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Escola Secundária de Alcácer do Sal

2008/2009

Psicologia

“Degradação Ambiental”

Professor:
José Marques

Trabalho realizado por:


Alexandra Felizardo nº2
Helena Roberto nº14
João Direitinho nº16
João Pestana nº10

12º A/C
Índice

• Introdução

• A Degradação Ambiental

• Chuva Ácida

• Desertificação

• Efeito de Estufa

• Destruição de florestas

• Marés Negras

• Poluição do Solo

• Poluição Atmosférica

• Poluição Sonora

• Poluição da Água

• Poluição Visual

• Conclusão

• Bibliografia
Introdução

A Degradação ambiental é a degeneração do meio ambiente, onde as


alterações biofísicas do meio provocam uma alteração na fauna e flora naturais,
existindo a possibilidade de perda de biodiversidade. A degradação ambiental é
normalmente associada à acção de poluição com causas humanas, contudo, no
decorrer da evolução de um ecossistema, pode ocorrer degradação ambiental por
meios naturais.
Desde que o Homem começou a conviver em grandes comunidades, ele
alterou a natureza de forma a assegurar a sua sobrevivência e para que esta lhe
proporcione conforto. A agricultura, a pecuária e a construção de cidades
modificaram directamente a natureza, transformando as características
geográficas como a vegetação, a permeabilidade do solo e a reflexividade da
superfície terrestre, bem como as características do solo, do ar atmosférico e das
águas, tanto pluviais, fluviais como subterrâneas.
A Degradação Ambiental

O aumento da população mundial ao longo da história exige áreas cada vez


maiores para a produção de alimentos e técnicas de cultivo que aumentem a
produtividade da terra. As florestas cedem lugar a criações, espécies de animais e
vegetais. Os produtos químicos não - biodegradáveis são usados para aumentar a
produtividade, estes poluem os rios, as águas subterrâneas e contaminam os
alimentos.
A urbanização multiplica esses factores de desequilíbrio e usa os recursos
naturais em escala concentrada, quebra as cadeias naturais de reprodução desses
recursos e reduz a capacidade da natureza construir novas situações de equilíbrio.
Chuva Ácida

A chuva, neve ou neblina com alta concentração de ácidos na sua composição,


conhecida como chuva ácida, é um problema ambiental que afecta particularmente
a Ásia hoje em dia, por causa do consumo crescente de combustíveis fósseis na
região. O óxido de nitrogénio (NO) e os dióxidos de enxofre (SO2), principais
componentes da chuva ácida, são libertados na queima de carvão e óleo, fontes de
energia que movem as economias asiáticas. No decorrer da década de 90, os países
da região lançaram na atmosfera cerca de 34 milhões de toneladas de dióxido de
enxofre durante um ano ( 40% a mais do que emitem os Estados Unidos, até então
o maior responsável pela ocorrência do fenómeno).
Estes números provavelmente devem triplicar até 2010, sobretudo na China,
Índia, Tailândia e Coreia do Sul, não só por causa do aumento da produção
industrial e da frota de veículos, mas também porque estes países usam
basicamente carvão para gerar energia. Na China, por exemplo, 70% da energia
provém da queima desses combustível. Ao retornar à superfície através de chuva,
os ácidos alteram a composição do solo e das águas, comprometendo as lavouras, as
florestas e a vida aquática, degradando-as. Também podem corroer edifícios,
estátuas e monumentos históricos, o que acontece em vários lugares da Europa.

As Chuvas ácidas concentram-se nas áreas industriais do hemisfério norte.


O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) estima que cerca de 35% dos
ecossistemas europeus encontram-se degradados por causa de acidez da chuva. No
leste dos EUA e na Europa Ocidental já foram registrados índices de acidez entre
2 e 3, numa escala de 0 a 14 – indicadores abaixo de 7 são considerados ácidos.
Muitas espécies de peixes e quase todas as de moluscos não sobrevivem a índices
abaixo de 4,8.

Efeito das chuvas ácidas


Desertificação

A perda de produtividade do solo por causa da administração inadequada


das culturas, do uso excessivo de fertilizantes e da destruição da cobertura
vegetal é responsável pela desertificação de extensas áreas do planeta. Segundo o
Worldwatch Institute, organização norte-americana que acompanha o estado
actual dos recursos naturais do planeta, cerca de 15% da superfície terrestre está
sob risco de desertificação. As áreas mais afectadas são o oeste da América do
Sul, o nordeste do Brasil, o norte e o sul da África, o Médio Oriente, a Ásia
Central, o noroeste da China, a Austrália e o sudoeste dos Estados Unidos.
A desertificação resulta da degradação do solo, tornando-o estéril, e é
provocada principalmente pelo homem, através do desmantelamento de extensas
áreas de floresta, da agro-pecuária intensiva e da mineração desordenada. Estas
actividades destroem a cobertura vegetal natural do solo, contribuindo para o
aparecimento de terrenos arenosos, impermeáveis à absorção de água. Na década
de 90, o administração agrícola inadequada foi responsável pela degradação de 562
milhões de hectares de terra, ou seja, 38% do total da área plantada no mundo,
conforme o relatório do World Resources Institute (WRI).

Desertificação
Efeito de Estufa

O efeito de estufa é causado pelos “gases de estufa”, gases como o dióxido


de carbono, o vapor de água, o metano, entre outros, que evitam que o calor solar
absorvido pela superfície terrestre se escape para o espaço. Isto acontece porque
as radiações solares do espectro do visível atravessam a atmosfera e são
absorvidas pela superfície do globo, aquecendo-a; este calor é depois reemitido
para o espaço sob a forma de radiações infravermelhas, que são parcialmente
absorvidas pelos gases de estufa, “aprisionando” esta energia calorífica. Desta
forma, a temperatura do planeta é mantida dentro de uma gama de valores cerca
de 30º C superior ao que seria se estes gases não existissem, o que torna possível
a existência de vida no planeta (nomeadamente, impede que os rios, lagos e mares
congelem). No entanto, as actividades humanas, em especial a queima de
combustíveis fósseis, tem aumentado substancialmente este efeito, levando a um
aquecimento global do globo terrestre. O principal poluente automóvel que
contribui para o efeito de estufa é o dióxido de carbono.
Este efeito, além de provocar a longo prazo efeitos ainda não muito bem
conhecidos em todo o planeta, altera a distribuição das doenças infecciosas como a
malária, e provoca danos respiratórios. O calor que fica aprisionado na superfície
terrestre prejudica bastante os solos e o seu desenvolvimento.
Destruição de florestas

A floresta cobre cerca de 30% da superfície terrestre, e é nela que se


realiza a fotossíntese, da qual a vida depende. Além desta indispensável função, a
floresta é ainda uma fonte de riqueza para o homem:
fornece madeira, resina, celulose, cortiça, frutos, é
abrigo de caça, protege o solo da erosão, acumula
substâncias orgânicas, cria postos de trabalho,
fornece materiais para exportação, melhora a
qualidade de vida... Cada tipo de floresta forma um
ambiente uniforme, criando um sistema ecológico
onde vivem animais e plantas numa relação de
dependência mútua entre si e com o ambiente. As florestas sempre tiveram grande
importância material para o homem: proporcionavam-lhe caça, frutos e raízes,
combustível para o fogo e madeira para as suas construções. A expansão da cultura
humana foi o começo da exterminação das florestas. O homem começou a abater
florestas para ganhar espaço para a agricultura e para os pastos e para tirar
madeira para pequenas construções. Continuou a fazê-lo para obter dinheiro com a
venda da madeira e para outros fins igualmente lucrativos.
Por outro lado, os descuidos, tais como queimadas descontroladas, fogueiras ou
beatas mal apagadas, têm levado a incêndios que destroem grandes zonas
florestais. Até há pouco tempo o homem não tinha compreendido a grande
importância da floresta no equilíbrio natural, na regulação das chuvas ou na
protecção do solo, por isso não se preocupou com a progressiva desflorestação.
As consequências da desflorestação não se resumem ao enfraquecimento da
relação simbiótica entre a vida animal e vegetal. O aquecimento global do planeta e
a diminuição da biodiversidade são outros efeitos da destruição dos espaços
florestais. Com a desflorestação de grandes áreas é praticamente impossível
recuperar os ecossistemas com as mesmas espécies, o que acaba por originar zonas
de ervas e de vegetação de baixo porte, e eventualmente, terras áridas.
A desflorestação em larga escala contribui ainda para a emissão de CO2
para a atmosfera, este é um dos principais gases de estufa envolvido no
aquecimento global do planeta, no entanto, as florestas em crescimento removem o
CO2 da atmosfera, fixando-o nas árvores e no solo. Por exemplo, as vastas áreas
florestais da Sibéria, que cobrem uma área do tamanho dos EUA, contêm cerca de
metade do CO2, relativamente à floresta amazónica.
Marés Negras

A poluição dos mares e das zonas costeiras, originada por acidentes, com o
transporte marítimo de mercadorias, em particular o petróleo bruto, contribui,
anualmente, em 10% para a poluição global dos oceanos. Estas são cada vez mais
frequentes devido à intensificação do tráfico de crude por via marítima,
constituem verdadeiras catástrofes ecológicas, com efeitos devastadores e
persistentes. Os derrames petrolíferos também provocam efeitos climáticos
prejudiciais. A capa oleosa, que se forma à superfície, impede as trocas de água
entre o oceano e a atmosfera, causando uma diminuição na precipitação.
Simultaneamente, a atmosfera fica carregada de partículas de hidrocarbonetos,
agravando, globalmente, o problema das chuvas ácidas.
Actualmente as limpezas dos tanques dos petroleiros em alto mar são
proibidas, no entanto continuam-se a cometer abusos. Em alguns casos,
particularmente em mar alto, pode ser preferível deixar que a natureza se
encarregue de restabelecer o equilíbrio do meio, especialmente se as operações de
limpeza forem difíceis e ineficientes, pois a energia das ondas e a luz solar ajudam
a decompor e a diluir a “massa” do petróleo.
Quando as marés negras atingem as zonas costeiras, os seus efeitos
tornam-se ainda piores. Além de destruírem a fauna e a flora com elas em
contacto, provocam enormes prejuízos à actividade pesqueira e têm um forte
impacto negativo na actividade turística, já que os resíduos petrolíferos, de
remoção difícil, impedem durante muito tempo a utilização das praias.

Efeito das Marés Negras


Poluição do Solo

A poluição do solo é causada pelos lixos que as pessoas deixam no chão da


sua casa, da sua rua, do jardim da sua cidade, do pinhal ou das matas quando fazem
um piquenique… da berma das estradas quando vão de carro e atiram lixo pela
janela… e também nas praias, quando, no final de um agradável dia de Verão
passado à beira-mar, regressam às suas casas mas deixaram os restos e os lixos na
areia.

A poluição dos solos deve-se principalmente a dois factores:

- À utilização intensiva de produtos químicos na agricultura;

- À colocação sem tratamento prévio dos lixos, quer sejam resíduos sólidos ou
líquidos.

Pol
uição dos solos
Poluição Atmosférica

Existem diferentes causas de contaminação do ar:

- O fumo que sai pelas chaminés das fábricas;

- O fumo que sai pelos tubos de escape dos meios de transporte;

- A incineração dos lixos a céu aberto;

- O uso, em demasia, de insecticidas e outros sprays (desodorizantes,


desinfectantes do ambiente, etc.).

A poluição do ar pode fazer com que o ar que tu respires te torne doente.


Quando respiras ar poluído com frequência, as partículas presentes podem
depositar-se nos teus pulmões. A poluição do ar pode provocar dor de cabeça ou
irritar a garganta e pode também fazer os teus olhos pingar e irritá-los. A poluição
do ar causa prejuízo às plantações e os animais também podem ficar doentes por
causa dela.

Poluição do ar
Poluição Sonora

Nos grandes centros urbanos, na proximidade dos aeroportos, dos


caminhos-de-ferro, das auto-estradas e de outras rodovias de intenso tráfego,
pessoas são, diariamente, confrontadas com ruídos e barulhos ensurdecedores
produzidos pelos motores ou buzinas dos automóveis, dos camiões, das motos e das
motorizadas, dos transportes públicos... que circulam nas ruas e estradas num
constante frenesim.

O «matraquear» infernal das maquinarias nas oficinas e nas fábricas


constitui outro flagelo ruidoso a que estão expostos os seus operários e os
moradores vizinhos desses complexos.

Como consequência deste mal dos nossos dias, os especialistas destacam: a


surdez, a irritação das pessoas, o «stress», a alteração do sistema nervoso, a
fadiga, a alucinação, as doenças psíquicas...

Poluição sonora
Poluição sonora
Poluição da Água

A água pode ser contaminada de muitas maneiras:

- Pela acumulação de lixos e detritos junto de fontes, poços e cursos de água;

- Pelos esgotos domésticos que aldeias, vilas e cidades lançam nos rios ou nos
mares;

- Pelos resíduos tóxicos que algumas fábricas lançam nos rios;

- Pelos produtos químicos que os agricultores utilizam para combater as doenças


das suas plantas, e que as águas das chuvas arrastam para os rios e para os lençóis
de água existentes no subsolo;

- Pela lavagem clandestina, ou seja, não autorizada, de barcos no alto mar, que
largam combustível;

- Pelos resíduos nucleares radioactivos, depositados no fundo do mar;

- Pelos naufrágios dos petroleiros, ou seja, acidentes que causam o derrame de


milhares de toneladas de petróleo, sujando as águas e a costa e matam toda a vida
marinha – as chamadas marés negras.

Poluição das águas


Poluição Visual

A poluição visual é provocada pelo desperdício de luz nocturna. À noite,


numa cidade, o céu fica menos estrelado do que numa aldeia. Isso deve-se à
iluminação artificial, muitas vezes utilizada de forma incorrecta e que gera uma
outra forma de poluição - a poluição luminosa. Em locais com muita luz nocturna, o
céu fica coberto por uma enorme bolha luminosa, que nos impede de ver
nitidamente as estrelas, luz essa tão forte que nos magoa a vista e nos faz ficar
por vezes com dor de cabeça. Há pessoas, que nas cidades, têm dificuldade em
dormir porque uma grande quantidade de luz da rua ou do jardim do vizinho, lhes
entra pela janela do quarto e se torna incomodativa. Outra das formas de poluição
visual é os enormes cartazes de publicidade que se encontram na rua, pois são
incómodas.

Poluição visual
Conclusão

Pode-se concluir que as modificações no ambiente para a instalação de


cidades densamente povoadas causam alterações no clima e na qualidade ambiental.
Problema como as chuvas intensas, inundações, queda de morros, ventania em
determinados locais, assim como instabilidade climática são causas do efeito criado
pela densidade populacional e das transformações ambientais.
A poluição é muito frequente nas grandes cidades o que faz com que as
pessoas adoeçam mais do que as que vivem nas zonas rurais. Assim observa-se que
a degradação ambiental urbana altera não apenas as condições climáticas locais,
mas também agride o meio ambiente, poluindo-o de diversas formas e ao ser
humano que nele habita.
Bibliografia

www.cabano.com.br

www.conhecimentosgerais.com.br

pt.wikipedia.org