Do Contrato Social Com esse livro, Rousseau abriu caminho para sua obra mais polêmica e discutida, Do contrato

social. Fiz um resumo do livro e depois acrescentei algumas notas analíticas. Vejamos, em linhas gerais, e nas palavras de Rousseau o que diz essa obra.

Resumo de Do contrato social, de Jean-Jacques Rousseau. Introdução- Rousseau é influenciado desde que era embaixador em Veneza, por Grotius e Pufendorf, dentre outros, conforme já vimos. Grotius falava, sobre o contrato social, que ele legitima o poder e funda a sociedade civil. Pufendorf falava de dois tipos de pactos: o de associação, no qual a sociedade se mantém depois de cair um governo e o de submissão, no qual o povo e governado por um soberano. Outra influência de Rousseau é Althibius. Rousseau escreveu nas Confissões que a publicação de Emílio foi complicada, e a do Contrato foi bem mais fácil. Emílio era uma obra muito querida por Rousseau era a obra que concluía as suas idéias sobre educação. Nova Heloísa havia feito muito sucesso. Rousseau era um autor consagrado. Instituições Políticas era a obra que Rousseau mais se entusiasmava, e queria trabalhar nela a vida inteira. Foi dessa obra reduzida, que nasceu o Contrato social. Rousseau atirou as provas originais do seu grande livro no fogo, depois de redigir o Contrato. Ele achava que as Instituições iam precisar serem muito bem trabalhadas ainda. O livro pretende mostrar qual é o fundamento da ordem social. Ela não vem do direito natural, nem da força, mas de uma convenção, o pacto social. O homem perdeu a liberdade original. Rousseau procura explicar o que torna essa mudança legítima. A ordem social é um direito sagrado que não existe na natureza e funda-se em convenções. A mais antiga das sociedades é a família, diz Rousseau. O pai tem cuidado com os filhos e por isso sente amor. No Estado, o governante não ama o povo, mas tem prazer em governar. Alguns filósofos falaram que a desigualdade é natural, alguns nascem para governar, outros para serem governados. Resumo- Ceder à força não é um dever. A desigualdade surge com a força, que é transformada em direito. Somos obrigados a obedecer as potências legítimas. É da relação das coisas e não das relações pessoais que nasce o estado de guerra. A guerra é uma relação entre os estados e não uma relação entre os homens. Rousseau analisa o direito de conquista, que vem da lei do mais forte. Rousseau vê num rei e seu povo, o senhor seu escravo, pois o interesse de um só homem será sempre o interesse privado. Os homens para se conservarem, se agregam e formam um conjunto de forças com único objetivo. No contrato social, os bens são protegidos e a pessoa, unindo-se às outras obedecem a si mesmo, conservando a liberdade. O pacto social pode ser definido quando “cada um de nós coloca sua pessoa e sua potência sob a direção suprema da vontade geral”. As pessoas públicas formas a República, são chamada o Estado, quando passivas, e soberanos quando ativas. O soberano não pode violar o contrato, alienar qualquer porção de si mesmo. O

mas por não sabermos recebê-la são necessárias as leis da razão que devem servir a todos. Na democracia os cidadãos exercem o magistrado. O tratado social tem por finalidade conservar os contratantes. atende ao povo. Perde a liberdade natural. O livro de Rousseau é considerado a Bíblia da Revolução francesa. O direito a um terreno se fortalece. Então ele analisa as três formas de governo. O soberano não pode ter uma opinião contrária a todos. O soberano é feito um ser fantástico. Trabalhando para os outros. Na monarquia. Os cidadãos devem ter uma riqueza tal que ninguém seja forçado a se vender. Reconhece duas causas para uma ação: a moral. Com uma sociedade. O instinto é substituído pela justiça. A república é todo estado regido por leis. obedecendo a leis que lhe são favoráveis. No entanto era contra o absolutismo que reinava na época. Mas só pode matar com que não pode continuar sem perigo. Quando o povo estatui algo para todo o povo. O interesse privado não deve se sobrepor ao interesse geral. Esse é o princípio que devia ser obedecido. Na passagem do estado de natureza para o estado civil. Um legislador deve fazer as leis de acordo com o povo. Ganha a liberdade civil e a propriedade. Cada homem é legislador e sujeito. a potência. quando se ofende um. ou magistrados. Rousseau explica porque o governo deve ser centralizado. e a isso Rousseau chama lei. Mas o povo não sabe criar leis. ofende todo o corpo. pois quanto mais atua sobre si mesmo. Rousseau admite que é uma tarefa difícil encontrar um bom legislador. O Estado existe para o bem comum. Rousseau fala do governo. Os compromissos do corpo social são mútuos. para não se enfraquecer. implica a uma volta ao estado de natureza.corpo político não pode se submeter a outro soberano. A mudança acarreta vantagens e desvantagens. a vontade é uma e a outra é física. Existem muitas dificuldades nessa forma de governo. Rousseau questiona o direito a uma área do primeiro ocupante. Qualquer quebra ao compromisso do contrato. A matéria e a vontade que fazem o estatuto são gerais. mas nem sempre é assim. Rousseau defende a pena de morte para quem violar o contrato. Na pessoa do magistrado há três vontades diferentes: a do indivíduo. que é a principal. menos influência tem sobre o todo. Vontade geral é um ato de soberania. O homem passa a ser moral e racional. No livro III do Contrato. a vontade comum dos magistrados e a vontade do povo. e prejudicam os que nada tem. é preciso é um legislador. A justiça vem de Deus. mas o indivíduo pode. Na aristocracia. Os maiores bens de todos são a igualdade e a liberdade. As leis são úteis àqueles que possuem. A soberania é indivísvel e inalienável. O povo submetido às leis deve ser o autor delas. existem mais cidadão comuns que magistrados. Rousseau fala que a verdadeira democracia é impraticável. há apenas um magistrado. que é a mais suscetível às guerras civis. o homem muda. mas também existe a vontade geral. O governo é um corpo intermediário entre o súdito e o soberano. trabalha-se para si mesmo. Mesmo a monarquia pode ser uma república. e a vontade geral deve dirigi-lo para esse fim. Os indivíduos tem suas vontades particulares. Isso seria se auto aniquilar. A relação entre o tamanho do território e o número de habitantes é o que faz a medida do tamanho de um Estado. É uma administração suprema em que o príncipe exerce o poder executivo. Os governantes . . forma-se uma relação. não devem ser numerosos. por isso é lei.

moral. até quando se torna uma cidade. se vai bem. o despotismo. poesia. mas uma lei. Rousseau comenta Roma. Rousseau não aprova a monarquia hereditária. O Estado só pode existir quando o produto dos trabalhos do homem é maior que suas necessidades. A aristocracia não é favorável à igualdade. Rousseau analisa as religiões. o povo perde a liberdade . Se um filho de escravo nasce escravo. Quanto mais ao sul mais se vive com pouco. Se o Estado vai mal. Rousseau fala do Evangelho que reconhece a todos como irmãos. “teme sentir orgulho com a glória de seu país”. O corpo deve se reunir em assembléia para deliberar sobre os problemas comuns. Quando o povo está reunido. Algumas levam à sanguinolência. Apesar de difícil. “A identificação que consiste na apreensão . O Deus de um povo não tem direito sobre outros povos. que é um grande admirador de Rousseau. música e botânica. Rousseau fala que os povos do norte são mais desenvolvidos e vivem com muito. isso deve ser feito. O Estado é responsável pela força da vontade geral. Roma era grande e mesmo assim havia reuniões populares. a eletiva e a hereditária. Diz que Rousseau fundou a etnologia e foi um agente de transformação. já presentes em obras anteriores. “O ato que institui o governo não é um contrato. Ele não se preocupa com o Estado. Mas os alimentos são mais substanciosos nos países quentes. A menos que a Igreja seja o Estado . e não do mau uso que fizeram dele. lembra que o gênio de Rousseau atuou na literatura. Mas pode compreender melhor essa experiência através de Rousseau.” Mas as leis só devem ser revogadas se isso estiver de acordo com a vontade geral. política. A vontade particular impera e domina mais do que as outras formas de governo. O governo se degenera quando se restringe ou quando o estado se dissolve. os poderes devem cessar. O Estado se dissolve quando o princípe usurpa o poder soberano. A existência da divindade é um dogma positivo. E Rousseau antecipa a fórmula de que o Eu é um outro. Pois um etnógrafo tem de pesquisar lugares que lhe são estranhos. O governo simples é o melhor. Ele aperfeiçoa seu historicismo. mas tem virtudes. Há uma distância entre o príncipe e o povo. Para Rousseau as tropas cristãs não são excelentes. em vez de deixar o povo feliz. Outras como o cristianismo não tem relação com a política. Os que estão no poder executivo não senhores. A vontade geral é indestrutível. nem mesmo o pacto social. não se deve dizer que fora da Igreja não há salvação. mas na realidade não há governos simples. Na monarquia o indivíduo representa o ser coletivo. Fala de como se institui uma ditadura. não nem ao menos humano. diz Rousseau. Na migração de religiões a guerra política torna-se também religiosa. ele presta culto a Deus. pedagogia. sua fundação desde a fábula de Romo e Rêmulo. No homem uma faculdade com atributos contraditórios tornada consciente. É duro sustentar o luxo da corte. história.Existem três tipos de aristocracia: a natural. Ele fala que na monarquia. se vai mal. conclui Rousseau. até hostis e ver surgir em si preconceitos e sentimentos estranhos. A hereditária é o pior dos governos.” “Não há lei no Estado que não possa ser revogada. Levi Strauss. A intolerância é um dogma negativo. O cristianismo é totalmente espiritual e a pátria do cristão não é desse mundo. passar por uma transformação. É preciso um grande monarca para que o Estado seja bem governado. mas funcionários do povo. pode fazer o homem mudar. Na homenagem ao aniversário do 250º ano da do nascimento de Rousseau. Se está decadente.As pessoas públicas não produzem e consomem. natural para cultural. o povo. Quem trabalha são os membros. diz Rousseau. como de afetiva para racional. torna o povo miserável.

Mas pode “buscar a sociedade da natureza para meditar sobre a natureza da sociedade. Fala do tribunato e da ditadura. segundo muitos. que são os limites das convenções gerais. Rousseau investiga porque a sociedade se instiuiu. salvo em caso de perversão. os comicíos romanos. e indivisível. o autor fala que a vontade geral é indestrutível. apenas poderem que ajudam o corpo político a governar. Esse livro exige estudo e comentário à parte. em uma monografia a parte.sensível. É favorável para tirar o melhor desse livro. assembléias e outros orgão governamentais. considerando-se superior. por força. O leitor deve se precaver contra algumas armadilhas interpretativas que se encontram por sob expressões como regras de administração. Mas essas convenções. que veio com o trabalho e cultivo da terra. O soberano é a pessoa pública. No capítulo IX. Só as assembléias periódicas podem garantir que não se usurpe o poder. O homem é oprimido pelas contradições da sociedade e afastado da natureza. . como matéria e espírito. No último livro. um histórico de vários sufrágios. mas como isso não tem se resolvido na prática. a lei superior. Aborda os problemas do sufrágio. No primeiro livro . como a propriedade. Mas mesmo assim vemos o despotismo.” A música traz a percepção da dualidade cartesiana. diz Levi Strauss. Uma frase que resume bem esse espírito é: “o homem nasce livre mas se encontra a ferros por toda a parte. é necessária a criação de um corpo político. Rousseau fala sem preliminares qual é o fundamento legítimo da sociedade política.” Rousseau foi contra o egoísmo humano que o separa da natureza. A superpopulação torna o convívio difícel. O Estado vive e age pela lei. No livro II. Seriam precisos Deuses para dar leis aos homens. Contrato Social é divido em quatro pequenos livros. como Montesquieu. O governo não passa de um intermediário entre o governo e os súditos. Estuda o governo. buscar ver além das fórmulas exatas com que Rousseau demonstra o governo. mas o mais fraco eu dos outros. e de que tanto se orgulhava. Foi necessário para garantir o direito de certas coisas . fala da soberania que é inalienável porque representa a vontade geral. onde aborda . que visam preservar a liberdade física e a igualdade inicial. precede a consciência das oposições. porque não há partes contituíntes do Estado. Dai vai para as considerações osbre a forma e o aparato governamental. ou o que é útil para todos e ajuda a conservar a vida e a produzir. onde prevalecia a autoridade paterna. depois decrescidos os filhos apenas a convenção e o respeito mantém essa autoridade Tudo se origina de convenções. é a voz do jovem e apaixonado Rousseau que fala. o lugar do soberano. homens como são. Sempre o governo tenta tomar . No entanto. é necessário o respeito recíproco. Rousseau afasta-se dos autores que o inspiraram . sendo obrigado a obedecê-la para viver em sociedades. Rousseau analisa as relações entre propriedade privada e o poder do soberano. O segundo livro fala das condições e dos limites do poder soberano. A vontade geral nunca erra. O eu natural não sou eu. Em outro capítulo aponta-se os limites sadios do poder soberano. é necessário um legislador. No primeiro livro. Para combater a desigualdade.” Em alguns trechos Rousseau fala da primeira sociedade a família. que apenas se interessa pelos interesses do homem sem ter ne nhum interesse. O último livro apresenta um estudo. No livro III Rousseau demonstra mais exatidão sistemática. como já vimos devem representar a vontade geral. A lei é necessária porque não entendemos a lei Divina. alma e corpo. os remédios excepicionais quando o Estado está em crise. Cada homem é livre no que escapa à essas convenções.

Mesmo com os esforços para estudar os homens. como pensador do Iluminismo. Isso vao contra a visão de que seria um mero especulador utópico. e não ter muita abstração imaginativa… Rousseau diz que as ciências e as artes servem para tornar o homem sociável e para fazê-los amar a escravidão. está pouco presente esse princío de ser o povo o que mais tem direito ao governo. Rousseau lamenta a primazia conferida à civilização aos bem agradáveis. e não aprimoram a postura de cidadão. Na Polônia da época de Rousseau. projeto de constituição para a Córsega e Cartas da montanha.O Estado está estagnado e desunido. No contrato social temos a influência do individualismo de Locke e dos historicismo de Montesquieu. na Revolução Francesa e no romantismo. Rousseau busca tem fundamentação lógica na sua história. se dedicar só a descrição histórica. A obra de Rousseau sobre a Polônia em alguns pontos é contrária a obra sobre o pacto social. Rousseau aborda aspectos práticos da vida política. Nos livros Considerações sobre o governo da Polônia. nos distanciamos de conhecê-lo. Tem preocupação sistemática nas obras políticas. que servem de ornamento para o espírito. em oposição aos bem úteis e denuncia a vaidade dos conhecimentos cietíficos e artísticos. Rousseau lamentava o fato de Montesquieu. A república deteriora em oligarquia. . Rousseau fala que a pior das soberanias e a aristocráticas. mas apesar disso conserva o vigor. um epírito tão brilhante. buscando os fundamentos do pacto político. Ele se aprimora na arte de bem dizer ao mesmo tempo que critica a civilização. Em Cartas da montanha. Foi enorme sua influência.Podemos notar em Rousseau algumas incongruências entre vida e obra. Ainda hoje suas obras tem validade e são discutidas. No primeiro discurso.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful