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Texto: João 4:21-24

Pastor José Gomes


Texto de exemplo do rodapé

Tema: Adoração como Estilo de Vida.

20XX 2
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O Tema está subordinado a 3 pontos
principais:

I.O que não II O Que é III. Atitudes Aplicação Conclusão. 


é Adoração adoração.  de
Adoração. 

20XX 3
Introdução.
• 1. O Desejo e a necessidade de adorar a Deus, são inerentes ao homem.

• 2. O Grito do Coração é adorar, mas a habilidade de fazê-lo foi perdida na

queda de Adão. A verdadeira adoração é um dos temas centrais das

Escrituras. A veneração de imagens de escultura é uma abominação


para Deus, pois Deus é plenamente espiritual em sua essência.
Quando Jesus diz que Deus é Espírito, isso significa que Deus é
invisível, intangível e divino, em oposição a humano. E desconhecido
para os seres humanos a menos que decida se revelar (1.18).
20XX 4
• Da mesma forma que Deus é luz (l jo 1.5) e amor (l
jo 4.8), também é Espírito (4.24). Esses são
elementos da forma em que Deus se apresenta aos
seres humanos, da bondosa autorrevelação em seu
Filho. Deus escolheu se revelar quando o Verbo se
fez carne. Quem vê Jesus, vê o próprio Pai,
( Hernandes Lopes).
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I. I. O Que não é Adoração.

II. Primeiro, adoração não é


centrada em lugares sagrados
(4.20). Não é neste monte nem
naquele. Não existe lugar mais
sagrado que outro. Não é o
lugar que autentica a
adoração, mas a atitude do

20XX
adorador. 6
Segundo, não é adoração sem entendimento (4.22). Os

samaritanos adoravam o que não conheciam. Havia uma liturgia


desprovida de entendimento. Havia um ritual vazio de compreensão.
Pessoas que não sabem para onde estão indo, aplaudem sem saber
porque estão aplaudindo... (4 seres cheios de olhos. Objetividade)

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Terceiro, não é adoração descentralizada da
pessoa de Cristo (4.25,26). Os samaritanos
adoravam, mas não conheciam o Messias.
Cristo não era o centro do seu culto. Nossa
adoração será vazia se Cristo não for o
centro. O culto não serve para agradar as
pessoas. A música não serve para entreter
os adoradores. A verdadeira música vem do
céu e é endereçada ao céu (SI 40.3). Vem
de Deus por causa de sua origem e volta
para Deus por causa de seu propósito.
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II. O Que é Adoração

Jesus também diz à mulher samaritana o que


é adoração.

Primeiro, a adoração precisa ser bíblica


(4.24). O nosso culto é bíblico ou é anátema.
Deus não se impressiona com pompa; ele
busca a verdade no íntimo.

Segundo, a adoração precisa ser sincera


(4.24). A adoração precisa ser em espírito,
ou seja, de todo o coração. Precisa ter fervor.
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Não é um culto frio, árido, seco, sem vida. 9


Adorar é amar a Deus; é a resposta do
meu amor ao amor Divino. É uma
resposta do meu

espírito a um mover de amor do Espírito


Santo dentro de mim, e que me leva
para o Pai. Não

há adoração verdadeira sem o auxílio


do Espírito Santo. A Bíblia não define
adoração, porque
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o amor não se define. 10


A definição mais próxima nela encontrada é:
“Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o
teu coração, de toda a tua alma, de todo o
teu entendimento e de toda a tua força”
(Mc. 12:30). Em outras palavras, amar a
Deus com o fervor do teu espírito, com a
intensidade da tua alma e com a expressão
do teu corpo. Na adoração está envolvido o
fervor do meu espírito, a exuberância da
minha alma e a energia do meu corpo.
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20XX 11
Texto de exemplo do rodapé

Adoração é um dos principais temas da Bíblia. Há 270 referencias à


adoração. A palavra mais comum no hebraico é shachah (172 vezes)
traduzida por adoração. Strong em sua concordância exaustiva, define
como prostrar-se, curvar-se, abaixar-se, humilhar-se, fazer mesura,
reverencia, dobrar-se. No Grego, a mais comum é proskeneo (59 vezes)

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É a composição de duas palavras: Pros que
significa para, em direção e keneo que
significa beijar. Alguns eruditos dão o
significado de beijar a mão com admiração.
E outros beijar os pés com admiração.
Joseph thayer em seu Léxico do grego do
n.t. destaca alguns significados: Beijar a
mão em sinal de reverencia, cair sobre os
joelhos e tocar o chão com a testa como
expressão de profunda reverencia. Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY-NC-ND

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Etimologicamente adoração é curvar-se, reverenciar, inclinar-se, humilhar-
se, dobrar-se, prostrar-se com o rosto em terra, beijar as mãos, pés ou
lábios, com um sentimento de temor e devoção, enquanto serve ao
Senhor com todo o coração. É uma atitude expressa em ação. Infere
profundidade de sentimento, proximidade de parceiros e um
relacionamento de aliança. Envolve emoção, mas a verdadeira adoração é
mais profunda que tudo isso e usa simplesmente esses canais para liberar
o amor profundo e devoção que impele o crente para a presença de um
Deus de amor.
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A adoração bíblica na igreja dos
primeiros séculos era uma expressão de
danças e alegria. O corpo, templo do
Espírito Santo era considerado sagrado
e deveria ser usado como demonstração
de adoração a Deus. Mas o imperador
Constantino, no século IV, achou o culto
muito bagunçado e resolveu dar uma
liturgia mais ordenada à igreja.
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Texto de exemplo do rodapé

Como o mundo material era considerado maligno, as expressões físicas


de adoração foram banidas e o cristianismo se divorciou da sua herança
judaica para se casar com o paganismo. A dicotomia pagã pregava que
vivemos em dois mundos: sagrado e secular. O dualismo de dois
mundos compartimentalizou a fé e criou uma esquizofrenia teológica.

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A vida como um todo não existia mais.
Separamos a fé do trabalho, a religião do
estado e a crença da ciência. Nós
condenamos o material e exaltamos o
espiritual. Assim, a vida de santidade se
transformou em ascetismo e deveríamos nos
divorciar do mundo físico para sermos
espirituais. Pensamentos pagãos, filosofia pagã e
religião pagã se infiltraram na fé cristã.
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Aderimos à dicotomia entre o sagrado e o
secular. Esse separatismo resultou no
confinamento do cristianismo, privatizou-se a fé
como algo particular, o Evangelho perdeu seu
poder de levedar a massa do bolo.
Diferentemente da visão grega de mundo, a fé
cristã com suas raízes judaicas sempre acreditou
que temos o poder de escolher nosso destino.
Sim, a história tem um sentido! Você não está
fatalmente destinado a algo que não possa
impedir
20XX
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Romanos 12:1-2.

Culto racional para Paulo era apresentar


seu corpo na adoração como sua
expressão. Eu vejo as pessoas adorando e,
às vezes, percebo-as displicentes,
indiferentes e distantes. Percebo isso
simplesmente pela maneira que seus
corpos se erguem dos bancos das igrejas
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No judaísmo primitivo o culto era
marcado pela presença de danças e
muita alegria. O Imperador Constantino,
ao se assumir como Bispo dos bispos da
Igreja Bizantina, modificou o culto
cristão, criando uma liturgia sem alegria
porque acreditava que o culto da igreja
primitiva era muito desorganizado.

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Terceiro. Adoração é o reconhecimento do que Deus é. Enquanto o louvor se
concentra no que Deus faz, a adoração se concentra no que Ele é: Deus é sábio,
é santo, onipresente, onipotente, onisciente, soberano, infinito, eterno, sublime,
justo, amor, o que era, que é e que há de vir, o alfa, o ômega, o princípio, o fim, o
Senhor único. Falamos de atributos da Divindade. Adorar é exaltar estes
atributos; é concentramo-nos na natureza de Deus, na pessoa de Deus, nas
qualidades do Seu ser.
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É isso que acontece na descrição de
Apocalipse, 4. Os vinte e quatro anciãos são
santos, representando os santos do Antigo e
do Novo Testamento, que se encontram diante
do Trono. Ali há contínua adoração e nós na
terra participamos dela. Não há dúvida de que
quando aqui nos unimos em adoração e o seu
incenso se eleva a Deus, há um eco na glória.
Anjos se unem a nós. Santos de Deus se
unem a nós. No céu e na terra o incenso da
adoração sobe na presença do Senhor.
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Adoração são sempre momentos de
total perplexidade diante da Pessoa de
Deus. Não há Adoração sem
perplexidade. Não há adoração, a
menos que a alma olhe para Ele,
cessando as explicações, temendo
diante dEle, se curvando diante do
mistério dEle e ficando admirada
diante de tamanha Realeza e Santidade.
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20XX 23
O Apocalipse não diz como Deus é,
apenas diz Quem Ele é. Quem é Deus?
A resposta que o Apocalipse repete,
enfadonhamente, é: "Ele é digno" (5:5-
8). Os Seres viventes O louvam porque
Ele é digno. Os Vinte e Quatro Anciãos
O louvam porque Ele é digno. João diz
que os trilhões de seres do universo se
curvam diante dEle proclamando que
Ele é digno (5:12-13). Ele é digno. Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY-NC-ND

20XX 24
E sua dignidade O torna objeto das
mais radicais entregas. Só se entrega a
Ele com radicalidade quem está
absolutamente convencido de Sua
radical dignidade. "Tu és digno, Senhor
e Deus nosso, de receber a glória, a
honra e o poder, porque todas as coisas
tu criaste sim, por causa da tua vontade,
vieram a existir e foram criadas. " (4:11).
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A adoração é o clímax do nosso relacionamento com Deus. É o ponto mais alto; é o
contacto do nosso espírito com Deus, por intermédio do seu espírito que em nós
habita. Quando isso ocorre, a consciência de Deus nos domina. Tudo desaparece e
perde seu sentido. A consciência da Sua santidade, e da Sua presença nos envolve de
modo singular. Adoração é uma devoção profunda, mais que palavras, é uma atitude
do coração. E Deus quer adoradores, não alguém que se envolva uma vez ou outra no
ato de adoração, mas adorador, um amante de Deus. E amante de Deus é o que vive
para adorá-lo.
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III.ATITUDES DE ADORAÇÃO

Em Lucas 7:36-50 encontramos as atitudes de uma adoradora, de um espectador e a de


Jesus. O texto relata: “Convidou-o um dos fariseus para que fosse jantar com Ele. Jesus
entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa. E eis que uma mulher da cidade,
pecadora, sabendo que Ele estava à mesa na casa do fariseu, levou um vaso de alabastro
com ungüento; e, estando por detrás, aos Seus pés, chorando, regava-os com suas
lágrimas e os enxugava com os
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próprios cabelos; beijava-lhe os pés e os ungia com o ungüento” (Lc. 7:36-38). Nos
versículos a seguir, Jesus relata a Simão uma parábola de dois devedores que foram
perdoados. A dívida do primeiro era imensa e a do segundo pequena. Jesus deixa claro
que aquele a quem muito é perdoado, muito ama. Referindo-se à mulher, Ele disse:
“Perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele a
quem pouco se perdoa, pouco ama” (v. 47). As atitudes demonstradas pela mulher são
puras expressões do seu amor que devem governar nossa própria adoração:

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Quebrantamento – “Sacrifícios agradáveis a Deus
são o espírito quebrantado (“shabor”); coração
compungido e contrito (“dakah”) não desprezarás, ó
Deus” (Sl. 51:17). “Shabor” significa: temer, quebrar
em pedaços ou reduzir. “Dakah” quer dizer: esmagar,
quebrar, machucar, ferir, humilhar. “Contrito” é usado
para descrever o processo de fazer pó (talco). A
adoração requer quebrantamento. Quando nos
deixamos quebrantar diante de Deus, nosso ser inteiro
encontra mil e uma formas de se derramar diante do
Pai e experimenta um nível mais profundo de
comunhão com Ele. Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY-NC-ND

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Humildade – Ela soltou os cabelos em lugar
indevido, segundo os costumes do seu povo (I Co.
11;15). Deixou sua reputação de lado para adorar
do modo que ela sentia que Jesus devia ser
adorado. Sabia que estava sendo mal entendida,
criticada e rejeitada por todos, mas expôs-se ao
vitupério da sociedade. Paulo diz ser o cabelo da
mulher sua “glória”. Ela, portanto, tomou sua
glória para lavar a lama dos pés de Jesus. E Deus
sempre atentará para um coração que é capaz de
se humilhar (Is. 57:15; I Pe. 5:5b). Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY-SA

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Amor – Sua atitude estava repassada de amor. Jesus
mesmo, que conhece os corações, disse: “Ela muito
amou”. Ora, esta mulher está envolvida num ato de
adoração. Está expressando seu amor. Não se ensina
adoração, porque adorar é amar, e o amor sempre há
de encontrar uma atitude adequada para ser
extravasado diante de quem é seu alvo, ainda que
pareça estranho aos circunstantes. No presente caso,
a mulher provoca reação negativa dos que estão à
mesa, mas Jesus recebe com agrado o amor da
pecadora perdoada, como uma atitude de verdadeira
adoração.
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Dádiva – Ela não se limitou à expressão de suas
emoções; ela também deu uma evidência
tangível do seu amor, devoção e adoração. Uma
forma das pessoas pobres, viúvas e sozinhas
economizarem o que tinham, era guardando
perfumes caros em vasos de alabastro. Era uma
forma de poupança. Aqui vemos a mulher
ungindo os pés de Jesus. Estava dando o melhor,
porque quem ama, dá, e a maior dádiva é a
dádiva de si mesmo (Jo 15:13; Rm 5:8).
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