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Escola Aziendalista

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CURSO DE CIÊNCIA CONTÁBEIS 1º PERÍODO VESPERTINO

PESQUISA SOBRE “ESCOLA AZIENDALISTA”

CACOAL 2013 FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA

CURSO CIÊNCIAS CONTÁBEIS

PESQUISA SOBRE “ESCOLA AZIENDALISTA”

Trabalho apresentado à disciplina de Evolução do Pensamento Contábil

Como avaliação para nota. Professor: Evimael Teixeira. Acadêmico: Clériston Rodrigues Araújo. Acadêmico: John Kennedy Conte. Acadêmico: Sidnei Boroviec. Acadêmico: Guido Ferreira de Almeida.

CACOAL 2013

SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO..........................................................................................................4 2. REVISÃO DE LITERATURA....................................................................................5 2.1 Historia da Contabilidade.....................................................................................5 2.2 Campo de Atuação da Contabilidade..................................................................7 2.3 Aziendas.................................................................................................................8 2.3.1 Pessoa física.....................................................................................................9 2.3.2 Pessoa jurídica..................................................................................................9 2.4 Escola Aziendalista...............................................................................................9 2.5 As Aziendas.........................................................................................................10 2.5.1 Relações lógicas do fenômeno patrimonial....................................................11 2.5.2 Relações lógicas essenciais no fenômeno patrimonial..................................11 2.5.3 Relações lógicas dimensionais dos fenômenos patrimoniais........................12 2.5.4 Relações lógicas ambientais do fenômeno patrimonial.................................14 2.5.5 Funções, sistemas de funções patrimoniais e evolução sistemática.............15 3. PRINCIPAIS PENSADORES.................................................................................16 3.1 Fabio Besta..........................................................................................................16 3.2 Gino Zappa...........................................................................................................16 4. CONCLUSÃO.........................................................................................................17

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1. INTRODUÇÃO Neste trabalho será apresentando um dos vários pensamentos que existe neste campo da ciência. Com René Descartes no século XVII, criador do método especial para o Pensamento Científico, e o Positivismo de Auguste Comte século XIX, este fundamentou não somente a Contabilidade como também outras ciências alicerçando o conhecimento específico, distinto do empírico. Poucas escolas de pensamento contábil trouxeram avanços na essência do estudo da Ciência, isto em contraste com a quantia das escolas criadas. Tem-se neste trabalho o objetivo de descrever a escola de aziendalismo e como esta surgiu. Sempre em forma evolutiva no inicio do século XIX, a humanidade ensejou o aparecimento da Contabilidade como ciência. Foi Gomberg o primeiro a despertar para uma economia aziendal, que mais tarde se tornaria, na Itália, a corrente aziendalista. Gomberg tomou como objeto de estudos a riqueza impessoal ou administrativa, deu foco à economia e denominou a Contabilidade como Economologia, tendo como função estudar todos os fatos da gestão patrimonial.

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2. REVISÃO DE LITERATURA
2.1 Historia da Contabilidade

O termo contabilidade vem do conceito de prestação de contas. Seu objetivo sempre foi fornecer informações úteis e confiáveis sobre o patrimônio de alguém. Desde os tempos mais remotos, chefes de tribos precisavam conhecer o montante de suas riquezas, e o mesmo acontecia com os reis em todas as épocas da história. Os comerciantes da idade média queriam controlar os preços das mercadorias, da mesma forma que hoje acionistas precisam saber o preço de suas ações no mercado. Na antiguidade, já existiam pessoas encarregadas de controlar e guardar as riquezas dos reis. Na Babilônia, as cobranças de impostos já eram feitas com escritas, embora rudimentares. No Egito, um escriba contabilizou negócios do faraó no ano 2000 a.C., mas só a partir do século XI é que se tem notícias de livretos manuscritos abordando assuntos contábeis. Essa literatura só ganhou impulso com o advento da imprensa e, especialmente, após o lançamento do livro do frei Luca Pacioli, em 1494. O frade italiano fez uma exposição completa do Método das Partidas Dobradas, que ainda hoje é a base da escrituração contábil. Antes mesmo de escrever e calcular, o homem primitivo controla-la as quantidades de comida e de animais da tribo, através de pinturas ou marcações em rochas ou ossos. Os bens de consumo dessas sociedades primitivas eram provenientes da agricultura, caça ou pesca. Muitas vezes, havia excesso de alguns deles e pouco ou nada de outros. Sendo assim, as tribos começaram a trocar, entre si, os produtos em excesso por outros pelos quais tinham interesse. Esse processo, no qual uma mercadoria é trocada diretamente por outra, é denominada escambo e representa a forma mais antiga de comercio. Logo se reconheceu a necessidade de se estabelecer um produto único que pudesse ser reconhecido por todos e que servisse de meio de troca entre mercadorias. Surge

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então a ideia da moeda, a primeira função atribuída à moeda é a de troca, e a segunda, é a medida de valor. O ouro, prata, cobre e alguns outros metais são os mais antigos exemplos de moeda conhecidos. No inicio, o valor dado aos metais era relacionado ao seu peso. Sendo assim, quanto mais pesado o metal, maior valor lhe era atribuído. Mais tarde, os comerciantes passaram a identificar nas próprias moedas o peso que elas possuíam. Contudo, com o crescente aumento de falsificações dos pesos marcados nas moedas, das fraudes e prejuízos causados aos comerciantes, algumas autoridades adotaram o critério de produzir moedas em forma de discos cunhados, o que dificultava sua falsificação. Foi somente no século XII a.C., que a cunhagem tornou-se oficial, ou seja, passou a ser feita pelo Estado. Surgem então os bancos que representavam lugares seguros para aqueles que quisessem proteger seus tesouros. Mas o grande desenvolvimento das atividades bancárias só ocorreria nos séculos XV e XVI, quando surgiram os primeiros grandes banqueiros e estabelecimentos bancários. A contabilidade começa, então, a ser desenvolvida de forma mais organizada ao mesmo tempo em que começam a surgir novos métodos de sistematização dos controles. O método das partidas dobradas, já mencionadas anteriormente, foi desenvolvido nessa época, mantendo-se atual ainda hoje. Todos os documentos e comprovantes de documentos e de depósitos eram contabilizados e informados aos negociantes para que eles tivessem a exata noção dos recursos de que dispunham para decidir sobre os rumos do seu negócio. Dessa forma, era maior a segurança, na medida em que não havia mais necessidade de se transitar com grande quantidade de moedas para a realização de negócios. Foi aí que surgiu o papel moeda. Ao entregar seus recursos aos banqueiros, para que se responsabilizassem pela sua guarda e proteção, os comerciantes recebiam como garantia um bilhete (recibo) como comprovação dos valores por ele depositados. Esse bilhete representava um certificado de depósito e comprovava que a pessoa possuía recursos guardados em mãos do banqueiro, podendo deles fazer uso a qualquer momento mediante a apresentação deste documento. O que ocorria muitas vezes é que, ao fechar um negocio, em vez de retirar o dinheiro depositado no banco para efetuar o pagamento, o comerciante preferia entregar o

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bilhete ao vendedor para que este, então, fosse retirar a quantia junto ao banqueiro. Sendo assim, o pagamento acordado não era mais efetuado em moedas, mas através de um bilhete concedido pelo banqueiro. Com o passar do tempo, banqueiros e comerciantes perceberam que esses bilhetes circulavam livremente, sendo transferidos de mão em mão e utilizados largamente nos negócios. Os banqueiros viram nisso a possibilidade de emprestar para terceiros esse dinheiro (as moedas) que não estavam sendo utilizados pelos depositantes. Contudo, tal empréstimo não se dava por meios das moedas ou do ouro depositado, e sim através da emissão de outro bilhete (novo recibo). No entanto, a falta de critérios na emissão dos bilhetes, associada à ganância de alguns banqueiros, fez com sua circulação ocorresse em larga escala, numa quantidade maior do que os recursos depositados. Esses bilhetes então passaram a não mais oferecer garantias. Por conta dessa situação, o Estado passou a se responsabilizar pela emissão desses documentos, estabelecendo princípios e regras para controle da circulação dos bilhetes. Até hoje, o procedimento é realizado por um único banco, o Banco Central de cada País.

2.2 Campo de Atuação da Contabilidade

Como a Contabilidade controla e registra os fatos que afetam o patrimônio, ela pode ser aplicada à pessoa física ou jurídica, com finalidades lucrativas ou não, ou ainda a empresas de direito público ou privado. Inicialmente, o desenvolvimento da Contabilidade esteve intimamente ligado ao surgimento do capitalismo. Sua função era medir os acréscimos ou decréscimos dos capitais empregados em uma atividade comercial ou industrial. Hoje, com a evolução da Contabilidade e com o surgimento do método das partidas dobradas, o campo de atuação desta ciência tornou-se muito vasto. Ela pode ser aplicada a qualquer tipo de pessoa que exerça atividades econômicas para alcançar determinados fins, sejam eles lucrativos ou não. A esse campo de atuação da Contabilidade, no sentido mais amplo, denominado aziendas.

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2.3 Aziendas Azienda é um termo de origem italiana que não encontra tradução exata em português. Podemos defini-lo como um patrimônio sob a ação administrativa do homem, que age sobre ele praticando atos de natureza econômica . Portanto, podemos dizer que o campo de atuação da Contabilidade é o das aziendas. Alguns autores traduzem aziendas pelo termo empresas. No entanto, empresa é apenas um dos tipos de azienda, ou seja, a que tem finalidades lucrativas. Outros tentam traduzi-lo como fazenda, mas este termo é mais usado para indicar o conjunto dos bens do Estado ou então as finanças públicas. Portanto, o conceito mais correto de azienda é o que a define como um patrimônio em movimento, sob ação administrativa de uma pessoa física ou jurídica . Classificação das aziendas

Quanto aos fins, as aziendas classificam-se em: Aziendas sociais: são aquelas cujo fim e apenas social, ou seja, não visam lucros. Podemos citar como aziendas sociais as associações beneficentes, esportivas, culturais, recreativas, etc. Aziendas econômico-sociais: são aquelas que além de terem finalidades sociais visam também a um aumento delas mesmas, com o objetivo de prestar serviços, pecúlios, benefícios, etc. às pessoas que contribuíram para sua formação. Podemos citar como exemplo desse tipo de azienda os institutos de pensão, aposentadoria, pecúlio e previdência. Aziendas econômicas: são aquelas constituídas com a finalidade de obter lucros que seriam revertidos em seu próprio benefício e no das pessoas que contribuíram para sua formação. Nesse tipo de azienda, podemos classificar todas as sociedades comerciais, industriais, agrícolas, de serviços, alem de outras que tenham lucro como finalidade. Quanto aos seus proprietários, as aziendas classificam-se:

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Aziendas públicas: são as que pertencem à comunidade, mas que podem estar sob a administração do poder público ou privado. Podemos citar, por exemplo, as fundações, os sindicatos, as fundações com fins educacionais, intelectuais, esportivos, e o próprio Estado. Aziendas particulares: são as propriedades particulares pertencentes a uma pessoa ou a um grupo de pessoas, como as sociedades civis ou comerciais ou o próprio patrimônio de uma família.

2.3.1

Pessoa física Entende-se por pessoa física, no sentido jurídico, o ser humano

considerado isoladamente como sujeito de direito. É a pessoa natural, que surge com o nascimento e desaparece com a morte.

2.3.2

Pessoa jurídica Entende-se por pessoa jurídica a coletividade de indivíduos com

personalidade própria e independente dos membros que a formam, capaz de direitos e obrigações e cuja existência é protegida por lei. 2.4 Escola Aziendalista

Cerboni e Besta estudaram as aziendas, acrescentando a organização, administração e o controle, à parte científica da contabilidade. Gino Zappa, unificou Gestão, a Organização e a Contabilidade, tendo o estudo das doutrinas como requisito concomitante, ao seu lado, forma a economia azienda. Voltada para a definição de um conjunto de princípios e auxílio à ação da gestão. Através dos fenômenos empresariais, temos uma função dos resultados da função, sendo esta uma função da contabilidade. A doutrina da organização está direcionada para o estudo da constituição e harmonização do organismo pessoal da entidade.

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Zappa desenvolveu um sistema teórico contábil a partir do resultado, tornando-se este outro ponto importante de seu pensamento doutrinário. Tendo a contabilidade que preocupar-se com a demonstração dos fatos da gestão buscando não se conter com simples métodos de registros. Fenômenos econômicos, em fluxos de trocas monetárias entre a entidade e as economias externas, seria fato para que esta demonstração se tornasse possível. Analisar resultados periódicos e prioridade para a entidade e de seus dirigentes, isto direcionou o estudo de Zappa requerendo dele grande atenção. Na visão dele cada exercício, influencia positiva ou negativamente, por acontecimentos anteriores ou em períodos futuros. Zappa tinha como inalcançável determinar com exatidão os custos de uma produção, isto devido à existência de operações em operação no termino de um exercício e no início do próximo. Por pesquisas realizadas segundo o que é relatado por Luiz Jose: [...] Pode-se resumir as contribuições desta escola para a comunicação contábil mencionando que para seus representantes: 1. A teoria contábil deveria ser capaz de interpretar os acontecimentos ligados a vida da entidade e demonstrar a formação do resultado e suas relações com os fatos administrativos e com todo o contexto em que a entidade está inserida. 2. O resultado era considerado o mais importante fenômeno econômico de uma entidade. 3. O conhecimento e demonstração do resultado da gestão empresarial representavam o principal objetivo da contabilidade. Os expoentes máximos desta escola foram Zappa e Fibonacci. [...] 2.5 As Aziendas Gomberg estabeleceu a relação de causa e efeito para os fenômenos patrimoniais, relacionando o efeito ao débito e a causa ao crédito. Enunciava também que o Ativo era o efeito do Passivo, que por sua estrutura era a causa. Rudolf Dietrich acrescentou, em seus estudos do aziendalismo socialista, a visão de dinâmica patrimonial.

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Em sua visão idealista, entendia que os fatores homem, natureza e trabalho só poderiam estar organizados para atender o social, e que o lucro deveria ser considerado como um fator patológico.

2.5.1

Relações lógicas do fenômeno patrimonial

Existem relações ou acontecimentos que se somam para que o fenômeno patrimonial ocorra naturalmente. Podem ser divididos nos seguintes três grandes grupos: As relativas à natureza do fenômeno; As que permitem a dimensão do fenômeno; As que provêm dos continentes do patrimônio. Tais relações lógicas podem ser dominadas de: essenciais; dimensionais; e ambientais. A descoberta da verdade depende de disciplina na forma de observar e verificar dentro de um rigor lógico. Na Contabilidade qualquer teoria necessita considerar a realidade dessas ligações a sua forma de ocorrer e aos ambientes que envolvem e influem sobre os acontecimentos.

2.5.2

Relações lógicas essenciais no fenômeno patrimonial

Se analisarmos o fenômeno patrimonial ocorrido por sua natureza, observarmos que ele tende a originar-se da mente humana. Existe uma fase ideal e posteriormente ocorre uma fase material. Essa a gênese comum, regular, básica que considero natural. Porém, os fenômenos inaturais podem fugir a essa norma, especialmente os derivados dos fatores eventuais compulsórios e inesperados, como, por exemplo, os

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do risco, os legais etc. Quando estudamos, todavia, em ciência é sempre o natural que nos inspira. Em sua essência, o fenômeno patrimonial natural possui como relações lógicas: A percepção da necessidade; A racionalização de como suprir a necessidade com o estabelecimento da finalidade; A materialização da finalidade com o surgimento do meio patrimonial; O uso do meio com a prática da função A satisfação da necessidade com a promoção da eficácia. As relações essenciais são determinações de vontades, mas os fenômenos patrimoniais inaturais e os exclusivamente dependentes de ambientes exógenos não obedecem a essa forma de sequência lógica. Isso nos faz distinguir natureza distintas de fenômenos: os normalmente mais freqüentes, condicionados à vontade aziendal; e aqueles que provêm de fatores estranhos à vontade e também dos ambientes mais distantes externos. Adquirir um veículo é um fenômeno patrimonial natural, mas ter um depósito no banco confiscado pelo Governo, é um fenômeno patrimonial inatural. Os fatos patrimoniais naturais demandam direta ou indiretamente da vontade aziendal. Os fatos patrimoniais inaturais são os que defluem de compulsoriedades, de fatores desconhecidos e dos demais estranhos. As doutrinas contábeis elaboram-se em bases de normalidade, embora sem desconhecer o fortuito e os fatores que se opõem à regularidade.

2.5.3

Relações lógicas dimensionais dos fenômenos patrimoniais

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Os fenômenos patrimoniais possuem suas causas e efeitos, ocorrendo em condições específicas de qualidade de elementos, de quantidade deles, e em tempo e espaços determinados. Causa, Efeito, Qualidade, Quantidade, Tempo e Espaço são realidades dimensionais que concorrem com o fenômeno patrimonial. Pode-se identificar em cada fenômeno patrimonial, a ocorrência de todos os fatores dimensionais mencionados. Há uma causa da necessidade, da finalidade, do meio patrimonial, da função patrimonial e uma causa da eficácia. Assim como há também o efeito, a qualidade, a quantidade, o tempo e o espaço de cada um desses fatores. Se uma empresa pretende expandir (causa da necessidade), percebe que precisa de outra loja (efeito da necessidade). Organizando a forma de consegui-lo (causa da finalidade), inicia a busca da nova área (efeito da finalidade). Isso ocorre tanto diante das especificações que o imóvel terá (qualidade da finalidade) e a metragem que deve ter como o preço limite que se dispões (quantidade da finalidade). Isso acontece em uma determinada época (tempos da necessidade e da finalidade) e o imóvel deve estar em determinado lugar (espaços da necessidade e da finalidade); O imóvel representa a qualidade, quantidade, tempo e o espaço do meio patrimonial. Todos esses fatores são elementos importantes para a observação, a percepção e a verificação do fenômeno patrimonial. Porque as coisas acontecem com o patrimônio, como se sucedem, o que foi tangido, em quanto o foi, em que época, em que lugar, são elementos importantíssimos para que se possa conhecer sobre a essência da riqueza aziendal. Se o tempo, espaço ou qualquer um desses fatores se alterarem, também os efeitos tendem a variar e podem causar sérios problemas em relação à eficácia.

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2.5.4

Relações lógicas ambientais do fenômeno patrimonial

A riqueza está diretamente ligada à célula social, e como a azienda está ligada ao mundo exterior, ambas as esferas influem sobre o comportamento dos fenômenos patrimoniais e destes também sofrem influências maiores ou menores. Do mundo exterior chegam influências à azienda e fluem ao patrimônio tendo origens: Ecológicas; Sociais; Políticas; Econômicas; Tecnológicas; Educacionais; Legais etc. Que são decorrentes de diversos fatores como avanços científicos, guerras, greves, reformas cambiais, etc. Também fluem influências sobre a riqueza, especialmente derivadas das decisões administrativas e as de ação do pessoal; tais influências são as que provocam a maior parte dos fenômenos patrimoniais, pois representam a natureza deles. Mesmo sem ação externa podem ocorrer modificações involuntárias na riqueza, de origem involuntária. Assim, o próprio patrimônio também pode se auto modificar-se, sem ato volitivo, diretivo ou executivo que o determine, provocando fenômenos alheios à ação humana e igualmente alheios à ação de agentes externos; tais fenômenos são de menor ocorrência mas podem existir.

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O fenômeno patrimonial é tudo que tange a essência da riqueza aziendal, quer derivado de fatores diretos, indiretos, voluntários ou naturais da azienda, involuntários ou inaturais, externos ou internos.

2.5.5

Funções, sistemas de funções patrimoniais e evolução sistemática.

Tudo que existe no patrimônio está vinculado a uma utilidade que deve desempenhar, ou seja, visa a prestar uma função. Varias são as necessidades e várias são as funções pertinentes. Uma azienda possui, ao mesmo tempo: Necessidade de pagamentos (liquidez); Necessidade de obter seu resultado (resultabilidade) Necessidade de manter-se em equilíbrio (estabilidade); Necessidade de ter vitalidade e sobreviver (economicidade); Necessidade de possuir eficiência ou não desperdiçar (produtividade); Necessidade de proteger-se contra o risco (invulnerabilidade); Necessidade de possuir uma dimensão adequada (elasticidade); Necessidade de interação com o ambiente externo da riqueza (socialidade). Os meios patrimoniais precisam ter capacidade de exercer funções competentes para satisfazer, a um só tempo, todas as necessidades. Os sistemas patrimoniais são compostos de elementos fundamentais, que são os meios patrimoniais e as necessidades patrimoniais. Todos os sistemas de funções patrimoniais estão integrados por meios patrimoniais e necessidades patrimoniais; Todas as diversas necessidades patrimoniais são autônomas e existem a um só tempo;

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Todos os sistemas de funções patrimoniais são autônomos e de existência simultânea. Ao mesmo tempo, a empresa precisa pagar, lucrar, manter-se em equilíbrio, não desperdiçar, proteger-se, dimensionar-se adequadamente.

3. Principais Pensadores
3.1 Fabio Besta Contabilista nascido em Teglio de Valtellina, Lombardia, Itália, em 17 de janeiro de 1845. Graduou-se contador em 1868 pelo Instituto Técnico Comercial de Sondrio. Em 1872, começou a lecionar na Escola Superior de Comércio de Veneza, localizada na Ca' Foscari. Sua principal contribuição à história da contabilidade é a criação da escola controlista, que defendia que o principal objetivo da contabilidade era o controle dos fatos econômicos. 3.2 Gino Zappa Nasceu em 1879, em Milão, onde desenvolveu seus Comércio de Veneza, e obteve o diploma de professor nas matérias de Economia Política, Estatística, Direito, Línguas e Contabilidade. Ele iniciou sua carreira de professor no Instituto Técnico de Rovigo. Transferiu-se em seguida para Gênova, onde foi lecionar no Instituto Superior de Economia e Comércio. Em 1921, venceu o concurso de cátedra de Contabilidade do Instituto Superior de Ciência Econômica e Comercial de Veneza. Permaneceu nessa escola até atingir o limite de idade. Entre 1929 e 1935, no seu período de afastamento, colaborou com a Universidade de Bocconi, de Milão. Zappa morreu em Veneza no dia 14 de abril de 1960. Nas obras de Zappa, verifica-se a desvinculação da pesquisa contábil da teoria jurídica e a concentração em sua natureza econômica, de modo a abrir um novo horizonte para a pesquisa contábil.

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Zappa acreditava que a Contabilidade é a única ciência que estuda a condição de existência e a manifestação da vida da Entidade. A Contabilidade deveria corresponder a uma forma de método experimental relacionado com o estudo qualificativo e estático dos fenômenos mais simples da economia da Entidade. estudos fundamentais e seus primeiros estudos técnicos na área contábil. Habilitou-se ao ensinamento da Contabilidade no ano de 1905, depois de sua formação na Escola Superior de

4. CONCLUSÃO
Vê-se neste trabalho que através da evolução da humanidade tornou-se necessária a criação da ciência contábil, tendo esta como inicio a presença Gomberg. E transcorrendo tivemos os considerados exemplos desta escola Zappa e Fibonacci, sendo que estes últimos citados tiveram grande contribuição para o

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pensamento aziendalista. Com ênfase em Zappa o qual criou várias teses na área do estudo da ciência da contabilidade.

REFERÊNCIAS

Luiz

José

(http://teoriascontabeis.blogspot.com.br/2009/09/escolas-de-

contabilidade-aziendalista.html).

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• www.significados.com.br/aziendas/

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