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Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beauvoir

Nascimento: 9 de janeiro de 1908 em Paris

Falecimento: 14 de Abril de 1986 em Paris

•Escritora
•Filósofa
•ativista política
•feminista
• teórica social.
Fig 1. O manuscrito redigido por Simone de Fig 2. Simone de Beauvoir e Gisèle Halimi com Jean-Paul Sartre, em Paris, 1970 (Jean-Pierre Le
Beauvoir e Gisèle Halimi em 1960 Dantec/AFP/Getty)
Simone , obsessiva memorialista,
quem escreveu e discorreu sobre
o monotema das suas
1958 1960 experiências íntimas, quem
tentou edificar a sua
personalidade como uma
realização literária e histórica.
Narrou-se a si mesma , ou
traduziu-se.
( MONTERO,2002: 77)

1963 1964
“Querendo falar sobre mim mesma, percebi que, para isso,
deveria primeiro descrever a condição da mulher em geral”.
(BEAUVOIR, 1968: 195)
Fig.3. Top 20 dos livros
académicos que
mudaram o mundo
segundo The Guardian.
Fonte:
https://www.theguardia
n.com/books/2015/oct/ Fig.4.Feminista alemã,
14/public-vote-for-acade Alice Schwarzer com
mic-book-that-changed-t Simone de Beauvoir
he-world

“a bíblia do feminismo ... e


a fonte mais vibrante de
inspiração para o
movimento feminista".
PORQUÊ QUE A
OBRA “ O
SEGUNDO SEXO ”
(1949) TORNOU-SE
UM FENÓMENO
MUNDIAL?
“A mulher
determina-se e
diferencia-se em “A mulher se conhece e se
relação ao homem e escolhe, não tal como existe
não este em relação para si , mas tal qual o
a ela, a fêmea é o homem define Cumpre-nos
não essencial portanto descrevê-la
perante o essencial. primeiramente como os
O homem é o ser homens a sonham, desde
absoluto ; ela é o que o seu ser-para-os
Outro.” (BEAUVOIR, homens é um dos
2015: 16-17) elementos essenciais da sua
condição concreta ”
(BEAUVOIR, 2015: 239)

Ora , o que define de maneira singular a situação da mulher, é que sendo como todo o ser humano , uma
liberdade autónoma, descobre-se e escolhe-se num mundo em que os homens lhe impõe a condição do
Outro. Pretende-se torná-la objeto, votá-la à imanência, porquanto a sua transcendência será
perpetuamente transcendida por outra consciência essencial e soberana (BEAUVOIR, 2015: 32)
FILOSOFIA DE •“de início, a consciência-de-si é ser-para-si simples, igual a si mesma
HEGEL: A DIALÉTICA mediante o excluir de si todo o outro. Para ela, sua essência e objeto
absoluto é o Eu; e nessa imediatez ou nesse ser de seu ser-para-si é
DO SENHOR E DO [um] singular. O que é o Outro para ela, está como objeto inessencial,
ESCRAVO marcado com o sinal do negativo. “
“O homem tinha Como foi
vontade de possível legar
dominar a mulher” um papel
e no qual “tudo faz secundário à
para mantê-la na
mulher na
opressão” (BEAUVOIR, 113)
sociedade?
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Sistema
Religião Psicanálise
patriarcal

Sociedade
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Castidade I
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Maternidade S
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