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Resumo Estradas

O documento aborda os conceitos fundamentais do projeto rodoviário, incluindo suas fases, classificação, elementos do traçado e representação gráfica. Destaca a importância da segurança, conforto e integração ambiental, além de apresentar diretrizes técnicas e recomendações para a elaboração de projetos. Enfatiza a necessidade de um equilíbrio entre aspectos técnicos, econômicos e sociais na construção de rodovias.

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Luisa Mendes
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Resumo Estradas

O documento aborda os conceitos fundamentais do projeto rodoviário, incluindo suas fases, classificação, elementos do traçado e representação gráfica. Destaca a importância da segurança, conforto e integração ambiental, além de apresentar diretrizes técnicas e recomendações para a elaboração de projetos. Enfatiza a necessidade de um equilíbrio entre aspectos técnicos, econômicos e sociais na construção de rodovias.

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1.

CONCEITOS FUNDAMENTAIS
1.1 O que é um projeto rodoviário
Um projeto de estrada é o conjunto de estudos, levantamentos, cálculos e desenhos que têm
como finalidade definir a localização, a geometria e as características construtivas de uma
rodovia.
Deve garantir:
• Segurança operacional;
• Conforto ao usuário;
• Economia de implantação e manutenção;
• Integração ao meio ambiente e ao relevo.
O projeto geométrico é a etapa central: traduz as condições técnicas e ambientais em parâmetros
físicos (raios, rampas, distâncias, declividades, etc.).

1.2 Fases do projeto rodoviário


Etapa Objetivo Principais produtos
Planejamento Estudo da necessidade e Relatórios de tráfego, impacto
rodoviário viabilidade da via. ambiental, alternativas de traçado.
Estudos Levantamentos de campo. Dados topográficos, geológicos e
preliminares hidrológicos.
Anteprojeto Definição de traçado e parâmetros Planta, perfil, seções típicas.
geométricos básicos.
Projeto executivo Detalhamento final. Desenhos definitivos, planilhas e
memoriais.
Construção Execução física. Supervisão técnica e controle de
qualidade.

2. CLASSIFICAÇÃO DAS RODOVIAS


2.1 Segundo o DNER/DNIT (IPR-706 e IPR-727)
Classe Tipo de via Características principais Velocidade diretriz
(km/h)
0 Vias expressas e Controle total de acesso, 120 – 80
(Especial) duplicadas pavimentadas.
I Arterial principal Liga regiões importantes, mão 100 – 60
dupla.
II Coletora principal Interliga cidades médias e 80 – 50
zonas rurais.
III Coletora secundária Rodovia local, pavimentada ou 60 – 40
não.
IV Vicinal/pioneira Acesso a áreas agrícolas. 50 – 30

2.2 Classificação quanto à função


• Arteriais: grandes fluxos e longas distâncias;
• Coletoras: alimentam as arteriais;
• Locais: escoamento interno e acesso direto.

3. ELEMENTOS DO TRAÇADO RODOVIÁRIO


3.1 Escolas de traçado
Escola Clássica
• Traçados retilíneos e com poucas curvas;
• Longas tangentes (retas > 3 km);
• Prioriza velocidade e retidão.
Problemas: monotonia, ofuscamento noturno, altas velocidades, alto custo de
terraplenagem e drenagem deficiente.
Escola Moderna
• Adapta o eixo ao relevo natural;
• Curvas amplas e harmoniosas;
• Reduz movimentação de terra e custos;
• Melhora conforto, estética e segurança.
Atualmente, todos os projetos seguem a escola moderna.

3.2 Coordenação do traçado horizontal e vertical


A coordenação é a integração entre o plano horizontal e o perfil longitudinal.
Boas práticas:
• Evitar grandes rampas nas curvas horizontais pequenas.
• Usar rampas suaves para curvas de pequeno raio.
• Curvas côncavas (em perfil) combinam bem com tangentes longas (planta).
• Curvas convexas (perfil) devem coincidir com curvas horizontais amplas.
• O traçado deve permitir visibilidade contínua e fluidez visual.

3.3 Critérios gerais de projeto


1. Traçado simples, seguro e econômico;
2. Raios amplos e harmônicos;
3. Declividades suaves e constantes;
4. Terraplenagem equilibrada (corte ≈ aterro);
5. Aproveitamento máximo da topografia natural.

4. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO PROJETO


A linguagem técnica dos engenheiros é o desenho.
Toda estrada é representada por três vistas principais, que formam o modelo tridimensional da
obra.
Vista Tipo Conteúdo
Planta Projeção horizontal (planta Eixo, estacas, tangentes, curvas,
baixa). interseções.
Perfil longitudinal Corte vertical ao longo do eixo. Linha do terreno, greide, rampas,
curvas verticais.
Seções Cortes verticais perpendiculares Formato do corpo estradal, taludes,
transversais ao eixo. cortes e aterros.

4.1 Planta (traçado horizontal)


Mostra o eixo projetado e a geometria da estrada sobre o terreno.
Elementos:
• Eixo da rodovia: linha central, definida por tangentes e curvas.
• Estacas: intervalos fixos de 20 m (ex.: 0+000, 0+020, 0+040...).
• Curvas horizontais: unem tangentes com transições suaves.
• Pontos notáveis: P.C. (ponto de curva), P.T. (ponto de tangente), P.I. (ponto de interseção).

4.2 Perfil longitudinal


É um corte vertical ao longo do eixo.
Mostra a variação altimétrica do terreno natural e do projeto (greide).
Elementos:
• Linha do terreno natural;
• Greide projetado;
• Rampas ascendentes e descendentes;
• Curvas de concordância vertical (côncavas ou convexas);
• Cotas e estacas.

4.3 Seções transversais


Cortes perpendiculares ao eixo, geralmente a cada 20 m.
Tipos:
• Em corte: greide abaixo do terreno → escavação.
• Em aterro: greide acima do terreno → preenchimento.
• Mista: parte em corte, parte em aterro.
Elementos:
• Taludes;
• Abaulamento;
• Superelevação (em curvas);
• Superlargura;
• Faixa de domínio.

4.4 Escalas usuais


• Planta: 1:2000
• Perfil longitudinal: 1:2000 (H) / 1:200 (V) → relação 1:10
• Seções transversais: 1:200
Exercício exemplo:
Escala 1:500 → 1 cm no desenho = 5 m no terreno

5. ELEMENTOS CONSTRUTIVOS DA SEÇÃO TRANSVERSAL


Elemento Função / Características Dimensões típicas
Plataforma Superfície moldada após a terraplenagem. -
Pista Faixa pavimentada destinada ao tráfego. 7,0 m (2×3,5 m)
Acostamento Apoio lateral e segurança. 2,5 m
Abaulamento Inclinação transversal para drenagem. 2%–3%
Superelevação Inclinação transversal em curvas. até 8% (pavimentadas)
Superlargura Aumento da pista em curvas. até +0,60 m por faixa
Taludes Superfícies inclinadas em cortes/aterros. 1:1,5 / 1:2
Faixa de domínio Área pública da rodovia. varia (mín. 30 m cada lado)

6. VELOCIDADES DE PROJETO
A velocidade diretriz (Vp) é o parâmetro que determina todos os outros: raios, rampas,
distâncias de visibilidade, superelevação e dimensões de pista.
Classe Relevo plano Ondulado Montanhoso
0 120 100 80
I 100 80 60
II 80 60 50
III 60 50 40
IV 50 40 30
Quanto maior a Vp, melhor o desempenho operacional, mas maior o custo da obra.
7. RELEVO E TRAÇADO
A declividade média (im) define o tipo de relevo:

Tipo i_m (%) Características


Plano < 11 Poucos cortes e aterros.
Ondulado 11 – 33 Movimentação média.
Montanhoso > 33 Cortes e aterros elevados, curvas fechadas.
Em terrenos montanhosos → traçado com maior extensão, curvas suaves e rampas reduzidas.

8. VEÍCULO DE PROJETO
É o veículo teórico que representa a frota predominante e influencia todos os parâmetros
geométricos.
Tipo Código Comprimento (m) Aplicação
Automóvel VP 4,0–5,0 Vias urbanas e locais.
Caminhão/Ônibus CO 10–12 Rodovias simples.
Caminhão 3 eixos O 14–18 Rodovias de médio porte.
Carreta articulada SR 18–23 Rodovias principais e expressas.
Mais usado: CO → representa equilíbrio entre dimensões e custo.

9. DISTÂNCIAS DE VISIBILIDADE
9.1 Distância de parada (Dp)

• V = velocidade (km/h)
• tᵣ = tempo de reação (2,5 s)
• f = coeficiente de atrito (0,35–0,40)
• i = rampa (%)
Interpretação: quanto maior a velocidade ou menor o atrito, maior deve ser a visibilidade de
parada.

9.2 Distância de ultrapassagem (Du)

Componentes:
• d₁: tempo de percepção + aceleração
• d₂: deslocamento durante ultrapassagem
• d₃: distância de segurança (30–90 m)
• d₄: deslocamento do veículo oposto (2/3·d₂)
Exemplo:
Du = 83,4 + 139 + 50 + 92,7 = 365 m

9.3 Distância de tomada de decisão (Dt)


Espaço necessário para perceber, decidir e reagir em situações críticas.
Deve ser maior que Dp, especialmente em rampas e interseções.
10. RECOMENDAÇÕES DO DNIT (Manual IPR-727/2006)
Em planta
• Preferir curvas amplas;
• Evitar longas retas (>3 km);
• Variar gradualmente raios de curvas consecutivas;
• Evitar curvas muito grandes (R > 5000 m → monotonia);
• Tangente mínima entre curvas opostas.
Em perfil
• Evitar rampas < 1%;
• Manter greide elevado em regiões planas;
• Alternar concavidades e convexidades com suavidade;
• Coordenar com o plano horizontal.

11. PRINCÍPIOS DE ECONOMIA E SEGURANÇA


1. Evitar excesso de movimentação de terra.
2. Reduzir custos de drenagem e pavimentação.
3. Garantir visibilidade adequada em todas as manobras.
4. Minimizar curvas de pequeno raio.
5. Manter transição gradual de velocidades e declividades.
6. Assegurar escoamento das águas superficiais (abaulamento e greide).
7. Respeitar o meio ambiente e propriedades lindeiras.

12. CONCLUSÃO GERAL


O projeto de uma estrada é um equilíbrio técnico entre:
• Segurança e conforto (maiores raios, rampas suaves);
• Economia e viabilidade (menores volumes de terra);
• Integração ambiental (traçado ajustado ao relevo);
• Clareza construtiva (representação gráfica precisa).
Dominar a representação gráfica (planta, perfil e seções) e compreender os parâmetros
geométricos (Vp, greide, taludes, visibilidade, veículo) é essencial para todo engenheiro civil que
atua em infraestrutura viária.

1. Introdução ao Projeto de Estradas


O projeto de estradas é a base para o planejamento, dimensionamento e execução de uma
rodovia. Ele antecede a fase construtiva e busca a solução técnica mais adequada para ligar dois
pontos de forma segura, econômica e funcional.
1.1. Objetivos gerais
• Assegurar condições ideais de tráfego, conforto e segurança.
• Integrar regiões e estimular o desenvolvimento econômico.
• Reduzir custos de transporte e o tempo de deslocamento.
• Minimizar os impactos ambientais e sociais.
1.2. Condições que um projeto deve atender
1. Tecnicamente possível: deve se adequar ao relevo, tipo de solo e condições geotécnicas.
2. Economicamente viável: o custo da implantação precisa ser proporcional ao benefício
gerado.
3. Socialmente abrangente: deve atender ao interesse público, respeitando comunidades e o
meio ambiente.

2. Estrutura de um projeto rodoviário


Um projeto de estrada é formado por diferentes especialidades, cada uma responsável por um
conjunto de estudos e desenhos técnicos.
Tipo de Projeto Finalidade Principais Produtos
Projeto Geométrico Define a geometria da via (planta, Planta, greide, curvas.
perfil, seções).
Projeto de Terraplenagem Determina cortes, aterros e volumes Diagramas de massa,
de movimentação de terra. seções típicas.
Projeto de Drenagem Controla águas superficiais e Sarjetas, bueiros,
subterrâneas. valetas, canais.
Projeto de Pavimentação Dimensiona camadas e materiais do Memória de cálculo,
pavimento. plantas de detalhes.
Projeto de Obras de Arte Define pontes, viadutos e Plantas estruturais e
Especiais (OAE) passarelas. perfis.
Projeto de Interseções Planeja acessos e entroncamentos Geometria e sinalização
rodoviários. específica.
Projeto de Obras Inclui sinalização, cercas e Plantas e planilhas de
Complementares dispositivos de segurança. sinalização.
Projeto Ambiental e de Analisa impactos e define áreas a Mapas de impacto,
Desapropriação desapropriar. relatórios.

3. Principais órgãos e manuais técnicos


Os projetos rodoviários seguem normas e diretrizes padronizadas, publicadas por instituições
oficiais.
Órgão Sigla Principais Publicações
Departamento Nacional de DNIT - Manual de Pavimentação (IPR-719)
Infraestrutura de Transportes - Diretrizes Básicas para Elaboração de
Projetos Rodoviários (IPR-727/2006)
- Instruções para Relatórios (IPR-726)
Instituto de Pesquisas Rodoviárias IPR Normas técnicas de dimensionamento e
ensaios.
Departamento de Estradas de DER- Manuais regionais de projeto e manutenção.
Rodagem de Minas Gerais MG

4. Representação Gráfica do Projeto


A representação gráfica é a linguagem do engenheiro. Ela transforma as informações de campo e
cálculos em desenhos técnicos que permitem construir a rodovia.
As principais representações são:
1. Planta (vista planimétrica);
2. Perfil longitudinal;
3. Seções transversais.
Essas três vistas, juntas, formam a representação tridimensional do corpo estradal — a forma
física completa da rodovia no espaço.

5. Planta ou Vista Planimétrica


A planta é a vista em planta baixa da estrada — a projeção horizontal da rodovia sobre o terreno.
Elementos principais:
Elemento Descrição
Eixo Linha central geométrica da rodovia. É composta por tangentes
(trechos retos) e curvas horizontais.
Estacas Marcam o eixo da rodovia. O estaqueamento começa na origem e
cresce de 20 em 20 metros. Ex.: Estaca 0+000, 0+020, 0+040…
Tangentes Trechos retilíneos que ligam curvas consecutivas.
Curvas de concordância Ligam duas tangentes, mudando a direção da via de forma suave.
horizontal
Ferramentas digitais comuns:
• AutoCAD Civil 3D
• Autodesk InfraWorks
• QGIS / ArcGIS (Sistemas de Informação Geográfica)

6. Perfil Longitudinal
O perfil longitudinal é a representação de um corte vertical ao longo do eixo da rodovia. Ele
mostra o comportamento do terreno e o greide projetado.
Componentes:
Elemento Definição Função
Linha do terreno natural Representa o relevo existente. Base para projetar cortes e
aterros.
Greide (linha de Define a cota altimétrica da rodovia. Determina onde haverá
projeto) cortes ou aterros.
Declividade (rampa) Taxa de variação de altura por Indica aclives e declives.
comprimento, em %.
Curva de concordância Liga duas rampas consecutivas Melhora o conforto e a
vertical suavemente. drenagem.

7. Seções Transversais
As seções transversais são cortes verticais perpendiculares ao eixo da estrada, realizados
normalmente a cada 20 metros (nas estacas).
Cada seção mostra o formato do terreno e o da via projetada.
Tipos de seção:
• Tangente: trecho retilíneo.
• Curva: trecho com superelevação.
• Corte: o projeto fica abaixo do terreno → escavação.
• Aterro: o projeto fica acima do terreno → preenchimento.
• Mista: parte em corte e parte em aterro (transição).

8. Elementos geométricos da seção transversal


Elemento Descrição Observação
Talude Superfície inclinada lateral que Inclinações típicas 1:1,5; 1:2; 1,5:1
limita corte ou aterro. (vertical : horizontal).
Off-set Interseção do talude com o Chama-se crista de corte (em
terreno natural. corte) e pé do aterro (em aterro).
Plataforma de Superfície final moldada após Base para o pavimento.
terraplenagem cortes e aterros.
Faixa de domínio Área reservada à rodovia e Inclui plataforma + margens de
obras complementares. segurança.
Abaulamento Inclinação transversal em Escoa água para as laterais.
tangente (2%–3%).
Superelevação Inclinação transversal em Compensa a força centrífuga.
curvas.
Superlargura Aumento da largura da pista em Garante conforto e segurança.
curvas.

9. Plataforma de Pavimentação
A parte superior do corpo da estrada, onde ocorre o tráfego.
Componente Descrição
Pista Parte pavimentada destinada à circulação dos veículos. Pode ser pista
simples (mão dupla) ou pista dupla (mãos separadas).
Faixa de Parte da pista destinada à circulação de veículos em um mesmo sentido.
tráfego
Terceira faixa Faixa adicional em rampas longas e íngremes, permitindo ultrapassagens
seguras.
Acostamento Faixa lateral reservada para emergências, segurança e manutenção.

10. Escalas e Estaqueamento — Exercícios resolvidos


Exercício 1 — Escalas de perfil
Questão:
Nos projetos de estradas, as escalas horizontais e verticais dos perfis guardam proporção de:
a) 10:1 b) 2:3 c) 1:10 d) 3:2
Solução:
Escala horizontal: 1:2000
Escala vertical: 1:200
(1/2000) ÷ (1/200) = 1/10
Resposta: (c) 1:10

Exercício 2 — Interpretação de escala


Questão:
Em escala 1:500, 1 cm no desenho representa no terreno:
a) 50 m b) 5 m c) 0,50 m d) 0,05 m
Solução:
1 cm → 500 cm = 5 m
Resposta: (b) 5 m

Exercício 3 — Estaqueamento
Questão:
Rodovia de 3000 m. Numeração final da estaca:
a) 30 b) 60 c) 150 d) 300
Solução:
3000 ÷ 20 = 150
Resposta: (c) 150

Exercício 4 — Estaqueamento com sobra


Questão:
Rodovia de 3021 m → qual a estaca final?
Solução:
3021 ÷ 20 = 151,05
Estaca 151 + 1 m
.
Quadro-resumo final da unidade
Tema Conceito central Observação prática
Planejamento Fase inicial que define viabilidade e Considera topografia, solo e
rodoviário traçado. custos.
Representação Planta, perfil e seções. Formam a geometria 3D da
gráfica estrada.
Escalas 1:2000 (horizontal) e 1:200 (vertical). Relação 1:10.
Estaqueamento A cada 20 m ao longo do eixo. Usado em perfis e seções.
Abaulamento 2% a 3% de inclinação transversal. Escoamento de água.
Superelevação Inclinação em curvas. Compensa força centrífuga.
Superlargura Aumento da via em curva. Melhora segurança.
Talude Superfície inclinada lateral. Estabiliza cortes e aterros.
Greide Linha altimétrica do projeto. Define cortes e aterros.

ATIVIDADES DE TEORIA
1. O que é um projeto rodoviário e quais são seus principais objetivos?
É o conjunto de estudos, levantamentos, cálculos e representações gráficas que definem a
geometria, o traçado e as condições técnicas de uma estrada.
Objetivos: garantir segurança, conforto, economia, funcionalidade e integração ambiental.
2. Quais são as três representações gráficas básicas de um projeto de estrada e o que
cada uma representa?
• Planta: projeção horizontal da rodovia (mostra eixo, tangentes, curvas e estacas).
• Perfil longitudinal: corte vertical ao longo do eixo (mostra o greide e o terreno natural).
• Seções transversais: cortes perpendiculares ao eixo (mostram a forma do corpo da
estrada, cortes e aterros).
3. Qual é o intervalo padrão de estaqueamento e o que significa estaca 3+060?
Intervalo padrão: 20 m.
A estaca 3+060 indica o ponto localizado a 3 × 100 + 60 = 360 m da origem do traçado.
4. Em escala 1:500, 1 cm no desenho corresponde a quantos metros reais?
1 cm → 500 cm = 5 m no terreno.
5. Qual é a proporção entre as escalas horizontal e vertical no perfil longitudinal e por que
se usa essa diferença?
Escala horizontal: 1:2000
Escala vertical: 1:200
Proporção = 1:10
A escala vertical é aumentada 10 vezes para destacar as diferenças de relevo e facilitar a leitura.
6. Quais são as três categorias de relevo segundo o DNIT e suas faixas de declividade
média?
Tipo de relevo Declividade média (iₘ) Características
Plano < 11% Poucos cortes e aterros.
Ondulado 11% a 33% Terraplenagem média.
Montanhoso > 33% Cortes e aterros acentuados.

7. Quais são os principais elementos da seção transversal de uma rodovia?


Pista, acostamento, abaulamento, superelevação (em curvas), superlargura, taludes, plataforma e
faixa de domínio.
8. O que é greide e qual a diferença entre o greide e o terreno natural?
• Greide: linha altimétrica do projeto — define cotas, rampas e curvas verticais.
• Terreno natural: relevo existente antes da obra.
A diferença entre ambos determina os volumes de corte e aterro.
9. O que caracteriza a escola clássica e a escola moderna de traçado?
• Clássica: traçados retilíneos e com longas tangentes; altos custos e baixa segurança.
• Moderna: traçado adaptado ao relevo natural, com curvas amplas e suaves; reduz custos e
melhora conforto e estética.
10. Explique o conceito de coordenação entre o traçado horizontal e o vertical.

É o alinhamento harmônico entre planta e perfil, de modo que as curvas horizontais e verticais
proporcionem uniformidade visual e operacional, sem quebras bruscas ou perda de visibilidade.
11. O que é o veículo de projeto e qual o mais utilizado no Brasil?
É o veículo teórico usado como base para dimensionar as partes geométricas da estrada (raios,
larguras, rampas).
Mais usado: CO (caminhão/ônibus de dois eixos), por representar a frota média brasileira.
12. Quais fatores influenciam a escolha do traçado de uma rodovia?
• Topografia e relevo;
• Tipo de solo e drenagem;
• Volume e tipo de tráfego;
• Aspectos econômicos e ambientais;
• Localização de cidades, rios e áreas protegidas.
13. O que é velocidade de projeto (Vp) e qual sua importância?
É a maior velocidade possível que um veículo de projeto pode trafegar com segurança e conforto
em condições normais.
Determina todos os parâmetros geométricos: raios de curva, rampas, distâncias de visibilidade e
superelevação.
14. Complete: quanto maior a velocidade de projeto, ____________....maiores serão os raios,
menores as rampas e maiores os custos da obra.
15. O que é abaulamento e qual seu valor típico?
É a inclinação transversal da pista nas tangentes, que permite o escoamento da água da chuva.
Valor típico: 2% a 3%.
16. Explique o conceito de superelevação e quando deve ser aplicada.
É a inclinação transversal da pista nas curvas horizontais, criada para compensar a força
centrífuga.
Evita derrapagens e melhora o conforto.
Valores típicos: até 8% em vias pavimentadas e 10% em não pavimentadas.
17. O que é superlargura e por que ela é necessária?
É o alargamento da pista em curvas para compensar o deslocamento lateral dos veículos
(principalmente longos).
Garante que caminhões e ônibus não invadam a faixa oposta.
Valor típico: até 0,60 m por faixa.
18. Calcule a distância de parada (Dp) para um veículo a 80 km/h em pista horizontal (f =
0,4, tr = 2,5 s).

19. Um veículo trafega a 100 km/h. Calcule a distância mínima de ultrapassagem (Du)
considerando t₁ = 3 s, t₂ = 5 s, a = 10 km/h/s, d₃ = 50 m.

20. Cite boas práticas de projeto geométrico recomendadas pelo DNIT.


1. Usar curvas amplas e transições suaves.
2. Evitar longas tangentes (>3 km).
3. Manter greide ≥ 1% para drenagem.
4. Garantir harmonia entre planta e perfil.

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