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RECURSO EM HABEAS CORPUS #180817 - PE (2023/0155176-8) Relator: Ministro Antonio Saldanha Palheiro

O recurso em habeas corpus nº 180817 foi impetrado por Victor Bomfim Alessi contra a condenação por uso de documento falso para revalidação de diploma. O Tribunal Regional Federal da 5ª Região negou conhecimento ao habeas corpus, considerando que a defesa questionava a validade de provas que demandariam reexame fático, incompatível com a natureza do habeas corpus. O Superior Tribunal de Justiça também não conheceu do recurso, reafirmando que o habeas corpus não pode ser utilizado como substitutivo de recurso adequado.
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RECURSO EM HABEAS CORPUS #180817 - PE (2023/0155176-8) Relator: Ministro Antonio Saldanha Palheiro

O recurso em habeas corpus nº 180817 foi impetrado por Victor Bomfim Alessi contra a condenação por uso de documento falso para revalidação de diploma. O Tribunal Regional Federal da 5ª Região negou conhecimento ao habeas corpus, considerando que a defesa questionava a validade de provas que demandariam reexame fático, incompatível com a natureza do habeas corpus. O Superior Tribunal de Justiça também não conheceu do recurso, reafirmando que o habeas corpus não pode ser utilizado como substitutivo de recurso adequado.
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RECURSO EM HABEAS CORPUS Nº 180817 - PE (2023/0155176-8)

RELATOR : MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIRO


RECORRENTE : VICTOR BOMFIM ALESSI
ADVOGADOS : EMIDIO ANTONIO FERRÃO - SP321043
MARCIO ALEXANDRE ARAUJO SANTOS - SP191225
RECORRIDO : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

DECISÃO

Trata-se de recurso em habeas corpus com pedido liminar impetrado em


favor de VICTOR BOMFIM ALESSI contra acórdão do TRIBUNAL REGIONAL
FEDERAL DA 5ª REGIÃO (HC n. 0814550-19.2022.4.05.0000).

Consta dos autos que o recorrente "foi condenado às penas de 04 (quatro)


anos e 08 (oito) meses de reclusão e 08 (oito) meses de detenção, como incurso nos
arts. 304 c/c 297 e 299 e 283, do Código Penal, pela prática do uso de documento falso
para obtenção de revalidação do diploma junto à Universidade Federal do Rio Grande
do Norte, o registro de médico junto ao Conselho Regional de Medicina do Estado do
Mato Grosso do Sul, e exercer a profissão de médico de forma ilegal" (e-STJ fl. 123).

Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus, tendo o Tribunal de origem


negado conhecimento nos seguintes termos (e-STJ fls. 128/129):
PENAL E PROCESSUAL PENAL. "HABEAS CORPUS" SUBSTITUTIVO DE
RECURSO. QUESTIONAMENTO DE PROVA. NULIDADE DE SENTENÇA.
NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO ACERVO FÁTICO
PROBATÓRIO. INADEQUAÇÃO DO WRIT. APELAÇÃO INTERPOSTA.
UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO RECURSAL.
IMPOSSIBILIDADE. NÃO CONHECIMENTO DO HABEAS CORPUS.
1. Habeas Corpus, impetrado em favor de V. B. A., apontando como
autoridade coatora o Juízo da 14ª Vara Federal do SJRN, nos autos do
processo nº . 0814550-19.2022.4.05.0000
2. A tese sustentada pelo impetrante é a de que a condenação do paciente
se deu com base em prova supostamente nula, por não ter sido comprovada
a veracidade dos fatos narrados na documentação.
3. A prova apontada consistiu no Ofício-Circular n.º 0378073/2019/DAES-
INEP, de 29/05/2019, encaminhada pelo INEP - Instituto Anízio Teixeira à
Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, no qual é
comunicada a ocorrência de fraude no exame REVALIDA 2017, destinado à
obtenção de revalidação do diploma de estrangeiro de médico. Porém, é ver-
se que a premissa sustentada pelo impetrante é de natureza
fática controvertida, contrapondo-se ao próprio fato delituoso descrito na

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denúncia, no qual se afirma que o paciente fez uso de documento público
falso supostamente emitido pelo INEP perante a UFRN, e ao decreto
condenatório, proferido após regular instrução processual.
4. Como se vê da narrativa contida na inicial, a informação da CEBRASPE
no sentido de que não houve fraudes no REVALIDA não contraria a matéria
de fato que determinou a condenação, porquanto nela não se alegou ou se
constatou qualquer fraude no certame em si, mas em fatos a ele posteriores
e relacionados à inserção no "e-mail" falsificado da aprovação de pessoas
que não estavam na relação dos aprovados, de sorte que é de conteúdo
altamente controverso. Não sendo manifesta a nulidade apontada, a
pretensão de seu reconhecimento demandaria, em princípio, o revolvimento
de todo o acervo fático-probatório contido nos autos, procedimento
incompatível com a estreita via do . habeas corpus
5. O Superior Tribunal de Justiça tem posicionamento firmado no sentido de
ser incabível a impetração de quando substitutivo de recurso. habeas corpus
6. Neste sentido: AgRg no HC n. 753.464/SC, relatora Ministra Laurita Vaz,
Sexta Turma, julgado em 20/9/2022, DJe de 29/9/2022; STJ, HC nº 451.191 -
MG, Rel. Min. SEBASTIÃO REIS JÚNI OR, DJe 28.05.2018; HC nº 389.014 -
PR, Rel. Min. JORGE MUSSI, DJe 09.05.2017; PROCESSO:
08091606820224050000, HABEAS CORPUS CRIMINAL,
DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO MACHADO CORDEIRO, 2ª
TURMA, JULGAMENTO: 20/09/2022; PROCESSO:
08035075620204050000, HABEAS CORPUS CRIMINAL,
DESEMBARGADOR FEDERAL FRANCISCO ROBERTO MACHADO, 1ª
TURMA, JULGAMENTO: 06/08/2020.
7. Em face da decisão proferida, deve a parte interpor o recurso adequado,
no caso, apelação, nos termos do art. 593, I, do CPP, o que por sinal já
ocorreu, tendo sido interposto apelo sob o n° 0802518-02.2022, já apreciado
por esta turma na sessão do dia 14/02/2023, no qual foi devolvida toda
matéria discutida na sentença. Em outras palavras, as teses estampadas na
sentença - que cuidou de afastar as teses trazidas em sede de resposta à
acusação - foram avaliadas quando do julgamento da apelação.
8. O presente "habeas corpus" está claramente sendo utilizado como
substitutivo do recurso adequado, o que se mostra claramente incabível, de
forma que não deve ser conhecido. Ressalte-se que não se afigura qualquer
ilegalidade na decisão impugnada capaz de possibilitar a concessão, de
ofício, da ordem.

9. Habeas Corpus não conhecido.

No presente recurso, sustenta a defesa que "não há crime se o agente usa o


documento supondo que seja verdadeiro, dada a inadmissibilidade de condenação pelo
elemento subjetivo CULPOSO" (e-STJ fl. 154).

Pontua "que o arcabouço probatório constante nos autos é raso e, portanto,


insuficiente para autorizar e manter a condenação, até porque, o Recorrente buscou a
Universidade e assinou um termo de declaração de próprio punho, firmando ter ciência
de que a entrega de seus documentos na Universidade e também no Conselho
Regional de Medicina do Estado do Mato Grosso do Sul, não lhe garantiria a
revalidação de seu diploma, visto que, os documentos estavam sujeitos a
obrigatoriedade da conferência do ente público, Universidade Federal do Rio
Grande do Norte" (e-STJ fl. 154).

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Aduz que "o entendimento doutrinário e jurisprudencial atual partem da
premissa de QUE NÃO EXISTE FALSO IDEOLÓGICO EM DOCUMENTO SUJEITO A
CONFERÊNCIA E VERIFICAÇÃO POSTERIOR, como no caso da documentação
apresentada junto à Universidade Federal do Rio Grande do Norte" (e-STJ fl. 157).

Frisa que "a documentação juntada nos autos não serve como documento
hábil para ensejar e manter-se uma condenação ao Recorrente, pois os documentos
apresentados junto a Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRN se
sujeitavam à demonstração de veracidade por outros documentos e à produção de
provas, nos mesmos autos onde deveria produzir seus efeitos" (e-STJ fl. 159).

Afirma, também, "que o Recorrente teve sua inscrição cassada junto ao


Conselho Federal de Medicina por decisão administrativa e, portanto, a conduta
acometida não seria o exercício ilegal da medicina, pois em nenhum momento o
Recorrente exerceu sua atividade profissional de forma ilegal, sendo que quando
exerceu tinha consigo o registro junto ao conselho de classe e, quando teve o
conhecimento do cancelamento de sua inscrição, cessou sua atividade de forma
imediata" (e-STJ fl. 160). No ponto, defende, ainda, que "o entendimento da doutrina
correlacionada ao crime do exercício ilegal da medicina é uníssono quanto ao elemento
subjetivo do tipo, somente é caracterizado na modalidade DOLOSA" (e-STJ fl. 162).

Busca, inclusive liminarmente, "seja anulada a condenação, bem como o


trancamento da ação penal nº 0802518-02.2022.4.05.8400, que teve sua origem em
trâmite perante a 14º Vara Federal de Natal, Estado do Rio Grande do Norte" (e-STJ fl.
163).

Liminar indeferida (e-STJ fl. 197/200).

Informações prestadas.

O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento do


recurso (e-STJ fls. 215/220).
É o relatório.
Decido.

O presente recurso em habeas corpus não comporta conhecimento.

Isso porque o Tribunal de origem nem sequer conheceu do pedido de


nulidade das provas produzidas, em razão de demandar o reexame detido do acervo
fático-probatório e, portanto, consubstanciar matéria objeto do recurso de apelação.

Dessarte, fica obstado o exame das matérias diretamente pelo Superior


Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância e violação dos

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princípios do duplo grau de jurisdição e do devido processo legal.

Nesse sentido, os seguintes julgados:


HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. NÃO
CABIMENTO. TRÁFICO DE DROGAS, ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO
DE ENTORPECENTES, PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO
PERMITIDO E CORRUPÇÃO DE MENORES. SEMI(IMPUTABILIDADE),
NEGATIVA DE AUTORIA, INVASÃO DE DOMICÍLIO E TRANCAMENTO DA
AÇÃO PENAL. MATÉRIAS NÃO ANALISADAS PELO TRIBUNAL DE
ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REVOGAÇÃO DA PRISÃO
PREVENTIVA. IMPOSSIBILIDADE. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA.
PERICULOSIDADE CONCRETA DO AGENTE. PARTICIPAÇÃO DE
ADOLESCENTE, ARMAS, MUNIÇÕES E QUANTIDADE E VARIEDADE
DAS DROGAS APREENDIDAS. NECESSIDADE DE GARANTIR A ORDEM
PÚBLICA. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA.
MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS. INSUFICIÊNCIA. RISCO DE
CONTAMINAÇÃO PELA COVID-19. RECOMENDAÇÃO N. 62 DO
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ. RÉU NÃO INSERIDO NO
GRUPO DE RISCO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO.
HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO.
1. Diante da hipótese de habeas corpus substitutivo de recurso próprio, a
impetração não deve ser conhecida, segundo orientação jurisprudencial do
Supremo Tribunal Federal - STF e do próprio Superior Tribunal de Justiça
STJ. Contudo, considerando as alegações expostas na inicial, razoável a
análise do feito para verificar a existência de eventual constrangimento ilegal.
2. A arguida (semi)imputabilidade do paciente, a negativa de autoria, a
alegação de violação de domicílio e o pedido de trancamento da ação penal,
não foram objeto de exame no acórdão impugnado, o que obsta a análise
por este Tribunal Superior, sob pena de se incorrer em indevida supressão
de instância.
Ademais, é certo que o Magistrado de primeiro grau, ao decretar a prisão
preventiva, entendeu, com base nos elementos de prova disponíveis,
estarem demonstrados indícios mínimos de autoria e prova da materialidade
delitiva. Nesse contexto, é inadmissível o enfrentamento da alegação de
negativa de autoria/participação no delito na via estreita do habeas corpus,
ante a necessária incursão probatória, que deverá ser realizada pelo Juízo
competente para a instrução e julgamento da causa.
3. Em vista da natureza excepcional da prisão preventiva, somente se
verifica a possibilidade da sua imposição quando evidenciado, de forma
fundamentada e com base em dados concretos, o preenchimento dos
pressupostos e requisitos previstos no art. 312 do Código de Processo Penal
- CPP. Deve, ainda, ser mantida a prisão antecipada apenas quando não for
possível a aplicação de medida cautelar diversa, nos termos previstos no art.
319 do CPP.
In casu, conforme se tem da leitura do decreto preventivo e do acórdão
impugnado, verifica-se que a custódia cautelar foi adequadamente motivada
pelas instâncias ordinárias, tendo sido demonstradas, com base em
elementos concretos, a periculosidade do paciente e a gravidade do delito,
consubstanciadas pela apreensão de 2 espingardas, 1 pistola e 19 munições
calibre .40, além de ter supostamente corrompido uma adolescente, bem
como a quantidade e variedade de drogas apreendidas - 79 porções de
maconha, com peso aproximado de 209,09g; 994 porções de cocaína,
pesando aproximadamente 797,37g e 360 porções de crack, com peso
aproximado de 65,55g , o que demonstra risco ao meio social.
Nesse contexto, forçoso concluir que a prisão processual está devidamente
fundamentada na garantia da ordem pública, não havendo falar, portanto, em

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existência de evidente flagrante ilegalidade capaz de justificar a sua
revogação.
4. É entendimento do Superior Tribunal de Justiça que as condições
favoráveis do paciente, por si sós, não impedem a manutenção da prisão
cautelar quando devidamente fundamentada.
5. Inaplicável medida cautelar alternativa quando as circunstâncias
evidenciam que as providências menos gravosas seriam insuficientes para a
manutenção da ordem pública.
6. O risco trazido pela propagação da doença não é fundamento hábil a
autorizar a revogação automática de toda custódia cautelar, ou sua
substituição por prisão domiciliar, sendo imprescindível, para tanto, conforme
ressaltado pelo ilustre Min. Reynaldo Soares da Fonseca, a comprovação
dos seguintes requisitos: "a) sua inequívoca adequação no chamado grupo
de vulneráveis do COVID-19; b) a impossibilidade de receber tratamento no
estabelecimento prisional em que se encontra; e c) risco real de que o
estabelecimento em que se encontra, e que o segrega do convívio social,
causa mais risco do que o ambiente em que a sociedade está inserida"
(AgRg no HC 561.993/PE, QUINTA TURMA, DJe 4/5/2020).
Na hipótese dos autos, o paciente, não comprovou que está inserido no
grupo de risco ou que necessite atualmente de assistência à saúde não
oferecida pela penitenciária, porquanto o Tribunal de origem asseverou que
o réu está recebendo tratamento médico em razão de seus problemas
psicológicos, não se encontrando, portanto, nas hipóteses previstas pela
Recomendação do CNJ. Ademais, a prática do crime em questão - tráfico de
drogas, associação para o narcotráfico, porte ilegal de arma de fogo de uso
permitido e corrupção de menores - envolvendo a gravidade concreta acima
destacada, não se revela cabível a aplicação de medidas cautelares diversas
da prisão, posto que insuficientes para resguardar a ordem pública.
7. Habeas corpus não conhecido. (HC 589.245/SP, Rel. Ministro JOEL ILAN
PACIORNIK, QUINTA TURMA, julgado em 13/10/2020, DJe 20/10/2020.)

HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. ROUBO CIRCUNSTANCIADO.


DOSIMETRIA. PENA-BASE. MAJORAÇÃO DEVIDAMENTE JUSTIFICADA
PELAS CIRCUNSTÂNCIAS E CONSEQUÊNCIAS DO DELITO. QUANTUM
DE AUMENTO IMPLEMENTADO NA PRIMEIRA FASE.
DISCRICIONARIEDADE VINCULADA DO MAGISTRADO. REGIME
PRISIONAL FECHADO. PENA SUPERIOR A 8 (OITO) ANOS. AUSÊNCIA
DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. DETRAÇÃO PENAL. TESE NÃO
APRECIADA PELA CORTE DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA.
ORDEM DE HABEAS CORPUS CONHECIDA EM PARTE E, NESSA
EXTENSÃO, DENEGADA.
[...]
5. Sob pena de indevida supressão de instância, esta Corte não pode
apreciar o pedido de aplicação do instituto da detração penal, pois esse
pleito não foi examinado pelo Tribunal a quo.
6. Ordem de habeas corpus conhecida em parte e, nessa extensão,
denegada. (HC 474.068/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, SEXTA TURMA,
julgado em 30/05/2019, DJe 11/06/2019.)

Ante o exposto, não conheço do recurso ordinário em habeas corpus.

Publique-se. Intimem-se.

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