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Descobrir Polaridades Do Motor

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DESCOBRIR POLARIDADES DO MOTOR

FIRJAN/SENAI. Prof. Henrique Moura. Aqui tem educação profissional e de qualidade.

Identificação de terminais de enrolamentos de motores trifásicos de 6 pontas. henrique@remocorp.com.br Quando perde-se a identificação dos terminais de um motor trifásico de 6 terminais , que já vem com os terminais identificados pelo fabricante, ou usa-se um motor trifásico com terminais sem identificação, para ensinar os alunos a fazerem a identificação dos mesmos para a ligação. A identificação é teminais (1 e 4), (2 e 5), (3 e 6).

Método normalmente utilizado e não recomendado: No entanto costuma-se com um ohmímetro medir a continuidade entre terminais e numera-se aleatóriamente os terminais encontrados na seguinte sequência: (1 e 4), (2 e 5), (3 e 6). Após feita a numeração faz-se a ligação triângulo e se o motor não funcionar direito, com a rotação reduzida e emitindo um som caracteírstico de motor em curto, baixa rotação e alto ruído de 60Hz. O usuário inverte os terminais (1 e 4), (2 e 5), (3 e 6), sequêncialmente até o motor entrar em perfeita rotação. Acontece que este método o de numerar os terminais com continuidade, sem mais nenhuma análise envolvida no processo, não garente que sejam os terminais corretos. A chance da correta numeração acontercer são de 25%. Enquanto não acerta-se a ligação correta o motor está em curto eletromágnético, aquecendo e podendo ocorrer a sua queima, além do risco com a operação de energia trifásica em curto. Solução:

Após ter de fazer esta operação, achei muito perigoso ligar um motor que pode estar em curto, até encontrar os terminais corretos. Desta forma resolvi desenvolver um método de análise com baixa tensão mais seguro e com identificação mais exata. Utilize um um ohmímetro para medir a continuidade entre terminais e numera-se aleatóriamente os terminais encontrados na seguinte sequência: (1 e 4), (2 e 5), (3 e 6). Não os numere apenas identifique os indutores da seguinte forma: Lique um trnasformador de 127Vac/220Vac para 12Vac com o secundário de 12Vac em qualquer indutor que encontrou continuidade. Numere-o como L1 e um terminal como 1a e o outro como 1b. Ao fazer isto o motor irá comportar-se como um transformador, pois os enrolamentos L2 e L3 irão converter a força eletromagnética gerada pela corrente aplicada no enrolamento L1 em tensão elétrica. A correta polarização magnética dos indutores do motor trifásico, referente a Norte e Sul devem se identificadas da forma a baixo no desenho, o ponto encima de cada terminal do indutor equivale ao Norte, ou polarização elétrica positiva

Em seguida meça a tensão nos enrolamentos 2 e 3, aquele que tiver uma maior tensão é o enrolamento mais próximo de L1, logo ele será L2, numere os terminais como 2a e 2b. e O enrolamento com menor tensão será L3 e numere os terminais como 3a e 3b. A tensão encontrada em L2, poderá ser maior ou menor depende da permeabilidade magnética do ferro e o tamanho da área magnética. No teste feito no SENAI, com um motor trifásico a tensão aplicada em L1 pelo transformador de 12V foi igual a: L1= 13,36Vac. Tensões no secundário. L2= 3,02Vac L3= 2,49Vac. A relação é VL3 = VL2 * sen 120º. VL3 = 3,02 * 0,86 = 2,61Vac. Descobrindo a polaridade magnética dos enrolamentos. Seno de 120º = 0,86

Pronto já fizemos a identificação dos da órdem dos enrolamentos, só falta identificar os terminais.

Una como o indicado no desenhos os terminais 2b e 3a, se a tensão medida nos terminais 2a e 3c for maior que a tensão do enrolamento L2, os indutores estão polarizados corretamente, pois a tensão dos enrolamentos L2 e L3 estarão se somando. O resultado será VL2 + VL2 * sen120º ou VL2+VL3. No nosso teste encontramos VL2=3,02V e VL3=2,61V Logo V=3,02+2,61=5,51Vac. Desoberta a polarização magnética dos enrolamentos 2 e 3, numere da seguinte forma:

Os terminais 2a 2b 3a 3b 2 5 3 6

Polarizações incorretas:

Cor azul resultado. ou seja será sempre menor que a tensão de L3. trocar 1 e 4. como L2 e L3 já foram perfeitamente identificados.VL2 * sen120º.49V=0.53Vac. Pronto o motor estrá perfeitamente polarizado. é só inverter a numeração de L1. Pois estando os enrolamentos com polarizações inversas as tensões irão se subtrairem. V = VL2 .As tensões serão sempre menores que a menor tensão de um enrolamento. Cor vermelha fornecimento de dados. Concluindo as ligações: Faça a ligação triângulo abaixo e ligue o motor na rede trifásica. Valores decimais utilize ponto e não vírgula. ou VL2-VL3. .02V-2. Medimos 3. se não funcionar corretamente e somente por que L1 está polarizado invertido em relação a L2 e L3. usar tecla enter.

. 3.Determinar a polaridade das bobinas que formam o par. Os valores poderão variar de acordo com o motor que você utilize. tive dúvidas. ligando e desligando o circuito. 2. com a turma de Eletrecista de Manutenção Elétrica EMI-28. 2. 60Hz.Os resultados abaixo foram encontrados no motor trifásico.O site { http://br. mas as análises vetoriais de polaridade magnéticas nunca muda. Fui procurar na oficina. VL2 VL3 VL2 + VL3 polarização correta.Identificar o par de cada bobina do seguinte modo: escolher uma bobina e conectar o miliAmperímetro analógico de zero central. 3CV.answers. Marcar a primeira com 1 e 4 e a segunda com 7 e 10.com/question/index?qid=20080728055046AAqJqYl } descreve um método que resumindo é o seguinte: 1. VL2 . Ensaio de Motor 12 pontas Depois de várias consultas que me fizeram. Rio de Janeiro-RJ. 1785rpm. Repita os testes do . usando o seguinte procedimento: Na bobina onde o amperímetro está ligado. ninguém sabia algo convincente. Aquela que der a deflexão maior será o par. EQUIPAMENTO: {Motor WEG.VL3 polarização incorreta. Confiram na pesquisa abaixo. 12 pontas} OBJETIVO: Com todas as pontas sem marcação. numerá-las numa seqüência tal que seja possível fazer os fechamentos para 220/380/440/760V. No dia 16/08/2007. Visualizar animação de ligação de motor. (polaridade à confirmar). Volts Volts Volts Volts Volts VL1 tensão aplicada no enrolamento 1.yahoo.2KW. uma de cada vez. Em cada uma das outras. escolha o fio que está ligado à entrada do aparelho como início de bobina e à saída deste como final. Repetir esse procedimento para os outros pares. Encontrei um método proposto no site abaixo e resolvi ensaiar. conectar uma bateria de 9V. testado no SENAI de Paciência.Identificar os pares de fios que correspondem a uma bobina testando continuidade.

fazer a numeração e depois os fechamentos para cada tensão e testar. MÉTODO PROPOSTO Devido as dificuldades encontradas no ensaio acima e de se conseguir um miliAmperímetro analógico de zero central. A seguir descobertas as marcações para verificar a correspondência entre as marcações aleatória e padrão. Se alguem conseguiu. Conforme o repique as vezes o ponteiro tenta ir para o lado contrario depois volta para o outro lado. Energizado cada par com 110VCA e medido a tensão VCA nos outros. onde baseado na informação do método apresentado a maior delas seria obtida na que for o par desta. ENSAIO COM O MÉTODO INDICADO Foi verificado que a deflexão máxima do ponteiro depende do bom contato elétrico no momento em que encosta. Se o ponteiro do aparelho defletir para o negativo. Repetir as operações para os outros grupos. caso contrario é fim de bobina. pois o que se espera ao ligar e desligar uma fonte CC numa bobina é produzir nesta uma variação de fluxo que permitirá medir nas outras bobinas uma FEM induzida. Verificado tambem que o valor médio quando se liga e desliga rápido e constantemente depende alem do bom contato. Abaixo estão na sequência correspondente: Primeira linha: Numeração padrão . Usamos um multímetro digital na escala CA. Testando várias vezes o valor nunca é igual. Para determinar a polaridade propusemos ligar em série com o voltímetro digital um diodo e posicioná-lo para a escala CC. INÍCIO DOS TESTES COM O MÉTODO PROPOSTO Desligado o motor e ocultado as marcações e embaralhado os fios. o condutor ligado para o positivo é inicio de bobina.item 2. Assim os resultados das leituras são imprecisos e confusos. Eu não consegui. Energizado o primeiro par com 110VCA e medido tensão CA em cada um dos outros pares e anotado numa planilha. desta vez com a marcação padrão. da freqüência com que se pisca. propusemos aplicar uma tensão 110VCA em uma das bobinas e medir tensão nas outras. Se o parelho indicar um sinal “negativo (-) ” antes da leitura o inicio de bobina será a que esta ligado o anodo do diodo. Testado continuidade e separado os pares. Afixados os fios com fita crepe sobre uma prancheta. parabéns.

ou em ranhuras diferentes e sendo assim em que posição estaria. a afirmação de que o par correto corresponde a maior medida. não funcionou. uma vez que tudo isso influenciaria nas medidas.Aplicando-se 110VCA para 1+4 da marcação aleatória. PESQUISA: Como nenhum dos dois métodos funcionou. a maior medida recaiu em 2+5. Então podemos dizer que a bobina na posição U tem um par de enrolamentos por exemplo a bobina com os condutores 1 e 4 é complementada pela bobina com condutores de numero 7 e 10. tambem se observa o mesmo tipo de problema.A única possível coerência é que as leituras dos pares corretos são praticamente iguais .Na marcação padrão seria 10+7 e 8+11. . .…)”. Isso é uma dúvida cruel que precisa ser esclarecida para possibilitar algum tipo de análise e possivelmente a proposição de outro método. passado a buscar informações a respeito da disposição das bobinas para esclarecer e complementar as afirmações do método proposto no site que diz: “(Você tem de ter em mente que um motor de dose pontas tem os mesmos três jogos de bobinas que um motor de seis pontas. COMENTÁRIO: Todos dois métodos se mostraram inconclusivos.Analisando as duas outras linhas tambem se observam as discrepâncias.Fazendo o mesmo tipo de análise na tabela feita com a marcação padrão. . A primeira dúvida de quem lê é se as duas bobinas ficam alojadas na mesma ranhura. Como na verdade o par de 10+7 seria 1+4. mas o médio.Outra coisa que se nota é que o valor não é o maior nem o menor. Tanto o teste indicado quando o teste alternativo proposto em sua substituição. a diferença é que cada bobina é cortada ao meio e cada pedaço suporta uma ddp de 220V).Segunda linha: Numeração aleatória Análise: . Mesmo assim a imprecisão das medidas torna o método menos seguro e exige muito critério para observar e chegar a essa conclusão. . . conforme se vê na primeira tabela.

7+10. .O valor não é o maior nem o menor.Na parte de baixo. . figura mais a esquerda.Muitas vezes com o rotor extraído e aplicando tensão numa bobina eles precisam usar uma bússola para definir a bobina procurada. desamarrar os fios e seguir para descobrir a numeração. porem não é um padrão universal e não é garantido que todos os bobinadores sigam. a metade do bobinado 1+4. 8+11 e 9+12 do lado oposto.Na figura abaixo mais a direita um padrão particular desse bobinador. Ver desenhos seguintes: .O método proposto poderá ser utilizado. mas o médio. com as respectivas interligações. ou seja. essas bobinas não estão dentro da mesma ranhura nem nas ranhuras adjacentes. .Nunca é demais lembrar que a estabilidade da fonte de tensão VCA é importantíssima.Fica meio confuso e só um bobinador experiente é capaz de fazer isso com mais segurança. 2+5 e 3+6 está de um lado e a outra metade. . .Pela entrevista que fiz com um bobinador bastante experimentado. mas é fundamental que se faça uma criteriosa análise como essa assinalada sobre a primeira tabela.Mesmo assim a imprecisão das medidas torna o método menos seguro e exige muito critério para observar e chegar a essa conclusão. conforme se vê nas tabelas. . CONCLUSÃO: . . . o que representa uma dificuldade para quem queira abrir o motor.Na parte superior do desenho apresentamos doze grupos de bobinas para motor trifásico de 12 pontas. mas num ponto diametralmente oposto. a posição das bobinas que se complementam.

Na figura 1 temos uma idéia de como ele funcionava. robôs são alguns exemplos de lugares onde podemos encontrar motores. Nos últimos tempos com a união cada vez maior da eletrônica à mecânica com a criação de dispositivos mecatrônicos. formas e tamanhos o que leva a todo profissional da eletrônica a ter um conhecimento mais profundo destes dispositivos se quiser saber como trabalhar com eles. os motores aparecem em cada vez maior quantidade e numa variedade de tipos até então nunca vista. criando-se assim o primeiro motor de corrente contínua vem de 1830 quando Michael Faraday desenvolveu o primeiro motor de disco. Nesta função. . A numeração de baixo é a padrão. automatismos domésticos e automotivos. Neste artigo especial analisaremos os diversos tipos de motores. eles fazer parte de uma grande quantidade de equipamentos que encontramos no dia a dia.FOTO das pontas do motor separadas. Como funcionam os diversos tipos de motores que encontramos nos equipamentos de nosso dia a dia. Os motores podem ser dos mais diversos tipos. You may also like - Como funciona o motor elétrico (MEC060) Escrito por Newton C. Fundamentos A idéia de se obter energia mecânica a partir de energia elétrica. suas vantagens e desvantagens e a tecnologia que cada um emprega. Os motores são transdutores que convertem energia elétrica em energia mecânica. dispositivos mecatrônicos. Máquinas industriais. Braga Motores elétricos são parte integrante de uma infinidade de equipamentos. como trabalhar com eles é algo que todo profissional precisa saber e é isso que vamos levar neste artigo. portões elétricos.

Força num conditor imerso num campo magnético. mesmo uma corrente relativamente fraca pode gerar forças bastante intensas quando a mesma configuração for montada. naquela época as próprias fontes de energia elétrica eram limitadas o que fez com que este motor apenas se tornasse uma curiosidade de laboratório sem aplicação prática alguma. Os motores modernos se baseiam num princípio muito conhecido de todos os estudantes de física e eletrônica e que é mostrado na figura 2. Quando uma corrente elétrica percorre um fio imerso num campo magnético surge uma força perpendicular ao fio que tende a movê-lo. .Motor elementar de disco No entanto. Se em lugar de um simples condutor usarmos uma bobina com muitas espiras de fio. Uma bobina com o formato mostrado na figura 3 quando percorrida por uma corrente e imersa num campo uniforme ficará sujeita a um binário que tende a girá-la.

nestas condições. se a bobina puder girar livremente ela só vai fazê-lo por um certo percurso. Movimento da armadura até a estabilidade. Isso pode ser conseguido por um processo denominado comutação e que é mostrado na figura 5 e que já nos leva a um motor com possibilidade de aplicações práticas. fazê-la girar sem parar. O sistema de escovas . A configuração é interessante pois pode produzir força mecânica em boa quantidade.Princípio de funcionamento de um motor DC Evidentemente. até que as forças não mais atuem no sentido de produzir este movimento. mas existe o problema de se obter um movimento contínuo da bobina. conforme mostra a figura 4. ou seja.

é que a posição em que a bobina alcançou não é mais a posição de repouso. d) A bobina gira mais volta para alcançar a nova posição de repouso. A ligação destes comutadores é tal que em meia volta do percurso. já que surge uma nova força que tende a fazê-la continuar girando. os comutadores A e B são ligados a bobina e com isso a corrente circula num sentido. mas ao chegar próxima dela. A figura 6 ilustra o que ocorre. novamente entram em ação os comutadores e a corrente é invertida. meia volta depois. Tudo isso nos leva ao seguinte comportamento mecânico do dispositivo assim formado. as escovas comutadores mudam os contactos e com isso a corrente inverte seu sentido de circulação. Uma nova posição de repouso aparece. É fácil perceber que a bobina nunca vai parar enquanto houver disponibilidade de corrente para alimentar o circuito e obteremos com isso um movimento giratório da bobina e de seu eixo constante. a) Quando aplicamos a corrente nos contactos que alimentam a bobina circula uma corrente num sentido tal que tende a movimentar a bobina de meia volta num sentido que depende justamente do sentido de circulação desta corrente. A nova posição de repouso estará agora meia volta adiante. c) O resultado disso. Dois contactos fixos ou "escovas" fazem contato elétrico com estas meia calhas de modo a transferir energia para as bobinas. Na outra meia volta os comutadores C e D é que são ligados na bobina e a corrente circula no sentido oposto. e) A nova posição de repouso estará novamente meia volta à frente e a bobina continua girando. b) Quando a bobina alcança a posição que seria de repouso.A bobina é enrolada num clindro que é montado num eixo capaz de girar sobre mancais. . Neste eixo deixamos duas regiões isolantes em que colocamos "meia calhas" de contatos comutadores que são ligados aos fios da própria bobina.

ventiladores de carro. Observe que são usados imãs permanentes no estator. Motor DC com escovas (em corte). Na figura 7 temos um motor deste tipo visto em corte. como os muito encontrados em aplicações comuns tais como brinquedos.Rotação constante. a intensidade do campo magnético e também a intensidade da corrente. para designar a operação com o sistema comutador. dependendo do tipo. tornando-o mais intenso e que as escovas são fetas ou de pedaços de grafite ou ainda com lâminas de cobre. Motor DC com Escovas Este tipo de motor é o mais tradicional conhecido por "brush DC motor" onde "brush" significa escova. . A força que aparece no eixo deste tipo de motor vai depender de diversos fatores tais como o número de espiras da bobina. que o rotor onde é enrolada a bobina é feito de metal ferroso para concentrar as linhas de força do campo magnético criado pela bobina. etc.

Estes pequenos motores podem operar com potências de poucos watts. da força que devem fazer. Assim. Características: Os motores deste tipo na realidade são especificados para operar dentro de uma faixa de tensões. ou seja.5 V sem problemas. A velocidade de rotação deste tipo de motor depende da tensão aplicada e também da carga. já que as correntes drenadas variam entre 50 mA e 2 A tipicamente. é comum termos um gráfico para especificar a relação tensão x velocidade conforme mostra a figura 9. realmente funcionará quando alimentado com tensões na faixa de 1.5 a 4. Assim.Motores deste tipo podem ser encontrados em versões de todos os tamanhos e tipos. Pequenos motores de corrente contínua. um motor de 3 V. . Curva típica de motores. Aquecendo demais os fios podem ter sua isolação queimada já que são do tipo esmaltado. sendo as mais comuns as alimentadas por pilhas na faixa de 1. Acima desta tensão o problema maior é a dissipação de calor pela enrolamento.5 a 12 V conforme mostra a figura 8.

Pequenos motores para a faixa de 1. Esta regulagem opera fazendo com que. au aumentar a velocidade os pesos se afastem do eixo de rotação e com isso seja preciso uma força maior para mantê-los em rotação . numa aplicação prática é preciso especificar tanto a tensão aplicada como a carga para que se possa ter uma idéia exata da rotação em que ele vai trabalhar. Uma delas é regulagem mecânica da velocidade que pode ser conseguida com contrapesos conforme mostra a figura 11. Regulando a velocidade com contrapesos. a corrente aumenta e a rotação cai. Quando carregados. Nas aplicações mais críticas em que o motor precisa manter uma rotação constante existem diversas técnicas que podem ser empregadas para esta finalidade.5 a 12 V podem ter rotações sem carga na faixa de 1 000 a 10 000 rpm. nos levando a um gráfico conforme mostra a figura 10. Curva típica rotação x corrente de um motor DC Por este motivo.

Usando uma fonte de corrente constante. Uma delas consiste no uso de algum tipo de circuito regulador de corrente ou fonte de corrente constante. Regulagem da velocidade com sensor óptico. Outra possibilidade é a regulagem eletrônica que pode empregar diversas configurações práticas. . corrigindo-se assim a velocidade até que ela chegue ao valor desejado. conforme mostra a figura 13. Um sensor magnético ou ainda óptico informa ao circuito qual é a rotação e compara com o valor ajustado gerando um sinal de erro. Este circuito é usado quando o motor deve acionar uma carga com uma força constante e manter a velocidade dentro de certos limites. conforme mostra a figura 12. Este sinal é usado para aumentar ou diminuir a tensão no motor. Parte-se da idéia de que a corrente depende da carga e da rotação e uma vez ajustada. uma alteração na velocidade tende a modificar a corrente que é compensada pelo circuito.compensando desta forma o ganho de velocidade. Outra possibilidade consiste no uso de algum tipo de sensor acoplado ao eixo do motor que faça a leitura de sua rotação.

Esta corrente faz com que o núcleo se aqueça fazendo cair o rendimento do motor. .Este tipo de motor tem várias limitações como: a) A velocidade máxima está limitada tanto pelas características mecânicas das escovas como também pelo núcleo. c) As escovas ou contactos gastam com o tempo reduzindo a vida útil do motor. como por exemplo c apacitores em paralelo. sendo chamado também de "shell armature" em inglês. Diversas tecnologias possibilitam a construção de motores DC com escovas com rendimento mais elevado. Se bem que possam ser usados filtros para eliminar estes ruídos. Motor com armadura impressa. existe um limite para sua ação. Uma delas é a que possui uma armadura em forma de disco gravada e que é mostrada na figura 14. Na figura 15 temos um outro tipo de motor DC que possui uma armadura em forma de concha. Este tipo de motor não possui partes de ferro móvel o que elimina os problemas do aquecimento do núcleo nas altas rotações pelas correntes de turbulência ou foucault geradas pelas altas frequências. b) Nas comutações é gerado ruído elétrico que pode interferir nos circuitos mais sensíveis do aparelho em que o motor funciona. Em altas rotações. a corrente inverte e desinverte milhares de vezes por segundo gerando assim correntes de foucault no núcleo ferroso do motor.

o melhor motor é o que consegue converter a maior parte da energia elétrica em energia mecânica. Na figura 16 mostramos num gráfico os diversos tipos de perdas que podem afetar o rendimento deste tipo de motor. A grande vantagem destes motores em relação aos tradicionais é que eles podem alcançar rotações muito mais altas. Perdas nos Motores DC A finalidade básica de um motor é converter energia elétrica em energia mecânica. Perdas nos motores com escova. Evidentemente. As perdas nos motores de corrente contínua. a) Perdas nos enrolamentos Estas perdas ocorrem porque o fio usado nos enrolamentos dos motores apresentam certa .Motor com armadura em concha. além das que já comentamos no item anterior podem ter diversas outras origens. ou seja. tem o maior rendimento o menores perdas.

a eficiência deste tipo de contacto diminui bastante à medida que a velocidade do motor aumenta. Para vencer esta resistência. A análise da forma como os contactos atuam é bastante complexa já que existe o problema do repique que gera pulsos de transientes quando comutam uma carga altamente indutiva como é o enrolamento do motor. Na verdade. As perdas pela resistência do enrolamento podem ser calculadas pela expressão: P = R x I2 Onde: P é a potência elétrica perdida . ou seja. Em lugar do simples estabelecimento da corrente conforme mostra a figura 16(a) temos a produção de uma sequência de pulsos muito rápidos que. quando o motor passa a rodar em regime de maior potência. atuando sobre a indutância do motor fazem com que a corrente estabelecida não alcance imediatamente o valor esperado e além disso sejam gerada uma tensão de retorno mais alta. b) Perdas pelos contactos As escovas não possibilitam a realização de um contacto elétrico perfeito quando o motor gira.transformada em calor (W) R é a resistência do enrolamento (Ω) I é a intensidade da corrente no motor Um fator importante que deve ser levado em conta nestas perdas é que a resistência do enrolamento aumenta quando ele se aquece. Isso é mostrado na mesma figura 16(b). Com a diminuição da eficiência do contacto. . a resistência aumenta e com isso a quantidade de calor que é gerado neste ponto do motor. energia elétrica é convertida em calor e não em força mecânica.resistência elétrica.

também geram calor que. por uma fração de segundo. são induzidas correntes no núcleo que causam seu aquecimento. maior velocidade para este tipo de motor pode significar perdas consideráveis pelas correntes induzidas desta forma. . que além de serem bons condutores elétricos têm um coeficiente de atrito muito baixo ajudam bastante a se obter motores com baixas perdas por atrito dos contactos.c) Perdas no Ferro As características de magnetização do ferro usado como núcleo nos motores devem ser consideradas quando analisamos o funcionamento de um motor de corrente contínua com escovas. Evidentemente. e) Perdas por Curto-Circuito Quando as escovas mudam de contacto passando de um enrolamento para outro no giro de um motor. mas elas não são totalmente eliminadas e devem ser consideradas em certas aplicações mais críticas. são um dos fatores que causam uma perda de rendimento para este tipo de motor. conforme vimos. na prática não podemos reduzir este atrito a zero e as perdas ocorrem. O uso de chapas de metal em lugar de núcleos sólidos reduz o problema mas não o elimina completamente. d) Perdas por Frição Estas perdas se devem às características mecânicas do motor que deve rodar sobre mancais com o mínimo de atrito possível. Em suma. Este aquecimento pode influir no aumento da resistência do enrolamento (como já vimos) e também nas próprias características magéticas do material usado no núcleo do motor. o contacto ocorre em dois enrolamentos ao mesmo tempo. Como este material não consegue acompanhar as inversões muito rápidas de polaridade do campo magnético quando o motor gira em alta velocidade. A principal se deve às correntes de turbulência ou Foucalt. A própria pressão mecânica das escovas sobre os contactos no rotor do motor também induzem perdas por atrito que além do inconveniente de atuar como um freio. conforme mostra a figura 17. que são geradas devido à histerese do material usado no núcleo. Materiais como a grafite.

Na prática. analisemos algumas delas. Outro problema que este curto causa é atuar como um freio eletro-dinâmico já que as espiras são momentaneamente colocadas em curto gerando assim uma carga para o motor. Outras Perdas: Além das causas analisadas existem outras que afetam o desempenho de motores de corrente contínua que fazem uso de escovas.As perdas por curto-circuito. o torque varia conforme uma curva ondulação (ripple) que é mostrada na figura 18. Neste instante temos um curto-circuito de curta duração que absorve energia convertendoa em calor. a) Ripple de Torque Devido as característic as indutivas do enrolamenro do motor e também devido à inversão da corrente constantemente pela ação nas escovas dos motores de corrente contínua não é possível manter constante a corrente e com isso o torque. .

O campo magnético criado pelos enrolamentos atua sobre o imã permanente e com o tempo faz com que seu magnetismo se reduza até o ponto em que ele começa a afetar de modo sensível no rendimento do motor. b) Desmagnetização Os imãs permanentes usados nos motores de corrente contínua para criar o campo sobre o qual se baseia seu funcionamento não são tão permanentes assim. c) Ressonância Mecânica Todos os corpos tendem a vibrar com maior intensidade em certas frequências e isso é . Outras técnicas podem ser empregadas para se minimizar este tipo de problema. Esta característica costuma trazer problemas de funcionamento principalmente em altas velocidades e pode ser minimizada com a utilização de enrolamentos múltiplos no motor ou ainda aumentando-se o número de pólos de comutação. Assim.Ondulação (ripple) no torque do motor. Outro fator que tem influência na desmagnetização do imã permanente é a própria corrente que circula pelos enrolamentos. É importante observar que uma intensidade de corrente acima de certo valor nos enrolamentos do motor pode criar um campo suficientemente intenso para desmagnetizar de modo completo os imãs permanentes. pulsos de correntes intensas devem ser evitados de qualquer forma pois eles podem causar este tipo de problema. perdendo seu magnetismo com o tempo. mas isso sem dúvida encarece o dispositivo.

podem surgir esforços mecânicos que tanto pode afetar a integridade do motor como seu rendimento. Assim. a maior limitação para a operação dos motores de corrente contínua está na necessidade de se adotar um sistema comutador mecânico que inverta e desinverta a corrente durante o movimento para se manter as forças atuando sempre no mesmo sentido . Observe que esta força contra-eletromotriz aumenta com a velocidade de rotação do motor. Normalmente. Característica de c.f.m. Na prática. Esta força faz com que o motor funcione como um gerador quen "devolve" parte da energia para para o circuito que o alimenta atuando assim como uma espécie de freio. Na figura 19 mostramos a característica desta força com a velocidade de rotação de um motor comum. se deixarmos um motor de corrente contínua girar livremente sem carga ele tende a se acomodar numa rotação em que suas partes mecânicas oscilem na sua freqüência de ressonância. d) Contra . Motores sem Escovas Conforme vimos. o que se faz é utilizar partes que tenham frequências bem diferentes de ressonância e até girem em sentidos contrários para que este efeito seja anulado. para os motores comuns ela é expressa para uma rotação de 1000 rpm.válido para as partes mecânicas de um motor.e. Nesta freqüência.FEM Induzida A comutação rápida das escovas de uma carga indutiva faz com que surga uma tensão induzida que é conhecida como força contra-eletromotriz.

na verdade é um servo DC enquanto que o senoidal se assemelha a um modor AC síincrono. este motor se comporta como um motor de passo (invertendo a corrente o rotor gira de 180 graus). pois os motores de passo também são motores sem escovas do mesmo modo que um motor de indução de corrente alternada. Estas escovas gastam. É claro que precisamos ainda pensar em algum meio de inverter a corrente automaticamente . . Para entender melhor como eles funcionam vamos partir da evolução dos motores sem escovas. Motor convencional com escovas. Em outras palavras. colocamos o imã permanente como parte rotativa do motor e colocamos as bobinas nos pólos do estator. Incluindo o comutador e escovas a reversão da corrente será feita automaticamente e o rotor vai continuar girando na mesma direção. Um motor covencional com escovas. Se as conexões da bobina são feitas atracvés de aneis deslizantes. Na categoria dos motores sem escovas temos dois tipos básicos: o motor trapezoidal e os motores para ondas senoidais. consiste numa rotor com uma bobina que fira num campo magnético produzido pelo estator. Esta observação deve ser feita. Para transformar este motor num motor sem escovas devemos partir da eliminação dos enrolamentos do rotor.e assim ser obtida uma rotação contínua.uma chave acionada por um ressalto poderia ser usada para esta finalidade conforme mostra a figura 21. A terminologia usada especifica os motores sem escova como um tipo especial de servomotor. conforme mostra a figura 20. Isso pode ser conseguido virando "ao avesso" o motor. geram ruídos e além disso estão sujeitas à problemas de contactos que se agravam à medida que as rotações aumentam. O motor trapezoidal.

Usando uma chave inversora mecânica. Podemos. Fica claro que um motor deste tipo não pode ser conectado diretamente a uma fonte de corrente contínua para funcionar. . usar um amplificador para excitar as bobinas e que seja acionado por algum dispositivo que possa verificar a posição do rotor em cada instante. conforme mostra a figura 22. um sensor óptico ou um sensor de efeito Hall. o que em última análise significa que o motor é acionado por uma corrente alternada. O motor deve ser ligado a um circuito que inverta constantemente a corrente. Este circuito de leitura da posição e acionamento das bobinas é denominado "encoder de comutação" na linguagem técnica. É claro que um arranjo que ainda inclua um disposiitivo mecânico de comutação não é a melhor solução para o problema. em lugar da chave mecânica. Usando um encoder. por exemplo.

Um motor DC na prática possui diversas bobinas no rotor e cada uma é ligada não somente ao seu próprio par de comutadores como também a outras bobinas. De fato. temos um toque mais constante pelo efeito da média da corrente circulando através delas. vemos que um rotor que tenha apenas uma bobina apresenta uma caracteristica de grande variação de torque com a rotação. Desta forma. o que em princípio não é difícil de conseguir. O rotor normalmente . No motor mostrado na figura é do tipo de dois pólos e três fases. Característica de torque. Na prática um motor sem escovas possui dois ou três conjuntos de bobinas ou "fases" conforme mostra a figura 24. Como obter o mesmo comportamento para um motor sem escovas? Isso vai exigir um grande número de bobinas no estator.Voltando aos motores comuns com escovas. a caracteristica será senoidal com o máximo torque já que o rotor corta o campo magnético numa forma que resulta neste comportamento. conforme mostra a figura 23. Construção de um motor sem escova. mas tem o agravante de que precisaremos de um circuito excitador para cada uma delas.

Na prática o que se faz é manter esta diferença oscilando entre 60 e 120 graus de modo que na média teremos 90 graus com o que se consegue uma boa aproximação da condição de maior torque. Através desta figura podemos ver que o torque máximo é conseguido quando os campos do estator e do rotor estão com uma defasagem de 90 graus. Limitando o número de fases a três isso significa eu se pode avançar o campo do estator apenas em incrementos de 60 graus da rotação do eixo. .possui quatro ou seis pólos no rotor com um aumento correspondente no número de pólos do estator. O Motor Trapezoidal Com uma intensidade de corrente fixa nos enrolamentos. Veja que isso não aumenta o número de fases pois elas podem ser distribuidas entre diversos estatores. pode-se conseguir um bom aumento do torque. Característica senoidal de torque. o que significa que não dá para manter esta diferença de fase de 90 graus. A característica de torque deste tipo de motor é mostrada na figura 25.

O Motor Senoidal No motor senoidal que também é chamado de servo AC sem escovas. Na prática. o que pode ser importante nas aplicações de muito baixa rotação. a corrente do amplificador tende a ser um espelh da caracteristica de torque resultando numa modulação de velocidade muito pequena conforme mostra a figura 27. já que um certo grau de não linearidade sempre permanece. No entanto. Isso significa eu um pequeno aumento da velocidade gera um grande sinal de erro. O ripple ou ondulação de torque resultante desta característica tende a produzir uma espécie de modulação de velocidade na carga. O efeito principal é um pequeno "soquinho" no ponto de comutação do circuito. Na prática isso não é muito simples. que. pela sua forma dá nome a este tipo de motor. Este motor pode ser alimentado como um motor AC sincronizado simplesmente aplicando-se aos enrolamentos uma tensões senoidais com o deslocamento de fase . num sistema que use um feedback de velocidade de grande ganho o problema é eliminado. reduzindo a demanda de torque para corrigir a velocidade. Achatamento da característica de torque. nenhum cuidado é tomado para se corrigir as características senoidais básicas de torque.Consegue-se com isso um achatamento de sua caracter[istica de toque mostrada na figura 26. Mantendo o torque constante.

o toque obtido de uma das fases será: T1 = (Io sen x) K sen x = I k sen2 x E. Se reprsentarmos a posição do eixo por um ângulo x. da mesma forma. 120 graus no caso de motores de três fases. Se for necessária uma precisão em baixas velocidades uma precisão maior nas tensões deve ser conseguida. é melhor analisar um caso em que tenhamos apenas duas fases. o que quer dizer que o torque instantâneo ser a dado por: T1 = Io K sen x Onde k é a constante de torque do motor.apropriado. Para obter a necessária precisão nesta codificação normalmente são usados codificadores ópticos. e em fase com as características de torque do motor. as correntes nos enrolamentos estarão na forma: I = Io sen x I = Io cos x Voltando ao modelo básico de motor. podemos observar que a característica de torque fundamental do motor também é senoidal. Tornando a corrente no motor senoidal. o torue obtido será dada por: . Torque Constante Para entender melhor como pode-se obter torque constante deste tipo de motor. uma em relação a outra. Isso significa que o drive deve gerar três correntes que estejam em fase de acordo com a posição do eixo. Este motor tem dois conjuntos de bobinas que são alimentadas com um sinal trapezoidal defasadas de 90 graus.

Servos Híbridos Com relação ao princípio de funcionamento. Assim. deve haver uma precisão na aplicação destas correntes no motor. A única diferença está no fato de de que eles possuem números de pólos diferentes. o motor de passo e o servo motor sem escoivas são semelhantes. São apenas 3 pares no servo híbrido e até 50 no motor de passo. o torque resultante será independente da posição do eixo. para efeito de análise podemos considerar um servo híbrido como um motor de . Veja entretanto que. o que exige o emprego de um encoder apriopriado para enviar a informação necessária ao circuito de processamento que a gera. Cada um possui um sistemas de imãs totativos e um estator com bobinas enroladas.T 1= Io K cos2 x O torque total obtido (nas duas fases) será então: T1 + T2 = Io K (sen2 x + cos2 x) Mas: sen2 x + cos2 x = 1 Onde obtemos: T1 + T2 = Io x k Assim. para que isso ocorra. para correntes senoidais aplicadas ao motor.

Uma vantagem importante do acionamento direto e a eliminação do atrito e fricção das engrenagens que são responsáveis por perdas importantes de potência.passo simpificado. mas deve-se considerar que a operação deve ser sempre em laço fechado. Como o motor tem 50 pares de pólos. sacrificando entretanto. Este dispositivo tanto pode ser um encoder óptico como um sensor de contactos. Outra vantagem deste tipo de motor é que ele costuma operar de modo mais silencioso e aquecer menos do que os motores de passo comuns. entretanto. devem ser gerados 50 ciclos de sinal para cada volta do eixo. Um servo híbrido tem aproximadamente o mesmo torque do motor equivalente de passo quando alimentado pela mesma tensão e corrente. Baseados nos mesmos princípios podemos usar um motor de passo como servo simplesmente agregando algum recurso de feedback. Motores de Acionamento Direto Este tipo de motor é acoplado diretamente nas cargas que devemmovimentar sem o uso de caixas de redução. engrenagens ou correias. Neste tipo de motor um drive de 2 fases fornece as correntes defasadas (seno e cosseno) que os enrolamentos precisam para a excitação sempre comandados pelo dispositivo de realimentação. Um motor deste tipo não possui escovas e nem engrenagens de modo a se obter maior torque e maior resolução. O nome híbrido vem justamente do fato de que sua construção tanto se baseia nos princípios de funcionamento dos servos comuns como dos motores de passo. mas mais barato do que um servo sem escovas. como por exemplo um encoder óptico. Eles até são chamados em alguns de "servos de passo". Em algumas aplicações motores sem escovas e mesmo motores de passo podem apresentartorque e resolução adequadas para este tipo de aplicação. Da mesma forma que nos motores de passo a operação contínua em altas velocidades não é recomendada para este tipo de motor já que podem ocorrer muitas perdas no núcleo. a velocidade e a precisão. Na figura 29 temos um tipo de motor de acionamento direto em corte. as caixas de redução e correias são usadas para se modificar o torque e a velocidade de acordo com as especificacões exigidas pelo projeto. Em outros. . Um servo híbrido é mais caro que um motor d epasso num determinado sistema.

O profissional deste setor deve conhecer cada tipo. O torque deste tipo de motor depende de seu diâmetro e em segundo lugar do número de dentes de que criam o campo magnético de modo a se obter o maior número de passos de acionamento. na eletrônica de consumo e embarcada. maior velocidade de reposta. Estes motores tem como principais vantagens a alta precisão. CONCLUSÃO Motores de todos os tipos são encontrados numa variedade enorme de apicações na industria. . e se for um projetista deve saber que tipo empregar numa aplicação específica. O leitor interessado pode ir além aprofundando-se em cada tipo de modo a saber como fazer projetos específicos e tirando o máximo proveito das vantagens que cada um oferece. maior torque em altas velocidades e rotação suave.Este tipo de motor contém componentes de precisão e um sistema de feedback num invólucro muito compacto. O que vimos neste artigo foi apenas uma breve introdução ao princípio de funcionamento dos principais tipos de motores que podemos encontrar nos diversos equipamentos modernos.

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