRCITO

[Link] O Pelotão de Polícia do Exército (Pel PE) tem a missão de apoiar o C


Op Esp nas tarefas específicas de Polícia do Exército, prover a segurança da
Base de Operações Especiais, efetuar o policiamento de pessoal, o controle e
o policiamento do trânsito, escoltas e guardas, além da investigação de crimes
militares.

[Link] Composição
a) Comando;
b) Grupo de Comando;
c) Grupo de Perícia e Investigações Criminais;
d) Grupo de Cães de Guerra;
e) Grupo de Segurança;
f) Grupo de Escolta e Guarda; e
g) Grupo de Polícia do Exército.

4-6
EB70-MC-10.305

Fig 4-7 Estrutura organizacional do Pel PE

4.3 ELEMENTOS ADMINISTRATIVOS E DE ENSINO

4.3.1 BASE ADMINISTRATIVA

[Link] A Base Administrativa (B Adm) tem por missão realizar a gestão


orçamentária, financeira, patrimonial e de pessoal de todas as Organizações
Militares do C Op Esp, possibilitando a concentração exclusiva na atividade fim
de preparo e emprego.

[Link] Composição
a) Comando;
b) Assessoria de Apoio para Assuntos Jurídicos;
c) Divisão de Pessoal;
d) Divisão Administrativa;
e) Divisão de Patrimônio; e
f) Companhia de Guardas.

4.3.2 CENTRO DE INSTRUÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

[Link] O Centro de Instrução de Operações Especiais (CI Op Esp) é o


responsável por capacitar os recursos humanos que integram as organizações
militares do C Op Esp, contribuir para o desenvolvimento da doutrina de
Operações Especiais no Exército Brasileiro e realizar a pesquisa e a
experimentação de novas técnicas operacionais e de equipamentos peculiares
às Operações Especiais. Nesse contexto, no CI Op Esp são ministrados os
Cursos de Ações de Comandos e de Forças Especiais, além dos estágios de
Mergulho Básico, Mergulho de Combate, Caçador de Operações Especiais e
Operações Aquáticas.

4-7
EB70-MC-10.305

[Link] Composição
a) Comando;
b) Divisão de Pessoal;
c) Divisão de Inteligência;
d) Divisão de Doutrina e Pesquisa;
e) Divisão de Alunos;
f) Divisão de Ensino;
g) Divisão de Administração;
h) Divisão de Comunicação Social; e
i) Companhia de Comando e Apoio.

4-8
EB70-MC-10.305

CAPÍTULO V

O EMPREGO DO COMANDO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

5.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS

5.1.1 O C Op Esp constitui a Força de Emprego Estratégico por possuir


capacidades que agregam poder de combate à Força Terrestre, compondo o
Módulo Especializado do Exército Brasileiro, de acordo com cada situação
exigida em uma crise e/ou um conflito armado.

5.1.2 Está apto a atuar em qualquer parte do território nacional, apoiando as


operações militares de todos os Comandos Militares de Área, e em outras
áreas de interesse estratégico do Estado brasileiro.

5.1.3 Além disso, participa de operações sob a égide de organismos


internacionais, de Operações em Ambiente Interagências. Assim, pode integrar
a F Cj Op Esp e/ou a Força-Tarefa Conjunta de Operações Especiais, com as
demais Forças Singulares, ou em coordenação com Órgãos de Segurança
Pública (OSP) e/ou atores não estatais. Nesse contexto, pode atuar de forma
combinada ou multinacional com países aliados.

5.1.4 O C Op Esp tem condições de empregar suas OM subordinadas, a


qualquer momento e com prazos exíguos, com base nas seguintes premissas
básicas:
- pronta-resposta;
- mobilidade estratégica;
- efetividade em cenários e ambientes operacionais diversos; e
- flexibilidade, adaptabilidade, modularidade e elasticidade de suas estruturas.

5.2 COMANDO ENQUADRANTE

5.2.1 O C Op Esp é uma das Forças de Emprego Estratégico (F Emp Estrt) da


Força Terrestre, diretamente subordinado ao Comando Militar do Planalto e
vinculado ao CO Ter para fins de preparo e emprego.

5-1
EB70-MC-10.305

Fig 5-1 Subordinação e Vinculação do C Op Esp

5.2.2 O CO Ter detém a prerrogativa de emprego do C Op Esp, atendendo às


solicitações e/ou iniciativas:
a) do Comandante do Exército;
b) do Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas;
c) do Comandante de Operações Terrestre; e
d) dos Comandantes Militares de Área.

5.3 CONCEPÇÃO DE EMPREGO

5.3.1 Alinhado com a Doutrina Militar Terrestre e a Doutrina Militar de Defesa, o


C Op Esp realiza a sua geração de forças por meio do Planejamento Baseado
em Capacidades (PBC). Para isso, baseia-se em uma permanente análise da
conjuntura e em cenários prospectivos definidos pelo Exército Brasileiro.

5.3.2 A seleção das capacidades a serem empregadas em um conflito deve


levar em consideração a premissa de que o emprego do poder de combate dar-
se-á de forma gradual e proporcional ao problema militar enfrentado.

5.3.3 O C Op Esp planeja, conduz e executa operações especiais inseridas no


âmbito das operações singulares, conjuntas e combinadas.

5.3.4 O emprego do C Op Esp deve priorizar sua integração com outras forças
em presença (convencionais e/ou especiais, singulares e/ou conjuntas), em
todos os estágios de planejamento e execução das operações militares.

5-2
EB70-MC-10.305

5.3.5 Nas Operações Conjuntas, o C Op Esp, normalmente, constitui e/ou


integra uma F Cj Op Esp, que possui uma organização variável, devendo ser
estruturada, de acordo com as capacidades necessárias para atender às
demandas do planejamento operacional.

5.3.6 O emprego do C Op Esp, em missões previamente planejadas, oferece,


via de regra, melhores resultados do que em missões inopinadas ou de pronta-
resposta. Destarte, o adequado emprego deste Comando nem sempre está
associado à rapidez, mas sim ao efetivo acompanhamento da conjuntura,
proporcionando uma progressiva e eficaz adoção de medidas preparatórias.

5.4 FORMAS DE EMPREGO

5.4.1 Os conflitos atuais se caracterizam por ambientes complexos e cenários


de configuração difusa. Uma área de operações pode apresentar, ao mesmo
tempo, níveis variáveis de intensidade de conflito e ameaças distintas, quase
sempre, provenientes de atores estatais e não estatais.

5.4.2 A situação política/estratégica, operacional e/ou tática pode impor o


emprego específico de elementos de Forças Especiais ou ações de comandos,
atuando de forma isolada e independente. Entretanto, a eficiência das
operações especiais está na combinação de capacidades do C Op Esp e no
perfeito equilíbrio entre ações diretas, ações indiretas e reconhecimento
especial, além do emprego judicioso das operações psicológicas.

5.4.3 Essa realidade pode exigir a constituição das Forças de Operações


Especiais em Forças-Tarefas de Operações Especiais (FT Op Esp) que
atendam aos pré-requisitos da versatilidade, flexibilidade, adaptabilidade e
modularidade para operar em ambientes em constante mutação e capazes de
oferecer respostas ágeis e flexíveis nos mais diversos espectros de conflito.

5.4.4 As missões executadas por Forças-Tarefas de Operações Especiais


devem apoiar a campanha do maior comando em presença no Teatro de
Operações/Área de Operações (TO/A Op), de forma autônoma ou em
integração com forças convencionais, em operações singulares, conjuntas,
combinadas ou multinacionais, normalmente no ambiente interagências. Para
isso, necessitam de estrutura peculiar e flexível, capaz de atender às
demandas com presteza e com pouco tempo de adaptação.

5.4.5 Assim sendo, o Comando de Operações Especiais emprega elementos


operativos por intermédio de suas unidades subordinadas isoladas ou por meio
da constituição e desdobramento de FT Op Esp, assegurando a combinação e
a complementaridade das capacidades de seus elementos subordinados.

5-3
EB70-MC-10.305

5.4.6 As possibilidades de estruturação das FT Op Esp com as Forças de


Operações Especiais das demais Forças Armadas ou do Comando de
Operações Especiais permitem constituições modulares e variáveis, conforme
se segue.

5.4.7 FORÇA CONJUNTA DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

[Link] Nas operações conjuntas, normalmente, constitui-se uma F Cj Op Esp,


no mesmo nível das demais Forças Componentes (F Cte), o que permite
atender às demandas de Op Esp do Comando Operacional Conjunto (C Op Cj),
a fim de contribuir para a consecução de objetivos nos níveis operacional e
estratégico. Permite, ainda, potencializar as capacidades das F Op Esp das
Forças Singulares, sem alterar as suas especificidades e destinações
precípuas.

Fig 5-2 F Cj Op Esp no Comando Operacional Conjunto

[Link] A estrutura de uma F Cj Op Esp é semelhante à constituição de


qualquer elemento de emprego, por se constituir em uma F Cte. No entanto,
diferencia-se especialmente pela heterogeneidade dos processos de emprego
e pelas peculiaridades técnico-profissionais das suas forças subordinadas,
avultando a importância da coordenação e da integração das ações
planejadas.

[Link] O Cmt F Cj Op Esp, na condução de Operações Especiais Conjuntas


(Op Esp Cj), sincroniza as ações terrestres, navais e aéreas para alcançar os
objetivos operacionais e estratégicos.

5-4
EB70-MC-10.305

5.4.8 FORÇA-TAREFA CONJUNTA DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

[Link] A diferença básica entre a Força-Tarefa Conjunta de Operações


Especiais (FT Cj Op Esp) e a F Cj Op Esp está no tempo de estruturação.
Enquanto a FT Cj Op Esp é estruturada por um período de tempo determinado
para cumprir missões e tarefas previamente estabelecidas, a F Cj Op Esp é
concebida para atender a todas as fases de uma campanha militar.

[Link] Quando a situação tática exigir, pode ser estruturada uma FT Cj Op Esp
para apoiar uma ação específica ou uma fase da manobra das demais F Cte,
cedendo-lhes F Op Esp ou FT (Cj) Op Esp, sob o controle operativo da F Cte
apoiada. As F Cte podem contar com equipes de ligação (Eqp Lig) ou oficiais
de ligação (O Lig) de Op Esp em seus respectivos EM.

5.4.9 FORÇA-TAREFA DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

[Link] A organização e a finalidade dessa força são similares ao componente


terrestre da FT Cj Op Esp. Ela é formada somente com Forças de Operações
Especiais do Comando de Operações Especiais, podendo ser FT C Op Esp, FT
BFEsp e FT BAC.

Fig 5-3 Composição da FT Op Esp

5-5
EB70-MC-10.305

[Link] A organização da FT Op Esp compete ao Comando de Operações


Especiais, segundo a análise dos fatores de decisão: missão, inimigo, terreno,
meios, condições meteorológicas, tempo e considerações civis, dando ênfase
aos seguintes aspectos:
- importância do alvo;
- relevância da missão;
- sensibilidade política da área de operações; e
- nível de risco político inerente à missão.

[Link] O Comandante de Operações Especiais, após realizar seu exame de


situação, pode determinar o desdobramento de uma ou mais FT Op Esp valor
destacamento, subunidade, unidade ou Comando de Operações Especiais.

[Link] Assim, o comando da FT Op Esp pode ser exercido ou atribuído às


seguintes OM, em função de seu valor.

[Link].1 Nas FT valor Destacamento: ao Comando de Operações Especiais,


ao 1º Batalhão de Forças Especiais, ao 1º Batalhão de Ações de Comandos e
à 3ª Companhia de Forças Especiais.

[Link].2 Nas FT valor Subunidade: ao Comando de Operações Especiais, ao


1º Batalhão de Forças Especiais, ao 1º Batalhão de Ações de Comandos e à 3ª
Companhia de Forças Especiais.

[Link].3 Nas FT valor Unidade: ao Comando de Operações Especiais, ao 1º


Batalhão de Forças Especiais e ao 1º Batalhão de Ações de Comandos.

[Link].4 Nas FT valor Comando de Operações Especiais: ao Comando de


Operações Especiais.

[Link] Em qualquer organização supracitada, cabe às organizações militares


detentoras das capacidades passar elementos operacionais ou frações ao
comando das FT Op Esp designado pelo Comando de Operações Especiais,
independente da OM no comando ser valor subunidade, unidade ou Comando
de Operações Especiais.

[Link] A designação do comandante da FT Op Esp é realizada de forma


independente da sua organização ou valor. Todavia é realizada segundo a
análise dos mesmos fatores da constituição:
- importância do alvo;
- relevância da missão;
- sensibilidade política da área de operações; e
- nível de risco político inerente à missão.

5-6
EB70-MC-10.305

[Link] Assim, além do Comandante de Operações Especiais, os Comandantes


do 1º Batalhão de Forças Especiais e do 1º Batalhão de Ações de Comandos,
bem como os oficiais destas unidades, preferencialmente os Comandantes de
Subunidades, de Destacamentos Operacionais de Forças Especiais e de
Destacamentos de Ações de Comandos, podem ser designados comandantes
das FT Op Esp, valor C Op Esp, unidade, subunidade e destacamento.

[Link] Os elementos operativos do 1º Batalhão de Operações Psicológicas


podem ser empregados integrando uma FT Op Esp ou mesmo, de maneira
isolada, em apoio às operações dos Comandos Militares de Área e em ações
realizadas no TO/A Op. Cabe ao Cmt Op Esp estabelecer a forma de emprego
em função das características, amplitude e peculiaridades de cada missão.

[Link] Nos casos de emprego específico do C Op Esp em Operações de


Cooperação e Coordenação com Agências, que necessitem de
assessoramento quanto ao emprego de operações especiais, seja singular ou
conjunta, a exemplo dos Grandes Eventos e da Garantia da Lei e da Ordem,
pode ser ativado um Centro de Coordenação Tático Integrado (CCTI),
composto pelo EM do C Op Esp e/ou operadores de Forças Especiais
mobilizados.

5.5 INTELIGÊNCIA

5.5.1 A Inteligência nas operações militares pode ser compreendida como a


atividade técnico-militar especializada, exercida no planejamento e no curso de
operações militares que, empregando a metodologia para a produção do
conhecimento, disponibiliza dados necessários sobre o inimigo e sobre o
ambiente operacional para servirem de apoio ao processo decisório.

5.5.2 A função de combate Inteligência apoia o comando em todos os tipos de


operações, ajudando-o a decidir onde e quando empregar seus meios para
cumprir com êxito a missão recebida. Fundamental para obter a surpresa,
possibilita, ainda, a manutenção da iniciativa em todas as fases das operações
desencadeadas pelo Comando de Operações Especiais.

5.5.3 O C Op Esp coordena o planejamento de Inteligência nas Op Esp que,


normalmente, compreende o levantamento das Necessidades de Inteligência
(NI), os reconhecimentos no TO/A Op (quando viáveis), o levantamento de
vulnerabilidades e a análise de risco pormenorizada.

5.5.4 A Inteligência permeia todas as fases das Op Esp, cuja integração bem
sucedida deve estar calcada num sólido conhecimento mútuo das capacidades
das forças militares (convencionais e de operações especiais) e das agências
civis envolvidas, em particular no que se refere aos seus respectivos sistemas
de Inteligência, Reconhecimeno, Vigilância e Aquisição de Alvos (IRVA).

5-7
EB70-MC-10.305

5.5.5 Seguindo as diretrizes do Sistema de Inteligência do Exército (SIEx), o C


Op Esp utiliza o Ciclo de Inteligência (Obtenção – Produção – Difusão –
Orientação) (Fig 5-4) para fornecer informações precisas, detalhadas e em
tempo oportuno, a fim de proporcionar apoio às F Op Esp. Consiste em
interligar as estruturas do Sistema de Inteligência, desde o nível estratégico até
o nível tático.

Fig 5-4 Ciclo de Inteligência

5.5.6 Durante a execução das atividades de reconhecimento propriamente


ditas, a manutenção do apoio de Inteligência permite reorientar os esforços de
busca, de acordo com a evolução do quadro tático. Proporciona, ainda, maior
segurança às F Op Esp, na medida em que as mantêm atualizadas quanto às
atividades do inimigo no interior da área de operações. Dessa forma, cria-se
uma relação mutuamente proveitosa entre as F Op Esp e o sistema de
Inteligência, conforme se observa abaixo:

Fig 5-5 Relação entre o Sistema de Inteligência e as F Op Esp

5-8
EB70-MC-10.305

5.5.7 Ressalta-se que os planejadores devem ter sempre em mente que o


emprego das F Op Esp destina-se a complementar, ampliar e apoiar os
esforços de coleta e busca de dados das demais fontes de Inteligência.
Portanto, a questão central encontra-se na habilidade de integrar, em toda sua
plenitude, as capacidades dos meios que estão disponíveis.

5.6 LOGÍSTICA

5.6.1 A logística relacionada às Op Esp compreende um conjunto de


atividades, tarefas e sistemas inter-relacionados para prover apoio e serviços
de modo a assegurar a liberdade de ação e proporcionar amplitude de alcance
e de duração às operações desencadeadas por uma F Op Esp. Abrange o
apoio ao material, apoio ao pessoal e apoio de saúde, destinando-se a
sustentar a capacidade de durar na ação das frações das F Op Esp.

5.6.2 A estrutura logística do C Op Esp é planejada pela Seção de Logística


(E4) e realizada pelo B Ap Op Esp, conforme a necessidade específica de cada
operação, organizando o fluxo de suprimento em 04 (quatro) tipos, descritos a
seguir:
a) Acompanhamento: suprimento infiltrado junto com a fração das F Op Esp,
para uso imediato e composto por todas as classes;
b) Automático: suprimento previamente planejado com o propósito de manter
os níveis de suprimento;
c) A pedido: suprimento eventual de qualquer classe, com itens previstos em
catálogo; e
d) Emergência: suprimento destinado a situações de emergência, composto
por itens críticos.

5.6.3 O B Ap Op Esp é o responsável por estruturar a Base de Operações


Especiais (BOE), estrutura logística e de Comando e Controle (C²) das
Operações Especiais, que interage com a cadeia logística singular ou conjunta
existente, dentro TO/A Op ou mesmo na zona de interior (ZI).

5-9
EB70-MC-10.305

Fig 5-6 Desdobramento do apoio logístico às F Op Esp

5.6.4 O desdobramento das bases logísticas das forças convencionais deve


complementar a logística operacional das F Op Esp.

5.7 COMANDO E CONTROLE

5.7.1 Os elementos do C Op Esp atribuídos a um comando operacional podem


ser empregados sob várias formas de C². Essas formas são estabelecidas de
maneira a possibilitar uma maior eficiência na coordenação e controle de seus
elementos operacionais, quando empregadas tanto em áreas controladas pelo
inimigo como fora delas.

5.7.2 A efetividade do C² no C Op Esp tem a sua importância destacada na


sincronização das diversificadas e simultâneas ações das F Op Esp e demais
vetores (forças convencionais e agências civis) envolvidos. Também se destaca
atuando em resposta a situações de emergência, em que exista risco iminente
de neutralização (eliminação ou captura) das F Op Esp infiltradas, bem como
para o Cmt Op Esp tomar decisões imediatas que envolvam alto risco e
sensibilidade.

5-10
EB70-MC-10.305

5.7.3 O planejamento, a condução e a execução das Op Esp exigem que a


cadeia de comando seja única, clara e que evite situações confusas. Nos G
Cmdo Op que empregarem as Op Esp, são integrados oficiais desta
especialidade com missão de assessoramento e ligação.

5.7.4 NÍVEIS DE COMANDO E CONTROLE NO C Op Esp

[Link] A estrutura organizacional das F Op Esp apresenta uma configuração


de comando verticalmente hierarquizada. A natureza peculiar das Op Esp
requer acentuada flexibilidade e adaptabilidade na definição e subordinação
das F Op Esp a serem empregadas.

[Link] No emprego de seus elementos operativos, o Comando de Operações


Especiais considera as possibilidades de relação de C² em níveis, para atender
todo o período da operação ou variar de acordo com as fases estabelecidas:

[Link].1 Nível 1 (direto) – requerido em função da importância do alvo, da


sensibilidade política da área de operações e/ou do nível de risco político
inerente à missão. Subordina diretamente a Força-Tarefa de Operações
Especiais ou o Elemento Operativo empregado ao mais alto nível de comando
das Op Esp.

[Link].2 Nível 2 (escalonado) – o comando da operação é exercido pelo


comandante de Operações Especiais por intermédio do Comandante da FT. É
mais usual, dependendo do valor da FT, insere-se as unidades e subunidades,
respeitando os diferentes níveis da cadeia de comando.

[Link].3 Nível 3 (de acompanhamento) – o comando da operação é exercido


pelo mais alto escalão enquadrante ou elemento apoiado. Visa a atender um
determinado escalão que recebeu as F Op Esp sob seu controle operativo. É
necessário que oficiais de assessoramento e ligação integrem os EM do alto
escalão enquadrante ou elemento apoiado.

[Link].4 Nível 4 (autônomo) – situação transitória visando a atender uma


contingência específica em que sejam redefinidos níveis de C² mais
adequados.

5-11
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Fig 5-7 Relações de Comando das F Op Esp

5.7.5 MEIOS DE COMANDO E CONTROLE DO C Op Esp

[Link] Os componentes do Sistema de C² são os elementos que devem ser


utilizados de forma a ampliar a capacidade do C Op Esp em conduzir seu
processo operativo, integrando seus elementos de emprego.

[Link] Normalmente, a arquitetura básica de C² das Op Esp compreendem as


redes internas das F Op Esp empregadas, as diversas redes de Inteligência, as
redes externas de apoio de fogo (terrestres, aéreas e navais) e as redes de
comando das forças convencionais (singulares e/ou conjuntas).

[Link] Os meios de C² do C Op Esp, via de regra, devem seguir,


prioritariamente, as áreas tecnológicas que proporcionem:
a) comunicações integradas;
b) gerenciamento e difusão de informações em tempo real; e
c) sistemas de apoio à decisão.

[Link] Para isso, a Seção de Comando e Controle (E6) do Cmdo C Op Esp


realiza o planejamento e coordena o emprego de meios de C², considerando: o
emprego de pessoal; redes; sistemas de informação; processos e
procedimentos; e instalações e equipamentos.

5-12
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[Link] Após o planejamento do EM do C Op Esp e definida a forma de


emprego das F Op Esp, o Batalhão de Apoio às Operações Especiais é a
OM responsável por integrar os meios de C² dos elementos operativos,
proporcionando consciência situacional ao Cmt Op Esp.

5-13
EB70-MC-10.305

GLOSSÁRIO

PARTE I – ABREVIATURAS E SIGLAS

A
Abreviaturas/Siglas Significado
ABIN Agência Brasileira de Inteligência
ACISO Ação(ões) Cívico-Social(ais)
AI Agência de Inteligência
A Op Área de Operações
ARP Aeronave Remotamente Pilotada
A Rsp Área de Responsabilidade
Ass Civ Assuntos Civis
A Sen Área(s) Sensível(eis)
Av Ex Aviação do Exército

B
Abreviaturas/Siglas Significado
Ba Base(s)
Ba Log Base Logística
Ba Log Cj Base Logística Conjunta
Ba Op Base de Operações

C
Abreviaturas/Siglas Significado
2
C Comando e Controle
2
CC Centro de Comando e Controle
3
CM Centro de Coordenação Civil-Militar
CCLog Centro de Coordenação Logística
CCOp Centro de Coordenação de Operações
CD Controle de Danos
CDN Conselho de Defesa Nacional
Chefe do Estado-Maior Conjunto das
CEMCFA
Forças Armadas
CG Centro de Gravidade
CIMIC (Sigla em inglês) Cooperação Civil-Militar
Centro Integrado de Defesa Aérea e
CINDACTA Controle de Tráfego Aéreo
EB70-MC-10.305

Cmdo A Op Comando da Área de Operações


Cmdo Mil A Comando Militar de Área

Cmdo TO Comando do Teatro de Operações

Cmdo ZD Comando da Zona de Defesa


CO Capacidade(s) Operativa(s)
COC Centro de Operações Conjuntas
COCS Centro de Operações do Comando
Supremo
Com Soc Comunicação Social
Com TO Comandante do Teatro de Operações
COp Célula (Centro) de Operações
COpCj Comando Operacional Conjunto

C Op Esp Comando de Operações Especiais

CO Ter Comando de Operações Terrestres


Capacidade(s) Relacionada(s) à
CRI
Informação
CT Contraterrorismo, Contraterror

D
Abreviaturas/Siglas Significado
DE Divisão de Exército
DEFAR Defesa da Área de Retaguarda
Def Civ Defesa Civil
Direito Internacional dos Conflitos
DICA
Armados
DIH Direito Internacional Humanitário
DM Diretriz Ministerial
DMED Diretriz Ministerial de Emprego de
Defesa
DMT Doutrina Militar Terrestre
Doutrina, Organização (e processos),
DOAMEPI Adestramento, Material, Educação,
Pessoal e Infraestrutura

Defesa Química, Biológica,


DQBRN
Radiológica e Nuclear
EB70-MC-10.305

Dsml Mil Dissimulação Militar

E
Abreviaturas/Siglas Significado
EB Exército Brasileiro
EE Estrutura Estratégica
EEI Elementos Essenciais de Inteligência
EETer Estrutura Estratégica Terrestre
EFD Estado Final Desejado
EM Estado-Maior
EMCFA Estado-Maior Conjunto das Forças
Armadas
EMD Estratégia Militar de Defesa
EME Estado-Maior do Exército
ENC Evacuação de Não Combatentes
EvAem Evacuação Aeromédica

F
Abreviaturas/Siglas Significado
FA Forças Armadas
FAB Força Aérea Brasileira
F Cj Op Esp Força Conjunta de Operações
Especiais
F Cte Força(s) Componente(s)
FEsp Forças Especiais
F Op Esp Força(s) de Operações Especiais
FS Força(s) Singular(es)
F Ter Força Terrestre
FTC Força Terrestre Componente
FT Cj Op Esp Força-Tarefa Conjunta de Operações
Especiais

G
Abreviaturas/Siglas Significado
G Cmdo Op Grande Comando Operacional
GE Guerra Eletrônica
GI Guerra Irregular
EB70-MC-10.305

Gabinete de Segurança Institucional da


GSI/ PR
Presidência da República
GU Grande Unidade

I
Abreviaturas/Siglas Significado
Interg Interagência(s)
ICM Interação Civil Militar

L
Abreviaturas/Siglas Significado
LA Linha(s) de Ação
LEA Levantamento Estratégico de Área
Log Logística(o)

M
Abreviaturas/Siglas Significado
MB Marinha do Brasil
MC Manual de Campanha
MD Ministério da Defesa

O
Abreviaturas/Siglas Significado
O Objetivo(s)
OCT Operações Contraterrorismo,
Contraterror
OEA Organização dos Estados Americanos
OM Organização(ões) Militar(es)
ONU Organização das Nações Unidas
Op Operações
Op Ap Org Gov Operações de Apoio a Órgãos
Governamentais
Op Cj Operações Conjuntas
Op Def Operações Defensivas
Op Esp Operações Especiais
Op ENC Operações de Não Combatentes
Op Info Operações de Informação
EB70-MC-10.305

Op Ofs Operações Ofensivas


Op Pac Operação(ões) de Pacificação
Op Psc Operação(ões) Psicológica(s)
OSP Órgão(s) de Segurança Pública

P
Abreviaturas/Siglas Significado
PC Posto de Comando
PDN Política de Defesa Nacional
PEEx Plano Estratégico do Exército
Plano Estratégico de Emprego
PEECFA
Conjunto das Forças Armadas
PEM Planejamento Estratégico Militar
PMD Política Militar de Defesa
PNPDEC Política Nacional de Proteção e
Defesa Civil
PPC Processo de Planejamento Conjunto
PR Presidente da República

Q
Abreviaturas/Siglas Significado
Químico, Biológico, Radiológico e
QBRN
Nuclear

R
Abreviaturas/Siglas Significado
Rec Esp Reconhecimento Especial

S
Abreviaturas/Siglas Significado
SARP Sistema de Aeronave Remotamente
Pilotada
SIEx Sistema de Inteligência do Exército
SINDEC Secretaria Nacional de Defesa Civil
SIPLEx Sistema de Planejamento do Exército
SISBIN Sistema Brasileiro de Inteligência
Sistemática de Planejamento de
SisPECFA Emprego Conjunto das Forças
Armadas
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T
Abreviaturas/Siglas Significado
Tecnologia da Informação e
TIC
Comunicações
TO Teatro de Operações
TTP Técnica(s) Tática(s) e Procedimento(s)

U
Abreviaturas/Siglas Significado
U Unidade(s)

Z
Abreviaturas/Siglas Significado
ZA Zona de Administração
Z Aç Zona de Ação
ZC Zona de Combate
ZD Zona de Defesa
ZI Zona do Interior
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GLOSSÁRIO

PARTE II – TERMOS E DEFINIÇÕES

Ação – ato ou efeito de realizar uma tarefa ou conjunto de tarefas que


contribuem para a realização de uma determinada operação.

Ação Cívico-Social – conjunto de atividades de caráter temporário, episódico


ou programado de assistência e auxílio às comunidades, promovendo o
espírito cívico e comunitário dos cidadãos, no país ou no exterior,
desenvolvidas pelas organizações militares das Forças Armadas, nos diversos
níveis de comando, com o aproveitamento dos recursos em pessoal, material e
técnicas disponíveis, para resolver problemas imediatos e prementes. Além da
natureza assistencial, também se insere como assunto civil e colabora nas
operações psicológicas.

Ação Unificada – sincronização, coordenação e/ou integração de ações de


agências com as operações militares para alcançar a unidade de esforços.

Agência(s) – são organizações, instituições e entidades, governamentais ou


não, civis ou militares, públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras,
fundamentadas em instrumentos legais e/ou normativos que têm competências
específicas e que exerçam alguma interferência, possuam interesse ou possam
ser instrumentos, atores ou partes na prevenção de ameaças, no
gerenciamento de crises e/ou na solução de conflitos.

Agências Governamentais – são as instituições do governo do País de níveis


federal, estadual e municipal.

Assistência Humanitária – urgente prestação de socorro de natureza diversa


realizada para prestar assistência cívico-social, proteger, amparar e oferecer
bem-estar às populações vitimadas e para reduzir os efeitos de desastres
naturais ou acidentes provocados pelo homem, que representem séria ameaça
à vida ou resultem em extenso dano ou perda de propriedade.

Ambiente Operacional – conjunto de condições e circunstâncias que afetam o


emprego de forças militares e influem nas decisões do Comandante. A sua
compreensão constitui uma condição fundamental para o êxito nas operações
militares e pode ser caracterizado por um conjunto de fatores que interagem
entre si, de forma específica em cada situação, a partir de três dimensões: a
física, a humana e a informacional.

Ameaça(s) – é qualquer conjunção de atores, entidades ou forças com


intenção e capacidade de realizar ação hostil contra o País e seus interesses
nacionais, com possibilidades de por intermédio da exploração de deficiências,
causar danos ou comprometer a sociedade nacional (a população e seus
EB70-MC-10.305

valores materiais e culturais) e seu patrimônio (território, instalações, áreas sob


jurisdição nacional e o conjunto das informações de seu interesse). Também
podem ocorrer sob a forma de eventos não intencionais (naturais ou
provocados pelo ser humano).

Antiterrorismo – conjunto de atividade que engloba as medidas defensivas de


caráter preventivo, a fim de minimizar as vulnerabilidades dos indivíduos e das
propriedades, impedindo e dissuadindo os atentados terroristas.

Apoio Logístico – apoio prestado por organizações militares específicas,


abrangendo a execução de atividades das funções logísticas de recursos
humanos, de saúde, de suprimento, de manutenção, de transporte, de
engenharia e de salvamento para sustentar a capacidade de operação e de
durabilidade na ação das forças.

Área de Influência – corresponde a um espaço físico que se expande, reduz-


se e transfere-se em função da capacidade da Força para detectar e atuar
sobre o oponente. É determinada pelo alcance dos sistemas orgânicos, e de
outros meios sob seu controle em um dado momento, e influenciada pelo
terreno e condições meteorológicas.

Área de Interesse – assinalada pelo próprio Comando da Força, deve


responder a sua necessidade de conhecer aqueles acontecimentos que
possam influir no resultado das operações em curso e previstas. Normalmente,
é maior que a A Rsp/ Z Aç.

Área de Operações – espaço geográfico necessário à condução de operações


militares.

Assuntos Civis – 1. Conjunto de atividades referentes ao relacionamento do


componente militar com as autoridades civis e a população da área ou território
sob a responsabilidade ou jurisdição do comandante desta organização ou
força. Compreendem assuntos de governo e CIMIC. 2. Constitui a função
militar de ligação entre o comandante de uma força militar e as organizações
civis com presença ativa em um TO/A Op. Tem por finalidade a participação
dos militares na realização dos objetivos civis do plano de operações em todos
os domínios, mas especialmente nos culturais, econômicos, sociais, de
segurança pública e de proteção civil.

Assuntos de Governo – atividade de assuntos civis na qual, em uma situação


de guerra ou comoção interna, devem ser normatizadas as relações entre o
comandante militar e as forças a ele subordinadas com as autoridades e com a
população da área submetida à condução de ações pela força, no que se
refere à administração local, considerando as atividades governamentais,
econômicas, de serviços públicos e especiais. As relações são, normalmente,
estabelecidas nos níveis político, estratégico e operacional. Em missões de
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paz, são conduzidos pelo componente civil.

Atribuição(ões) Subsidiária(s) – ação ou atividade executada pelas Forças


Armadas, visando à cooperação com o desenvolvimento nacional e com a
defesa civil e à contribuição com as ações governamentais, levada a efeito por
razões de economia, inexistência de capacidades constituídas no País, fora do
âmbito militar, e pela própria natureza estratégica.

Campanha – conjunto de operações militares, relacionadas entre si,


subdividida, normalmente, em fases, visando a alcançar um objetivo
estratégico num tempo e espaço determinados.

Capacidade(s) – é a aptidão requerida a uma força ou organização militar,


para que possa cumprir determinada missão ou tarefa. É obtida a partir de um
conjunto de sete fatores determinantes, inter-relacionados e indissociáveis:
Doutrina, Organização (e processos), Adestramento, Material, Educação,
Pessoal e Infraestrutura – que formam o acrônimo DOAMEPI. Para que as
unidades atinjam o nível máximo de prontidão operativa, é necessário que
possuam as capacidades que lhes são requeridas na sua plenitude. A geração
de capacidades exige o atendimento de todos os fatores determinantes.

Capacidades Relacionadas à Informação – 1. São aptidões requeridas para


afetar a capacidade de oponentes ou potenciais adversários de orientar, obter,
produzir e/ou difundir informações, em qualquer uma das três perspectivas da
dimensão informacional (física, cognitiva ou lógica). 2. As CRIs permitem
maximizar o potencial do comandante de informar audiências amigas e
influenciar públicos-alvo (Pub A) adversários, bem como degradar a tomada de
decisão de potenciais oponentes, ao mesmo tempo em que protege o nosso
processo decisório e visam, ainda, a evitar, impedir ou neutralizar os efeitos
das ações adversárias na dimensão informacional, por meio de uma série de
atividades, para moldar os resultados desejados.

Centro de Operações do Comando Supremo – órgão central do Sistema


Militar de Comando e Controle, que estabelece e mantém as ligações com os
Centros de Operações das Forças e os Centros dos Comandos Operacionais
ativados, visando ao controle das ações e ao apoio às decisões do
Comandante Supremo.

Comando – 1. Comandante e os órgãos que o assessoram, ou qualquer


organização de chefia, destinados a conduzir operações militares. 2. Unidade
ou unidades, organização ou área sob o comando de um militar. 3. Atividade
básica inerente à própria natureza do segmento militar de uma sociedade. Ser
militar demanda aptidão permanente para o exercício do comando, em grau
coerente com a estrutura hierárquica e organizacional do ambiente em que o
militar se encontra inserido. Caracteriza-se pelo estabelecimento da autoridade,
decorrente das leis e regulamentos, atribuída a um militar para dirigir e
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controlar forças, sob todos os aspectos, em razão do posto, graduação ou


função.

Comando e Controle – ciência e arte que trata do funcionamento de uma


cadeia de comando e envolve três componentes imprescindíveis e
interdependentes: a autoridade, legitimamente investida, da qual emanam as
decisões que materializam o exercício do comando e para a qual fluem as
informações necessárias ao exercício do controle; o processo decisório,
baseado no arcabouço doutrinário, que permite a formulação de ordens e
estabelece o fluxo de informações necessário ao seu cumprimento; e a
estrutura, que inclui pessoal, instalações, equipamentos e tecnologias
necessários ao exercício da atividade de comando e controle.

Comando Operacional – mais alto comando destinado a operações militares,


que deverá ser ativado de acordo com a Estrutura Militar de Defesa, podendo
ser conjunto ou singular, conforme as necessidades de preparo ou de
emprego.

Comando Operacional Conjunto – comando Operacional estruturado com


meios ponderáveis de mais de uma Força Armada. O mesmo que Comando
Conjunto ou Comando Operacional.

Comunicação Social – processo pelo qual se podem exprimir ideias,


sentimentos e informações, visando a estabelecer relações e somar
experiências. Compreende as áreas de Relações Públicas, Informação Pública
e Divulgação Institucional.

Conflito – choque de interesses, de qualquer natureza.

Consciência Situacional – garante a decisão adequada e oportuna em


qualquer situação de emprego, permitindo que os comandantes possam se
antecipar aos oponentes e decidir pelo emprego de meios na medida certa, no
momento e local decisivos, proporcionalmente à ameaça.

Conselho de Defesa Nacional – órgão de consulta do Presidente da


República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do
estado democrático. Tem sua organização e funcionamento disciplinado em lei.
É presidido pelo Presidente da República e dele participam como membros
natos: o Vice-Presidente da República; o Presidente da Câmara dos
Deputados; o Presidente do Senado Federal; o Ministro da Justiça; o Ministro
da Defesa; o Ministro das Relações Exteriores; o Ministro do Planejamento; e
os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. O Presidente da
República poderá designar membros eventuais para participarem de suas
reuniões, conforme a matéria a ser apreciada.
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Contraterrorismo – conjunto de atividades que engloba medidas ofensivas de


caráter repressivo, a fim de impedir, dissuadir, antecipar e responder aos
atentados terroristas. Enquanto que o “antiterrorismo” se fundamenta na ação
de proteção caracterizada pela presença ostensiva, de caráter eminentemente
preventivo, o “contraterrorismo” demanda a execução de ações diretas de
contato, eminentemente repressivas/retaliatórias, com as organizações
terroristas em presença.

Controle Operacional – autoridade de comando temporariamente transferível


que pode ser exercida exclusivamente por comandantes militares em qualquer
escalão. Deve ser delegado o tempo suficiente para compreender as atividades
de organização e emprego, objetivando o cumprimento de determinada missão.
Tal delegação não inclui aspectos logísticos, nem assuntos de administração,
disciplina, organização interna e treinamento.

Cooperação Civil-Militar – caracteriza-se por atividades que buscam


estabelecer, manter, influenciar ou explorar as relações entre as forças
militares, as agências, as autoridades e a população em uma área operacional.
Contribui para atingir os objetivos militares e garantir um ambiente seguro e
estável, de acordo com a natureza da missão. A CIMIC está inserida nos
Assuntos Civis e compreende ações comunitárias e de coordenação com
organizações não governamentais, organizações internacionais e,
eventualmente, organizações governamentais.

Coordenação – ato ou o efeito de conciliar interesse e conjugar esforços para


a consecução de um objetivo ou tarefa comum. É obtida por meio da
conjugação harmônica de esforços de elementos distintos, visando a alcançar
um mesmo fim e evitando a duplicidade de ações, a dispersão de recursos e a
divergência de soluções. Otimiza resultados e aumenta a eficácia das ações.

Coordenação Interorganizacional – a coordenação interorganizacional,


usada sempre no sentido estrito, caracteriza a interação das Forças Armadas
com organizações não-governamentais, intergovernamentais, nacionais ou
estrangeiras, e o setor privado, visando à coordenação de esforços para atingir
um objetivo comum com a maior eficiência e eficácia possível. Pode ser
considerada a Coordenação Interagências.

Crise – 1. Estado de tensão, provocado por fatores externos ou internos, sob o


qual um choque de interesses, se não administrados adequadamente, corre o
risco de sofrer um agravamento, até a situação de enfrentamento entre as
partes envolvidas. 2. Estado de tensão, em que as oportunidades temporais e
os riscos previstos geram a percepção de possibilidade de sucesso na disputa
de interesses. 3. Conflito desencadeado ou agravado imediatamente após a
ruptura do equilíbrio existente entre duas ou mais partes envolvidas em um
contencioso. Caracteriza-se por um estado de grandes tensões, com elevada
probabilidade de agravamento (escalada) e risco de guerra, não permitindo que
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se anteveja com clareza o curso de sua evolução.

Dado – é toda e qualquer representação de fato ou situação por meio de


documento, fotografia, gravação, relato, sensores eletrônicos de vigilância,
carta topográfica ou digital e outros meios, não submetida à metodologia para a
produção do conhecimento.

Defesa – 1. Ato ou conjunto de atos realizados para obter, resguardar ou


recompor a condição reconhecida como de segurança. 2. Neutralização ou
dissuasão de ações hostis que visem a afetar a segurança de uma organização
militar ou ponto sensível, pelo emprego racional de meios adequados,
distribuídos conforme um planejamento, devidamente controlados e
comandados. 3. Reação contra qualquer ataque ou agressão real ou iminente.

Defesa Externa – conjunto de ações planejadas e coordenadas pelo governo,


aplicadas no ambiente externo à Nação que visam a superar ameaças que
possam atentar contra os objetivos fundamentais. São ações e medidas, em
nível operacional, empreendidas predominantemente no campo militar, visando
a evitar, reprimir ou eliminar antagonismos e pressões de origem externa sobre
a nação e a garantir a segurança nacional.

Defesa Nacional – é o conjunto de medidas e ações do Estado, com ênfase na


expressão militar, para a defesa do território, da soberania e dos interesses
nacionais contra ameaças preponderantemente externas, potenciais ou
manifestas.

Dimensão Informacional – é o conjunto de indivíduos, organizações e


sistemas que são utilizados para coletar, processar, disseminar, ou agir sobre a
informação. Incluem tomadores de decisão, indivíduos e organizações. Os
recursos incluem os materiais e sistemas utilizados para obter, analisar, aplicar
ou divulgar informações. É o lugar onde os decisores e sistemas automatizados
utilizam para observar, orientar, decidir e agir de acordo com as informações,
sendo, portanto, o principal ambiente de tomada de decisão.

Direito Internacional dos Conflitos Armados – é o conjunto de normas


internacionais, de origem convencional ou consuetudinária, especificamente
destinado a ser aplicado nos conflitos armados, internacionais ou não-
internacionais, e que limita, por razões humanitárias, o direito das Partes em
conflito de escolher livremente os métodos e os meios utilizados na guerra, ou
que protege as pessoas e os bens afetados, ou que possam ser afetados pelo
conflito.

Direito Internacional Humanitário – é o conjunto de normas internacionais,


de origem convencional ou consuetudinária, especificamente destinado a ser
aplicado nos conflitos armados, internacionais ou não internacionais, e que
limita, por razões humanitárias, o direito das Partes em conflito de escolher
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livremente os métodos e os meios utilizados na guerra, ou que protege as


pessoas e os bens afetados, ou que possam ser afetados pelo conflito.

Diretriz – 1. Conjunto de instruções ou prescrições de caráter detalhado e


específico, visando a definir metas, orientar a ação, fixar prioridades ou regular
a conduta para a consecução de uma atividade. 2. Comunicação oral ou escrita
em que se estabelece determinada orientação ou se rege a ação, conduta ou
procedimento.

Dissuasão – atitude estratégica que, por intermédio de meios de qualquer


natureza, inclusive militares, tem por objetivo desaconselhar ou desviar
adversários, reais ou potenciais, de possíveis ou presumíveis propósitos
bélicos.

Doutrina – conjunto de princípios, conceitos, normas e procedimentos,


fundamentadas principalmente na experiência, destinado a estabelecer linhas
de pensamentos e a orientar ações, expostos de forma integrada e harmônica.

Doutrina Militar – conjunto harmônico de ideias e de entendimentos que


define, ordena, distingue e qualifica as atividades de organização, preparo e
emprego das Forças Armadas. Englobam, ainda, a administração, a
organização e o funcionamento das instituições militares.

Doutrina Militar Terrestre – é o Conjunto de valores, fundamentos, conceitos,


concepções, táticas, técnicas, normas e procedimentos da Força Terrestre (F
Ter), estabelecido com a finalidade de orientar a Força no preparo de seus
meios, considerando o modo de emprego mais provável, em operações
terrestres e conjuntas. A DMT estabelece um enquadramento comum para ser
empregado por seus quadros como referência na solução de problemas
militares.

Efeito Desejado – resultado da ação a ser executada. É o que se espera da


realização da tarefa. Implica que alguma forma de ação deva ser executada.

Efetividade – a capacidade de manter eficácia ao longo do tempo.

Eficácia – a obtenção de um efeito desejado.

Eficiência – capacidade de produzir o efeito desejado com economia (emprego


racional) de meios.

Espaço de Batalha – é a dimensão física e virtual onde ocorrem e repercutem


os combates, abrangendo as expressões política, econômica, militar,
tecnológica e psicossocial do poder, que interagem entre si e entre os
beligerantes. O Campo de Batalha está incluído no Espaço de Batalha.
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Estado – entidade soberana de natureza política, instituída em determinado


território, para promover a conquista e a manutenção dos objetivos nacionais
de um povo, dentro do critério do bem comum.

Estado Final – situação política ou militar a ser alcançada ao final das


operações e que indica se o efeito desejado foi alcançado.

Estado-Maior – órgão composto de pessoal militar qualificado que tem por


finalidade assessorar o comandante no exercício do comando.

Estado-Maior Conjunto – órgão composto de pessoal militar qualificado,


pertencente às forças componentes, que tem por finalidade assessorar o
comandante.

Estrutura Estratégica Terrestre – 1. Instalações, serviços, bens e sistemas


que, se forem interrompidos ou destruídos, provocarão sério impacto social,
ambiental, econômico, político, internacional ou à segurança do Estado e da
sociedade. 2. O mesmo que Infraestrutura Crítica.

Estrutura Militar – modo como se organizam e se articulam as Forças


Armadas. A organização abrange os grandes comandos, comandos de forças,
órgãos, estabelecimentos, parques, arsenais, unidades operacionais e de apoio
logístico e outros, considerados seus efetivos em pessoal e suas dotações de
material. A articulação é o dispositivo militar resultante da localização de suas
organizações militares, dentro do território nacional, normalmente, estabelecida
para atender a um quadro conjuntural.

Extração – operação que envolve a retirada de forças do Exército de


determinada área e que, normalmente, demanda a coordenação com as
demais Forças Singulares, incluindo o emprego de meios (pessoal e material).

Evacuação de Não Combatentes – atividade conduzida com o propósito de


evacuar não combatentes, preferencialmente brasileiros, fora do território
nacional, cujas vidas estejam em perigo, de seus locais no país anfitrião para
um LDS.

Força Armada – 1. Expressão que designa uma das organizações singulares


que compõem as forças militares de uma nação. 2. O mesmo que Força
Singular.

Forças Armadas – constituídas pela Marinha do Brasil, pelo Exército Brasileiro


e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares,
organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema
do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos
poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.
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Força Componente – conjunto de unidades e organizações de uma mesma


Força Armada que integra uma Força Conjunta. Pode ser força naval
componente, força terrestre componente ou força aérea componente.

Força Conjunta – um termo geral aplicado a uma força composta de


elementos significativos, subordinadas ou vinculadas, de dois ou mais
departamentos militares que operam sob um comandante de força conjunta
única.

Forças Convencionais – são aquelas destinadas à execução das operações


militares convencionais (singulares ou conjuntas). Compreendem, de um modo
geral, as frações, Subunidades (SU) e Unidades (U) das Armas, Quadro e
Serviço, assim como as Grandes Unidades (GU) e os Grandes Comandos
Operativos (G Cmdo Op) da Força Terrestre.

Força(s) de Paz – contingente de forças navais, terrestres e aeroespaciais,


proporcionada por Estados membros da Organização das Nações Unidas para
manter ou restabelecer a paz e a segurança internacionais, desde que
esgotadas todas as medidas para a solução pacífica de controvérsias entre
nações, de acordo com os propósitos e os princípios desta organização.

Força(s) Oponente(s) – são pessoas, grupos de pessoas ou organizações


cuja atuação comprometa o pleno funcionamento do estado democrático de
direito, a paz social e/ou a ordem pública.

Força Singular – 1. Expressão que designa uma das organizações singulares


que compõem as forças militares de uma nação. 2. O mesmo que Força
Armada.

Força-Tarefa Conjunta – força militar que envolve o emprego coordenado de


elementos de mais de uma força singular, com propósitos interdependentes ou
complementares, sem que haja a constituição de um comando único no
escalão considerado.

Gerenciamento de Crises – respostas a crises e operações de contingência


limitadas que podem ser uma única operação em pequena escala, de duração
limitada ou uma parte significativa de uma grande operação de duração
prolongada envolvendo combate. Os objetivos estratégicos e operacionais
gerais associados são para proteger os interesses do País e/ou impedir o
ataque surpresa ou novos conflitos.

Grande Unidade – organização militar com capacidade de atuação


operacional, independente básica, para combinação de armas, e integrada por
unidades de combate, de apoio ao combate e de apoio logístico. Para a Força
Terrestre, é referência usual de uma Brigada.
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Guerra – 1. Conflito no seu grau máximo de violência. Em função da


magnitude do conflito, pode implicar a mobilização de todo o Poder Nacional,
com predominância da expressão militar, para impor a vontade de um ator ao
outro. 2. No sentido clássico, caracteriza um conflito, normalmente entre
Estados, envolvendo o emprego de suas Forças Armadas. Desencadeia-se de
forma declarada e de acordo com o Direito Internacional.

Informação(ões) – representações inteligíveis de objetos, estados e


acontecimentos nos domínios real, virtual e subjetivo. Elas integram processos
para a construção do conhecimento, o que promove a compreensão precisa e
atualizada do Espaço de Batalha. As informações disponíveis não só
determinam a amplitude e a exatidão da Consciência Situacional subjacente ao
processo decisório, como também interferem no rendimento das forças
empregadas e de seus respectivos sistemas de armas – progressivamente
mais dependentes das Tecnologias da Informação e Comunicações (TIC).

Infraestrutura Crítica – 1. Instalações, serviços, bens e sistemas que, se


forem interrompidos ou destruídos, provocarão sério impacto social, ambiental,
econômico, político, internacional ou à segurança do Estado e da sociedade. 2.
O mesmo que Estrutura Estratégica Terrestre.

Inserção – operação que envolve a introdução de forças do Exército em


determinada área e que, normalmente, demanda a coordenação com as
demais Forças Singulares, incluindo o emprego de meios (pessoal e material).

Integração – 1. Ação de ligar um conjunto de subsistemas num todo lógico, de


tal forma que as relações entre eles sejam mais importantes do que os próprios
subsistemas, ou que as relações entre eles possam gerar um efeito sinérgico.
2. Ação de colocar uma unidade ou elemento, temporariamente, numa
organização de constituição variável.

Inteligência – ramo da Atividade de Inteligência voltado para a obtenção e a


análise de dados e para a produção e a disseminação de conhecimentos de
Inteligência, dentro e fora do território nacional, sobre fatos e situações de
imediata ou potencial influência sobre o processo decisório e a ação
governamental e sobre a salvaguarda da sociedade e do Estado.

Interesse Nacional – expressão dos anseios e desejos coletivos, despertados


pelas necessidades materiais e espirituais, vitais ou derivadas, de toda a
Nação.

Interoperabilidade – 1. Capacidade de forças militares nacionais ou aliadas


operarem, efetivamente, de acordo com a estrutura de comando estabelecida,
na execução de uma missão de natureza estratégica ou tática, de combate ou
logística, em adestramento ou instrução. O desenvolvimento da
interoperabilidade busca aperfeiçoar o emprego dos recursos humanos e
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materiais, assim como aprimorar a doutrina de emprego das Forças Armadas.


A consecução de um alto grau de interoperabilidade está ligada diretamente ao
maior ou menor nível de padronização de doutrina, procedimentos,
documentação e de material das Forças Armadas. São os seguintes níveis de
padronização: compatibilidade, intercambialidade e comunicabilidade. 2.
Capacidade dos sistemas, unidades ou forças de intercambiarem serviços ou
informações ou aceitá-los de outros sistemas, unidades ou forças e, também,
de empregar esses serviços ou informações, sem o comprometimento de suas
funcionalidades.

Ligações – 1. Relações e contatos estabelecidos por meios diversos, entre os


diferentes elementos que participam de uma mesma ação, de modo a
coordenar os esforços por eles despendidos, em benefício de um objetivo
comum. 2. Utilização dos enlaces disponíveis para efetivar o fluxo de
informações e a transmissão de ordens.

Local de Destino Seguro – local para onde são conduzidos os evacuados ao


término da ENC, que, preferencialmente, deverá estar localizado no Brasil.

Logística – 1. Conjunto de atividades relativas à previsão e à provisão dos


recursos de toda a natureza necessários à realização das ações impostas por
uma estratégia. 2. Parte da arte da guerra que trata do planejamento e
execução das atividades de sustentação das forças em campanha, pela
obtenção e provisão de meios de toda sorte e pela obtenção e prestação de
serviços de natureza administrativa e técnica.

Missão – tarefa, dever ou ação que deve ser executada por um indivíduo,
tripulação, fração de tropa ou tropa, mais o propósito que se tem em vista
alcançar, unidos pela expressão “a fim de”. Seu enunciado deve indicar
claramente a tarefa ou ação a ser executada e o fim a ser atingido.

Não Combatente – expressão que abrangem civis e militares não essenciais à


operação, brasileiros, nacionais selecionados do país anfitrião e nacionais de
outros países que serão evacuados.

Objetivo – 1. Fim, resultado ou produto que se pretende obter ou atingir ao fim


de determinado processo. 2. Elemento material específico em relação ao qual
se desenvolve o esforço militar numa operação, contribuindo para a obtenção
do efeito desejado. Os objetivos podem ser elementos pertencentes tanto a
forças amigas como inimigas e, também, as posições ou áreas geográficas
específicas.

Operações Adicionais – compreendem operações que se destinam a ampliar,


aperfeiçoar e/ou complementar as operações principais, a fim de maximizar a
aplicação dos elementos do poder de combate terrestre. Englobam, também,
operações que, por sua natureza, características e condições peculiares em
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que são conduzidas, exigem especificidades quanto ao seu planejamento,


preparação e condução, com ênfase particular relacionada às técnicas, táticas
e prodedimentos (TTP) ou aos meios (pessoal e material) empregados.

Operação Aérea – operação de cunho militar, realizada de forma


independente ou integrada às ações das forças de superfície, com emprego de
vetores aéreos, tripulados ou não, partindo de bases fixas, móveis ou
flutuantes. Pode ser classificada em: aeroestratégica, de defesa aeroespacial,
aerotática e especial.

Operação Combinada – operação empreendida, por elementos ponderáveis


de mais de uma Força Armada, sob a responsabilidade de um comando único.

Operação Combinada Interaliada – operação da qual participam elementos


de uma ou mais Forças Armadas de países aliados, realizada sob a
responsabilidade de um comando único.

Operação Conjunta – operação que envolve o emprego coordenado de


elementos de mais de uma força singular, com propósitos interdependentes ou
complementares, sem que haja a constituição de um comando único no
escalão considerado.

Operação Continuada – funcionamento ininterrupto de uma organização


durante um período determinado, com vistas ao atendimento de situações de
crises reais ou simuladas.

Operações de Guerra – são aquelas operações que empregam o Poder


Militar, explorando a plenitude de suas características de violência,
principalmente na defesa da Pátria.

Operações de Informação – consistem em um trabalho metodológico e


integrado de capacidades relacionadas à informação, em conjunto com outros
vetores, para informar e influenciar grupos e indivíduos, bem como afetar o
ciclo decisório de oponentes, ao mesmo tempo protegendo o nosso. Além
disso, visam a evitar, impedir ou neutralizar os efeitos das ações oponentes na
Dimensão Informacional. Integram capacidades relacionadas às atividades de
Comunicação Social, Operações Psicológicas, Guerra Eletrônica, Guerra
Cibernética, Inteligência e Assuntos Civis, dentre outras. As Operações de
Informação contribuem para a obtenção da Superioridade de Informações.

Operação(ões) de Não Guerra – operação em que as Forças Armadas,


embora fazendo uso do Poder Militar, são empregadas em tarefas que não
envolvam o combate propriamente dito, exceto em circunstâncias especiais,
em que esse poder é usado de forma limitada. Podem ocorrer, inclusive, casos
nos quais os militares não exerçam necessariamente o papel principal.
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Operações Especiais – operações conduzidas por forças militares


especialmente organizadas, treinadas e equipadas, em ambientes hostis,
negados ou politicamente sensíveis, visando a atingir objetivos militares,
políticos, informacionais e/ou econômicos, empregando capacitações militares
específicas não encontradas nas forças convencionais. Essas operações
frequentemente requerem capacitações cobertas, clandestinas ou de baixa
visibilidade. Podem ser conduzidas independentemente ou em conjunto com
operações de forças convencionais e/ou de outras agências governamentais,
podendo, ainda, contar com a atuação de forças aliadas irregulares nativas,
bem como de F Op Esp de nações aliadas.

Operação Independente – o mesmo que Operação Singular.

Operação Interaliada – operação que envolve forças da Marinha, Exército ou


Força Aérea de países aliados, sem que haja um comando único.

Operações de Cooperação e Coordenação com Agências – interação das


Forças Armadas com outras agências com a finalidade de conciliar interesses e
coordenar esforços para a consecução de objetivos ou propósitos
convergentes que atendam ao bem comum, evitando a duplicidade de ações, a
dispersão de recursos e a divergência de soluções com eficiência, eficácia,
efetividade e menores custos.

Operações Militares – conjunto de ações realizadas com forças e meios


militares das Forças Armadas, coordenadas em tempo, espaço e finalidade, de
acordo com o estabelecido numa Diretriz, Plano ou Ordem para o cumprimento
de uma tarefa, missão ou atribuição. São realizadas no amplo espectro dos
conflitos, desde a paz estável até o conflito armado/ guerra, passando pela paz
instável e crises, sob a responsabilidade direta de autoridade militar
competente.

Operações no Amplo Espectro – é o Conceito Operativo do Exército, que


interpreta a atuação dos elementos da Força Terrestre para obter e manter
resultados decisivos nas operações, mediante a combinação de Operações
Ofensivas, Defensivas, de Pacificação e de Apoio a Órgãos Governamentais,
simultânea ou sucessivamente, prevenindo ameaças, gerenciando crises e
solucionando conflitos armados, em situações de Guerra e de Não Guerra.
Requer que comandantes em todos os níveis possuam alto grau de iniciativa e
liderança, potencializando a sinergia das forças sob sua responsabilidade.

Operação(ões) Ofensiva(s) – operação terrestre e agressiva, na qual


predominam o movimento e a iniciativa, com a finalidade de cerrar sobre o
inimigo, concentrar um poder de combate superior, no local e momento
decisivo, e aplicá-lo para destruir suas forças por meio do fogo, do movimento
e da ação de choque e, obtido sucesso, passar ao aproveitamento do êxito ou
à perseguição.
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Operação(ões) Principal(ais) – a ação coordenada de forças terrestres


numa fase de uma campanha militar para alcançar objetivos operacionais.
Compreende, normalmente, a preponderância de uma operação (ofensiva,
defensiva, de pacificação ou de apoio a órgãos governamentais) e a conjunção
das demais tarefas realizadas, simultaneamente, que também podem variar em
termos de tempo e espaço.

Operações Psicológicas – operações que incluem as ações psicológicas e a


guerra psicológica e compreendem ações políticas, militares, econômicas e
psicossociais planejadas e conduzidas para criar em grupos - inimigos, hostis,
neutros ou amigos - emoções, atitudes ou comportamentos favoráveis à
consecução de objetivos nacionais. São procedimentos técnico-especializados,
operacionalizados de forma sistematizada para apoiar a conquista de objetivos
políticos ou militares e desenvolvidos antes, durante e após o emprego da
força, visando a motivar públicos-alvo amigos, neutros ou hostis a atingir
comportamentos desejáveis.

Operação Singular – operação desenvolvida por apenas uma das Forças


Armadas. O mesmo que Operação Independente.

Organização(ões) Governamental(ais) – entidade(s) do Governo criadas para


um propósito específico, que realiza ações de interesse social, político,
administrativo, gestão de recursos, fiscalização financeira, questões de
segurança nacional, dentre outros.

Organização(ões) Intergovernamental(ais) – organização(ões) criada(s) por


um acordo formal entre dois ou mais órgãos governamentais, objetivando
promover interesses nacionais. Pode ser estabelecida em uma base global,
regional ou funcional para fins amplos ou estritamente definidos. Formado para
proteger e promover interesses nacionais compartilhados pelos Estados
membros.

Organização(ões) Internacionais – órgãos ou agências especializadas que


atuam em nome de entidades supranacionais, intragovernamentais ou de
associações de países. Podem ter abrangência mundial, como as agências da
Organização das Nações Unidas (ONU), ou regional, como as agências ou
órgãos da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Organização Militar – denominação genérica atribuída à unidade de tropa,


repartição, estabelecimento, navio, base, arsenal ou qualquer outra unidade
administrativa, tática ou operativa, das Forças Armadas.

Organização(ões) Não Governamental(ais) – organização externa a órgãos


governamentais, sem fins lucrativos, constituída formal e autonomamente,
caracterizada por ações de solidariedade no campo das políticas públicas e
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pelo legítimo exercício de pressões políticas em proveito de objetivos de


natureza humanitária. Também chamado de Terceiro Setor.

Ordem Pública – conjunto de regras formais que emanam do ordenamento


jurídico da nação, tendo por escopo regular as relações sociais de todos os
níveis do interesse público, estabelecendo um clima de convivência
harmoniosa e pacífica, fiscalizado pelo poder de polícia e constituindo uma
situação ou condição que conduza ao bem comum.

Planejamento – 1. Ato ou efeito de idealizar e fixar, com maior ou menor grau


de detalhes, a ação, operação ou atividade a ser realizada, por meio da
determinação e ordenação de um conjunto de ações que permitem atingir certo
objetivo. Compreende a identificação: do que; de quando; de como deve ser
feito; e de quem deve fazê-lo. 2. Atividade permanente e continuada que se
desenvolve de modo orientado e racional, sistematizando um processo de
tomada de decisões na solução de um problema, que envolve também a
implantação e o controle.

Planejamento Militar – planejamento que tem por finalidade definir a


concepção das Forças Armadas, ou de uma Força em particular, quanto à
forma de participação do Poder Militar, no esforço conjunto, para aplicação do
Poder Nacional, na busca da consecução dos Objetivos Nacionais.
Genericamente, representa também a atividade levada a efeito por qualquer
Força Armada ou fração, visando a sistematizar o processo de tomada de
decisões na solução de um problema de ordem militar.

Poder de Combate – capacidade global de uma organização para desenvolver


o combate, a qual resulta da combinação de fatores mensuráveis e não
mensuráveis que intervêm nas operações, considerando-se a tropa com seus
meios, valor moral, nível de eficiência operacional atingido e o valor profissional
do comandante. Sua avaliação é relativa, só tendo significação se comparada
com o do oponente.

Poder Nacional – capacidade que tem o conjunto dos homens e dos meios
que constituem a Nação, atuando em conformidade com a vontade nacional,
para alcançar e manter os objetivos nacionais. Manifesta-se em cinco
expressões: a política, a econômica, a psicossocial, a militar e a científico-
tecnológica.

Política de Defesa Nacional – 1. Política de Estado, voltada para ameaças


externas, que tem por finalidade fixar os objetivos para a defesa da Nação e,
também, orientar o preparo e o emprego da capacitação nacional, com o
envolvimento dos setores civil e militar, em todos os níveis e esferas de poder.
2. Documento condicionante de mais alto nível do planejamento de defesa,
voltado preponderantemente para ameaças externas, que tem por finalidade
estabelecer objetivos e diretrizes para o preparo e o emprego da capacitação
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nacional, com o envolvimento dos setores militar e civil, em todas as esferas do


poder nacional.

Política Nacional – 1. Conjunto de manifestações, implícitas ou explícitas, em


que se estabeleçam os interesses e os objetivos nacionais, as condições gerais
para o desenvolvimento e o progresso do País, os parâmetros que orientem a
inserção internacional brasileira nos diversos campos de atividades e a
condição de segurança pretendida, assegurando ao País uma condição que lhe
permita seguir livremente os caminhos do desenvolvimento e do progresso,
sem a interferência de ameaças de qualquer natureza. 2. Arte de identificar e
estabelecer os objetivos nacionais, mediante a interpretação dos interesses e
aspirações nacionais, e orientar a conquista e a preservação daqueles
objetivos.

Prevenção de Ameaças – envolvimento militar, cooperação de segurança e


dissuasão. Essas atividades em curso visam a estabelecer, moldar, manter e
aperfeiçoar as relações com outros países e autoridades civis nacionais (por
exemplo, os governadores de Estado ou de garantia da lei e da ordem local). O
objetivo estratégico e operacional geral é o de proteger os interesses do País
no Território Nacional e no exterior.

Processo – ação ou o conjunto de ações que seguem uma lógica


preestabelecida e capaz de transformar insumos em produtos.

Regras de Engajamento – caracteriza-se por uma série de instruções


predefinidas que orientam o emprego das unidades que se encontram na área
de operações, consentindo ou limitando determinados tipos de comportamento,
em particular o uso da força, a fim de permitir atingir os objetivos políticos e
militares estabelecidos pelas autoridades responsáveis. Dizem respeito à
preparação e à forma de condução tática dos combates e engajamentos,
descrevendo ações individuais e coletivas, incluindo as ações defensivas e de
pronta resposta.

Segurança – 1. Segurança é a condição que permite ao País a preservação da


soberania e da integridade territorial, a realização dos seus interesses
nacionais, livre de pressões e ameaças de qualquer natureza, e a garantia aos
cidadãos do exercício dos direitos e deveres constitucionais. 2. Sentimento de
garantia necessária e indispensável a uma sociedade e a cada um dos seus
integrantes, contra ameaças de qualquer natureza. Condição que resulta do
estabelecimento e conservação de medidas de proteção que assegurem um
estado de inviolabilidade contra atos ou influências hostis.

Segurança Cibernética – impedir, evitar ou neutralizar ataques via internet, a


fim de prevenir ou mitigar danos relevantes às informações ou às próprias
redes e infraestruturas consideradas críticas.
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Segurança Nacional – condição que permite ao País a preservação da


soberania e da integridade territorial, a realização dos interesses nacionais,
livre de pressões e ameaças de qualquer natureza, e a garantia aos cidadãos
do exercício dos direitos e deveres constitucionais.

Segurança Pública – garantia que o Estado proporciona à Nação, a fim de


assegurar a ordem pública, ou seja, ausência de prejuízo aos direitos do
cidadão, pelo eficiente funcionamento dos órgãos do Estado.

Segurança Transnacional – integração de esforços pela comunidade


internacional para combate às ameaças e riscos decorrentes da globalização.

Sigilo – inviolabilidade do conhecimento ou dado contido nos documentos,


assegurada por lei.

Sincronização – elemento importante no planejamento, que se refere ao


arranjo de ações militares no tempo, no espaço e em termos de propósito,
destinado à produção de um poder relativo máximo em um dado lugar e em um
dado momento, decisivo. Pela sincronização das ações, busca-se a
simultaneidade de impactos sobre a força inimiga. Um plano de sincronização
bem concebido e executado é capaz de permitir que forças inferiores se
sobreponham a forças superiores.

Sinergia – ação conjunta de coisas, pessoas ou organizações, especialmente


quando o efeito é superior ao que é obtido através da totalidade das ações
separadas de cada uma das partes.

Situação de Não Normalidade – situação na qual as forças adversas, de


forma potencial ou efetiva, ameacem a integridade nacional, o livre exercício de
qualquer dos Poderes, o ordenamento jurídico em vigor e a paz social,
acarretando grave comprometimento da ordem pública e da ordem interna.
Caracteriza-se pela intervenção da União nos Estados ou no Distrito Federal,
ou pela decretação do estado de defesa ou do estado de sítio.

Situação de Normalidade – situação na qual os indivíduos, grupos sociais e a


nação sentem-se seguros para concretizar suas aspirações, interesses e
objetivos, porque o Estado, em sentido mais amplo, mantém a ordem pública e
a incolumidade das pessoas e do patrimônio. As forças adversas podem estar
atuantes, sem, entretanto, ameaçar a estabilidade institucional do País. No
plano legal, caracteriza-se pela plena vigência das garantias individuais e pela
não utilização das medidas de defesa do Estado e das instituições
democráticas. Nessa situação, o emprego das Forças Armadas pode ser
determinado, caso fique caracterizado o comprometimento da ordem pública.

Solução de Conflitos Armados – campanhas e operações de vulto. Quando


necessário para alcançar objetivos estratégicos ou para proteger os interesses
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nacionais, a liderança nacional do País pode decidir realizar uma grande


operação ou campanha normalmente envolvendo combates em larga escala.
Durante as principais operações, as ações da Força Conjunta são realizadas
simultânea ou sequencialmente, de acordo com um plano comum e são
controlados por um único Comandante. A campanha é uma série de grandes
operações relacionadas para atingir os objetivos estratégicos e operacionais
dentro de um determinado tempo e espaço.

Superioridade de Informações – é traduzida por uma vantagem operativa


derivada da habilidade de coletar, processar, disseminar, explorar e proteger
um fluxo ininterrupto de informações aos comandantes em todos os níveis, ao
mesmo em que se busca tirar proveito das informações do oponente e/ou
negar-lhe essas habilidades. É possuir mais e melhores informações do que o
adversário sobre o ambiente operacional. Permite o controle da dimensão
informacional (espectros eletromagnético, cibernético e outros) por
determinado tempo e lugar.

Tropa – termo coletivo que designa o pessoal de uma organização militar.

Unidade – 1. Termo genérico empregado para designar um navio ou aeronave


ou um grupo de navios ou aeronaves operando como um todo. 2. Organização
militar da Força Terrestre, cujo comando, chefia ou direção é privativo de oficial
superior, podendo ser denominada batalhão, regimento (quando da arma de
Cavalaria), grupo (quando da arma de Artilharia), parque ou depósito. É
composta por subunidades.

Unidade de Comando – singularidade funcional do comandante em qualquer


organização militar, de menor ou de maior nível, significando que a autoridade
de direção e controle da força é atribuída e exercida por uma só pessoa e que,
reciprocamente, qualquer militar ou comandante está subordinado a um único
chefe superior.

Vulnerabilidade – situação de fraqueza de uma força, sistema, instalação ou


equipamento, que pode ser explorada por um oponente para auferir vantagens.

Zona de Ação – medida de controle estabelecida pelo escalão superior que


proporciona, no interior de seus limites, autoridade para conduzir sua operação
e controlar as ações que apoiem sua missão. Esta zona, que poderá ser
contígua ou não a outras, deve permitir o emprego de seus meios ao máximo
de suas possibilidades e a proteção dos mesmos.
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REFERÊNCIAS

BRASIL. Exército. Estado-Maior. Instruções Gerais para as Publicações


Padronizadas do Exército. EB10-IG-01.002. 1. ed. Brasília, DF: Estado-Maior
do Exército, 2011.

BRASIL. Exército. Estado-Maior. Abreviaturas, Símbolos e Convenções


Cartográficas. C 21-30. Brasília, DF: Estado-Maior do Exército, 2002.

BRASIL. Exército. Estado-Maior. A Força Terrestre Componente nas


Operações. EB20-MC-10.301; 1. ed. Brasília, DF: Estado-Maior do
Exército;2014.

BRASIL. Exército. Estado-Maior. Catálogo de Capacidades do Exército


2015-2035. EB20 – C -07-001. Brasília, DF: Estado-Maior do Exército.

BRASIL. Exército. Estado-Maior. Força Terrestre Componente. EB20-MC-


10.202; 1. ed. Brasília, DF: Estado-Maior do Exército; 2014.

BRASIL. Exército. Estado-Maior. Operações em Ambiente Interagências.


EB20-MC-10.201. 1. ed. Brasília, DF: Estado-Maior do Exército, 2013.

BRASIL. Exército. Estado-Maior. Inteligência. EB20-MC-10.207. 1. ed.


Brasília, DF: Estado-Maior do Exército, 2015.

BRASIL. Exército. Estado-Maior. Inteligência Militar Terrestre. EB20-MF-


10.107. 2. ed. Brasília, DF: Estado-Maior do Exército, 2015.

BRASIL. Ministério da Defesa. Glossário das Forças Armadas. MD35-G-01.4.


ed. Brasília, DF: Ministério da Defesa, 2007.

BRASIL. Ministério da Defesa. Doutrina de Operações Conjuntas. MD30-M-


01. 1. ed. Brasília, DF: Ministério da Defesa, 2011.

BRASIL. Ministério da Defesa. Operações Interagências. MD33-M-12. 1. ed.


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BRASIL. Ministério da Defesa. Manual de Abreviaturas, Siglas, Símbolos e


Convenções Cartográficas das Forças Armadas. MD33-M-02. 3. ed.
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BRASIL. Exército. Comando de Operações Terrestres. Manual de Campanha


Lista de Tarefas Funcionais. EB70-MC-10.341. 1. ed. Brasília, DF: Comando
de Operações Terrestres, 2016.
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BRASIL. Exército. Comando de Operações Terrestres. Manual de Campanha


Operações. EB70-MC-10.223. 5. ed. Brasília, DF: Comando de Operações
Terrestres, 2017.

BRASIL. Exército. Comando de Operações Terrestres. Manual de Campanha


Operações Especiais. EB70-MC-10.212. 3. ed. Brasília, DF: Comando de
Operações Terrestres, 2017.
COMANDO DE OPERAÇÕES TERRESTRES
CENTRO DE DOUTRINA DO EXÉRCITO
Brasília, DF, 16 de agosto de 2019
[Link]

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