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Palestra - A Ação do Assistente Social na Dependência Quimic

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Palestra- A ação do Assistente social na depência química
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Palestra- A ação do Assistente social na depência química

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Published by: Pablo Santos Lira on Apr 22, 2009
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A Ação do Assistente Social na Dependência Química e Compulsões.

Quando falamos em dependência química ou doenças compulsivas, devemos sempre lembrar que trata –se de doenças que eu também sou vulnerável , é multifatorial. Isto quer dizer que ela é causada por vários fatores, como o tipo de droga utilizada, predisposição hereditária, ambiente em que o usuário vive, relacionamento social e familiar, motivações pessoais para o uso ,etc. Nós profissionais da área, muitas vezes, nos achamos isentos, protegidos contra estas doenças compulsivas, porque conhecemos o problema , atuamos no meio, temos informações suficientes,etc. Precisamos nos reconhecer no problema, porque todos nós somos fragilizados e passíveis de nos viciarmos. A Escola Simbólico -Experiêncial – de Terapia Familiar de Witaker, nos traz este conceito como condicional para nos capacitarmos para podermos atender famílias com este tipo de problemas. Porque um individuo busca a drogadição, ou desenvolve algum tipo de compulsão? Existencialmente todos nós temos problemas, e muitas vezes temos necessidade de fugir deles, a droga às vezes é uma forma de fugir, de enfrentar, de conhecer limites, necessidade de aceitação do grupo, dificuldade no relacionamento familiar etc... IE a atuação do Assistente Social. Deve-se primeiramente conhecer com o que estamos lidando, que tipos de drogas existem, qual a ação de cada uma nos indivíduos etc. Temos aqui uma classificação das drogas que nos ajuda a nos localizarmos na questão:

Drogas:
Depressoras do Sistema Nervoso central São aquelas que diminuem a atividade do cérebro, fazendo-o funcionar mais lentamente, aparecem sintomas como sonolência, lentidão dos movimentos. Ex; Ópio, morfina e heroína (no início também estimula) Crack e merla (inicialmente estimuladora em seguida depressora). Álcool, cocaína (no início também estimula).

Estimuladora do Sistema Nervoso Central
Aquelas de excitam a atividade do cérebro, fazendo com que o estado de vigília fique aumentado. A pessoa perde o sono, a fome, aumentando a sua ação motora e podendo em doses elevadas produzir alucinações e delírios. Ex.; Café, chás, remédios para emagrecer, cocaína, solventes e inalantes, anfetaminas.

Perturbadoras do Sistema Nervoso Central
São aquelas que produzem mudanças qualitativas no seu funcionamento. Causam alterações mentais que não fazem parte da normalidade, como por ex. delírios, ilusões e alucinações, são subclassificadas em vegetal:maconha e amescalina e as sintéticas o ecstasy e o LSD.

Após as exposições colocar a importância de nós profissionais sabermos e identificarmos com quem estamos lidando, se o nosso cliente esta envolvido numa droga depressora, ou estimulante pesquisaremos o que esta por trás dessa situação, no seu contexto globalizado (empresa, família, amigos etc.) está influenciando neste individuo, para podermos alerta-lo, ou mesmo intervir junto à situação.
O denominador comum entre todas estas substâncias é a capacidade de promoverem alterações psicológicas e as implicações e conseqüências com o seu uso, podem se tornar

avassaladoras para os usuários, seus familiares, amigos e empresas. O que fará a diferença são as informações ,uma profunda reflexão e principalmente acreditar que as pessoas que estão envolvidas com este problema podem se transformar.

Porque uma empresa atuaria num problema que não tem cura, apenas se tem um controle? A QUESTÃO DO CUSTO BENEFICIO, É MUITO IMPORTANTE PARA AS ORGANIZAÇÕES.
Todos nós somos dependentes em potenciais, como vimos no início da palestra , todo ser humano é predisposto a se tornar um dependente. Caso a empresa decida pela demissão todas as vezes que se deparar com este problema, ela esta sempre correndo o risco de ao selecionar outro funcionário para reposição, admitir outro drogadependente em potencial, porque este problema esta na sociedade em geral. O mesmo acontece quando se discrimina um obeso , por exemplo. As doenças compulsivas não só faz o paciente de vitima, mas leva consigo todos ao seu redor, ou às vezes ele é o sinalizador de que naquela ambiente, família, empresa amigos estão com problemas. Por isso que atuar na recuperação e prevenção é mais lucrativo para as organizações. Um pouco que você colabora com o controle dessa doença social já é ganho para a empresa em todos os aspectos, de produtividade, queda do absenteísmo, melhoria do desempenho etc. e principalmente na fidelidade do empregado que foi alcançado com estes tipos de ajuda. Alguns aspectos da atuação do Assistente Social, que eu gostaria de assinalar com toda a ênfase possível: Existe 4 tipos de profissional: 1º - Os que crescem profissionalmente (Isto é os que investem em si mesmo); 2ª- Os que não desistem – se tornam frios, impessoais, técnicos, manipuladores, mas não reconhecem suas fraquezas; 3º - Os que se retiram – reconhecem que não conseguem tolerar as angústias pessoais;

4º - Os que são conduzidos – são os doutrinados, seguem modelos. O Assistente Social deve cuidar da ilusão onipotente que o leva a evitar qualquer teste de realidade de sua capacidade. A prática aperfeiçoa não apenas suas capacidades mas também suas responsabilidades. O profissional é aquele que manifesta no trabalho profissional, um compromisso consigo mesmo e com o seu próprio crescimento. Da mesma maneira, que o professor é um eterno estudante, o A.S. é um eterno paciente. 1º - O Assistente Social precisa ver o problema de forma sistêmica, pois o compulsivo não é um ser só, e quando adoece, também não adoece sozinho, mesmo que o profissional que o esteja atendendo não esta atuando com este enfoque sistêmico, ele precisa pelo menos reconhecer que o problema da compulsão, drogadição, alcoolismo etc. é um problema sistêmico; ou melhor, é um problema relacional, no acompanhamento envolver estas questões das suas relações; Falar da Atuação do Carl ª Whitaker – a família deve sempre se perguntar o que está fazendo para que o problema se mantenha... 2º - O Assistente Social precisa levar a família do seu cliente a perceber isto e acolhe-la como um todo como seu cliente. Conceber que não está atendendo um alcoólatra, mas está atendendo uma família de alcoólatra, mesmo que o seu atendimento não seja rotineiramente familiar; Retornar a experiência do Whitaker... 3º O atendimento ao compulsivo deve ser além de individual, também grupal, pois na medida que tem outros modelos, ele deixa de se sentir um estranho no ninho, um ser só, envergonhado, derrotado, mas se espelha na dificuldade dos outros encontrando forças para lutar e vencer. (Muito importante o A.A., Alanon, Associação antialcoólica). 4º - O A.S. deve valorizar as parcerias O problema não é só dele, realizar trabalhos e atendimentos de forma multi , interdiciplinarmente e transdiciplinariamente (isto é: formar novas teorias, criar novos instrumentos etc.)

5º - O A.S. não deve assumir a vida de seus pacientes , não tem soluções melhores que eles próprios, não é o caso de ensinarem a viver , mas ajudam a entender melhor interpretando e explicando as situações, são treinadores e não jogadores do time; 6º - Embora o paciente ou a família quando esta diante de um profissional queira ouvir receitas prontas e práticas, mas não é isto que eles precisam, eles precisam que alguém lhes ajudem a:  Libertarem-se de suas perspectivas bloqueadas;  Libertarem-se de dicotomias como quem são os bons e quem são os maus dentro deste contexto ( estes conceitos não progridem);  Precisam ter sua comodidade perturbada e a única saída para isto é começar a se mexer, se questionar. Tentar vender o meu modelo de vida é solapar seus recursos e capacidades; (motivar o paciente a dar o primeiro passo). (O A.S. precisa desenvolver uma visão política da situação (isto é: olhar de cima) (olhar de fora) (Olhar crítico). 7º- Para lidar com a contra-transferência de forma preventiva sugiro que o profissional dessa área tenha a sua própria terapia e tirar o melhor proveito de sua vida pessoal e familiar fora do consultório. Antes de mexermos com os problemas dos outros, precisamos mexermos com os nossos próprios problemas.

 Minha experiência de Implantação de um programa de D.Q.
em uma empresa. Alguns Fatores que foram de Fundamental importância:  Envolver toda a empresa, desde a Presidência até o ajudante;  Definir Política com relação ao problema;  Envolvimento do Sindicato, Associações, etc;  um fluxo de atendimento, delimitando ações e papéis de cada um no processo;  Montagem de um grupo

multidisciplinar.  Deixar claro que o objetivo do programa é melhorar a produtividade da empresa, através de um melhor desempenho dos seus funcionários;  Clarear Custo benefícios, com relação a demissão, e tratamento;  Envolvimento da família no processo, e criar espaços para esta também se tratar;  Buscar conhecimento do problema;  O Assistente Social acreditar que é um profissional capacitado para atuar nesta frente.

V - Uma Nova Forma de Atuar  O Assistente Social é um estrategista Social  Procura saber explorar as condições favoráveis, para sua intervenção;  Busca aplicar meios disponíveis e objetivos, dentro e fora da organização;  Busca uma meta através da Sinergia e Interações, com os demais sub-sistemas; Através de que e como Atuar dessa maneira?  Conhecimento;  Comunicação  Assessorando e formando multiplicadores;  Conscientização  Normatização;  Terceirização

 Na comunidade, leva-las a participar de associações, igrejas e grupos de voluntários, para o crescimento de informações;  A comunidade deve reconhecer seus limites, envolvendo quando necessário médicos e até policiais, quando estas situações o exigirem.

Indo Um pouco mais além  Ser um agente no processo de mudança comportamental;  Ter uma visão sistêmica da situação.  Ter participação em algum grupo de aconchego. Como ensinou Jean Paul Sartre: "Nas mínimas coisas que fizermos, elas terão repercussão universal".

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