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Disfagia e Síndromes Dispépticas

O documento aborda a disfagia, descrevendo suas definições, tipos e classificações, além de apresentar quadros clínicos e diagnósticos relacionados. Também discute a síndrome dispéptica, suas definições, classificações e sintomas, incluindo dor abdominal e sensação de plenitude. Exames complementares e diagnósticos diferenciais são mencionados para ambas as condições.

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Nathally Neri
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Disfagia e Síndromes Dispépticas

O documento aborda a disfagia, descrevendo suas definições, tipos e classificações, além de apresentar quadros clínicos e diagnósticos relacionados. Também discute a síndrome dispéptica, suas definições, classificações e sintomas, incluindo dor abdominal e sensação de plenitude. Exames complementares e diagnósticos diferenciais são mencionados para ambas as condições.

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DISFAGIA

Habilidades e atitudes
Abdome
Referências

1
ZATERKA - TRATADO DE GASTROENTEROLOGIA; 1º
EDIÇÃO HARRISON - MEDICINA INTERNA; 20º EDIÇÃO
PORTO - EXAME CLÍNICO; 8º EDIÇÃO
MARTINI - ANATOMIA HUMANA; 6º EDIÇÃO
Anatomia
do esôfago
1

Livro de Anatomia Martinii


Deglutição
1

ZATERKA - TRATADO DE GASTROENTEROLOGIA


Conceitos
AFAGIA:
DISFAGIA:
incapacidade de deglutir-
dificuldade de deglutição (disfagia
obstrução esofágica completa
orofaríngea e esofagiana)

ODINOFAGIA
deglutição dolorosa (nem sempre
disfagia gera odinofagia)
Definição
O termo disfagia refere-
se a um sintoma que está
relacionado a qualquer
alteração no ato de
deglutir, desde a boca
até o estômago, e pode
ocasionar complicações
pulmonares, desnutrição
e desidratação no
indivíduo.

[Link]
Definição ➢ 2 classificações:
Disfagia orofaríngea ou de transferência;
Disfagia esofagiana ou de transporte.

➢ 2 tipos:
• Disfagia mecânica: estreitamento anatômico do
conduto (oral, faríngeo ou esofágico) ou um volume de
bolo alimentar desproporcionalmente grande;

• Disfagia motora: problema na coordenação da


motilidade do conduto (orofaríngeo ou esofágico).
DISFAGIA OROFARÍNGEA (DOF) - DE TRANSMISSÃO

É causada por alterações que afetam a cavidade oral e a faringe, em


especial o esfíncter esofagiano superior;
QUADRO CLÍNICO

- Pacientes referem dificuldade de deglutição apontando a região cervical;


- É com frequência acompanhada de engasgos, algumas vezes, com regurgitação
de líquidos pelas fossas nasais;
- Demora para fazer refeições;
- Com o prolongamento do quadro, pode ocorrer perda de peso e desnutrição;

- É frequente o paciente “se alimentar tossindo”, sugerindo pelo menos, tentativa


de proteção das vias aéreas;
- A retenção de saliva ou resíduos na faringe gera a alteração vocal conhecida
como “voz molhada”.
Avaliação de possíveis lesões na boca e
EXAME FÍSICO faringe
Avaliar a estrutura dentária
EXAMES COMPLEMENTARES

Videofluoroscopia: Registro em mídia magnética de eventos biológicos dinâmicos gerados


pela exposição do indivíduo à radiação X.

Endoscopia de avaliação funcional da deglutição

Manometria
DIAGNÓSTICO

- Início súbito, sugere um evento cerebrovascular ainda mais quando


associado a outros sinais ou sintomas neurológicos.

- Vertigens, náuseas, vômitos, soluços, rouquidão costumam estar


associados à lesão no tronco cerebral.
- Sintomas neuromusculares mais amplos: disartria, diplopia, fraqueza nos
membros ou fadiga apontam para etiologia muscular ou comprometimento
do neurônio motor.

- O exame físico é importante na avaliação da disfagia orofaríngea, pois a


disfagia costuma ser apenas uma manifestação de um processo sistêmico.
DISFAGIA ESOFÁGICA - DE TRANSPORTE
A dificuldade de passagem do alimento ocorre após o ato da deglutição;
QUADRO CLÍNICO

- Não é acompanhada de engasgos, porém, muitas vezes o paciente tem


dificuldade em informar esse fato e frequentemente chama de “engasgo” a
própria dificuldade de deglutição;

- Sensação de “entalo”
- A localização do incômodo, de modo geral, é descrita na região retrosternal
ou próximo ao apêndice xifoide;

• Alguns pacientes a referem ao nível da fúrcula esternal (disfagia alta


referida), diferenciando-se da disfagia orofaríngea por ocorrer após o ato da
deglutição e não ser acompanhada de engasgos.
DIAGNÓSTICO

HC
Cardiopatia chagásica (para diferenciar da acalásia)
Exame complementar - Radiografia Contrastada.
POSSÍVEIS DIAGNÓSTICOS

Disfagia súbita para sólidos + desconforto torácico + sialorreia = impactação de


corpo estranho.
Disfagia progressiva + emagrecimento em curto período + tabagismo e etilismo
= lesão maligna.

Disfagia só para sólidos de longa duração = estenose benigna.


Antecedentes de pirose e regurgitação = estenose péptica.
Disfagia intermitente p/ sólidos e líquidos + dor torácica = distúrbio funcional
(Espasmo Esofagiano Difuso).

Disfagia para sólidos e líquidos de longa duração + bom estado geral +


emagrecimento associado ao início do quadro = acalasia (contrações esofágicas
ausentes ou comprometidas).
EXAMES COMPLEMENTARES

Seriografia do esôfago: exame radiológico contrastado do esôfago --> ver


alterações motoras e estenose.
Endoscopia digestiva alta: ver mucosa e possíveis causas de estenose.

Manometria: verifica as pressões do esôfago --> definindo possíveis


anormalidades e suas características. Indicada se exames radiológico e
endoscópico não esclarecerem completamente o caso.
Megaesofago chagásico

Donça de Chagas acomete principalmente coração, esôfago e


cólon
Megaesôfago chagásico: disfagia, dor no peito e regurgitação.
Diminuição na quantidade das células do plexo de Auerbach
(desnervação parassimpática)
Casos avançados: aspiração com pneumonia secundária,
caquexia e perda de peso
DISTÚRBIOS MOTORES PRIMÁRIOS
Acalásia
déficit do relaxamento do EEI
hipertônico que pode estar acompanhado de aperistaltismo
ocorre acalásia secundária a Doença de Chagas → por ELISA
--> disfagia, sintomas de regurgitação e broncoaspiração do material não digerido retido no esôfago; e perda
de peso

Espasmo esofágico difuso (EED)


distúrbio neurogênico generalizado de motilidade que acarreta intensas contrações não propulsivas
o tônus do EEI é normal
--> dor retroesternal (cólica esofagiana) associada à disfagia para líquidos e sólidos;

Esôfago quebra nozes


distúrbio caracterizado por grande contração generalizada do esôfago, atingindo níveis pressóricos à
manometria acima de 180 mmHg
pode ter causa secundária a DRGE
peristaltismo hipertensivo
--> disfagia e dor retroesternal
DISTÚRBIOS OBSTRUTIVOS BENIGNOS
Anéis e membranas
Áreas concêntricas de estreitamento, geralmente no esôfago distal.
Anéis B --> Anel mucoso esofágico inferior.
Anel de Schatzki --> Anel B com diâmetro do lúmen esofágico menor
que 13 mm.
As membranas ocupam apenas uma parte da luz do esôfago, são
sempre mucosas e geralmente localizadas no esôfago proximal

Divertículos
são saculações que podem ser encontradas em qualquer parte do TGI
Dilatação localizada, de tamanho variável, formado pela parede total ou
parcial do esôfago e com uma cavidade que se comunica com a luz
DIVERTÍCULO DE ZENKER (hipofaríngeo)
Pseudodivertículo (herniação da mucosa e da submucosa pela
camada muscular do esôfago) posterior localizado acima do EES.

Tumores benignos
O tipo mais comum é o leiomioma é apenas tumores maiores que 5cm
costumam causar sintomas disfágico
SÍNDROMES
DISPÉPTICAS
Habilidades e atitudes
Abdome
Referências

1
ZATERKA - TRATADO DE GASTROENTEROLOGIA; 1º
EDIÇÃO HARRISON - MEDICINA INTERNA; 20º EDIÇÃO
PORTO - EXAME CLÍNICO; 8º EDIÇÃO
MARTINI - ANATOMIA HUMANA; 6º EDIÇÃO
Anatomia do
estômago e duodeno
1
Definição
SÍNDROME DISPÉPTICA

referem-se a um conjunto de
sintomas gastrointestinais que
incluem:
dor ou desconforto na parte
superior do abdômen,
sensação de plenitude,
distensão abdominal,
náuseas e, ocasionalmente,
vômitos.
Saciedade precoce.
➢ Classificação e etiologia

Aguda ou crônica (sintoma dispepsia)

• Dispepsia Funcional: é definida pela presença de sintomas dispépticos sem uma causa
orgânica identificável após investigação adequada (dispepsia primária). Sendo subdividida em 2
subtipos:
Síndrome do Desconforto Pós-Prandial
Síndrome da Dor Epigástrica

• Dispepsia Orgânica: associada a uma causa estrutural ou bioquímica identificável. (dispepsia


secundária)
ex. Úlcera Péptica, Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), Gastrite e Câncer Gástrico
QUADRO CLÍNICO

sintomas dispépticos cardinais


Saciedade precoce: sensação de que o estômago está bem cheio, logo após
começar a comer, de modo desproporcional, a quantidade de alimento
ingerido.

Plenitude pós-prandial: sensação da persistência prolongada do alimento


no estômago após uma refeição

Dor epigástrica.

Queimação epigástrica: sensação de calor na região epigástrica.

Outros sintomas dispépticos são: náuseas, vômitos, eructações, distensão


abdominal (gasosa) e pirose.
EXAME FÍSICO

Dor à palpação à direita da linha média em 20% dos


pacientes com UD ou UG. Ausente em pacientes com
DRGE.
Investigar repercussões gerais: prejuízo do apetite, peso
corporal, disposição para o trabalho.
Explorar aspectos emocionais.

Avaliar a probabilidade de ocorrência de 3 eventos:


Controle do ambiente que o paciente está inserido
(aspecto emocional), investigação e intervenção em
doenças sistêmicas e doença orgânica do aparelho
digestivo evidenciada por exames complementares.
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS

Refluxo Gastroesofágico: ocorrência de pirose, sobretudo a pós-prandial,


associada à regurgitação ácida, agravada quando o paciente se deita, sugere
doença do refluxo gastresofágico.

Úlcera Duodenal: dor epigástrica muito bem localizada, que, em alguns casos,
irradia-se para o dorso, desencadeada por período mais prolongado de jejum,
com melhora nítida com a ingestão de água, leite ou alimentos, sugere úlcera
duodenal.

Úlcera Gástrica: incide em pacientes de faixa etária mais elevada, e a dor guarda
relação menos nítida com o jejum. A ingestão de alimentos pode se associar
mais à piora do que à melhora da dor.
FIM.

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