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Planeamento e Gestão do

Orçamento Familiar

UFCD – 9820
25 Horas

Formadora – Lurdes Cepeda


Objetivos gerais:
 Elaborar um orçamento familiar, identificando rendimentos e
despesas e apurando o respetivo saldo.
 Avaliar os riscos e a incerteza no plano financeiro ou identificar
fatores de incerteza no rendimento e na despesa.
 Distinguir entre objetivos de curto prazo e objetivos de longo
prazo.
 Utilizar a conta de depósito à ordem e os meios de pagamento.
 Distinguir entre despesas fixas e variáveis e entre despesas
necessárias e supérfluas.

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Breve introdução
O Orçamento familiar pode ser considerado um suporte de auxilio não
só para as famílias que pretendem melhor qualidade de vida, mas
também para aquelas que não têm nenhum controlo sobre as suas
finanças.
Ter Educação Financeira para controlo das finanças pode ajudar a
reconhecer as falhas e potenciar as riquezas pessoais.

Assim sendo, Podemos dizer que a Educação financeiras no orçamento


familiar das famílias, sejam elas de classe baixa, média ou alta pode
mostrar que tudo é possível dentro de um orçamento bem controlado,
não importando quão grande ele é.

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Breve introdução

Atualmente, economizar não é uma tarefa fácil.

Porém, viver sem dinheiro nos dias de hoje não é possível. Então, se as
contas chegam sem parar e o dinheiro começa a apertar, está na hora
de aprender a se reeducar quanto ao que diz respeito ao orçamento.
Sendo pertinente a educação financeira.

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Planeamento
O que representa?
 Ação ou efeito de planear.
 Plano de trabalho pormenorizado.
 Serviço de preparação do trabalho ou das tarefas.
"planeamento", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa , 2008-2013,

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Planeamento
 As acções que são levadas a cabo para concretizar planos e
projetos de todo o tipo fazem parte do planeamento.
 Este processo implica a execução de um conjunto de passos que
são inicialmente estabelecidos, para o qual quem realiza o
planeamento.
 O planeamento, contempla a execução dos planos desde a sua
conceção e a sua operação em diferentes níveis, tendo em conta
que realiza acções com base na planificação de cada um dos
projetos.

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Gestão

Processo de se conseguir obter resultados quer sejam bens


ou serviços com o esforço das pessoas.

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Orçamento Familiar
“ o Encargo de uma família, hoje em dia, é semelhante ao de
uma microempresa. Tem receitas, tem despesas e os gastos
devem ser estruturados.”

Jornal de Noticias, 11 de janeiro de 2007

Formadora – Lurdes Cepeda


Orçamento Familiar
• Elaborar o orçamento familiar é uma importante tarefa na
gestão das finanças pessoais. Permite controlar melhor o
dinheiro e planear o futuro com segurança e confiança.
• A elaboração do orçamento familiar é importante para o
controlo das despesas correntes e para a tomada de
decisões financeiras importantes, como a preparação da
reforma, a educação dos filhos ou a compra de uma casa.

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o que é Orçamento Familiar ?
 um orçamento é sempre um documento que faz
uma previsão do que serão as receitas e as despesas
relativas a um determinado período.

 o mais indicado para as famílias é fazer um orçamento


mensal, uma vez que, em princípio, é com essa nessa
periodicidade que geralmente se recebe o salário e se tem
grande parte dos gastos.

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Orçamento Familiar
ELABORAR O ORÇAMENTO
 Elaborar o orçamento significa planear a forma como se pretende gerir o dinheiro de
que se dispõe.
O orçamento pode fazer-se em base mensal, no entanto deve-se perspetivar os
rendimentos, despesas e objetivos de poupança em base, pelo menos, anual.

 Na sua elaboração deve começar-se por avaliar a situação financeira inicial.


 No entanto se concluir que as despesas são à partida superiores aos rendimentos, o
primeiro objetivo do orçamento deverá ser o de equilibrar o orçamento.
A elaboração do orçamento deve ser partilhada com a família para que todos se
sintam comprometidos com os objetivos definidos.

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Fontes de rendimento
 Um Orçamento Familiar tem obrigatoriamente que partir das
Receitas
 Estas são a parte fundamental do Orçamento.
 Caso não aconteça, são as despesas que absorvem tudo ao
longo do mês, e não conseguimos ter um controlo efetivo
sobre o destino que damos ao nosso dinheiro sendo, mais cedo
ou mais tarde, levados a viver acima das nossas possibilidades
e a recorrer ao crédito para fazer face às nossas despesas do
quotidiano.

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Fontes de rendimento
Exemplos de receitas/rendimento
do agregado familiar:
O que são receitas? – Soma de • Salário
todos os recursos financeiros • Pensões
recebidos pela família durante • Subsídios
um período de tempo. • Juros
• Rendas
• Dividendos

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Deduções ao rendimento

 Impostos ( Ex: retenções na fonte)


 Contribuições para a segurança social
(dedutível no salário)

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Distinção entre Rendimento Bruto e líquido
Rendimento Bruto: Rendimento de uma pessoa antes da
dedução das quantias devidas a título de segurança social e
outros impostos.

Rendimento Líquido: O rendimento de uma pessoa depois de


deduzidas as contribuições para a segurança social e outros
impostos.

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Distinção :Rendimento Bruto e líquido (Cont.)

Exemplo Salários:
A dúvida sobre a diferença entre salário líquido e ilíquido é
frequente entre aqueles que iniciam a vida profissional ativa. No
entanto, o conhecimento dos termos líquido e ilíquido quando se
fala de rendimentos (e até de custos) é essencial, por exemplo, na
altura de discutir o salário que vai auferir mensalmente pelos
seus serviços numa determinada empresa.

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Distinção :Rendimento Bruto e líquido (Cont.)

DIFERENÇA ENTRE SALÁRIO LÍQUIDO E ILÍQUIDO

Salário líquido é a remuneração recebida por trabalho


dependente, por norma mensalmente, já sujeita à retenção na
fonte, em sede de Segurança Social e IRS, de acordo com as
tabelas definidas conforme a constituição do seu agregado
familiar: estado civil, número de dependentes e residência fiscal.

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Distinção :Rendimento Bruto e líquido (Cont.)
DIFERENÇA ENTRE SALÁRIO LÍQUIDO E ILÍQUIDO
Salário líquido é a remuneração recebida por trabalho dependente, por
norma mensalmente, já sujeita à retenção na fonte, em sede de
Segurança Social e IRS, de acordo com as tabelas definidas conforme a
constituição do seu agregado familiar: estado civil, número de
dependentes e residência fiscal.
Assim, o salário líquido é o valor efetivamente recebido por um
trabalhador depois de efetuados todos os descontos. pode ainda
acrescentar-se o subsídio de alimentação, subsídio de férias e de Natal
em duodécimos (quando aplicável).

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Distinção :Rendimento Bruto e líquido (Cont.)

DIFERENÇA ENTRE SALÁRIO LÍQUIDO E ILÍQUIDO

Assim, o salário líquido é o valor efetivamente recebido por um


trabalhador depois de efetuados todos os descontos.

pode ainda acrescentar-se o subsidio de alimentação, subsídio de férias e


de Natal em duodécimos (quando aplicável).

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Distinção :Rendimento Bruto e líquido (Cont.)

DIFERENÇA ENTRE SALÁRIO LÍQUIDO E ILÍQUIDO

Salário Ilíquido ou Bruto é a remuneração recebida por trabalho


dependente, ainda sem os descontos ou retenções.
Assim, trata-se do valor total que um trabalhador recebe previamente aos
descontos que são aplicados pela entidade empregadora, por
consequência das diversas contribuições que tem para cumprir.

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Tipos de Despesas

Despesas: Soma de tudo o que a família


gasta num determinado período.

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Tipos de Despesas (Cont.)
• Despesas Fixas: são despesas cujo montante não podemos
alterar no curto prazo, porque não dependem do nosso
consumo. Podem ser totalmente fixas ou sofrer alterações ao
longo do tempo, por exemplo, a renda de uma casa alugada
ou a prestação de um crédito à habitação.
• Exemplos: renda de casa, despesas da escola dos filhos,
pagamentos de empréstimos, Seguros, Impostos,
Condomínio.

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Tipos de Despesas (Cont.)
• Um peso elevado de despesas fixas significa que grande parte do
rendimento se destina ao pagamento de encargos que, no curto
prazo, são difíceis de ajustar porque se encontram fora da margem de
decisão dos membros do agregado familiar.

• Quanto mais alto for o encargo das despesas fixas no total das
despesas, mais difícil se torna a uma família ajustar o seu
orçamento a uma eventual perda inesperada do rendimento, como
por exemplo uma situação de desemprego.

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Tipos de Despesas (Cont.)

• Despesas Variáveis: dependem do consumo mensal e


podem ser alteradas, reduzidas ou eliminadas, embora
algumas não possam reduzir para além de um certo limite,
por exemplo, Habitação (água, luz, gás), Alimentação,
Vestuário, Transporte , Telecomunicações, Saúde, Lazer .
• São despesas variáveis porque o seu consumo pode ser
ajustado.

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Tipos de Despesas (Cont.)
• Despesas variáveis não prioritárias:
As despesas variáveis não prioritárias correspondem ao
pagamento de bens e serviços não essenciais, cujos valores
podem ser reduzidos ou até eliminados.

Exemplo: a aquisição de bens de consumo, como os últimos


modelos de vestuário ou calçado.

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Tipos de Despesas (Cont.)
• A análise à estrutura das despesas deve ter em atenção o peso das
prestações associadas aos empréstimos contraídos, calculando a taxa
de esforço.
Taxa de esforço = Encargos financeiros mensais = x100
Rendimentos mensais
• A taxa de esforço corresponde à percentagem do rendimento
destinada ao pagamento das prestações de créditos que tenham
sido contraídos.
• A taxa de esforço é apenas um indicador dos encargos
financeiros da família. É importante considerar a composição do
agregado familiar e o nível de rendimentos.

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Relação entre Receitas, Despesas e saldo
• Após a identificação de Rendimentos e despesas é possível calcular o
Saldo do Orçamento familiar, sendo este iguala á diferença entre
rendimentos de despesas.

Rendimento – Despesas = saldo do Orçamento familiar

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Relação entre Receitas, Despesas e saldo (Cont)
O saldo permite avaliar a situação financeira do agregado
familiar:
um saldo positivo significa que os rendimentos são
superiores às despesas, pelo que foi realizada poupança.

um saldo negativo significa que se gasta mais do que se


recebe, sendo por isso necessário reavaliar as despesas.

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Planeamento e Orçamento
A Elaboração de um orçamento familiar deve sempre definir objetivos
de poupança estes devem ser temporalmente definidos.
Muito curto prazo: precaver situações imprevistas, despesas
inesperadas;

Curto Prazo: fazer uma viagem, comprar um carro, financiar estudos;

Longo Prazo: comprar uma casa;

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Cálculo de necessidades de poupança
Para fazer o calculo deve ter em consideração estas áreas de
atuação para contenção de despesas:

Educação Financeira;
Dicas para poupar;
Saber comprar;
Conselhos de alimentação;
Conservação da casa, mobiliário e roupas;

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Cálculo de necessidades de poupança (Cont.)
Para fazer o calculo deve:
Definir Limites para as despesas mensais em várias categorias;
Prever quanto lhe sobrará ao fim do mês, se cumprir os limites
definidos;
Ver um relatório das suas despesas mensais que se vai atualizando á
medida que regista os movimentos;
Consultar os seus orçamentos de forma a confirmar se estão a ser
cumpridos.

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Poupança
Rendimento – consumo = poupança

A motivação para poupar consiste na precaução, na riqueza, compras


futuras, investimentos e projetos para os filhos. Sendo sobre as
despesas fundamentais, como as de alimentação que as pessoas
tendem a realizar mais economias

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Poupança (Cont.)
Poupança ou aforro é a parcela da renda ou do patrimônio que não é
gasto ou consumido no período em que é recebido e,
consequentemente, é guardado para ser utilizado no futuro.
Este conceito está intimamente relacionado com redução de
despesas, em particular dos gastos recorrentes.
 No contexto de finança pessoal, poupar geralmente se refere à
preservação do capital em aplicações de baixo risco (confrontando a
segurança de manter o saldo em uma conta de depósitos contra
aplicá-lo em um investimento financeiro, onde o risco é maior).

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Poupança Cont.)
Os meios utilizados para poupar variam de acordo com o objetivo e a
experiência do poupador, mas consistem basicamente em manter
uma quantia de dinheiro em uma conta de depósitos bancários,
investir ou simplesmente guardar o montante em um local seguro.
 A poupança geralmente faz referência a valores monetários
(dinheiro) por serem recursos que não são ultrapassados pelo
surgimento de substitutos, no entanto, o termo também se pode
referir a outros bens (como poupar na alimentação ou combustível,
por exemplo).

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Poupança Cont.)
Em 1936, Keynes defendia que o consumo tendia aumentar consoante
o aumento dos ganhos, ou sendo, que a poupança depende dos
ganhos familiares, quanto maior forem os ganhos, maior será a
poupança.
Segundo este autor as pessoas com elevados ganhos tendem a ter
elevadas poupanças. A Poupança dependia da boa vontade ou
capacidade de cada indivíduo para poupar.

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Poupança
Quando o objetivo é a efetivação de uma poupança não devemos
descurar de dar resposta as seguintes questões:

Qual o montante final da minha poupança?

Quanto tempo preciso de poupar regularmente, para chegar ao meu


objetivo?

Quanto tempo preciso para atingir o meu objetivo de poupança?

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Fatores de Incerteza
Na elaboração do orçamento há imprevistos que podem afetar tanto o
rendimento como a despesa.
Rendimento:
 Desemprego
 Divórcio
Redução salarial
Promoção no emprego

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Fatores de Incerteza
Despesa:
 Doença
Acidentes

No orçamento é importante prever algumas poupanças para precaver


situações imprevistas.

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Precaução - fundo de Emergência
Os imprevistos acontecem e para prevenir o ideal é ter algum dinheiro
de parte.
Imprevistos tais como uma doença, acidente , mesmo uma situação de
desemprego, divórcio, morte de um dos cônjuges, ou incapacidade
física, podem representar um grande problema para muitas famílias,
sobretudo para aquelas que não têm qualquer tipo de economia.
Infelizmente, só quando deparadas com estas situações é que algumas
pessoas se apercebem, de que, poderiam ter poupado em gastos que
não controlaram, como almoços e jantares, cinemas, roupas, prendas,
viagens, entre muitos outros que, provavelmente não eram prioridade.

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Precaução - fundo de Emergência(Cont.)
A resposta está na poupança mensal. O importante é começar.
Exemplo:
se tem 500 euros de despesas fixas todos os meses, deverá ter de parte
pelo menos 1.500. Se estamos a falar de 1.000 euros de contas
mensalmente, temos de apontar como objetivo ter, no mínimo 3.000
euros de poupança.
Claro que, se conseguíssemos poupar o suficiente para fazer face a um
ano de despesas seria ótimo. No entanto, deve ir com calma, traçar
pequenas metas e ir conquistando-as, uma a uma.

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Precaução - fundo de Emergência(Cont.)
• Se já deu ordem automática para transferir 5% a 10% do seu
rendimento, está no bom caminho. Num instante conseguirá o seu
pequeno orçamento para imprevistos e o objetivo inicial é chegarmos
a um mês inteiro de despesas garantido, de lado, no banco.
• Se apenas consegue um pequeno montante, não desanime. O
importante é que comece a poupar, por muito pouco que possa
parecer, mais cedo ou mais tarde o objetivo será atingido.

Formadora – Lurdes Cepeda


Precaução - fundo de Emergência(Cont.)
Opções de poupança:
Depósito a prazo e conta poupança estes dois produtos financeiros
muito semelhantes. No entanto, há algumas diferenças fundamentais.
No depósito a prazo é uma conta onde o depositante coloca
determinado montante, consoante o prazo pretendido.
Quanto maior for o prazo acordado com a instituição bancária, maior é
a taxa aplicada. No fim do período do prazo, o cliente recebe o capital
investido, mais os juros associados. Esta tem penalização de juros se
levantar o dinheiro antes do prazo acordado- não tem riscos
associados.

Formadora – Lurdes Cepeda


Precaução - fundo de Emergência(Cont.)
Conta poupança, tal como no depósito a prazo, na conta poupança o
cliente também aplica o dinheiro escolhendo a periodicidade de
recebimento de juros.
Este tipo de conta permite que se efetuem depósitos, funcionando
como uma espécie de mealheiro. Existe uma remuneração do dinheiro
durante o tempo em que o mesmo fica na conta. A desvantagem a
remuneração é menor.
Vantagem - na conta poupança o cliente pode levantar o dinheiro
sempre que quiser sem penalização.

Formadora – Lurdes Cepeda


Precaução - fundo de Emergência(Cont.)
SEGUROS
os seguros de capitalização também são uma opção, embora estudos
recentes da Deco não os recomendem, pois embora sejam produtos
para cinco anos ou mais e tenham vantagens fiscais, têm rendimentos
inferiores aos dos certificados do tesouro.
Os seguros também têm comissões de entrega por resgate antecipado
e de gestão.

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Precaução - fundo de Emergência(Cont.)
Seguros
No entanto existem seguros que se podem considerar uma mais valia
em casos de imprevistos porque proporcionam um planeamento
financeiro direto, através de um custo mensal, semestral, anual , que
protege o segurado no caso de eventualidades.
Esta pequena despesa por mês, protege a sua família e o seu
patrimônio contra imprevistos.
Exemplos de seguros: Carro, casa, saúde, acidentes, etc…

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Conta de Depósitos á Ordem
para abertura de uma conta á ordem é necessário:
 Cartão de cidadão válido ou documento equivalente onde conste
fotografia e assinatura emitido por entidade pública competente.
Cédula/boletim de nascimento no caso de menores.
Passaporte ou autorização de residência no caso de cidadãos
estrangeiros residentes em Portugal.
Comprovativo de Morada (carta de condução, declaração de
rendimentos, nota de liquidação de IRS, carta-verde de seguros
automóveis etc.)

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Conta de depósitos á Ordem (Cont.)
para abertura de uma conta á ordem é necessário:
 Comprovativo de Profissão e Entidade Patronal – através de
declaração da entidade patronal ou recibo de vencimento ou de
qualquer outro documento comprovativo.
 Declaração do desempenho de Cargo Público (não carece de
comprovação documental, bastando informação do próprio quanto
ao cargo público de que é titular, se aplicável).
O montante mínimo para abrir uma conta (alguns Bancos pedem um
depósito mínimo para abrir uma conta).

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Conta de depósitos á Ordem
Tipos de Conta
Individual
Só próprio é que pode levantar dinheiro da conta.
Conta Solidária
O próprio e outras pessoas escolhidas por ele, podem levantar dinheiro
da conta a qualquer altura.
Conta Conjunta
O próprio e outras pessoas escolhidas por ele podem levantar dinheiro
da conta em qualquer altura, porém com a autorização de todos.

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Movimentação e saldo de conta
Saldo disponível: corresponde ao valor que o seu titular pode utilizar de
imediato sem ter de recorrer a crédito junto da instituição, ou seja, sem
ter de ficar sujeito ao pagamento de juros, comissões ou outros encargos
por essa utilização.
Saldo Contabilístico - corresponde à diferença entre os créditos e os
débitos na conta, podendo alguns montantes ter uma data-valor futura,
não estando ainda disponíveis para utilização do titular.
Saldo autorizado - é igual ao saldo disponível mais o valor a crédito que
o cliente está autorizado a usar para pagamentos ou levantamentos.
Estes valores a crédito embora estejam disponíveis , a sua utilização
poderá implicar o pagamento de juros e outros encargos.

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Movimentação e saldo de conta
Formas de Controlar movimentos e o saldo da conta á ordem
O extrato bancário é o documento que ajuda a controlar a conta
corrente. Através dele, você pode obter todas as informações sobre as
movimentações ocorridas em sua conta bancária num determinado
período. Existem muitas vias para chegar ao extrato bancário: você
pode retirá-lo diretamente na agência, num caixa eletrônico ou mesmo
na internet. Esta última modalidade é mais prática, pois não envolve
obrigatoriamente a impressão em papel, e pode ser feita com qualquer
frequência.

Formadora – Lurdes Cepeda


Custos de manutenção conta de depósitos á ordem
A maior parte dos bancos portugueses cobra comissões de manutenção
das contas bancárias.
Mesmo sem realizar qualquer operação, o saldo da conta bancária vai
diminuindo periodicamente, pois o simples facto de ter uma conta à
ordem aberta é motivo suficiente para o banco lhe cobrar uma comissão,
adicionando-lhe todas as outras comissões que cobra por produtos ou
operações associadas a essa conta, como o cartão de débito ou as
transferências interbancárias.

Formadora – Lurdes Cepeda


Custos de manutenção conta de depósitos á ordem
Domiciliar o ordenado concede, muitas vezes, a isenção de comissões de
manutenção.
Consultar no seu banco e confirmar se tem essa possibilidade ao seu
alcance, sobretudo se recebe mensalmente um salário ou uma pensão de
reforma por transferência bancária.

Existem bancos que reduzem os valores cobrados em comissões de


manutenção a quem tem saldos médios ou património financeiro a partir
de determinado limite. Se for possível cumprir esse requisito, pode
conquistar a isenção de despesas de manutenção.

Formadora – Lurdes Cepeda


Descobertos autorizados na conta á ordem
A contratação de uma facilidade de descoberto requer que o cliente
celebre um contrato com a instituição de crédito, com regras específicas
para a sua utilização.
Quando o cliente contrata uma facilidade de descoberto, no extrato da
sua conta de depósito à ordem passa também a existir um saldo
autorizado, ou sendo o saldo é o saldo disponível mais o valor a crédito.
Vantagens - O cliente está autorizado a usar para pagamentos ou
levantamentos.
Desvantagens - Embora estes valores a crédito estejam disponíveis na
conta, a sua utilização poderá implicar o pagamento de juros e outros
encargos.
Formadora – Lurdes Cepeda
Notas e moedas
Notas- papel / Moedas – peça metálica

O Papel-moeda - é dinheiro ou moeda escritural oficial de um país;


Esta é emitida pela autoridade oficial- competente de uma Nação, em
valor impresso na forma de papel e lançada por um banco designado
como central, autorizado pelo governo e posteriormente distribuído
pelos demais bancos da rede oficial de crédito nacional.
A moeda é a unidade representativa de valor de um País, aceite como
instrumento de troca e faz parte integrante da nossa sociedade,
controlando, interagindo e participando.

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Cheques - Tipos de Cheques
Existem 6 Tipos de Cheques:
1. Cheque não à ordem
Os chamados cheques não à ordem são emitidos com indicação do seu
beneficiário e só este pode receber o valor em causa. Este é um tipo de
cheque não passível de ser endossado, logo, mais seguro para quem o
emite.
2. Cheque ao portador
aquele que não é dirigido a ninguém específico e que pode ser pago a
quem o tiver na sua posse. Logo, uma opção menos segura.

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Cheques - Tipos de Cheques (Cont.)
3. Cheque nominativo
Tal como o nome indica, este já nomeia o beneficiário da quantia em
causa, devendo indicar o nome por extenso, de forma a ficar claro
quem pode movimentar esse dinheiro. Para levantar a quantia em
causa, o banco vai exigir que apresente um documento de identificação.

4. Cheque cruzado
é aquele que é cruzado no seu canto superior esquerdo com duas linhas
paralelas, na diagonal. Dentro deste, há dois subtipos de cheques
cruzados:

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Cheques - Tipos de Cheques (Cont.)
Cruzamento geral – quando não há qualquer indicação dentro das linhas
que o cruzam, significa que este tipo de cheque deve ser depositado,
sendo livre de escolher a instituição. Se, por acaso, for cliente do mesmo
banco que o emitiu, pode recebê-lo ao balcão.

Cruzamento especial – quando entre as linhas aparece inscrito o nome


de um banco, só pode depositar o cheque nessa mesma instituição
bancária. Mantém-se, no entanto, a possibilidade de ser pago ao balcão
se for cliente desse mesmo banco.

Formadora – Lurdes Cepeda


Cheques - Tipos de Cheques (Cont.)
5. Cheque visado –
é aquele para o qual o banco garante o pagamento. A importância nele
definida fica cativa na conta de quem o emite durante, pelo menos, oito
dias.

6. Cheque bancário
É bancário porque é emitido pelo próprio banco e não pelo titular da
conta, a favor de uma terceira pessoa, sempre com indicação do seu
nome. Na prática, é também um cheque nominativo.

Formadora – Lurdes Cepeda


Débitos diretos: domiciliação de pagamentos
Devido á dificuldade em estarmos a par de todas as contas que temos
que pagar e corrermos os risco der nos esquecermos, o que pode
significar pagar uma quantia superior devido a juros de mora entre
outros, a solução pode estar na domiciliação de pagamentos.
Esta que apesar de ser útil e conveniente, pode também ter as suas
desvantagens.

Formadora – Lurdes Cepeda


Débitos diretos: domiciliação de pagamentos (Cont.)
Domiciliação o que é?
A domiciliação de pagamentos é um serviço prestado pelas entidades
bancárias que nos proporciona pagamentos frequentes de contas
periódicas, como água, luz, gás, seguros, comunicações, etc., sem
termos de nos preocupar, através da Autorização de Débito em Conta
(ADC) que permite o débito direto, impedindo-o assim de se esquecer
dos pagamentos.

Formadora – Lurdes Cepeda


Débitos diretos: domiciliação de pagamentos (Cont.)
Vantagens:
poupar em eventuais deslocações, em tempo, em dores de cabeça e
em despesas extra, por não pagar o que devemos a tempo e horas.
É seguro – Os pagamentos, destinam-se, por norma, a entidades
seguras, o que significa que sabe com o que pode ou não contar.
 Permite melhor gestão do orçamento mensal – Já sabemos que em
alturas específicas o dinheiro vai embora, o que é uma ajuda no que
toca à gestão do nosso dinheiro.
É cómodo - Este tipo de serviço tira-nos preocupações de cima. Tudo o
que o faça, por norma, é sempre bem-vindo

Formadora – Lurdes Cepeda


Débitos diretos: domiciliação de pagamentos (Cont.)
Desvantagens:
Pode haver perda de controlo– Apesar de ser uma opção prática, é
necessário ir dando uma vista de olhos às contas para se certificar que
tudo está em conformidade. Só ao manter-se me cima das suas
finanças pessoais vai poder garantir que tudo está bem.
Demasiado facilitismo – Ao não controlar diretamente a saída do
dinheiro, pode vir a sentir preguiça ao encontrar novas formas de
poupar em despesas recorrentes. Despesas normalmente domiciliadas,
como água, eletricidade e seguros representam grandes fatias do nosso
orçamento, e muitas vezes podem ser reduzidas.

Formadora – Lurdes Cepeda


Débitos diretos: Cancelamento
Cancelamento:
O cancelamento pode ser efetuado diretamente na sua instituição
bancária.
ou como processo alternativo
Também é possível cancelar através do multibanco. Assim, a qualquer
momento, o devedor pode cancelar a autorização de débito em conta
(ADC) junto do credor de uma forma simples, prática e célere, seguindo
determinados passos.
Para tal basta dirigir-se a um multibanco e seguir os passos a seguir:

Formadora – Lurdes Cepeda


Débitos diretos: cancelamento
Selecione a opção
1. “Débitos Diretos”, no ecrã seguinte, surgirá todas as
suas autorizações de débito direto ainda em curso (é habitual surgir a
identificação do número da autorização e respetiva entidade
credora).
2. Seguidamente, só terá de selecionar a ADC que pretende cancelar,
através da escolha da opção “Cancelamento de Autorização”. Depois
confirme a operação, e será emitido, o talão comprovativo do
cancelamento do débito direto, onde consta a identificação da
autorização de débito direto, os seus limites e a data a partir do qual
é cancelada.

Formadora – Lurdes Cepeda


Transferências Interbancárias
Existem 2 tipos de transferência
Intrabancárias – quando as transferências se processam entre contas
abertas na mesma instituição;
Interbancárias – quando as transferências se efetuam entre contas
abertas em diferentes instituições.
As transferências interbancárias podem ser:

Internas – quando ocorrem entre instituições localizadas em Portugal;


Transfronteiriças – quando ocorrem entre instituições localizadas em
diferentes países

Formadora – Lurdes Cepeda


Cartões de Débito
Cartão de débito -
Um cartão de débito tem ligação com sua conta corrente. Quando você
usa um cartão de débito, o dinheiro é subtraído da sua conta.
No cartão de débito, você pode fazer compras em muitos pontos
comerciais sem ter de levar dinheiro em espécie ou se lembrar do seu
talão de cheques. Basta apresentar seu cartão de débito em qualquer
lugar que tenha convênio com o seu cartão, que exiba o logotipo do
mesmo, e digitar a senha da sua conta corrente. Com o cartão de débito,
o valor da compra será deduzido imediatamente de sua conta corrente.

Formadora – Lurdes Cepeda


Cartões de Crédito
Cartão de Crédito -
Usar um cartão de crédito significa que você pretende reembolsar o valor
em uma data pré-definida - e geralmente sem juros, caso você efetue o
pagamento de uma só vez.

O cartão de crédito é um empréstimo garantido que uma instituição


financeira lhe dá.

Formadora – Lurdes Cepeda


Mandamentos para elaboração e Gestão do
orçamento familiar:
Faça um orçamento mensal;
Reduza os gastos;
Aumente as suas poupanças;
Pesquise, compare e negoceie;
Diversifique os seus rendimentos;
Invista a longo prazo;

Formadora – Lurdes Cepeda


FICHA DE AVALIAÇÃO

Formadora – Lurdes Cepeda


Webgrafia

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L4qSg9VQ
https://www.bportugal.pt/
https://www.cgd.pt/Particulares/Contas/Contas-a-Ordem/Documents/Abertura-Conta.pdf
https://conceito.de/planeamento
https://www.dn.pt/economia/interior/poupanca-conheca-as-recomendacoes-da-deco-2087976.html
http://www.e-konomista.pt
http://http://www.e-konomista.pt/artigo/diferenca-entre-salario-liquido-e-iliquido/
www.todoscontam.pt/pt-PT/Principal/PlanearOrcamento/Paginas/PlanearOrcamentoFamiliar.aspx
https://reorganiza.pt/orcamento-familiar-principal-ferramenta-poupanca/
http://elearning.todoscontam.pt/citilearn/data/bp/aula_1/material_apoio/orcamentofamiliar_apresentacaojovens_1
_.pdf
https://www.deco.proteste.pt/investe/depositos-s33300.htm
Bibliografia

Bibliografia:
Aviso do Banco de Portugal n.º 5/2013
Barroso, Barbara . Tempos complicados, Soluções simples. Oficina o Livro
Brito, Carlos Melo (2014). Novos Horizontes do Marketing.
John Maynard Keynes em “historia do pensamento económico”.