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Slide Direito Administrativo

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DIREITO ADMINISTRATIVO

• PROFESSOR WILLIAM

CONCEITO
• Maria Sylvia Zanella:
• "Ramo do Direito Público que tem por objeto os órgãos e pessoas jurídicas administrativas que integram a Administração Pública, a atividade jurídica não contenciosa que exerce e os bens de que se utiliza para a consecução de seus fins, de natureza pública".

DIREITO ADMINISTRATIVO
• ESTADO, GOVERNO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.

DIREITO ADMINISTRATIVO
• Conceito Estado – segundo ensina a doutrina tradicional, o Estado é uma associação humana (povo), radicada em base espacial (território), que vive sob o comando de uma autoridade (poder), não sujeita a qualquer outra.

DIREITO ADMINISTRATIVO
SIMPLES UNITÁRIO

• Forma de Estado:
COMPOSTO CONFEDERAÇÃO FEDERAÇÃO

FORMA DE ESTADO - FEDERAL

UNIÃO

ESTADOS
DISTRITO FEDERAL MUNICÍPIOS

.

DIREITO ADMINISTRATIVO • Forma de Governo: República monarquia .

DIREITO ADMINISTRATIVO Presidencialista • Sistema de Governo: Parlamentarista .

.DIREITO ADMINISTRATIVO • Regime Político: Democracia. Ditadura.

Território.DIREITO ADMINISTRATIVO Povo. e Governo Soberano. • Elementos do Estado .

(São os natos + naturalizados). • população (conceito numérico) número de pessoas existentes em determinado espaço territorial em certo tempo.DIREITO ADMINISTRATIVO • Povo – corresponde a um conceito jurídico político. . • Cidadão – povo no exercício do direito político.

Navios e aeronaves pertencentes ao Governo brasileiro. ou a seu serviço são considerados território nacional onde quer que se encontrem. não meramente geográfico. .DIREITO ADMINISTRATIVO • Território corresponde a um conceito jurídico e.

Poderes Legislativo. . Judiciário.DIREITO ADMINISTRATIVO Executivo.

DIREITO ADMINISTRATIVO
• Organização – União; Estados; DF e Municípios – todos autônomos. Art 18 CF/88.

DIREITO ADMINISTRATIVO
• Conceito de Governo – na verdade, o governo ora se identifica com os Poderes e órgãos supremos do Estado, ora se apresenta nas funções originárias desses Poderes

DIREITO ADMINISTRATIVO
• O governo atua mediante atos de soberania ou, pelo menos, de autonomia política na condução dos negócios públicos. É Poder político – temporal.

DIREITO ADMINISTRATIVO
GOVERNO

ADM

DIREITO ADMINISTRATIVO
• Conceito de Administração Pública é todo o aparelhamento do Estado preordenado à realização de serviços visando a satisfação das necessidades coletivas. Não pratica atos de governo, mas tão-somente atos de execução. (são os chamados atos administrativos).

DIREITO ADMINISTRATIVO
• Sentido Subjetivo e Objetivo
• a) Sentido Subjetivo (orgânico ou formal) – “Quem realiza”. • - Entes que exercem a atividade administrativa (atividade jurídica não contenciosa) => compreende pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos.

– – – – fomento.DIREITO ADMINISTRATIVO • b) Sentido Objetivo (material ou funcional) – “O que realiza”. intervenção na atividade econômica. polícia administrativa. serviço público (prestação). .

Jurisprudência. (sentido amplo Constituições. Leis . Costumes.. ..) – Doutrina.DIREITO ADMINISTRATIVO • Fontes – Lei – É a fonte primária.

• Sua principal característica é serem de observância obrigatória a União. publicidade e eficiência”. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. Distrito Federal e Municípios.A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. moralidade. impessoalidade. dos Estados. Estados.• Princípios. • “Art. São eles : • • • • • L I M P E EGALIDADE IMPESSOALIDADE ORALIDADE UBLICIDADE FICIÊNCIA . 37 .

• PRINCÍPIOS PREVISTOS NA LEI DO PROCESSO ADMINISTRATIVO • A Lei nº 9. • razoabilidade e proporcionalidade. aos princípios da : • supremacia do interesse público sobre o interesse particular • indisponibilidade • finalidade. • autotutela . • segurança jurídica. • ampla defesa e contraditório. • motivação. 2º.784. de 29. prevê que A Administração Pública obedecerá.1999. art.01. dentre outros.

QUESTÕES PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA .

d) presume-se legítimo todo ato administrativo.(PFN-ESAF) O princípio de legalidade consiste em que: a) é possível fazer tudo aquilo que a lei não proíbe. b) é necessário indicar nos atos administrativos a sua fundamentação. c) só é permitido fazer o que a lei autoriza ou permite a disciplina depende de lei. . enquanto não for revogado ou declarado nulo.

é INCORRETO afirmar que o da : (A) razoabilidade significa que a Administração deve agir com bom senso e de modo proporcional. (B) autotutela significa que a Administração controla os seus próprios atos através da anulação e da revogação. inoportunos ou ilegais. (D) impessoalidade significa que a Administração deve servir a todos.execução de mandados . (C) indisponibilidade consiste no poder da Administração de revogar ou anular seus atos irregulares. .TRF/RSFCC)Em relação aos princípios básicos da Administração Pública. sem preferências ou aversões pessoais ou partidárias.(Analista Judiciário .

• ORGANIZAÇÃO ADM .

18. art. . o Distrito Federal e os Municípios. os Estados. caput).• A organização político-administrativa brasileira compreende a União. todos autônomos nos termos da Constituição (CF/88.

(CF/88. e Administração Municipal. art. publicidade e eficiência. . 37. caput) • Assim... em uma primeira classificação a Administração Pública compreende a : – – – – Administração Federal. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios da legalidade. moralidade. • Cada uma destas Administrações se subdivide em : • Administração Direta e • Administração Indireta. Administração do Distrito Federal. impessoalidade.”..• A administração Direta e Indireta de qualquer dos Poderes da União dos Estados.. Administração Estadual.

• ÓRGÃOS PÚBLICOS .

os órgãos não têm personalidade jurídica nem vontade própria. . que são atributos do corpo e não das partes".• Para Hely Meirelles órgãos públicos “são centros de competência instituídos para o desempenho de funções estatais. cuja atuação é imputada à pessoa jurídica a que pertencem”. através de seus agentes. Por isso mesmo.

• Classificação dos órgãos públicos .

autônomos.• Hely Meirelles classifica os órgãos públicos quanto á posição estatal. em : independentes. superiores e subalternos. relativamente á posição ocupada pelos mesmos na escala governamental ou administrativa. . ou seja.

judiciais e quase-judiciais outorgadas diretamente pela Constituição. sem qualquer subordinação hierárquica ou funcional.Congresso Nacional. São chamados de órgãos primários do Estado. Câmaras de Vereadores. Assembléias Legislativas. Governadorias. dos Estados. • Ministério Público – da União e dos Estados. Senado Federal. colocados no ápice da pirâmide governamental. que são agentes administrativos). São exemplos : • Casas legislativas .• ÓRGÃOS INDEPENDENTES : são os originários da Constituição. Esses órgãos detêm e exercem as funções políticas. para serem desempenhadas diretamente pelos seus membros (agentes políticos. distintos de seus servidores. • Chefias do Executivos – Presidência da República. Prefeituras. • Tribunais de Contas – da União. e só sujeitos aos controles constitucionais de um Poder pelo outro. • Tribunais Judiciários e Juízes singulares. Câmara dos Deputados. dos Municípios .

Secretarias Estaduais. Têm ampla autonomia administrativa. . Secretarias Municipais.• ÓRGÃOS AUTÔNOMOS : são os localizados na cúpula da Administração. imediatamente abaixo dos órgãos independentes e diretamente subordinados a seus chefes. São exemplos : • Ministérios. Procuradorias dos Estados e Municípios. caracterizando-se como órgãos diretivos com funções precípuas de planejamento. • Advocacia-Geral da União. financeira e técnica. supervisão. coordenação e controle das atividades que constituem sua área de competência.

que são atributos dos órgãos independentes e dos autônomos a que pertencem.• ÓRGÃOS SUPERIORES : não gozam de autonomia administrativa nem financeira. • Coordenadorias. dentro de sua área de competência. • Divisões. com responsabilidade pela execução. São exemplos • Gabinetes. • Procuradorias Administrtivas e Judiciais. . Sua liberdade funcional restringe-se ao planejamento e soluções técnicas. • Inspetorias-Gerais. • Departamentos. geralmente a cargo de seus órgãos subalternos.

• ÓRGÃOS SUBALTERNOS : destinam-se á realização de serviços de rotina, tarefas de formalização de atos administrativos, com reduzido poder decisório e predominância de atribuições de execução, a exemplo das atividades-meios e atendimento ao público. São exemplos . • Portarias; • Seções de expediente

• (TRF – 4º região) Os Tribunais Federais, a Advocacia-Geral da União e as Coordenadorias, quanto à posição estatal são considerados respectivamente, órgãos : a) Superiores, políticos e administrativos; b) Independentes, autônomos e superiores; c) Autônomos, independentes e superiores; d) Superiores, independentes e autônomos; e) Independentes, superiores e autônomos.

• DESCONCENTRAÇÃO
• DESCENTRALIZAÇÃO • CENTRALIZAÇÃO

• DescEntralização é a distribuição de competências entre Entidades de uma para outra pessoa, ou seja, pressupõe a existência de duas pessoas, entre as quais se repartem as competências.

• DescOncentração é a distribuição de competências entre Órgãos dentro da mesma pessoa jurídica, para descongestionar, desconcentrar, um volume grande de atribuições, e permitir o seu mais adequado e racional desempenho.

DIREITO ADMINISTRATIVO
• ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DA UNIÃO: • Administração Direta e Indireta: • A Administração direta é composta pelos órgãos integrantes da Presidência da República e pelos Ministérios.
• LEI Nº 10.683, DE 28 DE MAIO DE 2003

VI .do Meio Ambiente. VII . XXIII . Orçamento e Gestão.da Ciência e Tecnologia. XII . VIII . Pecuária e Abastecimento.do Turismo. IX . 25.• • Art. IV . X .da Justiça. XVI .da Integração Nacional. V . II .dos Transportes.869.das Cidades.da Defesa. XV . XVIII . Indústria e Comércio Exterior. XVII .das Relações Exteriores. XIX . de 2004) III . XX .da Saúde. XI . XXI . Os Ministérios são os seguintes: • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • I .da Agricultura.do Desenvolvimento. XIII .da Cultura. (Redação dada pela Lei nº 10.do Desenvolvimento Agrário.das Comunicações.do Trabalho e Emprego.da Previdência Social.do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. XIV .da Fazenda.da Educação.do Esporte.de Minas e Energia.do Planejamento. XXII . .

• • • • • • • • • • • Parágrafo único. o Chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. (Redação dada pela Medida Provisória nº 419. o Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. São Ministros de Estado: os titulares dos Ministérios. o Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. de 2008) . o Chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. o Chefe da Casa Civil da Presidência da República. o Ministro de Estado do Controle e da Transparência e o Presidente do Banco Central do Brasil. o Advogado-Geral da União. o Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.

DIREITO ADMINISTRATIVO
• Administração indireta • É composta por entidades que possuem personalidade jurídica própria, e são responsáveis pela execução de atividades de Governo que necessitam ser desenvolvidas de forma descentralizada.

• LEI Nº 11.107 DE 2005 • Art. 6º O consórcio público adquirirá personalidade jurídica: • I – de direito público, no caso de constituir associação pública, mediante a vigência das leis de ratificação do protocolo de intenções; • II – de direito privado, mediante o atendimento dos requisitos da legislação civil. • § 1o O consórcio público com personalidade jurídica de direito público integra a administração indireta de todos os entes da Federação consorciados.

DIREITO ADMINISTRATIVO
• Autarquias • Definição do art. 5º, I, do DL 200/67: "o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas de administração pública, que requeiram para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada". • => Só podem ser criadas por lei específica (art. 37, XIX, CF) .

DIREITO ADMINISTRATIVO
• Fundações Públicas •  Fundações são pessoas de direito público de natureza autárquica. Lei complementar deve definir sua área de atuação. • Criação autorizada por lei (art 37, XIX, CF), com registro em órgão competente; •  Regime de pessoal - Estatutário (L 8112/90) ou Celetista (L 9962/01). •  Exs.: ENAP; IBGE, FUNAI, IPEA (Inst de pesq. Econ. Aplicada).

DIREITO ADMINISTRATIVO
• • • • • •

• Empresas Públicas.  Capital – 100% público;  Assume qq forma societária admitida em direito; => Justiça Federal é competente para julgar ações em que é parte empresa pública federal. => Deve-se entender que a supremacia acionária esteja na órbita Federal .  Art. 173, § 1º - CF => Estabelece que lei criará um estatuto jurídico das SEM e EP.  Criação e Extinção: art. 37, XIX exige-se lei específica para a autorização de sua instituição. Logo só por lei podem ser extintas.  Exs.: ECT; CEF; EMBRAPA.

DIREITO ADMINISTRATIVO
• • • • Sociedade de Economia Mista.  capital 50% + 1 ação é pública;  forma societária, S/A  seus feitos são julgados na justiça estadual; •  Criação e Extinção: art. 37, XIX exige-se lei específica para a autorização de sua instituição. Logo só por lei podem ser extintas. • SEM => prestadoras de serviço público não estão sujeitas à falência (art. 242 da lei nº 6.404).

• As Diferenças entre EP x SEM • a) EP => só recursos de pessoas jurídicas de direito público e entidades de administração indireta. • c) EP (federal) => feitos perante a Justiça Federal (art. . • SEM => sociedade anônima. CF) • SEM => feitos perante a Justiça Estadual. • SEM => recursos públicos e privados (>50% + uma na esfera federal) • b) EP => podem adotar qualquer forma societária. 109.

• b) personalidade jurídica. II . 37. . • c) lei de licitações. • e) controle pelo TCU.concurso público para ingresso.• Pontos comuns das Entidades • a) patrimônio próprio. • d) supervisão Ministerial. • f) Art.

. cargo.DIREITO ADMINISTRATIVO • AGENTES PÚBLICOS: espécies e classificação. emprego e função pública. poderes. deveres e prerrogativas.

requisição. Lei no 8. de 1º de maio de 1943 • Particular em colaboração com o poder público .452.745. nomeação.DIREITO ADMINISTRATIVO • Agente político. delegação ou designação . • Servidor Público: • AP • estatutário. 8112 • temporário. • Empregado público Decreto-lei nº 5. de 9 de dezembro de 1993 • Agente militar.

.DIREITO ADMINISTRATIVO • Poderes. deveres e prerrogativas dos Agentes Públicos.

DIREITO ADMINISTRATIVO • Subdivide-se em: – dever de eficiência. . – dever de probidade (L 8429/92). – dever de prestar contas.

O cargo é do órgão e o agente é investido no cargo. podendo ser temporário ou efetivo.DIREITO ADMINISTRATIVO • Cargo – são lugares criados. para serem providos por gentes que exercerão as suas funções na forma legal. . por lei nos órgãos.

do cargo em comissão pelo fato de não titularizar cargo público. Diferencia-se. basicamente. .DIREITO ADMINISTRATIVO • Função – é a atribuição ou conjunto de atribuições que a administração confere a cada categoria profissional ou comete individualmente a determinados servidores para a execução de serviços eventuais.

o ofício. . sob o regime da Consolidação das Leis do trabalho. exercido por um servidor em caráter permanente. É o trabalho.DIREITO ADMINISTRATIVO • Emprego Público.

. que tem por finalidade tornar efetiva sua atuação.DIREITO ADMINISTRATIVO • PODERES ADMINISTRATIVOS Trata-se de um instrumento que a ordem jurídica coloca a disposição do poder público.

Poder Disciplinar. . Poder discricionário. Poder Regulamentar.DIREITO ADMINISTRATIVO • PODERES ADMINISTRATIVOS: Poder Vinculado. Poder Hierárquico. Uso e Abuso do Poder. Poder de Polícia.

.DIREITO ADMINISTRATIVO • Poder Vinculado: É aquela situação em que o agir do agente da administração pública está previsto em lei. ele age pré-condicionado emitindo uma carga menor de valor. ou seja.

.DIREITO ADMINISTRATIVO • Poder Discricionário: o que prepondera é um juízo de valor em termos de oportunidade e conveniência. a ordem jurídica coloca à disposição do agente a possibilidade de opção. ou seja.

DIREITO ADMINISTRATIVO • Poder Hierárquico: é aquele que tem por finalidade ordenar os órgãos e cargos públicos em níveis gerando a atribuição de fiscalizar. etc. avocar. . controlar. supervisionar.

. O exercício do poder disciplinar pressupõe a existência de regular processo administrativo em que se assegure contraditório e a ampla defesa. 5º inciso LIV. LV CF/88.DIREITO ADMINISTRATIVO • Poder disciplinar: tem por finalidade a punição ou não do servidor. art.

• É de se notar que a CF/88. CF/88. possibilitando a sua efetivação. dar condições a que se exercite o direito previsto na Lei. 84. art. inc VI.DIREITO ADMINISTRATIVO Poder Regulamentar: ver art. 84 inciso IV CF/88. (acrescentado pela EC n. 32/2000) possibilitou a edição de decretos autônomos . Art. Tem por finalidade explicitar o conteúdo da Lei. ou seja. 49 inciso V.

art. 78..” (Código Tributário Nacional. interesse ou liberdade..DIREITO ADMINISTRATIVO • Poder de Polícia: • “Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que. em razão de interesse público. limitando o disciplinando direito. primeira parte)” . regula a prática de ato ou abstenção de fato.

DIREITO ADMINISTRATIVO • ADMINISTRATIVA: • PODER DE POLÍCIA: • DE PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA • JUDICIÁRIA .

. e – coercibilidade . – auto-executoriedade.DIREITO ADMINISTRATIVO • Características ou Atributos do Poder de Polícia: – Discricionariedade.

• O abuso do poder ocorre quando a autoridade. . ultrapassa os limites de suas atribuições ou se desvia das finalidades administrativas.DIREITO ADMINISTRATIVO • Uso e Abuso do Poder Excesso de poder. embora competente para praticar o ato. Desvio de finalidade.

art. e a Lei 4. LXIX. 5º.DIREITO ADMINISTRATIVO • O constituinte trouxe o mandado de segurança. e assegurou a toda pessoa o direito de representação contra abusos de autoridades (art. . 5º XXXIV. e Lei 1.533/51). cabível contra ato de qualquer autoridade (CF.898/65 ).

QUESTÕES .

é certo que: (A) não há hierarquia nos Poderes Judiciário e Legislativo. (C) o poder disciplinar confunde-se com o poder hierárquico.FCC) No que se refere aos poderes administrativos. como nas administrativas. (D) o poder discricionário não se confunde com a arbitrariedade. tanto nas funções constitucionais. (B) o termo polícia judiciária tem o mesmo significado de polícia administrativa.(Analista Judiciário . (E) o poder será vinculado quando o Administrador pode optar dentro de um juízo de conveniência e oportunidade.execução de mandados TRF/RS . .

estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores de seu quadro de pessoal. oportunidade e conteúdo. ordenar e rever a atuação de seus agentes. com liberdade na escolha de sua conveniência. d) positivo confere à Administração Pública para a prática de ato de sua competência. b) confere ao Executivo para distribuir e escalonar as funções de seus órgãos.(AFTN/1990/ESAF) Poder vinculado é aquele que o direito : a) atribui ao Poder Público para aplicar penalidades às infrações funcionais de seus servidores e demais pessoas sujeitas à disciplina dos órgãos e serviços da Administração. c) confere à Administração Pública de modo explícito ou implícito. determinando os elementos e requisitos necessários à sua formação incumbe às autoridades administrativas para explicitar a lei na sua correta execução. para a prática de atos administrativos. .

atributos.• • • • • • • • • • • • ATO ADMINISTRATIVO: Conceito. requisitos. perfeição. . extinção. espécies e exteriorização. desfazimento e sanatória. vinculação e discricionariedade. eficácia. classificação. validade.

ou impor obrigações aos administrados ou a si própria”. modificar.LM – “é toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública que. . extinguir e declarar direitos. agindo nessa qualidade. transferir. tenha por fim imediato adquirir. resguardar.DIREITO ADMINISTRATIVO • CONCEITO • H.

• e) sujeita-se a exame de legitimidade por órgão jurisdicional. de autoridade.• Características do ato administrativo: • a) declaração jurídica que produz efeitos jurídicos. . sob regência do Direito Público. • c) é exercido no uso de prerrogativas públicas. • b) provém do Estado ou de quem esteja investido em prerrogativas estatais. • d) providências jurídicas complementares da lei ou excepcionalmente da Constituição. portanto.

DIREITO ADMINISTRATIVO
• Perfeição, Validade e Eficácia • - perfeição - ato produzido em absoluta conformidade - situação do ato cujo ciclo de formação está concluído; • - validade - observadas as exigências do sistema normativo; • - eficácia - disponível para produzir efeitos próprios, típicos (não depende de termo, condição).

DIREITO ADMINISTRATIVO
• Elementos ou requisitos do Ato Administrativo • - Competência (sujeito) - autor do ato; • - Finalidade - bem jurídico a que o ato deve atender • - Forma - revestimento externo do ato; • - Motivo - situação objetiva que autoriza ou exige a prática do ato(de fato e de direito); • - Objeto (conteúdo) - disposição jurídica expressada pelo ato;

DIREITO ADMINISTRATIVO
• Teorias dos Motivos Determinantes enunciados os motivos pelo agente, estes aderem ao ato, devendo ser provado que ocorreram e que justificaram o ato.

DIREITO ADMINISTRATIVO
• • • • • • Atributos dos Atos Administrativos a) presunção de legitimidade; b) imperatividade; c) exigibilidade; d) executoriedade ou auto-executoriedade; e) tipicidade.

DIREITO ADMINISTRATIVO
• Classificação dos Atos Administrativos

DIREITO ADMINISTRATIVO
QUANTO AO DESTINATÁRIO • Atos Gerais  ato abstrato - alcança um número indeterminado de pessoas e situações. Ex.: regulamento; edital de concurso público. • Atos Individuais ato concreto - alcança um único caso. Ex.: exoneração de um servidor;

DIREITO ADMINISTRATIVO QUANTO AO ALCANCE: • Atos internos e externos QUANTO À PRERROGATIVA: • Atos de gestão. de império e de expediente .

DIREITO ADMINISTRATIVO • QUANTO AO REGRAMENTO: • .Vinculados . Ex.Discricionários  há margem de liberdade para a Administração decidir.: aposentadoria. • . a pedido. Ex.não há liberdade para a Administração decidir.: porte de arma. por ter completado o tempo para aposentadoria .

: tempo de serviço sem carteira. certidão de tempo de serviço com carteira.DIREITO ADMINISTRATIVO • .Quanto aos efeitos: • . O direito já existe.declaratórios. . • . Ex. a administração atesta. A administração reconhece o direito que não era comprovado.constitutivos.

Ex. PGR .declaração jurídica de um órgão. • .MSZD . porém sem eficácia que depende da verificação por parte de outro para se tornar exeqüível.atos complexos .ato simples .DIREITO ADMINISTRATIVO • Quanto à composição da vontade produtora do ato: • . • .ato composto – declaração jurídica de um órgão formando um ato.conjugação da vontade de dois ou mais órgãos.:Decreto do Executivo referendado pelo Ministro de Estado.

DIREITO ADMINISTRATIVO • ESPÉCIES DE ATO ADMINISTRATIVO .

Regimentos e Resoluções.DIREITO ADMINISTRATIVO • Normativos • são aqueles que contém um comando geral do executivo visando a correta aplicação da lei. Regulamentos. .: Decretos. Ex.

Decretos Regulamentos Instruções normativas • Normativos Regimentos Resoluções Deliberações .

emanam do poder hierárquico. dentre os atos ordinatórios merecem exame: . só atuam no âmbito interno das repartições e só alcançam os servidores hierarquizados à chefia que os expediu.DIREITO ADMINISTRATIVO • Atos Ordinatórios: são os que visam a disciplinar o funcionamento da Administração e a conduta funcional de seus agentes.

Instruções Circulares • Atos Ordinatórios: Avisos Portarias Ordens de Serviço Ofícios Despachos .

nas condições impostas ou consentidas pelo Poder Público. enquadram-se os seguintes atos administrativos: .• Atos Negociais: são todos aqueles que contêm uma declaração de vontade da Administração apta a concretizar determinado negócio jurídico ou a deferir certa faculdade ao particular.

Licença Autorização • Atos Negociais: Permissão Aprovação Admissão Visto Homologação .

Dispensa • Atos Negociais: Renúncia Protocolo Administrativo .

• Atos enunciativos: são todos aqueles em que a Administração se limita a certificar ou atestar um fato. ou emitir uma opinião sobre determinado assunto. dentre os mais comuns estão os seguintes: . sem se vincular ao seu enunciado.

Certidões Atestados • Atos Enunciativos: Pareceres Apostilas .

desde que requerida pelo interessado. o fornecimento de certidões é obrigação constitucional de toda repartição pública. devem ser expedidas no prazo improrrogável de 15 dias. (Lei 9051/95) • Atestados: são atos pelos quais a Administração comprova um fato ou uma situação de que tenha conhecimento por seus órgãos competentes. livro ou documento que se encontre nas repartições públicas. . contados do registro do pedido.• Certidões (Administrativas): são cópias ou fotocópias fiéis e autenticadas de atos ou fatos constantes no processo.

– Normativo: é aquele que. – Técnico: é o que provém de órgão ou agente especializado na matéria. é convertido em norma de procedimento interno. . não podendo ser contrariado por leigo ou por superior hierárquico. ao ser aprovado pela autoridade competente.• Pareceres: são manifestações de órgão técnicos sobre assuntos submetidos à sua consideração. tem caráter meramente opinativo. • Apostilas: são atos enunciativos ou declaratórios de uma situação anterior criada por lei.

.DIREITO ADMINISTRATIVO • Atos Punitivos: são os que contêm uma sanção imposta pela Administração àqueles que infringem disposições legais. visam a punir e reprimir as infrações administrativas ou a conduta irregular dos servidores ou dos particulares perante a Administração. regulamentares ou ordinatórias dos bens e serviços públicos.

Multa • Atos Punitivos: Interdição de Atividade Destruição de coisas .

desfazimento e sanatória. .DIREITO ADMINISTRATIVO • Extinção.

– pelo desaparecimento do objeto da relação jurídica.• Extinção do ato eficaz – O ato eficaz é o que esta produzindo os efeitos para os quais foi preordenado. Essa espécie de ato extingue-se: – pelo cumprimento de seus efeitos. – pela retirada do ato. – e pela renúncia. . – pelo desaparecimento do sujeito da relação jurídica.

por cassação. por caducidade. . por invalidação. e por contraposição. – – – – – – A retirada pode dar-se: por revogação.• Retirada • A edição de um ato administrativo cujo objeto é a retirada de outro do ordenamento jurídico impõe a esse ato a sua extinção.

ou seja. A revogação opera efeitos “ex nunc”. Sua fundamentação sempre será a ilegalidade do ato. realizada pela Administração. Opera efeitos “ex tunc”. • A revogação é a supressão de um ato administrativo legítimo e eficaz. • Anulação – pode ser decretada pela própria Administração ou pelo judiciário. retroage à data da produção do ato.• Extinção: As formas mais usuais de extinção do ato administrativo são a revogação e anulação. ou seja. não retroage. . Vale de sua decretação em diante.

na renúncia. rejeita-se o que ainda não se possui. . Na recusa. rejeitase o que já se possui.DIREITO ADMINISTRATIVO • Recusa • A recusa não se confunde com a renúncia.

DIREITO ADMINISTRATIVO • Revogação da revogação e repristinação • O ato de revogação pode ser revogado? A resposta é não. e como tal não existe mais. . A ressalva é feita para o caso de no ato revogador constar a hipótese de restauração do ato revogado. O ato de revogação é um ato administrativo consumado.

a superação de seus defeitos. ou seja. . eficácia e exeqüibilidade. é o seu conserto e aproveitamento.DIREITO ADMINISTRATIVO • Sanatória – a sanatória do ato adm. para que se alcance sua validade.

• . • .Somente os atos anuláveis podem ser convalidados.784/99 “regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal”. art. .Há de haver interesse público. 9. • É poder discricionário da Administração.Não prejudicar terceiros de boa-fé. • . Lei Federal.• Convalidação – é o suprimento da invalidade de um ato com efeitos retroativos. 55.

• Cumprimento dos efeitos • Desaparecimento do sujeito • ATO EFICAZ • Desaparecimento do objeto • • • • • Revogação. . Cassação. • retirada • Renúncia • ATO INEFICAZ • RECUSA. Contraposição. Caducidade. Invalidação.

• QUESTÕES .ATO ADMINISTRATIVO .

competência. . finalidade. legitimidade. oportunidade e objeto. c) competência. d) forma. finalidade. conveniência. finalidade. competência. motivo e objeto. competência.• (Juiz de Direito DF)São requisitos de validade do ato administrativo: a) forma. motivo e objeto. motivo e objeto. b) imperatividade.

assinale a afirmativa correta: a) Pode ser anulado pela própria Administração. b) Só pode ser anulado pelo Poder Judiciário. e) Corretas as opções das letras “a”. c)Só gera os direitos para os quais foi produzido. eivado de vício insanável que o torne ilegal. e “b” e “c”. . d) Corretas as opções das letras “a” e “b”.• (AFC)Com relação ao ato administrativo.

b) discricionário quanto à forma. c) discricionário quanto ao motivo.• (Juiz de Direito DF) O ato de exoneração de servidor ocupante de cargo em comissão é: a) discricionário quanto à competência. . d) totalmente vinculado.

sobressai o contrato de gestão.CONTRATO DE GESTÃO • Com o objetivo de alcançar melhores resultados na Administração Pública. criaram-se novos instrumentos no âmbito do Direito Público. Dentre tais medidas. . para conferir maior autonomia aos entes administrativos ou estabelecer parcerias com entidades privadas sem fins lucrativos.

II – os controles e critérios de avaliação de desempenho. direitos. § 8º: “a autonomia gerencial.• Com a Emenda Constitucional nº 19/98. 37. . III – a remuneração do pessoal”. obrigações e responsabilidade dos dirigentes. a ser firmado entre seus administradores e o poder público. orçamentária e financeira da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato. cabendo à lei dispor sobre: I – o prazo de duração do contrato. que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade. o contrato de gestão passou para a alçada constitucional com previsão no art.

contrato entre o Poder Público e entidades da Administração Indireta.“contrato” entre órgãos.contrato entre o Poder Público e “organizações sociais”.Diante desse panorama. . . . pode-se separar três situações distintas frente ao instituto contrato de gestão: .

• A organização social .

isenções fiscais etc. que a Administração outorga a uma entidade privada. para que ela possa receber determinados benefícios do Poder Público (dotações orçamentárias. para a realização de seus fins.). que devem ser necessariamente de interesse da comunidade.• A organização social é uma qualificação. . sem fins lucrativos. um título.

por servirem a interesses particulares. concedido a entidades assistenciais que de beneficentes só tinham o rótulo. .• Foi a denominação que o legislador resolveu outorgar àquelas entidades. em substituição ao desmoralizado título de utilidade pública.

ao desenvolvimento tecnológico. à proteção e preservação do meio ambiente. à cultura e à saúde. à pesquisa científica.637.1998. cujas atividades sociais sejam dirigidas ao ensino.• Nos termos da Lei federal n. atendidos os requisitos previstos nesse mesmo diploma. o Poder Executivo poderá qualificar como organizações sociais pessoas jurídicas de direito privado.5. de 18. . 9. sem fins lucrativos.

tecnologia e meio ambiente. f) celebração de um contrato de gestão com o Poder Público. para a formação da parceria e a fixação das metas a serem atingidas e o controle dos resultados. d) publicidade de seus atos. cultura. com a participação de representantes do Poder Público e da comunidade. de igual modo.• Quais são os requisitos básicos? a) não podem ter finalidade lucrativa e todo e qualquer legado ou doação recebida deve ser incorporado ao seu patrimônio. . e) submissão ao controle do Tribunal de Contas dos recursos oficiais recebidos (o que já existe). saúde. ciência. b) finalidade social em qualquer das áreas previstas na lei: ensino. os excedentes financeiros decorrentes de suas atividades. c) possuir órgãos diretivos colegiados.

Deve-se lembrar que a matéria diz respeito à forma de prestação de serviços de competência da respectiva entidade estatal. 9. os Estados e Municípios. por exemplo. parágrafo único). com a Lei Geral de Licitações e Contratos (Lei n. somente a entidade estatal competente pode legislar sobre o tema. 8.637/98? Na verdade. 9.637/98 não é uma lei nacional. cujas normas gerais seriam aplicáveis aos Estados e Municípios. como ocorre. art. 1º. Por conseguinte. se quiserem se utilizar dessa nova forma de parceria na sua administração. .• • Os Estados e Municípios perante a Lei federal n. A Lei n.666/93. tanto assim que ela não faz menção ao assunto. deverão aprovar suas próprias leis.

• SERVIÇOS PÚBLICOS .

concessão. conceito.• SERVIÇOS PÚBLICOS. formas. . classificação. meios e requisitos. permissão e autorização. regulamentação e controle. delegação.

DIREITO ADMINISTRATIVO • Definição de HLM: “É todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados. sob normas e controles estatais. para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade ou simples conveniência do Estado”. .

quais sejam: • o elemento subjetivo. • • o formal e • o material. • O elemento subjetivo caracteriza a competência do Estado para definir o termo serviço público (artigo 175. . três elementos são essenciais para configurar o serviço público. da Constituição Federal).DIREITO ADMINISTRATIVO • Nessa definição.

utilizar-se de instituto de direito privado.DIREITO ADMINISTRATIVO • Quanto ao aspecto formal. podendo. verifica-se que o serviço público é regido pelo regime jurídico de direito público. . quando a lei permitir.

DIREITO ADMINISTRATIVO • Por fim. . ou seja. tem por objetivo primordial o atendimento às necessidades públicas. o elemento material é aquele que considera o serviço público como uma atividade de interesse público.

por reconhecer sua essencialidade e necessidade para a sobrevivência do grupo social e do próprio Estado. . são os que a Administração presta diretamente à comunidade.DIREITO ADMINISTRATIVO • Serviços públicos – propriamente ditos.

Ex. energia elétrica. gás.: serviços de transporte coletivo. nem necessidade) para os membros da coletividade. telefone. permissionários ou autorizatários). nas condições regulamentadas e sob seu controle. mas por conta e risco dos prestadores. reconhecendo a sua conveniência (não essencialidade. . presta-os diretamente ou aquiesce em que sejam prestados por terceiros (concessionários. mediante remuneração dos usuários.• Serviços de utilidade pública – são os que a Administração.

. Por esta razão só podem ser prestados por órgãos ou entidades da Administração Pública. sem delegação a particulares.DIREITO ADMINISTRATIVO • Serviços próprios do Estado .são aqueles que se relacionam intimamente com as atribuições do Poder Público (segurança. higiene e saúde pública) e para a execução dos quais a Administração usa da sua supremacia sob os administrados. polícia.

fundações governamentais). a Administração os presta remuneradamente por seus órgãos ou entidades descentralizadas (autarquias. e. empresas públicas. por isso.DIREITO ADMINISTRATIVO • Serviços impróprios do Estado – são os que não afetam substancialmente as necessidades da comunidade. ou delega sua prestação a concessionários. sociedades de economia mista. mas satisfazem interesses comuns de seus membros. permissionários ou autorizatários. .

são os que a Administração executa para atender a suas necessidades internas .DIREITO ADMINISTRATIVO • Serviços administrativos .

são os que produzem renda para quem os presta. que. . mediante a remuneração da utilidade usada ou consumida. remuneração.DIREITO ADMINISTRATIVO • Serviços industriais . por ser sempre fixada pelo Poder Público.esta. tecnicamente se denomina tarifa ou preço público.

. iluminação pública.: de polícia. para atender a coletividade no seu todo. calçamento e outros. Ex.DIREITO ADMINISTRATIVO • Serviço “uti universi” ou gerais – são aqueles que a administração presta sem ter usuários determinados.

.DIREITO ADMINISTRATIVO • Serviço “uti singuli” ou individuais – são os que têm usuários determinados e utilização particular mensurável para cada destinatário.: telefone. Ex. água e energia elétrica domiciliares.

DIREITO ADMINISTRATIVO • Requisitos do Serviço e Direitos do Usuário: .

• Cortesia – (um bom tratamento). • eficiência – (bom resultado. . • continuidade – (não pode sofre solução de continuidade). sem desperdiço. obter o máximo com o mínimo).

• atualidade – (utilização de equipamentos modernos.• segurança – (não se deve colocar em risco o usuário. . Peças impróprias devem ser removidas o renovar o equipamento). oferecer o que há de melhor. dentro das possibilidades da outorga).

• modicidade – (taxas ou tarifas justas.• regularidade – (ser segundo padrões de qualidade e quantidade impostos pela administração pública. . pagas pelos usuários para remunerar o prestador). tendo em vista o número e as exigências dos usuários).

. CF – impessoalidade e igualdade). e • generalidade – (ser igual para todos – art.• Mutabilidade do regime.pode alterar o regime de prestação sem consultar os agentes e os usuários. 37.

DIREITO ADMINISTRATIVO • O controle do serviço público e sua devida regulamentação .

Mesmo quando o Estado delega a terceiro a execução de determinada atividade.DIREITO ADMINISTRATIVO • É o poder público quem tem a tarefa de controlar e regular os serviços públicos. qualquer irregularidade ou não cumprimento das condições impostas gerará a imediata intervenção do Poder Público. . tem este o dever de regular e controlar o que irá ser exercido. • Assim.

DIREITO ADMINISTRATIVO • Da competência • Em relação á competência para realização do serviço público. . esta se divide em competência: • executiva e • legislativa.

25 suplementar residual . 21 Administrativa comum União/Estado/DF/Município Art. 22 União/Estado/DF-Art. 23 privativa concorrente Legislativa União – art.Exclusiva Privativa União – art. 24 Município-Art. 30 Estado-Art.

desconcentrada. descentralizada. de execução direta ou indireta. .DIREITO ADMINISTRATIVO • Forma de prestação dos serviços públicos O serviço público pode ser realizado de forma centralizada.

sendo que este o exerce com seus próprios órgãos. .DIREITO ADMINISTRATIVO • A forma centralizada ocorre quando é de exclusiva responsabilidade do Poder Público a execução do serviço público.

sendo esta caracterizada com a outorga ou delegação da execução á autarquias. entidades paraestatais. empresas privadas ou particulares individualmente. .DIREITO ADMINISTRATIVO • A descentralização do serviço se dá quando o Poder Público transfere a outrem a titularidade ou execução do serviço.

.DIREITO ADMINISTRATIVO • A outorga é caracterizada pela transferência do serviço através de lei. enquanto a delegação configura a transferência mediante contrato (concessão) ou ato unilateral (permissão ou autorização).

o distribui entre vários órgãos da mesma entidade. sua obtenção pelos usuários.DIREITO ADMINISTRATIVO • O serviço desconcentrado é aquele onde a Administração Pública o executa de forma centralizada. . dessa forma. facilitando. no entanto.

Há a realização pr quem tem o dever direto de fazê-lo.DIREITO ADMINISTRATIVO • A execução direta do serviço é aquela realizada pelos meios da pessoa responsável por sua prestação. . Já a execução indireta é realizada por terceiros.

fundação pública ou estatais) e a ela transfere. • Há delegação quando o Estado transfere.DIREITO ADMINISTRATIVO • Há outorga quando o Estado cria uma entidade (autarquia. determinado serviço público ou de utilidade pública. por lei. por contrato (concessão) ou ato unilateral (permissão ou autorização). .

. ou entre estas e organizações particulares.DIREITO ADMINISTRATIVO • Convênios administrativos • a) Conceitos • – “acordos firmados por entidades públicas de qualquer espécie. para realização de objetivos de interesse comum dos partícipes.” (Hely Lopes Meirelles).

107. os Estados. DE 6 DE ABRIL DE 2005. o Distrito Federal e os Municípios contratarem consórcios públicos para a realização de objetivos de interesse comum e dá outras providências.DIREITO ADMINISTRATIVO • Consórcios – LEI Nº 11. • . • Esta Lei dispõe sobre normas gerais para a União.

• § 2o A União somente participará de consórcios públicos em que também façam parte todos os Estados em cujos territórios estejam situados os Municípios consorciados.107. • § 1o O consórcio público constituirá associação pública ou pessoa jurídica de direito privado. DE 6 DE ABRIL DE 2005.DIREITO ADMINISTRATIVO • Consórcios – LEI Nº 11. .

mediante a vigência das leis de ratificação do protocolo de intenções. do protocolo de intenções. • II – de direito privado. • Art. no caso de constituir associação pública. mediante o atendimento dos requisitos da legislação civil. mediante lei. 6o O consórcio público adquirirá personalidade jurídica: • I – de direito público. . 5o O contrato de consórcio público será celebrado com a ratificação.• Art.

. o consórcio público observará as normas de direito público no que concerne à realização de licitação.CLT. que será regido pela Consolidação das Leis do Trabalho . • § 2o No caso de se revestir de personalidade jurídica de direito privado. 6o § 1o O consórcio público com personalidade jurídica de direito público integra a administração indireta de todos os entes da Federação consorciados. celebração de contratos.DIREITO ADMINISTRATIVO • • Art. prestação de contas e admissão de pessoal.

. de 21 de junho de 1993..• Art.. aplicar-se-á o dobro dos valores mencionados no caput deste artigo quando formado por até 3 (três) entes da Federação.... Os arts.. passam a vigorar com a seguinte redação: • "Art... quando formado por maior número.....666. 26 e 112 da Lei no 8......... ... e o triplo........... • § 8o No caso de consórcios públicos..... 23... 24.......... 23.... 17....." (NR) ..

........ 24.... Os percentuais referidos nos incisos I e II do caput deste artigo serão 20% (vinte por cento) para compras................ empresa pública e por autarquia ou fundação qualificadas........ como Agências Executivas.....• "Art. sociedade de economia mista........ • Parágrafo único........" (NR) ..... • XXVI – na celebração de contrato de programa com ente da Federação ou com entidade de sua administração indireta.. obras e serviços contratados por consórcios públicos..... para a prestação de serviços públicos de forma associada nos termos do autorizado em contrato de consórcio público ou em convênio de cooperação. na forma da lei... ..

175 da CF dispõe que “incumbe ao poder público. na forma da lei. sempre através de licitação. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão.DIREITO ADMINISTRATIVO • CONCESSÃO E PERMISSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO • Conceito e Noções Gerais • O art. . a prestação de serviços públicos”.

DIREITO ADMINISTRATIVO • A concessão pode ser contratual ou legal. . É legal quando a concessão é feita a entidades autárquicas e paraestatais. É contratual quando se concede a prestação de serviços públicos aos particulares.

175. Possibilita alteração unilateral do ajuste pela Administração (são as cláusulas exorbitantes). 2o da Lei 8666/93 e art.DIREITO ADMINISTRATIVO • Principais características da concessão de serviço público: • a) exige licitação – art. • c) é bilateral por enlaçar direitos e obrigações recíprocas. . • b) natureza jurídica contratual sujeito ao regime jurídico de Direito Público. caput.

O serviço é realizado em seu nome. • e) o ajuste celebrado é intuitu personae ou “em razão da pessoa”.DIREITO ADMINISTRATIVO • d) delega-se apenas a execução do serviço. . de tal sorte que a titularidade continua a pertencer ao Poder Público. que regulamenta e fiscaliza a forma como o particular executa o ajuste. por sua conta e risco. sem autorização expressa da Administração Pública”. sendo remunerado por tarifas (pagas pelos usuários do serviço). o que significa dizer que o particular não poderá transferir a responsabilidade pela execução do serviço a outrem.

proporcionando. intuito personae.” . à moda do que faz a concessão.a possibilidade de cobrança de tarifas dos usuários. “é o ato unilateral e precário. através do qual o Poder Público transfere a alguém o desempenho de serviço de sua alçada. • Segundo as lições de Celso Antonio Bandeira de Mello.DIREITO ADMINISTRATIVO • PERMISSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO.

permite a revogação e alteração unilateral do ajuste pela Administração.DIREITO ADMINISTRATIVO • Principais características da permissão de serviço público: • a) exige licitação – art. 175 CF/88 e art. . apesar desse nome. 2o da Lei 8666/93. • b) celebrado por meio de contrato de adesão que.

idêntico à concessão. que regulamenta e fiscaliza a forma como o particular executa o ajuste. discricionário e precário: podendo. inclusive revogando-o por motivo de conveniência e oportunidade. sem que o permissionário nada possa fazer.DIREITO ADMINISTRATIVO • c) é unilateral. • d) tal qual a concessão. . dessa forma. • e) o ajuste celebrado é intuitu personae ou “em razão da pessoa”. de tal sorte que a titularidade continua a pertencer ao Poder Público. delega-se apenas a execução do serviço. ser alterado unilateralmente pela Administração Pública.

discricionariamente. tendo. faculta o exercício de atividade material. . como regra. caráter precário.DIREITO ADMINISTRATIVO • Autorização de Serviço Público • “A autorização de serviço público é ato unilateral pelo qual a Administração.

CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA .

também. ao seguinte: .• Art. – m oralidade. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. – I mpessoalidade. – p ublicidade. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios: – l egalidade. 37. e – e ficiência e. dos Estados.

• PODERES ADMINISTRATIVOS: Poder Vinculado. Uso e Abuso do Poder. Poder discricionário. Poder Regulamentar. . Poder Disciplinar. Poder Hierárquico. Poder de Polícia.

DIREITO ADMINISTRATIVO • Poder Hierárquico: é aquele que tem por finalidade ordenar os órgãos e cargos públicos em níveis gerando a atribuição de fiscalizar. avocar. controlar. . etc. supervisionar.

Cassação. Contraposição. .• Cumprimento dos efeitos • Desaparecimento do sujeito • ATO EFICAZ • Desaparecimento do objeto • • • • • Revogação. Invalidação. Caducidade. • retirada • Renúncia • ATO INEFICAZ • RECUSA.

• CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. .

• O controle administrativo deriva do poder-dever de autotutela que a Administração tem sobre seus próprios atos e agentes. .

no âmbito da própria Administração.• Controle interno – é todo aquele realizado pela entidade ou órgão responsável pela atividade controlada. .

art. ex. . 49. V). • a sustação de ato normativo do Executivo pelo Legislativo (CF. • anulação de um ato do Executivo por determinação do Judiciário. • a auditoria do Tribunal de Contas sobre a efetivação de determinada despesa do Executivo. como p.• Controle externo • é o que se realiza por órgão estranho à Administração responsável pelo ato controlado.: • a apreciação das contas do Executivo e do Judiciário pelo Legislativo.

• supervisão ministerial.• Meios de Controle Administrativo • Os meios de controle administrativo. e • recursos administrativos. de um modo geral dividem-se em: • fiscalização hierárquica. .

....... 5º ... quando realiza atividades administrativas..... do Legislativo e do próprio Judiciário........a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito........• Controle do Judiciário • ART.. • XXXV ... • É o exercido privativamente pelos órgãos do Poder Judiciário sobre os atos administrativos do Executivo.......... ........

por restrito à verificação da conformidade do ato com a norma legal que o rege. ou seja.• Controle do Judiciário • É um controle a posteriori. • Não pode o Judiciário pronunciar-se sobre conveniência e oportunidade ou eficiência do ato em exame. . unicamente de legalidade. sobre o mérito administrativo.

LXIX e LXX Direito líquido e certo.5º. não amparado por HC ou HD. soberania e cidadania. III Objeto Invocar a atenção dos poderes públicos a certa questão. LXXI Art. franquias relativas à nacionalidade. frustradas pela falta de norma regulamentador a Obter invalidação de ato ou contrato administrativo ilegal e lesivo ao patrimônio público. denunciar uma lesão a um direito.5º.5º. meio ambiente e outros interesses difusos e coletivos. individual ou coletivo. ou aspiração Proteção à liberdade de locomoçã o Acesso e/ou retificação de informações pessoais em bancos de dados de entidades governamentai s ou de caráter público Liberdades constitucionais. . meio ambiente e patrimônio histórico e cultural Proteção do pratrimônio público e social. LXXII Art.5º.5º.DIREITO DE PETIÇÃO HABEAS CORPUS HABEAS DATA MANDADO SEGURANÇA MANDADO DE INJUNÇÃO AÇÃO POPULAR AÇÃO CIVIL PUBLICA Base Art. LXVIII Art. LXXIII Art. lesado ou ameaçado de lesão por ato de autoridade Art. XXXIV ART. 129. manifestaçã o de opinião.5º.

Partido Político. eleitor ) Ministério Público. Coletivo: Qualquer pessoa (física ou jurídica). dotados de capacidade processual. associações (1ano). Direito personalíssim o. . Ativa Qualquer pessoa física ou jurídica (com ou sem advogado) Qualquer pessoa (se jurídica. universalidades reconhecidas por lei. Coletivo: todos os que podem usar o MS coletivo. só em favor de pessoa física). Organização Sindical. entidades de Classe. MP. Cidadão brasileiro (pessoa física. Defensori a Pública. Juiz ( só possível ex officio) Qualquer pessoa física/jurídica. autoridades.DIREITO DE PETIÇÃO HABEAS CORPUS HABEAS DATA MANDADO SEGURANÇA MANDADO DE INJUNÇÃO AÇÃO POPULAR AÇÃO CIVIL PUBLICA Legitim. órgãos públicos despersonalizado s. associação constituída há pelo menos 1 ano.direta e indireta. Adm. Pessoas Físicas ou Jurídicas.

Pessoa jurídica de direito público a que pertence a autoridade apontada como coatora. direta e indireta). todos os que contribuíram para a ação ou omissão. Passiva órgão de autoridade pública HABEAS CORPUS HABEAS DATA MANDADO SEGURANÇA MANDADO DE INJUNÇÃO Órgão responsável pela elaboração da norma faltante AÇÃO POPULAR AÇÃO CIVIL PUBLICA idem AP qualquer pessoa (autorida de pública ou não) Entidades governament ais (adm. Todos os beneficiados pelo ato. Autor do ato (mesmo autoridades).DIREITO DE PETIÇÃO Legitim. . entidades de caráter público.

Regulam. não exigível Necessidad e de Manifestaçã o da autoridade. Gratuidade ( art. HABEAS CORPUS Art. Gratuidad e . OBS.5º LXXVII) LXXVII) .5º XXXIII ). Pedidos: Indenização. não exigível exigível Limites cláusula de sigilo (art. Prazo decadencial para impetração: 120 dias (contados da ciência oficial do ato) exigível Admite-se o M I Coletivo Efeitos: prevalece no STF a posição não-concretista. em lei Aplicável à prisão civil. obrigação de fazer ou não fazer. 647 a 667 CPP e RI dos Tribunais HABEAS DATA Lei 9507/97 MANDADO SEGURANÇA Lei 1533 / 51 Lei 8437 /92 MANDADO DE INJUNÇÃO Inexistente.5º exigível Duas modalidades: Individual e coletivo.Postu l. exigível O ato deve ser ilegal ou ilegítimo e lesivo. Aplicação da legislação do MS AÇÃO POPULAR Lei 4717 / 65 AÇÃO CIVIL PUBLICA Lei 7347/85 Lei 9051/95 Capacid. exigivel Inquérito civil: procediment o de investigação instaurado pelo MP.(art. Prévio pedido administrativo exigível. Foro competente: local do dano. outras sanções prev. Improcedência : autor de boa fé fica livre de custas e sucumbências .DIREITO DE PETIÇÃO Legislação.

.

• Controle Legislativo • É o exercido pelos órgãos legislativos (Congresso Nacional. objetivando os superiores interesses do Estado e da comunidade. . pelo quê caracteriza-se como um controle eminentemente político. Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores) inclusive suas comissões parlamentares sobre determinados atos do Executivo na dupla linha da legalidade e da conveniência pública.

especialmente nos governos presidencialistas.• Controle Legislativo • Segundo Caio Tácito “ o controle do Legislativo sobre a Administração Pública. • Não pode o Congresso Nacional anular atos administrativos ilegais. é caracteristicamente de efeito indireto. nem exercer sobre as autoridades executivas poderes de hierarquia ou de tutela”. .

resolver definitivamente sobre tratados. acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional. autorizar o estado de sítio. • IV . . 49.aprovar o estado de defesa e a intervenção federal. ou suspender qualquer uma dessas medidas.• Art. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: • I .

incluídos os da administração indireta.• V . • IX .julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo.fiscalizar e controlar.sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa. ou por qualquer de suas Casas. os atos do Poder Executivo. • X . . diretamente.

informações sobre assunto previamente determinado. .• Art. poderão convocar Ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República para prestarem. 50. importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada. ou qualquer de suas Comissões. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal. pessoalmente.

• § 2º As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal poderão encaminhar pedidos escritos de informação a Ministros de Estado ou a qualquer das pessoas referidas no caput deste artigo. no prazo de trinta dias. ou o não atendimento.• § 1º Os Ministros de Estado poderão comparecer ao Senado Federal. . para expor assunto de relevância de seu Ministério. bem como a prestação de informações falsas. por sua iniciativa e mediante entendimentos com a Mesa respectiva. importando em crime de responsabilidade a recusa. à Câmara dos Deputados ou a qualquer de suas comissões.

Compete privativamente à Câmara dos Deputados: • I . a instauração de processo contra o Presidente e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado. por dois terços de seus membros. 51.autorizar. quando não apresentadas ao Congresso Nacional dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa.• Art.proceder à tomada de contas do Presidente da República. . • II .

58. .• Art. constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias.

• § 2º Às comissões. em razão da matéria de sua competência. • III . cabe: • II .convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições. .realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil.

receber petições. regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer. .• IV . reclamações.solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão.apreciar programas de obras. representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas. • VI . planos nacionais. • V .

em conjunto ou separadamente. sendo suas conclusões. encaminhadas ao Ministério Público. para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. . para a apuração de fato determinado e por prazo certo. serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. se for o caso. mediante requerimento de um terço de seus membros. além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas.• § 3º As comissões parlamentares de inquérito.

Financeira e Orçamentária .• Seção IX • Da Fiscalização Contábil.

operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta. A fiscalização contábil. financeira. legitimidade.• Art. e pelo sistema de controle interno de cada Poder. economicidade. mediante controle externo. quanto à legalidade. aplicação das subvenções e renúncia de receitas. . 70. será exercida pelo Congresso Nacional. orçamentária.

arrecade. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica. gerencie ou administre dinheiros. . em nome desta. assuma obrigações de natureza pecuniária.• Parágrafo único. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda. que utilize. guarde. pública ou privada. ou que.

• Art. a cargo do Congresso Nacional. ao qual compete: . será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União. 71. O controle externo.

. e as contas daqueles que derem causa a perda. extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público. incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo poder público federal.julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros.• II . bens e valores públicos da administração direta e indireta.

apreciar. ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório. reformas e pensões. excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão. a qualquer título. na administração direta e indireta. para fins de registro. . incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo poder público. a legalidade dos atos de admissão de pessoal. bem como a das concessões de aposentadorias.• III .

por iniciativa própria. operacional e patrimonial. orçamentária. nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo. do Senado Federal.realizar. financeira. e demais entidades referidas no inciso II. de comissão técnica ou de inquérito.• IV . . Executivo e Judiciário. da Câmara dos Deputados. inspeções e auditorias de natureza contábil.

a execução do ato impugnado.• VIII . entre outras cominações.aplicar aos responsáveis.assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei. as sanções previstas em lei. • X . comunicando a decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal. em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas. . • IX . se não atendido.sustar. multa proporcional ao dano causado ao erário. se verificada ilegalidade. que estabelecerá.

o Tribunal decidirá a respeito. de imediato. não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior. • § 1º No caso de contrato. . que solicitará.• XI .representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados. no prazo de noventa dias. • § 2º Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo. ao Poder Executivo as medidas cabíveis. o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional.

• Seção I • Do Ministério Público .

127. incumbindo-lhe: • a defesa da ordem jurídica. essencial à função jurisdicional do Estado. e • dos interesses sociais e individuais indisponíveis.• Art. • do regime democrático. . O Ministério Público é instituição permanente.

a ação penal pública. para a proteção do patrimônio público e social.promover. na forma da lei. do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos.• Art. 129. • II . privativamente.promover o inquérito civil e a ação civil pública. São funções institucionais do Ministério Público: • I . promovendo as medidas necessárias a sua garantia.zelar pelo efetivo respeito dos poderes públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição. . • III .

• VI . • V .promover a ação de inconstitucionalidade ou representação para fins de intervenção da União e dos Estados. na forma da lei complementar respectiva. requisitando informações e documentos para instruí-los. nos casos previstos nesta Constituição.defender judicialmente os direitos e interesses das populações indígenas.expedir notificações nos procedimentos administrativos de sua competência. .• IV .

• IX . desde que compatíveis com sua finalidade. • VIII .requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial. na forma da lei complementar mencionada no artigo anterior. indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais.exercer outras funções que lhe forem conferidas. . sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas.exercer o controle externo da atividade policial.• VII .

QUESTÕES .

79) (ESAF . .AGU) São pressupostos do mandado de segurança.ASSISTENTE JURÍDICO . exceto: a) lesão a direito ou ameaça de lesão. d) direito líquido e certo não amparado por habeas corpus ou habeas data. c) ato de autoridade pública ou privada agindo por delegação. b) negativa do acesso a dados pessoais em bancos de dados de órgãos públicos.

80) (ESAF . d) da legalidade. o princípio que autoriza a instituição do processo por iniciativa da Administração. denomina-se princípio: a) da gratuidade. sem necessidade de provocação.ASSISTENTE JURÍDICO AGU/1999) No âmbito do processo administrativo. b) do contraditório. . e) da observância à forma. c) da oficialidade.

e) moralidade administrativa.COMEX/1998) São interesses da comunidade protegidos por meio de ação popular. no controle da Administração Pública. d) direitos do consumidor. c) patrimônio histórico e cultural. b) meio ambiente. exceto: a) patrimônio público.81) (ESAF . .

b) são órgãos auxiliares dos Legislativos e colaboradores dos Executivos. d) revestem-se de natureza autárquica.82) (Magistratura . . c) podem ser criados nas capitais de Estados que deles não dispõem.SP/ 2000) Os Tribunais de Contas: a) integram o Poder Judiciário.

.TJDF/2001) Entre os meios de controle judicial dos atos administrativos incluem-se. c) mandado de segurança individual. b) o habeas-data. d) ação de indenização por dano causado por agente público.83) (JUIZ SUBSTITUTO . exceto: a) a ação de inconstitucionalidade por omissão.

Executivo e Judiciário. . Em relação ao controle Legislativo. com conclusão encaminhada ao Ministério Público para que este promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores: b) é vedada a atuação do Tribunal de Contas da União a posteriori.RN/2000) Pode-se definir o controle da Administração Pública como o poder de fiscalização que sobre ela exercem os órgãos dos Poderes Legislativo. uma vez que a fiscalização prévia é o que preserva os atos ou contratos da Administração. c) compete privativamente à Câmara dos Deputados aprovar a escolha de ministros do Tribunal de Contas da União indicados pelo Presidente da República. e) no controle interno da Administração financeira e orçamentária é que se inserem as principais atribuições dos Tribunais de Contas. a escolha de Presidente e Diretores do Banco Central. com o objetivo de garantir a conformidade de sua atuação com os princípios que lhe são impostos pelo ordenamento jurídico. por voto secreto. d) compete privativamente ao Senado Federal aprovar previamente.84) (MP . é correto afirmar que: a) as Comissões Parlamentares de Inquérito tem poderes de investigação e sancionatório.

d) exceto no caso de contrato. e) exceto no caso de contrato cuja sustação compete ao Presidente da República. poderá de imediato sustar a execução do respectivo ato: a) mesmo no caso de contrato. . c) exceto no caso de contrato. cuja sustação compete à Câmara dos Deputados. cuja sustação compete ao Senado Federal.85) (AGU/1998) Se o Tribunal de Contas da União. cuja sustação compete ao Congresso Nacional. em órgão ou entidade do Poder Executivo. b) exceto no caso de contrato. no exercício da sua função de controle externo da atividade financeira do Estado. poderá fixar prazo para as providências necessárias ao exato cumprimento da lei mas. se não for atendido. verificar alguma ilegalidade.

COMEX/1998) São interesses da comunidade protegidos por meio de ação popular. b) meio ambiente.86) (ESAF . d) direitos do consumidor. c) patrimônio histórico e cultural. e) moralidade administrativa. . no controle da Administração Pública. exceto: a) patrimônio público.

• RESPONSABILIDADE CIVIL DA ADMINISTRAÇÃO .

como por exemplo : • acidente de trânsito provocado por veículo oficial ou buracos em vias públicas.• Esta responsabilidade se relaciona à reparação de danos causados a terceiros em decorrência das atividades ou omissões do Estado. .

– responsabilidade patrimonial extracontratual do Estado (Celso Antônio).• A doutrina atribui outros nomes a esta matéria tais como : – responsabilidade extracontratual do Estado (Maria Sylvia Zanella di Pietro). – responsabilidade civil do Estado (José dos Santos Carvalho Filho) .

37 : • “ As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. no § 6º do art.• Trata-se de responsabilidade objetiva ou sem culpa. causarem a terceiros. • A Constituição da República Federativa do Brasil de 05/10/1988. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa” . com base na teoria do risco administrativo. nessa qualidade.

não precisa comprovar dolo ou culpa do agente causador do prejuízo experimentado pelo terceiro. . Basta tão somente. Como a responsabilidade do Estado é (objetiva). caberá ação de regresso do Estado contra o agente.• Ação regressiva – ação do Estado contra o agente causador do dano. demonstre a relação de causa e efeito existente entre a ação do agente público e o prejuízo experimentado por ele. • Assim o fazendo o Estado é obrigado a indenizá-lo. só que agora deverá existir dolo ou culpa do agente (subjetiva). que este terceiro. Porém.

• NEXO • AÇÃO • DANO POR AÇÃO .

POR OMISSÃO: PREVISÃO HUMANO RECURSO $ MATERIAL .

irresistíveis tais como : terremoto. chuva de granizo. tornado. queda de raio.expressa em fatos da natureza. . inundação. • culpa de terceiros. • culpa exclusiva da vítima. • Culpa recíproca.• CAUSAS DE EXCLUSÃO TOTAL OU PARCIAL DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA –TEORIA DO RISCO INTEGRAL • ocorrência de força maior.

QUESTÕES .

d) não se admitindo excludente.87) (TRF/2000) A teoria da responsabilidade objetiva do estado consiste em que ele responde pelos danos causados por seus agentes a terceiros: a) sendo restrita às pessoas jurídicas de direito público. e) independentes de prévia prova de dolo ou culpa desses servidores. . b) depende de prévia prova de dolo ou culpa daqueles servidores. c) não se admitindo prova de eventual culpa recíproca. por culpa do paciente (vítima).

AGU/1998) A responsabilidade civil do Estado. é hoje tida por ser: a) subjetiva passível de regresso. c) objetiva passível de regresso. . e) dependente de culpa do agente. d) subjetiva insusceptível de regresso.88) (ESAF . b) objetiva insusceptível de regresso. pelos danos causados por seus agentes a terceiros.

além do dano. .89) Para que alguém obtenha indenização do Estado por danos que lhe tenham sido causados por atos comissivos de seus agentes. b) do agente. o nexo de causalidade entre o dano e a atuação : a) dolosa ou culposa do agente. c) dolosa do agente. é necessário provar. d) ilegal do agente.

porque Tício não agiu com culpa ou dolo . porque Tício atuou na qualidade de agente público. c) deverá indenizar. b) não deverá indenizar. pela simples morte de X. o Distrito Federal: a) deverá indenizar. porque Tício agiu em defesa de terceiro. d) não deverá indenizar.TJDF/2001) Tício. matou o marginal X. Por isso. Policial Civil. no exercício de suas funções e em legítima defesa de terceiro.90) (JUIZ SUBSTITUTO .

d) as pessoas jurídicas de direito público quando o dano causado por seus agentes. abrange: a) as pessoas jurídicas de direito público pelos danos que seus agentes. por conduta comissiva lícita ou ilícita. pelos danos que seus agentes. causarem a terceiros. quando o dano causado por seus agentes for resultante de conduta comissiva ou omissiva. b) as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado. nessa qualidade. nessa qualidade causarem a terceiros. . causarem a terceiros.PA/2000) A responsabilidade civil patrimonial prevista no art. nessa qualidade. for resultante de conduta omissiva ilícita e as de direito privado prestadoras de serviço público. causarem a terceiros e as de direito privado prestadoras de serviço público.91) (MP . nessa qualidade. no exercício de função pública. § 6º da Constituição Federal. 37. ilícita. por conduta comissiva ou omissiva ilícita. e) as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado criadas pelo poder público e prestadoras de serviço público. quando o dano causado por seus agentes resultar de conduta comissiva ilícita. pelos danos que seus agentes. pelos danos que seus agentes. nessa qualidade. c) as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviço público.

OAB . d) dada a responsabilidade subjetiva das concessionárias não depender da ausência de nexo causal.SP/1999) Fala-se que o “apagão” de 11 de março de 1999 foi causado por um raio nas subestações elétricas da cidade de Bauru. c) visto que a força maior e o caso fortuito não excluem a responsabilidade objetiva do Estado. b) se constatado que as concessionárias não tomaram as cautelas normais contra acidentes dessa ordem. . Em sendo isso verdade. admitindo-se a existência de força maior.92) (VUNESP . pode-se dizer que os concessionários de serviço público de eletricidade ainda assim poderão ser responsabilizados pelos danos causados: a) de vez que a sua responsabilidade é objetiva.

DIREITO ADMINISTRATIVO •BENS .

bem é aquilo que pode ser suscetível de se tornar objeto do direito. • Em sentido restrito significam apenas as coisas que são objeto do direito. com valor econômico.• CONCEITO: • Em sentido amplo. a nossa riqueza. que formam nosso patrimônio. .

mas de fruição geral da coletividade. lagos. natureza) individualmente. .• DOMINIO PÚBLICO: • Conceito: em sentido amplo é o poder de dominação ou de regulamentação que o Estado exerce sobre os bens de seu patrimônio (bens públicos) ou sobre os bens do patrimônio privado (bens particulares de interesse público) ou sobre as coisas inapropriáveis (rios. ar.

• Dominus: domínio = dono = senhor • Domínio Eminente: é geral. sobre todas as coisas de seu território (soberania nacional interna) • Domínio Patrimonial: é sobre os bens pertencentes as entidades públicas (direito de propriedade) • Jus utendi: usar • Jus fruendi: fruir (colher frutos) • Jus abutendi: abusar (dispor livremente). o domínio eminente é geral. • Enquanto o domínio patrimonial se restringe aos bens públicos. em todo território. .

• BENS PÚBLICOS .

. fundacionais. direito e ações que pertençam a qualquer título as entidades estatais. autárquicas e paraestatais. créditos. semoventes. móveis ou imóveis.• Conceito: • em sentido amplo são todas as coisas corpóreas ou incorpóreas.

. 98. todos os outros são particulares. seja qual for a pessoa a que pertencerem. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno.• Código Civil • Dos Bens Públicos • Art.

Não dispondo a lei em contrário. consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. • III . • II .• Art. que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público. tais como rios. territorial ou municipal.os de uso comum do povo. estradas. • Parágrafo único.os dominicais. estadual. ruas e praças. como objeto de direito pessoal. .os de uso especial. mares. 99. de cada uma dessas entidades. tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal. São bens públicos: • I . inclusive os de suas autarquias. ou real.

• UTILIZAÇÃO DE BENS PÚBLICOS .

. o Estado interfere como poder administrador.• Utilização dos bens públicos: se destinam ao uso comum do povo ou a uso especial. disciplinando e policiando a conduta do público e dos usuários especiais.

indeterminados. os usuários são anônimos. não exige qualquer qualificação ou consentimento especial. .• Uso Comum do Povo: é todo aquele que se reconhece à coletividade em geral sobre os bens públicos. e os bens utilizados o são por todos os membros da coletividade. sem discriminação de usuários ou ordem especial para sua fruição.

a Administração atribui a determinada pessoa para fruir de um bem público com exclusividade. por um título individual. • As formas administrativas para o uso especial são: .• Uso Especial: é todo aquele que. nas condições convencionadas.

discricionário e precário pelo qual a Administração consente na prática de determinada atividade individual incidente sobre um bem público. • Cessão de uso: é a transferência gratuita da posse de um bem público de uma entidade ou órgão para outro. a fim de que o cessionário o utilize nas condições estabelecidas no respectivo termo. • Permissão de uso: é o ato negocial. . discricionário e precário através do qual é facultado ao particular a utilização individual de determinado bem público. por tempo certo ou indeterminado.• Autorização de uso: é o ato unilateral. unilateral.

pagando a pessoa que o adquire (enfiteuta) ao senhorio direto uma pensão ou foro. como direito real resolúvel. para que o explore segundo sua destinação específica. .• Concessão de uso: é o contrato administrativo pelo qual é atribuída a utilização exclusiva de um bem de seu domínio a particular. edificação. para que dele se utilize em fins específicos de urbanização. (CC. certo e invariável. anual. 678). cultivo ou qualquer outra exploração de interesse social. • Enfiteuse ou aforamento: é o instituto civil que permite ao proprietário atribuir a outrem o domínio útil de imóvel. • Concessão de direito real de uso: é o contrato pelo qual é transferido o uso renumerado ou gratuito de terreno público a particular. industrialização. art.

• Impenhorabilidade: decorre de preceito constitucional que dispões sobre a forma pela qual serão executadas as sentenças judiciárias contra a Fazenda Pública. impenhoráveis e não sujeitos a oneração. Impenhorabilidade e não oneração dos Bens Públicos: os bens públicos são em regra. • Não oneração: a impossibilidade de oneração dos bens públicos é indiscutível diante de sua inaliebilidade e impenhorabilidade.• Imprescritibilidade. imprescritíveis. se os bens são inalienáveis. ninguém pode os adquirir enquanto guardarem essa condição. • Imprescritibilidade: decorre como conseqüência lógica de sua inaliebilidade originária. • .

se efetivam por força de lei.• Aquisição de bens pela Administração: são feitas contratualmente. sob forma de compra. a aquisição onerosa de imóvel depende de autorização legal e avaliação prévia. permuta. pelos instrumentos comuns de Direito Privado. na destinação de áreas públicas nos loteamentos e na concessão de domínio de terras devolutas. ou ainda. doação. deve constar de processo regular no qual se especifiquem as coisas a serem adquiridas e sua destinação. . por desapropriação ou adjudicação em execução de sentença. dação em pagamento. ou se realizam compulsoriamente.

Terras Públicas .• I .

pertencentes ao domínio público de qualquer das entidades estatais. não se acham utilizadas pelo Poder Público.• Terras Devolutas: são todas aquelas que. . nem destinadas a fins administrativos específicos.

em toda extensão do prolongamento natural de seu território terrestre. até o bordo exterior da margem continental. 11) . ou até uma distância de 200 milhas marítimas das linhas de base a partir das quais se mede a largura do mar territorial (Lei 8617/93. art.• Plataforma Continental: compreende o leito e o subsolo das áreas submarinas que se estendam além de seu mar territorial.

.

XI. (CF art. e 231) .• • Terras tradicionalmente ocupadas pelos índios: são porções do território nacional necessárias à sobrevivência física e cultural das populações indígenas que as habitam. assegura a posse permanente e o usufruto exclusivo das riquezas naturais. 20.

vão até a distância de 33 metros para a parte da terra. banhados pelas águas do mar ou dos rios navegáveis.• Terrenos de Marinha: são todos que. . em sua foz. contados desde o ponto em que chega o preamar médio.

marginais dos rios.• Terrenos Reservados: são as faixas de terras particulares. e canais públicos. a faixa reservada é feita para obras e serviços públicos. não à utilização de particulares. na largura de 15 metros. oneradas com a servidão de trânsito. . lagos.

consideram-se externas as que contornam o continente e internas as que banham exclusivamente o território nacional ou lhe servem de divisa com Estados estrangeiros.Águas Públicas • As águas são classificadas. . segundo o Direito Internacional Público em externas e internas.• II .

a utilização das águas sujeita-se sempre à regulamentação necessária à preservação dos mananciais e à eqüitativa distribuição de consumo.águas públicas são todas as que pertencem a uma pessoa jurídica de Direito Público. comuns ou particulares. são públicas.• II . . . ou tem destinação pública.águas comuns são correntes não navegáveis nem flutuáveis.águas particulares são as nascentes e todas as demais situadas em propriedade privada. consoante seu domínio e uso. .Águas Públicas • • As águas nacionais. .

• III . a serem explorados no sistema de autorização e concessão. . a título de domínio privado imprescritível.236/41) declarou que as jazidas de petróleo e gases naturais existentes no território nacional pertencem à União. são de regime de monopólio da União as seguintes jazidas: • Petróleo: O código do Petróleo (Dec-lei 3.Jazidas • O regime jurídico é o de domínio federal sobre os minérios. com direito de preferência ao proprietário do solo.

As reservas florestais podem ser constituídas por qualquer das entidades estatais.• IV – Florestas • Floresta é a forma de vegetação. com o mínimo de espaçamento entre si. em suas própria terras ou nas particulares. natural ou plantada. mediante desapropriação. com a respectiva indenização. constituída por um grande número de arvores. .

11 da Lei 7656/86). como riqueza nacional que é. visando à sua preservação.Espaço Aéreo • O Brasil exerce completa e exclusiva soberania sobre o espaço aéreo acima de seu território e mar territorial ( art. • VI .Fauna • A fauna sujeita-se a um regime administrativo especial. .• V .

. por sua vinculação a fatos memoráveis da História pátria. devam ser preservados. móveis e imóveis. existentes no País. • Tombamento é a declaração pelo Poder Público do valor histórico. turístico. ou por seu excepcional valor artístico. cuja conservação seja de interesse público.• VII . por essa razão. cultural ou científico de coisas ou locais que. bibliográfico ou ambiental. etnográfico.Patrimônio Histórico: Tombamento • O conceito de patrimônio histórico e artístico nacional abrange todos os bens. de acordo com a inscrição em livro próprio. paisagístico. arqueológico. artístico.

Proteção Ambiental • A proteção ambiental visa à preservação da natureza em todos os elementos essenciais à vida humana e à manutenção do equilíbrio ecológico. poluem as águas e o ar. competindo a cada uma delas atuar nos limites de seu território e de sua competência.• VIII . diante do ímpeto predatório das nações civilizadas. exaurem o solo. . que. exterminam a fauna. devastam florestas. • Controle de Poluição: enquadra-se no poder de polícia administrativa de todas as entidades estatais. e em conjunto colaborar nas providências de âmbito nacional de prevenção e repressão as atividades poluidoras definidas em norma legal. em nome do desenvolvimento.

de que depende a sobrevivência da Humanidade. a recuperação de águas poluídas. . mas pode apenas condicionar o uso da propriedade particular para cumprimento de sua função social ou retirá-la compulsoriamente. para o reencontro do equilíbrio ecológico e renascimento da vida animal e vegetal. • Restauração dos elementos destruídos: impõe a reflorestamento das áreas desmatadas. e tantas outras medidas de restauração do meio ambiente. por utilidade pública ou interesse social. essa providências são mais de incentivo ao administrado do que de polícia administrativa. através de desapropriação.• VIII . com justa e prévia indenização. a regeneração de terras exauridas. a recomposição dos terrenos erodidos ou escavados.Proteção Ambiental • Preservação dos Recursos Naturais: é dever do Estado e apóia-se do domínio eminente que ele exerce sobre todas as coisas que se encontram em seu território. a recriação de espécies silvestres e aquáticas em via de extinção.

Proteção Ambiental • Ação Civil Pública para proteção ambiental: A lei 7347/85 legitima precipuamente o MP para propô-la como.• VIII . as entidades que indica (art. . também . 5º) e estabelecendo regras específicas para o ajuizamento e julgamento.

remunerada ou gratuita. mas casos há de dispensa dessas formalidades. toda alienação de bem público depende de lei autorizadora. dação em pagamento. investidura. . doação. de licitação e de avaliação da coisa a ser alienada. sob a forma de venda. • Em princípio. permuta. legitimação de posse ou concessão de domínio.• ALIENAÇÃO • Alienação é toda transferência de propriedade.

de bens da categoria dos indisponíveis para a categoria dos disponíveis.• DESAFETAÇÃO • é a passagem ou a transferência por lei. visando uma subseqüente alienação .

• Art. enquanto conservarem a sua qualificação. .• Art. observadas as exigências da lei. na forma que a lei determinar. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis.

• A doação só se aperfeiçoa com a aceitação do donatário. art. 1. .• Doação é o contrato pelo qual uma pessoa (doador). transfere um bem do seu patrimônio para o de outra (donatário). que o aceita (CC. por liberalidade.165). seja pura ou com encargo.

art. 995).• Dação em pagamento é a entrega de um bem que não seja dinheiro para solver dívida anterior. • A coisa dada em pagamento pode ser de qualquer espécie e natureza. . desde que o credor consinta no recebimento em substituição da prestação que lhe era devida (CC.

que se substituem reciprocamente no patrimônio dos permutantes. uma da outra.• Permuta. bens. . troca ou escambo é o contrato pelo qual as partes transferem e recebem um bem. esses.

.300/86) uma vez que esta pode afetar também os terrenos rurais. ao terreno particular confinante que ficou afastado do novo alinhamento em razão de alteração do traçado urbano. isoladamente inconstruível.-lei 2. remanescente ou resultante de obra pública (art. do Dec. • Esse clássico conceito doutrinário merece. § 2º. 15. ampliação. atualmente.• Investidura é a incorporação de uma área pública. no sentido de abranger qualquer área inaproveitável isoladamente.

para o devido registro do imóvel em nome do legitimado. para as terras da União. sendo que. . • A legitimação da posse há que ser feita na forma da legislação pertinente. ocupada por longo tempo por particular que nela se instala.504/ 64) já disciplina seu procedimento e a expedição do título (arts. o Estatuto da Terra (Lei 4. cultivando-a ou levantando edificação para seu uso.• Legitimação de posse é modo excepcional de transferência de domínio de terra devoluta ou área pública sem utilização. 11 e 97 a 102).

que tem fundamentos constitucionais e legais. impenhoráveis e não sujeitos a oneração. . imprescritíveis. além de encontrarem plena justificação na prática administrativa.• Os bens públicos são. Vejamos a razão de ser desses atributos. em regra.

• Art. 101.• Art. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis. observadas as exigências da lei. enquanto conservarem a sua qualificação. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião. como os demais bens públicos. 102. • STF Súmula nº 340 • Desde a vigência do Código Civil. 100. • Art. na forma que a lei determinar. . não podem ser adquiridos por usucapião. os bens dominicais. Os bens públicos dominicais podem ser alienados.

segue-se que ninguém os pode adquirir enquanto guardarem essa condição. E é fácil demonstrar a assertiva: se os bens públicos são originariamente inalienáveis. .• A imprescritibilidade dos bens públicos decorre como conseqüência lógica de sua inalienabilidade originária.

o seqüestro da quantia necessária à satisfação do débito.• A impenhorabilidade dos bens públicos decorre de preceito constitucional que dispõe sobre a forma pela qual serão executadas as sentenças judiciárias contra a Fazenda Pública. entretanto. 100). • Admite. desde que ocorram certas condições processuais (CF. sem permitir a penhora de seus bens. art. .

• INTERVENÇÃO NA PROPRIEDADE E ATUAÇÃO NO DOMÍNIO ECONÔMICO .

estes cedem àqueles.• Os fundamentos da intervenção na propriedade e atuação no domínio econômico repousam na necessidade de proteção do Estado aos interesses da comunidade. em atenção ao direito da maioria. . os interesses coletivos representam o direito de maior número e. que é a base do regime democrático e do Direito Civil moderno. quando em conflito com os interesses individuais. por isso mesmo.

admite limitações ao seu uso e restrições ao seu conteúdo em benefício da comunidade. • A CF garante a propriedade. No domínio econômico a CF assegura a liberdade de iniciativa. . • A intervenção na propriedade incide sobre os bens. como instrumento de iniciativa privada. e lhe atribui a função social. • A intervenção no domínio econômico incide sobre a atividade lucrativa exercida pela empresa. no interesse do desenvolvimento nacional e da justiça social.• Propriedade e domínio econômico: A propriedade é um direito individual. impondo regras. mas. mas condicionado ao bem estar da comunidade. mas permite a desapropriação.

o Poder Público pode intervir na propriedade privada e nas atividades econômicas. é o escopo da justiça social e só pode ser alcançado através do desenvolvimento nacional. . o bem do povo em geral.• Bem-estar social: é o bem comum. para propiciar isso. nos limites da competência atribuídas a cada uma das entidades estatais. através de normas legais e atos administrativos adequados ao objeto da intervenção.

. que é o detentor de todo poder nesse setor.• Competência para a intervenção: a legislação sobre direito de propriedade e intervenção no domínio econômico é privativa da União. de condicionamento do uso de propriedade ao bem-estar social e de ordenamento das atividade econômicas. nos limites das normas federais. • aos Estados e Municípios só cabem as medidas de polícia administrativa. a intervenção no domínio só pode ser feita por delegação do Governo Federal.

• I . ou no interesse social (expresso em lei federal). pode ter fundamento na necessidade ou utilidade pública. .Intervenção na Propriedade • É todo ato do Poder Público que compulsoriamente retira ou restringe direitos dominiais privados ou sujeita o uso de bens particulares a uma destinação de interesse público.

mediante prévia declaração de necessidade pública. retira compulsoriamente a propriedade de alguém. um procedimento pelo qual o Poder Público ou seus delegados.• Desapropriação: A doutrina dominante define a desapropriação como sendo. mediante prévio e justo pagamento de indenização . utilidade pública ou interesse social.

ajustando aos interesses sociais. e 170. como uma tendência irreversível do Estado moderno. mediante a desapropriação. o confisco ou a requisição.• Desapropriação: • A Constituição Federal garante a propriedade privada nos arts. a possibilidade da interferência do Poder Público na mudança compulsória da destinação de um bem. III. todavia. . caput. XXII. • Reconhece. e 5º. 5º.

5º. XXIV. CF . CF • de glebas com culturas ilegais: Art. 184 e §§ 1º a 5º. 22. 243. CF • competência para legislar sobre: Art.• Desapropriação: • procedimento: Art. CF • por interesse social: Art. II.

• II . II .a construção de obras. • III . nos casos de calamidade. • IV .a segurança pública. I .a defesa do território nacionaL. III . educação ou instrução pública. alargamento ou prolongamento de ruas. praças.a salubridade pública. canais.a fundação de povoação e de estabelecimentos de assistência.• • • • • • • Consideram-se casos de necessidade pública. IV . estradas de ferro e. de quaisquer vias públicas.os socorros públicos. em geral. Consideram-se casos de utilidade pública: I .a abertura.a exploração de minas". destinados ao bem geral de uma localidade. sua decoração e higiene. . ou estabelecimentos.

132. que regula a imissão de posse.1962.075. de 22. por interesse social. que define os casos de desapropriação por interesse social e dispõe sobre sua aplicação.1970.365.4.9.1. de imóveis rurais.1941. de 21.• Desapropriação: • Na legislação ordinária. . • Decreto-Lei nº 1. de 25. • Lei nº 4. que dispõe sobre desapropriação. de 10. temos: • Decreto-Lei nº 3. • Decreto-Lei nº 554. que dispõe sobre desapropriação por utilidade pública.1969 (revogado pela Lei Complementar nº 76 de 6 de julho de 1993).6. para fins de reforma agrária.

sendo as principais: • a) coletivista. • b) do domínio eminente do Estado. • f) da alienação compulsória. ou teoria da colisão de direitos. • e) da função social da propriedade.• Desapropriação: • Inúmeras teorias procuram fundamentar e justificar o instituto da desapropriação. . • c) do pacto social. • d) da prevalência do interesse público sobre o privado.

• Desapropriação: • a) Teoria Coletivista: conforme esta doutrina. reservou-se este o direito de novamente avocá-la para si. ele pode limitar ou suprimir a propriedade individual. . a propriedade primitiva era comunitária. sendo meramente tolerada a propriedade individual pelo Estado. quando necessário. • b) Teoria do Domínio Eminente do Estado: segundo esta doutrina. da coletividade e. Em face disto. o Estado exerce um superdomínio sobre seu território. quando achar conveniente. como atributo da própria soberania. comunista.

. de modo a restar implícita a eventualidade de se sacrificar a propriedade de cada um no interesse de todos. • d) Teoria da Prevalência do Interesse Público Sobre o Privado ou Teoria da Colisão de Direitos: esta teoria é simplista.• Desapropriação: • c) Teoria do Pacto Social: esta teoria afirma como o fundamento do próprio Estado o contrato social entre os cidadãos. mas bem fundamentada: a desapropriação se justifica pela subordinação do direito particular ao direito do Estado.

• f) Teoria da Alienação Compulsória: para esta concepção. para quem o proprietário de um bem deveria utilizá-lo como um gestor perante a sociedade. a desapropriação vem a ser uma alienação compulsória. de modo a favorecer o maior número possível de indivíduos. .• Desapropriação: • e) Teoria da Função Social da Propriedade: esta doutrina já fora preconizada por Santo Tomás de Aquino. A doutrina da função social da propriedade reconhece a propriedade individual. desde que condicionada ao interesse público. pois no procedimento expropriatório estão presentes a entrega do bem e o pagamento do preço.

à segurança e à propriedade. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. à igualdade.no caso de iminente perigo público. 5º Todos são iguais perante a lei.direito de propriedade. • XXIV . nos termos seguintes • XXII . ressalvados os casos previstos nesta Constituição. sem distinção de qualquer natureza. • XXIII . ou por interesse social. • XXV .• Art.desapropriação por necessidade ou utilidade pública. assegurada ao proprietário indenização ulterior. mediante justa e prévia indenização em dinheiro. à liberdade.função social. se houver dano . uso de propriedade particular.

.• o Código Civil Brasileiro no seu artigo 524. de reavê-los do poder de quem quer que injustamente os possua. gozar e dispor de seus bens. diz que "A lei assegura ao proprietário o direito de usar.

A desapropriação ordinária vem inserida no texto constitucional no capítulo "dos direitos e deveres individuais e coletivos". Estados-Membros como pelos Municípios. que os doutrinadores chamavam de ordinária e extraordinária. . Daí dizer-se que o instituto da desapropriação tem fundamento infraconstitucional . A desapropriação ordinária poderá ser declarada pela União.". ou por interesse social. o que será feito mediante lei ordinária. XXIV. mediante justa e prévia indenização em dinheiro. ressalvados os casos previstos nesta Constituição. mais precisamente no artigo 5º. que esclarece o seguinte: " desapropriação por necessidade ou utilidade pública.• A Constituição Federal trata de dois tipos de desapropriação.

para fins de reforma agrária.” .A desapropriação extraordinária vem tratada no artigo 184 da Constituição Federal. mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária. com o seguinte teor: "Compete à União desapropriar por interesse social. e cuja utilização será definida em lei . com cláusula de preservação do valor real. a partir do segundo ano de sua emissão. o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social. resgatáveis no prazo de até vinte anos.

nos termos do artigo 184 da Constituição Federal. mas em títulos da dívida agrária. será prévia e justa. a partir do segundo ano de emissão.• Quanto à desapropriação extraordinária é aquela que somente à União competirá desapropriar por interesse social. com cláusula de preservação do valor real. resgatáveis no prazo de até vinte anos. sendo declarado de interesse social o imóvel rural que não esteja cumprindo a sua função social. . para fins de reforma agrária. • Com relação à indenização.

Não será a transferência da propriedade. • IMISSÃO DE POSSE • Imissão de posse. "é a transferência da posse do bem objeto da expropriação". na definição de Celso Antônio Bandeira de Mello. mas apenas da posse. . mas um confisco ou penalidade àqueles que praticarem a atividade criminosa de cultivar ilegalmente plantas psicotrópicas (expropriação) .• A desapropriação do artigo 243 da Constituição Federal não é considerada por alguns autores uma nova espécie de desapropriação.

precedida sempre de ato declaratório de servidão. . mediante indenização dos prejuízos efetivamente suportados pelo proprietário.• Servidão administrativa: é ônus real de uso imposto pela Administração à propriedade particular para assegurar a realização e conservação de obras e serviços públicos ou de utilidade pública. a indenização faz-se em correspondência com o prejuízo causado ao imóvel. a Instituição faz-se por acordo administrativo ou por sentença judicial.

para atendimento de necessidades coletivas urgentes e transitórias ( art. 5º.• Requisição: é a utilização coativa de bens e serviços particulares pelo Poder Público por ato de execução imediata e direta da autoridade requisitante e indenização ulterior. XXV da CF). .

essa prerrogativa estatal pode ser transferida a concessionários e empreiteiros.• Ocupação temporária: é a utilização transitória. serviços ou atividades públicas ou de interesse público. . para a execução de obras. de bens particulares pelo Poder Público. remunerada ou gratuita.

. negativa (não fazer) ou permissiva ( deixar fazer). são preceitos de ordem pública.• Limitação administrativa: é toda imposição geral. decorrem do poder de polícia inerente e indissociável da Administração e se exteriorizam nas imposições unilaterais e imperativas sob a tríplice modalidade positiva (fazer). unilateral e de ordem pública condicionadora do exercício de direitos ou de atividades particulares às exigências do bemestar social. gratuita.

Educativo . O órgão desempenha. Preventivo 2. responsável pela decisão final sobre a matéria concorrencial. tem suas atribuições previstas na Lei nº 8. Repressivo 3. prevenir e apurar abusos de poder econômico. Ele tem a finalidade de orientar. criado em 1962 e transformado.CADE. na esfera administrativa. a princípio.• II .Atuação no Domínio Econômico O que é o CADE? • O Conselho Administrativo de Defesa Econômica . fiscalizar.884. exercendo papel tutelador da prevenção e repressão do mesmo. • Qual é o papel do CADE? • O CADE é a última instância. Assim. de 11 de junho de 1994. três papéis: 1. em 1994. em Autarquia vinculada ao Ministério da Justiça. após receber os pareceres das duas secretarias (Seae e SDE) o CADE tem a tarefa de julgar os processos.

OLIGOPOLIO : Na economia. como empresas de mineração. oligópólio (do grego oligos. tendo capacidade de afetar o preço pelo domínio da oferta. no qual um grupo de empresas promove o domínio de determinada oferta de produtos e/ou serviços. alumínio. Nesse cenário.• • II . montadoras de veículos . aço. os preços tendem a se fixar no nível mais alto para aumentar a margem de lucro. laboratórios farmacêuticos.Atuação no Domínio Econômico Monopólio: Situação em que um setor do mercado com múltiplos compradores é controlado por um único vendedor de mercadoria ou serviço. Cartéis Trustes Holdings • . cimentos. poucos + polens. aviação. vender) é uma forma evoluída de monopólio. comunicação e bancos.

que é uniformizado geralmente em nível alto. Os cartéis prejudicam a economia por impedir o acesso do consumidor à livre-concorrência e beneficiar empresas nãorentáveis. e quotas de produção são fixadas para as empresas membro. os cartéis começaram na Alemanha no século XIX e tiveram seu apogeu no período entre as guerras mundiais. . No seu sentido pleno. As partes entram em acordo sobre o preço.• Cartel • Associação entre empresas do mesmo ramo de produção com objetivo de dominar o mercado e disciplinar a concorrência. Tendem a durar pouco devido ao conflito de interesses.

por exemplo. a maioria das ações de cada uma delas é controlada por uma única empresa. . abocanha gordas fatias desse mercado e adquire condições de dominar seu funcionamento.• Holding • Forma de organização de empresas que surge depois de os trustes serem postos na ilegalidade. • A ação das holdings no mercado é semelhante a dos trustes. Uma holding geralmente é formada para facilitar o controle das atividades em um setor. a holding. Sociedade anônima é uma designação dada às empresas que abrem seu capital e emitem ações que são negociadas em bolsa de valores. Consiste no agrupamento de grandes sociedades anônimas. Neste caso. Se ela tiver empresas que atuem nos diversos setores de um mercado como o da produção de eletrodomésticos.

contrariando em tese um dos princípios fundamentais do capitalismo. No primeiro caso. . pode ser aplicada tanto no mercado interno quanto no externo. pratica-se o dumping ao se vender um produto por preço inferior ao cobrado para os consumidores do país de origem. A única forma de obter lucro é cobrar preço acima do custo de produção. o dumping concretiza-se quando um produto ou serviço é vendido abaixo do seu preço de custo. que é a busca do lucro. Proibida por lei. No mercado externo. Os EUA acusam o Japão de praticar dumping no setor automobilístico.• Dumping • Prática comercial que consiste em vender um produto ou serviço por um preço irreal para eliminar a concorrência e conquistar a clientela.

aprovada pelos norte-americanos em 1890. Surge uma nova empresa com poder maior de influência sobre o mercado. Os trustes surgiram em 1882 nos EUA.• Truste • Reunião de empresas que perdem seu poder individual e o submetem ao controle de um conselho de trustes. Geralmente tais organizações formam monopólios. como a Lei Sherman. . e o temor de que adquirissem poder muito grande e impusessem monopólios muito extensos fez com que logo fossem adotadas leis antitrustes.

visando sempre ao açambarcamento dos mercados. o abuso pode assumir as mais variadas modalidades. § 4º ). as formas usuais são: . 173.• Repressão ao Abuso de Poder Econômico: a constituição impõe sua repressão (art. neste caso mediante um excessivo e injustificável aumento de preços. à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.

produtos ou serviços em quantidade necessárias às exigências de seu consumo. . incide sobre os preços privados.• Controle de Abastecimento: é o conjunto de medidas destinadas a manter no mercado consumidor matéria-prima. por seus órgãos centralizados ou entes descentralizados a que a lei federal atribui. do serviço ou da atividade que se compra ou que se utiliza mediante renumeração. Tabelamento é função privativa da União. • Tabelamento de preços: Preço é a retribuição pecuniária do valor do bem. semiprivado ou público. pode ser privado.

•FIM .

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