Código Do Imposto Sobre o Rendimento Das Pessoas Singulares (IRPS)
Código Do Imposto Sobre o Rendimento Das Pessoas Singulares (IRPS)
BOLETIM OFICIAL
1 952000 007152
ÍNDICE
ASSEMBLEIA NACIONAL:
Lei n° 78/VIII/2014:
Aprova o Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRPS). .............................2344
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Por mandato do Povo, a Assembleia Nacional decreta, Todas as remissões feitas ao Regulamento do Imposto
nos termos da alínea b) do artigo 175º da Constituição, Único sobre o Rendimento que tenham correspondência
o seguinte: no presente código consideram-se efectuadas para as
Artigo 1º suas disposições, salvo quando do contexto resulte in-
Aprovação
terpretação diferente.
Artigo 7º
É aprovado o Código do Imposto sobre o Rendimento
das Pessoas Singulares (IRPS), anexo ao presente diploma Alterações ao Código
e que dele faz parte integrante.
1. Todas as alterações permanentes ao regime do
Artigo 2º Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares
Regime transitório serão feitas por aditamento, alteração ou supressão no
respectivo Código.
1. O IUR relativo ao ano de 2014 e aos anos anteriores
devido por sujeitos passivos abrangidos pelo método de- 2. As alterações ao Código do Imposto sobre o Rendi-
clarativo é pago nos termos gerais do Regulamento do IUR mento das Pessoas Singulares feitas em leis de aprovação
e legislação complementar. do Orçamento de Estado vigoram apenas no período
económico a que respeitam.
2. O IUR relativo ao ano de 2014 devido por sujeitos
passivos abrangidos pelo método da estimativa é pago Artigo 8º
em doze prestações mensais consecutivas no ano de 2015. Entrada em vigor
3. À liquidação e pagamento do IUR relativo ao ano
O Código do IRPS entra em vigor no dia 1 de Janeiro
de 2014 devido por sujeitos passivos abrangidos pelo
de 2015.
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rias, comissões ou bónus, gratificações, per- prestado pelos membros dos órgãos estatutá-
centagens, prémios de produtividade, partici- rios das pessoas colectivas e entidades equipa-
pações ou prémios, senhas de presença, emo- radas, com excepção dos que neles participem
lumentos e participações em coimas, subsí- como contabilistas ou auditores certificados;
dios de férias e de Natal, ou outros subsídios;
b) Trabalho prestado ao abrigo de contrato de aqui-
b) Honorários dos membros dos órgãos estatutá- sição de serviços ou outro de idêntica natureza,
rios das pessoas colectivas e entidades equi- desde que seja prestado sob a autoridade e a
paradas e outras remunerações em virtude do direcção da pessoa do adquirente dos serviços
exercício dessas funções; ou em nome e por conta desta;
c) Pagamentos atribuídos pelo empregador devido c) Exercício de função, serviço ou cargo públicos;
à perda do contrato de trabalho, quaisquer al-
d) Quaisquer outras situações que sejam consequência
terações a esse contrato ou ao termo do mesmo;
da relação laboral, tais como situações de pré-
d) Pagamentos efectuados no termo do contrato de reforma, pré-aposentação ou reserva, e outras
trabalho, relativos a montantes a que o traba- idênticas, com ou sem prestação de trabalho
lhador tenha direito e ainda não pagos, inde- mesmo que devidas por fundos de pensões ou
pendentemente da sua designação; outras entidades, que se substituam à entidade
originariamente devedora.
e) Reembolso ou quitação pelo empregador de qual-
quer despesa do trabalhador, incluindo des- 2. Considera-se entidade patronal toda aquela que pa-
pesas domésticas ou despesas de saúde; gue ou coloque à disposição remunerações que constituam
rendimentos do trabalho dependente nos termos deste
f) Importâncias despendidas pela entidade patronal código, sendo a ela equiparada qualquer outra entidade
com seguros de doença não obrigatórios e aci- que com ela esteja em relação de domínio ou de grupo,
dentes pessoais não laborais, seguros e opera- independentemente da respectiva localização geográfica.
ções do ramo «Vida», contribuições para fun- Artigo 4º
dos de pensões e regimes complementares de
Pensões
segurança social;
Consideram-se rendimentos de pensões, compreendi-
g) Ajudas de custo, despesas de representação,
dos na Categoria A deste imposto:
subsídios de refeição, importâncias auferidas
pela utilização de automóvel próprio ao serviço a) As prestações devidas a título de pensões de apo-
da entidade patronal, abonos para falhas e sentação ou de reforma, velhice, invalidez ou
abonos de família, na parte em que excedam sobrevivência, e outras de idêntica natureza,
os limites fixados para a função pública; tais como as rendas temporárias ou vitalícias;
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3. Para efeitos do presente Código, considera-se prédio c) Os juros e outras formas de remuneração de su-
rústico uma parte delimitada do solo e as construções primentos, abonos ou adiantamentos de capi-
nele existentes que não tenham autonomia económica, tal feitos pelos sócios à sociedade;
prédio urbano qualquer edifício incorporado no solo e os
terrenos que lhe sirvam de logradouro e prédio misto o d) Os juros e outras formas de remuneração devi-
que comporte parte rústica e parte urbana. dos pelo facto de os sócios não levantarem os
lucros ou remunerações colocados à sua dis-
4. Para efeitos do número anterior, considera-se cons- posição;
trução todo o bem móvel assente no mesmo local por
período superior a doze meses. e) Os juros ou quaisquer acréscimos de crédito pe-
cuniário resultantes da dilação do respectivo
Artigo 12º
vencimento ou de mora no seu pagamento, se-
Facto gerador jam legais, sejam contratuais, com excepção
dos juros devidos ao Estado ou a outros entes
Os rendimentos da categoria C ficam sujeitos a tri- públicos por atraso na liquidação ou mora no
butação quando pagos ou colocados à disposição dos pagamento de quaisquer contribuições, im-
respectivos titulares. postos ou taxas;
Artigo 13º
f) Os juros, os prémios de amortização ou de reem-
Isenção bolso e as outras formas de remuneração de
títulos da dívida pública, obrigações, títulos
Ficam isentos os rendimentos prediais que cumulati- de participação, certificados de consignação,
vamente: obrigações de caixa ou outros títulos análo-
gos, emitidos por entidades públicas ou pri-
a) Se refiram a imóveis que integrem estabeleci- vadas, e demais instrumentos de aplicação fi-
mentos hoteleiros classificados para o funcio- nanceira, designadamente letras, livranças e
namento turístico; outros títulos de crédito negociáveis, enquanto
b) Sejam provenientes da exploração turística efec- forem utilizados nessas condições;
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c) Sejam suportados por contrato escrito de explo- h) O valor atribuído aos associados em resultado da
ração turística assinado entre o proprietário partilha que, nos termos do Código do IRPC,
do imóvel e o operador do estabelecimento seja considerado rendimento de aplicação de
hoteleiro. capitais, bem como o valor atribuído aos asso-
ciados na amortização de partes sociais sem
Subsecção IV redução de capital;
Categoria D
i) Os rendimentos das unidades de participação em
Artigo 14º fundos de investimento;
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b) Os filhos, adoptados e enteados, maiores, bem 1. Consideram-se obtidos em território nacional os ren-
como aqueles que até à maioridade estiverem dimentos que sejam assim considerados para efeitos do
sujeitos a tutela de qualquer dos sujeitos a Código do IRPC, e bem assim os que, não se encontrando
quem incube a direcção do agregado familiar, que nessas condições, a seguir se indicam:
não tendo mais de 24 anos nem auferindo ren-
dimento mensal superior à retribuição mínima a) Os rendimentos do trabalho dependente de-
mensal garantida tenham frequentado no ano correntes de actividades nele exercidas, ou
a que o imposto respeita o 11º ou 12º anos, no quando tais rendimentos sejam devidos por
estabelecimento de ensino médio ou superior; entidades que nele tenham residência, sede,
direcção efectiva ou estabelecimento estável
c) Os filhos, adoptados, enteados e os sujeitos a tu-
a que deva imputar-se o pagamento;
tela, maiores, inaptos para o trabalho e para
angariar meios de subsistência. b) As remunerações dos membros dos órgãos es-
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4. As pessoas referidas nos números anteriores não tatutários das pessoas colectivas e outras
podem, simultaneamente, fazer parte de mais do que entidades, devidas por entidades que nele
um agregado familiar, nem, integrando um agregado tenham residência, sede, direcção efectiva ou
familiar, ser consideradas sujeitos passivos autónomos, estabelecimento estável a que deva imputar-se
devendo identificar-se os dependentes por meio de nú- o pagamento;
mero fiscal próprio.
c) As pensões devidas por entidade que nele tenha
5. A situação pessoal e familiar dos sujeitos passivos sede, residência, direcção efectiva ou estabe-
relevante para efeitos de tributação é aquela que se lecimento estável a que deva imputar-se;
verifique no último dia do ano a que o imposto respeite.
d) Os rendimentos do trabalho prestado a bordo de na-
6. As pessoas que vivam em união de facto e preencham vios e aeronaves, desde que os seus beneficiários
os pressupostos constantes da lei respectiva, podem optar estejam ao serviço de entidade com residência,
pelo regime de tributação dos sujeitos passivos casados sede ou direcção efectiva nesse território.
e não separados judicialmente de pessoas e bens, desde
que façam prova do reconhecimento da sua condição pelas 2. É aplicável ao IRPS o disposto no artigo 8.º do Código
entidades competentes. do IRPC, com as devidas adaptações.
Artigo 20º
Artigo 23º
Extensão da obrigação do imposto
Contitularidade de rendimentos
1. Os sujeitos passivos residentes em território nacional
ficam sujeitos a IRPS relativamente à totalidade dos seus Os rendimentos que pertençam em comum a várias pes-
rendimentos, incluindo os obtidos fora desse território. soas são imputados a estas na proporção das respectivas
2. Os sujeitos passivos não residentes em território quotas, que se presumem iguais quando indeterminadas.
nacional, ficam sujeitos a IRPS apenas relativamente Artigo 24º
aos rendimentos obtidos neste território.
Imputação especial
Artigo 21º
Residência 1. Constitui rendimento dos sócios ou membros das
São residentes em território nacional os sujeitos pas- entidades referidas no artigo 9º do Código do IRPC, que
sivos em relação aos quais, no ano a que respeitem os sejam pessoas singulares, o resultante da imputação
rendimentos, ocorra alguma das seguintes situações: efectuada nos termos e condições dele constantes.
a) Hajam nele permanecido mais de cento e oitenta 2. Para efeitos do disposto no número anterior, as res-
e três dias, seguidos ou interpolados em qual- pectivas importâncias integrar-se-ão como rendimento
quer período de doze meses; líquido na categoria B.
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3. Quando o sujeito passivo exerça a sua actividade em 1. O rendimento da categoria C é tributado através
conjunto com outros profissionais, os encargos dedutíveis de englobamento obrigatório, ficando sujeito à dedução,
são rateados em função da respectiva utilização dos até 30% (trinta porcento) do valor do rendimento, das
serviços ou meios de trabalho ou, na falta de elementos despesas de manutenção e conservação suportadas pelo
que o permitam, na proporção dos rendimentos brutos. sujeito passivo e documentalmente comprovadas.
4. Não são dedutíveis as remunerações dos titulares 2. Na sublocação, a diferença entre a renda recebida
de rendimentos desta categoria, assim como outras pres- pelo sublocador e a renda paga por este não beneficia de
tações a título de ajudas de custo, utilização de viatura qualquer dedução.
própria ao serviço da actividade, subsídios de refeição e
Secção V
outras de natureza acessória.
Rendimentos de capitais
Artigo 34º
Artigo 37º
Dedução de prejuízos fiscais em caso de sucessão
Regras de determinação dos rendimentos de capitais
Nos casos de sucessão por morte, a dedução de pre- O rendimento da categoria D é tributado pelo seu valor
juízos fiscais prevista no artigo 59º do Código do IRPC bruto, sem qualquer dedução, mediante taxa liberatória
só aproveita ao sujeito passivo que suceder àquele que e sem opção de englobamento.
suportou o prejuízo.
Artigo 38º
Artigo 35º
Presunções relativas à Categoria D
Realização do capital social com entrada do património
empresarial 1. Presume-se que os mútuos e aberturas de crédito
referidos no número 2 do artigo 16º são remunerados à
1. Não há lugar ao apuramento de resultado tributável taxa de juro legal, se outra mais elevada não constar do
em virtude da realização de capital social através da título constitutivo ou não houver sido declarada.
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Estão isentos em 50% do seu valor os rendimentos ob- Automóveis ligeiros de passageiros 50% do valor de aquisição no
com valor de aquisição igual ou su- ano de matrícula
tidos pela participação em capitais próprios de qualquer perior a 5.000.000$00
tipo de entidades, tais como os dividendos e quaisquer
participações nos lucros das sociedades, incluindo os Suprimentos e empréstimos feitos 30% do valor anual
no ano de valor igual ou superior a
adiantamentos por conta de lucros e os apurados na 2500.000$00
liquidação, bem como qualquer outra utilidade recebida
por um sujeito em virtude da sua condição de sócio, ac- 2. Na aplicação da tabela prevista no número anterior
cionista ou associado. tomam-se em consideração:
Secção VI
a) Os bens adquiridos no ano em causa ou nos três
Ganhos patrimoniais anos anteriores pelo sujeito passivo ou qual-
quer elemento do respectivo agregado familiar;
Artigo 40º
Regras de determinação dos ganhos patrimoniais b) Os bens de que frua no ano em causa o sujeito
passivo ou qualquer elemento do respectivo
O rendimento da categoria E é tributado pelo seu valor
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5. As deduções à colecta efectuam-se pela ordem dos À colecta do imposto são dedutíveis os benefícios fiscais
números anteriores. previstos no Código dos Benefícios Fiscais, com o limite
máximo de 20.000$00 (vinte mil escudos).
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Artigo 53º
Artigo 56º
Deduções familiares
Dupla tributação internacional
À colecta do imposto é deduzido o valor de 5.000$00
(cinco mil escudos) por cada uma das seguintes pessoas, Os titulares de rendimentos obtidos no estrangeiro
com o máximo de 25.000$00 (vinte e cinco mil escudos): têm direito a um crédito de imposto por dupla tributação
internacional, que corresponde à menor das seguintes
a) Dependentes que não sejam sujeitos passivos importâncias:
deste imposto;
a) Imposto sobre o rendimento pago no estrangeiro;
b) Pessoas declaradas em estado de invalidez per-
manente que vivam em situação de depen- b) Fracção da colecta de IRPS calculada antes da
dência económica do sujeito passivo; dedução, correspondente aos rendimentos
que no país em causa possam ser tributados,
c) Ascendentes que vivam efectivamente em comu- líquidos das deduções previstas neste Código.
nhão de habitação com o sujeito passivo e não
aufiram rendimento superior à pensão social. CAPÍTULO VI
Artigo 54º Declaração anual de rendimentos
Deduções pessoais Artigo 57º
1. À colecta do imposto são dedutíveis 10% das seguintes Obrigação e dispensa de apresentação de declaração
importâncias, documentalmente comprovadas e não
reembolsadas, com o limite máximo de 25.000$00 (vinte 1. Estão obrigados a apresentar declaração anual de
e cinco mil escudos): rendimentos os sujeitos passivos titulares de rendimentos
objecto de englobamento obrigatório ou que os englobem
a) Despesas de saúde do sujeito passivo e do seu por opção própria.
agregado familiar, tituladas por receita médica;
2. A declaração anual de rendimentos é apresentada
b) Pensões de alimentos a que o sujeito passivo es- no ano seguinte àquele a que os rendimentos respeitam,
teja obrigado por decisão judicial ou por acordo nos seguintes prazos:
homologado nos termos da lei civil.
a) Até ao final do mês de Março, quando os sujeitos
2. Apenas são consideradas dedutíveis as despesas de passivos apenas aufiram rendimentos da ca-
saúde realizadas no estrangeiro que respeitem a despesas tegoria A;
médicas propriamente ditas, do sujeito passivo ou do
seu agregado. b) Até ao final do mês de Maio, nos restantes casos.
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3. A declaração anual de rendimentos é ainda apre- 2. A liquidação, ainda que adicional, só pode efectuar-se
sentada nos trinta dias subsequentes à ocorrência de dentro do prazo de caducidade previsto no Código Geral
qualquer facto que determine alteração de rendimentos Tributário, sendo que em caso de reporte de resultado
já declarados ou que implique, relativamente a anos líquido negativo o prazo de caducidade corresponde ao
anteriores, a obrigação de os declarar. prazo de exercício desse direito.
4. Os sujeitos passivos que apenas procedam ao englo- Artigo 62º
bamento de rendimentos da categoria B, enquadrados no
Autoliquidação
regime de contabilidade organizada, entregam a sua de-
claração anual de rendimentos por via electrónica acom- 1. Os sujeitos passivos que nos termos do número 4
panhada dos documentos referidos no Código do IRPC. do artigo 57.º estejam obrigados à entrega da declaração
Artigo 58º anual de rendimentos por via electrónica procedem à
Contitularidade, rendimentos litigiosos e falecimento do titular liquidação do imposto na própria declaração.
1. Em caso de contitularidade de rendimentos da 2. O imposto apurado por retenção na fonte, bem como
categoria B, incumbe ao co-titular a quem pertença a os pagamentos fraccionados, são objecto de autoliquidação
respectiva administração apresentar na sua declaração pelos sujeitos passivos ou pelos respectivos substitutos
de rendimentos a totalidade dos elementos contabilísticos tributários, a realizar nos prazos estabelecidos nos ar-
exigidos para o apuramento do rendimento colectável, tigos 69º a 73º.
nela identificando os restantes co-titulares e a parte que
Artigo 63º
lhes couber.
Liquidação oficiosa e liquidação adicional
2. Sempre que a determinação do titular ou do valor
dos rendimentos dependa de decisão judicial, o engloba- A liquidação oficiosa e a liquidação adicional concreti-
mento só se faz depois de transitada em julgado aquela zam-se nos termos do Código Geral Tributário.
decisão, e efectua-se na declaração de rendimentos do
ano em que transite. Artigo 64º
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notificado para pagar o imposto no prazo de trinta dias 3. As retenções na fonte sobre os rendimentos da
a contar da data da notificação, acrescido dos juros com- categoria A têm carácter liberatório e progressivo,
pensatórios a que haja lugar. transformando-se em retenções por conta do imposto
devido a final, sempre que o sujeito passivo opte pelo en-
2. A falta de pagamento atempado determina a liqui- globamento, e são objecto de regulamentação específica.
dação de juros de mora e a cobrança coerciva, nos termos
do Código Geral Tributário e do Código das Execuções 4. A fórmula de retenção na fonte para trabalhador
Tributárias. dependente é:
Artigo 68º
0,15R m 5.500 para R m d 80.000 ECV
Entrega de retenções na fonte e de pagamentos fraccionados °
IR ®0,21R m 10.300 para 80.000 R m d 150.000 ECV
Nos casos de retenção na fonte e de pagamentos frac- °0,25R 16.300 para R ! 150.000 ECV
cionados em falta, a Administração Fiscal procede à ¯ m m
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c) Declaração de alteração sempre que se verifique 1. Os sujeitos passivos com rendimentos da categoria B
alteração de qualquer dos elementos constantes enquadrados no regime de contabilidade organizada
da declaração de início de actividade; estão obrigados a organizá-la nos termos gerais da lei e
de acordo com o Código do IRPC, de modo a permitir o
d) Declaração de cessação de actividade, sempre controlo do lucro tributável.
que esta termine.
2. Os sujeitos passivos enquadrados no regime de
3. As declarações a que se refere o número anterior são contabilidade organizada são obrigados a centralizar a
apresentadas nos seguintes prazos: contabilidade, escrituração dos seus livros e documentação
com ela relacionada no seu domicílio fiscal, incluindo o
a) A declaração de início de actividade, antes do de estabelecimento estável ou instalação situados em
inicio de qualquer actividade susceptível de território nacional, devendo neste último caso indicar,
produzir rendimentos da categoria B, não se na declaração de registo ou na declaração anual de ren-
considerando verificado esse início com a prá- dimentos, a sua localização, devendo conservá-los em boa
tica de actos preparatórios impostos por lei ou ordem, durante os cinco anos civis subsequentes.
de uso corrente;
3. Os sujeitos passivos enquadrados no regime simpli-
b) A declaração de informação contabilística e fiscal, ficado estão obrigados a terem os documentos de registos
até ao final do mês de Setembro do ano seguinte previstos no diploma próprio, devendo conservá-los em boa
àquele a que os rendimentos respeitam; ordem, durante o período previsto no número anterior.
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Sociedades corretoras e sociedades financeiras de corretagem 2. Sempre que ocorra qualquer alteração relativa à
situação pessoal ou familiar do sujeito passivo de IRPS,
Sem prejuízo do disposto em legislação específica, deve esta ser comunicada:
as sociedades corretoras, as sociedades financeiras de
corretagem e outras instituições financeiras comunicam a) Na declaração de rendimentos respeitante ao
por via electrónica à Administração Fiscal, até final de ano da verificação dos factos;
Fevereiro, relativamente a cada sujeito passivo:
b) Em declaração de modelo oficial a apresentar
a) O número total de acções e outros valores mobi-
durante o mês de Janeiro do ano seguinte
liários alienados com a sua intervenção, bem
àquela verificação, caso o sujeito passivo não
como o respectivo valor;
esteja obrigado à apresentação da declaração
b) O número de contratos de instrumentos finan- anual de rendimentos.
ceiros derivados, bem como o respectivo valor,
adquiridos ou vendidos com a sua intervenção Aprovado em 26 de Novembro de 2014
e, bem assim, aqueles em que se verifiquem
situações de vencimento, exercício ou outras O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso
formas de extinção do contrato. Ramos
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